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FARMACOLOGIA 
FARMACODINÂMICA I 
Profa. Natalia Tabosa Machado 
Calzerra 
Farmacodinâmica: O que o fármaco 
faz com o nosso organismo, já que os 
fármacos entram no nosso organismo 
para modular o nosso organismo para o 
retorno à normalidade, a homeostasia 
do nosso organismo. 
Ou seja, descreve as ações dos 
fármacos no organismo e as influências 
das suas concentrações na magnitude 
das respostas. 
A maioria, exerce seus efeitos, 
interagindo com receptores. 
Ao entrar no nosso organismo, os 
fármacos possuem efeitos 
terapêuticos e colaterais. 
 
FARMACODINÂMICA 
Ocupa-se do estudo dos EFEITOS 
bioquímicos e fisiológicos dos 
fármacos e seus MECANISMOS DE 
AÇÃO, por isso é importante saber: 
• Onde o fármaco se liga no nosso 
organismo? 
• Quais as vias que que o fármaco 
pode ativar ou inibir dentro ou 
fora de uma célula ao haver 
interagir o fármaco com os 
alvos? 
 
 
Quais locais geralmente esses 
fármacos se ligam para fazer o seu 
efeito desejado? 
R. O fármaco se liga a um alvo. 
Vias de transdução do sinal é o efeito 
da ligação, para que ocorra a resposta. 
Alvo farmacológico: É uma 
macromolécula funcional. 
 
F = fármacos 
Alvo = alvo farmacológico 
F e alvo = Mecanismo de ação 
Os alvos farmacológicos podem ser: 
Proteínas: constituem o grupo mais 
importante dos alvos farmacológicos. 
Ácidos nucleicos: alvo molecular para 
agentes quimioterápicos. Existem 
fármacos que podem interagir com 
material genético do nosso corpo 
(como os quimioterápicos para o 
tratamento de câncer) ou de algum 
microrganismo (antibacterianos ou 
anti-virais). 
Efeito terapêutico: Fármacos alteram 
a velocidades ou a magnitude de uma 
resposta biológica, já existente, em 
vez de produzir uma nova resposta 
celular intrínseca (que antes não 
ocorria). Para tentar voltar a 
homeostase. 
O complexo fármaco-receptor inicia 
alterações na atividade bioquímica 
e/ou molecular da célula por meio de 
um processo denominado transdução 
de sinal. 
 
Efeito terapêutico: Fármacos alteram 
a velocidade ou a magnitude de uma 
resposta biológica, em vez de produzir 
uma nova resposta celular intrínseca 
(que antes não ocorria). Ex.: de Alvo 
Farmacológico: proteínas/ácidos 
nucléicos. 
Alvo farmacológico: 
• Enzimas – Fármacos podem 
inibir a ação de enzimas, e 
dessa forma a resposta. Ação 
anti-inflamatória, nas enzimas 
responsáveis pela inflamação 
por exemplo. 
• Canais iônicos – existem os 
canais iônicos dependentes de 
voltagem e de ligantes. Os 
fármacos que bloqueiam os 
canais de sódio, inibem a 
estimulação do impulso nervoso. 
Ex.: Lidocaína, o alvo 
farmacológico é o canal de 
sódio dependente de voltagem. 
• Proteínas carreadoras/ 
transportadoras – existem 
fármacos que bloqueiam as 
proteínas carreadoras, 
aumentando a 
biodisponibilidade daquele 
fármaco na fenda sináptica. 
• Ácidos nucléicos - 
• Receptores farmacológicos 
(muito importante) - 
OBS.: Alguns efeitos farmacológicos 
não são mediados por meio da 
interação com esses alvos 
farmacológicos. Ex.: são os antiácidos 
como o Hidróxido de alumínio e 
magnésio, agindo com o ácido 
produzido pelo estômago e não com 
nenhum alvo. 
Ou seja, existem alguns fármacos que 
exercem a função terapêutica sem 
agir com nenhum desses alvos e sim 
por outros mecanismos. Outro 
exemplo é os laxantes, chamados 
laxantes osmóticos, fazendo com que a 
água sai do lugar menos concentrado 
para o mais concentrado (no lúmen do 
intestino), deixando as fezes mais 
úmidas facilitando a evacuação. Não 
interagiu com nenhum “alvo” apenas 
induziu mudanças no balanço osmótico. 
Receptores farmacológicos: O termo 
receptor é empregado de diferentes 
modos. 
Moléculas-alvo por meios das quais os 
mediadores fisiológicos – hormônios, 
neurotransmissores, mediadores 
inflamatórios etc. -se ligam para 
produzirem seus efeitos. 
(RANG et al., 2016) 
• Fenotrerol como 
broncodilatador 
• Atenolol como anti-
hipertensivo 
• Loratadina como antialérgico 
Os fármacos (mediadores exógenos) 
fazem o efeito similar ao 
ligante/mediador endógeno. 
Muitos fármacos exercem sua função 
reagindo com receptores. Todo ligante 
endógeno (nosso corpo produz) tem 
seu receptor para induzir a sua função 
fisiológica. 
Todo ligante endógeno tem seu 
receptor, dessa forma os ligantes 
exógenos mimetizam os ligantes 
endógenos. 
Mediadores endógenos: Glucagon, 
Insulina, Noradrenalina, Acetilcolina, 
Dopamina, Serotonina, 
Prostaglandinas, Cortisol, Aldosterona 
... Cada um possui seus receptores 
específicos. 
Receptor é toda proteína que o 
mediador tem que se ligar para 
induzir uma resposta. 
TRANSDUÇÃO DE SINAL 
- Os fármacos atuam como sinais, e 
seus receptores atuam como 
detectores de sinais. 
- Os receptores transduzem o 
reconhecimento de um agonista ligado 
iniciando uma série de reações que 
resultam em uma resposta intracelular 
específica. (Nota: o termo “agonista” 
se refere a uma molécula pequena de 
ocorrência natural ou a um fármaco 
que se fixa a um local em uma proteína 
receptora, ativando-a). 
- Segundos mensageiros ou moléculas 
efetoras são parte da cascata de 
eventos que traduz a ligação do 
agonista em uma resposta celular. 
 
