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RESUMO HISTOLOGIA P2 
ODONTOGÊNESE 
- Fases: 
1. Fase de broto ou botão – iniciação; 
2. Fase de capuz – proliferação; 
3. Fase de campânula – morfodiferenciação e histodiferenciação; 
4. Fase da coroa – aposição e calcificação; 
5. Fase de raiz – formação radicular; 
 
 
- Etapas fisiológicas detalhadas: 
1. BROTO/BOTÃO 
-Em cada local onde se formará um dente as células desta lâmina se proliferam 
aprofundando-se no mesênquima subjacente constituindo as brotos dentários. 
- Ao longo do comprimento da lâmina dentaria de cada arco contém 10 centros de 
proliferação das células epiteliais que correspondem as posições dos futuros dentes. 
- Cada broto é composto pelas seguintes estruturas: 
 a. Ectodérmica- dará origem ao esmalte; 
 b. Mesodérmica – dará origem a polpa, dentina, cemento e ligamento periodontal. 
 
 
 
2. CAPUZ 
- Etapa ocasionada após a proliferação das células do broto; 
- Contém as seguintes estruturas: 
 a. Epitélio externo: Células que contornam a convexidade do capuz; 
 b. Epitélio interno: Células que contornam a concavidade do capuz; 
 c. Retículo estrelado: Células situadas entre os epitélios externo e interno; 
 d. Papila dentaria: Orgão formador da dentina e do primórdio da polpa; Se caracteriza por 
um ectomesenquima parcialmente cercado pelo epitélio interno; 
 e. Foliculo dentário: Separa o germe do restante do ectomesênquima; 
 
 
 
3. CAMPÂNULA 
- Ocorre a Morfodiferenciação e Histodiferenciação; 
- O órgão do esmalte adquire a futura forma do dente; 
- Há uma redução da proliferação celular e portanto o crescimento do órgão do esmalte; 
- Separação do germe do dente do epitélio; 
- Diferenciação das diversas células do germe dentário; 
- Diferenciação dos tecidos: as células epiteliais do órgão interno do esmalte se 
transformam em ameloblastos, ocorrendo assim o inicio da deposição da matriz orgânica 
do esmalte; 
- Algumas células mesenquimais da papila dentaria transformam-se em odontoblastos, 
iniciando assim a deposição da matriz orgânica da dentina; 
- As células do folículo dão origem ao cemento e ao ligamento periodontal; 
 
4. COROA OU CAMPÂNULA AVANÇADA 
- Ocorrem os processos de dentinogênese e amelogênese; (deposito de esmalte e dentina 
da coroa do futuro dente); 
- Quando os eventos de diferenciação alcançam a região cervial, inicia-se a fase de raiz; 
 
5. RAÍZ 
- Nesta fase conclui-se a formação radicular (até a formação do ápice) e a formação do 
periodonto; 
- Ocorre uma proliferação no sentido apical (bainha epitelial de Hertwig) dos epitélios 
externo e interno; 
- Ocorre também uma diferenciação de: cementoblastos (originam cemento), fibroblastos 
(originam o ligamento periodontal) e osteoblastos (originam o osso alveolar); 
 
*Desenvolvimento do esmalte – AMELOGENESE 
- Após a deposição da primeira camada de dentina, inicia-se a deposição da matriz orgânica 
do esmalte, no ápice das cúspides ou nos bordos incisais, progredindo em direção apical; 
- A calcificação/mineralização do esmalte ocorre em duas etapas: 
 1 ETAPA. Mineralização imediata ou parcial da matriz orgânica – e depositado 25 a 30% do 
conteúdo mineral total; Ocorre perda de agua e proteínas; 
 2 ETAPA OU MATURAÇÃO. Processo de mineralização gradual e continuo é inicado no alto 
da coroa e progride de maneira cervical. 
 
