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FRATURAS CERVICAIS SUBAXIAIS REVISÃO TEOT 2023 HC-UFPR RAFAEL BULYK VEIGA Anatomia Coluna Cervical SubAxial: C3-T1 Axial: C0-C1-C2 Foramen Transverso C6-C1: Art. Vertebral Proc Espinhosos C3-C6 Bífidos C7 Proeminente Processo Uncinado Elevação bordo posterolateral platô superior (pseudoarticulação de Luschka) Anatomia Complexo Ligamentar Posterior: Lig SupraEspinhoso Lig InterEspinhoso Capsula das Art. Interfacetária Lig. Longitudinal Anterior Lig. Longitudinal Posterior ANATOMIA Massa Lateral Anterior é Foramen Transverso e A. Vertebral Vista Posterior: forma retangular Borda medial: junção com lâmina Borda Lateral: depressão lateral Vista Lateral: forma paralelogramo com inclinação superior de 40° Pedículos Grande variação anatômica, principalmente entre C7 T1 Fixação pedicular: grande risco de lesão neurológica COLUNA CERVICAL É PREFERIVEL PARAFUSO DE MASSA LATERAL MAGERL ✔ Parafuso mais comprido ✔ Maior resistência ao arrancamento ✔ Risco de Lesão Nervo ROY-CAMILLE: ✔ Parafuso mais curto ✔ Risco de Lesão Arterial MAGERL Modificada - TÉCNICA DE ANN ✔ Quadrante infero-medial Epidemiologia 65% das lesões da coluna cervical 40% em C6 e C7 • + lesão medular q cervical alta Bimodas: Homens, jovens, 15-24a – alta energia > 55a – baixa energia Politrauma ECG = 1: RX Série trauma: P Rotina cervical: AP+P+transoral 83-99% das lesões Cifose segmentar (>11°), perda de altura, deformidade translacional/lateral (>3,5mm) = instabilidade Inchaço pre-vertebral >21mm (C6-C7), aumento espaço interespinhoso, etc TC: + sensível RNM: 3mm, lacuna entre facetas + Lesão CLP Flexo-Compressiva Margem AnteroSuperior corpo Bico FRATURA EM LÁGRIMA Translação posterior 3mm Lesão CLP Compressão Vertical Carga Axial sob a cervical sub-axial, estagios finais forças de flexão/extensão – lesão anterior ou posterior 3 Estágios Fratura Central Placa Superior OU Inferior Fratura AMBAS Placas – fratura fragmento quadrangular Cominuição corpo c/ ou s/ retropulsão fragmentos com ou sem cifose (flexão) ou translação (extensão) = EXPLOSÃO Flexo-Distrativa DISTRAÇÃO – LIGAMENTO PRIMEIRO Forças de flexão que rodam em um eixo anterior ao corpo vertebral Pode ter lesão CLP sem fratura corpo vertebral Estágios maiores não correspondem a Instabilidade maior Subluxação das Facetas, ruptura CL, com ou sem achatamento anterossuperior do corpo Luxação Unilateral das Facetas 🡪 Def. Rotacional c/ CLP Intacto Luxação Bilateral Facetas, 50% translação corpo superior sob inferior 100% Translação corpo VÉRTEBRA FLUTUANTE Extensão-Compressiva Pacientes mais velhos, mecanismo baixa energia (QMN) Compressão elementos posterior s/ lesão LLA Evoluindo para Ruptura LLA CLP 5 Estágios Fx Arco Posterior (faceta, pedículo, lâmina) – peq. Translação anterior. Fraturas da massa lateral Fx Bilateral Lâmina Fx bilateral arco posterior (faceta, lamina, pediculo) FX MASSA LATERAL FLUTUANTE 4. =E3 com deslocamento anterior parcial 5. =E3 com deslocamento anterior total 100% Extensão-Distrativa Lesão ligamentar importante – falha anterior inicial Alargamento anormal espaço discal Fx avulsão margem anterior corpo Translação posterior Flexão Lateral Compressão de um lado da espinha, com aumento da tensão contralateral falha Estágios Fratura uncovertebral unilateral ou compressão assimetrica do corpo vertebral Fratura do corpo vertebral/ arco posterior, translação lateral ou gap unifacetario, deformidade angular coronal visto no ap ou corte coronal na TC Classificação AO Coluna 51-Cervical 2-Torácica 3-Lombar Osteoporose Anquilose Lesão do CLP A – Compressão B – Distração C – Translação Modificadores: Lesão Neurológica Lesão Facetária Herniação discal Lesão vascular Subaxial cervical Injury Score Systems (SLIC) Caracterizar