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BIOGEOQUÍMICA AMBIENTAL 
AULA 5 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Prof.ª Ellen Caroline Baettker de Faria 
 
 
2 
CONVERSA INICIAL 
A proteção ambiental sempre foi praticada por seres humanos de uma 
forma ou de outra. No entanto, como as pressões antropogênicas sobre o meio 
ambiente aumentaram no século passado, a necessidade de proteção ambiental 
sistemática aumentou. Isso levou a uma experimentação considerável com 
definição de conceitos de qualidade, parâmetros e padrões para que seja 
possível quantificar e assim exigir dos governos leis e regulamentações que 
visem atingir os objetivos de proteção ambiental. 
Devido às falhas do passado e maior consciência da complexidade dos 
problemas ambientais, há uma aceitação crescente de que a proteção ambiental 
é melhor alcançada através do uso de uma abordagem multifacetada. Isso 
requer o uso de uma combinação de instrumentos regulatórios, econômicos, 
voluntários e de informações. 
TEMA 1 – CONTROLE DA QUALIDADE DO SOLO 
A composição do solo é muito complexa, pois não só estão presentes 
materiais inorgânicos, como silicatos, aluminatos, sulfatos, mas também matéria 
orgânica, como ácidos húmicos e muitos organismos vivos que o torna um 
ambiente vivo e dinâmico. Além disso, os processos que ocorrem no solo estão 
associados à qualidade deste, pois permitem as plantas atingirem altas 
produtividades. 
De acordo com a Hungria et al. (2013), no encarte Qualidade do Solo da 
EMBRAPA, o conceito qualidade do solo foi lançando na década de 1990 nos 
EUA e foi definido como “a capacidade um solo, dentro dos limites do seu 
ecossistema natural ou manejado, de sustentar a produtividade das plantas e 
animais, manter ou melhorar a qualidade da água e do ar, garantindo saúde e 
permitindo a habitação humana”. Sendo assim, a qualidade do solo está 
relacionada ao ambiente, à produção agropecuária e ao bem-estar humano 
(Figura 1). 
 
 
 
 
3 
Figura 1 – Componentes da qualidade do solo 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Segundo Araújo et al. (2012), os indicadores de qualidade do solo são 
utilizados para relacionar a sua funcionalidade, e assim constituem uma maneira 
indireta de mensurar a qualidade dos solos, sendo úteis para o monitoramento 
de mudanças no ambiente. 
Portanto, a escolha no uso dos indicadores depende da finalidade a que 
se propõe a utilização desse solo, além de indicar os possíveis manejos 
necessários para sanar problemas. 
1.1 Indicadores químicos 
Os indicadores químicos possuem relação com a atividade química e 
biológica, fertilidade e potencial de perda de nutrientes, sendo os principais: 
• Acidez do solo: esse parâmetro está relacionado ao pH do solo e, 
portanto, deve estar na faixa de 5,5 até 6,5 o qual os nutrientes ficam mais 
disponíveis. 
• Elementos fitotóxicos do solo: esse fator está principalmente relacionado 
com a acidez causada pelo alumínio, sendo considerado uma das 
Produtividade 
 
Qualidade 
do solo 
Saúde 
Qualidade 
ambiental 
 
 
4 
principais limitações químicas ao uso agrícola em ecossistemas tropicais, 
em razão de sua capacidade de gerar acidez no solo, prejudicando o 
crescimento das plantas. 
• Teor de matéria orgânica do solo (MOS): referida como indicadora da 
qualidade do solo em virtude de sua suscetibilidade de alteração em 
relação às práticas de manejo e por correlacionar-se com a maioria das 
propriedades do solo (Araújo et al. 2012). 
• Nutrientes: é importante mensurar a disponibilidade de nutrientes que são 
essenciais para o crescimento das plantas, como cálcio e magnésio 
trocáveis, fósforo, potássio, micronutrientes, assim como suas relações 
para que seja possível avaliar qualidade de solo entre diferentes sistemas 
de manejos. 
1.2 Indicadores físicos 
Os indicadores físicos estão relacionados com a retenção e transporte de 
água nutrientes, habitat para os microrganismos, camada de impedimento, 
porosidade e estimativa do potencial agrícola. Os indicadores físicos mais 
utilizados são descritos por Araújo et al. (2012): 
• Textura: é uma propriedade que tem muita relação com a retenção e o 
transporte de água, estrutura do solo, teor de nutrientes e de matéria 
orgânica, além de influenciar fortemente os processos erosivos do solo. 
• Espessura: indicador importante par avaliar a atividade biológica do solo, 
principalmente a espessura superficial horizontal, onde se encontra a 
maior concentração e é um local propicio ciclagem de matéria orgânica e 
nutrientes. 
• Densidade: essa propriedade varia em função a textura do solo e ao seu 
uso e ocupação. 
• Resistência a penetração: essa análise avalia resistência do solo à 
penetração da água, sendo utilizada para avaliar a limitação à penetração 
e o crescimento e desenvolvimento do sistema radicular das plantas. 
• Porosidade: possui relação com a movimentação do ar e da água nos 
solos, sendo os microporos indicadores da capacidade de retenção da 
água e os macroporos relacionados com o crescimento das raízes. 
 
