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Questões – Emancipação da Psicologia e Condições Históricas 1) Segundo Figueiredo & de Santi (2003), a emancipação da Psicologia como ciência foi um processo “extremamente complicado”. Em um debate, um aluno afirma que bastou criar instrumentos de medição para que a Psicologia fosse reconhecida como ciência. Essa fala é limitada porque: A) a Psicologia só se consolidou ao abandonar totalmente suas raízes filosóficas, rompendo com Platão, Aristóteles e a tradição medieval. B) a emancipação só foi possível quando o positivismo a aceitou como ciência natural, sem interferências sociais ou culturais. C) a Psicologia pôde ser considerada ciência independente ao definir um objeto de estudo próprio e adotar métodos adequados a esse objeto, ainda que permanecesse em diálogo com outras áreas. D) bastava que a disciplina se subordinasse às ciências biológicas para ser aceita como autônoma. E) a institucionalização ocorreu quando a Psicologia deixou de atuar em educação, saúde e trabalho, focando exclusivamente em especulações teóricas. 2) O reconhecimento da Psicologia como ciência foi difícil porque ela nasceu entre duas tradições científicas distintas. Esse caráter híbrido trouxe ganhos, mas também complicações, uma vez que: A) a Psicologia sempre foi homogênea e nunca dialogou com outras áreas, o que limitou sua abrangência. B) ao transitar entre ciências biológicas e ciências sociais, a Psicologia encontrou dificuldades para delimitar claramente seus métodos e seu objeto de estudo. C) a disciplina rompeu definitivamente com as ciências naturais e sociais, recusando qualquer interdisciplinaridade. D) a origem filosófica da Psicologia dispensava a necessidade de métodos científicos. E) sua dependência da religião medieval oferecia critérios objetivos e universais para o estudo do psicológico. 3) O interesse em compreender o psicológico como objeto de ciência não surgiu por acaso. Entre as condições históricas que tornaram isso possível, destaca-se a noção de subjetividade privatizada, que pode ser entendida como: A) experiência universal e atemporal da interioridade, presente em todos os povos e culturas. B) construção moderna que colocou a interioridade individual no centro, associando-a a liberdade, solidão e responsabilidade. C) retorno à escolástica medieval, em que fé e razão se confundiam como fundamentos absolutos. D) manifestação puramente biológica, explicável apenas pela fisiologia do cérebro. E) consequência da recusa da modernidade em valorizar a vida íntima e pessoal. 4) Outra condição fundamental para o surgimento da Psicologia científica foi a demanda social em áreas como educação, saúde e trabalho. Essa demanda se expressava porque: A) a sociedade moderna buscava ferramentas práticas para lidar com problemas concretos de escolarização, disciplina laboral e saúde mental. B) a tradição filosófica já havia resolvido todos os dilemas sobre mente e comportamento, e cabia à psicologia apenas registrá-los. C) a biologia era suficiente para responder a todos os problemas da época, sem necessidade de uma ciência do psicológico. D) a sociedade moderna rejeitava qualquer tentativa de compreender o comportamento humano cientificamente. E) a psicologia surgiu como prática isolada, sem vínculos com instituições sociais. 5) Ao afirmar que a Psicologia tem “um longo passado, mas uma história curta”, Hermann Ebbinghaus (1908) destacou que: A) a reflexão sobre a mente é recente, tendo começado apenas no século XIX. B) a psicologia científica sempre foi independente da filosofia e não herdou nenhum dilema do passado. C) os debates sobre alma, percepção e conhecimento remontam à Antiguidade, mas a constituição da Psicologia como disciplina autônoma só ocorreu com laboratórios e métodos no século XIX. D) a psicologia é uma ciência mais antiga do que a filosofia, pois já estava presente em práticas religiosas primitivas. E) o estudo experimental da mente foi plenamente desenvolvido na Idade Média, quando universidades medievais institucionalizaram o campo. 6) Na Antiguidade, Platão defendia que o conhecimento derivava de ideias inatas, enquanto Aristóteles enfatizava a experiência sensorial. Essa diferença foi importante para a Psicologia porque: A) ambas as perspectivas forneceram dilemas centrais sobre origem do conhecimento (inato × adquirido), que continuaram a influenciar a psicologia moderna. B) Platão e Aristóteles foram ignorados, não deixando qualquer impacto sobre a ciência moderna. C) o empirismo moderno rejeitou completamente a experiência aristotélica. D) a tradição racionalista medieval retomou integralmente a posição de Aristóteles. E) o positivismo rejeitou tanto Platão quanto Aristóteles, criando dilemas inéditos. 7) A Idade Média e a Renascença trouxeram contribuições indiretas para a constituição da Psicologia. Enquanto Tomás de Aquino conciliava fé e razão em moldes teológicos, a Renascença proporcionou inovações como a imprensa e a redescoberta da cultura clássica. Esse conjunto de fatores foi relevante porque: A) fortaleceu o dogmatismo religioso e eliminou a possibilidade de ciência. B) criou um terreno cultural em que novas formas de pensar o indivíduo e sua interioridade ganharam espaço, preparando a emergência de uma psicologia científica. C) aboliu a relevância da subjetividade, privilegiando exclusivamente a coletividade. D) reforçou a tese de que a mente era apenas objeto da teologia. E) mostrou que a filosofia era suficiente para explicar o comportamento humano. 