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Professor Me. Gabriel Coutinho Calvi
FUNDAMENTOS DO 
DESIGN
2024 by Editora Edufatecie. Copyright do Texto C 2024. Os autores. Copyright C Edição 2024 Editora Edufatecie.
O conteúdo dos artigos e seus dados em sua forma, correção e confiabilidade são de responsabilidade exclusiva
dos autores e não representam necessariamente a posição oficial da Editora Edufatecie. Permitido o download da 
obra e o compartilhamento desde que sejam atribuídos créditos aos autores, mas sem a possibilidade de alterá-la 
de nenhuma forma ou utilizá-la para fins comerciais.
 REITORIA Prof. Me. Gilmar de Oliveira
 DIREÇÃO ADMINISTRATIVA Prof. Me. Renato Valença 
 DIREÇÃO DE ENSINO PRESENCIAL Prof. Me. Daniel de Lima
 DIREÇÃO DE ENSINO EAD Profa. Dra. Giani Andrea Linde Colauto 
 DIREÇÃO FINANCEIRA Eduardo Luiz Campano Santini
 DIREÇÃO FINANCEIRA EAD Guilherme Esquivel
 COORDENAÇÃO DE ENSINO, PESQUISA E EXTENSÃO Profa. Ma. Luciana Moraes
 COORDENAÇÃO ADJUNTA DE ENSINO Profa. Dra. Nelma Sgarbosa Roman de Araújo
 COORDENAÇÃO ADJUNTA DE PESQUISA Profa. Ma. Luciana Moraes
 COORDENAÇÃO ADJUNTA DE EXTENSÃO Prof. Me. Jeferson de Souza Sá
 COORDENAÇÃO DO NÚCLEO DE EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA Prof. Me. Jorge Luiz Garcia Van Dal
 COORDENAÇÃO DE PLANEJAMENTO E PROCESSOS Prof. Me. Arthur Rosinski do Nascimento
 COORDENAÇÃO PEDAGÓGICA EAD Profa. Ma. Sônia Maria Crivelli Mataruco
 COORDENAÇÃO DO DEPTO. DE PRODUÇÃO DE MATERIAIS DIDÁTICOS Luiz Fernando Freitas
 REVISÃO ORTOGRÁFICA E NORMATIVA Beatriz Longen Rohling 
 Carolayne Beatriz da Silva Cavalcante
 Caroline da Silva Marques 
 Eduardo Alves de Oliveira
 Isabelly Oliveira Fernandes de Souza
 Jéssica Eugênio Azevedo
 Louise Ribeiro 
 Marcelino Fernando Rodrigues Santos
 Vinicius Rovedo Bratfisch
 PROJETO GRÁFICO E DIAGRAMAÇÃO Bruna de Lima Ramos
 Carlos Firmino de Oliveira
 Hugo Batalhoti Morangueira
 Giovane Jasper 
 Vitor Amaral Poltronieri
 ESTÚDIO, PRODUÇÃO E EDIÇÃO André Oliveira Vaz 
 DE VÍDEO Carlos Henrique Moraes dos Anjos
 Pedro Vinícius de Lima Machado
 Thassiane da Silva Jacinto
 FICHA CATALOGRÁFICA
 
 C168f Calvi, Gabriel Coutinho
 Fundamentos do design / Gabriel Coutinho Calvi 
 Paranavaí: EduFatecie, 2024.
 122p.: il. Color.
 1.Desenho (projetos) 2.Designers. 3. Artes gráficas.
 I. Centro Universitário UniFatecie
 II. Núcleo de Educação a Distância.III. Título.
 CDD: 23 ed. 741.6
 Catalogação na publicação: Zineide Pereira dos Santos – CRB 9/1577
As imagens utilizadas neste material didático 
são oriundas do banco de imagens 
Shutterstock .
3
AUTOR
• Mestre em Gestão do Conhecimento nas Organizações (UniCesumar);
• Bacharel em Moda (UniCesumar);
• Tecnólogo em Marketing (UniCesumar);
• Especialista em Moda, Produto e Comunicação (Unifamma);
• Especialista em Moda e Negócio (UniCesumar);
• Especialista em Design Thinking (UniCesumar);
• Professor Formador do curso de Design de Moda EaD (UniCesumar);
• Professor de pós-graduação EaD (Unifamma);
• Professor de publicidade e propaganda e design de moda presencial 
(UniCesumar).
 
Trabalhou com produção de moda e desenvolvimento de campanhas entre 2013 e 
2018. Na área de pesquisa estuda a criação de imagens na moda, design a partir da pers-
pectiva semiótica.
Informações e contato:
 Currículo Plataforma Lattes: http://lattes.cnpq.br/2763480778584494
Prof. Me. Gabriel 
Coutinho Calvi
4
APRESENTAÇÃO
Olá Aluno(a)! Sejam bem-vindo(a)?
 
Que bom que você chegou aqui para iniciarmos essa trilha de aprendizagem no 
universo do design. Enquanto preparo nosso material de estudo, fico pensando nas vidas 
que serão impactadas e no quanto você poderá ser surpreendido por este universo que já 
está presente em nossa vida desde o dispositivo eletrônico que você utilizar para realizar 
seus estudos, até o ambiente em que você se encontra. O design permeia nossas vidas 
com o intuito de nos trazer conforto, bem-estar, comodidade entre outras características 
sempre atrelado ao senso estético de linhas, formas, cores, texturas e demais elementos 
e princípios.
A nossa disciplina de teoria e fundamentos do design apresenta um conteúdo 
introdutório essencial para a profissão do designer que tem como um dos objetivos 
facilitar a vida dos seus usuários/consumidores com produtos e serviços que comuniquem 
seu propósito, seja de cunho funcional ou estético. Portanto, em nossas unidades você 
encontrará todas as informações necessárias para compreender essa área em suas 
diversas vertentes, além de passarmos pelo processo de alfabetização visual essencial 
para o trabalho desse profissional.
A Unidade I tem o propósito de apresentar a você os aspectos introdutórios do 
design, explorando sua evolução histórica que melhorou nossas vidas em todos os âmbitos. 
Conheceremos as definições de design e as áreas de atuação dos profissionais. Além 
disso, entenderemos como as emoções contribuem na criação dos produtos de desejo 
para usuários/consumidores.
Os produtos e serviços são compostos de elementos e princípios que garantem suas 
configurações estético-formais. Neste sentido, as Unidade II e III apresentam os elementos 
e princípios do design, e como eles são aplicados no processo de criação. Vamos analisar 
as linhas, cores, formas, texturas, harmonia, contraste, equilíbrio, entre outros presentes 
nesse processo. 
Na Unidade IV encerraremos nossas discussões conhecendo os estilos e 
movimentos que originaram o design e como eles são aplicados até hoje no desenvolvimento 
criativo pelos designers.
Bons estudos!
5
SUMÁRIO
Movimentos e Estilos do Design
Princípios do Design 
Elementos do Design
Introdução ao Design
UNIDADE 1
UNIDADE 2
UNIDADE 3
UNIDADE 4
Professor Me. Gabriel Coutinho Calvi
INTRODUÇÃO 
AO DESIGN1UNIDADEUNIDADE
PLANO DE ESTUDO
7
Plano de Estudos
• Aspectos históricos do design;
• O que é design?;
• Áreas do design e o papel do designer;
• Design emocional.
Objetivos da Aprendizagem
• Conhecer os aspectos históricos e constitutivos do design;
• Compreender o que é design;
• Apresentar as áreas de atuação do design bem como o papel do designer;
• Analisar como o design emocional contribui para a construção de novos 
produtos.
INTRODUÇÃO AO DESIGNUNIDADE 1
8
INTRODUÇÃO
Oi, tudo bem? Seja bem-vindo(a) à nossa primeira unidade da disciplina de 
Fundamentos do Design. Acredito que, assim como eu, você deve estar com muitas 
expectativas para iniciar essa trilha de aprendizagem. Portanto, procure um lugar confortável 
e se acomode, porque vamos realizar uma introdução ao design a partir de agora. 
Hoje, a palavra design é utilizada como sinônimo para apontar o bom funcionamento 
ou a beleza de produtos e serviços, isso porque o design está presente em todas as áreas 
da nossa vida que vão desde o aparelho eletrônico que você está utilizando para ler nosso 
conteúdo, passando pelos móveis do ambiente e, até mesmo, o tipo da letra que escolhemos 
para escrever nossa apostila. Assim, podemos entender que o design vem para melhorar 
as nossas vidas, proporcionando comodidade, conforto, ergonomia,pois estão em um 
mesmo nível.
A proporção e escala podem ser percebidas na moda também nos diversos 
tamanhos de mangas, babados, bolsos e entre outros elementos. No design de interiores 
e de produto, elas também podem ser percebidas pela amplitude dos ambientes e dos 
móveis e objetos que integram os espaços. 
 
ELEMENTOS DO DESIGNUNIDADE 2
56
No último tópico da nossa unidade sobre elementos do design vamos conhecer os 
elementos textura, padronagem, luz e cor e sua aplicação voltada para as áreas do design 
que estamos vendo no decorrer do nosso conteúdo, e reconhecer a importância desses 
mesmos elementos para a criação e desenvolvimento dos produtos. 
4.1 Textura e Padronagem
A textura é responsável por aguçar um dos sentidos. Um projeto de design é sempre 
composto de diferentes texturas e padronagens. Seja no design de moda, interiores ou 
produto “texturas podem ser visuais ou táteis, incluindo características físicas de superfície 
ou de aparência ótica dessa superfície” (TREPTOW, 2013). 
As texturas palpáveis afetam a maneira como uma peça é sentida pelas 
mãos, mas também afetam a aparência. Uma superfície lisa ou brilhante, 
por exemplo, reflete a luz de moda diferente de uma outra, porosa e fosca. 
A beleza da textura no design encontra-se com frequência na pregnância de 
sua justaposição ou contraste (LUPTON e PHILLIPS, 2008, p. 53).
As texturas colaboram para estabelecer a relação entre indivíduo e objeto 
independentemente de quais são as técnicas utilizadas para representar a textura. No design 
de moda a textura pode ser notada através da superfície dos tecidos que podem ser rugosos, 
lisos ou ásperos; na aplicação dos aviamentos como tachas, botões, pedrarias entre outros 
e na aplicação de estampas. Já no design de interiores e produto, textura e padronagem 
ELEMENTOS DO DESIGN: 
VOLUME, DIMENSÃO, ESCALA E 
PROPORÇÃO4
TÓPICO
ELEMENTOS DO DESIGNUNIDADE 2
57
podem ser encontrados na superfície de mobiliários em geral e nos acabamentos feito nas 
paredes, chão e demais espaços. 
4.1.1 Aplicação prática da textura e da padronagem
Agora, vamos verificar através das Figuras 25 e 26 as aplicações da textura e da 
padronagem no design de moda, interiores e produto:
FIGURA 25 - FACHADAS
Fonte: PEXELS (2021)
FIGURA 26 - SÁRI INDIANO
Fonte: PEXELS (2021)
Na Figura 25, podemos analisar que os tijolos das fachadas dos prédios, além 
de apresentar um padrão de disposição nas fachadas, é possível observar visualmente a 
ELEMENTOS DO DESIGNUNIDADE 2
58
presença a textura. O mesmo ocorre na Figura 26, em que temos um sári indiano, o bordado 
em pedrarias no tecido possui um padrão e nos permite verificar que existe uma textura. 
4.2 Luz e Cor
Nossos últimos elementos são luz e cor. Na verdade, os dois não existem 
separadamente. Dondis (1998, p.61) indica que “as variações de luz ou de tom sãos 
os meios pelos quais distinguimos oticamente a complexidade da informação visual do 
ambiente”. Dessa forma, pode-se dizer que a luz e cor estão presente em todas os objetos 
que o homem produz. 
A cor existe, literalmente, no olho do observador, pois só podemos percebê-
la quando a luz é refletida por um objeto ou emitida por uma fonte. Nossa 
percepção da cor depende não apenas da pigmentação das superfícies em 
si como também da intensidade e do tipo da luz do ambiente. Mais que isso: 
percebemos uma determinada cor em função de outras cores em torno dela. 
Por exemplo, um tom claro parece mais claro contra um fundo escuro do que 
contra um pálido (LUPTON e PHILIPS, 2008, p. 71).
Ao entender que luz e cor estão presentes em todas as coisas podemos observar 
de forma prática a sua aplicação no design de moda, interiores e produto, como explicitam 
as Figuras 27 e 28 do tópico 4.2.1
4.2.1 Aplicação prática da luz e da cor
FIGURA 27 - FACHADA
Fonte: PEXELS (2021).
ELEMENTOS DO DESIGNUNIDADE 2
59
FIGURA 28 - ESTILO COLOR BLOCK
Fonte: PEXELS (2021).
A partir das Figuras 27 e 28, vemos a aplicação das cores em nas áreas do design 
de moda e interiores, e sua importância para chamar a atenção visual e enfatizar criações. 
Com isso, podemos dizer que o elemento cor estará presente em todas as criações 
projetadas no universo do design. 
UNIDADE 2 ELEMENTOS DO DESIGN
60
REFLITA
SAIBA
MAIS
A forma de um objeto não é mais importante que a forma do espaço em torno dele. Todas as coisas 
resultam da interação com outras coisas. Em música, os intervalos entre as notas são menos importantes 
que as próprias notas?
Fonte: (LUPTON e PHILLIPS, 2008, p.85)
Um bom de projeto de design deve compreender princípios e elementos que visem suprir as 
necessidades dos consumidores. O vídeo disponível no link abaixo aborda as características para um bom 
projeto de design. 
Acesse o link: https://www.youtube.com/watch?v=upF9WferSmI 
Fonte: ARQUITETURA & DESIGN. Elementos e princípios para um bom projeto de interiores. 
Youtube. Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=upF9WferSmI. Acesso em: 27 set. 2021.
UNIDADE 2 ELEMENTOS DO DESIGN
61
Ufa! Quantos conceitos, não?! O que você está achando?
Chegamos ao final da nossa segunda unidade! E 50% da nossa jornada no universo 
dos fundamentos do design está garantida. Espero que você tenha compreendido todos os 
conceitos trabalhados e curtido os exemplos!
Vou te contar um pouco da minha experiência com esse conteúdo, quando eu era 
um estudante de design, e que tive essa disciplina, ficava empolgado em tentar aprender e 
diferenciar cada um desses elementos. No começo confesso que não foi fácil, mas jurei que 
aprenderia e, para isso, criei um caderno em que recortava de revistas roupas e objetos e 
procurava ler cada um deles com base nos elementos do design. 
Por que estou falando isso? Porque ao elaborar essa unidade, eu resgatei essa 
lembrança e trouxe a mesma dinâmica que deu certo para mim, quando era um estudante, 
para que você também conseguisse compreender e discernir cada um dos elementos 
estudados. 
Isso quer dizer que seus estudos não param por aqui! Vou escrever mais uma 
vez que: um designer só aprende e adquire repertório cultural/criativo pesquisando e 
construindo sua própria fonte/biblioteca de estudos. Por isso, ao finalizar a leitura da nossa 
unidade, vá em busca de outros exemplos e procure ler cada um deles. Isso ajudará muito 
na construção do seu conhecimento. 
Não existe receita mágica! Só se aprende elementos do design na prática, e ponto! 
Te vejo na nossa próxima unidade! 
Até lá!
CONSIDERAÇÕES FINAIS
ELEMENTOS DO DESIGNUNIDADE 2
62
LEITURA COMPLEMENTAR
O artigo disponível no link abaixo explora os elementos do design trabalhados em 
produtos de moda. Dessa forma, a autora traz exemplos práticos de elementos visuais e 
sua função no processo criativo na moda. 
Fonte: MENDES, L. de B. SANTOS, M. de O. Corpo Construído: Análise dos elementos do design 
trabalhados em produtos de moda. 13º Colóquio de Moda. Unesp, Bauru, 11 a 15 outubro de 2017.
ELEMENTOS DO DESIGNUNIDADE 2
63
MATERIAL COMPLEMENTAR
FILME/VÍDEO
• Título: The art of design
• Ano: 2017
• Sinopse: Esse documentário produzido pela Netflix e 
disponibilizado gratuitamente no canal do YouTube da empresa, 
narra o processo criativo nas mais diferentes áreas do design. O 
episódio escolhido discute sobre o processo criativo do designer 
de interiores. 
• Disponível na Netflix e no YouTube: https://www.youtube.com/
watch?v=5f7fHHEr_NA&list=PLuctemCzX-m4svPpBctWUp0oG__
Lhglq9&index=8 
LIVRO
• Título: Inventando Moda: planejamento de coleção
• Autor: Doris Treptow.
• Editora: Doris Treptow
• Sinopse: é um guia prático para planejamento de coleção e 
desenvolvimento de produto de moda. A obra traz conceitos de 
moda e marketing com uma proposta de metodologia de trabalho 
segmentada a designers com uma ampla visão da dimensão de 
uma coleção, mix de produtos, pesquisa, design, desenvolvimento, 
promoção e comercialização de produtos de moda.
ELEMENTOS DO DESIGNUNIDADE2
Professor Me. Gabriel Coutinho Calvi
PRINCÍPIOS DO 
DESIGN3UNIDADEUNIDADE
PLANO DE ESTUDO
65
Plano de Estudos
• Princípios do design: equilíbrio, contraste e harmonia;
• Princípios do design: repetição e ritmo;
• Princípios do design: gradação e radiação;
• Princípios do design: foco visual. 
Objetivos da Aprendizagem
• Compreender a relevância dos elementos do design para o desenvolvimento 
de produto;
• Analisar a aplicabilidade dos elementos do design para o design de moda, 
interiores e gráfico. 
PRINCÍPIOS DO DESIGNUNIDADE 3
66
E aí pessoal, tudo bem?
Chegamos na terceira unidade da nossa disciplina de Fundamentos do Design. 
O que você está achando da caminhada até aqui? Está conseguindo praticar a leitura do 
material? Lembre-se que nossas discussões são, também, uma provocação para que você 
se sinta motivado a ir em busca de aprofundamento. Essas atualizações constantes do 
conhecimento é que o tornará um bom profissional em design.
Vamos ao que interessa! Pegando gancho na segunda unidade que trabalhou os 
elementos do design, vamos ampliar nossos conhecimentos descobrindo que os designs 
de moda, de interiores e de produto, são formatados a partir dos princípios do design que 
visam atrair visualmente o consumidor. É por isso, que durante o processo criativo para 
o desenvolvimento de novos produtos, o designer desenvolve pesquisas visuais para 
construir seu repertório de inspiração. 
Você pode estar se perguntando, mas ao criar eu preciso, obrigatoriamente, inserir 
esses princípios do design em minhas criações? A resposta é não! Os princípios do design, 
assim como os elementos, podem ser inseridos de forma intencional ou não intencional. 
Isso quer dizer, que o designer deve distinguir cada um deles para saber reconhecê-los e 
perceber o porquê alguns produtos chamam mais a atenção que outros. 
E quais são esses princípios? Nos tópicos da nossa unidade vamos conhecer os 
princípios do equilíbrio, harmonia, contraste, repetição, ritmo, gradação, radiação e foco 
visual. E, assim como na segunda unidade, vamos analisar as figuras com aplicações 
práticas dos princípios do design. 
Vamos começar?! Espero que você curta o conteúdo!
Bons Estudos!
INTRODUÇÃO
PRINCÍPIOS DO DESIGNUNIDADE 3
67
Entre os diversos trabalhos que o design desenvolve a manipulação e alfabetização 
de imagens é um deles. As imagens são a forma do designer expressar sua criação e, 
partir dela, transmitir uma imagem que vai além dos objetivos de consumo. Dessa forma, 
alfabetizar-se visualmente é fundamental para o designer edificar seu trabalho projetual. 
Dentro desse trabalho, está a manipulação dos princípios do design, que exerce uma força 
atrativa nas pessoas que entram em contato com os produtos seja para apreciá-los ou para 
consumi-los. A respeito dos princípios do design, Treptow (2013) conceitua:
Os princípios do design são a principal ferramenta para dirigir o foco de atenção 
em uma criação de moda. O designer pode agir sem consciência de que esteja 
fazendo uso de princípios do design, mas estes estão sempre presentes, 
mesmo quando em forma de negação. Chamamos de sensibilidade estética 
o talento em dispor os elementos do design respeitando ou contrariando seus 
princípios. (TREPTOW, 2013, p. 129).
É importante dizer que o percurso do processo de criação o designer não precisa 
pensar nos princípios que utilizará para criar seus produtos, eles simplesmente vão surgindo 
de forma natural. Os princípios do design são, portanto, uma forma de organizar as principais 
características constituem os produtos, seja do design de moda, interiores ou produto, de 
forma a trazer benefícios visuais às pessoas. Como princípios temos: Repetição, equilíbrio, 
contraste, harmonia, ritmo, gradação, radiação e foco visual. Veremos todos eles a seguir: 
PRINCÍPIOS DO DESIGN: 
EQUILÍBRIO, CONTRASTE E 
HARMONIA1
TÓPICO
PRINCÍPIOS DO DESIGNUNIDADE 3
68PRINCÍPIOS DO DESIGNUNIDADE 3
1.1 Equilíbrio
No primeiro momento quando pensamos em equilíbrio já imaginamos alguma coisa 
que tenha peso iguais. O princípio do equilíbrio no design remete a simetria ou assimetria, 
ou seja – a forma como uma roupa ou ambiente se apresenta. Sobre esse princípio Treptow 
(2013) menciona que o equilíbrio é a distribuição do peso e da importância visual dos 
elementos do design. Gomes Filho (2009) confirma:
É uma configuração que dá origem a formulações visuais iguais, ou seja, as 
unidades de um lado são idênticas às do outro lado. Ou ainda, dentro de um 
certo relativismo, pode-se considerar também como equilíbrio simétrico lados 
opostos que, sem serem exatamente iguais, guardem uma forte semelhança. 
(GOMES FILHO, 2009, p. 59).
Um exemplo é a imagem que abre o nosso subtópico 1.1 e apresenta o interior de 
um edifício que possui escadas rolantes. Se traçarmos uma linha na vertical que corta a 
imagem ao meio, notamos que um lado é semelhante ao outro. Ou seja, temos pesos iguais 
e, devido a isso, temos um ambiente simétrico. É importante frisar que analisar imagens de 
ambientes, looks ou produtos é preciso verificar o todo e não somente as partes, tudo bem?
Ao compreendermos o conceito de equilíbrio podemos analisar suas aplicações no 
design de moda, interiores e produtos. 
1.1.1 Aplicação prática do equilíbrio
Como aplicação prática o equilíbrio pode ser observado em todos os produtos, já 
que ele tem como preceito analisar se estes possuem pesos visuais iguais ou diferentes. As 
Figuras 1, 2, 3 e 4 apresentam exemplos de equilíbrio simétrico e assimétrico:
FIGURA 1 - VESTIDO PRETO
Fonte: PEXELS (2021)
69PRINCÍPIOS DO DESIGNUNIDADE 3
FIGURA 2 - VESTIDO COLORIDO
Fonte: PEXELS (2021)
As Figuras 1 e 2 explicitam uma aplicação prática do princípio do equilíbrio. Na 
Figura 1, temos um vestido preto. Ao traçarmos uma linha vertical que corta o look ao meio, 
verificamos que, o lado esquerdo é igual ao lado direito e, portanto, temos o princípio do 
equilíbrio simétrico. O contrário é observado na Figura 2; ao traçarmos uma linha vertical 
que corta o look ao meio, verificamos que o lado esquerdo é diferente do direito e, portanto, 
temos a presença do equilíbrio assimétrico no look. 
Agora, vamos observar as Figuras 3 e 4 que apresentam ambientes de interiores.
 
