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A IMPORTANCIA DO ESTUDO DE LIBRAS PARA A INCLUSÃO DOS SURDOS EM AMBIENTE ESCOLAR.
Fernanda Alonso Navega
 
1.INTRODUÇAO
Pouco se é discutido sobre a inclusão das crianças surdas no ambiente escolar, embora não seja comum que os professores sejam fluentes em LIBRAS seria de suma importância que esses profissionais estejam preparados para quando se depararem com os alunos surdos.
O presente trabalho aborda a Educação Inclusiva, a qual tem passado por desafios para ser inserida no ambiente escolar, além de discorrer sobre a importância da Libras para crianças surdas e ouvintes.
 Tendo em vista que a Libras é fundamental para que a criança surda seja incluída na sala de aula, ao mesmo tempo que seu contexto cultural é valorizado no ambiente escolar, bem como na sociedade.
 A criança ouvinte passa a conhecer e respeitar as diferenças do outro, interagir e socializar com o surdo por meio da Libras.
2.DESENVOLVIMENTO
Com a inclusão, professores e alunos ouvintes podem se deparar com alguns desafios para poderem de fato introduzirem o aluno surdo no ambiente escolar, o estudo da LIBRAS proporciona uma melhor qualidade de vida para os indivíduos surdos, proporcionando uma segurança e uma forma de comunicação crucial para que de fato a escola seja um ambiente inclusivo em sua totalidade.
 Ainda na linha da Inclusão, foi de fundamental importância a criação da lei nº 13.146, de 6 de julho de 2015. A qual “Institui a Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência (Estatuto da Pessoa com Deficiência) ”. Assim, a Lei em parte referente ao direito à educação em seus capítulos IV e IV dita que:
IV - Oferta de educação bilíngue, em Libras como primeira língua e na modalidade escrita da língua portuguesa como segunda língua, em escolas e classes bilíngues e em escolas inclusivas.
 XI - formação e disponibilização de professores para o atendimento educacional especializado, de tradutores e intérpretes da Libras, de guias intérpretes e de profissionais de apoio.
Proporcionar a inclusão, vai além de apenas inserir a pessoa com deficiência em um meio onde não possa ser compreendida, é dar equidade para que possam desenvolver com plenitude todas as suas habilidades.
O não cumprimento dos direitos garantidos para as pessoas com deficiência, podem causar danos incalculáveis como aconteceu no passado onde os surdos eram obrigados a frequentar escolas tradicionais onde não conseguiam se expressar como um todo, e não eram compreendidos tendo que se ajustar a um sistema em que não funcionava. 
Sacks (1989, p. 37) apud Omote (2002, p. 29) relata que: Pode-se definir a escola da oralização como sendo um modelo de reabilitação da audição e da fala. Mas, sabe-se que nem todos conseguiam falar, o que fez com que essa época fosse tachada como o “século perdido”, devido a esse tipo de ensino. Atualmente, apesar de ter sofrido algumas modificações, esse modelo ainda se faz presente em algumas escolas sendo prejudicial à educação
Quando a escola proporciona verdadeiramente um ambiente inclusivo, uma comunicação onde se faz entender tanto para surdos ou ouvintes, a LIBRAS se torna uma ferramenta de interação, pois ao interagirem os indivíduos se tornam muito mais independentes e inseridos no contexto social.
Quanto mais à criança interage espontaneamente com situações diferenciadas mais ela adquire o genuíno conhecimento, sendo assim, a inclusão é benéfica a todos, pois faz com que as crianças tenham oportunidade de conhecer e conviver com a vida humana em todas as suas dimensões e desafios (GRANDE, 2006, p. 19).
Incluir pessoas surdas e proporcionar a elas melhores condições de se comunicarem pode não ser uma tarefa tão fácil, por isso, os docentes devem ter uma formação acadêmica voltada para o ensino da LIBRAS nesse contexto, a construção do ensino desse professor que atua em escolas de surdos pela língua de sinais, dentro do espaço educacional, precisa ser compreendida como um trabalho com base na melhoria da educação de surdos que acontece pelo uso da Libras como língua de instrução para alunos surdos, bem como a concepção que a Libras deveria ser mantida como a primeira língua para alunos surdos e segunda língua para professores ouvintes. Nesta discussão, os autores argumentam que é preciso:
[...] assim adentar um campo de práticas bilíngues onde os sujeitos possam interagir e comunicar-se em Libras sem barreiras e limitações. Os docentes carecem de um suporte para o aprendizado de Libras, os discentes almejam um espaço bilíngue, e as políticas de formação não levam em consideração as necessidades escolares de capacitar novos professores bilíngues para o ensino de surdos [...] (FLORES; FINGER, 2014, p. 282).
Nessa perspectiva, é de suma importância de ter a Libras como um papel fundamental na construção do conhecimento e na expressão de ideias pelos alunos surdos no ambiente escolar. Consideramos um contexto de trabalho onde a elaboração do ensino que, por sua vez, terá professores ouvintes trabalhando com alunos surdos e ouvintes trazendo a inclusão em sua totalidade.