8) A subjetividade privatizada, ao mesmo tempo em que ampliava a ideia de liberdade individual, também gerava sentimentos de solidão e responsabilidade. Esse paradoxo foi importante porque: A) reforçou a necessidade de compreender cientificamente como indivíduos lidavam com suas experiências internas e suas vulnerabilidades sociais. B) provou que a interioridade era uma ilusão, irrelevante para a ciência. C) mostrou que a subjetividade deveria ser entendida apenas em termos religiosos. D) confirmou que todo comportamento humano era determinado exclusivamente pela genética. E) levou à conclusão de que não existia interesse social pela psicologia. 9) Mesmo depois de conquistar instituições próprias — cursos, laboratórios e revistas —, a Psicologia continuou dialogando com outras áreas, como biologia e ciências sociais. Essa característica mostra que: A) a emancipação da Psicologia foi incompleta, já que dependeu de outros campos e nunca construiu identidade. B) a identidade disciplinar da Psicologia se consolidou em meio a um paradoxo: autonomia institucional combinada a constante interlocução interdisciplinar. C) a disciplina abandonou definitivamente seu objeto, dissolvendo-se em outras ciências. D) o reconhecimento institucional bastava para eliminar qualquer crise de identidade. E) a interdisciplinaridade foi considerada um erro, sem contribuição para a área. 10) O surgimento da psicologia científica só pode ser entendido quando se articulam fatores culturais e demandas sociais. Isso significa que: A) a valorização da subjetividade privatizada e a necessidade de responder a problemas em educação, saúde e trabalho explicam por que a psicologia nasceu como ciência prática, e não apenas como especulação filosófica. B) a ciência psicológica surgiu de modo espontâneo, sem relação com transformações sociais. C) a psicologia foi fruto exclusivo do racionalismo cartesiano, sem influências externas. D) as demandas da sociedade foram irrelevantes para a construção da psicologia científica. E) a subjetividade privatizada não teve qualquer impacto na constituição da disciplina. 11) Na busca por legitimidade científica, a Psicologia estabeleceu vínculos estreitos com a biologia. Um exemplo claro é o estudo dos reflexos e das respostas automáticas docorpo. Esse diálogo com a biologia foi importante porque: A) forneceu base fisiológica para compreender o comportamento, mostrando que processos corporais poderiam ser investigados cientificamente. B) provou que a mente humana não existe e que todo estudo deveria se restringir ao corpo. C) eliminou a necessidade de métodos experimentais, já que a biologia garantia explicações universais. D) levou a Psicologia a abandonar definitivamente seu objeto de estudo, dissolvendo-se na fisiologia. E) mostrou que a subjetividade só poderia ser compreendida por dogmas religiosos. 12) A aproximação da Psicologia com as ciências sociais também trouxe grandes contribuições. Por exemplo, estudos sobre comportamento humano passaram a considerar fatores como cultura, instituições e valores. Esse movimento foi importante porque: A) reforçou a ideia de que o ser humano é formado também por contextos sociais e históricos, e não apenas por mecanismos biológicos. B) demonstrou que a subjetividade é universal, independente de cultura e história. C) reduziu o papel da Psicologia a mero ramo da Antropologia, sem autonomia. D) comprovou que apenas fatores hereditários explicam o comportamento humano. E) anulou a relevância da educação como campo de aplicação. 13) Ao dialogar simultaneamente com as ciências biológicas e sociais, a Psicologia ampliou seus horizontes, mas também se deparou com um problema central: A) consolidou um objeto de estudo único e indiscutível. B) passou a enfrentar uma crise de identidade, marcada pela multiplicidade de métodos e objetos possíveis. C) abandonou de vez a possibilidade de aplicar seus conhecimentos na sociedade. D) provou que a interdisciplinaridade é incompatível com a pesquisa científica. E) resolveu definitivamente o dilema entre natureza e cultura. 14) Durante o século XIX, a Psicologia buscava afirmação como ciência. Se por um lado ganhou força ao adotar métodos fisiológicos e estatísticos, por outro ficou exposta a críticas de falta de unidade. Esse cenário ilustra que: A) a relação com outras áreas comprometeu irreversivelmente sua autonomia, levando ao fim da Psicologia como disciplina. B) a construção da Psicologia como ciência exigiu negociar constantemente seu lugar entre as ciências naturais e sociais. C) o diálogo interdisciplinar eliminou qualquer possibilidade de pesquisa aplicada. D) a Psicologia manteve-se imune a influências externas. E) a Psicologia só ganhou status científico quando se desvinculou totalmente das ciências sociais. 