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Resumo – Terapia Nutricional em 
HIV/AIDS 
HIV e AIDS 
HIV 
Vírus que infecta e destrói os linfócitos CD4+, enfraquecendo progressivamente o sistema 
imunológico. 
AIDS 
Fase avançada da infecção, caracterizada por: 
● CD4 10%; 
● Diarreia crônica (> 1 mês); 
● Febre persistente; 
● Candidíase oral. 
Estágio IV – AIDS 
● CD4 10% do peso habitual 
Associada a: 
✔ Diarreia crônica (> 30 dias) 
OU 
✔ Febre persistente e astenia (> 30 dias) 
 
Consequências: 
● Perda intensa de massa muscular; 
● Piora imunológica; 
● Aumento da mortalidade. 
 
Terapia Antirretroviral (TARV) 
Benefícios 
Supressão viral 
● Redução da replicação do HIV. 
Recuperação imunológica 
● Aumento da contagem de CD4. 
Redução de infecções oportunistas 
 
Efeitos Adversos Metabólicos 
Dislipidemia 
● ↑ Colesterol total 
● ↑ LDL 
● ↑ Triglicerídeos 
● ↓ HDL 
 
Alterações glicêmicas 
● Resistência à insulina 
● Diabetes mellitus 
 
Toxicidade óssea 
● Osteopenia 
● Osteoporose 
● Deficiência de vitamina D 
 
Hiperlactatemia 
Associada ao uso de alguns antirretrovirais. 
 
Avaliação Nutricional 
Todos os pacientes HIV+ possuem risco nutricional. 
História Clínica 
Avaliar: 
● Tempo de infecção; 
● Uso da TARV; 
● Sintomas gastrointestinais; 
● Histórico de infecções oportunistas. 
 
Avaliação Bioquímica 
Painel Imunológico 
CD4+ 
● Avalia imunossupressão. 
Carga viral 
● Avalia atividade viral. 
 
Perfil lipídico 
● Colesterol total 
● HDL 
● LDL 
● Triglicerídeos 
 
Perfil glicêmico 
● Glicemia de jejum 
● Insulina 
 
Marcadores inflamatórios 
● PCR 
● TNF-α 
 
Estado nutricional 
● Albumina 
● Eletrólitos 
Recomendações Nutricionais 
Fase Assintomática 
Energia 
30–35 kcal/kg/dia 
Proteína 
1,1–1,2 g/kg/dia 
Objetivo: 
● Manutenção do peso. 
 
Fase Sintomática 
Energia 
≈ 40 kcal/kg/dia 
Proteína 
1,5–2,0 g/kg/dia 
Objetivo: 
● Recuperação ponderal e muscular. 
 
Fase Aguda (AIDS/Infecções) 
Energia 
≈ 40 kcal/kg/dia 
Proteína 
2,0–2,5 g/kg/dia 
Objetivo: 
● Combater hipercatabolismo. 
 
Distribuição dos Macronutrientes 
Carboidratos 
45–65% do VET 
Preferir: 
● Integrais 
● Baixo índice glicêmico 
Fibras 
25–30 g/dia 
 
Lipídios 
20–35% do VET 
Evitar: 
● Gorduras trans 
● Gorduras saturadas 
Priorizar: 
● Ômega-3 
Benefícios: 
● Redução dos triglicerídeos; 
● Controle inflamatório. 
 
Manejo da Diarreia e Disbiose 
Complicação muito comum em pacientes HIV. 
Probióticos 
● Lactobacillus 
● Bifidobacterium 
Benefícios: 
● Melhoram microbiota intestinal; 
● Fortalecem imunidade intestinal. 
 
Glutamina 
Dose citada: 
 30 g/dia 
Benefícios: 
● Reduz diarreia associada à TARV; 
● Mantém integridade intestinal. 
Escalonamento da Terapia Nutricional 
1. Suplementação Oral 
Indicada para: 
● Hipermetabolismo; 
● Dificuldade de mastigação; 
● Lesões orais; 
● Candidíase. 
 
