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TÉCNICAS DE EXODONTIA SIMPLES E 
COMPLEXAS 
Exodontia: remoção cirúrgica de um dente. 
Objetivos: 
 Indicação e contra-indicação de 
exodontias 
 Avaliar grau de dificuldade dos dentes 
 Classificar as exodontias 
 Aprender movimentos de luxação com 
extratores e com fórceps 
Indicação de exodontias: 
1. Cárie 
2. Necrose pulpar 
3. Doença periodontal 
4. Indicações ortodônticas 
5. Indicação protética 
6. Dentes mal posicionados 
7. Dentes fraturados 
8. Dentes supranumerários 
9. Dentes impactados 
10. Dentes associado a lesões patológicas 
(cistos, granulomas, tumores benignos, 
extrações em tumores malignos podem 
gerar metástases) 
11. Dentes envolvidos em fraturas dos 
maxilares 
12. Radioterapia (irradiação em regiões de 
dentes que levarão a osteoradionecrose) 
13. Questões financeiras 
Contra-Indicações – locais: 
1. Radiação (relativa) 
2. Dentes localizados em áreas de tumores 
3. Lesões bucais fúngicas ou virais (herps, 
covid, dengue) 
4. Pericoronarite severa/ grave (diminuir o 
grau da pericoronarite, medicação e 
irrigação, preferir irrigação) 
5. Abcesso dentoalveolar agudo (não é 
contra-indicado) 
Contra-Indicações- sistêmicos 
 Gravidas no primeiro (formação) ou 
terceiro trimestre (indução do parto 
normal) - relativo 
 Doenças metabólicas descompensadas 
 Doenças cardiovascular descompensadas 
 Distúrbios renais avançados 
 Coagulopatias severas 
 Medicamentos (anticoagulante, 
corticordes, imunossupressores, 
bisfosfonatos) – relativo 
-Bisfosfonato, ver o tipo, via oral 
considerar a pausa em três meses, em 
casos de uso intravenosos e cirurgias não 
eletivas, explicar os riscos de 
osteonecrose e tentar ser minimamente 
invasivo. 
Para o planejamento cirúrgico e o grau de 
dificuldade da exodontia devemos avaliar 
fatores clínicos e imaginológico: 
Avaliação clínica do dente a ser extraído: 
1. Acesso ao dente 
 Amplitude de abertura de boca 
(trismo, DTM, fibrose muscular) 
 Localização e posição do dente 
(dentes apinhados) 
2. Mobilidade do dente 
 Maior; cuidado com manejo de 
tecidos moles (DP, inflamação) 
 Menor; hipercementose, anquilose 
3. Condições da corora 
 Cáries extensas 
 Grandes destruições 
 Dentes com tratamento 
endodôntico 
 Fraturas dentárias 
 Grande acúmulo de cálculo – RAR 
antes da extração (adaptação do 
fórceps e contaminação do 
alvéolo) 
 Dentes adjacentes 
 Presença de processos patológicos 
associados 
 
Aspectos imaginológicos que devem ser 
avaliados 
Exames: 
 Radiografia periapical 
 Radiografia panorâmica 
 Tomografia computadorizada 
Observar: 
 Configuração das raízes 
-Avaliar número das raízes, 
tamanho, presença de reabsorção 
 Relação com estruturas nobres 
 Condição do osso circundante 
(mais denso ou menos, dentes 
decíduos muito próximos as raízes 
permanentes) 
 Anquilose 
1. Relação com estruturas vitais 
 Canal mandibular 
 Forame mentoniano 
 Seio maxilar 
 Fossa nasal 
2. Configuração das raízes 
 Avaliar número de raízes 
 Curvatura e grau de convergência 
radicular 
 Forma da raiz 
 Tamanho 
 Reabsorção radicular 
3. Condições do osso adjacente (presença de 
lesão) 
 Buscar condições patológicas 
apicais 
 Densidade óssea: 
 Mais radiolúcido - menos denso, - fácil 
extração 
 Mais radiopaco - densidade 
aumentada (evidência de osteíte 
condensante ou outro processo 
semelhante de esclerose) - difícil 
extração 
4. Condição de implantação o dente 
 Dente decíduo, relação de suas 
raízes com dente permanente 
subjacente 
5. Condição da coroa 
 Restaurações, cárie, fraturas 
Classificação das técnicas cirúrgicas: 
 Técnica fechada (via alveolar): quando 
não precisa modificar o alvéolo em que o 
dente está 
Exodontia simples: praticada preservando a 
estrutura do osso alveolar, manobra pela qual 
o dente é extraído no sentido do seu eixo de 
implantação. 
*a odontossecção pode estar em ambas as 
técnicas, pois é um movimento a mais* 
 Com seccionamento dental 
 Sem seccionamento dental 
 
 Técnica aberta (via não alveolar): quando 
modifica o alvéolo que o dente está. 
Exodontias complexas, ou Técnica a retalho: 
necessidade de uma força excessiva para 
remover um dente. Quando uma quantidade 
substância da coroa está perdida ou coberta por 
tecido ou quando o acesso a raiz do dente é 
difícil. 
 Por alveolectomia parcial (somente até 
terço médio da raiz) 
 Por alveolectomia total 
*Com ou sem seccionamento dental 
-Quando você faz a luxação do dente, está 
rompendo o ligamento, quando o dente que será 
extraído tem por exemplo uma hipercementose 
que dificulta sua extração, é necessário uma 
remoção por técnica aberta, sendo necessário um 
desgaste por toda a vestibular, para remover o 
dente, optando por um retalho monoangular ou 
se necessário biangular. 
-Sempre que precisar de uma alveolectomia, 
optar por desgaste vestibular, pois o palato 
possui vasos muito calibrosos) 
-Quando o desgaste não está apenas no osso 
alveolar, é chamado de ostectomia, como no osso 
basal de mandíbula. 
-Em dentes retidos ele é removido com 
odontosecção. 
-Fragmentos radiculares podem ser mantidos em 
casos que se encontre muito próximo ao canal 
mandibular, ou seja, quando o risco em busca-lo 
for muito maior do que remove-lo 
-A alveolectomia deve sempre ser feita para 
encontrar a coroa. 
-A curetagem não é fita em todas as extrações, 
somente em lesões, pois ele pode atrasar o 
processo cicatricial. 
 
Ostectomia x Osteotomia: 
 Ostectomia: retirada 
 Osteotomia: corte, incisão 
-Toda alveolectomia é uma ostectomia, mas nem 
toda ostectomia é uma alveolectomia. 
EXODONTIA VIA ALVEOLAR – SEM 
SECCIONAMENTO DENTÁRIO: 
Indicações: 
 Dentes com coroatotal ou parcialmente 
íntegra 
 Raízes com ponto de aplicação p/ fórceps ou 
extratores 
 Dentes uni ou multirradiculares c/ raízes não 
dilaceradas ou divergentes 
Via fórceps, extratores, ou associação: 
 
 
Sindesmotomia: romper a sindesmose (união do 
dente com osso alveolar), com sindesmotomos. 
Associação (extratores + fórceps) 5 etapas: 
1. Etapa 1: Sindesmotomia (diérese) 
Liberação dos tecidos moles aderidos ao dente ao 
nível do colo dentário (Vestibular e 
Lingual/Palatino) 
Lâmina de bisturi e elevador de periósteo - 
sindesmótomo (Molt n°9) 
Objetivos: 
 Certeza de uma anestesia profunda 
 Permite posicionamento mais apical 
dos extratores e fórceps 
Papila gengival adjacente ao dente 
 
