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Atividade 3_ Antropologia Identidade e Diversidade

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Questões resolvidas

Leia o texto a seguir:
É bem conhecida a estratégia catequética que tal imagem dos ameríndios motivou: para converter, primeiro civilizar; mais proveitosa que a precária conversão dos adultos, a educação das crianças longe do ambiente nativo; em lugar do simples pregar da boa nova, a polícia constante da conduta civil dos índios - reunião, fixação, sujeição e educação. Para inculcar a fé, era preciso antes dar ao gentio lei, e rei.

Fonte: Eduardo Viveiros de Castro. O mármore e a murta. In: Revista de Antropologia. São Paulo, USP, 1992, v. 35, p. 21-74.

A partir da leitura acima, considere as afirmações a seguir:
I. A sujeição das populações indígenas, no Brasil, exigiu esforços totais de policiamento das condutas individuais, de modo a inculcar os padrões morais europeus. Para tanto, a ação dos jesuítas foi fundamental.
II. A prática pedagógica dos europeus se deu apenas no sentido de apresentar possibilidades de compreensão de seus valores para os indígenas, cabendo aos índios avaliarem livremente se era ou não de seu interesse.
III. Os índios no Brasil foram vítimas apenas violência física, uma vez que os catequizadores não identificavam a possibilidade de interferir culturalmente nos padrões de vida comunitária das populações indígenas.
IV. Desde o início da invasão do território brasileiro a pedagogia apresentada pelos jesuítas não interessava ao poder político de Portugal.

Com base no texto de Eduardo Viveiros de Castro, assinale as afirmativas corretas:
I, II e III, apenas.
II, apenas.
II e III, apenas.
I, II, III e IV.
I, apenas.

Leia o texto a seguir:
Os preconceitos quanto à ascendência étnica combinados com ações discriminatórias aumentaram significativamente nos séculos 19 e 20 com a expansão do nacionalismo. Esse novo ambiente ideológico começou afetando a Europa e o Oriente Médio, embora rapidamente tenha se espalhado para outras regiões do mundo. O nacionalismo estimulou novos projetos políticos que levariam à reinvenção ou à afirmação de identidades, além da divisão ou fusão de Estados organizados de acordo com a lógica imperial ou com a tradição local. A enorme reorganização política e social do período teve o seu impacto sobre preconceitos étnicos. A definição de inimigo ou inimigos se assentava nas discordâncias nacionais, que incluíam pressupostos acerca da religião e da raça.
Fonte: BETHENCOURT, F. Racismos: Das Cruzadas ao século XX. São Paulo: Companhia das Letras, 2018. p. 291.

# A propósito da relação entre nacionalismos e preconceitos, é possível afirmar que:
O autor exagera ao associar o surgimento das ideologias nacionalistas com a intensificação de preconceitos étnicos, uma vez que na história contemporânea não ocorreram violências étnicas respaldadas por discursos nacionalistas.
O nacionalismo está relacionado com a própria reinvenção das identidades modernas que, entretanto, podem apresentar efeitos negativos no que diz respeito à identificação de grupos étnicos diferentes, compreendidos por certos grupos nacionalistas como inferiores.
"Religião" e "raça" não são componentes presentes nos discursos nacionalistas modernos.
Nacionalismo é um sentimento natural dos povos, uma vez que todos os indivíduos necessariamente devem se orgulhar das conquistas de suas ações, de modo que não se trata de uma ideologia, mas sim de um fato presente na composição psíquica de todos os seres humanos.
Durante os séculos 19 e 20, a religião e a identidade étnica foram pouco mobilizadas para demarcar sentimentos nacionalistas.

Leia o texto a seguir:
A diversidade genética é absolutamente indispensável à sobrevivência da espécie humana. Cada indivíduo humano é o único e se distingue de todos os indivíduos passados, presentes e futuros, não apenas no plano morfológico, imunológico e fisiológico, mas também no plano dos comportamentos. É absurdo pensar que os caracteres adaptativos sejam no absoluto "melhores" ou "menos bons", "superiores" ou "inferiores" que outros. Uma sociedade que deseja maximizar as vantagens da diversidade genética de seus membros deve ser igualitária, isto é, oferecer aos diferentes indivíduos a possibilidade de escolher entre caminhos, meios e modos de vida diversos, de acordo com as disposições naturais de cada um. A igualdade supõe também o respeito do indivíduo naquilo que tem de único, como a diversidade étnica e cultural e o reconhecimento do direito que tem toda pessoa e toda cultura de cultivar sua especificidade, pois fazendo isso elas contribuem a enriquecer a diversidade cultural geral da humanidade.

