Logo Passei Direto
Buscar
Material

Prévia do material em texto

22:11 15 A AA 1212 de 1939 sua eficácia nos diferentes tipos de receptor. Desse modo, alguns agentes atuam como agonistas ou agonistas parciais em um tipo de receptor, e antagonistas ou agonistas parciais em outro, produzindo quadro farmacológico muito complicado. A morfina é, de fato, um agonista parcial nos receptores opioides µ. Isso pode surpreender alguns médicos devido ao fato de ela ser um potente analgésico que pode, em doses elevadas, induzir à morte em razão de depressão respiratória grave. Entretanto, quando consideramos a ativação do receptor, a morfina apresenta eficácia intrínseca menor do que os agonistas puros (Cap. 2). Outros fármacos opioides, notavelmente a codeína e o dextropropoxifeno, algumas vezes são denominados agonistas fracos, porque seus efeitos máximos, analgésicos e adversos, são menores que os da morfina. A buprenorfina é um agonista parcial que se dissocia lentamente dos receptores opioides. Provoca menor depressão respiratória que outros opioides. É um fármaco muito potente que também pode antagonizar o efeito de outros opioides devido a sua grande afinidade e baixa eficácia. A pentazocina apresenta uma atividade combinada de agonista e antagonista (ou agonista parcial fraco). Os fármacos com agonista têm tendência a causar disforia em vez de euforia. Os antagonistas como a naloxona e a naltrexona produzem muito pouco efeito quando administrados isoladamente a indivíduos saudáveis, e ao mesmo tempo pioram a dor crônica e bloqueiam os efeitos dos opioides. Receptores de opioides Os receptores são responsáveis pela maioria dos efeitos analgésicos dos opioides e por alguns dos principais efeitos adversos (p. ex., depressão respiratória, constipação, euforia, sedação e dependência). A ativação dos receptores δ resulta em analgesia, mas também pode ser pró- convulsivante. Os receptores contribuem para a analgesia em nível espinhal e podem causar sedação, disforia e alucinações. Alguns analgésicos são mistura de agonistas k/antagonistas µ. Os receptores OLR₁ também são membros da família de receptores opioides. A ativação resulta em efeito antiopioide (supraespinhal), analgesia (espinhal), imobilidade e dificuldade de aprendizado. Os receptores σ não são receptores de opioides verdadeiros, mas são o local de alguns fármacos psicotomiméticos, com os quais alguns opioides também interagem. Todos os receptores opioides são ligados através de proteínas e, portanto, abrem os canais de potássio (causando hiperpolarização) e inibem a abertura dos canais de cálcio (inibem a liberação do transmissor). Além disso, eles inibem a adenilil ciclase e ativam a via das MAP quinases (EKR). Os heterômeros funcionais, formados pela combinação de diferentes tipos de receptores opioides ou com outros tipos de receptor acoplado à proteína G, podem ocorrer e dar origem a uma futura diversidade farmacológica.

Mais conteúdos dessa disciplina