2. Etapa 2: Luxação do dente com extrator 
dentário 
3. Etapa 3: Adaptação do fórceps ao dente 
4. Etapa 4: Luxação do dente com o fórceps 
5. Etapa 5: Remoção do dente do alveólo 
Cuidados com álvéolo + síntese (suturas) 
Cuidados pós-operatório com alvéolo dentário: 
Inspeção do alvéolo: 
 Verificar RESTOS RADICULARES 
 Verificar DETRITOS visíveis (cálculo 
dental,amálgama, fragmentos de dente) 
 Remover o SEPTO INTER-RADICULAR em caso 
de fratura 
 Remoção de ESPÍCULAS ÓSSEAS (Lima óssea 
ou alveolótomo) 
 Realizar IRRIGAÇÃO com soro 
fisiológico(esquirolas ósseas) 
 CURETAR- apenas se ouver lesão 
periapical ou dentritos 
 Examinaro ÁPICE RADICULAR 
 Remanescentes do ligamento 
periodontal e as paredes ósseas 
sangrantes favorecem uma 
cicatrização mais rápida 
 Curetagem vigorosa (dano adicional e 
atraso na cicatrização 
 Realizar MANOBRA DE CHOMPRET 
 Compressão bidigital vestíbulo 
lingual ou palatina visando a 
aproximação das paredes alveolares 
 Contra-indicação; planejamento de 
implantes 
 
 Realizar MANOBRA DE VALSALVA 
 Tampar o nariz e pedir ao paciente 
forçar a saída de ar pelas narinas 
(suavemente) – Se sair bolhas de ar 
pelo alvéolo – CBS 
 Indicação: Quando houver SUSPEITA 
de Comunicação buco-sinusal (CBS) 
 Remoção de TECIDO DE GRANULAÇÃO 
EMEXCESSO (DP) Instrumentos: Cureta, 
tesoura de tecido ou pinça hemostática 
 Controle inicial dahemorragia (hemostasia) – 
gaze 
 Sutura 
Papel da mão oposta: 
 Afastar tecidos moles: bochecho, lábios e 
língua 
 Apoio e estabilização da mandíbula na 
extração de dentes inferiores 
 Proteção (fórceps, extratores) 
 Percepção sensorial (tátil): expansão do 
processo alveolar 
Papel do assistente: 
 Auxiliar o cirurgião afastando tecidos moles 
 Aspirar sangue, saliva e solução para irrigação 
 Colabora com a visualização e acesso à área 
cirúrgica 
 Auxiliar na proteção dos dentes do arco 
oposto 
 Apoio da mandíbula durante a aplicação de 
forças de extração 
 Apoio psicológico e emocional para o paciente 
EXODONTIA VIA ALVEOLAR – COM 
SECCIONAMENTO DENTÁRIO: 
SECCIONAMENTO DENTÁRIO: 
Podem ser realizados um ou mais 
seccionamentos na coroa e/ou raiz, 
geralmente em seu longo eixo separando suas 
raízes no intuito de transformar um dente 
multirradicular em unirradicular. 
Indicações: 
 Dentes multirradiculares com coroa 
totalmente destruída ou restaurações/ 
próteses extensas 
 Dentes multirradiculares com raízes 
divergentes, convergentes, 
dilaceradas, ou curvas 
 Dentes multirradiculares com raízes finas 
e septo interradicular volumoso; 
 Dentes decíduos com o germe do 
permanente alojado entre suas raízes 
 Dentes multirradiculares com 
proximidade com o seio maxilar 
 Dentes mal posicionados na arcada 
(remover excesso de contato com dentes 
vizinhos) 
 Dentes retidos 
 Dentes com anquiloses 
Vantagens: 
 Diminuir a resistência óssea na exodontia 
 Reduzir a quantidade de tecido ósseo 
alveolar eliminado (ostectomias) em 
exodontias complexas 
 Diminui riscos de fraturas radiculares, das 
tábuas ósseas e de lesão de dentes vizinhos 
 Diminuir o tempo operatório 
 Cirurgia torna-se menos traumática (evita 
força excessiva) 
Pode ou não estar assoaciada a ostectomia 
Como fazer? 
 Alta rotação com brocas trônco-
cônicas 702 e 703 haste longa 
 Molares inferiores – secção 
vestíbulo lingual 
 
-não ir até o final do dente, para não correr o 
risco de fraturar a outra tábua óssea e correr 
risco de lesionar áreas nobres 
 Molares superior- secção em T ou 
em Y 
 
Vai cair na prova o passo a passo da extração. 
A alveolectomia ou ostectomia ainda está na 
parte do acesso ao dente, e após isso que é feito 
a odontossecção; 
 
VIA ALVEOLAR – VIA NÃO ALVEOLAR: 
Dentes que não puderam ser extraídos por via 
alveolar: 
Opção 1: 
Recolocar o fórceps com visão direta (após confecção 
de retalho) 
 
Opção2: 
Ponta ativa do fórceps sobre a cortical vestibular 
incluindo a raiz do dente (pequena quantidade de 
osso é removida) 
 
Opção 3: 
Utilizar extrator apical (movimento de cunha) com 
visão direta 
 
Opção 4: 
Ostectomia na cortical vestibular ou alveolectomia 
parcial Por fim, última opção Alveolectomia total 
 
PRINICÍPIOS DE EXODONTIAS COMPLEXAS: 
Quando ocorre uma FRATURA RADICULAR ou NÃO é 
possível realizar a exodontia por VIA ALVEOLAR temos 
de lançar mão de técnicas auxiliares (NÃO 
ALVEOLARES) 
 Jovens – osso menos denso, mais 
elástico; expansão facilitada 
 Idoso- osso mais denso, menos 
elástico; expansão dificultada, 
facilitando uma fratura radicular e 
óssea 
 Apertamento e bruxismo: osso mais 
denso, menos elástico, forte inserção 
do ligamento periodontal, expansão 
dificultada 
 Raízes com dilaceração (associado a 
hipercementose) 
 Raízes próximas ao seio 
 Raizes amplamente divergentes 
 Coroas destruídas, restaurações 
extensas ou prótese fixa 
VIA NÃO ALVEOLAR – ALVEOLECTOMIA 
PARCIAL: 
O dente é extraído após a REMOÇÃO PARCIAL da 
tábua óssea vestibular 
Indicações clínicas: 
 Dentes com coroas protéticas, 
 Dentes unirradiculares sem apoio; 
 Resistência da coroa diminuída(lesões 
cariosas) 
 Raízes residuais 
 Dentes retidos 
Indicações radiográficas: 
 Dentes com hipercementose no terço médio 
da raíz que impeça exodontia simples 
VIA NÃO ALVEOLAR – ALVEOLECTOMIA TOTAL: 
Indicações clínicas: 
 Anquilose alvéolo-dental. (Anteriores 
recomenda-se desgaste interno da raiz) 
Indicações radiográficas: 
 Dilacerações apicais (unirradiculares), 
 Hipercementose (terço radicular apical), 
 Anquilose alvéolo-dental 
 
Princípios do uso de fórceps e extratores: 
 Extratores (alavancas) – Luxação do dente 
(proporcionar movimentação dentro do osso 
alveolar) 
 Fórceps – Luxação através da expansão óssea 
e ruptura do ligamento periodontal (a 
expansão da tábua óssea favorece a 
mobilidade) 
Movimentos: 
 
Extratores: eixo e roda podem estar juntos. 
Princípios mecânicos envolvidos na extração 
dentária – EXTRATORES: 
ALAVANCA: 
Mecanismo para transmitir uma força modesta para 
um pequeno movimento contra grande resistência: 
 
 Resistência: dente 
 Fulcro: osso 
 Instrumental: de cabo grosso, com aste 
longa e ponta ativa 
Vantagens mecânicas de um longo braço de ação e 
um curto braço de resistência. 
-Se a aste for curta, será necessário grande força. 
A força aplicada precisa ser modesta. 
 