Fonte: MUNANGA, K. Uma abordagem conceitual das noções de raça, racismo, identidade e etnia. 05 nov. 2003. Disponível em: https://www.geledes.org.br/wp-content/uploads/2014/04/Uma-abordagem-conceitual-das-nocoes-de-raca-racismo-dentidade-e-etnia.pdf (Acesso em 06/02/2024)

## A partir do texto, avalie a alternativa que está de acordo com os argumentos apresentados pelo autor:
A diversidade humana é uma ilusão, pois do ponto de vista cultural há apenas uma única cultura.
Existe uma diversidade genética demasiadamente ampla para que se definam poucos grupos como detentores de padrões biológicos específicos - as "raças". Entretanto, é possível afirmar que as culturas humanas derivam de uma unidade cultural primária e empiricamente constatada.
Quando se trata de diferenças entre seres humanos, a noção de raça não possui viabilidade científica, uma vez que o avanço da genética comprovou a irredutibilidade de características individuais e sociais a grupos geneticamente específicos.
A raça humana é única, portanto, a diversidade cultural deve ser combatida.
De acordo com o autor, os caracteres adaptativos de cada indivíduo podem ser considerados de acordo com padrões únicos que enquadram a diversidade genética em gradações inferiores e superiores.

Leia os textos a seguir:
Texto 1:
Ninguém nasce odiando outra pessoa pela cor de sua pele, por sua origem ou ainda por sua religião. Para odiar, as pessoas precisam aprender, e se podem aprender a odiar, elas podem ser ensinadas a amar.

Fonte: Nelson Mandela - citado em: SILVA, Aida M. M. Apresentação. In: SILVA, Aida M. M.; TIRIBA, Léa (orgs.). Direito ao ambiente como direito à vida: desafios para a educação em direitos humanos. São Paulo: Cortez, 2015. p. 08.

# Texto 2:
[...] E de pai pra filho o racismo passa
Em forma de piadas que teriam bem mais graça
Se não fossem o retrato da nossa ignorância
Transmitindo a discriminação desde a infância
E o que as crianças aprendem brincando
É nada mais nada menos do que a estupidez se
propagando
Qualquer tipo de racismo não se justifica
Ninguém explica
Precisamos da lavagem cerebral pra acabar com esse
lixo que é uma herança cultural [...]
Fonte: GABRIEL O PENSADOR. Lavagem Cerebral. Álbum: Gabriel O Pensador. Sony Music, 1993. CD.

## Os dois trechos acima fazem menção à discriminação racial. Com base neles e nas condições históricas do racismo no Brasil, escolha a alternativa correta.
Tanto o primeiro quanto o segundo trecho sugerem que o racismo é resultado de um processo histórico, que pode ser convertido em tolerância racial.
O racismo contemporaneamente não tem vínculo direto com a escravidão no Brasil, uma vez que esta foi extinta em 1888, logo após a assinatura da Lei Áurea, pela Princesa Isabel, filha de D. Pedro II.
O primeiro trecho assinala que o racismo é uma característica irreversível do ser humano, ao passo que o segundo afirma que o racismo é um legado que deve ser recusado.
Historicamente, no Brasil, não houve e não há diferenciação legal entre pessoas de cores diferentes, motivo pelo qual o racismo se consolidou por meio de piadas e brincadeiras, como sugere o segundo trecho.
O primeiro trecho indica que a tolerância racial pode ser ensinada, ao passo que o segundo trecho nega que o racismo tenha raízes históricas.

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Questões resolvidas

Leia o texto a seguir:
É bem conhecida a estratégia catequética que tal imagem dos ameríndios motivou: para converter, primeiro civilizar; mais proveitosa que a precária conversão dos adultos, a educação das crianças longe do ambiente nativo; em lugar do simples pregar da boa nova, a polícia constante da conduta civil dos índios - reunião, fixação, sujeição e educação. Para inculcar a fé, era preciso antes dar ao gentio lei, e rei.

