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Resumo – Terapia Nutricional em HIV/AIDS HIV e AIDS HIV Vírus que infecta e destrói os linfócitos CD4+, enfraquecendo progressivamente o sistema imunológico. AIDS Fase avançada da infecção, caracterizada por: ● CD4 10%; ● Diarreia crônica (> 1 mês); ● Febre persistente; ● Candidíase oral. Estágio IV – AIDS ● CD4 10% do peso habitual Associada a: ✔ Diarreia crônica (> 30 dias) OU ✔ Febre persistente e astenia (> 30 dias) Consequências: ● Perda intensa de massa muscular; ● Piora imunológica; ● Aumento da mortalidade. Terapia Antirretroviral (TARV) Benefícios Supressão viral ● Redução da replicação do HIV. Recuperação imunológica ● Aumento da contagem de CD4. Redução de infecções oportunistas Efeitos Adversos Metabólicos Dislipidemia ● ↑ Colesterol total ● ↑ LDL ● ↑ Triglicerídeos ● ↓ HDL Alterações glicêmicas ● Resistência à insulina ● Diabetes mellitus Toxicidade óssea ● Osteopenia ● Osteoporose ● Deficiência de vitamina D Hiperlactatemia Associada ao uso de alguns antirretrovirais. Avaliação Nutricional Todos os pacientes HIV+ possuem risco nutricional. História Clínica Avaliar: ● Tempo de infecção; ● Uso da TARV; ● Sintomas gastrointestinais; ● Histórico de infecções oportunistas. Avaliação Bioquímica Painel Imunológico CD4+ ● Avalia imunossupressão. Carga viral ● Avalia atividade viral. Perfil lipídico ● Colesterol total ● HDL ● LDL ● Triglicerídeos Perfil glicêmico ● Glicemia de jejum ● Insulina Marcadores inflamatórios ● PCR ● TNF-α Estado nutricional ● Albumina ● Eletrólitos Recomendações Nutricionais Fase Assintomática Energia 30–35 kcal/kg/dia Proteína 1,1–1,2 g/kg/dia Objetivo: ● Manutenção do peso. Fase Sintomática Energia ≈ 40 kcal/kg/dia Proteína 1,5–2,0 g/kg/dia Objetivo: ● Recuperação ponderal e muscular. Fase Aguda (AIDS/Infecções) Energia ≈ 40 kcal/kg/dia Proteína 2,0–2,5 g/kg/dia Objetivo: ● Combater hipercatabolismo. Distribuição dos Macronutrientes Carboidratos 45–65% do VET Preferir: ● Integrais ● Baixo índice glicêmico Fibras 25–30 g/dia Lipídios 20–35% do VET Evitar: ● Gorduras trans ● Gorduras saturadas Priorizar: ● Ômega-3 Benefícios: ● Redução dos triglicerídeos; ● Controle inflamatório. Manejo da Diarreia e Disbiose Complicação muito comum em pacientes HIV. Probióticos ● Lactobacillus ● Bifidobacterium Benefícios: ● Melhoram microbiota intestinal; ● Fortalecem imunidade intestinal. Glutamina Dose citada: 30 g/dia Benefícios: ● Reduz diarreia associada à TARV; ● Mantém integridade intestinal. Escalonamento da Terapia Nutricional 1. Suplementação Oral Indicada para: ● Hipermetabolismo; ● Dificuldade de mastigação; ● Lesões orais; ● Candidíase. 2. Terapia Nutricional Enteral (TNE) Indicada quando: ● Ingestão oral insuficiente; ● Perda de peso progressiva; ● Necessidade de maior aporte energético. 