INTERAÇÃO FÁRMACO – 
RECEPTOR 
Receptor farmacológico 
Os fármacos que interagem com 
receptores podem ser chamados de 
Agonista ou Antagonista. 
 
Agonista: é um fármaco que se liga ao 
receptor, altera a sua conformação, 
ativa o receptor e induz um 
efeito/resposta biológica nessa 
interação. Mimetismo do ligante 
/agonista/mediador endógeno. 
Agonista modificado: agonista 
modificado é o fármaco. 
Antagonista: É um fármaco, que se liga 
receptor, não altera a sua 
conformação e não o ativa/nem inativa, 
ele ocupa o espaço, fazendo com que o 
ligante endógeno não se ligue, ou seja, 
bloqueando a ligação do 
ligante/mediador endógeno. Bloqueia a 
resposta biológica. 
Ex.: A noradrenalina causa 
vasoconstrição, dessa forma o ligante 
exógeno também irá fazer essa 
função. Se eu usar um antagonista, 
acontecerá uma vasodilatação. 
Muitos processos farmacológicos, 
acontecem por causa da ação dos 
mediadores endógenos. 
Se você souber a função do mediador 
endógeno faz no organismo, você 
entenderá a ação do fármaco. 
 
1 Afinidade: a tendência do fármaco 
em se ligar ao receptor. 
Ocupação do receptor. 
Ocupar o sítio do receptor. 
2 Eficácia intrínseca: tendência do 
fármaco em alterar a conformação do 
receptor, uma vez ligado. 
Ativação do receptor. 
Ocupando o receptor. 
 
Os dois tem afinidade pelo receptor, 
mas a eficácia intrínseca é do agonista. 
Estrutura química do fármaco 
determina a afinidade e a 
atividade/eficácia intrínseca de um 
fármaco por seu receptor, de ocupar e 
de alterar. 
Modificações na estrutura ocasiona 
mudanças nas propriedades 
farmacológicas. 
Por isso a importância de manter a 
estrutura química do fármaco, pois 
determina a capacidade dele de ocupar 
o receptor como alterar a sua 
conformação, e consequentemente a 
resposta terapêutica. 
COMPLEXO FÁRMACO RECEPTOR 
As células têm muitos tipos de 
receptores diferentes, cada qual 
específico para um agonista particular 
e produzindo uma resposta única. As 
membranas das células cardíacas, por 
exemplo, contêm receptores β que 
ligam e respondem à epinefrina ou 
norepinefrina, bem como receptores 
muscarínicos específicos para 
acetilcolina. Essas distintas 
populações de receptores interagem 
de modo dinâmico para controlar 
funções vitais do coração. 
A intensidade da resposta é 
proporcional ao número de complexos 
fármaco-receptor: esse conceito está 
estreitamente relacionado com a 
formação de complexos entre enzimas 
e substratos ou antígenos e 
anticorpos. Essas interações têm 
vários aspectos comuns; 
provavelmente a mais notável seja a 
especificidade do receptor por um 
determinadoagonista. A maioria dos 
receptores é denominada pelo tipo de 
agonista que melhor interage com ele. 
Por exemplo, o receptor da histamina 
é denominado receptor histamínico. 
Nem todos os fármacos exercem seus 
efeitos interagindo com receptores. 
Os antiácidos, por exemplo, 
neutralizam quimicamente o excesso 
de ácido gástrico, reduzindo os 
sintomas de azia. 
ESPECIFICIDADE 
Classes individuais de fármacos ligam-
se apenas a certos alvos 
farmacológicos para induzir seus 
efeitos. 
Um grupo de fármaco que interage 
apenas com um grupo/tipo de receptor 
expresso em apenas algumas células. 
Ex.: Ranitidina – antagonista dos 
receptores H2 que 
era utilizado para 
tratar úlceras. 
Específico apenas 
para este receptor. 
No sentindo contrário – existem 
fármacos que atuam em diversos alvos 
farmacológicos, ou seja, receptores 
em vários tecidos. Estes possuem mais 
efeitos adversos. 
Ex.: Antidepressivos tricíclicos, agem 
com diferentes alvos. 
Especificidade ampla poderia 
aumentar a utilidade clínica de um 
fármaco, mas também contribui para a 
ocorrência de vários efeitos adversos. 
 
