Logo Passei Direto
Buscar
Material
páginas com resultados encontrados.
páginas com resultados encontrados.

Prévia do material em texto

HEMATOLOGIA BÁSICA
EXPERT 3.0
@BIOMEDGABRIEL
Produzido por Gabriel Oliveira
Brenda Gonçalves - brendalorraynealves@hotmail.com.br - IP: 177.131.175.181
SUMÁRIO
Este conteúdo é destinado apenas para o uso privado da pessoa que o
obteve. Por conseguinte, é estritamente proibido compartilhá-lo e/ou
comercializá-lo, pois tal ato constitui uma violação do artigo 184 do
Código Penal Brasileiro. Essa transgressão pode resultar em uma pena
de prisão de 3 meses a 4 anos, além da imposição de uma multa.
ATENÇÃO!!!
4
5
8
9
13
21
22
26
30
32
33
43
54
INTRODUÇÃO
HEMATOPOIESE
ERITROPOESE
HEMÁCIAS
HEMOGLOBINA
IMUNO-HEMATOLOGIA 
LEUCOPOESE
LEUCÓCITOS
PLAQUETOPOESE
TROMBÓCITOS
HEMOSTASIA E COAGULAÇÃO
HEMOGRAMA
REFERÊNCIAS
Brenda Gonçalves - brendalorraynealves@hotmail.com.br - IP: 177.131.175.181
Obrigado por adquirir o resumo Hematologia,
fico muito feliz por acreditar em meu trabalho,
por isso buscarei sempre trazer os melhores
conteúdos para você, neste resumo deixei de
forma mais simples coisas que muitas pessoas
sentem muita dificuldade 
Em caso de dúvidas e sugestões envie uma
mensagem pelo Instagram @biomedgabriel ou
pelo meu whatsapp (88) 999573613
Brenda Gonçalves - brendalorraynealves@hotmail.com.br - IP: 177.131.175.181
INTRODUÇÃO 
4
COMPOSIÇÃO SANGUÍNEA
Hemácias
Leucócitos
Plaquetas
Plasma
PLASMA
O plasma é a porção líquida do sangue e constitui cerca de 55% do volume sanguíneo
total. É uma solução amarelada que contém água, eletrólitos (como sódio, potássio e
cloreto), nutrientes (glicose, aminoácidos), hormônios, gases (como oxigênio e dióxido
de carbono) e produtos de resíduos metabólicos (como ureia e creatinina).
Está relacionada com a quantidade de células presentes no plasma sanguíneo e
com sua composição química.
É principalmente determinada pelo hematócrito, que representa o volume
ocupado pelos glóbulos vermelhos no sangue.
PROPRIEDADES DO SANGUE
VISCOSIDADE SANGUÍNEA:
FLUXO SANGUÍNEO:
É sustentado pelo ritmo dos batimentos cardíacos.
Os glóbulos vermelhos se posicionam no centro do fluxo sanguíneo.
Os glóbulos brancos e as plaquetas circulam próximos à parede dos vasos
sanguíneos.
A flexibilidade dos glóbulos vermelhos desempenha um papel crucial nesse
processo.
Brenda Gonçalves - brendalorraynealves@hotmail.com.br - IP: 177.131.175.181
A produção das primeiras células sanguíneas fora do embrião começa no primeiro
mês de vida pré-natal, esse processo ocorre no saco vitelino, sendo os eritroblastos
primitivos os primeiros a surgir. A partir da sexta semana, o fígado assume a
responsabilidade da hematopoese, sendo o principal órgão envolvido nas fases
iniciais e intermediárias da vida fetal. 
Enquanto o baço e os linfonodos têm um papel secundário na hematopoese durante a
fase intermediária da vida fetal, o fígado ainda desempenha um papel predominante.
Na segunda metade da vida fetal, a medula óssea ganha importância crescente na
produção de células sanguíneas.
HEMATOPOIESE
5
O termo "hematopoese" se refere à produção das células sanguíneas. Esse conceito
abrange o estudo de todos os processos relacionados à origem, reprodução e
amadurecimento das células primordiais ou precursoras das células do sangue, no
interior da medula óssea, Células se originam na Aorta dorsal (hemangioblastos):
migram para fígado e baço. A hematopoese pode ser dividida em duas fases distintas:
PERÍODO EMBRIONÁRIO E FETAL
PERÍODO PÓS-NATAL
Após o nascimento, a produção de células sanguíneas no fígado cessa e a medula
óssea se torna o único local de fabricação de células como eritrócitos, granulócitos e
plaquetas. As células-tronco e progenitoras permanecem na medula. Linfócitos B são
produzidos na medula e órgãos linfoides, enquanto os linfócitos T vêm do timo e
órgãos linfoides. Após o nascimento, a medula é predominantemente vermelha, mas
à medida que a criança cresce, apenas alguns ossos planos e porções dos ossos
longos mantêm a produção sanguínea.
Brenda Gonçalves - brendalorraynealves@hotmail.com.br - IP: 177.131.175.181
6
HEMATOPOIESE
Disponível em Wikipédia 
Brenda Gonçalves - brendalorraynealves@hotmail.com.br - IP: 177.131.175.181
ERITROPOESE
ERITROBLASTO POLICROMÁTICO
produção de hemoglobina na célula
Núcleo: cromatina condensada
Citoplasma contém menos RNA
Mais hemoglobina
Citoplasma azul claro-acinzentado
Rica em ribossomos
 Possuem pouca ou ausência hemoglobina
 Dá origem a dois eritoblasto basófilo por mitose
 Relação núcleo/citoplasma alta
Possui citoplasma com basofilia moderada
Cromatina frouxa com presença de nucléolos
PROERITROBLASTO
ERITROBLASTO BASÓFILO
Célula um pouco menor que o proeritroblasto
Relação N/C moderada ou alta
Citoplasma com intensa basofilia devido grande
quantidade de RNA (não visível).
Núcleo com cromatina mais condensada
Não há presença de nucléolos
7
MATURAÇÃO DOS ERITRÓCITOS
Brenda Gonçalves - brendalorraynealves@hotmail.com.br - IP: 177.131.175.181
ERITROPOESE
8
núcleo se desloca para a parede da membrana,
onde vai ocorrer a extrusão deste, ou seja,
expulso da célula
cromatina muito condensada
Relação N/C diminuída
Citoplasma varia entre basófilo e acidófilo
eritroblastos que perderam o núcleo, mas que
contém em seu interior algumas organelas, que
será perdido nessa fase
Essas organelas que podem ser visualizadas
usando a coloração azul de cresil brilhante,
você vai notar que eles são como "grânulos"
grosseiros, organizados em pequenas fileiras
dando-lhe o aspecto reticulado.
ERITROBLASTO ORTOCROMÁTICO
RETICULÓCITOS
ERITRÓCITOS OU HEMÁCIAS 
 formato de disco bicôncavo
 são anucleadas
 apresenta um halo central
 diâmetro é de aproximadamente sete
micrômetros 
 principal função é o transporte de oxigênio.
 vida útil de 120 dias em média
Brenda Gonçalves - brendalorraynealves@hotmail.com.br - IP: 177.131.175.181
HEMÁCIAS
células sanguíneas que têm formato de disco
bicôncavo e são anucleadas
 Seu diâmetro é de aproximadamente sete
micrômetros e sua principal função é o transporte
de oxigênio.
