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Estudo dirigido - clinica de grandes

Conjunto de questões sobre mastite bovina e acidose ruminal. Inclui múltipla escolha, verdadeiro/falso e perguntas dissertativas sobre diagnóstico, agentes etiológicos, controle, prevenção e fisiopatologia.

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Questões resolvidas

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1. Durante a visita a uma fazenda leiteira, o veterinário observou algumas vacas com redução na produção de 
leite e ausência de sinais clínicos visíveis. Qual diagnóstico é mais provável? 
A) Mastite clínica aguda 
B) Mamite coliforme 
C) Mastite subclínica 
D) Hipocalcemia 
E) Endometrite puerperal 
 
2. Sobre a mastite causada por Staphylococcus aureus: 
( ) A forma clínica é sempre evidente. 
( ) Pode causar lesões crônicas e abscessos. 
( ) Responde bem à terapia intramamária. 
( ) É uma das principais causas de mastite contagiosa. 
( ) Pode evoluir para gangrena. 
 
3. Cite os principais critérios diagnósticos da mastite subclínica e estratégias para seu controle em rebanhos 
leiteiros. 
 
4. A mastite ambiental é mais comum em: 
A) Vacas secas em ambiente limpo 
B) Vacas lactantes em piquetes bem drenados 
C) Vacas em lactação em instalações contaminadas 
D) Vacas primíparas 
E) Vacas com histórico de hipocalcemia 
 
5. Sobre o uso do CMT na detecção de mastite subclínica: 
( ) É um teste rápido e barato. 
( ) Quantifica diretamente a carga bacteriana. 
( ) Reage à presença de células somáticas no leite. 
( ) Pode ser utilizado no campo. 
( ) Indica falha na ordenha. 
 
6. Qual das alternativas apresenta a melhor estratégia de controle de mastite contagiosa? 
A) Trocar os bicos de ordenha semanalmente 
B) Realizar ordenha antes da alimentação 
C) Aplicação de antibiótico em vacas secas e pré-dipping 
D) Melhorar o Conforto ambiental e amenizar o stress térmico 
E) Todas as anteriores. 
Gabarito: E 
7. Sobre os agentes causadores de mastite: 
( ) E. coli causa quadros agudos e severos. 
( ) Streptococcus agalactiae é considerado contagioso. 
( ) Staphylococcus aureus pode formar abscessos e dificultar a resposta terapêutica. 
( ) A mastite micótica é comum em climas frios. 
( ) Corynebacterium bovis é considerado agente oportunista. 
 
8. Uma vaca apresenta aumento de volume da glândula mamária, calor local, dor à palpação e secreção aquosa 
com grumos. Qual o tipo de mastite mais provável? 
A) Mastite aguda 
B) Mastite subclínica 
C) Cowpox 
D) Edema fisiológico 
E) Mamite micótica 
 
9. Diferencie os principais sinais clínicos e achados laboratoriais entre mastite aguda e mastite crônica. 
 
10. Assinale as sentenças verdadeiras sobre mastite: 
( ) A contagem de células somáticas é utilizada para avaliar a saúde da glândula mamária. 
( ) A mastite pode reduzir a qualidade do leite sem alterar a quantidade produzida. 
( ) A mastite crônica pode não apresentar sinais clínicos evidentes. 
( ) A mastite coliforme é considerada contagiosa. 
( ) O tratamento da mastite depende da identificação do agente etiológico. 
 
11. Sobre mastite clínica gangrenosa, é correto afirmar: 
A) É uma forma leve e autolimitada 
B) Responde bem à antibioticoterapia intramamária 
C) Pode evoluir com necrose e toxemia 
D) É comum em vacas jovens 
E) É causada exclusivamente por fungos 
 
12. Descreva o impacto da mastite subclínica na qualidade do leite e produtividade do rebanho. 
 
13. Uma vaca apresenta secreção marrom-avermelhada pelo teto mamário com odor fétido. O produtor relata 
histórico de mastite recente. Qual a conduta mais adequada? 
A) Interromper ordenha por 72h 
B) Descartar o quarto afetado 
C) Aplicar anti-inflamatório intramamário 
D) Ordenhar por último (linha de ordenha) e aplicação do antibiótico intramamário 
E) Iniciar terapia com antifúngico 
 
14. Sobre prevenção de mastite em vacas secas: 
( ) A terapia de vaca seca reduz a incidência de novas infecções. 
( ) O selante interno evita contaminações durante o período seco. 
( ) Não se recomenda o uso de antibiótico nesse período. 
( ) O ambiente da vaca seca influencia no risco de mastite. 
( ) Vacas de alta produção devem ser ordenhadas até o parto. 
 
