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Isospora, Sarcocystis e Cryptosporidium
ISOSPORA
 Distribuição cosmopolita
 Mais frequente em áreas tropicais e subtropicais, sendo endêmica na América do Sul, África e Sudoeste Asiático.
 Regiões quentes – condições de higiene precárias
 O aumento da incidência está relacionado ao surgimento da AIDS: prevalência de 15% em indivíduos infectados.
CICLO BIOLÓGICO
 Oócitos imaturos são excretados nas fezes. Cada oocisto geralmente contém um esporoblasto. O esporoblasto divide-se em dois e secreta uma parede de cisto, tornando-se 2 esporocistos. Os esporocistos se dividem e produzem 4 esporozoítos.
 Os oocistos maduros com esporozoítos são ingeridos e liberados. Os esporozoítos invadem as células epiteliais.
 Dentro das células, eles se multiplicam assexuadamente. Depois de pelo menos uma semana, desenvolvem-se gametócitos masculinos e femininos. A fertilização resulta em oocistos, que são eliminados nas fezes.
PATOGENIA
 Maioria assintomática
 Alteração da mucosa intestinal – síndrome da má absorção – diarréia, febre, cólicas, vômitos, desidratação.
 Destruição das células epiteliais e atrofia das vilosidades – reprodução assexuada dos merozoítos.
 HIV+ – lesões na vesícula biliar – quadros agudos e crônicos de difícil tratamento.
DIAGNÓSTICO 
 Visualização dos oocistos não esporulados nas fezes;
 Aspirados ou biópsias de mucosa do intestino delgado
 Sulfametoxazol – trimetropim, metronidazol, etc.
CONTROLE
 Uso privado de fossas – evitar a contaminação do ambiente
 Higiene pessoal
 Lavar frutas e legumes
SARCOCYSTIS
 Seu ciclo é obrigatoriamente heteróxeno 
 Relação presa – predador
 Encontrado em peixes, répteis, aves, mamíferos e no homem.
 Distribuição cosmopolita
 Ciclo assexuado – hospedeiro intermediário
 Bradizoítos – forma infectante para o hospedeiro definitivo
 Hospedeiro definitivo – oocistos esporulados nas fezes.
 Duas espécies parasitam o homem
 Sarcocystis hominis
 S. suihominis
 Interação presa-predador
 S. suihominis (suíno + homem)
 Maior especificidade para o hospedeiro intermediário.
 Merontes – endotélio dos vãos sanguíneos do hospedeiro intermediário
 Sarcocistos – presente nos músculos e, ocasionalmente, em outros tecidos HI
 Bradizoítos – dentro dos sarcocistos
 Forma infectante hospedeiro definitivo
 Oocistos – fezes do hospedeiro definitivo
CICLO BIOLÓGICO
 Tanto os oocistos esporulados (contendo dois esporocistos) como os esporocistos individuais podem ser eliminados nas fezes.
 Os esporocistos contêm quatro esporozoítos e um corpo residual retrátil. Os esporocistos ingeridos pelo hospedeiro definitivo (bovinos para S. hominis e suínos para S. suihominis) rompem, liberando esporozoítos. Os esporozoítos entram nas células endoteliais dos vasos sanguíneos e sofrem esquizogonia, resultando em esquizontes de primeira geração. Merozoítos derivados da primeira geração invadem pequenos capilares e vasos sanguíneos, tornando-se esquizontes de segunda geração. Os merozoítos de segunda geração invadem as células musculares e se desenvolvem em sarcocistos contendo bradizoítos, que são o estágio infeccioso do hospedeiro definitivo.
 Invadem a lâmina própria do epitélio intestinal; lá eles se diferenciam em macro e microgametócitos. Fusão de gametas maculisnos e femininos resulta na formação de oocistos. Oocistos esporulam no epitélio intestinal e são eliminados do hospedeiro nas fezes.
 Devido a natureza frágil da parede do oocisto, os esporocistos individuais podem também ser detectados nas fezes.
SINAIS CLÍNICOS 
 Hospedeiro definitivo (homem): maioria assintomáticos, após 24h da ingestão:
 Diarréia 
 Náuseas
 Vômitos
 Cólicas
 Hospedeiro intermediário: dores musculares
DIAGNÓSTICO
 Hospedeiro definitivo: exame coproparasitologico (exame de fezes)
 Hospedeiro intermediário: sorologia (reações):
 Histopatológico (visualização dos cistos musculares).
