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LABORATÓRIO DE PRÁTICA PEDAGÓGICA III 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
. 
 
 
 
 
AULA 06 – 
EDUCAÇÃO 
FÍSICA E SAÚDE: 
UMA LEITURA 
FRENTE À ATUAL 
REALIDADE 
 
 
 
 
 Olá! 
A interseção entre Educação Física e saúde tem se mostrado uma preocupação 
central na sociedade contemporânea, à medida que enfrentamos desafios cada vez mais 
complexos relacionados ao bem-estar humano. No contexto atual, em que mudanças 
rápidas na tecnologia, estilo de vida e ambiente têm impactado significativamente a saúde 
da população, emerge a necessidade de repensar a abordagem da Educação Física nas 
escolas. Este cenário suscita reflexões sobre como a disciplina pode assumir um papel 
mais abrangente e relevante na promoção da saúde, indo além das práticas esportivas e 
recreativas tradicionais. 
Ao examinarmos as perspectivas atuais sobre Educação Física e saúde, fica 
evidente que a disciplina transcende a simples transmissão de conhecimentos sobre 
atividades físicas. Hoje, ela é chamada a desempenhar um papel de facilitador e mediador 
na formação de indivíduos conscientes de seus corpos e capazes de tomar decisões que 
promovam sua própria saúde. O contexto contemporâneo exige que os professores de 
Educação Física sejam não apenas instrutores, mas também agentes de mudança, 
capazes de ajudar os alunos a adotar estilos de vida ativos e saudáveis. 
Bons estudos! 
 
 
 
 
 
 
 
6. EDUCAÇÃO FÍSICA E SAÚDE: UMA LEITURA FRENTE À ATUAL 
REALIDADE 
A sustentação social da Educação Física na escola ainda parece não estar 
plenamente consolidada. Esse cenário pode estar relacionado à excessiva ênfase nas 
práticas esportivas em detrimento da transmissão de conhecimentos aplicáveis à vida 
dos estudantes. Não se trata de negar a importância da prática em si, mas sim de 
enriquecer a abordagem para conferir maior relevância e significado à Educação 
Física no cotidiano dos indivíduos. 
Quando analisamos o modo como a Educação Física é geralmente conduzida 
nas escolas brasileiras e consideramos os dados alarmantes sobre doenças crônicas 
não transmissíveis, conforme apresentados pelo Ministério da Saúde, torna-se 
evidente que ela não tem tido um impacto significativo na promoção de hábitos mais 
saudáveis. 
MAITINO (1998), observa que a Educação Física escolar frequentemente se 
concentra na educação do corpo ou através dele, quando na verdade também deveria 
ser uma educação sobre o corpo. Em outras palavras, é crucial incluir a educação 
sobre como manter o corpo em condições ideais para melhorar a qualidade e extensão 
de vida. Essa abordagem deve ser considerada igualmente relevante às habilidades 
ensinadas nos jogos esportivos, que muitas vezes são esquecidas após os anos 