15. Qual dos fatores abaixo não está diretamente relacionado ao aumento da incidência de mastite? 
A) Cama úmida 
B) Lesões de teto 
C) Falha no pré-dipping 
D) Manejo alimentar 
E) Equipamentos de ordenha mal higienizados 
 
 
16. Sobre a acidose ruminal aguda, assinale verdadeiro ou falso: 
( ) O pH ruminal típico é inferior a 5.0. 
( ) A acidose subaguda é mais grave que a forma aguda. 
( ) A ingestão de concentrado em excesso é uma causa comum. 
( ) O tratamento pode incluir infusão de bicarbonato. 
( ) A acidose ruminal não provoca alterações hepáticas. 
 
17. Um bovino apresenta apatia, timpanismo leve, fezes pastosas e andar cambaleante após acesso acidental 
a silo de milho. Qual a hipótese mais provável? 
A) Hipomagnesemia 
B) Acidose ruminal 
C) Hipocalcemia 
D) Timpanismo espumoso 
E) Cetose 
 
18. Descreva os principais mecanismos fisiopatológicos da acidose ruminal aguda e as alterações 
metabólicas associadas. 
 
19. Em qual das condições abaixo se espera encontrar alcalose ruminal? 
A) Intoxicação por ureia 
B) Reticulite traumática 
C) Cetose primária 
D) Mastite coliforme 
E) Timpanismo secundário 
 
20. Com relação à alcalose ruminal: 
( ) É comum após ingestão de grandes volumes de ureia. 
( ) O pH ruminal pode ultrapassar 8.0. 
( ) Causa inibição da motilidade ruminal. 
( ) Os sinais clínicos aparecem em até 2 horas após o consumo excessivo. 
( ) O tratamento inclui acidificação do rúmen com vinagre. 
 
 
21. Explique os princípios clínicos e zootécnicos que justificam o uso da transfaunação como prática 
terapêutica em ruminantes. 
 
22. A transfaunação é indicada em qual das situações abaixo? 
A) Piometra 
B) Hipocalcemia 
C) Timapanismo espumoso 
D) Desbiose ruminal por acidose 
E) Diarreia viral bovina 
 
23. Sobre a transfaunação em bovinos: 
( ) Deve ser feita com líquido ruminal recém-coletado. 
( ) É contraindicada em animais com deslocamento de abomaso. 
( ) Favorece o restabelecimento da flora microbiana ruminal. 
( ) Pode ser realizada com líquido de bovinos sadios. 
( ) Substitui totalmente o uso de antibióticos. 
 
 
16. Um bovino apresenta distensão abdominal no lado esquerdo, sem eructação, e ruídos metálicos ao auscultar 
o flanco. Qual diagnóstico é mais provável? 
A) Torção de ceco 
B) Timpanismo gasoso 
C) Acidose ruminal 
D) Deslocamento de abomaso à esquerda 
E) Reticulite traumática 
 
17. Sobre o timpanismo em bovinos: 
( ) O timpanismo espumoso pode ocorrer após ingestão de leguminosas. 
( ) O timpanismo gasoso ocorre por obstrução esofágica ou disfagia. 
( ) O timpanismo é uma emergência clínica. 
( ) A toracocentese é indicada em timpanismo. 
( ) Pode ser tratado com surfactantes ou trocaterização. 
 