É necessário cuidado com a tábua óssea 
vestibular para que ela não seja fraturada. 
O dente vizinho não pode ser usado como apoio, 
apenas em casos onde ele também será extraído. 
-Será usada principalmente a crista alveolar, as 
tábuas ósseas mesial e distal, entre osso e dente, 
no LP, entrando com a ponta ativa não 
completamente. 
-É preciso encontrar um ponto de apoio 
específico, onde haja resistência e que o dente 
comece a se mover. 
Esse movimento é realizado com o extrator 
penetrando em noventa graus ao longo eixo do 
dente. 
CUNHA: 
Princípio da impenetrabilidade: Dois corpos não 
podem ocupar o mesmo espaço ao mesmo tempo 
 
-Instrumental entra paralelo ao longo eixo do 
dente. único movimento que entra ao longo eixo 
do dente. 
Objetivos: Expandir, dividir e deslocar partes. 
Expandir o osso e forçar o dente para fora do alvéolo. 
ex: secção deixando 1mm do dente para proteger 
estruturas nobres, 1MI será introduzido a broca de 
vestibular para lingual deixando 1mm de estrutura 
dentária com profundidade até a furca. Após isso será 
necessário romper o dente, com o extrator em 
movimento de cunha; introduzindo ele e rodar em ¼ 
de volta e observar que aqueles fragmentos se 
movimentam independente. 
Exemplos: 
 Extrator apical; luxar um dente em seu 
alvéolo 
 Pontas ativas do fórceps (fina na extremidade 
e alargam-se em direção ao cabo) 
Quando será adaptado o fórceps, sua ponta ativa 
entra no LP, fazendo movimento de cunha, onde 
a extremidade fina entra nesse espaço causando 
expansão da tábua óssea 
Por isso o movimento de cunha pode ser aplicado 
tanto em extratores quanto em fórceps. 
 
EIXO E RODA – OU SARILHO: 
-Cabo funciona como eixo e a ponta atua como uma 
roda 
-Eleva a raiz para fora do alvéolo 
 
-Introduzidos em noventa graus 
-Extratores direito e esquerdo, bandeirinhas. Ou 
até mesmo os apicais 
-Apoiar sobre osso 
 Ponta ativa perpendicular ao longo eixo do 
dente 
 Movimento de torção no cabo do extrator 
 Ponta ativa gira em torno de seu próprio eixo 
 Extrator deve ser perpendicular ao dente no 
espaço interdental 
 Inserido no ligamento periodontal (mésio ou 
disto-vestibular) e forçado apicalmente 
(associando principio de cunha 
Apoio: 
 Entre alvéolo e dente 
 Entre duas raízes 
 Entre septo interradicular e raiz 
Extrator gira em torno do seu próprio eixo parte 
inferior da lâmina se apoie no osso alveolar e a parte 
superior girada ao encontro do dente que está sendo 
extraído. 
 
Extrator apical -> extrator reto mais grosso para obter 
progressão apical 
A lâmina inferior sempre fica no LP. A lâmina 
superior precisa sempre ir em direção ao dente 
que será extraído. 
-Quando aparenta estar empurrando o dente 
para baixo, estará criando uma luxação, 
rompendo o LP, ganhando pequeno movimento. 
-A lâminainferior que está no LP, quando o 
movimento é realizado a tábua óssea está sendo 
expandida 
Epunhadura: Dígito- palmar (dedo indicador 
sobre aste) 
 
Luxação do dente com extrator dentário: 
 Empunhadura digito-palmar 
 Apoio 
 Não utilizar o dente vizinho como fulcro da 
alavanca (exceto, quando este também for 
extraído) 
 Aplicar força (progressiva e controlada) na 
região mesial ou distal da raíz 
 Não utilizar corticais palatinas ou linguais 
como apoio 
Apoio: 
 Entre alvéolo e dente 
 Entre duas raízes 
 Entre septo interradicular e raiz 
Princípio do uso de FORCEPS: 
1. Expansão do alvéolo com uso de pontas ativas 
em forma de cunha e dos movimentos do 
próprio dente com o fórceps 
2. Remoção do dente do alvéolo 
Apical/ intrusão: 
1. Expansão óssea(princípio de cunha) 
2. Centro de rotação do dente deslocado 
apicalmente (gangorra) 
3. Esmagamento de fibras apicais 
 
-Devido a resistência do osso alveolar sobre a 
raiz, pode gerar uma fratura, por isso o centro de 
rotação do movimento de gangorra precisa ser 
mais para apical, sendo necessária a intrusão do 
instrumental 
 
Adaptação do fórceps ao dente: 
 Escolha do fórceps adequado 
 Ponta ativa LINGUAL, geralmente, é 
posicionada primeiro e depois, a ponta ativa 
vestibular (mais apical) 
 Pontas ativas devem estar paralelas ao longo 
eixo do dente ->evitar fraturas 
Cuidado: 
 Pontas ativas abaixo do tecido mole 
 Sem apreensão de dentes adjacentes 
 Lábio do paciente 
Movimento de luxação – vestibular , lingual ou 
palatina: 
Pressão vestibular: 
 expansão cortical crista vestibular 
 pressão lingual do ápice radicular 
Pressão lingual ou palatina: 
 expansão cortical crista lingual 
 pressão vestibular do ápice radicular 
 
-Mão oposta segurando, digito-palmar para notar 
a expansão do osso alveolar, quando 
movimentar, segurar 20s e depois para outro 
lado, com movimento lento, sentindo o 
movimento e aguardando entre eles. 
Movimento de luxação: 
 Sempre no sentido vestíbulo-lingual (nunca 
mésio-distal) 
 Função: expandiras paredes vestibular e 
lingual do alvéolo 
 Maior amplitude para tábua óssea de menor 
resistência: - vestibular, exceto: molares 
inferiores (lingual) 
-Se tiver tábua óssea espessa (palatina maxila, 
mandíbula; vestibular posterior – linha oblícua- e 
lingual anterior) realizar movimento curto, e 
movimento longo em tábua óssea fina. 
-Movimento longo parte fina, movimento curto 
para parte grossa. 
 
 
Resumindo: 
 
 
Rotacional: 
Girar o dente em seu próprio eixo, finalizando a 
ruptura do LP 
Causa certa expansão interna do alvéolo dentário. 
Indicado para dentes com: 
 raízes únicas, 
 raízes cônicas (incisivos maxilares e pré-
molares mandibulares) 
 raízes que não apresentam dilacerações 
Contra- indicado para dentes com: 
 múltiplas raízes (molares, 1º PM sup), 
 raízes não cônicas 
 raízes curvas (com dilacerações) 
Tração: 
Remover o dente do alvéolo quando já houve devida 
expansão óssea 
Parte final do processo de extração. 
tração leve, geralmente direcionada para vestibular 
 papel da mão oposta – proteger dentes da 
arcada oposta 
 Se for necessária força excessiva, outras 
manobras devem ser refeitas para melhor a 
luxação. 
 
