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FACULDADE METROPOLITANA DE ANÁPOLIS MEDICINA VETERINÁRIA 
 
 
 
 
 
 
SHELBY JUPIRA 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
DOENÇA RENAL CRÔNICA EM CÃES 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Anápolis, GO 
2023 
SHELBY JUPIRA 
 
 
 
 
 
DOENÇA RENAL CRÔNICA EM CÃES 
 
 
 
 
 
 
Trabalho de Conclusão de Curso apresentado a Faculdade Metropolitana de 
Anápolis, como requisito parcial à obtenção 
do título de Bacharel em Medicina Veterinária 
 
 
 
 
 
 
 
 
Orientador (a): 
Prof. Ruan Monteiro 
 
 
 
 
 
 
Anápolis, GO 
2023 
 
1. INTRODUÇÃO 
 
Os cães se destacam entre os animais de companhia do ser humano, 
motivando 
assim a busca pela melhoria da saúde, pela qualidade e tempo de vida dos 
animais, devido a evolução da clínica de pequenos animais a longevidade tem 
aumentado, assim como a ocorrência de doenças degenerativas (QUEIROZ, 2019). 
Entre as patologias mais frequentes na clínica de pequenos animais a Doença 
Renal Crônica (DRC) se destaca como uma das mais frequentes (SANTOS, 2014). 
Embora seja uma disfunção grave, as respostas compensatórias podem manter a 
função renal em um padrão de normalidade por um prazo de até três meses 
(SANDOVAL, 2018). 
Embora exista alguma predisposição por raças, sabe-se que o período in vito 
é um 
fator preponderante (HASS,2008). Se destacando como uma patologia 
prevalente em cães, principalmente na fase geriátrica, a identificação de DRC se 
apresenta como um desafio para médico veterinários que atuam na clínica de 
pequenos. 
Segundo International Renal Interest Society (IRIS) 2023, o estadiamento da 
doença renal crônica (DRC) pode ser realizado após o diagnóstico da DRC, a 
fim de facilitar o tratamento adequado e o acompanhamento do paciente. Com base 
nessas categorias, algumas recomendações empíricas podem ser feitas sobre o tipo 
de tratamento que seria lógico utilizar para esses casos. Além disso, previsões 
baseadas na experiência clínica podem ser feitas sobre a provável resposta ao 
tratamento. 
 
 
 
 
 
 
 
 
2. OBJETIVOS 
 
A. OBJETIVO GERAL 
 
Relatar o caso de uma paciente canino diagnosticado com aspectos DRC. 
 
B. OBJETIVOS ESPECÍFICOS 
 
• Analisar os registros de um hospital de atendimento veterinário. 
• Selecionar um caso comprovado de Doença Renal Crônica canina. 
• Relatado o processo desde o diagnóstico as etapas de tratamento para 
Doença Renal Crônica canina. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
3. REFERÊNCIAL TEÓRICO 
 
 
3.1 ETIOLOGIA 
 
Se destacando como uma das patologias mais frequentes na clínica de 
pequenos animais a Doenças Renais Crônicas (DRC) se caracteriza pela perda dos 
néfrons, apresentando lesões renais irreparáveis, podendo ser congênita ou 
adquirida (SANTOS,2014). 
Sua etiologia é multifatorial, diversas causas podem desencadear uma DRC: 
Glomerular (glomerulopatias, amiloidose, imunomediada, doença de Cushing, 
diabetes mellitus e doenças infecciosas, doença periodontal, panleucopenia, 
calicivirose, ehrlichiose, leishmaniose, piometra). Tubular (nefrotoxinas, infecções 
virais, como adenovírus tipo 1, bacterianas, como pielonefrite e leptospirose; 
síndrome de Fanconi, glicosúria renal primária, acidose tubular renal, diabetes 
insípido nefrogênico, processos inflamatórios e isquêmicos). Intersticial (pielonefrite, 
cálculo renal, leptospirose). Vascular (diabetes mellitus). Alterações bioquímicas 
(cistinúria). Doença Renal Genética. 
Entre outras causas podem estar implicadas no desencadeamento da DRC, 
assim como neoplasias, hipercalcemia, hidronefrose, hipertensão arterial sistêmica 
primária e, sequela de progressão após insuficiência renal aguda (IRA) 
(BROWN,1999). No entanto, nem sempre é possível identificar a causa que 
desencadeou a lesão renal no momento do diagnóstico da DRC (LEES, 2004). 
 