18. Explique as diferenças entre timpanismo espumoso e gasoso quanto à fisiopatologia, sinais clínicos e 
tratamento. 
 
19. Qual das alternativas é um sinal clínico comum em timpanismo agudo grave? 
A) Hipertermia 
B) Taquipneia e decúbito esternal prolongado 
C) Disfagia e sangramento nasal 
D) Hipermotilidade intestinal 
E) Diminuição do som de sucção no flanco direito 
 
20. Um bezerro com pneumonia aspirativa apresenta distensão abdominal e ausência de ruídos ruminais. A 
conduta imediata é: 
A) Administração de antibiótico sistêmico 
B) Lavagem gástrica 
C) Trocar dieta para volumoso seco 
D) Passagem de sonda orogástrica para descompressão 
E) Injeção de antiespumante por via intramuscular 
 
21. Um bovino leiteiro apresenta apatia, taquicardia, jugular ingurgitada e ausência de sons ruminais. Há relato 
de ingestão de arame enferrujado. Qual o diagnóstico mais provável? 
A) Timpanismo gasoso 
B) Reticulite simples 
C) Reticuloperitonite traumática 
D) Reticulopericardite traumática 
E) Deslocamento de abomaso 
 
22. Sobre a reticulopericardite traumática: 
( ) É causada por perfuração do retículo por corpo estranho perfurocortante. 
( ) Pode evoluir para peritonite e tamponamento cardíaco. 
( ) O uso de ímãs orais é uma medida preventiva eficaz. 
( ) Testes de dor são úteis no diagnóstico. 
( ) O tratamento cirúrgico é sempre necessário. 
 
23.Descreva os principais achados clínicos e complementares (ultrassonografia, hemograma e percussão) de 
um caso clássico de reticulopericardite traumática. 
 
24. O teste de pressão com bastão no apêndice xifoide é utilizado para: 
A) Estimular o rúmen 
B) Confirmar dor por reticulopericadite 
C) Verificar resposta a hipocalcemia 
D) Diagnosticar deslocamento de abomaso 
E) Determinar presença de timpanismo 
 
25. O uso de ímã reticular é mais indicado em: 
A) Casos de hipomotilidade ruminal crônica 
B) Bovinos com reticulite em estágio avançado 
C) Bovinos sadios como medida profilática 
D) Bovinos com cetose subclínica 
E) Casos de timpanismo espumoso 
 
 
26. Um veterinário atende uma vaca logo após o parto que apresenta tremores musculares, decúbito lateral, 
extremidades frias e ausência de ruminação. Qual a suspeita clínica? 
A) Cetose 
B) Hipomagnesemia 
C) Hipocalcemia 
D) Timpanismo espumoso 
E) Acidose ruminal 
 
27. Sobre a hipocalcemia em vacas leiteiras: 
( ) Ocorre mais frequentemente no periparto. 
( ) O cálcio sérico encontra-se diminuído. 
( ) O tratamento deve ser feito com cálcio oral em todos os casos. 
( ) A condição afeta a contratilidade do útero e do rúmen. 
( ) Pode predispor à retenção de placenta. 
28. Explique por que a hipocalcemia em vacas de alta produção pode afetar o desempenho reprodutivo e 
predispor a outras enfermidades no pós-parto. 
 
29. Qual conduta é mais adequada no tratamento da hipocalcemia aguda com sinais neuromusculares graves? 
A) Aplicação de glicose IV e monitoramento 
B) Administração lenta de cálcio endovenoso com auscultação cardíaca 
C) Injeção intramuscular de vitamina B1 
D) Trocar a dieta para volumoso pobre em fósforo 
E) Aplicação de bicarbonato de sódio 
 
30. O protocolo preventivo mais eficaz para hipocalcemia em vacas multíparas inclui: 
A) Restrição hídrica antes do parto 
B) Aumento do cálcio dietético no pré-parto 
C) Administração de dieta aniônica no pré-parto 
D) Suplementação com zinco 
E) Uso de anti-inflamatórios não esteroidais 
 
31. Em relação à dieta aniônica no manejo pré-parto de vacas leiteiras, qual das afirmativas é correta? 
A) Aumenta o risco de hipocalcemia subclínica 
B) Deve conter maior quantidade de cátions como potássio e sódio 
C) Induz acidose metabólica leve e melhora a resposta ao PTH 
D) Só deve ser utilizada após o parto 
E) É contraindicada em vacas de primeira cria 
 
32. Sobre o uso da dieta aniônica na transição: 
( ) É indicada para vacas multíparas. 
( ) O desequilíbrio eletrolítico induz alcalose metabólica. 
( ) A avaliação do pH urinário é utilizada para monitorar a resposta. 
( ) O uso de sais aniônicos deve ser feito com base na análise bromatológica. 
( ) O excesso de potássio na dieta reduz sua eficácia. 
 