 
ACIDENTES E COMPLICAÇÕES EM CIRURGIA: 
Acidente: É a quebra do planejamento cirúrgico que 
venha a ocorrer no TRANS-OPERATÓRIO 
Complicação: É a quebra do planejamento cirúrgico 
que venha a ocorrer no PÓS-OPERATÓRIO 
Prevenção: 
A melhor maneira de controlar uma complicação é 
prevenir que ela ocorra. 
 Avaliação minuciosa 
 Detalhado plano de tratamento 
 Execução cuidadosa do procedimento 
proposto 
Complicações são previsíveis e podem ser controladas 
Realizar procedimentos que estejam dentro das 
habilidades do CD. 
PLANEJAMNETO DO PROCEDIMENTO CIRÚRGICO: 
1. 1º PASSO - História Médica 
2. 2º PASSO - Exames Complementares 
Adequados 
3. 3º PASSO - Planejamento Pré-Operatório 
4. 4º PASSO – Princípios Cirúrgicos Básicos 
 Técnica asséptica 
 Incisões 
 Planejamento do retalho 
 Manipulação do tecido 
 Hemostasia 
 Controle do edema 
Causas comuns de acidentes: 
 Exames complementares inadequados 
 Radiografias de má qualidade ou 
desatualizadas 
 Falta de exames laboratoriais 
 Planejamento cirúrgico incorreto 
 Osteotomias, odontossecções, falta 
de instrumental, auxiliar 
despreparado 
 uso inadequado do instrumental 
cirúrgico, 
 uso do instrumental cirúrgico 
inadequado 
 Falta de conhecimento anatômico (variações 
anatômicas) 
Complicações durante a exodontia (acidentes) 
1. Exodontia do dente errado 
2. Danos aos dentes ou estruturas adjacentes 
2.1 Fratura ou deslocamento de restauração de 
dentes adjacentes 
 Orientar o paciente previamente 
 Usar extratores com critério 
 Pedir ajuda para o auxiliar na 
visualização direta 
 Lesão mais comum 
2.2 Luxação de dentes adjacentes 
 Geralmente por uso inadvertido dos 
instrumentais 
 Caso ocorra a luxação ou quase 
avulsão do dente adjacente devemos 
reposicioná-lo e estabilizá-lo, com 
contenção semi-higida, para que ele 
fique maleável, para não promover 
anquilose. 
2.3 Lesão por instrumento rotatório 
2.4 Fratura de processo alveolar e tuberosidade 
maxilar 
 Em geral é necessário a expansão do 
osso alveolar para uma extração, 
Contudo o osso pode fraturar e vir 
aderido ao dente 
 CAUSA MAIS COMUM é a FORÇA 
EXCESSIVA com o fórceps ou 
extratores 
 Idade, hipercementose, apertamento 
e bruxismos, exostoses ósseas 
Prevenção: 
 Exames de imagem e planejamento cirúrgico 
adequados 
 TÉCNICA CIRÚRGICA ABERTA – ostectomia 
 SECCIONAMENTO DENTÁRIO – odontosecção 
Como proceder: 
 Osso do alvéolo totalmente removido com o 
dente (não tem o que fazer) 
 Osso do alvéolo parcialmente removido com o 
dente (unido ao periósteo)- pode mantê-lo 
aderido a tecidos moles 
 O cirurgião que apoia o osso alveolar com os 
dedos durante a extração normalmente sente 
quando ocorre a fratura da lâmina cortical 
vestibular. 
lâminas mais comum de fraturar: 
 lâmina cortical vestibular sobre o canino 
superior 
 lâmina cortical vestibular sobre os 
molares superiores 
 assoalho do seio maxilar associada aos 
molares superiores 
 tuberosidade maxilar 
 osso vestibular dos incisivos inferiores 
3. Danos aos tecidos moles 
 Ocorre na maioria das vezes por falta 
de atenção 
 Natureza delicada da mucosa 
 Acesso limitado e inadequado 
 Uso excessivo e incontrolado da força 
 Laceração do retalho mucoso 
 Perfuração de tecidos moles (com 
extrator reto ou deslocador de 
periósteo)- associada a fratura de 
tábua óssea 
 Feridas causadas por abrasão ou 
queimadura (aste da broca, afastador 
de metal usado de forma incorreta) 
 Pomadas antissépticas 
(sulfadiazina de prata) 
 Pomada de corticoide 
(triancinolona) 
4. Fraturas radiculares 
 Raízes longas, curvas e divergentes 
 Osso denso 
 SEMPRE se planejar para uma possível 
fratura radicular. Em caso de alta 
probabilidade de fratura realizar 
CIRURGIA ABERTA 
 Dente multirradiculares não podem 
ser realizada rotação com fórceps 
 Incisivos laterais superiores é uma 
excessão onde não é feita rotação. 
Em casos de fratura: 
 extratores apicais (movimentos de cunha) 
 Extratores apicais + remoção do septo 
interradicular (movimento de cunha) 
 Lima endodôntica 
 Ostectomia – Alveolectomia parcia 
Quando um ÁPICE RADICULAR FRATURAR, os métodos 
fechados de remoção não tiverem êxito e um método 
aberto puder ser muito traumático, o cirurgião deve 
pensar em DEIXAR A RAIZ NO LUGAR. 
3 condições: 
 O fragmento não deve ter maisque4a5mmde 
comprimento 
 A raíz deve estar profundamente inserida no 
osso, e não superficial 
 O dente envolvido deve estar livre de infecção 
e não deve apresentar áreas radiolúcidas ao 
redor do ápiceradicular 
Avaliar risco benefício: 
 Se a remoção da raiz for causar destruição 
excessiva do tecido circunvizinho; 
 Se a remoção da raiz põe em risco 
estruturas importantes, geralmente o 
nervo alveolar inferior (forame 
mentoniano e canal mandibular) 
 Se as tentativas de remoção da raiz 
residual puderem deslocá-la para dentro 
dos espaços teciduais ou para dentro do 
seio maxilar 
Rigoroso protocolo: 
 Paciente deve ser informado do fato e 
o porque da decisão 
 Manter documentação radiográfica 
do fragmento 
 Registrar em prontuário e solicitar 
consentimento do paciente 
 Acompanhamento anual 
 Instruir o paciente a entrar em 
contato com o cirurgião 
imediatamente caso ocorra qualquer 
problema na área da raiz residual 
 
5. Deslocamento de dentes ou raízes 
Causas: 
 Inexperiência do cirurgião 
 Força descontrolada 
 Uso inapropriado dos instrumentais 
 Exposição inadequada e falta de visibilidade 
Locais: 
 Seio Maxilar 
 Espaço sublingual ou submandibular 
 Fossa infra-temporal 
Principal - raiz fraturada do primeiro molar superior 
Tratamento é sua remoção 
 Tentativa de remoção pelo próprio orifício de 
entrada com irrigação abundante e aspiração 
 Se não obter êxito, a técnica de Caldwell-Luc 
para acesso ao seio maxilar que deve ser 
utilizada por alguém habilitado 
Sequelas: 
 Sinusite, interrompendo o transporte 
mucociliar, ocasionando uma reação tecidual. 
 Fístula buco-sinusal 
 
6. Comunicações buco-sinusais ou buco-nasais 
Na maioria dos casos a remoção dos molares 
superiores podem resultar em comunicação com o 
seio maxilar 
Prevenção: 
 Exames de imagem, 
 Odontosecção 
 Evitar pressão apical excessiva 
Diagnóstico: 
 inspeção trans-operatória 
 manobra de Valsalva (sopro potente pode 
criar comunicação) 
 NÃO É RECOMENDADO SONDAGEM 
Tratamento didático: 
 Menor ou igual a 2 mm não necessita de 
tratamento 
 2 a 6 mm podemos realizar cuidados 
adicionais -Aumentar a quantidade de sutura 
Alguns recomendam uso de esponja 
gelatinosa 
 Maior que 7 mm dever ser fechadas com 
retalhos 
3mm ou maior – Avaliar presença de infecção e 
programar fechamento cirúrgico 
-Retalho vestibular: 
 Vantagens: Fácil realização 
 Desvantagens: Diminui profundidade do 
sulco vestibular; Dor e edema 
 
-Retalho palatino: 
 Vantagens; grande quantidade de 
tecido, bom suporte sanguíneo dos 
vasos palatinos, espessura e a 
natureza ceratinizada dos tecidos 
palatinos lembram mais o tecido da 
crista alveolar 
 Desvantagens; área ampla de osso 
exposto, granulação e epitelização 
segunda intenção 
 
