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Assistência Pré-Natal
📚 Referência principal: Ministério da Saúde – Caderno de Atenção Básica nº 32
1. Consulta Pré-Concepcional
Objetivos:
Promoção da saúde reprodutiva
Prevenção de malformações 
Ácido Fólico: 400 mcg/dia, mínimo 30 dias antes da concepção até o final do primeiro 
trimestre. Se maior risco para ocorrência de defeitos do tubo neural → 4 a 5 mg/dia.
📌 Justificativa:
Essa dose é indicada para prevenção de defeitos do tubo neural (como anencefalia e 
espinha bífida).
É especialmente recomendada para mulheres com fatores de risco, como:
História de filhos com malformações
Diabetes mellitus
Uso de anticonvulsivantes
Obesidade
Deficiência de folato
Atualização vacinal: rubéola, sarampo, hepatite B, tétano
Avaliação de riscos ocupacionais, tabagismo e uso de álcool/drogas
Avaliação de riscos clínicos:
Diabetes mellitus: HbA1c ≥ 6,5% → risco aumentado de malformações
Hipertensão crônica: ajuste de medicação e avaliação de lesão de órgão-alvo
Epilepsia: preferência por monoterapia com menor risco teratogênico (ex: 
fenobarbital)
HIV: controle da carga viral e linfócitos TCD4
Doença falciforme: rastreio e acompanhamento especializado
Diagnóstico de gravidez:
• Sinais de Presunção: náuseas e vômitos, atraso menstrual até 14 dias, linha nigra, 
tubérculos de Montgomery, rede de Haller, sinal de Hunter
• Sinais de Probabilidade: sinal de Hegar, sinal de Piskacek, sinal de Nobile-Budin, sinal de 
Osiander, sinal de Jacquemier, sinal de Kluge, aumento do volume uterino
• Sinais de Certeza: ausculta BCF, percepção de movimentação fetal, sinal de Puzos
Gonadotrofina coriônica humana:
O hCG começa a ser produzido antes da implantação do embrião; Teste de gravidez no 
soro: mais sensível;
Teste de gravidez na urina: orientado após o atraso menstrual de 7 dias ou mais;
Falso negativo: ovulação ocorreu mais tarde do que esperado e o teste é realizado muito 
próximo da concepção;
Falso positivo: raro - geralmente por gravidez (abortamento subclínico ou logo após a 
implantação); interferênia do hCG administrado como parte do tratamento da 
infertilidade; secreação de hCG por um tumor; secreção pituitária de hCG, tipicamente em 
mulheres.
Ultrassonografia:
Período de visualização de estruturas:
• 1o sinal de gestação → Saco gestacional: entre 4,5e 5 semanas de gestação (3 a 4 
semanas após a ovulação), quando atinge tamanho de 2 a 4mm no seu diâmetro médio.
• A vesícula vitelínica aparece entre 5 e 6 semanas, permanecendo até aproximadamente 
10 semanas;
• Embrião com atividade cardíaca → 5,5 a 6 semanas.
 Consulta Pré-Natal
Início recomendado: até 12 semanas Número mínimo de consultas: 6 (OMS e MS) 
Periodicidade:
Mensal até 28 semanas
Quinzenal entre 28–36 semanas
Semanal após 36 semanas
Primeira consulta:
Anamnese e cálculo da DPP (Regra de Naegele)
 Anamnese
• Identificação de fatores de risco gestacional;
• História obstétrica: antecedente de óbito fetal, morte neonatal e aborto espontâneo 
recorrente, crescimento fetal restrito ou macrossomia fetal e intercorrências clínicas ou 
cirúrgicas em gestação anterior;
• Na gestação atual, é importante avaliar os antecedentes clínicos, tais como diabetes 
tipo 1, nefropatia, cardiopatia ou outras doenças.
Exame físico geral e obstétrico
• Exame clínico: peso, altura, pressão arterial, avaliação de mucosas, tireoide, mamas, 
pulmões, coração, abdome e extremidades.
• Exame ginecológico/obstétrico: avaliar a genitália externa, a vagina, o colo uterino e, no 
toque bidigital, o útero e os anexos.
• Após a 12a semana, deve-se medir a altura do fundo uterino no abdome. A ausculta fetal 
será possível após a 10a-12a semana, com o sonar-doppler;
• Altura uterina: a partir da sínfise púbica até ofundo uterino.
• Manobras de Leopold: método palpatório do
abdome materno em 4 passos:
Manobras de Leopold
1o tempo
• Delimite o fundo do útero com a borda cubital de ambas as mãos e reconheça a parte 
fetal que o ocupa;
2o tempo
• Deslize as mãos do fundo uterino até o polo inferior do útero, procurando sentir o dorso 
e as pequenas partes do feto;
3o tempo
• Explore a mobilidade do polo, que se apresenta no estreito superior pélvico;
4o tempo
• Determine a situação fetal, colocando as mãos sobre as fossas ilíacas, deslizando-as em 
direção à escava pélvica e abarcando o polo fetal quese apresenta. As situações que 
podem ser encontradas são: longitudinal (apresentação cefálica e pélvica), transversa 
(apresentação córmica) e oblíquas.