15) No campo da biologia, a ideia cartesiana do corpo como máquina inspirou estudos de reflexos e processos fisiológicos. A incorporação desse modelo pela Psicologia foi significativa porque: A) reforçou que o comportamento humano poderia ser explicado por mecanismos corporais observáveis, aproximando a disciplina de métodos científicos. B) provou que a mente não existia, reduzindo todo fenômeno à matéria. C) aboliu a necessidade de estudar sentimentos, afetos e pensamentos. D) garantiu que a Psicologia fosse reconhecida imediatamente como ciência independente. E) levou a disciplina a rejeitar a existência de diferenças entre humanos e animais. 16) O contato com as ciências sociais mostrou que a Psicologia não poderia ser reduzida ao estudo da biologia. Isso ficou evidente porque: A) fenômenos como educação, moralidade e cultura exigiam explicações que levassem em conta a vida coletiva. B) o comportamento humano sempre é explicado apenas pela herança genética. C) os estudos sociais provaram que a subjetividade é idêntica em todas as sociedades. D) a cultura não interfere nas formas de subjetividade. E) o contexto histórico não possui impacto sobre o desenvolvimento humano. 17) Alguns autores afirmam que a Psicologia nasceu de um “paradoxo constitutivo”: ao mesmo tempo em que conquistou laboratórios, cursos e revistas próprios, manteve intensa interlocução com biologia e ciências sociais. Essa formulação significa que: A) a disciplina fracassou como ciência porque não pôde se isolar de outros campos. B) a autonomia institucional não eliminou a necessidade de diálogo interdisciplinar, o que moldou sua identidade científica. C) o desenvolvimento científico dependeu apenas da filosofia, sem vínculos com outras áreas. D) a Psicologia nunca foi reconhecida como ciência de fato. E) o paradoxo refere-se ao abandono completo de aplicações práticas. 18) Entre os ganhos da aproximação com a biologia, pode-se citar: A) o desenvolvimento de técnicas de mensuração fisiológica que permitiram estudar sensações, reflexos e respostas automáticas. B) a redução da Psicologia a uma teologia aplicada, voltada apenas para a alma. C) a eliminação da subjetividade como objeto de investigação. D) a substituição da observação experimental por dogmas escolásticos. E) a recusa de qualquer explicação mecanicista. 19) Já entre os ganhos do contato com as ciências sociais, destaca-se que: A) a Psicologia pôde se aproximar da educação, da moral e da cultura, reconhecendo o homem como ser histórico e social. B) ficou provado que o sujeito é apenas produto da herança genética, sem influências externas. C) a disciplina se dissolveu completamente dentro da Sociologia. D) a vida coletiva foi considerada irrelevante para o estudo do psicológico. E) o foco passou a ser exclusivamente o funcionamento biológico. 20) Em resumo, pode-se afirmar que a relação da Psicologia com ciências biológicas e sociais: A) trouxe ganhos metodológicos e conceituais, mas também gerou uma crise de identidade sobre seu objeto e seus métodos. B) eliminou qualquer dúvida sobre sua unidade, garantindo objeto único. C) tornou desnecessária a criação de cursos e laboratórios próprios. D) impediu que a disciplina fosse aplicada em contextos sociais. E) afastou a Psicologia das demandas educacionais e de saúde. 21) No contexto do século XVII, quando Galileu defendia o heliocentrismo contra a Igreja e Bacon valorizava a observação empírica, Descartes procurava um caminho para garantir a certeza do conhecimento. Sua resposta a esse desafio foi: A) defender que a tradição escolástica bastava como fundamento, sem necessidade de inovação. B) propor a razão como critério seguro de verdade, buscando fundamentos claros e distintos que superassem as incertezas dos sentidos. C) confiar exclusivamente na experiência sensorial, pois ela jamais engana. D) aceitar a fé religiosa como único critério válido para o saber científico. E) abandonar qualquer pretensão de alcançar certeza no conhecimento. 22) A chamada dúvida metódica foi um recurso central para Descartes. Esse procedimento consistia em: A) rejeitar tudo que pudesse ser posto em dúvida, a fim de encontrar uma verdade indubitável. B) adotar a opinião comum como base mais segura do conhecimento. C) aceitar todos os ensinamentos dos mestres antigos sem questionamento. D) aplicar a intuição religiosa como critério de certeza. E) eliminar qualquer forma de raciocínio matemático. 23) Ao chegar ao enunciado “penso, logo existo”, Descartes apresentou: A) uma conclusão metafísica que negava a existência do corpo. B) a primeira verdade indubitável, já que até na dúvida o sujeito reconhece que está pensando. C) uma intuição derivada apenas da experiência sensorial. D) uma tese de que a mente é uma ilusão criada pelo hábito. E) uma ideia herdada da tradição aristotélica sem modificações. 24) O método cartesiano foi organizado em quatro regras (aceitar apenas o evidente, dividir problemas, ir do simples ao complexo e revisar). Essas regras foram fundamentais porque: A) estabeleceram um procedimento sistemático de investigação, tornando a razão uma ferramenta clara e organizada para a ciência. B) mostraram que a tradição escolástica já era suficiente para fundamentar a ciência.C) aboliram a importância da matemática no raciocínio científico. D) substituíram a observação empírica pela fé como critério único. E) reduziram a ciência a especulações metafísicas. 