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CENTRO UNIVERSITÁRIO LEONARDO DA VINCI – UNIASSELVI 
BACHARELADO EM AGRONOMIA 
 
 
 
MATHEUS HENRIQUE SOFIATI TENÓRIO DA SILVA 
VINÍCIUS SILVA OLIVEIRA 
 
 
 
 
 
ECOFISIOLOGIA DA SOJA 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
PONTES E LACERDA – MT 
2023 
 
 
 
 
MATHEUS HENRIQUE SOFIATI TENORIO DA SILVA 
VINÍCIUS SILVA OLIVEIRA 
 
 
 
 
 
 
ECOFISIOLOGIA DA SOJA 
 
 
 
 
 
Trabalho apresentado a Uniasselvi como 
requisito para conclusão do 6º semestre. 
 
Orientador: Profª Thayane Barreto. 
 
 
 
 
 
PONTES E LACERDA – MT 
2023 
 
 
 
 
RESUMO 
 
A presente pesquisa trata-se de um estudo sobre a Ecofisiologia da Soja. A pesquisa 
foi aplicada com base nos estudos das matérias do semestre e dados da internet. 
Essa pesquisa tem como objetivo geral mostrar a soja e seus estágios de crescimento. 
De acordo com o estudo bibliográfico desenvolvido, é possível entender que esses 
aspectos da fisiologia da planta, é muito importante em qualquer cultura praticada no 
ramo da agropecuária. Para o embasamento teórico se utilizou autores como, o 
professor Carlos Manoel de Oliveira, que possui um canal no YouTube “Professor Carlos 
Manoel” (Vídeo [...]. 2021). Os métodos utilizados na pesquisa foram bibliográficos e 
exploratórios, quando procurados sobre este tema. Por fim, a pesquisa constatou que a 
Ecofisiologia da soja vem ajudando os produtores dia após dia a melhorar seu 
desempenho de produção. 
 
Palavras-chave: Ecofisiologia; soja; agropecuária; fisiologia; produtores. 
 
 
 
 
 
SUMÁRIO 
 
1 INTRODUÇÃO ...................................................................................................................... 5 
2 DESENVOLVIMENTO ......................................................................................................... 6 
2.1 ECOFISIOLOGIA DA SOJA............................................................................................. 6 
2.2 ESTÁDIOS FENOLÓGICOS ........................................................................................... 7 
2.2.1 Estágio vegetativo da soja ........................................................................................ 7 
2.2.2 Estádio reprodutivo da soja ...................................................................................... 9 
3 CONSIDERAÇÕES FINAIS .............................................................................................12 
REFERÊNCIAS......................................................................................................................13 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
5 
 
 
 
1 INTRODUÇÃO 
 
A soja (Glycine Max) é uma cultura agrícola de grande relevância global, 
desempenhando um papel crucial na segurança alimentar e na indústria. Hoje o Brasil 
é uns dos carros chefes quando se trata em produção e importação de grãos para o 
mundo, atrás somente dos Estados Unidos. Com cerca de 38,0 milhões de toneladas 
e alta de 7,6% no ano, Mato Grosso é o maior estado produtor de soja do país, Goiás 
vem a seguir, com 15,2 milhões de toneladas e alta de 11,4% no ano. 
Então neste trabalho, iremos compreender melhor um dos segmentos da 
Ecofisiologia dessa planta, que é essencial para otimizar seu cultivo e aumentar a 
produção. Iremos abordar os intricados projetos adaptativos da soja, explorando seu 
crescimento vegetativo e reprodutivo. A análise aprofundada desses aspectos 
permitirá uma compreensão mais abrangente dos fatores que influenciam o 
desempenho da cultura, contribuindo para práticas agrícolas mais 
sustentáveis e eficientes. 
 
