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Pré natal Acompanhamento pré natal · Conjunto de medidas e protocolos que tem por objetivo garantir o bem estar materno e fetal, assegurando no final da gestação o nascimento de uma criança saudável Objetivos: · Diagnosticar a gravidez; · Diagnosticar e tratar doenças maternas pré-exitentes; · Aconselhar, educar e apoiar a gestante e sua família; · Identificar e minimizar os distúrbios da gravidez; · Identificar e encaminhar as intercorrências que classificam a gestante como gravidez de alto risco; Número de consultas: MS · 1 trimestre: 01 consultas · 2 trimestre: 02 consultas · 3 trimestre: 03 consultas A primeira consulta deve ser feita até a 16 semana de gravidez, sendo elas mensais até a 28 semanas, quinzenais entre 28 e 36 semanas e semanais após 36 semanas; Outra forma de marcação de consultas: · Até 32 semanas: mensal; · 32-36 semanas quinzenal; · 36 até o parto – semanal; Diagnóstico da gestação · Diagnóstico clínico: · História de atraso menstrual, percepção de parte e movimentos fetais, ausculta do BCF, ect; · Diagnóstico laboratorial: · Detecção do beta-HCG plasmático e urinário; · Elevação inferior ou diminuição: gestação ectópica ou abortamento; · Elevação acentuada: gestação múltipla/ neoplasia trofoblástica gestacional; · Diagnóstico US: · USG endovaginal/transvaginal · Mais preciso para detecção da idade gestacional da sexta até décima segunda semana de gravidez(CCN),sendo que a acurácia diminui progressivamente a partir da décima terceira semana de gestação. Componentes básicos da assistência pré natal: · Risco gestacional; · Avaliação clínica do estado nutricional · Avaliação ginecológica; · PA; · Identificar anemia; · Medida da altura uterina; · Ausculta BCF; · Definição da idade gestacional; Cálculo da idade gestacional e da DPP · Regra de naguele: soma-se 7 dias e 9 meses à DUM; · A US antes das 26 semanas auxilia na identificação da DPP; · DUM é aceita quando estiver dentro do intervalo de confiança da USG, sendo 1 semana para USG primeiro trimestre, 2 semanas para USG segundo trimestre e 3 semanas para USG terceiro trimestre. · Abortamento: Processo pelo qual a cavidade uterina se esvazia de seu conteúdo gestacional antes que a gravidez atinja 20/22 semanas ou que o concepto ultrapasse 500g de peso; · Parto Prematuro: Ocorre antes da gestação completar 37 semanas e após ultrapassar 21 semanas. · Gestação a termo: Toda gestação que se encontra entre 37 semanas completas e 42 semanas incompletas Anamnese: · Idade; · História ginecológica e obstétrica: menarca, ciclos menstruais subsequentes, DUM, número de gestações, partos, abortos, via dos partos, intervalor interpartais, intercorrências gestacionais previas, idade de inicío da atividade sexual, número de parceiros, métodos contraceptivos e DSTs; · Desejo e planejamento da gravidez; · Antecedentes pessoas e familiares; · Hábitos sociais; · Estado atual (queixas, perdas vaginais, movimentação fetal, hábitos fisiológicos); Determinação do peso e altura: · Verificar peso e altura da paciente e calcular o IMC; · Sempre pesar a paciente; · Conforme a sua classificação de IMC a paciente irá apresentar um ganho de peso diferente; quanto mais alto o grau do IMC da paciente menor será o seu ganho de peso; Medida da PA: · Importante para o diagnóstico de pré eclampsia; · Classifica-se hipertensão: valores maior que 140/90; · HAS antes de 20 semanas de gravidez está associado a hipertensão prévia a gravidez; · HAS após a 20 semanas associada a proteinúria e defenida como pré-eclampsia; · Hipertensão gestacional é quando há HAS mas sem proteinúria; Avaliação ginecológica · 1 consulta: inspeção vulvar, exame especular, bacterioscopia de secreção vaginal, teste de Schiller, toque vaginal e palpação abdominal; · Nas próximas consulta o toque e o exame com espéculo só é necessário mediante queixas; · Realizar o exame das mamas para identificar situações que pdoem atrapalhar a amamentação, como mamilos invertidos ou planos , cicatrizes, mamas muito volumosas.... Avaliação obstétrica · Palpação com as manobras