Fonte: Eduardo Viveiros de Castro. O mármore e a murta. In: Revista de Antropologia. São Paulo, USP, 1992, v. 35, p. 21-74.

A partir da leitura acima, considere as afirmações a seguir:
I. A sujeição das populações indígenas, no Brasil, exigiu esforços totais de policiamento das condutas individuais, de modo a inculcar os padrões morais europeus. Para tanto, a ação dos jesuítas foi fundamental.
II. A prática pedagógica dos europeus se deu apenas no sentido de apresentar possibilidades de compreensão de seus valores para os indígenas, cabendo aos índios avaliarem livremente se era ou não de seu interesse.
III. Os índios no Brasil foram vítimas apenas violência física, uma vez que os catequizadores não identificavam a possibilidade de interferir culturalmente nos padrões de vida comunitária das populações indígenas.
IV. Desde o início da invasão do território brasileiro a pedagogia apresentada pelos jesuítas não interessava ao poder político de Portugal.

Com base no texto de Eduardo Viveiros de Castro, assinale as afirmativas corretas:
I, II e III, apenas.
II, apenas.
II e III, apenas.
I, II, III e IV.
I, apenas.

Leia o texto a seguir:
Os preconceitos quanto à ascendência étnica combinados com ações discriminatórias aumentaram significativamente nos séculos 19 e 20 com a expansão do nacionalismo. Esse novo ambiente ideológico começou afetando a Europa e o Oriente Médio, embora rapidamente tenha se espalhado para outras regiões do mundo. O nacionalismo estimulou novos projetos políticos que levariam à reinvenção ou à afirmação de identidades, além da divisão ou fusão de Estados organizados de acordo com a lógica imperial ou com a tradição local. A enorme reorganização política e social do período teve o seu impacto sobre preconceitos étnicos. A definição de inimigo ou inimigos se assentava nas discordâncias nacionais, que incluíam pressupostos acerca da religião e da raça.
Fonte: BETHENCOURT, F. Racismos: Das Cruzadas ao século XX. São Paulo: Companhia das Letras, 2018. p. 291.

# A propósito da relação entre nacionalismos e preconceitos, é possível afirmar que:
O autor exagera ao associar o surgimento das ideologias nacionalistas com a intensificação de preconceitos étnicos, uma vez que na história contemporânea não ocorreram violências étnicas respaldadas por discursos nacionalistas.
O nacionalismo está relacionado com a própria reinvenção das identidades modernas que, entretanto, podem apresentar efeitos negativos no que diz respeito à identificação de grupos étnicos diferentes, compreendidos por certos grupos nacionalistas como inferiores.
"Religião" e "raça" não são componentes presentes nos discursos nacionalistas modernos.
Nacionalismo é um sentimento natural dos povos, uma vez que todos os indivíduos necessariamente devem se orgulhar das conquistas de suas ações, de modo que não se trata de uma ideologia, mas sim de um fato presente na composição psíquica de todos os seres humanos.
Durante os séculos 19 e 20, a religião e a identidade étnica foram pouco mobilizadas para demarcar sentimentos nacionalistas.

Leia o texto a seguir:
A diversidade genética é absolutamente indispensável à sobrevivência da espécie humana. Cada indivíduo humano é o único e se distingue de todos os indivíduos passados, presentes e futuros, não apenas no plano morfológico, imunológico e fisiológico, mas também no plano dos comportamentos. É absurdo pensar que os caracteres adaptativos sejam no absoluto "melhores" ou "menos bons", "superiores" ou "inferiores" que outros. Uma sociedade que deseja maximizar as vantagens da diversidade genética de seus membros deve ser igualitária, isto é, oferecer aos diferentes indivíduos a possibilidade de escolher entre caminhos, meios e modos de vida diversos, de acordo com as disposições naturais de cada um. A igualdade supõe também o respeito do indivíduo naquilo que tem de único, como a diversidade étnica e cultural e o reconhecimento do direito que tem toda pessoa e toda cultura de cultivar sua especificidade, pois fazendo isso elas contribuem a enriquecer a diversidade cultural geral da humanidade.