*Desenvolvimento da dentina- DENTINOGÊNESE 
- Ocorre em duas etapas: 
1. Deposição da matriz orgânica (pre-dentina), composta pelas proteínas prolina e 
colágeno; 
2. Mineralização da matriz pela deposição de hidroxiapatita sobre as fibras colágenas; 
 
 
*RIZOGÊNESE 
- Começa após a formação do esmalte e da dentina atingirem a junção amelodentinaria 
(cervical); 
- Epitelio externo e interno do órgão do esmalte unem-se e crescem em direção ao 
ectomesenquima = bainja epitelial de Hertwig; 
- Com o aumento do comprimento da raiz a bainha epitelial de herwig rompe-se na região 
aonde já ocorreu a formação de dentina radicular – surgem grupamentos de células = 
restos epiteliais de Malassez (potencial para a formação de cistos); 
- Nos locis aonde já ocorreu a formação de dentina radicular, o contato com as células do 
folículo dentário = estimulo para diferenciação de cementoblastos – formarão o cemento 
que reveste a raiz; 
- A medida que o dente vai erupcionando, a raiz vai completando a rizogênese; 
 
 
 
 
 
ERUPÇÃO E EXFOLIAÇÃO 
ERUPÇÃO DENTÁRIA 
*A dentição decídua desenvolve-se durante o período embrionário e fetal, sendo que a 
dentição permanente é formada durante o período fetal; 
Erupção é um processo fisiológico no qual um dente em formação migra de uma posição 
intraóssea dentro dos maxilares e atinge uma posição funcional na cavidade bucal; 
- A dentição humana é, como no restante dos mamíferos, classificada como heterodonte, 
ou seja, constituída morfologicamente por diferentes dentes divididos em grupos com 
funções diferentes para cada grupo, tais como: 
 Incisivos: Dentes frontais afiados em forma de cinzel para cortar alimentos; 
 Caninos: Dentes com pontas agudas que rasgam o alimento; 
 Molares: trituram os alimentos, estes possuem varias cúspides na superfície de mordida; 
- Movimento dentário pré-eruptivo: os germes dentais decíduos realizam o movimento pré-
eruptivo para que possam se posicionar adequadamente nos arcos dentais em crescimento. 
E no caso dos permanentes, para que eles se posicionem em relação aos seus decíduos. 
- É dividida em 3 fases (movimentos dentários eruptivos): 
 1. Pré-eruptiva: intraóssea e sem movimentação do germe dental; aumento da 
vascularização e de conteúdo de colágeno e proteoglicanas; aumento no conteúdo de 
liquido tissular; 
 2. Eruptiva ou pré-funcional: envolve o movimento intraósseo, formando uma trajetória 
de erupção; fatores intra e extra bucais, bem como o crescimento crânio-facial, podem 
interferir na direção do movimento eruptivo do dente; 
 3. Pós-eruptiva ou funcional: fase totalmente extraóssea e inicia quando o dente entra em 
oclusão; osso alveolar se torna mais espesso, fibras do ligamento periodontal terminam sua 
estruturação, a espessura do cemento se completa –principalmente na região apical a raiz, 
raiz completamente formada com fechamento do ápice; 
- Cronologia da erupção: 
 Os primeiros dentes decíduos aparecem entre 4 e 10 meses, estando a dentição 
completa por volta do 30º mês de vida; 
 A erupção do primeiro dente decíduo (incisivo central inferior) da-se no geral, perto 
dos seis meses de idades; a erupção é geralmente simétrica 
 
 
- Caracteristicas da primeira dentição: 
 Possibilitam a amamentação; 
 Permitem o crescimento das estruturas faciais nos primeiros anos de vida; 
 Reservam lugar para os dentes permanentes e servem-lhes de guia de erupção; 
 Ajudam no desenvolvimento da fonação e discurso claro; 
 Ajudam a obter uma boa nutrição ao permitir a mastigação e trituração de alimenros 
variados; 
 Estimulam o crescimento dos maxilares com a mastigação; 
- Teorias do mecanismo de erupção dentaria: 
 Crescimento da raiz; 
 Pressão vascular ou tecidual; 
 Remodelação óssea – coordenada e regulada pelo folículo dentário parece 
propulsionar o dente; 
 Tração do ligamento periodontal - há evidencias de que células e fibras do ligamento 
periodontal exerçam forças de tração; 
- Fatores associados ao retardo da erupção: Congênitos; sistêmicos (deficiências endócrinas 
e/ou nutricionais); locais; 
 
