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AULA 5 - PLANEJAMENTO ORÇAMENTÁRIO • Desenvolver os conceitos básicos acerca do Planejamento Orçamentário, no sentido de mostrar sua importância no processo de gestão a curto e longo prazos. CONTEXTUALIZANDO A APRENDIZAGEM Na Aula Anterior, estudamos como se dá o processo de avaliação de desempenho, e vimos que o departamento responsável pela avaliação não pode ao mesmo tempo tomar decisão e ser responsável pelo processo de avaliação e nesse contexto, o Controller não é o tomador de decisão, mas deve se posicionar de forma independente dos demais gestores, e dessa forma ter autonomia para avaliar as decisões dos demais gestores. Mas qual a relação que existe entre isso e o processo orçamentário? Será que a função do Controller fundamenta as ações dos gestores quando da análise do orçamento? Estas e outras perguntas serão respondidas ao final desta Aula. Saiba que o processo orçamentário realiza-se em curto prazo, normalmente em um ano, e fornece uma direção dos passos que os gestores devem seguir no período corrente para que os objetivos organizacionais sejam atingidos. É útil que as duas funções, planejamento e controle, sejam diferenciadas. Distinção semelhante deve ser aplicada ao orçamento, para que se possa examinar separadamente as funções de planejamento orçamentário e controle orçamentário. Neste sentido, nesta Aula, discutiremos os aspectos técnicos acerca do orçamento e da análise dos problemas orçamentários de maneira geral. Então, vamos iniciar a Aula? Prossiga. Mapa mental panorâmico Para contextualizar e ajudá-lo(a) a obter uma visão panorâmica dos conteúdos que você estudará na Aula 5, bem como entender a inter- relação entre eles, é importante que se atente para o Mapa Mental, apresentado a seguir: PLANEJAMENTO ORÇAMENTÁRIO 1 NATUREZA DO PLANEJAMENTO ORÇAMENTÁRIO 1.1 ORÇAMENTO AMPLIADO 2 NECESSIDADE DE FLEXIBILIDADE 3 ORGANIZAÇÃO DO ORÇAMENTO 4 ETAPAS DO PROCESSO ORÇAMENTÁRIO 4.1 VENDAS PROJETADAS 5 CONTROLE ORÇAMENTÁRIO PLANEJAMENTO ORÇAMENTÁRIO 1 NATUREZA DO PLANEJAMENTO ORÇAMENTÁRIO Ao discutirmos as bases gerais para um programa amplo de Planejamento e Controle de Resultados, também conhecido como Planejamento Orçamentário, é necessário voltar a atenção diretamente aos seus componentes específicos. Apesar de estar focalizando as características do Planejamento e Controle de Resultados, devemos, a princípio, fazer generalizações para manter a discussão a um nível apropriado aos problemas de empresas dos mais diversos tipos. Neste sentido, voltemos a atenção para empresas com fins lucrativos, embora o método geral seja bastante aplicável a outros tipos de empreendimentos. Seja qual for o tipo de organização, a tarefa do administrador é essencialmente a mesma, ou seja, criar e manter um ambiente interno que permita aos indivíduos, trabalhando em grupo, alcançarem um desempenho eficiente e compatível com os objetivos da empresa como um todo. Esse ambiente deve estimular os indivíduos a contribuir o máximo possível para os esforços do grupo. Como os fatores econômicos, políticos, sociais e tecnológicos do ambiente externo exercem efeitos internos significativos, o administrador é forçado a compreendê-los e, na medida do possível, harmonizar o ambiente interno da empresa com esses fatores. Assim sendo, as tarefas básicas de administração, planejamento, organização, direção e controle são as mesmas em organizações com ou sem fins lucrativos. O Planejamento e o Controle de Resultados, em termos amplos, envolvem uma abordagem sistemática para a administração, dando ênfase a uma avaliação quantitativa dos resultados dos objetivos administrativos e ao controle dinâmico através da aplicação do princípio de administração por exceção. A administração por exceção define-se como sendo um método de gestão ou estilo de liderança, que permite aos gestores dedicarem-se às áreas mais importantes para o crescimento e desenvolvimento da organização