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HEMATOLOGIA BÁSICA EXPERT 3.0 @BIOMEDGABRIEL Produzido por Gabriel Oliveira Brenda Gonçalves - brendalorraynealves@hotmail.com.br - IP: 177.131.175.181 SUMÁRIO Este conteúdo é destinado apenas para o uso privado da pessoa que o obteve. Por conseguinte, é estritamente proibido compartilhá-lo e/ou comercializá-lo, pois tal ato constitui uma violação do artigo 184 do Código Penal Brasileiro. Essa transgressão pode resultar em uma pena de prisão de 3 meses a 4 anos, além da imposição de uma multa. ATENÇÃO!!! 4 5 8 9 13 21 22 26 30 32 33 43 54 INTRODUÇÃO HEMATOPOIESE ERITROPOESE HEMÁCIAS HEMOGLOBINA IMUNO-HEMATOLOGIA LEUCOPOESE LEUCÓCITOS PLAQUETOPOESE TROMBÓCITOS HEMOSTASIA E COAGULAÇÃO HEMOGRAMA REFERÊNCIAS Brenda Gonçalves - brendalorraynealves@hotmail.com.br - IP: 177.131.175.181 Obrigado por adquirir o resumo Hematologia, fico muito feliz por acreditar em meu trabalho, por isso buscarei sempre trazer os melhores conteúdos para você, neste resumo deixei de forma mais simples coisas que muitas pessoas sentem muita dificuldade Em caso de dúvidas e sugestões envie uma mensagem pelo Instagram @biomedgabriel ou pelo meu whatsapp (88) 999573613 Brenda Gonçalves - brendalorraynealves@hotmail.com.br - IP: 177.131.175.181 INTRODUÇÃO 4 COMPOSIÇÃO SANGUÍNEA Hemácias Leucócitos Plaquetas Plasma PLASMA O plasma é a porção líquida do sangue e constitui cerca de 55% do volume sanguíneo total. É uma solução amarelada que contém água, eletrólitos (como sódio, potássio e cloreto), nutrientes (glicose, aminoácidos), hormônios, gases (como oxigênio e dióxido de carbono) e produtos de resíduos metabólicos (como ureia e creatinina). Está relacionada com a quantidade de células presentes no plasma sanguíneo e com sua composição química. É principalmente determinada pelo hematócrito, que representa o volume ocupado pelos glóbulos vermelhos no sangue. PROPRIEDADES DO SANGUE VISCOSIDADE SANGUÍNEA: FLUXO SANGUÍNEO: É sustentado pelo ritmo dos batimentos cardíacos. Os glóbulos vermelhos se posicionam no centro do fluxo sanguíneo. Os glóbulos brancos e as plaquetas circulam próximos à parede dos vasos sanguíneos. A flexibilidade dos glóbulos vermelhos desempenha um papel crucial nesse processo. Brenda Gonçalves - brendalorraynealves@hotmail.com.br - IP: 177.131.175.181 A produção das primeiras células sanguíneas fora do embrião começa no primeiro mês de vida pré-natal, esse processo ocorre no saco vitelino, sendo os eritroblastos primitivos os primeiros a surgir. A partir da sexta semana, o fígado assume a responsabilidade da hematopoese, sendo o principal órgão envolvido nas fases iniciais e intermediárias da vida fetal. Enquanto o baço e os linfonodos têm um papel secundário na hematopoese durante a fase intermediária da vida fetal, o fígado ainda desempenha um papel predominante. Na segunda metade da vida fetal, a medula óssea ganha importância crescente na produção de células sanguíneas. HEMATOPOIESE 5 O termo "hematopoese" se refere à produção das células sanguíneas. Esse conceito abrange o estudo de todos os processos relacionados à origem, reprodução e amadurecimento das células primordiais ou precursoras das células do sangue, no interior da medula óssea, Células se originam na Aorta dorsal (hemangioblastos): migram para fígado e baço. A hematopoese pode ser dividida em duas fases distintas: PERÍODO EMBRIONÁRIO E FETAL PERÍODO PÓS-NATAL Após o nascimento, a produção de células sanguíneas no fígado cessa e a medula óssea se torna o único local de fabricação de células como eritrócitos, granulócitos e plaquetas. As células-tronco e progenitoras permanecem na medula. Linfócitos B são produzidos na medula e órgãos linfoides, enquanto os linfócitos T vêm do timo e órgãos linfoides. Após o nascimento, a medula é predominantemente vermelha, mas à medida que a criança cresce, apenas alguns ossos planos e porções dos ossos longos mantêm a produção sanguínea. Brenda Gonçalves - brendalorraynealves@hotmail.com.br - IP: 177.131.175.181 6 HEMATOPOIESE Disponível em Wikipédia Brenda Gonçalves - brendalorraynealves@hotmail.com.br - IP: 177.131.175.181 ERITROPOESE ERITROBLASTO POLICROMÁTICO produção de hemoglobina na célula Núcleo: cromatina condensada Citoplasma contém menos RNA Mais hemoglobina Citoplasma azul claro-acinzentado Rica em ribossomos Possuem pouca ou ausência hemoglobina Dá origem a dois eritoblasto basófilo por mitose Relação núcleo/citoplasma alta Possui citoplasma com basofilia moderada Cromatina frouxa com presença de nucléolos PROERITROBLASTO ERITROBLASTO BASÓFILO Célula um pouco menor que o proeritroblasto Relação N/C moderada ou alta Citoplasma com intensa basofilia devido grande quantidade de RNA (não visível). Núcleo com cromatina mais condensada Não há presença de nucléolos 7 MATURAÇÃO DOS ERITRÓCITOS Brenda Gonçalves - brendalorraynealves@hotmail.com.br - IP: 177.131.175.181 ERITROPOESE 8 núcleo se desloca para a parede da membrana, onde vai ocorrer a extrusão deste, ou seja, expulso da célula cromatina muito condensada Relação N/C diminuída Citoplasma varia entre basófilo e acidófilo eritroblastos que perderam o núcleo, mas que contém em seu interior algumas organelas, que será perdido nessa fase Essas organelas que podem ser visualizadas usando a coloração azul de cresil brilhante, você vai notar que eles são como "grânulos" grosseiros, organizados em pequenas fileiras dando-lhe o aspecto reticulado. ERITROBLASTO ORTOCROMÁTICO RETICULÓCITOS ERITRÓCITOS OU HEMÁCIAS formato de disco bicôncavo são anucleadas apresenta um halo central diâmetro é de aproximadamente sete micrômetros principal função é o transporte de oxigênio. vida útil de 120 dias em média Brenda Gonçalves - brendalorraynealves@hotmail.com.br - IP: 177.131.175.181 HEMÁCIAS células sanguíneas que têm formato de disco bicôncavo e são anucleadas Seu diâmetro é de aproximadamente