escolares. 
Guedes e Guedes (1999), destacam a existência de uma fundamentação lógica 
e racional para atribuir à Educação Física escolar um novo foco de interesse: a 
Educação para a promoção da saúde. Isso se sobrepõe ao tradicional 
desenvolvimento de habilidades atléticas e/ou recreativas, especialmente porque na 
sociedade contemporânea um grande número de adultos contribui significativamente 
para o aumento das doenças cardiovasculares, frequentemente associadas ao 
sedentarismo. 
Possivelmente, o argumento mais convincente para promover um estilo de vida 
mais ativo na escola é apresentado por MAITINO (1998), que enfatiza que a escola é 
o único ambiente onde todas as crianças, independentemente de educação, 
formação, sexo, raça ou histórico atlético, têm a oportunidade de vivenciar tais 
experiências. Ele também comenta que, nos Estados Unidos, professores de 
Educação Física têm participado ativamente de programas de controle de peso para 
estudantes. Portanto, o ambiente escolar é um espaço privilegiado para a promoção 
da saúde por meio das aulas de Educação Física. 
MAITINO (1998), sugere que o primeiro objetivo de incluir atividades físicas 
relacionadas à saúde nos currículos de Educação Física é capacitar as crianças a se 
tornarem independentes em relação às suas atividades físicas. Os professores devem 
auxiliá-las e incentivá-las a internalizar a motivação para se manterem ativas. Dessa 
forma, mesmo quando a motivação extrínseca dos professores diminuir, as crianças 
continuarão a adotar um estilo de vida saudável e ativo. Para alcançar essa 
independência, as crianças devem compreender os princípios das atividades voltadas 
para a saúde e saber como tomar decisões para se envolverem em programas 
individuais que devem ser ajustados e modificados ao longo dos anos. Guedes e 
Guedes (1998), também reforçam essa perspectiva de capacitar o indivíduo a 
gerenciar suas próprias práticas voltadas para a saúde. 
Ainda de acordo com MAITINO (1998), alguns aspectos da escola primária que 
facilitam a promoção dos princípios da saúde nessa faixa etária. Em geral, as crianças 
têm uma curiosidade natural em relação aos seus próprios corpos e estão 
especialmente abertas a receber informações sobre saúde. Os professores 
desempenham um papel de supervisão abrangente no desenvolvimento das crianças, 
permitindo a integração de vários elementos relacionados a comportamentos 
saudáveis como um todo, ao invés de focar apenas em áreas isoladas, como muitas 
vezes acontece no Ensino Médio. O autor também destaca que existe uma estreita 
conexão com o ambiente familiar, o que pode ser um excelente meio de influenciar os 
pais, caso eles notem mudanças no comportamento das crianças em relação às aulas 
de Educação Física. 
 
