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Apostila DE Fisiologia Vegetal T&P_2013

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plúmula. Identifique cotilédone (s), hipocótilo, tegumento da semente e endosperma. Faça 
um esquema. 
PRÁTICA 11: Quebra de dormência de sementes de espécies florestais.
Introdução: Mesmo sob condições ambientais favoráveis e com alto vigor, muitas sementes só irão germinar se 
algum tratamento de quebra de dormência for aplicado às mesmas. Estes dependem do tipo de dormência, se 
exógena (do tegumento) ou endógena (do embrião). Alguns métodos são mais fáceis e baratos de serem 
utilizados, como o uso da água em várias temperaturas e tempos. Outros, como o ácido sulfúrico são perigosos e 
podem provocar danos ao embrião. Assim, é importante o conhecimento da dormência da semente das espécies e 
a melhor forma de quebrá-la, para a obtenção de alta taxa de germinação e produção de mudas uniformes e de 
qualidade. 
Objetivo: observar o efeito de diversos tratamentos pré germinativos na germinação de sementes de espécies 
florestais. 
Material:
Sementes de espécies florestais (leucena).
banho maria fervente.
Lixa.
Beckers.
Peneira.
Caixas gerbox.
Água destilada.
Papel filtro.
Pinça.
Procedimento: forre o fundo das caixas com 2 folhas de papel filtro. Umedeça-as com água destilada e distribua 
em cada placa 15 sementes da espécie selecionada, após realizados os tratamentos. 
Os tratamentos utilizados serão:
T 1: sem intervenção (testemunha).
T 2: imersão em água à temperatura ambiente por 3 horas.
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T 3: imersão em água quente, sem ferver (80°C) e deixar até a água atingir a temperatura ambiente.
T 4: Raspagem das sementes com lixa.
Coloque as sementes na germinadora a 25°C. Acompanhe a germinação, nas placas, durante 14 dias, 
anotando o número de sementes germinadas, a cada 7 dias. Os resultados obtidos deverão ser colocados na 
tabela abaixo. Se necessário, coloque mais água nas placas. 
Tratamento/
Placa
Número de sementes germinadas 
(dia) 
Porcentagem de 
germinação (%)
7 14
1
2
3
4
PRÁTICA 12: Indução de raízes adventícias em estacas.
Introdução: a propagação vegetativa por estacas de caule é uma prática comum em muitas plantas de interesse 
econômico. Dependendo do grau de lignificação, as estacas podem ser “herbáceas” ou “lenhosas”. Algumas 
espécies possuem regiões de iniciação radicular pré-formadas no periciclo e suas estacas enraízam facilmente. 
Na maioria das espécies, o enraizamento pode ser estimulado pela aplicação de auxinas, havendo outras que não 
enraízam mesmo com a aplicação deste hormônio. As auxinas comumente usadas para induzir o enraizamento 
são AIB e ANA, ambas sintéticas e, por isso, tem a vantagem de serem mais estáveis na planta. Sua aplicação 
pode ser feita de 3 maneiras:
-método de imersão lenta: estacas deixadas durante longo período (geralmente 24 horas) com suas bases numa 
solução aquosa diluída (20-200 mg.L-1).
-método de imersão rápida: as bases das estacas são imersas brevemente numa solução mais concentrada 
(1500-2000 mg.L-1) de auxina em álcool 50%.
-método de pó: as bases das estacas são umedecidas e introduzidas num pó inerte (comumente talco), contendo 
a auxina numa concentração de 1%, em geral.
O sucesso do enraizamento não depende apenas da auxina. Devem ser levados em conta outros fatores, como o 
tipo de estaca (juvenil, madura), presença de folhas, época do ano, composição do meio de enraizamento e grau 
de umidade, bem como a concentração de auxina para a estaca em estudo. O uso de altas concentrações de 
auxinas pode induzir a uma formação abundante de raízes, mas pode também inibir o crescimento posterior, tanto 
das raízes como do próprio caule. 
Objetivo: verificar o efeito da auxina na formação de primórdios radiculares em estacas e no crescimento 
posterior das raízes.
Material: 
Soluções aquosas de ANA a 100, 50, 20 e 0 mg.L-1.
Estacas de Coleus.
Copos (vidro ou plástico).