Em alguns casos ela pode está com outros
formatos e isso pode indicar um quadro anêmico.
Vamos falar sobre isso daqui a pouco
Agora você deve tá se perguntando como surgem as hemácias, e a resposta pequeno
gafanhoto, jovem padawan é que elas nascem na medula óssea através de um
processo chamado ERITROPOESE, que é o processo de formação e maturação das
hemácias
Sabe as nossas células troncos pluripotentes, então, elas podem se diferenciar de
diversas formas, dando origem a vários tipos de células, no caso específico das
hemácias a ERITROPOETINA é a glicoproteína produzida nos rins que atua na
estimulação e no controle de produção das células vermelhas do sangue
9
Brenda Gonçalves - brendalorraynealves@hotmail.com.br - IP: 177.131.175.181
DESTRUIÇÃO DAS HEMÁCIAS
10
POR MACRÓFAGOS
A destruição normal dos eritrócitos é um processo fascinante. Com uma sobrevida
média de apenas 120 dias, essas células são removidas extravascularmente pelos
macrófagos em órgãos como o fígado e o baço.
Globinas
Aminoacidos
Ferro
Reciclagem
Protoporfirina Bilirrubina
Bilirrubina conjugada
estercobilinogêniourobilinogênio
Reabsorvido pelos rins
HEMOLISE NOS VASOS SANGUINEOS
Hemoglobina metamalbumina
hemoglobinúria
hemossidenúria
Brenda Gonçalves - brendalorraynealves@hotmail.com.br - IP: 177.131.175.181
MEMBRANA DAS HÉMACIAS
11
A membrana dos eritrócitos é composta por uma bicamada lipídica, proteínas de
suporte e um esqueleto membranar. Ela é constituída principalmente por 50% de
proteínas, 20% de fosfolipídios, 20% de colesterol e até 10% de carboidratos. Os
carboidratos estão localizados na camada externa, enquanto as proteínas podem ser
periféricas ou estruturais, integrando-se na bicamada lipídica.
O esqueleto da membrana é composto por proteínas estruturais, como a espectrina α
e β, anquirina, proteína 4.1 e actina, que formam uma rede de suporte no interior do
eritrócito, desempenhando um papel fundamental na preservação de sua
característica forma biconcava. Falhas nessas proteínas podem resultarem diversas
anomalias na morfologia da membrana dos eritrócitos, como a esferocitose e
eliptocitose, por exemplo.
Esferócitos Eliptócitos
Brenda Gonçalves - brendalorraynealves@hotmail.com.br - IP: 177.131.175.181
METABOLISMO ENERGETICO DOS ERITRÓCITOS
12
Nesta série de reações bioquímicas, a glicose presente no plasma é transportada
para o eritrócito e metabolizada em lactato. A cada molécula de glicose utilizada, são
produzidas duas moléculas de ATP, que fornecem energia para manter o volume, a
forma e a flexibilidade da célula.
Além disso, a via de Embden-Meyerhof também gera NADH, necessário para a enzima
metemoglobina-redutase reduzir a metemoglobina, que é inativa e resultante da
oxidação de cerca de 3% da hemoglobina diariamente. Isso converte a
metemoglobina em hemoglobina ativa. 
O desvio de Luebering-Rapoport, uma ramificação dessa via, produz 2,3-DPG, que
desempenha um papel importante na regulação da afinidade da hemoglobina pelo
oxigênio.
Cerca de 10% da glicólise ocorre por meio de uma via oxidativa, na qual a glicose-6-
fosfato se transforma em 6-fosfogliconato e ribulose-5-fosfato. Durante esse
processo, é produzido NADPH, que se une à glutationa. A glutationa ajuda a preservar
os grupos sulfidrilas (SH) na célula, incluindo aqueles encontrados na hemoglobina e
na membrana do eritrócito. Além disso, o NADPH é usado por outra enzima chamada
metemoglobina-redutase para manter o ferro da hemoglobina em um estado
funcional, Fe2+. Em uma das doenças hereditárias mais comuns que afetam os
eritrócitos, a deficiência de glicose-6-fosfato-desidrogenase (G6PD), os eritrócitos se
tornam altamente vulneráveis ao estresse oxidativo.
VIA DE EMBDEN-MEYERHOF
VIA HEXOSE-MONOFOSFATO (PENTOSE-FOSFATO)
Brenda Gonçalves - brendalorraynealves@hotmail.com.br - IP: 177.131.175.181
13
HEMOGLOBINA
Tipos de hemoglobina
Hemoglobina A1
 
Em adultos normais, ela representa cerca de 97% da hemoglobina total
Hemoglobina A2
Esta representa cerca de 2% da Hb total em adultos normais
Hemoglobina Fetal
É encontrada no feto e ao logo do seu crescimento vai diminuindo seu nível chegando
a 1% da Hb Total
Proteína presente nas hemácias
Proteína de estrutura quaternária
Formada pela combinação de cadeias de
globina e do grupo HEME - a parte HEME
é a parte que contém o ferro e a globina
Quando está abaixo de 12 g/dl é
caracterizada anemia
Brenda Gonçalves - brendalorraynealves@hotmail.com.br - IP: 177.131.175.181
Cromossomo 16 Cromossomo 11
IIIIIII
5' 5' 3'3'
ζ2ε2
Gower 1
ζ2γ2
Portland
α2ε2
Gower 2
EMBRIÃO
Gower 2
α2ε2
Gower 2
α2ε2
Gower 2
α2ε2
Gower 2
FETO ADULTO
ζ α2 α1 ε Gγ Aγ δ βHS-40 LCR
14
SÍNTESE DA HEMOGLOBINA
O sangue de um adulto comum contém três principais tipos de hemoglobina. A
principal é conhecida como hemoglobina A, que possui uma estrutura molecular
composta por duas unidades alfa e duas unidades beta. Além disso, existem
hemoglobinas menos comuns que contêm unidades gama (Hb fetal ou Hb F) ou delta
(Hb A2) em vez de unidades beta.
Durante o processo de desenvolvimento do embrião e do feto, diferentes tipos de
hemoglobina, como a Gower 1, Portland e Gower 2, prevalecem em estágios
específicos. Os genes responsáveis pela produção das subunidades da hemoglobina
estão localizados em dois grupos, um no cromossomo 11 com as subunidades ε, γ, δ e
β, e outro no cromossomo 16 com as subunidades ζ e α.
ANORMALIDADES NA HEMOGLOBINA
RESULTAM DOS DEFEITOS GENÉTICOS SEGUINTES:
Síntese de hemoglobina anormal
Diminuição da síntese das cadeias alfa e beta globinas
Brenda Gonçalves - brendalorraynealves@hotmail.com.br - IP: 177.131.175.181
15
SÍNDROMES FALCÊMICAS
As síndromes falcêmicas são um conjunto de distúrbios da hemoglobina que são
herdados através de um gene chamado β-globina S, que é conhecido como "sickle"
(foicinha) em inglês. Essa condição genética ocorre devido à substituição de um
aminoácido chamado ácido glutâmico por valina na posição 6 da cadeia β
A anemia falciforme (quando alguém possui duas cópias do gene Hb SS) é a forma
mais comum e grave dessa síndrome. A condição de ser portador (heterozigoto)
dessa síndrome é relativamente comum e é encontrada em até 30% da população
africana da África Ocidental. Isso ocorre porque ser portador oferece alguma
proteção contra a malária.
