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TÉCNICAS E TÁTICAS EM COMBATE A INCÊNDIO – parte 1 Planejamento, Objetivos e Ventilação Sd. Soldado Samuel Lucin Meurer Material adaptado e atualizado do EAD 2019: Cap. QOBM Guilherme Renato Hreczuck e Cap. QOBM Roberson Costa Spagnol Módulo 1: Introdução e Planejamento no Combate a Incêndios No combate a incêndios, as técnicas são os recursos utilizados na operação, enquanto as táticas são as decisões que definem quais técnicas serão aplicadas, onde, por quem e em que momento. Ambas são interdependentes e essenciais para o sucesso da missão e para a segurança da equipe. Os conceitos de TÉCNICA e TÁTICA, podem ser facilmente confundidos no Combate ao Incêndio, porém eles se complementam e muitas vezes se misturam, por exemplo: • TÉCNICA de pulsos de água (3DWF), objetivando uma maior absorção do calor; • TÁTICA de Ataque Transicional, com primeiro ataque externo, objetivando uma rápida diminuição das chamas, passando para uma abordagem mais ofensiva, adentrando o ambiente, diminuindo a caloria de modo eficiente otimizando o uso da água; • Técnica x Tática Aspecto Técnica Tática Enfoque Como fazer O que fazer e quando fazer Natureza Prática e operacional Estratégica e decisória Exemplo prático Uso correto dos equipamentos Decidir o ponto de ataque ao incêndio Objetivo Executar ações com precisão Maximizar a eficácia e segurança da operação Reflexão Pense numa situação real de incêndio em edificação. Que técnica(s) e tática(s) você combinaria para otimizar o combate? É IMPORTANTE SALIENTAR QUE PARA A TOMADA DE DECISÃO E USO DA TÁTICA MAIS ADEQUADA É NECESSÁRIO QUE TENHAMOS O DOMÍNIO DO MAIOR NÚMERO DE TÉCNICAS POSSÍVEIS; Sobre os lados da edificação • Para uma melhor comunicação, quando abordamos uma edificação incendiada, as guarnições devem saber a nomenclatura dos lados da edificação, o que permite um melhor controle e distribuição de ordens aos elementos da guarnição: • Lado A (frente da edificação à rua), demais lados determinados em sentido horário (Ex: lado B à esquerda, etc.) Avaliação Inicial 360° e Comunicação A avaliação 360° é o ponto de partida para o planejamento tático. Sem uma análise inicial completa, o plano tático pode ser inadequado, expondo equipes e vítimas a riscos desnecessários. Por outro lado, um planejamento tático bem elaborado, baseado em uma avaliação precisa, aumenta significativamente as chances de sucesso na operação de combate a incêndio. Essa avaliação é fundamental porque: ✔ Permite identificar rapidamente os riscos imediatos à vida, à propriedade e à segurança dos bombeiros. ✔ Ajuda a localizar o foco do incêndio, avaliar as rotas de propagação do fogo e do ar (flow path), e identificar possíveis vítimas ou áreas de risco. ✔ Fornece subsídios para as primeiras decisões críticas, que, segundo estudos, podem ser determinantes para salvar vidas nos primeiros 60 segundos, proteger propriedades nos primeiros 5 minutos e garantir a segurança dos próprios bombeiros nos primeiros 12 minutos de operação. ✔ Reduz a chance de erros nos momentos iniciais, que são frequentemente responsáveis por agravar a situação do incêndio Avaliação Inicial 360° e Comunicação • Quando a primeira viatura chega no local incêndio, esta deve determinar os lados da edificação; • Os demais membros da guarnição começam a montar as linhas (sem pressurizá-las); • O CHEFE DE GUARNIÇÃO deve realizar a avaliação 360°, ou seja, se deslocar de forma a visualizar todos os lados da edificação (não precisa dar a volta completa na edificação, apenas visualizar seus lados) para verificar o comprimento dos dois maiores lados da edificação e possíveis locais de acesso; • Além disso , deve coletar informações sobre possíveis vítimas. Avaliação Inicial 360° e Comunicação • a figura ao lado, o CHEFE DE GUARNIÇÃO desloca do ponto AD até o ponto BC, contando seus passos duplos para confirmar quantidade de mangueiras. Normalmente a metade do perímetro (soma do lado A (ex: 15 m) + lado B (ex: 30m)) dá a metragem de mangueira suficiente para atingir todos os pontos da edificação. • Além disso: • - No ponto AD, consegue visualizar acessos, portas e janelas dos lados A e D; • -No ponto BC, consegue