2. Terapia Nutricional Enteral (TNE) 
Indicada quando: 
● Ingestão oral insuficiente; 
● Perda de peso progressiva; 
● Necessidade de maior aporte energético. 
 
3. Nutrição Parenteral (NPT) 
Reservada para: 
● Falência intestinal; 
● Má absorção grave; 
● Diarreia intratável. 
 
Resumo Completo – Terapia Nutricional 
em Pacientes Neurológicos (AVC e 
Alzheimer) 
 
Importância da Nutrição nas Doenças 
Neurológicas 
As doenças neurológicas afetam cerca de 1 bilhão de pessoas no mundo. 
A nutrição pode atuar de duas formas: 
Como tratamento principal 
● Exemplo: AVC. 
● A dietoterapia auxilia diretamente na recuperação metabólica e funcional. 
Como tratamento coadjuvante 
● Exemplo: epilepsia. 
● A nutrição complementa o tratamento médico e ajuda no controle dos sintomas. 
 
AVC (Acidente Vascular Cerebral) 
Epidemiologia 
O AVC é: 
● A 2ª principal causa de mortalidade no Brasil; 
● Uma das doenças neurológicas mais agressivas; 
● Cerca de 85% dos casos são de origem tromboembólica (isquêmica). 
 
Principais fatores de risco 
Metabólicos 
● Diabetes mellitus 
● Obesidade 
● Dislipidemia 
Cardiovasculares 
● Hipertensão arterial (HAS) 
● Doença coronariana 
Estilo de vida 
● Tabagismo 
● Alimentação inadequada 
● Idade avançada 
 
Ciclo da Desnutrição no AVC 
Após o AVC ocorre: 
1. Disfunção neuromuscular 
● Fraqueza 
● Hemiparesia 
● Alterações visuais 
● Apraxia 
↓ 
2. Comprometimento da ingestão oral 
● Disfagia 
● Dificuldade de autoalimentação 
↓ 
3. Desnutrição aguda 
● Perda de massa muscular 
● Queda da imunidade 
↓ 
4. Pior prognóstico 
● Aumento da mortalidade 
● Mais complicações 
● Maior tempo de internação 
⚠ A intervenção nutricional precoce interrompe esse ciclo. 
 
Prescrição Nutricional no AVC 
Energia 
25–35 kcal/kg/dia 
 
Proteínas 
0,8–1,5 g/kg/dia 
Objetivos: 
● Preservar massa muscular; 
● Melhorar recuperação funcional. 
 
Carboidratos 
50–55% do VET 
 
Lipídios 
25–35% do VET 
Priorizar: 
● Gorduras monoinsaturadas; 
● Ômega-3. 
 
Hidratação 
30–50 mL/kg/dia 
 
Alimentos Recomendados para AVC 
Fibras 
(frutas, verduras e cereais integrais) 
Benefícios: 
● Controle glicêmico; 
● Redução da absorção de colesterol. 
 
Peixes (Ômega-3) 
Benefícios: 
● Neuroproteção; 
● Redução do risco cardiovascular. 
 
Leite e derivados 
Fontes de: 
● Cálcio 
● Potássio 
● Magnésio 
Auxiliam: 
● Controle da pressão arterial; 
● Redução da aterosclerose. 
 
Doença de Alzheimer 
É a principal causa de demência. 
Representa aproximadamente: 
● 50% dos casos de demência 
● Principal causa de incapacidade em idosos. 
 
Progressão da doença 
Fase 1 
● Degeneração neuronal; 
● Atrofia cortical. 
Fase 2 
● Comprometimento das sinapses; 
● Reflexos prejudicados. 
Fase 3 
● Perda progressiva da capacidade neuronal; 
● Dependência funcional crescente. 
 
Nutrição no Alzheimer 
Objetivo principal 
⚠ Evitar perda de peso e desnutrição. 
A alimentação inadequada acelera a progressão da doença. 
 
Recomendações 
Energia 
Paciente geralmente normometabólico. 
Objetivo: 
● Manter peso corporal. 
 
