Prévia do material em texto
Sinais e Sintomas II Discentes: Alice Danielle, Júllia Karolinne, Layra Layanna e Maria Eduarda Nogueira UNIVERSIDADE ESTADUAL DO MARANHÃO CAMPUS SANTA INÊS CURSO: BACHARELADO EM ENFERMAGEM DISCIPLINA: SEMIOLOGIA NA ENFERMAGEM DOCENTE: MARCOS PANHUSSATTI 1 SUMÁRIO Rins e Vias Urinárias ...............................................31. Órgãos Genitais Masculinos ..................................92. Órgãos Genitais Femininos ..................................133. Mamas ....................................................................194. Sistema Hemolinfopoético ...................................255. Ossos .......................................................................306. Articulações ............................................................397. Coluna Vertebral ....................................................478. Bursas e Tendões ..................................................569. Músculos .................................................................6110. Sistema Endócrino .................................................6811. Gônadas...................................................................8312. Sistema Nervoso Central .......................................9113. Sistema Nervoso Periférico ...................................9714. Referências .............................................................10315. 2 RINS E VIAS URINÁRIAS •O sistema urinário é responsável por regular o equilíbrio hidroeletrolítico e eliminar substâncias tóxicas do organismo. •RINS: -Filtram o plasma, formando a urina. -Remove toxinas e resíduos metabólicos. -Regula a pressão arterial, pH e eletrólitos •VIAS URINÁRIAS -Ureteres: Transportam a urina dos rins à bexiga. -Bexiga: Armazena a urina. -Uretra: Excreta a urina para o meio externo. 3 RINS E VIAS URINÁRIAS PATOLOGIA Insuficiência Renal: O rim perde a capacidade de filtrar os resíduos metabólicos do sangue. -Aguda: súbita e rápida, reversível com tratamento imediato. -Crônica: lenta, progressiva e irreversível. SINAIS E SINTOMAS -Fadiga e cansaço -Edema -Alterações miccionais -Dor ou pressão no peito 4 RINS E VIAS URINÁRIAS PATOLOGIA Litíase urinária: Formação de cálculos, popularmente denominados “pedras”, no trato urinário. Os cálculos ureterais são formações endurecidas localizados nos ureteres, resultantes do acúmulo de cristais já existentes na urina. SINAIS E SINTOMAS -Cólica renal -Hematúria -Urgência urinária -Disúria -Urina turva 5 RINS E VIAS URINÁRIAS PATOLOGIA SINAIS E SINTOMAS Infecção do Trato Urinário(ITU): é uma inflamação desencadeada pela invasão de microrganismo, como bactérias, no sistema urinário. -Disúria -Urgência urinária -Retenção urinária -Urina turva -Hematúria 6 RINS E VIAS URINÁRIAS Diagnóstico Semiológico: •Anamnese: Hábitos miccionais, volume, frequência e características da urina. •Exames Físicos: -Inspeção: avaliação alterações na pele, como edema. -Palpação: dos flancos e da região lombar, para detectar dor ou aumento dos rins. -Manobra de Giordano: percussão lombar para identificar dor renal. •Exames Complementares: Laboratorial e de imagem. 7 •Assistência ao paciente: administrar medicamentos prescritos, estimular a hidratação e monitorar o padrão urinário. •Educação em saúde: orientar sobre o autocuidado e informar sobre sinais de alerta para infecções ou obstruções. •Apoio psicológico: auxiliar pacientes com condições crônicas ou incapacitantes a lidar com o impacto emocional e social dessas condições. RINS E VIAS URINÁRIAS Atuação do Enfermeiro: 8 ÓRGÃOS GENITAIS MASCULINOS •Os órgãos genitais masculinos têm uma dupla função: sexual e urinária. Isso possibilita o surgimento de distúrbios tantos miccionais quanto sexuais, isoladamente, ou de maneira associada. 9 Doenças Inflamatórias/Infecciosas: ÓRGÃOS GENITAIS MASCULINOS Patologias: Uretrite: -Infecção da uretra. Prostatite: -Infecção da próstata. Epididimite: -Infecção do epidídimo. SINAIS E SINTOMAS -Febre e calafrios -Dor perineal -Policiúria -Hematúria -Disúria -Disúria -Secreção uretral -Prurido uretral -Edema escrotal. -Vermelhidão e calor no escroto. -Febre e mialgia. 