A hemoglobina S (Hb α2β2S) se torna insolúvel e cria cristais quando exposta a baixos
níveis de oxigênio. Esses cristais se assemelham a longas fibras formadas por sete
fios duplos entrelaçados. Esse processo faz com que as células vermelhas do sangue
adotem uma forma em foice, o que pode resultar na obstrução de diferentes partes
dos vasos sanguíneos menores, causando ocasionalmente danos aos órgãos.
Brenda Gonçalves - brendalorraynealves@hotmail.com.br - IP: 177.131.175.181
16
ANEMIA FALCIFORME 
A anemia falciforme é uma doença hereditária que causa a deformação dos glóbulos
vermelhos, comprometendo sua capacidade de transportar oxigênio e aumentando o
risco de obstrução dos vasos sanguíneos. A doença é causada por uma mutação
genética que afeta um único aminoácido na cadeia de beta-globina da hemoglobina
em que o aminoácido ácido glutâmico é substituído pelo aminoácido valina na posição
6 da cadeia β da globina. Apresentando a hemoglobina S, já na hemácia normal temos
a presença da hemoglobina A
SINTOMAS
Fadiga, Falta de ar, Icterícia, Dores musculares e
articulares, Infecções frequentes, Problemas de
crescimento em crianças. Aumento do baço
DIAGNÓSTICO
O diagnóstico da anemia falciforme envolve o teste do pezinho, que busca
hemácias em forma de foice, reticulócitos, pontilhado basófilo e baixo valor de
hemoglobina
O exame de eletroforese de hemoglobina para verificar a presença de
hemoglobina SS.
TRATAMENTO
O tratamento da anemia falciforme pode incluir medicamentos para aliviar os
sintomas e prevenir complicações, como antibióticos para prevenir infecções,
analgésicos para aliviar a dor
Transplante de medula óssea.
A anemia falciforme é uma doença genética e hereditária, o que significa que, em
alguns casos, é passada dos pais para os filhos.
CAUSAS
Brenda Gonçalves - brendalorraynealves@hotmail.com.br - IP: 177.131.175.181
17
TALASSEMIA ALFA
É causada por uma alteração na molécula alfa-globina das hemoglobinas do sangue,
causada por uma ou mais mutações no cromossomo 16 e pode ser dividida em:
O traço alfa talassêmico: é uma condição que se caracteriza por uma anemia leve devido à
diminuição de apenas uma cadeia alfa-globina.
Hemoglobina H: é considerada uma das formas graves da talassemia, já que resulta na
ausência de produção de 3 dos 4 genes alfa relacionados à cadeia alfa-globina.
Síndrome da hidropsia fetal da hemoglobina Bart's: é o tipo mais grave de talassemia, uma
vez que se caracteriza pela ausência de todos os genes alfa, levando à morte do feto
durante a gravidez.
TALASSEMIAS
Genética da α-talassemia. Cada gene α pode
sofrer deleção ou, com menos frequência,
apresentar disfunção. Os quadrados laranja
representam genes normais, enquanto os
quadrados verdes representam deleções
genéticas ou genes com funcionamento
inadequado.
Precipitados de Hb H na doença de Hb H,
após incubação do sangue total
misturado com azul de crezil brilhante a
37ºC / 1 hora. Na associação da Hb AS com
doença de Hb H é possível obter
resultados similares ao desta figura.
Brenda Gonçalves - brendalorraynealves@hotmail.com.br - IP: 177.131.175.181
18
TALASSEMIA BETA
A talassemia beta é uma doença causada por uma alteração na molécula de beta-globina
presente nas hemoglobinas do sangue, causada mutações no cromossomo 11 e pode ser
dividida em três tipos:
Talassemia beta menor (ou traço beta talassêmico): é uma das formas mais leves da doença
e geralmente não apresenta sintomas, sendo diagnosticada apenas por exames
hematológicos. Nesse caso, não é necessário um tratamento específico ao longo da vida,
mas pode ser recomendado o uso de suplementos de ácido fólico para prevenir anemias
leves.
A talassemia beta intermediária: provoca anemia de leve a grave,e em alguns casos pode ser
necessário que o paciente receba transfusões de sangue esporadicamente.
talassemia beta maior (ou major): é a forma mais grave das betas talassemias, pois há uma
ausência completa de produção de cadeias beta-globina. O tratamento é feito com
transfusões sanguíneas regulares para diminuir o grau da anemia.
Brenda Gonçalves - brendalorraynealves@hotmail.com.br - IP: 177.131.175.181
A poliglobulia apresenta três tipos principais:
Poliglobulia aparente: Causada por fatores como excesso de peso, tabagismo,
consumo de álcool ou medicamentos. Isso afeta a produção de plasma sanguíneo,
tornando o sangue mais espesso.
Poliglobulia relativa: Semelhante à aparente, a produção de glóbulos vermelhos é
normal, mas há menos plasma, aumentando a viscosidade do sangue. Causada
frequentemente por desidratação.
Poliglobulia absoluta: O corpo produz muitos glóbulos vermelhos, dividida em:
Poliglobulia primária:Devido a deficiências nas células da medula óssea. O exemplo
comum é a policitemia vera.
 
Poliglobulia secundária: Resultado de condições como altitude elevada, apneia do
sono, doenças cardíacas/pulmonares, ou tumores nos rins.
19
POLIGLOBULIA
SINTOMAS
CAUSAS
A poliglobulia, conhecida também como eritrocitose, é uma condição médica em que
há um excesso de produção de glóbulos vermelhos na medula óssea. Esse aumento
na produção resulta em um sangue mais viscoso e menos eficiente em circular pelo
corpo e órgãos
dores de cabeça, tonturas, fadiga intensa, visão turva e sensações de queimação nas
extremidades.
Brenda Gonçalves - brendalorraynealves@hotmail.com.br - IP: 177.131.175.181
20
POLIGLOBULIA
DIAGNÓSTICO
O tratamento da poliglobulia visa aliviar sintomas e prevenir complicações, como
coágulos sanguíneos. Isso envolve a flebotomia para reduzir glóbulos vermelhos,
medicamentos como hidroxiuréia e interferon para diminuir sua quantidade, e
anticoagulantes para afinar o sangue. Em casos difíceis, medicamentos inibidores da
JAK2, como o ruxolitinibe, controlam a produção excessiva de glóbulos vermelhos. O
plano de tratamento é determinado pela causa subjacente e orientação médica.
TRATAMENTO
A poliglobulia é diagnosticada por médicos clínicos gerais ou hematologistas por
meio de um exame do hemograma . Esse teste avalia a quantidade de várias células
sanguíneas, como glóbulos vermelhos, glóbulos brancos e plaquetas, e também
analisa indicadores como hematócrito e hemoglobina. Em casos específicos, uma
biópsia da medula óssea pode ser necessária para obter informações mais
detalhadas sobre as características das células sanguíneas na medula óssea.