25) Para Descartes, a mente e o corpo eram substâncias distintas. Essa concepção ficou conhecida como dualismo e implicava que: A) o pensamento e a extensão material possuíam naturezas diferentes, mas precisavam de uma explicação para sua interação. B) mente e corpo eram idênticos, sem distinção alguma. C) o corpo era apenas uma ilusão criada pela mente. D) a mente era produto direto da experiência sensorial. E) não havia qualquer diferença entre processos mentais e corporais. 26) A solução cartesiana para explicar como a mente interagia com o corpo foi propor que: A) a glândula pineal seria o ponto de contato entre as duas substâncias, possibilitando que pensamentos gerassem movimentos. B) a alma residia em todos os órgãos corporais igualmente. C) não havia interação possível entre mente e corpo. D) o corpo era controlado por forças mágicas externas. E) a mente só poderia atuar durante os sonhos. 27) Descartes defendia o nativismo, segundo o qual: A) algumas ideias, como a de Deus e a de princípios matemáticos, são inatas, estando presentes na mente desde o nascimento. B) todo conhecimento é adquirido unicamente pela experiência sensorial. C) nenhuma ideia pode ser considerada verdadeira. D) as noções morais são sempre relativas ao ambiente. E) a mente é uma tabula rasa, totalmente vazia ao nascer. 28) Ao conceber o corpo como uma máquina regida por leis mecânicas, Descartes abriu espaço para que: A) reflexos e movimentos automáticos fossem estudados cientificamente como processos fisiológicos. B) a mente fosse negada como objeto de estudo. C) a explicação dos comportamentos fosse reduzida à fé. D) os animais fossem considerados dotados de alma racional. E) a psicologia se tornasse apenas ramo da teologia. 29) O estudo cartesiano dos reflexos, como retirar a mão do fogo, tinha implicações importantes porque: A) indicava que certos comportamentos podiam ser explicados de forma mecânica, sem depender de intervenção da alma. B) demonstrava que todo ato humano era sempre produto do livre-arbítrio. C) provava que a fisiologia não tinha nenhuma relação com a psicologia. D) sustentava que os nervos transmitiam forças místicas. E) descartava a possibilidade de investigar cientificamente o corpo. 30) Descartes considerava que os animais eram autômatos, máquinas sem alma. Essa concepção: A) reforçava a diferença entre humanos, dotados de livre-arbítrio, e animais, que reagiam por reflexos automáticos. B) afirmava que todos os seres vivos possuíam alma racional. C) eliminava a distinção entre homem e animal. D) proibia qualquer experimentação com animais. E) aproximava humanos e animais ao negar qualquer diferença essencial. 31) A concepção cartesiana de animais como máquinas teve impacto histórico porque: A) abriu espaço para experimentos fisiológicos que investigavam reflexos e comportamento animal, sem considerar alma. B) provou que os animais possuíam razão idêntica à humana. C) negou a possibilidade de estudar fisiologia em laboratório. D) reforçou o dogma religioso da alma animal. E) estabeleceu que o corpo animal era controlado por forças sobrenaturais. 32) A importância do sistema cartesiano para a psicologia foi: A) inaugurar uma perspectiva racionalista que valorizava a clareza das ideias e abrir caminho para a fisiologia do comportamento. B) abolir a razão como critério de verdade, valorizando apenas os sentidos. C) negar a relevância da experiência matemática. D) mostrar que a subjetividade não poderia ser estudada cientificamente. E) defender que a mente era idêntica ao corpo, sem distinções. 33) Embora criticado por reducionismo, o modelo mecanicista cartesiano contribuiu para a ciência porque: A) permitiu conceber o corpo humano como máquina, possibilitando investigações fisiológicas rigorosas. B) demonstrou que todos os fenômenos mentais eram sobrenaturais. C) reduziu a investigação científica a dogmas religiosos. D) descartou a matemática como instrumento científico. E) substituiu definitivamente a observação pela tradição escolástica. 34) O método cartesiano de análise e síntese pode ser reconhecido até hoje em pesquisas científicas porque: A) propõe dividir problemas complexos em partes menores e resolver cada uma de modo sistemático. B) defende que apenas as opiniões comuns devem ser seguidas. C) recomenda a rejeição da matemática. D) afirma que todo conhecimento é relativo e não há verdades seguras. E) sugere que a investigação deve se limitar a crenças religiosas. 35) Ao se considerar o conjunto de sua obra, Descartes deixou para a psicologia o legado de: A) uma filosofia que valorizava a razão, reconhecia ideias inatas e estabelecia um modelo mecânico do corpo, influenciando tanto a filosofia quanto a fisiologia do comportamento. B) a negação da ciência, sustentando que apenas a fé fornecia conhecimento verdadeiro. C) a defesa de que a mente era idêntica ao corpo e que ambos eram produtos da experiência sensorial. D) a redução da subjetividade a meros hábitos adquiridos. E) a prova de que não era possível investigar a mente humana de modo sistemático 36) Ao se opor ao racionalismo cartesiano, Locke comparou a mente a uma “tabula rasa”. Essa metáfora indica que: A) o ser humano nasce com ideias inatas, que são despertadas pela experiência. B) a mente é inicialmente vazia, e todo conhecimento é adquirido pela experiência ao longo da vida. C) a razão pura já contém princípios universais, independentes do contato com o mundo. D) a memória funciona como registro de verdades eternas. E) o aprendizado é determinado apenas pela herança genética. 37) Para Locke, existem duas fontes principais de conhecimento. Essa distinção significa que: A) todo conhecimento deriva da revelação divina e da tradição cultural. B) a sensação fornece experiências externas, enquanto a reflexão é a experiência interna sobre nossas próprias ideias. C) a dedução matemática e a intuição racional bastam para explicar a mente. D) o instinto biológico é a única base do conhecimento. E) a fé garante certezas que independem da experiência. 38) Ao propor a distinção entre qualidades primárias e secundárias, Locke quis mostrar que: A) todas as propriedades dos objetos são universais, percebidas igualmente por qualquer pessoa. B) existem características objetivas (peso, forma) e características subjetivas que dependem do observador (cor, sabor). C) apenas as qualidades secundárias são científicas. D) as qualidades primárias são ilusões criadas pela mente. E) o conhecimento depende unicamente das ideias inatas. 39) Locke rejeitou a noção de ideias inatas. Essa rejeição significa que: A) nenhum princípio está presente na mente desde o nascimento; tudo deriva da experiência sensível e da reflexão. B) a mente já nasce com conceitos de Deus, moral e matemática. C) a razão pura é suficiente para explicar a origem de todas as ideias. D) os hábitos são transmitidos geneticamente, sem necessidade de aprendizado. E) a verdade está inscrita no ser humano de forma natural e imutável. 40) Na obra Some Thoughts Concerning Education, Locke defendeu que a infância era uma fase central de formação. Essa posição contrasta com ideias anteriores porque: A) valorizava a infância como momento de moldagem de hábitos e caráter, em vez de tratá-la como irrelevante para a vida adulta. B) sustentava que apenas a genética define a personalidade, tornando a educação dispensável. C) afirmava que o adulto nasce pronto, sem necessidade de experiências formativas. D) negava que o ambiente pudesse ter impacto sobre o desenvolvimento humano.E) defendia castigos severos como únicos instrumentos eficazes. 41) Locke acreditava que a educação deveria evitar punições cruéis e privilegiar experiências positivas. Essa posição se justifica porque: A) reforços adequados e disciplina racional eram vistos como estratégias mais eficazes para formar cidadãos morais e racionais. B) a punição era considerada indispensável, mas deveria ser aplicada em excesso. C) a infância não era importante na formação do caráter. D) a liberdade individual eliminava a necessidade de qualquer disciplina. E) a formação cidadã dependia apenas da religião. 42) A perspectiva educacional de Locke tinha como objetivo: A) formar cidadãos racionais, morais e disciplinados, preparados para a vida social. B) ensinar apenas princípios teológicos, sem considerar experiências práticas. C) valorizar a memorização de verdades eternas como único método educativo. D) negar a importância da infância e da juventude no desenvolvimento. E) reduzir a aprendizagem a instintos biológicos. 43) O empirismo de Locke aproximou-se de debates modernos na psicologia porque: A) antecipou a noção de que o comportamento é moldado pelo ambiente, ideia que mais tarde inspiraria correntes como o behaviorismo. B) defendeu que todas as ideias são inatas e imutáveis. C) estabeleceu que a herança genética é suficiente para explicar qualquer comportamento. D) provou que a observação não tem valor científico. E) afirmou que a experiência não influencia a aprendizagem. 44) O contraste entre Descartes e Locke pode ser resumido como: A) Descartes defendia ideias inatas e a razão como fonte de conhecimento; Locke sustentava a tabula rasa e a experiência como origem das ideias. B) ambos afirmavam que a mente é formada apenas por hábitos. C) Descartes valorizava a experiência sensorial; Locke rejeitava a observação. D) Descartes negava a importância da razão; Locke defendia a intuição como critério supremo. E) ambos sustentavam que a mente não podia ser estudada cientificamente. 45) Locke influenciou a compreensão moderna da subjetividade porque: A) mostrou que a mente é construída pelas experiências acumuladas, sendo a individualidade resultado de interações com o ambiente. B) provou que o eu é substância imutável e eterna. C) afirmou que apenas ideias inatas determinam a identidade. D) explicou que a subjetividade não depende da cultura. E) defendeu que os hábitos são universais e independem da experiência. 46) Para Locke, a reflexão é tão importante quanto a sensação porque: A) ela nos permite analisar experiências internas, como pensar sobre nossas lembranças, distinguindo-se da simples percepção sensorial. B) é uma forma de intuição inata que dispensa o contato com o mundo externo. C) revela verdades metafísicas eternas. D) está sempre desligada da experiência concreta. E) garante certezas absolutas sem qualquer base empírica. 