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Ensino édio 2025 Ciências da Natureza e suas Tecnologias Biologia 3°ANO Caderno do(a) Estudante - 3º Bimestre GOVERNO DIFERENTE ESTADO EFICIENTE ESCOLA DE FORMAÇÃO E DESENVOLVIMENTO PROFISSIONAL E DE EDUCADORES 2 Escola de Formação e Desenvolvimento Profissional de Educadores Av. Amazonas, 5855 - Gameleira, Belo Horizonte - MG Governador do Estado de Minas Gerais Romeu Zema Neto Vice-Governador do Estado de Minas Gerais Mateus Simões de Almeida Secretário de Estado de Educação Igor de Alvarenga Oliveira Icassatti Rojas Secretária Adjunta Fernanda de Siqueira Neves Subsecretaria de Desenvolvimento da Educação Básica Kellen Silva Senra Superintendente da Escola de Formação e Desenvolvimento Profissional e de Educadores Graziela Santos Trindade Diretor da Coordenadoria de Ensino da Escola de Formação e Desenvolvimento Profissional e de Educadores Tiago Vieira Lima Alves Produção de Conteúdo Professores Formadores da Escola de Formação e Desenvolvimento Profissional e de Educadores Revisão Professores Formadores da Escola de Formação e Desenvolvimento Profissional e de Educadores 3 Olá, estudante! Convidamos você a conhecer e utilizar os Cadernos MAPA. Esse material foi elaborado com todo carinho para que você possa realizar atividades interessantes e desafiadoras na sala de aula ou em casa. As atividades propostas estimulam as competências como: organização, empatia, foco, interesse artístico, imaginação criativa, entre outras, para que possa seguir aprendendo e atuando como estudante protagonista. Significa proporcionar uma base sóli- da para que você mobilize, articule e coloque em prática conhecimentos, valores, atitudes e habilidades importantes na relação com os outros e consigo mesmo(a) para o enfrentamen- to de desafios, de maneira criativa e construtiva. Ficou curioso(a) para saber que convite é esse que estamos fazendo para você? Então não perca tempo e comece agora mesmo a realizar essa aventura pedagógica pelas atividades. Bons estudos! 4 Sumário BIOLOGIA TEMA DE ESTUDO: Biologia Reprodutiva – diferenciação do sistema genital e desenvolvimento dos caracteres sexuais secundários. .................................... 5 REFERÊNCIAS ........................................................................................ 15 TEMA DE ESTUDO: Planejamento familiar e ISTs. ..................................... 16 REFERÊNCIAS ........................................................................................ 29 5 SEQUÊNCIA DIDÁTICA ANO LETIVO 2025 ÁREA DE CONHECIMENTO Ciências da Natureza e suas Tecnologias COMPONENTE CURRICULAR Biologia ANO DE ESCOLARIDADE 3º Ano REFERÊNCIA Ensino Médio TEMA DE ESTUDO: Biologia Reprodutiva – diferenciação do sistema genital e desenvolvi- mento dos caracteres sexuais secundários. Olá estudante! Você já parou para pensar o que faz com que os seres vivos se diferenciem em sexo masculino e feminino? Pense num bebê recém nascido de fralda, sem nenhuma pulseira de identificação ou adorno que possa ser associado à representação de ser menina ou menina: é possível saber o sexo biológico desse bebê sem ver a sua genitália? Sabemos que não! Apenas quando a puberdade iniciar e aparecerem os caracteres sexuais secundários é que novas características ficarão mais nítida e facilitarão essa distinção. Nesse material aprenderemos como e quando ocorrem as principais modificações que determinarão o sexo biológico dos seres humanos. Vamos começar pela diferença entre MITOSE e MEIOSE. A mitose é responsável pela reprodução celular, que garante, por exemplo, o crescimento do organismo e a reposição de tecidos, sendo uma divisão que sempre resulta em duas células filhas geneticamente idênticas à célula mãe, como clones com o mesmo material genético. Se você observar a superfície da sua pele ao microscópio, verá que é uma região de intensa divisão celular para repor o tecido, com muitas células em processo de mitose. Todas as células do seu epitélio, mesmo aquelas recém formadas na divisão, terão a quantidade completa de DNA do cariótipo humano: 46 cromossomos (células 2n). Já a meiose ocorre nos órgãos reprodutores e é chamada de GAMETOGÊNESE, produzindo células germinativas haploides (células n), essenciais para a reprodução sexual. A fusão de dois gametas haploides durante a fecundação restabelece a diploidia da espécie, formando uma célula inicial com 46 cromossomos. Na imagem a seguir um esquema demonstra esses dois processos de divisão celular. 6 Imagem 1: Divisão celular - mitose e meiose Fonte: Todo Estudo [2025]. O processo de gametogênese é considerado a primeira fase da reprodução sexuada e ocorre no interior das gônadas (testículo e ovário). No sexo masculino, este processo é denominando espermatogênese e no sexo feminino de ovogênese ou oogênese. A ovogênese pode ser dividida em três etapas básicas: multiplicação, crescimento e maturação. Ö Fase de multiplicação: ocorrem sucessivas mitoses nas células precursoras dos gametas femininos, chamadas de ovogônias (2n). Essas divisões, que acontecem no epitélio germinativo do ovário, ocorrem no início da fase fetal, indo aproximadamente até o terceiro mês de vida. Ö Fase de crescimento: No período de crescimento, as ovogônias começam a acumular substância de reserva (vitelo) e aumentam em volume. Nessa etapa, elas passam a ser chamadas de ovócitos primários ou ovócitos I (2n). Ö Fase de maturação: No período de maturação, ainda no útero da mãe, inicia-se o processo de meiose, porém este não se completa e os ovócitos primários estacionam na prófase I. A meiose continuará apenas após estimulação do hormônio FSH (hormônio estimulante do folículo), que ocorre na puberdade. 