sete micrômetros e sua principal função é o transporte de oxigênio. Em alguns casos ela pode está com outros formatos e isso pode indicar um quadro anêmico. Vamos falar sobre isso daqui a pouco Agora você deve tá se perguntando como surgem as hemácias, e a resposta pequeno gafanhoto, jovem padawan é que elas nascem na medula óssea através de um processo chamado ERITROPOESE, que é o processo de formação e maturação das hemácias Sabe as nossas células troncos pluripotentes, então, elas podem se diferenciar de diversas formas, dando origem a vários tipos de células, no caso específico das hemácias a ERITROPOETINA é a glicoproteína produzida nos rins que atua na estimulação e no controle de produção das células vermelhas do sangue 9 Brenda Gonçalves - brendalorraynealves@hotmail.com.br - IP: 177.131.175.181 DESTRUIÇÃO DAS HEMÁCIAS 10 POR MACRÓFAGOS A destruição normal dos eritrócitos é um processo fascinante. Com uma sobrevida média de apenas 120 dias, essas células são removidas extravascularmente pelos macrófagos em órgãos como o fígado e o baço. Globinas Aminoacidos Ferro Reciclagem Protoporfirina Bilirrubina Bilirrubina conjugada estercobilinogêniourobilinogênio Reabsorvido pelos rins HEMOLISE NOS VASOS SANGUINEOS Hemoglobina metamalbumina hemoglobinúria hemossidenúria Brenda Gonçalves - brendalorraynealves@hotmail.com.br - IP: 177.131.175.181 MEMBRANA DAS HÉMACIAS 11 A membrana dos eritrócitos é composta por uma bicamada lipídica, proteínas de suporte e um esqueleto membranar. Ela é constituída principalmente por 50% de proteínas, 20% de fosfolipídios, 20% de colesterol e até 10% de carboidratos. Os carboidratos estão localizados na camada externa, enquanto as proteínas podem ser periféricas ou estruturais, integrando-se na bicamada lipídica. O esqueleto da membrana é composto por proteínas estruturais, como a espectrina α e β, anquirina, proteína 4.1 e actina, que formam uma rede de suporte no interior do eritrócito, desempenhando um papel fundamental na preservação de sua característica forma biconcava. Falhas nessas proteínas podem resultarem diversas anomalias na morfologia da membrana dos eritrócitos, como a esferocitose e eliptocitose, por exemplo. Esferócitos Eliptócitos Brenda Gonçalves - brendalorraynealves@hotmail.com.br - IP: 177.131.175.181 METABOLISMO ENERGETICO DOS ERITRÓCITOS 12 Nesta série de reações bioquímicas, a glicose presente no plasma é transportada para o eritrócito e metabolizada em lactato. A cada molécula de glicose utilizada, são produzidas duas moléculas de ATP, que fornecem energia para manter o volume, a forma e a flexibilidade da célula. Além disso, a via de Embden-Meyerhof também gera NADH, necessário para a enzima metemoglobina-redutase reduzir a metemoglobina, que é inativa e resultante da oxidação de cerca de 3% da hemoglobina diariamente. Isso converte a metemoglobina em hemoglobina ativa. O desvio de Luebering-Rapoport, uma ramificação dessa via, produz 2,3-DPG, que desempenha um papel importante na regulação da afinidade da hemoglobina pelo oxigênio. Cerca de 10% da glicólise ocorre por meio de uma via oxidativa, na qual a glicose-6- fosfato se transforma em 6-fosfogliconato e ribulose-5-fosfato. Durante esse processo, é produzido NADPH, que se une à glutationa. A glutationa ajuda a preservar os grupos sulfidrilas (SH) na célula, incluindo aqueles encontrados na hemoglobina e na membrana do eritrócito. Além disso, o NADPH é usado por outra enzima chamada metemoglobina-redutase para manter o ferro da hemoglobina em um estado funcional, Fe2+. Em uma das doenças hereditárias mais comuns que afetam os eritrócitos, a deficiência de glicose-6-fosfato-desidrogenase (G6PD), os eritrócitos se tornam altamente vulneráveis ao estresse oxidativo. VIA DE EMBDEN-MEYERHOF VIA HEXOSE-MONOFOSFATO (PENTOSE-FOSFATO) Brenda Gonçalves - brendalorraynealves@hotmail.com.br - IP: 177.131.175.181 13 HEMOGLOBINA Tipos de hemoglobina Hemoglobina A1 Em adultos normais, ela representa cerca de 97% da hemoglobina total Hemoglobina A2 Esta representa cerca de 2% da Hb total em adultos normais Hemoglobina Fetal É encontrada no feto e ao logo do seu crescimento vai diminuindo seu nível chegando a 1% da Hb Total Proteína presente nas hemácias Proteína de estrutura quaternária Formada pela combinação de cadeias de globina e do grupo HEME - a parte HEME é a parte que contém o ferro e a globina Quando está abaixo de 12 g/dl é caracterizada anemia Brenda Gonçalves - brendalorraynealves@hotmail.com.br - IP: 177.131.175.181 Cromossomo 16 Cromossomo 11 IIIIIII 5' 5' 3'3' ζ2ε2 Gower 1 ζ2γ2 Portland α2ε2 Gower 2 EMBRIÃO Gower 2 α2ε2 Gower 2 α2ε2 Gower 2 α2ε2 Gower 2 FETO ADULTO ζ α2 α1 ε Gγ Aγ δ βHS-40 LCR 14 SÍNTESE DA HEMOGLOBINA O sangue de um adulto comum contém três principais tipos de hemoglobina. A principal é conhecida como hemoglobina A, que possui uma estrutura molecular composta por duas unidades alfa e duas unidades beta. Além disso, existem hemoglobinas menos comuns que contêm unidades gama (Hb fetal ou Hb F) ou delta (Hb A2) em vez de unidades beta. Durante o processo de desenvolvimento do embrião e do feto, diferentes tipos de hemoglobina, como a Gower 1, Portland e Gower 2, prevalecem em estágios específicos. Os genes responsáveis pela produção das subunidades da hemoglobina estão localizados em dois grupos, um no cromossomo 11 com as subunidades ε, γ, δ e β, e outro no cromossomo 16 com as subunidades ζ e α. ANORMALIDADES NA HEMOGLOBINA RESULTAM DOS DEFEITOS GENÉTICOS SEGUINTES: Síntese de hemoglobina anormal Diminuição da síntese das cadeias alfa e beta globinas Brenda Gonçalves - brendalorraynealves@hotmail.com.br - IP: 177.131.175.181 15 SÍNDROMES FALCÊMICAS As síndromes falcêmicas são um conjunto de distúrbios da hemoglobina que são herdados através de um gene chamado β-globina S, que é conhecido como "sickle" (foicinha) em inglês. Essa condição genética ocorre