de leopold: · 1 delimitação do fundo uterino e observação do polo fetal, · 2 identificação do dorso · 3 polo cefálico e confirmar a apresentação fetal · 4: determinação da penetração do feto no estreito superior da bacia; · Altura uterina: · 10-12 semanas: útero palpável acima da sínfese púbica · Feita após 16 semanas – encontra-se a meio caminho entre a sínfise púbica e a cicatriz umbilical · Pode-se ver anormalidades de desenvolvimento fetal; · Medida da sínfise púbica ao fundo uterino; · Auscultua do BCF: sonar após 12 semanas, pinard 20 semanas; Avaliação laboratorial · Grupo sanguíneo, fator Rh e teste de combs · Prevenção de doença fetal hemolítica, o uso de imunoglobulina anti-D até 72 hrs pós parto reduz o risco de sensibilização; · Rh negativo deve-se realizar o teste de coombs indireto, se negativo repetir após a 30 semana; · Hematrócrito/hemoglobina · Anemia na gestação é diagnótica quando há valores menor que 11; · Suplementação de ferro: 200 mg de sulfato ferroso associados a 5 mg de ácido fólico a partir da 20 semanas; · Anemia moderada entre 8-10 tratar com 600mg de sulfato ferroso; · Ingestão de ferro associada a vitamina C; · Reavaliar em 30 dias; · Se persistir a anemia solicitar ferritina sérica se menor que 12 ug/L trata-se anemia ferropriva; avaliar adesão ao tratamento e pesquisar outras causas; · Anemia menor que 8 encaminhar para serviço especializado; · Sorologia para Síflis · Primeira consulta solicitar VDRl; · Quando positivo solicitar FTA-Abs e iniciar tratamento com penicilina bezetatina; · EAS · Verificar a presença de bacteriúria assintomática; · Crescimento da cultura acima de 100.000; · Tratamento: · Nitrofurantoína, 100mg, VO, 6/6 horas, 10 dias; · Cefalexina, 500mg, VO, 6/6 horas, 10 dias; · Amoxicilina/Clavulanato, 500/125mg, VO, 8/8 horas,10 dias; · Ampicilina, 500mg, VO, 6/6 horas, 7 a 10 dias. · Evitar Bactrim, principalmente no terceiro trimestre, pelo risco de Kernicterus. · Glicemia de jejum · Primeira consulta: · GJ > 126 se confirmada em outro dia - diabetes · GJ> 92 se confirmada em outro dia - diabetes gestacional · Entre 24 e 28 semanas · GJ > 126 se confirmada em outro dia diabetes · GJ> 92 se confirmada em outro dia diabetes gestacional · GJ entre 85-91 realizar TOTG 75g - corte GJ > 92, G 1h > 180 e G 2h>153; · GJ inferior a 85mg/dL baixo risco · Sorologia HIV · Primeira consulta; · Permite identificação precoce para o tratamento e prevenção da transmissão vertical; · Gestantes com resultado negativo devem repetir o exame com 30 semanas de gestação; · Sendo o resultado positivo, a gestante deve ser encaminhada para o serviço especializado e iniciar terapia anti-viral a partir de 14 semanas; · Sorologia para toxoplasmose · Quanto mais tardia a infecção maior é o risco de transmissão vertical; · Evitar contato com gatos; · Gestantes com IgG e IgM negativos realizar exames no segundo e no terceiro trimestre de gestação; · IgM e IgG negativos: gestante susceptível · Sorologia trimestral durante a gravidez · Orientações sobre a forma de contágio e prevenção da doença; · IgG + e IgM - : paciente imune/infecção crônica · Infecção passada e não há risco de reativação nas pacientes imunocompetentes; · IgM + e IgG -: infecção aguda ou falso positivo · Dosagem de IgA: teste confirmatório de infecção aguda/ desaparecem cerca de 4 meses após a infecção/pouco disponível · Iniciar tratamento com espiramicina e encaminhar PNAR; · Repetir IgG em algumas semanas; · IgG e IgM positivos: infecção aguda ou crônica · Presença de IgM residual( pode permanecer positivo por mais de 1 ano) indicando infecção crônica ou infecção aguda já com positivação do IgG? · Teste de Avidez de IgG( avalia a força de ligação antígeno-anticorpo). · Realizado até 16 semanas de gestação. · Baixa Avidez: Confirmada infecção aguda · Alta Avidez: sugestiva de infecção antiga. · Tratamento: · Sem evidência de infecção fetal: Espiramicina, 1g, VO, 8/8 horas. · Com evidência de infecção fetal: Espiramicina alternandomensalmente com Sulfadiazina 500mg a 1g, VO, 6/6 horas; Pirimetazina 50 mg/dia, VO e ácido folínico 