7 Imagem 2: gametogênese feminina Fonte: Oliveira (2016). 8 Já no indivíduo biologicamente do sexo masculino, durante a fase embrionária, formam-se células germinativas que, nos testículos maduros (puberdade), dão origem a espermatogônias após passarem pelo processo de mitose. As espermatogônias podem dividir-se e dar origem a outras espermatogônias (espermatogônias do tipo A) ou se dividirem e tornarem- se espermatogônias do tipo B. As espermatogônias do tipo B dividem-se também por mitose e dão origem ao espermatócito primário. Assim como ocorre na ovogênese, o processo pode ser dividido em três etapas: multiplicação, crescimento e maturação. Na multiplicação, temos o aumento do número das espermatogônias. No crescimento, temos a formação dos espermatócitos primários. Na etapa de maturação, temos a ocorrência da meiose e a consequente formação das espermátides. Na puberdade, a liberação da testosterona pelos testículos garantirá o surgimento das características sexuais masculinas e a maturação e liberação dos espermatozóides. Imagem 3: etapas da espermatogênese Fonte: Biologia Net [2025].. Desse modo, nossos gametas (espermatozoides e óvulos) sempre terão 23 cromossomos cada um e formação um zigoto (óvulo fecundado pelo espermatozoide) com 46 cromossomos. Se o último par desses 46 cromossomos, os chamados cromossomos sexuais forem XX, o indivíduo será do sexo feminino, se for XY, o indivíduo será do sexo masculino. É importante lembrar que, como os óvulos são produzidos pelos indivíduos do sexo feminino que tem apenas o cromossomo X no par de cromossomos sexuais, a variação do sexo do embrião dependerá do espermatozoide. Se ele tiver o cromossomo sexual X, o embrião formado será XX, portanto, do sexo feminino. Se ele tiver o cromossomo sexual Y, o embrião formado será XY, portanto, do sexo masculino. 9 Imagem 4: cromossomos sexuais Fonte: SPDM [2025]. Mas como os cromossomos X e Y podem determinar o sexo do indivíduo? Independentemente dos cromossomos sexuais serem XX ou XY, os embriões, inicialmente, apresentam gônadas bipotenciais, constituídas pelos cordões sexuais (formados de tecido conjuntivo e células germinativas primordiais), sendo reconhecidas na gônada a região cortical e a região medular. Além dasgônadas observa-se também dois conjuntos de ductos: os canais de Wolff (também chamados de mesonéfricos) e os de Müller (ou paramesonéfricos) e a genitália externa indiferenciada. A diferenciação sexual depende da presença ou ausência do gene SRY (região determinante do sexo do cromossomo Y). O gene SRY foi descrito na década de 1990, ele codifica uma proteína que atua como fator de transcrição. Na presença do gene SRY funcional, a gônada bipotencial se desenvolverá em testículo e o embrião se tornará biologicamente do sexo masculino. Na ausência do gene SRY e sob controle de outros genes do cromossomo X, as gônadas se desenvolverão em ovários e o embrião se tornará do sexo feminino. Ou seja, até o seu desenvolvimento fetal completo, vários processos ocorrerão para a definição de seu sexo biológico ainda na gestação. Podemos dividir esse processo em 3 etapas: 1 - SEXO GENÉTICO 2 - SEXO GONADAL 3 - SEXO FENOTÍPICO Determinado no momento da fecundação, onde no zigoto estão presentes os cromossomos sexuais XY (masculino) ou XX (feminino). Diferenciação, ainda na gestação, da gônada em testículo ou ovário. Após a diferenciação gonadal em testículo ou ovário, será evidenciado no período fetal as características masculinas e femininas do trato genital e genitália externa. Então, de acordo com a Biologia, só existe sexo feminino e masculino? Bom, a Biologia tem diversas variações naturais que chamamos de diversidade sexual. Em alguns casos, os indivíduos podem ter uma diferença importante na definição do seu sexo genético, podendo apresentar situações diferentes no par cromossômico. Dois exemplos importantes 10 dessa situação são a Síndrome de Klinefelter e a Síndrome de Turner. Muitas pessoas que têm situações como essas síndromes passam a vida inteira sem diagnóstico e sofrem com as consequências físicas, emocionais e os preconceitos em relação aos seus corpos relativamente diferentes. Entre as características que podemos citar como exemplo estão: Ö Síndrome de Klinefelter: ocorre em 1 a cada 600 meninos. O par de cromossomos sexuais é, na verdade, composto por 1 cromossomo a mais, XXY) – Por possuir dois cromossomos X e um cromossomo Y, o indivíduo é do sexo masculino, mas apresenta órgãos sexuais pouco desenvolvidos, ausência de espermatozoides, mama desenvolvida e corpo parecido com o feminino. Ö Síndrome de Turner: ocorre em 1 a cada 2.500 meninas nascidas. A menina possui um cromossomo a menos no par sexual, sendo o total de cromossomos de suas células 45, e a representação de seu par de cromossomos sexuais X0) – Indivíduos possuem apenas um cromossomo X (monossomia) e características femininas. São mulheres geralmente estéreis, baixas, com mamas pouco desenvolvidas, ovários atrofiados e pescoço alargado na base (pescoço alado). Há várias outras situações que servem de exemplo para ilustrar as variações naturais. Você já estudou Endocrinologia e como os hormônios são importantes para o funcionamento do nosso organismo. Agora estamos estudando, também, como eles afetam o desenvolvimento do nosso organismo em relação às características sexuais e a expressão da nossa sexualidade. Vamos conhecer um pouco dos impactos dessas variações com a leitura do trecho da reportagem a seguir: Texto 1: É dessa forma que Mayara Araújo Dias Carlos, 29, descreve sua condição genética rara: ela tem a síndrome de insensibilidade androgênica, também conhecida como síndrome de Morris, em que a mulher nasce com a formação cromossômica que determina o sexo como 46XY (masculino), ao invés de 46XX (feminino). "Eu nasci sem útero, sem ovários. No lugar dos ovários, tinha testículos internos [não perceptíveis]. Por fora, me desenvolvi como uma mulher normalmente, mas, por dentro, o sistema reprodutor era masculino.” 