Todos os envolvidos na escola inclusiva, principalmente o corpo docente, deveriam promover a aprendizagem de crianças surdas ao incluí-las por meio da prática da Língua Brasileira de Sinais, e, ao mesmo tempo, incentivar as crianças ouvintes a possuir algum 11 domínio e condições de interagir com aluno surdo por meio de gestos e expressões possibilitadas pela Libras. Então, de acordo com Alves (2019, p. 01):
Não basta ter conhecimento mínimo da Libras como meio de comunicação, é preciso adquirir proficiência na alfabetização e letramento de crianças surdas e dos caminhos necessários para chegar ao aprendizado mais significativos a eles.
O professor de Libras, assim como o intérprete possibilitam uma maior viabilidade de apresentar ao aluno surdo a sua língua materna (Libras), desta forma: 
Na defesa do uso da língua de sinais como língua ideal para dar sustentação a toda atividade intelectual de sujeitos surdos, os adeptos dessa orientação defendem que é possível, por meio de práticas pedagógicas de letramento, levar o aluno surdo a apropriar-se da língua portuguesa escrita, em toda a sua complexidade, sem recorrer à oralidade. (SILVA; BOLSONELLO, 2014, p. 02).
Na perspectiva da Educação Inclusiva, é necessário que aconteça a utilização de metodologias e recursos adaptados que atendam ao público surdo e ouvinte, considerando que deve acontecer o ensino bilíngue e as barreiras de metodologias tradicionais sejam quebradas, dando espaço às práticas que facilitem a aprendizagem e a comunicação. Para isso, primeiramente é necessário: 
 Pensar em um ambiente de inclusão para o aluno surdo seria pensar em um ambiente onde o mesmo fosse capaz de interagir com todos, nos momentos que achasse oportuno para favorecer seu desenvolvimento; um ambiente onde as metodologias fossem pensadas para o aluno com surdez levando em consideração seu modo de percepção do mundo através de sua língua e também um ambiente onde ele não sofresse o preconceito de ser deixado à margem dos demais, por não falar a mesma língua da maioria. (CANANÉA, 2019, p. 27). 
3.CONCLUSÃO
Muitos são os desafios para a construção de uma escola inclusiva e bilíngue de fato, mas com a formação continuada professores e interpretes podem ajudar alunos surdos e ouvintes a se comunicarem de forma ampla e dinâmica.
O professor, ao utilizar a Libras, está incluindo a criança surda no ambiente escolar e ao mesmo tempo facilitando o convívio entre ambos. Para tanto, é fundamental que a escola apresente um sistema educacional direcionado para a Educação Inclusiva, englobando a Libras como alternativa de inserção e preparação para a vida em sociedade, propondo estratégias, facilitando o convívio e fortalecendo o respeito entre as crianças surdas e ouvintes, adquirindo mais cedo sua autonomia, autoconfiança e independência.
Uma escola inclusiva de fato, vai além de leis e decretos. Trata-se de dar aos indivíduos equidade para conseguir exercer todas as suas habilidades e explorartodo seu potencial.
Os paradigmas existentes sobre a LIBRAS precisam ser esclarecidos para todos os ouvintes, que precisam entender que não são apenas gestos e imitações, trata-se de uma língua assim como a falada. 
Por fim, consideramos que a Libras não é somente a língua dos surdos, mas uma alternativa de inclusão para crianças surdas e ouvintes, vista como mecanismo da comunicação, interação, socialização e afetividade, que deve ser colocada em prática na escola, na família e na sociedade em geral. 
4.REFERÊNCIAS BIBLIOGRÀFICAS
ALVES, Vanessa Cristina. A Formação de Professores Ouvintes Para o Ensino Bilíngue (Libras/ Português) de Crianças Surdas nas Escolas Inclusivas. A Interlocução de Saberes na Formação Docente, v.3, p.1- 7. Ponta Grossa - PR, 2019.
 BRASIL. Lei Nº 13.146, de 6 De julho De 2015. Institui a Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência (Estatuto da Pessoa com Deficiência). Disponível em: Acesso em: 07 mai. 2021. 
BRASIL. Política nacional de educação especial na perspectiva da educação inclusiva. Brasília, DF: MEC/SEESP,2008. 
CANANÉA, Leandro Batista. O Uso da Libras na Educação Infantil: Uma Experiência Inclusiva no Projeto Aponte. 2019. Trabalho de Conclusão de Curso (Licenciatura em Pedagogia). Universidade Federal Da Paraíba. João Pessoa, 2019.
FLORES, V. M.; FINGER, I. Proposta de questionário de histórico de linguagem e auto avaliação de proficiência para professores ouvintes bilíngues libras/língua portuguesa. Signum: Estudos da Linguagem, v. 17, n. 2, p. 278, 2014.
SILVA, Carine Mendes da; SILVA, Danielle Sousa da; Monteiro, Rosa; SILVA, Daniele Nunes Henrique. Inclusão Escolar: Concepções dos Profissionais da Escola sobre o Surdo e a Surdez. Psicologia: Ciência e Profissão, Brasília, v. 38 n°3, p. 465-479, 2018.
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