 
5 
• Capacidade de retenção da água: essa propriedade indica a capacidade 
do solo relacionada ao transporte e armazenamento de água, a 
erosividade e ao teor de água, conforme a porosidade. 
• Condutividade hidráulica: é uma propriedade do solo que descreve sua 
capacidade em transmitir água e que depende da geometria dos poros e 
das propriedades do fluído contido neles, sendo afetados pela 
viscosidade e a densidade dos fluídos. 
• Estabilidade de agregados: é o parâmetro que melhor se correlaciona 
com a erodibilidade do solo, influenciando na infiltração, retenção de 
água, aeração e resistência à penetração de raízes, no selamento e 
encrostamento superficial, erosão hídrica e eólica. 
1.3 Indicadores biológicos 
Os indicadores biológicos indicam o potencial de ciclagem dos nutrientes 
e na capacidade do solo de receber novas culturas. Os principais indicadores 
dessa categoria são: 
• Biomassa microbiana: de acordo com a quantidade presente no solo, 
indica a capacidade de recuperação do solo a remoção da camada 
superficial. Também pode avaliar os efeitos da presença de poluentes 
como pesticidas e metais pesados. 
• Nitrogênio mineralizável: como não está disponível para uso direto das 
plantas ele deve ser mensurado como um indicador da qualidade do solo. 
• Respiração microbiana: é medido de acordo com a produção e consumo 
do gás carbônico, isto é a respiração microbiana. Esse indicador mede a 
atividade biológica do solo, podendo ser chamado de quociente 
metabólico. 
• Atividade enzimática: as enzimas auxiliam na atividade dos 
microrganismos de decompõem a matéria orgânica, sendo as principias 
a celulase e a desidrogenase. 
TEMA 2 – ASPECTOS LEGAIS E METODOLOGIAS PARA AVALIAÇÃO DA 
QUALIDADE DO SOLO 
E a legislação que dispõe sobre critérios e valores orientadores de 
qualidade do solo, quanto à presença de substâncias químicas, e estabelece 
 
 
6 
diretrizes para o gerenciamento ambiental de áreas contaminadas por elas 
devido às atividades antrópicas é a Resolução CONAMA n. 420, de dezembro 
de 2009. 
Segundo a resolução, a qualidade do solo é avaliada com base em 
Valores Orientadores de Referência de Qualidade (VRQs), Valores Orientadores 
de Referência de Prevenção (VP) e Valores Orientadores de Referência de 
Investigação (VI). E segundo o art. 8 no cap. 2, os VRQs, em relação às 
substâncias químicas, são estabelecidos por órgãos ambientais estaduais. 
No art. 20 do Cap 3, o solo pode ser classificado em quatro classes: 
• Classe 1: não requer ações; 
• Classe 2: poderá requerer uma avaliação do órgão ambiental, incluindo a 
verificação da possibilidade de ocorrência natural da substância ou da 
existência de fontes de poluição, com indicativos de ações preventivas de 
controle, quando couber, não envolvendo necessariamente investigação; 
• Classe 3: requer identificação da fonte potencial de contaminação, 
avaliaçãoda ocorrência natural da substância, controle das fontes de 
contaminação e monitoramento da qualidade do solo e da água 
subterrânea; 
• Classe 4: requer as ações mais drásticas estabelecidas no Capítulo IV 
da resolução. 
As metodologias de avaliação da qualidade do solo se baseiam em um 
conjunto de indicadores físicos, químicos, minerais e biológicos, parâmetros já 
descritos no tópico acima. Quando afetados, tais parâmetros demonstram que 
as características e propriedades do solo estão sendo afetadas e comprometidas 
devido ao mau uso do solo ou poluição. 
O primeiro passo para uma análise é a coleta de amostras, que deve ser 
feito no terreno previamente limpo e inclua 10-15 subamostras, para ser mais 
representativas. Essas amostras devem se coletadas em ziguezague com 
distância de 8-10 m de um ponto a outro e identificadas com GPS (Reis et al., 
2020). 
A profundidade das amostras deve ser de 0 a 20 cm, com sonda ou trado 
de aço inoxidável, as mesmas devem ser acondicionadas e preservadas de 
acordo com os tipos de parâmetros a serem avaliados. Para análise de 
 
 
7 
substâncias orgânicas, por exemplo, o ideal é a avaliação em menos de 14 dias 
(Reis et al., 2020). 
Os parâmetros físicos visam avaliar a umidade do solo, tamanho de 
partículas, densidade e porosidade, entre outras características. A análise 
granulométrica — por peneiramento e sedimentação ou por difração a laser — 
visa determinar a proporção de areia, silte e argila no solo, por exemplo. A 
proporção de tais elementos influencia na porosidade e retenção de água e de 
nutrientes (Silva, 2018). 
Em relação aos parâmetros químicos do solo, pode-se usar a metodologia 
volumétrica, ou processo de titulação, e determinar parâmetros como cálcio e 
magnésio trocáveis (volumetria de complexação), carbono orgânico (volumetria 
de oxirredução), acidez potencial (volumetria de neutralização), entre outros. A 
avaliação do pH é realizada por meio de potenciômetro. Já o método micro 
Kjeldahl é utilizado para avaliar o nitrogênio total, através da digestão, destilação 
e titulação da amostra (Silva, 2018). 
A condutividade é feita pelo aparelho condutivímetro e avalia o teor de 
sais contidos em uma solução por meio da medida da condutividade elétrica. Por 
fim, a espectrofotometria, que se baseia na medida de radiação luminosa 
absorvida em uma solução, determina a presença de ânions no solo, como o 
fósforo disponível. A espectrofotometria de absorção atômica é utilizada para 
determinação de metais pesados no solo, presentes em diferentes tipos de 
resíduos sólidos (Silva, 2018). 
A avaliação da biomassa microbiana e da atividade enzimática no solo é 
fundamental para entender a qualidade desse solo e como essa qualidade está 
sendo impactada por diferentes contaminantes. A avaliação da biomassa 
microbiana é baseada em respiração microbiana, conteúdo de carbono da 
biomassa microbiana e quociente metabólico. A respiração microbiana pode ser 
estimada pela quantidade de CO2 liberado do solo por análise de titulação. O 
carbono da biomassa microbiana pode ser determinado por irradiação-extração 
ou fumigação-extração. Por sua vez, a atividade enzimática é avaliada pelo 
método de hidrólise do diacetato de fluoresceína, que avalia a atividade de um 
grupo de enzimas, mas sem diferenciá-las entre si (Silva, 2018). 
As avaliações ecotoxicológicas envolvem testes que utilizam 
bioindicadores para aferir a presença de substâncias tóxicas no solo (como 
agrotóxicos e hidrocarbonetos). Os bioindicadores são organismos que 
 