Cuidados pós-operatório adicionais: 
 Evitar pressão negativa 
 Evitar utilizar sucção em canudos 
(chimarrão e tereré) 
 Evitar uso de cigarro ou charuto 
 Evitar pressão positiva 
 Evitar assoar o nariz 
 Evitar espirrar (SE NECESSÁRIO 
boca e narinas abertas) 
 Uso de descongestionante nasal 
(S/N) 
7. Deglutição ou aspiração de dentes, 
fragmentos dentários, restaurações ou 
coroas 
 Caso aspire o dente o paciente terá 
uma crise de TOSSE 
 SE mesmo assim o DENTE 
PERMANECER nas vias aéreas 
devemos encaminhar para uma 
AVALIAÇÃO MÉDICA 
 Em geral é realizado uma radiografia 
de tórax 
 Pode ser removido com auxílio de um 
broncoscópio 
 Se o paciente deglutir o dente não 
terá nenhuma crise de tosse 
 Excreção de 2 a 4 dias 
8. Enfisema tecidual 
 Raro 
 Pode persistir por até 2 meses 
 Normalmente, 2ª a 3ª semana 
Causas: 
 Ar sobre pressão (alta rotação) 
 Trauma cirúrgico 
 Conduta: 
 Aguardar 
 Antibioticoterapia 
9. Danos aos nervos sensoriais 
Lesões a estruturas nervosas regionais: 
Injúrias nervo sensitivo – Parestesia: Anestesia 
permanente ou sensação alterada (hiperestesia ou 
disestesia) ( com duração maior que a esperada) 
-Tratamento padrão: laserterapia. 
Complicações após exodontia (complicações) 
1. Infecção e atraso da cicatrização 
Causa mais comum no retardo da cicatrização. 
 Geralmente ocorrem quando houver retalhos 
e ostectomia 
 Prevenir a infecção com uma cirurgia o menos 
contaminada possível 
 Após diagnosticada deve ser tratada de 
acordo com sua gravidade 
Deiscência da ferida: 
Em geral ocorre em retalhos que são reposicionados 
sem um adequado osso de sustentação. 
Prevenção: 
 Técnica asséptica 
 Cirurgia Atraumática 
 Fechar a incisão sobre osso intacto 
 Sutura sem tensão 
 
2. Alveolite (alvéolo seco) 
 Dor pós-operatória moderada a intensa, 
latejante, que pode irradiar para regiões 
contíguas (orelha), com ou sem halitose. 
 Aumenta entre o 1º e 4º dia após a extração. 
 Há desintegração do coágulo sanguíneo do 
alvéolo dentário. 
 Alvéolo fica vazio, recoberto por camada 
amarelo-acinzentada (detritos e tecido 
necrótico 
No geral, não há um tratamento que melhore 
o quadro imediato 
Protocolo de tratamento de alveolite: 
I. Anestesia por bloqueio regional; 
II. Irrigação do alvéolo com solução 
fisiológica estéril; 
III. Com cureta de Lucas, INSPECIONAR 
CUIDADOSAMENTE O ALVÉOLO, 
removendo corpos estranhos que 
porventura não extravasaram após a 
irrigação; 
IV. Fazer NOVA IRRIGAÇÃO com solução 
fisiológica e, em seguida, com uma 
solução de digluconato de clorexidina 
0,12%; 
V. Não usar sutura de qualquer tipo; 
VI. Orientar paciente quanto aos cuidados 
pós-operatórios (dieta, evitar bochechos 
nas primeiras 24h, lavar boca com 
clorexidina 0,12% a cada 12horas, sem 
bochechar; evitar esforços físicos, 
exposição ao sol, pelo menos 3 dias) 
VII. Prescrever dipirona (500mg a 1g) a cada 
4h, pelo período de 24horas; 
VIII. Agendar consulta de reavaliação, após 
48horas, ou antes, caso a dor não tenha 
sido aliviada. 
Alveolite com secreção purulenta: 
ANTIBIOTICOTERAPIA está indicada para casos 
em que haja sinais de disseminação local ou 
manifestações sistêmicas do processo, 
linfadenite, febre, dificuldade de deglutição. 
Amoxicilina 500mg + Metronidazol – 3 a 5 dias 
Prevenção: Bochecho P.O. com clorexidina 0,12% 
15ml – 1min 12/12hrs 5-7 dias 
-Antibioticoprofilaxia 
3. Problemas na ATM 
 Principalmente na extração de molares 
inferiores 
 Aplicação de força desproporcional 
 Sempre apoiar a mandíbula no momento de 
aplicar força 
 Uso de blocos de mordida também auxiliam 
no controle da força 
-Em casos de luxação da ATM realizar a 
Manobra de Nealaton; apoiar os polegares na 
linha oblícua do paciente e com o peso do 
corpo, sem força excessiva empurrar a 
mandíbula para baixo e para trás, para 
reposicionamento do disco articular. 
4. Trismo, edema e dor 
Espasmo tetânico prolongado dos músculos da 
mandíbula, com restrição da abertura normal da boca. 
Tratamento: 
 Esclarecimento 
 Fisioterapia calor úmido (20min – 1h/1h) 
 Análgésicos (S/N) 
 Relaxantes musculares 
 Fisioterapia com espátulas (5´ - 4h/4h) 
EDEMA: é um acúmulo de fluido no espaço intersticial 
causado pela transudação a partir de vasos 
danificados e obstrução linfática por fibrina. 
Controle do edema: 
 Compressas com gelo 
 Posicionamento da cabeça (30° a 45°) 
 Corticosteróides sistêmicos (altas doses, curta 
duração) 
Durante ou após: 
1. Hemorragia 
Grande vascularização: Após exodontia temos uma 
ferida aberta com tecido mole e osso expostos 
Geralmente o paciente exploram a região com a 
língua, deslocando os materiais ou o coágulo 
Prevenção: 
 Obter histórico detalhado do paciente (boa 
anamnese) 
 Técnica cirúrgica mais atraumática possível 
 Boa hemostasia no procedimento cirúrgico 
 Instruir cuidadosamente o paciente no PO 
 
