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TÉCNICAS DE EXODONTIA SIMPLES E COMPLEXAS Exodontia: remoção cirúrgica de um dente. Objetivos: Indicação e contra-indicação de exodontias Avaliar grau de dificuldade dos dentes Classificar as exodontias Aprender movimentos de luxação com extratores e com fórceps Indicação de exodontias: 1. Cárie 2. Necrose pulpar 3. Doença periodontal 4. Indicações ortodônticas 5. Indicação protética 6. Dentes mal posicionados 7. Dentes fraturados 8. Dentes supranumerários 9. Dentes impactados 10. Dentes associado a lesões patológicas (cistos, granulomas, tumores benignos, extrações em tumores malignos podem gerar metástases) 11. Dentes envolvidos em fraturas dos maxilares 12. Radioterapia (irradiação em regiões de dentes que levarão a osteoradionecrose) 13. Questões financeiras Contra-Indicações – locais: 1. Radiação (relativa) 2. Dentes localizados em áreas de tumores 3. Lesões bucais fúngicas ou virais (herps, covid, dengue) 4. Pericoronarite severa/ grave (diminuir o grau da pericoronarite, medicação e irrigação, preferir irrigação) 5. Abcesso dentoalveolar agudo (não é contra-indicado) Contra-Indicações- sistêmicos Gravidas no primeiro (formação) ou terceiro trimestre (indução do parto normal) - relativo Doenças metabólicas descompensadas Doenças cardiovascular descompensadas Distúrbios renais avançados Coagulopatias severas Medicamentos (anticoagulante, corticordes, imunossupressores, bisfosfonatos) – relativo -Bisfosfonato, ver o tipo, via oral considerar a pausa em três meses, em casos de uso intravenosos e cirurgias não eletivas, explicar os riscos de osteonecrose e tentar ser minimamente invasivo. Para o planejamento cirúrgico e o grau de dificuldade da exodontia devemos avaliar fatores clínicos e imaginológico: Avaliação clínica do dente a ser extraído: 1. Acesso ao dente Amplitude de abertura de boca (trismo, DTM, fibrose muscular) Localização e posição do dente (dentes apinhados) 2. Mobilidade do dente Maior; cuidado com manejo de tecidos moles (DP, inflamação) Menor; hipercementose, anquilose 3. Condições da corora Cáries extensas Grandes destruições Dentes com tratamento endodôntico Fraturas dentárias Grande acúmulo de cálculo – RAR antes da extração (adaptação do fórceps e contaminação do alvéolo) Dentes adjacentes Presença de processos patológicos associados Aspectos imaginológicos que devem ser avaliados Exames: Radiografia periapical Radiografia panorâmica Tomografia computadorizada Observar: Configuração das raízes -Avaliar número das raízes, tamanho, presença de reabsorção Relação com estruturas nobres Condição do osso circundante (mais denso ou menos, dentes decíduos muito próximos as raízes permanentes) Anquilose 1. Relação com estruturas vitais Canal mandibular Forame mentoniano Seio maxilar Fossa nasal 2. Configuração das raízes Avaliar número de raízes Curvatura e grau de convergência radicular Forma da raiz Tamanho Reabsorção radicular 3. Condições do osso adjacente (presença de lesão) Buscar condições patológicas apicais Densidade óssea: Mais radiolúcido - menos denso, - fácil extração Mais radiopaco - densidade aumentada (evidência de osteíte condensante ou outro processo semelhante de esclerose) - difícil extração 4. Condição de implantação o dente Dente decíduo, relação de suas raízes com dente permanente subjacente 5. Condição da coroa Restaurações, cárie, fraturas Classificação das técnicas cirúrgicas: Técnica fechada (via alveolar): quando não precisa modificar o alvéolo em que o dente está Exodontia simples: praticada preservando a estrutura do osso alveolar, manobra pela qual o dente é extraído no sentido do seu eixo de implantação. *a odontossecção pode estar em ambas as técnicas, pois é um movimento a mais* Com seccionamento dental Sem seccionamento dental Técnica aberta (via não alveolar): quando modifica o alvéolo que o dente está. Exodontias complexas, ou Técnica a retalho: necessidade de uma força excessiva para remover um dente. Quando uma quantidade substância da coroa está perdida ou coberta por tecido ou quando o acesso a raiz do dente é difícil. Por alveolectomia parcial (somente até terço médio da raiz) Por alveolectomia total *Com ou sem seccionamento dental -Quando você faz a luxação do dente, está rompendo o ligamento, quando o dente que será extraído tem por exemplo uma hipercementose que dificulta sua extração, é necessário uma remoção por técnica aberta, sendo necessário um desgaste por toda a vestibular, para remover o dente, optando por um retalho monoangular ou se necessário biangular. -Sempre que precisar de uma alveolectomia, optar por desgaste vestibular, pois o palato possui vasos muito calibrosos) -Quando o desgaste não está apenas no osso alveolar, é chamado de ostectomia, como no osso basal de mandíbula. -Em dentes retidos ele é removido com odontosecção. -Fragmentos radiculares podem ser mantidos em casos que se encontre muito próximo ao canal mandibular, ou seja, quando o risco em busca-lo for muito maior do que remove-lo -A alveolectomia deve sempre ser feita para encontrar a coroa. -A curetagem não é fita em todas as extrações, somente em lesões, pois ele pode atrasar o processo cicatricial. Ostectomia x Osteotomia: Ostectomia: retirada Osteotomia: corte, incisão -Toda alveolectomia é uma ostectomia, mas nem toda ostectomia é uma alveolectomia. EXODONTIA VIA ALVEOLAR – SEM SECCIONAMENTO DENTÁRIO: Indicações: Dentes com coroatotal ou parcialmente íntegra Raízes com ponto de aplicação p/ fórceps ou extratores Dentes uni ou multirradiculares c/ raízes não dilaceradas ou divergentes Via fórceps, extratores, ou associação: Sindesmotomia: romper a sindesmose (união do dente com osso alveolar), com sindesmotomos. Associação (extratores + fórceps) 5 etapas: 1. Etapa 1: Sindesmotomia (diérese) Liberação dos tecidos moles aderidos ao dente ao nível do colo dentário (Vestibular e Lingual/Palatino) Lâmina de bisturi e elevador de periósteo - sindesmótomo (Molt n°9) Objetivos: Certeza de uma anestesia profunda Permite posicionamento mais apical dos extratores e fórceps Papila gengival adjacente ao dente 2. Etapa 2: Luxação do dente com extrator dentário 3. Etapa 3: Adaptação do fórceps ao dente 4. Etapa 4: Luxação do dente com o fórceps 