Prévia do material em texto
Sumário 1. INTRODUÇÃO ................................................................................................................................ 2 2. CASO CLÍNICO .............................................................................................................................. 2 2.1 Antecedentes pessoais, familiares e sociais ............................................................................... 4 2.2 Suspeitas Diagnósticas ................................................................................................................ 4 3. MEDICAÇÕES EM USO ................................................................................................................ 6 4. DIAGNÓSTICO DE ENFERMAGEM ............................................................................................. 7 5. EPIDEMIOLOGIA ........................................................................................................................... 7 6. MEDIDAS DE PREVENÇÃO ......................................................................................................... 8 7. PAPEL DO ENFERMEIRO NO MANEJO DA PA ......................................................................... 9 8. CONCLUSÃO ............................................................................................................................... 10 9. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ........................................................................................... 12 2 1. INTRODUÇÃO A hipertensão arterial, mais conhecida como pressão alta, é uma condição crônica caracterizada pelo aumento persistente da pressão sanguínea nas artérias. Ela é considerada um dos principais fatores de risco para doenças cardiovasculares, como o AVC e doenças do coração. Alem disso, a hipertensão também está associada a complicação em outros órgãos, como os rins. A prevalência da hipertensão é alarmante e continua a aumentar em escala global, tornando-se um problema de saúde pública significativa. A pressão alta é chamada também de “assassina silenciosa” porque, na maioria dos casos, é assintomática, o que significa que os pacientes podestar vivendo com a condição sem saber e por esse motivo a detecção precoce e o manejo eficaz da hipertensão são cruciais e para prevenir complicações graves e melhorar a qualidade de vida dos pacientes. Neste trabalho, apresentamos um estudo de caso clínico que ilustra um paciente que recebeu o diagnóstico de hipertensão arterial. Foi examinado seu histórico clínico, os fatores de risco associados, os sinais e sintomas apresentados, o diagnostico, o plano de tratamento e as considerações especificas para o papel da enfermagem na gestão dessa condição crônica. 2. CASO CLÍNICO Paciente do sexo feminino de 56 anos foi encaminhada para a clínica após uma leitura elevada da pressão arterial em uma consulta de rotina. Ela se queixa de dor de cabeça constantemente e tonturas nas últimas semanas, como uma sensação geral de fraqueza. 3 Identificação do paciente: • Nome: T.S.B • Idade: 56 • Data de nascimento: 17/10/1956 • Sexo: Feminino • Naturalidade: Itacoatiara • Nacionalidade: Brasileira • Ocupação: Professora • Estado civil: Casada Queixa principal: Paciente relata estar sentindo cefaleia ocasionalmente nos últimos três meses, fazendo ingestão de Enxak (composto por mesilato de di-hidroergotamina, dipirona e cafeína) quando os sintomas começavam. Não possui doenças cronicas e não faz uso de medicamento controlado. Exame físico realizado na sala de triagem: • PA (MSE): 162/104mmHg • PA (MSD): 160/102mmHg • Peso: 94kg 4 • Altura: 1.64cm • IMC: 34,9 • FC: 72 BPM • Pulsos normais e simétricos Histórico da doença atual: Paciente não pratica atividades físicas, repousa no período noturno 7 horas por dia, ingestão em média de 2 litros de água por dia, se alimenta 4 vezes ao dia, evacuação 2 vezes ao dia, faz uso de álcool moderadamente e não fuma, vida sexual inativa. 