10 •Anamnese: Histórico sexual, sintomas urinários e histórico clínico. •Exames Físicos: -Inspeção: lesões, edemas, deformidades ou secreções. -Palpação: avaliar tamanho, consistência e sensibilidade do pênis e testículos. •Exames Complementares: Exames laboratoriais e de imagem. ÓRGÃOS GENITAIS MASCULINOS Diagnóstico Semiológico: 11 ÓRGÃOS GENITAIS MASCULINOS Atuação do Enfermeiro •Cuidados diretos: tratamento de lesões ou infecções e monitoramento de tratamentos •Suporte psicológico: promover um ambiente acolhedor e fornecer informaçõs claras e acessíveis sobre a condição do paciente •Prevenção e Educação em Saúde: realizar campanhas de conscientização e educativa sobre saúde masculina e ensinar técnicas de autoexame testicular 12 ÓRGÃOS GENITAIS FEMININOS •Os órgãos genitais femininos são estruturas do sistema reprodutor feminino, responsáveis por funções essenciais, como a reprodução, a proteção contra infecções e o equilibrio hormonal. 13 ÓRGÃOS GENITAIS FEMININOS PATOLOGIA Sindrome dos Ovários Policístos (SOP): é uma doença caracterizada pela presença de múltiplos cistos nos ovários, associados à desregulação do ciclo ovulatório e dos hormônios femininos. SINAIS E SINTOMAS: -Distúrbios menstruais: ciclos mentruais irregulares, oligomenorreia e amenorreia. -Infertilidade ou dificuldade para engravidar -Hirsutismo 14 ÓRGÃOS GENITAIS FEMININOS PATOLOGIA Candidíase Vaginal: infecção por fungos do gênero Candida, que normalmente está presente em pequenas quantidades na flora vaginal em equilíbrio. SINAIS E SINTOMAS: -Secreção vaginal espessa -Prurido intenso -Disúria -Dispareunia 15 ÓRGÃOS GENITAIS FEMININOS PATOLOGIA SINAIS E SINTOMAS: Miomas uterinos: é um tumor benigno que se forma no tecido muscular do útero e que também pode ser chamado de fibroma ou leiomioma uterino. -Dispareunia -Menorragia -Dor pélvica -Distensão abdominal 16 ÓRGÃOS GENITAIS FEMININOS Diagnóstico Semiológico •Anamnese: ciclo menstrual, características do fluxo e histórico ginecológico. •Exames Físicos: -Inspeção: avaliar alterações externas -Palpação: toque vaginal (avaliação de massas, alterações anatômicas ou dor). •Exames Complementares: -Laboratoriais hormonais e microbiológicos. -Exames de imagem. 17 ÓRGÃOS GENITAIS FEMININOS Atuação do Enfermeiro •Cuidados diretos: realizar o papanicolau, curativos e administrações de medicamentos para infecções ou lesões. •Detecção precoce: na anamnese ou no exame físico. •Prevenção e Educação em Saúde: orientar sobre a higiene íntima e saúde da mulher, além de incentivar a realização de exames preventivos. 18 MAMAS As mamas são glândulas anexas com funções reprodutivas e metabólicas. Elas também desempenham papel na sexualidade e sofrem influências hormonais ao longo da vida. 19 MAMAS Mastite: processos infecciosos que ocorrem no tecido mamário, podendo ocorrer durante a gravidez e o puerpério (mastite puerperal) ou não puerperais. PATOLOGIA SINAIS E SINTOMAS: -Dor na mama -Edema e endurecimento -Rubor -Secreção: purulenta ou sanguinolenta. -Sensação de calor -Febre e calafrios 20 MAMAS PATOLOGIA SINAIS E SINTOMAS: Nódulos mamários: Formações sólidas ou císticas (cheias de líquido) que podem surgir no tecido mamário. Podem ser benignos ou malignos. -Nódulo: massa firme ou macia; benignos(móveis), malignos(fixos). -Dor -Secreção mamilar: transparente, purulenta ou sanguinolenta. -Aumento ou assimetria mamária: devido a presença do nódulo. -Linfadenopatia: aumento dos gânglios linfáticos axilares. 21 MAMAS Câncer de mama: tumor maligno que se desenvolve na mama como consequência de alterações genéticas em algum conjunto de células da mama, que passam a se dividir descontroladamente. PATOLOGIA SINAIS E SINTOMAS: -Edema -Nódulo -Assimetria Mamária -Secreção mamilar -Dor ou sensibilidade 22 MAMASDiagnóstico Semiológico •Anamnese •Exames Físicos: -Inspeção: avaliar alterações na pele ou no mamilo. -Palpação: avaliar a consistência do tecido mamário, mobilidade e sensibilidade das mamas e axilas. •Exames complementares: -Exames de imagem -Biopsia 23 MAMAS Atuação do Enfermeiro •Cuidados diretos: realização da anamnese e do exame físico das mamas. •Apoio psicológico: apoio emocional a mulheres diagnosticadas com doenças mamárias e acompanhamento do processo de reabilitação. •Prevenção e Educação em Saúde: orientação sobre a importância de manter os exames relacionados a saúde da mulher em dias e informar sobre fatores de riscos para câncer de mama. 24 SISTEMA HEMOLINFOPOIÉTICO O sistema hemolinfopoético regula a produção e destruição de células sanguíneas e participa da resposta imunológica. 