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Pinos intrarradiculares

Resumo sobre pinos intrarradiculares: indicações e função (retenção vs resistência), tipos (núcleo metálico, provisórios, fibra de vidro, carbono, cerâmicos), formatos (cilíndrico, cônico, dupla conicidade), técnicas para reduzir contração do cimento e indicação por dente.

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Pinos intrarradiculares 
• Pinos intrarradiculares são utilizados em dentes tratados 
endodonticamente, pois esses dentes perdem parte da 
estrutura devido ao acesso, a remoção da câmara pulpar etc. 
Além disso, a perda de vitalidade compromete sua resistência, 
tornando-os mais suscetíveis a fraturas e à quebra das 
restaurações. 
 
• A necessidade do pino está associada ao grau de destruição 
do elemento. 
 
Núcleo metálico fundido (NMF) 
• O núcleo metálico fundido é um tipo de pino indireto, 
fabricado em laboratório a partir da fundição de metal com o 
molde exato da raiz do paciente. 
• O procedimento utiliza resina acrílica duralay e pinos pré-
fabricados para moldar a raiz e preparar o núcleo de 
preenchimento. 
• No laboratório, ocorre o processo de fundição que resulta no 
pino metálico, que será cimentado posteriormente. 
 
 
• Modelagem do conduto com resina acrílica duralay (Indireto) 
• Uso questionado: Corrosão, manchamento do 
remanescente, alto módulo de elasticidade, fratura. 
Quando utilizar um pino/retentor intrarradicular? 
Quantidade do remanescente coronário 
• Perda coronária superior a 50% 
 
 
A principal função principal do pino é aumentar a retenção e 
não a resistência, ou seja, é proporcionar algo que entre em 
contato com a maior parte da superfície do dente e com o 
material restaurador 
Condição e Morfologia da Dentina Radicular 
• Avaliar a quantidade de tecido da raiz 
• O pino deve preencher maior área do canal 
• Minimizar o uso do cimento resinoso 
 
A retenção primária do pino é a mecânica, pois permite que o 
pino “trave” dentro do canal e utilize a menor quantidade 
possível de cimento (cimento resinoso dual), devido a 
contração de polimerização. 
Como minimizar o efeito da contração de polimerização? 
01. Uso de vários pinos, colocando o pino principal e em torno 
dele vários pinos de diâmetro menor para preencher o espaço 
e reduzir a quantidade de cimento resinoso. 
 
 
02. Uso de um pino anatômico 
→ É um tipo de pino intrarradicular personalizado, 
moldado diretamente no canal radicular do dente 
para obter um melhor ajuste. (mesma lógica do núcleo 
metálico) 
→ É reembasado com a própria resina composta 
→ Técnica bastante utilizada atualmente 
 
Localização do dente no arco 
Diferença da incidência das forças em dentes anteriores e 
posteriores 
• Atualmente, a recomendação de pinos para dentes 
posteriores está cada vez mais reduzida (até pré-molares 
ainda se usa) 
• Elementos posteriores: 
→ Só utiliza se realmente não tiver uma estrutura que 
não promova retenção. 
→ Avaliar a câmara pulpar coronária (avaliar se o 
elemento possui as paredes internas da câmara 
pulpar) 
→ Tendência ao uso de coroas endocrown em 
elementos posteriores - retenção pela própria 
entrada dos canais realizados, técnica preferível ao 
uso de pinos → utiliza a profundidade da câmara 
pulpar para reter a coroa (2,5 a 5mm) + cimentação 
adesiva. É um tto mais conservador. 
 
• Elementos anteriores: 
→ Sofrem uma maior carga de forças que não são ao 
longo eixo do dente, fazendo movimento de alavanca 
e ficando suscetíveis a fraturas de restaurações e do 
próprio dente 
 
Material restaurador usado 
• Coroa total, parcial onlay, laminados: necessidades 
diferentes 
• Correlacionar com tipo de material usado (resina, cerâmica, 
cerômero,etc), por exemplo, em coroas metalocerâmicas é 
possível usar núcleo fundido, já em coroas de materiais como 
resina e cerâmica o metal irá transparecer 
 
Classificação dos pinos 
 
Quanto ao material 
Metálicos 
• Núcleo metálico fundido 
 
 
 
 
• Pinos provisórios 
 
Cerâmicos 
• Feitos na tentativa de melhorar a estética. 
• Módulo de elasticidade da cerâmica é muito elevado, ou 
seja, suscetível a fratura. 
• Não são mais utilizados 
 
Fibras de carbono 
• Tentativa de melhorar a grande diferença no módulo de 
elasticidade entre o dente e o material. 
• Também perdia em estética (muito escuro) 
 
Fibra de vidro 
• Composição: 
→ 42% fibras 
→ 29% resina epóxica 
→ 29% partículas inorgânicas 
 
 
• Excelência estética e módulo de elasticidade similar ao 
dente. 
• Material de eleição dos retentores intrarradiculares. 
• São uma mistura de filetes de vidro + resina epóxica e 
partículas de carga que se transformam em uma estrutura 
cilíndrica com modulo de elasticidade semelhante ao dente 
• Logo, atualmente se utiliza os pinos provisórios, núcleo 
fundido (com indicação limitada) e os de fibra de vidro 
Quanto ao formato 
Cilíndricos 
• Não possuem boa adaptação 
 