o trauma e guiar o tratamento Subaxial Cervical Injury Classification Classifica e pontua as lesões cervicais - 0-10 (pior pontuação) 3 conservador, 4 lesões associadas e 5 cirurgico Categorias: M•orfologia da lesão, Compressão/explosão, distração e lesão rotacional translacionao e•stabilidade discoligamentar Intacto, indeterminado ou lesado le•são neurologica Intacto , lesão de raiz, lesão medular completa/incompleta. Compressão em curso com lesão medualr MOTTA =5: CIRÚRGICO Definição de Instabilidade White- Panjabi Instabilidade é a perda da habilidade da coluna em suportar cargas fisiológicas mantendo as relações anatômicas e funcionais sem causar irritação ou dano a medula espinhal ou a raízes nervosas (dor, deformidade, deficit neurológico) Instabilidade Coluna Aguda 🡪 causada por lesão óssea ou ligamentar que coloca elementos neurais em risco de lesão após qualquer carga ou deformidade subsequente Osso quebra por Compressão, Cisalhamento ou Tensão Ligamentos apenas rompem-se sob tensão Crônica 🡪 resultado de deformidade progressiva que pode causar deterioração neurológica, dor crescente ou piora função Critérios de Instabilidade White-Panjabi Ptos ≥ 5 Instável Não é indicação absoluta de tto cirúrgico Se lesão aguda provavelmente irá precisar de cirurgia Abertura espaço interespinhoso melhor preditor de lesão de CLP, principalmente Rx AP Critérios de Instabilidade White-Panjabi TEM QUE SABER! SEMPRE CAI! Critérios de Instabilidade White-Panjabi ESTREITAMENTO MEDULAR E DISCAL COM RAIZ FORTE TEM 1 Stretch Test Avaliar Instabilidade Oculta Pcte supino com tração cervical Aumentar progressivamente peso distração (5lb 🡪 25lb) 🡪 (2,3kg 🡪 11,3kg) Controle com Rx Se Espaço Discal Aumentar > 50% ou sintomas neurológicos 🡪 Instabilidade Teste de alongamento + é indicado por qualquer alteração neurológica, um aumento de 1,7mm de distância interespaço, ou uma mudança maior que 7,5o na angulação sagital Princípios Tratamento Objetivo: preservar e restaurar função neurológica ESTABILIDADE E DESCOMPRESSÃO CONSERVADOR: órtese cervical ou cervicotorácica (+ estável) CIRÚRGICO: precoce (melhor) x retardado Complicações: Imediata: infecção (+ posterior) Tardia: PSA, falha material ANTERIOR (SMITH-ROBINSON): esternocleidomastoideo (lateral) e infra-hioideo (medial) / LADO ESQUERDO (n. laríngeo recorrente) Complicações: disfagia 50%, disfonia, sd horner POSTERIOR: entre m. paraespinhal Fios de aço (LUQUE) Parafusos de massa lateral (ROY-CAMILLE e MAGERL) Parafusos pediculares Princípios Tratamento Coluna única, sem déficit neurológico e estáveis Permanecerão estáveis, sem progressão deformidade Sem dor ou lesão neurológica Tto conservador com imobilização Tripla coluna instáveis (mesmo quando não há déficit neurológico) Tto com cirurgia Dupla coluna 🡪 consideradas instáveis Tendência a tto cirúrgico 🡪 status neurológico é o fator determinante Algumas podem ser tratadas com imobilização Tratamento Fratura por Compressão – Conservador: – Simples (acunhamento anterior), sem envolvimentoposterior –sem alargamento/luxação facetária, sem translação e gap posterior minimo = estável Cifose 11˚ ou acunhamento importante do corpo vertebral) Estabilização VA ou VP Tratamento Fratura por Explosão Alta Energia Cominuição do corpo vertebral – Frag. Retropulsado para o canal Lesão medular comum Se LLP integro pode-se fazer tração craniana para liberar o canal Aumento distância interpedicular RNM e TC para detectar edema medular e o fragmento Pode haver Lesão de dura Tratamento Conservador: halo vest ou OCT se neurológico intacto, pouca cominuição, pouco acometimento canal medular, sem lesão CLP, cifose 11˚ ou translação posterior do corpo vertebral RNM pode confirmar a lesão ligamentar Defict neurologico frequente – lesão