33. Uma vaca em pós-parto recente apresenta anorexia, fezes pastosas, produção de leite reduzida e som 
metálico “ping-pong” à percussão do flanco esquerdo. Qual o diagnóstico mais provável? 
A) Timpanismo espumoso 
B) Reticulite traumática 
C) Deslocamento de abomaso à esquerda 
D) Acidose ruminal 
E) Torção de ceco 
 
34. Sobre o deslocamento de abomaso em bovinos: 
( ) É mais comum em vacas leiteiras no pós-parto. 
( ) O deslocamento à direita tem maior risco de torção. 
( ) Pode estar associado a cetose e hipocalcemia. 
( ) Causa timpanismo por compressão do rúmen. 
( ) O tratamento clínico com dieta rica em fibra é suficiente na maioria dos casos. 
 
35. Explique como os distúrbios metabólicos e o manejo alimentar no período de transição favorecem o 
deslocamento de abomaso. 
 
36. Qual dos seguintes sinais é típico do deslocamento de abomaso à direita com torção? 
A) Som metálico no flanco esquerdo 
B) Timpanismo espumoso 
C) Dor abdominal intensa e choque 
D) Diarreia sanguinolenta 
E) Hiperemia de mucosas 
 
37. O diagnóstico definitivo do deslocamento de abomaso pode ser confirmado por: 
A) Prova do tabuleiro basculante 
B) Teste do reflexo palpebral 
C) Auscultação de som metálico 
D) Palpação transretal do rúmen 
E) Prova do cloreto no leite 
 
38. Uma vaca de alta produção no 10º dia pós-parto apresenta hiporexia seletiva (recusa concentrado), perda de 
escore corporal e odor cetônico no hálito. Qual o diagnóstico mais provável? 
A) Hipocalcemia 
B) Cetose clínica 
C) Acidose ruminal 
D) Hipomagnesemia 
E) Febre da lactação 
 
39. Sobre a cetose em bovinos: 
( ) É mais comum em vacas de alta produção no início da lactação. 
( ) Pode ser clínica ou subclínica. 
( ) A hipoglicemia é característica do quadro. 
( ) A prevenção inclui oferta adequada de energia e uso de propilenoglicol. 
( ) Sempre cursa com febre e diarreia. 
 
40. Explique o papel do balanço energético negativo na etiologia da cetose e descreva ao menos duas estratégias 
de prevenção. 
 
41. O tratamento da cetose clínica pode incluir: 
A) Dextrose IV e propilenoglicol oral 
B) Antibiótico de amplo espectro 
C) Cálcio intravenoso 
D) Administração de diuréticos 
E) Dieta rica em proteína bruta 
 
42. Qual dos exames abaixo pode ser utilizado para detectar cetose subclínica no campo? 
A) Teste de CMT 
B) Dosagem de cálcio iônico 
C) Medida de corpos cetônicos no leite ou urina 
D) Prova do paladar 
E) Contagem de leucócitos totais 
 
 
43. Uma vaca apresenta urina turva com odor fétido, disúria e dor lombar à palpação. Qual o diagnóstico mais 
provável? 
A) Cistite intersticial 
B) Pielonefrite 
C) Hematúria enzoótica 
D) Cetose subclínica 
E) Hipertermia pós-parto 
 
44. Sobre a hematúria enzoótica bovina: 
( ) Está relacionada ao consumo crônico de samambaia (Pteridium spp.). 
( ) Cursa com anemia progressiva e sangue na urina. 
( ) Pode evoluir para neoplasias vesicais. 
( ) É reversível com administração de ferro e vitamina K. 
( ) O diagnóstico é baseado em histórico, sinais clínicos e urinálise. 
 