3.2 SINAIS E SINTOMAS 
 
O primeiro sinal é quando o cão não consegue concentrar a urina, esse sinal 
se torna aparente quando o paciente já está com cerca de 66% do parênquima renal 
lesionado. Os sinais clínicos podem variar de paciente para paciente, pois depende 
de qual estadiamento o animal se encontra (KOGIKA et al.,2015; SANTOS, 2014). 
Segundo Sandoval (2018) é considerado um paciente renal crônico quando 
essa lesão é mantida há pelo menos três meses. 
Assim, durante a evolução da DRC, ocorrerá comprometimento das funções 
renais de maneira progressiva; 
O desarranjo estrutural do parênquima causa a redução da tonicidade 
medular, na qual compromete o sistema contracorrente e faz que o paciente não 
tenha interesse pela água, com isso o animal pode apresentar uma desidratação 
hipertônica, que acarreta outras perdas hídricas, como vômitos e diarreias (ANDRÉ 
et al., 2010). 
Quando as funções renais estão profundamente comprometida, a maioria 
dos animais tem um quadro de evolução negativa para manifestações clínicas muito 
evidentes, e a junção desses sintomas classifica-se de síndrome urêmica ou 
uremia, que é caracterizada por uma toxicidade e polissistêmica, causando várias 
alterações por todo organismo (trato gastrintestinal, sistemas nervosos central e 
periférico, sistema cardiorrespiratório, sistema endócrino) e o desequilíbrio 
acidobásico, do metabolismo de cálcio e fósforo, do equilíbrio eletrolítico (sódio e 
potássio), do sistema hematológico e hemostático, além de comprometimento 
nutricional. (NETO, 2012) 
Quando o rim se encontra lesionado entre 70 a 75% acometido, surge 
acúmulo de compostos nitrogenados não protéicos no sangue, o animal tem 
hiperfosfatemia dado a diminuição da taxa de filtração gromelurar – TFG, 
acumulando muito fósforo no sangue (SANTOS, 2014). 
Segundo Nelson e Couto (2022) os parâmetros normais para um exame 
canino são: 
• Concentração de ureia plasmática (mg/dL) 8-25 15-35 
• Concentração sérica de creatinina 0,3-1,3 0,8-1,8 
• Concentração sérica de cistatina C 0,5-1,5 ND 
• Depuração de creatinina endógena (mL/min/kg) 2-5 2-5 
• Depuração de creatinina exógena (mL/min/kg) 3-5 2-4 
• Depuração do ioexol (mL/min/kg) 1,7-4,1 1,3-4,2 
• Excreção de proteínas na urina em 24 horas (mg/kg/dia) 
 
Com a perda da função excretora dos glomérulos, ocorre a retenção ureia e 
a creatinina, fósforo e outras substâncias que deveriam ser excretadas, promovendo 
assim o aumento desses elementos e também uma anemia não regenerativa de 
moderada a grave, acidose metabólica, hipertensão na medida que a função renal 
diminui (RUFATO, LAGO, 2011). 
O animal apresenta sinais neurológicos, distúrbios no trato gastrointestinal, 
desidratação, hiperparatireoidismo junto as alterações metabólicas (KOGIKA et al., 
2015). 
A síndrome urêmica caracterizada pelo desarranjos do balanço hídrico, 
ácido-básico e eletrolítico promovido pela retenção de solutos nitrogenados, e falha 
na produção de hormônios ocorre no estágio final da enfermidade estando 
associada a uma alta taxa de fatalidade bem como alto custo financeiro de 
tratamento (MINUZZO, et al., 2020). Podendo assim evoluir para azotemia, 
denominação dada para o acúmulo dessas substâncias (SANTOS, 2014). 
O termo falência renal crônica (FRC) é utilizado quando não há mais 
manutenção de funções de regulação; de água, peptídios, eletrólitos, homeostasia 
acidobásico e síntese de hormônios os mecanismos compensatórios não 
conseguem mais manter as funções. (HALL et al., 2014). 
 
3.3 DIAGNOSTICO 
 
O diagnóstico da doença renal crônica é realizado pela combinação do 
histórico clínico condizente, exame físico, exames de imagem, como radiografia 
simples (podendo ser observado rins em menores dimensões) e ultrassonografia 
(normalmente sendo identificadas as corticais renais difusamente hiperecóicas e 
com perda do limite corticomedular), biópsia renal e também achados laboratoriais, 
como um quadro anêmico no hemograma. Também pode ser realizado exame 
radiográficoabdominal além do simples o contrastado, como a urografia excretora, 
além de exame aferição da pressão arterial e, se possível, biópsia renal 
(MEDEIROS JUNIOR, 2005). 
No que diz respeito à avaliação da bioquímica sérica, não é possível, avaliar 
na rotina a TFG diretamente, as concentrações séricas de ureia e creatinina 
compõe-se em avaliação indireta, então pode se pressupor um acúmulo ou aumento 
no sangue de toxinas urêmicas (compostos nitrogenados não proteicos), existe 
também aumento sérico da ureia e da creatinina. 
A ureia é excretada pelos rins, mas é reabsorvida ao longo dos néfrons, 
além de ser influenciada por fatores pré-renais, como alta ingestão de proteína, 
desidratação/hipovolemia, isso diminui o fluxo de sangue para os rins filtrarem, por 
obstrução do fluxo urinário. Por outro lado, a creatinina não é nem reabsorvida e 
nem secretada de forma significativa pelos néfrons por isso pode ser considerada a 
melhor opção de variável para avaliar indiretamente a TFG. ( POLZIN, 2011) 
A análise da urina é de extrema importância e pode ser coletada durante a 
micção (amostra do meio do fluxo de urina), por cateterização ou cistocentese. 
Sendo a cistocentese o tipo de coleta preferencial, pois evita contaminação da 
amostra pela uretra ou trato genital. A análise da urina é dividida em três partes – 
propriedades físicas, propriedades químicas e avaliação dos sedimentos. Avaliando 
em propriedade física, como exemplo a coloração e odor; propriedade química, 
equilíbrio ácido básico e Ph,; e avaliação de sedimentos, entre eles, presença de 
hemácias, microorganismos, cristais e cilindros. No momento do diagnostico, o 
estadiamento da doença é muito importante. 
Segundo International Renal Interest Society (IRIS) 2023, a fim de facilitar o 
tratamento adequado e o acompanhamento do paciente, o estadiamento é realizado 
após o diagnóstico de doença renal crônica (DRC). 
O estadiamento é baseado inicialmente na creatinina sanguínea em jejum 
ou SDMA (Dimetilarginina Simétrica), que é um biomarcador renal específico da 
função renal no sangue em jejum concentração ou (de preferência) o ideal é avaliar 
o paciente pelo menos duas ocasiões, sendo em um paciente hidratado e estável. O 
cão é então subestadiado com base na proteinúria e pressão arterial. 
Lançando mão da utilização desses critérios, algumas recomendações 
empíricas podem ser feitas sobre o de tipo de tratamento considerado de ideal para 
o caso estadiado. Junto a isso, podem vir a serem feitas, previsões baseadas em 
experiência clínica sobre a provável resposta ao tratamento. 
A International Renal Interest Society (IRIS) 2023, diz que, o IRIS Board 
recomenda o uso de creatinina sérica e SDMA para melhorar nossa capacidade de 
avaliar a função excretora renal. Sendo dois marcadores substitutos 
complementares um ao outro. Uma nova mudança publicada pela diretoria do IRIS 
recentemente foi a expansão do Estágio 2 para cães e uma redução correspondente 
no tamanho do Estágio 3 para cães. Essa mudança visa reduzir a variabilidade nos 
sinais clínicos e nas necessidades de tratamento para cães na categoria IRIS 
Estágio 3 anteriormente consideravelmente maior. 
Se o SDMA sérico ou plasmático for persistentemente >18 μg/dl em um cão 
cuja creatinina é 35 μg/dl em uma seringa cão 
cuja creatinina é entre 1,4 e 2,8 mg/dl (IRIS CKD estágio 2 baseado em creatinina), 
este canino paciente deve ser estadiado e tratado como um paciente IRIS DRC 
estágio 3. 
Se o SDMA sérico ou plasmático for persistentemente >54 μg/dl em um cão 
cuja creatinina é entre 2,9 e 5,0 mg/dl (IRIS CKD estágio 3 baseado em creatinina), 
este canino paciente deve ser estadiado e tratado como um paciente IRIS DRC 
estágio 4. 
 
3.4 TRATAMENTO 
 
O tratamento da DRC é um grande desafio para os médicos veterinários e 
muitos estudos têm sido realizados com o objetivo de desenvolver novos protocolos 
terapêuticos e melhorar os que são utilizados. Por se tratar de uma doença 
progressiva e irreversível, o objetivo do tratamento da DRC não é a cura do 
paciente, mas sim promover o retardo na progressão da doença, aumentar o tempo 
de sobrevida do animal e mantê-lo com uma boa qualidade de vida (QUEIROZ; 
FIORAVANTI, 2014). 
O tratamento pode se basear em terapia específica, visando à causa 
primária da lesão renal; e a terapia conservativa, que consiste no tratamento 
sintomático do paciente. O tratamento específico se resume na utilização de 
antibióticos, intervenção cirúrgica, administração de fármacos inibidores da enzima 
de conversão da angiotensina e os bloqueadores dos canais de cálcio (ANDRADE, 
2002). A fluidoterapia também se apresenta como alternativa de tratamento, assim 
como terapia nutricional, contudo a terapia hemeopática vem se destacando em 
casos com lesões mais avançadas (MARTINS, 2003). 
A eritropoetina está disponível seria com a recombinante humana (50 a 100 
UI/kg, 2 a 3 vezes/semana), porém seu uso pode vir a apresentar efeitos colaterais, 
como hipertensão sistêmica, hiperpotassemia, convulsões, além da produção de 
anticorpos à eritropoetina no período de 1 ou ate 3 meses após a administração. 
(Nelson; Couto,2010). 
O monitoramento do hematócrito durante a terapia com eritropoetina para 
evitar policitemia, para também ajustar a dose quando alcançado o valor esperado 
do hematócrito (35 a 40% e 30 a 35%, para cães), ajustando a administração para 2 
vezes semanais, e assim diminuindo gradativamente. Grauer GF. Insuficiência renal 
aguda e doença renal crônica. Manifestações clínicas dos distúrbios urinários 
(Nelson; Couto,2010). 
Podemos destacar entre as terapias hemeopáticas a hemodiálise, diálise 
peritoneal, que resultam na manutenção dos pacientes com boa qualidade de vida 
durante meses. Contudo o custo custo desses tratamentos se torna um fator 
limitante para a sua utilização (MACIEL e THOMÉ, 2006). 
 