2.1 Antecedentes pessoais, familiares e sociais • HSE: Moradia fixa de alvenaria, fossa séptica e com água encanada; • Possui 2 animais, tem 2 filhos, mantem bom convívio com família e amigos; • Pai e mãe diabéticos e hipertensos (ambos vivos); • Casada há mais de 32 anos • Não faz o uso de medicamento para pressão. 2.2 Suspeitas Diagnósticas 5 Foi solicitado exames para a paciente onde a mesma fez ,e retornou para a mesma unidade para ser acompanhada pela mesma enfermeira. • Creatinina = 1,1; • Urina l normal; pH da urina estar entre 5,5 e 7,5 • K = 4,1 • Glicemia de jejum 93mg/dL; • CT; 189mg/dL; • HDL = 45mg/dL • LDL = 98mg/dL; Hemácias 4.00 a 5.60 mi/mm3 (mulheres) – 4.50 a 6.50 (homens) Hemoglobina 12 a 16 g/dL (mulheres) – 13.5 a 18 g/dL (homens) Hematócrito 36 a 47% (mulheres) – 40 a 54% (homens) V.C.M. 82 a 94 fL H.C.M. 27 a 33 p C.H.C.M. 32 a 37 g/dL R.D.W 11 a 16.5 % Plaquetas 150 a 450 mil/mm³ Leucócitos 5000 a 10000/ mm3 6 3. MEDICAÇÕES EM USO • Classe: Inibidor da enzima conversora da angiotensina l. • Medicamento: Captopril. • Via de administração: Sublingual. •A dose inicial que foi passado de captopril é 50 mg uma vez ao dia ou 25 Mg duas vezes ao dia. Se não houver uma diminuição Satisfatória da pressão sanguínea após duas ou quatro Semanas, o médico do paciente poderá aumentar a dose para 100 Mg uma vez ao dia ou 50 mg duas vezes ao dia. Quando Captopril for usado isoladamente, a diminuição do uso de Sal é benéfica. Se a pressão sanguínea não for controlada após uma ou Duas semanas nesta dose (e se você não estiver tomando Um diurético), o seu médico poderá indicar uma pequena Dose de diurético do tipo tiazídico (p.ex., 25 mg/dia de Farmacodinâmica: Os inibidores da ECA (IECAs) ocorre inibição de enzimas conversora de angiotensina (ECA), o que leva a uma diminuição na formação de angiotensina ll e a uma menor degradação da bradicinina. A angiotensina ll determina elevação da PA e a bradicinina promove vasodilatação e natridiurese. Cuidados de enfermagem: • Orientar o paciente sobre a via de administração da medicação conforme a prescrição medica; • Orientar sobre as reações adversas mais frequentes relacionadas; 7 • Monitorar a pressão arterial para verificação do efeito do medicamento e ECG e Débito Urinário; • Monitorar reações adversas. 4. DIAGNÓSTICO DE ENFERMAGEM Risco de síndrome do desequilíbrio metabólico relacionado a pressão arterial instável. Estilo de vida sedentário associada a interesse insuficiente em atividades físicas, caracterizada por média de atividade física diária inferior à recomendada para idade e sexo. Os diagnósticos de enfermagem relatados somente em o estilo de vida sedentário foram mantidos até que mantenha hábitos de vida saudáveis. Houve melhora no quadro do paciente, onde foi lhe dado alta hospitalar após estabilização da PA, porém foi encaminhado à Unidade Básica de Saúde nas proximidades de sua moradia para realizaro acompanhamento da PA. 5. EPIDEMIOLOGIA Os conhecimentos atuais sobre a pressão arterial baseiam-se na aplicação criteriosa dos princípios da hidrodinâmica ao sistema circulatório. As possíveis ressalvas a esta extensão da física para a compreensão da fisiologia cardiovascular decorrem do fato de não ser o sistema circulatório composto por condutos rígidos, e nem o sangue pode ser considerado um fluido homogéneo com fluxo laminar. Ainda que com limitações, esta aplicação da dinâmica dos fluidos contribuiu para o desenvolvimento da hemodinâmica e da fisiopatologia cardiovascular. 8 A pressão arterial é aquela existente no interior das artérias e comunicada às suas paredes. Pela equação de Poiseuille-Hagen, a PA pode ser calculada pelo produto da resistência vascular periférica total pelo debito cardíaco. Assim, devido a esta proporcionalidade, todos os fatores que alteram estas duas variáveis podem alterar a PA. Dentre aqueles que modificam o debito cardíaco, deve-se mencionar as alterações da volemia, da contratilidade do miocárdio e da frequência cardíaca, já a regulação da resistência vascular periférica depende do complexo mecanismo de regulação da resistência das arteríolas, no qual atuam de modo interrelacionado: o balanço de eletrólitos, especialmente do sódio, do potássio e do cálcio; o sistema renina angiotensina aldosterona; os baroceptores do seio carotídeo, do arco aórtico e do atrito direito; neurotransmissores como a epinefrina e a norepinefrina; e hormônios de diversas glândulas (hormônio antidiurético, ACTH, cortisol, prostaglandinas, sistema calicreína cinina, hormônio natriurético renal, dentre outros). A PA varia entre um valor máximo durante a sístole (pressão arterial sistólica – PAS) e no mínimo na diástole (pressão arterial diastólica – PAD). 