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Página 1 de 18 UNINGÁ – CENTRO UNIVERSITÁRIO Curso de Farmácia EAD CAMILA DE FREITAS ANTUNES RA: 108034-21 RELATÓRIO DE AULA PRÁTICA DE CONTROLE DE QUALIDADE E GESTÃO NA INDÚSTRIA FARMACÊUTICA Toledo/PR, 2025. Página 2 de 18 1. INTRODUÇÃO “A garantia da qualidade é um processo contínuo que visa garantir que um medicamento atenda aos padrões de qualidade exigidos pelos órgãos regulatórios. O controle de qualidade é um componente fundamental de garantia da qualidade, que envolve a realização de testes e análises em todas as etapas do processo de produção do medicamento para garantir que ele atenda aos requisitos de qualidade estabelecidos.” (Silva, A. Controle de Qualidade de Medicamentos. Revista Eletrônica de Farmácia, v. 09, n. 01, 2012). Segundo Silva et al. (2017, p. 142), “para a identificação do ácido acetilsalicílico, pode-se utilizar o teste de coloração com cloreto férrico. Quando em contato com o AAS, o cloreto férrico produz uma coloração violeta intensa.” Segundo a Farmacopeia Brasileira, o ensaio de pureza de medicamentos consiste em avaliar a presença de impurezas, substituintes e outras substâncias estranhas à disse indicada do princípio ativo em um medicamento (ANVISA, 2010). De acordo com a ANVISA (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), o teste de peso médio de medicamentos é um ensaio que avalia a uniformidade do peso de comprimidos, cápsulas ou drágeas, com base em uma amostra representativa do lote. Esse teste é uma medida para garantir a qualidade e segurança dos medicamentos para o consumo humano (ANVISA, 2017). De acordo com a Farmacopeia Brasileira, o teste de dureza de medicamentos é realizado utilizando um aparelho chamado testador de dureza, que é capaz de aplicar uma força de compressão controlada sobre o comprimido e medir a resistência oferecida pelo medicamento (FARMACOPEIA BRASILEIRA, 2010). Essa medida é importante para garantir a qualidade e a uniformidade dos comprimidos Página 3 de 18 produzidos, pois ajuda a avaliar a capacidade do comprimido em suportar forças mecânicas durante o acondicionamento, transporte e manuseio (EUROPEAN PHARMACOPEIA, 2021). “O teste de friabilidade é um método de avaliação da resistência física de comprimidos, cápsulas e drágeas. O procedimento consiste em submeter a amostra de medicamento a um processo de fricção e impacto em uma máquina que simula as condições de transporte e manuseio. A medida da perda de massa durante o teste indica a susceptibilidade do produto a deterioração por efeito mecânico” (MARTINS, 2017, P 64). O teste de desintegração é um método comumente utilizado para determinar a qualidade e a eficácia de medicamentos sólidos, garantindo a rápida desintegração e dissolução dos comprimidos ou cápsulas no trato gastrointestinal.” (LOPES, 2015, p. 142). De acordo com a Sociedade Brasileira de Farmacologia e Terapêutica Experimental (SBFTE), “os testes de doseamento de medicamentos são essenciais para garantir que a quantidade adequada do princípio ativo seja administrada ao paciente” (SBFTE, 2021, p 1). “Os testes de dissolução têm a finalidade de avaliar a velocidade e extensão com que uma formulação de medicamentos é dissolvida em um meio específico permitindo a avaliação da sua qualidade e desempenho terapêutico” (SOUSA et al., 2019, p. 35). Página 4 de 18 2. OBJETIVOS Os objetivos da aula prática foi a realização de testes de controle de qualidade onde foi possível a identificação do ácido acetilsalicílico, ensaio de pureza, peso médio, dureza, friabilidade, desintegração, doseamento e dissolução. 3. MATERIAL E MÉTODOS 1- Peso Médio. Materiais utilizados: 20 comprimidos de AAS, balança semi-analítica, vidro de relógio e a pinça. Método: pesar individualmente 20 unidades de AAS e calcular o peso médio. 2- Dureza. Materiais utilizados: 10 comprimidos de AAS e aparelho de durômetro. Método: medir a dureza de 10 unidades de comprimidos individualmente e calcular a média. 3- Friabilidade. Materiais utilizados: pinça, pincel, vidro de relógio, balança semi-analítica e o aparelho de friabilômetro. Método: aplicação do teste de friabilidade. 