devido à substituição de um aminoácido chamado ácido glutâmico por valina na posição 6 da cadeia β A anemia falciforme (quando alguém possui duas cópias do gene Hb SS) é a forma mais comum e grave dessa síndrome. A condição de ser portador (heterozigoto) dessa síndrome é relativamente comum e é encontrada em até 30% da população africana da África Ocidental. Isso ocorre porque ser portador oferece alguma proteção contra a malária. A hemoglobina S (Hb α2β2S) se torna insolúvel e cria cristais quando exposta a baixos níveis de oxigênio. Esses cristais se assemelham a longas fibras formadas por sete fios duplos entrelaçados. Esse processo faz com que as células vermelhas do sangue adotem uma forma em foice, o que pode resultar na obstrução de diferentes partes dos vasos sanguíneos menores, causando ocasionalmente danos aos órgãos. Brenda Gonçalves - brendalorraynealves@hotmail.com.br - IP: 177.131.175.181 16 ANEMIA FALCIFORME A anemia falciforme é uma doença hereditária que causa a deformação dos glóbulos vermelhos, comprometendo sua capacidade de transportar oxigênio e aumentando o risco de obstrução dos vasos sanguíneos. A doença é causada por uma mutação genética que afeta um único aminoácido na cadeia de beta-globina da hemoglobina em que o aminoácido ácido glutâmico é substituído pelo aminoácido valina na posição 6 da cadeia β da globina. Apresentando a hemoglobina S, já na hemácia normal temos a presença da hemoglobina A SINTOMAS Fadiga, Falta de ar, Icterícia, Dores musculares e articulares, Infecções frequentes, Problemas de crescimento em crianças. Aumento do baço DIAGNÓSTICO O diagnóstico da anemia falciforme envolve o teste do pezinho, que busca hemácias em forma de foice, reticulócitos, pontilhado basófilo e baixo valor de hemoglobina O exame de eletroforese de hemoglobina para verificar a presença de hemoglobina SS. TRATAMENTO O tratamento da anemia falciforme pode incluir medicamentos para aliviar os sintomas e prevenir complicações, como antibióticos para prevenir infecções, analgésicos para aliviar a dor Transplante de medula óssea. A anemia falciforme é uma doença genética e hereditária, o que significa que, em alguns casos, é passada dos pais para os filhos. CAUSAS Brenda Gonçalves - brendalorraynealves@hotmail.com.br - IP: 177.131.175.181 17 TALASSEMIA ALFA É causada por uma alteração na molécula alfa-globina das hemoglobinas do sangue, causada por uma ou mais mutações no cromossomo 16 e pode ser dividida em: O traço alfa talassêmico: é uma condição que se caracteriza por uma anemia leve devido à diminuição de apenas uma cadeia alfa-globina. Hemoglobina H: é considerada uma das formas graves da talassemia, já que resulta na ausência de produção de 3 dos 4 genes alfa relacionados à cadeia alfa-globina. Síndrome da hidropsia fetal da hemoglobina Bart's: é o tipo mais grave de talassemia, uma vez que se caracteriza pela ausência de todos os genes alfa, levando à morte do feto durante a gravidez. TALASSEMIAS Genética da α-talassemia. Cada gene α pode sofrer deleção ou, com menos frequência, apresentar disfunção. Os quadrados laranja representam genes normais, enquanto os quadrados verdes representam deleções genéticas ou genes com funcionamento inadequado. Precipitados de Hb H na doença de Hb H, após incubação do sangue total misturado com azul de crezil brilhante a 37ºC / 1 hora. Na associação da Hb AS com doença de Hb H é possível obter resultados similares ao desta figura. Brenda Gonçalves - brendalorraynealves@hotmail.com.br - IP: 177.131.175.181 18 TALASSEMIA BETA A talassemia beta é uma doença causada por uma alteração na molécula de beta-globina presente nas hemoglobinas do sangue, causada mutações no cromossomo 11 e pode ser dividida em três tipos: Talassemia beta menor (ou traço beta talassêmico): é uma das formas mais leves da doença e geralmente não apresenta sintomas, sendo diagnosticada apenas por exames hematológicos. Nesse caso, não é necessário um tratamento específico ao longo da vida, mas pode ser recomendado o uso de suplementos de ácido fólico para prevenir anemias leves. A talassemia beta intermediária: provoca anemia de leve a grave,e em alguns casos pode ser necessário que o paciente receba transfusões de sangue esporadicamente. talassemia beta maior (ou major): é a forma mais grave das betas talassemias, pois há uma ausência completa de produção de cadeias beta-globina. O tratamento é feito com transfusões sanguíneas regulares para diminuir o grau da anemia. Brenda Gonçalves - brendalorraynealves@hotmail.com.br - IP: 177.131.175.181 A poliglobulia apresenta três tipos principais: Poliglobulia aparente: Causada por fatores como excesso de peso, tabagismo, consumo de álcool ou medicamentos. Isso afeta a produção de plasma sanguíneo, tornando o sangue mais espesso. Poliglobulia relativa: Semelhante à aparente, a produção de glóbulos vermelhos é normal, mas há menos plasma, aumentando a viscosidade do sangue. Causada frequentemente por desidratação. Poliglobulia absoluta: O corpo produz muitos glóbulos vermelhos, dividida em: Poliglobulia primária:Devido a deficiências nas células da medula óssea. O exemplo comum é a policitemia vera. Poliglobulia secundária: Resultado de condições como altitude elevada, apneia do sono, doenças cardíacas/pulmonares, ou tumores nos rins. 19 POLIGLOBULIA SINTOMAS CAUSAS A poliglobulia, conhecida também como eritrocitose, é uma condição médica em que há um excesso de produção de glóbulos vermelhos na medula óssea. Esse aumento na produção resulta em um sangue mais viscoso e menos eficiente em circular pelo corpo e órgãos dores de cabeça, tonturas, fadiga intensa, visão turva e sensações de queimação nas extremidades. Brenda Gonçalves - brendalorraynealves@hotmail.com.br - IP: 177.131.175.181 20 POLIGLOBULIA DIAGNÓSTICO O tratamento da poliglobulia visa aliviar sintomas e prevenir complicações, como coágulos sanguíneos. Isso