Brenda Gonçalves - brendalorraynealves@hotmail.com.br - IP: 177.131.175.181
21
IMUNO-HEMATOLOGIA
GRUPOS SANGUINEOS
https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/8/8a/ABO_sangre_tipo.svg/1024px-ABO_sangre_tipo.svg.png
Brenda Gonçalves - brendalorraynealves@hotmail.com.br - IP: 177.131.175.181
22
MIELOBLASTO
núcleo relativamente grande
Cromatina frouxa
Citoplasma basofílico e sem grânulos
PROMIELÓCITO
O citoplasma é basofílico contendo grânulos de
coloração azul violáceo e vermelhos.
Geralmente são maiores que o mieloblasto
Ainda a presenta nucléolo
MATURAÇÃO DOS NEUTRÓFILOS,
EOSINÓFILOS E BASÓFILOS:
LEUCOPOESE
MIELÓCITO
Ligeiramente menores que os promielócitos
Cromatina mais condensada
Não apresenta nucléolos
Brenda Gonçalves - brendalorraynealves@hotmail.com.br - IP: 177.131.175.181
23
METAMIELÓCITO
Núcleo em forma de rim
Apresenta granulações finas
O citoplasma é claro
NEUTRÓFILO BASTONETE/BASTÃO 
O citoplasma é abundante, claro e contém granulação
fina e bem distribuída.
Núcleo em formato de U
SEGMENTADO 
apresentando núcleo lobulado (de 2 a 5 lóbulos) conectados
por uma fina ponte de cromatina.
A cromatina é condensada, corada de roxo e organizada em
grumos
EOSINÓFILO
Possuem dois lóbulos 
Grânulos alaranjados e grosseiros no citoplasma
BASÓFILO
Geralmente o núcleo se apresenta em dois lóbulos
grânulos grosseiros
Difícil visualizar núcleo
Brenda Gonçalves - brendalorraynealves@hotmail.com.br - IP: 177.131.175.181
24
MONOBLASTO
Apresenta nucléolos 
cromatina delicada
Finos grânulos azurofílicos e vacúolos podem
estar presentes
PROMONÓCITO
Cromatina menos delicada do que o monoblasto
contorno celular irregular.
 nucléolos ainda visíveis
MATURAÇÃO DOS MONÓCITOS:
MONÓCITO
núcleo em formato reniforme. 
célula grande
pode apresentar vacuolados
Brenda Gonçalves - brendalorraynealves@hotmail.com.br - IP: 177.131.175.181
25
LINFOBLASTO
Célula linfóide imatura
Citoplasma basófilo com halo claro perinuclear.
Núcleo preenche quase todo o citoplasma
Cromatina menos condensada
PROLINFÓCITO
Cromatina mais condensada que a do linfoblasto
Geralmente apresenta um nucléolo bem visível
Citoplasma basófilo
MATURAÇÃO DOS LINFÓCITOS:
LINFÓCITO
Citoplasma geralmente escasso
Célula pequena
Brenda Gonçalves - brendalorraynealves@hotmail.com.br - IP: 177.131.175.181
26
LEUCÓCITOS
Como vimos anteriormente as hemácias
sofrem um processo de maturação, o mesmo
ocorre com os leucócitos, vou te explicar como
ocorre esse processo, mas primeiro vou te
falar o que são os leucócitos
Os leucócitos são células de defesa do nosso
organismo, vamos imaginar que nosso corpo é
um grande castelo, então os leucócitos são
nossos soldados
Os leucócitos nos protegem de agentes patogênicos como vírus, bactérias, fungos,
corpos estranhos, parasitas e até mesmo agentes cancerígenos.
O processo de maturação dessas células são chamada de leucopoese, e neste
processo são formados os 5 tipos de leucócitos , e os mesmo são divididos em dois
grupos: Leucócitos granulócitos e leucócitos agranulócitos
Vamos ver agora mais sobre eles
LEUCÓCITOS GRANULÓCITOS
Como o nome mesmo sugere, os granulócitos possuem grânulos, e são eles :
Basófilo, eosinófilo e neutrófilo
NeutrófiloBasófilo Eosinófilo
Brenda Gonçalves - brendalorraynealves@hotmail.com.br - IP: 177.131.175.181
27
LEUCÓCITOS
Como o nome mesmo sugere, os agranulócitos não possuem grânulos, e são eles :
Monócito e linfócito
Linfócito Monócito
Agora vocês devem está pensando que é ruim de decorar né? por isso o titio Gabriel
vai dar um MACETE para decorar
Granulócitos: Terminação OFILO
Agranulócitos: Terminação OCITO
LEUCÓCITOS AGRANULÓCITOS
FUNÇÕES DOS LEUCÓCITOS
associado a infecções bacterianas e fungos, eles tem
capacidade de fagocitose e são os leucócitos mais
abundantes no sangue, a característica principal deste
leucócito é apresentar núcleo apresenta de 2 a 5 lóbulos
NEUTRÓFILOS
Brenda Gonçalves - brendalorraynealves@hotmail.com.br - IP: 177.131.175.181
28
associados a infecções parasitárias e alergias, não são
especializados em fagocitose, realizam sua função de defesa
liberando para o meio extracelular o conteúdo dos seus grânulos 
EOSINÓFILOS
Associados a alergias, essa célula libera heparina evitando a
formação de coágulos e libera histamina, o que permite a
vasodilatação no local da inflamação, possibilitando um acesso
facilitado de outros soldadinhos de defesa
BASÓFILOS
associado a alergias ou infecções bacterianas, elas migram da
corrente sanguínea para o tecido para se diferenciar em
macrófagos, que tem como principal função realizar a fagocitose.
eles tem outras funções que variam conforme o local onde ele é
encontrado e da denominação recebida
MONÓCITOS
LINFÓCITOS
Os linfócitos são divididos em duas categorias: Linfócitos T e
B, e eles participam na defesa contra infecções virais e alguns
linfomas
O linfócito T participa da imunidade celular mediadas através
da produção de enzimas líticas e de citocinas, na qual o alvo
são microrganismos intracelular
O linfócito B participa da imunidade humoral mediada através 
de anticorpos, produzidos pelos plasmócitos ( Linfócitos B
maduros), na qual o alvo são microrganismos extracelulares e
toxinas
linfócitos T
linfócitos B
Brenda Gonçalves - brendalorraynealves@hotmail.com.br - IP: 177.131.175.181
29
CONTAGEM DIFERENCIAL DE LEUCÓCITOS:
Fazer a confecçãodo esfregaço sanguíneo1.
examinar com objetiva de imersão, fazendo a contagem diferencial de 100
leucócitos. de preferencia na área central
2.
Calcular valores relativos (%) e absolutos de cada tipo de leucócito (mm3) fazendo
regra de 3
3.