EPIDEMIOLOGIA
 Prevalência em humanos
 Grande consumo de carne;
 20-30% entre 16-57 anos;
 Hábitos culturais;
 Oocistos resistentes
CONTROLE
 Evitar consumo de carnes cruas;
 Destino adequado a fezes humanas evitando a poluição fecal do solo e da água;
 Fiscalização das carnes nos abatedouros.
CRYPTOSPORIDIUM
Gênero criado por Tyzzer em 1907 – pequeno coccídeo nas glândulas gástricas de camundongos
 Cryptosporidium muris e C. parvum
 1955 – C. meleagridis – óbitos em perus
 1971 – Cryptosporidium – diarréia bovina
 1976 – Em humanos 
 1938 – Associado à AIDS – C. parvum – diarréia de curso crônico – óbito – parasito oportunista.
 1984 – Surtos epidêmicos de criptosporidiose/água
 1993 – Surto epidêmico – Wisconsin, EUA
 400.000 pessoas – ingestão água contaminada
 Grupos de risco
 Pacientes imunocomprometidos
 AIDS
 Quimioterapia
 Corticosteróides
 Transplantes 
 Quadro clínico grave
 Patogenia pouco conhecida
 Tratamento ineficaz
 Crianças de 6 meses até 3 anos
 Sistema imunológico imaturo
 Maior risco de transmissão fecal – oral
CICLO BIOLÓGICO 
 Oocistos esporulados contendo 4 esporozoítos, são excretados pelo hospedeiro infectado através das fezes (e possivelmente por outras vias, como secreções respiratórias).
 Transmissão de Cryptosporidium spp. ocorre principalmente através da ingestão de água contaminada com fezes (por exemplo, água potável ou recreativa) ou comida (por exemplo, leite cru) ou após o contato direto com animais infectados ou de pessoas.
 Após a ingestão (e possivelmente inalação) por um hospedeiro susceptível, ocorre a excistação.
 Excistação ocorre e os esporozoítos são liberados e parasitam as células epiteliais do trato gastrointestinal (e possivelmente do trato respiratório). Nessas células, os parasitas sofrem multiplicação assexuada (esquizogonia ou merogonia) e depois multiplicação sexual (gametogonia) produzindo microgamontes (masculino) e macrogamontes (feminino). Após a fertilização dos macrogamontes pelos microgamontes que se rompem do microgamonte, os oocistos se desenvolvem e esporulam no hospedeiro infectado.
 Os zigotos dão origem a dois tipos diferentes de oocistos (de parede espessa e de parede fina). Oocistos de paredes espessas são excretados do hospedeiro para o ambiente, enquanto os oocistos de paredes finas estão envolvidos no ciclo autoinfectivo interno e não são recuperados das fezes. Os oocistos são infecciosos na excreção, permitindo assim a transmissão fecal-oral direta e imediata. Estágios extracelulares foram relatados, mas sua relevância no ciclo de vida geral não é clara.
EPIDEMIOLOGIA
 Fatores que favoreceram a transmissão
 Pode ocorrer transmissão fecal-oral direta
 Resistência dos oocistos à cloração da água
 Dose baixa de oocistos pode causar doença
 Desconhecimento (falta de diagnósticos)
 Fácil dispersão dos oocistos (ar, insetos, vestuários...)
 Baixa especificidade de hospedeiros
 Transporte marítimo movimenta mais de 80% das mercadorias do mundo, 3 a 5 bilhões de toneladas de água de lastro/ano. para diferentes regiões do mundo. Desequilíbrio ecológico do ambiente marinho – INTRODUÇÃO DE ESPÉCIES EXÓTICAS = problemas de saúde humana.
PATOLOGIA
 A gravidade da infecção depende:
 Infectividade
 Dose
 Resposta imune do hospedeiro
 Associação com outros parasitos
DIAGNÓSTICO
 Laboratorial
 Pesquisa de oocistos esporulados
	Fezes
	Material de biópsia
	Raspado de mucosa
 Imunofluorescência para detecção de oocistos de Cryptosporidium spp.
 Ensaio imunoenzimático – ELISA.
TRATAMENTO
 Espiramicina, paramomicina
 Azitromicina, roxitromicina (adultos e crianças)
 Nitazoxanida
 Tratamento sintomático 
 Re-hidratação
 Anti-diarréicos
PROFILAXIA
 Evitar contaminação do meio ambiente
 Pessoas suscetíveis
 Evitar contato com possíveis fontes de infecção
 Higiene pessoal, vestuário, utensílios
 Consumir água filtrada ou fervida

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