envolve a flebotomia para reduzir glóbulos vermelhos, medicamentos como hidroxiuréia e interferon para diminuir sua quantidade, e anticoagulantes para afinar o sangue. Em casos difíceis, medicamentos inibidores da JAK2, como o ruxolitinibe, controlam a produção excessiva de glóbulos vermelhos. O plano de tratamento é determinado pela causa subjacente e orientação médica. TRATAMENTO A poliglobulia é diagnosticada por médicos clínicos gerais ou hematologistas por meio de um exame do hemograma . Esse teste avalia a quantidade de várias células sanguíneas, como glóbulos vermelhos, glóbulos brancos e plaquetas, e também analisa indicadores como hematócrito e hemoglobina. Em casos específicos, uma biópsia da medula óssea pode ser necessária para obter informações mais detalhadas sobre as características das células sanguíneas na medula óssea. Brenda Gonçalves - brendalorraynealves@hotmail.com.br - IP: 177.131.175.181 21 IMUNO-HEMATOLOGIA GRUPOS SANGUINEOS https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/8/8a/ABO_sangre_tipo.svg/1024px-ABO_sangre_tipo.svg.png Brenda Gonçalves - brendalorraynealves@hotmail.com.br - IP: 177.131.175.181 22 MIELOBLASTO núcleo relativamente grande Cromatina frouxa Citoplasma basofílico e sem grânulos PROMIELÓCITO O citoplasma é basofílico contendo grânulos de coloração azul violáceo e vermelhos. Geralmente são maiores que o mieloblasto Ainda a presenta nucléolo MATURAÇÃO DOS NEUTRÓFILOS, EOSINÓFILOS E BASÓFILOS: LEUCOPOESE MIELÓCITO Ligeiramente menores que os promielócitos Cromatina mais condensada Não apresenta nucléolos Brenda Gonçalves - brendalorraynealves@hotmail.com.br - IP: 177.131.175.181 23 METAMIELÓCITO Núcleo em forma de rim Apresenta granulações finas O citoplasma é claro NEUTRÓFILO BASTONETE/BASTÃO O citoplasma é abundante, claro e contém granulação fina e bem distribuída. Núcleo em formato de U SEGMENTADO apresentando núcleo lobulado (de 2 a 5 lóbulos) conectados por uma fina ponte de cromatina. A cromatina é condensada, corada de roxo e organizada em grumos EOSINÓFILO Possuem dois lóbulos Grânulos alaranjados e grosseiros no citoplasma BASÓFILO Geralmente o núcleo se apresenta em dois lóbulos grânulos grosseiros Difícil visualizar núcleo Brenda Gonçalves - brendalorraynealves@hotmail.com.br - IP: 177.131.175.181 24 MONOBLASTO Apresenta nucléolos cromatina delicada Finos grânulos azurofílicos e vacúolos podem estar presentes PROMONÓCITO Cromatina menos delicada do que o monoblasto contorno celular irregular. nucléolos ainda visíveis MATURAÇÃO DOS MONÓCITOS: MONÓCITO núcleo em formato reniforme. célula grande pode apresentar vacuolados Brenda Gonçalves - brendalorraynealves@hotmail.com.br - IP: 177.131.175.181 25 LINFOBLASTO Célula linfóide imatura Citoplasma basófilo com halo claro perinuclear. Núcleo preenche quase todo o citoplasma Cromatina menos condensada PROLINFÓCITO Cromatina mais condensada que a do linfoblasto Geralmente apresenta um nucléolo bem visível Citoplasma basófilo MATURAÇÃO DOS LINFÓCITOS: LINFÓCITO Citoplasma geralmente escasso Célula pequena Brenda Gonçalves - brendalorraynealves@hotmail.com.br - IP: 177.131.175.181 26 LEUCÓCITOS Como vimos anteriormente as hemácias sofrem um processo de maturação, o mesmo ocorre com os leucócitos, vou te explicar como ocorre esse processo, mas primeiro vou te falar o que são os leucócitos Os leucócitos são células de defesa do nosso organismo, vamos imaginar que nosso corpo é um grande castelo, então os leucócitos são nossos soldados Os leucócitos nos protegem de agentes patogênicos como vírus, bactérias, fungos, corpos estranhos, parasitas e até mesmo agentes cancerígenos. O processo de maturação dessas células são chamada de leucopoese, e neste processo são formados os 5 tipos de leucócitos , e os mesmo são divididos em dois grupos: Leucócitos granulócitos e leucócitos agranulócitos Vamos ver agora mais sobre eles LEUCÓCITOS GRANULÓCITOS Como o nome mesmo sugere, os granulócitos possuem grânulos, e são eles : Basófilo, eosinófilo e neutrófilo NeutrófiloBasófilo Eosinófilo Brenda Gonçalves - brendalorraynealves@hotmail.com.br - IP: 177.131.175.181 27 LEUCÓCITOS Como o nome mesmo sugere, os agranulócitos não possuem grânulos, e são eles : Monócito e linfócito Linfócito Monócito Agora vocês devem está pensando que é ruim de decorar né? por isso o titio Gabriel vai dar um MACETE para decorar Granulócitos: Terminação OFILO Agranulócitos: Terminação OCITO LEUCÓCITOS AGRANULÓCITOS FUNÇÕES DOS LEUCÓCITOS associado a infecções bacterianas e fungos, eles tem capacidade de fagocitose e são os leucócitos mais abundantes no sangue, a característica principal deste leucócito é apresentar núcleo apresenta de 2 a 5 lóbulos NEUTRÓFILOS Brenda Gonçalves - brendalorraynealves@hotmail.com.br - IP: 177.131.175.181 28 associados a infecções parasitárias e alergias, não são especializados em fagocitose, realizam sua função de defesa liberando para o meio extracelular o conteúdo dos seus grânulos EOSINÓFILOS Associados a alergias, essa célula libera heparina evitando a formação de coágulos e libera histamina, o que permite a vasodilatação no local da inflamação, possibilitando um acesso facilitado de outros soldadinhos de defesa BASÓFILOS associado a alergias ou infecções bacterianas, elas migram da corrente sanguínea para o tecido para se diferenciar em macrófagos, que tem como principal função realizar a fagocitose. eles tem outras funções que variam conforme o local onde ele é encontrado e da denominação recebida MONÓCITOS LINFÓCITOS Os linfócitos são divididos em duas categorias: Linfócitos T e B, e eles participam na defesa contra infecções virais e alguns linfomas O linfócito T participa da imunidade celular mediadas através da produção de enzimas líticas e de citocinas, na qual o alvo são microrganismos intracelular O linfócito B participa da imunidade humoral mediada através de anticorpos, produzidos