 
6 
 
 
 
2 DESENVOLVIMENTO 
 
2.1 ECOFISIOLOGIA DA SOJA 
 
A Ecofisiologia da soja abrange os processos biológicos e ambientais que 
influenciam seu desenvolvimento. A soja é uma planta de origem asiática, adaptada a 
diferentes condições climáticas. Sua Ecofisiologia engloba aspectos como 
fotossíntese, respiração, transpiração e resposta a fatores ambientais. A planta é 
sensível a variações de temperatura, luminosidade e disponibilidade hídrica, fatores 
que afetam diretamente seu crescimento e produção de grãos. 
A Ecofisiologia da soja é um campo crucial para compreender os estágios 
vegetativos e reprodutivos dessa cultura vital. Durante o desenvolvimento vegetativo, 
a soja passa por estágios como germinação, crescimento da planta e formação de 
folhas. Nesse período, fatores como a fotossíntese desempenham um papel crucial 
na produção de biomassa. 
Ao atingir o estágio reprodutivo, a soja passa pela diferenciação floral e inicia a 
formação de vagens, onde os grãos se desenvolvem. A fase reprodutiva é altamente 
sensível a fatores climáticos, como temperatura e fotoperíodo. Variações nessas 
condições podem afetar a taxa de florescimento, a fertilização das flores e, 
consequentemente, a formação dos grãos. 
A Ecofisiologia também destaca a importância da simbiose entre a soja e 
bactérias que promovem a fixação biológica de nitrogênio, melhorando a nutrição da 
planta. Então compreender a Ecofisiologia dessa planta, desde os estágios 
vegetativos até os reprodutivos, é essencial para otimizar o manejo agrícola, promover 
práticas sustentáveis e garantir uma produção eficiente desse importante cultivo. 
 
7 
 
 
 
2.2 ESTÁDIOS FENOLÓGICOS 
 
Fenologia é o ramo da botânica que explora as diversas fases do 
desenvolvimento das plantas, abrangendo tanto a fase vegetativa (germinação, 
emergência, crescimento da parte aérea e das raízes) quanto a fase reprodutiva 
(florescimento, frutificação e maturação). Este estudo detalhado marca as épocas de 
ocorrência e as características específicas de cada ciclo de cultivo. 
Essa abordagem representa uma ferramenta eficaz de manejo, permitindo a 
identificação precisa do estado fisiológico da planta por meio da observação de seus 
caracteres morfológicos. Isso, por sua vez, facilita a atenção às necessidades 
específicas da planta, proporcionando condições para um desenvolvimento robusto. 
A base desse estudo é uma "escala fenológica", que consiste em um sistema 
de letras e números (ou apenas números), capaz de identificar cada estágio do 
desenvolvimento da planta. 
Ao seguir a fenologia de uma planta específica, é essencial considerar sua 
"idade fisiológica" em vez de apenas sua "idade cronológica". Isso se deve ao fato de 
que qualquer influência externa, como atrasos ou avanços no desenvolvimento da 
planta, pode levar à observação de determinadas fases em momentos diferentes do 
esperado, como a abertura da primeira flor, por exemplo. 
A compreensão da fenologia e dos estágios fenológicos auxilia os produtores 
ao oferecer uma visão mais aprofundada de suas lavouras. Permite verificar se o 
progresso e o crescimento estão alinhados com as fases ou o tempo esperado, 
contribuindo para uma gestão mais eficaz e informada das culturas. 
 
2.2.1 Estágio vegetativo da soja 
 
Os estágios vegetativos na classificação da planta de soja são designados pela 
letra V, delineando seu progresso no desenvolvimento inicial. No estádio VE, 
representa-se a emergência dos cotilédones, indicando uma plântula recém-nascida 
com cotilédones acima do solo, formando um ângulo de 90º ou superior com seus 
hipocótilos. Ao progredir para o estádio VC, os cotilédones estão completamente 
abertos, e a plântula é considerada nesse estágio quando as bordas das folhas 
unifoliadas não se tocam mais. As folhas jovens inicialmente apresentam folíolos 
8 
 
 
 
cilíndricos, que, ao se desenvolverem, se desenrolam, e as bordas se separam até 
atingirem a abertura completa. Uma folha é considerada totalmente desenvolvida 
quando está completamente aberta, e as bordas dos folíolos da folha no nó 
imediatamente superior não se tocam mais. A folha apical alcança o completo 
desenvolvimento quando seus folíolos estão abertos, assemelhando-se aos das 
folhas inferiores. Esses estádios fornecemuma representação detalhada do processo 
de maturação vegetativa da soja. Na tabela 1, apresenta-se os estádios vegetativos 
de forma detalhada. 
 
Tabela 1 - Descrição dos estádios reprodutivos da soja 
 
Fonte: Embrapa (2021). 
 