Cônicos 
• Melhor adaptação, acompanham a conicidade da raiz 
 
• Dupla conicidade e Dupla conicidade extra 
→ Excelente adaptação, promovendo menor desgaste e 
menor espessura de cimento 
 
 
 
• Quem decide o melhor formato do pino é o formato da raiz 
do dente 
Acessórios 
• Diâmetro de 0,5mm 
 
Quanto ao módulo de elasticidade 
Rígidos 
• Módulo de elasticidade distante ao do dente 
• Risco de fratura 
• Metálicos ou cerâmicos 
Flexíveis 
• CETL semelhante ao dente 
• Acompanham a flexibilidade do dente 
• Fibra de carbono e vidro 
Quanto a técnica de uso 
Indiretos 
• São pinos confeccionados totalmente em laboratório, após a 
realização de uma moldagem detalhada do canal no 
consultório. 
• Núcleo metálico fundido 
Semidiretos 
• São confeccionados parcialmente no consultório e depois 
finalizados no laboratório. Nesse caso, o profissional faz um 
molde do canal com resina acrílica rápida ou material similar, 
enviando-o ao laboratório para a fundição do pino. 
• Pino anatômico (cimentação do pino reembasado) 
Diretos 
• São pinos pré-fabricados, colocados diretamente no canal 
radicular. 
• Pinos de fibra de vidro, de carbono, entre outros 
Quanto ao modo de confecção 
Pré-fabricados 
• Uso direto 
Anatômicos 
• Semidiretos e indiretos 
 Preparo do pino anatômico 
 
 
 
 
 
Protocolo clínico 
1. Avaliação clínica do remanescente dental 
• Remover restauração antiga e/ou material provisório 
• Selecionar o tipo de material restaurador 
• Indicar o uso do pino intr.-radicular 
2. Exame radiográfico 
• Avaliar qualidade da raiz e do tratamento endodôntico 
 
 
3. Desobturação e preparo do canal 
• Remoção da guta-percha com instrumento aquecido ou 
brocas específicas em baixa rotação 
 
• Preparando o canal radicular 
→ Preparo do canal (remoção da GP): uso de brocas 
gates ou peeso. 
→ Alguns pinos já vêm com suas brocas para uso, no 
entanto, algumas desgastam muito na lateral, sendo 
as gates e peeso mais indicados 
 
Regras para o preparo do canal 
1. 2/3 da extensão do CR 
• Medir o tamanho da raiz com régua milimetrada. 
• Por exemplo: 
→ Canal com 15mm 
→ Desobtura 10mm 
→ Permanece 5mm de GP 
• Regra da endodontia: deve-se deixar no mínimo 4mm de 
GP remanescente para um bom prognóstico. 
→ Observar se o que deixou está comprometendo a 
regra. 
• Logo, para raizes longas geralmente não há problemas. 
2. Raízes curtas e dilaceradas: 
• Desobturar o mesmo tamanho do remanescente coronário 
ou a metade da raiz. 
• Por exemplo: 
→ Raiz com 9mm e remanescente coronário 4mm 
→ Desobtura 4mm e sobra 5mm OU desobtura 4,5mm 
e sobra 4,5mm. 
 
 
Brocas gates em baixa rotação removendo a GP 
 
 
4. Seleção do pino (de acordo com a radiografia) 
 
5. Desobturação (uso do stop da gates) e radiografia para 
verificar a GP remanescente 
 
 
 
 
 
 
6. Teste do pino no canal radicular 
 
 
7. Radiografia do canal radicular 
 
8. Corte do pino 2 mm aquém da estrutura dental 
 
Cimentação 
• Pré-tratamento, tratamento e cimentação propriamente 
dita 
Pré-tratamento de Superfície do Pino 
• Objetiva melhorar a resistência de união dos pinos aos 
núcleos de preenchimento em RC 
• Limpeza do pino com álcool 70% ou clorexidina 2% 
• Aplicação do ácido fosfórico 37% 1 min (com o objetivo de 
limpar)Tratamento de Superfície do Pino 
• Aplicação do SILANO: aplicar e aguardar 60 seg., seguido 
de jatos de ar. 
• Mantém união química estável com a fibra de vidro 
(inorgânico) e material resinoso (monômeros orgânicos do 
cimento resinoso) 
• Promove união química estável entre resinas ou adesivos 
contendo monômeros metacrílicos em cerâmica, cerômeros, 
resinas laboratoriais e pinos de fibra de vidro 
 
Tratamento do canal radicular 
• Limpeza das paredes do canal radicular 
com escova especiais (escovas próprias ou 
escova de Robinson adaptadas em baixa 
rotação) ou irrigação com álcool ou EDTA 
• Lavagem com spray ar/água 
• Secagem com papel absorvente 
Aplicação do sistema adesivo 
• Aplicação do sistema adesivo (dual) de três passos 
 
• Remoção dos excessos do adesivo, seguido de 
fotopolimerização por 40 seg 
Inserção do cimento resinoso Dual 
• Preferência por cores translúcidas 
• Uso da ponta de automistura 
• Inserção do pino e polimerização por 40 seg 
• Cimento dual: nas áreas mais apicais onde a luz não 
consegue chegar se dá com a presa química 
 
 
• Inserção do pino 
• Fotopolimerização por 40s 
Confecção do núcleo de preenchimento, restauração direta 
ou restauração indireta

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