3. Nutrição Parenteral (NPT) Reservada para: ● Falência intestinal; ● Má absorção grave; ● Diarreia intratável. Resumo Completo – Terapia Nutricional em Pacientes Neurológicos (AVC e Alzheimer) Importância da Nutrição nas Doenças Neurológicas As doenças neurológicas afetam cerca de 1 bilhão de pessoas no mundo. A nutrição pode atuar de duas formas: Como tratamento principal ● Exemplo: AVC. ● A dietoterapia auxilia diretamente na recuperação metabólica e funcional. Como tratamento coadjuvante ● Exemplo: epilepsia. ● A nutrição complementa o tratamento médico e ajuda no controle dos sintomas. AVC (Acidente Vascular Cerebral) Epidemiologia O AVC é: ● A 2ª principal causa de mortalidade no Brasil; ● Uma das doenças neurológicas mais agressivas; ● Cerca de 85% dos casos são de origem tromboembólica (isquêmica). Principais fatores de risco Metabólicos ● Diabetes mellitus ● Obesidade ● Dislipidemia Cardiovasculares ● Hipertensão arterial (HAS) ● Doença coronariana Estilo de vida ● Tabagismo ● Alimentação inadequada ● Idade avançada Ciclo da Desnutrição no AVC Após o AVC ocorre: 1. Disfunção neuromuscular ● Fraqueza ● Hemiparesia ● Alterações visuais ● Apraxia ↓ 2. Comprometimento da ingestão oral ● Disfagia ● Dificuldade de autoalimentação ↓ 3. Desnutrição aguda ● Perda de massa muscular ● Queda da imunidade ↓ 4. Pior prognóstico ● Aumento da mortalidade ● Mais complicações ● Maior tempo de internação ⚠ A intervenção nutricional precoce interrompe esse ciclo. Prescrição Nutricional no AVC Energia 25–35 kcal/kg/dia Proteínas 0,8–1,5 g/kg/dia Objetivos: ● Preservar massa muscular; ● Melhorar recuperação funcional. Carboidratos 50–55% do VET Lipídios 25–35% do VET Priorizar: ● Gorduras monoinsaturadas; ● Ômega-3. Hidratação 30–50 mL/kg/dia Alimentos Recomendados para AVC Fibras (frutas, verduras e cereais integrais) Benefícios: ● Controle glicêmico; ● Redução da absorção de colesterol. Peixes (Ômega-3) Benefícios: ● Neuroproteção; ● Redução do risco cardiovascular. Leite e derivados Fontes de: ● Cálcio ● Potássio ● Magnésio Auxiliam: ● Controle da pressão arterial; ● Redução da aterosclerose. Doença de Alzheimer É a principal causa de demência. Representa aproximadamente: ● 50% dos casos de demência ● Principal causa de incapacidade em idosos. Progressão da doença Fase 1 ● Degeneração neuronal; ● Atrofia cortical. Fase 2 ● Comprometimento das sinapses; ● Reflexos prejudicados. Fase 3 ● Perda progressiva da capacidade neuronal; ● Dependência funcional crescente. Nutrição no Alzheimer Objetivo principal ⚠ Evitar perda de peso e desnutrição. A alimentação inadequada acelera a progressão da doença. Recomendações Energia Paciente geralmente normometabólico. Objetivo: ● Manter peso corporal. Proteína 0,8–1,0 g/kg/dia Carboidratos 55–60% do VET Lipídios 25–30% do VET Priorizar: ● Ômega-3 ● Ácido linoleico Fibras 25–30 g/dia Água Mais de: 8 copos (≈1600 mL/dia) Papel do Cuidador O cuidador é fundamental para evitar perda de peso. Estratégias Estímulo visual ● Pratos coloridos; ● Boa apresentação dos alimentos. Adaptação da consistência ● Dietas macias; ● Facilitar mastigação e deglutição. Rotina alimentar ● Refeições fracionadas; ● Horários regulares. Restrições Evitar excesso de: ● Açúcar ● Sal ● Gordura saturada Suplementação Se ingestão alimentar● Alto risco de aspiração. Gastrostomia Indicada quando necessidade de suporte > 4 semanas. Escala de Espessantes Néctar ● Líquido levemente espesso; ● Pode ser ingerido em copo. Mel ● Mais espesso; ● Escorre