Exemplo: 
Se você encontrou
 
50 neutrófilos = 50% 
5 eosinófilos = 5%
34 linfócitos = 34%
9 monócitos = 9%
2 basófilos = 2%
Se na contagem total de resultado foi 10.000
Agora você faz uma regra de 3 simples para cada
leucócito 
10.000 -------------------100
x------------------------- 50
100x = 500.000
X = 500.000/100
X= 5.000
Então temos 5mil neutrófilos, e continuamos a
fazer com todos os tipos de leucócitos
Brenda Gonçalves - brendalorraynealves@hotmail.com.br - IP: 177.131.175.181
30
PLAQUETOPOESE
MATURAÇÃO DAS PLAQUETAS:
MEGACARIOBLASTO
Núcleo arredondado, cromatina frouxa e
delicada, núcleolos visíveis, citoplasma mais
abundante do que em outras células. Presença
de extensões citoplasmáticas em formato de
gotas: uma tentativa de divisão do citoplasma,
porém sem sucesso.
PRÓ-MEGACARIÓCITO
Apresentando um tamanho superior ao megacarioblasto, a célula tenta realizar uma
divisão nuclear. Durante esse processo, grânulos citoplasmáticos emergem devido às
extensões citoplasmáticas voltando-se para o interior da célula, resultando na
formação de vesículas por endomitoses. As plaquetas são originadas por
invaginações da membrana e surgem a partir da periferia celular.
MEGACARIÓCITO
A célula continua a crescer, mas sem dividir o
núcleo. Não ocorrem mitoses na célula, e a
cromatina se condensa ligeiramente, enquanto a
coloração basofílica diminui. Os grânulos
citoplasmáticos se exteriorizam por rompimento
ou exocitose (originando plaquetas).
Brenda Gonçalves - brendalorraynealves@hotmail.com.br - IP: 177.131.175.181
31
PLAQUETAS
Brenda Gonçalves - brendalorraynealves@hotmail.com.br - IP: 177.131.175.181
32
As plaquetas são produzidas na medula óssea, e
vivem cerca de 10 dias, pois estão sempre se
renovando
é apenas um fragmento arroxeado/azulado
Não são consideradas células, e sim fragmentos de
megacariocitos
TROMBÓCITOS
Elas formam um tampão plaquetário, que tem como função evitar que você continue
a sangrar em caso de cortes no tecido os vasos, elas atuam no processo de
coagulação sanguínea
FUNÇÕES DOS PLAQUETAS
Geralmente, o corpo humano contém de 150 mil a 450 mil plaquetas por microlitro de
sangue. Dessas, 70% circulam no sistema sanguíneo, enquanto 30% ficam no baço.
As plaquetas circulantes têm uma vida útil de cerca de 10 dias, após os quais são
levadas para o baço e o fígado.
Um aumento excessivo das plaquetas circulantes é chamado de trombocitose,
enquanto uma diminuição acentuada abaixo dos valores normais é conhecida como
trombocitopenia. Ambos os casos são preocupantes, pois a trombocitose está
associada a um maior risco de formação de coágulos sanguíneos, enquanto a
trombocitopenia está ligada a um aumento do risco de hemorragias.
Brenda Gonçalves - brendalorraynealves@hotmail.com.br - IP: 177.131.175.181
33
HEMOSTASIA E COAGULAÇÃO
A hemostasia é uma resposta do corpo que tem como
função prevenir e interromper sangramentos e
hemorragias
A hemostasia é regulada por três tipos de mecanismos:
Extravasculares : incluem a constituição e a elasticidade dos tecidos na periferia dos
vasos.
Vasculares : relacionam-se à elasticidade e tônus da parede vascular.
Intravasculares: associados à substâncias envolvidas no processo de coagulação do
sangue.
RESPOSTAS OCORRE EM CONSEQUÊNCIA DA LESÃO DO VASO SANGUÍNEO
Com a vasoconstrição há uma diminuição do sangramento, e uma aglutinação
entre as plaquetas
1.
As plaquetas aderem a superfície do local da lesão2.
A fibrina é depositada e há formação do coágulo3.
Ocorre a lise da fibrina com recanalização do vaso.4.
Brenda Gonçalves - brendalorraynealves@hotmail.com.br - IP: 177.131.175.181
ESTANCA O
SANGRAMENTO
34
HEMOSTASIA E COAGULAÇÃO
A hemostasia é crucial para impedir sangramentos, assegurando a
sobrevivência do organismo. Ela evita a formação de coágulos
excessivos, os dissolve após a reparação do dano e mantém um
equilíbrio entre fatores pró e anti-coagulantes, incluindo a
fibrinólise. Este processo fisiológico normal previne e interrompe
sangramentos, protegendo a integridade dos vasos sanguíneos e
mantendo a fluidez do sangue.
HEMOSTASIA
HEMOSTASIA
PRIMARIA
AÇÃO DAS PLAQUETAS E FORMAÇÃO
DO TAMPÃO PLAQUETÁRIO
A hemostasia é o processo inicial da coagulação desencadeado por lesões
vasculares. Ela envolve a formação de um tampão hemostático com a agregação de
plaquetas, resultante da exposição da matriz extracelular (MEC) devido à lesão. Isso é
acompanhado por vasoconstrição, aumento da permeabilidade vascular com edema,
vasodilatação nas proximidades da lesão e aderência de plaquetas.
Brenda Gonçalves - brendalorraynealves@hotmail.com.br - IP: 177.131.175.181
EVITA O
RESANGRAMENTO
35
SECUNDARIA OS FATORES DA CASCATA DE
COAGULAÇÃO AGEM EM CONJUNTO
PARA FORMAR A REDE DE FIBRINA.
Nessa fase, o tampão plaquetário inicial se fortalece com a exposição do fator
tecidual na área lesionada do revestimento vascular. O fator tecidual, também
chamado de tromboplastina, trabalha em conjunto com o fator II para iniciar a
cascata de coagulação, resultando na formação de trombina. A trombina, por sua vez,
converte o fibrinogênio, uma proteína solúvel no plasma, em fibrina, uma proteína
insolúvel.
COMPONENTES DA RESPOSTA HEMOSTÁTICA
Plaquetas
Fatores de coagulação
Inibidores da coagulação
Mecanismos fibrinolítico
Vasos sanguíneos
ADESÃO PLAQUETÁRIA
A adesão plaquetária ocorre quando as plaquetas entram em contato com colágeno e
fator de von Willebrand (FvW) através de proteínas em sua superfície. A principal
maneira pela qual isso acontece é quando um complexo receptor na membrana das
plaquetas, chamado GP Ib-IX-V, se liga à proteína de adesão conhecida como fator de
von Willebrand (vWF) na camada abaixo do revestimento vascular. Além disso, outras
interações adesivas, como a ligação de outro receptor plaquetário, o GPIa-IIa, ao
colágeno na matriz, também contribuem para a adesão plaquetária.
