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TÉCNICAS E TÁTICAS EM 
COMBATE A INCÊNDIO – parte 1
Planejamento, Objetivos e Ventilação 
Sd. Soldado Samuel Lucin Meurer
Material adaptado e atualizado do EAD 2019: Cap. QOBM Guilherme Renato Hreczuck e Cap. QOBM Roberson Costa 
Spagnol 
Módulo 1: Introdução e Planejamento no Combate a 
Incêndios
No combate a incêndios, as técnicas 
são os recursos utilizados na operação, 
enquanto as táticas são as decisões que 
definem quais técnicas serão aplicadas, 
onde, por quem e em que momento. 
Ambas são interdependentes e essenciais 
para o sucesso da missão e para a 
segurança da equipe.
Os conceitos de TÉCNICA e TÁTICA, 
podem ser facilmente confundidos no 
Combate ao Incêndio, porém eles se 
complementam e muitas vezes se 
misturam, por exemplo:
• TÉCNICA de pulsos de água (3DWF), 
objetivando uma maior absorção do 
calor;
• TÁTICA de Ataque Transicional, com 
primeiro ataque externo, objetivando 
uma rápida diminuição das chamas, 
passando para uma abordagem mais 
ofensiva, adentrando o ambiente, 
diminuindo a caloria de modo 
eficiente otimizando o uso da água;
•
Técnica x Tática
Aspecto Técnica Tática
Enfoque Como fazer O que fazer e quando 
fazer
Natureza Prática e operacional Estratégica e 
decisória
Exemplo prático Uso correto dos 
equipamentos
Decidir o ponto de 
ataque ao incêndio
Objetivo Executar ações com 
precisão
Maximizar a eficácia e 
segurança da 
operação
Reflexão
Pense numa situação real 
de incêndio em edificação. Que 
técnica(s) e tática(s) você 
combinaria para otimizar o 
combate?
É IMPORTANTE SALIENTAR QUE PARA A TOMADA DE 
DECISÃO E USO DA TÁTICA MAIS ADEQUADA É 
NECESSÁRIO QUE TENHAMOS O DOMÍNIO DO MAIOR 
NÚMERO DE TÉCNICAS POSSÍVEIS;
Sobre os lados da edificação
• Para uma melhor comunicação, quando 
abordamos uma edificação incendiada, 
as guarnições devem saber a 
nomenclatura dos lados da edificação, o 
que permite um melhor controle e 
distribuição de ordens aos elementos da 
guarnição: 
•
Lado A (frente da edificação à rua), 
demais lados determinados em sentido 
horário (Ex: lado B à esquerda, etc.)
Avaliação Inicial 360° e Comunicação
 
A avaliação 360° é o ponto de partida para o planejamento tático. Sem uma análise inicial 
completa, o plano tático pode ser inadequado, expondo equipes e vítimas a riscos 
desnecessários. Por outro lado, um planejamento tático bem elaborado, baseado em uma 
avaliação precisa, aumenta significativamente as chances de sucesso na operação de 
combate a incêndio. Essa avaliação é fundamental porque:
✔ Permite identificar rapidamente os riscos imediatos à vida, à propriedade e à 
segurança dos bombeiros.
✔ Ajuda a localizar o foco do incêndio, avaliar as rotas de propagação do fogo e do ar 
(flow path), e identificar possíveis vítimas ou áreas de risco.
✔ Fornece subsídios para as primeiras decisões críticas, que, segundo estudos, podem 
ser determinantes para salvar vidas nos primeiros 60 segundos, proteger propriedades 
nos primeiros 5 minutos e garantir a segurança dos próprios bombeiros nos primeiros 
12 minutos de operação.
✔ Reduz a chance de erros nos momentos iniciais, que são frequentemente 
responsáveis por agravar a situação do incêndio
Avaliação Inicial 360° e Comunicação
 
• Quando a primeira viatura chega no local incêndio, 
esta deve determinar os lados da edificação;
• Os demais membros da guarnição começam a 
montar as linhas (sem pressurizá-las);
• O CHEFE DE GUARNIÇÃO deve realizar a 
avaliação 360°, ou seja, se deslocar de forma a 
visualizar todos os lados da edificação (não precisa 
dar a volta completa na edificação, apenas 
visualizar seus lados) para verificar o comprimento 
dos dois maiores lados da edificação e possíveis 
locais de acesso;
• Além disso , deve coletar informações sobre 
possíveis vítimas.