11 Para que se forme alguém com fenótipo (características externas) masculino, é preciso ter testículos e produção de testosterona, mas só isso não basta. É necessário, ainda, que o corpo tenha também um receptor para a testosterona em funcionamento — o que não ocorre com pessoas que têm a síndrome, explica Ubirajara Barroso Jr., urologista chefe da divisão de cirurgia urológica do Hospital da Universidade Federal da Bahia. "No caso da insensibilidade androgênica, existe a testosterona, só que o receptor não é sensível", explica Ubirajara Barroso Jr. “Como não há sensibilidade, a testosterona não tem efeito e, se ela não tem efeito, tudo aquilo que deriva dela não vai existir, como o pênis. Se não se forma o pênis, se forma a vagina. [Na síndrome] A aparência, o fenótipo é feminino, mas a formação cromossômica é masculina.” Fonte: Spacca (2024). Observe que a pessoa narrando sua história – Mayara – é biologicamente do sexo masculino, possui células com cromossomos sexuais XY, mas, por causa de um receptor de testosterona ausente, se desenvolveu com características femininas. Hoje, Mayara sabe seu real sexo biológico e optou por se manter com o sexo que se identifica, como mulher. O sexo feminino, nesse caso, é a identidade de gênero com o qual Mayara se identifica. Vamos conhecer um pouco mais sobre esse termo com esse informativo da Defensoria Pública do RS: 12 SEXO BIOLÓGICO Classificação biológica das pessoas como machos ou fêmeas típicos ou, ainda, estados intersexos. Baseia- se em características orgânicas como cromossomos, níveis hormonais, anatomia sexual, órgãos reprodutivos e genitais. Pessoas intersexo têm características sexuais congênitas que não se enquadram nas normas médicas e sociais para corpos tidos como femininos ou masculinos e que criam riscos ou experiências de estigma, de discriminação e de ódio. IDENTIDADE DE GÊNERO Gênero com o qual uma pessoa se identifica, que pode ou não concordar com o gênero atribuído em seu nascimento. Difere-se da sexualidade da pessoa. Identidade de gênero e orientação sexual são dimensões diferentes e que não se confundem. Pessoas trans podem ser heterossexuais, lésbicas, gays ou bissexuais, da mesma forma que pessoas cisgênero. ORIENTAÇÃO SEXUAL Refere-se à atração afetivo-sexual por alguém de algum(ns) gênero(s). Uma dimensão não depende da outra. Não há uma norma de orientação sexual em função da identidade de gênero das pessoas. Assim, nem todo homem ou mulher é “naturalmente” heterossexual. Fonte: Defensoria Pública do estado do RS (2022). Agora que você conheceu um pouco mais sobre o tema, fica claro que mesmo se considerarmos apenas os aspectos biológicos como o sexo definido pelos cromossomos e nossas gônadas, teríamos uma variedade de situações que não cabem julgamento ou preconceito. E, muito além daquilo que nossa anatomia e nossa fisiologia comandam, temos as muitas nuances psicológicas, as vivências e questões que a medicina ainda busca compreender e que impactam diretamente na sexualidade humana e fazem parte da natureza humana. Você, estudante, que iniciou a puberdade há alguns anos, está vivenciando um período muito importante para a sexualidade, pois é quando descobrimos e vivenciamos nossas escolhas amorosas e sexuais e nos reconhecemos como sujeitos sexuados no mundo. Nessa fase, reconhecemos nossa identidade pessoal, assumindo nossos desejos e nos preparamos para a vida adulta no que diz respeito à independência emocional e afetiva. É normal ter muitas dúvidas e curiosidades, mas se ampare em sua família e seus professores, busque fontes seguras de informações, em sites confiáveis. Acolha seus colegas e lembre-se sempre que a sua sexualidade é um fenômeno que vai além do orgânico, pois se desenvolve num contexto social e histórico que influencia diretamente naquilo que acreditamos ser o mais correto, funcional ou saudável. Se informar e aprender sobre seu corpo e as diversidades a sua volta são passos fundamentais nesse momento para que você se torne um adulto responsável e esclarecido. 13 ATIVIDADES 1. Observe o título e a descrição do conteúdo de uma reportagem e o trecho da pesquisa a seguir.Considere que as siglas mencionadas (LGBTQIA+ e ALGBT) se referem às variadas expressões de gênero da sexualidade humana, podendo variar de acordo com os grupos que divulgam as informações, mas tendo a mesma finalidade de incluir todas as pessoas, independente da sua sexualidade. “O percentual de brasileiros adultos que se declaram assexuais, lésbicas, gays, bissexuais e transgênero é de 12%, ou cerca de 19 milhões de pessoas, levando- se em conta os dados populacionais do IBGE. “ STARIOLO, Malena. Levantamento quantitativo pioneiro na América Latina mapeia comunidade ALGBT no Brasil. Jornal da Unesp, 24 out. 2022. Com base na leitura que você fez do material até aqui e das informações acima, marque a alternativa correta: A) Como só existe na Biologia o sexo masculino e feminino, não faz sentido o governo se envolver com políticas públicas para inclusão de pessoas de gêneros além desses. B) As pessoas que não se identificam nos gêneros masculino e feminino de acordo com o sexo biológico que nasceram correspondem a menos de 1 a cada 10 pessoas no Brasil. C) Para ser considerada uma pessoa de comunidade LGBTQI+ ou ALGBT, a pessoa precisa ter nascido com alguma anomalia cromossômica ou da anatomia das gônadas. D) Todo homem e toda mulher nasce e cresce com orientação heterossexual. E) Políticas públicas que alcancem pessoas que não se identificam nas definições de gênero de acordo com seu sexo biológico é urgente para garantir a inclusão dessa expressiva parte da população que convive com preconceito e violência constantes. 2. Por que a meiose é o processo de divisão celular fundamental para a formação dos gametas? Explique. 3. Existem anomalias relacionadas aos cromossomos sexuais na espécie humana; em uma delas, observada apenas em mulheres, a pessoa apresenta baixa estatura, esterilidade e, em alguns casos, pescoço muito curto e largo. Assinale a alternativa que apresenta a denominação dessa síndrome e qual a situação dos cromossomos sexuais: 14 A) Síndrome de Morgan, cromossomos sexuais XXX. B) Síndrome de Turner, cromossomos sexuais X0. C) Síndrome de Klinefelter, cromossomos sexuais XXY. D) Síndrome de Patau, cromossomos sexuais XY. E) Síndrome de Down, cromossomos sexuais XX. 4. (Enem 2013) - Tenho 44 anos e presenciei uma transformação impressionante na condição de homens e mulheres gays nos Estados Unidos. Quando nasci, relações homossexuais eram ilegais em todos os Estados Unidos, menos Illinois. Gays e lésbicas não podiam trabalhar no governo federal. Não havia nenhum político abertamente gay. Alguns homossexuais não assumidos ocupavam posições de poder, mas a tendência era eles tormarem as coisas ainda piores para seus semelhantes. ROSS, A. Na máquina do tempo. Época, ed. 766, 28 jan. 2013. A dimensão política da transformação sugerida no texto teve como condição necessária a: A) ampliação da noção de cidadania. B) reformulação de concepções religiosas. C) manutenção de ideologias conservadoras. D) implantação de cotas nas listas partidárias. E) alteração da composição étnica da população. 5. (Enem 2017) - No Brasil, assim como em vários outros países, os modernos movimentos LGBT representam um desafio às formas de condenação e perseguição social contra desejos e comportamentos sexuais anticonvencionais associados à vergonha, imoralidade, pecado, degeneração, doença. Falar do movimento LGBT implica, portanto, chamar a atenção para a sexualidade como fonte de estigmas, intolerância, opressão. SIMÕES, J. Homossexualidade e movimento LGBT: estigma, diversidade e cidadania. In: BOTELHO, A.; SCHWARCZ, L. M. Cidadania, um projeto em construção. São Paulo: Claro Enigma, 2012 (adaptado). O movimento social abordado justifica-se pela defesa do direito de A) organização sindical. B) participação partidária. C) manifestação religiosa. D formação profissional. E) afirmação identitária. 6. Qual hormônio desencadeia a continuidade da Meiose II dos ovócitos nos ovários? 7. Qual gene garante a diferenciação dos embriões em organismos feminino ou masculino? Como ele atua para que isso aconteça? 15 REFERÊNCIAS BIOLOGIA NET. Espermatogênese. Disponível em: https://www.biologianet.com/ anatomia-fisiologia-animal/espermatogenese.htm. Acesso em: 5 maio 2025. DEFENSORIA PÚBLICA DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL. Cartilha Visibilidade Intersexo. Porto Alegre: DPE/RS, 2022. Disponível em: https://www.defensoria.rs.def.br/ upload/arquivos/202211/29131204-cartilha-visibilidade-intersexo-2-web.pdf . Acesso em: 28 abr. 2025. MINAS GERAIS. Secretaria do Estado de Educação. Currículo Referência de Minas Gerais: Ensino Médio. Escola de Formação e Desenvolvimento Profissional de Educadores de Minas Gerais, Belo Horizonte, 2022. Disponível em: https://acervodenoticias.educacao. mg.gov.br/images/documentos/Curr%C3%ADculo%20Refer%C3%AAncia%20do%20 Ensino%20M%C3%A9dio.pdf. Acesso em: 19 jan. 2025. MINAS GERAIS. Secretaria do Estado de Educação. Plano de Curso: ensino médio. Escola de Formação e Desenvolvimento Profissional de Educadores de Minas Gerais, Belo Horizonte, 2024. Disponível em: https://curriculoreferencia.educacao.mg.gov.br/index. php/plano-de-cursos-crmg. Acesso em: 19 jan. 2025. MORAIS, M.M. Sistema reprodutor humano I. Direção: Se Liga na Educação/Secretaria De Estado De Educação De Minas Gerais. Belo Horizonte - MG: Rede Minas, 2024. Disponível em: https://drive.google.com/file/d/1e1OUud9lXeCfIpKHuYJopf1Lw9pMDums/ view?usp=drive_link. Acesso em 30 abr. 2025. MORAIS, M.M. Estratégias de abordagem: puberdade, sexualidade e higiene pessoal. Direção: Se Liga na Educação/Secretaria De Estado De Educação De Minas Gerais. Belo Horizonte - MG: Rede Minas, 2024. Disponível em: https://drive.google.com/file/d/1C45J5i dHdliIh6cTOtRekkjN6NxXylq5/view. Acesso em 30 abr. 2025. OLIVEIRA, Marcos André. Ciclo menstrual. Marcos André Bio Online, 20 abr. 2016. Disponível em: https://marcosandrebioonline.wordpress.com/2016/04/20/ciclo-menstrual/. Acesso em: 5 maio 2025. SPACCA, L. Nasci mulher por fora e homem por dentro, com vagina e testículos. VivaBem, UOL, 04 set. 2024. Disponível em: https://www.uol.com.br/vivabem/noticias/ redacao/2024/09/04/nasci-mulher-por-fora-e-homem-por-dentro.htm. Acesso em 28 abr. 2025. SPDM – ASSOCIAÇÃO PAULISTA PARA O DESENVOLVIMENTO DA MEDICINA. Sabendo o sexo do bebê antes do parto. Disponível em: https://spdm.org.br/blogs/reproducao- humana/62sabendo-o-sexo-do-bebe-antes-do-parto/. Acesso em: 5 maio 2025. TODO ESTUDO. Mitose e meiose. Disponível em: https://www.todoestudo.com.br/ biologia/mitose-e-meiose. Acesso em: 5 maio 2025. USP. Redução do uso de preservativos entre os jovens tem relação direta com aumento das ISTs. Jornal da USP, 22 maio 2024. Disponível em: https://jornal.usp.br/radio-usp/ reducao-do-uso-de-preservativos-entre-os-jovens-tem-relacao-direta-com-aumento-das- ists/ . Acesso em: 28 abr. 2025. https://www.biologianet.com/anatomia-fisiologia-animal/espermatogenese.htm https://www.biologianet.com/anatomia-fisiologia-animal/espermatogenese.htm https://www.biologianet.com/anatomia-fisiologia-animal/espermatogenese.htm https://www.defensoria.rs.def.br/upload/arquivos/202211/29131204-cartilha-visibilidade-intersexo-2-web.pdf https://www.defensoria.rs.def.br/upload/arquivos/202211/29131204-cartilha-visibilidade-intersexo-2-web.pdf https://www.defensoria.rs.def.br/upload/arquivos/202211/29131204-cartilha-visibilidade-intersexo-2-web.pdf https://curriculoreferencia.educacao.mg.gov.br/index.php/plano-de-cursos-crmg https://curriculoreferencia.educacao.mg.gov.br/index.php/plano-de-cursos-crmg https://drive.google.com/file/d/1e1OUud9lXeCfIpKHuYJopf1Lw9pMDums/view?usp=drive_link https://drive.google.com/file/d/1e1OUud9lXeCfIpKHuYJopf1Lw9pMDums/view?usp=drive_link https://drive.google.com/file/d/1e1OUud9lXeCfIpKHuYJopf1Lw9pMDums/view?usp=drive_link https://drive.google.com/file/d/1C45J5idHdliIh6cTOtRekkjN6NxXylq5/view https://drive.google.com/file/d/1C45J5idHdliIh6cTOtRekkjN6NxXylq5/view https://drive.google.com/file/d/1C45J5idHdliIh6cTOtRekkjN6NxXylq5/viewhttps://marcosandrebioonline.wordpress.com/2016/04/20/ciclo-menstrual/ https://marcosandrebioonline.wordpress.com/2016/04/20/ciclo-menstrual/ https://www.uol.com.br/vivabem/noticias/redacao/2024/09/04/nasci-mulher-por-fora-e-homem-por-dentro.htm https://www.uol.com.br/vivabem/noticias/redacao/2024/09/04/nasci-mulher-por-fora-e-homem-por-dentro.htm https://www.uol.com.br/vivabem/noticias/redacao/2024/09/04/nasci-mulher-por-fora-e-homem-por-dentro.htm https://spdm.org.br/blogs/reproducao-humana/62sabendo-o-sexo-do-bebe-antes-do-parto/ https://spdm.org.br/blogs/reproducao-humana/62sabendo-o-sexo-do-bebe-antes-do-parto/ https://spdm.org.br/blogs/reproducao-humana/62sabendo-o-sexo-do-bebe-antes-do-parto/ https://www.todoestudo.com.br/biologia/mitose-e-meiose https://www.todoestudo.com.br/biologia/mitose-e-meiose https://www.todoestudo.com.br/biologia/mitose-e-meiose https://jornal.usp.br/radio-usp/reducao-do-uso-de-preservativos-entre-os-jovens-tem-relacao-direta-com-aumento-das-ists/ https://jornal.usp.br/radio-usp/reducao-do-uso-de-preservativos-entre-os-jovens-tem-relacao-direta-com-aumento-das-ists/ https://jornal.usp.br/radio-usp/reducao-do-uso-de-preservativos-entre-os-jovens-tem-relacao-direta-com-aumento-das-ists/ https://jornal.usp.br/radio-usp/reducao-do-uso-de-preservativos-entre-os-jovens-tem-relacao-direta-com-aumento-das-ists/ 16 TEMA DE ESTUDO: Planejamento familiar e ISTs. Olá estudantes! Vamos conhecer melhor o corpo e a fisiologia do seu organismo e compreender porque é tão necessário que, no ambiente da escola, possamos falar abertamente sobre as temáticas de sexualidade, Infecções Sexualmente Transmissíveis – ISTs e gravidez precoce. Só para você conhecer um pouco dos dados a respeito da temática, observe as estatísticas a seguir: De acordo com os dados da Pesquisa Nacional de Saúde Escolar – PENSE (2019) entre os escolares de 13 a 15 anos, 24,3% já tiveram relação sexual alguma vez, enquanto no grupo etário de 16 a 17 anos o percentual mais que dobrou (55,8%), sendo que mais da metade dos estudantes dessa faixa etária afirma não ter usado camisinha na última relação sexual. Além disso, 95% da população de 9 a 17 anos é usuária de internet no país, sendo que 18% dos meninos, entre 9 e 17 anos, acessaram imagem ou vídeo de conteúdo sexual na internet; 20% deles receberam mensagens de conteúdo sexual; e 13% das meninas, entre 9 e 17 anos, já receberam pedido para enviarem fotos ou vídeos íntimos (CETIC, 2024). O outro ponto fundamental se refere à gestação na adolescência: por dia, 1.043 adolescentes se tornam mães no Brasil, sendo que, a cada hora, 44 bebês nascem de mães adolescentes (EBSERH, 2023). Para que você tenha segurança e autoconhecimento, vamos trabalhar a anatomia e fisiologia do sistema reprodutor humano, bem como as informações sobre ISTs e métodos anticoncepcionais. Vamos lá! Como vimos em nosso último roteiro de estudos, nas primeiras semanas de gestação os embriões não possuem a distinção de feminino/masculino, dependendo da expressão do gene SRY, presente apenas no cromossomo sexual Y, para que surjam características da genitália masculina. Se não há o gene, como é o caso das meninas com os cromossomos sexuais XX, a genitália vai se desenvolver feminina. Algumas variações podem ocorrer nesse processo, seja por haver cromossomos sexuais a mais ou questões fisiológicas que afetem em algum ponto, o desenvolvimento da genitália, sendo todas essas condições naturais em nossa espécie. Para entendermos melhor como a origem das genitálias é comum em ambos os sexos biológicos, observe a figura a seguir, que apresenta o processo de diferenciação das genitálias masculina e feminina no início da gestação: Imagem 1: Diferenciação das genitálias masculinas e femininas Fonte: Marcuzzo [2025]. 17 Por volta da 16ª semana de gestação, a genitália externa do feto é bem visível e já permite ao médico que faz a ultrassonografia da gestante identificar o sexo biológico da criança. No entanto, como vimos no último roteiro de estudo, podem haver situações que a genitália não condiz com o sexo biológico ou que a pessoa atinja a puberdade sem se identificar com o sexo biológico aparente em seu corpo. Para fins de estudo, adotaremos aqui imagens anatômicas que refletem genitálias masculinas e femininas, mas lembre-se se conhecer e compreender a sexualidade humana nas suas vertentes biológica, de gênero e de orientação sexual. O Sistema Reprodutor Masculino é composto por órgãos externos e internos, responsáveis pela reprodução e pela eliminação da urina. Órgãos Externos Ö Pênis: órgão copulador, por onde passam o sêmen e a urina através da uretra. É formado por tecidos eréteis que se enchem de sangue durante a ereção. Ö Escroto: bolsa de pele que abriga e protege os testículos, além de manter a temperatura ideal para a espermatogênese. Órgãos Internos Ö Testículos: glândulas responsáveis pela produção de espermatozoides e do hormônio testosterona. Ö Epidídimo: localizado sobre cada testículo, é onde os espermatozoides amadurecem e são armazenados temporariamente. Ö Ductos deferentes: canais que transportam os espermatozoides do epidídimo até a uretra. Ö Vesículas seminais: glândulas que produzem parte do líquido seminal, rico em nutrientes que sustentam os espermatozoides. Ö Próstata: glândula que secreta um fluido levemente alcalino que compõe o sêmen, auxiliando na mobilidade dos espermatozoides. Ö Glândulas bulbouretrais (ou de Cowper): produzem uma secreção que lubrifica a uretra e neutraliza resíduos de urina antes da ejaculação. Ö Uretra: canal que atravessa o pênis e conduz o sêmen e a urina para fora do corpo (nunca ao mesmo tempo). 18 Imagem 2: sistema reprodutor masculino Fonte: Todo Estudo [2025]. O Sistema Reprodutor Feminino compreende um conjunto de órgãos encontrados em mulheres ou indivíduos designados como mulheres ao nascer. Esses órgãos estão divididos em internos, que incluem os ovários, as tubas uterinas, o útero e a vagina, e externos, representados pela genitália externa ou vulva. Eles desempenham funções relacionadas à reprodução e à regulação dos hormônios sexuais. Imagem 3: sistema reprodutor feminino Fonte: Flores [2025]. 19 Órgãos internos: Ö Os ovários são responsáveis pela produção de óvulos e hormônios sexuais femininos, como estrogênio e progesterona. Ö As tubas uterinas auxiliam no transporte dos óvulos entre os ovários e o útero. Ö A vagina é um canal de parto e também está envolvida nas relações sexuais. Órgãos Externos Ö Clitóris: Essa estrutura é constituída por tecido erétil e possui uma alta concentração de terminações nervosas, tornando-a extremamente sensível à estimulação. O clitóris e o pênis são estruturas homólogas em termos de origem embrionária e histológica, desempenhando um papel significativo no prazer sexual. Ö Pequenos lábios: Também conhecidos como lábios menores, essas estruturas formam duas dobras que delimitam a região onde se localizam as aberturas da vagina e uretra. Desprovidos de pelos, os pequenos lábios podem variar em tamanho, forma e cor de uma pessoa para outra. Ö Grandes lábios: Conhecidos como lábios maiores, essas estruturas constituem as dobras externas de pele da genitália feminina e parcialmente cobrem os pequenos lábios. Com uma quantidade significativa de tecido adiposo, a superfície externa dos grandes lábios apresenta pelos. Eles circundam a vulva e contribuem para a proteção das demais estruturas na região. Ö Vestíbulo: Essa fenda ou região, localizada entre os pequenos lábios, engloba as aberturas vaginal e uretral. É crucial ressaltar que a abertura vaginal é por onde o bebê nasce durante o parto e a menstruação é eliminada, sendo também o local de penetração do pênis durante uma relação sexual. A abertura uretral, por sua vez, é o local de eliminação da urina. No vestíbulo, ainda se encontram as glândulas de Bartholin, responsáveis pela lubrificação vaginal. Ciclo Menstrual Ao contrário doorganismo masculino que produz espermatozóides continuamente, o organismo feminino humano depende de um ciclo hormonal complexo para produzir um óvulo e permitir as chances de uma gestação. A cada ciclo menstrual, o sistema endócrino atual, iniciando com o hipotálamo liberando o hormônio liberador de gonadotrofina (GnRH), que estimula a hipófise a produzir dois hormônios: o hormônio folículo-estimulante (FSH) e o hormônio luteinizante (LH). O FSH promove o amadurecimento dos folículos ovarianos, enquanto o LH desencadeia a ovulação. Após a ovulação, o folículo rompido se transforma no corpo lúteo, que passa a produzir progesterona e estrogênio, hormônios responsáveis por preparar e manter o endométrio (revestimento do útero) para uma possível implantação do embrião. Caso não ocorra fecundação, os níveis hormonais caem, levando à menstruação e ao reinício do ciclo. Observe o gráfico que representa essa flutuação hormonal ao longo do ciclo e o fluxograma dos acontecimentos mais importantes: 20 Imagem 4: Ciclo menstrual Fonte: Wikimedia Commons (2014). Imagem 5: Etapas do ciclo menstrual Fonte: OPAS [2025]. 