Ao se ligar aos outros alvos, ele vai 
induzir efeitos que eu não quero que 
ele produza. Ex.: Sedação, Sonolência, 
Secura nos olhos, na boca. 
SELETIVIDADE DOS FÁRMACOS 
Capacidade de um fármaco de atuar 
em um determinado alvo farmacológico 
em detrimento de outro. 
Ex.: de receptores: Beta 1 e 2 
(subtipos). 
Os Beta são os receptores 
adrenérgicos: receptores da 
noradrenalina. 
Propranolol: possui afinidade igual (não 
é seletivo) pelos receptores beta 1 e 2. 
 
Atenolol: exibe atividade maior, mais 
afinidade pelos receptores beta 1 do 
que pelos receptores Beta 2. Um 
fármaco seletivo para os receptores 
beta 1. 
 
Essa seletividade não é absoluta é 
relativa. Pois se acontecer algo no 
caminho ele pode se ligar no beta 2. Ou 
seja, o aumento da dose altera a 
seletividade. 
Nenhum fármaco é completamente 
seletivo em sua ação. 
O aumento da dose – substância pode 
afetar outros alvos além de seu alvo 
principal – pode levar ao aparecimento 
de efeitos colaterais. 
 
O que causa mais efeito colateral? 
Propranolol ou Atenolol? 
R. É o Propranolol, porque ele não atua 
apenas em um receptor. Lembrando 
que isso não significa que o Atenolol 
não terá efeitos colaterais. 
 
ATIVIDADE INTRÍNSECA 
Como já mencionado, um agonista liga-
se a um receptor e produz uma 
resposta biológica baseada na 
concentração do agonista e na fração 
de receptores ativados. 
A atividade intrínseca de um fármaco 
determina sua capacidade de ativar 
total ou parcialmente os receptores. 
Os fármacos podem ser classificados 
de acordo com suas atividades 
intrínsecas e os valores de Emáx 
resultantes. 
 
AGONISTA E ANTAGONISTA 
AGONISTA: 
• Agonista Pleno 
• Agonista Parcial 
• Agonista Inverso 
• Agonista Alostérico 
 
AGONISTAS TOTAIS = 
AGONISTA PLENO 
Se um fármaco se liga a um receptor e 
produz a resposta biológica máxima 
que mimetiza a resposta do ligante 
endógeno, ele é um agonista total (Fig. 
2.11). 
Agonistas totais se ligam ao receptor 
e o estabilizam no seu estado ativo, e 
diz-se que tem atividade intrínseca 
unitária. 
Todos os agonistas totais de uma 
população de receptores devem 
produzir o mesmo Emáx. Por exemplo, a 
fenilefrina é um agonista total nos 
adrenoceptores α1 porque ela produz o 
mesmo Emáx produzido pelo ligante 
endógeno, norepinefrina. 
Após ligar-se ao adrenoceptor α1 no 
músculo liso vascular, a fenilefrina 
estabiliza o receptor em seu estado 
ativo. Isso mobiliza o Ca2+ 
intracelular, causando interações dos 
filamentos de actina e miosina e 
encurtando as células musculares. 
O diâmetro das arteríolas diminui, 
causando aumento da resistência ao 
fluxo de sangue nos vasos e aumento 
da pressão arterial. Como essa breve 
descrição ilustra, um agonista pode ter 
vários efeitos mensuráveis, incluindo 
ações em moléculas intracelulares, em 
células, em tecidos e no organismo 
inteiro. 
Todas essas ações são atribuídas à 
interação do fármaco com o receptor. 
Para agonistas totais, a curva dose-
resposta para a ligação com o receptor 
e cada um dos efeitos biológicos deve 
ser comparável. 
 
