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ESTUDO DE CASO Controvérsia Contratual: Assinaturas em Questão O caso trata-se de uma cópia de um Contrato Particular de Compra e Venda entre Hipólito e Macedo Ltda. e Jamil Alves de Souza, no valor de R$ 95.000,00 (noventa e cinco mil reais), devidamente assinado e datado de 04 de novembro de 2005, onde o Sr. Jamil Alves de Souza alega não ter assinado o referido contrato, seguindo então para a análise das assinaturas tida como questionadas comparadas com as assinaturas tidas como padrões. ASSINATURA QUESTIONADA ASSINATURAS PADRÕES RUBRICAS PADRÕES Considerando as alegações do Sr. Jamil Alves de Souza de que não assinou o Contrato Particular de Compra e Venda, como você abordaria a análise das assinaturas questionadas em comparação com as assinaturas padrão? Quais métodos e técnicas você empregaria para determinar a autenticidade das assinaturas em questão? Resposta Esperada: ANÁLISE DE ASSINATURA: Iniciados os exames comparativos entre a assinatura questionada e as peças paradigmáticas do Sr. JAMIL ALVES DE SOUZA, à observação inicial e detalhada das qualidades morfológicas, porquanto as figurações e gramas comparadas apresentam-se divergentes. As qualidades gerais da escrita na medida em que se adentra observa-se a um traçado tanto nas assinaturas padrões quanto nas tidas como questionada os lançamentos são tidos como ilegíveis e compostos de sinais gráficos na ausência de gramas. Sendo analisado nas padrões o andamento gráfico na elaboração das assinaturas, o espaçamento gráfico entre os gramas, o desenvolvimento lateral da escrita, nas relações de proporção entre traços, o comportamento da escrita em relação à linha de pauta, a inclinação dos traços, o calibre (altura e largura dos gramas). Mas é a partir da análise grafocinética que é decisiva na interpretação e identificação de grafismos que interiorizam correspondências significantes. Essas características grafocinéticas, em exames desta natureza são efetivamente na afirmação de autenticidade ou falsificação gráfica. O estudo minucioso das configurações das assinaturas cotejadas revelam peculiaridades genéticas de cunho individual e original em suas construções de modo a evidenciarem que NÃO PROCEDERAM do mesmo punho escritor. Portanto, no que se diz respeito à análise dos elementos grafocinéticos, apresentam divergências significativas entre as peças paradigmáticas e nos Contratos questionados, ressaltando as características mais importantes: Ataque: nas assinaturas tidas como padrões é considerado um ataque por encavalamento seguido por um movimento em arco da esquerda para a direita, ou seja, são movimentos sucessivos e sobrepostos; Já o ataque na assinatura tida como questionada o seu remate é considerado apoiado, onde alguns punhos descansam a caneta sobre a superfície do papel, dando a oportunidade da ocorrência de um pequeno entintamento; Alinhamento gráfico: tanto nas assinaturas tidas como padrões quanto na questionada o alinhamento gráfico é considerado ascendente, quando a grafia eleva-se da esquerda para a direita. Remate: na assinatura questionada o remate é considerado apoiado, quando o escritor não levanta o instrumento escrevente assim que termina o traço. Já nas assinaturas tidas como padrões o remate se dá através do grama “a” não apoiado; Outra característica que merece destaque é o grama J maiúsculo que na assinaturas tida como questionada, pois nesta ela se dá como o remate da assinatura. Após uma laçada horizontal direcionada de forma ascendente formando uma laçada da direita para a esquerda com linha para baixo em forma de arco ascendente em linha reta. Quando atinge o ápice do punho escritor nota-se uma parada do instrumento iniciando uma linha descendente inclinada para a direita, finalizando com uma laçada voltando da esquerda para a direita; Enquanto que nas assinaturas tidas como padrões o J maiúsculo faz parte do movimento inicial da assinatura e enquanto as laçadas presentes são elaboradas de forma angular e sem excitações na questionada as laçadas são executadas através de linhas retas e com paradas. A falsificação ora detectada neste caso é a “falsificação por memória” onde o falsário observa atentamente a assinatura da vítima memorizando o seu formato. Embora não tendo os padrões gráficos no momento da falsificação, o elemento tenta efetuar a reprodução baseado nos dados contidos na memória. Desta forma, a qualidade da falsificação dependerá da sua capacidade em guardar os detalhes do grafismo da vítima e da habilidade no momento da reprodução gráficos a serem reproduzidos. ASSINATURA QUESTIONADA