6.1 Novas perspectivas na prática docente em Educação Física 
 
Com o surgimento das rápidas e contínuas transformações sociais, os 
educadores agora enfrentam desafios que vão além do ensino tradicional, conforme 
observado por Esteve (2004). A complexidade das situações críticas vivenciadas nos 
lares, muitas vezes desestruturados, trouxe consigo demandas educacionais que 
requerem abordagens inovadoras. Esse cenário impôs aos professores a necessidade 
de compreender os impactos das mudanças sociais como uma questão essencial para 
sua própria sobrevivência profissional. Como resultado, os educadores precisam 
empregar uma ampla gama de recursos e estratégias para se adaptarem de maneira 
eficaz. 
Diversos aspectos caracterizam um professor exemplar, delineando os 
comportamentos que contribuem para um ensino efetivo e impactante. Autores como 
Rios (2001) e Perrenoud (2000) destacam a importância das competências 
necessárias para uma docência eficaz. No entanto, é relevante não apenas quantificar 
ou listar essas condições, mas também refletir e abordar as demandas cruciais 
relacionadas à prática docente. Um exemplo que permanece atual é a abordagem de 
Mosquera e Stobäus (1984), embasada nos estudos de Worell e Stilwell da década 
de 80, que ressalta os papéis do professor como gerente, mediador e facilitador. A 
seguir, exploraremos essas diretrizes descritivas, também enriquecidas por outros 
autores, além de nossa própria reflexão. 
A figura do professor como gerente envolve uma série de responsabilidades 
que vão desde a organização e planejamento até a avaliação das atividades. Nesse 
contexto, o educador desempenha um papel crucial, compreendendo teorias de 
aprendizagem, desenvolvimento humano e métodos de ensino. Além disso, é 
fundamental estar atualizado com as pesquisas realizadas na área da aprendizagem 
e desenvolvimento, uma vez que essas investigações oferecem insights valiosos para 
estruturar e melhorar a prática educativa. 
Outro aspecto essencial nesse papel é o autogerenciamento profundo, que se 
refere à habilidade de autodirecionamento e de ajudar os outros a resolverem 
problemas. Em uma sociedade contemporânea, essa competência torna-se ainda 
mais relevante, uma vez que implica em um compromisso contínuo com a 
autorreflexão e o autodesenvolvimento, capacitando o professor a ser um agente 
transformador no ambiente em que atua.Além disso, é importante destacar a habilidade de questionar-se de forma 
constante e de delegar responsabilidades. A capacidade de planejar cuidadosamente 
as ações para alcançar resultados precisos e abrangentes está diretamente 
relacionada à competência de gerenciar o processo de aprendizagem dos alunos. Isso 
também envolve adaptar o conteúdo de ensino ao nível de desenvolvimento e às 
capacidades individuais dos estudantes, conforme ressaltado por Perrenoud (2000). 
A eficácia das ações do professor de Educação Física está diretamente ligada 
à qualidade de sua formação continuada. Em um cenário de constantes mudanças e 
novas demandas, a capacidade de acompanhar essas transformações é fundamental 
e só é possível por meio de um compromisso contínuo com o aprimoramento 
profissional. A formação permanente é essencial para a atualização dos recursos 
cognitivos do educador, de forma a se adaptar a novas situações de trabalho, 
mudanças no meio social e evolução da aprendizagem. 
Perrenoud (2000), destaca a formação contínua como base para a 
autoformação do professor. Ele ressalta que a formação vai além de cumprir 
obrigações burocráticas de participação em cursos, envolvendo aprendizado e 
mudança por meio de vários procedimentos pessoais e coletivos. Esses 
procedimentos incluem leitura, experimentação, inovação, trabalho em equipe, 
participação em projetos institucionais e reflexão pessoal regular. Perrenoud (2000), 
enfatiza a importância da prática reflexiva, em que o profissional reflete antes de agir 
e posteriormente reflete sobre a ação realizada. 
Tardif (2000), destaca que os conhecimentos profissionais são em constante 
evolução e progresso, requerendo formação contínua e permanente. Ele sugere que 
os profissionais devem se autoformar e se reciclar por meio de diversos meios após 
concluírem seus estudos universitários. Essa abordagem assegura que o professor 
esteja sempre atualizado, capaz de se adaptar às mudanças e de oferecer uma 
educação de qualidade em constante evolução. 
Na prática da Educação Física, o professor desempenha o papel de mediador, 
estabelecendo relações calorosas e profundas com os alunos, de forma a construir 
uma interação diádica que promova aprendizado e desenvolvimento. Essa 
abordagem, ressaltada por Mosquera e Stobäus (1984), enfatiza a importância do 
intercâmbio humanístico na relação entre professor e aluno. 
Como mediador das relações humanas, o professor deve ser especialista em 
compreender como as pessoas interagem e comunicam-se. Seu objetivo principal é 
maximizar a qualidade do ambiente sóciointerativo. Nesse contexto, o professor 
desempenha o papel de encorajar comportamentos pró-sociais, promovendo a 
cooperação entre os alunos, o compartilhamento de ideias, a escuta ativa, a aceitação 
de opiniões divergentes e a resolução produtiva de conflitos interpessoais. Ele 
também atua como líder de grupo, incentivando a participação e a colaboração. 
 