AGONISTA PLENO 
Também chamado de Agonista total = 
é aquele que tem afinidade pelo 
receptor, muda a sua conformação. 
• Estabiliza o receptor na 
conformação ativa; 
• Tem eficácia/atividade 
intrínseca; 
• Na interação ele produz uma 
resposta tecidual máxima 
(produz 100% da resposta) 
Ex.: Broncodilatação, quando em 
determinada dose ele produzir uma 
resposta máxima (100%), assim ele 
será considerado um agonista pleno. 
Ex.: Fenilefrina – agonista total no 
receptor adrenérgico alfa-1. 
 
Pode desencadear respostas máximas 
em taxas de ocupação muito baixas – 
pode ser até inferiores a 1%, ou seja, 
não é preciso ativar todos os 
receptores para induzir um a resposta 
máxima. Pode ocupar os receptores 
parcialmente, a tal ponto que induz a 
resposta máxima. 
É possível afirmar que esses sistemas 
possuem RECEPTORES DE RESERVA 
(são os desocupados). 
Quando a quantidade de receptores é 
maior do que o número necessário para 
evocar uma resposta completa. 
 
AGONISTAS PARCIAIS 
Os agonistas parciais têm atividade 
intrínseca maior do que zero, mas 
menor do que um (Fig. 2.11). Os 
agonistas parciais não conseguem 
produzir o mesmo Emáx que o agonista 
total, mesmo ocupando todos os 
receptores. 
Entretanto, o agonista parcial pode ter 
uma afinidade que é maior ou menor 
que a do agonista total, ou equivalente 
a ela. 
Quando o receptor é exposto ao 
agonista parcial e ao total 
simultaneamente, o agonista parcial 
pode atuar como antagonista do 
agonista total. 
Considere o que ocorreria com o Emáx 
de receptor saturado com um agonista 
na presença de concentrações 
crescentes de agonista parcial (Fig. 
2.12). 
À medida que o número de receptores 
ocupados pelo agonista parcial 
aumenta, o Emáx diminui até alcançar o 
Emáx do agonista parcial. 
Esse potencial dos agonistas parciais 
de atuar como agonista e antagonista 
pode ser usado terapeuticamente. Por 
exemplo, o aripiprazol, um 
antipsicótico atípico, é um agonista 
parcial em seletos receptores de 
dopamina. 
As vias dopaminérgicas que estiverem 
superativas tendem a ser inibidas pelo 
aripiprazol, enquanto as vias que 
estiverem subativas são estimuladas. 
Isso explica a habilidade do 
aripiprazol de reduzir os sintomas da 
esquizofrenia, com riscos mínimos de 
causar efeitos adversos 
extrapiramidais. 
 
 
AGONISTA PARCIAL 
• Ele se liga ao receptor, muda a 
conformação, mas não: 
• Apresenta resposta submáxima 
até 99%, mesmo quando ocupa 
100% dos receptores; 
• Tem atividade intrínseca, 
porque ativa o receptor – logo 
será maior do que o 0 e menor 
do que 100%. 
Também são denominados 
ANTAGONISTA PARCIAIS 
Ele impede que o agonista pleno ou o 
mediador endógeno se ligue aos 
receptores e induzam 100% da 
resposta? SIM. 
Eles não conseguem ativar a via para 
induzir a resposta. 
Pois impedem que um agonista total ou 
mediador endógeno se ligue ao seu 
receptor e deixem de desencadear seu 
efeito máximo. 
BUPRENORFINA 
Utilizado em indivíduos dependentes 
de morfina, por exemplo. A morfina é 
um agonista total/pleno por isso causa 
dependência. Ela causa bem-estar, 
então retirar esse fármaco se torna 
difícil. 
Para retirar o uso da morfina, ou 
tratar a dependência, pode utilizar o 
Buprenorfina – agonista parcial do 
receptor µ. Vai causar a euforia, mas 
menos que a morfina, vai sendo 
utilizado aos poucos até fazer o 
desmame da Buprenorfina também. 
 
É preciso entender onde o receptor 
estar para entender a ação do 
fármaco. 
 
AGONISTA INVERSO 
Comumente, os receptores livres são 
inativos e precisam da interação com 
um agonista para assumir uma 
conformaçãoativa. 
Contudo, alguns receptores 
apresentam conversão espontânea de 
R para R* na ausência de agonista. 
Agonistas inversos, ao contrário de 
agonistas totais, estabilizam a forma R 
(inativa) e convertem R* em R. Isso 
diminui o número de receptores 
ativados para menos do que observado 
na ausência do fármaco (Fig. 2.11). 
Assim, os agonistas inversos têm 
atividade intrínseca menor que zero, 
revertem a atividade de receptores e 
exercem efeito farmacológico oposto 
ao dos agonistas. 
 