Proteína 
0,8–1,0 g/kg/dia 
 
Carboidratos 
55–60% do VET 
 
Lipídios 
25–30% do VET 
Priorizar: 
● Ômega-3 
● Ácido linoleico 
 
Fibras 
25–30 g/dia 
 
Água 
Mais de: 
 8 copos (≈1600 mL/dia) 
 
Papel do Cuidador 
O cuidador é fundamental para evitar perda de peso. 
Estratégias 
Estímulo visual 
● Pratos coloridos; 
● Boa apresentação dos alimentos. 
 
Adaptação da consistência 
● Dietas macias; 
● Facilitar mastigação e deglutição. 
 
Rotina alimentar 
● Refeições fracionadas; 
● Horários regulares. 
 
Restrições 
Evitar excesso de: 
● Açúcar 
● Sal 
● Gordura saturada 
 
Suplementação 
Se ingestão alimentar● Alto risco de aspiração. 
Gastrostomia 
Indicada quando necessidade de suporte > 4 semanas. 
Escala de Espessantes 
Néctar 
● Líquido levemente espesso; 
● Pode ser ingerido em copo. 
 
Mel 
● Mais espesso; 
● Escorre lentamente. 
 
Pudim 
● Muito espesso; 
● Mantém forma; 
● Consumido com colher. 
 
Diretrizes de Alta Hospitalar 
1. Dieta rica em fibras 
● Controle glicêmico 
● Redução do colesterol 
2. Inclusão de peixes ricos em ômega-3 
● Neuroproteção 
● Saúde cardiovascular 
3. Consumo de laticínios 
● Cálcio 
● Potássio 
● Magnésio 
4. Monitoramento da disfagia 
● Uso de espessantes quando necessário 
● Prevenção da aspiração 
5. Fracionamento das refeições 
● Facilita ingestão 
● Evita fadiga 
● Reduz risco de perda de peso 
 
Impacto da Desnutrição no Câncer 
A desnutrição é uma das principais complicações em pacientes oncológicos. 
Dados importantes: 
● Acomete 40% a 80% dos pacientes com câncer. 
● Até 20% dos óbitos são atribuídos à desnutrição e não diretamente ao tumor. 
Principais causas: 
✅ Demanda tumoral aumentada → competição por glicose e nutrientes. 
✅ Inflamação sistêmica → liberação de TNF-α, IL-6 e outros mediadores inflamatórios. 
✅ Baixa ingestão alimentar → anorexia, náuseas, disfagia, mucosite. 
Consequência: 
➡ Caquexia, caracterizada por perda progressiva de massa muscular e gordura corpora
Triagem e Diagnóstico Nutricional 
Ferramentas de Triagem 
NRS-2002 (ESPEN) 
Utilizada principalmente em pacientes hospitalizados. 
Avalia: 
● IMC 
● Perda de peso 
● Ingestão alimentar 
● Gravidade da doença 
Risco nutricional: ≥ 3 pontos. 
 
MST 
Mais utilizada em ambiente ambulatorial. 
Avalia: 
● Perda de peso involuntária 
● Alteração do apetite 
Possui alta especificidade para identificar risco nutricional. 
 
MUST 
Mais indicada para idosos. 
Avalia: 
● IMC 
● Perda de peso 
● Ingestão alimentar 
Alto risco: escore ≥ 2. 
 
ASG-PPP (Padrão-Ouro em Oncologia) 
Ferramenta mais utilizada para avaliação nutricional do paciente oncológico. 
Avalia: 
Informações do paciente: 
● Histórico de peso 
● Ingestão alimentar 
● Sintomas gastrointestinais 
● Capacidade funcional 
Avaliação profissional: 
● Diagnóstico 
● Estresse metabólico 
● Exame físico 
Classificação: 
A → Bem nutrido 
B → Desnutrição moderada 
C → Desnutrição grave 
 
Necessidades Energéticas 
20–25 kcal/kg/dia 
Indicada para: 
● Obesos 
● Acamados 
● Sepse 
● Inflamação sistêmica importante 
 
25–30 kcal/kg/dia 
Pacientes oncológicos sem grandes complicações. 
Objetivo: 
● Manutenção do peso corporal. 
 
