Prévia do material em texto
OVOGÊNESE E ESPERMATOGÊNESE – MORFOLOGIA E CONTROLE HORMONAL Profª Drª Grace Anne Vieira Magalhães Ghiotto “A educação é a arma mais poderosa que você pode usar para mudar o mundo.” Nelson Mandela Fonte da imagem: Ao nascer, meninos e meninas apresentam sistema reprodutor formado, com as gônadas e a genitália externa, contudo, sem capacidade de formação de gametas. É necessário que haja células somáticas e germinativas para a formação das gônadas e dos gametas, respectivamente. As gônadas tem função reprodutiva e endócrina. Fonte da imagem: O zigoto XX formará ovários. O zigoto XY formará testículos e se diferenciarão primeiro. XX XY Gametogênese é a diferenciação das células germinativas em espermatozoides e ovócitos secundários. XY Gametogênese 3 fases: ▪ Etapa pré-gonadal ▪ Etapa gonadal ▪ Etapa pós-gonadal Gametogênese 3 fases: ▪ Etapa pré-gonadal ▪ Etapa gonadal ▪ Etapa pós-gonadal • Inicio nas 3 primeiras semanas após a fecundação; • Diferenciação das células germinativas primordiais; • Migração das cels para gônadas em desenvolvimento Gametogênese 3 fases: ▪ Etapa pré-gonadal ▪ Etapa gonadal ▪ Etapa pós-gonadal ▪ Início quando as células germinativas primordiais chegam nas gônadas; ▪ É interrompida ainda dentro do útero. Gametogênese 3 fases: ▪ Etapa pré-gonadal ▪ Etapa gonadal ▪ Etapa pós-gonadal ▪ Espermatogênese e ovogênese Gametogênese retomada na puberdade Gametogênese 3 fases: ▪ Etapa pré-gonadal ▪ Etapa gonadal ▪ Etapa pós-gonadal ▪ Eventos posteriores ao momento em que os gametas em formação deixam as gônadas Gametogênese retomada na puberdade O que é um gameta então? Uma célula diferenciada a partir das células germinativas primordiais e apta a fazer fecundação natural. Gametogênese Meiose para redução do nº total de cromossomos; 2n - n FecundaçãoX Junção de 2 gametas n para formar célula 2n; n - 2n Gametogênese Fecundação finalização da meiose da ovogênese somente ocorre em uma fase avançada da fecundação Gametogênese Pré-gonadal: Células derivadas do epiblasto se diferenciam em células germinativas primordiais (CGP); 2ª semana Migração das CGP para endoderma do saco vitelínico; 3ª semana 4ª semana Início fase gonadal da gametogênese 5ª semana Durante migração fazem mitose ESPERMOGÊNESE GONADAL - EMBRIONÁRIA CGP se diferenciam em espermatogônias; Inicia mitose; Espermatogônias envoltas por células de Sertoli e tecido conjuntivo de preenchimento– até 1º trimestre. GÔNADAS cromossomos sexuais XY Entre os cordões seminíferos: • células somáticas (cels intersticiais ou de Leydig); • fibroblastos (tecido conjuntivo); • Vasos sanguíneos. Cordões Seminíferos (sem lúmem) Durante a puberdade, os níveis de testosterona induzem a reabsorção do tecido conjuntivo e se formam os túbulos seminíferos. Modificações na organização dos testículos. (A) Neonatal e (B) infantil, formados exclusivamente de cordões seminíferos. (C) Pré- puberal tardio, corresponde à transição do testículo imaturo para o testículo adulto, formado tanto por cordões seminíferos como por túbulos seminíferos. (D) Adulto inicial, formado exclusivamente por túbulos seminíferos recém-formados(NAZARI; MULLER, 2011). https://editora.pucrs.br/edipucrs/acessolivre/livros/atlas-de-histologia/gametogenese2.html Para o início da ESPERMATOGÊNESE, além da formação dos túbulos seminíferos, as espermatogônias se proliferam e as células de sustentação – Sertoli, ficam ativas. Fonte da imagem: ESPERMOGÊNESE GONADAL - PUBERDADE Espermatogônias sempre estão nos testículos https://editora.pucrs.br/edipucrs/acessolivre/livros/atlas-de-histologia/gametogenese2.html Mecanismo para garantir estoque de espermatozoides funcionais Nos testículos há vários tipos de espermatogônias, classificadas em espermatogônias do tipo A e B. https://editora.pucrs.br/edipucrs/acessolivre/livros/atlas-de-histologia/gametogenese2.html Espermatogônias do tipo A Escura • Faz