AGONISTA INVERSO 
 
Nosso organismo possui receptores 
com atividade intrínseca 
(constitutiva), conseguem ativar vias 
independente de ter mediadores 
ligados a ele. 
Existe um nível apreciável de ativação, 
mesmo na ausência de ligante 
endógeno ou agonista exógeno. 
OBS.: Exemplos de receptores que 
possuem atividade constitutiva e são 
sensíveis aos agonistas inversos. 
• Receptores dos 
benzodiazepínicos 
• Da histamina 
• Dos opioides 
• Da dopamina 
• Da bradicinina 
 
A ligação do fármaco ao receptor, 
diminuiu o efeito. Logo esse fármaco é 
um agonista inverso. 
• Estabiliza o receptor na 
conformação inativa. 
• Tem atividades intrínsecas 
menor que zero. 
• Diminui o número de 
receptores ativados para 
menos do que observado na 
ausência do fármaco. 
Também podem ser considerados 
parciais e posso chamar de 
antagonista. Dependendo da forma que 
interpreta podemos observar de das 
duas formas. 
 
AGONISTA ALOSTÉRICO 
Também chamado de modulador 
alostérico. 
Liga-se um sítio alostérico – altera a 
afinidade e/ou eficácia do receptor 
por seu agonista primário – pode 
potencializar os efeitos desse 
agonista.
Sítio ortostérico (sítio primário): sítio 
de reconhecimento do agonista 
endógeno no receptor. Onde o 
mediador endógeno se liga. 
Sítio alostérico: sítio de ligação no 
receptor – diferente do local de 
ligação do agonista endógeno. 
 
CURVA CONCENTRAÇÃO x 
RESPOSTA 
Platô da curva – correspondente a 
efeito máximo do fármaco.
 
• 16 induziu a 50% 
• 30 induziu 100% 
• Isso é um agonista pleno, visto 
que se colocar mais que 30, a 
resposta é máxima. 
 
Fármaco que induz resposta máxima – 
agonista total ou pleno = estabiliza na 
conformação ativa. 
Fármaco que induz resposta 
submáxima – agonista parcial = 
estabiliza mais na conformação ativa. 
Fármaco que diminuiu o efeito – 
agonista inverso = estabiliza na 
conformação inativa. 
Substância que nem aumenta e nem 
diminuiu o efeito – antagonista, que 
não tem atividade intrínseca, ou seja, 
nem ativa e nem inibe. 
O antagonista – deixa em equilíbrio, 
receptores inativos e ativos. 
 
 
 
 
MODELO DE INTERAÇÃO 
FÁRMACO – RECEPTOR 
 
• L – É ligante/fármaco 
• LRi – receptores na 
conformação inativa 
• LRa – receptores na 
conformação ativa 
Teoria: os receptores são encontrados 
em dois estados. 
Concentração x Nível de resposta 
1º gráfico: 
Fenilefrina – agonista total e os outros 
parciais. 
2º gráfico: 
São fármacos diferentes, fazendo 
interações diferentes, agindo de 
modos distintos e portando ativando 
vias diferentes, com intensidades 
distintas, pode ser a mesma resposta. 
Quase induz uma resposta máxima, 
com 50% dos receptores ocupados. Ou 
seja, um agonista pleno não precisa 
ocupar todos os receptores para 
induzir uma determinada resposta. 
EFICÁCIA E POTÊNCIA DE UM 
FÁRMACO? 
Potência e eficácia – podem ser 
deduzidos a partir da curva dose-
resposta gradual. 
EFICÁCIA: será determina – Emáx 
Emáx: Utilizada para comparar a 
resposta máxima que o fármaco é 
capaz de produzir. 
Que no gráfico sempre procuramos o 
platô. 
POTÊNCIA: será determinada – CE50 
(concentração) ou DE50 (dose). 
Vou comparar a concentração ou a 
dose que induz 50% da resposta 
máxima. 
Ce50: Concentração necessária para 
produzir 50% do efeito máximo de um 
fármaco. 
↑ Potência ↑ Afinidade 
Menor concentração ou dose para 
induzir uma determinada resposta. 
 
16 microgramas é a CE50 desse 
fármaco. 
O fármaco mais potente é o que tem 
uma maior ou menor CE50? Menor. 
E os fármacos mais potentes possuem 
maior afinidade pelo receptor. Uma 
menor concentração se liga aos 
receptores e induzem a resposta. 
Maior potência, menor CE50 = maior a 
afinidade. 
 