FIGURA 3 - SALA DE ESTAR
Fonte: PEXELS (2021)
70PRINCÍPIOS DO DESIGNUNIDADE 3
FIGURA 4 - SALA DE ESTAR
Fonte: PEXELS (2021)
A Figura 3, apresenta o princípio do equilíbrio simétrico pois ao traçarmos uma linha 
na vertical, verificaremos que ambos os lados, esquerdo e direito, são iguais. Diferente 
da Figura 4 que possui pesos visuais diferentes já que o lado direito é diferente do lado 
esquerdo e, portanto, temos um equilíbrio assimétrico.
1.2 Contraste
Esse princípio volta-se para basicamente para as cores e texturas. Duas cores 
quentes e fortes causam esse efeito, dois tipos de texturas como um tecido pesado e um 
tecido leve ou um áspero e outro liso, também dão a sensação de contraste. Sobre esse 
princípio, Treptow (2013, p. 130) colabora ao dizer que o contraste faz com que o olhar 
humano divida seu foco de atenção sobre duas áreas, avaliando a qual delas dar maior 
importância”. Gomes Filho (2009) teoriza: 
A importância e o significado do contraste começam no nível básico da visão 
pela presença ou ausência de luz. É a força que torna visível as estratégias da 
composição visual. É de todas as técnicas a mais importante para o controle 
visual de uma mensagem [...] é também um processo de articulação visual e 
uma força vital para a criação de um todo coerente. (GOMES FILHO, 2009, 
p. 62).
A partir dessa conceituação podemos analisar as aplicações práticas do contraste 
nos designs de moda, interiores e produto como explicita nosso subtópico: 
71PRINCÍPIOS DO DESIGNUNIDADE 3
1.2.1 Aplicação prática do contraste
As Figuras 5 e 6 apresentam exemplos práticos da aplicação do contraste no design 
de moda e interiores/produtos. 
FIGURA 5 - LOOKCOLOR BLOCK
Fonte: SHUTTERSTOCK (2021)
No look da Figura 5, podemos notar o princípio do contraste nas cores do look que 
possui bolsa e blusa amarela, blazer vermelho e calça branca. Esse jogo de cores fortes 
provoca o impacto visual no observador. 
FIGURA 6 - SALA DE ESTAR
Fonte: PEXELS (2021)
72PRINCÍPIOS DO DESIGNUNIDADE 3
O mesmo efeito se aplica na sala de estar da Figura 6, o princípio do contraste é 
percebido nos sofás e parede azuis que contrastam com as almofadas e poltrona amarela. 
Nessa altura da nossa unidade você pode estar se perguntando: “Professor, só 
existe um princípio do design em cada ambiente, produto ou look?” A resposta é não! Em 
um ambiente é possível detectar mais de um princípio do design, como, também, mais de 
um elemento do design! Lembram dos elementos que vimos na unidade anterior? Pois é, 
podemos encontrá-los nos exemplos dessa unidade também! Desafio você a distinguir os 
elementos do design em cada aplicação prática que fizermos nessa unidade.
1.3 Harmonia
O princípio da harmonia é muito parecido com o equilíbrio, com a diferença que ele 
trabalha com a disposição dos elementos que constituem um todo. A harmonia causa ainda 
uma sensação de unificação, ou seja, todas as partes de um look, ou de um ambiente, se 
unem e formam um todo bem definido. Gomes Filho (2009, p. 51) explica este princípio: 
A harmonia diz respeito à disposição formal, bem-organizada e proporcional 
no todo ou entre as partes de um todo. Na harmonia plena, predominam os fatores de 
equilíbrio, de ordem e de regularidade visual inscritos em um objetivo ou numa composição, 
possibilitando, geralmente, uma leitura simples e clara. 
A imagem de abertura do nosso subtópico 1.3 expõe como o princípio da 
harmonia pode ser percebido. Temos uma praia de areia marrom em que 
a água e a areia criam uma harmonia que visualmente se integram uma na 
outra. Com base nesse exemplo, vamos compreender a aplicação prática do 
princípio da harmonia.
1.3.1 Aplicação prática da harmonia
Ao conceituarmos a harmonia, não podemos ter em mente que ela vai se referir 
apenas às cores e espaços monótonos e simples, pelo contrário, podemos ter a harmonia 
em diversos espaços e look. As Figuras 7, 8, 9 e 10, apresentam as diferentes aplicações:
73PRINCÍPIOS DO DESIGNUNIDADE 3
FIGURA 7 - LOOK HARMÔNICO
Fonte: PEXELS (2021)
FIGURA 8 - LOOK HARMÔNICO
Fonte: PEXELS (2021)
Na Figura 7, podemos analisar a presença da harmonia nas cores do look da 
modelo que possuem a mesma tonalidade. O mesmo princípio pode ser visto na Figura 8 
que contém um look estampado. As cores e disposição das estampas são unificadas de 
forma coerente podendo ser analisada de forma harmônica em seu todo.
74PRINCÍPIOS DO DESIGNUNIDADE 3
FIGURA 9 - COZINHA MINIMALISTA
 
Fonte: PEXELS (2021)
FIGURA 10 - SALA ESTILO VITORIANO
 
Fonte: PIXABAY (2021)
Nos ambientes das Figuras 9 e 10 analisamos o princípio da harmonia em diferentes 
aplicações. A harmonia é percebida na Figura 9 através da utilização das cores e dos 
materiais que constituem o ambiente e garante essa unificação visual, já na Figura 10, 
mesmo sendo um ambiente mais complexo visualmente e com muitas informações, existe 
uma coerência na forma de ser exposto/apresentado. Ou seja, todo o mobiliário e cores 
provocam uma unificação visual e, consequentemente, acabam sendo harmônicos. 
75PRINCÍPIOS DO DESIGNUNIDADE 3
Como está sua compreensão até aqui? Está conseguindo acompanhar a aplicação 
prática dos princípios expostos? Lembrando que só é possível aprender a ler/interpretar 
ambientes, looks e produtos praticando! Nos próximos tópicos vamos conhecer mais 
princípios do design. 
 
76
Vamos prosseguir com os estudos sobre os princípios do design? Neste tópico, 
vamos discutir sobre os conceitos e aplicações práticas dos princípios da repetição e do 
ritmo. E para começar, a imagem que abre o nosso tópico já ilustra de forma irreverente 
como que os nossos olhos podem detectar a repetição, através de uma sequência ordenada 
de coisas aqui, no caso, bananas! 
2.1 Repetição
O princípio da repetição manifesta-se de diversas formas no design, desde a 
simples repetição visual de botões, passando pela repetição de estamparias, ou efeitos na 
modelagem. No design de interiores/produtos, a repetição pode ser encontrada em uma 
escada, na repetição de objetos, nos padrões do papel de parede ou nos sofás e poltronas. 
Leborg (2015, p. 40) orienta que a repetição é observada “quando diversos objetos com 
uma mesma característica são dispostos em uma composição”.
A partir desses conhecimentos vamos conhecer a aplicação prática dos princípios 
da repetição e do ritmo nos looks e ambientes. 
2.1.1 Aplicação prática da repetição
A partir da definição do princípio da repetição vamos verificar sua aplicabilidade no 
design de moda, interiores/produtos. As Figuras 11 e 12, ilustram as aplicações práticas:
PRINCÍPIOS DO DESIGN: 
REPETIÇÃO E RITMO2
TÓPICO
PRINCÍPIOS DO DESIGNUNIDADE 3
77PRINCÍPIOS DO DESIGNUNIDADE 3
FIGURA 11 - LOOK COM LISTRAS
Fonte: PEXELS (2021)
FIGURA 12 - MAIÔ COM ESTAMPA ANIMAL PRINT
Fonte: PEXELS (2021)
Na Figura 11, temos na camisa do modelo uma sequência de listras que se repetem 
de forma ordenada e que provam o princípio da repetição. Já na Figura 12 observamos uma 
mesa que possui cadeiras, pratos, talheres, guardanapos e demais objetos que se repetem 
de forma ordenada e espaçada e cujo princípio da repetição pode ser detectado. 
2.2 Ritmo
O ritmo pode acontecer de diversas formas, desde a sequência de botões que se 
multiplicam, em um casaco ou vestido, de forma padronizada, ou em uma estampa que 
também possui um padrão. No design de interiores também não é diferente, o ritmo pode 
78PRINCÍPIOS DO DESIGNUNIDADE 3
vir desde cores que respeitam um padrão, passando por uma escadaria, até chegar na 
fachada de um edifício. Lupton e Philips (2008, p. 29) sobre o ritmo vai dizer que é um 
“padrão forte, constante e repetido, assim como o toque dos tambores, o cair da chuva, os 
passos no chão”. Sendo assim, o ritmo e o princípio do equilíbrio trabalham juntos para criar 
algo com vida e repleto de estabilidade.
Na imagem de abertura do nosso tópico 2.2 podemos observar o princípio do ritmo 
na organização visual das janelas que estão dispostas de duas em duas. Além do princípio 
do ritmo também temos a repetição que segue a mesma proposta. 
2.2.1 Aplicação prática do ritmo
As Figuras 13 e 14 ilustram de forma prática a presença do ritmo no design de 
interiores/produto e moda, respectivamente. Vamos analisá-las a partir de agora:
FIGURA 13 - QUARTO
 Fonte: PEXELS (2021)
FIGURA 14 - TRENCH COAT
79PRINCÍPIOS DO DESIGNUNIDADE 3
Fonte: SHUTTERSTOCK (2021)
Na Figura 13, observamos o princípio do ritmo na parede do quarto, feito a partir de 
tijolos de decoração. A disposição tanto superior, quanto inferior dos tijolos possuem uma 
sequência ordenada onde é possível perceber qual vai ser a próxima ordenação dos tijolos, 
portanto, é nesse efeito visual que está o ritmo. 
O mesmo princípio podemos observar no look da Figura 14, temos a organização 
dos botões que se dispõem de forma dupla no trench coat, essa ordenação provoca o 
princípio do ritmo. 
80
Iniciando mais um tópico, vamos conhecer dois princípios que podem provocar 
o desenvolvimento de produtos com uma estética mais complexa, porém, bonita e que 
preenche os olhos dos observadores. Eles são os princípios da Gradação e da Radiação. 
3.1 Gradação
O princípio da gradação se assemelha muito com o princípio da repetição com uma 
diferença em particular, na gradação nós temos uma evolução crescente ou decrescente na 
padronagem seja das roupas ou dos componentes de um ambiente. Treptow (2013) sobre 
a gradação diz: 
É uma repetição complexa, em que cada vez que o padrão se apresenta com 
uma dimensão maior ou menor que a anterior e em sequência. Os tecidos 
degradês são um exemplo degradação, pois as cores apresentam-se em 
maior concentração nas extremidades, diminuindo em intensidade à medida 
que se aproximam. (TREPTOW, 2013, p. 129).
Por repetição complexa, entende-se essa ordem que indica ser crescente e/ou 
decrescente que detectamos em roupas, mobiliário, ambientes entre outros. (TREPTOW, 
2013), e a partir disso, vamos conhecer a aplicabilidade do princípio da gradação.
3.1.1 Aplicação prática da Gradação
Podemos encontrar a Gradação na forma dos materiais/produtos ou através das 
cores que provocam um efeito conhecido como degradê. As Figuras 15 e 16 apresentam, 
PRINCÍPIOS DO DESIGN: 
GRADAÇÃO E RADIAÇÃO3
TÓPICO
PRINCÍPIOS DO DESIGNUNIDADE 3
81PRINCÍPIOS DO DESIGNUNIDADE 3
respectivamente, um ambiente e um look de moda onde podemos detectar na prática a 
gradação. 
FIGURA 15 - SALA ESTILO VITORIANO
Fonte: PEXELS (2021).
Na Figura 15, podemos observar as escadarias de um hall de entrada. A repetição 
dos degraus, que de cima para baixo, acontecem de forma crescente é o que chamamos 
de gradação.
FIGURA 16 - VESTIDO DE NOIVA
 
Fonte: SCHUTTERSTOCK (2021).
Na Figura 16, a Radiação pode ser observada na saia do vestido de noiva da 
modelo. O volume crescente que sai da altura da cintura da modelo até o chão, acontece 
de forma crescente e, portanto, se enquadra neste princípio. 
82PRINCÍPIOS DO DESIGNUNIDADE 3
3.2 Radiação
O efeito da Radiação pode parecer, em um primeiro momento, com a Gradação, 
mas, esse princípio não possui ligação direta com a radiação, pois sua intenção segundo 
Treptow (2013) é trabalhar com linhas que tem um único ponto como referencial. Um 
exemplo prático para fixar é a radiação do Sol – um único ponto (o sol) emite raios que 
saem dele e se espalham por todos os lugares – a radiação provoca o mesmo sentido. 
No design de moda Treptow (2013) reforça que a radiação é frequentemente 
utilizada nos efeitos de drapeados e franzidos, que geram linhas em um ponto de origem, 
mas seguem direções distintas. No caso do ambiente, a radiação está presente no teto, ou 
seja, de uma única viga saem todas as outras e vão para direções opostas. 
3.2.1 Aplicação prática da radiação
A partir do conceito de radiação, observamos a aplicação prática no design de 
moda e interiores, nas Figuras 17 e 18 a seguir:
FIGURA 17 - TETO CATEDRAL
 