Dessa forma, considera-se que uma plântula atinge o estádio V1 quando as 
folhas unifoliadas, localizadas de maneira oposta no primeiro nó foliar, estão 
completamente desenvolvidas. Isso ocorre quando os bordos dos folíolos da primeira 
folha trifoliada não se tocam mais. De maneira análoga, o estádio V2 é alcançado 
quando a primeira folha trifoliada está totalmente desenvolvida, indicando que os 
bordos dos folíolos da segunda folha trifoliada não se tocam mais. Este padrão 
prossegue sequencialmente, abrangendo os estádios V3, V4, V5, V6, ... Vn. 
 
9 
 
 
 
Figura 1 - Soja em estádio vegetativo. 
Fonte: Maissoja (2020). 
 
2.2.2 Estádio reprodutivo da soja 
 
O estádio reprodutivo da soja marca um momento crucial no ciclo de vida da 
planta, influenciando diretamente na produção de grãos. Esta fase compreende o 
florescimento, frutificação e maturação dos frutos. O florescimento é o início dessa 
etapa, quando as inflorescências se abrem e as flores são polinizadas. Esse processo 
determina o potencial de formação de vagens, cada uma contendo sementes. 
Na sequência, a frutificação se desdobra, evidenciando a formação e 
crescimento das vagens que abrigarão as sementes. A planta concentra energia na 
produção e enchimento das vagens, um aspecto crucial para a determinação do 
rendimento final. A última fase, a maturação, é caracterizada pelo amadurecimento 
das sementes nas vagens. As folhas começam a amarelar, e as vagens mudam de 
cor. Esse estádio é crucial para a colheita, indicando o momento adequado para se 
obter a melhor qualidade e rendimento dos grãos. A compreensão detalhada desses 
estágios reprodutivos é vital para os produtores, permitindo um manejo preciso para 
otimizar o rendimento da soja. 
Fatores como a escolha do momento ideal para a colheita podem impactar 
significativamente na qualidade e quantidade da produção final. Os estádios 
10 
 
 
 
reprodutivos são identificados pela letra R seguida dos números de um a oito, 
oferecendo uma análise minuciosa do intervalo que vai do florescimento à maturação. 
Esses estádios compreendem quatro fases distintas no desenvolvimento reprodutivo 
da planta: florescimento (R1 e R2), desenvolvimento da vagem (R3 e R4), 
desenvolvimento do grão (R5 e R6) e maturação da planta (R7 e R8). 
Essa categorização pormenorizada é essencial para monitorar e compreender 
o desenvolvimento reprodutivo da soja, sendo uma ferramenta valiosa para orientar 
práticas de manejo e tomada de decisões no cultivo. A Tabela 2, fornece uma síntese 
concisa dos estádios reprodutivos da soja, destacando o progresso sequencial ao 
longo dessas fases cruciais. 
 
Tabela 2 - Descrição dos estádios reprodutivos da soja 
 
Fonte: Embrapa (2021). 
 
No estádio de R5, onde se inicia o enchimento de grãos, ele se divide em cinco 
fases. Estádio R5.1, que é quando o grão só ocupa o equivalente a 10% da vagem, já 
no estádio R5.2 se ocupa de 11% a 25% da granação. Os grãos começam a ficar mais 
perceptíveis a partir do R5.3, onde já se ocupa de 26% a 50%. R5.4 de 56% a 75% e 
R5.5 76% a 100% de granação. 
 
11 
 
 
 
Figura 2 - Soja em estádio reprodutivo 
 
Fonte: Maissoja (2020). 
 
No estádio de R8, é onde a soja se encontra na sua maturação plena, neste 
período 95% das vagens já se encontram maduras, e serão necessários cerca de 5 a 
10 dias para que a umidade se encontre em 15% ou menos. 
A cultura de soja, em média tem um ciclo completo de 120 dias até a sua 
colheita, tendo um período médio de 3 a 10 dias entre cada estágio, porém isso pode 
variar de região para região, devido a diferença de temperatura, de qualidade de solo, 
entre outros fatores. O momento da colheita dos grãos é crucial, e a umidade e a 
umidade adequada é de 13%, colheita com umidade acima desse valor pode ser 
considerada. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
12 
 
 
 