3.5 PROGNOSTICO 
 
Essa enfermidade apresenta como principal causa o processo natural de 
envelhecimento, devido a diminuição do funcionamento renal (HASS, 2008). É 
estimado que a DRC ocorra de 0,5 a 1,5% em cães (KOGIKA et al., 2015). Sendo 
que 18% dos cães com DRC têm menos de 4 anos de idade, de 4 a 7 anos 
encontram-se 17%, 20% entre 7 e 10 anos e 45% acima de 10 anos. De acordo com 
Polzin et al., (2004), a idade média de diagnóstico em cães é de 7 anos. Sabe-se 
que esta patologia está relacionada com a idade dos animais, onde cerca de 45% 
dos animais acometidos têm mais de 10 anos de idade. 
Algumas raças são mais predispostas a terem a DRC (HASS,2008). 
Segundo Sandoval (2018), a DRC pode ter origem congênita, familiar ou adquirida. 
As raças mais predispostas a terem a doença são Basenji, Beagle, Cairn Terrier, 
Cocker Spaniel, Doberman, Lhasa Apso, Pinscher, Poodle Samoieda, Shitzu, 
Schnauzer e Sharpei, (HASS, 2008). 
Sendo assim a expectativa de vida entre as espécies é diferente em doença 
renal crônica, basea-se naturalmente no estágio em que se encontra a DRC no 
momento do diagnostico e também a possível doença primaria que possa ter 
desencadeado esse diagnóstico. Porém segundo (BROWN, 2008) em cães, a 
expectativa é de 6 a 12 meses quando o diagnóstico da doença. 
 
 
 
 
 
 
4. MATERIAL E MÉTODOS 
 
Trata-se de uma pesquisa qualitativa de cunho descritivo (GIL,2002), que 
buscou por meio da análise de registros de um hospital veterinário privado na cidade 
de Anápolis - GO, relatar em um estudo de caso os principais aspectos relacionados 
a doença real crônica (DRC) em um paciente canino. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
5. RESULTADOS E DISCUSSÃO 
 
O paciente canino, da raçaYorkshire Terrier, macho fértil, no momento da 
consulta pesando 4,300 kg, com idade de 12 anos, tendo sido relatado pelo cuidador 
que o paciente apresentou os primeiros sintomas para DRC com aproximadamente 
10 anos de idade. Fato que corrobora com os dados apresentados por Polzin et al., 
(2004) que afirma que paciente idoso é a faixa etária mais acometida por Doença 
Renal Crônica, sendo a idade média para diagnostico entre 7 e 10 anos. 
De forma que a idade é considerada uma pré disposição adquirida, onde a 
falência natural dos néfrons, juntamente com outros fatores referente a idade 
ocasiona complicações clínicas (LEES, 2004). 
Sendo sua etiologia multifatorial, diversas causas podem desencadear uma 
DRC, alterações bioquímicas (cistinúria), doença renal genética. Entre outras causas 
podem estar implicadas no desencadeamento da DRC, assim como neoplasias, 
hipercalcemia, hidronefrose, hipertensão arterial sistêmica primária e, sequela de 
progressão após insuficiência renal aguda (IRA), podendo todas essas causas 
serem relacionadas a pacientes com a faixa etária elevada (BROWN, 1999). 
No entanto, nem sempre é possível identificar a causa que desencadeou a 
lesão renal no momento do diagnóstico da DRC (LEES, 2004). 
O paciente veio ao hospital encaminhado por outra Clínica Veterinária da 
cidade, para avaliação e posterior indicação de internação, com queixa de vômito, 
taquipneia, e com alteração na coloração da urina entre ambâr para marrom. 
Apresentou no exame físico, temperatura elevada 39,8, taquicardia, hálito cetónico, 
hipertensão a 170mmHg. 
A combinação do histórico clínico, exame físico, exames de imagem, como 
radiografia simples e ultrassonografia, biópsia renal e também achados laboratoriais, 
como um quadro anêmico no hemograma, são fundamentais para o diagnóstico de 
DRC. Também pode ser realizado exame radiográfico abdominal além do simples o 
contrastado, como a urografia excretora, além de exame aferição da pressão arterial 
e, se possível, biópsia renal (MEDEIROS JUNIOR, 2005). 
Solicitado e colhido material para exames de hemograma e bioquímico e 
logo iniciado o tratamento paliativo com fluidoterapia com Ringer com Lactato 387ml 
/ dia, com gotejamento a 5,3 por minuto, acrescido cerênia para controle de vômito, 
dipirona para controle de febre na internação. 
O paciente admitido na internação para diagnostico e acompanhamento 
apresentava os seguintes resultados para os exames bioquímicos: 
• Ureia 387,7 mg/dL 21,4 
• Creatinina 9,76 mg/dL 0,5 
• Cálcio 8,27 mg/dL 9,0 
• Fósforo 60,38 mg/dL 2,6 
Observações: AMOSTRA REPETIDA E CONFIRMADA. SORO LÍMPIDO. 
Considerando os valores normas descritos na literatura, em comparação com 
os valores referência já descritos, pode ser afirmar que ... 
Os valores obtidos no hemograma do pacientes estão relatados abaixo: 
Eritrograma: 
• Hemácias 4,52 (milhões/mm3) 
• Volume globular 29 % 
• Hemoglobina 9,6 g/dL 
• VGM 63,1 fL 
• CHGM 33,1 % 
• Plaquetas 361 (mil/mm3) 
• Proteinas totais 8,0 g/dL 
 