25 SISTEMA HEMOLINFOPOIÉTICO PATOLOGIA Leucemia: um tipo de câncer que afeta os glóbulos brancos, causado por uma produção anormal e descontrolada dessas células na médula óssea, comprometendo a produção normal de sangue e a função imunológica. SINAIS E SINTOMAS -Anemia: cansaço, palidez e falta de ar. -Dor óssea ou articular -Hematomas e sangramentos fáceis: relacionados à redução de plaquetas. -Linfonodos inchados: especialmente no pescoço, axilas e virilha. -Febre persistente ou inexplicada 26 SISTEMA HEMOLINFOPOIÉTICO Patologias: Linfomas: câncer que afeta o sistema linfático, principalmente os linfócitos, um tipo de célula de defesa do organismo. SINAIS E SINTOMAS -Fadiga -Sudorese noturna -Aumento dos linfonodos -Febre persistente -Perda de peso inexplicada -Prurido generalizado(coceira) 27 •Anamnese: Investigar sintomas como fraqueza, sangramentos anormais, dor óssea e febre. •Exames Físicos: -Inspeção: obervar palidez, icterícia, lesões cutâneas. -Palpação: examinar linfonodos(tamanho, consistência, mobilidade e sensibilidade) -Ausculta: identificar sopros cardíacos ou alterações hemodinâmicas. •Exames complementares: Exames laboratoriais. SISTEMA HEMOLINFOPOIÉTICO Diagnóstico Semiológico 28 SISTEMA HEMOLINFOPOIÉTICO Atuação do Enfermeiro Cuidados diretos: realizar avaliação inicial, monitorar sinais e sintomas, preparar, administrar e monitorar medicamentos. Suporte Emocional: oferecer supote psicológico aos pacientes e famílias, promovendo acolhimento e escuta ativa. Educação em Saúde: orientar pacientes e familiares sobre a importância da adesão ao tratamento e sobre cuidados higiênicos para previnir infecções. 29 OSSOS Ossos são tecidos vivos que sustentam o corpo, protegem órgãos, permitem movimentos e armazenam minerais. 30 PATOLOGIA: Traumas: fraturas e lesões ósseas, causadas por impactos, quedas, acidentes ou outras formas de lesão física. SINAIS E SINTOMAS: Dor intensa; Edema e hematoma; Deformidade visível; Dificuldade ou incapacidade de movimentar; Crepitação; Sensibilidade; OSSOS 31 PATOLOGIA: Raquitismo: condição metabólica óssea, caracterizada pela deficiência de vitamina D, cálcio ou fosfato, resultando em ossos fracos, moles e deformados. SINAIS E SINTOMAS: Fraqueza muscular; Fraturas frequentes; Ostealgia; Deformidades ósseas; Atraso no crescimento; Fadiga; OSSOS 32 PATOLOGIA: Osteoporose: doença óssea caracterizada pela perda de densidade óssea, o que torna os ossos mais frágeis e propensos a fraturas. SINAIS E SINTOMAS: Fraturas frequentes; Cifose; Dificuldade de movimento; Sensação de instabilidade ou desequilíbrio; Dor crônica nas costas; OSSOS 33 PATOLOGIA: Doença de Paget: é um distúrbio ósseo crônico que afeta a remodelação normal dos ossos, levando ao crescimento ósseo desorganizado. SINAIS E SINTOMAS: Ostealgia; Fraturas; Deformidades ósseas; Complicações vasculares; Cefaleia; OSSOS 34 Osteomielite: é uma infecção óssea, ocorre em pessoas com sistemas imunológicos enfraquecidos e aquelas com doenças crônicas, como diabetes. SINAIS E SINTOMAS: Ostealgia severa; Edema e rubor; Febre; Fadiga e mal-estar ; Dificuldade ou incapacidade de movimentar; PATOLOGIA: OSSOS 35 Neoplasias ósseas: crescimento anormal de células nos ossos, que pode resultar em tumores benignos ou malignos. SINAIS E SINTOMAS: Dor óssea persistente; Edema e sensibilidade; Perda de mobilidade; Comprometimento funcional; Fraturas; PATOLOGIA: OSSOS 36 Clínico: avaliação da dor, deformidades e manifestações sistêmicas. Imagem: radiografia, tomografia, ressonância magnética. Laboratorial: hemograma, marcadores ósseos, exames