Fonte: MUNANGA, K. Uma abordagem conceitual das noções de raça, racismo, identidade e etnia. 05 nov. 2003. Disponível em: https://www.geledes.org.br/wp-content/uploads/2014/04/Uma-abordagem-conceitual-das-nocoes-de-raca-racismo-dentidade-e-etnia.pdf (Acesso em 06/02/2024)

## A partir do texto, avalie a alternativa que está de acordo com os argumentos apresentados pelo autor:
A diversidade humana é uma ilusão, pois do ponto de vista cultural há apenas uma única cultura.
Existe uma diversidade genética demasiadamente ampla para que se definam poucos grupos como detentores de padrões biológicos específicos - as "raças". Entretanto, é possível afirmar que as culturas humanas derivam de uma unidade cultural primária e empiricamente constatada.
Quando se trata de diferenças entre seres humanos, a noção de raça não possui viabilidade científica, uma vez que o avanço da genética comprovou a irredutibilidade de características individuais e sociais a grupos geneticamente específicos.
A raça humana é única, portanto, a diversidade cultural deve ser combatida.
De acordo com o autor, os caracteres adaptativos de cada indivíduo podem ser considerados de acordo com padrões únicos que enquadram a diversidade genética em gradações inferiores e superiores.

Leia os textos a seguir:
Texto 1:
Ninguém nasce odiando outra pessoa pela cor de sua pele, por sua origem ou ainda por sua religião. Para odiar, as pessoas precisam aprender, e se podem aprender a odiar, elas podem ser ensinadas a amar.

Fonte: Nelson Mandela - citado em: SILVA, Aida M. M. Apresentação. In: SILVA, Aida M. M.; TIRIBA, Léa (orgs.). Direito ao ambiente como direito à vida: desafios para a educação em direitos humanos. São Paulo: Cortez, 2015. p. 08.

# Texto 2:
[...] E de pai pra filho o racismo passa
Em forma de piadas que teriam bem mais graça
Se não fossem o retrato da nossa ignorância
Transmitindo a discriminação desde a infância
E o que as crianças aprendem brincando
É nada mais nada menos do que a estupidez se
propagando
Qualquer tipo de racismo não se justifica
Ninguém explica
Precisamos da lavagem cerebral pra acabar com esse
lixo que é uma herança cultural [...]
Fonte: GABRIEL O PENSADOR. Lavagem Cerebral. Álbum: Gabriel O Pensador. Sony Music, 1993. CD.

## Os dois trechos acima fazem menção à discriminação racial. Com base neles e nas condições históricas do racismo no Brasil, escolha a alternativa correta.
Tanto o primeiro quanto o segundo trecho sugerem que o racismo é resultado de um processo histórico, que pode ser convertido em tolerância racial.
O racismo contemporaneamente não tem vínculo direto com a escravidão no Brasil, uma vez que esta foi extinta em 1888, logo após a assinatura da Lei Áurea, pela Princesa Isabel, filha de D. Pedro II.
O primeiro trecho assinala que o racismo é uma característica irreversível do ser humano, ao passo que o segundo afirma que o racismo é um legado que deve ser recusado.
Historicamente, no Brasil, não houve e não há diferenciação legal entre pessoas de cores diferentes, motivo pelo qual o racismo se consolidou por meio de piadas e brincadeiras, como sugere o segundo trecho.
O primeiro trecho indica que a tolerância racial pode ser ensinada, ao passo que o segundo trecho nega que o racismo tenha raízes históricas.