visualizar acessos, portas e janelas dos lados B e C. • ASSIM PODE RETORNAR AOS MEMBROS DA GUARNIÇÃO E CONFIRMAR ESSES DADOS PARA INÍCIO DO COMBATE: • Por exemplo: “Guarnição, confirmada a necessidade de 45 metros de mangueiras. O combate inicial será feito externamente, pelo lado Bravo, por duas linhas de mangueiras. Se já temos 45 metros de mangueira em cada linha, podem pressurizá-las. A ventilação deve ser natural vertical, no teto da garagem, pelo lado Charlie ” Planejamento Tático da Operação: Organização Inteligente das Ações 1- Toda a operação deverá ser planejada. Nesta fase é que o Comandante do Incidente define quais as ações para solução da ocorrência. • O planejamento considera: ✔ Tipo de construção e sua ocupação (residencial, industrial, mista); ✔ Material combustível envolvido; ✔ Disponibilidade hídrica (hidrantes, fontes alternativas de água); ✔ Número e qualificação das equipes disponíveis; ✔ Setorização da cena (zona quente, morna e fria); ✔ Objetivos estratégicos prioritários, como: resgate de vítimas, contenção das chamas, proteção de exposições e ventilação táctica. 2- Estabelecer o PAI (Plano de Ação do Incidente)- pensar em um plano com os recursos presentes, e o que fazer após a chegada de novos reforços; Objetivos no Combate a Incêndio • Os objetivos gerais do combate a incêndio devem ser sempre os mesmos para todas as ocorrências; • O que varia é a não necessidade de um dos objetivos ,dependendo da ocorrência. Objetivos Primários Segurança Primeiro objetivo do Comandante do Incidente. Visa minimizar riscos de acidentes durante a operação. Deve ser analisado a proporção risco versus benefício para toda e qualquer ação de Combate a Incêndios. Por exemplo, é aceitável enviar bombeiros para efetuar busca na edificação em chamas com risco elevado aos bombeiros, para salvar vítimas confirmadas no interior, bem como, também é aceitável não enviar nenhum bombeiro para correr este risco, se não há a confirmação efetiva de vítimas. FILOSOFIA RISCO X BENEFÍCIO: Arriscar muito para salvar muito; Arriscar pouco para salvar pouco; e Não arriscar nada para salvar nada. Objetivos Primários Segurança • CONTROLE DE PESSOAL ✔ Responsabilidade de todos os envolvidos; ✔ Na prática significa saber: Quantos são; Quem são; Onde estão; e o que estão fazendo. O controle de pessoal deve abranger não somente os bombeiros, mas também todo pessoal de apoio e especialistas presentes na área do evento. • CONTROLE DE ACESSO ✔ O controle de acesso tem por objetivo registrar o acesso de bombeiros nas áreas de maior risco (zona quente) durante as operações de combate a incêndio. Objetivos Primários Segurança Principais medidas para redução do risco de acidentes: ✔ Uso correto do EPI e da comunicação; ✔ Avaliação adequada dos riscos; ✔ Técnicas de socorro adequadas e uso de POPs; ✔ Treinamento e preparo adequado das equipes (físico, psicológico e técnico); ✔ Isolamento e sinalização adequados da área, com controle de acesso ao sinistro. Objetivos Primários Segurança • Por exemplo, em edificações atentar para a distância de risco de queda de materiais/ colapso: Objetivos Primários Segurança No combate a incêndio as operações ocorrem em atmosfera tóxica; SOBREVIDA DA VÍTIMA: 6 - 12 minutos com a porta da edificação aberta. (Fonte: UL-Underwriters Laboratories) ** IPVS: índice de perigo à vida e saúde (limite estabelecidos) Portanto, o uso de EPR é obrigatório para as situações de incêndio, quaisquer que sejam, e também no rescaldo. Em incêndios em veículos, mesmo estes estando em ambientes abertos, o índice de toxicidade da fumaça é muito alto, devendo assim também ser utilizado EPR. Objetivos Primários Segurança• ÁREA DE HIDRATAÇÃO, REABILITAÇÃO E SAÚDE • Moretti (2003, apud OLIVEIRA, 2008), em pesquisas laboratoriais na UNIFESP, mostrou que o uso de EPI e de EPR, equipamentos necessários e obrigatórios em muitas ocorrências atendidas pelo Corpo de Bombeiros, acarretam sobrecarga, que pode variar de 22 a 27 kg, e redução da capacidade física cardiorrespiratória desses profissionais em até 30%; • Desidratação e desequilíbrios eletrolíticos devido ao excesso de esforço são apenas dois dos muitos riscos enfrentados por bombeiros