 Fonte: PEXELS (2021)
83PRINCÍPIOS DO DESIGNUNIDADE 3
FIGURA 18 - LOOK
Fonte: PEXELS (2021)
Na Figura 17, observamos um teto estilo catedral com várias linhas (vigas) que saem 
de um único ponto do teto. Esse efeito provoca a ideia do princípio da radiação, quando 
falamos de um ponto de partida da qual saem outras linhas, já na Figura 18, observamos a 
radiação provocada pelas linhas do efeito drapeado da blusa da modelo que saem de uma 
única linha que corta a blusa. 
A partir desses exemplos é possível detectarmos os princípios da radiação e da 
gradação nos designs de moda e interiores/produtos.
84
O foco visual está ligado à nossa percepção visual e como olhamos para as 
coisas. Gibbs (2015) vai dizer que as pessoas têm interesse por um ponto dentro de uma 
composição, essa ênfase visual acontece de diversas maneiras. Como designers, podemos 
trabalhar o foco visual a favor das criações de moda e interiores, enfatizando algum elemento 
que se deseja apresentar, isso proporciona riqueza de detalhes e, em desfiles de moda e 
exposições de interiores, as pessoas esperam ver fatores surpresas como estes. 
4.1 Aplicação prática do foco visual
Conhecendo o conceito de foco visual, analisamos as Figuras 19 e 20 que 
apresentam, respectivamente, exemplos do design de moda e interiores. 
FIGURA 19 - SALA DE ESTAR
 
Fonte: PEXELS (2021)
PRINCÍPIOS DO DESIGN: 
FOCO VISUAL4
TÓPICO
PRINCÍPIOS DO DESIGNUNIDADE 3
85UNIDADE 3 PRINCÍPIOS DO DESIGN
Na Figura 19, da sala de estar, o foco visual está no sofá e puff de cor azul que se 
destaca das demais cores do ambiente. Logo, ao olharmos para a imagem a primeira coisa 
que se destaca é a cor e, portanto, aqui temos o princípio do foco visual
FIGURA 20 - LOOK DE MODA
Fonte: PEXELS (2021)
Ao olharmos para a Figura 20, da modelo com óculos e T-shirt, a primeira coisa que 
vemos, antes de ver o todo, é a estampa da camiseta, ele é o destaque dentro da imagem 
– só depois conseguimos olhar a imagem por inteiro e os demais detalhes. 
Assim, com esses exemplos, conseguimos analisar todos os princípios do design 
e sua aplicação prática em cada uma das áreas que o design atua. Agora é sua vez de 
praticar!
86
REFLITA
SAIBA
MAIS
O princípio do equilíbrio atua ainda na relação entre tops e botttoms, (parte de cima e parte 
de baixo), quando o corpo é dividido por um eixo imaginário horizontal no nível da cintura. Nesse caso, o 
equilíbrio é obtido compensando-se com maior riqueza de detalhes a parte superior, cuja área na figura é 
proporcionalmente menor que a inferior. 
Fonte: Treptow, 2013, p.131.
A tendência de moda, muito conhecida nos anos 80, chamada de color block é um bom exemplo 
da utilização do contraste. Tínhamos mais de uma cor forte compondo o visual e isso atraía os olhares de 
quem olhava. 
Fonte: O autor (2021). 
UNIDADE 3 PRINCÍPIOS DO DESIGN
87
Chegamos ao final de mais uma unidade! Tenho certeza de que você já não tem 
mais as mesmas ideias que tinha quando começou a estudar os conteúdos apresentados na 
nossa disciplina. E isso é muito bom, só prova que você está se aprofundando no universo 
do design e sendo lapidado para se tornar um excelente design, certo?
E o que levamos de conhecimento da nossa terceira unidade? Que os princípios do 
design são ferramentas poderosas para construir um projeto em design, independente se 
ele for um produto de moda, interiores ou produto. Princípios do design atraem o olhar dos 
consumidores e são responsáveis por prender a atenção, mesmo que o consumidor não 
saiba quem são eles!
Seja o equilíbrio, contraste, harmonia, gradação, radiação ou qualquer outro, nossa 
missão é conhecê-los para que o nosso processo criativo seja rico e garanta um elo entre 
consumidores e produtos. Portanto, seus estudos não podem, e nem devem, parar por 
aqui! Agora é sua vez procurar livros, revistas, pesquisa em sites, museus de arte entre 
tantas outras fontes, inspiração para se alfabetizar visualmente e produzir produtos com 
densidade e significado. 
E aí? Aceita o desafio de continuar pesquisando? Mãos à obra!
Te vejo na próxima unidade!
Abraço, Prof. Gabriel
CONSIDERAÇÕES FINAIS
PRINCÍPIOS DO DESIGNUNIDADE 3
PLANO DE ESTUDO
88
Criatividade e Design: uma análise da habilidade criativa no processo projetual
 
RESUMO: O artigo aborda o tema criatividade no que se refere à sua expressão 
conceitual na área do Design. Este último, por ser um processo extremamente criativo, neste 
estudo reflete a importância de entender ou mesmo relacionar o que envolve a criatividade 
nesse campo, principalmente por uma análise ao sentido prático deste processo. Com 
o objetivo de relacionar o conceito e habilidades da criatividade em geral, direcionado, 
portanto para a prática do design de produto é investigada a ocorrência do ato criativo 
no processo projetual, assim como técnicas de geração de ideias, obstáculos comuns a 
este processo e meios de lidar com eles e ainda os níveis do processo criativo e suas 
particularidades. A envolvente reflexão sobre a criatividade na prática do design se torna 
ainda mais interessante ao percebê-la como uma habilidade de possível crescimento e 
aprimoramento. A capacidade criativa mostra-se, dessa forma, e não como algo estático, por 
estar amplamente ligada ao repertório cultural do indivíduo. Entender todas as peculiaridades 
desta habilidade, bem como o modo em que ocorrem os níveis criativos, proporciona ao 
designer um maior controle dos caminhos que a mente percorre no processo projetual.
O artigo encontra-se no link: https://core.ac.uk/works/70621704/
Fonte: ROHENKOHL, R. A. S. Criatividadee Design: uma análise da habilidade 
criativa no processo projetual. Unoesc & Ciência – ACSA, Joaçaba, v. 3, n. 1, p. 45-54, 
jan./jun. 2012 
PRINCÍPIOS DO DESIGNUNIDADE 3
89
MATERIAL COMPLEMENTAR
FILME/VÍDEO
• Título: 10 princípios do bom design
• Ano: 2014.
• Sinopse: O vídeo a seguir é Dieter Rams, um dos maiores 
designers industriais dos últimos tempos, ele vai dizer quais são as 
10 características para se produzir um bom design. 
• Link de acesso: https://www.youtube.com/watch?v=oS7TL_
xp8F4 
LIVRO
• Autor: João Gomes Filho.
• Editora: Escrituras.
• Sinopse: O livro de João Gomes Filho é um manual completo 
sobre os princípios e elementos do design aplicado de diferentes 
formas, e nas mais diversas áreas do design. É uma ótima indicação 
para aprofundar seus estudos acerca do design e da organização 
visual que ele produz no desenvolvimento criativo de moda.
PRINCÍPIOS DO DESIGNUNIDADE 3
Professor Me. Gabriel Coutinho Calvi
MOVIMENTOS 
E ESTILOS DO 
DESIGN4UNIDADEUNIDADE
PLANO DE ESTUDO
91
Plano de Estudos
• Estilos: Clássico, provençal, contemporâneo/moderno;
• Estilos: Minimalista, maximalista, retrô e vintage;
• Movimentos do design: arts ands crafts e art noveau;
• Movimentos do design: art deco.
Objetivos da Aprendizagem
• Compreender a constituição histórica e especificidades dos estilos e movimentos 
do design
MOVIMENTOS E ESTILOS DO DESIGNUNIDADE 4
92
A quarta unidade da nossa disciplina de Fundamentos do Design vai fazer você 
mergulhar no universo do estilo e dos movimentos do design. Enquanto escrevo nossa 
introdução, fico pensando no quão importante é para um designer saber distinguir os estilos 
e movimentos ligados ao design, para compreender melhor àquilo que os consumidores/
clientes precisam. Vou mais fundo! Imagina iniciar um projeto, seja ele de moda, interiores 
ou produto, e não conhecer nada sobre estilo ou sobre a influência do design para criar um 
projeto ou produto?! Não seria possível, certo?
É por isso que nesta unidade você vai conhecer alguns estilos que mais aparecem 
em projetos de design como o clássico, contemporâneo, provençal, minimalista entre outros. 
A partir dos exemplos que vamos analisar, conseguiremos distinguir as especificidades de 
cada um eles e, com isso, vamos aumentar nosso repertório de criação.
Além dos estilos, veremos também quais os primeiros movimentos do design que 
surgiram após a revolução industrial e a produção seriada dominarem o mercado. Vamos 
compreender que os movimentos como o arts and crafts, art noveau e art decó, contribuíram 
fortemente para que o trabalho manual recebesse um status de exclusividade, valorizando 
o designer como profissional. 
A partir de todos esses conhecimentos, espero que você se sinta motivado para 
aprofundar suas pesquisas entre um tópico e outro conhecendo um pouco mais sobre esses 
estilos e movimentos e, também, para descobrir outros movimentos que vieram depois 
e que tiveram grande relevância para a história do design e para o amadurecimento do 
designer enquanto profissional capaz de transformar a vida das pessoas.
Bons estudos! 
INTRODUÇÃO
MOVIMENTOS E ESTILOS DO DESIGNUNIDADE 4
93
Em diversos momentos da sua vida, ao procurar uma roupa, um acessório, um 
móvel ou qualquer outro objeto que gostou, você já deve ter usado como justificativa para 
não levar um produto a seguinte frase: achei bonito, mas não é o meu estilo! As pessoas 
utilizam muito essa expressão seja com elas mesmo, ou para dizer a outras pessoas que 
elas possuem uma identidade firmada e, devido a isso, algumas coisas não trazem harmonia 
para suas vidas, para sua forma de vestir, decorar a casa, ou de se posicionar socialmente 
e culturalmente. Mas afinal, o que é estilo? Segundo Linke, Calvi e Bem (2020, p. 42):
O estilo é fundado por elementos que particularizam roupas, acessórios, 
arquiteturas, layouts entre outros. E que se destaca dos demais, pois, possui 
uma série de códigos de identificação que são facilmente reconhecidos e 
associados ao estilo ao qual pertencem.
Dessa forma, o estilo é uma forma de reconhecer o contexto histórico, os materiais, 
processo criativo e de agregar valor ao produto. A partir disso, neste tópico vamos conhecer 
os estilos clássico, provençal, contemporâneo/moderno, minimalista, maximalista, retrô e 
vintage. 
ESTILOS: CLÁSSICO, PROVENÇAL, 
CONTEMPORÂNEO/MODERNO1
TÓPICO
MOVIMENTOS E ESTILOS DO DESIGNUNIDADE 4
94MOVIMENTOS E ESTILOS DO DESIGNUNIDADE 4
1.1 Estilo Clássico
O estilo clássico é marcado por elementos de requinte e elegância, assim como 
se apresentam as imagens acima. Nesse estilo, as cores podem ser variadas, desde tons 
escuros como o vinho, até cores claras e que resgatam nobreza. Silva (2017) apud Rosenfeld 
e Guinsburg (1978) falam que a origem do termo clássico pressupõe preceitos da arte grega 
e a tornam padrão do estilo. Esse tipo de nomeação teve mais relevância durante o período 
do renascimento, quando resgataram as características do comportamento grego. Devido 
a esse fator histórico, candelabros, cadeiras, lustres, corrimão, portas e uma infinidade de 
objetos possuem como atributo motivos florais, linhas curvas, arabescos e outros que são 
fáceis de serem decodificados como pertencentes ao estilo clássico. 
A partir da definição do estilo clássico, vamos analisar a aplicação do estilo clássico 
no design de moda, interiores e produto. As Figuras 1 e 2 apresentam os exemplos:
FIGURA 1 - TERNO FEMININO
Fonte: https://www.shutterstock.com/pt/image-photo/beautiful-fashion-woman-full-length-portrait-1766265995
FIGURA 2 - SALA DE ESTAR
Fonte: https://www.shutterstock.com/pt/image-photo/luxurious-interior-50679316
95MOVIMENTOS E ESTILOS DO DESIGNUNIDADE 4
Na Figura 1, observamos uma mulher vestindo um terno feminino, esse look remete 
ao estilo clássico. Como característica do estilo clássico para o design de moda temos que 
este estilo não foca em tendências, é conservador, elegante e traz peças com conceito de 
alfaiataria e tecidos de seda, linho entre outros. 
Na Figura 2, observamos essa sala de estar com todo o requinte e elegância. Além 
disso, como característica do estilo clássico para o design de interiores/produto, nota-se 
que ele trabalha com cores como vermelho, dourado e tons pastel. As linhas são mais 
rebuscadas e traz detalhes com motivos florais e arabescos como observamos no abajur. 
1.2 Estilo Provençal
A identidade mais forte do estilo provençal é o romantismo, o nome provençal 
deriva de Provença, uma região da França ligado a nobreza, requinte e belas paisagens. 
Os elementos mais fortes desse estilo na moda são os babados, as estampas florais, 
as linhas curvas e a cartela de cores que explora os tons claros em geral. No design de 
interiores temos os mesmos códigos aplicados aos móveis, papéis de parede e construções 
em geral. A partir dessas definições, analisamos as Figuras 3 e 4 que trazem exemplos do 
estilo provençal:
FIGURA 3 - VESTIDO DE FESTA
Fonte: https://www.shutterstock.com/pt/image-photo/summer-portrait-young-beautiful-lady-wearing-607849496
96MOVIMENTOS E ESTILOS DO DESIGNUNIDADE 4
FIGURA 4 - QUARTO
Fonte: https://www.shutterstock.com/pt/image-photo/luxury-bedroom-nice-decoration-190678676
Na Figura 3, analisamos no vestido as características do estilo provençal a começar 
pela cor do vestido que é rosa, pelo drapeado da saia rodada e pelo decote em formato 
de coração. Já no quarto da Figura 4, verificamos o estilo romântico no papel de parede 
em motivo floral, nas linhas curvas da cabeceira que também apresenta estampa floral, na 
mesa de cabeceira com cantos arredondados e puxadores desenhamos, assim como no 
abajur que está sobre a mesinha. 
1.3 Estilo Moderno/Contemporâneo
Ao pensarmos em algo moderno construímos em nossas mentes ambientes grandes, 
uma cartela de cores que mistura branco e preto, linhas retas e formas geométricas bem 
definidas. Essa imagem que temos unida ao que Dormer(1990) diz sobre o estilo moderno 
colabora no entendimento do estilo: 
[...] O Estilo Moderno (modern style), sobretudo no que se refere ao mobiliário e 
serviços de mesa, tem linhas finas, depuradas e é, frequentemente, rematado 
a metal. Podemos dizer que esse estilo recebeu um impulso considerável da 
Bauhaus, lançada pelo arquitecto Walter Gropius (1883-1969) em Weimar, na 
Alemanha, em 1919; em 1925, mudou-se para Dessau e o design industrial 
desenvolveu-se como disciplina autónoma. (DORMER, 1990, p. 128)
O estilo moderno está ligado a tecnologia e a novos tipos de matéria-prima 
para o desenvolvimento de produtos, pensando na execução do projeto e visando sua 
funcionalidade e utilidade, garantindo a clareza visual composta pelo cenário moderno. 
Ressaltando os aspectos modernos na moda, temos as mesmas regras – logo, as roupas do 
estilo moderno exploram a tecnologia em novos tipos de tecidos e aviamentos, valorizando 
as formas simples e de fácil assimilação. As Figuras 5 e 6 indicam exemplos no design de 
moda e interiores:
97MOVIMENTOS E ESTILOS DO DESIGNUNIDADE 4
FIGURA 5 - LOOK MODERNO
 
Fonte: https://www.shutterstock.com/pt/image-photo/parisoctober-4-2016-dutch-trendwatcher-linda-711480847
FIGURA 6 - SALA
Fonte: https://www.shutterstock.com/pt/image-photo/stylish-interior-design-neutral-modular-sofa-1929872726
Ao analisar as Figuras 5 e 6, podemos perceber que tanto no ambiente de interiores 
quanto no look que a mulher utiliza, temos cores sóbrias linhas simples atribuídas pela 
forma dos objetos e das roupas, características dos materiais utilizados, mistura de peças e 
texturas que configuram as imagens ao estilo moderno. Além disso, esse estilo está ligado 
as tendências tanto de moda quanto de interiores. 
Fim do primeiro tópico! Tudo bem? Como estão seus estudos? Agora é hora de 
praticar! Continue pesquisando exemplos para fixar o que vimos até aqui.
 
98
ESTILOS: MINIMALISTA, 
MAXIMALISTA, RETRÔ E 
VINTAGEM2
TÓPICO
MOVIMENTOS E ESTILOS DO DESIGNUNIDADE 4
Este tópico apresenta as especificidades dos estilos minimalista, maximalista, retrô 
e vintage, com exemplos práticos a partir da análise de Figuras. 
2.1 Estilo Minimalista
A regra geral do estilo minimalista é a simplicidade ou em inglês less is more (menos 
é mais). É na década de 60 que o minimalismo surge com força em um movimento que 
preza pela clareza visual e pelo arranjo simples dos produtos em geral (CALDAS, 1999). A 
partir disso, explicita-se o contexto histórico do surgimento do minimalismo:
Buscavam uma postura universal na arte, justificando suas formas 
geométricas e materiais industriais como sendo universais, e de apreensão 
quase que instantânea por qualquer cultura ou pessoa, onde a pessoa 
abstraia de instantâneo o sentimento proveniente da combinação de certo 
espaço, cor e material. Por esse motivo muitas vezes executavam trabalhos 
com linhas decididas, numa gestalt extremamente forte, ausência de adornos 
e qualquer informação supérflua para a pura apreciação de determinada obra 
(FERREIRA, 2008, p. 03).
Dessa forma, o minimalismo é empregado por designers de moda, interiores, 
produto e por todos aqueles que defendem a simplicidade. Além de influenciar a criação 
de produtos, o estilo minimalista também se torna um recurso para promover atitudes 
sustentáveis, buscando reduzir os impactos ambientais nas formas de viver e de consumo. 
Como características do estilo minimalista temos uma cartela de cores sóbrias como branco, 
99MOVIMENTOS E ESTILOS DO DESIGNUNIDADE 4
cinza e tons pastel, utilização de linhas simples, retas e curvas, assim como apresentam as 
Figuras 7 e 8:
FIGURA 7 - COZINHA MINIMALISTA
Fonte: https://www.pexels.com/pt-br/foto/cadeiras-e-mesa-pretas-e-brancas-6283960/
FIGURA 8 - LOOKS MINIMALISTAS
Fonte: https://www.pexels.com/pt-br/foto/vestuario-vestimenta-indumentaria-roupa-6626999/
A cozinha da Figura 7, apresenta cores sóbrias como o branco e o preto, linhas retas 
nos móveis e na arquitetura dos móveis e linhas curvas nos pendentes, além da clareza 
visual. Na Figura 8, observamos looks que seguem a mesma proposta, cores simples, 
linhas retas e clareza visual. 
É válido ressaltar, que as cores não precisam ser, obrigatoriamente, sóbrias para 
caracterizar como parte do estilo minimalista. A imagem do ambiente que abre o nosso 
100MOVIMENTOS E ESTILOS DO DESIGNUNIDADE 4
tópico 2, apresenta estilo minimalista mesmo que a cor predominante do ambiente seja o 
rosa. 
2.2 Estilo Maximalista
Diferente do estilo minimalista, o maximalismo trabalha com complexidade visual 
e riqueza de detalhes dos produtos. Esse estilo é observado principalmente na década de 
90 e, segundo Caldas (1999, p. 108) “encontra espaço como uma espécie de antídoto ao 
extremo nivelamento das propostas minimalistas”. Dessa forma, o maximalismo trabalha o 
exagero tanto no design de moda, quando no design de interiores e produto.
Neste ponto, cabe salientar que mesmo o maximalismo estar ligado ao exagero, ele 
não é totalmente oposto ao viés sustentável que o minimalismo traz consigo. É possível criar 
produtos maximalistas focando na sustentabilidade. As Figuras 9 e 10 trazem exemplos do 
maximalismo. 
 FIGURA 9 - LOOK MAXIMALISTA 
Fonte: https://www.shutterstock.com/pt/image-photo/rihanna-attends-2017-metropolitan-museum-
art-655010689
101MOVIMENTOS E ESTILOS DO DESIGNUNIDADE 4
FIGURA 10 - BIBLIOTECA MAXIMALISTA
Fonte: https://www.shutterstock.com/pt/image-photo/golspie-scotland-aug-2018beautiful-old-style-1406760776
Na Figura 9, podemos notar o maximalismo presente no look da cantora Rihanna 
devido a sua complexidade visual, ou seja, as informações de cores, estampas, recortes e 
texturas que visualmente se torna difícil de visualizar em um primeiro momento. Já na Figura 
10, temos uma biblioteca/escritório de estilo maximalista que segue a mesma proposta. A 
quantidade de objetos, junto com as cores dos livros e do mobiliário, torna o ambiente difícil 
de ser interpretado em um primeiro momento.
2.3 Estilo Retrô e Vintage
A primeira impressão que temos é que as palavras vintage e retrô são utilizadas para 
referenciar coisas antigas. Essa ideia não está totalmente errada, entretanto, a definição de 
vintage é diferente da definição de retrô. Rohenkohl (2011) aponta no esclarecimento das 
terminologias: 
[...] Vintage é o objeto que foi do passado, incorporado no repertório atual. 
É um fato muito presente do segmento da moda; [...] retrô: é o objeto 
produzido hoje, inspirado nas características formais do estilo do passado, 
com processos de fabricação atuais. De modo geral, indica em uma peça 
algumas características do passado, ou seja, envolve uma reciclagem de 
estilos. (ROHENKOHL, 2011, p.151).
O objeto vintage é o objeto real, é como pegar um rádio de trinta anos atrás e 
utilizá-lo na atualidade ou, como diz a teoria, incorporá-lo a moda atual. É por isso que os 
produtos vintage são extremamente difíceis de serem encontrados, dado ao seu caráter de 
originalidade. Logo, quando alguém se referir a alguma roupa ou a um objeto dizendo que 
102MOVIMENTOS E ESTILOS DO DESIGNUNIDADE 4
que ele é vintage, provavelmente será a peça real com mais de 20 anos de existência. As 
Figuras 11 e 12 apresentam objetos vintage do design de moda, interiores e produto:
FIGURA 11 - TELEFONE VINTAGE 
Fonte: https://www.pexels.com/pt-br/foto/ligar-chamar-chamada-ligacao-6975997/
FIGURA 12 - VESTIDO POÁ VINTAGE DÉCADA DE 60
Fonte: https://www.shutterstock.com/pt/image-photo/young-beautiful-sexy-woman-pin-style-1862686090
No caso do estilo retrô temos o contrário, ele é um produto ou uma peça de roupa 
produzido atualmente, mas com referências do passado. Dessa forma, posso criar um rádio 
moderno com um design de uma vitrola que remete às décadas passadas e denominá-la de 
retrô. As Figuras 13 e 14 explicitam objetos retrô:
103MOVIMENTOS E ESTILOS DO DESIGNUNIDADE 4
FIGURA 13 - TELEFONE RETRÔ 
Fonte:https://www.pexels.com/pt-br/foto/mulher-com-vestido-de-bolinhas-sentada-na-grama-verde-fazendo-
piquenique-3968442/
FIGURA 14 - VESTIDO POÁ RETRÔ
Fonte: https://www.pexels.com/pt-br/foto/telefone-de-base-vermelho-em-superficie-de-madeira-
marrom-209663/
Dessa forma, conseguimos distinguir os estilos do design e aprender um pouco 
mais como os elementos estudados até esta unidade estão conectados a proposta da 
linguagem visual.
104
MOVIMENTOS DO DESIGN: 
ARTS ANDS CRAFTS E ART 
NOVEAU3
TÓPICO
MOVIMENTOS E ESTILOS DO DESIGNUNIDADE 4
Para entendermos como surge os movimentos do design, precisamos citar a 
Revolução Industrial que estudamos na Unidade I, pois foi nesse período que as mudanças 
sociais desencadearam os movimentos do design e o surgimento do profissional como 
designer. Logo, temos aqui o aparecimento da classe média, que antes possuía produtos 
exclusivos originados do trabalho manual, garantindo a singularidade, a ascensão e o status. 
Com a produção em série, os produtos tornam-se mais acessíveis e, 
consequentemente, todas as pessoas poderiam adquiri-los – neste momento, a 
preocupação com a aparência e com a manutenção do posicionamento social, provocaram 
uma transformação na formação dos significados e dos valores dos objetos ligados ao 
termo riqueza, assim, a preocupação da classe média está voltado para a manutenção 
desse padrão, ou de como atingi-lo. Nesse instante, surge o designer e o seu papel em 
transformar as coisas esteticamente, garantindo a funcionalidade e o posicionamento 
social. Portanto, nestes tópicos veremos os primeiros movimentos do design como o arts 
and crafts, art noveau e art deco.
3.1 O Movimento Arts and Crafts
O apogeu da Revolução Industrial trouxe novas formas de manifestação no olhar 
para os produtos e, também, para fabricá-los. O movimento arts and crafts (artes e ofícios 
em português) surgiu como reação a revolução industrial e saiu em defesa da valorização 
do design, e do ofício do artesão, contra a produção em série que se tentava emplacar. 
Podemos dizer que o movimento arts and crafts é um dos primeiros movimentos estéticos 
105MOVIMENTOS E ESTILOS DO DESIGNUNIDADE 4
em defesa da arte e, também, da singularização do design. Este movimento surgiu na 
metade do século XIX e teve dois principais precursores, William Morris e John Ruskin. 
Sobre o arts and crafts, Burdek (2006, p. 19) contribui:
[...] Só podemos falar, desde a idade da revolução industrial na metade do 
século 19, do design industrial em seu sentido atual. Ele começa com o fato 
de que a divisão do trabalho separa o projeto da manufatura, o que até ali era 
feito pela mesma pessoa. Esta especialização se estabeleceu no decorrer o 
tempo de tal forma que hoje designer e grandes fabricantes passaram a ser 
responsáveis apenas por partes de um produto.
O que o arts and crafts fez foi garantir a valorização do design e do profissional, 
diferenciando os produtos que eram produzidos em escala daqueles produzidos 
artesanalmente, garantindo o estilo, a exclusividade e uma série de outros elementos. 
Dessa forma, o movimento teve seu ápice, segundo Burdek (2006), em 1851 quando Joseph 
Paxton recebeu a missão de projetar um pavilhão da Feira Mundial – também conhecida 
como Grande Exposição de 1851 – conhecido como Palácio de Cristal, sua arquitetura feita 
de metal de vidro apresentando linhas retas e angulosas permaneceu montada no mesmo 
lugar durante muitos anos e, depois foi desmontado e montado posteriormente em outro 
lugar de forma fixa. Essas grandes feiras apresentavam ano a ano novos materiais e novas 
formas de fazer o design. A imagem que abre o tópico 3.1 é do palácio de cristal. Outro 
símbolo do movimento arts and crafts é a Torre Eiffel localizada em Paris, ela começou a 
ser erigida em 1887 e foi finalizada em 1889. 
FIGURA 15 - TORRE EIFFEL
Fonte: https://www.shutterstock.com/pt/image-photo/eiffel-tower-progressive-construction-675595498
106MOVIMENTOS E ESTILOS DO DESIGNUNIDADE 4
Ao falar dessas grandes exposições de máxima relevância para a história do design 
não podemos deixar de falar de William Morris (1834-1896) e John Ruskin (1819-1900), 
que foram os principais pilares desses avanços. John era historiador da arte, filósofo e um 
grande interessado em descobrir um movimento que fosse contrário a revolução industrial, 
para que fosse possível restaurar os processos de produção predominantes antes da 
industrialização. Amaral (2005, p. 143) salienta:
[...] a opinião ruskiniana não se resumiu a exigir um desenho bem feito, queria 
um outro tipo de relacionamento no trabalho. Para Ruskin não é a função do 
desenho agregar qualidade ao produto, essa função é atribuída à maneira 
como o produto é produzido. [...] Por isso, a estética ruskiniana fala de uma 
visão do pensar com o fazer e foi assim que o movimento Arts and Crafts 
viabilizou a sua proposta de fábrica. 
Logo, John Ruskin era favorável ao trabalho artesanal e acreditava que ele poderia 
propiciar condições mais aceitáveis para a vida dos trabalhadores, restaurando a estética 
que entrou em decadência após a inserção das máquinas no processo de confecção dos 
produtos.
Willian Morris é outro contemporâneo e defensor do movimento arts and crafts. O 
designer também era poeta e teórico social e resgatou a valorização da tipografia clássica 
na impressão. Em 1851 ele fundou sua empresa para renovar as artes aplicadas e formou 
o movimento propriamente dito, validando-se como um reformador social e do estilo. A nova 
junção do projeto e produção dos produtos condizia a um movimento de renovação das 
artes e ofícios. Ele se voltava particularmente contra a estética das máquinas. (BURDEK, 
2006, p. 23). Diante disso, Amaral (2005) relata:
Morris não foi contra o uso da máquina, dizia que esta poderia, ao invés de 
acirrar a divisão do trabalho desqualificando e alienando o operário, auxiliar 
a emancipá-lo. Criticou o tipo de máquina que explora o trabalho humano, 
dizendo que o homem deve dominá-lo ao invés de ser dominando por ela. 
(AMARAL, 2005, p. 190).
 Os objetivos de Morris era resgatar o artesanato criativo, recuperando a unificação 
entre artesãos e os artistas-designers, valorizando os produtos vindos do trabalho manual. 
Com esses desejos, o designer garantiu a evolução do movimento e o espaço do designer 
dentro da sociedade, diferenciando-o dos demais trabalhadores da revolução industrial, 
elevando-o ao posto de designer-artista. Essas ações asseguraram o surgimento de outros 
movimentos no final do século XIX e, posteriormente, no século XX. 
107MOVIMENTOS E ESTILOS DO DESIGNUNIDADE 4
3.2 O Movimento Art Noveau
 O art noveau, também conhecido como arte nova, é um movimento que surge na 
última década do século XIX, com influência do movimento arts and crafts, esse movimento 
tinha o interesse em resgatar a vida simples que existia antes da revolução industrial, falando 
de temas como a natureza e resgatando elementos de uma vida campestre. Azevedo (2014) 
sobre o art nouveau explica:
O art noveau surge em 1893, da necessidade de exaltar a natureza e 
principalmente falar da vida bucólica que começava a desaparecer com a 
rápida industrialização da Europa. Seus desenhos imitavam folhas, troncos, 
caules, insetos, filamentos de flores e às vezes ressaltavam o próprio 
desenho, com vinhetas – desenho ornamental, qual tinham a intenção de 
circundar o desenho principal. (AZEVEDO, 2014, p. 22).
Dessa forma, o estilo art noveau faz referência a temas da natureza, e podem 
ser facilmente identificados pelos arabescos, folhagens e cores vivas e marcantes que 
contribuem para retratar sua temática. As ilustrações do estilo art nouveau ficaram conhecidas 
na época e o avanço do trabalho utilizado com outros tipos de materiais como vidro, o ferro 
que ornamentava a arquitetura em formato de arabescos. A Figura 16 apresenta um vitral 
do estilo art noveau: 
FIGURA 16 - VITRAL ART NOVEAU
 