3º gráfico: 
Quais os fármacos são mais eficazes? 
R. A e C, pois induzem respostas 
máximas maiores, de 100%. Os dois 
são eficazes. 
Eles possuem a mesma potência, A e C? 
R. Não. Mais potente é o A, pois são 
necessários 15 microgramas para 
induzir 50% da resposta, ou seja, é 
necessária uma concentração menor 
para induzir uma resposta eficaz ... 
Mais potente curva a esquerda, menos 
potente curva a direita. 
Observando os 3 fármacos: 
• O mais potente é o B, pois 
precisa de uma menor 
concentração, para induzir 50% 
da sua resposta máxima. 
• Menos eficaz é o B. 
 
Potência e eficácia não estão 
intrinsecamente relacionadas – 
fármaco pode ser extremamente 
potente, porém ter pouca eficácia. 
Um exemplo que ela fez: 
A curva C representa o efeito de um 
mediador endógeno, e a curva A 
representa o mediador endógeno com 
um outro fármaco. Que outro fármaco 
é esse? 
Um agonista alostérico, pois ele 
potencializou a ação do mediador 
endógeno. Percebo isso, porque foi 
necessária uma menor concentração 
para induzir 50% da resposta máxima. 
Mediador + alostérico no fármaco A, e 
no C apenas o mediador. 
 
Eficácia é uma característica 
clinicamente mais útil do que a 
potência. 
Baixa potência (deve ser usado numa 
dose, ou concentração maior) só se 
torna inconveniente se o incremento 
de doses necessário a produzir o 
efeito desejado for: 
• Difícil de ser administrado 
• Gerar efeitos adversos não 
toleráveis (pois a substância 
pode se ligar e afetar outros 
alvos além de seu alvo 
principal). 
Quanto menor for a potência de um 
fármaco – maior a dose necessária, 
maior a probabilidade de que outros 
alvos de ação, diferentes do local 
primário, serem ativados. 
ANTAGONISTAS 
 
Os antagonistas ligam-se ao receptor 
com alta afinidade, mas têm atividade 
intrínseca nula. 
Um antagonista não tem efeito na 
ausência de agonistas, mas pode 
diminuir o efeito do agonista quando 
estiver presente. 
Pode ocorrer antagonismo pelo 
bloqueio da ligação do fármaco ao 
receptor ou da capacidade de ativar o 
receptor. 
Bloqueiam os efeitos do agonista (ou 
mediador endógeno). 
• Antagonista por bloqueio de 
receptor 
- Antagonista competitivo 
(Reversível e Irreversível) 
- Antagonista alostérico (não-
competitivo) 
• Antagonista químico 
• Antagonista farmacocinético 
• Antagonista fisiológico 
 
ANTAGONISTA COMPETITIVOS 
Se ambos, antagonista e agonista, se 
ligam ao mesmo local receptor de modo 
reversível, eles são denominados 
“competitivos”. 
O antagonista competitivo impede que 
o agonista se ligue ao seu receptor e 
mantém esse receptor no estado 
inativo. 
Por exemplo, o anti-hipertensivo 
terazosina compete com o ligante 
endógeno norepinefrina nos 
adrenoceptores α1, diminuindo, assim, 
o tônus do músculo liso vascular e 
reduzindo a pressão arterial. 
Contudo, essa inibição pode ser 
superada aumentando-se a 
concentração do agonista em relação 
ao antagonista. 
Assim, de modo característico, os 
antagonistas competitivos deslocam as 
curvas dose-resposta para a direita 
(aumenta o CE50) sem afetar o Emáx 
(Fig. 2.13). 
 
ANTAGONISTA COMPETITIVO 
REVERSÍVEL (SUPERÁVEL) 
 
• Fármaco com afinidade por seu 
receptor, mas sem eficácia 
intrínseca. 
• Compete com o agonista pelo 
sítio de ligação primário do 
receptor. 
• ↑ Concentração do agonista 
endógeno é suficiente para 
deslocar o antagonista 
competitivo reversível do sítio 
de ação. 
 
Curva concentração-resposta de um 
agonista + antagonista competitivo 
reversível superável) 
• O efeito máximo é alcançado 
com o aumentoda dose do 
agonista. 
 
 
Observa-se um aumento do CE50 do 
agonista sem modificação do seu 
efeito máximo. 
Observar a curva: Aumentando a 
concentração se conseguiu chegar na 
resposta máxima, assim eu consigo 
observar que é o agonista reversível. 
ANTAGONISTA COMPETITIVO 
IRREVERSÍVEL (NÃO-SUPERÁVEL) 
• Fixam de modo covalente ao 
local ativo do receptor. 
• ↑ do agonista endógeno NÃO é 
suficiente para deslocar o 
antagonista competitivo 
irreversível do sítio de ação. 
• Reduzem o número de 
receptores disponíveis para o 
agonista. Ex.: Fenoxibenzamina 
 
• Redução da quantidade de 
receptores disponíveis para 
ser ativado pelo agonista. 
 