HEMOSTASIA PRIMARIA (COAGULAÇÃO)
Brenda Gonçalves - brendalorraynealves@hotmail.com.br - IP: 177.131.175.181
Paqueta
Paqueta
Paqueta
fibrina
fibrina
36
AGREGAÇÃO PLAQUETÁRIA
A agregação plaquetária envolve a ligação do fibrinogênio ao receptor de plaquetas
chamado complexo GPIIb-IIIa. Este receptor muda sua forma e afinidade após a
ativação das plaquetas, permitindo que o fibrinogênio atue como uma ponte entre as
plaquetas ativadas. Além disso, o fibrinogênio ligado à matriz abaixo do revestimento
vascular pode ativar esse receptor. Quando ativado, o complexo se liga ao
citoesqueleto da plaqueta, promovendo sua dispersão e retração do coágulo. A
agregação plaquetária estabiliza o tampão hemostático ao estreitar o contato entre
as plaquetas e promover sinalização adicional, contribuindo para a consolidação do
coágulo formado.
LIBERAÇÃO E AMPLIFICAÇÃO
Na fase de Liberação e Amplificação, a ativação plaquetária desencadeia uma série
de eventos. Os grânulos plaquetários liberam ADP e serotonina, recrutando mais
plaquetas e reforçando a agregação. Proteínas de adesão, como a fibronectina e a
trombospondina, estabilizam os agregados plaquetários. Além disso, é liberado o
fator V, um componente da cascata de coagulação, e o Tromboxano A2 (TXA2), que
intensifica a agregação e causa vasoconstrição. Existe também um mecanismo de
realimentação que amplifica a ativação plaquetária. Em contrapartida, substâncias
como a Prostaciclina (PGI2) e o óxido nítrico (NO) atuam como antagonistas, inibindo a
agregação plaquetária. Esses processos desempenham um papel fundamental na
regulação da coagulação e na resposta a danos no sistema vascular.
Brenda Gonçalves - brendalorraynealves@hotmail.com.br - IP: 177.131.175.181
37
HEMOSTASIA SECUNDÁRIA (COAGULAÇÃO)
As interações entre proteases plasmáticas e seus co-fatores culminam na formação
da trombina, que por sua vezconverte o fibrinogênio em fibrina. Isso envolve a
ativação dos fatores de coagulação, produzidos no fígado, com alguns dependentes
da vitamina K. Existem duas vias para a coagulação, a intrínseca e a extrínseca,
ambas convergindo para a via comum que leva à formação da trombina. A trombina,
catalisada pelo fator XIII ativado, promove a estabilização do coágulo por meio de
ligações cruzadas na fibrina. Esse processo é parte da hemostasia secundária,
envolvendo a cascata de coagulação, e é desencadeado por lesões vasculares que
expõem colágeno (via intrínseca) ou fator tecidual (via extrínseca).
CASCATA DE COAGULAÇÃO
O modelo da cascata divide a coagulação em duas vias: intrínseca, com todos os
componentes no sangue, e extrínseca, que requer a presença do fator tecidual (TF) na
membrana celular subendotelial.
Brenda Gonçalves - brendalorraynealves@hotmail.com.br - IP: 177.131.175.181
38
VIA INTRISICA
A via extrínseca da coagulação é uma das duas principais vias da coagulação e é
ativada quando o tecido é danificado.
O fator tecidual é uma proteína que é liberada pelas células danificadas. O fator VII,
que está presente no sangue, se liga ao fator tecidual na presença de íons cálcio.
Este complexo ativa o fator X, que é uma enzima que converte a protrombina em
trombina.
A trombina é uma enzima que converte o fibrinogênio, uma proteína presente no
sangue, em fibrina. A fibrina é uma proteína fibrosa que forma uma rede que prende
as células sanguíneas e outros materiais no local da lesão.
Aqui está uma representação esquemática da via extrínseca da coagulação:
Tecido danificado → fator tecidual → fator VII → fator Xa → protrombina → trombina
→ fibrinogênio → fibrina
VIA INTRISICA
A ativação da via intrínseca começa quando o fator XII, uma proteína presente no
sangue, entra em contato com uma superfície estranha. O fator XII é então ativado e
converte o fator XI em XIa. O fator XIa converte o fator IX em IXa.
O fator IXa e o fator VIIa, que está presente no sangue, se ligam à superfície de
fosfolipídio através de uma “ponte” de cálcio. Este complexo ativa o fator X, que é uma
enzima que converte a protrombina em trombina.
A trombina é uma enzima que converte o fibrinogênio, uma proteína presente no
sangue, em fibrina.
Aqui está uma representação esquemática da via intrínseca da coagulação:
Sangue → fator XII → fator XIa → fator IXa → fator VIIa → fator Xa → protrombina →
trombina → fibrinogênio → fibrina
Brenda Gonçalves - brendalorraynealves@hotmail.com.br - IP: 177.131.175.181
FATORES SINÔNIMOS
I Fibrinogênio 
II Protrombina 
III Tromboplastina
IV Íons Cálcio 
V Fator lábil ou proacelerina
VII Fator estável ou proconvertina
39
FATORES DE COAGULAÇÂO E SINÔNIMOS
VIII Fator antihemofilico( FAH)
IX Fator componente tromboplastico do plasma
X Fator Stuart
XI Antecedente tromboplastico do plasma
XII Fator de Hageman
XIII Fator estabilizador de fibrina
Fator II (pró-trombina), VII, IX e X (fatores de coagulação)
FATORES VITAMINA K DEPENDENTES
A vitamina K é necessária para a carboxilação de resíduos de glutamato em resíduos de ácido
gama-carboxiglutâmico (Gla) nas proteínas dependentes de vitamina K. A carboxilação do
glutamato é um processo que adiciona um grupo carboxila (-COOH) ao resíduo de ácido
glutâmico.
A carboxilação do glutamato é necessária para que as proteínas dependentes de vitamina K
funcionem corretamente. As proteínas dependentes de vitamina K são necessárias para a
ativação de fatores de coagulação, para a formação de trombina e para a estabilização da
fibrina.
Brenda Gonçalves - brendalorraynealves@hotmail.com.br - IP: 177.131.175.181
40
TÉCNICA
TEMPO DE TROMBOPLASTINA PARCIAL ATIVADO (TTPA)
Pré aquecer o reagente 2 do kit
Pipetar 0,1ml do plasma citratado e incubar a 37ºC por 3 minutos 
Adicionar o reagente 1 ao plasma e levar ao banho-maria novamente por mais 3
minutos.
Transferir o reagente 2 já aquecido no tubo que continha o plasma do paciente e o
reagente 1 
Disparar o cronômetro, agitando levemente o tubo até visualizar a formação do
coágulo e anotar o resultado do intervalo entre o disparo do cronometro e a
formação do coágulo
Valor de referência: 25 a 40 segundos 
avalia a hemostasia e identifica alterações em diversos outros fatores de
coagulação, inclusive na hemofilia;
TEMPO DE PROTROMBINA (TAP OU TP)
TÉCNICA
Pipetar em um tubo de ensaio 0,1 ml do reagente do kit e incubar em banho-maria
por 10 minutos a 37°C
Adicionar 0,1ml do plasma citratado do paciente
Disparar o cronômetro e agitar o tubo levemente até a formação do coágulo 
Anotar o resultado do intervalo entre o disparo do cronometro e a formação do
coágulo
Valor de referência: 12 a 16 segundos
 utilizado para se avaliar a integridade da coagulação, principalmente no
que se refere ao Fator VII, um dos que se alteram em doenças hepáticas
Brenda Gonçalves - brendalorraynealves@hotmail.com.br - IP: 177.131.175.181
Trombomodulina
Trombina
EPCR
Proteina C ( Zimogênio)
Proteína C ativada ( enzima)
Citoplasma
Ativação da proteína C
Fator VIIIi
Fator Vi
PCA
Fator Va
Fator VIIIa
Inativação
Atividade anticoagulante
Quando a cascata de coagulação é ativada, ela produz trombina, que converte fibrinogênio
em fibrina, promovendo a coagulação. A trombina também ativa a proteína C ao interagir
com a trombomodulina nas células endoteliais. A proteína C ativada, junto com a proteína S,
forma um complexo que inativa rapidamente os fatores V e VIII, necessários para a ativação
do fator X, prevenindo a geração excessiva de trombina e evitando coagulação em excesso.