 
8 
respondem a alterações no ambiente, ou seja, a agentes estressores, por meio 
de reações comportamentais ou metabólicas que podem ser mensuradas (Reis 
et al., 2020). 
TEMA 3 – CONTROLE DA QUALIDADE DO AR 
O controle da qualidade do ar começa pela busca de fontes alternativas 
de energia e atividades relacionadas menos poluente, além do incentivo de maior 
fiscalização em atividades poluentes. Segundo Nowacki e Rangel (2014), a 
legislação deve obrigar as indústrias a utilizarem filtros em suas chaminés, a 
tratar os seus resíduos e a utilizar processos menos poluentes. Também, deve-
se aplicar punições severas para aquelas que não estiverem de acordo com a 
lei. 
Portanto, para que exista um controle da qualidade do ar, é preciso 
estabelecer padrões, que visam determinar o valor de concentração dos 
poluentes atmosféricos. No Brasil quem regulamenta e estabelece os padrões 
da qualidade do ar é o CONAMA (Conselho Nacional do Meio Ambiente), e para 
intensificar os cuidados e auxiliar na criação dos padrões de medição criou-se o 
PRONAR (Programa de Monitoramento de Qualidade do Ar) por meio da 
Resolução n. 5 de junho de 1989. 
Portanto, os indicadores da qualidade do ar estão descritos na Resolução 
CONAMA n. 491/18, de acordo com o descrito pelo Instituto Água e Terra (IAT) 
(2022), podem ser eles: 
• Partículas Totais em Suspensão (PTS), Fumaça, Partículas Inaláveis 
(PM10), Partículas Inaláveis Finas (PM2,5): são indicadores que se 
diferenciam pelo tamanho, por exemplo, pó, poeira e fuligem. 
• Dióxido de Enxofre (SO2): pode ter origem nos combustíveis fósseis que 
contenha enxofre. Esse poluente causa chuva ácida, que deteriora 
diversos materiais, além de acidificar corpos d’água e destruir florestas. 
• Monóxido de Carbono (CO): tem sua origem na combustão de 
automóveis, e/ou indústrias. Esse gás prejudica a oxigenação dos tecidos 
podendo levar à morte. 
• Ozônio (O3): o ozônio quando presente próximo a camada do solo, isto é, 
na Troposfera, é um poluente tóxico, mas quando está nas altas camadas, 
como na Estratosfera, ele protege contra os raios ultravioletas. É um 
 
 
9 
poluente fotoquímicos e pode tanto causar problemas respiratórios como 
interferir na fotossíntese. 
• Dióxido de Nitrogênio (NO2): gás que pode causar bastante irritação as 
vias aéreas e está relacionado com a formação do ozônio e a chuva ácida. 
Na Resolução n. 3/90 do CONAMA, também ficaram determinados dois 
tipos de padrão de qualidade do ar: o primário e o secundário (Nowacki; Rangel, 
2014). 
• Padrão primário é aquele em que, quando ultrapassadas, as 
concentrações de poluentes podem afetar a saúde da população. Essas 
concentrações são os níveis máximos toleráveis dos poluentes 
atmosféricos. 
• Padrão secundário são aqueles em que as concentrações dos poluentes 
atmosféricos estão abaixo das quais se prevê o mínimo efeito adverso 
sobre a saúde da população, da fauna, da flora, dos materiais e do meio 
ambiente, em geral. 
O nível da poluição do ar é medido pela quantificação das principais 
substâncias poluentes presentes no ar, em que pela sua concentração, possa 
torná-lo impróprio, nocivo ou ofensivo à saúde, inconveniente ao bem-estar 
público, danoso aos materiais, à fauna e à flora ou prejudicial à segurança, ao 
uso e gozo da propriedade e às atividades normais da comunidade. 
Além do CONAMA, existem vários instrumentos legais elaborados pelos 
estados e municípios que devem ser consultados conjuntamente para uma 
análise detalhada das condições de qualidade do ar. 
TEMA 4 – LEGISLAÇÃO BRASILEIRA RELATIVA À POLUIÇÃO AÉREA 
A primeira legislação sobre controle da poluição atmosférica foi a Portaria 
do Ministério do Interior de n. 231, de 27 de abril de 1976, com o objetivo de 
estabelecer padrões de qualidade do ar para material particulado, monóxido de 
carbono, dióxido de enxofre e oxidantes fotoquímicos. 
Já nos anos 80, a frota de carros aumentou consideravelmente e o 
Governo Federal estabeleceu um programa de controle veicular através da 
resolução CONAMA n. 18, de 6 de maio de 1986. 
Os parâmetros utilizados eram internacionais, e por isso percebeu-se que 
deveria ter um programa nacional que contemplasse as fontes fixas de poluição 
 
 
10 
atmosféricas e assim foi criado o Programa Nacional de Controle de Qualidade 
do Ar - PRONAR através da ResoluçãoCONAMA de n. 5, de 15 de junho de 
1989. O principal objetivo era estabelecer padrões nacionais de qualidade do ar 
e emissão na fonte. 
E o próximo passo foi a ter um dispositivo legal a solução do CONAMA de 
n. 3, de 28 de junho de 1990, que estabeleceu os novos padrões nacionais de 
qualidade do ar em substituição aos fixados pela Portaria Minter n. 231/76. Essa 
resolução estende o número de parâmetros regulamentados de quatro para sete, 
sendo eles fumaça, partículas inaláveis, partículas totais, monóxido de carbono, 
dióxido de enxofre, dióxido de nitrogênio e ozônio troposférico, e também foi 
introduzida na legislação a figura dos padrões secundários de qualidade do ar, 
mais restritivos que os primários, constituindo-se seu atendimento em meta de 
longo prazo. 
Essa resolução foi sendo complementada conforme está descrito no 
Quadro 1, mas em 2005 a OMS (Organização Mundial da Saúde) alentou sobre 
os problemas que a poluição atmosférica estava causando a saúde e publica 
novas diretrizes fazendo que vários países revisassem suas diretrizes. 
Quadro 1 – Legislações brasileira relativa à poluição aérea 
a. Poluição Aérea Global – Camada de Ozônio 
Resolução CONAMA n. 13, de 13 de 
dezembro de 1995 
Institui cadastramento obrigatório de empresa 
que produza, importe, exporte, comercialize 
ou utilize substâncias controladas 
Resolução CONAMA n. 229, de 20 de agosto 
de 1997 
Altera prazo da Resolução CONAMA no 
13/95, a partir da qual ficam proibidos, em 
todo o território nacional, todos os usos como 
solventes das substâncias controladas 
constantes dos Anexos A e B do Protocolo de 
Montreal 
Resolução CONAMA n. 267, de 14 de 
setembro de 2000 
Proíbe, em todo território nacional, a 
utilização de substâncias controladas 
especificadas nos Anexos A e B do Protocolo 
de Montreal sobre substâncias que destroem 
a camada de ozônio 
Decreto Federal n. 6, de 6 de março de 2003 Cria o Comitê Executivo Interministerial para 
a Proteção da Camada de Ozônio, com a 
finalidade de estabelecer diretrizes e 
 