5. Etapa 5: Remoção do dente do alveólo Cuidados com álvéolo + síntese (suturas) Cuidados pós-operatório com alvéolo dentário: Inspeção do alvéolo: Verificar RESTOS RADICULARES Verificar DETRITOS visíveis (cálculo dental,amálgama, fragmentos de dente) Remover o SEPTO INTER-RADICULAR em caso de fratura Remoção de ESPÍCULAS ÓSSEAS (Lima óssea ou alveolótomo) Realizar IRRIGAÇÃO com soro fisiológico(esquirolas ósseas) CURETAR- apenas se ouver lesão periapical ou dentritos Examinaro ÁPICE RADICULAR Remanescentes do ligamento periodontal e as paredes ósseas sangrantes favorecem uma cicatrização mais rápida Curetagem vigorosa (dano adicional e atraso na cicatrização Realizar MANOBRA DE CHOMPRET Compressão bidigital vestíbulo lingual ou palatina visando a aproximação das paredes alveolares Contra-indicação; planejamento de implantes Realizar MANOBRA DE VALSALVA Tampar o nariz e pedir ao paciente forçar a saída de ar pelas narinas (suavemente) – Se sair bolhas de ar pelo alvéolo – CBS Indicação: Quando houver SUSPEITA de Comunicação buco-sinusal (CBS) Remoção de TECIDO DE GRANULAÇÃO EMEXCESSO (DP) Instrumentos: Cureta, tesoura de tecido ou pinça hemostática Controle inicial dahemorragia (hemostasia) – gaze Sutura Papel da mão oposta: Afastar tecidos moles: bochecho, lábios e língua Apoio e estabilização da mandíbula na extração de dentes inferiores Proteção (fórceps, extratores) Percepção sensorial (tátil): expansão do processo alveolar Papel do assistente: Auxiliar o cirurgião afastando tecidos moles Aspirar sangue, saliva e solução para irrigação Colabora com a visualização e acesso à área cirúrgica Auxiliar na proteção dos dentes do arco oposto Apoio da mandíbula durante a aplicação de forças de extração Apoio psicológico e emocional para o paciente EXODONTIA VIA ALVEOLAR – COM SECCIONAMENTO DENTÁRIO: SECCIONAMENTO DENTÁRIO: Podem ser realizados um ou mais seccionamentos na coroa e/ou raiz, geralmente em seu longo eixo separando suas raízes no intuito de transformar um dente multirradicular em unirradicular. Indicações: Dentes multirradiculares com coroa totalmente destruída ou restaurações/ próteses extensas Dentes multirradiculares com raízes divergentes, convergentes, dilaceradas, ou curvas Dentes multirradiculares com raízes finas e septo interradicular volumoso; Dentes decíduos com o germe do permanente alojado entre suas raízes Dentes multirradiculares com proximidade com o seio maxilar Dentes mal posicionados na arcada (remover excesso de contato com dentes vizinhos) Dentes retidos Dentes com anquiloses Vantagens: Diminuir a resistência óssea na exodontia Reduzir a quantidade de tecido ósseo alveolar eliminado (ostectomias) em exodontias complexas Diminui riscos de fraturas radiculares, das tábuas ósseas e de lesão de dentes vizinhos Diminuir o tempo operatório Cirurgia torna-se menos traumática (evita força excessiva) Pode ou não estar assoaciada a ostectomia Como fazer? Alta rotação com brocas trônco- cônicas 702 e 703 haste longa Molares inferiores – secção vestíbulo lingual -não ir até o final do dente, para não correr o risco de fraturar a outra tábua óssea e correr risco de lesionar áreas nobres Molares superior- secção em T ou em Y Vai cair na prova o passo a passo da extração. A alveolectomia ou ostectomia ainda está na parte do acesso ao dente, e após isso que é feito a odontossecção; VIA ALVEOLAR – VIA NÃO ALVEOLAR: Dentes que não puderam ser extraídos por via alveolar: Opção 1: Recolocar o fórceps com visão direta (após confecção de retalho) Opção2: Ponta ativa do fórceps sobre a cortical vestibular incluindo a raiz do dente (pequena quantidade de osso é removida) Opção 3: Utilizar extrator apical (movimento de cunha) com visão direta Opção 4: Ostectomia na cortical vestibular ou alveolectomia parcial Por fim, última opção Alveolectomia total PRINICÍPIOS DE EXODONTIAS COMPLEXAS: Quando ocorre uma FRATURA RADICULAR ou NÃO é possível realizar a exodontia por VIA ALVEOLAR temos de lançar mão de técnicas auxiliares (NÃO ALVEOLARES) Jovens – osso menos denso, mais elástico; expansão facilitada Idoso- osso mais denso, menos elástico; expansão dificultada, facilitando uma fratura radicular e óssea Apertamento e bruxismo: osso mais denso, menos elástico, forte inserção do ligamento periodontal, expansão dificultada Raízes com dilaceração (associado a hipercementose) Raízes próximas ao seio Raizes amplamente divergentes Coroas destruídas, restaurações extensas ou prótese fixa VIA NÃO ALVEOLAR – ALVEOLECTOMIA PARCIAL: O dente é extraído após a REMOÇÃO PARCIAL da tábua óssea vestibular Indicações clínicas: Dentes com coroas protéticas, Dentes unirradiculares sem apoio; Resistência da coroa diminuída(lesões cariosas) Raízes residuais Dentes retidos Indicações radiográficas: Dentes com hipercementose no terço médio da raíz que impeça exodontia simples VIA NÃO ALVEOLAR – ALVEOLECTOMIA TOTAL: Indicações clínicas: Anquilose alvéolo-dental. (Anteriores recomenda-se desgaste interno da raiz) Indicações radiográficas: Dilacerações apicais (unirradiculares), Hipercementose (terço radicular apical), Anquilose alvéolo-dental Princípios do uso de fórceps e extratores: Extratores (alavancas) – Luxação do dente (proporcionar movimentação dentro do osso alveolar) Fórceps – Luxação através da expansão óssea e ruptura do ligamento periodontal (a expansão da tábua óssea favorece a mobilidade) Movimentos: Extratores: eixo e roda podem estar juntos. Princípios mecânicos envolvidos na extração dentária – EXTRATORES: ALAVANCA: Mecanismo para transmitir uma força modesta para um pequeno movimento contra grande resistência: Resistência: dente Fulcro: osso Instrumental: de cabo grosso, com aste longa e ponta ativa Vantagens mecânicas de um longo braço de ação e um curto braço de resistência. -Se a aste for curta, será necessário grande força. A força aplicada precisa ser modesta. É necessário cuidado com a tábua óssea vestibular para que ela não seja fraturada. O dente vizinho não pode ser usado como apoio, apenas em casos onde ele também será extraído. -Será usada principalmente a crista alveolar, as tábuas ósseas mesial e distal, entre osso e dente, no LP, entrando com a ponta ativa não completamente. -É preciso encontrar um ponto de apoio específico, onde