pelos plasmócitos ( Linfócitos B maduros), na qual o alvo são microrganismos extracelulares e toxinas linfócitos T linfócitos B Brenda Gonçalves - brendalorraynealves@hotmail.com.br - IP: 177.131.175.181 29 CONTAGEM DIFERENCIAL DE LEUCÓCITOS: Fazer a confecçãodo esfregaço sanguíneo1. examinar com objetiva de imersão, fazendo a contagem diferencial de 100 leucócitos. de preferencia na área central 2. Calcular valores relativos (%) e absolutos de cada tipo de leucócito (mm3) fazendo regra de 3 3. Exemplo: Se você encontrou 50 neutrófilos = 50% 5 eosinófilos = 5% 34 linfócitos = 34% 9 monócitos = 9% 2 basófilos = 2% Se na contagem total de resultado foi 10.000 Agora você faz uma regra de 3 simples para cada leucócito 10.000 -------------------100 x------------------------- 50 100x = 500.000 X = 500.000/100 X= 5.000 Então temos 5mil neutrófilos, e continuamos a fazer com todos os tipos de leucócitos Brenda Gonçalves - brendalorraynealves@hotmail.com.br - IP: 177.131.175.181 30 PLAQUETOPOESE MATURAÇÃO DAS PLAQUETAS: MEGACARIOBLASTO Núcleo arredondado, cromatina frouxa e delicada, núcleolos visíveis, citoplasma mais abundante do que em outras células. Presença de extensões citoplasmáticas em formato de gotas: uma tentativa de divisão do citoplasma, porém sem sucesso. PRÓ-MEGACARIÓCITO Apresentando um tamanho superior ao megacarioblasto, a célula tenta realizar uma divisão nuclear. Durante esse processo, grânulos citoplasmáticos emergem devido às extensões citoplasmáticas voltando-se para o interior da célula, resultando na formação de vesículas por endomitoses. As plaquetas são originadas por invaginações da membrana e surgem a partir da periferia celular. MEGACARIÓCITO A célula continua a crescer, mas sem dividir o núcleo. Não ocorrem mitoses na célula, e a cromatina se condensa ligeiramente, enquanto a coloração basofílica diminui. Os grânulos citoplasmáticos se exteriorizam por rompimento ou exocitose (originando plaquetas). Brenda Gonçalves - brendalorraynealves@hotmail.com.br - IP: 177.131.175.181 31 PLAQUETAS Brenda Gonçalves - brendalorraynealves@hotmail.com.br - IP: 177.131.175.181 32 As plaquetas são produzidas na medula óssea, e vivem cerca de 10 dias, pois estão sempre se renovando é apenas um fragmento arroxeado/azulado Não são consideradas células, e sim fragmentos de megacariocitos TROMBÓCITOS Elas formam um tampão plaquetário, que tem como função evitar que você continue a sangrar em caso de cortes no tecido os vasos, elas atuam no processo de coagulação sanguínea FUNÇÕES DOS PLAQUETAS Geralmente, o corpo humano contém de 150 mil a 450 mil plaquetas por microlitro de sangue. Dessas, 70% circulam no sistema sanguíneo, enquanto 30% ficam no baço. As plaquetas circulantes têm uma vida útil de cerca de 10 dias, após os quais são levadas para o baço e o fígado. Um aumento excessivo das plaquetas circulantes é chamado de trombocitose, enquanto uma diminuição acentuada abaixo dos valores normais é conhecida como trombocitopenia. Ambos os casos são preocupantes, pois a trombocitose está associada a um maior risco de formação de coágulos sanguíneos, enquanto a trombocitopenia está ligada a um aumento do risco de hemorragias. Brenda Gonçalves - brendalorraynealves@hotmail.com.br - IP: 177.131.175.181 33 HEMOSTASIA E COAGULAÇÃO A hemostasia é uma resposta do corpo que tem como função prevenir e interromper sangramentos e hemorragias A hemostasia é regulada por três tipos de mecanismos: Extravasculares : incluem a constituição e a elasticidade dos tecidos na periferia dos vasos. Vasculares : relacionam-se à elasticidade e tônus da parede vascular. Intravasculares: associados à substâncias envolvidas no processo de coagulação do sangue. RESPOSTAS OCORRE EM CONSEQUÊNCIA DA LESÃO DO VASO SANGUÍNEO Com a vasoconstrição há uma diminuição do sangramento, e uma aglutinação entre as plaquetas 1. As plaquetas aderem a superfície do local da lesão2. A fibrina é depositada e há formação do coágulo3. Ocorre a lise da fibrina com recanalização do vaso.4. Brenda Gonçalves - brendalorraynealves@hotmail.com.br - IP: 177.131.175.181 ESTANCA O SANGRAMENTO 34 HEMOSTASIA E COAGULAÇÃO A hemostasia é crucial para impedir sangramentos, assegurando a sobrevivência do organismo. Ela evita a formação de coágulos excessivos, os dissolve após a reparação do dano e mantém um equilíbrio entre fatores pró e anti-coagulantes, incluindo a fibrinólise. Este processo fisiológico normal previne e interrompe sangramentos, protegendo a integridade dos vasos sanguíneos e mantendo a fluidez do sangue. HEMOSTASIA HEMOSTASIA PRIMARIA AÇÃO DAS PLAQUETAS E FORMAÇÃO DO TAMPÃO PLAQUETÁRIO A hemostasia é o processo inicial da coagulação desencadeado por lesões vasculares. Ela envolve a formação de um tampão hemostático com a agregação de plaquetas, resultante da exposição da matriz extracelular (MEC) devido à lesão. Isso é acompanhado por vasoconstrição, aumento da permeabilidade vascular com edema, vasodilatação nas proximidades da lesão e aderência de plaquetas. Brenda Gonçalves - brendalorraynealves@hotmail.com.br - IP: 177.131.175.181 EVITA O RESANGRAMENTO 35 SECUNDARIA OS FATORES DA CASCATA DE COAGULAÇÃO AGEM EM CONJUNTO PARA FORMAR A REDE DE FIBRINA. Nessa fase, o tampão plaquetário inicial se fortalece com a exposição do fator tecidual na área lesionada do revestimento vascular. O fator tecidual, também chamado de tromboplastina, trabalha em conjunto com o fator II para iniciar a cascata de coagulação, resultando na formação de trombina. A trombina, por sua vez, converte o fibrinogênio, uma proteína solúvel no plasma, em fibrina, uma proteína insolúvel. COMPONENTES DA RESPOSTA HEMOSTÁTICA Plaquetas Fatores de coagulação Inibidores da coagulação Mecanismos fibrinolítico Vasos sanguíneos ADESÃO PLAQUETÁRIA A adesão plaquetária ocorre quando as plaquetas entram em contato com colágeno e fator de von Willebrand (FvW) através de proteínas em sua superfície. A principal maneira pela qual isso acontece é quando um complexo receptor na membrana das plaquetas, chamado GP Ib-IX-V, se liga à proteína de adesão conhecida como fator de von Willebrand (vWF) na camada abaixo do revestimento vascular. Além disso, outras interações adesivas, como a ligação de outro receptor plaquetário, o GPIa-IIa, ao colágeno na matriz, também contribuem para a adesão plaquetária. HEMOSTASIA PRIMARIA (COAGULAÇÃO) Brenda Gonçalves - brendalorraynealves@hotmail.com.br - IP: 177.131.175.181 Paqueta Paqueta Paqueta fibrina fibrina 36 AGREGAÇÃO PLAQUETÁRIA A agregação plaquetária envolve a ligação do fibrinogênio ao receptor de plaquetas chamado complexo GPIIb-IIIa. Este receptor muda sua forma e afinidade após a ativação das plaquetas, permitindo que o fibrinogênio atue como uma ponte entre as plaquetas ativadas. Além disso, o fibrinogênio ligado à matriz abaixo do revestimento vascular pode ativar esse receptor. Quando ativado, o complexo se liga ao citoesqueleto da plaqueta, promovendo sua dispersão e retração do coágulo. A agregação plaquetária estabiliza o tampão hemostático ao estreitar o contato entre as plaquetas e promover sinalização adicional, contribuindo para a consolidação do coágulo formado. LIBERAÇÃO E AMPLIFICAÇÃO Na fase de Liberação e Amplificação, a ativação plaquetária desencadeia uma série de eventos. Os grânulos plaquetários liberam ADP e serotonina, recrutando mais plaquetas e reforçando a agregação. Proteínas de adesão, como a fibronectina e a trombospondina, estabilizam os agregados plaquetários. Além disso, é liberado o fator V, um componente da cascata de coagulação, e o Tromboxano A2 (TXA2), que intensifica a agregação e causa vasoconstrição. Existe também um mecanismo de realimentação que amplifica a ativação plaquetária. Em contrapartida, substâncias como a Prostaciclina (PGI2) e o óxido nítrico (NO) atuam como antagonistas, inibindo a agregação plaquetária. Esses processos desempenham um papel fundamental na regulação da coagulação e na resposta a danos no sistema vascular. Brenda Gonçalves - brendalorraynealves@hotmail.com.br - IP: 177.131.175.181 37 HEMOSTASIA SECUNDÁRIA (COAGULAÇÃO) As interações entre proteases plasmáticas e seus co-fatores culminam na formação da trombina, que por sua vezconverte o fibrinogênio em fibrina. Isso envolve a ativação dos fatores de coagulação, produzidos no fígado, com alguns dependentes da vitamina K. Existem duas vias para a coagulação, a intrínseca e a extrínseca, ambas convergindo para a via comum que leva à formação da trombina. A trombina, catalisada pelo fator XIII ativado, promove a estabilização do coágulo por meio de ligações cruzadas na fibrina. Esse processo é parte da hemostasia secundária, envolvendo a cascata de coagulação, e é desencadeado por lesões vasculares que expõem colágeno (via intrínseca) ou fator tecidual (via extrínseca). CASCATA DE COAGULAÇÃO O modelo da cascata divide a coagulação em duas vias: intrínseca, com todos os componentes no sangue, e extrínseca, que requer a presença do fator tecidual (TF) na membrana celular subendotelial. Brenda Gonçalves - brendalorraynealves@hotmail.com.br - IP: 177.131.175.181 38 VIA INTRISICA A via extrínseca da coagulação é uma das duas principais vias da coagulação e é ativada quando o tecido é danificado. O fator tecidual é uma proteína que é liberada pelas células danificadas. O fator VII, que está presente no sangue, se liga ao fator tecidual na presença de íons cálcio. Este complexo ativa o fator X, que é uma enzima que converte a protrombina em trombina. A trombina é uma enzima que converte o fibrinogênio, uma proteína presente no sangue, em fibrina. A fibrina é uma proteína fibrosa que forma uma rede que prende as células sanguíneas e outros materiais no local da lesão. Aqui está uma representação esquemática da via extrínseca da coagulação: Tecido danificado → fator tecidual → fator VII → fator Xa → protrombina → trombina → fibrinogênio → fibrina VIA INTRISICA A ativação da via intrínseca começa quando o fator XII, uma proteína presente no sangue, entra em contato com uma superfície estranha. O fator XII é então ativado e converte o fator XI em XIa. O fator XIa converte o fator IX em IXa. O fator IXa e o fator VIIa, que está presente no sangue, se ligam à superfície de fosfolipídio através de uma “ponte” de cálcio. Este complexo ativa o fator X, que é uma enzima que converte a protrombina em trombina. A trombina é uma enzima que converte o fibrinogênio, uma proteína presente no sangue, em fibrina. Aqui está uma representação esquemática da via intrínseca da coagulação: Sangue → fator XII → fator XIa → fator IXa → fator VIIa → fator Xa → protrombina → trombina → fibrinogênio → fibrina Brenda Gonçalves - brendalorraynealves@hotmail.com.br - IP: 177.131.175.181 FATORES SINÔNIMOS I Fibrinogênio II Protrombina III Tromboplastina IV Íons Cálcio V Fator lábil ou proacelerina VII Fator estável ou proconvertina 39 FATORES DE COAGULAÇÂO E SINÔNIMOS VIII Fator antihemofilico( FAH) IX Fator componente tromboplastico do plasma X Fator Stuart XI Antecedente tromboplastico do plasma XII Fator de Hageman XIII Fator estabilizador de fibrina Fator II (pró-trombina), VII, IX e X (fatores de coagulação) FATORES VITAMINA K DEPENDENTES A vitamina K é necessária para a carboxilação de resíduos de glutamato em resíduos de ácido gama-carboxiglutâmico (Gla) nas proteínas dependentes de vitamina K. A carboxilação do glutamato é um processo que adiciona um grupo carboxila (-COOH) ao resíduo de ácido glutâmico. A carboxilação do glutamato é necessária para que as proteínas dependentes de vitamina K funcionem corretamente. As proteínas dependentes de vitamina K são necessárias para a ativação de fatores de coagulação, para a formação de trombina e para a estabilização da fibrina. Brenda Gonçalves - brendalorraynealves@hotmail.com.br - IP: 177.131.175.181 40 TÉCNICA TEMPO DE TROMBOPLASTINA PARCIAL ATIVADO (TTPA) Pré aquecer o reagente 2 do kit Pipetar 0,1ml do plasma citratado e incubar a 37ºC por 3 minutos Adicionar o reagente 1 ao plasma e levar ao banho-maria novamente por mais 3 minutos. Transferir o reagente 2 já aquecido no tubo que continha o plasma do paciente e o reagente 1 Disparar o cronômetro, agitando levemente o tubo até visualizar a formação do coágulo e anotar o resultado do intervalo entre o disparo do cronometro e a formação do coágulo Valor de referência: 25 a 40 segundos avalia a hemostasia e identifica alterações em diversos outros fatores de coagulação, inclusive na hemofilia; TEMPO DE PROTROMBINA (TAP OU TP) TÉCNICA Pipetar em um tubo de ensaio 0,1 ml do reagente do kit e incubar em banho-maria por 10 minutos a 37°C Adicionar 0,1ml do plasma citratado do paciente Disparar o cronômetro e agitar o tubo levemente até a formação do coágulo Anotar o resultado do intervalo entre o disparo do cronometro e a formação do coágulo Valor de referência: 12 a 16 segundos utilizado para se avaliar a integridade da coagulação, principalmente no que se refere ao Fator VII, um dos que se alteram em doenças hepáticas Brenda Gonçalves - brendalorraynealves@hotmail.com.br - IP: 177.131.175.181 Trombomodulina Trombina EPCR Proteina C ( Zimogênio) Proteína C ativada ( enzima) Citoplasma Ativação da proteína C Fator VIIIi Fator Vi PCA Fator Va Fator VIIIa Inativação Atividade anticoagulante Quando a cascata de coagulação é ativada, ela produz trombina, que converte fibrinogênio em fibrina, promovendo a coagulação. A trombina também ativa a proteína C ao interagir com a trombomodulina nas células endoteliais. A proteína C ativada, junto com a proteína S, forma um complexo que inativa rapidamente os fatores V e VIII, necessários para a ativação do fator X, prevenindo a geração excessiva de trombina e evitando coagulação em excesso. Esse complexo também realiza uma ação de quebra (proteolítica) nos fatores V e VIII ativados. Além disso, a proteína C ativada estimula a fibrinólise, desativando o inibidor da ativação do plasminogênio e promovendo a produção de ativadores do plasminogênio, o que contribui para a dissolução de coágulos sanguíneos. Em conjunto, esses mecanismos ajudam a equilibrar a coagulação sanguínea, evitando complicações decorrentes de uma coagulação excessiva. 41 ANTICOAGULANTES NATURAIS E FIBRINÓLISE Os anticoagulantes naturais desempenham um papel crucial no organismo ao regular as reações de coagulação para prevenir a ativação excessiva do sistema, a formação inadequada de fibrina e a oclusão vascular. Proteínas inibidoras fisiológicas, como o Inibidor da via do FT (FTPI), a Proteína C (PC) e a Proteína S (PS), bem como a Antitrombina (AT), são componentes fundamentais desse sistema de regulação. Esses mecanismos garantem um equilíbrio adequado na coagulação sanguínea, evitando complicações prejudiciais. PROTEINA C Brenda Gonçalves - brendalorraynealves@hotmail.com.br - IP: 177.131.175.181 42 ANTICOAGULANTES NATURAISE FIBRINÓLISE FIBRINÓLISE O sistema fibrinolítico, composto por proteínas e inibidores, regula a degradação da fibrina no sangue, sendo a plasmina a enzima-chave nesse processo. A cascata envolve ativadores específicos, como o t-PA e u-PA, que convertem o plasminogênio em plasmina. A fibrinólise, normalmente específica para a fibrina, é regulada por interações moleculares. Inibidores como PAI-1 e a2-antiplasmina atuam nos ativadores e na plasmina. Um novo componente, TAFI, inibe a fibrinólise ao remover resíduos específicos da fibrina. Este sistema é uma conexão essencial entre os processos de coagulação e fibrinólise no organismo. Brenda Gonçalves - brendalorraynealves@hotmail.com.br - IP: 177.131.175.181 43 HEMOGRAMA ERITOGRAMA Parte do hemograma na qual são avaliados os eritrócitos ou hemácias qualitativamente e quantitativamente Pipetar 4 ml de um líquido diluidor chamado Hayem, em um tubo de ensaio.1. Com a pipeta transferir 20 μl de sangue para o tubo com o líquido diluidor2. Homogeneizar a solução por 5 minutos3. Preencher a câmara de Neubauer4. CONTAGEM DE HEMÁCIAS NA CÂMARA DE NEUBAUER TÉCNICA LEITURA Focar na objetiva de 10x e contar na de 40x 1. Contar as hemácias de cinco quadrados pequenos localizados no quadrante central (4 cantos e 1 central) 2. Multiplicar o resultadoda soma dos 5 quadrados por 10.0003. Brenda Gonçalves - brendalorraynealves@hotmail.com.br - IP: 177.131.175.181 44 HEMOGRAMA Preencher um tubo capilar com sangue até 3/4 da sua altura.1. Fechar uma das extremidades com massa modelar2. Centrifugar na microcentrífuga por 5 minutos a 10.000 rpm3. Realizar a leitura na régua padronizada considerando o volume eritrocitário4. HEMATÓCRITO TÉCNICA Hematócrito é uma medida da proporção de hemácias no sangue, e o valor é expresso em percentual Valores de referência Mulheres: 35% a 47% Homens: 38% a 52% * Valores de referência podem sofrer variações de um laboratório para o outro Brenda Gonçalves - brendalorraynealves@hotmail.com.br - IP: 177.131.175.181 45 HEMOGRAMA HEMOGLOBINA Tipos de hemoglobina Hemoglobina A1 Em adultos normais, ela representa cerca de 97% da hemoglobina total Hemoglobina A2 Esta representa cerca de 2% da Hb total em adultos normais Hemoglobina Fetal É encontrada no feto e ao logo do seu crescimento vai diminuindo seu nível chegando a 1% da Hb Total Proteína presente nas hemácias Proteína de estrutura quaternária Formada pela combinação de cadeias de globina e do grupo HEME - a parte HEME é a parte que contém o ferro e a globina Quando está abaixo de 12 g/dl é caracterizada anemia Brenda Gonçalves - brendalorraynealves@hotmail.com.br - IP: 177.131.175.181 46 HEMOGRAMA ÍNDICES HEMATIMÉTRICOS Volume Corpuscular Médio (VCM) - Avalia o tamanho médio dos eritrócitos (Hemácias). Valores de referência: 80- 100 fl (fentolitros) Microcitose