de infecção. Exames e Diagnósticos: OSSOS 37 Avaliação e Monitoramento: identificar sinais precoces de dor, infecção e deformidades. Educação em Saúde: orientar sobre prevenção de quedas, dieta rica em cálcio e vitamina D. Cuidados Pós-Operatórios: manejo da dor, prevenção de infecções. Suporte Psicológico: lidar com impacto emocional das deformidades e limitações físicas. Atuação do enfermeiro: OSSOS 38 As articulações são estruturas que conectam os ossos, permitindo movimento, estabilidade e absorção de impactos. Elas são compostas por cartilagem, líquido sinovial, membrana sinovial, ligamentos e músculos. ARTICULAÇÕES 39 Artrite Reumatoide: doença autoimune que causa inflamação crônica das articulações, especialmente as pequenas. SINAIS E SINTOMAS: Artralgia; Edema e calor nas articulações; Rigidez matinal; Perda de movimento; Deformidades articulares; Nódulos reumatoides; ARTICULAÇÕES PATOLOGIA: 40 Osteoartrose: doença degenerativa que afeta a cartilagem articular, levando a dor e limitação. SINAIS E SINTOMAS: Artralgia; Rigidez; Edema; Limitação de movimento; Crepitação; Sensibilidade ao toque; Deformidades articulares; ARTICULAÇÕES PATOLOGIA: 41 Gota: condição metabólica causada por depósitos de cristais de ácido úrico nas articulações. SINAIS E SINTOMAS: Artralgia severa; Rubor e edema; Sensibilidade ao toque; Rigidez articular; Recorrência de crises; ARTICULAÇÕES PATOLOGIA: 42 Lúpus Eritematoso Sistêmico: doença autoimune que pode afetar as articulações, além de outros órgãos. SINAIS E SINTOMAS: Artralgia; Rigidez articular; Edema; Fadiga intensa; Alopecia; Linfadenopatia; Fotossensibilidade; ARTICULAÇÕES PATOLOGIA: 43 PATOLOGIA: Febre Reumática: complicação de infecções estreptocócicas, causando inflamação migratória das articulações. SINAIS E SINTOMAS: Dor intensa; Edema e rubor; Calor local; Reversibilidade; Rigidez articular; Erupção cutânea; Fadiga extrema; ARTICULAÇÕES 44 Clínicos: Avaliação de dor, rigidez, deformidades e sinais inflamatórios. Imagem: Radiografias, ultrassom, ressonância magnética para identificar degeneração, inflamação ou deformidades. Laboratoriais: Marcadores inflamatórios: PCR, VHS. Autoanticorpos: Fator reumatoide, FAN (lúpus, artrite reumatoide). Dosagem de ácido úrico (gota). Exames e Diagnósticos ARTICULAÇÕES 45 Atuação do enfermeiro: ARTICULAÇÕES Avaliação: Identificação precoce de sintomas, como dor e sinais inflamatórios, monitorando evolução. Educação: Orientar sobre prevenção de lesões articulares, exercícios, dieta balanceada e controle de peso. Cuidados: Aplicação de medidas para alívio da dor (compressas, analgesia prescrita). Prevenção de complicações com mobilização e exercícios assistidos. Apoio emocional. 46 COLUNA VERTEBRAL A coluna vertebral é uma estrutura que suporta o corpo, protege a medula espinhal e permite mobilidade. É composta por 33 vértebras divididas em regiões cervical, torácica, lombar, sacral e coccígea, unidas por discos intervertebrais que atuam como amortecedores. 47 Espondiloartrose: afeta as articulações da coluna vertebral. É uma condição degenerativa que ocorre devido ao desgaste progressivo das articulações intervertebrais, dos discos intervertebrais e de outras estruturas ao longo da coluna SINAIS E SINTOMAS: Dor localizada; Rigidez; Limitação de movimento; Formigamento ou dormência; Cefaleia; PATOLOGIA COLUNA VERTEBRAL 48 Hérnia dedisco: é um problema da coluna vertebral que provoca compressão dos nervos. SINAIS E SINTOMAS: Dor; Parestesia; Fraqueza muscular; Rigidez; Disestesias; Perda de controle esfincteriano; PATOLOGIA COLUNA VERTEBRAL 49 Espondilite anquilosante: é uma doença inflamatória crônica. SINAIS E SINTOMAS: Rigidez axial e dorsalgia; Rigidez progressiva; Fadiga; Febre baixa em alguns casos; Perda de peso; Deformidade postural; PATOLOGIA COLUNA VERTEBRAL 50 Fraturas vertebrais: uma ou mais vértebras da coluna vertebral sofrem rupturas devido a traumas, condições médicas ou sobrecarga estrutural. SINAIS E SINTOMAS: Dor localizada; Deformidade; Mobilidade reduzida; Dispneia; Paraplegia ou tetraplegia; PATOLOGIA COLUNA VERTEBRAL 51 