durante operações de emergência e exercícios de treinamento. Para proteger o militar, as unidades devem seguir uma abordagem sistemática e organizada para a reabilitação durante operações de emergência e exercícios de treinamento; Objetivos Primários Segurança ÁREA DE HIDRATAÇÃO, REABILITAÇÃO E SAÚDE Objetivos Primários Acesso adequado • Constituem ações para garantir um acesso adequado ao interior da edificação: definir quais as vias de acesso ao local do incêndio e identificar as melhores, aplicar adequadamente as técnicas de arrombamento, estabelecer as viaturas adequadas. • Sempre que possível a porta de entrada deve ser escolhida na área não atingida pelas chamas, o mais próximo possível do foco, entre o foco do incêndio e as vítimas ou a área de propagação. Objetivos Primários Salvamento O objetivo do salvamento é colocar as pessoas atingidas pelo incêndio em segurança, por meio de ações de: ✔ Evacuação: consiste na retirada de pessoas da área de risco que podem sair por si próprias; ✔ Controle de pânico; ✔ Salvamento de vítimas visíveis (que estão em janelas, sacadas, parapeitos, etc.); A busca é considerado um objetivo secundário: isto porque a busca é a procura minuciosa por vítimas, que podem ou não estar presentes na edificação. Esta dúvida na existência de vítimas transforma a busca em objetivo secundário. Objetivos Primários Isolamento ou Proteção contra exposição • O objetivo do isolamento é preservar áreas adjacentes ao incêndio da ação do calor, das chamas e da fumaça, usando: • Jatos de água para resfriamento e evitando propagação a outras estruturas; • Retirada de materiais da área de risco; Objetivos Primários Confinamento Restringir a ação do incêndio a menor área possível; Evita propagação para as adjacências da mesma estrutura; O incêndio ainda não está extinto, porém está restrito a uma determinada área. Objetivos Primários Objetivos Primários Extinção A extinção ocorre nos materiais já atingidos pelas chamas, onde a perda do material queimado já é total. Importante salientar que a extinção deve ocorrer depois das ações de isolamento e confinamento. Objetivos Primários Suprimento de Água ✔ Verifica-se a necessidade e a disponibilidade do suprimento de água atual, bem como reforço, se necessário. ✔ A utilização da viatura principal, em geral, leva em conta a avaliação da vazão e pressão da bomba, capacidade de tanque e as estratégias adotadas. ✔ As viaturas com menor capacidade de tanque, GERALMENTE são as viaturas que abastecem a viatura denominada principal ou “testa”; Objetivos Primários Ventilação tática São ações de controle da circulação de fumaça e ar, de forma planejada, para obter vantagens operacionais no Combate à Incêndio. Objetivos Primários Ventilação tática São ações de controle da circulação de fumaça e ar, de forma planejada, para obter vantagens operacionais no Combate à Incêndio. Objetivos Primários Revisão Rápida Quais são os 3 primeiros objetivos primários em qualquer combate a incêndio? Objetivos Primários Revisão Rápida Quais são os 3 primeiros objetivos primários em qualquer combate a incêndio? 1º 3º 2º Módulo 2: Ventilação Tática e Gerenciamento do Fogo • A visão sobre como atuar com a ventilação tática muda de Corporação para Corporação, de país para país. • A Europa tradicionalmente, volta seu Combate à Incêndio para condições encontradas em compartimentos pequenos, trabalhando com baixa vazão e alta pressão nos esguichos (ataque tridimensional). Confina-se o fogo antes e estabiliza-se os gases antes de abrir o compartimento (opta-se pela antiventilação). • Nos EUA, o combate a incêndios acontece com propagação rápida em grandes espaços. Utiliza-se normalmente ventilação de forma agressiva e ataque rápido ao foco, com alta vazão nas mangueiras. Ventilação Tática NÃO EXISTE CERTO OU ERRADO: DEVE SER ANALISADA A MELHOR ESTRATÉGIA, SEJA ELA VENTILAR OU NÃO, E COMBINAR COM A TÉCNICA DE APLICAÇÃO DE ÁGUA. O importante é entender que a abertura de janelas e portas não pode ser feita indiscriminadamente, pois afeta o combate ao incêndio de forma não planejada, podendo gerar fenômenos extremos do fogo. A ventilação exige muita coordenação das equipes. Ventilação Tática Não controlar