Esse complexo também realiza uma ação de quebra (proteolítica) nos fatores V e VIII
ativados. Além disso, a proteína C ativada estimula a fibrinólise, desativando o inibidor da
ativação do plasminogênio e promovendo a produção de ativadores do plasminogênio, o que
contribui para a dissolução de coágulos sanguíneos. Em conjunto, esses mecanismos
ajudam a equilibrar a coagulação sanguínea, evitando complicações decorrentes de uma
coagulação excessiva.
41
ANTICOAGULANTES NATURAIS E FIBRINÓLISE
Os anticoagulantes naturais desempenham um papel crucial no organismo ao regular as
reações de coagulação para prevenir a ativação excessiva do sistema, a formação
inadequada de fibrina e a oclusão vascular. Proteínas inibidoras fisiológicas, como o Inibidor
da via do FT (FTPI), a Proteína C (PC) e a Proteína S (PS), bem como a Antitrombina (AT), são
componentes fundamentais desse sistema de regulação. Esses mecanismos garantem um
equilíbrio adequado na coagulação sanguínea, evitando complicações prejudiciais.
PROTEINA C
Brenda Gonçalves - brendalorraynealves@hotmail.com.br - IP: 177.131.175.181
42
ANTICOAGULANTES NATURAISE FIBRINÓLISE
FIBRINÓLISE
O sistema fibrinolítico, composto por proteínas e inibidores, regula a degradação da fibrina
no sangue, sendo a plasmina a enzima-chave nesse processo. A cascata envolve ativadores
específicos, como o t-PA e u-PA, que convertem o plasminogênio em plasmina. A fibrinólise,
normalmente específica para a fibrina, é regulada por interações moleculares. Inibidores
como PAI-1 e a2-antiplasmina atuam nos ativadores e na plasmina. Um novo componente,
TAFI, inibe a fibrinólise ao remover resíduos específicos da fibrina. Este sistema é uma
conexão essencial entre os processos de coagulação e fibrinólise no organismo.
Brenda Gonçalves - brendalorraynealves@hotmail.com.br - IP: 177.131.175.181
43
HEMOGRAMA 
ERITOGRAMA
Parte do hemograma na qual são avaliados os eritrócitos ou hemácias
qualitativamente e quantitativamente
Pipetar 4 ml de um líquido diluidor chamado Hayem, em um tubo de ensaio.1.
Com a pipeta transferir 20 μl de sangue para o tubo com o líquido diluidor2.
 Homogeneizar a solução por 5 minutos3.
 Preencher a câmara de Neubauer4.
CONTAGEM DE HEMÁCIAS NA CÂMARA DE NEUBAUER
TÉCNICA
LEITURA
Focar na objetiva de 10x e contar na de 40x 1.
Contar as hemácias de cinco quadrados pequenos localizados no quadrante
central (4 cantos e 1 central)
2.
Multiplicar o resultadoda soma dos 5 quadrados por 10.0003.
Brenda Gonçalves - brendalorraynealves@hotmail.com.br - IP: 177.131.175.181
44
HEMOGRAMA 
 Preencher um tubo capilar com sangue até 3/4 da sua altura.1.
 Fechar uma das extremidades com massa modelar2.
Centrifugar na microcentrífuga por 5 minutos a 10.000 rpm3.
Realizar a leitura na régua padronizada considerando o volume eritrocitário4.
HEMATÓCRITO
TÉCNICA
Hematócrito é uma medida da proporção de hemácias no sangue, e o valor é
expresso em percentual
Valores de referência
Mulheres: 35% a 47%
Homens: 38% a 52%
* Valores de referência podem sofrer variações de
um laboratório para o outro
Brenda Gonçalves - brendalorraynealves@hotmail.com.br - IP: 177.131.175.181
45
HEMOGRAMA 
HEMOGLOBINA
Tipos de hemoglobina
Hemoglobina A1
 
Em adultos normais, ela representa cerca de 97% da hemoglobina total
Hemoglobina A2
Esta representa cerca de 2% da Hb total em adultos normais
Hemoglobina Fetal
É encontrada no feto e ao logo do seu crescimento vai diminuindo seu nível chegando
a 1% da Hb Total
Proteína presente nas hemácias
Proteína de estrutura quaternária
Formada pela combinação de cadeias de
globina e do grupo HEME - a parte HEME
é a parte que contém o ferro e a globina
Quando está abaixo de 12 g/dl é
caracterizada anemia
Brenda Gonçalves - brendalorraynealves@hotmail.com.br - IP: 177.131.175.181
46
HEMOGRAMA 
ÍNDICES HEMATIMÉTRICOS
Volume Corpuscular Médio (VCM) - Avalia o tamanho médio dos eritrócitos
(Hemácias).
Valores de referência: 80- 100 fl (fentolitros)
Microcitose Normocitose Macrocitose
> 100 fl80-100 fl 33
Brenda Gonçalves - brendalorraynealves@hotmail.com.br - IP: 177.131.175.181
47
HEMOGRAMA 
Red Cell Distribution Width (RDW) - Avalia a variação no tamanho das hemácias,
sendo essa variação denominada anisocitose.
referências: 11,5 - 14,5 %
Concentração da Hemoglobina Corpuscular Médio (CHCM): Avalia a concentração da
hemoglobina, que tá dentro da Hemácia.
Considera-se normal de 31-36 g/dL de hemácias.
Exemplo de ANISOCITOSE
Brenda Gonçalves - brendalorraynealves@hotmail.com.br - IP: 177.131.175.181
48
ALTERAÇÕES DO ERITROGRAMA
ANEMIAS
CLASSIFICAÇÃO DAS ANEMIAS
ANEMIAS MICROCÍTICA HIPOCROMICA
VCM 100FL
Nesse caso significa que as hemácias estão com tamanho maior que o normal,
o que pode indicar
• Deficiência de vitamina b12 e b9
• Anemia aplástica
• Mielodisplasia
• Hepatopatias
Brenda Gonçalves - brendalorraynealves@hotmail.com.br - IP: 177.131.175.181
50
LEUCOGRAMA
Pipetar 4 ml de um líquido chamado Turk, em um tubo de ensaio.1.
Com a pipeta transferir 20 μl de sangue para o tubo com o líquido 2.
 Homogeneizar e aguardar 20 minutos3.
 Preencher a câmara de Neubauer4.