21 O ciclo menstrual, regulado pelo sistema endócrino, é fundamental para a reprodução. É frequentemente dividido em três fases: a fase folicular, a ovulação e a fase luteínica ou luteinizante, embora algumas fontes refiram um conjunto diferente de fases: a menstruação, a fase proliferativa e a fase secretora. Os ciclos menstruais contam-se a partir do primeiro dia de hemorragia menstrual. Ao longo do ciclo menstrual, a mulher viverá alterações de humor, aumento e diminuição da retenção de líquido, entre outros sintomas. Para as adolescentes, esse período é ainda mais complexo por exigir adaptação ao regime cíclico do seu organismo e às questões de higiene relacionadas ao sangramento menstrual. Vamos conhecer um pouco mais sobre as opções de absorventes menstruais? Cada método tem vantagens e desvantagens, mas podemos analisar, também, o impacto ambiental que geram e considerar o custo benefício de produtos que podem ser utilizados por muitos anos em comparação com os descartáveis: Imagem 6: absorventes e coletores menstruais Fonte: Schwartz (2024). Os métodos anticoncepcionais Pense sobre as famílias mais antigas, dos seus avós e até mesmo dos seus pais, no número de filhos que tinham nessa época e como hoje isso é diferente para a grande maioria da sociedade atual. Mulheres tinham filhos continuamente, era comum uma família com mais de 10 filhos! Isso ocorria porque os métodos anticoncepcionais eram praticamente inexistentes e os poucos disponíveis eram muito ineficientes. Além do coito interrompido (retirada do pênis do canal vaginal no momento da ejaculação – método muito ineficiente), utilizava-se intestino de animais (como uma camisinha feita com parte do intestino), algodão embebido com alguma substância espermicida e, para as mulheres que conseguiam compreender melhor seus ciclos, o método da tabelinha. Até hoje o coito interrompido é utilizado, apesar de não haver como controlar totalmente a saída de espermatozoides no interior da vagina, já que esses saem antes, durante e 22 depois da ejaculação, o que resulta em muitas gestações indesejadas. Do mesmo modo, a tabelinha se mostra ineficiente, mesmo adicionada de observações extras: antes era considerado apenas o período dos dias de maior risco de ovulação. Hoje outras informações foram inseridas no método, como observar a consistência do muco vaginal. Apesar disso, o método continua muito incerto, pois qualquer mínima alteração, seja, por exemplo, de fatores emocionais ou medicamentosos, afetam a liberação dos hormônios fundamentais para desencadear a ovulação e podem fazer com que ele atrase ou adiante, prejudicando completamente o controle do processo e resultando em gravidez. Atualmente, uma vasta opção de métodos anticoncepcionais está disponível, cada vez mais modernos e aprimorados à necessidade dos usuários. Vamos conhecer melhor os detalhes e a eficácia de cada um deles: Imagem 7: eficácia dos métodos contraceptivos Fonte: Bayer (2025). 23 Tabela 1: Tipos de métodos contraceptivos . Fonte: Morais (2025). 24 Gestação na adolescência A desinformação e a falta de orientação sexual na família e na escola trazem sérios problemas e riscos aos adolescentes que vão além da gravidez não planejada. A evasão escolar, a rejeição familiar, a não realização do pré-natal, o aborto em condições inseguras, o aborto espontâneo, a mortalidade materna e nascimento prematuro estão entre os problemas gerados. Vamos conhecer alguns dados: Imagem 8: Gravidez na adolescência Fonte: Franchini (2012). Além dos riscos para a saúde física e psicológica da mãe adolescente, a gravidez impactará várias outras situações, incluindo a dinâmica familiar e a vida escolar dos pais jovens. Principalmente as meninas tendem a abandonar a escola cedo após uma gestação precoce e isso resulta em um ciclo muito impactante: filhas de mães que engravidaram precocemente tem maior chance de engravidarem durante a adolescência. Pra cuidar de um bebê, os custos são muito altos e é demandada atenção contínua nos anos iniciais de seu desenvolvimento. Os custos estimados com um bebê um ano de idade no Brasil são em torno de R$10.000, a R$16.000! E isso considerando uma criança que nasça saudável e no tempo certo. Para crianças que nascem prematuras ou com alguma comorbidade, situações de maior risco nas gestações na adolescência, esse custo aumenta enormemente. Só para compreendermos o custo mais básico com um bebê, observe a figura a seguir que estima o gasto de fraldas ao longo do primeiro ano de vida de um bebê nascido a termo (no período certo, sem prematuridade). 25 Imagem 9: quantidade de fralda na vida de um bebê Fonte: Microns Store [2025]. Para prevenir a gestação precoce, tanto os meninos como as meninas contam com a doação de camisinhas masculinas e femininas pelo SUS. Além disso, é possível fazer o acompanhamento ginecológico na rede pública e escolher um método anticoncepcional adicional. Adolescência é tempo de aproveitar a liberdade antes da vida adulta, se cuide! ATIVIDADES 1. Escolha 4 métodos anticoncepcionais que você acredita que sejam mais adequados a sua faixa etária e preencha a tabela do modelo a seguir. Nome do método Tipo (barreira/ hormonal) Vantagens Desvantagens Por que você escolheu esse método como opção? 26 2. Com base nos hormônios produzidos e liberados ao longo do ciclo menstrual, elabore uma tabela seguindo o modelo e indique em qual período do ciclo eles estão presentes e se em baixa ou alta concentração. Nome do Hormônio Período do ciclo menstrual Concentração FSH LH Estrogênio Progesterona 3 - A Aids é uma doença que se caracteriza pelo enfraquecimento do sistema imunológico, o que desencadeia o surgimento de doenças oportunistas. Sobre a Aids, marque a alternativa correta: A) A Aids é causada por um vírus chamado de HPV. B) A Aids é transmitida exclusivamente por via sexual. C) A Aids, se tratada precocemente, apresenta 100% de chances de cura. D) O exame para detectar o vírus da Aids é feito por meio da coleta de sangue e não é disponível gratuitamente. E) O uso de medicamentos antirretrovirais ajuda a aumentar a sobrevida dos soropositivos. 