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SIMPÓSIO INTERNACIONAL DE CIÊNCIAS INTEGRADAS 
DA UNAERP CAMPUS GUARUJÁ 
Os desafios de matemática no século XXI 
 
Caroline Cláudio dos Reis 
Licencianda em Pedagogia 
Unaerp – Universidade de Ribeirão Preto – Campus Guarujá 
Carolineaquino_@hotmail.com 
Professora Rosangela Pereira 
Unaerp – Universidade de Ribeirão Preto – Campus Guarujá 
rosangelap@unaerp.br 
 
Esta pesquisa tem o apoio da Fundação Fernando Eduardo Lee 
 
 
Resumo: Este artigo descreve os desafios que a educação matemática 
apresenta na realidade atual, demonstrando que, mesmo com tanta evolução 
na didática da disciplina com estudos e documentos atualizados, como 
livros e referenciais teóricos, PCN (Parâmetros Curriculares Nacionais), 
RCNEI – Referencial Curricular Nacional para a Educação Infantil) além de 
diferentes estratégias desenvolvidas e divulgadas para o ensino. Ainda 
assim, muitos educandos não compreendem e demonstram baixo 
desempenho na aprendizagem. Diante do quadro apresentado, 
destacaremos algumas práticas de sala de aula que sugerem um trabalho 
eficiente e com qualidade. 
 
Palavras-chave: Educação Matemática; Didática da Matemática 
 
Seção 4 – Curso de Pedagogia 
 
Apresentação: Pôster 
 
 
 
 
 
 
 
mailto:Carolineaquino_@hotmail.com
mailto:rosangelap@unaerp.br
http://aprendercrescerviver.blogspot.com/2009/11/rcnei-referencial-curricular-nacional.html
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1. INTRODUÇÂO 
Desde Platão, há quatro séculos, considera-se essencial o ensino da 
matemática, que de acordo com o filósofo era “aproximar a alma da verdade” 
(Parra 1996). Assim, concebe-se que antigamente defendia-se a idéia de que a 
matemática era essencial para a formação de um cidadão, tendo ela então de ser 
incluída nos eixos do ensino. 
Apesar do ensino da matemática ter evoluído, mesmo com o surgimento da 
didática da matemática na década de sessenta, observa-se na atualidade 
inadequações no ensino dado que contribuem para os resultados insatisfatórios 
nas avaliações como o SARESP (Sistema de Avaliação e Rendimento do Estado 
de São Paulo) na qual: 
 ...mais de 80% dos alunos do Ensino Fundamental 
obtiveram resultados abaixo do esperado. No 4º ano, por 
exemplo, 44,2% dos estudantes ficaram abaixo do básico e 
36,6% obtiveram nível básico. A parcela que se enquadra no 
nível que a Secretaria considera adequado é de apenas 
17,4% e 1,7% dos alunos alcançaram nível avançado. 
(Revista Nova Escola, 2008) 
 
Tem-se como objetivo comentar os problemas encontrados nas práticas de 
sala de aula e a defesa que a o ensino da matemática deve ser iniciado desde a 
educação infantil, para que o aprendizado mais tarde possa ser sólido. 
Ressaltando que ela é um estímulo à investigação do estudante para que, de 
acordo com Andrade (2009), a longo prazo no Ensino Fundamental ele possa 
compreender as relações matemáticas no concreto. 
 
 
2. Situando a questão 
Após a Independência do Brasil, o ensino de Matemática começa a ter 
progressão, sendo adotados métodos de ensino europeu, que se davam apenas 
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para formação de militares em cursos preparatórios. Por volta do século XVIII e 
XIV, de acordo com Castro (1992, p.34) surgem as primeiras obras didáticas 
nacionais com origem das escolas francesas no ensino tradicional elementar e de 
mestres das escolas técnico- militares. 
Ela deixa seu caráter sistematizado e robótico para entrar na cultura 
escolar, sendo necessário também para uma formação superior. 
 