Fonte: https://www.shutterstock.com/pt/image-photo/art-nouveau-window-prague-97598210Os vitrais do art noveau como apresenta a Figura 16, geralmente possuem esses 
temas florais e resgatam a natureza. No design de interiores, moda e produto, os motivos 
trabalham com a mesma harmonia. As Figuras 17 e 18 apresentam as fachadas de prédios 
com estilo noveau.
108MOVIMENTOS E ESTILOS DO DESIGNUNIDADE 4
FIGURA 17 - FACHADA ESTILO ART NOVEAU
Fonte: https://www.shutterstock.com/pt/image-photo/fragment-art-nouveau-architecture-style-riga-1368366026
FIGURA 18 - FACHADA ESTILO ART NOVEAU
Fonte: https://www.shutterstock.com/pt/image-photo/art-noveau-balcony-odessa-ukraine-94340464
Cardoso (2004) explica a importância do surgimento e popularização do movimento 
e de como ele contribui para as contradições que caracterizam a era moderna. Quando o 
autor fala em contradições ele se refere aos avanços da revolução industrial e a da produção 
seriada que caminha paralelamente aos princípios de uma vida mais amena e que valoriza 
a natureza e o bucolismo. Dessa forma, Cardoso (2004) presta grande colaboração para 
definirmos as principais características do movimento: 
• Motivos florais e femininos;
• Curvas assimétricas;
• Cores Vivas;
• Riqueza botânica de formas;
• Utilização de arabescos. 
109MOVIMENTOS E ESTILOS DO DESIGNUNIDADE 4
FIGURA 19 - ENTRADA DO METRÔ DE PARIS EM ESTILO NOVEAU
Fonte: https://www.shutterstock.com/pt/image-photo/paris-france-june-18-2018-close-1175559421
O movimento art nouveau ainda trouxe grandes referências para a indústria gráfica, 
influenciando o estilo que eram produzidos os livros e cartazes e, consequentemente 
consolidando-se como um estilo estético. O estilo art nouveau ainda se emancipou devido 
as suas características e anseios em resgatar as formas de produzir do passado, e tornou-
se ainda uma manifestação artísticas reconhecida internacionalmente, tendo como ponto 
máxima a exposição de 1900 em Paris. 
110
MOVIMENTOS DO DESIGN: 
ART DÉCO4
TÓPICO
MOVIMENTOS E ESTILOS DO DESIGNUNIDADE 4
O Art Déco teve seu início aproximadamente por volta de 1925 em Paris e, segundo 
teóricos como Fiell (2001) era um estilo mais decorativo internacional do que um movimento 
de design. Ainda a respeito do estilo, o mesmo autor menciona:
O Art Déco foi buscar suas referências estilísticas a um eclético leque de 
fontes, incluindo a civilização egípicia, arte tribal, Surrealismo, Futurismo, 
Construtivismo, Neo-Classicismo, Abstracionismo geométrico, Cultura 
popular e Movimento Moderno. (FIELL, 2001, p. 15).
Todas as obras tanto de arte quando de arquitetura do art déco são trabalhadas 
utilizando-se desses elementos que unem os estilos dos movimentos descritos acima, 
entretanto, o art déco também é facilmente reconhecimento pelas suas linhas e formas 
exatas com ângulos retos e evidentes. Nunes (2015) coopera na definição histórica dessa 
manifestação artística: 
Devido às muitas influências o Art Déco foi um novo estilo de design requintado 
e elegante, popularizado pela forma de estilizar os contornos, geometrizando 
superficialmente as imagens representadas em objetos de decoração de 
interiores como tapetes, vasos, luminárias, vitrais e até mesmo o mobiliário. 
Essa estilização de imagens e a utilização dos traços geométricos também 
foram introduzidas nas artes gráficas, no design de joias, na propaganda, 
estamparias, arranjos florais e na moda, relação que abordaremos mais à 
frente. (NUNES, 2015, p. 17).
O espírito do art déco é classificado como totalmente modernista, e durante o 
período em que esteve dominante, era comum ver, construções, mobílias, louças e demais 
111MOVIMENTOS E ESTILOS DO DESIGNUNIDADE 4
artefatos sendo representados em formato de navios, serpentes etc. Na pintura, não se 
encontra quadros que tiveram influência deste movimento ornamental, entretanto, em 
cartazes o estilo predominou nas formas de divulgação.
FIGURA 20 - CARTAZES DO ESTILO DÉCO
Fonte: https://www.shutterstock.com/pt/image-vector/art-deco-aesthetics-retro-futurism-posters-1175675818
Os cartazes do estilo art déco, como apresenta a Figura 20, possuíam grande 
influência do movimento cubista trabalhando linhas e formas, apresentando um estilo mais 
construtivo e com sobreposição de planos. Na arquitetura temos famosas construções que 
exemplificam bem o estilo déco como o Cristo Redentor no Rio de Janeiro e o Edifício 
Chrysler Building em Nova York.
FIGURA 21 - EDIFÍCIO CHRYSLER BUILDING
Fonte: https://www.shutterstock.com/pt/image-photo/new-york-march-6-chrysler-building-79845742
112MOVIMENTOS E ESTILOS DO DESIGNUNIDADE 4
FIGURA 22 - CRISTO REDENTOR
Fonte: https://www.shutterstock.com/pt/image-photo/rio-de-janeiro-brazil-april-20-2003230256
O Cristo Redentor, localizado no Brasil, na cidade do Rio de Janeiro e o edifício 
Chrysler Building localizado nos Estados Unidos, na Cidade de Nova York são exemplos 
de arquitetura do estilo art déco, contendo linhas retas e angulosas com sobreposições 
curvilíneas que juntas compõe um todo harmônico. 
Até agora nossos estudos exploraram as vertentes dos movimentos que permitiram 
que o design pudesse perpetuar nas mais diversas áreas. Outros movimentos e escolas 
vieram posteriormente e contribuíram para a evolução dos designers e de suas respectivas 
manifestações através da arte, arquitetura, mobiliário, moda entre outras. É importante 
ressaltar como o design é essencial para o processo criativo quando bem fundamentado 
e explorado pode trazer manifestações ricas da cultura, dos costumes e da expressão de 
povos e nações.
113
O Art Déco se desenvolveu em uma época onde o lazer, a velocidade, as viagens, o luxo, as 
festas e o jazz auxiliavam as pessoas a esquecer os traumas da Primeira Guerra Mundial, divertirem-se e 
olhar esperançosamente para o futuro. O estilo foi amplamente aplicado na arquitetura e na configuração e 
promoção de produtos como fonógrafos, aparelhos de rádio, automóveis, transatlânticos, aviões, cosméticos 
e filmes de Hollywood 
Fonte: Pisseti e Souza (2011) apud Dempsey (2003).
Para esclarecer mais a diferença entre vintage e retrô, vamos supor que você seja convidado para 
uma festa cuja temática é anos 80 e precisa de um vestido para ir ao evento. Se sua mãe possuir um vestido 
da época de juventude dela e te emprestar, você estará com um visual vintage. Caso você pegue um modelo 
da internet e pedir a uma costureira para fazer um modelo semelhante, o seu visual será retrô. 
Fonte: O autor (2021).
REFLITA
SAIBA
MAIS
As primeiras feiras mundiais, entre elas a de 1873 em Viena, a de 1876 na Filadélfia ou a de 1889 
em Paris, com a Torre Eiffel produzida por Gustave Eiffel, eram enormes coleções de produtos e, em última 
instância, uma feira de amostras do design, onde o estágio de desenvolvimento da época era exposto. 
Fonte: BURDEK (2006).
SAIBA
MAIS
MOVIMENTOS E ESTILOS DO DESIGNUNIDADE 4
114
Chegamos ao final da nossa quarta e última unidade! E aí, o que você achou da 
nossa trilha de aprendizagem até aqui? Enquanto escrevo nossas considerações finais fico 
pensando nas possibilidades que você terá para continuar seus estudos e descobrir tantos 
outros estilos e movimentos do design. 
Ao olhar para nossos tópicos da unidade, percebemos o quanto os estilos e 
movimentos do design que estudamos, estão presentes nas criações e nos projetos dos 
produtos da atualidade. Isso nos permite compreender que o nascimento e desenvolvimentos 
desses estilos e movimentos perpetuam o tempo, fornecendo um grande repertório para 
que a história seja contada na contemporaneidade. 
Com isso, podemos dizer que é essencial que um designer conheça a história 
daquilo com que ele trabalha, para poder estabelecer novas narrativas a partir dos produtos 
que irá criar e, consequentemente, consiga despertar o interesse de seus consumidores. No 
final, os designers se tornam contadores de histórias através de seus projetos e produtos. 
E o que tudo isso quer dizer é que seus estudos não param por aqui! Nossa apostila 
servepara te dar a base para conhecer sobre os fundamentos do design e ir em busca de 
mais estudos. Bons profissionais são para sempre estudantes, estão constantemente se 
aperfeiçoando e indo em busca de inovação! Portanto, aproveite tudo que aprendeu aqui e 
procure por mais conhecimento, amplie seu repertório cultural e criativo e isso irá impactar 
na criação de seus produtos, ok?
Nos vemos em uma outra oportunidade!
CONSIDERAÇÕES FINAIS
MOVIMENTOS E ESTILOS DO DESIGNUNIDADE 4
115
LEITURA COMPLEMENTAR 
Artigo: Linguagem Visual: design e estilo
Autor: Paula Piva Linke, Gabriel Coutinho Calvi, Natani Aparecida do Bem
Resenha: Ao reconhecermos a moda enquanto um fenômeno de comunicação, 
devemos levar em consideração que ele pode também construir identidades visuais. O 
artigo objetiva apresentar a moda como linguagem, assim como a construção do estilo e 
o seu simbolismo, explorando especificamente os estilos retrô, vintage e minimalista. Para 
isso, utilizou-se como metodologia a pesquisa bibliográfica, com o intuito de compreender 
a moda enquanto linguagem visual atrelada aos diversos estilos.
Fonte: LINKE, P. P. CALVI, G. C. BEM, N. A. Linguagem Visual: Design e estilo. Revista Projética, 
v. 11, n. 1supl, 2020.
Link de acesso: https://www.uel.br/revistas/uel/index.php/projetica/article/
view/34731
MOVIMENTOS E ESTILOS DO DESIGNUNIDADE 4
116
MATERIAL COMPLEMENTAR
FILME/VÍDEO
• Título: Art Nouveau - História da Arte e da Arquitetura
• Ano: 2013
• Sinopse: O vídeo apresenta de forma dinâmica o contexto do 
movimento Art Nouveau e os principais elementos que caracterizam 
esse movimento. 
• Link do vídeo: https://www.youtube.com/
watch?v=pKMGHA9akM8
LIVRO
• Título: A História da Arte
• Autor: E. H. Gombrich.
• Editora: LTC.
• Sinopse: O livro A história da arte, conduz você ao conhecimento 
da formação da arte e sua transformação em objeto de expressão 
e comunicação humana. Com esse livro, você conhecerá 
todos os períodos da arte criando um repertório cultural para o 
desenvolvimento criativo.
MOVIMENTOS E ESTILOS DO DESIGNUNIDADE 4
117
CONCLUSÃO GERAL
O processo de aprendizagem nunca se encerra! Estamos em constante construção! 
Chegamos ao final do nosso material de fundamentos do design. Espero que você tenha 
aprendido os principais conceitos debatidos aqui sobre esse universo encantador de criação 
e desenvolvimento de produtos de moda, interiores e produtos, que possuem apelo estético 
e funcional com o propósito de estabelecer vínculos entre usuários e produtos.
Lembre-se que enquanto futuro designer, você terá como missão utilizar o design 
emocional visto na primeira unidade e dos elementos e princípios do design estudados na 
segunda e terceira unidade, respectivamente, para projetar produtos com apelo visual, que 
tenha conforto ergonômico e provoque sentido na vida daqueles que o consumirem. Dessa 
forma, entendemos que para um designer adquirir essa sensibilidade na hora de projetar é 
preciso desenvolver um repertório cultural através de pesquisas e na busca constante de 
referências que contribuirão em seu processo criativo.
Verificamos na quarta unidade que os estilos do design, bem como os movimentos 
do design, também se constituem de elementos que provocam um reconhecimento visual, 
por meio da utilização das matérias-primas como tecidos, metais, aviamentos, cores, 
estampas, bordados e pedrarias. Dessa forma, compreendemos novamente a relevância 
de pesquisar e planejar cada uma das etapas desse processo, já que a partir dessas 
matérias-primas o designer contará a história do produto.
Desejo a você caro(a) aluno(a) sucesso em sua jornada de conhecimento! Não pare 
de se atualizar! Os profissionais de destaque estão em constante processo de construção!
 
Sucesso!
118
REFERÊNCIAS
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TREPTOW, D. Inventando moda: Planejamento de Coleção. 5. ed. São Paulo: Doris Elisa 
Treptow, 2013. 
ENDEREÇO MEGAPOLO SEDE
 Praça Brasil , 250 - Centro
 CEP 87702 - 320
 Paranavaí - PR - Brasil 
TELEFONE (44) 3045 - 9898estética entre outros 
atributos. 
E, com base nisso, no primeiro tópico da nossa unidade vamos voltar até o início 
das civilizações para compreender como os homens dos períodos paleolítico e neolítico 
fizeram para dominar e sobreviver ao ambiente que se estabeleceram. Nosso primeiro 
tópico apresenta, ainda, como a revolução industrial impactou no desenvolvimento e status 
do design. 
No segundo tópico, avançamos nas discussões para compreender o que é, de fato, 
o design, fazendo a distinção entre o profissional e a profissão, além de estudar as funções 
que o design desempenha sobre nosso ambiente e escolhas. O que nos leva ao assunto 
do tópico três que apresenta as áreas do design e o papel do designer em cada uma delas. 
No quarto e último tópico vamos aprofundar em nossa introdução para o universo do 
design emocional, apresentando como o estilo e a atratividade são importantes na criação e 
desenvolvimento dos produtos, como também, entender o universo do usuário/consumidor 
para atrair sua atenção e despertar boas emoções que o leve a realizar boas experiências. 
Está preparado?! Então vem comigo!
Bons estudos!
INTRODUÇÃO AO DESIGNUNIDADE 1
9
Para entendermos como o design foi criado ao longo das décadas é necessário 
entender o contexto histórico da época que envolve os cenários político, cultural e econômico. 
Para toda pesquisa, seja ela em design ou não, compreender a situação de uma época nos 
permite adentrar na história daquilo que pesquisamos. Sendo assim, iremos voltar ao início 
da formação das civilizações para estudarmos a evolução do design. 
Dois períodos se destacam no início das civilizações – paleolítico e neolítico. Isso 
porque o homem desses períodos demonstrou uma grande capacidade de dominar seu 
meio de subsistência ao criar recursos para caçar, pescar, plantar ou expressar sua história 
e aprendizado. Nestas ações, temos rastros de um processo de design que se desenvolveu 
para melhorar a vida dos indivíduos. 
O homem do período paleolítico superior (30.000 a.C) fazia pinturas nas paredes 
das cavernas, como maneira de se comunicar. A partir dessa atividade, temos uma forma 
rudimentar do conceito de design já que este homem, antes de começar a marcar sua 
experiência nas paredes das cavernas, era um andarilho que vagava de um local para o 
outro, consumindo todos os recursos dos locais que encontrava. 
Assim, nas pinturas realizadas em cavernas há representações por motivos 
naturalistas e esquemáticos. O primeiro inclui animais, como grandes herbívoros: cavalos, 
bisões e mamutes. O segundo motivo consiste em símbolos” (GOWING et al. 2008, p. 06). 
A Figura 1 apresenta um exemplo desse período.
ASPECTOS HISTÓRICOS DO 
DESIGN 1
TÓPICO
INTRODUÇÃO AO DESIGNUNIDADE 1
10
FIGURA 1 - PINTURA NAS PAREDES DAS CAVERNAS 
Fonte: Shutterstock
 O período neolítico (10.000 a.C) é conhecido como idade da pedra, já que neste 
momento o homem desenvolveu a técnica de produzir suas ferramentas para caça e pesca 
através do atrito de pedra (GOWING et al. 2008). Dessa forma, ele já não precisa vagar 
de um local para o outro, agora com o desenvolvimento das ferramentas já pode criar seu 
espaço de moradia. A Figura 2 apresenta um machado de mão dessa época.
FIGURA 2 - MACHADO DE MÃO PERÍODO NEOLÍTICO
Fonte: Shutterstock
Você pode estar se perguntando: mas o que o isso tem a ver com o design? A 
resposta é: Tudo! Considerando que o design surge para melhorar/agregar a vida das 
pessoas trazendo um apelo formal-estético, temos nesses dois períodos um esforço do 
INTRODUÇÃO AO DESIGNUNIDADE 1
11
homem de produzir ferramentas para facilitar sua vida (LOBACH, 2001). Dessa forma, ao 
analisar, por exemplo, o machado de mão da Figura 2, percebemos que suas linhas e suas 
formas pontiagudas lembram as facas e instrumentos que utilizamos hoje. 
O design também tem em si a missão de comunicar uma mensagem carregada de 
significações. Nesse processo evolutivo foram várias as descobertas e criação de peças 
e materiais para facilitar a vida do homem (CARDOSO, 2004). Antes de chegarmos ao 
período em que a história do design começa a acontecer de fato, precisamos falar do 
trabalho de um dos maiores cientistas/artistas da história e que apresentou noções de 
design mesmo antes dessa terminologia existir, trata-se de Leonardo Da Vinci, e todo seu 
potencial criativo. 
Leonardo Da Vinci (1452-1519) era cientista, pintor, escultor entre outros atributos, 
ele desenvolveu uma série de pesquisas que colaboraram para o progresso das ciências e 
das artes. Uma de suas pesquisas mais interessantes é a máquina de voar, e o processo o 
seu processo de criação, Da Vinci passou um longo tempo observando o comportamento 
das aves e toda a sua estrutura anatômica com o desejo de desenvolver um aparelho que 
fosse capaz de voar, veja o resultado do processo:
FIGURA 3 - MÁQUINA DE VOAR – LEONARDO DA VINCI
 