Procedimento: tome copos contendo soluções de ANA, nas concentrações citadas acima. Em cada copo 
mergulhe 30 mm da base de 3 estacas de Coleus sem folhas. Depois de 24 horas substitua as soluções do 
regulador por água destilada pura e deixe as estacas à luz difusa do laboratório. Após algumas semanas, conte o 
número de primórdios radiculares por tratamento e verifique comparativamente o comprimento das raízes.
Resultados e Discussão:
dados 0 mg.L-1 20 mg.L-1 50 mg.L-1 100 mg.L-1
Nº médio de raízes
Comprimento médio
Nº médio de brotações
Presença de calos
PRÁTICA 13: Efeito da temperatura, luz e inibidores naturais na germinação de sementes.
Introdução: muitas sementes quando recém-colhidas estão dormentes e germinam apenas em presença de luz. 
Determinadas faixas do espectro da radiação visível são mais eficientes do que outras na indução da germinação 
e devem, naturalmente, ser captadas por um pigmento fotorreceptor. Este pigmento, denominado fitocromo, é 
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constituído de um grupo cromóforo tetrapirrólico de cadeia aberta associado a uma proteína e apresenta-se sob 
duas formas fotoconversíveis: Fv (fitocromo que absorve o vermelho) e Fvd (fitocromo que absorve o vermelho 
distante). Quando o Fv absorve luz vermelha (660 nm) transforma-se em Fvd; quando o Fvd absorve luz vermelho 
distante (730 nm) transforma-se em Fv. As interconversões são produtos de reações luminosas de baixa energia, 
diferentemente de outros fenômenos fisiológicos, que requerem alta energia. Uma pequena variação na relação 
Fvd/Fv afeta consideravelmente mais a forma Fvd e esta é considerada a forma fisiologicamente ativa. Após a 
percepção e a absorção da radiação pelo fitocromo, uma série de reações é desencadeada afetando o 
crescimento. Além da germinação de sementes, o fitocromo está relacionado a uma série de eventos 
fotomorfogênicos como a floração, crescimento de entrenós, desenvolvimento da plântula, síntese de pigmentos, 
entre outros. 
Objetivo: estudar o efeito de diversos fatores (temperatura, luz e inibidores naturais) na germinação das 
sementes. 
Material: 
Sementes de Lactuca sativa (alface).
Folhas de Eucalyptus sp.
Placas de petri.
Gral com almofariz.
Algodão.
Beckers.
Funis de vidro.
Papel filtro.
Papel alumínio. 
Procedimento: separe 5 placas, forrando o fundo com 1 folha de papel filtro. Umedeça-o com água destilada e 
distribua, em cada uma, 10 sementes de Lactuca sativa. Monte o seguinte experimento:
PLACA 1- coloque na germinadora a 25°C.
PLACA 2 - cubra-a com papel escuro e coloque na germinadora.
PLACA 3 - acrescente extrato de folhas de eucalipto e deixe a placa na germinadora a 25°C.
PLACA 4- coloque a 5ºC.
PLACA 5 - temperatura ambiente. 
Acompanhe a germinação, nas placas, durante 1 semana, anotando o número de sementes germinadas, a cada 
24 horas. Se necessário, coloque mais água nas placas. Os resultados obtidos deverão ser colocados em tabela 
(modelo abaixo) e passados a um gráfico. 
Preparo do extrato de eucalipto: pegue cerca de 5 folhas, acrescente 5-7 mL de água destilada em almofariz. 
Macere o material até obter uma mistura homogênea. Filtre o extrato usando um funil com uma mecha de algodão 
e mantenha o filtrado em um copo de Becker.
Resultados e discussão:
Tratamento/
Placa
Número de 
sementes 
germinadas 
Total (%)
1
2
3
4
5
PRÁTICA 14: Efeito do 2,4-D no alongamento de raízes.
Introdução: as raízes são extremamente sensíveis a auxinas quando comparadas com coleóptilos e caules. 
Como as auxinas aparentemente não são sintetizadas na ponta da raiz, mas vêm da parte aérea, por transporte 
polar acrópeto (nas raízes), o seu papel regulador no alongamento é duvidoso. As raízes sintetizam etileno. Sabe-
se que o etileno inibe o alongamento radicular com a mesma eficiência com que inibe o alongamento do caule 
(exceto em plantas aquáticas, como arroz). É possível que a inibição do alongamento das raízes por auxina, em 
concentrações supra-ótimas,