através da delegação das restantes áreas para níveis inferiores da hierarquia organizacional. Para isso, são implementados metodologias e instrumentos que permitem que os níveis mais baixos da hierarquia mantenham os seus superiores hierárquicos informados apenas sobre os acontecimentos de maior importância e que requeiram um tratamento especial ou a tomada de decisão por parte dos gestores de níveis mais elevados. Os demais assuntos deverão ser analisados e tratados diretamente pelas pessoas que com eles se relacionam, não havendo necessidade de transmissão aos superiores hierárquicos. Nesse contexto, encontramos os planejamentos de curto e longo prazo. O planejamento de longo prazo envolve a determinação dos objetivos da corporação e a determinação de um plano apropriado para atingir esses objetivos. O orçamento representa, em termos financeiros e à luz das condições correntes, a expressão desses planos. Assim, o plano de longo prazo é o guia para a preparação do orçamento anual e define as ações que precisam ser efetivadas hoje, em busca dos objetivos de longo prazo. Com efeito, o orçamento representa o primeiro momento do planejamento de longo prazo. Uma importante característica do planejamento é a coordenação das várias atividades de uma empresa e de seus departamentos, para que se harmonizem em busca de uma única meta, que é a realização dos objetivos da corporação. Lembre-se de que todos os assuntos discutidos não são necessariamente relevantes a uma empresa específica. Por exemplo, se a função de marketing precisa aumentar significativamente as vendas em curto período de tempo, a função de produção deverá aumentar suas saídas substancialmente, o que poderá envolver, possivelmente, o uso de horas extras de mão de obra ou a compra de componentes prontos a preços maiores. Da mesma maneira, a produção excessiva pode forçar a função de marketing a vender por preços irrealisticamente baixos, em ordem a evitar gastos de estocagem. A função do planejamento orçamentário é coordenar as várias atividades de uma organização para que os objetivos da companhia sejam alcançados, e não somente os objetivos departamentais ou divisionais. É necessário que sejam fixados objetivos para cada seção da organização, e que estas estejam em harmonia com os objetivos da organização como um todo. 1.1 ORÇAMENTO AMPLIADO Uma outra visão acerca do planejamento, diz respeito ao Orçamento Ampliado que prevê a observância de alguns princípios básicos e elementos considerados necessários à mudança do pensamento relacionado à técnica. Esses princípios são como regras ou preceitos que conduzem as mudanças necessárias ao aprimoramento do processo orçamentário. Eles são importantes, na medida em que muitos gestores não conseguem visualizar o orçamento de forma ampla e pluralista, como metas financeiras e não financeiras. Há gestores, por exemplo, que entendem que o orçamento pode incluir somente valores financeiros. Então, dados não financeiros sobre qualidade do processo ou produto não podem fazer parte das informações orçamentárias. Os procedimentos são as etapas a serem seguidas na elaboração e implementação de um Orçamento Ampliado. Os princípios guiam a empresa às mudanças prévias necessárias, integradas as alterações sugeridas. Para implementar com sucesso o processo orçamentário, são necessários alguns princípios e elementos, como vemos na Figura 1: Figura 1: Princípios e elementos do processo orçamentário Fonte: Elaborada pela Equipe NEAD. Flexibilidade O Orçamento Ampliado deixa de ser um instrumento com metas fixas, elaboradas pela alta administração. Há necessidade de flexibilizar o processo orçamentário permitindo que os colaboradores possam ajustar suas metas às circunstâncias do mercado, aproveitando as oportunidades e amenizando as ameaças. O processo orçamentário deve ser visto como um guia que indica a direção dos negócios. Continuidade Nas empresas inseridas em mercados altamente competitivos e com grandes mudanças, o