45. Explique os mecanismos fisiopatológicos da pielonefrite infecciosa em bovinos e os achados clínicos 
esperados. 
 
46. Qual medida é recomendada na prevenção de infecções urinárias recorrentes em fêmeas bovinas? 
A) Castração precoce 
B) Administração contínua de antibióticos 
C) Correção da conformação vulvar e higiene perineal 
D) Injeção de ureia oral 
E) Restrição hídrica 
47. Durante um exame de rotina, um bezerro apresenta urina sanguinolenta. O criador relata histórico de 
consumo de samambaia. Qual exame auxiliar é mais útil? 
A) Radiografia de crânio 
B) CMT 
C) Ultrassonografia renal e vesical 
D) Prova do laço 
E) Eletrocardiograma 
 
 
48. Um bovino apresenta fezes pastosas, apatia e distensão ruminal leve. Ao exame, nota-se ausência de 
movimentos ruminais e dor à palpação do apêndice xifoide. Qual o diagnóstico mais provável? 
A) Timpanismo espumoso 
B) Deslocamento de abomaso 
C) Reticopericardite traumática 
D) Acidose ruminal subaguda 
E) Impactação de omaso 
 
49. Sobre a impactação de omaso: 
( ) É comum após ingestão de volumoso muito seco. 
( ) Causa timpanismo por obstrução do trânsito alimentar. 
( ) Pode levar à redução da motilidade ruminal. 
( ) A resposta terapêutica é geralmente cirúrgica. 
( ) O diagnóstico pode ser feito por palpação retal. 
 
50. Explique a sequência anatômica do alimento nos pré-estômagos dos ruminantes e a função principal de cada 
compartimento. 
 
51. Em relação à acidose ruminal, qual das alternativas está INCORRETA? 
A) A ingestão abrupta de carboidrato fermentável é fator predisponente 
B) O pH ruminal torna-se mais ácido, favorecendo crescimento de Lactobacillus 
C) A acidose aguda pode levar à morte súbita 
D) O rúmen apresenta odor alcalino e fezes ressecadas 
E) A acidose crônica pode levar à laminite 
 
52. Qual dos seguintes sinais NÃO é característico de reticulite traumática aguda? 
A) Febre e apatia 
B) Hipomotilidade ruminal 
C) Dor à pressão do apêndice xifoide 
D) Hiperatividade e agitação 
E) Diminuição da produção de leite 
 
53. Um animalapresenta fezes ressecadas, hipomotilidade ruminal e ausência de dor. O histórico revela 
consumo de volumoso fibroso de baixa qualidade. Qual é o diagnóstico mais provável? 
A) Acidose 
B) Hipocalcemia 
C) Impactação de omaso 
D) Reticulite 
E) Peritonite difusa 
 
54. Sobre o retículo: 
( ) Atua como filtro de partículas grandes. 
( ) Está associado ao risco de perfuração por corpos estranhos. 
( ) Está localizado entre o diafragma e o rúmen. 
( ) Participa da ruminação e regurgitação. 
( ) Não possui motilidade própria. 
 
55. Explique como a dieta rica em concentrados pode predispor a enfermidades nos compartimentos pré-
estomacais. 
 
56. Qual das enfermidades abaixo cursa frequentemente com odor fétido no hálito, dor abdominal e 
desidratação severa? 
A) Acidose ruminal aguda 
B) Timpanismo gasoso 
C) Impactação do omaso 
D) Torção de ceco 
E) Diarreia por salmonelose 
 
57. Sobre a anatomia funcional dos pré-estômagos: 
( ) O omaso realiza a absorção de água e eletrólitos. 
( ) O retículo participa da triagem de partículas. 
( ) O abomaso é a principal câmara de fermentação. 
( ) O rúmen tem alta população microbiana. 
( ) O omaso é desnecessário em ruminantes jovens. 
 