CONTAGEM GLOBAL DE LEUCÓCITOS COM CÂMARA DE NEUBAUER
TÉCNICA
LEITURA
Focar na objetiva de 10x e contar na de 40x 1.
Contar os leucócitos de4 quadrantes (4 cantos)2.
Multiplicar o resultado da soma dos 4 quadrados por 503.
Brenda Gonçalves - brendalorraynealves@hotmail.com.br - IP: 177.131.175.181
51
LEUCOGRAMA
ALTERAÇÕES DO LEUCOGRAMA
Agora vamos entender um leucograma
Leucocitose : Aumentos dos números de leucócitos acima dos valores de
referencias e podem esta associados a leucemias, linfomas, infecções.
Leucopenia: Diminuição do numero de leucócitos abaixo do valor de
referencia e podem está associados a aplasia da medula óssea e etc.
agora vamos aprender outros termos, mas vou passar um macete que vai te
ajudar muito, se liga. Quando você ver a terminação 
"ofilia" ou "ose" : Aumento de determinado leucócito
penia: Diminuição de determinado leucócito
Vamos ver isso na prática.
N° de eosinófilos acima do
valor de referência
EOSINOFILIA
Podem está associados a
Câncer
Infecção parasitaria
Doenças alérgicas
EOSINOPENIA
N° de eosinófilos abaixo do valor
de referência
Podem está associados a
 estresse
Infecções e inflamações
Brenda Gonçalves - brendalorraynealves@hotmail.com.br - IP: 177.131.175.181
52
NEUTROPENIA
N° de neutrófilos abaixo do valor
de referência
Podem está associados a
Deficiência de Vitamina B12
Mielodisplasias
Infecções virais
Aplasia de Medula Óssea 
NEUTROFILIA
N° de neutrófilos acima do valor
de referência
Podem está associados a
Infecções
doenças inflamatorias
leucemias
gravidez
estresse
esforço fisico
neoplasias
BASOFILIA
N° de basófilos acima do valor de
referência
Podem está associados a
 Asma, sinusite e rinite
Colite ulcerativa
Insuficiência Renal Crônica
Artrite
Anemia Hemolítica
Neoplasias mieloproliferativas crônicas
Brenda Gonçalves - brendalorraynealves@hotmail.com.br - IP: 177.131.175.181
53
MONOCITOSE
N° de monócitos acima do valor de
referência
Podem está associados a
Tuberculose
Endocardite bacteriana
Recuperação de infecções
Artrite reumatoide
Leucemias
MONOCITOPENIA
N° de monócitos abaixo do valor de
referência
Podem está associados a
 anemia aplástica e leucemia.
infeções no sangue 
tratamentos de quimioterapia
LINFOCITOSE
N° de linfócitos acima do valor de
referência
Podem está associados a
Infecções virais
Infecções bacterianas 
Leucemias linfoides agudas e
crônicas 
LINFOCITOPENIA
N° de linfócitos abaixo do valor de
referência
Podem está associados a
Imunossupressão
 Radioterapia 
 Quimioterapia 
Linfoma de Hodgkin 
Lúpus Eritematoso Sistêmico
HIV/AIDS 
Brenda Gonçalves - brendalorraynealves@hotmail.com.br - IP: 177.131.175.181
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
Biomedicina Padrão. Como identificar linfócitos reativos. Disponível em:
. Acesso em: 26 de outubro
de 2023.
Biomedicina Padrão. Esferocitose. Disponível em: .
Acesso em: 26 de outubro de 2023.
Hemoglobinopatias. Diagnóstico da anemia falciforme. Disponível em: . Acesso em: 26 de outubro de 2023.
Instituto Nacional de Câncer (Brasil). Leucemia. Disponível em: https://www.inca.gov.br/tipos-de-cancer/leucemia/. Acesso
em: 26 de outubro de 2023.
Lab Tests Online. Hematócrito. Disponível em: . Acesso em: 26 de
outubro de 2023.
MSD Manuals. (2023). Visão geral dos distúrbios de coagulação. Edição para profissionais. MSD Manuals. Disponível em:
https://www.msdmanuals.com/pt/profissional/hematologia-e-oncologia/hemostasia/vis%C3%A3o-geral-de-hemostasia.
Acesso em: 2 de dezembro de 2023
National Center for Biotechnology Information (NCBI). Anemia sideroblástica. Disponível em:
. Acesso em: 26 de outubro de 2023.
Pravaler. Hemoglobina: o que é, estrutura,função e tipos. Disponível em: . Acesso em: 26 de outubro de 2023.
Programa Nacional de Controle do Câncer (Brasil). Vigilância de fatores de risco e proteção para doenças crônicas por
inquérito telefônico (VIGISAN): Brasil, 2020. Disponível em: . Acesso em: 26 de outubro de 2023.
Toda Matéria. Tipos sanguíneos. Disponível em: . Acesso em: 26 de
outubro de 2023.
Tua Saúde. Anemia sideroblástica: o que é, sintomas, causas e tratamento. Disponível em:
. Acesso em: 26 de outubro de 2023.
Tua Saúde. Talassemia: o que é, sintomas, tipos, causas e tratamento. Disponível em:
. Acesso em: 26 de outubro de 2023.
Universidade Federal de Goiás. Hematologia: células do sangue e da medula óssea. Disponível em:
https://hematologia.farmacia.ufg.br. Acesso em: 26 de outubro de 2023.
Universidade Federal de Goiás (UFG). Leucopoese. Disponível em: . Acesso
em: 26 de outubro de 2023.
Universidade Federal de São João del-Rei (UFSJ). Atlas de Hematologia Clínica. Disponível em:
. Acesso em: 26
de outubro de 2023.
SITES
Brenda Gonçalves - brendalorraynealves@hotmail.com.br - IP: 177.131.175.181
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
LIVROS
AZEVEDO, MARIA REGINA ANDRADE DE. Hematologia Básica: Fisiopatologia e Diagnóstico
Laboratorial. 5 ed. Rio de Janeiro: Revinter, 2013.
GUALANDRO, SANDRA FÁTIMA MENOSI. Análise do Exame Hematológico: Alterações dos
Eritrócitos, Cap. 84 – Download PDF
Hoffbrand, P.A.H.; Moss,J.E. Pettit – Fundamentos em Hematologia,6ª. Ed – Artmed
2013.
Laboratório de hematologia: teorias, técnicas e atlas / Márcio Antônio Wanderley de Melo /
Cristina Magalhães da Silveira – 1. ed. – Rio de janeiro: Rubio, 2015.
NAOUM, FLÁVIO AUGUSTO. Doenças que alteram os Exames Hematológicos. 2 ed. Rio de
Janeiro: Atheneu, 2017.
RICHARD, A. MCPHERSON; MATTHEW, R. PINCUS. Diagnósticos Clínicos e Tratamentos Por
Métodos Laboratoriais. 21 ed. Barueri, SP: Manole, 2012.
ZAGO, Marco Antônio; FALCÃO Roberto Passeto; PASQUINI Ricardo. Tratado de Hematologia.
1. ed. São Paulo: Atheneu, 2013.
Brenda Gonçalves - brendalorraynealves@hotmail.com.br - IP: 177.131.175.181

Mais conteúdos dessa disciplina