haja resistência e que o dente comece a se mover. Esse movimento é realizado com o extrator penetrando em noventa graus ao longo eixo do dente. CUNHA: Princípio da impenetrabilidade: Dois corpos não podem ocupar o mesmo espaço ao mesmo tempo -Instrumental entra paralelo ao longo eixo do dente. único movimento que entra ao longo eixo do dente. Objetivos: Expandir, dividir e deslocar partes. Expandir o osso e forçar o dente para fora do alvéolo. ex: secção deixando 1mm do dente para proteger estruturas nobres, 1MI será introduzido a broca de vestibular para lingual deixando 1mm de estrutura dentária com profundidade até a furca. Após isso será necessário romper o dente, com o extrator em movimento de cunha; introduzindo ele e rodar em ¼ de volta e observar que aqueles fragmentos se movimentam independente. Exemplos: Extrator apical; luxar um dente em seu alvéolo Pontas ativas do fórceps (fina na extremidade e alargam-se em direção ao cabo) Quando será adaptado o fórceps, sua ponta ativa entra no LP, fazendo movimento de cunha, onde a extremidade fina entra nesse espaço causando expansão da tábua óssea Por isso o movimento de cunha pode ser aplicado tanto em extratores quanto em fórceps. EIXO E RODA – OU SARILHO: -Cabo funciona como eixo e a ponta atua como uma roda -Eleva a raiz para fora do alvéolo -Introduzidos em noventa graus -Extratores direito e esquerdo, bandeirinhas. Ou até mesmo os apicais -Apoiar sobre osso Ponta ativa perpendicular ao longo eixo do dente Movimento de torção no cabo do extrator Ponta ativa gira em torno de seu próprio eixo Extrator deve ser perpendicular ao dente no espaço interdental Inserido no ligamento periodontal (mésio ou disto-vestibular) e forçado apicalmente (associando principio de cunha Apoio: Entre alvéolo e dente Entre duas raízes Entre septo interradicular e raiz Extrator gira em torno do seu próprio eixo parte inferior da lâmina se apoie no osso alveolar e a parte superior girada ao encontro do dente que está sendo extraído. Extrator apical -> extrator reto mais grosso para obter progressão apical A lâmina inferior sempre fica no LP. A lâmina superior precisa sempre ir em direção ao dente que será extraído. -Quando aparenta estar empurrando o dente para baixo, estará criando uma luxação, rompendo o LP, ganhando pequeno movimento. -A lâminainferior que está no LP, quando o movimento é realizado a tábua óssea está sendo expandida Epunhadura: Dígito- palmar (dedo indicador sobre aste) Luxação do dente com extrator dentário: Empunhadura digito-palmar Apoio Não utilizar o dente vizinho como fulcro da alavanca (exceto, quando este também for extraído) Aplicar força (progressiva e controlada) na região mesial ou distal da raíz Não utilizar corticais palatinas ou linguais como apoio Apoio: Entre alvéolo e dente Entre duas raízes Entre septo interradicular e raiz Princípio do uso de FORCEPS: 1. Expansão do alvéolo com uso de pontas ativas em forma de cunha e dos movimentos do próprio dente com o fórceps 2. Remoção do dente do alvéolo Apical/ intrusão: 1. Expansão óssea(princípio de cunha) 2. Centro de rotação do dente deslocado apicalmente (gangorra) 3. Esmagamento de fibras apicais -Devido a resistência do osso alveolar sobre a raiz, pode gerar uma fratura, por isso o centro de rotação do movimento de gangorra precisa ser mais para apical, sendo necessária a intrusão do instrumental Adaptação do fórceps ao dente: Escolha do fórceps adequado Ponta ativa LINGUAL, geralmente, é posicionada primeiro e depois, a ponta ativa vestibular (mais apical) Pontas ativas devem estar paralelas ao longo eixo do dente ->evitar fraturas Cuidado: Pontas ativas abaixo do tecido mole Sem apreensão de dentes adjacentes Lábio do paciente Movimento de luxação – vestibular , lingual ou palatina: Pressão vestibular: expansão cortical crista vestibular pressão lingual do ápice radicular Pressão lingual ou palatina: expansão cortical crista lingual pressão vestibular do ápice radicular -Mão oposta segurando, digito-palmar para notar a expansão do osso alveolar, quando movimentar, segurar 20s e depois para outro lado, com movimento lento, sentindo o movimento e aguardando entre eles. Movimento de luxação: Sempre no sentido vestíbulo-lingual (nunca mésio-distal) Função: expandiras paredes vestibular e lingual do alvéolo Maior amplitude para tábua óssea de menor resistência: - vestibular, exceto: molares inferiores (lingual) -Se tiver tábua óssea espessa (palatina maxila, mandíbula; vestibular posterior – linha oblícua- e lingual anterior) realizar movimento curto, e movimento longo em tábua óssea fina. -Movimento longo parte fina, movimento curto para parte grossa. Resumindo: Rotacional: Girar o dente em seu próprio eixo, finalizando a ruptura do LP Causa certa expansão interna do alvéolo dentário. Indicado para dentes com: raízes únicas, raízes cônicas (incisivos maxilares e pré- molares mandibulares) raízes que não apresentam dilacerações Contra- indicado para dentes com: múltiplas raízes (molares, 1º PM sup), raízes não cônicas raízes curvas (com dilacerações) Tração: Remover o dente do alvéolo quando já houve devida expansão óssea Parte final do processo de extração. tração leve, geralmente direcionada para vestibular papel da mão oposta – proteger dentes da arcada oposta Se for necessária força excessiva, outras manobras devem ser refeitas para melhor a luxação. ACIDENTES E COMPLICAÇÕES EM CIRURGIA: Acidente: É a quebra do planejamento cirúrgico que venha a ocorrer no TRANS-OPERATÓRIO Complicação: É a quebra do planejamento cirúrgico que venha a ocorrer no PÓS-OPERATÓRIO Prevenção: A melhor maneira de controlar uma complicação é prevenir que ela ocorra. Avaliação minuciosa Detalhado plano de tratamento Execução cuidadosa do procedimento proposto Complicações são previsíveis e podem ser controladas Realizar procedimentos que estejam dentro das habilidades do CD. PLANEJAMNETO DO PROCEDIMENTO CIRÚRGICO: 1. 1º PASSO - História Médica 2. 2º PASSO - Exames Complementares Adequados 3. 3º PASSO - Planejamento Pré-Operatório 4. 