mitose • De reserva Parte se diferencia em tipo A Pálida • Faz mitose de alta de frequência Parte se diferencia em tipo B • Faz só MEIOSE para futuros espermatozoides. Parte se diferencia em tipo B • Faz só MEIOSE para futuros espermatozoides. • Na puberdade acontece MEIOSE sequencial e sem interrupções; FASE S ESPERMATOGÔNIA B ESPERMATÓCITO I (Maior célula / maior tempo em prófase I da Meiose I) Espermatócito II • Fase rápida e difícil de encontrar. MEIOSE II Gera 4 espermátides de 1 espermatogônia ESPERMIOGÊNESE Células espermátides vão se modificar morfologicamente, gerando os espermatozoides. Fonte da imagem: ESPERMIOGÊNESE Modificação morfológica: • Redução do volume celular; • Compactação; • Alongamento nuclear; • Formação de vesícula acrossômica; • Bainha mitocondrial Cabeça Colo Cauda Espermiogênese Redução do volume celular • Eliminação do conteúdo citoplasmático em corpos residuais; Compactação nuclear • Troca de histonas por protaminas + DNA (protaminação). Protaminas - Mais afinidade com o DNA do que com as histonas Espermiogênese Alongamento nuclear • Favorecimento da hidrodinâmica; Formação de vesícula acrossômica • Vem do Complexo de Golgi, fica na parte apical da cabeça e vai ajudar a secretar enzimas responsáveis por passar as barreiras do ovócito II. Bainha mitocondrial • Produz bainha com microtúbulos (motilidade) e migração da mitocôndria (energia para mover flagelo) para a base do flagelo Espermiação: •Fim da espermiogênese e classificação dos espermatozoides; •Células rompem ponte citoplasmáticas de as uniam; •Esperma passa do epitélio seminífero para túbulos seminíferos; •Como DNA está compactado por PROTAMINAÇÃO (no lugar das histonas), o espermatozoide não faz transcrição de RNA; •Sem estas secreções que vem da transcrição, o esperma perde viabilidade. Espermiação: •Espermatozoide precisa ser capacitado; •Até aqui, é pouco móvel e não consegue fecundar naturalmente; •A espermatogênese dura 64 dias e gera 200 milhões de espermatozoides por dia TÚBULO SEMINÍFERO DUCTO EFERENTE EPIDÍDIMO Espermatogênese Pós-Gonadal Espermatogênese só se completa com eventos no epidídimo e no sistema reprodutor feminino: maturação epididimária capacitação Etapa necessária para garantir a fertilidade do espermatozoide; Eventos pós-gonadais EPIDÍDIMO CONTROLE HORMONAL MASCULINO Espermatogênese • Desencadeada pela testosterona • Secretada por células de LEYDIG; • Regulada pela inibina; • Produzidas pelas células de SERTOLI CONTROLE HORMONAL MASCULINO • células de SERTOLI Produz • células de Leydig Secreta • Inibina Regula Testosterona CONTROLE HORMONAL MASCULINO Células estimuladas por Hormônios hipofisários • LH – hormônio luteinizante; • FSH – hormônio folículo estimulante Fonte da imagem: HIPÓFISE Sofre influência do hormônio do hipotálamo Liberador de gonadotrofina (GnRH) Testosterona e inibina dão feedback negativo no hipotálamos e hipófise; Testosterona se autoregula - diminui secreção de LH; A inibina deprime a secreção do FSH, afetando as células de Sertoli. A ativina estimula a liberação de FSH; Apoptose nas espermatogônias e espermatócitos primários regula a quantidade de espermatozoides. CONTROLE HORMONAL MASCULINO Células estimuladas por Hormônios hipofisários • LH – hormônio luteinizante; • FSH – hormônio folículo estimulante Oogênese Gonadal - Intrauterino • CGP se diferenciam em ovogônia; • Inicia mitose; • 12 a 20 semanas – entram em meiose I e estaciona em prófase. Oogônias envoltas por células somáticas do ovário– até 1º trimestre >>> Folículos primordiais GÔNADAS cromossomos sexuais XX Desenvolvimento apenas intrauterino Maior célula; Vem da Interfase Oogênese Gonadal Oogônias diferencia Oócitos primários Todas as oogônias;Não sobra cél tronco Oogênese Gonadal • Formadas de 35 mil a 2,5 milhões de folículos ovarianos 18 a 22 semanas • Muitos folículos sofrem atrezia – determina o fim do estoque dos