 
11 
coordenar as ações relativas à proteção da 
camada de ozônio 
Resolução CONAMA n. 340, de 25 de 
setembro de 2003 
Dispõe sobre a utilização de cilindros para o 
envasamento de gases que destroem a 
camada de ozônio 
b. Poluição do Ar Local por Fontes Fixas 
Decreto-Lei n. 1.413, de 14 de agosto de 1975 Dispõe sobre o controle da poluição do meio 
ambiente provocada por atividades industriais 
Lei Federal n. 6.803, de 2 de julho de 1980 Dispõe sobre as diretrizes básicas para o 
zoneamento industrial nas áreas críticas de 
poluição e de outras providências 
Resolução CONAMA n. 5, de 15 de junho de 
1989 
Cria o Programa Nacional de Controle de 
Qualidade do Ar (PRONAR) 
Resolução CONAMA n. 3, de 28 de junho de 
1990 
Dispõe sobre padrões de qualidade de ar, 
previstos no PRONAR – Padrão de Qualidade 
do Ar 
Resolução CONAMA n. 8, de 6 de dezembro 
de 1990 
Dispõe sobre padrões de qualidade de ar, 
previstos no PRONAR – Padrão de Emissão 
Resolução CONAMA n. 382, de 26 de 
dezembro de 2006 
Atualiza e amplia os parâmetros das 
resoluções anteriores e estabelece limites 
máximos de emissão de poluentes 
atmosféricos por fontes fixas 
Resolução CONAMA n. 386, de 27 de 
dezembro de 2006 
Altera o art. 18 da Resolução CONAMA no 
316, de 29 de outubro de 2002, sobre 
monitoramento de crematórios 
Instrução Normativa IBAMA n. 7, de 13 de 
abril de 2009 
Dispõe sobre o procedimento de 
licenciamento ambiental e medidas que 
deverão ser adotadas visando à mitigação 
das emissões de dióxido de carbono (CO2) 
oriundas da geração de energia elétrica de 
usinas termelétricas movidas a óleo 
combustível e carvão 
Resolução CONAMA n. 436, de 22 de 
dezembro de 2011 
Estabelece os limites máximos de emissão de 
poluentes atmosféricos para fontes fixas 
instaladas ou com pedido de licença de 
instalação anteriores a 2 de janeiro de 2007 – 
Complementa as Resoluções n. 05/1989 e no 
382/2006 
Resolução CONAMA n. 491, de 20 de 
novembro de 2018 
Revogou a Resolução CONAMA n. 03/90, 
estabelecendo novos Padrões de Qualidade 
do Ar. Esta nova Resolução tomou como 
 
 
12 
referências os valores-guia de qualidade do 
ar, recomendados pela Organização Mundial 
da Saúde – OMS, em 2005, bem como seus 
critérios de implementação 
c. Poluição do Ar Local por Fontes Móveis 
Resolução CONAMA n. 18, de 6 de maio de 
1986 
Dispõe sobre a criação do Programa de 
Controle de Poluição do Ar por Veículos 
Automotores (PROCONVE) 
Resolução CONAMA n. 3, de 15 de junho de 
1989 
Dispõe sobre níveis de emissão de aldeídos 
no gás e escapamentos de veículos 
automotores 
Resolução CONAMA n. 10, de 14 de 
setembro de 1989 
Estabelece padrões de emissão de gases de 
escapamento por veículos automotores com 
motor do ciclo diesel 
Resolução CONAMA n. 7, de 31 de agosto de 
1993 
Estabelece como padrões de emissão para 
veículos em circulação os limites máximos de 
CO, HC, diluição, velocidade angular do 
motor e ruído para os veículos com motor do 
ciclo Otto e opacidade de fumaça preta e 
ruído para os veículos com motor do ciclo 
diesel 
Resolução CONAMA n. 8, de 31 de agosto 
de1993 
Estabelece os limites máximos de emissão de 
poluentes para os motores destinados a 
veículos pesados novos, nacionais e 
importados 
Lei Federal n. 8.723, de 28 de outubro de 
1993 
Dispõe sobre a redução de emissão de 
poluentes por veículos automotores 
Resolução CONAMA n. 18, de 29 de 
setembro de 1994 
Estabelece prazos para os fabricantes de 
veículos automotores leves e equipados com 
motor a álcool declararem a configuração e 
produção de veículo 
Resolução CONAMA n. 16, de 29 de 
setembro de 1994 
Fixa novos prazos para o cumprimento dos 
seguintes dispositivos da Resolução 
CONAMA n. 8, de 31 de agosto de 1993 – 
limites e fatores de correção de altitude para 
o índice de fumaça em aceleração livre para 
os motores novos 
Resolução CONAMA n. 15, de 29 de 
setembro de 1994 
Dispõe sobre a implantação de Programas de 
Inspeção e Manutenção de Veículos em Uso 
(I/M) 
 