a ventilação, ou uma abertura de porta ou janela que sejam feitas de maneira errada, pode acarretar em generalização do incêndio ou até em backdraft. Ventilação Tática ✔ Efeitos da Ventilação: ✔ Redução dos comportamentos extremos e temperatura, pela diluição da fumaça; ✔ Melhora visibilidade; ✔ Acelera a combustão, por inserir mais comburente ( normalmente no cômodo do foco), mas dirige a fumaça para cima ou para fora, e para longe de vítimas e áreas não atingidas; ✔ Direciona o fluxo de gases conforme tática ideal. Ventilação Tática Ventilação Natural Fatores de movimentação da ventilação natural: 1. Empuxo: gases aquecidos tem densidade menor, sofrem empuxo e sobem. 2. A sobrepressão em compartimento incendiado: devido a ela, a fumaça acumulada no cômodo sai por qualquer abertura. 3. Pressão negativa em corredores e escadas: pelo princípio de Venturi, locais de menor seção onde passem fluídos tem menor pressão e maior velocidade. Escadas e corredores “sugam” fumaça do foco. 4. A direção do vento. Ventilação Tática Ventilação Natural Natural Horizontal: Feita por janelas ou portas. Usa-se da sobrepressão e da direção do vento para dispersar fumaça. Ventilação Tática Ventilação Natural Natural Vertical: feita por abertura alta no cômodo (normal telhado). Usa-se do empuxo e da sobrepressão para dispersar fumaça. Ventilação Tática Ventilação Natural Orientações na ventilação natural: Lançar água de fora para dentro da edificação piora condições. Fumaça que sairia retorna ameaçando os BM; Jato perpendicular à saída reduz inflamabilidade e acelera saída. Ventilação Tática Ventilação Natural Orientações na ventilação natural: Ventilação cruzada: com uma abertura para entrada outra para saída, aproveitando direção do vento, acelera saída da fumaça. Ventilação cruzada deve ser preferencialmente evitada na entrada dos bombeiros. Aberturas próximas aos focos são mais eficientes. Ventilação Tática Ventilação Natural Orientações na ventilação natural: Para residências médias abertura de 1,2 x 1,2 m. Para residências maiores abertura de 3 x 3 m. Em telhados andar somente em partes seguras como platibandas. Ventilação Tática Ventilação Forçada Ventilação forçada é a ventilação que usa aparelhos para escolher a direção preferencial da fumaça. Será sempre do tipo cruzada, ou seja, exige duas aberturas, uma de entrada de ar e outra de saída de fumaça. Pode ser Horizontal ou Vertical Pode ser por pressão negativa, ventilação hidráulica ou por pressão positiva. Ventilação Tática Ventilação Forçada - por pressão negativa É a ventilação feita por exaustores, retira a fumaça para fora por um tubo chamado “manga”. É colocado dentro do cômodo inundado de fumaça. Ventilação Tática Ventilação Forçada - por ventilação hidráulica É a ventilação feita por um jato neblinado para fora do ambiente por arrastamento hidráulico. Feita a 0,5 m da janela e de 1,5 a 2 metros em caso de portas. Jato não deve encostar nas quinas da abertura. Ventilação Tática Ventilação Forçada – por pressão positiva É a ventilação feita por ventiladores. Funciona criando cone de ar,aumentando pressão interna e produzindo vazão de saída. Ventilação Tática Ventilação Forçada – por pressão positiva Existem ventiladores de pressão positiva movido por motor a combustão, movidos a água (hidráulicos), movidos a bateria, e movidos a eletricidade. Ventilação Tática Ventilação Forçada - por pressão positiva As táticas de ventilação também levam o nome de ofensiva e defensiva. • Ventilação defensiva: o fluxo de gases gerados pela ventilação forçada não passa através do cômodo sinistrado, de modo que não haja fornecimento de oxigênio adicional. Ventilação Tática Ventilação Forçada - por pressão positiva Ventilação ofensiva: usa um ventilador para estabelecer um fluxo de gases que atravessa o foco para produzir uma mudança nas condições dentro do compartimento sinistrado que permite um rápido avanço efetivo até ele. Ventilação Tática Ventilação Forçada - por pressão positiva • A pressurização de recinto usa ventilador para criar diferenciais de pressão em áreas adjacentes aos compartimentos de incêndio, a fim de protegê-los da propagação do fogo e da dispersão de gases de incêndio. Ventilação