lentamente. Pudim ● Muito espesso; ● Mantém forma; ● Consumido com colher. Diretrizes de Alta Hospitalar 1. Dieta rica em fibras ● Controle glicêmico ● Redução do colesterol 2. Inclusão de peixes ricos em ômega-3 ● Neuroproteção ● Saúde cardiovascular 3. Consumo de laticínios ● Cálcio ● Potássio ● Magnésio 4. Monitoramento da disfagia ● Uso de espessantes quando necessário ● Prevenção da aspiração 5. Fracionamento das refeições ● Facilita ingestão ● Evita fadiga ● Reduz risco de perda de peso Impacto da Desnutrição no Câncer A desnutrição é uma das principais complicações em pacientes oncológicos. Dados importantes: ● Acomete 40% a 80% dos pacientes com câncer. ● Até 20% dos óbitos são atribuídos à desnutrição e não diretamente ao tumor. Principais causas: ✅ Demanda tumoral aumentada → competição por glicose e nutrientes. ✅ Inflamação sistêmica → liberação de TNF-α, IL-6 e outros mediadores inflamatórios. ✅ Baixa ingestão alimentar → anorexia, náuseas, disfagia, mucosite. Consequência: ➡ Caquexia, caracterizada por perda progressiva de massa muscular e gordura corpora Triagem e Diagnóstico Nutricional Ferramentas de Triagem NRS-2002 (ESPEN) Utilizada principalmente em pacientes hospitalizados. Avalia: ● IMC ● Perda de peso ● Ingestão alimentar ● Gravidade da doença Risco nutricional: ≥ 3 pontos. MST Mais utilizada em ambiente ambulatorial. Avalia: ● Perda de peso involuntária ● Alteração do apetite Possui alta especificidade para identificar risco nutricional. MUST Mais indicada para idosos. Avalia: ● IMC ● Perda de peso ● Ingestão alimentar Alto risco: escore ≥ 2. ASG-PPP (Padrão-Ouro em Oncologia) Ferramenta mais utilizada para avaliação nutricional do paciente oncológico. Avalia: Informações do paciente: ● Histórico de peso ● Ingestão alimentar ● Sintomas gastrointestinais ● Capacidade funcional Avaliação profissional: ● Diagnóstico ● Estresse metabólico ● Exame físico Classificação: A → Bem nutrido B → Desnutrição moderada C → Desnutrição grave Necessidades Energéticas 20–25 kcal/kg/dia Indicada para: ● Obesos ● Acamados ● Sepse ● Inflamação sistêmica importante 25–30 kcal/kg/dia Pacientes oncológicos sem grandes complicações. Objetivo: ● Manutenção do peso corporal. 30–35 kcal/kg/dia Indicações: ● Recuperação nutricional ● Ganho de peso ● Anabolismo Síndrome da Realimentação Em pacientes gravemente desnutridos: ➡ Iniciar com apenas 5–10 kcal/kg/dia ➡ Evoluir gradualmente para evitar: ● Hipofosfatemia ● Hipocalemia ● Hipomagnesemia ● Arritmias Proteínas O câncer promove: ● Proteólise muscular intensa ● Aumento do turnover proteico ● Perda de massa magra Recomendações Sem complicações 1,0–1,2 g/kg/dia Estresse moderado 1,2–1,5 g/kg/dia Estresse grave ou inflamação sistêmica 1,5–2,0 g/kg/dia Importância: ● Preservação muscular ● Cicatrização ● Imunidade ● Melhor resposta à quimioterapia Sarcopenia em Oncogeriatria Definição: Doença caracterizada por: ● Redução da massa muscular ● Redução da força muscular ● Piora do desempenho físico Avaliação: ● Preensão palmar ● Velocidade de marcha Consequências: ● Pior prognóstico ● Menor sobrevida ● Maior toxicidade da quimioterapia Prevalência: ● 