Avaliação Inicial 360° e Comunicação
 • a figura ao lado, o CHEFE DE GUARNIÇÃO desloca do ponto AD 
até o ponto BC, contando seus passos duplos para confirmar 
quantidade de mangueiras. Normalmente a metade do perímetro 
(soma do lado A (ex: 15 m) + lado B (ex: 30m)) dá a metragem de 
mangueira suficiente para atingir todos os pontos da edificação.
• Além disso:
• - No ponto AD, consegue visualizar acessos, portas e janelas dos 
lados A e D;
• -No ponto BC, consegue visualizar acessos, portas e janelas dos 
lados B e C.
•
ASSIM PODE RETORNAR AOS MEMBROS DA GUARNIÇÃO E 
CONFIRMAR ESSES DADOS PARA INÍCIO DO COMBATE:
• Por exemplo: “Guarnição, confirmada a necessidade de 45 metros 
de mangueiras. O combate inicial será feito externamente, pelo 
lado Bravo, por duas linhas de mangueiras. Se já temos 45 metros 
de mangueira em cada linha, podem pressurizá-las. A ventilação 
deve ser natural vertical, no teto da garagem, pelo lado Charlie ”
Planejamento Tático da Operação: 
Organização Inteligente das Ações
1- Toda a operação deverá ser planejada. Nesta 
fase é que o Comandante do Incidente define quais 
as ações para solução da ocorrência.
• O planejamento considera:
✔ Tipo de construção e sua ocupação (residencial, 
industrial, mista);
✔ Material combustível envolvido;
✔ Disponibilidade hídrica (hidrantes, fontes 
alternativas de água);
✔ Número e qualificação das equipes disponíveis;
✔ Setorização da cena (zona quente, morna e 
fria);
✔ Objetivos estratégicos prioritários, como: 
resgate de vítimas, contenção das chamas, 
proteção de exposições e ventilação táctica.
2- Estabelecer o PAI (Plano de Ação do Incidente)- 
pensar em um plano com os recursos presentes, e 
o que fazer após a chegada de novos reforços;
Objetivos no Combate a Incêndio
• Os objetivos gerais do combate a incêndio devem ser sempre os 
mesmos para todas as ocorrências;
• O que varia é a não necessidade de um dos objetivos ,dependendo 
da ocorrência.
Objetivos Primários
Segurança
Primeiro objetivo do Comandante do Incidente. Visa minimizar riscos de acidentes 
durante a operação.
Deve ser analisado a proporção risco versus benefício para toda e qualquer ação de 
Combate a Incêndios. Por exemplo, é aceitável enviar bombeiros para efetuar busca na 
edificação em chamas com risco elevado aos bombeiros, para salvar vítimas 
confirmadas no interior, bem como, também é aceitável não enviar nenhum bombeiro 
para correr este risco, se não há a confirmação efetiva de vítimas.
FILOSOFIA RISCO X BENEFÍCIO:
Arriscar muito para salvar muito; Arriscar pouco para salvar pouco; e Não arriscar nada 
para salvar nada.
Objetivos Primários
Segurança
• CONTROLE DE PESSOAL
✔ Responsabilidade de todos os envolvidos;
✔ Na prática significa saber: Quantos são; Quem são; Onde estão; e 
o que estão fazendo. O controle de pessoal deve abranger não 
somente os bombeiros, mas também todo pessoal de apoio e 
especialistas presentes na área do evento. 
• CONTROLE DE ACESSO
✔ O controle de acesso tem por objetivo registrar o acesso de 
bombeiros nas áreas de maior risco (zona quente) durante as 
operações de combate a incêndio.
Objetivos Primários
Segurança
Principais medidas para redução do risco de acidentes:
✔ Uso correto do EPI e da comunicação;
✔ Avaliação adequada dos riscos;
✔ Técnicas de socorro adequadas e uso de POPs;
✔ Treinamento e preparo adequado das equipes (físico, psicológico e técnico);
✔ Isolamento e sinalização adequados da área, com controle de acesso ao sinistro.