47) A distinção entre qualidades primárias e secundárias proposta por Locke teve impacto na psicologia porque: A) chamou a atenção para a relação entre mundo objetivo e subjetividade do observador, antecipando reflexões sobre percepção. B) provou que toda percepção é universal, independente da mente. C) reduziu o conhecimento às ideias inatas. D) eliminou a possibilidade de investigar experiências sensoriais. E) mostrou que as sensações são apenas ilusões sem valor. 48) Ao contrário dos racionalistas, Locke acreditava que a razão não era suficiente por si só para explicar o conhecimento humano. Essa posição se fundamentava em: A) considerar que a experiência sensorial e a reflexão eram indispensáveis para a construção das ideias. B) aceitar que apenas Deus poderia fornecer verdades absolutas. C) sustentar que a matemática substituía todas as demais formas de saber. D) defender que o conhecimento humano era inato. E) negar qualquer relação entre experiência e aprendizagem. 49) O empirismo lockeano trouxe consequências práticas para a pedagogia porque: A) defendeu que hábitos e disciplina são construídos a partir da repetição de experiências significativas. B) estabeleceu que a herança genética determina integralmente o comportamento. C) sustentou que a razão inata é suficiente para formar cidadãos. D) concluiu que a infância não tem papel relevante no aprendizado. E) negou que a educação tenha impacto sobre a moralidade. 50) Em termos de história da psicologia, o maior legado de Locke foi: A) afirmar a experiência como base do conhecimento, rejeitando ideias inatas e valorizando a educação e o ambiente como moldadores da mente. B) comprovar que a mente nasce pronta, com todos os princípios universais já definidos. C) provar que apenas a introspecção assegura conhecimento verdadeiro. D) defender que a subjetividade é idêntica em todas as culturas. E) negar a possibilidade de estudar a aprendizagem. 51) No início do século XIX, o Romantismo surgiu como movimento cultural em oposição ao predomínio da razão iluminista. Em relação à história da psicologia, essa corrente influenciou porque: A) valorizou afetos, imaginação e gênio criador, ampliando o olhar sobre o ser humano para além do cálculo racional. B) reforçou que apenas a dedução lógica poderia produzir conhecimento. C) sustentou que a subjetividade era irrelevante para a compreensão do indivíduo. D) demonstrou que emoções e paixões eram obstáculos a serem eliminados pela ciência. E) estabeleceu que apenas a biologia podia explicar a vida psíquica. 52) Um poeta romântico afirmava que cada indivíduo era portador de uma singularidade irrepetível. Essa visão se aproxima da psicologia porque: A) trouxe a noção de unicidade do sujeito, destacando que a identidade não pode ser reduzida a regras universais. B) defendia que todos os homens são idênticos, possuindo natureza invariável. C) sustentava que o comportamento humano é determinado exclusivamente por fatores genéticos. D) eliminava a possibilidade de compreender as diferenças individuais. E) negava a influência da cultura na constituição da subjetividade. 53) A ênfase romântica no gênio criador e na inspiração artística foi importante porque: A) destacou que a criatividade e a imaginação são dimensões legítimas da experiência humana, desafiando a exclusividade da razão calculadora. B) provou que apenas princípios lógicos e matemáticos produzem conhecimento. C) mostrou que a ciência deve abandonar qualquer interesse pela subjetividade. D) reforçou que o gênio é produto inato, imutável e igual em todos. E) negou a relevância das expressões artísticas para o estudo do homem. 54) Em oposição à tradição iluminista, que privilegiava leis universais, o Romantismo ressaltou: A) a importância do contexto histórico e cultural para compreender o ser humano. B) a existência de verdades universais e imutáveis, independentes do tempo. C) a irrelevância do ambiente social na constituição da identidade. D) a ideia de que todos os povos compartilham a mesma cultura. E) a homogeneidade absoluta da experiência subjetiva. 55) O Romantismo também influenciou a noção de identidade coletiva. Isso ocorreu porque: A) exaltação de símbolos nacionais, memória histórica e tradições reforçou sentimentos de pertencimento, articulando subjetividade individual e cultura. B) defendia a eliminação de fronteiras culturais e a uniformização da humanidade. C) negava a relevância da pátria e da história na formação do sujeito. D) considerava que apenas fatores biológicos moldam as identidades. E) sustentava que a subjetividade não se relaciona com a coletividade. 56) O diálogo entre Romantismo e Psicologia mostra que: A) a disciplina pôde reconhecer que emoções e imaginação não eram obstáculos, mas elementos constitutivos da vida psíquica. B) a ciência só poderia avançar eliminando os afetos e focando narazão. C) a subjetividade deve ser compreendida apenas em termos biológicos. D) o estudo do homem prescinde da dimensão histórica. E) os afetos são irrelevantes para compreender o comportamento. 