 
ANTAGONISTAS IRREVERSÍVEIS 
Antagonistas irreversíveis se fixam de 
modo covalente ao local ativo do 
receptor, reduzindo, assim, o número 
de receptores disponíveis para o 
agonista. 
O antagonista irreversível causa 
redução do Emáx sem alterar o valor de 
CE50 (salvo na existência de 
receptores de reserva). 
Em contraste com os antagonistas 
competitivos, o efeito dos 
antagonistas irreversíveis não 
consegue ser superado pela adição de 
mais agonista (Fig. 2.13). 
Assim, antagonistas irreversíveis e 
antagonistas alostéricos são 
considerados antagonistas não 
competitivos. 
Uma diferença fundamental entre 
antagonistas competitivos e não 
competitivos é que os competitivos 
diminuem a potência do agonista 
(aumentam a CE50), e os não 
competitivos diminuem a eficácia do 
agonista (diminuem o Emáx). 
 
 
ANTAGONISTAS ALOSTÉRICOS 
O antagonista alostérico também 
diminui o Emáx, sem alterar o valor de 
CE50 do agonista. 
Esse tipo de antagonista se fixa em um 
local (local alostérico) diferente do 
local de ligação do agonista e evita que 
o receptor seja ativado pelo agonista. 
A picrotoxina é um exemplo de 
agonista alostérico, pois se fixa no 
interior do canal de cloreto controlado 
pelo GABA. 
Quando a picrotoxina está fixada 
dentro do canal, o cloreto não pode 
passar pelo canal mesmo quando o 
receptor está totalmente ativado pelo 
GABA. 
ANTAGONISTA ALOSTÉRICO 
(NÃO-COMPETITIVO) – (NÃO-
SUPERÁVEL) 
• Fixa em um local (local 
alostérico) diferente do local 
de ligação do agonista. Essa 
fixação EVITA que o receptor 
seja ativado pelo agonista. 
• Reduz a quantidade de 
receptores disponíveis para ser 
ativado pelo agonista. 
Não superáveis porque eu posso 
aumentar a quantidade do agonista, 
mas o alostérico está se ligando a um 
outro sítio então não altera nada. 
 
 
ANTAGONISTA QUÍMICO 
É um fármaco que se liga quimicamente 
a outra substância (ao agonista) 
inativando-a , não deixando causar 
efeito no organismo. 
Inativação por meio de uma reação 
química. 
 
Ex.: heparina e protamine, combinação 
da tetraciclina (lamisil) com o Ca2+ 
(leite) – o cálcio impede a absorção. Ele 
também é antagonista 
farmacocinético. 
 
ANTAGONISTA 
FARMACOCINÉTICO 
Fármaco afeta a absorção, 
metabolismo ou excreção de outro. 
Com o intuito de: 
- reduzir velocidade de absorção 
- aumentar velocidade de 
biotransformação 
- aumentar velocidade de excreção 
 
Ex.: Antibiótico (Rifampicina) e 
anticoncepcionais (Etinil estradiol). 
 
ANTAGONISTA FISIOLÓGICO 
Fármaco que possui ações fisiológicas 
contrárias ao do agonista endógeno. 
Atuam em receptores diferentes. 
Ex.: Histamina e adrenalina (drenalin, 
epinefrina) (choque anafilático). 
 
Em quadros de choque anafilático o 
indivíduo pode ter hipotensão. Ele 
precisa receber fármaco com ações 
fisiológicas contrárias a histamina. Por 
isso é administrado a adrenalina, 
também chamado de epinefrina. 
Não age quimicamente com a 
histamina, mas a adrenalina vai se ligar 
em um receptor diferente e induz a 
ação contrária a histamina. 
Receptores adrenérgicos. 
Ele pode colocar um relato clínico, 
uma história clínica. 
 
ANTAGONISTA FUNCIONAL 
Um antagonista pode atuar em um 
receptor completamente separado, 
iniciando eventos que são 
funcionalmente opostos aos do 
agonista. 
O exemplo clássico é o antagonismo 
funcional pela epinefrina da 
broncoconstrição induzida por 
histamina. 
A histamina se liga aos receptores H1 
histamínicos na musculatura lisa 
bronquial, causando broncoconstrição 
da árvore brônquica. 
A epinefrina é um agonista nos 
adrenoceptores β2 na musculatura lisa 
bronquial, que causa o relaxamento do 
músculo. 
O antagonismo funcional também é 
conhecido como “antagonismo 
fisiológico”. 
 