10 mg/em dias alternados. · Sorologia Hepatite B · Solicitar HBSag na primeira consulta pré natal; · Rastreio e profilaxia contra infecção por streptococcus do grupo B · Profilaxia antibiótica durante TP ou durante amniorrexe contra infecção/sepse neonatal. · Toda gestante com fatores de risco ou com cultura positiva. · Fatores de risco: trabalho de parto menor 37 semanas; temperatura intraparto maior ou igual a 38C; Amniorrexe há mais de 18 horas; gestante com bacteriúria por Streptococcus em qualquer fase da gestação, mesmo após tratamento adequado. · Swab vaginal e retal para todas gestantes com IG entre 35-37 semanas · Tratamento: · Penicilina G Cristalina, 5.000.000 U, IV, dose ataque, seguida de 2.500.000 U, IV, 4/4 horas, até o parto; · Ampicilina, 2 g, IV, dose ataque, seguida de 1g, IV, 4/4 horas, até o parto. · ULTRASSONOGRAFIA · Antes 24 semanas apresenta benefícios aos pacientes: estima melhor a idade gestacional; detecta gestação múltiplas, evita estímulo ao parto por suspeita de pós-datismo; · Em locais com difícil acesso à US realizar entre 18 e 22 semanas; · São solicitadas 4 US 1. USG Endovaginal/Transvaginal do primeiro trimestre: Após a confirmação laboratorial da gestação, para determinação da IG(CCN), local da implantação ovular, visualização do saco gestacional, BCF e movimentação fetal, 2. US obstétrico/transvaginal com translucência nucal: Entre 11 e 13 semanas pode ser feito o US para: medida da trasnlucência nucal e rastreamento ecocardiográfico com avaliação da bexiga fetal, BCF e osso nasal; 3. US morfológico do segundo semestre: Entre 20-24 semanas pode ser feita ecografia morfológica com avaliação de todos os órgãos; 4. USG obstétrico do terceiro trimestre: Determinação da IG, vitalidade, peso, situação, posição e apresentação fetal, ILA, implantação placentária, etc. IMUNIZAÇÕES: · Tétano: caso tenham tomado há mais de 5 anos ou não tenham tomado; · Recomendada a partir de 20 semanas para profilaxia tétano neonatal e coqueluche no RN sendo 2 doses suficientes, com intervalo de 60 dias entre elas, sendo que a ultima dose deve ser administrada até 20 dias antes da DPP. · Influenza A quando está no período de vacinação; · Hepatite B: Esquema completo de três doses( 0-1-6 meses) se nunca vacinado ou completar esquema vacinal se recebida dose prévia. · Raiva: apenas em caso de acidente · Febre amarela: Geralmente contraindicada, podendo ser liberada para gestantes de áreas endêmicas, porém estas devem ser acompanhadas em relação aos eventos adversos da vacinação durante todo pré-natal e nascimento do Bebê. ACOLHIMENTO E ORIENTAÇÃO DA GESTANTE · Sinais de risco: · Sangramento na gestação; · Sangramento excessivo no parto ou no pós parto; · Convulsões; · Cefaleia intensa; · Febre e calafrios; · Perda de líquido vaginal; · Dor abdominal intensa; · Trabalho de parto com mais de 12 horas; PROBLEMAS COMUNS NA GRAVIDEZ: · Pirose, náuseas e vômitos · Diarreia e constipação · Cefaleia · Varizes e dores nas pernas; · Cãibras; · Cloasma; · Mudanças corporais; · Sangramento vaginal e dor em cólica; · Ocorrendo no início da gestação é um fator de risco para abortamento; · Informar que não há medicamentos e nem procedimentos que possam interferir no processo; · Caso ocorra piora dos sintomas, a gestante deve procurar a assistência hospitalar; DIETA E SUPLEMENTAÇÃO COM FERRO E VITAMINAS E GANHO DE PESO · A suplementação com ácido fólico deve ser feita 90 dias antes do início da gravidez e até o fim da gravidez; 5 mg; · Suplementação de ferro: Deve ser prescrita para as gestantes e mantida durante a amamentação ou até o segundo/terceiro mês pós-parto para as não lactantes(40 mg de ferro elementar/dia). · Estimular a ingestão de alimentos ricos em cálcio; Solicitação de exames laboratoriais: 1º trimestre 2º trimestre 3ºtrimestre ABO e Rh hemograma Hemograma Hemograma completo TOTG-75g VDRL GJ VDRL Anti-HIV VDRL Urocultura e EAS HBs-Ag HBs-Ag Toxplasmose em não imunes Urocultura e EAS Toxoplasmose IgM e IgG Coombs indireto se Rh - Coombs indireto se Rh - Anti HIV Toxplasmose em não imunes Urocultura e EAS