EXFOLIÇÃO DENTÁRIA 
O que é? Se caracteriza por um processo natural acompanhado da reabsorção radicular 
fisiológica mediada por diversos mecanismos celulares e moleculares, criando assim uma 
via de irrupção para o sucessor permanente e consequentemente, proporcionando uma 
oclusão adequada; 
*A reabsorção do tecido dentário mineralizado é realizada por células histologicamente 
semelhantes aos osteoclastos, mas por estarem envolvidas na remoção de tecido dentário, 
são chamadas de odontoclastos. 
 
*Células envolvidas:células histologicamente semelhantes aos osteoclastos, os 
odontoclastos. 
 
 
 
 
 
ANOMALIAS DENTÁRIAS 
*O conhecimento da odontogênese é fundamental para o entendimento dos distúrbios do 
crescimento e desenvolvimento dentários; os dentes decíduos e permanentes, para 
alcançarem sua maturidade morfológica ou funcional, passam por um ciclo vital 
caracterisico, continuando assim o processo fisiológico de evolução continua. 
- Estagios dos ciclos vitais dos dentes: 
 a. Iniciação; 
 b. Proliferação; 
 c. Histodiferenciação; 
 d. Morfodiferenciação; 
 e. Aposição; 
 f. Calcificação; 
- As diversas fases são sensíveis à teratogênese, gerando, a cada uma delas, anomalias 
variadas e clinicamente distintas. 
- Podem estar associados por fatores locais como: Trauma local ou infecção; laringoscopia 
ou intubação; ingestão de flúor; radiação x; 
- Considerações clinicas/ possíveis anomalias em cada processo 
1. Lamina dentaria – iniciação: 
 Anodontia: 
Ausência de um ou mais dentes; 
 Ocasionada devido a não multiplicação das células do ectoderma na lamina 
dentaria/brotos; 
 Dentes supranumerários: 
Ocasionada devido a hiperatividade da lamina dentaria; 
Pode ser devido à traumas, hereditariedade e por anomalias de desenvolvimento; 
Pode ocasionar erupção ectópica, mal posicionamento dentário, formação de cistos,etc... 
 
2. Fase de botão/capuz- proliferação: 
 Odontomas: 
Proliferação anormal das células do germe dentário; 
Tumores odontogênicos mistos os quais contem uma diferenciação funcional a ponto de 
formar esmalte e dentina; 
Pode ser ocasionado devido a uma infecção local, hereditariedade, trauma ou por 
brotamento continuo do germe do decíduo ou do permanente; 
 Geminação: 
Formação incompleta de dois dentes – coroa bífida com uma única raiz e um único canal 
radicular; 
Etiologia: processos inflamatórios, endócrinos, hereditários e mecânicos; 
Gera pressão interfolicular na falta de espaço – ocasionando mal posicionamento, acumulo 
de biofilme e alteração na estética; 
Se caracteriza pela tentativa de divisão de um germe por uma invaginação; 
 Fusão: 
União embriológica de dois órgãos dentários, podendo ocorrer entre dois dentes normais 
ou entre um normal e um supranumerário; 
Fusão limitada a coroa, a raiz ou a ambas – CAMARAS PULPARES E CANAIS RADICULARES 
SEPARADOS; 
 
3. Fase de Campânula – Histodiferenciação: 
 Amelogênese imperfeita: 
Anomalia da estrutura do esmalte dental, resultante da má-formação ameloblástica; 
Etiologia: hereditariedade e defeitos congênitos; 
Pode ser ou Hipoplasica – defeito na formação da matriz orgânica do esmalte, sem alterar a 
mineralização – ou Hipomineralizada – maior alteração no conteúdo de minerais, 
principalmente do cálcio; 
 