completa Tratamento Fratura em Lágrima Conservador: mínimo desvio e cifose e sem lesão do CLP Tto com colar cervical rígido ou OTC ou halo vest 3 meses – apos rx dinâmicos Cirurgia Corpectomia Cirurgico: Se Lesão Neurológica 🡪 Anterior Remover corpo com retrolistese Se translação > 3-3,5mm e alargamento das facetas + VP (para maior estabilidade) Tratamento Fratura em Lágrima por HiperExtensão Fx Avulsão Fragmento AnteroInferior Associada com lesão discoligamentar Mais comum C2-C3 Confunde com Osteófito anterior Discectomia + artrodese com enxerto + placa anterior Tratamento Tratamento Tratamento Lesão Facetária: Fx Isolada – sem desvio/minimo RNM para descartar lesão ligamentar Conservador Colar cervical rígido por 12 semanas Rx seriados, apos rx dinâmico CIRÚRGICO: Desvio da fratura / lesão ligamentar associada VA discectomia + artrodese Sub/Luxação Facetária: Tratamento Associado a pior prognóstico neurológico Tratamento conservador excessão Luxação Unilateral 🡪 mais comum em C5-C6 e C6-C7 Cirúrgico 🡪 conservador só se sem lesão neuro ou mtas comorbidades Pode ter Dor, radiculopatia ou lesão medular Até 25% translação Rx Pf: assimetria na faceta com sobreposição faceta inferior Sinal Gravata Borboleta 80% Fx Faceta Superior com Subluxação Fratura com subluxação 🡪 reduz fácil com tração, mas fica instável devido à lesão óssea Sem fratura da placa terminal 🡪 discectomia anterior + artrodese + enxerto + placa bloqueada anterior Alternativa 🡪 Artrodese VP com instrumentação (mais estável) – Nível adicional geralmente necessário, pois às vezes não é possível fixar nível fx Tratamento BONUS Fratura do pediculo e lâmina: Pediculo unilateral = faceta unilateral Pediculo bilateral – alta energia, lesão instavel Lâmina isolada – benigna, normalmente associa com outras fraturas Lâmina multipla – lesão por hiperextensão avaliar espaço discal, integridade ALL na RNM (lesão do CLA) Fratura da banda de tensão anterior : Pode ser associada as fraturas por avulsão do corpo Alargamento anormal do espaço discal fala a favor Lesões por extensão que lesam o LLA podem se associar a fratura e lesão ligamentar circuferencial – desalinhamento Tratamento cirurgico – discectomia + artrodese, complementar com artrodese VP se lesão posterior BONUS Lesões cervicais na espondilite ou aquilose: Coluna rigida, imóvel com tendência a fraturar – tipo osso longo Baixa energia (mecanismo: extensão) C5-T1 Trauma + dor/deficit neurologico – lesão cervical RNM e TC – auxiliam a avaliar melhor Tratar conforme a instabilidade (cx VP com montage longa) AR – alto indice de lesão neurologica DISH + AR – taxa de mortalidade alta no po Lesão medular sem instabilidade na espondilite: Sindrome medular central por estreitamento Conservador - esperando melhora , melhora progressiva Descompressão se não houver melhora BONUS Ferimento por arma de fogo: 17,5% lesão neurológica Teoria das colunas não se aplica Avaliar energia do projetil Ferimentos por pistola, tendem a não insatabilizar Ferimentos de alta energia Descompressão/retirada do projetil/ laminectomia +artrodese - se deficit progressivo , gravidade da lesão ATB profilaxia 48-72h Lesão da artéria vertebral Pode resultar do trauma – fratura do processo transverso , luxação da faceta , fratura do forâme transverso RNM – arteriograma 25-46% das lesões cervicais baixas Unilateral – cuidar com planejamento cirurgico Bilateral – infarto cerebral necessita de intervenção – presente nas luxações graves BONUS Fratura do processo espinhoso de c7 (Clay- Shoveler): Fratura isolada do processo espinhoso de C7 Pode ocorrer por contração vigorosa da musculatura Atentar para lesão do arco posterior (Taro 2012) – A luxação unifacetária da coluna cervical baixa corresponde, segundo a classificação de ALLEN, a lesão