4- Identificação. Materiais utilizados: comprimidos de AAS, vidro de relógio, graau, pistilo, béquer, pipeta volumétrica, balança semi-analítica, capela, aquecedor, hidróxido de sódio 5 M, ácido sulfúrico e cloreto férrico. Página 5 de 18 Método: colorimetria. 5- Ensaio de Pureza. Materiais utilizados: comprimidos de AAS, balança semi-analítica, suporte universal, balão volumétrico, papel de filtro, tubo nessler, pipeta, funil, álcool etílico, água resfriada e sulfato férrico amoniacal. Método: semiquantitativo. 6- Doseamento. Materiais utilizados: comprimidos de AAS, Erlenmeyer, ácido clorídrico, hidróxido de sódio, vermelho de fenol, aquecedor, capela, bureta, espátula, vidro de relógio, graau, pistilo e balança semi-analítica. Método: teste de doseamento por meio da titulação. 7- Desintegração. Materiais utilizados: comprimidos de AAS e o aparelho de desintegração. Método: aplicação do teste de desintegração. 8- Dissolução. Materiais utilizados: comprimidos de AAS, filtro, béquer, dissolutor e aparelho de espectrofotômetro. Método: aplicação do teste de dissolução. PRÁTICA NÃO REALIZADA. O APARELHO DISSOLUTOR NÃO ESTAVA FUNCIONANDO NA HORA DA PRÁTICA. Página 6 de 18 4. RESULTADOS E DISCUSSÃO 1- Peso médio. Para a determinação do peso médio foi pesado individualmente 20 comprimidos de AAS e posteriormente foi calculado o peso médio, segue a tabela com os valores obtidos de cada um deles: Comprido 01: 0,159 g Comprimido 11: 0,153 g Comprimido 02: 0,156 g Comprimido 12: 0,150 g Comprimido 03: 0,158 g Comprimido 13: 0,152 g Comprimido 04: 0,142 g Comprimido 14: 0,156 g Comprimido 05: 0,154 g Comprimido 15: 0,146 g Comprimido 06: 0,159 g Comprimido 16: 0,151 g Comprimido 07: 0,156 g Comprimido 17: 0,142 g Comprimido 08: 0,160 g Comprimido 18: 0,149 g Comprimido 09: 0,160 g Comprimido 19: 0,156 g Comprimido 10: 0,156 g Comprimido 20: 0,155 g Média = 3,065 ÷ 20= 0,1532 0,1532--------- 100% X ---------------- 7,5% X = 0,012 Página 7 de 18 0,1532 + 0,012 = 0,165 = valor máximo do peso médio. 0,1532 - 0,012 = 0,142 = valor mínimo do peso médio. De acordo com os valores estabelecidos na tabela 1 de critérios de aceitação para o teste de peso médio, os comprimidos de AAS estão aprovados. 2- Ensaio de Dureza. Para a realização deste teste foi utilizado o aparelho de durômetro onde foi realizado o teste em 10 comprimidos de AAS que obteve os seguintes valores: Comprimido 01: 2,0 Kg. F Comprimido 06: 4,0 Kg. F Comprimido 02: 2,8 Kg. F Comprimido 07: 3,5 Kg. F Comprimido 03: 4,5 Kg. F Comprimido 08: 3,5 Kg. F Comprimido 04: 3,5 Kg. F Comprimido 09: 3,5 Kg. F Comprimido 05: 3,0 Kg. F Comprimido 10: 3,5 Kg. F Média da dureza: 3,38 Kg. F ou 33,8 newtons (N). Este teste é informativo (não é critério de exclusão), porém pode fornecer indicativo da biodisponibilidade do produto. 3- Friabilidade. Para a realização deste teste foi utilizado o aparelho de friabilômetro onde foi realizado com 3 comprimidos de AAS que obteve os seguintes resultados: Peso inicial: 3,045 g Diferença: 0,023 g Página 8 de 18 Peso final: 3,022 g Friabilidade (%): 0,76 % 3,045 ------- 100% 0,23 -------- X X = 0,76 % Sendo assim, de acordo com os critérios de aceitação da tabela 2 do roteiro da aula prática, este resultado está aprovado. 4- Identificação. Para realização deste teste foi utilizada a técnica de colorimetria para identificação do princípio ativo do medicamento AAS. 0,145 g ----- 0,1 AAS X ------0,5 AAS X = 0,770 g De acordo com o teste de colorimetria realizado, dentro dos comprimidos existe o princípio ativo do ácido acetilsalicílico, comprovado pela coloração violeta intensa desenvolvida durante o teste. 