ciclo orçamentário deixa de ser anual, ou seja,com datas previamente fixadas para sua elaboração e execução. A projeção orçamentária deve ser um processo contínuo e exclusivo, e para isso é necessário criar uma cultura na qual a mudança seja algo natural. O importante é flexibilizar a alocação dos recursos, possibilitando ao gestor a solicitação de recursos extras para atender a eventos imprevistos. As metas orçamentárias exigem planejamento contínuo e adaptações frequentes. As condições de mercado mudam com grande frequência e consequentemente, os planos orçamentários devem ser adaptados e alterados para reagir às ameaças ou oportunidades do ambiente. Nesse sentido, é necessário utilizar o orçamento com menor enfoque no ano calendário como ciclo operacional. Por conta disso, os gestores devem ter liberdade de alterá-lo quando na iminência de evento-chave que possa afetar o resultado pretendido. Desse modo, a qualquer momento a empresa terá que adaptar seu processo para ajustar-se às novas pressões e circunstâncias do ambiente. Filosofia, cultura e valores A gestão da empresa deve criar cultura e valores próprios para a ação. Portanto é necessário: a definição e comunicação prévia dos valores, estabelecimento do sistema de gestão, mudança nas práticas internas, além de lista de valores como parte do processo de definição da estratégia e das operações. A filosofia de gestão engloba a perspectiva futura da empresa e proporciona as bases a partir das quais todas as decisões são tomadas. Através da missão, visão e estratégia, cada empresa estabelece quem é, onde quer estar daqui a 5 ou 10 anos e articula, em termos gerais, como alcançar essa visão. A consequência é que haja redefinição de toda a filosofia de gestão, antes de qualquer mudança no orçamento propriamente dito. A filosofia, cultura e valores formam a base do sistema e o alicerce para a geração das metas orçamentárias. A imobilidade nesses aspectos pode comprometer as mudanças propostas no Orçamento Ampliado. Liderança A empresa deve desenvolver liderança e comando que permita reagir com rapidez às mudanças do ambiente. Ela deve gerar desafios e treinamento para que as pessoas exerçam a liderança e decidam quando necessário. A liderança deve empreender todo o potencial dos colaboradores para preparar e reagir em tempo real às ameaças e oportunidades do ambiente. A inovação exige de colaboradores, atitudes para liderar as mudanças necessárias. Qualquer iniciativa de mudança exige um mix de tecnologia, processos e pessoas. Os gestores operacionais devem ter a autoridade e a capacidade de agir, liberando recursos dentro de parâmetros estratégia/custo/benefício. Integração com o Planejamento Estratégico O importante é construir uma ligação forte entre os planos estratégicos e o orçamento. Os planos estratégicos são o ponto de partida para as metas orçamentárias, que devem ser comunicados e entendidos pelas demais áreas funcionais da empresa. Somente assim, as ações podem ser tomadas para atingir os objetivos pretendidos. O plano estratégico elaborado previamente deve ser comunicado e considerado na elaboração do orçamento. O exame dos indicadores estratégicos irá direcionar os objetivos máximos que a empresa pretende alcançar no futuro. As metas orçamentárias devem ser coerentes e alinhadas com as diretrizes do planejamento estratégico. Inclusão de medidas amplas de desempenho Os planos estratégicos incorporam, com frequência, medidas de desempenho não financeiras, tais como: satisfação e retenção de clientes, lançamento de novos produtos, motivação de empregados entre outras medidas. Assim, o sistema orçamentário deve permitir o desenvolvimento e o acompanhamento dessas medidas não financeiras, incluindo a relação causa-efeito. As constantes mudanças do mercado exigem que as empresas, além de infraestrutura de qualidade e tecnologias, tenham uma boa liderança, que garanta o sucesso organizacional. Atualmente, os negócios precisam de profissionais capazes de administrar e gerir, tanto os processos, quanto as pessoas. Dessa forma, a organização será capaz de realizar suas atividades com maestria, com uma equipe motivada e que alcance resultados eficazes. Orçamento empresarial é um instrumento de planejamento e controle das receitas, despesas e resultados do empreendimento. Trata- se de uma previsão, uma meta, de acordo com a qual serão tomadas as decisões na empresa. Por conta disso, é fundamental que haja um bom planejamento, pois é a partir daí que se desenvolve o Orçamento empresarial. 