Fonte: Pixabay (2023)
Toda a engenhosidade de Da Vinci e a curiosidade consagraram seu nome e suas 
invenções, sendo reconhecidas até os dias de hoje. O mais importante das descobertas 
do cientista é perceber que, mesmo sem o conceito de design ainda existir, ele o explora 
INTRODUÇÃO AO DESIGNUNIDADE 1
12
por meio de análises do mundo à sua volta e identifica as necessidades de criar algo que 
proporcione comodidade para a vida das pessoas.
1. 1 A Revolução Industrial
O trabalho até no final do século XVIII e a primeira metade do século XIX era 
predominantemente manual, todo o processo de confecção dos materiais nas indústrias ou 
no campo dependia unicamente da mão de obra humana. A revolução industrial em 1845 
surge e, com ela, a criação da máquina a vapor e da automatização das empresas – a partir 
daí homem e máquina integram o mesmo processo. Cardoso (2004) orienta que a expressão 
revolução industrial está ligada a todas as mudanças que ocorram na época, sendo uma 
das primeiras mudanças analisadas nesse período a criação das máquinas de tecelagem e 
fiação. Essas mudanças proporcionaram a evolução do comércio e, consequentemente, do 
capitalismo. Cardoso (2004, p. 18) explica as mudanças desse período:
[...] Essas mudanças acabaram ficando conhecidas como revolução industrial, 
justamente como forma de chamar atenção para o impacto tremendo que 
exerceram sobre a sociedade [...] O termo se refere essencialmente à criação 
de um sistema de fabricação que produz em quantidades tão grandes e a um 
custo que vai diminuindo tão rapidamente que passa a não depender mais da 
demanda existente mas gera o seu próprio mercado. 
Neste período surge também a máquina de costura e grandes avanços. Entre as 
invenções mais importantes dessa fase estão:
• Criação do telefone;
• O motor a diesel;
• O barco a vapor;
• Criação da rádio.
O advento da Revolução Industrial garantiu a evolução da economia, entretanto, 
para a classe operária não houve grandes benefícios, pois com a revolução vieram jornadas 
de trabalho exaustivas que muitas vezes excedia 16 horas e com baixo salário, sendo 
exploradas pelos grandes empresários da indústria.
Discutimos até agora sobre o contexto em que se situa o nascimento do design 
propriamente dito ou a consciência de que as formas de expressão analisadas poderiam 
apresentar um método capaz de desenvolver produtos e materiais sob uma nova visão. Para 
entendermos como surge a ideia de design, precisamos citar a revolução industrial, pois 
INTRODUÇÃO AO DESIGNUNIDADE 1
13
foi nesse período que as mudanças sociais desencadearam no surgimento do profissional 
como designer. Logo, temos aqui o aparecimento da classe média, que antes possuía 
produtos exclusivos originados do trabalho manual, garantindo a singularidade, a ascensão 
e o status.
Com a produção em série, os produtos tornam-se mais acessíveis e, 
consequentemente, todas as pessoas poderiam adquiri-los – neste momento, a 
preocupação com a aparência e com a manutenção do posicionamento social geraramuma 
transformação na formação dos significados e valores dos objetos ligados ao termo riqueza, 
assim, a preocupação da classe média está voltado para a manutenção desse padrão, ou 
de como atingi-lo. Nesse instante, surge o designer e o seu papel em transformar as coisas 
estéticamente, garantindo a funcionalidade e o posicionamento social. 
Nesse contexto, os produtos que eram criados através do trabalho artesanal 
antes da revolução industrial são, inicialmente, desvalorizados pela produção seriada e, 
posteriormente após a massificação e acesso aos mesmos, o trabalho artesanal passa a 
ser consumido pelos mais ricos como símbolo de exclusividade e como distinção social. Na 
Unidade IV veremos cada uma desses movimentos e suas características.
INTRODUÇÃO AO DESIGNUNIDADE 1
14
Todos os dias ao acordar, levantamos da cama, vestimos nossas roupas e calçamos 
nossos sapatos e, desde o primeiro momento, o design se faz atuante e presente em 
nossas vidas. A simples realização de nossas necessidades fisiológicas e básicas como 
ir ao banheiro, alimentação e locomoção até o trabalho, para todas essas ações existe 
um produto que nasceu do esforço humano em tornar nossa vida confortável e prática. 
O design no século XXI está em toda parte e, em inúmeros casos, se torna banalizado 
por quem não compreende o seu real significado e deseja agregar valor ao produto que 
é ofertado ou adquirido, perdendo de vista a ideia de como acontece o seu processo de 
concepção (NORMAN, 2006). 
O design dominou todas as áreas do desenvolvimento de produtos, e está ligado 
diretamente à palavra criatividade, pois para ser concebido carece de esforço mental e 
de habilidades técnicas que possibilitarão que um produto, da arte ou da necessidade 
humana, seja gestado. Logo, podemos entender que o design não está ligado somente ao 
serviço de conveniência dos indivíduos, ele também contempla a dimensão artística e como 
ela presta contributo para que o profissional apresente sua expressão. Diante de nossas 
indagações iniciais, é relevante compreendermos o real significado da palavra design e 
suas ocorrências, assim, somos apoiados na definição de Cardoso (2004) que diz que o 
termo design vem o latim e significa designare: 
O QUE É DESIGN?2
TÓPICO
INTRODUÇÃO AO DESIGNUNIDADE 1
15
A origem imediata da palavra está na língua inglesa, na qual o substantivo 
design se refere à ideia de plano, desígnio, intenção, quanto à de configuração, 
arranjo, estrutura (e não apenas de objeto de fabricação humana, pois 
é perfeitamente aceitável, em inglês, falar design do universo ou de uma 
molécula). A origem mais remota da palavra está no latim designare, verbo 
que abrange os sentidos, o designar e o de desenhar. (CARDOSO, 2004, p. 
14)
Com essa descrição podemos, em um primeiro momento, afirmar que o design 
não está ligado a palavra desenho como muitos de nós imaginamos, até porque o termo 
inglês para desenho é drawing, dessa forma, o design está diretamente conectado a uma 
intenção, a um desejo de elaborar e estruturar objetos e elementos que compõem o cenário 
da vida humana. O conceito de design para Azevedo (2014) é semelhante ao de Cardoso 
(2004), confirmando que o intento do design é projetar e compor visualmente ou colocar em 
prática um plano que visa um anseio maior. 
A Sociedade Industrial de Designers da América – Industrial Designer Society of 
America – (IDSA, 2015) aponta que em toda atividade em que o design está presente são 
exploradas a criação e o desenvolvimento de conceitos que aperfeiçoam a função, o valor e 
aparência dos produtos e sistemas sempre visando o bem-estar das pessoas que o recebem e, 
também, das que a fabricam. O design para Burdek (2006) é comunicação e, portanto, espera 
ser lido e compreendido. Assim, o design assume várias facetas proporcionando o progresso 
no mundo material e artístico das pessoas, transportando uma mensagem funcional, como 
no caso dos produtos utilizados para o serviço e bem-estar do homem, e uma mensagem 
simbólica dotada de valor, como no caso do design explorado em favor da arte. 
A definição de design não pode ser desvencilhada do termo designer, essas duas 
andam juntas e uma está em função da outra. Entretanto, por diversas vezes, são usadas 
de forma equivocada, alterando-se o sentido real na hora de nomear o profissional e a 
profissão. Dessa forma, o termo design está ligado à profissão. Já o termo designer é para 
denominar o profissional que estuda e trabalha com o design. Ou seja, o criador e executor. 
Se o design para Burdek (2006) está ligado aos meios da vida social e individual, 
é crucial identificar quais são as características que colaboram para que seja criado um 
INTRODUÇÃO AO DESIGNUNIDADE 1
16
bom design. Dessa forma, podemos nos apropriar do que Burdek (2006, p. 15) diz quando 
menciona quais são os elementos do bom design:
1º O bom design não se limita apenas às técnicas. É imprescindível que ele 
expresse as particularidades de cada produto por meio de uma configuração 
singular. 
2º Ele deve apontar de forma visível a função do produto, para que seja 
possível uma leitura clara pelo usuário.
3º O bom design deve tornar transparente o estado mais atual do 
desenvolvimento da técnica. 
4º O bom design não se limita apenas ao produto, mas está engajado em 
responder os questionamentos do ambiente, da economia, da ergonomia e 
da reutilização. 
5º O bom design estabelece uma boa relação entre o homem e o objeto, 
tendo isso como premissa para aplicar suas teorias na execução do trabalho 
e da percepção. 
A capacidade que o design tem de se apresentar de diversas formas o torna 
multifacetado, configurando-se como essencial para áreas como o vestuário, a educação, as 
artes, a arquitetura, interiores, produtos, saúde entre outras. Como discutimos anteriormente, 
o design está em todos os lugares, atendendo necessidades ou cooperando para que uma 
mensagem seja transmitida de forma eficiente. Burdek (2006) orienta que o design possui 
quatro funções: social, funcional, significativa e objetiva. A função social presta serviço 
na dimensão singular e plural da vida em sociedade, acreditando que todos os elementos 
que o design constitui aprimoram a vida em comunidade. Pazmino (2007) sustenta essa 
realidade falando sobre o design social:
O design para a sociedade, consiste em desenvolver produtos que atendam 
às necessidades reais específicas de cidadãos menos favorecidos, social, 
cultural e economicamente; assim como, algumas populações como pessoas 
de baixa-renda ou com necessidades especiais devido à idade, saúde ou 
inaptidão. O design social implica atuar em áreas onde não há atuação 
do designer, e nem interesse da indústria com soluções que resultem em 
melhoria da qualidade de vida, renda e inclusão social. Conduzir para uma 
produção solidária é uma responsabilidade moral do design. (PAZMINO, 
2007, p. 03).
O processo de solução das atividades humanas do design social nos inspira para 
o discernimento do design de forma global, esclarecendo como ele se firma dentro dessa 
esfera. Na segunda função sobre o design está a funcionalidade, que é incorporado pelo 
design em todas as suas vertentes e está a serviço de sanar as necessidades, apresentando-
se como efetivo e passível de ser executado ou de ser utilizado de uma maneira que otimize 
a vida das pessoas que dele fazem uso. Ono (2004) vai dizer:
INTRODUÇÃO AO DESIGNUNIDADE 1
17
O design tem como função básica tornar os produtos comunicáveis, em 
relação às funções simbólicas, de uso e técnicas dos mesmos. Deste modo, a 
prática profissional dos designers é decisiva no desenvolvimento de suportes 
materiais, relações simbólicas e práticas dos indivíduos nas sociedades. 
Entretanto, o design em si não garante uma boa ou má adequação das 
funções de um objeto, pois a percepção e avaliação do mesmo pelos usuários 
podem variar, mesmo quando desenvolvidos especificamente para estes. 
(ONO, 2004,p. 60-61).
Na função significativa o design é apresentado como dotado de valores, possuindo 
uma mensagem a ser transmitida. Nesse aspecto Ono (2004, p. 61) contribui:
[...] E, considerando-se que todo objeto é um signo cultural e faz parte de 
um contexto, pode-se compreender a natureza paradoxal da atuação do 
designer: Por um lado, ele cria signos, e, por outro, reproduz signos de uma 
sociedade, dentro de um determinado contexto. Assim, mesmo levando-se 
em conta todos os aspectos racionais de um objeto (econômicos e técnicos, 
por exemplo), restam sempre aspectos subjetivos, que ultrapassam a sua 
objetividade funcional. 
A parte significativa do design apresenta o produto não apenas a partir de suas 
usabilidades, mas também do contexto que foi pensado para que a criação o concretize. 
Ou seja, quando falamos de contexto, nos referimos a cultura em que o design é criado e, 
consequentemente, a cultura do designer que o pensa e desenvolve. Portanto, ao pensar 
no produto, o designer deve ter em mente para quem ele está criando, quais os costumes 
e tradições que essas pessoas possuem, e porque elas irão adquirir esse produto. 
Neste sentido, os signos a que Ono (2004) se refere estão ligados às características 
comportamentais da sociedade e compreende o âmbito social, psicológico e econômico. 
A quarta, e última função é a objetiva. A objetividade e a funcionalidade caminham 
unidas, já que a primeira está voltada para aquilo que o objeto representa sem necessidade 
de interpretações. Logo, a objetividade apresenta o objeto sem maiores mensagens, em 
que o seu papel é cumprir sua funcionalidade de maneira objetiva, sem exigir muito esforço 
mental e criativo para produzi-lo ou manuseá-lo. 
Dessa forma, as funções do design, juntamente com o seu papel, prestam grande 
contribuição para compreendermos os papéis que designers e profissionais que se utilizam 
da metodologia do design precisam para desenvolver seu processo de criação. 
INTRODUÇÃO AO DESIGNUNIDADE 1
18
O design pode ser explorado pelas mais diversas áreas que se engajam em trazer 
inovação, conforto e bem-estar. Lobach (2001, p. 141) explicita que “todo processo de 
design é um tanto processo criativo como um processo de solução de problemas”. Isso 
quer dizer que um dos papéis do design é solucionar problemas por meio de um processo 
criativo, inteligente, organizado e que visa agregar valor e estética ao produto. 
Cada área do design tem como propósito desenvolver produtos que buscam algum 
tipo de inovação. Vamos procurar entender quais são as áreas de atuação do design e qual 
o papel do designer em cada uma delas. Os Referenciais Curriculares Nacionais para a 
Educação (RCNE) do Ministério da Educação (MEC) faz uma caracterização profissional 
do design: 
Compreende o desenvolvimento de projetos de produtos, de serviços, 
de ambientes internos e externos, de maneira criativa e inovadora, 
otimizando os aspectos estético, formal e funcional, adequando-os aos 
conceitos de informação e comunicação vigentes, e ajustando-os aos 
apelos mercadológicos e às necessidades do usuário. O desenvolvimento 
de projetos implica na criação (pesquisa de linguagem, estilos, ergonomia, 
materiais, processos e meios de representação visual); no planejamento 
(identificação da viabilidade técnica, econômica e funcional, com definição 
de especificidades e características) e na execução (confecção de desenhos, 
leiautes, maquetes e protótipos, embalagens, gestão da produção e 
implantação do projeto). (RCNE, 2000, p. 118).
Compreende-se que o profissional da área de design explora a criação, planejamento 
e desenvolvimento de produtos e serviços com foco no aspecto funcional, formal, estético 
ÁREAS DO DESIGN E O 
PAPEL DO DESIGNER3
TÓPICO
INTRODUÇÃO AO DESIGNUNIDADE 1
19
e considerando os benefícios que esse processo pode proporcionar como ergonomia e 
funcionalidade. Assim, conseguimos analisar o papel do designer em cada uma das áreas 
de atuação conforme o Quadro 1:
QUADRO 1 – PERFIL PROFISSIONAL DO DESIGNER E SUAS ÁREAS
Área Perfil Profissional Campo de atuação
DESIGN DE 
INTERIORES
Cria e desenvolve projetos de espaços internos, 
considerando fatores estéticos, simbólicos, ergonômicos, 
socioculturais e produtivos. Realiza pesquisa de 
tendências. Planeja, desenvolve e gerencia projetos de 
interiores com o uso de materiais e recursos sustentáveis. 
Desenha, representa e expressa o projeto de interiores 
graficamente de forma bi e tridimensional. Elabora 
maquetes e modelos volumétricos com uso de técnicas 
diferenciadas de expressão gráfica. Avalia e emite parecer 
técnico em sua área de formação.
- Construtoras. 
- Empresas de decoração. 
- Escritórios de Design e 
Arquitetura. 
- Indústrias de mobiliário. 
- Lojas. 
- Instituições de Ensino, 
mediante formação requerida 
pela legislação vigente.
DESIGN DE 
MODA
Cria e desenvolve produtos para a indústria da moda. 
Analisa e aplica fatores estéticos, simbólicos, ergonômicos, 
socioculturais e produtivos. Realiza pesquisa de moda. 
Planeja, gerencia e articula coleções de moda com 
processos de fabricação, matérias-primas e viabilidade 
técnica e sustentável. Elabora protótipos, modelos, 
croquis, fichas técnicas e portfólios com uso de técnicas 
diferenciadas de expressão gráfica. Avalia e emite parecer 
técnico em sua área de formação.
- Ateliês e Confecções. 
- Bureaus de Pesquisa e 
Criação em Moda. 
- Escritórios de Design. 
Indústrias de Moda. 
- Instituições de Ensino, 
mediante formação requerida 
pela legislação vigente.
DESIGN DE 
PRODUTO
Projeta produtos industriais como móveis, eletrodomésticos, 
eletroeletrônicos, objetos pessoais e equipamentos de 
saúde, de segurança e de transporte. Produz criações 
integradas aos sistemas de fabricação, produção e 
viabilidade técnica com o uso de materiais adequados. 
Desenha, representa e expressa o projeto de produto de 
forma bi e tridimensional. Elabora modelos volumétricos, 
reduzidos e protótipos com uso de técnicas diferenciadas 
de expressão gráfica. Especifica equipamentos para 
projeto de produtos. Avalia e emite parecer técnico em sua 
área de formação.
- Escritórios de Design. 
- Estúdios de Design. 
- Laboratórios de Design.
- Oficinas de Modelos e 
Protótipos. Setores de 
Design em Indústrias.
- Instituições de Ensino, 
mediante formação requerida 
pela legislação vigente.
DESIGN 
GRÁFICO
Projeta a programação visual em meios físico e 
digital. Desenvolve linguagens visuais. Supervisiona a 
funcionalidade e usabilidade dos projetos adaptados aos 
diversos tipos de processos e produção gráfica. Produz 
criações integradas aos sistemas de comunicação e da 
arte. Elabora portfólios, com uso de técnicas diferenciadas 
de expressão gráfica. Avalia e emite parecer técnico em 
sua área de formação.
- Agências de Comunicação.
-Departamentos de 
Marketing. 
- Empresas de Publicidade. 
- Escritórios de Design.
- Estúdios de Design. 
- Gráficas e Bureaus de 
Impressão. Instituições de 
Ensino, mediante formação 
requerida pela legislação 
vigente.
Fonte: Brasil (2016, p. 102-105)
INTRODUÇÃO AO DESIGNUNIDADE 1
20
A partir desse desenho da área profissional do designer, o catálogo nacional de 
cursos superiores em tecnologia do MEC posiciona a área do design no eixo de produção 
cultural e design que contempla “criação, desenvolvimento, produção, edição, difusão, 
conservação e gerenciamento de bens culturais e materiais, ideias e entretenimento 
aplicadas em multimeios, objetos artísticos, rádio, televisão, cinema, teatro, ateliês, editoras, 
vídeo, fotografia, publicidade e projetos de produtos industriais” (BRASIL, 2016, p. 98). 
Isso nos permite compreender que as possibilidades de atuação são múltiplas mantendo 
sempre o foco na criação, projeto, planejamento e desenvolvimento de produtos e serviços. 
 