2. Danos às estruturas ósseas 
Fratura de mandíbula: 
 Muito rara (Associada quase que 
exclusivamente a extração de terceiros 
molares inferiores impactados) 
 Em geral ocorre por utilização de força 
inapropriada 
 Pode aumentar o risco em mandíbulas 
atróficas ou dentes associadosa lesões 
 De modo geral, o tratamento é a redução e 
fixação da fratura com placas e parafusos em 
CC sob anestesia geral 
ORIENTAÇÕES PÓS-OPERATÓRIAS: 
Controle de hemorragia: 
 Morder firmemente a gaze por, no mínimo, 
30 minutos e não mastigar sobre ela 
 Evitar conversar por no mínimo 2 ou 3 horas 
 É normal que haja um ligeiro sangramento por 
mais de 24 horas após o procedimento da 
extração 
 Evitar fumar pelas primeiras 12 horas ou, mais 
comumente, caso precisem fumar, devem 
tragar de modo bem suave 
 Não beber por meio de canudos, devido 
pressão negativa 
 Não deve cuspir durante as primeiras 12 horas 
após a cirurgia 
 Nenhum exercício físico mais intenso deve ser 
realizado nas primeiras 12 a 24 horas após a 
extração 
 Sangramento prolongado, sangramento 
vermelho brilhante, ou grandes coágulos na 
boca do paciente são indicações para retornar 
ao consultório 
Controle da dor: 
 Todos os pacientes devem ser alertados sobre 
os analgésicos receitados antes de serem 
dispensados 
Há 3 características da dor pós-operatória: 
I. Dor quase nunca é intensa e pode ser 
controlada com analgésicos leves 
II. O pico de dor ocorre cerca de 12 horas 
após a extração e diminui rapidamente 
depois deste período 
III. A dor importante em virtude da extração 
raramente persiste mais que 2 dias após 
a cirurgia 
Dieta: 
 Ingerir líquidos de modo adequado (2L), 
durante as primeiras 24 horas 
 Nas primeiras 12 horas deve ser pastosa e fria 
Higiene: 
 No pós-operatório imediato, escovar 
suavemente os dentes que estão fora da área 
da cirurgia. Evitar escovar os dentes 
imediatamente adjacentes ao local da 
extração 
 2º dia pós-operatório – iniciar bochecho 
Edema: 
 Pico- 24 a 48 horas após o procedimento 
cirúrgico 
 Após 3º e4º dia- inchaço começa a 
diminuir 
 Aumento do inchaço após 3ºdia- maior 
risco de ser infecção 
 Bolsa degelo(intervalos de 20 minutos - 
12a24 horas) 
 A partir do 3º dia – a aplicação de calor 
pode ajudar a resolver problemas de 
inchaço com maior rapidez 
Infecção: 
 Incomuns, após extrações 
 Sinais: febre, aumento de edema após 3º dia, 
inflamação e secreção purulenta 
Equimose: 
 Sangue nos tecidos submucosos ou 
subcutâneos 
 Geralmente ocorre em pacientes idosos 
(diminuição do tônus tecidual e aumento da 
fragilidade capilar) 
 Aparece no2ºa4º dia de pós-operatório e 
desaparecem em 7-10 dias 
CIRURGIA PRÉ-PROTÉTICA: 
Cap.13 Hupp 
Quando um dente é extraído, deve ser pensado 
que um dia pode ir uma prótese lá. Exceto 
terceiros molares. E a extração pode influencia na 
prótese que virá. 
O leito receptor da prótese. 
Primeiro passo em qualquer procedimento 
odontológico: 
 Definir qual tipo de reabilitação oral a ser 
executado. 
 Quando pensar em prótese, deve-se 
pensar no que é mais próximo no que o 
paciente possuía antes, sendo o implante 
o mais próximo de um dente natural 
Quais tipos de prótese? 
 PT 
 PPR 
 Prótese fixa sobre dente 
 Prótese fixa sobre implante 
-Fixa sobre dente, e fixa sobre dente se 
diferenciam porque na fixa sobre dente existe 
uma raiz íntegra, e no implante é utilizado uma 
raiz artificial. 
Ou seja, um implante é um substituto da raiz. 
Conhecimento anatômicos da cavidade bucal: 
 Músculos relacionados 
 Bridas 
 Freios 
 Língua 
 Forames palatino e mentuais 
 Seio maxilar 
 Fossa nasal 
Princípios para avaliação: 
 Presença de lesões bucais (deve ser 
considerado uma doença que 
impossibilita a reabilitação, é preciso 
tratar a lesão) 
 Inserção de bridas e freios (próteses 
móveis) 
 Tecido conjuntivo sem suporte 
(hiperplasia tecidual, comunicação 
bucosinusal) 
 Profundidade de sulco necessária (PT, 
PPR)- retenção 
 Presenças de exostoses (tórus) 
 Quantidade de tecido ósseo suficiente 
-Implante: parafuso de titânio que se fixa 
no osso do rebordo funcionando como 
uma raiz. 
Princípios biológicos: 
A função do osso alveolar é manter os dentes, 
perdida essa função, sua tendência é reabsorver. 
-Quando você extrai um dente para fazer um 
implante, aquele dente vai ter uma corona um 
pouco maior que o dente do lado. Pois perde 
osso em altura e espessura. 
-A extração de um dente deve ser realizada 
prevendo-se naquele lugar a instalação de uma 
prótese 
A reabsorção óssea é crônica, progressiva e 
cumulativa. 
A perda óssea em maxila e mandíbula ocorrem 
de forma diferente: 
 O seio maxilar serva para aquecer e 
umedecer osso antes do pulmão além de 
deixar o osso mais leve. 
 O seio maxilar possui uma membrana de 
Schneider que trabalha quando a gente 
respira, com a perda do dente o seio sofre 
um avanço em regiões onde não tem mais 
dente, o que causa a pneumatização da 
maxila 
 A mandíbula tem perda óssea acentuada 
nas regiões posteriores 
Princípios biológicos: 
 Reabsorção mandibular e maxilar 
 Pneumatização maxilar 
 Região posterior mandibular 
TIPOS DE CIRURGIA PRÉ-PROTÉTICAS: 
 Alvéoloplastias 
 Tuberoplastias 
 Frenectomias 
 Remoção de tórus 
 Aprofundamento de sulco (sulcoplastia) 
 Remoção de hiperplasias 
 Reposicionamento do nervo mentual 
 Enxertos 
 Implantes dentários 
ALVEOLOPLASTIA: 
Osso alveolar faz parte do periodonto de suporte. 
Alveolectomia: excisão e remoção de uma parte 
do processo alveolar. 
Alveoloplastia: processo cirúrgico utilizado para 
preparar o processo alveolar para receber uma 
prótese. 
Indicações: 
 Todos os casos de extrações múltiplas 
(evita formação de 
espículas/irregularidades ósseas) 
-Na papila possui uma porção de osso, em 
caso de extração múltiplas de dentes, se 
esse osso não é removido fica uma 
espicula óssea que vá dificultar a prótese. 
 Correções de rebordo ósseo residual/ 
proeminência óssea exagerada. 
 Em casos de rebordos excessivamente 
grandes que impedem a montagem de 
dentes (falta de espaço protético) 
Classificação das alveoloplastias: 
1. Alveoloplastias conservadoras/ ou simples 
 Tem como finalidade manter osso 
 Técnica: 
 Pequena incisão linear 
(supracrestal – em cima do 
rebordo, com relaxante) 
 Com pinça goiva ou lima 
remover as espículas ósseas 
salientes 
 
2. Corretora/ radicais 
 Em extrações múltiplas ou áreas 
extensas 
 Utilizando a goiva/ broca/ cinzel 
para eliminar irregularidades e 
espículas ósseas proeminentes 
 
3. Intra-septais 
 Conhecida também por fratura de 
dean 
 Septo entre dentes= interdental 
 Septo entre raízes= interradicular 
 Técnica: 
 Remoção do septo interdental 
 Fratura da tabua óssea, através 
da pressão bidigital (manobra 
de chapre) 
 Depois o alvéolo é fechado 
 Essa técnica promove 
cicatrização por primeira 
intenção 
 
4. Alveoloplastias com prótese imediata 
 Instalar a prótese logo após a 
extração dos dentes 
I. Tirar todos dos registros 
II. Moldagem e confecção da PT 
provisória 
III. Remoção dos dentes 
IV. Após 3 meses troca da 
prótese provisória por 
definitiva 
Vantagens: 
 Menor sangramento pós-
operatório 
 Estética mais favorável 
TUBEROPLASTIAS: 
Consiste na correção cirúrgica do tuber maxilar, 
tanto em altura quando em largura. 
É uma região importante na estabilização de uma 
prótese. 
É uma regularização de rebordo da região do 
tuber em específico 
-Região posterior de maxila tem bastante 
pneumatização, importante saber se o túber é 
pneumatizado, caso seja, essa cirurgia está 
contra-indicada. 
 
Tipos de tuberoplastias: 
1. Tuberoplastia óssea oclusal 
2. Tuberoplastia óssea lateral 
3. Tuberoplastia fibromucosa oclusal 
4. Tuberoplastia fibromucosa lateral 
5. Tuberoplastia total (óssea e fibromucosa) 
Indicações: 
 Altura ou volume do túber prejudicar a 
montagem dos dentes 
 Falta de espaço protético 
FRENECTOMIA: 
O freio é uma região com muita fibra elástica que 
pode promover diastemas. 
Indicações: 
 Ortodônticas Protéticas 
 Fonéticas (anquiloglossia) 
 Indicada também em casos de recessões 
gengivais 
Terapêutica cirúrgica dos freios: 
 Consiste na remoção ou reposição dos 
freios 
 Frenectomia = remoção total 
 Frenotomia= reposição do freio de forma 
que não comprometa estética, fonética ou 
função) 
Frenectomias: 
1. Técnica do duplo pinçamento 
 É pinçada com duas pinças 
hemostáticas 
 Incisando por trás das pinças – diminui 
risco de necrose e não deixa resquícios 
de freio 
 Nunca suturar de forma imediata, 
sempre após divulsão, para não ter 
tensão 
 