Prévia do material em texto

Atividade 3
Entrega 6 jun em 23:59
Pontos 1
Perguntas 5
Disponível 17 fev em 23:59 - 6 jun em 23:59
Limite de tempo Nenhum
Tentativas permitidas 2
Instruções
Este teste foi travado 6 jun em 23:59.
Histórico de tentativas
Tentativa Tempo Pontuação
MAIS RECENTE Tentativa 1 15 minutos 0,8 de 1
Pontuação desta tentativa: 0,8 de 1
Enviado 23 mai em 8:38
Esta tentativa levou 15 minutos.
Pergunta 1
0,2 / 0,2 pts
Importante:
Caso você esteja realizando a atividade através do aplicativo "Canvas Student", é necessário que
você clique em "FAZER O QUESTIONÁRIO", no final da página.
Leia o texto a seguir:
É bem conhecida a estratégia catequética que tal imagem dos ameríndios motivou: para
converter, primeiro civilizar; mais proveitosa que a precária conversão dos adultos, a
 educação das crianças longe do ambiente nativo; em lugar do simples pregar da boa nova, a
polícia constante da conduta civil dos índios – reunião, fixação, sujeição e educação. Para
inculcar a fé, era preciso antes dar ao gentio lei, e rei.
Fonte: Eduardo Viveiros de Castro. O mármore e a murta. In: Revista de Antropologia. São Paulo, USP, 1992, v. 35, p.
21-74.
A partir da leitura acima, considere as afirmações a seguir:
I. A sujeição das populações indígenas, no Brasil, exigiu esforços totais de policiamento das
condutas individuais, de modo a inculcar os padrões morais europeus. Para tanto, a ação dos
jesuítas foi fundamental.
II. A prática pedagógica dos europeus se deu apenas no sentido de apresentar possibilidades de
compreensão de seus valores para os indígenas, cabendo aos índios avaliarem livremente se era
ou não de seu interesse.
III. Os índios no Brasil foram vítimas apenas violência física, uma vez que os catequizadores não
identificavam a possibilidade de interferir culturalmente nos padrões de vida comunitária das
populações indígenas.
IV. Desde o início da invasão do território brasileiro a pedagogia apresentada pelos jesuítas não
interessava ao poder político de Portugal.
Com base no texto de Eduardo Viveiros de Castro, assinale as afirmativas corretas:
 
09/06/25, 11:40 Atividade 3: NATALIE BIANCHI CORRADINI (Ela/a)
https://famonline.instructure.com/courses/44551/assignments/284274/submissions/131295 1/7
https://famonline.instructure.com/courses/44551/quizzes/214768/history?version=1
 I, II e III, apenas.
 II, apenas.
 II e III, apenas.
 I, II, III e IV.
Correto!
 I, apenas.
A alternativa está correta, pois apenas a afirmação I está correta.
I. Correta. Os esforços de catequização e civilização dos índios, empreendidos por jesuítas e
europeus em geral, exigiram um policiamento moral constante, de modo a forçar a adequação dos
padrões culturais indígenas aos dos invasores.
II. Incorreta. A catequese dos índios não se limitou à apresentação pacífica de noções e princípios
religiosos europeus. O que se viu foi a tentativa constante de promover violências simbólicas sobre
os padrões culturais indígenas, empreendendo um verdadeiro etnocídio das populações
autóctones.
III. Incorreta. As tentativas de aniquilação dos padrões culturais partilhados pelos indígenas foram
constantes durante todo o processo de colonização.
IV. Incorreta. Embora tenham ocorrido confrontos entre os jesuítas e os portugueses, a catequese
jesuítica contribuiu para a tentativa de submeter os índios perante o rei e a lei.
 
 
 
Pergunta 2
0,2 / 0,2 pts
 
O autor exagera ao associar o surgimento das ideologias nacionalistas com a intensificação de preconceitos
étnicos, uma vez que na história contemporânea não ocorreram violências étnicas respaldadas por discursos
nacionalistas.
Correto!
 
O nacionalismo está relacionado com a própria reinvenção das identidades modernas que, entretanto, podem
apresentar efeitos negativos no que diz respeito à identificação de grupos étnicos diferentes, compreendidos por
certos grupos nacionalistas como inferiores.
Alternativa correta. De fato, como aponta Bethencourt, grupos nacionalistas ao longo dos séculos
19 e 20 se valeram de suas identidades para subjugar outros povos de origens étnicas distintas. O
nacionalismo está relacionado com a própria reinvenção das identidades modernas que, entretanto,
podem apresentar efeitos negativos no que diz respeito à identificação de grupos étnicos diferentes,
compreendidos por certos grupos nacionalistas como inferiores.
Leia o texto a seguir:
Os preconceitos quanto à ascendência étnica combinados com ações discriminatórias aumentaram
significativamente nos séculos 19 e 20 com a expansão do nacionalismo. Esse novo ambiente
ideológico começou afetando a Europa e o Oriente Médio, embora rapidamente tenha se espalhado
para outras regiões do mundo. O nacionalismo estimulou novos projetos políticos que levariam à
reinvenção ou à afirmação de identidades, além da divisão ou fusão de Estados organizados de
acordo com a lógica imperial ou com a tradição local. A enorme reorganização política e social do
período teve o seu impacto sobre preconceitos étnicos. A definição de inimigo ou inimigos se
assentava nas discordâncias nacionais, que incluíam pressupostos acerca da religião e da raça.
Fonte: BETHENCOURT, F. Racismos: Das Cruzadas ao século XX. São Paulo: Companhia das Letras, 2018. p. 291.
A propósito da relação entre nacionalismos e preconceitos, é possível afirmar que:
09/06/25, 11:40 Atividade 3: NATALIE BIANCHI CORRADINI (Ela/a)
https://famonline.instructure.com/courses/44551/assignments/284274/submissions/131295 2/7
 “Religião” e “raça” não são componentes presentes nos discursos nacionalistas modernos.
 