O professor deve engajar os alunos nos processos de ensino e aprendizagem, 
tornando sua docência relevante. Isso envolve criar espaços e momentos para 
experiências novas, diálogos, busca por conhecimento e, acima de tudo, estar aberto 
para compreender os interesses dos alunos. Dessa forma, as aulas se tornam mais 
interessantes e criativas. A mediação do professor envolve estimular situações de 
aprendizagem mais proveitosas e relevantes, utilizando estratégias inovadoras e 
diferenciadas para atender às necessidades e interesses variados dos alunos. Essa 
abordagem colabora para uma educação mais participativa, significativa e envolvente. 
A teoria da aprendizagem significativa de Ausubel (2003) descreve um 
processo em que novas informações são assimiladas de maneira estável e útil quando 
interagem com ideias relevantes já presentes na estrutura cognitiva da pessoa, 
chamadas de subsunçores. Essa interação cria âncoras que dão novo significado a 
um conjunto de conhecimentos. Isso contrasta com a aprendizagem mecânica, onde 
novas informações são armazenadas sem conexão com conceitos prévios. 
No contexto da Educação Física, o professor desempenha um papel de 
facilitador, especialmente ao lidar com estudantes que necessitam de atenção 
especial. Ele deve observar as diferenças individuais e adaptar sua abordagem para 
acomodar diferentes níveis de desempenho. Além disso, o professor deve ser um 
modelo de identidade e opinião para os alunos, transmitindo valores e 
comportamentos saudáveis. 
A interação entre o professor, a família do aluno e a comunidade escolar é 
crucial para uma educação eficaz na Educação Física. Essa colaboração é 
fundamental, especialmente em ações voltadas para a promoção da saúde. A 
sociedade também desempenha um papel importante, pois as mudanças sociais têm 
aumentado as responsabilidades dos professores. Esteve (2004) enfatiza que os 
professores e as escolas não podem enfrentar essas demandas sozinhos e que é 
necessário construir uma sociedade que compartilhe a responsabilidade pela 
educação das novas gerações. Essa abordagem colaborativa é essencial para 
fornecer uma educação completa e eficaz. 
A abordagem da saúde na escola deve ser integrada de forma transversal entre 
todas as áreas do conhecimento, e aqui ressaltamos a importância do professor de 
Educação Física nesse contexto. O professor de Educação Física possui a 
capacidade única de motivar os alunos por meio do trabalho corporal e de atividades 
ligadas à cultura do movimento. Isso faz com que ele atenda a objetivos educacionais 
enquanto se compromete profissionalmente com os alunos, agindo como um 
motivador e facilitador. 
Esse professor desempenha um papel crucial na promoção da Educação para 
a Saúde, envolvendo não apenas os alunos, mas também suas famílias. Através de 
sua atuação direta com atividades físicas, ele pode inspirar posturas mais saudáveis 
e positivas. Além disso, sua função de facilitador é essencial para atender às 
diferentes necessidades e dificuldades dos alunos, adaptando sua abordagem de 
acordo com as características individuais e ritmos de aprendizagem. 
Yus (2002) destaca o papel desse educador em relação a uma educação que 
busca a integralidade do educando, considerando suas diferenças e ritmos de 
aprendizagem. Além disso, o professor de Educação Física deve ser capaz de integrar 
equipes interdisciplinares e auxiliar alunos com necessidades especiais, dinamizando 
suas habilidades específicas. 
É importante notar que esses papéis interagem constantemente na prática 
educacional, e a maneira como o professor os desempenha pode variar de acordo 
com seu estilo individual. O objetivo final é criar um ambiente educacional que 
promova a saúde, o bem-estar e o desenvolvimento integral dos alunos. 
Imaginamos um professor de Educação Física que desempenha um papel 
essencial na promoção da saúde na escola, com foco na cultura corporal de 
movimento e no desenvolvimento humano. Ele não apenas incentiva e cuida da 
dimensão física dos alunos, mas também atua como um dinamizador de grupos, 
influenciando não apenas os estudantes, mas também colegas professores e a 
comunidade em geral. Esse professor é parte integrante de uma equipe 
multidisciplinar que trabalha em conjunto para efetivamente educar para a saúde. 
Um aspecto fundamental desse professor é a sua capacidade de promover a 
vida ativa. A literatura ressalta os benefícios da atividade física na prevenção de 
doenças relacionadas ao sedentarismo. Na escola, o educando está em um momento 
propício para internalizar princípios de vida ativa que fundamentarão práticas 
saudáveis ao longo da vida. Conforme Guedes e Guedes (1999) destacam, os 
professores de Educação Física precisam adotar uma nova postura em relação à 