Espondilodiscite: é uma infecção que afeta tanto os discos intervertebrais quanto as vértebras da coluna. SINAIS E SINTOMAS: Dorsalgia; Febre; Rigidez; Perda de peso; Abscessos epidurais ; Disfunção neurológica; PATOLOGIA COLUNA VERTEBRAL 52 Escoliose: é uma condição em que a coluna vertebral apresenta uma curvatura anormal lateral, formando um "C" ou "S" ao invés de ser reta. SINAIS E SINTOMAS: Curvatura visível; Assimetria escapular; Desalinhamento pélvico; Dorsalgia; Fadiga; PATOLOGIA COLUNA VERTEBRAL 53 História Clínica: Caracterização da dor (localização, irradiação, intensidade). Exame Físico: Avaliação da mobilidade, palpação de pontos dolorosos e testes específicos como o de Lasègue. Radiografia: Avaliação de alterações ósseas. Ressonância Magnética: Identificação de hérnia de disco e compressão nervosa. Tomografia Computadorizada: Útil em casos de trauma ou tumores. Exames Laboratoriais: Para descartar infecções ou doenças inflamatórias. Exames e Diagnósticos: COLUNA VERTEBRAL 54 Atuação do enfermeiro: COLUNA VERTEBRAL Avaliação e Monitoramento: Identificar sinais de dor, déficits funcionais e progressão da condição. Educação em Saúde: Orientar sobre ergonomia, exercícios posturais e prevenção de crises. Cuidados Diretos: Auxiliar na mobilização, controle da dor e administração de medicamentos prescritos. Apoio Psicológico: Acompanhar pacientes com dor crônica, promovendo qualidade de vida e adesão ao tratamento. 55 BURSAS E TENDÕES As bursas são pequenas bolsas cheias de líquido sinovial, localizadas perto das articulações, com a função principal de reduzir o atrito entre os tendões, ligamentos e ossos. Existem cerca de 78 bursas em cada lado do corpo. Já os tendões conectam os músculos aos ossos, facilitando os movimentos articulares. 56 Bursite: Inflamação das bursas, geralmente causada por trauma, doenças autoimunes (como a artrite reumatoide), gota ou infecções bacterianas. SINAIS E SINTOMAS: Artralgia localizada; Edema; Calor e rubor; Dor à palpação; Limitação de movimento; Rigidez articular; BURSAS E TENDÕES PATOLOGIA: 57 Tendinite: Inflamação dos tendões, frequentemente associada ao uso excessivo ou a lesões repetitivas. SINAIS E SINTOMAS: Dor; Edema; Sensibilidade ao toque; Rigidez; Crepitação; Alteração na biomecânica; BURSAS E TENDÕES PATOLOGIA: 58 História Clínica: Avaliação do início da dor, fatores desencadeantes e atividade física do paciente. Exame Físico: Palpação da área afetada para verificar sinais de dor, inchaço ou calor. Ultrassonografia: Útil para visualizar inflamações ou lesões nos tendões e bursas. Ressonância Magnética: Pode ser usada em casos mais graves ou para detectar lesões associadas. Exames Laboratoriais: Quando há suspeita de uma condição sistêmica, como a artrite reumatoide ou gota, exames de sangue podem ser solicitados. BURSAS E TENDÕES Exames e Diagnósticos: 59 Avaliação da Dor e Função Articular: Monitorar a dor e a limitação dos movimentos, avaliando a resposta ao tratamento. Cuidados com Medicamentos: Administrar analgésicos, anti-inflamatórios e, quando indicado, antibióticos (em caso de infecção). Orientação ao Paciente: Ensinar técnicas de descanso, elevação e compressão para aliviar a dor e a inflamação. Prevenção de Novos Episódios: Ensinar posturas e cuidados para prevenir a sobrecarga nas articulações e tendões, além de orientações para evitar lesões futuras. BURSAS E TENDÕES Atuação do enfermeiro: 60 MÚSCULOS Função Muscular: Contração voluntária para movimentação corporal. Músculos Esqueléticos: Controlam movimentos e são conectados ao sistema nervoso central. Processo de Contração: Estímulos nervosos acionam fibras musculares, permitindo o movimento. 