30–35 kcal/kg/dia 
Indicações: 
● Recuperação nutricional 
● Ganho de peso 
● Anabolismo 
 
Síndrome da Realimentação 
Em pacientes gravemente desnutridos: 
➡ Iniciar com apenas 5–10 kcal/kg/dia 
➡ Evoluir gradualmente para evitar: 
● Hipofosfatemia 
● Hipocalemia 
● Hipomagnesemia 
● Arritmias 
 
Proteínas 
O câncer promove: 
● Proteólise muscular intensa 
● Aumento do turnover proteico 
● Perda de massa magra 
Recomendações 
Sem complicações 
1,0–1,2 g/kg/dia 
 
Estresse moderado 
1,2–1,5 g/kg/dia 
 
Estresse grave ou inflamação sistêmica 
1,5–2,0 g/kg/dia 
Importância: 
● Preservação muscular 
● Cicatrização 
● Imunidade 
● Melhor resposta à quimioterapia 
 
Sarcopenia em Oncogeriatria 
Definição: 
 Doença caracterizada por: 
● Redução da massa muscular 
● Redução da força muscular 
● Piora do desempenho físico 
Avaliação: 
● Preensão palmar 
● Velocidade de marcha 
Consequências: 
● Pior prognóstico 
● Menor sobrevida 
● Maior toxicidade da quimioterapia 
Prevalência: 
● 29,2% dos idosos oncológicos 
● 21,4% na forma grave 
 
Intervenção Oral (Primeira Escolha) 
Etapa 1 – Aconselhamento Dietético 
● Fracionar refeições (6–8 vezes/dia) 
● Aumentar densidade calórica 
● Aumentar densidade proteica 
● Respeitar preferências alimentares 
 
Etapa 2 – Modificação de Consistência 
Indicada para: 
● Disfagia 
● Trismo 
Estratégias: 
● Espessantes 
● Dietas pastosas 
● Umidificação dos alimentos 
 
Etapa 3 – Suplementação Oral 
Indicada quando: 
➡ Alimentação habitual fornece menos de 70% das necessidades. 
Utilizar: 
● Fórmulas hiperproteicas 
● Fórmulas hipercalóricas 
 
1. Oral – preferencial, com suplementos se necessário. 
 
2. Enteral – quando o TGI funciona, mas ingestão é insuficiente. 
 
3. Parenteral – quando o TGI não pode ser usado 
 
Imunonutrição 
Indicada principalmente: 
5–7 dias antes de cirurgias oncológicas de grande porte 
Nutrientes principais 
Arginina 
● Estimula linfócitos 
● Melhora cicatrização 
Ômega-3 (EPA/DHA) 
● Reduz inflamação 
● Inibe o PIF (fator indutor de proteólise) 
Nucleotídeos 
● Favorecem regeneração intestinal 
Benefícios: 
● Menos infecções 
● Menor tempo de internação 
 
Terapia Nutricional Enteral (TNE) 
Quando indicar? 
Quando: 
✅ TGI funcionante 
e 
✅ Ingestão oral 90 dias) 
Objetivos: 
● Alívio dos sintomas 
● Manutenção da qualidade de vida 
Meta energética: 
 25–35 kcal/kg/dia 
 
Fase Terminal (acelerada (perda de gordura); 
● 🔺 Imunossupressão; 
● 🔺 Alto risco de infecções e sepse. 
 
Classificação das Queimaduras por 
Profundidade 
🔹 1º Grau 
● Atinge apenas a epiderme. 
● Hiperemia, dor e descamação. 
● Cura espontânea em 3–6 dias. 
Exemplo: 
Queimadura solar. 
 
🔹 2º Grau 
● Atinge epiderme e parte da derme. 
● Presença de bolhas (flictenas). 
● Dor intensa. 
● Cicatrização em até 3 semanas. 
 