...Ora, qual é o ensino que faz com que o estudante tenha o hábito 
de tirar as conseqüências de princípios estabelecidos: Será a 
Lógica e a Metafísica de Genuense? Não certamente porque eu 
por ela aprendi e foi-me necessário desaprender cousas tão 
rançosas para estudar outras melhores em mais provecta idade, 
havendo perdido meu tempo assaz precioso para outros ensinos. 
Estudem, pois rapazes como preparatórios Gramática Latina, 
Retórica e Geometria. Não pretendo que eles sejam geômetras 
gráficos, nem práticos, porque não os quero para medidor de terra, 
mas que por esse estudo exercitem a razão a tirar conseqüências 
precisas dos princípios postos. (MENDES, apud VALENTE 1999, 
p.116) 
 
Assim, como menciona Mendes ela vai além de um caráter preparatório, ela 
exercita a razão, e é precisa. E mesmo com tantas defesas de estudiosos sobre o 
conhecimento matemático, que deveria ir além das Escolas Militares e ter seu 
início na cultura escolar, muitos ainda duvidavam e não o valorizavam como um 
estudo das ciências escolares. 
Em meados dos anos 60 e início dos 70, nasce a Matemática Moderna, 
uma revolução no ensino que destacava e valorizava o pensamento científico 
tecnológico, seguindo métodos e ensinos renovados. “Talvez seja a matemática 
escolar a disciplina que tenha sua história mais intimamente ligada e estampada 
nos livros didáticos.” (Valente;1999,p.20) 
Já no anos 80, a Matemática foi discutida no evento National Concencil of 
Teachers of Mathematics- NCTM- , dos E.U.A; apresentando recomendações e 
resoluções de problemas como a construção de conhecimento do aluno 
explorando a capacidade cognitiva a partir da vivência no cotidiano, levando-os a 
compreender a importância da tecnologia em suas vidas. 
Atualmente os Parâmetros Curriculares Nacionais ressaltam que ainda hoje há 
resistência nos trabalhos de séries iniciais; conceitos pouco desenvolvidos que 
são precoces para crianças e pouca vinculação nas aplicações práticas da 
matéria. 
 
 
3. Situando o problema 
Segundo Fonseca (1998), o aluno tem a capacidade de entender a matéria, 
mas pelas suas tentativas não positivas, acabam tendo desconforto e uma 
impossibilidade temporária em aprender. 
Alguns dos problemas que geram esse desconforto no educando são de 
origem da formação do professor desde o magistério até sua formação 
continuada, quando proporcionada pelas redes de ensino. Resultando em sua 
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prática na sala de aula apenas em uma reprodução de livros didáticos e que nem 
sempre são adequados. É necessário que o professor tenha um conhecimento 
matemático suficiente para que a criança se aproprie do conhecimento e dê 
continuidade a seu aprendizado em matemática. 
Outro problema é a postura rotineira com que alguns professores de 
matemática ensinam os conteúdos retirados de livros didáticos, somente com 
aulas expositivas, e exercícios de reprodução. 
Dessa forma fica a antiga e presente pergunta: Como os educandos 
compreenderão e aprenderão se o processo de estudo é desestimulado pela 
memorização? 
A resposta é fácil, eles não apreenderam como nos mostram os índices do 
SARESP (Sistema de Avaliação e Rendimento do Estado de São Paulo) nos 
dando conta que “No 4º ano, por exemplo, 44,2% dos estudantes ficaram abaixo 
do básico e 36,6% obtiveram nível básico”. ( Revista Nova escola, 2008) 
 Mais um fator, é a meta que os docentes têm a cumprir com o conteúdo a 
ser passado; deturpando a mensagem e atuando de forma a cumprir com os 
conteúdos propostos em apostilas impostas pelas redes de ensino, resultando 
mais uma vez em reprodução de tantos assuntos transmitidos e nada absorvido. 
Com tantos levantamentos, e alguns aqui não comentados, há ainda o caso 
evidente que é o da remuneração do professor; que com baixos salários submete-
se a uma carga excessiva de trabalho, com pouco tempo para o preparo das suas 
aulas. 
Como descreve Biaggi (2000), “não é possível preparar alunos capazes de 
solucionar problemas ensinando conceitos matemáticos desvinculados da 
realidade, ou que se mostrem sem significado para eles, esperando que saibam 
como utilizá-los no futuro.” 
E como visualizar a mudança dessa dificuldade, tão presente hoje no ensino de 
matemática? 
 