Tática Ventilação Forçada - por pressão positiva Além disso, o uso de ventiladores por pressão positiva pode ter VÁRIOS OBJETIVOS. Como exemplos: Objetivo 1: O uso de uma ventilador de alta potência para remover produtos de combustão de um incêndio, após o controle do fogo. Objetivo 2: um “ataque de Pressão Positiva” usando um ventilador de alta potência para controlar o fluxo de produtos de combustão, antes do controle de incêndio, com a intenção de proporcionar maior visibilidade e capacidade para bombeiros e potencialmente ocupantes, enquanto os esforços de supressão de fogo estão em andamento. Ventilação Tática Ventilação Forçada • Orientações: • A saída da fumaça deve ter até 2 vezes o tamanho da entrada de ar; • A saída deve ser a mais próxima possível do foco; • A ventilação pode ser otimizada fechando-se quartos não atingidos; • Abertura de portas onde há foco incubado pode resultar em backdraft; • No caso de edificações com vários cômodos ou andares, ventilar um ambiente por vez, começando pelo mais baixo; • Se ventilador for fraco para o tamanho da edificação, ele alimentará o foco ao invés de expulsar a fumaça. Ventilação Tática exemplos de ventilação feitas de modos CORRETO: Ventilação Tática exemplos de ventilação feitas de modos INCORRETO: Ventilação Tática termômetro 1 (T1): na porta do foco termômetro 2 (T2): no cômodo 2 ao lado do foco termômetro 3 (T3): no cômodo 6 Fonte: Cel. Cajaty CBMDF Ventilação Tática A ventilação PPV ideal diminui a temperatura nos cômodos adjacentes - só aumenta a temperatura no quarto do foco (restringindo a propagação). Já a ventilação PPV não ideal aumenta temperatura nos cômodos adjacentes. Fonte: Cel. Cajaty - CBMDF Ventilação Tática POSICIONAMENTO DO VENTILADOR • Para cada modelo há uma distância pré-definida para portas “padrão” (+/- 2,00m x 0,90m). • Na dúvida pecar pelo excesso (> distância). Fonte: CBMSC Ventilação Tática POSICIONAMENTO DO VENTILADOR Barômetro de entrada : Espaço na parte superior da entrada (aprox. 30 cm - 15%) onde a pressão exercida pelo ventilador é menor. Permite visualizar o comportamento e a evolução da ventilação. * SE HOUVER MUITO FUMAÇA SAINDO, SUSPENDER A OPERAÇÃO POIS POSICIONAMENTO ESTÁ ERRADO OU VENTILADOR É FRACO Ventilação Tática QUANDO NÃO UTILIZAR VENTILAÇÃO POR PRESSÃO POSITIVA • Há indícios de backdraft iminente; • A disponibilidade de água é limitada; • Vento contra > 15 km/h; • Não é possível realizar um dimensionamento perimetral (360º); • Posicionamento da ventilação impossibilitada; • Vítimas na “rota quente”; • Não se sabe onde está o foco. Objetivos Secundários Salvatagem • É o nome que se dá a proteção da propriedade contra danos decorrentes do próprio combate a incêndio. • É o procedimento similar ao salvamento de vítimas, porém aplicado aos bens. Objetivos Secundários Busca A busca é considerada um objetivo a ser realizado posteriormente ao combate a incêndio devido a necessidade de estabelecimento de linhas de proteção, além do tempo necessário à localização. Isso porque a busca é a procura minuciosa por vítimas e oferece grande risco aos bombeiros se o incêndio primeiramente não for confinado ou extinto. É importante ressaltar que há exceções quanto ao momento da realização às ações de busca; 1. BUSCA PRIMÁRIA: aquela realizada concomitantemente ao Combate a Incêndio. Como o incêndio ainda não está controlado, esta Busca visa agilidade; 2. BUSCA SECUNDÁRIA: aquela realizada após o controle do Incêndio. Como o incêndio já está controlado, esta Busca visa a minúcia. É uma busca mais detalhada para encontrar as vítimas que por ventura não foram encontradas na primária. Objetivos Secundários Inspeção Final • Realizar a inspeção final de modo a verificar se o serviço foi executado por completo e identificar outros riscos oriundos do sinistro em questão; • Avisar ao Oficial, Chefe de Guarnição e COBOM sobre quaisquer situações; • Em caso de vítimas e ou evidência de crime, preservar e isolar o local, aguardando a chegada do órgão responsável. Prioridades Táticas São os três principais pontos que devem ser completados para estabilizar qualquer situação de incêndio; Estabelecem a ordem em que os objetivos devem ser realizados