58. Uma vaca leiteira apresenta timpanismo, hipomotilidade e fezes líquidas após troca de dieta. O exame do 
líquido ruminal mostra pH 5, coloração leitosa e ausência de protozoários. Qual o diagnóstico? 
A) Timpanismo por obstrução esofágica 
B) Acidose ruminal 
C) Reticulite 
D) Pielonefrite 
E) Hipomagnesemia 
 
59. Descreva os achados clínicos e laboratoriais esperados em um caso de acidose ruminal aguda, e relacione-os 
com a fisiopatologia envolvida. 
 
60. Qual a conduta terapêutica imediata indicada em bovino com acidose ruminal grave? 
A) Administração de cálcio endovenoso 
B) Infusão de bicarbonato e troca de dieta 
C) Jejum hídrico e antibiótico 
D) Uso de anti-inflamatório e analgésico 
E) Aplicação de sal aniônico 
 
61. Sobre as patologias do abomaso: 
( ) O deslocamento à direita pode evoluir para torção. 
( ) O pH abomasal é normalmente alcalino. 
( ) A impactação abomasal é comum em dietas de baixa digestibilidade. 
( ) O som metálico à percussão é sinal de deslocamento. 
( ) É comum no período seco. 
 
63. Um bovino apresenta incoordenação, salivação intensa, agressividade e recusa alimentar. Após 72 horas, 
entra em decúbito e morre. Qual o diagnóstico mais provável? 
A) Tétano 
B) Encefalomielite viral 
C) Raiva 
D) Hipocalcemia 
E) Botulismo 
 
64. Sobre a raiva em herbívoros: 
( ) A transmissão ocorre principalmente por mordedura de morcego hematófago. 
( ) Bovinos podem apresentar sinais predominantemente paralíticos. 
( ) A vacinação anual é obrigatória em áreas de risco. 
( ) O diagnóstico definitivo é clínico. 
( ) A doença é letal na maioria dos casos. 
 
65. Descreva as principais manifestações clínicas da raiva paralítica em bovinos, indicando como diferenciá-las 
de outras enfermidades neurológicas. 
 
66. O exame de eleição para confirmação da raiva em animais é: 
A) Sorologia 
B) Hemograma completo 
C) Imunofluorescência direta de encéfalo 
D) PCR de sangue periférico 
E) Cultivo de líquor 
 
67. Qual das alternativas está INCORRETA quanto à profilaxia da raiva em herbívoros? 
A) Vacinação anual em áreas endêmicas 
B) Controle de morcegos hematófagos 
C) Restrição de acesso de animais a áreas de matas fechadas 
D) Uso de antibiótico de amplo espectro no periparto 
E) Isolamento de casos suspeitos 
 
68. Considerando os sinais clínicos da raiva: 
( ) Salivação é comum devido à paralisia do masseter e da faringe. 
( ) A fase furiosa é mais comum em equinos. 
( ) Prurido e agressividade são mais associados a cães. 
( ) Em bovinos, a marcha em círculos pode ser observada. 
( ) A doença pode simular hipocalcemia em estágios iniciais. 
 
69. Um equino apresenta hiperexcitabilidade, relinchos frequentes, fotofobia e movimentos de ataque ao 
tratador. Qual a enfermidade mais compatível? 
A) Botulismo 
B) EPM 
C) Raiva 
D) Hipomagnesemia 
E) Encefalopatia hepática 
 
70. Qual a conduta recomendada em caso de suspeita clínica de raiva em um animal de produção, e quais os 
riscos envolvidos para humanos? 
 