 
3. A teoria em diálogo 
O eixo curricular de matemática interfere nas capacidades intelectuais, 
estimulando o estudante a buscar soluções, a “matemática desempenha um papel 
decisivo, pois permite resolver problemas da vida cotidiana.” (PCN’s 2000, p.15). É 
ela quem desempenha as relações culturais e sociais,o início da formação do 
indivíduo/cidadão. 
É assim que a Matemática se torna desenvolvimento para o conhecimento 
humano, tendo de estrutura um processo de construção contínua e interessante. 
“É na pluralidade de etnias no Brasil, que dá a origem a diferentes modos de vida, 
valores, crenças e conhecimentos, apresenta-se para a educação matemática 
como um desafio interessante.” (PCN;2000, p.29) 
Por isso, é importante que as crianças aprendam a Matemática em fase 
inicial, levando elas para a parte natural, o de pensar no cotidiano como 
importante para seu desenvolvimento cognitivo, pensando através do raciocínio 
lógico e dedutivo. 
Foi baseado nesta idéia que o Ministério da Educação elaborou e publicou 
o documento chamado Referencial Curricular Nacional, oferecendo propostas 
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curriculares educativas, que contribuem para a orientação do professor. O RFCN 
foi desenvolvido com o objetivo de servir de guia para os profissionais da 
educação que atuam diretamente com as crianças, respeitando seus estilos 
pedagógicos e a diversidade cultural brasileira; que pretende contribuir para o 
planejamento, o desenvolvimento, a avaliação e as práticas educativas. 
 
“ Reconhecer a potencialidade e a adequação de uma dada 
situação para a aprendizagem, tecer comentários, formular 
perguntas, suscitar desafios, incentivar a verbalização pela criança 
e etc., são atitudes indispensáveis do adulto. Representam vias a 
partir das quais as crianças elaboram o conhecimento em geral e o 
conhecimento matemático em particular.(...) Diversas ações 
intervém na construção dos conhecimentos matemáticos, como 
recitar a seu modo a seqüência numérica e localizar-se 
espacialmente. Essas ações ocorrem fundamentalmente no 
convívio social e no contato da crianças com histórias, conto, 
músicas, jogos, brincadeiras etc.” (RFCN vol. 3;1998,p.213) 
 
A matemática proporciona momentos para as crianças interagirem, 
compreender e resolver os problemas no mundo em que vivem, Porém, 
normalmente, não é dessa forma que as coisas acontecem dentro de sala de aula. 
 
 
5. Pesquisas Exploratórias 
 
5.1 Desempenho segundo MEC 
Alguns dados foram divulgados pelo Sistema Nacional de Avaliação da 
Educação Básica (SAEB) que está publicado no site do Ministério da Educação 
(MEC), que comprova as notas baixas dos estudantes brasileiros no ano de 2005 
em relação ao de 2003 nas séries finais como 8° série do Ensino Fundamental e 
3° série do Ensino Médio, enquanto as notas em relação a 4° série do E.F 
melhoraram. 
 
“O aprendizado em Matemática na Educação Básica está abaixo do que 
seria aceitável. Esta é uma das principais conclusões extraídas dos 
resultados do Sistema Nacional de Avaliação da Educação Básica (Saeb) 
de 2003. Para medir o desempenho, foram aplicados testes a uma 
amostra representativa de estudantes da 4° e 8° série do ensino 
fundamental [...].” (ARAUJO & LUZIO,2004) 
 
Já no Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM), que também é divulgado 
anualmente não teve um bom rendimento. A prova do Enem serve para comparar 
o desenvolvimento dos estudantes de um ano para o outro. 
 
“ O fracasso do ensino de matemática e as dificuldades que os alunos 
apresentam em relação a disciplina não é um fator novo, pois vários 
educadores já elencaram elementos que contribuem para que o ensino 
da matemática seja assinalado mias por fracasso do que por sucessos.” ( 
VITTI;1999,p.19) 
 
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Uma explicação a esse fato e resultados, são respondidos pela forma que 
os conteúdos são trabalhados nas escolas. 
 