🔹 3º Grau 
● Atinge todas as camadas da pele. 
● Pode alcançar músculos e ossos. 
● Aspecto seco e carbonizado. 
● Geralmente indolor pela destruição das terminações nervosas. 
● Necessita enxertia. 
 
Classificação pela Extensão (SCQ) 
SCQ = Superfície Corporal Queimada 
Regra dos 9: 
Região % 
Cabeça 9% 
Cada braço 9% 
Tronco anterior 18% 
Tronco posterior 18% 
Cada perna 18% 
Períneo 1% 
 
Pequeno queimado 
● 1º e 2º grau 
● Até 10% SCQ 
 
Médio queimado 
● 10–25% SCQ 
● Ou 3º grau 10% 
● Ou queimadura de períneo 
 
Resposta Metabólica à Queimadura 
Fase EBB (Choque) 
Duração: 
0–3 dias 
Características: 
● Hipovolemia 
● Hipoperfusão 
● Queda do débito cardíaco 
● Queda da temperatura corporal 
● Queda do consumo de oxigênio 
Paciente encontra-se em estado de choque. 
 
Fase FLOW (Hipermetabólica) 
Duração: 
3–40 dias ou mais 
Características: 
● Hipercatabolismo intenso 
● Aumento do gasto energético 
● Mobilização de reservas corporais 
Consequências nutricionais: 
● Balanço nitrogenado negativo 
● Grande perda de proteínas 
● Perdas exsudativas importantes 
 
Cicatrização e Necessidades 
Nutricionais 
Fase Inflamatória (1–6 dias) 
Objetivos: 
● Controle da inflamação 
● Fagocitose 
Nutrientes importantes: 
● Vitamina K 
● Aminoácidos 
 
Fase Proliferativa 
Objetivos: 
● Formação de tecido de granulação 
● Angiogênese 
● Síntese de colágeno 
Nutrientes importantes: 
● Proteínas 
● Vitamina C 
● Ferro 
● Zinco 
● Magnésio 
● Vitamina A 
● Carboidratos 
 
Fase de Maturação 
Objetivos: 
● Remodelação tecidual 
● Consolidação da cicatriz 
 
Avaliação Nutricional 
Dificuldades 
A antropometria perde confiabilidade devido a: 
● Edema intenso; 
● Alterações hídricas; 
● Grandes perdas teciduais. 
 
Calorimetria indireta 
É considerada padrão-ouro. 
Problema: 
● Alto custo; 
● Pouca disponibilidade. 
 
Avaliação prática 
Priorizar: 
✅ História de perda de peso 
✅ Marcadores bioquímicos 
✅ Sintomas gastrointestinais 
✅ Ingestão alimentar 
 
Objetivos da Terapia Nutricional 
1. Prevenir desnutrição severa 
Garantir pelo menos: 
● 70% das necessidades nutricionais 
 
2. Frear o catabolismo 
Reduzir: 
● Proteólise 
● Balanço nitrogenado negativo 
 
3. Fortalecer imunidade 
Reduzir: 
● Infecções 
● Sepse 
 
4. Preservar a barreira intestinal 
Manter: 
● Integridade do trato gastrointestinal 
 
Cálculo das Necessidades Energéticas 
Fórmula de Curreri 
Muito cobrada em provas. 
Adultos 
GET = (25 kcal × peso em kg) + (40 kcal × %SCQ) 
 
Exemplo 
Paciente: 
● 75 kg 
● 36% SCQ 
Cálculo: 
(25 × 75) + (40 × 36) 
= 
1875 + 1440 
= 
✅ 3315 kcal/dia 
 
Necessidades de Proteína 
A queimadura gera perda diária de proteínas pelo exsudato. 
Perda estimada: 
● 2–3 g de proteína para cada % de SCQ 
 
Pequeno e médio queimado (20% SCQ) 
Proteína: 
2,0 g/kg/dia 
 
Exemplo 
Paciente: 
● 75 kg 
● Grande queimado 
2 × 75 = 
✅ 150 g de proteína/dia 
 
