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WEBNAR 03 ADMINISTRATIVO UNIDADE 02 - Princípio da Legalidade do Direito Administrativo 1

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UNIDADE 2 Princípio da Legalidade no Direito Penal
CP, Art. 1º. Não há crime sem lei anterior que o defina.
Não há pena sem prévia cominação legal.
CF, Art. 5º, XXXIX. - não há crime
sem lei anterior que o defina, nem
pena sem prévia cominação legal;
UNIDADE 2 Princípio da Legalidade no Direito Tributário
CF, Art. 5º, II. - ninguém será obrigado
a fazer ou deixar de fazer alguma
coisa senão em virtude de lei;
UNIDADE 2 Princípio da Legalidade no Direito Tributário
CF, Art. 150. - Sem prejuízo de outras garantias asseguradas ao
contribuinte, é vedado à União, aos Estados, ao Distrito Federal
e aos Municípios:
III cobrar tributos:
b) no mesmo exercício financeiro em que haja sido publicada a
lei que os instituiu ou aumentou;
c) antes de decorridos noventa dias da data em que haja sido
publicada a lei que os instituiu ou aumentou, observado o
disposto na alínea b;
A atuação da Administração Pública deve se dar de acordo com o
estabelecido em lei. O Estado, representado pelos seus administradores,
não pode simplesmente agir segundo a sua própria vontade, isto é,
conforme aquilo que entenda ser o correto. Toda a sua atuação deve ser
pautada na legislação, o que confere segurança jurídica não apenas à
própria Administração Pública, mas também a todos aqueles que por ela
são administrados.
UNIDADE 2 Princípio da Legalidade
Assim, o administrador não pode agir de modo contrário às leis,
nem mesmo fazer algo que nelas não esteja previsto.
UNIDADE 2 Princípio da Legalidade
Discricionariedade do administrador
público é a liberdade de ação
administrativa, dentro dos limites
permitidos em lei, ou seja, a lei deixa
certa margem de liberdade de decisão
diante do caso concreto, de tal modo que
a autoridade poderá optar por uma dentre
várias soluções possíveis, todas, porém,
válidas perante o direito.
UNIDADE 2 Discricionariedade do administrador público
Em situações excepcionais a Constituição Brasileira
admite que a Administração Pública possa deixar de
cumprir o que diz a lei. São elas:
Edição de Medidas Provisórias;
Situações de Estado de Defesa;
Estado de Sítio.
UNIDADE 2 Exceções ao Princípio da Legalidade
As medidas provisórias estão previstas no art. 62 da Constituição
Federal. Elas são adotadas pelo Presidente da República, em situações
excepcionais, que possuam relevância e requeiram urgência;
posteriormente devem ser enviadas para a apreciação do Congresso
Nacional. Vejamos o que diz o caput do dispositivo constitucional
retromencionado:
Art. 62 Em caso de relevância e urgência, o Presidente da
República poderá adotar medidas provisórias, com força de lei,
devendo submetê-las de imediato ao Congresso .
UNIDADE 2 Edição de Medidas Provisórias
As medidas provisórias possuem força de
lei, mas, se não forem convertidas em lei no
prazo de 60 dias (que poderá ser prorrogado uma
vez, por igual período), perdem a eficácia.
UNIDADE 2 Edição de Medidas Provisórias
Já o Estado de Defesa é um instrumento do Estado e
sua previsão está contida no art. 136 da Constituição
Federal. Vejamos o que diz a Carta Magna a esse respeito:
Art. 136 O Presidente da República pode, ouvidos o
Conselho da República e o Conselho de Defesa
Nacional, decretar estado de defesa para preservar ou
prontamente restabelecer, em locais restritos e
determinados, a ordem pública ou a paz social
ameaçadas por grave e iminente instabilidade
institucional ou atingidas por calamidades de grandes
proporções na natureza.
UNIDADE 2 Situações de Estado de Defesa
O 1º do art. 136 menciona que o decreto que
instituir o Estado de Defesa deve determinar o tempo de
sua duração (sendo que este não será superior a 30 dias,
podendo ser prorrogado uma vez, por igual período, se
persistirem as razões que justificaram a sua decretação),
especificando as áreas a serem abrangidas e indicando as
medidas coercitivas a vigorarem, como restrições de
direitos, bem como ocupação e uso temporário de bens
e serviços públicos, na hipótese de calamidade pública,
respondendo a União pelos danos e custos decorrentes.
UNIDADE 2 Situações de Estado de Defesa
Outra situação que excetua a observação de legislação
por parte da Adm. Pub. sem retirar-lhe a legitimidade de sua
atuação é o Estado de Sítio. Sua utilização deve ocorrer em
casos considerados mais graves, mas o objetivo é
praticamente o mesmo do Estado de Defesa, ou seja,
proteger o próprio Estado e a ordem pública. Sua previsão
consta no art. 137 do Texto Constitucional, que estabelece
que o Presidente da República pode, após ouvidos o
Conselho da República e o Conselho de Defesa Nacional,
solicitar ao Congresso Nacional autorização para decretar o
estado de sítio.
UNIDADE 2 Estado de Sítio
O estado de sítio será decretado nos seguintes casos (CF,
Art. 137):
I comoção grave de repercussão nacional ou ocorrência de
fatos que comprovem a ineficácia de medida tomada durante o
estado de defesa (máximo de 30 dias e prorrogado por no
máximo 30 dias a cada prorrogação);
II declaração de estado de guerra ou resposta a agressão
armada estrangeira (pelo tempo que durar a guerra ou
agressão).
UNIDADE 2 Estado de Sítio
Na vigência do Estado de Sítio decretado com fundamento no
art. 137, I, (comoção grave de repercussão nacional ou
ocorrência de fatos que comprovem a ineficácia de medida
tomada durante o estado de defesa) só poderão ser tomadas
contra as pessoas as seguintes medidas (CF, Art. 139):
I - obrigação de permanência em localidade determinada;
UNIDADE 2 Estado de Sítio
II - detenção em edifício não destinado a acusados ou condenados
por crimes comuns;
UNIDADE 2 Estado de Sítio
III - restrições relativas à inviolabilidade da correspondência, ao
sigilo das comunicações, à prestação de informações e à liberdade
de imprensa, radiodifusão e televisão, na forma da lei;
UNIDADE 2 Estado de Sítio
IV - suspensão da liberdade de reunião;
UNIDADE 2 Estado de Sítio
V - busca e apreensão em domicílio;
UNIDADE 2 Estado de Sítio
VI - intervenção nas empresas de serviços públicos;
UNIDADE 2 Estado de Sítio
VII - requisição de bens.
UNIDADE 2 Estado de Sítio

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