Nacionalismo é um sentimento natural dos povos, uma vez que todos os indivíduos necessariamente devem se
orgulhar das conquistas de suas ações, de modo que não se trata de uma ideologia, mas sim de um fato presente
na composição psíquica de todos os seres humanos.
 
Durante os séculos 19 e 20, a religião e a identidade étnica foram pouco mobilizadas para demarcar sentimentos
nacionalistas.
Pergunta 3
0,2 / 0,2 pts
 
Veja as imagens e leia o texto a seguir:
Figura 1:
 Lasar Segall, Emigrante debruçado na amurada (1929), xilogravura, 18x24,5cm.
Fonte: https://artsandculture.google.com/asset/emigrante-debru%C3%A7ado-na-amurada/VgFk2EY3rdvo_A?
hl=fr (Acesso em 06/02/2024)
Figura 2:
09/06/25, 11:40 Atividade 3: NATALIE BIANCHI CORRADINI (Ela/a)
https://famonline.instructure.com/courses/44551/assignments/284274/submissions/131295 3/7
https://artsandculture.google.com/asset/emigrante-debru%C3%A7ado-na-amurada/VgFk2EY3rdvo_A?hl=fr
https://artsandculture.google.com/asset/emigrante-debru%C3%A7ado-na-amurada/VgFk2EY3rdvo_A?hl=fr
https://artsandculture.google.com/asset/emigrante-debru%C3%A7ado-na-amurada/VgFk2EY3rdvo_A?hl=fr
https://artsandculture.google.com/asset/emigrante-debru%C3%A7ado-na-amurada/VgFk2EY3rdvo_A?hl=fr
Johann Moritz Rugendas. Navio Negreiro (Negres a fond de calle) (1830), gravura, 35.50 x 51.30
cm.
Fonte: https://pt.wikipedia.org/wiki/Ficheiro:Navio_negreiro_-_Rugendas_1830.jpg (Acesso em 06/02/2024)
Texto:
Enquanto o estrangeiro via no trabalho assalariado um simples meio para iniciar “vida nova na
pátria nova”, calculando libertar-se dessa condição o mais depressa possível, o negro e o mulato
convertiam-se em um fim em si e para si mesmo, como se nele e por ele provassem a dignidade e
a liberdade da pessoa humana. Introduziam, portanto, elementos morais no contrato de trabalho,
altamente desfavoráveis em uma ordem social que timbrava por despojar a relação patrão-
assalariado de obrigações e de direitos extra econômicos.
Fonte: FERNANDES, F. A integração do negro na sociedade de classes. v. I. São Paulo: Ática, 1978. p. 29.
A primeira imagem retrata a chegada de um emigrante europeu que possivelmente foi integrado às
lavouras de café ou ao comércio urbano no Brasil durante o final do século 19 e início do 20. A
segunda imagem apresenta as condições em que os negros sequestrados vieram para o Brasil
entre os séculos 16 e 17 para serem integrados ao trabalho escravo nas lavouras de canade
açúcar. O texto de Florestan Fernandes, por sua vez, procura diferenciar o sentido que o trabalho
livre passou a ter para os descendentes de escravos no Brasil. A propósito da situação do negro no
Brasil, assinale as afirmativas corretas. A respeito das imagens e do texto, analise as afirmações a
seguir:
I. As duas imagens retratam de maneira semelhante as dificuldades presentes na emigração
europeia e na emigração africana para o Brasil.
II. A partir da leitura do texto de Florestan Fernandes e da obra de Rugendas é possível afirmar que
os negros escravizados e seus descendentes foram incorporados de maneira desigual no mercado
de trabalho em relação aos emigrantes europeus que vieram para o território brasileiro.
III. Após a abolição, ocorrida em 1888, descendentes de negros escravizados e europeus passaram
a disputar posições em pé de igualdade no mercado de trabalho então emergente.
IV. O peso do passado colonial do negro escravizado em território brasileiro permaneceu presente
quando da abolição, resultando em precarização e desigualdades que se estenderam mesmo
quando do advento do trabalho assalariado no país.
É
09/06/25, 11:40 Atividade 3: NATALIE BIANCHI CORRADINI (Ela/a)
https://famonline.instructure.com/courses/44551/assignments/284274/submissions/131295 4/7
 III e IV.
Correto!
 II e IV.
Esta alternativa está correta, pois somente as afirmações II e IV são verdadeiras. A afirmação I está
incorreta, pois na primeira imagem vemos um emigrante solitário no convés, enquanto a segunda
apresenta a imagem de negros escravizados, seminus e açoitados no porão do navio. A afirmação
II é verdadeira, pois o passado de escravidão vivido pelos negros africanos em território brasileiro
teve efeitos sociais sobre seus descendentes, uma vez que estes foram incorporados em posições
subalternas e precárias após a abolição. A afirmação III é falsa, pois, de acordo com o texto de
Florestan Fernandes, os europeus tinham projetos particulares de ascensão na nova pátria,
enquanto negros e mulatos tinham poucas perspectivas de prosperidade diante do racismo
institucional que permaneceu fazendo parte da sociedade brasileira após a abolição. A afirmação IV
é verdadeira, pois, conforme o texto de Florestan Fernandes, o horizonte de possibilidades de
trabalho livre para os negros e mulatos após a abolição foi marcado por precarização das relações
de trabalho e inseguridade social, marcas do passado escravista.
 I, II e IV.
 I, II e III.
 I e III.
Pergunta 4
0,2 / 0,2 pts
 A diversidade humana é uma ilusão, pois do ponto de vista cultural há apenas uma única cultura.
 