5- Ensaio de Pureza. Cálculo realizado para saber a quantidade de AAS que foi utilizado para executar essa prática: 0,154 x 2 = 0,308 g O resultado obtido foi positivo dentro limite estabelecido. A coloração da amostra do tubo A estava menos intensa do que a coloração violeta do tubo P que era o padrão. Página 9 de 18 6- Doseamento. Para este teste foi utilizado 20 comprimidos de AAS, transferindo-se a quantidade de 0,809 para um Erlenmeyer, adicionado 30 mL de ácido clorídrico 0,5 M. Este líquido foi fervido em um aquecedor dentro da capela por 10 minutos. Após esfriar foi feito a técnica pelo método de titulação com hidróxido de sódio 0,5 M utilizando como indicador o vermelho de fenol. Cálculo realizado para obter a quantidade equivalente a 0,500 g de AAS: 0,1618 ------ 0,100 g X ----------- 0,500 g X = 0,809 g (quantidade pesada de AAS triturado). Resultado: 1 mL de NAOH -------- 45,040 NAOH 11,3 mL (volume da bureta) ------- X X = 0,508 g 0,5 g AAS ------- 100 % 0,508 g ------ X X = 101,6 Segundo os critérios de aceitação da tabela do roteiro de aula prática o valor mínimo é de 95 % e o máximo é de 105 %. Sendo assim, a quantidade declarada de C9H8O4 está aprovada por estar dentro dos limites estabelecidos. Página 10 de 18 7- Desintegração. Este teste foi realizado no aparelho de desintegração. Comprimidos de: AAS. Tempo de desintegração dos 6 comprimidos: 8 segundos. Critérios de aceitação: máximo 5 minutos. O teste foi realizado pela professora Clara, após ela ligar o aparelho os comprimidos levaram 8 segundos para se desintegrar completamente, sendo assim, esse teste foi aprovado por estar de acordo com os critérios de aceitação da tabela 3 do roteiro da aula prática. 8- Dissolução. PRÁTICA NÃO REALIZADA. O APARELHO DISSOLUTOR NÃO ESTAVA FUNCIONANDO NA HORA DA PRÁTICA. 5. CONCLUSÃO A gestão da qualidade abrange todas as etapas do ciclo de vida do medicamento, desde a pesquisa e desenvolvimento até a produção, distribuição e consumo. Envolve a implementação de sistemas de gestão da qualidade robustos, como as Boas Práticas de Fabricação (BPF). Inclui o monitoramento e avaliação contínua dos processos, a identificação de não conformidades, a análise de causa raiz e a implementação de ações corretivas. Na aula realizada foram realizados teste de Controle de Qualidade, como peso médio, ensaio de dureza, friabilidade, identificação, ensaio de pureza, doseamento, desintegração e dissolução. A disciplina de Controle de Qualidade e Página 11 de 18 Gestão na Indústria Farmacêutica é crucial para assegurar a segurança, eficácia e qualidade dos medicamentos, protegendo a saúde pública e mantendo a confiança dos consumidores. 6. REGISTRO FOTOGRÁFICO Figura 1 – Vidrarias Figura 2 – Corte do comprimido para Peso médio Figura 3 – Aparelho duromêtro Figura 4 – Ajuste do comprimido Página 12 de 18 Figura 5 – Comprimidos quebrados Figura 6 – Aparelho de Friabilidade Figura 7 – Pesagem friabilomêtro Página 13 de 18 Figura 8 – Pesagem Figura 9 – Pó de AAS dissolvido Figura 10 - Aquecimento Página 14 de 18 Figura 11 – preparo doseamento Figura 12 – Filtragem doseamento Figura 13 – Adicionando reagente Figura 14 – Sulfato férrico amoniacal Página 15 de 18 Figura 15 – Adicionando reagente Figura 16 – preparação tubo de nessler Figura 17 – Ensaio de Pureza Página 16 de 18 Figura 18 – Explicação Aparelho Desintegração Figura 19 – Prática de Desintegração Figura 20 – Aparelho de Dissolução Página 17 de 18 REFERENCIAS: ANVISA. Guia de Validação de Métodos Analíticos e Bioanalíticos. Brasília, 2017. Disponível em: https://www.gov.br/anvisa/pt-br/assuntos/farmacias/guia-de- validacao-de-metodos-analiticos-e-bioanaliticos.pdf. Acesso em: 06 de junho de 2023. SILVA, A. Controle de Qualidade de Medicamentos. Revista Eletrônica de Farmácia, v. 09, n. 01, 2012. SILVA, J. M. et al. Desenvolvimento de metologias analíticas para controle de qualidade de medicamentos. Rio de Janeiro: Ciência Moderna, 2017. ANVISA. Resolução RDC nº 166, de 24 de julho de 2017. Dispõe sobre as Boas Práticas de Fabricação de Medicamentos. Disponível em: . Acesso em 06 jun. 2023. FARMACOPÉIA BRASILEIRA. 5. ed. Brasília: ANVISA, 2010. EUROPEAN PHARMACOPOEIA. 10th ed. Strasbourg: Council of Europe, 2021. MARTINS, J. A. Farmacotécnica: princípios e técnicas. 4. ed. São Paulo: Atheneu, 2017 LOPES, A. Testes farmacêuticos. São Paulo: Atheneu, 2015. Sociedade Brasileira de Farmacologia e Terapêutica Experimental (SBFTE). (2021). Testes de doseamento. Acesso em 06 de junho de 2023, de http://www.sbfte.org.br/sbfte/ensino.html#dosagens Página 18 de 18 SOUSA, A. F. et al. Testes de dissolução de medicamentos: fundamentos e aplicabilidades. Farmacêutica em Foco, v. 16, n. 1, p. 34-42, 2019