 
13 
Resolução CONAMA n. 27, de 7 de dezembro 
de 1994 
Fixa novos prazos para o cumprimento de 
dispositivos da Resolução CONAMA n. 8, de 
31 de agosto de 1993 – limites e fatores de 
correção de altitude para o índice de fumaça 
em aceleração livre para os motores novos 
Resolução CONAMA n. 17, de 13 de 
dezembro de 1995 
Ratifica os limites máximos de emissão por 
veículos automotores 
Resolução CONAMA n. 18, de 13 de 
dezembro de 1995 
Regulamenta a implantação dos Programas e 
Manutenção para Veículos Automotores em 
Uso (I/M) 
Resolução CONAMA n. 16, de 13 de 
dezembro de 1995 
Regulamenta quanto à homologação e 
certificação de veículos novos do ciclo diesel 
(opacidade) 
Resolução CONAMA n. 15, de 13 de 
dezembro de 1995 
Estabelece para o controle da emissão 
veicular de gases, material particulado e 
evaporativa nova classificação dos veículos 
automotores 
Resolução CONAMA n. 14, de 13 de 
dezembro de 1995 
Dispõe sobre prazo para o programa trienal 
para a execução de ensaios de durabilidade 
por agrupamento de motores 
Resolução CONAMA n. 227, de 20 de agosto 
de 1997 
Regulamenta a implantação dos Programas 
de Inspeção e Manutenção de Veículos em 
Uso (I/M) 
Resolução CONAMA n. 241, de 30 de janeiro 
de 1998 
Estabelece limites máximos de emissão de 
poluentes para veículos importados 
Resolução CONAMA n. 251, de 12 de janeiro 
de 1999 
Estabelece limites máximos de opacidade de 
emissão utilizados em programas de I/M 
Resolução CONAMA n. 256, de 30 de junho 
de 1999 
Aprova a inspeção de emissão de poluentes 
e ruídos em veículos automotores 
Lei Federal n. 10.203, de 22 de fevereiro de 
2001 
Fixa limite mínimo de adição de álcool na 
gasolina de 20 % 
Resolução CONAMA n. 315, de 29 de outubro 
de 2002 
Dispõe sobre a nova etapa doPrograma de 
Controle de Emissões Veiculares 
(PROCONVE L4) 
Lei Federal n. 10.696, de 2 de julho de 2003 Fixa limite mínimo de adição de álcool na 
gasolina de 25 % 
Portaria IBAMA n. 80, de 24 de outubro de 
2006 
Trata da certificação de conformidade de 
veículos e motores, nacionais ou importados 
junto ao PROCONVE 
 
 
14 
Instrução Normativa IBAMA n. 127, de 24 de 
outubro de 2006 
Confirma os limites de emissão para motores 
a gás natural previstos na Resolução 
CONAMA n. 315, de 29 de outubro de 2002 
Instrução Normativa IBAMA n. 126, de 24 de 
outubro de 2006 
Estabelece critérios para verificação do 
funcionamento e os requisitos para a 
configuração dos dispositivos/sistemas para 
diagnóstico a bordo nos veículos leves de 
passageiros, a fim de monitorar o 
funcionamento dos motores e controlar a 
emissão 
Resolução CONAMA n. 403, de 11 de 
novembro de 2008 
Dispõe sobre a nova fase de exigência do 
Programa de Controle da Poluição do Ar por 
Veículos Automotores (PROCONVE) para 
veículos pesados novos (Fase P-7) 
Resolução CONAMA n. 415, de 24 de 
setembro de 2009 
Dispõe sobre nova fase (PROCONVE L6) de 
exigências do Programa de Controle da 
Poluição do Ar por Veículos Automotores 
(PROCONVE) 
Resolução CONAMA n. 418, de 25 de 
novembro de 2009 
Dispõe sobre critérios para a elaboração de 
Planos de Controle de Poluição Veicular 
(PCPV) e para a implantação de Programas 
de Inspeção e Manutenção de Veículos em 
Uso (I/M) 
Resolução CONAMA n. 426, de 14 de 
dezembro de 2010 
Estabelece novos prazos para o Plano de 
Controle da Poluição Veicular e o Programa 
de Inspeção e Manutenção de Veículos em 
Uso 
Resolução CONAMA n. 432, de 13 de julho 
de 2011 
Estabelece novas fases de controle de 
emissões de gases poluentes por 
ciclomotores, motociclos e veículos similares 
novos, e dá outras providências (PROMOT 
M4) 
Resolução CONAMA n. 433, de 13 de julho 
de 2011 
Dispõe sobre a inclusão no Programa de 
Controle da Poluição do Ar por Veículos 
Automotores (PROCONVE) e estabelece 
limites máximos de emissão de ruídos para 
máquinas agrícolas e rodoviárias novas 
Resolução CONAMA n. 435, de 16 de 
dezembro de 2011 
Regulamenta a entrada em vigor nos estados 
e nos municípios dos programas de inspeção 
e manutenção dos motociclos e veículos 
similares com motor do ciclo Otto de 4 tempos 
 
 
15 
Resolução CONAMA n. 451, de 3 de maio de 
2012 
Altera os limites de emissão da Tabela 3 do 
Anexo I da Resolução CONAMA n. 418, de 25 
de novembro de 2009, que dispõe sobre 
critérios para a elaboração de Planos de 
Controle de Poluição Veicular (PCPV) e para 
a implantação de Programas de Inspeção e 
Manutenção de Veículos em Uso (I/M) pelos 
órgãos estaduais e municipais de meio 
ambiente 
Resolução CONAMA n. 456, de 29 de abril de 
2013 
Altera Anexo da Resolução CONAMA n. 432, 
de 13 de julho de 2011, que dispõe sobre os 
limites de emissão de motociclos 
Resolução CONAMA no 490, de 21 de 
novembro de 2018 
Regula a fase P8 do Programa de Controle da 
Poluição do Ar por Veículos Automotores 
(PROCONVE) com o objetivo de limitar 
poluentes e ruídos dos novos veículos de uso 
rodoviário destinados ao transporte de 
passageiros (ônibus) e mercadorias 
(caminhões) 
 
Notas 
1 Norma Brasileira de Regulamentação da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT). 
2 Dá-se o nome de aromáticos a todos os compostos orgânicos que têm núcleo benzênico 
(benzeno) na molécula. Chamam-se de cíclicos aqueles compostos que apresentam mais de 
um anel em sua estrutura, por exemplo, o antraceno, que tem três anéis. 
 
Sendo assim, foi lançada a Resolução CONAMA n. 491, publicada no 
Diário Oficial da União de 20/11/18 que revogou a Resolução CONAMA n. 3/90, 
estabelecendo novos Padrões de Qualidade do Ar. Esta nova Resolução tomou 
como referências os valores-guia de qualidade do ar, recomendados pela 
Organização Mundial da Saúde – OMS, em 2005, bem como seus critérios de 
implementação. Uma mudança que a nova resolução trouxe foi a mudança nos 
padrões, sendo agora eles: 
• Padrões de Qualidade do Ar Intermediários - PI: padrões estabelecidos 
como valores temporários a serem cumpridos em etapas; 
• Padrão de Qualidade do Ar Final - PF: valores guia definidos pela 
Organização Mundial da Saúde - OMS em 2005. 
 
 
16 
O Quadro 2 apresenta os novos Padrões de Qualidade do Ar 
estabelecidos pelo Resolução CONAMA n. 491/18. 
Quadro 2 – Padrões de Qualidade do Ar 
Poluente 
Período 
de 
Referência 
PI-1 
(µg/m3) 
PI-2 
(µg/m3) 
PI-3 
(µg/m3) 
PF 
(µg/m3) ppm 
Material Particulado 
(MP10 ou PM10) 
24 horas 120 100 75 50 - 
Anual1 40 35 30 20 - 
Material Particulado 
(MP2,5 ou PM2.5) 
24 horas 60 50 37 25 - 
Anual1 20 17 15 10 - 
Dióxido de Enxofre (SO2) 
24 horas 125 50 30 20 - 
Anual1 40 30 20 - - 
Dióxido de Nitrogênio (NO2) 
1 hora2 260 240 220 200 - 
Anual1 60 50 45 40 - 
Ozônio (O3) 8 horas3 140 130 120 100 - 
Fumaça 
24 horas 120 100 75 50 - 
Anual1 40 35 30 20 - 
Monóxido de Carbono (CO) 8 horas³ - - - - 9 
Partículas 
Totais em Suspensão (PTS) 
24 horas - - -- 240 - 
Anual4 - -- 80 - 
Chumbo (Pb)5 Anual1 - -- 0,5 
Nota: 1 - Média Aritmética Anual, 2 - Média Horária, 3 - Máxima Média Móvel Obtida no dia, 4 - 
Média Geométrica Anual, 5 - Medido nas Partículas Totais em Suspensão. 
Fonte: Ministério do Meio Ambiente - CONAMA. 
A importância em ter uma boa gestão da qualidade do ar atmosférico é 
evitar, prevenir ou reduzir os efeitos nocivos que certos poluentes têm para a 
saúde humana e o meio ambiente, como também avaliar a qualidade do ar e 
informar o público. 
Outra resolução que foi alterada recentemente, foi a de emissões por 
fontes móveis, isto é, a Resolução n. 490 de 21/11/2018 do CONAMA, com 
novas exigências para o controle de emissões de gases poluentes e de ruídos 
para veículos automotores pesados novos. 
Essa resolução regula a fase P8 do Programa de Controle da Poluição do 
Ar por Veículos Automotores (PROCONVE) com o objetivo de limitar poluentes 
e ruídos dos novos veículos de uso rodoviário destinados ao transporte de 
 
 
17 
passageiros (ônibus) e mercadorias (caminhões). Essa nova fase do 
PROCONVE trará benefícios ambientais e para a saúde humana, segundo 
avaliação feita pelos técnicos do IBAMA durante a reunião do CONAMA. 
TEMA 5 – MÉTODOS E ANÁLISES DE POLUENTES ÁEREOS 
A escolha dos métodos analíticos é importante para garantir o 
monitoramento e controle da poluição ambiental, considerando as dificuldades 
da amostragem em virtude das variações nos níveis dos poluentes com o tempo 
e a localização, as diferenças de temperatura e umidade e as dificuldades para 
encontrar os sítios de coleta de amostra adequados, em especial aqueles a 
grandes altitudes da superfície terrestre. Por isso, busca-se sempre a inovação 
por novas técnicas analíticas e melhorias nas metodologias existentes. 
Existem diversos tipos e amostragem, alguns métodos não necessitam de 
amostra, lendo ao longo do percurso como o monitoramento por absorção de 
ressonância a laser, contudo, é mais comum a necessidade de coletar diversas 
amostras, sendo que algumas têm que ser preparadas e outras lidas 
automaticamente. 
De acordo com Manahan (2013), diferentes técnicas analíticas são 
usadas para realizar o monitoramento da poluição atmosférica, e a Tabela 1 
apresenta um resumo das principais técnicas. 
Tabela 1 – Principais técnicas instrumentais usadas na análise de poluentes 
aéreos 
Poluente Método Potenciais Interferentes 
SO2 (S total) Fotometria de chama (FPD) H2S, CO 
SO2 CG (FPD) H2S, CO 
SO2 
Espectrofotometria (pararosanilina, 
química por via úmida) 
H2S, HCl, NH3, NO2, O3, 
SO2 Eletroquímica 
H2S, HCl, NH3, NO, NO2, O3, 
C2H4 
SO2 Condutividade HCl, NH3, NO2 
SO2 Espectrofotometria em fase gasosa NO, NO2, O3, 
O3, Quimiluminescência H2S 
O3, Eletroquímica NH3, NO2, SO2 
O3, 
Espectrofotometria(reação de iodeto 
de potássio, química por via úmida) 
NH3, NO2, NO, SO2 
 
 
18 
O3, Espectrofotometria em fase gasosa NO2, NO, SO2 
CO Infravermelho CO2 (níveis elevados) 
CO 
CG (com detector por ionização de 
chama) 
- 
CO Eletroquímica No, C2H4 
CO 
Combustão catalítica – detecção 
térmica 
NH3 
CO Fluorescência no infravermelho - 
NO2 Quimiluminescência NH3, NO2, NO, SO2 
NO2 
Espectrofotometria (reação de corante 
azo, química por via úmida) 
NO2, NO, SO2, O3 
NO2 Eletroquímica 
HCl, NH3, NO2, NO, SO2, O3, 
CO 
NO2 Espectrofotometria em fase gasosa NH3, NO2, NO, SO2, CO 
NO2 Condutividade HCl, NH3, NO2, NO, SO2, 
Fonte: Manahan, 2013. 
5.1 Dióxido de Enxofre 
Para determinação do dióxido de enxofre (SO2), utiliza-se a 
espectrofotometria usando a pararosanilina desenvolvida por West e Gaeke 
(2009). Quando executado manualmente, esse método para a análise de dióxido 
de enxofre é trabalhoso e complicado. No entanto, este foi refinado e pode ser 
executado em uma forma automatizada com equipamento de monitoramento 
contínuo (Manahan, 2013). 
Na condutometria, o dióxido de enxofre é coletado em uma solução de 
peróxido de hidrogênio, que oxida o SO2 em H2SO4, e devido à elevada 
condução elétrica do ácido sulfúrico é mensurada. 
O dióxido de enxofre também pode ser determinado por cromatografia 
iônica, através do borbulhamento de SO2 em uma solução de peróxido de 
hidrogênio, gerando 𝑆𝑆𝑆𝑆4−2, seguida pela análise do sulfato por cromatografia 
iônica, um método que separa íons em uma coluna cromatográfica e os detecta 
medindo sua condutividade, com muita sensibilidade. 
Na fotometria de chama, por vezes usada com a CG, o gás é queimado 
através de uma chama de hidrogênio e a emissão do enxofre é medida em um 
comprimento de onda de 394 nm. Essa análise é usada na detecção de dióxido 
de enxofre e de outros compostos de enxofre gasosos. 
 
 
19 
De acordo com Manahan (2013), vários métodos de espectrofotometria 
direta são usados para medir os teores de dióxido de enxofre, como a absorção 
por infravermelho não dispersivo, a análise por infravermelho por transformada 
de Fourier (FTIR), a absorção no ultravioleta, a fluorescência de ressonância 
molecular e a espectrofotometria da segunda derivada. Os princípios desses 
métodos são os mesmos para todos os gases analisados, isto é, medindo 
quando a substância química absorve através da passagem do feixe de luz, pois 
cada composto absorve ou transmite luz em uma certa amplitude de 
comprimento de onda. 
5.2 Óxidos de nitrogênio 
Várias técnicas para mensurar os óxidos de nitrogênio foram citadas na 
Tabela 1, como técnicas eletroquímicas, mensuração direta de óxidos nítricos 
por espectrofotometria em fase gasosa e técnicas químicas por via úmida com 
base na formação de corantes azo. Mas a técnica mais utilizada é 
quimiluminescência em fase gasosa, que resulta da emissão de luz por espécies 
excitadas eletronicamente formadas por uma reação química. No caso do NO, o 
ozônio é utilizado para promover a reação, gerando dióxido de nitrogênio 
eletronicamente excitado. 
De acordo com Manahan (2013), a quimiluminescência é uma técnica 
indicada para a análise de poluentes atmosféricos porque evita a química úmida, 
é simples em princípio e se presta muito bem ao monitoramento contínuo e aos 
métodos instrumentais. 
5.3 Oxidantes 
Os oxidantes atmosféricos analisados com mais frequência são o ozônio, 
peróxido de hidrogênio, peróxidos orgânicos e cloro. O método manual clássico 
de análise de oxidantes se baseia na oxidação do íon I− seguida da mensuração 
espectrofotométrica do produto. Que consiste em coletada conservada KI 1% 
tamponado em pH 6,8. Os oxidantes reagem com o íon iodeto que é lido no 
espectrofotômetro com no comprimento de onda de 352 nm. 
Segundo Manahan (2013), o método de análise de oxidantes mais 
comumente utilizado e o da quimiluminescência, em que a reação 
quimiluminescente ocorre entre o ozônio e o etileno, e a radiação dessa reação 
 
 
20 
é emitida em uma faixa de 300 a 6.000 nm, com máximo em 435 nm. Esse 
método permite medir concentrações de ozônio entre 0,003 e 30 ppmv. O ozônio 
necessário para calibrar o instrumento é gerado pela via fotoquímica a partir da 
absorção da radiação ultravioleta pelo oxigênio. 
5.4 Monóxido de carbono 
Os métodos utilizados para mensurar o monóxido de carbono na 
atmosfera são descritos por Manahan (2013), sendo eles: 
• Absorção de radiação infravermelha a 4,7 μm. 
• Espectrometria no infravermelho não dispersivo. Essa técnica é 
influenciada pelo fato de que o monóxido de carbono absorve 
intensamente a radiação infravermelha em certos comprimentos de onda 
e difere dos espectrômetros de infravermelho comuns pelo fato de a 
radiação infravermelha emitida pela fonte não ser dispersa com base no 
comprimento de onda via prisma ou rede de difração. O espectrômetro de 
infravermelho não dispersivo é construído de maneira a ser específico 
para dado composto ou tipo de composto. 
• CG por ionização em chama é um sistema de detecção seletivo para 
hidrocarbonetos, e é preciso converter o CO na amostra em metano por 
reação com hidrogênio sobre um catalisador de níquel a 360oC: uma das 
principais vantagens dessa abordagem é que ela permite empregar a 
mesma instrumentação básica usada na mensuração de hidrocarbonetos. 
• Oxidação catalítica do CO2 sobre um catalisador composto por uma 
mistura de MnO2 e CuO, também é um método de detecção em que as 
diferenças em temperatura entre uma célula em que ocorre a oxidação e 
uma célula de referência por que passa parte da amostra são medidas 
por termistores. Um catalisador de óxido de vanádio é usado na oxidação 
de hidrocarbonetos, o que permite que eles sejam analisados com o CO. 
5.5 Hidrocarbonetos e compostos orgânicos 
O método mais utilizado para o monitoramento de hidrocarbonetos em 
amostras atmosféricas é através do detector por ionização em chama de 
hidrogênio, que consiste em passar quantidades conhecidas de ar em um 
detector de ionização em chama 4 ou 12 vezes por hora, dando uma medida do 
 
