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UNIVERSIDADE FEDERAL DO PIAUÍ
CENTRO DE CIÊNCIAS DA SAÚDE
DEPARTAMENTO DE NUTRIÇÃO
DISCIPLINA: BROMATOLOGIA
PROFESSORA: DRª AMANDA DE CASTRO AMORIM SERPA BRANDÃO
LÍVIA REIS MOURA FÉ
DETERMINAÇÃO DE PESO BRUTO E PESO LÍQUIDO
TERESINA-PI
SETEMBRO-2025
LÍVIA REIS MOURA FÉ
DETERMINAÇÃO DE PESO BRUTO E PESO LÍQUIDO
ESTAGIÁRIOS DOCENTES: 
Dalylla Bruno Libório Dourado
Erick Vinicius Rocha Da Silva
TERESINA-PI
SETEMBRO-2025
SUMÁRIO
1. INTRODUÇÃO ............................................................................................................ 3
2. MATERIAIS E MÉTODOS ......................................................................................... 5
3. RESULTADOS E DISCUSSÃO .................................................................................. 6
4. CONCLUSÃO .............................................................................................................. 8
REFERÊNCIAS .............................................................................................................. 9
1. INTRODUÇÃO
	A Resolução da Diretoria Colegiada (RCD) de nº 94 de novembro da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) foi responsável por aprovar o regulamento técnico para a rotulagem nutricional obrigatória de alimentos e bebidas embalados, para que dessa forma, sejam estabelecidos padrões das informações nutricionais que devem constar nos rótulos desses produtos, além disso também contribuiu para conscientizar o consumidor, visto que orientar o consumo de alimentos saudáveis, através de uma fácil compreensão das informações nutricionais presente na rotulagem dos alimentos, impacta diretamente na escolha do produto para o cliente (ANVISA, 2000).
	O peso bruto é definido como o peso de início do alimento antes de qualquer tipo de preparo, limpeza ou processo de cozimento, também é conceituado como o peso total quando o alimento é comprado, incluindo todas as suas partes não comestíveis. Além disso, nesse peso também se consideram tudo que contém nele, como ossos, gordura, casacas, sementes, entre outros. Ele é primordial na elaboração da Ficha Técnica de Preparo (FTP), tendo em vista que sem ele não seriam possíveis produzir os cálculos de rendimento, custos reais e seu valor nutricional de modo confiável. Outrossim, ele também é utilizado para garantir a padronização e previsibilidade no preparo, e auxiliar o consumidor no planejamento de compras e estoque (Proença et al., 2018).
	Ademais, o peso líquido é considerado o peso efetivo do produto, sem contar o peso da embalagem ou de qualquer outro acessório, sendo de suma importância o peso ser indicado em etiqueta adesiva na vista principal do produto, uma vez que sua indicação é obrigatória e exigida por órgãos reguladores, como por exemplo o Inmetro, que visa garantir aos consumidores a quantidade real do produto que estão adquirindo, para que eles não sejam prejudicados e saibam precisamente o peso do item adquirido, que é apenas a parte que será utilizada durante a etapa de preparo, influenciando também na redução de desperdícios (Inmetro, 2021).
	O fator de correção (FC) é determinado pela divisão do peso bruto pelo peso líquido, ele é o indicador que mostra o que será perdido do alimento durante o processo de pré-preparo, no qual considera-se o descarte da parte que não é comestível. Essas perdas geralmente são sementes, cascas, folhas queimadas ou murchas, pele, entre outras. Logo, percebe-se que através desse indicador é possível analisar a quantidade do alimento que está disponível para ser consumida, além de constatar se houve ou não algum desperdício durante esse momento de preparo. Então, é possível concluir que quanto maior o fator de correção, maior será as perdas do alimento (Oliveira; Santos; Oliveira, 2023).
	O objetivo da aula é mostrar aos discentes a importância de saber determinar a diferença entre o peso bruto e liquido, visto que eles estão extremamente ligados ao controle de qualidade na indústria alimentícia, e que são essenciais principalmente para o consumidor que deve ficar atento ao produto adquirido e se ele possui a quantidade declarada, além disso outro propósito da aula é tornar os alunos capazes de quantificar de forma precisa e segura a massa dos alimentos, distinguindo entre a embalagem (peso bruto) e o produto em si (peso líquido), e de verificar se os produtos estão de acordo com o informado no rótulo.