 Dentinogênese imperfeita: 
Anomalia da estrutura dental em que apenas a parte do ectomesenquima é afetada, 
resulta em raízes mais curtas que o normal, câmaras pulpares e canais radiculares 
reduzidos ou ate mesmo ausentes; 
Pode haver perda precoce do esmalte em virtude de fratura, já que a junção amelo-
dentinaria é anormal; 
 
4. Fase de Campânula – Morfodiferenciação: Responsável pelo padrão morfológico e 
tamanho dos dentes. 
 Macrodontia: 
Dentes com dimensões acima do normal; 
Etiologia: hereditariedade e causas idiopáticas; 
Diagnostico: considerar diâmetros meio-distais dos dentes; 
Pode ser: a. Generalizada verdadeira – rara; todos os dentes são maiores que o normal; 
associada ao gigantismo pituitário; 
 b. Generalizada relativa – comum; dentes de tamanho normal ou ligeiramente 
maiores em maxilares pequenos; 
 c. Unidentaria – rara; etiologia idiopática, podendo abranger todo o dente ou 
afetar somente a coroa; 
Pode estar associada a Sindrome de Down; 
 
 Microdontia: 
Dentes menores que o normal – desenvolvimento insuficiente do germe dental; 
Pode estar associada: doenças cardíacas e síndrome de down; 
Pode ser: a. Generalizada verdadeira- todos os dentes são menores que o normal; comum 
no nanismo pitutario; 
 b. Generalizada relativa – dentes de tamanho normal ou um pouco menores, em 
maxilares maiores; 
 c. Unidentaria – apenas um dente é envolvido; 
 
 
5. Aposição – deposição de matriz das estruturas dentarias duras 
- Crescimento aditivo em camadas; 
- Concretização dos projetos delineados nas etapas de histo e morfodiferenciação; 
- Fatores genéticos e do meio podem perturbar a síntese e secreções normais da matriz; 
- Falhas neste processo: 
 Hipoplasia de esmalte: 
Formação incompleta ou defeituosa da matriz orgânica do esmalte dental; 
Etiologia: qualquer transtorno capaz de lesar os ameloblastos durante a formação do 
esmalte, que detenha a aposição da matriz e produza a hipoplasia; 
Afeta ambas as dentições; 
Aparenta dentes com sulcos, depressões ou fissuras em sua superfície; 
Pode estar associada a: Trauma ao nascimento (passagem do intra para o extra-uterino), 
complicações durante ou após o parto, infecção ou trauma local, irradiação, terapia anti-
neoplásica ou fissuras palatinas e/ou labiais; 
 
6. Calcificação – influxo de sais minerais na matriz depositada 
-Irregularidades na calcificação – pode ser frequentemente atribuído a um distúrbio 
sistêmico especifico 
-Falhas nesse processo: 
 Amelogênese imperfeita do tipo calcificada 
 
 Defeitos nutricionais: 
Comum em locais de baixa renda e países subdesenvolvidos; 
Os efeitos da subnutrição tem sido relacionados com diferentes aspectos do crescimento 
humano e pode desencadear sequelas na qualidade e textura de certos tecidos ósseos 
(ossos, ligamentos e dentes); 
 Sifilis congênita – treponema pallidum; 
Caracterizada por uma hipoplasia generalizada que altera significativamente a formação da 
coroa; - dentes mais afetados são incisivos centrais superiores e coroas dos molares 
permanentes; 
 
 
COMPONENTES DO DENTE 
TECIDOS DE SUPORTE: 
Periodonto: Periodonto de inserção ou sustentação – Cemento; (cel. Cementoblastos). 
 - Ligamento Periodontal;(cel, fibrob.). 
 - Osso Alveolar;(cel. Osteob.). 
 Periodonto marginal ou de proteção – Gengiva; 
 