Plano de parto e inclusão do parceiro (pré-natal da parceria)
Plano de parto:
• Acompanhante no parto:
• Lei Federal no 11.108 que, em seu artigo 19, diz: “os serviços de saúde do Sistema Único 
de Saúde - SUS, da rede própria ou conveniada, ficam obrigados a permitir a presença, 
junto à parturiente, de um acompanhante durante todo o período de trabalho de parto, o 
parto e pós-parto imediato”.
• Abordar o conhecimento da maternidade.
3. Exames Laboratoriais
Primeira consulta (MS):
Hemograma, tipagem sanguínea, fator Rh, Coombs indireto
Sorologias: HIV, sífilis (VDRL), toxoplasmose, hepatite B
Urina tipo 1, urocultura, colpocitologia, parasitológico de fezes
Complementares (FEBRASGO):
TSH, T4 livre, ferritina, Hb glicada, sorologia para rubéola e CMV
Seguimento:
TOTG 75g entre 24–28 semanas
Repetição de toxoplasmose se suscetível
Rastreio de Estreptococo B entre 36–37 semanas
HTLV
• Fevereiro 2024: incorporação no SUS do teste diagnóstico para detecção do vírus HTLV 1-
2 em gestantes no pré-natal.
• Testes de triagem (ELISA): detecção da presença de anticorpos específicos contra o vírus;
• Testes de confirmação (PCR e Western-Blot): definição do tipo do vírus que causou a 
infecção.
 Situações especiais:
Pesquisa do Estreptococo do grupo B (EGB):
• De acordo com o caderno de atenção básica do pré-natal de baixo risco – Ministério da 
Saúde (Atenção ao pré-natal de baixo risco / Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à 
Saúde. Departamento de Atenção Básica. – Brasília : Editora do Ministério da Saúde, 2012.) 
— a pesquisa do Estreptococo do grupo B: não deve ser realizada, pois a evidência de sua 
efetividade clínica permanece incerta (grau de recomendação A);
• De acordo com o Manual de gestação de alto risco do Ministério da Saúde (Manual de 
gestação de alto risco [recurso eletrônico] / Ministério da Saúde, Secretaria de Atenção 
Primária à Saúde. Departamento de Ações Programáticas. – Brasília: Ministério da Saúde, 
2022): Recomenda-se rastreio universal de EGB entre 36 0/7 e 37 6/7 semanas de gestação;
Eletroforese de Hemoglobina:
• De acordo com o caderno de atenção básica do pré-natal de baixo risco — Ministério da 
Saúde (Atenção ao pré-natal de baixo risco / Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à 
Saúde. Departamento de Atenção Básica. – Brasília : Editora do Ministério da Saúde, 2012): 
a eletroforese de hemoglobina deve ser solicitada se a gestante tiver antecedentes 
familiares de anemia falciforme ou se apresentar história de anemia crônica; Portaria 
GM/MS no 1.459/GM/MS, de 24 de junho de 2011, (Rede Cegonha): inclui o exame de 
eletroforese de hemoglobina para detecção daanemia falciforme no pré-natal.
4. Ultrassonografias
Tipo Período Finalidad
e
Inicial 6–9 
semanas
Diagnósti
co e 
datação
Morfológi
ca 1º tri
11–14 
semanas
Risco de 
cromosso
mopatias
Morfológi
ca 2º tri
18–24 
semanas
Estrutura 
fetal
3º tri 34–36 
semanas
Vitalidad
e fetal e 
peso 
estimado
Ecocardio 22–28 Avaliação 
grama 
fetal
semanas cardíaca 
fetal em 
casos 
específico
s
5. Imunizações
Vacinas recomendadas (MS):
dTPa: a partir da 20ª semana
Influenza: qualquer momento da gestação
Hepatite B: 3 doses
Covid-19: vacinas autorizadas (ex: Pfizer, Butantan)
Contraindicadas:
Sarampo, caxumba, rubéola, varicela, HPV (vírus vivos atenuados)
6. Intercorrências Clínicas
Diabetes Gestacional:
GJ ≥ 92 mg/dL → DMG
TOTG: diagnóstico com valores elevados em jejum, 1h e 2h
Infecção Urinária:
Bacteriúria assintomática: tratar sempre
Cistite:sintomas + urocultura positiva
Pielonefrite: hospitalização + ceftriaxona EV
Toxoplasmose:
IgM positivo → iniciar espiramicina
Esquema tríplice ≥ 16 semanas se risco fetal
Teste de avidez do IgG para diferenciar infecção aguda de prévia
7. Nutrição e Suplementação
IMC 
Inicial
Ganho 
Total (kg)
Ganho 
Semanal 
(2º/3º tri)

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