71. O período de incubação da raiva em bovinos varia, geralmente: 
A) De 1 a 3 dias 
B) De 4 a 8 horas 
C) De 3 a 5 meses 
D) De 15 a 60 dias 
E) De 2 a 4 semanas 
 
72. A vacinação contra raiva em bovinos é considerada: 
A) Facultativa em todo território nacional 
B) Obrigatória apenas em propriedades leiteiras 
C) Parte de campanhas oficiais nas zonas endêmicas 
D) Recomendável apenas após surtos confirmados 
E) Ineficaz em rebanhos extensivos 
 
73. Um equino apresenta febre, andar em círculos, cabeça pendente e ataxia. O criador relata vacinação 
irregular. Qual a principal suspeita? 
A) Raiva 
B) Encefalomielite viral equina 
C) Tétano 
D) Leucoencefalomalácia 
E) EPM 
 
74. Sobre a Encefalomielite viral equina (EEE, WEE, VEE): 
( ) É causada por vírus da família Togaviridae. 
( ) É transmitida por mosquitos. 
( ) A forma mais comum no Brasil é a Encefalomielite Equina do Leste (EEE). 
( ) Pode ser prevenida por vacinação anual. 
( ) O tratamento consiste em antibióticos e anti-inflamatórios. 
 
75. Explique os aspectos clínicos, epidemiológicos e preventivos das encefalomielites equinas no Brasil, 
incluindo diferenciação entre EEE, WEE e VEE. 
 
76. Qual das alternativas é INCORRETA sobre a encefalomielite equina: 
A) Possui potencial zoonótico 
B) Causa sintomas neurológicos progressivos 
C) A forma ocidental (WEE) é mais grave que a oriental (EEE) 
D) É transmitida por vetores artrópodes 
E) Pode ocorrer em surtos 
 
77. Um surto de encefalomielite em equinos em determinada região levou à notificação oficial. Qual medida 
imediata é recomendada? 
A) Aplicação de ivermectina 
B) Isolamento e vacinação dos animais sadios 
C) Administração de vitamina E 
D) Antibiótico de largo espectro 
E) Desverminação em massa 
 
78. Um equino jovem apresenta ataxia assimétrica, fraqueza dos membros pélvicos e dificuldade para levantar a 
cauda. Qual a principal suspeita clínica? 
A) Tétano 
B) EPM – Mieloencefalite Protozoária Equina 
C) Encefalomielite viral 
D) Leucoencefalomalácia 
E) Botulismo 
 
79. Sobre a EPM em equinos: 
( ) É causada por Sarcocystis neurona. 
( ) O gambá (Didelphis spp.) é o hospedeiro definitivo. 
( ) A transmissão ocorre por ingestão de esporocistos em água ou alimento contaminado. 
( ) O quadro clínico é simétrico e rapidamente progressivo. 
( ) O diagnóstico definitivo exige exame do líquor. 
 
80. Descreva os sinais clínicos mais comuns da EPM e como diferenciá-la de outras enfermidades neurológicas 
de evolução lenta em equinos. 
 
81. Qual dos exames abaixo é mais indicado para auxiliar no diagnóstico de EPM? 
A) Hemograma 
B) Exame fecal por flotação 
C) Imunofluorescência no líquor 
D) Ressonância magnética cerebral 
E) Radiografia de coluna 
 
82. Qual das opções abaixo é incorreta sobre o tratamento da EPM? 
A) Deve ser iniciado o mais precocemente possível 
B) Inclui uso de antiprotozoários como ponazuril ou diclazuril 
C) Antibióticos betalactâmicos são a base do tratamento 
D) O prognóstico depende da gravidade dos sinais clínicos 
E) Suporte nutricional e ambiente seguro são essenciais 
 
83. Um equino apresenta rigidez muscular generalizada, hiperestesia, protrusão da terceira pálpebra e relutância 
em se mover após castração recente. Qual o diagnóstico mais provável? 
A) Raiva 
B) EPM 
C) Tétano 
D) Encefalomielite viral 
E) Botulismo 
 
84. Sobre o tétano em herbívoros: 
( ) É causado pela toxina tetânica produzida por Clostridium tetani. 
( ) A toxina atinge o sistema nervoso central por via hematógena e retrogradação axonal. 
( ) É comum após procedimentos cirúrgicos sem assepsia adequada. 
( ) A profilaxia é feita com vacina toxoide tetânico. 
( ) A doençaé autolimitada e raramente fatal. 
 
85. Explique os mecanismos fisiopatológicos da toxina tetânica e a conduta terapêutica recomendada em 
equinos com sinais clínicos iniciais. 
 