PERIODONTO DE SUSTENTAÇÃO 
1. CEMENTO 
- É um tecido conjuntivo duro e avascular que cobre a raiz dos dentes; 
- Depende do ligamento periodontal para se nutrir por difusão; 
- Principal função: inserção das fibras do ligamento periodontal na raiz dos dentes; 
- O seu início de formação (cementogenese) coincide com o inicio da formação radicular; 
- Contém componentes não colágenos – 80/85%- e componentes não colágenos – 10/15% 
(proteoglicanos, sialoproteina óssea, glicoproteínas, proteína de adesão cementaria, 
fatores de crescimento); 
- NÃO é uma estrutura dentaria; - desenvolve-se a partir do folículo dentário, uma estrutura 
que não fez parte do germe dentário propriamente dito; 
- Sua espessura varia conforme a região – terco cervical mais fino e aumentando 
gradualmente em direção ao ápice da raiz; 
- O cemento é classificado em três fatores: 
 1. Época de formação – primário ou secundário; 
 2. Presença ou ausência de células na matriz – acelular (fornece fixação aos dentes) ou 
celular (possui um papel adaptador em resposta do desgaste e movimentação dos dentes; 
oriundas dos fibroblastos e cementoblastos); 
 3. Origem das fibras colagenosas da matriz – fibras intrínsecas, que resultam da atividade 
cementoblástica, ou extrínsecas, que resultam da incorporação de fibras do ligamento 
periodontal. 
Logo os seguintes tipos são descritos: 
 a. Cemento primário acelular de fibras intrínsecas; 
 b. Cemento primário acelular de fibras extrínsecas; 
 c. Cemento secundário celular de fibras intrínsecas; 
 d. Cemento secundário celular de fibras mistas; 
 e. Cemento acelular afribrilar; 
*De acordo coma sua localização e padrão , o cemento pode, ainda, ser denominado 
intermediário e estratificado misto. 
 
*As fibrilas colágenas do cemento celular são oriundas dos fibroblastos e cementoblastos; 
 
CEMENTOGÊNESE – adesão do cemento à dentina 
radicular; 
o A cementogênese inicia-se assim que a dentina do 
manto radicular começa sua mineralização; 
o O cemento adere à dentina radicular por meio da 
camada de hialina; 
o Com a deposição de cemento sob toda a superfície 
radicular, as células da bainha de Hertwig em 
fragmentação aparecem afastadas da dentina, 
constituindo grupos celulares - restos epiteliais de 
Malassez. Esses restos são observados no ligamento 
periodontal, afastados do cemento, porém mais 
próximos que do osso alveolar. 
*estes restos quando unido com algum processo 
inflamatório pode gerar cistos periapicais, os quais 
clinicamente temos dentes sem vitalidade pulpar e 
área radiolúcida bem definida associada ao ápice ou 
região lateral do dente envolvido; 
 
 
2. LIGAMENTO PERIODONTAL 
- Tecido conjuntivo que une dente ao osso, continuo com a polpa no forame apical e com a 
gengiva, comunicando-se com todo o tecido ósseo; 
- Componentes: 
 Células; 
*Antes da formação do do 
cemento propriamente dito, 
ocorre a deposição de uma fina 
camada mista (nomeada camada 
hialina), de material oriundo da 
bainha radicular epitelial de 
Hertwig e do ectomesênquima 
do folículo dentário; 
 A diferenciação das 
células 
ectomesenquimais da 
papila dentaria em 
odontoblastos é induzida 
pelas células da bainha; 
 Durante o início da 
formação da dentina do 
manto radicular, as 
células da bainha 
preservam sua 
membrana basal; 
 
Fibrolastos, restos epiteliais de Malassez, osteoclastos (reabsorção/remodelação), 
cementoblastos, osteoblastos, macrófagos e mastócitos (mediador quim. da inflamação); 
 Fibras; 
Colagenas e elásticas imaturas; 
Grupos na crista alveolar, horizintal, obliquo (mais importante) e apical; 
 Terminações nervosas sensíveis à pressão; 
Podem ser simples (termin. Nervosas livres relacionadas a dor) ou compostas (forma espiral 
– terço médio-, fusiformes –ápice- e do tipo Ruffini – receptores de tato e pressão no ápice) 
 Suprimento sanguíneo – o mesmo serve também para o cemento e osso alveolar; 
- Mais rico que os tecidos fibrosos; 
- Periápice tem o ramo da artéria dental; 
- Regiões media e inter-radicular: ramos que chegam por canais de Volkman; 
- Varia na espessura – 0,1-0,4mm – de acordo com a carga funcional; 
- Considerações clinicas – doenças periodontais 
 