estrutura educacional, oferecendo em suas aulas não apenas atividades esportivas e 
recreativas, mas também metas voltadas para a educação em saúde. Eles 
selecionam, organizam edesenvolvem experiências que não apenas tornam os 
alunos ativos fisicamente durante a infância e adolescência, mas também os orientam 
a adotar um estilo de vida saudável ao longo de toda a vida. 
Assim, o professor de Educação Física desempenha um papel vital como 
facilitador, motivador e mediador, integrando os princípios da saúde em sua prática 
educacional. Ele contribui para o desenvolvimento humano integral dos alunos, 
incentivando uma cultura de movimento saudável, promovendo a vida ativa e 
trabalhando em colaboração com colegas e comunidade. Sua atuação vai além do 
ensino tradicional, visando à formação de indivíduos conscientes e comprometidos 
com a promoção da saúde e do bem-estar ao longo de suas vidas. 
É inegável a influência das inovações tecnológicas na sociedade 
contemporânea, e o professor de Educação Física desempenha um papel crucial ao 
observar e abordar as dinâmicas de comportamento e posturas decorrentes dessas 
mudanças. Ele deve estar atento às implicações das tecnologias na saúde dos alunos, 
propondo formas de ócio e lazer ativo que contrapõe os efeitos negativos do 
sedentarismo. Além disso, é fundamental que atue de forma preventiva, promovendo 
hábitos saudáveis e conscientizando os alunos sobre a importância de manter uma 
vida ativa para prevenir doenças. 
A mídia também exerce uma influência significativa na formação dos alunos, 
incluindo as percepções sobre saúde e bem-estar. O professor de Educação Física 
tem a responsabilidade de aprofundar suas reflexões pedagógicas sobre as 
abordagens veiculadas pela mídia e como elas podem impactar a saúde dos alunos. 
Ele pode desempenhar um papel crítico ao analisar e discutir as mensagens 
transmitidas pela mídia, ajudando os alunos a desenvolver um pensamento crítico e 
uma compreensão mais abrangente das questões de saúde. 
A qualidade das relações interpessoais também é destacada como 
fundamental para o papel do professor de Educação Física. Criar um ambiente de 
aprendizado afetivo, positivo e saudável é essencial para promover o bem-estar dos 
alunos. Essa relação interpessoal saudável contribui para o desenvolvimento da 
autoimagem e autoestima dos alunos, bem como para o próprio desenvolvimento 
pessoal e profissional do docente. Em um estágio da vida adulta em que mudanças e 
crises são frequentes, é crucial que o professor esteja constantemente em busca de 
reestruturação e desenvolvimento pessoal, o que se refletirá positivamente na sua 
atuação educacional. 
Em síntese, o professor de Educação Física desempenha um papel 
multifacetado e estratégico na promoção da saúde e do bem-estar dos alunos. Ele 
deve estar atento às inovações tecnológicas, abordar as influências da mídia de forma 
crítica e construtiva, e criar um ambiente de aprendizado positivo e saudável, ao 
mesmo tempo em que busca constantemente o próprio desenvolvimento pessoal e 
profissional. 
O ensino das atividades da cultura corporal na Educação Física envolve a 
integração de diferentes fontes de conhecimento, a fim de relacionar essas atividades 
com o contexto em que os alunos estão inseridos. A sugestão de Menestrina (1993) 
de direcionar a Educação Física em direção à Educação para a Saúde representa 
uma abordagem que transcende o isolamento da disciplina e a integra mais 
profundamente com outras disciplinas curriculares. Essa abordagem amplia o escopo 
da Educação Física para finalidades mais abrangentes dentro do sistema educacional, 
resultando em uma colaboração mais eficaz para melhorar a qualidade de vida na 
sociedade como um todo. 
A perspectiva de integrar a Educação Física com a Educação para a Saúde 
envolve uma ação educativa que vai além da simples transmissão de conhecimento. 
Conforme destacado por Mosquera e Stobäus (1984), a docência vai além do mero 
armazenamento de informações nas mentes dos alunos. Ela deve permitir a 
transferência do conhecimento adquirido para práticas efetivas na vida diária dos 
alunos, de maneira duradoura ao longo do tempo. 
Uma abordagem pedagógica eficaz na Educação Física, alinhada com a 
concepção de Educação para a Saúde, deve ter como objetivo principal a educação 
da consciência humana. Essa abordagem visa não apenas a melhoria da saúde 
individual, mas também a promoção de práticas de saúde que têm impacto em nível 
social. Portanto, a Educação Física deve se esforçar para desenvolver valores e 
conscientização que levem a escolhas saudáveis e a um estilo de vida mais 
equilibrado e ativo, contribuindo para o bem-estar geral dos indivíduos e da sociedade 
como um todo. 
 