57) Um estudante de psicologia afirma que a valorização da experiência estética e emocional no Romantismo não tem relação com a ciência. Essa leitura é limitada porque: A) o Romantismo contribuiu para ampliar a compreensão de subjetividade, mostrando que artes e paixões são dimensões relevantes da vida humana. B) a ciência moderna surgiu como negação absoluta de emoções e artes. C) o Romantismo se opôs radicalmente a qualquer interesse pela interioridade. D) a cultura artística não exerce influência na constituição da identidade. E) o movimento romântico foi exclusivamente político, sem impacto cultural. 58) A crítica romântica à razão instrumental pode ser vista como: A) contestação da ideia de que cálculos lógicos esgotam a compreensão da vida humana. B) prova de que a ciência não tem nenhuma validade. C) defesa de que a mente é apenas reflexo de leis biológicas. D) rejeição de qualquer interesse pelo sujeito. E) sustentação de que apenas verdades universais são legítimas. 59) Ao destacar a unicidade do indivíduo e os laços com sua cultura e história, o Romantismo forneceu à Psicologia: A) elementos para reconhecer a diversidade da experiência subjetiva, evitando reduções simplistas ao universalismo. B) garantias de que todos os sujeitos são idênticos e previsíveis. C) argumentos para negar a importância da imaginação. D) fundamentos para reduzir a vida psíquica à fisiologia. E) certeza de que a subjetividade não depende do ambiente. 60) Em termos gerais, pode-se afirmar que a influência do Romantismo para a psicologia foi: A) mostrar que razão, experiência e imaginação/emoções são dimensões complementares para compreender o ser humano. B) provar que apenas a razão explica de forma completa o funcionamento psíquico. C) sustentar que o ambiente não interfere na subjetividade. D) defender que apenas ideias inatas moldam o sujeito. E) negar qualquer vínculo entre cultura e identidade. 61) No estudo de Ariès sobre a leitura silenciosa, mostra-se que essa prática, ao se difundir na modernidade, contribuiu para o surgimento da interioridade. Isso porque: A) o ato de ler em silêncio possibilitou o diálogo interior e a reflexão pessoal, criando espaço para a experiência subjetiva. B) a leitura silenciosa reforçou apenas a dimensão comunitária, eliminando qualquer individualidade. C) a imprensa acabou com a noção de autor, impedindo a interiorização da leitura. D) os livros passaram a ser decorados apenas em cerimônias públicas. E) a leitura silenciosa foi considerada irrelevante para a formação da subjetividade. 62) Nos Ensaios, Montaigne explorou a singularidade do “eu”, inaugurando um estilo de escrita de si. Em termos de psicologia, isso foi relevante porque: A) antecipou a valorização da subjetividade moderna, onde a reflexão sobre si se tornou objeto de interesse. B) mostrou que a identidade individual era universal e imutável. C) reforçou que a mente só podia ser explicada pela teologia medieval. D) negou a importância da experiência pessoal como fonte de saber. E) provou que apenas os sentidos garantem conhecimento. 63) Francis Bacon propôs um programa de ciência que consistia em purificar a experiência dos preconceitos e organizá-la de forma metódica. Esse projeto foi importante porque: A) consolidou a observação e a indução como critérios fundamentais de conhecimento. B) rejeitou qualquer contato com os fenômenos empíricos. C) substituiu a ciência pela fé como critério universal. D) defendeu que a matemática pura bastava para explicar tudo. E) mostrou que os sentidos não tinham nenhum valor na produção do saber. 64) A modernidade foi marcada por críticas filosóficas à noção de sujeito. Hume, Kant, Romantismo e Nietzsche representam essa crise porque: A) mostraram que o sujeito não é essência fixa, mas construção histórica e problemática. B) confirmaram a visão cartesiana de que o eu é substância transparente e eterna. C) rejeitaram qualquer possibilidade de pensar a subjetividade. D) provaram que a mente é apenas produto da biologia. E) negaram a influência da história e da cultura na constituição do sujeito. 65) Hume contribuiu para essa crise do sujeito ao afirmar que: A) o eu é apenas um feixe de percepções em fluxo, sem identidade metafísica. B) a mente possui ideias inatas que garantem sua unidade. C) a razão pura basta para compreender o eu. D) a subjetividade é garantida por Deus como essência. E) a experiência pessoal prova a imutabilidade do eu. 66) Kant respondeu ao ceticismo humiano sustentando que: A) o conhecimento depende de conteúdos da experiência organizados por formas a priori, como espaço, tempo e categorias do entendimento. B) a subjetividade não existe e o eu é uma ilusão. C) a razão prática é idêntica à biologia. D) as coisas em si são plenamente conhecíveis. E) o eu é uma substância transparente que independe da experiência. 67) O Romantismo também compôs esse cenário ao: A) valorizar afetos, imaginação e gênio criador, questionando a hegemonia da razão calculadora. B) negar totalmente a subjetividade. C) provar que apenas leis universais explicam o ser humano. D) sustentar que a identidade independe da cultura. E) reduzir a psicologia à matemática pura. 68) Nietzsche aprofundou a crise da modernidade ao criticar a noção de verdade e de sujeito. Para ele: A) conceitos como sujeito, Deus e verdade são construções históricas, não essências eternas. B) a razão clara e distinta garante verdades universais. C) o eu é uma substância pensante imutável. D) a moral é fundamento metafísico dado por Deus. E) a experiência garante a identidade fixa do sujeito. 