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Epistaxe 1 🚨 Epistaxe Principal emergência otorrinolaringológica. Diferencie epistaxe de hemorragia nasal: Epistaxe: Sangramento pelas fossas nasais em que o sítio do sangramento está nas fossas nasais. Hemorragia Nasal: Sangramento pelas fossas nasais em que o sítio do sangramento pode ou não estar nas fossas nasais. Vascularização do nariz: Sistema carotideo externo é o grande responsável pelo suprimento arterial da região lateroposterior e posterosuperior e de segmentos mais anteriores do septo (através da artéria nasopalatina). Sangramento tem mais relação com história de HAS. Sistema carotideo interno (A. etmoidal anterior e posterior) é responsável pela vascularização anteromedial. Sangramento tem mais relação com história de trauma. Ramos da a. facial também nutrem o nariz. Epistaxe 2 Em que área estão localizados os sangramentos espontâneos? Área de Kesselbach (área de Liddle). Região anterior do septo em que os sistemas carotídeos interno e externo se anastomosam. Também chamada de mancha vascular do septo. Mais de 80% dos sangramentos nasais espontâneos (sem relação com trauma ou com HAS). Sangramentos mais autolimitados. Epistaxe 3 Epidemio: 70% dos pacientes tem acima de 50 anos. Obs: Também há grande incidência em crianças, pela grande prevalência de infecções virais. Mais em meses de clima frio e seco. Mais em homens (2:1). Associação entre HAS e aterosclerose aumentam o risco. Normalmente bastante relacionado com sangramento posterior. Etiologia: Sangramento anterior em 90% dos casos. Maioria autolimitado. Fatores Locais e Sistêmicos. Quando suspeitar de um corpo estranho no nariz? Epistaxe + Rinorreia Fétida em crianças. Quando suspeitar de tumores nasais? Sangramentos nasais persistentes + Obstrução nasal. Não necessariamente com grande volume, mas muito frequentes. Tumores intranasais, de rinofaringe e dos seios paranasais podem se manifestar como epistaxe. Epistaxe 4 A epistaxe costuma ser o primeiro sintoma do nasoangiofibroma juvenil, tumor que ocorre em adolescentes do sexo masculino. Por que deformidades anatômicas propiciam sangramentos nasais? Aumentam a turbulência do fluxo aéreo, gerando irritação e ressecamento da mucosa. Por que drogas vasoconstritoras nasais causam epistaxe? Gotas nasais usadas por tempo prolongado causam isquemia e ulceração da mucosa. Cocaína causa lesões da mucosa → Ulceração e Perfuração septal. O que é a teleangiectasia hemorrágica hereditária? THH ou Doença de Rendu-Osler-Weber. Doença autossômica dominante em que há angiodisplasia (alterações vasculares), provocando fragilidade e dilatação de capilares e vênulas. Pequenas teleangiectasias podem ocorrer na pele, lábios, mucosa nasal, mucosa oral, língua, TGI, via aérea superior e SNC. Principal manifestação clínica é a epistaxe! Em mais de 90% dos casos. Muito severa, pode requerer várias transfusões sanguíneas. A epistaxe é causada pelo turbilhonamento do ar + ressecamento da mucosa + fragilidade dos vasos teleangiectásicos. Todo paciente pode apresentar hemorragia digestiva e cerebral. Qual o manejo de uma epistaxe aguda? 1. Assegurar permeabilidade da via aérea e estabilidade hemodinâmica. 2. Posicionar o paciente sentado e limpar a cavidade. 3. Determinar o local de sangramento. 4. Terminar a história clínica e exame físico. Como localizar o local do sangramento? Sangramento Anterior: Epistaxe 5 Mais em crianças (trauma digital) e sangramentos espontâneos em adultos. Geralmente na Área de Kisselbach. Normalmente de origem venosa. Normalmente para com digitopressão (na base do nariz). 80% das epistaxes. Sangramento Posterior: Mais em idosos (presença de vasculopatia, aterosclerose, HAS). Geralmente no septo posterior ou na parede lateral. Normalmente de origem arterial (a. esfenopalatina). MUITO SANGUE!!! Enche vários copos. Enche uma bacia. Paciente com hematêmese. Como tratar? Epistaxe Anterior: Gelo em dorso nasal. Compressão digital (na base do nariz) por 5-10 minutos. Cauterização Química (nitrato de prata ou ácido tricloroacético) ou Elétrica (mono ou bipolar). Não usada em epistaxe ativa? - Livro diz isso. Usa algodão com lidocaína + adrenalina antes do procedimento (exceto em hipertensos). Tamponamento anterior. Quais os cuidados após cauterização (tanto química quanto elétrica)? Não manipular o local. Não assoar o nariz. Espirrar com a boca aberta. Epistaxe 6 Evitar esforço físico por 7 dias. Elevar a cabeceira. Evitar salicilatos e AINEs. Usar creme lubrificante. Evitar tabagismo. Quando e como fazer o tamponamento anterior? Quando todas as outras medidas falharam. Sempre fazer analgesia local e antibióticos sistêmicos (amoxicilina ou cefalosporina de 1ª geração). Remoção em 24-48 horas. Caso falhe, pode ser feito o tamponamento posterior. Epistaxe Posterior: Tamponamento Posterior + Anterior (sempre os dois juntos). Epistaxe 7 Como é feito? Idealmente é feito no centro cirúrgico. Fica localizado firmemente na cavidade nasal posterior contra o septo. Não deve encher a nasofaringe nem deprimir o palato mole → Aumenta muito o desconforto e obstrui a via aérea nasal contralateral. Sempre fazer antibióticos sistêmicos, analgesia e sedação. Paciente fica internado, a remoção ocorre em 3-5 dias. Como fazer: Epistaxe 8 Epistaxe 9 Também pode ser usado... O que são as epistaxes severas? Sangramentos que não resolveram com o tamponamento posterior + anterior. O que fazer? Depende do local em que está sangrando: Cauterização/Ligadura da A. Esfenopalatina. Ligadura da A. Maxilar Interna. Ligadura da A. Carótida Externa. Ligadura das AA. Etmoidais. Embolização arterial. Epistaxe 10 FONTE: Aula (https://www.youtube.com/watch?v=ggx0LqklsqA). Livro de Otorrino para Graduação. https://www.youtube.com/watch?v=ggx0LqklsqA