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UNIVERSIDADE PAULISTA
PAMELA ALVES
Relatórios – Imunologia Clínica
Araçatuba – SP
2025
Aula 01 - visualização de células de defesa no microscópio utilizando o corante de Leishman: 
Obetivo da aula: 
Visualizou-se células sanguíneas de defesa em esfregaços corados, com destaque para os neutrófilos, reconhecendo-se suas características morfológicas (núcleo multilobulado e grânulos citoplasmáticos finos) e compreendendo-se seu papel na imunidade inata, especialmente na fagocitose de microrganismos como bactérias.
Corante de Leishman – Composição e Propriedades:
Composição:
É um corante do tipo Romanowsky, preparado a partir de:
Azul de metileno (corante básico → cora estruturas ácidas, como o DNA/RNA do núcleo, em tons azul-arroxeados).
Eosina (corante ácido → cora estruturas básicas, como proteínas do citoplasma e grânulos eosinofílicos, em tons róseos/alaranjados).
Solvente: geralmente metanol, que também atua como fixador das células na lâmina.
Propriedades:
Permite diferenciação citológica das células sanguíneas (hemácias, leucócitos e plaquetas).
Dá contraste entre núcleo e citoplasma, facilitando a identificação de neutrófilos, eosinófilos, basófilos, linfócitos e monócitos.
É usado para análise morfológica de células em esfregaços de sangue periférico e medula óssea.
Fixador e corante ao mesmo tempo (praticidade do método).
Aula 02 – Diluições:
Objetivo da aula: 
Foi realizado diluições seriadas, como “1:10”, “1:100” e preparo de soluções em diferentes volumes (10 mL, 50 mL, 100 mL etc). O princípio dessa aula é o cálculo e preparo de diluições, que consiste em reduzir a concentração de uma solução transferindo uma parte dela (alíquota) para um novo volume, completando com solvente (geralmente água ou solução tampão).Durante a prática, também foi realizada a comparação das pipetagens, permitindo observar a precisão e o manuseio adequado dos diferentes volumes medidos.
Esse processo permite:
Obter soluções de concentrações conhecidas e menores que a original.
Preparar volumes específicos a partir de diluições padrão.
Treinar raciocínio matemático aplicado à prática laboratorial (razão, proporção e regra de três).
Aula 03 – Aglutinação no latéx: 
Objetivo da aula: 
Na aula, foi aplicado o princípio da técnica imunológica utilizando um látex de imuno-diagnóstico. Para isso, foram utilizados reagentes específicos juntamente com amostras de soro dos pacientes. Também foram realizados controles positivos e negativos para validar o teste. O princípio da técnica baseia-se na reação antígeno-anticorpo: quando o anticorpo presente no reagente reconhece o antígeno da amostra, ocorre a aglutinação visível. No caso desta atividade, a amostra de soro não apresentou aglutinação em nenhum dos testes, indicando que o anticorpo específico para aquele antígeno não estava presente ou não reagiu nas condições testadas.
Aula 04 – Hemoaglutinação 
Objetivo da aula: 
A técnica de hemaglutinação funciona como uma ponte para detectar a presença de anticorpos no soro de um paciente. No seu caso, o objetivo era encontrar anticorpos contra o Trypanosoma cruzi, o parasita que causa a Doença de Chagas.
A reação acontece em duas etapas principais:
Sensibilização das Hemácias: primeiramente, as hemácias não são usadas sozinhas. Elas são "sensibilizadas" ou "revestidas" com antígenos específicos do parasita Trypanosoma cruzi. Esses antígenos são proteínas ou moléculas do parasita que se aderem à superfície das hemácias. As hemácias agora funcionam como "portadoras" dos antígenos.
Aglomeração pelos Anticorpos: em seguida, o soro do paciente é adicionado aos poços com as hemácias sensibilizadas. Se o soro contiver anticorpos específicos contra o Trypanosoma cruzi, esses anticorpos atuarão como "pontes". Cada molécula de anticorpo tem dois braços: um se liga a um antígeno em uma hemácia, e o outro braço se liga a um antígeno em uma hemácia vizinha. Essa ligação cruzada une as hemácias, formando uma grande rede ou aglomerado.
Resultado Negativo (Botão): quando não há anticorpos no soro do paciente, as hemácias sensibilizadas não se ligam umas às outras. Por serem mais pesadas, elas simplesmente se depositam no fundo do poço por gravidade, formando um pequeno e denso ponto ou "botão" no centro.
Resultado Positivo (Aglutinação): se o teste tivesse sido positivo, você veria a formação de uma "placa" ou "tapete" de hemácias espalhado por todo o fundo do poço, sem a formação do botão. Isso ocorre porque as hemácias aglomeradas não conseguem se depositar uniformemente.
A Função da Diluição e dos Controles:
Diluição Seriada (1/2, 1/4, 1/8, 1/16): o objetivo de diluir o soro é determinar o título de anticorpos, ou seja, a menor concentração em que a reação ainda é positiva. Se a reação for positiva, o título indica a quantidade aproximada de anticorpos presentes no soro do paciente. O fato de ter dado "botão" em todas as diluições (mesmo na 1/2) significa que o paciente provavelmente não possui anticorpos para a doença ou que a quantidade é muito baixa para ser detectada pelo teste.
Controles Positivo e Negativo:
O Controle Positivo: garante que os reagentes e as hemácias sensibilizadas estão funcionando corretamente e são capazes de causar aglutinação.
O Controle Negativo: garante que as hemácias não estão se aglomerando por conta própria, prevenindo um resultado falso-positivo.

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