29,2% dos idosos oncológicos ● 21,4% na forma grave Intervenção Oral (Primeira Escolha) Etapa 1 – Aconselhamento Dietético ● Fracionar refeições (6–8 vezes/dia) ● Aumentar densidade calórica ● Aumentar densidade proteica ● Respeitar preferências alimentares Etapa 2 – Modificação de Consistência Indicada para: ● Disfagia ● Trismo Estratégias: ● Espessantes ● Dietas pastosas ● Umidificação dos alimentos Etapa 3 – Suplementação Oral Indicada quando: ➡ Alimentação habitual fornece menos de 70% das necessidades. Utilizar: ● Fórmulas hiperproteicas ● Fórmulas hipercalóricas 1. Oral – preferencial, com suplementos se necessário. 2. Enteral – quando o TGI funciona, mas ingestão é insuficiente. 3. Parenteral – quando o TGI não pode ser usado Imunonutrição Indicada principalmente: 5–7 dias antes de cirurgias oncológicas de grande porte Nutrientes principais Arginina ● Estimula linfócitos ● Melhora cicatrização Ômega-3 (EPA/DHA) ● Reduz inflamação ● Inibe o PIF (fator indutor de proteólise) Nucleotídeos ● Favorecem regeneração intestinal Benefícios: ● Menos infecções ● Menor tempo de internação Terapia Nutricional Enteral (TNE) Quando indicar? Quando: ✅ TGI funcionante e ✅ Ingestão oral 90 dias) Objetivos: ● Alívio dos sintomas ● Manutenção da qualidade de vida Meta energética: 25–35 kcal/kg/dia Fase Terminal (acelerada (perda de gordura); ● 🔺 Imunossupressão; ● 🔺 Alto risco de infecções e sepse. Classificação das Queimaduras por Profundidade 🔹 1º Grau ● Atinge apenas a epiderme. ● Hiperemia, dor e descamação. ● Cura espontânea em 3–6 dias. Exemplo: Queimadura solar. 🔹 2º Grau ● Atinge epiderme e parte da derme. ● Presença de bolhas (flictenas). ● Dor intensa. ● Cicatrização em até 3 semanas. 🔹 3º Grau ● Atinge todas as camadas da pele. ● Pode alcançar músculos e ossos. ● Aspecto seco e carbonizado. ● Geralmente indolor pela destruição das terminações nervosas. ● Necessita enxertia. Classificação pela Extensão (SCQ) SCQ = Superfície Corporal Queimada Regra dos 9: Região % Cabeça 9% Cada braço 9% Tronco anterior 18% Tronco posterior 18% Cada perna 18% Períneo 1% Pequeno queimado ● 1º e 2º grau ● Até 10% SCQ Médio queimado ● 10–25% SCQ ● Ou 3º grau 10% ● Ou queimadura de períneo Resposta Metabólica à Queimadura Fase EBB (Choque) Duração: 0–3 dias Características: ● Hipovolemia ● Hipoperfusão ● Queda do débito cardíaco ● Queda da temperatura corporal ● Queda do consumo de oxigênio Paciente encontra-se em estado de choque. Fase FLOW (Hipermetabólica) Duração: 3–40 dias ou mais Características: ● Hipercatabolismo intenso ● Aumento do gasto energético ● Mobilização de reservas corporais Consequências nutricionais: ● Balanço nitrogenado negativo ● Grande perda de proteínas ● Perdas exsudativas importantes Cicatrização e Necessidades Nutricionais Fase Inflamatória (1–6 dias) Objetivos: ● Controle da inflamação ● Fagocitose Nutrientes importantes: ● Vitamina K ● Aminoácidos Fase Proliferativa Objetivos: ● Formação de tecido de granulação ● Angiogênese ● Síntese de colágeno Nutrientes importantes: ● Proteínas ● Vitamina C ● Ferro ● Zinco ● Magnésio ● Vitamina A ● Carboidratos Fase de Maturação Objetivos: ● Remodelação tecidual ● Consolidação da cicatriz Avaliação Nutricional Dificuldades A antropometria perde confiabilidade devido a: ● Edema intenso; ● Alterações hídricas; ● Grandes perdas teciduais. Calorimetria indireta É considerada padrão-ouro. Problema: ● Alto custo; ● Pouca disponibilidade. Avaliação prática Priorizar: ✅ História de perda de peso ✅ Marcadores bioquímicos ✅ Sintomas gastrointestinais ✅ Ingestão alimentar Objetivos da Terapia Nutricional 1. Prevenir desnutrição severa Garantir pelo menos: ● 70% das necessidades nutricionais 2. Frear o catabolismo Reduzir: ● Proteólise ● Balanço nitrogenado negativo 3. Fortalecer imunidade Reduzir: ● Infecções ● Sepse 4. Preservar a barreira intestinal Manter: ● Integridade do trato gastrointestinal Cálculo das Necessidades Energéticas Fórmula de Curreri Muito cobrada em provas. Adultos GET = (25 kcal × peso em kg) + (40 kcal × %SCQ) Exemplo Paciente: ● 75 kg ● 36% SCQ Cálculo: (25 × 75) + (40 × 36) = 1875 + 1440 = ✅ 3315 kcal/dia Necessidades de Proteína A queimadura gera perda diária de proteínas pelo exsudato. Perda estimada: ● 2–3 g de proteína para cada % de SCQ Pequeno e médio queimado (20% SCQ) Proteína: 2,0 g/kg/dia Exemplo Paciente: ● 75 kg ● Grande queimado 2 × 75 = ✅ 150 g de proteína/dia Distribuição de Macronutrientes Proteínas ≈ 25% do VET Carboidratos 50–60% do VET Função: ● Poupar proteína ● Fornecer energia para cicatrização Lipídios 25–30% do VET Conduta Nutricional Iniciar terapia nutricional precocemente Ideal: ● Primeiras 36–48 horas após a queimadura Utilizar fórmulas: ✅ Hipercalóricas ✅ Hiperproteicas Nutrientes importantes ● Zinco ● Selênio ● Vitamina C ● Vitamina A ● Ferro Essenciais para: ● Imunidade ● Cicatrização ● Formação de colágeno Resumo – Terapia Nutricional em HIV/AIDS HIV e AIDS HIV AIDS Progressão Clínica da Infecção Estágio I – Assintomático Estágio II – Perda de peso leve Estágio III – Sintomático Estágio IV – AIDS Alterações Nutricionais no HIV Hipermetabolismo Hipercatabolismo Má absorção intestinal Anorexia Critérios: Consequências: Terapia Antirretroviral (TARV) Benefícios Supressão viral Recuperação imunológica Redução de infecções oportunistas Efeitos Adversos Metabólicos Dislipidemia Alterações glicêmicas Toxicidade óssea Hiperlactatemia Avaliação Nutricional História Clínica Avaliação Bioquímica Painel Imunológico CD4+ Carga viral Perfil lipídico Perfil glicêmico Marcadores inflamatórios Estado nutricional Fase Assintomática Energia Proteína Fase Sintomática Energia Proteína Fase Aguda (AIDS/Infecções) Energia Proteína Distribuição dos Macronutrientes Carboidratos Fibras Lipídios Manejo da Diarreia e Disbiose Probióticos Glutamina 1. Suplementação Oral 2. Terapia Nutricional Enteral (TNE) 3. Nutrição Parenteral (NPT) Resumo Completo – Terapia Nutricional em Pacientes Neurológicos (AVC e Alzheimer) Importância da Nutrição nas Doenças Neurológicas Como tratamento principal Como tratamento coadjuvante AVC (Acidente Vascular Cerebral) Epidemiologia Principais fatores de risco Metabólicos Cardiovasculares Estilo de vida Ciclo da Desnutrição no AVC 1. Disfunção neuromuscular 2. Comprometimento da ingestão oral 3. Desnutrição