Existe uma diversidade genética demasiadamente ampla para que se definam poucos grupos como detentores de
padrões biológicos específicos – as “raças”. Entretanto, é possível afirmar que as culturas humanas derivam de
uma unidade cultural primária e empiricamente constatada.
Correto!
 
Quando se trata de diferenças entre seres humanos, a noção de raça não possui viabilidade científica, uma vez
que o avanço da genética comprovou a irredutibilidade de características individuais e sociais a grupos
geneticamente específicos.
Esta alternativa está correta. Segundo o professor Kabengele Munanga, a diversidade genética é
tão ampla que se torna impossível constatar a existência de grupos com padrões genéticos
específicos que os caracterizam de maneira inquestionável. Desse modo, se compararmos dois
É correto apenas o que se afirma em:
Leia o texto a seguir:
A diversidade genética é absolutamente indispensável à sobrevivência da espécie humana. Cada
indivíduo humano é o único e se distingue de todos os indivíduos passados, presentes e futuros,
não apenas no plano morfológico, imunológico e fisiológico, mas também no plano dos
comportamentos. É absurdo pensar que os caracteres adaptativos sejam no absoluto “melhores” ou
“menos bons”, “superiores” ou “inferiores” que outros. Uma sociedade que deseja maximizar as
vantagens da diversidade genética de seus membros deve ser igualitária, isto é, oferecer aos
diferentes indivíduos a possibilidade de escolher entre caminhos, meios e modos de vida diversos,
de acordo com as disposições naturais de cada um. A igualdade supõe também o respeito do
indivíduo naquilo que tem de único, como a diversidade étnica e cultural e o reconhecimento do
direito que tem toda pessoa e toda cultura de cultivar sua especificidade, pois fazendo isso elas
contribuem a enriquecer a diversidade cultural geral da humanidade.
Fonte: MUNANGA, K. Uma abordagem conceitual das noções de raça, racismo, identidade e etnia. 05 nov. 2003.
Disponível em: https://www.geledes.org.br/wp-content/uploads/2014/04/Uma-abordagem-conceitual-das-nocoes-
de-raca-racismo-dentidade-e-etnia.pdf (Acesso em 06/02/2024)
A partir do texto, avalie a alternativa que está de acordo com os argumentos apresentados
pelo autor:
09/06/25, 11:40 Atividade 3: NATALIE BIANCHI CORRADINI (Ela/a)
https://famonline.instructure.com/courses/44551/assignments/284274/submissions/131295 5/7
https://www.geledes.org.br/wp-content/uploads/2014/04/Uma-abordagem-conceitual-das-nocoes-de-raca-racismo-dentidade-e-etnia.pdf
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indivíduos de uma mesma população, nascidos em um mesmo território, verificamos uma enorme
diversidade genética entre os dois, de tal maneira que se torna impossível afirmar que existem
padrões genéticos que rigorosamente separam grupos humanos. Em outras palavras, as
manifestações fenotípicas – por exemplo, a cor da pele, dos olhos etc. – não são adequadas para
expressar a diversidade genética existente entre grupos humanos variados.
 A raça humana é única, portanto, a diversidade cultural deve ser combatida.
 