2. Técnica do pinçamento único 
Frenotomias: 
1. Técnica da simples secção 
 Inicsão em forma de V 
 pega a ponta e reposiciona mais 
superior 
 
2. Técnica da secção em Z 
 Freio reposicionado 
 Incisão com duas relaxantes e 
rotaciona as pontas 
 
Frenotomias ou frenectomias linguais: 
 Indicações fonéticas 
 Cuidado com o ducto de bartome, 
sempre fazer acima dele. 
REMOÇÃO DE TÓRUS: 
Na maioria doa casos mandibular. Por vestibular 
exocitose, por palatina tórus 
 Osso com aspecto de normalidade, não é 
uma patologia 
 Crescimento lento, espontâneo, 
progressivo sem qualquer sinal de 
malignidade. 
 Etiologia; hereditariedade 
Indicações: 
 Interferência na adaptação de próteses 
 Quando gerar problemas de dicção 
 Para prevenir irritação da mucosa com 
possível degeneração para malignidade 
(trauma) 
Tórus palatino: 
 Pode ser removido com cinzel e brocas 
 Cuidado com comunicação buco 
sinusal 
Técnicas: 
 Duplo Y 
Incisão em cima do tórus + duas relaxantes para 
trás e duas para frentes 
 
 Semi-lunar 
Incisão contornando o tórus. 
 
 Y único 
Incisão em cima do tórus e relaxantes apenas de 
um lado. 
 
APROFUNDAMENTO DE SULCO: 
 Incisão do rebordo até fundo de 
sulco, incisando até o lábio e volta 
para rebordo 
 Descola tecido 
 Sutura mais para dentro 
 Deixa uma faixa de tecido cruento 
– tec. conj. exposto 
REMOÇÃO DE HIPERPLASIAS: 
 Aumento hiperplásico 
 Advindo de outra prótese 
 Remoção da prótese e/ou cirurgia 
 Cirurgia e epitelização secundária 
Pinça clinica é capaz de pinçar aquele tecido 
solto- confirma a presença de hiperplasia 
Não deve ser feito sutura de primeira intenção, 
pois perde profundidade de sulco, dificultando 
adaptação de uma nova prótese 
Pinça a hiperplasia e remove ela com incisão em 
elipse com o bisturi 
 
LATERALIZAÇÃO DE NAI: 
Casos onde a reabsorção óssea leva a exposição 
do NAI 
O paciente possui dentes anteriores e deseja 
fazer implante de posteriores. 
O nervo é posicionado anteriormente é feito os 
implantes e depois ele é reposicionado. 
ELEVAÇÃO DO SEIO MAXILAR: 
 Elevação do seio maxilar com enxerto 
ósseo abaixo da membrana do seio 
 É realizado acesso ao seio, deslocamento 
da membrana e preenchido com osso 
 A membrana é bem vascularizada e supre 
o enxerto 
 
 
 
 
 
INFECÇÕES ODONTOGÊNICAS- AVALIAÇÃO 
E TRATAMENTO: 
Temas abordados: etiologia, microbiologia, 
evolução, vias de disseminação, tratamento e 
prognóstico. 
ETIOLOGIA: 
A infecção odontogênica tem etiologia 
endodôntica e periodontal. 
Abcessos periodontais agudos, ou crônicos que 
reagudizou. (cascata de evolução da endodontia) 
Pacientes com doença periodontal pode evoluir 
para um abcesso. 
A pericoronarite é uma inflamação que quando 
não tratada pode evoluir iniciando a proliferação 
de bactérias evoluindo para uma infecção 
oodntogênica. A pericorornarite inicial não é 
tratada com antibiótico pois é uma inflamação. 
A etiologia também pode ser não odontogênica 
como sinusite, presença de sialólito. 
-Na sialolitíase a saliva acumulada no ducto pode 
gerar a formação do abcesso. 
E até mesmo fraturas mandibulares, expostas, 
quando o osso entra em contaminação com 
bactérias que não fazem parte da sua flora 
normal, em caso de demora para atendimento 
pode evoluir para um abcesso. 
MICROBIOLOGIA: 
A flora bucal é ampla, composta por várias 
bactérias, por isso a infecção odontogênica é 
prolimicrobiana. 
Por isso em média 5 espécies de bactérias estão 
envolvidas, sendo mistas, anaeróbias e aeróbias. 
- A bactéria causadora da doença periodontal AA, 
anaeróbia, pode ser destacada quando o abcesso 
tem origem periodontal 
Mais de 60% dos pacientes possuem infecções 
com bactérias mistas, por isso o antibiótico 
escolhido deve ser de amplo espectro, como 
amoxilina. 
-Cuidado da prescrição de penincilina, pois 
atingem muito bem as bactérias da flora bucal e 
usadas sem controle podem ter maus resultados. 
Infecções com microrganismos anaeróbios são de 
maior complexidade. 
 
Estágios e predominância dos microrganismos: 
 Celulite (estágio inicial) – predominam 
aeróbicos 
-Fase inicial, dolorosa de forma difusa 
 Abcesso (estágio tardio)- predominam 
anaeróbios 
-Começa a se aprofundar nos tecidos, 
diminuindo a vascularização, mantendo a 
cavidade sem oxigênio. 
-Dor mais localizada 
Nos dois estágios são mistos, porém há 
predomínio. 
O ANTIBIÓTICO NÃO É IMPRESCINDÍVEL NO 
TRATAMENTO DE UMA INFECÇÃO, pois existem 
infecções que podem ser tratadas sem 
antibiótico. 
A inoculação inicial dos tecidos tem bactérias 
aeróbicas, e com a diminuição dos potencial local 
de oxidação e redução as bactérias anaeróbicas 
vão prevalecer. Logo, se eu fornecer oxigênio 
para aquela cavidade, já é um tratamento para a 
infecção. 
EVOLUÇÃO DAS INFECÇÕES ODONTOGÊNICAS: 
 Osteíte periapical 
 Celulite ou fleimão 
 Abcesso 
Osteíte periapical: 
 Infecção confinada ao osso, não 
ultrapassa o periósteo e cortical óssea 
 Sensação de extrusão do dente 
 Dor durante a mastigação 
 Dor a percussão 
 Exame radiográfico: aumento do espaço 
pericementário 
Fase inicial, tratamento endodôntico é o 
tratamento. 
 
Celulite e Abcesso: 
Clinicamente não tem uma linha que diferencia as 
duas, elas podem estar acontecendo juntas. 
1. tabela do professor 
Características Celulite Abcesso 
Duração Aguda Crônica 
Dor Intensa e 
generalizada 
Localizada 
Volume Grande Pequeno 
Presença de 
pus 
Não Sim 
Palpação Endurecida Flutuante 
Potencial de 
gravidade 
Alto Baixo 
Bactérias Aeróbias Anaeróbias 
 
2. Tabela do livro 
 
Observações: 
 Nem toda infecção tem pus 
 O potêncial de gravidade da celulite é 
maior porque o organismo já conseguiu 
combater aquelas bactérias em primeiro 
momento e iniciar um processo de 
crônificação 
DISSEMINAÇÃO: 
Existem duas formas de disseminação: 
 Continuidade 
Cáries – polpa – periápice - espaços fasciais 
 Sanguínea 
Venosa – trombose do seio cavernoso 
Arterial – endocardite 
Lesões por continuidade: 
Primeiro deve-se pensar em osso: 
 Relação do ápice com a cortical óssea 
O dente tem seu ápice mais perto da 
cortical vestibular ou palatina/lingual, logo 
a infecção vai se espalhar por onde o 
ápice mais perto. 
 