	Com isso, nota-se que esse processo é fundamental para a matéria de Bromatologia, visto que está relacionado ao controle de qualidade dos produtos, e reforça também aos alunos o uso dos equipamentos de laboratório de forma adequada e precisa, uma vez que qualquer erro de pesagem pode impactar diretamente na análise do experimento ou até mesmo pode gerar prejuízos ao consumidor final. Logo, a compreensão de peso bruto e líquido está tanto ligada à qualidade final do produto quanto à legitimidade da marca, visto que ela é responsável por garantir qualidade e conformidade com a legislação. 
2. MATERIAIS E MÉTODOS
	No dia 09 de setembro de 2025, foi realizado com os alunos da Universidade Federal do Piauí, do curso de Nutrição, na matéria de bromatologia ministrada pela professora Drª. Amanda de Castro Amorim Serpa Brandão, uma prática referente a determinação de peso bruto e peso líquido. Na qual a professora, dividiu a turma em quatro grupos, visando, dessa forma, uma melhor dinâmica e uma agilidade para obtenção de informações.
	Os grupos ficaram responsáveis por pesar os alimentos com apenas a salmoura e apenas o produto, fazendo posteriormente os cálculos para poder constar a totalidade do produto, em alguns casos, foram utilizados a balança semi-analítica, para pesar o produto sólido, que neste caso foram o milho (em lata e em sachê) e a ervilha (somente em lata). Já para os produtos líquidos, como o suco e refrigerante, foi utilizado uma proveta graduada.
	Durante o processo para separar o milho ou a ervilha da salmoura, foi utilizado uma peneira, para que todo conteúdo líquido fosse devidamente separado, para assim obter o peso drenado desse alimento, cabe destacar que essa etapa foi feita de maneira cuidadosa, para que não houvesse danos aos alimentos. Ademais, para os líquidos foi utilizado um funil para auxiliar e não ter risco de desperdiçar o conteúdo e prejudicar, dessa forma, a análise. 
3. RESULTADOS E DISCUSSÃO
3.1 Resultados
	MILHO VERDE
	Peso líquido conforme embalagem
	Peso líquido obtido pela análise
	Peso apenas da salmoura
	Peso drenado (peso do milho sem a salmoura)
	Marca A
	280 g
	280,528 g
	114,049 g
	166,479 g
	Marca B
	240 g
	247,315 g
	83,115 g
	164,200 g
	Marca C
	195 g
	193,103 g
	27,629 g
	165,474 g
	Marca D
	260 g
	260,729 g
	95,856 g
	164,873 g
	Marca E
	240 g
	236,323 g
	75,502 g
	160,821 g
	Marca F
	280 g
	280,138 g
	106,186 g
	173,952 g
	Os grupos após realizarem a devida pesagem dos alimentos sólidos em sua forma líquida e bruta, e os alimentos líquidos medidos através da análise da proveta, obtiveram os seguintes resultados da tabela: Quadro 1: Análise da determinação de peso bruto e peso líquido do milho verde.
Fonte: Autor, 2025.
Quadro 2: Análise da determinação de peso bruto e peso líquido da ervilha.
	ERVILHA
	Peso líquido conforme embalagem
	Peso líquido obtido pela análise
	Peso apenas da salmoura
	Peso drenado (peso da ervilha sem a salmoura)
	Marca A
	240 g
	233,552 g
	47,133 g
	186,419 g
Fonte: Autor, 2025.
Quadro 3: Análise da determinação de peso líquido do refrigerante.
	REFRIGERANTE
	Peso líquido conforme embalagem
	Peso líquido obtido pela análise
	Marca A
	250 mL
	249 mL
	Marca B
	200 mL
	199 mL
Fonte: Autor, 2025.
Quadro 4: Análise da determinação de peso líquido do suco.
	SUCO
	Peso líquido conforme embalagem
	Peso líquido obtido pela análise
	Marca A
	200 mL
	200 mL
	Marca B
	200 mL
	199 mL
Fonte: Autor, 2025.