INTRODUÇÃO AO DESIGNUNIDADE 1
21
Toda experiência de compra é pautada por estimulações internas ou externas do 
ser humano que tendem a comprar de formaracional ou impulsiva. Bauman (2008) indica 
que, na dualidade sujeito-objeto prevalece a soberania do consumidor que passa por esse 
processo de ressignificação para representar uma posição de sujeito que consome e domina 
os objetos que consome. 
Nessa relação se edifica um universo pautado pelas emoções e pela racionalidade 
que vão determinar nossas relações com os artefatos que compramos por diversos 
motivos. Você pode estar se perguntando neste momento: Qual a relação entre o design 
emocional e o consumo de produtos? A resposta para essa pergunta é que vai nortear 
nosso tópico, pois é neste entendimento que vamos nos debruçar para compreender a 
relação entre sujeito-design-emoções-consumo, que o design emocional se estabelece 
e procura oferecer produtos que atraiam os consumidores/usuários. Cabe ressaltar que 
quando citarmos consumidores, vamos utilizar sinônimos como usuários e clientes. 
Para entender todo esse processo vamos estruturar nosso tópico em duas 
partes; a primeira fala sobre o estilo dos produtos e sua configuração estético-formal, cujo 
entenderemos como o processo de criação impacta no desenvolvimento de produtos que 
realmente despertem desejo nos consumidores; a segunda tem como propósito definir o 
que é design emocional e como trabalhar nos níveis formulados por Donald Norman (2006). 
O DESIGN 
EMOCIONAL4
TÓPICO
INTRODUÇÃO AO DESIGNUNIDADE 1
22
4. 1 Estilo, atratividade e configuração estético-formal dos produtos
Você provavelmente já utilizou do seu tempo de lazer ou hora vaga para passear 
em um shopping e foi atraído por algum objeto em uma vitrina que “tinha a sua cara”. Ou 
então, já foi fazer compras com um amigo ou familiar e a pessoa olhou para uma peça e 
disse “esse produto tem a sua cara”. Essas expressões retratam bem a ideia da importância 
que o estilo tem para o desenvolvimento de novos produtos. 
Quando você acha que um produto tem “a sua cara” ou a “cara de alguém” que 
você conhece, significa que essa pessoa tem um gosto pela forma e estética daqueles 
produtos. É através desse feedback dos consumidores/usuários que marcas e empresas 
se pautam para projetar o estilo e a forma de novos produtos. 
O estilo é uma forma de agregar valor ao produto, já que ele trabalha com linhas, 
formas, cores, texturas e demais elementos que garantem um senso estético ao produto 
ligada a aparência. Neste sentido, Gomes Filho (2006, p. 99) relata:
O estilo pode ser definido como uma qualidade intrínseca do produto e, 
preferencialmente, deve conter algo a mais que concorra para provocar 
uma atração agradável e admiração imediata, chamando atenção para 
sua aparência. Pode agregar uma série de valores ao produto, inclusive, 
dependendo de sua natureza, valores de ordem sensível e emocional que 
toquem o usuário.
Se o estilo deve apresentar algo a mais a fim de despertar o interesse dos usuários, 
o processo de criação do designer deve considerar alguns elementos que circundam o 
universo do usuário e que integram a relação entre design-produto-usuário. Neste sentido, o 
de design fica de responsabilidade do designer projetar considerando o universo do usuário, 
o contexto na qual ele está inserido que compreende sua bagagem cultural, os fatores 
comerciais, socioculturais e perceptivos que farão parte da mensagem que irá constituir os 
produtos. Vamos conhecer mais sobre cada um deles.
A bagagem cultural está vinculada ao sistema de crenças, hábitos e comportamentos 
que os usuários carregam consigo. A cultura define nosso gosto por determinados objetos e, 
também, nosso comportamento (BAUMAN, 2008). Ao projetar o designer deve considerar 
onde os usuários se encontram e quais são seus hábitos culturais. Além disso, no projeto 
também estão expressos a bagagem cultural do designer e sua visão de mundo. 
O estilo do produto deveria ser uma atividade integrada, trabalhando junto 
com as áreas técnicas, em todas as fases do projeto. As decisões sobre o 
estilo precisam ser tomadas em todas as fases, desde o planejamento do 
produto até a engenharia de produção (BAXTER, 1998, p. 45).
INTRODUÇÃO AO DESIGNUNIDADE 1
23
Os fatores comerciais estão ligados aos feedbacks que as marcas e designers têm 
sobre a aceitação de produtos que já existem no mercado e que servem como dados para 
a criação de novos produtos. Ou seja, se um produto lançado teve boa aceitação e adesão 
dos usuários, o designer pode, e deve, considerar esses dados para criar produtos com base 
nessas referências coletadas. Essa ação também se enquadra nos fatores socioculturais 
e perceptivos. Por exemplo, se uma marca atende todo o território nacional, ao criar um 
produto ela pode verificar a aceitação deste nas diferentes regiões do país e adaptá-lo 
considerando essas informações. 
A realidade é que o projetar novos produtos envolve as percepções e impressões 
que usuários têm dos produtos, vinculada a bagagem do designer para que a atratividade 
do produto atraia o consumidor. No âmbito da atratividade dos produtos Baxter (1998, p. 
46) aponta:
1. Um objeto pode ser considerado atrativo quando chama a sua atenção, por 
ser visualmente agradável. Quando você está dirigindo ou andando pela rua, 
uma casa bem projetada pode chamar a sua atenção. Da mesma forma, um 
produto pode chamar a sua atenção quando você anda no shopping center 
ou vê a sua foto em uma revista [...]. 
2. Um objeto atraente é um objeto desejável. Fazendo com que o consumidor 
deseje possuir o produto, estará vencida mais da metade da batalha de 
marketing deste produto. Se um produto pode ser transformado em um objeto 
desejável, simplesmente pelo seu aspecto visual, então terá um forte poder 
de marketing [...]. 
3. Juntando-se essas duas qualidades – um produto que é capaz de chamar 
a atenção e se torna desejável – faz com que os consumidores se sintam 
‘arrastados’ em direção ao produto – o significado literal do termo atrativo.
Compreendemos, portanto, que para um objeto/produto ser desejado ele precisa 
ter um bom aspecto visual e ser atraente. Mas como isso pode ser feito? Como trabalhar a 
aparência, funcionalidade e a simbologia do produto? Para essas perguntas temos como 
resposta a experiência do design emocional de Donald Norman que conheceremos a seguir. 
4. 2 Design emocional 
Quando falamos de emoções é recorrente pensar em sentimentos como alegria, 
tristeza, raiva, indiferença entre outros. Contudo, precisamos entender que emoções e 
sentimentos são distintos. Emoções estão ligadas a reações imediatas de estímulo e que 
não envolve a razão, isso pertence a natureza dos sentimentos que estão ligados a cognição 
e a capacidade de julgar se algo ou alguma coisa pode ser boa ou ruim. 
INTRODUÇÃO AO DESIGNUNIDADE 1
24
As emoções são inseparáveis da cognição e fazem parte de um sistema de 
julgamento do que é bom ou ruim, seguro ou perigoso e de formulação de 
juízos de valor que nos permite sobreviver melhor. Elas são guiar constantes 
em nossas vidas, afetando a maneiro como nos comportamos, pensamos, 
tomamos decisões e interagimos uns com os outros (NORMAN, 2008, p.13)
Isso quer dizer que não podemos separar sentimentos de emoções, contudo 
as emoções são uma resposta automática daquilo que acontece conosco, enquanto os 
sentimentos usam mais da razão. Mas como as emoções podem ajudar na criação do 
design de novos produtos? A resposta é que o design emocional tem como propósito ajudar 
na interpretação dos sentimentos dos usuários que se dá através da interação com os 
objetos. Desta forma, os designers devem direcionar sua atenção para as formas como as 
pessoas se comportam e como interpretam o mundo a sua volta para, a partir desse ponto, 
projetar com foco na emoção e em experiências agradáveis. 
Tendo esse entendimento como ponto de partida, aprofundamos nossos estudos, 
trazendo os níveis nos quais o designer pode projetar, considerando as emoções. Esses 
níveis foram elaborados por Donald Norman, que possui Ph.D.em psicologia e atuou como 
vice-presidente da Apple. Norman (2008) apresenta os três níveis do design emocional, 
representados na Figura 4:
FIGURA 4 – NÍVEIS DO DESIGN EMOCIONAL
Fonte: Adaptado por Tonetto e Costa (2011, p. 135) e Norman (2008, p. 42)
Objetos atraentes funcionam melhor. Essa é a proposta dos níveis do design 
emocional de Norman (2008). A Figura 4 nos indica os três níveis: visceral, comportamental 
e reflexivo. Os três são guiados pelas interações sensório e motor, responsáveis por 
nosso contato com os objetos seja de forma visual ou através do seu manuseio. Isso nos 
possibilita compreender que nossas emoções surgem do contato com os objetos e se eles 
INTRODUÇÃO AO DESIGNUNIDADE 1
25
têm atratividade para nos persuadir. Diante disso, vamos conhecer os três níveis do design 
emocional.
4. 2. 1 Design visceral: trabalhando com a aparência
O design visceral é o mais simples de todos, pois está ligado à aparência. Criar 
um produto nesse nível é explorar todo o potencial estético a fim de provocar um impacto 
visual. Norman (2008, p. 14) pontua que este nível “diz respeito aos aspectos físicos e ao 
primeiro impacto causado por um produto”. Portanto, o design visceral é automático e pré-
programado. Retomamos o exemplo do shopping; você está passeando pelas vitrinas e se 
depara com um produto que te chama a atenção, este produto se destaca porque apresenta 
em sua configuração elementos como matéria-prima, forma, cores, linhas, texturas que te 
chamam a atenção e que em diversas ocasiões te faz entrar na loja, provar e, às vezes, 
comprar! 
FIGURA 5 – O DESIGN VISCERAL EXPLORA A APARÊNCIA DOS PRODUTOS
Fonte: Shutterstock
No caso de uma roupa, sapato, eletrodoméstico, smartphone ou qualquer outro 
objeto que precise manusear ou conhecer seu funcionamento, o design visceral conquista 
o usuário pela aparência/estética, mesmo que em um segundo momento, a funcionalidade/
usabilidade do produto não seja boa, como no caso de um sapato ou roupa apertada, o 
usuário provavelmente não vai adquirir. Isso nos transporta para o segundo nível do design 
emocional: o comportamental. 
INTRODUÇÃO AO DESIGNUNIDADE 1
26
4. 2. 2 Design comportamental: trabalhando com a usabilidade e funcionalidade
No nível comportamental o designer projeta novos produtos considerando sua 
aparência e, principalmente, sua usabilidade, ergonomia e funcionalidade. Para Norman 
(2008, p. 14) o design comportamental “diz respeito ao uso sob o ponto de vista objetivo e 
refere-se à função que o produto desempenha, à eficácia com que cumpre sua função, à 
facilidade com que o usuário o compreende e o opera”. 
FIGURA 6 - O DESIGN IMPECÁVEL DO SMARTPHONES DA APPLE QUE POSSUI UMA 
LEGIÃO DE USUÁRIOS FIÉIS
Fonte: PIXABAY. (2021).
Projetar nesse nível é considerar toda a experiência do usuário/consumidor com o 
produto. É por isso que os designers estão atentos a todo o momento com o feedback de 
usabilidade e ergonomia do produto. Ninguém quer comprar uma poltrona que não seja 
confortável, ou comprar um smartphone que seja difícil de manusear. O propósito do nível 
comportamental é garantir que os produtos tenham esse apelo estético, mas também que 
sejam fáceis de usar/operar. 
4. 2. 3 Design reflexivo: acessando o pensamento das pessoas
Esse é o nível mais alto que o designer pode projetar, já que o nível reflexivo 
segundo Norman (2008, p. 14) “diz respeito ao uso sob o ponto de vista subjetivo e abrange 
particularidades culturais e individuais, memória afetiva e os significados atribuídos aos 
produtos e a seu uso, entre outros aspectos de ordem intangível”. Projetar de forma reflexiva 
é aprofundar no universo do usuário procurando compreender o seu contexto e o mundo 
INTRODUÇÃO AO DESIGNUNIDADE 1
27
que o circunda, possibilitando uma conexão que vai além do consumo pelo consumo, mas 
cria uma ligação intrínseca entre objeto e usuário. 
FIGURA 7 - A FERRARI TEM UMA LEGIÃO DE FÃS QUE NEM SEMPRE PODE 
ADQUIRIR O PRODUTO, MAS QUE CRIA UM IMAGINÁRIO DE STATUS E QUALIDADE 
INQUESTIONÁVEIS.
Fonte: PIXABAY (2021).
É o caso de marcas consagradas que possuem tradição e exclusividades como a 
Ferrari ou a Harley Davidson, que possuem estética, funcionalidade e provoca impressões 
subjetivas em todos que admiram carros e motos. Marcas de outros segmentos podem 
provocar a mesma sensação como marcas de moda, mobiliário, produtos para casa entre 
outros. A ideia do nível reflexivo é provocar despertar um vínculo emocional que agregue 
valor ao produto. 
Esses três níveis nos permitem compreender que a nossa missão enquanto 
designers é projetar produtos que façam a diferença na vida das pessoas, criando conexões 
emocionais fortes a ponto de fidelizar os usuários. Para isso, conhecer o universo de quem 
vai consumir os produtos que criamos é o primeiro passo para o sucesso.
UNIDADE 1 INTRODUÇÃO AO DESIGN
28
REFLITA
SAIBA
MAIS
Os bons designers se preocupam muito com a sensação física de seus produtos. O toque e a 
sensação física podem fazer enorme diferença na avaliação que os usuários fazem das criações.
Fonte: (NORMAN, 2008, p. 102).
Todo projeto de design de um novo produto se inicia pela identificação do problema e a possibilidade 
de saná-lo. Para isso, é desenvolvida uma pesquisa com os usuários da marca e/ou do produto para verificar 
as expectativas e percepções que eles têm. A partir disso as equipes responsáveis começam o planejamento 
e a busca por alternativas. Não existe produto sem design, assim como não existe produto sem ouvir o 
consumidor.
Fonte: O autor (2021).
UNIDADE 1 INTRODUÇÃO AO DESIGN
29
Chegamos ao final da nossa primeira unidade! Espero que você tenha aproveitado 
ao máximo os conhecimentos apresentados aqui. Você sabe que seus estudos sobre esses 
assuntos não acabam aqui, né?! Agora é o momento de procurar por mais informações, 
continuar suas pesquisas em sites, revistas, artigos científicos, livros e vídeos, a fim de 
enriquecer ainda mais seu repertório sobre o assunto!
Sabendo que você vai continuar seus estudos depois de finalizar a leitura da nossa 
unidade, precisamos fechar nossas discussões, entendendo que mesmo o termo design 
ter surgido após a revolução industrial, tínhamos com os homens das cavernas, e com 
Leonardo da Vinci, um interesse em desenvolver ferramentas para solucionar problemas e 
facilitar a vida das pessoas, que são algumas das características do design. 
Além disso, entendemos que a palavra design se refere à profissão e a palavra 
designer, ao profissional. Assim, quando alguém pergunta o que você estuda, você poderá 
dizer: eu estudo design, para ser um futuro designer! Independentemente se você será um 
designer de moda, interiores, produto, gráfico ou qualquer outro profissional da área.
 Nossa missão enquanto futuros designers, é compreender o universo que cerca 
os usuários/consumidores, a fim de criar produtos e serviços com estilo e atratividade. 
Para isso, é necessário pensar na aparência/estética do produto, sua funcionalidade e 
ergonomia e na forma como ele vai tocar na subjetividade dos usuários, tendo a certeza 
que boas experiências formam boas conexões entre usuários e seus produtos. 
Obrigado pela companhia e até a próxima unidade!
Abraço!
CONSIDERAÇÕES FINAIS
INTRODUÇÃO AO DESIGNUNIDADE 1
LEITURA COMPLEMENTAR
30
Artigo: Design Emocional: conceitos, abordagens e perspectivas de pesquisa
Resenha: O artigo de Tonetto e Costa traz uma relevante pesquisa a respeito do 
design emocional e de como ele está presente em nossas vidas e no processo criativo dos 
designers em geral. Dessa forma, o texto nos ajuda entender como projetar considerando o 
desejo e necessidades dos usuários que devem ser o ponto de partida para o desenvolvimento 
de novos produtos. 
Fonte: TONETTO, L. M; COSTA, F., C. X. da. Design Emocional: conceitos, abordagens e perspectivas 
de pesquisa. Strategic Design Research Journal, p. 132-140, 2011. DOI: 10.4013/sdrj.2011.43.04.
INTRODUÇÃO AO DESIGNUNIDADE 1
31
MATERIAL COMPLEMENTAR
LIVRO
• Título: O design do dia a dia
• Autor: Donald Norman.
• Editora: Rocco.
• Sinopse: Donald Norman traz uma relevante discussão sobre 
o design do dia a dia sobre como os produtos afetam nossas 
interações com as pessoas e com o mundo ao nosso redor. O 
livro é indicado para designers que desejam projetar produtos que 
possam significar a vida das pessoas estabelecendo uma conexão 
com elas. 
FILME/VÍDEO
• Título: Jobs
• Ano: 2013.
• Sinopse: O filme conta a história de sucesso de Steve Jobs e o 
processo de criação de uma das maiores marcas de computadores 
e eletrônicos: a Apple. A jornada de Jobs que se preocupava com o 
design perfeito e em como impactar a vida das pessoas leva a uma 
reflexão sobre como o processo criativo do design deve acontecer 
para que marcas sejam reconhecidas. 
INTRODUÇÃO AO DESIGNUNIDADE 1
Professor Me. Gabriel Coutinho Calvi
ELEMENTOS DO 
DESIGN2UNIDADEUNIDADE
PLANO DE ESTUDO
33
Plano de Estudos
• Elementos do design: ponto, linha e plano;
• Elementos do design: forma, espaço, direção e movimento;
• Elementos do design: volume, dimensão, escala e proporção;
• Elementos do design: textura, padronagem, luz e cor.
Objetivos da Aprendizagem
• Compreender a relevância dos elementos do design para o desenvolvimento 
de produto;
• Analisar a aplicabilidade dos elementos do design para o design de moda, 
interiores e gráfico. 
ELEMENTOS DO DESIGNUNIDADE 2
34
Olá Pessoal! Vamos iniciar mais uma unidade?!
Na segunda unidade da nossa disciplina de Fundamentos do Design, vamos 
aprofundar nossos estudos visuais e entender como os produtos do design são produzidos 
a partir de seu processo criativo. Para isso, vamos abrir as portas dos elementos do design 
e compreender como o entendimento de cada um deles é crucial para desenvolver os 
projetos. Portanto, eu preciso nesse momento de sua atenção máxima, pois este conteúdo 
vai exigir 100% da sua atenção. 
Todo produto do design é composto de linhas, formas, cores, texturas, dimensão 
entre outros elementos. Para identificar cada um desses elementos o designer precisa 
continuamente enriquecer seu repertório com pesquisas que irão treinar o seu olhar e 
aumentar sua sensibilidade para que, ao criar, ele traga essas referências e enriqueça suas 
criações. 
 Entendendo a importância do estudo contínuo do designer, apresentamos no 
decorrer dos quatro tópicos da nossa unidade os elementos do design para entendimento e 
reconhecimento de vocês, futuros designers! Diante disso, no primeiro tópico faremos uma 
breve introdução sobre o que são os elementos do design e aprenderemos a aplicabilidade 
dos elementos ponto, linha e plano.
Continuando as discussões, no segundo tópico conheceremos os conceitos dos 
elementos forma, espaço, direção e movimento e sua aplicabilidade no design de moda, 
interiores e produtos. Repetiremos nossa dinâmica de estudos nos tópicos três e quatro 
que apresenta os elementos volume, dimensão, escala e proporção, textura, padronagem, 
luz e cor.
Ao final da segunda unidade, eu espero que você consiga distinguir cada uma 
desses elementos e sua aplicabilidade na criação dos produtos do design. Lembrando que 
qualquer dúvida, é sempre importante pesquisar em outras fontes. 
Vem comigo!
Bons Estudos ;)
INTRODUÇÃO
ELEMENTOS DO DESIGNUNIDADE 2
35
A atração pelos produtos é determinada pelas características que constituem o 
seu desenvolvimento e explorada pelo designer. Isso nos permite compreender que 
todos os produtos são compostos por elementos e princípios do design que vão gerar 
reconhecimento, identificação e afinidade por parte dos usuários. Sendo assim, é tarefa do 
designer saber interpretar esses elementos para que possam incluir em seu processo de 
criação (DONDIS, 1998). 
Dentro dessa perspectiva, o designer trabalha com elementos e princípios do design 
que prestam um suporte para criação. Os elementos do design estão ligados a uma série 
de características visuais que constituem os objetos. Logo, ao desenvolver um produto, 
seja de moda, interiores ou produto, ele virá carregado de informações que ajudam em sua 
decodificação visual e, consequentemente, em sua assimilação (TREPTOW, 2013). 
Os elementos que compõem o design são:
• Ponto, linha e plano;
• Forma e espaço;
• Direção e movimento;
• Volume e dimensão;
• Escala e proporção;
• Textura e padronagem;
• Luz e cor.
ELEMENTOS DO DESIGN: 
PONTO, LINHA E PLANO1
TÓPICO
ELEMENTOS DO DESIGNUNIDADE 2
36
Vamos trabalhar cada um desses elementos descritos e sua aplicação nas áreas do 
design de moda, interiores e gráfico. Os exemplos da aplicabilidade dos elementos permitirão 
compreender como eles estão presentes em tudo que criamos enquanto designers. 
Antes de começarmos você pode estar pensando: em todas as criações que fizer 
preciso inserir todos os elementos do design? Tenho que criar um produto a partir de 
elementos do design? A resposta para essas perguntas está na capacidade do designer em 
desenvolver um repertório cultural a partir dos seus estudos e pesquisas que irão aguçar/
despertar o seu olhar e sua sensibilidade ao projetar novos produtos. Isso quer dizer que 
quando um designer cria ele não precisa, necessariamente, pensar em quais elementos 
vai utilizar, pois isso já faz parte da constituição dos produtos que irá conceber. O mais 
importante é que ele saiba reconhecer onde estão esses elementos. 
1.1 O ponto
O ponto é considerado por Leborg (2015) como um elemento visual simples e 
pequeno que não possui composição de outras unidades. O ponto possui visibilidade e no 
design, é um elemento visual que não pode ser medido. Sobre o ponto Dondis (1998, p. 53) 
explicita “o ponto tem grande poder de atração visual sobre o olho, exista ele naturalmente ou 
tenha sido colocado pelo homem em resposta a um objeto qualquer”. Como características 
do ponto podem ser destacados ainda: 
a. Uma série de pontos podem conduzir o olhar que se intensifica devido a 
aproximação entre eles.
b. Dois pontos distantes podem se transformar em elemento de medição, pois, 
eles se comportam como o início e o fim de uma linha.
c. Vários pontos unidos transformam-se em uma linha.
A imagem que abre nosso subtópico explicita bem a ideia apresentada até aqui. Um 
ponto sozinho pode não significar muitas coisas, entretanto, um conjunto de pontos podem 
construir uma forma clara e sólida como é o caso das peças do jogo de dominó. 
1.1.1 Aplicação prática do ponto
Agora, vamos compreender como o ponto se aplica no design de moda, interiores 
e produtos, a partir da aplicação prática. Antes de iniciarmos precisamos entender que o 
ponto vai além de uma bolinha, no design ele também pode ser algo que se destaca em um 
ambiente, arte ou peça de roupa.
ELEMENTOS DO DESIGNUNIDADE 2
37
No design de moda, o ponto pode ser visto através das estampas de bolinhas 
(também conhecida como poá), ou em um acessório que se destaca visualmente na 
composição do look, conforme as Figuras 1 e 2:
 FIGURA 1 –VESTIDO DE POÁ FIGURA 2 - LOOK COM BOTA PINK
Fonte: PEXELS (2021). PEXELS (2021).
Os looks das Figuras 1 e 2 representam bem a ideia do ponto aplicado ao design 
de moda. Na Figura 1 temos um vestido com estampa de poá, e na Figura 2 o blazer, blusa 
e calça são pretos e a bota pink é o ponto, se destacando na composição do look (ponto 
focal, neste caso).
No design de interiores/produto o ponto pode ser entendido como ponto focal na 
composição de um ambiente. Ou seja, algum elemento que se destaca/desperta a atenção 
diante dos demais. Como indicam as Figuras 3 e 4:
ELEMENTOS DO DESIGNUNIDADE 2
38
FIGURA 3 - COZINHA COM BANQUETAS AZUIS 
Fonte: PEXELS (2021). 
FIGURA 4 - SALA COM SOFÁ VERDE
Fonte: PEXELS (2021).
As Figuras 3 e 4 representam a ideia de ponto nodesign de interiores. Na Figura 3, 
temos uma cozinha que possui todos os seus móveis e eletrodomésticos em uma mesma 
cartela de cores, a não ser pelas banquetas que se destacam por serem azuis e se tornam 
o ponto do ambiente. Na Figura 4, o ponto está no sofá que é da cor verde e se destaca dos 
outros elementos que estão na imagem. 
ELEMENTOS DO DESIGNUNIDADE 2
39
1.2 A linha
FIGURA 5 – FACHADA DE EDIFÍCIO
Fonte: PEXELS (2021).
A linha pode ser considerada a trajetória que o ponto faz. Leborg (2015) orienta 
que a linha é a trajetória de um ponto em movimento. Na dimensão das medidas, tem-se a 
ideia de que a linha representa o comprimento, além da direção e posição dentro da análise 
de imagens e projetos. As linhas são constituídas de pesos, texturas, trajetos e espessuras, 
podendo ser retas ou curvas, contínua ou tracejada. 
As linhas também trazem uma representatividade, por exemplo; as linhas curvas 
estão ligadas ao corpo da mulher já que apresenta suavidade. Já as linhas retas estão 
ligadas ao masculino. Além disso, as linhas retas e verticais dão a sensação de amplitude 
e formalidade e as linhas horizontais de largura e/ou comprimento. Por último, as linhas 
diagonais estão ligadas a inquietação e instabilidade (JONES, 2015).
Dessa forma, a linha pode estar presente por meio de estampas (listras) em uma 
peça de roupa ou em uma mobília, nas formas de um ambiente ou na fachada de uma 
casa e/ou edifício, entre outras aplicações. A linha pode trazer a noção de alongamento ou 
achatamento de um espaço ou mobiliário (no caso dos interiores/produtos), e em um look 
através de estampas ou a ausência delas (no caso do design de moda). Um exemplo é a 
imagem de abertura do nosso subtópico apresenta a fachada de uma construção que é 
formada por linhas retas e diagonais, trazendo a aplicação prática. 
ELEMENTOS DO DESIGNUNIDADE 2
40
1.2.1 Aplicação prática da linha
Trabalhando exemplos da linha no design de moda, podemos entender as 
sensações visuais que ela pode provocar, como apresenta as Figuras 6 e 7: 
FIGURA 6 - VESTIDO COM LISTRAS COLORIDAS 
Fonte: PEXELS (2021) 
 FIGURA 7 - VESTIDO BRANCO FRANZIDO
Fonte: PEXELS (2021) 
Os vestidos apresentados nas Figuras 6 e 7 evidenciam a aplicação das linhas 
retas e verticais na composição de moda. Na Figura 6, as listras de diferentes cores ajudam 
a perceber as diferentes espessuras e deixam a modelo mais longilínea (alongada). Na 
Figura 7, temos um vestido monocrático (uma única cor) e as linhas retas e verticais, são 
ELEMENTOS DO DESIGNUNIDADE 2
41
percebidas pelos franzidos do vestido. Outras aplicações com linhas podem acontecer 
como em um terno, por exemplo, onde o corte é determinado pelas linhas retas, ou em uma 
estampa na horizontal que pode produzir um volume visual. 
No design de interiores/produto as linhas produzem uma sensação visual 
semelhante às do design de moda. Dessa forma, linhas na vertical podem produzir um 
ambiente com a sensação visual de amplitude, e linhas na horizontal com a percepção 
visual de redução do espaço. As Figuras 8 e 9 exemplificam nossa teoria:
FIGURA 8 - BANHEIRO
Fonte: PEXELS (2021)
 FIGURA 9 - SALA DE JANTAR
Fonte: PEXELS (2021)
ELEMENTOS DO DESIGNUNIDADE 2
42
Na Figura 8, as linhas retas são formadas pelo design e pelos tons de cores dos 
aparelhos e mobiliários que compõem o ambiente. As linhas da banheira dão a sensação 
de amplitude do ambiente, assim como a cor dos azulejos que permitem perceber a altura 
do mesmo ambiente. Na Figura 9, as linhas da janela fornecem a percepção de altura e 
amplitude, e a linhas diagonais da estampa que corta o ambiente possibilitam verificar a 
dimensão do local. 
1.3 O plano
FIGURA 10 - EDIFÍCIO
Fonte: PEXELS (2021).
A trajetória de uma linha transforma-se em um plano. Segundo Jones (2015) o 
plano apresenta uma superfície lisa que é composto por largura e comprimento. Dessa 
forma, “o plano pode ser paralelo à superfície da imagem ou inclinar-se e recuar no espaço”. 
(LUPTON e PHILLIPS, 2008, p.18). O plano é, portanto, composto de linhas e pontos, e são 
todos unificados para apresentar um ambiente, um objeto ou uma roupa. 
A imagem da abertura do subtópico é composta por pontos, linhas que formam o 
plano da fachada do prédio. O plano do prédio é composto de linhas que são compostas de 
pontos que delimitam o início e o fim de cada uma delas.
1.3.1 Aplicação prática do plano
No design de moda o plano é representado pela composição de um look que 
pode conter estampas, pedrarias e outros tipos de aviamentos. No design de interiores/
produto, o plano segue a mesma proposta e é composto por linhas e pontos que constituem 
ambiente. A Figura 9 unifica os exemplos para moda e interiores:
ELEMENTOS DO DESIGNUNIDADE 2
43
FIGURA 11 - MULHER COM VESTIDO ROSA SENTADA EM UMA SALA
Fonte: PEXELS (2021).
Na Figura 11, podemos perceber que o vestido é formado por diversas camadas 
de babados que, visualmente, apresentam linhas e dão a sensação de volume. Já no caso 
do design de interiores as linhas integram assoalho do ambiente, as janelas e confere 
amplitude dimensão ao ambiente local. 
O entendimento dos elementos ponto, linha e formas contribuirá para a análise e 
percepção de outros elementos do design que iremos estudar nos tópicos a seguir e que 
utilizam dos mesmos princípios. 
ELEMENTOS DO DESIGNUNIDADE 2
44
Neste tópico, vamos prosseguir apresentando a aplicabilidade dos elementos do 
design nas áreas de moda, interiores e produto. Portanto, vamos discutir sobre os elementos 
de forma e espaço, direção e movimento.
2.1 A Forma e o espaço
Todos os objetos possuem uma forma que possibilita aos usuários identificarem 
e interpretá-lo. Assim, por forma entendemos como um elemento constitutivo que possui 
características físicas específicas e se situa em um espaço. Segundo Jones (2015), o 
círculo, o quadrado e o triângulo são tidos como as três formas básicas que apresentam 
significados e características específicas, por exemplo; o círculo está ligado a calor e 
proteção; o quadrado com quatro lados iguais indica honestidade e retidão e o triângulo 
está ligado a ação, conflito e tensão.
Dentro de um plano, as formas podem ser combinadas formando outras novas 
formas. No design o espaço é visto de maneiras diferentes, sendo ele o território onde 
nasce as diferentes formas. 
2.1.1 Aplicação prática de forma e espaço
Com base nas definições de forma e espaço, iremos encontrar esses elementos nas 
composições de fachada de edificações e ambientes internos, assim como na modelagem 
e estamparia das peças de roupas. Para isso, a Figura 12 apresenta um vestido onde a 
forma e o espaço estão presentes:
ELEMENTOS DO DESIGN: 
FORMA, ESPAÇO, DIREÇÃO E 
MOVIMENTO2
TÓPICO
ELEMENTOS DO DESIGNUNIDADE 2
45
FIGURA 12 - RELEITURA DO VESTIDO MONDRIAN DE YVES SAINT LAURENT
Fonte: SHUTTERSTOCK (2021).
No vestido da Figura 12, podemos verificar que existem várias formas distintas no 
modelo como o quadrado e retângulo; quadrado representado pela estampa, e retângulo 
representado na forma (modelagem) do vestido como um todo. O espaço que essa forma 
ocupa é o corpo das mulheres que estão usando o vestido. 
No design de interiores as formas seguem a mesma proposta de ocupar um espaço. 
A Figura 13 apresenta a fachada o Museu Guggenheim localizado na cidade de Bilbao, 
Espanha:
FIGURA 13 - MUSEU GUGGENHEIM, BILBAO - ESPANHA
Fonte: PEXELS (2021).
ELEMENTOS DO DESIGNUNIDADE 2
46
A imagem acima é composta de formas distintas. No caso da arquitetura, se 
desmembrarmos as formas que compõe a fachada do museu teremos o quadrado, retângulo 
e círculo, presentes na fachada e a forma da edificação. 
2.2 A Direção
FIGURA 14 - EDIFÍCIO VISTO DEBAIXO
Fonte: PEXELS (2021).
A direção é outro elemento do design que tem comocaracterística indicar não apenas 
a direção que um objeto, ambiente ou roupa, segue, mas, também, garantir o equilíbrio 
entre eles. Jones (2015, p.48) indica que “as formas básicas representam direções visuais 
fundamentais e significativas: o quadrado, a horizontal e vertical; o triângulo, a diagonal; o 
círculo, a curva”. 
Em cada uma das direções existe um significado que compreende um todo, por 
exemplo: a forma de direção horizontal e vertical dão a sensação de estabilidade. A forma 
de direção diagonal se opõe a estabilidade. A forma de direção curva representa a repetição 
e o calor. 
2.2.1 Aplicação prática da direção
Os elementos direção e movimento estão ligados ao elemento linha já que são elas 
que indicam para onde um objeto de dirige. No design de moda a direção está presente nas 
estampas e na modelagem das roupas e no design de interiores/produto a direção está 
presente na fachada dos edifícios e ambientes internos. As Figuras 15 e 16 exemplificam a 
aplicação do elemento direção. 
ELEMENTOS DO DESIGNUNIDADE 2
47
FIGURA 15 - VESTIDO BRANCO COM BORDADO
Fonte: PEXELS (2021).
Na Figura 15, podemos analisar que os bordados no vestido branco se direcionam 
de baixo para cima. Essa sensação visual é provocada pelas linhas e cores presente no 
modelo. 
FIGURA 16 - SALA DE ESTAR
Fonte: PEXELS (2021).
Na Figura 16, temos um ambiente que apresenta tons claros. As linhas presentes 
neste ambiente que une sala a cozinha, permitem verificar a direção do ambiente, com foco 
na escada que atravessa de uma ponta a outra da figura, indicando a direção e amplitude 
do local.
ELEMENTOS DO DESIGNUNIDADE 2
48
2.3 O Movimento
FIGURA 17 - FACHADA DE EDIFÍCIO VISTA DEBAIXO
Fonte: PEXELS (2021).
O movimento representa um tipo de mudança e pode estar ligado a objetos 
estáticos que possuem uma configuração que deixa implícito a capacidade de produzir 
essa sensação. Assim:
o movimento numa composição só existe por causa dos elementos 
compositivos empregados e pelo modo como foram aplicados. [...] uma 
linha sinuosa ou uma forma pontuda e triangular e composições diagonais 
sugerem movimento, em contrapartida, as configurações retilíneas parecem 
estáticas. (JONES, 2015, p. 45).
Tanto no design de moda, quanto no design de interiores/produto, o movimento 
pode ser representado pelas linhas curvas e sinuosas e as linhas diagonais. Essas formas 
dão dinamismo para ambientes, looks e produtos em geral.
2.3.1 Aplicação prática do movimento
Agora que compreendemos o que é o movimento, vamos analisar algumas 
aplicações deles voltadas para o design de moda e interiores/produto. Assim, as figuras 18 
e 19, ilustram essa representação
ELEMENTOS DO DESIGNUNIDADE 2
49
FIGURA 18 - VESTIDO ESVOAÇANTE
Fonte: PEXELS (2021).
Na Figura 18 podemos observar que o movimento é atribuído pela leveza do tecido 
e na ação da modelo ao mexer seus braços. Essa é a proposta desse elemento aplicado 
a moda. O movimento não está ligado somente a leveza dos tecidos, mas, também, na 
elaboração de estampas que podem provocar essa sensação. 
FIGURA 19 - RESTAURANTE
Fonte: PEXELS (2021).
A Figura 19 tem como ambiente um restaurante que possui formas/linhas 
arredondadas. Essa característica pressupõem o movimento já que as linhas circundam 
todo o ambiente, direcionando o olhar ao observador. Assim como na imagem que abre 
ELEMENTOS DO DESIGNUNIDADE 2
50
nosso subtópico 2.3, que expõe a facha de um prédio com linhas curvas e sinuosas, 
conferindo a mesma sensação de movimento.
E ai?! O que você está achando das nossas discussões? Está claro até aqui?! Para 
compreender melhor cada elemento do design é preciso exercitar! Portanto, convido você 
a fazer pesquisas de imagens e praticar. Esse processo de identificação e leitura visual só 
é possível com exercícios. 
ELEMENTOS DO DESIGNUNIDADE 2
51
Neste tópico, vamos dar continuidade nas discussões sobre os elementos do design 
e sua aplicabilidade no design de moda, interiores e produto. Vamos analisar os conceitos 
de volume e dimensão; escala e proporção, procurando entender que são elementos 
conectados, a existência de um pressupõe a existência do outro.
 
