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Questões da revisão AV2 - títulos de créditos 1. Informe as características gerais do aval O aval é a responsabilização solidária do pagamento do débito pelo avalista, de forma que garanta o pagamento do título de crédito, não ocorre em contratos cíveis, deste modo se difere da fiança. Poderá o aval se apresentar: a) Em preto: indica o avalizado nominalmente; b) Em branco: não indica expressamente o avalizado, considerando, por conseguinte, o sacador. - Na letra de cambio é permitido o aval parcial ou limitado, segundo o art. 30 da Lei Uniforme de Genebra 2. Diferencie o endosso em branco do endosso em preto endosso em preto ocorre quando o endossatário é identificado no momento da transmissão do título de crédito. Já no endosso em branco o título é transmitido, porém sem a identificação do beneficiário. a) Em preto: indica o avalizado nominalmente; b) Em branco: não indica expressamente o endossatário, considerando, por conseguinte, o sacador. 3. Quais são as características do protesto de um título de crédito O protesto é o ato formal e solene pelo qual se prova a inadimplência e o descumprimento de obrigação originada em títulos de crédito e outros documentos de dívida (Art. 1° da Lei de Protestos). É, assim, um ato público, formal e solene, que caracteriza a impontualidade do devedor. O protesto é: - Um ato cartorário - Praticado pelo credor - Em função de um descumprimento de uma obrigação que deveria ser cumprida pelo devedor. O art. 1º da Lei 9492/97, define o protesto como “ato formal e solene pelo qual se prova a inadimplência e o descumprimento de obrigação originada em títulos e outros documentos de dívida”. Fabio Ulhoa define o protesto como “o ato praticado pelo credor, perante o competente cartório, para fins de incorporar ao título de crédito a prova de fato relevante para as relações cambiais, como, por exemplo, a falta de aceite ou de pagamento da letra de câmbio” (ULHOA, 2017, p. 433). (não será perguntado em prova de acordo com a professora, mas é bom saber) Fases do protesto Ricardo Negrão sustenta que, “o protesto é ato jurídico, praticado pelo tabelião de protestos de títulos, de natureza formal e solene”. (NEGRÃO, 2015, p. 97). Nesse sentido, o protesto é ato formal, composto por três fases, previstas na Lei 9492/97. O cumprimento das três fases é obrigatório, sob pena de nulidade do protesto, a saber: recepção e apontamento; qualificação e intimação e; lavratura do instrumento. A primeira fase consiste na recepção e apontamento, em que o credor apresenta o título ao tabelião, fase da recepção. O apontamento é o ato em que o tabelião realiza a anotação no livro do protocolo. A segunda fase se inicia com a qualificação, em que após o apontamento, o tabelião verifica a existência de vício formal do título. Em caso de qualificação negativa, o título é devolvido ao credor. Caso haja qualificação positiva, procede-se à intimação do destinatário do título. A intimação pode ser pessoal, postal ou por edital. Caso o devedor não se manifeste após a intimação, ocorrerá a terceira fase. A terceira fase é a lavratura do instrumento de protesto. Protesto e notificação extrajudicial A fase da intimação do protesto pode ocorrer de três formas, ou seja, por meio do próprio tabelião; ou portador a sua ordem; por via postal, desde que haja comprovação do recebimento ou via edital, o que torna a notificação de forma extrajudicial, conforme preceitua os artigos 14 e 15 da Lei 9492/97. Sustação do protesto O protesto por ser sustado com o intuito de suspender o procedimento do protesto e possibilitar seja discutido ou arguido um vício relativo ao título levado a protesto. Neste caso, o interessado requer judicialmente, uma ordem ao Tabelião para que este suspenda o protesto. Compete esclarecer que, a sustação pode ser proposta até o final do prazo do protesto. 4. Mencione de forma sucinta os princípios do direito cambiário e suas peculiaridades São três os princípios norteadores denominados cartularidade, literalidade e autonomia. Esta flexibilização da cartularidade permite a execução do título sem que o credor seja o responsável por sua apresentação. Trata-se de um avanço legal a fim de facilitar a concretização do exercício literal do título de crédito. Os princípios que regem os títulos de crédito são: 1. Cartularidade - Que se traduz na posse física do título de crédito para que seja então exigível. 1. Literalidade - Que faz com que o título de crédito somente se estenda aquilo que está previsto no título já comprovado pela cartularidade. 1. Autonomia – Que se representa na independência das obrigações presentes no título entre si, caso uma da obrigação for nula ou anulável, comprometerá a validade e eficácia das demais obrigações constantes do mesmo título de crédito. 5. Sobre a classificação dos títulos de crédito, explique: Quanto ao modelo, quanto a estrutura, quanto a hipótese de emissão e quanto a circulação - Quanto ao modelo: 1. Livre: significa que não há qualquer exigência governamental quanto a quem pode confeccionar o título. 1. Vinculado: o título só poderá ser emitido com respeito aos padrões estabelecidos em lei. - A estrutura do título de crédito é a seguinte: 1. Ordem de pagamento – a exigibilidade do título inicia-se a partir da emissão, podendo a ordem de pagamento ser a vista ou por prazo determinado. 1. Promessa de pagamento – trata-se de uma promessa de efetuar um pagamento de uma determinada quantia em favor de um credor. - A emissão pode ser nas seguintes formas: 1. Causal – são aqueles que sua emissão está vinculada a uma operação ou negociação específica prevista em lei. São exemplos: i. a duplicata: só pode ser emitida em razão da venda de uma mercadoria ou da prestação de um serviço; 1. O conhecimento de transporte: só pode ser emitido quando celebrado contrato de transporte em que uma dar partes é uma transportadora; 1. O conhecimento de depósito e warrant: só será emitido por armazéns, quando firmado contrato de depósito. 1. Não Causal – são aqueles que a emissão independe de causa específica ou prevista em lei. Por exemplo, tanto o cheque quanto a duplicata podem ser emitidos em qualquer situação a fim de garantir um crédito. - Quanto à circulação do título: 1. Título ao portador é aquele que confere ao possuidor do documento o direito de crédito, mesmo que não conste o seu nome como beneficiário. A mera posse do documento legitima a exigência. A transferência do crédito se dá pela tradição do documento. 1. Título nominativo é aquele em que se insere o nome do beneficiário no documento. Aqui, poderá o título ser: 1. A ordem, endossável, circulável quando o emitente silenciar quanto à circula ilidade do título. Nessa hipótese, o título poderá ser transferido a terceiros, sendo necessário, em alguns casos, constar o endosso no livro de registro em que consta o título. 1. Não a ordem, não endossável, não circulável quando o emitente fizer constar uma destas expressões, o que impede o beneficiário de transferir o título e favor de terceiros. 6. O que é uma cláusula não a ordem, em um título de crédito. A cláusula não a ordem significa que o título de crédito não é endossável, não é circulável, não é possível transferir a titularidade do beneficiário em favor de terceiro. Para ser válida precisa constar expressamente. Diferença de “a ordem” e “não a ordem” A cláusula que o título deve possuir para circular é a cláusula “à ordem de” ou “à sua ordem” caso contrário se o título de crédito, qualquer que seja, e não somente o cheque, possuir a cláusula “não à ordem” significará que ele não poderá circular por endosso, mas permite sua transferência por cessão civil. Nesta hipótese, o cedente responde pela existência do crédito.