2 NECESSIDADE DE FLEXIBILIDADE As condições do empreendimento estão sempre mudando. Por isso, é necessário que o processo orçamentário seja visto como um guia para ações futuras, em vez de um plano rígido que deve ser seguido a despeito das mudanças circunstanciais. Se o processo orçamentário é encarado como um plano rígido, o gestor estará numa camisa de força, na qual é forçado a tomar decisões que não estarão de acordo com os objetivos da companhia. Um gestor de departamento pode resolver que, devido às mudanças nas condições, ele não precisa gastar toda sua dotação orçamentária em um item particular. Neste caso, o gestor, para não sofrer cortes de fundos no próximo ano, utiliza esses recursos em destinações de pouca importância, embora pudessem ser mais bem utilizados em outros departamentos da organização. Antes de tudo, a administração deve planejar mudanças nas condições do negócio, a fim de que a ação apropriada seja implementada, mesmo que para isso as premissas dos planos precisem ser mudadas. Isso implica que planos contingenciais devem estar disponíveis para que sejam implementados quando ocorrerem mudanças que não foram previstas na época em que o plano foi originalmente preparado. Algumas firmas adaptam seu planejamento orçamentário às mudanças das condições fazendo um orçamento provisório, que é preparado a cada trimestre, mas com duração de um ano. No fim de cada trimestre, o plano para os próximos três trimestres é revisado, se necessário, e um quarto trimestre é adicionado. Por esse processo, o orçamento é mantido sempre atualizado. A flexibilidade também é necessária para que o controle orçamentário seja efetivo. Frequentemente, o tipo de orçamento que é apropriado para o planejamento pode não ser o mais adequado para o controle, mesmo porque os orçamentos que são estabelecidos para o controle devem refletir as condições operacionais, que, muitas vezes, são diferentes nos estágios de planejamento. Isso é essencial, principalmente, se os gestores são responsabilizados somente pelos desvios sobre os quais eles têm controle. Esse é um dos requisitos para o uso do sistema de contabilidade por área de responsabilidade. 3 ORGANIZAÇÃO DO ORÇAMENTO O próprio processo orçamentário requer organização. Em grandes firmas, o orçamento está sempre nas mãos da comissão orçamentária, cuja função é coordenar e controlar o processo orçamentário para toda a organização. As estimativas do departamento de orçamento são requeridas aos gestores divisionais, que, por sua vez, divulgam estes pedidos a seus subordinados. Assim, as estimativas orçamentárias são baseadas em informações que fluem de baixo para cima, dentro da organização. A comissão orçamentária é responsável pela coordenação dessas informações e pela resolução de qualquer dúvida através de consultas aos gestores envolvidos. A proposta orçamentária final será apresentada à diretoria para aprovação final. 