Leucograma: 
• Leucócitos 15,2 (mil/mm3) 
• Bastões 1 (mil/mm3) 
• Segmentados 70 (mil/mm3) 
• Linfócitos 24 (mil/mm3) 
• Monócitos 3 (mil/mm3) 
• Eosinófilos 2 (mil/mm3) 
• Basófilos 0 
 
Hemograma do paciente com material colhido na admissão na internação, 
apresenta baixas nas Hemácias, a 4,52 (milhões/mm3), Volume Globular a 29%, 
produção de hemoglobina também abaixo da referência a 9,6 g/dl. Segundo. 
Alterações de destas funções que constem abaixo do valor de referência indicam 
uma anemia possivelmente advindas da doença crônica já diagnosticada (JERICÓ 
et. al. 2015). 
Como apresentado nos resultados acima e comparados segundo a tabela do 
Tratado de Medicina Interna de pequenos animais, o bioquímico apresenta, Ureia a 
387,7 mg/dl, Creatinina 9,76 mg/dl, Fósforo 60,38 mg/dl. Apresenta resultados 
elevados que também são compatíveis com a Doença Renal Crônica - DRC não 
controlada. (JERICÓ et. al.2015). 
Visto este resultado foi acrescentado ao protocolo de medicação administrado 
de forma profilática, omêga 3, com controle anti-inflamatório... e controle de 
colesterol, Hidróxido de alumínio como quelante de fósforo aliviando a carga renal e 
petpril para controle de hipertensão apresentada. 
Como tratamento de suporte paletivo para sobrevida do paciente 
acompanhado neste estudo. IRIS (2023) afirma que nem todos tratamentos são 
autorizados ou recomendados utilização em qualquer paciente, sendo que as taxas 
de dose recomendadas são empíricas, sendo dever do veterinário fazer uma 
avaliação entre riscos e benefícios para cada paciente antes de escolher e 
administrar qualquer tratamento. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
5. CONCLUSÃO 
 
Sabendo-se que a expectativa de vida entre os pacientes acometido pelo 
DRC, baseia-se em cuidados paliativos, e tendo em vista a idade avançada do 
paciente acompanhado neste estudo, o mesmo foi acometido por complicações e 
apesar de todo comprometimento e acompanhamento adequado, tendo vindo a 
óbito por complicações de falência renal, não sendo possível aos tutores a 
continuação do tratamento sendo incompatível com a qualidade de vida para o 
paciente, já de idade avançada a ser submetido a hemodiálises periodicamente. 
 
. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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