5.2 Pesquisa de campo 
Uma pesquisa sobre o aprendizado de matemática foi realizada em junho 
de 2010 pelas alunas do curso de Pedagogia da terceira etapa, subsidiadas por 
um trabalho da disciplina Estrutura Gestão e Currículo na Universidade de 
Ribeirão Preto Campus Guarujá. O objetivo da pesquisa era descobrir e relatar se 
os estudantes absorvem, aprendem e entendem os conteúdos da matéria de 
Matemática. 
Foram entrevistados 20 estudantes, das redes privada, municipal e 
estadual. Com faixa etária de 11 a 16 anos. 
A cada vinte entrevistados, quatro deles não apresentaram dificuldade na 
disciplina e o restante informa que não entende a linguagem do professor. Uma 
das perguntas se referia a solução dos problemas encontrados por eles, onze 
afirmam que os professores precisam ser mais dinâmicos e modernos, pois seus 
métodos são muito antigos “do tempo da vovozinha” (sic). 
A segunda pergunta mencionava a nota que dariam para as aulas de 
matemática, e a resposta foi muito sincera. Os quatro educandos que não 
apresentaram dificuldade, disseram que a aula é muito atrativa e que o professor 
dá vida aos números. Os outros se dividiam alegando que as aulas eram entre 
cansativa, chata, irritante ou medonha. 
Quando questionados ao jeito mais fácil de aprender e se ela é importante 
para suas próprias vidas, foi relatado que a melhor forma de aprender é brincando 
e que a disciplina faz parte do dia-a-dia, ela ajuda também a resolver problemas 
pessoais. 
É fácil analisar as pesquisas aqui comentadas, constatando que as 
dificuldades são diversas e que os conteúdos não são absorvidos. As informações 
podem ser relacionadas à importância da matemática na vida escolar profissional, 
pois esses problemas, se não solucionados, acompanharão o estudante até sua 
fase universitária. 
 
 
6.Como mudar? 
Rodrigues (1993) defende que o desinteresse pelos conteúdos de 
matemática faz com que os professores procurem outros meios para captar a 
atenção de seus alunos através de estratégias e alternativas metodológicas, sem 
esquecer que é necessário uma base teórica para fundamentar a prática. Sem 
contar que o conteúdo trabalhado deve seguir sempre do concreto ao abstrato. 
Já Parra (1996, p.16) afirma que é preciso decidir a respeito dos conteúdos 
trabalhados em sala de aula, sobre a metodologia mais convincente a ser adotada 
e para suprimir muitos temas tradicionalmente abordados que tem continuado a 
fazer parte dos programas, mas que hoje são inúteis. 
 
“ Trabalhar primeiro apenas os números menores que 10, depois os 
menores que 100, depois os menores que 1000, etc; apresentar a 
representação fracionária dos racionais para introduzir, posteriormente, a 
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decimal; desenvolver o conceito de semelhança, para depois explorar o 
Teorema de Pitágoras.” (PCN’s, 2000,p.25) 
 
As teorias têm comprovado que o desenvolvimento cognitivo e a 
aprendizagem não evoluem com o método mecânico, ou somente com aulas 
expositivas ministradas pelo professor em sala, mas, pela interação dos alunos 
com o conhecimento. 
 
Também a importância de se levar em conta o conhecimento 
“prévio” dos alunos na construção de significados geralmente é 
desconsiderada. Na maioria das vezes, subestimam-se os 
conceitos desenvolvidos no decorrer da atividade prática, de suas 
interações sociais e imediatas, e parte-se para o tratamento 
escolar, de forma esquemática, privando os alunos da riqueza de 
conteúdo proveniente da experiência pessoal. (PCN’s;2000, p.25) 
 
Alguns professores hoje, já adotam a idéia de pesquisar para preparar suas 
aulas, analisam a prática e compartilham esses momentos com seus pares 
utilizando materiais propostos pelo MEC, como o RFCN e os PCN’s, e ainda 
utilizam a informática como recurso importantíssimo e indispensável, com o 
objetivo de proporcionar uma aula com qualidade, competência e transparência 
aos estudantes. Sem deixar de comentar que o docente não pode ter como base 
apenas os livros didáticos, porque estão disponíveis na escola. Ele precisa refletir 
sobre o conteúdo a ser desenvolvido nas aulas. 
 
As necessidades cotidianas fazem com que os alunos 
desenvolvam uma inteligência essencialmente prática, que permite 
reconhecer problemas, buscar e selecionar informações, tomar 
decisões e, portanto, desenvolver uma ampla capacidade para 
lidar com a atividade matemática. (PCN’s; 2000,p.37) 
 
Por isso, a importância de aumentar as alternativas metodológicas com os 
educando,dando a possibilidade de desenvolverem a capacidade de resolução de 
problemas, o raciocínio lógico, o pensamento autônomo e criativo. Sem contar 
com a socialização e a interação que se dá através de jogos e brincadeiras, como 
estratégias em sala. 
Como cita MOYSÉS (2003, p.47) dizendo sobre a relação dos brinquedos e 
a criança, sendo livre para escolher suas ações. O brinquedo estimula a 
curiosidade e a autoconfiança, proporcionando desenvolvimento. 
 