86. Qual das alternativas corresponde a uma medida terapêutica adequada no tétano equino? 
A) Suplementação de cálcio e magnésio 
B) Antitoxina tetânica, antibiótico e isolamento em ambiente escuro e silencioso 
C) Administração de bicarbonato de sódio IV 
D) Aplicação de ivermectina e anti-histamínico 
E) Lavagem intestinal com óleo mineral 
 
87. Uma vaca apresenta rigidez dos membros posteriores, trismo mandibular e hiperestesia 10 dias após um 
parto distócico. A medida mais eficaz para controle populacional da doença na fazenda é: 
A) Uso profilático de antibióticos em vacas no pré-parto 
B) Vacinação periódica de todo o rebanho com toxoide tetânico 
C) Troca da dieta mineral 
D) Suplementação com vitamina B1 
E) Castração precoce dos bezerros 
 
88. Um equino de haras apresenta incoordenação, andar compulsivo, movimentos de cabeça contra a parede e 
episódios de cegueira súbita. O tratador relata que os animais receberam milho armazenado por longo tempo. 
Qual a hipótese diagnóstica mais provável? 
A) Encefalomielite viral 
B) EPM 
C) Raiva 
D) Leucoencefalomalácia 
E) Botulismo 
 
89. Sobre a Leucoencefalomalácia em equinos: 
( ) É causada pela ingestão de milho contaminado por Fusarium moniliforme. 
( ) A toxina fumonisina B1 afeta preferencialmente o cérebro. 
( ) A evolução clínica costuma ser aguda e fatal. 
( ) O diagnóstico pode ser confirmado por histopatologia do sistema nervoso central. 
( ) A profilaxia envolve o uso de vermífugos de amplo espectro. 
 
90. Descreva os sinais clínicos da leucoencefalomalácia e a principal estratégia de prevenção em rebanhos 
equinos de risco. 
 
 
1. Sobre a distocia em éguas, assinale a alternativa correta: 
A) A distocia em éguas é frequentemente causada por inércia uterina primária. 
B) A intervenção obstétrica em éguas pode ser adiada por até 6 horas. 
C) O tempo ideal para correção de distocia em éguas é inferior a 30 minutos. 
D) A cesariana é contraindicada em todas as distocias equinas. 
E) A égua tolera bem a manipulação intrauterina prolongada. 
 
2. (V ou F) Sobre a distocia em bovinos: 
( ) A má posição fetal é uma das principais causas. 
( ) Fêmeas primíparas têm maior risco. 
( ) O uso de força excessiva pode causar prolapso uterino. 
( ) A cesariana é uma opção em caso de obstrução de canal pélvico. 
( ) Retenção placentária ocorre com maior frequência após distocia. 
 
3. Qual das opções abaixo é uma causa comum de distocia em vacas? 
A) Placenta acreta 
B) Hipocalcemia 
C) Feto em apresentação pélvica 
D) Mastite coliforme 
E) Prolapso retal 
 
4. Sobre distocia em éguas e vacas: 
( ) A égua possui menor tolerância ao parto prolongado que a vaca. 
( ) O feto equino é mais sensível à hipoxia do que o bovino. 
( ) A apresentação podálica é sempre fisiológica em bovinos. 
( ) Manipulações fetais devem ser rápidas e cuidadosas em éguas. 
( ) A episiotomia é frequentemente necessária em éguas. 
 
5. Em uma intervenção obstétrica em vaca, o feto encontra-se em apresentação anterior, dorso sacro, membros 
anteriores flexionados no carpo. Qual é a classificação obstétrica correta? 
A) Apresentação longitudinal posterior, atitude normal 
B) Apresentação transversal, atitude dorso-púbica 
C) Apresentação anterior, atitude de flexão de membros anteriores 
D) Apresentação anterior, atitude normal 
E) Apresentação posterior, posição dorso-sacra 
 
 
6. (V ou F) Sobre a falha na transferência de imunidade passiva (FTIP) em potros: 
( ) Pode predispor a septicemia. 
( ) Pode ser diagnosticada por dosagem de IgG sérica. 
( ) Um valor de IgG