do tipo: FD estagio 1 FD estagio 2 FC estagio 1 FC esagio 2 (Taro 2012) – A luxação unifacetária da coluna cervical baixa corresponde, segundo a classificação de ALLEN, a lesão do tipo: FD estagio 1 FD estagio 2 FC estagio 1 FC esagio 2 (Taro 2014) – Na fratura cervical baixa classificada por MAGERL, as mais graves são do tipo : Rotação Distração Complexo Compressão (Taro 2014) – Na fratura cervical baixa classificada por MAGERL, as mais graves são do tipo : a) Rotação Distração Complexo Compressão Na osteossíntese da fratura-luxação cervical baixa, o posicionamento do parafuso de massa laterl , segundo a tecnica de Magerl de ter o ponto de inserção: Centro da massa lateral A 2mm abaixo do contro da massa lateral A 2mm lateralmente ao centro da massa lateral A 2mm cranial e medialmente ao centro da massa lateral Na osteossíntese da fratura-luxação cervical baixa, o posicionamento do parafuso de massa laterl , segundo a tecnica de Magerl de ter o ponto de inserção: Centro da massa lateral A 2mm abaixo do contro da massa lateral A 2mm lateralmente ao centro da massa lateral A 2mm cranial e medialmente ao centro da massa lateral Na fratura cervical baixa associada a lesão da arteria vertebral com indicação de tratamento cirurgico, deve-se evitar: Acesso anterior e fixação com placa cervical Acesso posterior e fixação com parafuso translaminar Acesso posterior e fixação com parafuso de massa lateral Acesso anterior e uso de espaçador interssomatico Na fratura cervical baixa associada a lesão da arteria vertebral com indicação de tratamento cirurgico, deve-se evitar: Acesso anterior e fixação com placa cervical Acesso posterior e fixação com parafuso translaminar Acesso porsterior e fixação com parafuso de massa lateral Acesso anterior e uso de espaçador interssomatico TARO 2020) Nas lesões traumaticas da coluna cervical subaxial, são pontuadas com 2 pontos segundo White- Panjabi: Translação de 3.5 mm e lesão radicular Lesão do CLP e lesão radicular Lesão do CLA e estreitamento anormal do disco Lesão do CLA e angulação sagital >11˚ TARO 2020) Nas lesões traumaticas da coluna cervical subaxial, são pontuadas com 2 pontos segundo White- Panjabi: Translação de 3.5 mm e lesão radicular Lesão do CLP e lesão radicular Lesão do CLA e estreitamento anormal do disco Lesão do CLA e angulação sagital >11˚ RESUMÃO A. Vertebral (C1-C6) exame físico) >=1: RX TC: + (politrauma/inconscientes) RNM:+ lesão medular que cervical alta Bimodal, trauma de alta energia Choque neurogênico x hipovolêmico x medular Formulário ASIA (anamnese + Imagem: Protocolo NEXUS FL: X Classificação AO Classificação SLIC Guia tto (morfologia da lesão + estabilidade + lesão neurológica) =5 cx WHITE-PANJABI (INSTABILIDADE) >=5 instável Pontua 1: estreitamento medular e discal, sobrecara e lesão de raiz Outros pontua 2 (Translação >3,5mm e cifose > 11°) sensível • Tto: ESTABILIDADE E DESCOMPRESSÃO Via anterior (smith-Robinson): lado esquerdo – complicações: disfagfia, disfonia, sd Horner Posterior: fios de ao (LUQUE), Parafuso massa lateral (ROY- CAMILLE – central e MAGERL – superomedial), parafuso pedicular image2.jpg image3.jpg image4.png image5.png image6.png image7.jpg image8.jpg image9.jpg image10.jpg image11.jpg image12.png image13.jpg image14.jpg image15.jpg image16.jpg image17.jpg image18.jpg image19.jpg image20.jpg image21.jpg image22.jpg image23.jpg image24.jpg image25.jpg image26.png image27.png image28.jpg image29.jpg image30.jpg image31.jpg image32.jpg image33.jpg image34.jpg image35.jpg image36.png image37.jpg image38.jpg image39.jpg image40.jpg image41.jpg image42.jpg image43.jpg image44.jpg image45.png image46.jpg image47.png image48.jpg image49.jpg image50.png image51.jpg image52.jpg image53.jpg image54.jpg image55.jpg image1.jpg