“O jogo pode tornar-se uma estratégia didática quando as situações são 
planejadas e orientadas pelo adulto visando a uma finalidade de 
aprendizagem, isto é, proporcionar à criança algum tipo de 
conhecimento, alguma relação ou atitude (...). Há uma constatação de 
que as crianças muito pequenas constroem conhecimentos sobre 
qualquer área a partir do uso que faz deles em suas vivências, da 
reflexão e da comunicação de idéia e representações.” (RFCN, VOL.3; 
1998 p.214) 
 
 
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7.Considerações finais 
A realização deste trabalho possibilitou a compreensão sobre os desafios 
presentes relacionados ao ensino de matemática, que estão ligados também à 
formação dos professores e suas práticas em sala de aula, e que a metodologia 
deve ser mais dinâmica, proporcionando interação entre os estudantes e 
relacionada ao meio social deles. 
 
Precisam conhecer melhor as estratégias que promovam o bom 
ensino e estarem preparados para escolher, dentre livros didáticos 
disponíveis, aqueles que melhor se adaptam às necessidades da 
qualidade da educação. É fundamental que os professores sejam 
orientados a como trabalhar com o,livro didático e utilizar outros 
recursos pedagógicos. (ARAUJO &LUZIO, 2004) 
 
Apenas dessa forma os educandos poderão apropriar-se dos conteúdos 
apresentados, fazendo a relação com o dia-a-dia e a melhor solução para quando 
encontrarem dificuldades sejam elas cotidianas ou no seu aprendizado. Pois é a 
Matemática que proporciona construção do conhecimento e na aprendizagem. 
Acredita-se assim que, a possível parte dos problemas, podem ser 
solucionados se os professores tiverem formação continuada e permanente, 
salários que permitam a redução de suas jornadas, discussão com seus pares dos 
trabalhos desenvolvidos em sala de aula, desenvolvimento de estratégias 
diferenciadas de ensino, e ainda precisam estar cientes da importância da relação 
positiva do professor com a matemática, seja ela o seu relacionamento com os 
educando ou no domínio do conteúdo e métodos de ensino. 
 
 
8.Referencias Bibliográficas 
 
ANDRADE, Priscila Méier Questões matemáticas na Educação Infantil. 
Disponnível em http://www.pg.utfpr.edu.br/sinect/anais/artigos/8%20 
ensinodecienciasnasseriesiniciais/Ensinodecienciasnasseriesinicias_Artigo5.pdf 
 
 
BRASIL.Ministério da Educação e do Deporto. Secretaria de Educação 
Fundamental. Referencial Curricular Nacional para a Educação Infantil/ 
Brasília: MEC/SEF,1998. 3V.:IL 
 
______, Parametros Curriculares Nacionais: Matemática/ Secretária de 
Educação Fundamental.-2 ed- Rio de Janeiro: DP&A. 2000 
 
 
BIAGGI, Geraldo Vitória. Uma nova forma de ensinar matemática para futuros 
administradores: uma experiência que vem dando certo.Revista de Ciências 
da Educação. v. XX, p.103-113.2000. 
 
FONSECA, Vitor da. Aprender a Aprender: a Educabilidade Cognitiva. Porto 
Alegre: Artmed,1998. 
 
http://www.pg.utfpr.edu.br/sinect/anais/artigos/8
9 
 
LUZIO, Nildo; ARAÚJO, C.Henrique. INEP, Brasília, novembro, 2004, Artigos- O 
Ensino da Matemática na Educação Básica. Disponível em: 
 
 
MOYSÉS.L. Aplicações de Vigotsky a Educação Matemática. 7 edição. São 
Paulo, Editora Papirus.2006. 
 
PARRA, C.Saiz. Didática da Matemática: Reflexões Psicopedagógica.Porto 
Alegre. Artmed. 1996. 
 
RODRIGUEZ, Rita de Cássia M.C. (Re) Construindo a matemática. Fazer 
pedagógico- construções e perspectivas. Editora Básica. Ijuí. 1994. 
 
VALENTE, Wagner Rodrigues. Uma história da matemática escolar no Brasil.- 
São Paulo: Annablume: FABESP.1999. 
 
VITTI, C.M. Matemática com prazer, a partir da história e da geometria. 2° 
edição. Piracicaba- São Paulo. Editra Unimep. 1999. 
 
 
 
http://www.inep.gov.br/imprensa/artigos/ensino_matematica.htm

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