 
3. OSSO ALVEOLAR 
- Tecido ósseo no qual as extensões das fibras periodontais se inserem; 
- Crista alveolar = ponto mais alto entre os dentes com o fundo de sulco gengival; 
- Células: 
 a. subst. fundamental amorfa (preenche espaços entre tecidos); 
 b. osteoide (recém formada – não mineralizada); 
 c. fibras de sharpey; 
 d. fribras da matriz; 
- Lâmina dura; 
- Corticais – óssea, óssea compacta e óssea esponjosa; 
- Alvéolo; 
- Canais de Wolkman; 
 
 
 
 
 
 
COMPLEXO DENTINA-POLPA: embriológica, histológica e funcionalmente o mesmo tecido. 
 
 
DENTINA 
- Presença de múltiplos túbulos dentinarios que atravessam toda a espessura e contém 
extensões citoplasmáticas dos odontoblastos que formam a dentina e consequentemente o 
limite periférico da polpa dentinaria. 
- Propriedades físicas: 70% material inorgânico (hidroxiapatita), 20% material 
orgânico(colágeno), 10% agua. 
- Amarelada; 
-Fisicamente elástica; 
- Unida com o esmalte pela junção amelodentinaria; 
- Pré dentina: camada mais interna da dentina; matriz não mineralizada (colágeno e 
glicoproteínas); a pré-dentina é mais espessa onde esta ocorrendo a formação de tecido 
(cornos pulpares); É importante para manter a integridade da dentina. 
 
- Os odontoblastos, diferenciados e especializados na produção de dentina primaria, 
secundaria e terciaria; produzidos a partir de estímulos fisiológicos ou moderados – caria 
inicipiente de esmalte, carie de progressão lenta e preparos cavitarios rasos. 
 
- Tipos de dentina: 
Dentina Primaria: 
 Forma a maior parte do dente; 
 Contorna toda a câmara pulpar; 
 A camada externa de dentina primaria é chamada de dentina em manto. 
 Contém túbulos dentinarios – se estendem por toda a espessura de dentina da 
junção amelodentinária até a polpa-, dentina intertubular e dentina intratubular. 
 
Dentina Secundaria: 
 Desenvolve-se após a formação da dentina radicular; 
 Continua deposição de dentina, feita lentamente pelos odontoblastos; 
 Tubulos dentinários são continuidade da dentina primaria; 
 Se deposita na periferia do espaço pulpar (teto e assoalho da câmara); 
Dentina Terciária: 
 Denominada como reparativa, reacional ou reparadora; 
 Produzida em reação à vários estímulos, atrição, caries ou procedimento 
restaurador; 
Dentina Esclerótica: 
 Tubulos dentinários se tornam obliterados com material calcificado; 
 A dentina assume uma aparência cristalina e translucida; 
 
 
POLPA 
- Tecido conjuntivo mole que ocupa a porção central do dente, o espaço pulpar, porção 
coronária (câmara pulpar) e porção radicular (canal radicular); 
- Componentes: células (odontoblastos dispostos nas periferias), matriz extracelular, fibras, 
vasos sanguíneos, vasos linfáticos e nervos (corpos celulares no glangio trigeminal); 
 COMPLEXO DENTINA-POLPA 
- Células mais características da polpa que formam uma camada de revestimento na 
periferia da polpa e possuem um processo que estende para dentro da dentina. 
- Junção dentina – polpa: 
 
- Junção do cemento-dentina: 
 
 - Modificações com a idade: mais evidente a diminuição dos volumes da câmara pulpar e 
canal radicular causada pela deposição continua de dentina.