Distribuição de Macronutrientes 
Proteínas 
≈ 25% do VET 
 
Carboidratos 
50–60% do VET 
Função: 
● Poupar proteína 
● Fornecer energia para cicatrização 
 
Lipídios 
25–30% do VET 
 
Conduta Nutricional 
Iniciar terapia nutricional precocemente 
Ideal: 
● Primeiras 36–48 horas após a queimadura 
 
Utilizar fórmulas: 
✅ Hipercalóricas 
✅ Hiperproteicas 
 
Nutrientes importantes 
● Zinco 
● Selênio 
● Vitamina C 
● Vitamina A 
● Ferro 
Essenciais para: 
● Imunidade 
● Cicatrização 
● Formação de colágeno 
 
	Resumo – Terapia Nutricional em HIV/AIDS 
	HIV e AIDS 
	HIV 
	AIDS 
	Progressão Clínica da Infecção 
	Estágio I – Assintomático 
	Estágio II – Perda de peso leve 
	Estágio III – Sintomático 
	Estágio IV – AIDS 
	Alterações Nutricionais no HIV 
	Hipermetabolismo 
	Hipercatabolismo 
	Má absorção intestinal 
	Anorexia 
	Critérios: 
	Consequências: 
	Terapia Antirretroviral (TARV) 
	Benefícios 
	Supressão viral 
	Recuperação imunológica 
	Redução de infecções oportunistas 
	Efeitos Adversos Metabólicos 
	Dislipidemia 
	Alterações glicêmicas 
	Toxicidade óssea 
	Hiperlactatemia 
	Avaliação Nutricional 
	História Clínica 
	Avaliação Bioquímica 
	Painel Imunológico 
	CD4+ 
	Carga viral 
	Perfil lipídico 
	Perfil glicêmico 
	Marcadores inflamatórios 
	Estado nutricional 
	Fase Assintomática 
	Energia 
	Proteína 
	Fase Sintomática 
	Energia 
	Proteína 
	Fase Aguda (AIDS/Infecções) 
	Energia 
	Proteína 
	Distribuição dos Macronutrientes 
	Carboidratos 
	Fibras 
	Lipídios 
	Manejo da Diarreia e Disbiose 
	Probióticos 
	Glutamina 
	1. Suplementação Oral 
	2. Terapia Nutricional Enteral (TNE) 
	3. Nutrição Parenteral (NPT) 
	Resumo Completo – Terapia Nutricional em Pacientes Neurológicos (AVC e Alzheimer) 
	Importância da Nutrição nas Doenças Neurológicas 
	Como tratamento principal 
	Como tratamento coadjuvante 
	AVC (Acidente Vascular Cerebral) 
	Epidemiologia 
	Principais fatores de risco 
	Metabólicos 
	Cardiovasculares 
	Estilo de vida 
	Ciclo da Desnutrição no AVC 
	1. Disfunção neuromuscular 
	2. Comprometimento da ingestão oral 
	3. Desnutrição aguda 
	4. Pior prognóstico 
	Prescrição Nutricional no AVC 
	Energia 
	Proteínas 
	Carboidratos 
	Lipídios 
	Hidratação 
	Alimentos Recomendados para AVC 
	Fibras 
	Peixes (Ômega-3) 
	Leite e derivados 
	Doença de Alzheimer 
	Progressão da doença 
	Fase 1 
	Fase 2 
	Fase 3 
	Nutrição no Alzheimer 
	Objetivo principal 
	Recomendações 
	Energia 
	Proteína 
	Carboidratos 
	Lipídios 
	Fibras 
	Água 
	Papel do Cuidador 
	Estratégias 
	Estímulo visual 
	Adaptação da consistência 
	Rotina alimentar 
	Restrições 
	Suplementação 
	Disfagia 
	Definição 
	Principal complicação 
	Aspiração pulmonar 
	Conduta 
	Via oral adaptada 
	Nutrição Enteral 
	Gastrostomia 
	Néctar 
	Mel 
	Pudim 
	Diretrizes de Alta Hospitalar 
	1. Dieta rica em fibras 