Normocitose Macrocitose > 100 fl80-100 fl 33 Brenda Gonçalves - brendalorraynealves@hotmail.com.br - IP: 177.131.175.181 47 HEMOGRAMA Red Cell Distribution Width (RDW) - Avalia a variação no tamanho das hemácias, sendo essa variação denominada anisocitose. referências: 11,5 - 14,5 % Concentração da Hemoglobina Corpuscular Médio (CHCM): Avalia a concentração da hemoglobina, que tá dentro da Hemácia. Considera-se normal de 31-36 g/dL de hemácias. Exemplo de ANISOCITOSE Brenda Gonçalves - brendalorraynealves@hotmail.com.br - IP: 177.131.175.181 48 ALTERAÇÕES DO ERITROGRAMA ANEMIAS CLASSIFICAÇÃO DAS ANEMIAS ANEMIAS MICROCÍTICA HIPOCROMICA VCM 100FL Nesse caso significa que as hemácias estão com tamanho maior que o normal, o que pode indicar • Deficiência de vitamina b12 e b9 • Anemia aplástica • Mielodisplasia • Hepatopatias Brenda Gonçalves - brendalorraynealves@hotmail.com.br - IP: 177.131.175.181 50 LEUCOGRAMA Pipetar 4 ml de um líquido chamado Turk, em um tubo de ensaio.1. Com a pipeta transferir 20 μl de sangue para o tubo com o líquido 2. Homogeneizar e aguardar 20 minutos3. Preencher a câmara de Neubauer4. CONTAGEM GLOBAL DE LEUCÓCITOS COM CÂMARA DE NEUBAUER TÉCNICA LEITURA Focar na objetiva de 10x e contar na de 40x 1. Contar os leucócitos de4 quadrantes (4 cantos)2. Multiplicar o resultado da soma dos 4 quadrados por 503. Brenda Gonçalves - brendalorraynealves@hotmail.com.br - IP: 177.131.175.181 51 LEUCOGRAMA ALTERAÇÕES DO LEUCOGRAMA Agora vamos entender um leucograma Leucocitose : Aumentos dos números de leucócitos acima dos valores de referencias e podem esta associados a leucemias, linfomas, infecções. Leucopenia: Diminuição do numero de leucócitos abaixo do valor de referencia e podem está associados a aplasia da medula óssea e etc. agora vamos aprender outros termos, mas vou passar um macete que vai te ajudar muito, se liga. Quando você ver a terminação "ofilia" ou "ose" : Aumento de determinado leucócito penia: Diminuição de determinado leucócito Vamos ver isso na prática. N° de eosinófilos acima do valor de referência EOSINOFILIA Podem está associados a Câncer Infecção parasitaria Doenças alérgicas EOSINOPENIA N° de eosinófilos abaixo do valor de referência Podem está associados a estresse Infecções e inflamações Brenda Gonçalves - brendalorraynealves@hotmail.com.br - IP: 177.131.175.181 52 NEUTROPENIA N° de neutrófilos abaixo do valor de referência Podem está associados a Deficiência de Vitamina B12 Mielodisplasias Infecções virais Aplasia de Medula Óssea NEUTROFILIA N° de neutrófilos acima do valor de referência Podem está associados a Infecções doenças inflamatorias leucemias gravidez estresse esforço fisico neoplasias BASOFILIA N° de basófilos acima do valor de referência Podem está associados a Asma, sinusite e rinite Colite ulcerativa Insuficiência Renal Crônica Artrite Anemia Hemolítica Neoplasias mieloproliferativas crônicas Brenda Gonçalves - brendalorraynealves@hotmail.com.br - IP: 177.131.175.181 53 MONOCITOSE N° de monócitos acima do valor de referência Podem está associados a Tuberculose Endocardite bacteriana Recuperação de infecções Artrite reumatoide Leucemias MONOCITOPENIA N° de monócitos abaixo do valor de referência Podem está associados a anemia aplástica e leucemia. infeções no sangue tratamentos de quimioterapia LINFOCITOSE N° de linfócitos acima do valor de referência Podem está associados a Infecções virais Infecções bacterianas Leucemias linfoides agudas e crônicas LINFOCITOPENIA N° de linfócitos abaixo do valor de referência Podem está associados a Imunossupressão Radioterapia Quimioterapia Linfoma de Hodgkin Lúpus Eritematoso Sistêmico HIV/AIDS Brenda Gonçalves - brendalorraynealves@hotmail.com.br - IP: 177.131.175.181 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS Biomedicina Padrão. Como identificar linfócitos reativos. Disponível em: . Acesso em: 26 de outubro de 2023. Biomedicina Padrão. Esferocitose. Disponível em: . Acesso em: 26 de outubro de 2023. Hemoglobinopatias. Diagnóstico da anemia falciforme. Disponível em: . Acesso em: 26 de outubro de 2023. Instituto Nacional de Câncer (Brasil). Leucemia. Disponível em: https://www.inca.gov.br/tipos-de-cancer/leucemia/. Acesso em: 26 de outubro de 2023. Lab Tests Online. Hematócrito. Disponível em: . Acesso em: 26 de outubro de 2023. MSD Manuals. (2023). Visão geral dos distúrbios de coagulação. Edição para profissionais. MSD Manuals. Disponível em: https://www.msdmanuals.com/pt/profissional/hematologia-e-oncologia/hemostasia/vis%C3%A3o-geral-de-hemostasia. Acesso em: 2 de dezembro de 2023 National Center for Biotechnology Information (NCBI). Anemia sideroblástica. Disponível em: . Acesso em: 26 de outubro de 2023. Pravaler. Hemoglobina: o que é, estrutura,função e tipos. Disponível em: . 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SITES Brenda Gonçalves - brendalorraynealves@hotmail.com.br - IP: 177.131.175.181 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS LIVROS AZEVEDO, MARIA REGINA ANDRADE DE. Hematologia Básica: Fisiopatologia e Diagnóstico Laboratorial. 5 ed. Rio de Janeiro: Revinter, 2013. GUALANDRO, SANDRA FÁTIMA MENOSI. Análise do Exame Hematológico: Alterações dos Eritrócitos, Cap. 84 – Download PDF Hoffbrand, P.A.H.; Moss,J.E. Pettit – Fundamentos em Hematologia,6ª. Ed – Artmed 2013. Laboratório de hematologia: teorias, técnicas e atlas / Márcio Antônio Wanderley de Melo / Cristina Magalhães da Silveira – 1. ed. – Rio de janeiro: Rubio, 2015. NAOUM, FLÁVIO AUGUSTO. Doenças que alteram os Exames Hematológicos. 2 ed. Rio de Janeiro: Atheneu, 2017. RICHARD, A. MCPHERSON; MATTHEW, R. PINCUS. Diagnósticos Clínicos e Tratamentos Por Métodos Laboratoriais. 21 ed. Barueri, SP: Manole, 2012. ZAGO, Marco Antônio; FALCÃO Roberto Passeto; PASQUINI Ricardo. Tratado de Hematologia. 1. ed. São Paulo: Atheneu, 2013. 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