e estes objetivos devem ser considerados como atividades separadas, embora interrelacionadas.; O Comandante do Incidente não deve avançar para a próxima prioridade até que o objetivo da função atual tenha sido concluído ou recursos suficientes tenham sido atribuídos. As prioridades táticas básicas veremos no próximo slide. Prioridades Táticas Exemplos de tarefas baseadas nas prioridades táticas: 1ª Evacuar pessoas do prédio; 2º Estabelecer linhas de combate no hidrante de parede um pavimento abaixo do foco; 3º Acessar o apartamento sinistrado pela porta da cozinha; 4º Confinar o incêndio ao quarto onde está pegando fogo. Prioridades Táticas Busca A busca é considerada um objetivo a ser realizado posteriormente ao combate a incêndio devido a necessidade de estabelecimento de linhas de proteção, além do tempo necessário à localização. Isso porque a busca é a procura minuciosa por vítimas e oferece grande risco aos bombeiros se o incêndio primeiramente não for confinado ou extinto. É importante ressaltar que há exceções quanto ao momento da realização às ações de busca; 1. BUSCA PRIMÁRIA: aquela realizada concomitantemente ao Combate a Incêndio. Como o incêndio ainda não está controlado, esta Busca visa agilidade; 2. BUSCA SECUNDÁRIA: aquela realizada após o controle do Incêndio. Como o incêndio já está controlado, esta Busca visa a minúcia. É uma busca mais detalhada para encontrar as vítimas que por ventura não foram encontradas na primária. Objetivos Secundários • São os três principais pontos que devem ser completados para estabilizar qualquer situação de incêndio; • Estabelecem a ordem em que os objetivos devem ser realizados e estes objetivos devem ser considerados como atividades separadas, embora interrelacionadas.; • O Comandante do Incidente não deve avançar para a próxima prioridade até que o objetivo da função atual tenha sido concluído ou recursos suficientes tenham sido atribuídos. As prioridades táticas básicas veremos no próximo slide. Prioridades Táticas Revisão do Módulo 2 1- Listar prós e contras de ventilação natural vs. forçada. 2 - Citar ao menos duas precauções ao ventilar em incêndios. 3 - Quando não utilizar ventilação por pressão positiva Prioridades Táticas Revisão do Módulo 2 1- Listar prós e contras de ventilação natural vs. forçada. 🔹 Ventilação Natural Prós: Utiliza recursos já existentes (portas, janelas, telhados), sem necessidade de equipamentos. Menor risco de alimentar o foco se bem controlada. Boa para reduzir temperaturae melhorar visibilidade. Contras: Difícil de controlar, depende de fatores como vento e arquitetura. Aberturas mal planejadas podem causar backdraft ou generalização do incêndio. Pode piorar as condições se feita incorretamente (ex.: jogar água de fora para dentro prejudica a dispersão da fumaça). 🔹 Ventilação Forçada Prós: Direciona a fumaça de forma controlada e eficaz. Pode ser usada para proteger áreas ainda não afetadas. Permite ventilação ofensiva (através do foco) ou defensiva (evita fornecer oxigênio ao fogo). Melhora visibilidade e condições térmicas com mais previsibilidade. Contras: Exige equipamentos (ventiladores, exaustores) e conhecimento técnico. Pode alimentar o foco se o ventilador for insuficiente ou mal posicionado. Riscos de backdraft se portas forem abertas sem análise prévia. Não deve ser usada se houver vento contrário forte, vítimas na rota quente ou pouca água disponível. Prioridades Táticas Revisão do Módulo 2 2 - Citar ao menos duas precauções ao ventilar em incêndios. Evitar aberturas descoordenadas de portas ou janelas: A ventilação mal controlada pode provocar fenômenos extremos como o backdraft ou flashover. Verificar posicionamento e força do ventilador (no caso da ventilação forçada): Um ventilador fraco pode alimentar o fogo em vez de expulsar a fumaça, piorando a situação. Prioridades Táticas Revisão do Módulo 2 3 - Quando não utilizar ventilação por pressão positiva ❑ Há indícios de backdraft iminente; ❑ A disponibilidade de água é limitada; ❑ Vento contra > 15 km/h; ❑ Não é possível realizar um dimensionamento perimetral (360º); ❑ Posicionamento da ventilação impossibilitada; ❑ Vítimas na “rota quente”; ❑ Não se sabe onde está o foco.