E também em músculos: 
 Relação do ápice com as inserções 
musculares 
Se o dente está abaixo da origem 
muscular, vai acometer a área intrabucal. 
Se o dente está acima da origem do 
dente, a infecção vai ser extra-bucal, 
acometendo espaços fasciais, 
intermusculares 
 
Disseminação dos abcessos na Maxila: 
 
 Quando há aumento de volume na região 
anterior do palato, sempre pensar no 
incisivo lateral 
 
 Segundo molar já tem mais chances de 
estar por lingual 
Espaços faciais e disseminação da infecção: 
 Espaços virtuais limitado pelas fásceas 
musculares que são preenchidos por 
gordura mas facilitam a disseminação das 
infecções 
 Pessoas que não possuem infecção, esses 
espaços não estão delimitados 
 Os fluídos da infecção que seccionam 
esses músculos delimitando os espaços. 
Espaços primários: 
 Espaço caninos 
 Espaço Bucal 
 Espaço Submentoniano (pode 
acometer área de ventre anterior do 
digástrico) 
 Espaço Sublingual (eleva assoalho de 
boca) 
Espaço Submandibular 
 Espaço Mastigador 
Espaços primários, são os espaços que quando o 
pus sai do osso e já chega nesses locais, os 
espaços secundários são espaços que são 
acometidos quando o pus passa do espaço 
primário para o espaço secundário. 
Espaços mastigadores: 
 Temporal superficial 
 Temporal profundo 
 Massetérico 
 Pterigo-mandibular 
 Infratemporal 
 
TRATAMENTO 
Os principais tratamentos são: drenagem e 
remoção da causa. O antibiótico não é o principal 
tratamento. 
 Anamnese e exame clínico: 
-Tempo de evolução (evoluções mais 
rápidas são mais perigosas) 
-Presença de sinais sistêmicos (febre, dor, 
rubor, edema) 
-Pacientes com comprometimento 
sistêmico; doenças metabólicas não 
controladas, doenças imunossupressoras, 
drogas imunossupressoras. 
 Quando há presença de sinais sistêmicos a 
primeira coisa a se avaliar é são os sinais 
vitais; aumento de temperatura, 
frequência cardíaca, pressão arterial e a 
“face tóxica”. 
 
Importante para determinar o tipo de 
tratamento: 
 Infecção de progressão rápida 
 Dificuldade respiratória 
 Dificuldade para deglutir 
 Envolvimento dos espaços fasciais 
 Febre acima de 38C 
 Trismo acentuado 
 Toxemia (face tóxica) 
 Paciente com comprometimento 
sistêmico 
A presença desses sinais apontam que o paciente 
não pode ser tratado no consultório e precisa ser 
encaminhado para o hospital. 
Tratamento: 
 Remoção da causa (endodôntico, 
exodontia, tratamento periodontal) 
 Drenagem cirúrgica (via canal, intra ou 
extra bucal e terapia suporte) 
 Antibioticoterapia 
O antibiótico em muitos casos já entra no 
tratamento inicial, em outros casos é 
questionável. 
Drenagem cirúrgica: 
 Tem por finalidade drenar a secreção 
purulenta e células necróticas 
 Diminui a tensão dos tecidos aliviando a 
dor 
 Melhora suprimento sanguíneo local- 
facilita o aporte de células de defesa local. 
-O estímulo de sangramento local, facilita 
para que o indivíduo responda ao processo. 
-Pior o odor maior a quantidade de bactérias 
anaeróbicas. 
Técnica: 
 Escolher o ponto de flutuação (nunca 
fazer no meio do ponto de flututação) 
 Mais inferior possível 
 Ser o mais estético possível 
 Ser pele sadia para não causar necrose 
 Deve ser ampla o suficiente para 
proporcionar a drenagem de todas as 
lojas de abcesso 
 Deve abranger todos os espaços 
envolvidos, se necessário fazer 
múltiplas escolhas 
 Anestesia por bloqueio quando 
possível (o procedimento vai ser 
doloroso) 
 
Inserção do dreno: 
 Manter uma via de drenagem, 
evitando novo acúmulo de secreção 
 Favorece o aporte de células 
inflamatórias para o local da infecção 
 Não suturas oclusivamente as bordas 
da incisão 
 Remover em 48 a 72horas (ou 
enquanto estiver secreção) 
Drenos: 
 Penrose (pode ser substituído por 
dedo de luva) 
 Sucção 
 Irrigação 
-Antes da drenagem deve ser feita uma palpação 
e punção para confirmação do liquido e 
desconsiderar a possibilidade de um tumor. 
-Com a punção é feito a coleta do material para 
cultura e antibiograma (avaliação de qual bactéria 
e qual antibiótico especifico para aquela bactéria) 
Indicação de cultura e antibiograma: 
 Progressão rápida 
 Infecção pós-operatória 
 Não respondem a antibioticoterapia 
 Infecções recorrentes 
 Pacientes imunocomprometidos 
-Incisão com bisturi, e fazer divulsão com pinça 
para explorar toda a cavidade. 
PRINCÍPIOS DE ANTIBIOTICOTERAPIA NAS 
INFECÇÕES ODONTOGÊNICAS: 
 São utilizados como coadjuvantes- não 
eliminam a necessidade de tratamento 
cirúrgico 
 Não eliminam a secreção purulenta, 
apenas combatem as bactérias vivas que 
colonizam o local 
 Determinar necessidade do uso 
 Iniciar terapia empírica 
 Usar antibióticos de espectro reduzido (a 
flora oral precisa de um espectro mais 
amplo) 
 Empregar antibióticos com toxicidade e 
efeitos colaterais reduzidos 
 Preferência por antibiótico bactericida 
(não depende do sistema imune) 
 Dose, intervalo e tempo de uso 
adequados 
 Saber o custo do antibiótico 
Indicações para uso do antibiótico: 
 Aumento de volume rápido 
 Tumeflação difusa 
 Comprometimento da defesa do 
hospedeiro 
 Envolvimento de espaços fasciais 
 Pericoronarite grave 
 Osteomielite 
Não indicado: 
 Abcesso crônico bem localizado 
 Abcessos reduzidos situados do lado 
vestibular 
 Alvéolo seco (anti-inflamatório) 
 Pericoronarite branda (anti-inflamatório) 
PROGNÓSTICO: 
 Angina de Ludwig 
Acometimento bilateral dos espaços 
submandibular, submentoniano e sublingual. 
O paciente vem a óbito por asfixia, pois a pressão 
está pressionando a língua superiormente e as 
veias aéreas. 
Dor cervical, dispinéia, febre, elevação do 
assoalho de boca, elevação da língua, disfagia, 
dificuldade para falar. Pode ter envolvimentos de 
outros espaços fasciais envolvendo farínge, 
chegando no tórax. 
Sua principal causa é infecção odontogênica em 
paciente imunocomprometidos. 
Tratamento: elimina a causa, drenagem, mantém 
via aérea, antibióticos endovenosos: penincilina 
com metronidazol. 
 Disseminação intracrâniana (abcesso 
cerebral e meningite, trombose do 
seio cavernoso) 
Abcesso cerebral ou meningite: 
-Infecção odontogênica pode chegar ao SNC via: 
pelo pterigoideo ou veias emissárias 
-Sinais e sintomas: cefaleia intensa, hipertemia, 
rigidez nucal, vômitos, convulsões 
Alta taxa de mortalidade 
Tratamento: antibióticoterapia agressiva 
 Mediastinite 
Processo infeccioso que atinge o mediastino. 
Paciente apresenta dor toraxica, febre alta não 
remissível, dispneia intensa. 
Tratamento: além de remoção da causa, 
antibióticos, traqueostomia, deve ser feito a 
drenagem do tórax. 
Atrás ou ao lado da laringe, chegando ao tórax. 
 Faceite necrotizante aguda: 
Necrose tecidual na região. É uma infecção 
secundária. 
 Osteomielite 
Considerações finais: 
1. Determinar a severidade da infecção 
2. Avaliação de defesa do hospedeiro 
3. Decidir sobre o ambiente de tratamento 
4. Tratar cirurgicamente 
5. Dar suporte médico 
6. Escolher e prescrever antibióticoterapia 
7. Administrar antibióticos adequadamente 
8. Avaliar paciente com frequência

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