61 Miopatias: São doenças que afetam diretamente os músculos, levando a fraqueza muscular, dificuldade de movimento e, em casos graves, atrofia muscular. SINAIS E SINTOMAS: Fraqueza muscular; Mialgia; Cãibras musculares; Fadiga; Atrofia muscular; Hipotonia muscular; MÚSCULOS PATOLOGIA: 62 PATOLOGIA: Distrofias musculares: doenças genéticas caracterizadas pela degeneração progressiva dos músculos esqueléticos. SINAIS E SINTOMAS: Fraqueza muscular progressiva; Dificuldade para caminhar; Atrofia muscular; Pseudohipertrofia; Dificuldade respiratória; Hipotonia muscular; MÚSCULOS 63 Miastenia gravis: doença autoimune neuromuscular caracterizada pela fraqueza muscular progressiva. SINAIS E SINTOMAS: Fraqueza muscular; Ptose palpebral; Diplopia; Disartria; Disfagia; Fadiga; MÚSCULOS PATOLOGIA: 64 Miosites: inflamação dos músculos esqueléticos, que são responsáveis pelo movimento do corpo. SINAIS E SINTOMAS: Fraqueza muscular; Mialgia; Fadiga; Erupções cutâneas; Febre; Disfagia; MÚSCULOS PATOLOGIA: 65 História Clínica e Exame Físico: Avaliação da fraqueza e da função muscular. Eletroneuromiografia: Avalia a função nervosa e muscular. Ressonância Magnética: Identificação de alterações nos músculos. Testes de Força Muscular: Avaliação da capacidade de contração e resistência muscular. MÚSCULOS Exames e Diagnósticos: 66 Avaliação Contínua: Monitoramento da força muscular e mobilidade. Controle da Dor: Uso de medicamentos analgésicos e técnicas de relaxamento. Assistência na Mobilidade: Orientação sobre uso de dispositivos de apoio (bengalas, cadeiras de rodas). Educação em Saúde: Ensinar sobre o manejo da doença, fisioterapia e autocuidado. Prevenção de Complicações: Exercícios de alongamento e fortalecimento muscular. MÚSCULOS Atuação do enfermeiro: 67 SISTEMA ENDÓCRINO Regula e controla diversas funções do nosso organismo através de secreções. PRINCIPAIS GLÂNDULAS Hipofise hipotalamo Tireóide Paratireoides Suprarenais 68 PATOLOGIAS DIABETES MELLITUS É uma alteração na produção ou utilização da insulina, levando a altos níveis de açúcar no sangue. SISTEMA ENDÓCRINO 69 SISTEMA ENDÓCRINO TIPO I O pâncreas encontra-se doente e produz pouca ou nenhuma insulina TIPO II Caracterizada pela resistência do organismo à insulina, resultando em níveis elevados de açúcar no sangue. 70 SINAIS E SINTOMAS Polifagia Polidipsia Urina frequente infecções recorrentes Feridas de difícil cicatrização Hálito Cetônico Visão turba SISTEMA ENDÓCRINO 71 SISTEMA ENDÓCRINO DIAGNÓSTICO - EXAME LABORATORIAL GLICEMIA EM JEJUM Realizado após um período de 8 horas de jejum. VALORES REFERENTES A GLICEMIA Normal: inferior a 99 mg/dL Alterada: entre 100mg e 125 mg/dL Diabetes: igual ou superior a 126 mg/dL Hipoglicemia: igual ou inferior a 70 mg/dL HEMOGLOBINA GLICADA Indicado para diagnosticar a pré- diabetes e diabetes de pacientes que ainda não sabem da doença. 72 Monitoramento de sinais vitais: Acompanha parâmetros como glicemia, pressão arterial e frequência cardíaca. Educação e orientação: Ensinar sobre o autocuidado, como controle da glicemia e uso adequado de medicamentos. Administração de medicamentos: Responsável pela aplicação de insulina e outros tratamentos. Apoio psicológico: Oferece suporte emocional e orientar sobre a importância do tratamento contínuo. SISTEMA ENDÓCRINO ATUAÇÃO DO ENFERMEIRO 73 SISTEMA ENDÓCRINO HIPOFISE É considerada a "glândula mestra" do sistema endócrinoporque produz hormônios que controlam várias funções fisiológicas essenciais. 74 SINDROME DE SHEEHAN: É uma condição que ocorre após o parto, geralmente em mulheres que sofrem hemorragia significativa durante o parto. SISTEMA ENDÓCRINO PATOLOGIA SINAIS E SINTOMAS Falha na lactação Insuficiência Adrenal Amenorreia Diminuição do libido e disfunção sexual 75 SISTEMA ENDÓCRINO DIAGNÓSTICO - EXAME DE IMAGEM RESSONÂNCIA MAGNÉTICA DO CÉREBRO Principal exame de imagem para avaliar a glândula pituitária. 76 SISTEMA ENDÓCRINO ATUAÇÃO DO ENFERMEIRO Monitoramento de sinais e sintomas (como alterações hormonais e metabólicas). Educação sobre a doença e tratamentos, incluindo o uso correto de medicamentos. Apoio emocional para lidar com mudanças psicológicas. Cuidados pré e pós-operatórios, especialmente em casos de cirurgia de tumores hipofisários. 