4º PASSO – Princípios Cirúrgicos Básicos Técnica asséptica Incisões Planejamento do retalho Manipulação do tecido Hemostasia Controle do edema Causas comuns de acidentes: Exames complementares inadequados Radiografias de má qualidade ou desatualizadas Falta de exames laboratoriais Planejamento cirúrgico incorreto Osteotomias, odontossecções, falta de instrumental, auxiliar despreparado uso inadequado do instrumental cirúrgico, uso do instrumental cirúrgico inadequado Falta de conhecimento anatômico (variações anatômicas) Complicações durante a exodontia (acidentes) 1. Exodontia do dente errado 2. Danos aos dentes ou estruturas adjacentes 2.1 Fratura ou deslocamento de restauração de dentes adjacentes Orientar o paciente previamente Usar extratores com critério Pedir ajuda para o auxiliar na visualização direta Lesão mais comum 2.2 Luxação de dentes adjacentes Geralmente por uso inadvertido dos instrumentais Caso ocorra a luxação ou quase avulsão do dente adjacente devemos reposicioná-lo e estabilizá-lo, com contenção semi-higida, para que ele fique maleável, para não promover anquilose. 2.3 Lesão por instrumento rotatório 2.4 Fratura de processo alveolar e tuberosidade maxilar Em geral é necessário a expansão do osso alveolar para uma extração, Contudo o osso pode fraturar e vir aderido ao dente CAUSA MAIS COMUM é a FORÇA EXCESSIVA com o fórceps ou extratores Idade, hipercementose, apertamento e bruxismos, exostoses ósseas Prevenção: Exames de imagem e planejamento cirúrgico adequados TÉCNICA CIRÚRGICA ABERTA – ostectomia SECCIONAMENTO DENTÁRIO – odontosecção Como proceder: Osso do alvéolo totalmente removido com o dente (não tem o que fazer) Osso do alvéolo parcialmente removido com o dente (unido ao periósteo)- pode mantê-lo aderido a tecidos moles O cirurgião que apoia o osso alveolar com os dedos durante a extração normalmente sente quando ocorre a fratura da lâmina cortical vestibular. lâminas mais comum de fraturar: lâmina cortical vestibular sobre o canino superior lâmina cortical vestibular sobre os molares superiores assoalho do seio maxilar associada aos molares superiores tuberosidade maxilar osso vestibular dos incisivos inferiores 3. Danos aos tecidos moles Ocorre na maioria das vezes por falta de atenção Natureza delicada da mucosa Acesso limitado e inadequado Uso excessivo e incontrolado da força Laceração do retalho mucoso Perfuração de tecidos moles (com extrator reto ou deslocador de periósteo)- associada a fratura de tábua óssea Feridas causadas por abrasão ou queimadura (aste da broca, afastador de metal usado de forma incorreta) Pomadas antissépticas (sulfadiazina de prata) Pomada de corticoide (triancinolona) 4. Fraturas radiculares Raízes longas, curvas e divergentes Osso denso SEMPRE se planejar para uma possível fratura radicular. Em caso de alta probabilidade de fratura realizar CIRURGIA ABERTA Dente multirradiculares não podem ser realizada rotação com fórceps Incisivos laterais superiores é uma excessão onde não é feita rotação. Em casos de fratura: extratores apicais (movimentos de cunha) Extratores apicais + remoção do septo interradicular (movimento de cunha) Lima endodôntica Ostectomia – Alveolectomia parcia Quando um ÁPICE RADICULAR FRATURAR, os métodos fechados de remoção não tiverem êxito e um método aberto puder ser muito traumático, o cirurgião deve pensar em DEIXAR A RAIZ NO LUGAR. 3 condições: O fragmento não deve ter maisque4a5mmde comprimento A raíz deve estar profundamente inserida no osso, e não superficial O dente envolvido deve estar livre de infecção e não deve apresentar áreas radiolúcidas ao redor do ápiceradicular Avaliar risco benefício: Se a remoção da raiz for causar destruição excessiva do tecido circunvizinho; Se a remoção da raiz põe em risco estruturas importantes, geralmente o nervo alveolar inferior (forame mentoniano e canal mandibular) Se as tentativas de remoção da raiz residual puderem deslocá-la para dentro dos espaços teciduais ou para dentro do seio maxilar Rigoroso protocolo: Paciente deve ser informado do fato e o porque da decisão Manter documentação radiográfica do fragmento Registrar em prontuário e solicitar consentimento do paciente Acompanhamento anual Instruir o paciente a entrar em contato com o cirurgião imediatamente caso ocorra qualquer problema na área da raiz residual 5. Deslocamento de dentes ou raízes Causas: Inexperiência do cirurgião Força descontrolada Uso inapropriado dos instrumentais Exposição inadequada e falta de visibilidade Locais: Seio Maxilar Espaço sublingual ou submandibular Fossa infra-temporal Principal - raiz fraturada do primeiro molar superior Tratamento é sua remoção Tentativa de remoção pelo próprio orifício de entrada com irrigação abundante e aspiração Se não obter êxito, a técnica de Caldwell-Luc para acesso ao seio maxilar que deve ser utilizada por alguém habilitado Sequelas: Sinusite, interrompendo o transporte mucociliar, ocasionando uma reação tecidual. Fístula buco-sinusal 6. Comunicações buco-sinusais ou buco-nasais Na maioria dos casos a remoção dos molares superiores podem resultar em comunicação com o seio maxilar Prevenção: Exames de imagem, Odontosecção Evitar pressão apical excessiva Diagnóstico: inspeção trans-operatória manobra de Valsalva (sopro potente pode criar comunicação) NÃO É RECOMENDADO SONDAGEM Tratamento didático: Menor ou igual a 2 mm não necessita de tratamento 2 a 6 mm podemos realizar cuidados adicionais -Aumentar a quantidade de sutura Alguns recomendam uso de esponja gelatinosa Maior que 7 mm dever ser fechadas com retalhos 3mm ou maior – Avaliar presença de infecção e programar fechamento cirúrgico -Retalho vestibular: Vantagens: Fácil realização Desvantagens: Diminui profundidade do sulco vestibular; Dor e edema -Retalho palatino: Vantagens; grande quantidade de tecido, bom suporte sanguíneo dos vasos palatinos, espessura e a natureza ceratinizada dos tecidos palatinos lembram mais o tecido da crista alveolar Desvantagens; área ampla de osso exposto, granulação e epitelização segunda intenção Cuidados pós-operatório adicionais: Evitar pressão negativa Evitar utilizar sucção em canudos (chimarrão e tereré) Evitar uso de cigarro ou charuto Evitar pressão positiva Evitar assoar o nariz Evitar espirrar (SE NECESSÁRIO boca e narinas abertas) Uso de descongestionante nasal (S/N) 7. Deglutição ou aspiração de dentes, fragmentos dentários, restaurações ou coroas Caso aspire o dente o paciente terá uma crise de TOSSE SE mesmo assim o DENTE PERMANECER nas vias aéreas devemos encaminhar para uma AVALIAÇÃO MÉDICA Em geral é realizado uma radiografia de tórax Pode ser removido com auxílio de um broncoscópio Se o paciente deglutir o dente não terá nenhuma crise de tosse Excreção de 2 a 4 dias 8. Enfisema tecidual Raro Pode persistir por até 2 meses Normalmente, 2ª a 3ª semana Causas: Ar sobre pressão (alta rotação) Trauma cirúrgico Conduta: Aguardar Antibioticoterapia 9. Danos aos nervos sensoriais Lesões a estruturas nervosas regionais: Injúrias nervo sensitivo – Parestesia: Anestesia permanente ou sensação alterada (hiperestesia ou disestesia) ( com duração maior que a esperada) -Tratamento padrão: laserterapia. Complicações após exodontia (complicações) 1. Infecção e atraso da cicatrização Causa mais comum no retardo da cicatrização. Geralmente ocorrem quando houver retalhos e ostectomia Prevenir a infecção com uma cirurgia o menos contaminada possível Após diagnosticada deve ser tratada de acordo com sua gravidade Deiscência da ferida: Em geral ocorre em retalhos que são reposicionados sem um adequado osso de sustentação. Prevenção: Técnica asséptica Cirurgia Atraumática Fechar a incisão sobre osso intacto Sutura sem tensão 2. Alveolite (alvéolo seco) Dor pós-operatória moderada a intensa, latejante, que pode irradiar para regiões contíguas (orelha), com ou sem halitose. Aumenta entre o 1º e 4º dia após a extração. Há desintegração do coágulo sanguíneo do alvéolo dentário. Alvéolo fica vazio, recoberto por camada amarelo-acinzentada (detritos e tecido necrótico No geral, não há um tratamento que melhore o quadro imediato Protocolo de tratamento de alveolite: I. Anestesia por bloqueio regional; II. Irrigação do alvéolo com solução fisiológica estéril; III. Com cureta de Lucas, INSPECIONAR CUIDADOSAMENTE O ALVÉOLO, removendo corpos estranhos que porventura não extravasaram após a irrigação; IV. Fazer NOVA IRRIGAÇÃO com solução fisiológica e, em seguida, com uma solução de digluconato de clorexidina 0,12%; V. Não usar sutura de qualquer tipo; VI. Orientar paciente quanto aos cuidados pós-operatórios (dieta, evitar bochechos nas primeiras 24h, lavar boca com clorexidina 0,12% a cada 12horas, sem bochechar; evitar esforços físicos, exposição ao sol, pelo menos 3 dias) VII. Prescrever dipirona (500mg a 1g) a cada 4h, pelo período de 24horas; VIII. Agendar consulta de reavaliação, após 48horas, ou antes, caso a dor não tenha sido aliviada. Alveolite com secreção purulenta: ANTIBIOTICOTERAPIA está indicada para casos em que haja sinais de disseminação local ou manifestações sistêmicas do processo, linfadenite, febre, dificuldade de deglutição. Amoxicilina 500mg + Metronidazol – 3 a 5 dias Prevenção: Bochecho P.O. com clorexidina 0,12% 15ml – 1min 12/12hrs 5-7 dias -Antibioticoprofilaxia 3. Problemas na ATM Principalmente na extração de molares inferiores Aplicação de força desproporcional Sempre apoiar a mandíbula no momento de aplicar força Uso de blocos de mordida também auxiliam no controle da força -Em casos de luxação da ATM realizar a Manobra de Nealaton; apoiar os polegares na linha oblícua do paciente e com o peso do corpo, sem força excessiva empurrar a mandíbula para baixo e para trás, para reposicionamento do disco articular. 4. Trismo, edema e dor Espasmo tetânico prolongado dos músculos da mandíbula, com restrição da abertura normal da boca. Tratamento: Esclarecimento Fisioterapia calor úmido (20min – 1h/1h) Análgésicos (S/N) Relaxantes musculares Fisioterapia com espátulas (5´ - 4h/4h) EDEMA: é um acúmulo de fluido no espaço intersticial causado pela transudação a partir de vasos danificados e obstrução linfática por fibrina. Controle do edema: Compressas com gelo Posicionamento da cabeça (30° a 45°) Corticosteróides sistêmicos (altas doses, curta duração) Durante ou após: 1. Hemorragia Grande vascularização: Após exodontia temos uma ferida aberta com tecido mole e osso expostos Geralmente o paciente exploram a região com a língua, deslocando os materiais ou o coágulo Prevenção: Obter histórico detalhado do paciente (boa anamnese) Técnica cirúrgica mais atraumática possível Boa hemostasia no procedimento cirúrgico Instruir cuidadosamente o paciente no PO 2. Danos às estruturas ósseas Fratura de mandíbula: Muito rara (Associada quase que exclusivamente a extração de terceiros molares inferiores impactados) Em geral ocorre por utilização de força inapropriada Pode aumentar o risco em mandíbulas atróficas ou dentes associadosa lesões De modo geral, o tratamento é a redução e fixação da fratura com placas e parafusos em CC sob anestesia geral ORIENTAÇÕES PÓS-OPERATÓRIAS: Controle de hemorragia: Morder firmemente a gaze por, no mínimo, 30 minutos e não mastigar sobre ela Evitar conversar por no mínimo 2 ou 3 horas É normal que haja um ligeiro sangramento por mais de 24 horas após o procedimento da extração Evitar fumar pelas primeiras 12 horas ou, mais comumente, caso precisem fumar, devem tragar de modo bem suave Não beber por meio de canudos, devido pressão negativa Não deve cuspir durante as primeiras 12 horas após a cirurgia Nenhum exercício físico mais intenso deve ser realizado nas primeiras 12 a 24 horas após a extração Sangramento prolongado, sangramento vermelho brilhante, ou grandes coágulos na boca do paciente são indicações para retornar ao consultório Controle da dor: Todos os pacientes devem ser alertados sobre os analgésicos receitados antes de serem dispensados Há 3 características da dor pós-operatória: I. Dor quase nunca é intensa e pode ser controlada com analgésicos leves II. O pico de dor ocorre cerca de 12 horas após a extração e diminui rapidamente depois deste período III. A dor importante em virtude da extração raramente persiste mais que 2 dias após a cirurgia Dieta: Ingerir líquidos de modo adequado (2L), durante as primeiras 24 horas Nas primeiras 12 horas deve ser pastosa e fria Higiene: No pós-operatório imediato, escovar suavemente os dentes que estão fora da área da cirurgia. Evitar escovar os dentes imediatamente adjacentes ao local da extração 2º dia pós-operatório – iniciar bochecho Edema: Pico- 24 a 48 horas após o procedimento cirúrgico Após 3º e4º dia- inchaço começa a diminuir Aumento do inchaço após 3ºdia- maior risco de ser infecção Bolsa degelo(intervalos de 20 minutos - 12a24 horas) A partir do 3º dia – a aplicação de calor pode ajudar a resolver problemas de inchaço com maior rapidez Infecção: Incomuns, após extrações Sinais: febre, aumento de edema após 3º dia, inflamação e secreção purulenta Equimose: Sangue nos tecidos submucosos ou subcutâneos Geralmente ocorre em pacientes idosos (diminuição do tônus tecidual e aumento da fragilidade capilar) Aparece no2ºa4º dia de pós-operatório e desaparecem em 7-10 dias CIRURGIA PRÉ-PROTÉTICA: Cap.13 Hupp Quando um dente é extraído, deve ser pensado que um dia pode ir uma prótese lá. Exceto terceiros molares. E a extração pode influencia na prótese que virá. O leito receptor da prótese. Primeiro passo em qualquer procedimento odontológico: Definir qual tipo de reabilitação oral a ser executado. Quando pensar em prótese, deve-se pensar no que é mais próximo no que o paciente possuía antes, sendo o implante o mais próximo de um dente natural Quais tipos de prótese? PT PPR Prótese fixa sobre dente Prótese fixa sobre implante -Fixa sobre dente, e fixa sobre dente se diferenciam porque na fixa sobre dente existe uma raiz íntegra, e no implante é utilizado uma raiz artificial. Ou seja, um implante é um substituto da raiz. Conhecimento anatômicos da cavidade bucal: Músculos relacionados Bridas Freios Língua Forames palatino e mentuais Seio maxilar Fossa nasal Princípios para avaliação: Presença de lesões bucais (deve ser considerado uma doença que impossibilita a reabilitação, é preciso tratar a lesão) Inserção de bridas e freios (próteses móveis) Tecido conjuntivo sem suporte (hiperplasia tecidual, comunicação bucosinusal) Profundidade de sulco necessária (PT, PPR)- retenção Presenças de exostoses (tórus) Quantidade de tecido ósseo suficiente -Implante: parafuso de titânio que se fixa no osso do rebordo funcionando como uma raiz. Princípios biológicos: A função do osso alveolar é manter os dentes, perdida essa função, sua tendência é reabsorver. -Quando você extrai um dente para fazer um implante, aquele dente vai ter uma corona um pouco maior que o dente do lado. Pois perde osso em altura e espessura. -A extração de um dente deve ser realizada prevendo-se naquele lugar a instalação de uma prótese A reabsorção óssea é crônica, progressiva e cumulativa. A perda óssea em maxila e mandíbula ocorrem de forma diferente: O seio maxilar serva para aquecer e umedecer osso antes do pulmão além de deixar o osso mais leve. O seio maxilar possui uma membrana de Schneider que trabalha quando a gente respira, com a perda do dente o seio sofre um avanço em regiões onde não tem mais dente, o que causa a pneumatização da maxila A mandíbula tem perda óssea acentuada nas regiões posteriores Princípios biológicos: Reabsorção mandibular e maxilar Pneumatização maxilar Região posterior mandibular TIPOS DE CIRURGIA PRÉ-PROTÉTICAS: Alvéoloplastias Tuberoplastias Frenectomias Remoção de tórus Aprofundamento de sulco (sulcoplastia) Remoção de hiperplasias Reposicionamento do nervo mentual Enxertos Implantes dentários ALVEOLOPLASTIA: Osso alveolar faz parte do periodonto de suporte. Alveolectomia: excisão e remoção de uma parte do processo alveolar. Alveoloplastia: processo cirúrgico utilizado para preparar o processo alveolar para receber uma prótese. Indicações: Todos os casos de extrações múltiplas (evita formação de espículas/irregularidades ósseas) -Na papila possui uma porção de osso, em caso de extração múltiplas de dentes, se esse osso não é removido fica uma espicula óssea que vá dificultar a prótese. Correções de rebordo ósseo residual/ proeminência óssea exagerada. Em casos de rebordos excessivamente grandes que impedem a montagem de dentes (falta de espaço protético) Classificação das alveoloplastias: 1. Alveoloplastias conservadoras/ ou simples Tem como finalidade manter osso Técnica: Pequena incisão linear (supracrestal – em cima do rebordo, com relaxante) Com pinça goiva ou lima remover as espículas ósseas salientes 2. Corretora/ radicais Em extrações múltiplas ou áreas extensas Utilizando a goiva/ broca/ cinzel para eliminar irregularidades e espículas ósseas proeminentes 3. Intra-septais Conhecida também por fratura de dean Septo entre dentes= interdental Septo entre raízes= interradicular Técnica: Remoção do septo interdental Fratura da tabua óssea, através da pressão bidigital (manobra de chapre) Depois o alvéolo é fechado Essa técnica promove cicatrização por primeira intenção 4. Alveoloplastias com prótese imediata Instalar a prótese logo após a extração dos dentes I. Tirar todos dos registros II. Moldagem e confecção da PT provisória III. Remoção dos dentes IV. Após 3 meses troca da prótese provisória por definitiva Vantagens: Menor sangramento pós- operatório Estética mais favorável TUBEROPLASTIAS: Consiste na correção cirúrgica do tuber maxilar, tanto em altura quando em largura. É uma região importante na estabilização de uma prótese. É uma regularização de rebordo da região do tuber em específico -Região posterior de maxila tem bastante pneumatização, importante saber se o túber é pneumatizado, caso seja, essa cirurgia está contra-indicada. Tipos de tuberoplastias: 1. Tuberoplastia óssea oclusal 2. Tuberoplastia óssea lateral 3. Tuberoplastia fibromucosa oclusal 4. Tuberoplastia fibromucosa lateral 5. Tuberoplastia total (óssea e fibromucosa) Indicações: Altura ou volume do túber prejudicar a montagem dos dentes Falta de espaço protético FRENECTOMIA: O freio é uma região com muita fibra elástica que pode promover diastemas. Indicações: Ortodônticas Protéticas Fonéticas (anquiloglossia) Indicada também em casos de recessões gengivais Terapêutica cirúrgica dos freios: Consiste na remoção ou reposição dos freios Frenectomia = remoção total Frenotomia= reposição do freio de forma que não comprometa estética, fonética ou função) Frenectomias: 1. Técnica do duplo pinçamento É pinçada com duas pinças hemostáticas Incisando por trás das pinças – diminui risco de necrose e não deixa resquícios de freio Nunca suturar de forma imediata, sempre após divulsão, para não ter tensão 2. Técnica do pinçamento único Frenotomias: 1. Técnica da simples secção Inicsão em forma de V pega a ponta e reposiciona mais superior 2. Técnica da secção em Z Freio reposicionado Incisão com duas relaxantes e rotaciona as pontas Frenotomias ou frenectomias linguais: Indicações fonéticas Cuidado com o ducto de bartome, sempre fazer acima dele. REMOÇÃO DE TÓRUS: Na maioria doa casos mandibular. Por vestibular exocitose, por palatina tórus Osso com aspecto de normalidade, não é uma patologia Crescimento lento, espontâneo, progressivo sem qualquer sinal de malignidade. Etiologia; hereditariedade Indicações: Interferência na adaptação de próteses Quando gerar problemas de dicção Para prevenir irritação da mucosa com possível degeneração para malignidade (trauma) Tórus palatino: Pode ser removido com cinzel e brocas Cuidado com comunicação buco sinusal Técnicas: Duplo Y Incisão em cima do tórus + duas relaxantes para trás e duas para frentes Semi-lunar Incisão contornando o tórus. Y único Incisão em cima do tórus e relaxantes apenas de um lado. APROFUNDAMENTO DE SULCO: Incisão do rebordo até fundo de sulco, incisando até o lábio e volta para rebordo Descola tecido Sutura mais para dentro Deixa uma faixa de tecido cruento – tec. conj. exposto REMOÇÃO DE HIPERPLASIAS: Aumento hiperplásico Advindo de outra prótese Remoção da prótese e/ou cirurgia Cirurgia e epitelização secundária Pinça clinica é capaz de pinçar aquele tecido solto- confirma a presença de hiperplasia Não deve ser feito sutura de primeira intenção, pois perde profundidade de sulco, dificultando adaptação de uma nova prótese Pinça a hiperplasia e remove ela com incisão em elipse com o bisturi LATERALIZAÇÃO DE NAI: Casos onde a reabsorção óssea leva a exposição do NAI O paciente possui dentes anteriores e deseja fazer implante de posteriores. O nervo é posicionado anteriormente é feito os implantes e depois ele é reposicionado. ELEVAÇÃO DO SEIO MAXILAR: Elevação do seio maxilar com enxerto ósseo abaixo da membrana do seio É realizado acesso ao seio, deslocamento da membrana e preenchido com osso A membrana é bem vascularizada e supre o enxerto INFECÇÕES ODONTOGÊNICAS- AVALIAÇÃO E TRATAMENTO: Temas abordados: etiologia, microbiologia, evolução, vias de disseminação, tratamento e prognóstico. ETIOLOGIA: A infecção odontogênica tem etiologia endodôntica e periodontal. Abcessos periodontais agudos, ou crônicos que reagudizou. (cascata de evolução da endodontia) Pacientes com doença periodontal pode evoluir para um abcesso. A pericoronarite é uma inflamação que quando não tratada pode evoluir iniciando a proliferação de bactérias evoluindo para uma infecção oodntogênica. A pericorornarite inicial não é tratada com antibiótico pois é uma inflamação. A etiologia também pode ser não odontogênica como sinusite, presença de sialólito. -Na sialolitíase a saliva acumulada no ducto pode gerar a formação do abcesso. E até mesmo fraturas mandibulares, expostas, quando o osso entra em contaminação com bactérias que não fazem parte da sua flora normal, em caso de demora para atendimento pode evoluir para um abcesso. MICROBIOLOGIA: A flora bucal é ampla, composta por várias bactérias, por isso a infecção odontogênica é prolimicrobiana. Por isso em média 5 espécies de bactérias estão envolvidas, sendo mistas, anaeróbias e aeróbias. - A bactéria causadora da doença periodontal AA, anaeróbia, pode ser destacada quando o abcesso tem origem periodontal Mais de 60% dos pacientes possuem infecções com bactérias mistas, por isso o antibiótico escolhido deve ser de amplo espectro, como amoxilina. -Cuidado da prescrição de penincilina, pois atingem muito bem as bactérias da flora bucal e usadas sem controle podem ter maus resultados. Infecções com microrganismos anaeróbios são de maior complexidade. Estágios e predominância dos microrganismos: Celulite (estágio inicial) – predominam aeróbicos -Fase inicial, dolorosa de forma difusa Abcesso (estágio tardio)- predominam anaeróbios -Começa a se aprofundar nos tecidos, diminuindo a vascularização, mantendo a cavidade sem oxigênio. -Dor mais localizada Nos dois estágios são mistos, porém há predomínio. O ANTIBIÓTICO NÃO É IMPRESCINDÍVEL NO TRATAMENTO DE UMA INFECÇÃO, pois existem infecções que podem ser tratadas sem antibiótico. A inoculação inicial dos tecidos tem bactérias aeróbicas, e com a diminuição dos potencial local de oxidação e redução as bactérias anaeróbicas vão prevalecer. Logo, se eu fornecer oxigênio para aquela cavidade, já é um tratamento para a infecção. EVOLUÇÃO DAS INFECÇÕES ODONTOGÊNICAS: Osteíte periapical Celulite ou fleimão Abcesso Osteíte periapical: Infecção confinada ao osso, não ultrapassa o periósteo e cortical óssea Sensação de extrusão do dente Dor durante a mastigação Dor a percussão Exame radiográfico: aumento do espaço pericementário Fase inicial, tratamento endodôntico é o tratamento. Celulite e Abcesso: Clinicamente não tem uma linha que diferencia as duas, elas podem estar acontecendo juntas. 1. tabela do professor Características Celulite Abcesso Duração Aguda Crônica Dor Intensa e generalizada Localizada Volume Grande Pequeno Presença de pus Não Sim Palpação Endurecida Flutuante Potencial de gravidade Alto Baixo Bactérias Aeróbias Anaeróbias 2. Tabela do livro Observações: Nem toda infecção tem pus O potêncial de gravidade da celulite é maior porque o organismo já conseguiu combater aquelas bactérias em primeiro momento e iniciar um processo de crônificação DISSEMINAÇÃO: Existem duas formas de disseminação: Continuidade Cáries – polpa – periápice - espaços fasciais Sanguínea Venosa – trombose do seio cavernoso Arterial – endocardite Lesões por continuidade: Primeiro deve-se pensar em osso: Relação do ápice com a cortical óssea O dente tem seu ápice mais perto da cortical vestibular ou palatina/lingual, logo a infecção vai se espalhar por onde o ápice mais perto. E também em músculos: Relação do ápice com as inserções musculares Se o dente está abaixo da origem muscular, vai acometer a área intrabucal. Se o dente está acima da origem do dente, a infecção vai ser extra-bucal, acometendo espaços fasciais, intermusculares Disseminação dos abcessos na Maxila: Quando há aumento de volume na região anterior do palato, sempre pensar no incisivo lateral Segundo molar já tem mais chances de estar por lingual Espaços faciais e disseminação