3.1 Volume e Dimensão
O volume está presente nos objetos de design. Ele pode ser físico, real, sólido 
e pode ser criado nas artes e em projetos de superfícies planas. Leborg (2015, p. 13) 
conceitua o volume como “um espaço vazio definido por pontos, linhas e planos que se 
expressa por projeções nas três dimensões do espaço”.
Conciliado ao elemento volume está dimensão, já que as coisas que passam 
pelos nossos sentidos possuem altura, largura e profundidade. Dondis (1998, p. 78) sobre 
dimensão orienta que “a dimensão real é o elemento dominante no design, na escultura e 
na arquitetura, e em qualquer material visual em que se lida com o volume total e real”. 
3.1.1 Aplicação prática do volume e da dimensão
No design de moda o volume e a dimensão podem ser percebidos através dos 
babados e camadas de saias, vestidos e decotes. Além da modelagem de ombreiras e 
calças boca de sino. A Figura 20, indica a aplicação do volume e da dimensão:
ELEMENTOS DO DESIGN: 
VOLUME, DIMENSÃO, 
ESCALA E PROPORÇÃO3
TÓPICO
ELEMENTOS DO DESIGNUNIDADE 2
52
FIGURA 20 - VESTIDO PRETO E ROXO COM BABADOS
Fonte: PEXELS (2021).
Observarmos os elementos volume e dimensão no efeito visual que os babados e 
as camadas da saia do vestido provocam. O mesmo pode ser aplicado na Figura 21 que 
representa uma sala de estar.
FIGURA 21 - SALA DE ESTAR
Fonte: PEXELS (2021).
A grande intervenção nessa figura que possibilita identificar o volume e a dimensão 
do ambiente é a estante em madeira com diversos nichos. Os dois elementos são percebidos 
através da amplitude da sala espaçosa e, também, pela disposição dos móveis. 
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3.2 Escala e Proporção
FIGURA 22 – OVOS DECORATIVOS EM DIFERENTES ESCALAS
Fonte: PEXELS (2021).
A escala diz respeito às dimensões de um objeto ou diz respeito a sua representação 
e o objeto real que ele representa (JONES, 2015). A escala está vinculada ao contexto em 
que ela está inserida. “O controle da escala pode fazer uma sala grande parecer pequena 
e aconchegante, e uma sala pequena, aberta e arejada. Esse efeito se estende a toda a 
manipulação do espaço por mais ilusório que possa ser” (DONDIS, 1998, p. 75).
A escala é utilizada baseando-se em um referencial. Dessa forma, quando o design 
cria um projeto ele deve estar embasado por um objeto/produto referencial. Que permite 
desenvolver todos os outros produtos. 
Tanto para o design de moda quanto para o design de interiores e produto, escala e 
proporção podem ser percebidos em um projeto. Na moda, utiliza-se para o desenvolvimento 
da modelagem/criação técnica das roupas, e no design de interiores e produto, para o 
desenvolvimento de ambientes e objetos e, também, das plantas em três dimensões do 
projeto. No entanto, não é apenas no projeto que esses elementos podem ser analisados, 
como também no tamanho de um objeto em relação a um ponto ou outro objeto. 
3.2.1 Aplicação prática da escala e da proporção
A aplicação prática da escala e da proporção podem ser percebidas nas Figuras 23 
e 24, respectivamente: 
ELEMENTOS DO DESIGNUNIDADE 2
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FIGURA 23 - VITRINA
Fonte: PEXELS (2021).
 FIGURA 24 - MESA COM OBJETOS
Fonte: PEXELS (2021).
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Na Figura 23, podemos observar a vitrina de uma loja. Em um primeiro momento 
conseguir analisar que a proporção do espaço, que neste caso é amplo, devido a comparação 
visual que realizamos em relação a disposição dos manequins. Além disso, observa-se que 
as roupas em exposição possuem proporções diferentes. Essa análise da proporção é 
possível porque os manequins estão no mesmo nível do chão. 
Na Figura 24, temos um exemplo semelhante, os objetos que estão sobre a mesa 
possuem proporções diferentes e isso, também, é possível ser percebido

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