Objetivos Primários
Segurança
• Por exemplo, em edificações atentar para a distância de risco de 
queda de materiais/ colapso:
Objetivos Primários
Segurança
No combate a incêndio as operações ocorrem em atmosfera tóxica;
SOBREVIDA DA VÍTIMA: 
6 - 12 minutos com a porta 
da edificação aberta. 
(Fonte: UL-Underwriters 
Laboratories)
** IPVS: índice de perigo à vida e saúde (limite estabelecidos) 
Portanto, o uso de EPR é obrigatório para as situações de incêndio, quaisquer que 
sejam, e também no rescaldo. Em incêndios em veículos, mesmo estes estando em 
ambientes abertos, o índice de toxicidade da fumaça é muito alto, devendo assim 
também ser utilizado EPR.
Objetivos Primários
Segurança• ÁREA DE HIDRATAÇÃO, REABILITAÇÃO E SAÚDE
• Moretti (2003, apud OLIVEIRA, 2008), em pesquisas laboratoriais na UNIFESP, 
mostrou que o uso de EPI e de EPR, equipamentos necessários e obrigatórios em 
muitas ocorrências atendidas pelo Corpo de Bombeiros, acarretam sobrecarga, que 
pode variar de 22 a 27 kg, e redução da capacidade física cardiorrespiratória desses 
profissionais em até 30%;
• Desidratação e desequilíbrios eletrolíticos devido ao excesso de esforço são apenas 
dois dos muitos riscos enfrentados por bombeiros durante operações de emergência 
e exercícios de treinamento. Para proteger o militar, as unidades devem seguir uma 
abordagem sistemática e organizada para a reabilitação durante operações de 
emergência e exercícios de treinamento; 
Objetivos Primários
Segurança
ÁREA DE HIDRATAÇÃO, REABILITAÇÃO E SAÚDE
Objetivos Primários
Acesso adequado
• Constituem ações para garantir um acesso 
adequado ao interior da edificação: definir 
quais as vias de acesso ao local do incêndio 
e identificar as melhores, aplicar 
adequadamente as técnicas de 
arrombamento, estabelecer as viaturas 
adequadas.
• Sempre que possível a porta de entrada 
deve ser escolhida na área não atingida 
pelas chamas, o mais próximo possível do 
foco, entre o foco do incêndio e as vítimas 
ou a área de propagação.
Objetivos Primários
Salvamento
O objetivo do salvamento é colocar as pessoas atingidas pelo incêndio em segurança, 
por meio de ações de:
✔ Evacuação: consiste na retirada de pessoas da área de risco que podem sair por si 
próprias;
✔ Controle de pânico;
✔ Salvamento de vítimas visíveis (que estão em janelas, sacadas, parapeitos, etc.);
A busca é considerado um objetivo secundário: isto porque a busca é a procura 
minuciosa por vítimas, que podem ou não estar presentes na edificação. Esta dúvida na 
existência de vítimas transforma a busca em objetivo secundário.
Objetivos Primários
Isolamento ou Proteção contra exposição 
• O objetivo do isolamento é preservar áreas adjacentes ao incêndio da ação do calor, 
das chamas e da fumaça, usando:
• Jatos de água para resfriamento e evitando propagação a outras estruturas;
• Retirada de materiais da área de risco;
Objetivos Primários
Confinamento
Restringir a ação do incêndio a menor área possível;
Evita propagação para as adjacências da mesma estrutura;
O incêndio ainda não está extinto, porém está restrito a uma determinada área.
Objetivos Primários
Objetivos Primários
Extinção
A extinção ocorre nos materiais já atingidos pelas chamas, onde a perda do material 
queimado já é total.
Importante salientar que a extinção deve ocorrer depois das ações de isolamento e 
confinamento.
Objetivos Primários
Suprimento de Água
✔ Verifica-se a necessidade e a disponibilidade do suprimento de 
água atual, bem como reforço, se necessário.
✔ A utilização da viatura principal, em geral, leva em conta a 
avaliação da vazão e pressão da bomba, capacidade de tanque e 
as estratégias adotadas.
✔ As viaturas com menor capacidade de tanque, GERALMENTE são 
as viaturas que abastecem a viatura denominada principal ou 
“testa”;
Objetivos Primários
Ventilação tática 
São ações de controle da circulação de fumaça e ar, de forma planejada, para obter 
vantagens operacionais no Combate à Incêndio.
Objetivos Primários
Ventilação tática 
São ações de controle da circulação de fumaça e ar, de forma planejada, para obter 
vantagens operacionais no Combate à Incêndio.
Objetivos Primários
Revisão Rápida
Quais são os 3 primeiros objetivos primários em qualquer combate a incêndio?
Objetivos Primários
Revisão Rápida
Quais são os 3 primeiros objetivos primários em qualquer combate a incêndio?
1º
3º
2º
Módulo 2: Ventilação Tática e Gerenciamento do Fogo
• A visão sobre como atuar com a ventilação tática muda de Corporação para 
Corporação, de país para país.
• A Europa tradicionalmente, volta seu Combate à Incêndio para condições 
encontradas em compartimentos pequenos, trabalhando com baixa vazão e 
alta pressão nos esguichos (ataque tridimensional). Confina-se o fogo antes e 
estabiliza-se os gases antes de abrir o compartimento (opta-se pela 
antiventilação).
• Nos EUA, o combate a incêndios acontece com propagação rápida em grandes 
espaços. Utiliza-se normalmente ventilação de forma agressiva e ataque rápido 
ao foco, com alta vazão nas mangueiras.
Ventilação Tática
NÃO EXISTE CERTO OU ERRADO: DEVE SER ANALISADA A MELHOR 
ESTRATÉGIA, SEJA ELA VENTILAR OU NÃO, E COMBINAR COM A TÉCNICA DE 
APLICAÇÃO DE ÁGUA.
O importante é entender que a abertura de janelas e portas não pode ser feita 
indiscriminadamente, pois afeta o combate ao incêndio de forma não planejada, 
podendo gerar fenômenos extremos do fogo. 
A ventilação exige muita coordenação das equipes.
Ventilação Tática
Não controlar a ventilação, ou 
uma abertura de porta ou janela 
que sejam feitas de maneira 
errada, pode acarretar em 
generalização do incêndio ou 
até em backdraft.
Ventilação Tática
✔ Efeitos da Ventilação:
✔ Redução dos comportamentos 
extremos e temperatura, pela 
diluição da fumaça;
✔ Melhora visibilidade;
✔ Acelera a combustão, por inserir 
mais comburente ( normalmente no 
cômodo do foco), mas dirige a 
fumaça para cima ou para fora, e 
para longe de vítimas e áreas não 
atingidas;
✔ Direciona o fluxo de gases 
conforme tática ideal.
Ventilação Tática
Ventilação Natural
Fatores de movimentação da ventilação natural:
1. Empuxo: gases aquecidos tem densidade 
menor, sofrem empuxo e sobem.
2. A sobrepressão em compartimento incendiado: 
devido a ela, a fumaça acumulada no cômodo 
sai por qualquer abertura.
3. Pressão negativa em corredores e escadas: 
pelo princípio de Venturi, locais de menor 
seção onde passem fluídos tem menor 
pressão e maior velocidade. Escadas e 
corredores “sugam” fumaça do foco.
4. A direção do vento.
Ventilação Tática
Ventilação Natural
Natural Horizontal: Feita por janelas ou 
portas. Usa-se da sobrepressão e da 
direção do vento para dispersar 
fumaça.
Ventilação Tática
Ventilação Natural
Natural Vertical: feita por abertura alta 
no cômodo (normal telhado). Usa-se 
do empuxo e da sobrepressão para 
dispersar fumaça.
Ventilação Tática
Ventilação Natural
Orientações na ventilação natural:
Lançar água de fora para dentro da 
edificação piora condições. Fumaça 
que sairia retorna ameaçando os BM;
Jato perpendicular à saída reduz 
inflamabilidade e acelera saída.
Ventilação Tática
Ventilação Natural
Orientações na ventilação natural:
Ventilação cruzada: com uma 
abertura para entrada outra para 
saída, aproveitando direção do vento, 
acelera saída da fumaça.