4 ETAPAS DO PROCESSO ORÇAMENTÁRIO O orçamento consiste efetivamente nos seguintes estágios: Orçamento de Vendas, Orçamento de Produção, Orçamento de Consumo de Matéria-prima, Orçamento de Compras, Orçamento de Mão de obra Direta, Orçamento de Custos Indiretos, Orçamento de Estoque Final, Orçamento de Despesas Administrativas e de Vendas, Orçamento de Despesas de Capital, Orçamento dos Custos das Mercadorias Vendidas, Orçamento de Caixa, Projeção da Demonstração de Resultados e Projeção do Balanço. O primeiro estágio do exercício orçamentário é a determinaçãodos fatores-chaves, ou restrições, que impõem os limites gerais aos planos orçamentários. Entre estes fatores estão a capacidade produtiva da planta operacional, os recursos financeiros disponíveis e, naturalmente, as condições do mercado que impõem os limites de saídas que a firma será capaz de vender. Normalmente, do ponto de vista gerencial, a questão crítica é: o que a firma é capaz de vender no período orçamentário? Esta questão resume todos os limites dos planos orçamentários. Por essa razão, o orçamento de vendas é, por sua vez, o ponto de partida e o suporte do processo orçamentário. Uma vez que os níveis de vendas são estabelecidos, os custos de vendas e a distribuição devem ser averiguados. O próprio orçamento de produção é determinado pelas estimativas de vendas, pelo nível de estoques de produtos acabados e pela capacidade da planta operacional. No orçamento de produção, poderão ser estimados os custos de produção e as necessidades de materiais, mão de obra e custos indiretos. Adicionalmente, o processo orçamentário para as saídas de capital reflete as decisões tomadas no desenvolvimento dos planos de longo prazo. O Orçamento de Capital diz respeito a saídas de capital, durante o período orçamentário, para manutenção e aperfeiçoamento da capacidade produtiva existente. Associados a esse orçamento estão os custos com pesquisa e desenvolvimento, para aperfeiçoamento dos métodos de produção, assim como melhoramento do produto. De um ponto de vista financeiro, o superávit e o déficit do orçamento geral são mostrados no orçamento de caixa, que incorpora todas as entradas e saídas de caixa, possibilitando à firma uma adaptação de suas necessidades financeiras de acordo com esse fluxo. Finalmente, os resultados projetados, as mudanças em termos de lucro líquido geral e as mudanças nas estruturas dos ativos e exigibilidades da firma são mostrados nas Demonstrações Contábeis Projetadas, de Lucros e Perdas e Balanço Patrimonial, no final do período orçamentário. Essa é uma descrição simplista da maneira como o orçamento coordena as várias atividades da firma. O planejamento orçamentário é uma atividade de importância crítica para a firma. Os problemas envolvidos são sempre complexos e difíceis de resolver. A política de vendas da firma, por exemplo, não pode ser considerada isoladamente da sua política de preço e da sua estrutura de custos. Os custos planejados da firma em relação às saídas requeridas podem ser muito altos para alcançar as metas de lucro. Se for o caso, preços e políticas de propaganda podem requerer futuras revisões, os custos de pesquisa e desenvolvimento podem ser reduzidos e o próprio produto da firma pode ser modificado. O papel da comissão orçamentária, portanto, é importante não somente para harmonizar todos os orçamentos divisionais dentro do plano geral, mas também porque ela terá que manipular numerosos ajustamentos que precisarão ser feitos, se o orçamento geral não for capaz de atingir alguns dos objetivos da firma. Assim, o papel da comissão orçamentária não é importante somente num sentido prático, pois afeta áreas importantes da política e gestão dos negócios. O Planejamento Orçamentário é pautado pelas inúmeras variáveis estratégicas de controle. Estas se diferenciam pelos seus objetivos, sua aplicabilidade e seus aspectos gerais. Alguns tipos de Planejamento Orçamentário são: estático, flexível, incremental, ajustado, base zero etc. No ambiente corporativo, os planejamentos são fundamentais para conquistar um equilíbrio financeiro perante diferentes cenários futuros no mercado. O empreendedor que aprende a realizar uma boa gestão orçamentária se depara com inúmeras oportunidades de crescimento para a empresa. Muito bem, para saber mais sobre o assunto, assista ao vídeo: Os principais tópicos para um planejamento de vendas. O vídeo mostra de maneira clara, didática e compreensível, os efeitos e reflexos do planejamento implementado nas empresas, principalmente em relação às vendas, principal fonte de recursos. https://www.youtube.com/watch?v=2hd-Un8wUJM Após assistir ao vídeo, você compreendeu a importância de se criar cenários na hora de elaborar o planejamento de vendas? Compreendeu quais são os principais tópicos para a realização de um planejamento de vendas? 