aguda 4. Pior prognóstico Prescrição Nutricional no AVC Energia Proteínas Carboidratos Lipídios Hidratação Alimentos Recomendados para AVC Fibras Peixes (Ômega-3) Leite e derivados Doença de Alzheimer Progressão da doença Fase 1 Fase 2 Fase 3 Nutrição no Alzheimer Objetivo principal Recomendações Energia Proteína Carboidratos Lipídios Fibras Água Papel do Cuidador Estratégias Estímulo visual Adaptação da consistência Rotina alimentar Restrições Suplementação Disfagia Definição Principal complicação Aspiração pulmonar Conduta Via oral adaptada Nutrição Enteral Gastrostomia Néctar Mel Pudim Diretrizes de Alta Hospitalar 1. Dieta rica em fibras 2. Inclusão de peixes ricos em ômega-3 3. Consumo de laticínios 4. Monitoramento da disfagia 5. Fracionamento das refeições Impacto da Desnutrição no Câncer Dados importantes: Principais causas: Consequência: NRS-2002 (ESPEN) MST MUST ASG-PPP (Padrão-Ouro em Oncologia) Avalia: Informações do paciente: Avaliação profissional: Classificação: 20–25 kcal/kg/dia 25–30 kcal/kg/dia 30–35 kcal/kg/dia Síndrome da Realimentação Proteínas Recomendações Sem complicações Estresse moderado Estresse grave ou inflamação sistêmica Importância: Sarcopenia em Oncogeriatria Avaliação: Consequências: Prevalência: Intervenção Oral (Primeira Escolha) Etapa 1 – Aconselhamento Dietético Etapa 2 – Modificação de Consistência Etapa 3 – Suplementação Oral Imunonutrição 5–7 dias antes de cirurgias oncológicas de grande porte Nutrientes principais Arginina Ômega-3 (EPA/DHA) Nucleotídeos Benefícios: Terapia Nutricional Enteral (TNE) Quando indicar? Formas de acesso Curto prazo Longo prazo Contraindicações Terapia Nutricional Parenteral (TNP) Indicações Uso complementar Desmame Manejo Nutricional dos Sintomas Mucosite Características: Conduta: Xerostomia Características: Conduta: Disfagia Características: Conduta: Anorexia Conduta: Náuseas e Vômitos Conduta: Disgeusia Característica: Conduta: Cuidados Paliativos Princípio central: Fase Paliativa (> 90 dias) Fase Terminal (Pacientes Queimados Por que o paciente queimado é diferente? Consequências: Classificação das Queimaduras por Profundidade 🔹 1º Grau Exemplo: 🔹 2º Grau 🔹 3º Grau Classificação pela Extensão (SCQ) SCQ = Superfície Corporal Queimada Pequeno queimado Médio queimado Grande queimado Resposta Metabólica à Queimadura Fase EBB (Choque) Duração: Características: Fase FLOW (Hipermetabólica) Duração: Características: Consequências nutricionais: Cicatrização e Necessidades Nutricionais Fase Inflamatória (1–6 dias) Nutrientes importantes: Fase Proliferativa Nutrientes importantes: Fase de Maturação Avaliação Nutricional Dificuldades Calorimetria indireta Avaliação prática Objetivos da Terapia Nutricional 1. Prevenir desnutrição severa 2. Frear o catabolismo 3. Fortalecer imunidade 4. Preservar a barreira intestinal Cálculo das Necessidades Energéticas Fórmula de Curreri Adultos Exemplo Necessidades de Proteína Perda estimada: Pequeno e médio queimado (20% SCQ) Proteína: Exemplo Distribuição de Macronutrientes Proteínas Carboidratos Lipídios Conduta Nutricional Iniciar terapia nutricional precocemente Utilizar fórmulas: Nutrientes importantes