 
 
 
TOLÊNCIA E TAQUIFILAXIA 
Tolência: diminuição gradual da 
responsividade a um fármaco, que leva 
horas, dias ou semanas para se 
desenvolver. 
Taquifilaxia: Descrever esse 
fenômeno da tolência, que, muitas 
vezes, se desenvolve em poucos 
minutos. 
Taquifilaxia se diferencia de 
tolerância por se instalar agudamente. 
Obs.: porém a distinção entre esses 
termos não é muito precisa. 
PODE EXIGIR AJUSTES DA DOSE 
PARA MANTER A EFICÁCIA DO 
TRATAMENTO. 
Muitos mecanismos diferentes podem 
dar origem a esse tipo de fenômeno. 
- Aumento da degradação metabólica 
do fármaco 
- translocação de receptores: os 
receptores mudam de ligar. A maioria 
estão na membrana das células. 
- Alteração em receptores: existem 
alguns receptores que sofrem 
fosforilação em determinados alvos 
impedindo que sejam desativados por 
determinados alvos. Dessensibilização 
dos receptores. 
- depleção de mediadores: redução do 
mediador que é importante para a 
atuação do fármaco. 
- adaptação fisiológica: os organismos 
podem se adaptar e usar uma outra via. 
Ex.: DIURÉTICOS: fármacos 
utilizados na hipertensão arterial. 
Normaliza a volemia, pois aumenta a 
diurese. E diminui a frequência 
arterial. Diminui a quantidade de 
sangue que chega ao rim, e ativa o 
sistema renina. Isso foi a adaptação do 
organismo na presença do diurético, 
para normalizar a volemia. Tolerância a 
ação do diurético. 
 
RELAÇÕES DOSE-RESPOSTA 
QUANTAIS 
Outra relação dose-resposta 
importante é entre a dose de fármaco 
e a proporção da população que 
responde a ela. Essas respostas são 
conhecidas como respostas quantais, 
pois, para cada indivíduo, o efeito 
acontece ou não. 
Respostas graduais podem ser 
transformadas em quantais definindo-
se um determinado nível de resposta 
gradual, como o ponto no qual a 
resposta ocorreu ou não. Por exemplo, 
pode ser determinada uma relação 
dose-resposta quantal na população 
para o anti-hipertensivo atenolol. 
A resposta positiva é definida como 
uma redução de no mínimo 5 mmHg na 
pressão arterial diastólica. Curvas 
dose-resposta quantais são úteis na 
determinação das doses às quais a 
maioria da população responde. 
Elas têm formato similar às curvas 
dose-resposta, e a DE50 é a dose de 
fármaco que causa a resposta 
terapêutica em metade da população. 
a) ÍNDICE TERAPÊUTICO 
O índice terapêutico (IT) de um 
fármaco é a relação entre a dose que 
produz toxicidade em metade da 
população (DT50) e a dose que produz o 
efeito eficaz ou clinicamente desejado 
em metade da população (DE50): 
 
O IT é uma medida da segurança do 
fármaco, pois um valor elevado indica 
uma ampla margem entre a dose que é 
efetiva e a que é tóxica. 
b) UTILIDADE CLÍNICA DO 
ÍNDICE TERAPÊUTICO 
O IT é determinado usando-se a 
triagem do fármaco e a experiência 
clínica acumulada. Em geral, eles 
revelam uma faixa de doses eficazes 
eCuma faixa distinta (algumas vezes, 
com sobreposição) de doses tóxicas. 
Embora sejam desejados valores altos 
de IT para a maioria dos fármacos, 
alguns com IT baixo são usados 
rotineiramente no tratamento 
deCdoenças graves. 
Nesses casos, o risco de obter efeitos 
indesejados não éCtão elevado quanto 
o risco de deixar o paciente sem 
tratamento. 
A Figura 2.14 mostra as respostas à 
varfarina, um anticoagulante oral com 
IT baixo, e à penicilina, um 
antimicrobiano com IT alto. 
 
VARFARINA 
É umexemplo de fármaco com índice 
terapêutico baixo. 
À medida que a dose de varfarina 
aumenta, uma maior fração dos 
pacientes responde (para esse 
fármaco, a resposta desejada é o 
aumento de duas a três vezes na 
relação normalizada internacional 
[INR, do inglês international 
normalized ratio]), até que finalmente 
todos os pacientes respondam (Fig. 
2.14A). 
Contudo, nas doses elevadas de 
varfarina, ocorre hemorragia devido à 
anticoagulação em uma pequena 
porcentagem de pacientes. 
Fármacos com IT baixos – ou seja, 
fármacos para os quais a dose é 
crucialmente importante – são aqueles 
cuja biodisponibilidade altera de modo 
crítico o efeito terapêutico. 
PENICILINA 
Para fármacos como a penicilina (Fig. 
2.14B), é seguro e comum administrar 
dose excessiva em relação àquela que 
é necessária minimamente para obter 
a resposta desejada, sem o risco de 
efeitos adversos. Nesse caso, a 
biodisponibilidade não altera 
criticamente os efeitos terapêuticos 
ou clínicos.

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