 
 
 
 
 
 
PRÁTICA II 
 
1. Objetivos: 
Promover a compreensão da relação entre Educação Física e Saúde. 
Desenvolver habilidades de planejamento e implementação de programas de 
atividade física para a promoção da saúde. 
Capacitar graduandos em Educação Física a criar e liderar sessões de atividade física 
em um ambiente de aprendizado prático. 
 
2. Materiais: 
Espaço para atividade física (academia, quadra esportiva, sala de aula adaptada). 
Equipamentos esportivos (bolas, cordas, cones, etc.). 
Acesso a informações sobre os benefícios da atividade física para a saúde. 
3. Atividades: 
Discussão em Grupo (amigos, familiares): Inicie com uma discussão sobre a 
importância da Educação Física na promoção da saúde. Peça que eles compartilhem 
suas opiniões sobre como a atividade física contribui para a saúde física e mental. 
Apresente evidências científicas que destacam os benefícios da atividade física para 
a saúde, incluindo a redução do risco de doenças crônicas, melhoria da aptidão 
cardiovascular e bem-estar psicológico. 
Estabeleça os objetivos da atividade prática, que incluem a aplicação prática dos 
conceitos discutidos na promoção da saúde por meio da Educação Física. 
Demonstre vários exercícios de baixo impacto, como alongamento, treinamento de 
resistência leve, yoga ou atividades aeróbicas de intensidade moderada. Explique 
como esses exercícios podem ser benéficos para diferentes grupos de pessoas. 
 
5. Faça um relatório sobre as experiências vivenciadas nesta prática em outra página 
word e salvar em formato pdf, para encaminhar no seu portal AVA. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS 
 
GUEDES, D. P.; GUEDES, J. P. Educação para a saúde mediante programas de 
Educação Física Escolar. Motriz, v. 5, n. 1, p. 10-14, jun. 1999 
 
STOBÄUS, C. D. Educação para a saúde: desafios para sociedade em mudança. 2. ed. 
Porto Alegre: D. C. Luzzato, 1984. 
PERRENOUD, P. Dez Novas Competências para Ensinar. Porto Alegre: Artmed Editora, 
2000. 
RIOS, T. A. Ética e competência. 10. ed. São Paulo: Cortez, 2001. 
YUS, R. Educação integral: uma educação holística para o século XXI. Porto Alegre: 
Artmed, 2002. 
AUSUBEL, D. Aquisição e retenção de conhecimentos: Uma perspectiva Cognitiva. São 
Paulo: Editora Plátano, 2003. 
TARDIF, L. Saberes profissionais dos professores e conhecimentos universitários: 
elementos para uma epistemologia da prática profissional dos professores e suas 
consequências em relação à formação para o magistério. Revista Brasileira de Educação, 
n. 13, p. 5-24, jan./fev./mar./abr. 2000. 
MOSQUERA, Juan J. M. M; STOBÄUS, C. D. Educação para a saúde: desafios para 
sociedade em mudança. 2. ed. Porto Alegre: D. C. Luzzato, 1984. 
 
ESTEVE, José M. A terceira revolução educacional: a educação na sociedade do 
conhecimento. São Paulo: Moderna, 2004. 
WORELL J., STILWELL D., D. Constructions of feminist identity development: Stages or 
dimensions? Paper presented at the Annual Nag's Head Conference on Sex and Gender, 
Highland Beach, 1991.

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