da infecção: Espaços virtuais limitado pelas fásceas musculares que são preenchidos por gordura mas facilitam a disseminação das infecções Pessoas que não possuem infecção, esses espaços não estão delimitados Os fluídos da infecção que seccionam esses músculos delimitando os espaços. Espaços primários: Espaço caninos Espaço Bucal Espaço Submentoniano (pode acometer área de ventre anterior do digástrico) Espaço Sublingual (eleva assoalho de boca) Espaço Submandibular Espaço Mastigador Espaços primários, são os espaços que quando o pus sai do osso e já chega nesses locais, os espaços secundários são espaços que são acometidos quando o pus passa do espaço primário para o espaço secundário. Espaços mastigadores: Temporal superficial Temporal profundo Massetérico Pterigo-mandibular Infratemporal TRATAMENTO Os principais tratamentos são: drenagem e remoção da causa. O antibiótico não é o principal tratamento. Anamnese e exame clínico: -Tempo de evolução (evoluções mais rápidas são mais perigosas) -Presença de sinais sistêmicos (febre, dor, rubor, edema) -Pacientes com comprometimento sistêmico; doenças metabólicas não controladas, doenças imunossupressoras, drogas imunossupressoras. Quando há presença de sinais sistêmicos a primeira coisa a se avaliar é são os sinais vitais; aumento de temperatura, frequência cardíaca, pressão arterial e a “face tóxica”. Importante para determinar o tipo de tratamento: Infecção de progressão rápida Dificuldade respiratória Dificuldade para deglutir Envolvimento dos espaços fasciais Febre acima de 38C Trismo acentuado Toxemia (face tóxica) Paciente com comprometimento sistêmico A presença desses sinais apontam que o paciente não pode ser tratado no consultório e precisa ser encaminhado para o hospital. Tratamento: Remoção da causa (endodôntico, exodontia, tratamento periodontal) Drenagem cirúrgica (via canal, intra ou extra bucal e terapia suporte) Antibioticoterapia O antibiótico em muitos casos já entra no tratamento inicial, em outros casos é questionável. Drenagem cirúrgica: Tem por finalidade drenar a secreção purulenta e células necróticas Diminui a tensão dos tecidos aliviando a dor Melhora suprimento sanguíneo local- facilita o aporte de células de defesa local. -O estímulo de sangramento local, facilita para que o indivíduo responda ao processo. -Pior o odor maior a quantidade de bactérias anaeróbicas. Técnica: Escolher o ponto de flutuação (nunca fazer no meio do ponto de flututação) Mais inferior possível Ser o mais estético possível Ser pele sadia para não causar necrose Deve ser ampla o suficiente para proporcionar a drenagem de todas as lojas de abcesso Deve abranger todos os espaços envolvidos, se necessário fazer múltiplas escolhas Anestesia por bloqueio quando possível (o procedimento vai ser doloroso) Inserção do dreno: Manter uma via de drenagem, evitando novo acúmulo de secreção Favorece o aporte de células inflamatórias para o local da infecção Não suturas oclusivamente as bordas da incisão Remover em 48 a 72horas (ou enquanto estiver secreção) Drenos: Penrose (pode ser substituído por dedo de luva) Sucção Irrigação -Antes da drenagem deve ser feita uma palpação e punção para confirmação do liquido e desconsiderar a possibilidade de um tumor. -Com a punção é feito a coleta do material para cultura e antibiograma (avaliação de qual bactéria e qual antibiótico especifico para aquela bactéria) Indicação de cultura e antibiograma: Progressão rápida Infecção pós-operatória Não respondem a antibioticoterapia Infecções recorrentes Pacientes imunocomprometidos -Incisão com bisturi, e fazer divulsão com pinça para explorar toda a cavidade. PRINCÍPIOS DE ANTIBIOTICOTERAPIA NAS INFECÇÕES ODONTOGÊNICAS: São utilizados como coadjuvantes- não eliminam a necessidade de tratamento cirúrgico Não eliminam a secreção purulenta, apenas combatem as bactérias vivas que colonizam o local Determinar necessidade do uso Iniciar terapia empírica Usar antibióticos de espectro reduzido (a flora oral precisa de um espectro mais amplo) Empregar antibióticos com toxicidade e efeitos colaterais reduzidos Preferência por antibiótico bactericida (não depende do sistema imune) Dose, intervalo e tempo de uso adequados Saber o custo do antibiótico Indicações para uso do antibiótico: Aumento de volume rápido Tumeflação difusa Comprometimento da defesa do hospedeiro Envolvimento de espaços fasciais Pericoronarite grave Osteomielite Não indicado: Abcesso crônico bem localizado Abcessos reduzidos situados do lado vestibular Alvéolo seco (anti-inflamatório) Pericoronarite branda (anti-inflamatório) PROGNÓSTICO: Angina de Ludwig Acometimento bilateral dos espaços submandibular, submentoniano e sublingual. O paciente vem a óbito por asfixia, pois a pressão está pressionando a língua superiormente e as veias aéreas. Dor cervical, dispinéia, febre, elevação do assoalho de boca, elevação da língua, disfagia, dificuldade para falar. Pode ter envolvimentos de outros espaços fasciais envolvendo farínge, chegando no tórax. Sua principal causa é infecção odontogênica em paciente imunocomprometidos. Tratamento: elimina a causa, drenagem, mantém via aérea, antibióticos endovenosos: penincilina com metronidazol. Disseminação intracrâniana (abcesso cerebral e meningite, trombose do seio cavernoso) Abcesso cerebral ou meningite: -Infecção odontogênica pode chegar ao SNC via: pelo pterigoideo ou veias emissárias -Sinais e sintomas: cefaleia intensa, hipertemia, rigidez nucal, vômitos, convulsões Alta taxa de mortalidade Tratamento: antibióticoterapia agressiva Mediastinite Processo infeccioso que atinge o mediastino. Paciente apresenta dor toraxica, febre alta não remissível, dispneia intensa. Tratamento: além de remoção da causa, antibióticos, traqueostomia, deve ser feito a drenagem do tórax. Atrás ou ao lado da laringe, chegando ao tórax. Faceite necrotizante aguda: Necrose tecidual na região. É uma infecção secundária. Osteomielite Considerações finais: 1. Determinar a severidade da infecção 2. Avaliação de defesa do hospedeiro 3. Decidir sobre o ambiente de tratamento 4. Tratar cirurgicamente 5. Dar suporte médico 6. Escolher e prescrever antibióticoterapia 7. Administrar antibióticos adequadamente 8. Avaliar paciente com frequência