oócitos; • Apresenta 21,3 mil a 1,5 milhões de folículos ovarianos; • Uma parcela chega á OOCITAÇÃO Início da puberdade • Início fase GONADAL da oogênese; • Inicia meiose II e interrompe até a fecundação Puberdade Oogênese Gonadal Oogênese Gonadal Oogênese Gonadal Células foliculares Células cubóides Células granulosas Oócito primário Folículo primário unilaminar Células granulosas Folículo primário multilaminar • Continuam proliferação • Se organizam em múltiplas camadas concêntricas ao oócito Fica em prófase I / meiose I proliferam Células foliculares Oócito primário Folículo primário multilaminar Folículo primário unilaminar Zona pelúcida ➢ Zona pelúcida: camada acelular glicoproteica; ➢ Entre o oócito primário e as células granulosas; ➢ Secretada pelo oócito primário e pelas células granulosas. ➢ Acontece por toda a folículogênese Células granulosas / Tecido conjuntivo ao redor do folículo se diferencia em TECA – produz hormônios esteróides. Desenvolvimento do oócito acumula LÍQUIDO FOLICULAR Cria espaço chamado ANTRO Se forma FOLÍCULO SECUNDÁRIO / ANTRAL Células da Teca se diferenciam em duas camadas: • Teca Interna • Teca Externa Folículo completamente preenchido por líquido folicular passa a se chamar FOLÍCULO DE GRAAFSecreta níveis séricos de hormônios esteróides Corona radiata Cumulus oóphurus Oócito aderido no interior do folículo por células granulosas Folículo mais para periferia OOCITAÇÃO - Liberação do oócito para exterior da gônada • Cumulus oophurus se rompe • Oócito termina meiose I Citocinese I desigual Corpúsculo polar é degradado Recebe quase todo o citoplasma da célula mãe – recurso para aguentar até fase pré-embrionária Inicia MEIOSE II e para em METÁFASE II. Retoma só quando houver fecundação. O folículo maduro deixa ovário e é captado pelas fímbrias da tuba uterina, finalizando a fase gonadal da ovogênese. Citocinese I desigual • Oócito secundário • Primeiro corpúsculo polar • Zona pelúcida • Corona radiata Após ruptura do folículo maduro Passa pela ampola uterina Pode haver: Fecundação Ou Degradação OOGÊNESE PÓS-GONADAL Após oocitação Células granulosas restantes + Teca interna + Teca externa Resíduo do oócito + LH Diferencia as células luteínicas em CORPO LÚTEO Que secreta progesterona e estrógenos CONTROLE HORMONAL FEMININO Controlado pelas Gonodotrofinas produzidas na hipófise Hormônios hipofisários • LH – hormônio luteinizante; • FSH – hormônio folículo estimulante • GnRH - hormônio liberador de gonadotrofinas GnRH - hormônio liberador de gonadotrofinas • Responsável pela liberação de LH e FSH LH e FSH agem sobre os ovários estimulando a secreção de ESTRÓGENO E PROGESTERONA ESTRÓGENO E PROGESTERONA atuam sobre o sistema reprodutor Durante ciclo menstrual Liberação FSH Crescimento dos folículos ovarianos Folículos secretam estrogênio Estrogênio age no útero - proliferação do endométrio Quando ocorre a ovulação LH estimula folículo roto Folículo produz progesterona Progesterona leva à formação do corpo lúteo progesterona mantêm o endométrio Caso a fecundação não ocorra, o corpo lúteo se mantém por 10 a 14 dias e, então, degenera, pois os níveis de LH diminuem, levando ao evento conhecido como menstruação. Se inicia novo ciclo uterino, estimulado pelo ovariano = ciclo reprodutivo. Liberação do gameta feminino Parede do ovário se rompe para liberação do ovócito II; Extremidade distal da tuba uterina se aproxima Slide 1 Slide 2 Slide 3 Slide 4 Slide 5 Slide 6 Slide 7 Slide 8 Slide 9 Slide 10 Slide 11 Slide 12 Slide 13 Slide 14 Slide 15 Slide 16 Slide 17 Slide 18 Slide 19 Slide 20 Slide 21 Slide 22 Slide 23 Slide 24 Slide 25 Slide 26 Slide 27 Slide 28 Slide 29 Slide 30 Slide 31 Slide 32 Slide 33 Slide 34 Slide 35 Slide 36 Slide 37 Slide 38 Slide 39 Slide 40 Slide 41 Slide 42 Slide 43 Slide 44 Slide 45 Slide 46 Slide 47 Slide 48 Slide 49 Slide 50 Slide 51 Slide 52 Slide 53 Slide 54 Slide 55 Slide 56 Slide 57 Slide 58