3 CONSIDERAÇÕES FINAIS 
 
Em conclusão, aprofundar-me nos intricados ciclos vegetativos e reprodutivos 
da soja revelou a complexidade e a beleza inerentes ao desenvolvimento dessa planta 
fundamental. Nesse percurso, compreendi que a classificação detalhada desses 
estádios, desde a emergência até a maturação, não é apenas uma formalidade 
científica, mas uma ferramenta essencial para quem busca otimizar a produção 
agrícola. 
Os estágios vegetativos, marcados pela letra V, delineiam o crescimento inicial 
da soja, desde as folhas unifoliadas até a formação de uma planta robusta. Essa 
compreensão minuciosa do desenvolvimento vegetativo é a base sobre a qual se 
constrói todo o ciclo reprodutivo. 
Os estádios reprodutivos, designados pela letra R, revelam a incrível sinfonia 
da natureza durante o florescimento, o desenvolvimento da vagem, o amadurecimento 
do grão e, finalmente, a maturação da planta. Cada estágio é um elo crucial na cadeia 
produtiva, determinando não apenas a quantidade, mas também a qualidade dos 
grãos. Essa jornada de descoberta proporcionou uma visão holística do ciclo de vida 
da soja. Cada estádio, com suas características distintas, não é apenas uma fase no 
calendário, mas um capítulo na história de uma planta resiliente e vital para nossa 
produção alimentar. 
Ao considerar os estádios reprodutivos, percebo que a soja, com sua 
capacidade de adaptação, responde de maneira única a cada fase do seu ciclo. Isso 
não é apenas um fenômeno biológico, mas uma dança harmoniosa entre a planta, o 
ambiente e as práticas de manejo. 
Assim, concluo que compreender os ciclos vegetativos e reprodutivos da soja 
não é apenas um exercício acadêmico, mas uma chave para aprimorar as práticas 
agrícolas. Esse conhecimento profundo capacita agricultores a tomar decisões 
informadas, a ajustar estratégias conforme as demandas da planta e a, finalmente, 
colher os frutos de uma produção eficiente e sustentável. A soja, em sua trajetória de 
vida, não é apenas uma cultura; é um exemplo vivo da interconexão entre a ciência, 
a natureza e a prática agrícola. 
 
13 
 
 
 
REFERÊNCIAS 
 
1 BOUÇAS, José Renato; LIMA, Alexandre; NEUMAIER, Norman. Estádios 
vegetativos. Embrapa.br, 2021. Disponível em: https://www.embrapa.br/agencia-de-
informacao-tecnologica/cultivos/soja/pre-producao/caracteristicas-da-especie-e-
relacoes-com-o-ambiente/estadios-de-desenvolvimento/estadios-vegetativos. 
Acesso em: 05 dez. 2023. 
 
2 BOUÇAS, José Renato; LIMA, Alexandre; NEUMAIER, Norman. Estádio 
reprodutivo. Embrapa.br, 2021. Disponível em: https://www.embrapa.br/agencia-de-
informacao-tecnologica/cultivos/soja/pre-producao/caracteristicas-da-especie-e-
relacoes-com-o-ambiente/estadios-de-desenvolvimento/estadio-reprodutivo. Acesso 
em: 05 dez. 2023. 
 
3 DAMIANA, Julia. Efeito do estresse hídrico na soja. Maissoja.com, 2020. 
Disponível em: https://maissoja.com.br/efeitos-do-estresse-hidrico-na-soja/. Acesso 
em: 05 dez. 2023. 
 
4 S.a. Fenologia – Estádios fenológicos. Nutricaodesafras.com, 2021. Disponível 
em: https://nutricaodesafras.com.br/estadios-fenologicos-fenologia. Acesso em: 05 
dez. 2023. 
 
5 VIDEO aula Ecofisiologia da soja. [S. I.: s. n.]. 2021. 1 vídeo (25 min). Publicado 
pelo canal Professor Carlos Manoel. Disponível em: 
https://youtu.be/u3ksOZH5UQo?feature=shared. Acesso em: 05 dez. 2023. 
 
 
https://www.embrapa.br/agencia-de-informacao-tecnologica/cultivos/soja/pre-producao/caracteristicas-da-especie-e-relacoes-com-o-ambiente/estadios-de-desenvolvimento/estadios-vegetativos
https://www.embrapa.br/agencia-de-informacao-tecnologica/cultivos/soja/pre-producao/caracteristicas-da-especie-e-relacoes-com-o-ambiente/estadios-de-desenvolvimento/estadios-vegetativos
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