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Portaria 453/2012Portaria 453/2012 Organização dos conselhos de saúdeOrganização dos conselhos de saúde O plenário do Conselho Nacional de Saúde resolve aprovar as seguintes diretrizes para: Instituição, reformulação, reestruturação e funcionamento dos Conselhos de Saúde. Apenas a partir de 9º Conferência de saúde é que iniciaram as outras a cada 4 anos. A 12º que ocorreria em 2004 ocorreu em 2003 devido a pedido extraordinário. A resolução é dividida em 5 diretrizes: Primeira Diretriz: O Conselho de saúde é uma instância colegiada, deliberativa (autoridade para decisão dentro da gestão do SUS por meio de votação), permanente do SUS, em cada esfera de governo. É integrante da estrutura organizacional do Ministério da Saúde e da Secretária de Saúde dos estados, DF e dos municípios. Com composição, organização e competências fixadas pela lei 8.142/90. São espaços instituídos de participação da comunidade. Nas políticas Públicas e na administração da saúde. O processo bem-sucedido de descentralização da saúde promoveu o surgimento de: 1.Conselhos regionais 2.Conselhos Locais Segunda Diretriz: 3- Conselhos Distrais de Saúde (incluindo os Conselhos dos distritos Sanitários Especiais Indígenas). NÃO SÃO DELIBERATIVOS, E SIM CONSULTIVOS. Sob coordenação dos Conselhos de Saúde da esfera correspondente (os conselhos coordenam esses menores). Como subsistema (uma parte da seguridade) da Seguridade Social, o Conselho de Saúde atua: 1- Na formulação e proposição de estratégia e 2- No controle da execução das Políticas de Saúde inclusive nos seus aspectos econômicos e financeiros. A instituição dos Conselhos de saúde é estabelecida por lei federal, estadual, DF e municipal, obedecida pela lei 8.142/90. Na instituição e reformulação dos Conselhos de saúde: O poder executivo, respeitando os princípios da democracia, deverá acolher as demandas da população: aprovadas na conferência de saúde e em consonância com a legislação. Divisão paritária, 50% de usuários e o que for levantado dentro dos Conselhos é levado para as conferências para ser pautado ou não. Quando dizemos paritária é 50% usuários e 50% SUS, número igual de representantes de cada categoria. A participação da sociedade organizada, garantida na legislação, torna os Conselhos de Saúde uma instância privilegiada na: Proporção; Discussão; Acompanhamento; Deliberação; Avaliação e Fiscalização. Da implementação da Política de Saúde, inclusive nos seus aspectos econômicos e financeiros. A legislação estabelece ainda a composição paritária de usuários em relação ao conjunto dos demais segmentos representados. O Conselho de Saúde será composto por representantes: A) Entidades representativas de prestadores de serviços da saúde; B) entidades representativas de trabalhadores da área da saúde; C) Entidades, instituições e movimentos representativos de usuários; D) Do governo. O presidente será eleito entre os membros do conselho, em reunião plenária e o número de conselheiros será definido pelos conselhos de saúde e constituído em lei por regimento interno. Terceira Diretriz: Segunda Diretriz: De acordo com as especificidades locais, aplicando o princípio da paridade, serão contempladas, entre outras, as seguintes representações: Associações de pessoas com patologias; Associação de pessoas com deficiências; Entidades indígenas; Movimentos sociais populares, organizados (movimento negro, LGBTQIA+) Organização de moradores. É recomendado que ocorra renovação a cada 4 anos, usuários, prestadores de serviços e profissionais, pelo menos 30%. Não é permitida nos conselhos a participação de: membros eleitos do poder legislativo, representação do poder judiciário e representação do ministério público. As funções não são remuneradas e garante dispensa do trabalho sem prejuízo para o conselheiro. ESTRUTURA E FUNCIONAMENTO DO CONSELHO: Os conselhos, a partir dessa resolução, passam a ter autonomia administrativa, dotação orçamentária, autonomia financeira e organização da secretaria-executiva. O conselho de saúde contará com uma secretaria-executiva: 1- Coordenada: por pessoa preparada para a função. 2-Subordinada: ao Plenário do Conselho de Saúde, que definirá sua estruturação e dimensão. 3-Função: suporte técnico e administrativo. Se reunirá, no mínimo, a cada mês; A pauta e o material de apoio às reuniões devem ser encaminhadas aos conselheiros com antecedência de no mínimo 10 dias; Se reunirá extraordinariamente quando necessário; Terá como base o seu regimento interno; As reuniões plenárias dos conselhos são abertas ao público e deverão acontecer em espaços e horários que possibilitem a participação da sociedade. As decisões do Conselho de saúde serão adotadas mediante quórum mínimo (50% +1) dos seus integrantes. Qualquer alteração na organização preservará o que está garantido em lei, deve ser proposta pelo próprio conselho e votação em reunião plenário com quórum qualificado. Quarta diretriz: O plenário de saúde deverá manifestar- se por meio de: recomendações, moções, outros atos deliberativos e resoluções. As resoluções serão obrigatoriamente homologadas pelo chefe do poder constituído em cada esfera de governo, em prazo de 30 dias. Decorrido esse prazo e não sendo homologada a resolução, nem enviada a justificativa pelo gestor ao conselheiro de saúde com proposta de alteração ou rejeição a ser apreciada na reunião seguinte, as entidades que integram o conselho de saúde podem buscar a validação das resoluções recorrendo à justiça e ao ministério público quando necessário. Apenas quem vota são os Conselheiros, apesar de toda população poder participar. A cada 4 meses deverá contar na pauta do conselho o pronunciamento do gestor, para prestar contas em relatório detalhado sobre o andamento do plano de saúde (ao tomar posse o gestor deve ter o plano de saúde). COMPETÊNCIAS DO CONSELHO: 1- Fortalecer a participação e o controle social no SUS; 2- Elaborar o regimento interno do conselho e outras normas de funcionamento; 3- Discutir, elaborar e aprovar propostas de operacionalização das diretrizes aprovadas pelas conferências de saúde; 4- Atuar na formulação e no controle da execução da política pública, incluindo Quinta diretriz: os seus aspectos econômicos e financeiros, propor estratégias para a aplicação da execução da política de saúde. 5- Definir diretrizes para elaboração do plano de saúde. 6- Anualmente deliberar (decidir) sobre a aprovação ou não do relatório de gestão. 7- Estabelecer estratégias e procedimentos de acompanhamento da gestão do SUS. 8- Proceder à revisão periódica dos planos de saúde. 9- Propor critérios para programação e execução financeira e orçamentária dos fundos de saúde, acompanhar a movimentação e destino dos recursos. 10- Fiscalizar e controlar gastos e deliberar sobre critérios de movimentação dos recursos de saúde, incluindo o Fundo de Saúde. 11- Analisar, discutir e aprovar o relatório de gestão com a prestação de cotas e informações financeiras, repassadas em tempo hábil aos conselheiros. 12- CONVOCAR CONFERÊNCIAS. 13- Estimular pesquisar referentes aos sus. 14- DIVULGAR nos meios de comunicações, dias e horários da reunião, as funções e competências do conselho.