77 SISTEMA ENDÓCRINO HIPOTALAMO Região do cérebro que regula a temperatura corporal, sede, fome e sono. 78 SISTEMA ENDÓCRINO PATOLOGIA Obesidade Hipotalâmica É uma disfunção que pode levar a uma sensação constante de fome, levando à obesidade. SINAIS E SINTOMAS Aumento excessivo do apetite Ganho de peso rápido e excessivo Resistência a insulina 79 SISTEMA ENDÓCRINO DIAGNÓSTICO Exames hormonais: Avaliar níveis de hormônios relacionados ao apetite e ao metabolismo, como: Leptina Glicemia em jejum 80 SISTEMA ENDÓCRINO TIREÓIDE Desempenha um papel fundamental no metabolismo e no equilíbrio hormonal do corpo. 81 SISTEMA ENDÓCRINO Hipotireoidismo: É uma condição em que a tireoide não produz hormônios suficientes (T3 e T4), levando à lentificação do metabolismo. Fadiga e cansaço excessivo. Intolerância ao frio. Ganho de peso. Depressão ou apatia. Pele seca e áspera Constipação intestinal SINAIS E SINTOMAS 82 GÔNADAS Produzir espermatozoides (gametas). Secretam testosterona, essencial para as características sexuais masculinas e reprodução. Produz óvulos (gametas). Secretam estrogênio e progesterona, regulando o ciclo menstrual e a reprodução. Gônadas masculinas (testículos): Gônadas femininas (ovários): 83 Criptorquidia: testículo não descido, risco de infertilidade e câncer testicular. Orquite: Inflamação testicular, frequentemente associada à caxumba. Hidrocele: Acúmulo de líquido no escroto; inchaço indolor. Torção testicular: Dor súbita e intensa devido à torção do cordão espermático; emergência cirúrgica. Câncer testicular: nódulo ou massa indolente; geralmente em homens jovens. GÔNADAS Patologias Testiculares Comuns 84 Síndrome dos ovários policísticos (SOP): distúrbio hormonal que causa menstruações irregulares, infertilidade, acne e hirsutismo. Cisto ovariano: bolsas cheias de líquido no ovário; pode causar dor pélvica. Endometriose: Tecido endometrial fora do útero, geralmente afetando os ovários; causa dor crônica e infertilidade. Câncer de ovário: inchaço abdominal, dor pélvica e diagnóstico em estágio avançado. GÔNADAS Patologias Ovarianas Comuns 85 Homens: Baixa libido, infertilidade. Características sexuais secundárias reduzidas (por exemplo, pelos no corpo). Ginecomastia e atrofia testicular. Mulheres: Menstruação irregular ou ausente. Infertilidade. Hirsutismo, sintomas da menopausa (por exemplo, ondas de calor, secura vaginal). GÔNADAS Sinais Clínicos de disfunção das Gônadas 86 Inspeção e Palpação: Tamanho, posição e massas testiculares em homens. Sinais de sensibilidade ou inchaço na região pélvica em mulheres. Características sexuais secundárias: Distribuição de pelos, desenvolvimento dos seios e avaliação da genitália. Testes Complementares: Ultrassonografia, exames hormonais e biópsia quando necessário. GÔNADAS Exames Físico das Gônadas 87 Função geral: Soma de reações químicas que mantêm a vida. Inclui anabolismo (construção de moléculas) e catabolismo (quebra de moléculas para obter energia). Principais órgãos envolvidos: Fígado, pâncreas, tireoide, glândulas suprarrenais e tecido adiposo. METABOLISMO 88 Diabetes Mellitus: Causas: Deficiência ou resistência à insulina. Sinais e Sintomas: Poliúria, polidipsia, perda de peso (tipo 1), fadiga, alterações na visão e neuropatia. Distúrbios metabólicos comuns Hipotireoidismo: Causas: Redução da produção do hormônio tireoidiano. Sinais e Sintomas: Fadiga, ganho de peso, intolerância ao frio, pele seca e bradicardia. Hipertireoidismo: Causas: Excesso de hormônios tireoidianos (por exemplo, doença de Graves). Sinais e Sintomas: Perda de peso, intolerância ao calor, taquicardia, nervosismo e tremores. 89 Distúrbios metabólicos adicionais Síndrome Metabólica: Causas: Obesidade, resistência à insulina, hipertensão, dislipidemia. Sinais e Sintomas: Gordura abdominal, alto nível de açúcar no sangue, triglicerídeos altos. Obesidade: Causas: Desequilíbrio calórico. Sinais e Sintomas: IMC alto, fadiga e aumento dos riscos de doenças cardiovasculares/metabólicas. Gota: Causas: Acúmulo de ácido úrico no sangue/articulações. Sinais e Sintomas: Dor intensa nas articulações, inchaço, vermelhidão (especialmente no dedão do pé). 