De acordo com o autor, os caracteres adaptativos de cada indivíduo podem ser considerados de acordo com
padrões únicos que enquadram a diversidade genética em gradações inferiores e superiores.
Pergunta 5
0 / 0,2 pts
Resposta correta
 
Tanto o primeiro quanto o segundo trecho sugerem que o racismo é resultado de um processo histórico, que pode
ser convertido em tolerância racial.
 
O racismo contemporaneamente não tem vínculo direto com a escravidão no Brasil, uma vez que esta foi extinta
em 1888, logo após a assinatura da Lei Áurea, pela Princesa Isabel, filha de D. Pedro II.
 
O primeiro trecho assinala que o racismo é uma característica irreversível do ser humano, ao passo que o
segundo afirma que o racismo é um legado que deve ser recusado.
 
Historicamente, no Brasil, não houve e não há diferenciação legal entre pessoas de cores diferentes, motivo pelo
qual o racismo se consolidou por meio de piadas e brincadeiras, como sugere o segundo trecho.
Você respondeu
 
O primeiro trecho indica que a tolerância racial pode ser ensinada, ao passo que o segundo trecho nega que o
racismo tenha raízes históricas.
Leia os textos a seguir:
Texto 1:
Ninguém nasce odiando outra pessoa pela cor de sua pele, por sua origem ou ainda por sua
religião. Para odiar, as pessoas precisam aprender, e se podem aprender a odiar, elas podem ser
ensinadas a amar.
Fonte: Nelson Mandela – citado em: SILVA, Aida M. M. Apresentação. In: SILVA, Aida M. M.; TIRIBA, Léa (orgs.). Direito
ao ambiente como direito à vida: desafios para a educação em direitos humanos. São Paulo: Cortez, 2015. p. 08.
Texto 2:
[...] E de pai pra filho o racismo passa
Em forma de piadas que teriam bem mais graça
Se não fossem o retrato da nossa ignorância
Transmitindo a discriminação desde a infância
E o que as crianças aprendem brincando
É nada mais nada menos do que a estupidez se
propagando
Qualquer tipo de racismo não se justifica
Ninguém explica
Precisamos da lavagem cerebral pra acabarcom esse
lixo que é uma herança cultural [...].
Fonte: GABRIEL O PENSADOR. Lavagem Cerebral. Álbum: Gabriel O Pensador. Sony Music, 1993. CD.
Os dois trechos acima fazem menção à discriminação racial. Com base neles e nas
condições históricas do racismo no Brasil, escolha a alternativa correta.
09/06/25, 11:40 Atividade 3: NATALIE BIANCHI CORRADINI (Ela/a)
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Esta alternativa é incorreta, pois não demonstra o racismo a partir de sua construção histórica, e
ainda, não demonstra esperança no aprendizado do indivíduo acerca da diversidade humana.
Pontuação do teste: 0,8 de 1
09/06/25, 11:40 Atividade 3: NATALIE BIANCHI CORRADINI (Ela/a)
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