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HISTÓRICO DA LEGISLAÇÃO AMBIENTAL BRASILEIRA E O CÓDIGO FLORESTAL 1. Evolução Histórica da Legislação Ambiental Brasileira 1.1. Década de 1930 Decreto nº 23.793, de 1934: é o primeiro instrumento que regulamentou proteção florestal no Brasil, introduzindo a ideia de “florestas protetoras” e estabelecendo normas iniciais para a preservação de vegetação em bordas de rios e cursos d’água. 1.2. Lei nº 4.771/1965 — O Código Florestal de 1965 Em 15 de setembro de 1965, foi instituída a Lei Federal nº 4.771, conhecida como Código Florestal de 1965. Esta lei revogou o Decreto de 1934. Principais instrumentos introduzidos ou consolidados: Reserva Legal (RL): obrigação de proprietários rurais manterem certa proporção da vegetação nativa em suas propriedades. Área de Preservação Permanente (APP): zonas de proteção automática nas margens de rios, nascentes, encostas, etc., para proteger solo, recursos hídricos, biodiversidade. A lei de 1965 refletia uma preocupação com a expansão da agropecuária, desmatamentos e uso indevido do solo, especialmente no cerrado e na Amazônia. 1.3. Anos de 1980 e Constituição de 1988 Lei nº 6.938/1981 instituiu a Política Nacional do Meio Ambiente (PNMA), definindo princípios, obrigações e criação do SISNAMA (Sistema Nacional do Meio Ambiente). Embora não específica ao Código Florestal, tornou-se pilar da regulação ambiental. [não focalizado nos artigos buscados, mas amplamente reconhecido] Constituição Federal de 1988, artigo 225: estabeleceu que todos têm direito a um meio ambiente ecologicamente equilibrado e que é dever do Estado e da coletividade defendê-lo. Este artigo é base constitucional para toda legislação ambiental subsequente. 1.4. Leis posteriores e instrumentos regulatórios Lei nº 9.605/1998 – Lei de Crimes Ambientais: responsabilização penal e civil por infrações ambientais. [citado em contextos de legislação ambiental geral] Lei nº 9.985/2000 – Sistema Nacional de Unidades de Conservação (SNUC): regulamenta as unidades de conservação como instrumento de proteção da biodiversidade. [lei chave, mencionada em diversos estudos de política ambiental brasileira] 1.5. Projetos de Lei que antecederam o Código Florestal de 2012 O Projeto de Lei nº 1.876/1999 foi uma das proposições que deram origem ao que viria a ser o novo Código Florestal. Tornou-se muito debatido ao longo dos anos, com versões apresentadas na Câmara dos Deputados, no Senado, vetos presidenciais e muitos ajustes entre ambientalistas e setores rurais. 2. A Lei do Código Florestal em Destaque: Lei nº 12.651/2012 2.1. Criação A Lei nº 12.651, de 25 de maio de 2012, chamada Lei de Proteção da Vegetação Nativa, popularmente “novo Código Florestal”, revogou o Código Florestal de 1965 (Lei nº 4.771/1965). O projeto que gerou essa lei foi originalmente o PL 1.876/1999. No Senado, foi transformado no PLC 30/2011. O texto passou por várias votações e vetos antes de ser sancionado. 2.2. Objetivo principal A Lei nº 12.651/2012 tem como propósito principal estabelecer normas gerais sobre proteção da vegetação nativa, harmonizando a preservação ambiental com o uso sustentável dos recursos naturais e assegurando instrumentos legais que permitam regularização e recuperação ambiental quando necessário. 2.3. Inovações e instrumentos introduzidos Cadastro Ambiental Rural (CAR): registro eletrônico obrigatório para todos os imóveis rurais, com informações ambientais para monitoramento, planejamento e combate ao desmatamento. Programa de Regularização Ambiental (PRA): mecanismo para regularização de passivos ambientais, recuperação de áreas degradadas, recomposição ou compensação de Reserva Legal. Ajustes nos institutos de Reserva Legal e Áreas de Preservação Permanente (APPs): definição diferenciada segundo biomas, possibilidade de considerar áreas consolidadas (ocupadas antropicamente antes de 22 de julho de 2008), redefinições de medidas de proteção das margens de rios e cursos de água. 3. Principais Leis Atuais e Situação Lei nº 12.651/2012 está em vigor e é o instrumento principal de regulação da vegetação nativa, reserva legal, APPs, CAR e PRA. Existem propostas de alteração ou projetos de lei que visam revisitar pontos considerados controversos, especialmente referentes às APPs, Reserva Legal, e limites de recomposição ambiental. Debates acerca da aplicação prática da lei, fiscalização, capacidade técnica dos órgãos ambientais estaduais, conflitos rurais vs. conservação continuam sendo temas centrais na literatura recente. Referências As informações acima foram retiradas de: 1. Brancalion, Pedro H. S., Letícia Couto Garcia, Rafael Loyola, et al. Análise crítica da Lei de Proteção da Vegetação Nativa (2012), que substituiu o antigo Código Florestal: atualizações e ações em curso. SciELO Brasil. 2. A evolução do Código Florestal Brasileiro. Caderno Humanas, SET, artigo 2019. 3. Livro Legislação Florestal – Uma Breve História da Legislação Florestal Brasileira. Observatório do Código Florestal. 4. As principais alterações do Código Florestal Brasileiro. Revista RBC. 5. Código Florestal, função socioambiental da terra e soberania – artigo no Cadernos de Campo (ou Cadernos de História Regional/ambiental). HISTÓRICO DA LEGISLAÇÃO AMBIENTAL BRASILEIRA E O CÓDIGO FLORESTAL 1. Evolução Histórica da Legislação Ambiental Brasileira 1.1. Década de 1930 1.2. Lei nº 4.771/1965 — O Código Florestal de 1965 1.3. Anos de 1980 e Constituição de 1988 1.4. Leis posteriores e instrumentos regulatórios 1.5. Projetos de Lei que antecederam o Código Florestal de 2012 2. A Lei do Código Florestal em Destaque: Lei nº 12.651/2012 2.1. Criação 2.2. Objetivo principal 2.3. Inovações e instrumentos introduzidos 3. Principais Leis Atuais e Situação Referências