3.2 Discussão 
	A Resolução RDC nº 360, de 23 de dezembro de 2003, é uma norma da Agência Nacionalde Vigilância Sanitária (ANVISA) que aprovou o Regulamento Técnico sobre Rotulagem Nutricional de Alimentos Embalados, tornando obrigatória a apresentação dessas informações nos rótulos dos alimentos tendo em vista que a rotulagem nutricional facilita ao consumidor conhecer as propriedades nutricionais dos alimentos, contribuindo para um consumo adequado dos mesmos. 
	Já a Resolução RDC nº 94, de 1º de novembro de 2000, da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA), estabeleceu o Regulamento Técnico para rotulagem nutricional obrigatória de Alimentos e Bebidas Embalados. O objetivo era padronizar a declaração de informações nutricionais em rótulos, como valor calórico, proteínas, carboidratos, gorduras, fibra alimentar, ferro e sódio, orientando o consumo para uma alimentação mais saudável.
	Portanto, diante aos resultados obtidos convém analisar cada alimento. Primeiramente, nota-se que a marca C e E de milhos apresentaram uma divergência entre o peso indicado no rótulo e o peso obtido através da análise, com isso cabe destacar que a Portaria nº 02, de 7 de maio de 1982, diz que a indicação da quantidade líquida das mercadorias pré-medidas, admitirá a tolerâncias máxima de 1% (um por cento) para mais ou para menos, na média correspondente à amostra, logo constata-se que a marca C ainda está regular, visto que ela ainda tá na margem de erro, já a marca E não está dentro desta margem, tornando-se irregular.
	O segundo produto da análise foi a ervilha em lata, que de acordo com esta portaria, foi possível observar que ela também não está seguindo a conformidade, visto que seu peso líquido obtido pela análise foi inferior a margem de erro permitida por essa resolução, logo constata-se que essa marca fere o direito do consumidor, uma vez que ele é lesado ao comprar este produto, já que ele não cumpre a medida exposto em seu rótulo. 
	O terceiro e quarto produto, que foram, respectivamente, o refrigerante e o suco, apresentaram uma pequena margem de erro, que não descumpre as resoluções exigidas pela portaria do Inmetro, uma vez que todas as quatro marcas estão no padrão aceitável, além disso cabe ressaltar que nas três marcas (A e B do refrigerante e B do suco) houve apenas a perda de 1 mL da amostra analisada, o qual pode ter sido descontada durante o procedimento, visto que o uso do funil pode ter retido uma pequena amostra desses líquidos, logo é possível compreender que essa margem de erro pode ocorrer durante o experimento, visto que é uma quantidade bem mínima, não prejudicando as análises. 
4. CONCLUSÃO
	Portanto, conclui-se a importância de determinar o peso bruto e líquido dos alimentos, visto que eles impactam diretamente o consumidor, uma vez que ele pode ser prejudicado caso os procedimentos de pesagem não sejam feitos de maneira adequada, ou então, caso a marca não cumpra as exigências dos órgãos reguladores, não informando essa pesagem ou fazendo-a de forma errônea. Com isso, é possível relatar que o objetivo da prática foi atingido, visto que os discentes foram capazes de verificar se os produtos estão de acordo com o informado no rótulo e determinar o peso bruto e peso líquido desses produtos. 
REFERÊNCIAS
BRASIL. ANVISA. Resolução da Diretoria Colegiada n° 360, de 23 de dezembro de 2003.
BRASIL. ANVISA. Resolução da Diretoria Colegiada n° 94, 1º de novembro de 2000.
BRASIL. Inmetro. Portaria nº 201, de 30 de abril de 2021.
OLIVEIRA, Diana; SANTOS, Virgínia; OLIVEIRA, Tatiana. Guia Prático de Indicadores de Pré-preparo e Preparo dos Alimentos: Fator de Correção e Fator de Cocção. 1. ed. São Carlos: Scienza, 2023. 
PROENÇA, R. P. C. et al. Manual de técnicas e medidas caseiras em alimentação. 2. ed. Florianópolis: UFSC, 2018.
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