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Resumo * Doença Arterial Coronariana e Infarto * Conceito de Doença Arterial Crônica * Caracteriza-se pela destruição da barreira coronariana, sendo uma doença arterial crônica. * Fatores de risco modificáveis: tabagismo, sedentarismo, obesidade, hipertensão, colesterol, diabetes, dieta e álcool. * Atenção especial ao colesterol: HDL alto é benéfico, diferente do que muitos pensam. * Fatores não modificáveis: idade, história familiar de primeiro grau e sexo. * Infarto Agudo do Miocárdio (IMA) * Dois grandes grupos: IMA com supra de ST e IMA sem supra de ST. * Diagnóstico baseado em história clínica típica de angina, ECG seriado (identificação de supra de ST, infra de ST, inversão de onda T), curva de troponina e exames complementares como ecocardiograma. * Meta de saturação de oxigênio é 94% ou mais; abaixo disso, administrar oxigênio. * Avaliação para causas potenciais da dor e critérios de trombose. * Tratamento do Infarto * Uso de ácido acetilsalicílico (AAS) para quase todos os pacientes. * Controle da dor com nitratos (nitroglicerina) e, se necessário, morfina, lembrando contraindicações para nitratos (pacientes com disfunção ventricular direita, uso recente de inibidores de fosfodiesterase, estenose aórtica severa). * Terapia de reperfusão: pode ser mecânica (angioplastia com stent) ou química (trombólise), com maior eficácia se realizada precocemente. * Uso de estatinas para reduzir inflamação da placa aterosclerótica. * Correlação entre derivações do ECG e parede cardíaca afetada * Exemplo: V2 e V4 correspondem à parede anterocipital irrigada pela artéria descendente anterior. * Acidente Vascular Cerebral (AVC) * Tipos principais: AVC isquêmico e hemorrágico. * Diagnóstico diferencial feito por neuroimagem, preferencialmente tomografia de crânio sem contraste, pois sangue é hiperdenso. * Déficit neurológico depende da artéria acometida; a artéria cerebral média é a mais comum. * Síndrome da artéria cerebral média esquerda inclui hemiparesia e disartria devido acometimento da área de Broca. * Tratamento do AVC isquêmico inclui controle rigoroso da pressão arterial, hidratação adequada, elevação da cabeceira entre 0 e 30 graus para evitar retorno venoso excessivo, controle da febre e glicemia. * Internação em unidade especializada melhora a mortalidade. * Insuficiência Cardíaca (IC) * Definição: incapacidade do coração em bombear sangue suficiente para suprir as necessidades metabólicas do organismo. * Classificações importantes: * Classificação sintomática de acordo com o esforço (NYHA). * Classificação baseada na fração de ejeção do ventrículo esquerdo: preservada, reduzida e intermediária. * Avaliação clínica e exames complementares são essenciais. * Tratamento que reduz mortalidade inclui beta-bloqueadores e inibidores da enzima conversora de angiotensina (IECA). * Diuréticos como furosemida são usados para alívio sintomático da congestão, mas não modificam a doença ou promovem remodelamento cardíaco. * Importância do manejo individualizado conforme o perfil do paciente. * Arritmias Cardíacas * Conceitos básicos: * Batimentos prematuros: complexos atriais ou ventriculares que ocorrem antes do tempo esperado. * Ritmos de escape: juncional e ventricular, que ocorrem quando o ritmo sinusal falha. * Taquiarritmias supraventriculares geralmente apresentam frequência acima de 60 bpm e podem incluir fibrilação atrial (FA) e flutter. * FA é caracterizada por ritmo irregular e ausência de ondas P, sendo a arritmia supraventricular mais comum. * Estratégias de manejo da FA incluem controle de ritmo e controle de frequência. * Taquiarritmias ventriculares apresentam QRS alargado, pois a condução ocorre célula a célula. * Taquicardia ventricular (TV) pode ser com pulso ou sem pulso; a TV sem pulso é considerada ritmo de parada cardíaca. * Tratamento de taquiarritmias estáveis inclui manobras vagais, adenosina e, se necessário, cardioversão elétrica sincronizada. * Bradicardias incluem bloqueios atrioventriculares de primeiro, segundo (Mobitz I e II) e terceiro grau, com dissociação atrioventricular no bloqueio total. * Importância do algoritmo para manejo das bradicardias e indicação de marca-passo. * Bloqueios de ramo direito e esquerdo são diferenciados pela morfologia do QRS nas derivações V1 e V6. * Hipertensão Arterial e Crises Hipertensivas * Definição de crise hipertensiva: pressão arterial geralmente acima de 220/120 mmHg. * Emergência hipertensiva caracteriza-se por lesão de órgão alvo, urgência hipertensiva não apresenta lesão orgânica (segundo guideline LUT, urgência hipertensiva não existe). * Principais órgãos afetados: cérebro (AVC), coração, rins e sistema vascular periférico. * Tratamento da emergência hipertensiva é endovenoso, enquanto urgência pode ser tratada com medicação oral e acompanhamento. * Nitroglicerina é usada para vasodilatação coronariana em casos de emergência hipertensiva associada a infarto. * Conceitos de hipertensão do avental branco e hipertensão mascarada. * Indicações para início de tratamento medicamentoso e uso de monoterapia ou terapia combinada. * Sinais de hipertensão secundária geralmente relacionados a problemas renais ou hormonais, sendo o hiperaldosteronismo a causa mais comum. * Lesão Renal Aguda (LRA) * Definição e classificação pelo critério KDIGO em estágios 1, 2 e 3, conforme aumento da creatinina e redução do débito urinário. * Tipos de LRA: * Pré-renal: causada por baixa perfusão renal (desidratação, sangramento, choque). * Renal (intrínseca): dano direto ao parênquima renal. * Pós-renal: obstrução da saída urinária, aumentando pressão intrarrenal. * Diagnóstico diferencial importante para manejo adequado. * Tratamento inclui correção da acidose metabólica com bicarbonato, manejo da hipercalemia com gluconato de cálcio para estabilizar membrana, glicoinsulinoterapia para deslocar potássio para dentro das células, uso de beta-2 agonistas (salbutamol) e medidas para eliminação do potássio (diuréticos de alça, resinas trocadoras). * Controle do volume com restrição hídrica e uso de diuréticos para pacientes com hipervolemia. * Overdose e intoxicações específicas podem causar LRA, com tratamento direcionado. * Diferença entre azotemia (aumento de ureia e creatinina) e uremia (presença de sintomas causados pelo acúmulo de ureia). * Importância da investigação etiológica e manejo conforme o tipo e gravidade da LRA. * Síndromes associadas: síndrome cardiorrenal e síndrome hepatorrenal, cada uma com condutas específicas. * Considerações sobre uso de cateter para preservação de acesso venoso em pacientes com LRA. * Reação medicamentosa (NIA) pode causar LRA, com tratamento baseado na suspensão do agente e uso de corticosteroides. * Considerações Gerais e Exemplos Clínicos * Importância da interpretação correta do ECG para diagnóstico de arritmias e bloqueios. * Classificação do choque hemorrágico em quatro classes, com sinais clínicos e gravidade progressiva. * Protocolo de oxigenação em pacientes críticos. * Exemplos de casos clínicos para fixação dos conceitos, incluindo pacientes com arritmias, insuficiência cardíaca, hipertensão e LRA. * Reforço dos conceitos para provas e prática clínica, com dicas para evitar pegadinhas, como a interpretação do HDL e a classificação das arritmias. Este resumo integra os principais conceitos, definições, exemplos clínicos e tratamentos abordados na aula, proporcionando uma visão ampla e detalhada dos temas discutidos.