Ventilação cruzada deve ser 
preferencialmente evitada na entrada 
dos bombeiros.
Aberturas próximas aos focos são 
mais eficientes.
Ventilação Tática
Ventilação Natural
Orientações na ventilação natural:
Para residências médias abertura de 
1,2 x 1,2 m.
Para residências maiores abertura de 
3 x 3 m.
Em telhados andar somente em 
partes seguras como platibandas.
Ventilação Tática
Ventilação Forçada
Ventilação forçada é a ventilação que usa aparelhos para escolher a direção 
preferencial da fumaça. Será sempre do tipo cruzada, ou seja, exige duas 
aberturas, uma de entrada de ar e outra de saída de fumaça.
Pode ser Horizontal ou Vertical
Pode ser por pressão negativa, ventilação hidráulica ou por pressão 
positiva.
Ventilação Tática
Ventilação Forçada - por pressão 
negativa
É a ventilação feita por exaustores, 
retira a fumaça para fora por um tubo 
chamado “manga”. É colocado dentro 
do cômodo inundado de fumaça.
Ventilação Tática
Ventilação Forçada - por ventilação 
hidráulica
É a ventilação feita por um jato neblinado para 
fora do ambiente por arrastamento hidráulico.
Feita a 0,5 m da janela e de 1,5 a 2 metros 
em caso de portas.
Jato não deve encostar nas quinas da 
abertura.
Ventilação Tática
Ventilação Forçada – por pressão 
positiva
É a ventilação feita por ventiladores. 
Funciona criando cone de ar,aumentando pressão interna e 
produzindo vazão de saída.
Ventilação Tática
Ventilação Forçada – por pressão positiva
Existem ventiladores de pressão positiva movido por motor a combustão, movidos a 
água (hidráulicos), movidos a bateria, e movidos a eletricidade.
Ventilação Tática
Ventilação Forçada - por pressão 
positiva
As táticas de ventilação também 
levam o nome de ofensiva e 
defensiva. 
• Ventilação defensiva: o fluxo de 
gases gerados pela ventilação 
forçada não passa através do 
cômodo sinistrado, de modo que 
não haja fornecimento de oxigênio 
adicional. 
Ventilação Tática
Ventilação Forçada - por 
pressão positiva
Ventilação ofensiva: usa um 
ventilador para estabelecer um 
fluxo de gases que atravessa o 
foco para produzir uma mudança 
nas condições dentro do 
compartimento sinistrado que 
permite um rápido avanço 
efetivo até ele.
Ventilação Tática
Ventilação Forçada - por pressão 
positiva
• A pressurização de recinto usa 
ventilador para criar diferenciais de 
pressão em áreas adjacentes aos 
compartimentos de incêndio, a fim 
de protegê-los da propagação do 
fogo e da dispersão de gases de 
incêndio.
 
Ventilação Tática
Ventilação Forçada - por 
pressão positiva
Além disso, o uso de ventiladores por 
pressão positiva pode ter VÁRIOS 
OBJETIVOS. Como exemplos:
Objetivo 1: O uso de uma ventilador de alta 
potência para remover produtos de 
combustão de um incêndio, após o controle 
do fogo.
Objetivo 2: um “ataque de Pressão Positiva” 
usando um ventilador de alta potência para 
controlar o fluxo de produtos de combustão, 
antes do controle de incêndio, com a 
intenção de proporcionar maior visibilidade 
e capacidade para bombeiros e 
potencialmente ocupantes, enquanto os 
esforços de supressão de fogo estão em 
andamento.
Ventilação Tática
Ventilação Forçada
• Orientações:
• A saída da fumaça deve ter até 2 vezes o tamanho da entrada de ar;
• A saída deve ser a mais próxima possível do foco;
• A ventilação pode ser otimizada fechando-se quartos não atingidos;
• Abertura de portas onde há foco incubado pode resultar em backdraft;
• No caso de edificações com vários cômodos ou andares, ventilar um ambiente por 
vez, começando pelo mais baixo;
• Se ventilador for fraco para o tamanho da edificação, ele alimentará o foco ao invés de 
expulsar a fumaça.
 
Ventilação Tática
exemplos de ventilação feitas 
de modos CORRETO:
Ventilação Tática
exemplos de ventilação feitas de modos INCORRETO:
 
Ventilação Tática
termômetro 1 (T1): na porta do foco
termômetro 2 (T2): no cômodo 2 ao lado do foco
termômetro 3 (T3): no cômodo 6
Fonte: Cel. Cajaty CBMDF
Ventilação Tática
 
A ventilação PPV ideal diminui a temperatura nos cômodos 
adjacentes - só aumenta a temperatura no quarto do foco 
(restringindo a propagação). 
Já a ventilação PPV não ideal aumenta temperatura nos cômodos 
adjacentes.
Fonte: 
Cel. 
Cajaty - 
CBMDF
Ventilação Tática
POSICIONAMENTO DO VENTILADOR
• Para cada modelo há uma distância pré-definida 
para portas “padrão” (+/- 2,00m x 0,90m). 
• Na dúvida pecar pelo excesso (> distância).
Fonte: CBMSC
Ventilação Tática
POSICIONAMENTO DO VENTILADOR
Barômetro de entrada : Espaço na parte superior da 
entrada (aprox. 30 cm - 15%) onde a pressão exercida 
pelo ventilador é menor.
Permite visualizar o comportamento e a evolução da 
ventilação.
* SE HOUVER MUITO FUMAÇA SAINDO, SUSPENDER A 
OPERAÇÃO POIS POSICIONAMENTO ESTÁ ERRADO OU 
VENTILADOR É FRACO
Ventilação Tática
QUANDO NÃO UTILIZAR VENTILAÇÃO POR PRESSÃO 
POSITIVA
• Há indícios de backdraft iminente;
• A disponibilidade de água é limitada;
• Vento contra > 15 km/h;
• Não é possível realizar um dimensionamento 
perimetral (360º);
• Posicionamento da ventilação impossibilitada;
• Vítimas na “rota quente”; 
• Não se sabe onde está o foco.
Objetivos Secundários
Salvatagem
• É o nome que se dá a proteção da propriedade 
contra danos decorrentes do próprio combate a 
incêndio.
• É o procedimento similar ao salvamento de vítimas, 
porém aplicado aos bens.
Objetivos Secundários
Busca
A busca é considerada um objetivo a ser realizado posteriormente ao combate a incêndio 
devido a necessidade de estabelecimento de linhas de proteção, além do tempo 
necessário à localização. Isso porque a busca é a procura minuciosa por vítimas e oferece 
grande risco aos bombeiros se o incêndio primeiramente não for confinado ou extinto. É 
importante ressaltar que há exceções quanto ao momento da realização às ações de 
busca;
1. BUSCA PRIMÁRIA: aquela realizada concomitantemente ao Combate a Incêndio. 
Como o incêndio ainda não está controlado, esta Busca visa agilidade;
2. BUSCA SECUNDÁRIA: aquela realizada após o controle do Incêndio. Como o 
incêndio já está controlado, esta Busca visa a minúcia. É uma busca mais detalhada 
para encontrar as vítimas que por ventura não foram encontradas na primária.
Objetivos Secundários
Inspeção Final
• Realizar a inspeção final de modo a verificar se o serviço foi executado por completo e 
identificar outros riscos oriundos do sinistro em questão;
• Avisar ao Oficial, Chefe de Guarnição e COBOM sobre quaisquer situações;
• Em caso de vítimas e ou evidência de crime, preservar e isolar o local, aguardando a 
chegada do órgão responsável.
Prioridades Táticas
São os três principais pontos que devem ser completados para estabilizar qualquer 
situação de incêndio;
Estabelecem a ordem em que os objetivos devem ser realizados e estes objetivos devem 
ser considerados como atividades separadas, embora interrelacionadas.;
O Comandante do Incidente não deve avançar para a próxima prioridade até que o 
objetivo da função atual tenha sido concluído ou recursos suficientes tenham sido 
atribuídos. As prioridades táticas básicas veremos no próximo slide.
Prioridades Táticas
Exemplos de tarefas baseadas nas 
prioridades táticas: 
1ª Evacuar pessoas do prédio;
2º Estabelecer linhas de combate 
no hidrante de parede um 
pavimento abaixo do foco;
3º Acessar o apartamento 
sinistrado pela porta da cozinha;
4º Confinar o incêndio ao quarto 
onde está pegando fogo.
Prioridades Táticas
Busca
A busca é considerada um objetivo a ser realizado posteriormente ao combate a incêndio 
devido a necessidade de estabelecimento de linhas de proteção, além do tempo 
necessário à localização. Isso porque a busca é a procura minuciosa por vítimas e oferece 
grande risco aos bombeiros se o incêndio primeiramente não for confinado ou extinto. É 
importante ressaltar que há exceções quanto ao momento da realização às ações de 
busca;
1. BUSCA PRIMÁRIA: aquela realizada concomitantemente ao Combate a Incêndio. 
Como o incêndio ainda não está controlado, esta Busca visa agilidade;
2. BUSCA SECUNDÁRIA: aquela realizada após o controle do Incêndio. Como o 
incêndio já está controlado, esta Busca visa a minúcia. É uma busca mais detalhada 
para encontrar as vítimas que por ventura não foram encontradas na primária.
Objetivos Secundários
• São os três principais pontos que devem ser completados para estabilizar qualquer 
situação de incêndio;
• Estabelecem a ordem em que os objetivos devem ser realizados e estes objetivos 
devem ser considerados como atividades separadas, embora interrelacionadas.;
• O Comandante do Incidente não deve avançar para a próxima prioridade até que o 
objetivo da função atual tenha sido concluído ou recursos suficientes tenham sido 
atribuídos. As prioridades táticas básicas veremos no próximo slide.
Prioridades Táticas
Revisão do Módulo 2
1- Listar prós e contras de ventilação natural vs. forçada.
2 - Citar ao menos duas precauções ao ventilar em incêndios.
3 - Quando não utilizar ventilação por pressão positiva
Prioridades Táticas
Revisão do Módulo 2
1- Listar prós e contras de ventilação natural vs. forçada.
🔹 Ventilação Natural
Prós:
Utiliza recursos já existentes (portas, janelas, telhados), sem necessidade de equipamentos.
Menor risco de alimentar o foco se bem controlada.
Boa para reduzir temperaturae melhorar visibilidade.
Contras:
Difícil de controlar, depende de fatores como vento e arquitetura.
Aberturas mal planejadas podem causar backdraft ou generalização do incêndio.
Pode piorar as condições se feita incorretamente (ex.: jogar água de fora para dentro prejudica a dispersão da fumaça).
🔹 Ventilação Forçada
Prós:
Direciona a fumaça de forma controlada e eficaz.
Pode ser usada para proteger áreas ainda não afetadas.
Permite ventilação ofensiva (através do foco) ou defensiva (evita fornecer oxigênio ao fogo).
Melhora visibilidade e condições térmicas com mais previsibilidade.
Contras:
Exige equipamentos (ventiladores, exaustores) e conhecimento técnico.
Pode alimentar o foco se o ventilador for insuficiente ou mal posicionado.
Riscos de backdraft se portas forem abertas sem análise prévia.
Não deve ser usada se houver vento contrário forte, vítimas na rota quente ou pouca água disponível.
Prioridades Táticas
Revisão do Módulo 2
2 - Citar ao menos duas precauções ao ventilar em incêndios.
Evitar aberturas descoordenadas de portas ou janelas:
A ventilação mal controlada pode provocar fenômenos extremos como o backdraft ou flashover.
Verificar posicionamento e força do ventilador (no caso da ventilação forçada):
Um ventilador fraco pode alimentar o fogo em vez de expulsar a fumaça, piorando a situação.
Prioridades Táticas
Revisão do Módulo 2
3 - Quando não utilizar ventilação por pressão positiva
❑ Há indícios de backdraft iminente;
❑ A disponibilidade de água é limitada;
❑ Vento contra > 15 km/h;
❑ Não é possível realizar um dimensionamento perimetral (360º);
❑ Posicionamento da ventilação impossibilitada;
❑ Vítimas na “rota quente”; 
❑ Não se sabe onde está o foco.

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