 
21 
teor total de hidrocarbonetos. Uma porção individual de cada amostra passa por 
uma coluna arraste para remover água, dióxido de carbono e hidrocarbonetos 
excluindo o metano. O metano e o monóxido de carbono, que não são retidos 
pela coluna de arraste, são separados em uma coluna cromatográfica, passados 
em um tubo de redução catalítica e então em um detector de ionização em 
chama. Esse método descrito permite determinar os hidrocarbonetos totais na 
faixa 0 – 13 mg m−3, o que corresponde a 0-10 ppmv. O metano pode ser 
mensurado em uma faixa entre 0 – 6,5 mg m−3 (0 – 10 ppmv) (Manahan, 2013). 
5.6 Material Particulado (MP) 
Para realizar a análise do MP, é preciso capturar, sendo duas principais 
abordagens para o isolamento de partículas são a filtração e a remoção por 
métodos que desviam a corrente de gás abruptamente, o que permite coletar as 
partículas em uma superfície. 
O uso de filtros é um método que consiste na passagem do ar por filtros 
que removem as partículas e posteriormente podem ser mensurados. Existem 
alguns amostradores como Hi-Vol para partículas entre 25–30 μm de diâmetro, 
isto é, esse coletor é aspirador de pó melhorado, que suga ar por um filtro, sendo 
mais eficientes na coleta de partículas presentes em um volume de ar muito 
grande, normalmente 2.000 m3 por um período de 24 h (Figura 2). 
Figura 2 – Amostrador Hi-Vol para a coleta de material particulado do ar 
atmosférico 
 
Créditos: Jefferson Schnaider. 
 
 
22 
Para analisar partículas de diversos tamanhos, utiliza-se a separação de 
partículas através de filtros de malhas sucessivamente menores em uma 
unidade de filtros sequenciais. Outra abordagem usa o impactador virtual, uma 
combinação de filtro a ar e um impactador. 
Em um impactador, a vazão de gás a uma velocidade relativamentealta 
perfaz um desvio pronunciado em sua direção, o que deposita as partículas 
presentes na amostra na superfície impactada pelo fluxo. O modelo em cascata 
realiza a separação por tamanho dirigindo o fluxo de gás para uma série de 
placas de coleta através de uma série de orifícios de diâmetros decrescente, o 
que aumenta a vazão de forma gradual. 
O que mais causa erros nas medições e dificuldades nas análises é a falta 
de um material de filtragem adequado. Diferentes materiais usados nos filtros se 
prestam muito bem a aplicações específicas, mas nenhum deles é satisfatório 
para todas as aplicações (Manahan, 2013). 
As técnicas utilizadas para caracterizar poluentes atmosféricos 
particulados 12 são: 
• absorção atômica, 
• as metodologias de plasma indutivamente acoplado, 
• a fluorescência de raios X, 
• a análise por ativação de nêutrons, 
• eletrodos íon-seletivos para a análise de flúor. 
FINALIZANDO 
De acordo com o exposto, fica notável que o monitoramento de qualidade 
do solo ou do ar são relevantes, pois mensura as concentrações dos poluentes 
presentes nessas matrizes, gerando dados sobre as condições atuais de 
qualidade, e movimenta e habilita os tomadores de decisão a planejar ações e 
políticas públicas no sentido de assegurar a boa qualidade visando garantir a 
saúde pública e a proteção ambiental. 
 
 
 
 
23 
REFERÊNCIAS 
ARAÚJO, Edson Alves et al. Qualidade do solo: conceitos, indicadores e 
avaliação. Applied Research & Agrotechnology, v. 5, n. 1, p. 187-206, 2012. 
BRASIL. Ministério do Meio Ambiente. Resolução CONAMA n. 491, de 19 de 
novembro de 2018. Dispõe sobre critérios da Qualidade do Ar. Diário Oficial da 
União, 21 nov. 2018. 
CALIJURI, M. do C.; CUNHA, D. G. F. Engenharia Ambiental - Conceitos, 
Tecnologias e Gestão. Grupo GEN, 2019. 
DAVIS, M. L.; MASTEN, S. J. Princípios de Engenharia Ambiental. Grupo A, 
2016. 
HUNGRIA, M.; NOGUEIRA, M. A.; MERCANTE, F. M.; SILVA, A. P. da. 
Qualidade do Solo. Londrina: Embrapa Soja, 2013. 
IAT – Instituto Água e Terra. Monitoramento da Qualidade do Ar, 2022. 
Disponível em: . Acesso em: 11 jan. 2023. 
MANAHAN, S. E. Química ambiental. Grupo A, 2013. 
NOWACKI, C. de C. B.; RANGEL, M. B. A. Química ambiental: conceitos, 
processos e estudo dos impactos ao meio ambiente. 1. ed. Editora Saraiva, 
2014. 
REIS, A. C dos et al. Ecologia e análises ambientais. Grupo A, 2020. 
SANTOS, M. A. Poluição do Meio Ambiente. Grupo GEN, 2017. 
SCHORR, A. de S. Tratamento de Águas e Efluentes. Freitas Bastos, 2022. 
SILVA, S. B. E. Análise de solos para ciências agrárias. 2. ed. Belém: 
Universidade Federal Rural da Amazônia, 2018. 
	Conversa inicial
	FINALIZANDO
	REFERÊNCIAS

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