4.1 VENDAS PROJETADAS O principal problema no orçamento é projetar as vendas, porque vários fatores que afetam as vendas estão fora do controle da firma, por exemplo, o comportamento dos concorrentes e o cenário econômico futuro. A importância de uma projeção exata não pode ser super enfatizada. Se a projeção das vendas é por demais otimista, a empresa pode ser induzida a expandir seu programa de saídas de capital e incorrer em custos que não poderão ser compensados futuramente. Enquanto isso, altos padrões de produção podem ter sido fixados, o que resultará em um acúmulo de estoques de produtos acabados, trazendo importantes consequências financeiras para a empresa. Além disso, uma projeção de vendas por demais otimista pode disfarçar uma posição de vendas decadente. Assim, as economias necessárias não serão feitas. Se, por outro lado, a previsão de vendas é pessimista, a firma perderá a oportunidade de obter maiores lucros correntes e poderá perder possibilidades de futuras expansões. Como resultado dessas projeções, a empresa pode subavaliar as necessidades de saídas de capital, o que poderá colocá-la em boa condição para explorar o mercado. A projeção das vendas é o passo inicial na preparação do orçamento de vendas e consiste não somente em uma análise do mercado dos produtos da empresa, mas também numa projeção do nível de vendas a diferentes preços. Assim, o estudo da política de preço é um aspecto integral da projeção das vendas. Existem vários métodos de projeção de vendas, dentre as quais, podemos citar: O método da composição da força de venda esse método responsabiliza os vendedores individualmente pela elaboração de sua própria projeção de vendas. A vantagem desse método é que, se o orçamento participativo é encorajado, o staff de vendas deve auxiliar na projeção de vendas. https://www.youtube.com/watch?v=2hd-Un8wUJM A análise do mercado e fatores setoriais esse método reconhece a importância de fatores que não são de conhecimento da força de vendas, como a projeção do produto nacional bruto, a renda per capita, os níveis de emprego e de preços etc. As estimativas dos vendedores serão modificadas à luz dessas informações. Uma análise estatística das flutuações temporais as vendas são geralmente afetadas por quatro fatores básicos: tendências de crescimento, flutuações cíclicas do negócio, flutuações sazonais e variações irregulares na demanda. Uma análise das séries temporais de vendas é um método estatístico de separar e analisar a evidência histórica do comportamento das vendas e identificar o impacto desses vários fatores nas vendas. O resultado dessa análise aplicado na projeção das vendas é um meio de se testar a qualidade desta projeção. Técnicas matemáticas de projeção de venda nos anos recentes, as técnicas matemáticas têm sido aplicadas no estudo do relacionamento entre as tendências econômicas e os padrões de vendas da firma através do tempo, para se chegar à projeção de vendas futuras. Essas técnicas usualmente requerem o uso de computadores. Uma dessas técnicas é conhecida por análise exponencial, que, na realidade, é uma projeção das vendas futuras baseada nos dados históricos das vendas correntes, ponderados de maneira que as informações mais recentes de lucro tenham maior importância. 