4. Qual das seguintes Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs) é causada por uma bactéria e, se não tratada, pode levar à infertilidade e complicações graves de saúde a longo prazo? A) Herpes genital. B) HPV (Papilomavírus Humano). C) Clamídia. D) HIV (Vírus da Imunodeficiência Humana). E) Candidíase. 5. Relacione os métodos contraceptivos com os cenários apropriados, considerando a eficácia e as preferências individuais. Métodos Contraceptivos: I. Camisinha (masculina e feminina). II. Pílula anticoncepcional. III. DIU (Dispositivo Intrauterino). IV. Método de Barreira (como diafragma). 27 Cenários: A) ( ) Joana, uma jovemque não quer se comprometer com um método de longo prazo. B) ( ) Marcos, um casal que busca uma opção de controle de natalidade de baixo custo. C) ( ) Maria, que tem dificuldades em se lembrar de tomar medicamentos diariamente. D) ( ) Carla, uma mulher que teve experiências adversas com hormônios e procura uma opção não hormonal. 6. Luciana tem 15 anos e descobriu que um enjôo matinal era resultado de uma gravidez. Ela teve um único parceiro sexual, Maicon, que alega não ser o pai, já que não ejaculou no canal vaginal de Luciana durante as relações, praticando o chamado coito interrompido. Em função da negativa de Maicon, foi realizado o teste de DNA do bebê que confirmou a paternidade. Explique como é possível Maicon ser o pai da criança mesmo tendo praticado um método anticoncepcional. 7. Júlio procurou por ajuda dos seus pais ao saber que sua namorada, Nataly, estava passando mal constantemente e ele suspeitou que pudesse ser por causa da pílula do dia seguinte. Os pais de Júlio ficaram muito preocupados ao saberem que sempre que Júlio e Nataly mantinham relações sexuais ela fazia uso da pílula. Eles explicaram que a pílula existe para situações emergenciais, que outros métodos podem potencialmente ter falhado, como uma camisinha que se rompe durante o ato sexual. O uso constante coloca a saúde de Nataly em risco, além de haver baixa eficácia da pílula do dia seguinte. Júlio explicou que Nataly é muito esquecida e acabava “pulando” vários comprimidos da cartela da pílula anticoncepcional. Diante desse cenário, qual método anticoncepcional você acredita que os pais de Júlio dariam? Justifique sua resposta. 8. Quando um homem faz vasectomia ou uma mulher faz laqueadura (ligadura das tubas uterinas) estão fazendo cirurgias consideradas métodos anticoncepcionais eficientes e que tem o mesmo princípio. Na mulher, as tubas uterinas ao serem ligadas ou cortadas cirurgicamente, impedem a fecundação do óvulo e posterior chegada no útero para implantação do embrião. No caso da vasectomia, qual a estrutura operada para impedir a passagem do espermatozoide? 9. Qual dos órgãos do sistema reprodutor feminino e do masculino são responsáveis por produzirem os gametas? 10. Maria Eduarda tem 13 anos e começou a menstruar recentemente. Ela não teve informações adequadas sobre a anatomia do sistema reprodutor humano e ainda está aprendendo como seu organismo funciona. Sua mãe a levou em uma consulta ginecológica e foi recomendado para ela o uso do coletor menstrual interno de silicone durante o período da menstruação. Ao ser apresentada ao coletor, Maria Eduarda considerou que seria de difícil uso e afirmou que daria muito trabalho retirar o coletor todas as vezes que fosse urinar, o que fez sua mãe dar uma pequena risada e dizer que ela estava confusa quanto à anatomia do seu corpo. Explique, utilizando um desenho esquemático do sistema reprodutor feminino, por que Maria Eduarda estava equivocada a respeito do uso do coletor. 28 11. Considere as informações que você aprendeu ao longo desse roteiro e marque F (falsa) ou V (verdadeira) nas afirmações a seguir: ( ) Desde o ato da fecundação, já é possível identificar a genitália externa do embrião e saber se é do sexo masculino ou feminino, pois a definição é a nível genético, nos cromossomos sexuais. ( ) O canal vaginal e a uretra são orifícios diferentes, sendo que o canal vaginal é a abertura na qual ocorre a penetração do pênis na relação sexual e a saída de menstruação e do bebê no parto e a uretra é o local de saída de urina. ( ) Um método descartável de higiene pessoal para ser usado durante o ciclo menstrual é o coletor. ( ) Na gestação, o feto se desenvolve dentro da cavidade uterina. ( ) Ao utilizar pílulas anticoncepcionais ou hormônios injetáveis, automaticamente é prevenida a contaminação das ISTs. ( )O sêmen é formado pelo conjunto de secreções que incluem espermatozoides e líquidos liberados pela próstata e pela vesícula seminal. ( ) A gravidez na adolescência não tem riscos para a saúde da mãe e da criança. ( ) O método contraceptivo conhecido como tabelinha é mais eficiente que pílulas anticoncepcionais. ( ) Durante a gestação, o hormônio progesterona fica aumentado, enquanto os demais ficam reduzidos. ( ) O ciclo menstrual é iniciado no primeiro dia de sangramento menstrual e o período provável da ovulação é sempre em torno de 14 dias antes do próximo ciclo ser iniciado. ( ) A presença do cromossomo sexual Y no embrião definirá o desenvolvimento de um organismo do sexo biológico masculino. O gene SRY garantirá que o embrião desenvolva genitália do sexo masculuno, enquanto o embrião apenas com cromossomos sexuais X desenvolverão a genitália do sexo feminino. 29 REFERÊNCIAS BAYER. Como escolher o melhor método contraceptivo. Disponível em: https://www. bayer.com.br/pt/blog/como-escolher-o-melhor-metodo-contraceptivo. Acesso em: 3 maio 2025. BRASIL ESCOLA. Sistema reprodutor feminino: anatomia e funções. 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