69) Do ponto de vista econômico, o mercantilismo e a expansão dos mercados contribuíram para a modernidade porque: A) ampliaram deslocamentos, trocas e decisões pessoais, fortalecendo a individualização. B) preservaram o feudalismo como estrutura dominante. C) aboliram a subjetividade em favor da coletividade. D) eliminaram a circulação monetária como forma de troca. E) provaram que a economia não influencia a vida social. 70) O trabalho assalariado produziu uma forma de liberdade que se mostrou ambígua. Essa chamada liberdade negativa significava: A) indivíduos formalmente livres para vender sua força de trabalho, mas vulneráveis às pressões do mercado e à perda de apoios comunitários. B) autonomia plena e garantida, sem qualquer risco social. C) imposição de laços comunitários que eliminavam a individualidade. D) garantia absoluta de bem-estar para todos os trabalhadores. E) abolição das desigualdades econômicas. 71) A ideologia liberal moderna defendeu a igualdade de direitos e a autonomia individual. Essa ideologia se relaciona com a psicologia porque: A) fortaleceu a noção de indivíduo jurídico, ainda que convivesse com desigualdades materiais. B) aboliu completamente a noção de sujeito. C) eliminou a subjetividade em nome da coletividade. D) demonstrou que apenas a biologia explica o comportamento. E) provou que a liberdade depende apenas da herança genética. 72) A promessa liberal de liberdade muitas vezes era ilusória porque: A) embora juridicamente iguais, os indivíduos enfrentavam condições materiais de desigualdade e competição, revelando vulnerabilidade. B) a liberdade era universal e plena, garantida a todos sem restrições. C) a autonomia dispensava qualquer relação com o trabalho assalariado. D) o Estado assegurava o bem-estar social irrestrito. E) não havia contradição entre liberdade formal e desigualdade real. 73) As instituições modernas — escolas, fábricas, prisões e hospitais— exemplificam o que se chamou de regime disciplinar. Esse regime funcionava porque: A) normatizava, vigiava e adestrava condutas, fabricando sujeitos dóceis e úteis à sociedade. B) eliminava toda forma de controle social, priorizando apenas a liberdade. C) reforçava apenas a espontaneidade dos indivíduos. D) dispensava registros, horários e classificações. E) valorizava exclusivamente a imaginação e os afetos. 74) O regime disciplinar pode ser observado em práticas como exames, registros e horários rígidos. Esses mecanismos foram importantes porque: A) transformavam os indivíduos em sujeitos legíveis e controláveis, ao mesmo tempo em que prometiam autonomia. B) garantiam a liberdade plena dos cidadãos, sem qualquer vigilância. C) negavam a importância da subjetividade individual. D) eliminavam a influência de instituições sociais na vida cotidiana. E) mostravam que o poder moderno não se relacionava com o saber. 75) A crise da subjetividade na modernidade pode ser compreendida como: A) resultado das burocracias, consumo de massa e disciplinarização, que tensionaram a promessa de autonomia individual. B) triunfo definitivo da liberdade plena e irrestrita. C) dissolução do sujeito em essência imutável. D) superação da interioridade em nome da fé religiosa. E) ausência de transformações históricas relevantes. 76) No século XIX, a psicologia aplicada surgiu em resposta a essas transformações modernas porque: A) buscava oferecer ferramentas para lidar com problemas de escolarização, trabalho e saúde em uma sociedade disciplinada e competitiva. B) nasceu apenas como prolongamento da teologia medieval. C) não tinha relação com demandas sociais concretas. D) era um desdobramento exclusivo do racionalismo cartesiano. E) surgiu sem vínculos institucionais ou práticos. 77) Ao reunir fatores como subjetividade privatizada, mercantilismo, trabalho assalariado e regime disciplinar, pode-se concluir que: A) a modernidade produziu indivíduos formalmente autônomos, mas submetidos a formas sofisticadas de controle, o que aumentou a necessidade de estudar o psicológico. B) a liberdade foi garantida em sua plenitude, sem contradições. C) a subjetividade permaneceu idêntica em todas as épocas. D) a ciência moderna ignorou completamente as condições sociais. E) a psicologia surgiu de maneira espontânea, sem relação com mudanças históricas. 78) A articulação entre filosofia e condições socioeconômicas na modernidade mostra que: A) críticas de Hume, Kant, Nietzsche e o Romantismo à noção de sujeito convergiram com transformações econômicas (mercado, liberalismo, disciplina), formando o terreno em que a psicologia científica se consolidou. B) a filosofia permaneceu alheia às mudanças sociais. C) apenas fatores econômicos explicam a emergência da psicologia. D) apenas as ideias inatas fundamentaram a disciplina. E) não havia vínculo entre pensamento filosófico e transformações históricas.