5 CONTROLE ORÇAMENTÁRIO Somente o planejamento não assegura a realização dos planos, também é necessário que exista controle. Este processo de controle exige que sejam estabelecidos padrões de desempenho, que atuarão como guias para a realização bem- sucedida do planejamento orçamentário. Efetivamente, o orçamento anual é subdividido em pequenos períodos para propósitos de controle – em meses e semanas.Os custos incorridos, nesse período orçamentário, são comparados com os custos reais, para que as razões dos desvios sejam estabelecidas e ações corretivas sejam desenvolvidas, quando necessárias. Da mesma forma, como no planejamento orçamentário, o controle origina-se também no planejamento de longo prazo. A revisão orçamentária, contínua e progressiva, indica a profundidade na qual a organização está seguindo em busca do seu planejamento de longo prazo. As condições inflacionárias trazem graves limitações ao planejamento orçamentário e ao sistema de controle. O fenômeno das rápidas mudanças nos custos invalida todas as premissas que foram estabelecidas no planejamento orçamentário. Desse modo, deve ser conferida maior importância às últimas projeções e às análises das mudanças que estão ocorrendo, para que o orçamento seja efetivo para planejamento e controle. Uma vez que tenham sido estabelecidos procedimentos projetados efetivos, a comparação significativa não é mais entre custos reais e planejados, mas entre projeções como as seguintes: Figura 2: Comparação entre projeções Fonte: Elaborada pelo Autor/ Equipe NEAD. Portanto, há o que se refletir muito quanto ao processo de Planejamento e Controle Orçamentário. Prezado(a), Aluno(a), após essa Aula, você é capaz de identificar como se dá todo processo de Planejamento Orçamentário? Consegue entender como um bom Planejamento auxilia na elaboração do Orçamento? Entende que o Orçamento é uma extensão do Planejamento? Compreende a importância do Planejamento Orçamentário no processo de gestão a curto e longo prazos? Caso você consiga responder a estas questões, parabéns! Você atingiu os objetivos desta Aula. Caso tenha dificuldades para responder a alguma(s) delas, aproveite para reler o conteúdo das Aulas, e acessar o UNIARAXÁ Virtual e interagir com seus colegas e Tutor(a) a fim de sandar todas as suas dúvidas. Você não está sozinho(a) nessa caminhada! Conte conosco! Chegou o momento de complementar seu conhecimento. Vá até seu Ambiente Virtual de Aprendizagem e acesse esta aula para assistir a Video Aula RECAPITULANDO Nesta Aula, vimos que o Planejamento Orçamentário é uma atividade que deve ser vista como uma implementação de um segmento anual do planejamento de longo prazo. O orçamento expressa este plano em termos financeiros e à luz das condições correntes. Entendemos que um Planejamento Orçamentário bem sucedido depende de vários outros fatores, por exemplo, uma estrutura organizacional formal que designe claramente as áreas de autoridade e responsabilidade, assim como um sistema de informações contábeis que permita efetivo controle financeiro. Vimos ainda que o problema principal do planejamento orçamentário é a previsão das vendas. Estudamos também que o orçamento pode ser avaliado por meio de índices financeiros, como os de retorno sobre o patrimônio líquido e retorno sobre o capital empregado. E por fim, como visto nessa Aula, entre todos os orçamentos previstos, um deles é significativo no contexto empresarial, pois, sem que haja um bom Planejamento acerca de Investimentos de Capital e Rentabilidade, todo planejamento pode ser comprometido. Por conta dessa importância, estudaremos, na próxima Aula, mais sobre esse assunto. Vamos em frente na aquisição de mais conhecimento. Nos vemos na próxima Aula, até lá! REFERÊNCIAS FIGUEIREDO, Sandra; CAGGIANO, Paulo César. Controladoria: teoria e prática. São Paulo: Atlas, 2004. MORANTE, A. Salvador; JORGE, F. Timaco. Controladoria: Análise Financeira Planejamento e Controle Orçamentário. São Paulo: Atlas, 2008. OLIVEIRA, L. Martins; PEREZ JR. J. Hernandez; SILVA, C. A. Santos. Controladoria Estratégica: Textos e Casos Práticos com Solução. 11 ed. São Paulo: Atlas, 2015. SOUZA, Lucas. Os principais tópicos para um planejamento de vendas. youtube.com. 2017. Disponível em: . Acesso em: 31 de mai. de 2021. https://www.youtube.com/watch?v=2hd-Un8wUJM