6. MEDIDAS DE PREVENÇÃO Depois da consulta e dos medicamentos, foi passado para a paciente as seguintes orientações: • Alimentação: reduzir o consumo de sal na dieta; evitar alimentos processados e fast food. • Controle de peso: manter um peso saudável para a altura e idade. • Exercício físico: praticar exercícios físicos regularmente; fazer atividades físicas ajuda a controlar a pressão arterial, fortalece o coração e mantem o peso sob controle. 9 • Redução do consumo de álcool: beber álcool com moderação se optar por consumi-lo. • Monitoramento regular: voltar para as consultas e aferir a pressão arterial em casa, se recomendado. • Medicamento: tomar os remédios prescritos conforme as orientações. • Sono: manter um padrão de sono saudável com 7-9 horas de sono por noite. 7. PAPEL DO ENFERMEIRO NO MANEJO DA PA Planejamento e implementação: Objetivos: Estabilizar a pressão arterial, frequência cardíaca e frequência respiratória, extinguir a cefaleia apresentada e proporcionar sensação de conforto ao paciente. Prescrição de enfermagem: • Administrado medicação endovenosa anti-hipertensiva conforme prescrição médica (de imediato); • Aferir pressão arterial e monitorar sinais e sintomas (05 em 05 minutos após estabilização e de 30 em 30 minutos até a alta do paciente); 10 • Orientar o paciente a realizar autocuidado modificando hábitos e vidas (em visita até sanar o problema). As implementações de enfermagem são executadas pelos enfermeiros, no estudo de casos descritos contou com a ajuda médica para a resolução atual da paciente, onde aplicou intervenção de prescrição de medicamento Captopril Sublingual para estabilização da pressão arterial e solicitação de exames laboratoriais para fechamento de diagnóstico médico. Com isto, a enfermagem além de executar as prescrições de enfermagem, realizou a administração de medicamentos prescritos de anti-hipertensivo e executou o monitoramento da evolução do paciente durante sua permanência hospitalar. CONCLUSÃO A prevenção e o controle da pressão arterial elevada (hipertensão) desempenham um papel fundamental na promoção da saúde cardiovascular e na redução do risco de complicações graves, como doenças cardíacas, acidente vascular cerebral (AVC) e insuficiência renal. O caso clínico apresentado ilustra a importância do diagnóstico precoce e da implementação de medidas de prevenção para gerenciar a hipertensão. Nesse cenário, medidas de prevenção, como a adoção de uma dieta saudável com baixo teor de sódio, o controle do peso, a prática regular de exercícios, a redução do consumo de álcool e tabagismo, a gestão do estresse e a medicação quando necessário, são essenciais para controlar a pressão arterial e melhorar a saúde cardiovascular. 11 É importante ressaltar que a prevenção da hipertensão não se limita apenas ao tratamento médico, mas envolve mudanças no estilo de vida e uma abordagem holística para a saúde. A conscientização sobre os fatores de risco e a promoção de hábitos saudáveis são aspectos cruciais na prevenção. A consulta médica regular desempenha um papel central na prevenção, pois permite o monitoramento da pressão arterial e a avaliação dos fatores de risco individuais. Portanto, encoraja-se a busca por assistência médica, especialmente se houver histórico familiar de hipertensão ou outros fatores de risco. Em resumo, a prevenção da hipertensão é uma abordagem proativa para manter a saúde do coração e reduzir o risco de complicações graves. Ela requer a colaboração entre indivíduos, profissionais de saúde e comunidades para promover um estilo de vida saudável e o controle da pressão arterial. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS https://eventos.ajes.edu.br/semana-enfermagem 08 de Nov de 2023. juara/uploads/arquivos/609c32877e1f1_CasoClnio--Hipertenso.pdf 08 de Nov de 2023 KLEIN, C. H. et al. Inquérito epidemiológico sobre hipertensão arterial em Volta Redonda, RJ. Cad. Saúde públ, Rio de Janeiro, 1: 58-70, 1985. 08 de Nov de 2023 https://crmpi.org.br/wp-content/uploads/2021/06/2019_EMC_Modulo1_hipertensao-arterial.pdf 08 de Nov de 2023 https://eventos.ajes.edu.br/semana-enfermagem-juara/uploads/arquivos/609c32877e1f1_Caso-Clnio--Hipertenso.pdf https://eventos.ajes.edu.br/semana-enfermagem-juara/uploads/arquivos/609c32877e1f1_Caso-Clnio--Hipertenso.pdf https://eventos.ajes.edu.br/semana-enfermagem-juara/uploads/arquivos/609c32877e1f1_Caso-Clnio--Hipertenso.pdf https://eventos.ajes.edu.br/semana-enfermagem-juara/uploads/arquivos/609c32877e1f1_Caso-Clnio--Hipertenso.pdf https://eventos.ajes.edu.br/semana-enfermagem-juara/uploads/arquivos/609c32877e1f1_Caso-Clnio--Hipertenso.pdf https://eventos.ajes.edu.br/semana-enfermagem-juara/uploads/arquivos/609c32877e1f1_Caso-Clnio--Hipertenso.pdf https://eventos.ajes.edu.br/semana-enfermagem-juara/uploads/arquivos/609c32877e1f1_Caso-Clnio--Hipertenso.pdf https://eventos.ajes.edu.br/semana-enfermagem-juara/uploads/arquivos/609c32877e1f1_Caso-Clnio--Hipertenso.pdf https://eventos.ajes.edu.br/semana-enfermagem-juara/uploads/arquivos/609c32877e1f1_Caso-Clnio--Hipertenso.pdf https://eventos.ajes.edu.br/semana-enfermagem-juara/uploads/arquivos/609c32877e1f1_Caso-Clnio--Hipertenso.pdf https://eventos.ajes.edu.br/semana-enfermagem-juara/uploads/arquivos/609c32877e1f1_Caso-Clnio--Hipertenso.pdf https://eventos.ajes.edu.br/semana-enfermagem-juara/uploads/arquivos/609c32877e1f1_Caso-Clnio--Hipertenso.pdfhttps://eventos.ajes.edu.br/semana-enfermagem-juara/uploads/arquivos/609c32877e1f1_Caso-Clnio--Hipertenso.pdf https://eventos.ajes.edu.br/semana-enfermagem-juara/uploads/arquivos/609c32877e1f1_Caso-Clnio--Hipertenso.pdf https://eventos.ajes.edu.br/semana-enfermagem-juara/uploads/arquivos/609c32877e1f1_Caso-Clnio--Hipertenso.pdf https://eventos.ajes.edu.br/semana-enfermagem-juara/uploads/arquivos/609c32877e1f1_Caso-Clnio--Hipertenso.pdf https://eventos.ajes.edu.br/semana-enfermagem-juara/uploads/arquivos/609c32877e1f1_Caso-Clnio--Hipertenso.pdf https://eventos.ajes.edu.br/semana-enfermagem-juara/uploads/arquivos/609c32877e1f1_Caso-Clnio--Hipertenso.pdf https://eventos.ajes.edu.br/semana-enfermagem-juara/uploads/arquivos/609c32877e1f1_Caso-Clnio--Hipertenso.pdf https://eventos.ajes.edu.br/semana-enfermagem-juara/uploads/arquivos/609c32877e1f1_Caso-Clnio--Hipertenso.pdf https://eventos.ajes.edu.br/semana-enfermagem-juara/uploads/arquivos/609c32877e1f1_Caso-Clnio--Hipertenso.pdf https://eventos.ajes.edu.br/semana-enfermagem-juara/uploads/arquivos/609c32877e1f1_Caso-Clnio--Hipertenso.pdf https://eventos.ajes.edu.br/semana-enfermagem-juara/uploads/arquivos/609c32877e1f1_Caso-Clnio--Hipertenso.pdf https://eventos.ajes.edu.br/semana-enfermagem-juara/uploads/arquivos/609c32877e1f1_Caso-Clnio--Hipertenso.pdf https://eventos.ajes.edu.br/semana-enfermagem-juara/uploads/arquivos/609c32877e1f1_Caso-Clnio--Hipertenso.pdf https://eventos.ajes.edu.br/semana-enfermagem-juara/uploads/arquivos/609c32877e1f1_Caso-Clnio--Hipertenso.pdf https://eventos.ajes.edu.br/semana-enfermagem-juara/uploads/arquivos/609c32877e1f1_Caso-Clnio--Hipertenso.pdf https://eventos.ajes.edu.br/semana-enfermagem-juara/uploads/arquivos/609c32877e1f1_Caso-Clnio--Hipertenso.pdf https://eventos.ajes.edu.br/semana-enfermagem-juara/uploads/arquivos/609c32877e1f1_Caso-Clnio--Hipertenso.pdf https://eventos.ajes.edu.br/semana-enfermagem-juara/uploads/arquivos/609c32877e1f1_Caso-Clnio--Hipertenso.pdf 1. INTRODUÇÃO 2. CASO CLÍNICO 2.1 Antecedentes pessoais, familiares e sociais 2.2 Suspeitas Diagnósticas 3. MEDICAÇÕES EM USO 4. DIAGNÓSTICO DE ENFERMAGEM 5. EPIDEMIOLOGIA 6. MEDIDAS DE PREVENÇÃO 7. PAPEL DO ENFERMEIRO NO MANEJO DA PA CONCLUSÃO REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS