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Tratamento Nutricional na LRA e DRC Prof. Dra. Juliana Mauri LESÃO RENAL AGUDA ( LRA) DOENÇA RENAL CRONICA Doenças Renais: Abordagem Nutricional Lesão renal aguda (DRA) ou doença renal crônica (DRC), a filtração é comprometida. Isso gera acúmulo de substâncias no sangue que deveriam ser eliminadas: AJUSTES NUTRICIONAIS CAUSAS - Desidratação, medicamentos, obstrução CAUSAS - Diabetes, hipertensão, glomerulopatias TRATAMENTO Corrigir a causa + suporte (às vezes diálise temporária) TRATAMENTO Controle da progressão, manejo dos sintomas e diálise crônica, se necessário TFG -Queda rápida, mas pode recuperar TFG- DESNUTRIÇÃO Ajustes Nutricionais Prevenir a progressão mais rápida da doença OBJETIVOS ✓ Não há instrumento de triagem específico Triagem e Avaliação Parâmetro Avaliado Uso Atual/Diretrizes Recentes Triagem nutricional frequente ≥ 2 vezes ao ano para DRC 3–5 Avaliação completa No início da diálise, anualmente ou conforme triagem Ferramentas de composição corporal BIA e DXA Força muscular (handgrip) Indicador funcional Marcadores bioquímicos Albumina utilizada como preditor importante Exame LRA – Lesão Renal Aguda (Reversível) DRC – Doença Renal Crônica (Irreversível) Creatinina ↑ Rápido e súbito (> 0,3 mg/dL em 48h ou > 1,5x o valor basal) ↑ Progressivo, elevação lenta ao longo dos meses Ureia ↑ Rápida (marcador de retenção nitrogenada aguda) ↑ Elevada de forma crônica e persistente Taxa de Filtração Glomerular (TFG) Pode cair bruscamente (mas pode recuperar) 15 Terapia Renal Substitutiva (TRS) Fase 5 (TFG 5,5 mEq/L Normal se função preservada; 2,0 – 3,0 g/dia 2,0 g/dia Fosforo Considerado Elevado > 4,6 mg/dL (início) > 5,5 mg/dL (crítico) Normal na fase inicial; se elevação 800–1.000 mg/dia 800–1.000 mg/dia, com quelantes se necessário Orientações Nutricionais Lista dos alimentos permiti e restritos Mineral Evitar (alto teor) Liberado (baixo teor) Sódio Embutidos, enlatados, salgadinhos, refrigerantes, temperos prontos, macarrão instantâneo Frutas frescas, arroz, feijão fresco, carnes magras, legumes e verduras in natura, temperos naturais Potássio Banana, abacate, laranja, melão, batata, tomate, feijão, castanhas, coco, chocolate Maçã, pera, uva, morango, melancia, pepino, alface, abobrinha, cebola, cenoura pré- cozida. Fósforo Refrigerantes de cola, queijos amarelos, frios, embutidos, castanhas, chocolates, alimentos ultraprocessados Carnes magras frescas, ovos cozidos, leite desnatado moderado, vegetais frescos, frutas, feijão cozido sem excesso Estratégias Práticas Orientações Nutricionais Evitar ultraprocessados ricos em fósforo → o fósforo orgânico (presente naturalmente nos alimentos) tem absorção de 40% a 60%, enquanto o inorgânico dos aditivos é absorvido em até 90%. Distribuir as porções ao longo do dia para manter estabilidade sérica. Cozinhar vegetais ricos em potássio: Cozinhar em água abundante, descartar a água e depois refogar ou preparar. Isso reduz 30% a 50% do potássio. Recomendações Nutricionais Vitaminas Vitamina Necessidade na Hemodiálise Motivo da Maior Necessidade Principais Fontes Alimentares B1 (Tiamina) 1,0 – 1,5 mg/dia Perdas durante a diálise e menor ingestão alimentar Cereais integrais, leguminosas, carne magra B2 (Riboflavina) 1,1 – 1,3 mg/dia Perda no dialisador e metabolismo aumentado Leite, ovos, vegetais verdes B6 (Piridoxina) 10 – 20 mg/dia Perdas na diálise, metabolismo alterado e uso de quelantes Peixes, frango, banana, batata B12 (Cobalamina) 2,4 – 4,0 µg/dia Perda parcial no dialisador + dieta restrita Fígado, ovos, leite, carnes magras Vitamina Necessidade na Hemodiálise Motivo da Maior Necessidade Principais Fontes Alimentares Ácido Fólico (B9) 1,0 mg/dia Perda durante a diálise + aumento da eritropoiese Folhas verdes, feijão, fígado Vitamina C 60 – 100 mg/dia Perda no dialisador e estresse oxidativo aumentado Laranja, kiwi, acerola, morango Vitamina D Avaliada individualmente Alterações no metabolismo do cálcio e fósforo Peixes, gema de ovo, suplementação Vitamina E 200 – 400 UI/dia Ação antioxidante e redução do estresse oxidativo Oleaginosas, óleos vegetais, abacate Recomendações Nutricionais Vitaminas Primeira conduta: restrição dietética (800–1.000 mg/dia). •Indicação de quelantes: • Fósforo sérico >5,5 mg/dL, mesmo após ajuste da dieta. • Frequente em pacientes em diálise. •Principais classes: • Carbonato de cálcio • Sevelâmer •Alvo: manter fósforo 3,5 – 4,6 mg/dL (KDIGO 2024). ALERTA! Volume diário permitido Diurese + 500 mL Exemplo: Diurese de 700 mL → 1.200 mL/dia Paciente anúrico → 500–800 mL/dia Tratamento Conservador Hipoproteica ESTUDO DE CASO DOENÇA RENAL CRÔNICA Paciente C.F.S, sexo feminino, 72 anos, viúva, dona de casa durante toda a vida, mora com o filho, natural de santos, São Paulo. Pacientes com insuficiência renal crônica em tratamento hemodialitico há 4 anos, realiza sessões 3x/semana com duração de 4 horas. Há aproximadamente um mês tem se queixado de náuseas, vômitos, diminuição da ingestão alimentar. Relata dificuldade em mastigar. Antropometria Peso atual – 45,0 kg Estatura – 1, 48cm Diurese – 800 ml/dia Exames Laboratoriais /valor referência para pacientes em hemodiálise Glicemia – 85 mg/dL /70 a 99,0 mg/dL Potássio – 5,8 mmol/L /3,5 a 5,5 mmo/L Fosforo – 5,9mg/dL /3,5 a 4,5 mg/dL Refeição Alimentos /preparação Café da Manhã (05:30) Café infusão com leite integral, Açúcar refinado, Enroladinho de queijo com peito de peru Mamão Almoço (11:30) Sopa de macarrão com legumes e frango Doce de mamão Lanche da tarde (14:30) Iogurte de morango Biscoito amanteigado Laranja lima Jantar (19:30) Arroz Feijão Cenoura Carne Doce pêssego em calda Ceia (21:30) Café infusão, leite integral e açúcar refinado Nutrientes/ Recomendação para insuficiência renal crônica Energia – 1634 kcal/dia ou 28kcal/dia / 30 a 35kcal/dia Proteínas – 1,0g/kg peso/dia /1,2g/kg/dia Potássio – 3000 mg / 2000 a 3000mg Fosforo – 1200 mg/dia /800 a 1000 mg/dia 1. CALCULE A NECESSIDADE ENERGETICA FATOR INJURIA DRC 1,3 2. QUAIS AS RECOMENDAÇÕES NUTRICIONAIS (MACRONUTRIENTES, SÓDIO, POTASSIO E FOSFORO? 3. QUAL A PRESCRIÇÃO DIETETICA ? 4.IMAGINE QUE ESSA PACIENTE CHEGOU NO SEU CONSULTÓRIO E RELATOU O DIA ALIMENTAR HABITUAL ACIMA. QUAIS ORIENTAÇÕES NUTRICIONAIS VC DARIA PARA ESSA PACIENTE? Slide 1 Slide 2 Slide 3 Slide 4 Slide 5 Slide 6 Slide 7 Slide 8 Slide 9 Slide 10 Slide 11 Slide 12 Slide 13 Slide 14 Slide 15 Slide 16 Slide 17 Slide 18 Slide 19: ESTUDO DE CASO DOENÇA RENAL CRÔNICA Slide 20 Slide 21 Slide 22 Slide 23