90 Cérebro: Controle das funções cognitivas, emocionais e motoras. Cerebelo: Coordenação motora e equilíbrio. Tronco encefálico: Regulação de funções necessárias (respiração, frequência cardíaca). Medula espinhal: Transmissão de impulsos entre o cérebro e o corpo. Sistema Nervoso Central 91 1. Acidente Vascular Cerebral (AVC) Causa: Interrupção do fluxo sanguíneo cerebral (isquêmico) ou ruptura de vasos sanguíneos (hemorrágico). Sinais e Sintomas: Déficits motores (hemiparesia, hemiplegia). Alterações na fala (afasia). Assimetria facial (desvio da rima labial). Alterações visuais ou perda de visão. Cefaleia intensa (em AVC hemorrágico). Sistema Nervoso Central 92 2. Esclerose Múltipla (EM) Causa: Doença autoimune que destrói a mielina do SNC. Sinais e Sintomas: Fraqueza muscular e espasticidade. Alterações sensoriais (formigamento, dormência). Perda de equilíbrio e coordenação. Fadiga e dificuldade cognitiva. Neurite óptica (dor e perda da visão em um olho). Sistema Nervoso Central 93 3. Doença de Parkinson Causa: Degeneração de neurônios produtores de dopamina na substância negra. Sinais e Sintomas: Tremor de repouso. Rigidez muscular. Bradicinesia (lentidão nos movimentos). Alterações posturais (inclinação para frente). Dificuldade na fala e na escrita. Sistema Nervoso Central 94 Déficits Motores: Fraqueza, paralisia, espasticidade. Alterações Sensoriais: Dormência, formigamento, perda sensorial. Alterações Cognitivas: Confusão, perda de memória, dificuldade de concentração. Crises Convulsivas: Episódios de atividade muscular involuntária ou alteração do estado de consciência. Alterações Posturais e de Equilíbrio: Tremores, dificuldade para caminhar, quedas frequentes. Alterações no Humor e Comportamento: Depressão, apatia, agitação. Sinais e Sintomas Gerais de Patologias do SNC 95 Inspeção: Postura, tônus muscular, tremores, fasciculações. Avaliação Neurológica: Reflexos (profundos e superficiais). Força muscular e coordenação. Sensibilidade superficial e profunda. Testes Cognitivos: Avaliação da memória, linguagem e funções executivas. Complementares: Imagem (TC, RM). Exames de líquor (em casos suspeitos de meningite). Exame Físico do SNC 96 Nervos Motores: Conduzem impulsos do SNC para os músculos esqueléticos, gerando movimento. Nervos Sensoriais: Transmitem informações sensoriais (toque, dor, temperatura, etc.) ao SNC. Nervos Autonômicos: Regulam funções involuntárias, como pressão arterial, frequência cardíaca e digestão Sistema Nervoso Periférico 97 1. Neuropatia Periférica Causa: Danos aos nervos periféricos, frequentemente associados ao diabetes, infecções ou deficiências nutricionais. Sinais e Sintomas: Dormência e formigamento nas extremidades. Perda de sensibilidade ou hipersensibilidade. Fraqueza muscular e reflexos reduzidos. Dor neuropática (queimação ou choque). Sistema Nervoso Periférico 98 2. Miastenia Gravis Causa: Doençaautoimune que afeta a junção neuromuscular. Sinais e Sintomas: Fraqueza muscular flutuante. Ptose palpebral (queda da pálpebra). Diplopia (visão dupla). Fadiga acentuada após atividade muscular. Sistema Nervoso Periférico 99 3. Neuralgia do Trigêmeo Causa: Compressão ou irritação do nervo trigêmeo. Sinais e Sintomas: Dor facial intensa e em choque, unilateral. Episódios desencadeados por estímulos leves, como tocar o rosto. Sistema Nervoso Periférico 100 Fraqueza Muscular: Geralmente assimétrica e localizada em grupos musculares específicos. Alterações Sensoriais: Dormência, formigamento ou dor neuropática. Alterações nos Reflexos: Hiporreflexia ou arreflexia em áreas afetadas. Atrofia Muscular: Nos casos crônicos, devido à denervação. Sintomas Autonômicos: Sudorese alterada, hipotensão postural, disfunções urinária e intestinal. Sinais e Sintomas Gerais de Patologias do SNP 101 Inspeção: Atrofia muscular, fasciculações, deformidades (ex., mão em garra). Palpação: Identificação de áreas de dor ou sensibilidade nos nervos periféricos. Teste de Força Muscular: Avaliação da capacidade de contração muscular contra resistência. Reflexos Profundos: Identificação de hipo ou arreflexia. Testes Específicos: Manobra de Tinel: Dor ao percutir o trajeto do nervo (túnel do carpo). Manobra de Phalen: Exacerbação de sintomas ao manter flexão prolongada do punho. Exame Físico do Sistema Nervoso Periférico 102 103 REFERÊNCIAS