	2. Inclusão de peixes ricos em ômega-3 
	3. Consumo de laticínios 
	4. Monitoramento da disfagia 
	5. Fracionamento das refeições 
	Impacto da Desnutrição no Câncer 
	Dados importantes: 
	Principais causas: 
	Consequência: 
	NRS-2002 (ESPEN) 
	MST 
	MUST 
	ASG-PPP (Padrão-Ouro em Oncologia) 
	Avalia: 
	Informações do paciente: 
	Avaliação profissional: 
	Classificação: 
	20–25 kcal/kg/dia 
	25–30 kcal/kg/dia 
	30–35 kcal/kg/dia 
	Síndrome da Realimentação 
	Proteínas 
	Recomendações 
	Sem complicações 
	Estresse moderado 
	Estresse grave ou inflamação sistêmica 
	Importância: 
	Sarcopenia em Oncogeriatria 
	Avaliação: 
	Consequências: 
	Prevalência: 
	Intervenção Oral (Primeira Escolha) 
	Etapa 1 – Aconselhamento Dietético 
	Etapa 2 – Modificação de Consistência 
	Etapa 3 – Suplementação Oral 
	Imunonutrição 
	5–7 dias antes de cirurgias oncológicas de grande porte 
	Nutrientes principais 
	Arginina 
	Ômega-3 (EPA/DHA) 
	Nucleotídeos 
	Benefícios: 
	Terapia Nutricional Enteral (TNE) 
	Quando indicar? 
	Formas de acesso 
	Curto prazo 
	Longo prazo 
	Contraindicações 
	Terapia Nutricional Parenteral (TNP) 
	Indicações 
	Uso complementar 
	Desmame 
	Manejo Nutricional dos Sintomas 
	Mucosite 
	Características: 
	Conduta: 
	Xerostomia 
	Características: 
	Conduta: 
	Disfagia 
	Características: 
	Conduta: 
	Anorexia 
	Conduta: 
	Náuseas e Vômitos 
	Conduta: 
	Disgeusia 
	Característica: 
	Conduta: 
	Cuidados Paliativos 
	Princípio central: 
	Fase Paliativa (> 90 dias) 
	Fase Terminal (Pacientes Queimados 
	Por que o paciente queimado é diferente? 
	Consequências: 
	Classificação das Queimaduras por Profundidade 
	🔹 1º Grau 
	Exemplo: 
	🔹 2º Grau 
	🔹 3º Grau 
	Classificação pela Extensão (SCQ) 
	SCQ = Superfície Corporal Queimada 
	Pequeno queimado 
	Médio queimado 
	Grande queimado 
	Resposta Metabólica à Queimadura 
	Fase EBB (Choque) 
	Duração: 
	Características: 
	Fase FLOW (Hipermetabólica) 
	Duração: 
	Características: 
	Consequências nutricionais: 
	Cicatrização e Necessidades Nutricionais 
	Fase Inflamatória (1–6 dias) 
	Nutrientes importantes: 
	Fase Proliferativa 
	Nutrientes importantes: 
	Fase de Maturação 
	Avaliação Nutricional 
	Dificuldades 
	Calorimetria indireta 
	Avaliação prática 
	Objetivos da Terapia Nutricional 
	1. Prevenir desnutrição severa 
	2. Frear o catabolismo 
	3. Fortalecer imunidade 
	4. Preservar a barreira intestinal 
	Cálculo das Necessidades Energéticas 
	Fórmula de Curreri 
	Adultos 
	Exemplo 
	Necessidades de Proteína 
	Perda estimada: 
	Pequeno e médio queimado (20% SCQ) 
	Proteína: 
	Exemplo 
	Distribuição de Macronutrientes 
	Proteínas 
	Carboidratos 
	Lipídios 
	Conduta Nutricional 
	Iniciar terapia nutricional precocemente 
	Utilizar fórmulas: 
	Nutrientes importantes

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