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FARMACOLOGIA DOS ANTI-HIPERTENSIVOS PROF. HERMÍNIO ASEVEDO NETO EPIDEMIOLOGIA 1 – Dçs cerebrovasculares 2 – IAM 3 – Pneumonias 4 – Diabetes 5 – Homicídios por arma de fogo 6 – Dçs hipertensivas 7 – Bronquite , enfisema e asma 8 – Acidentes de tranporte terrestre 9 – Insuficiência Cardíaca 10-Ca de pulmão CAUSAS DE MORTE NO BRASIL – SÉRIE HISTÓRICA EPIDEMIOLOGIA 1 - COVID 2 – Dçs cerebrovasculares 3 – IAM 4 – Pneumonias 5 – Diabetes 6 – Homicídios por arma de fogo 7 – Dçs hipertensivas 8 – Bronquite , enfisema e asma 9 – Acidentes de tranporte terrestre 10 – Insuficiência Cardíaca CAUSAS DE MORTE NO BRASIL – ANO 2021 DCV RESP EXT DIAB DEMAIS CAUSAS DE MORTE NO BRASIL EM 2106 DISTÚRBIOS CARDIOVASCULARES E RENAIS HAS ANGINA / IAM ICC ARRITMIAS ETIOLOGIA 10 a 15% tem causa definida Maioria é tipo essencial ou primária Minoria de causa secundária (constricção da a.renal, coarctação aórtica, feocromocitoma, sindrome de Cushing e aldosteronismo primário) Causas multifatoriais Fatores genéticos Estresse Fatores ambientais e nutricionais HIPERTENSÃO ARTERIAL SISTÊMICA Epidemiologia 28% dos adultos 60% dos adultos > 65 anos 80% dos adultos > 80 anos Principal causa das doenças renais crônicas Principal causa das doenças cardíacas Principal causa das desordens vasculares cerebrais HIPERTENSÃO ARTERIAL SISTÊMICA SÍNDROME METABÓLICA Diabetes Obesidade História familiar Dislipidemias LDL HDL VLDL Triglicérides HIPERTENSÃO ARTERIAL SISTÊMICA Impedir a lesão dos vasos sanguíneos Diminuir as taxas de morbimortalidade Qualidade de vida Evitar complicações a médio e longo prazo FARMACOTERAPIA ANTIHIPERTENSIVA FARMACOTERAPIA ANTIHIPERTENSIVA DIURÉTICOS AGENTES SIMPATOPLÉGICOS VASODILATADORES DIRETOS AGENTES QUE BLOQUEIAM A PRODUÇÃO OU AÇÃO DA ANGIOTENSINA FARMACOTERAPIA ANTIHIPERTENSIVA Depleção de sódio Diminuição do volume sanguíneo Reduz o débito cardíaco Reduz de 10 a 15mmHg da PA Aumenta a RVP (rigidez nos vasos e alterações na troca de Na/Ca ) Associação com outros antihipertensivos nos casos moderados/graves DIURÉTICOS TIAZÍDICOS HAS leve a moderada Pacientes com funções cardíaca e renal preservadas Hidroclorotiazida 25 a 50mg/dia Clortalidona 25 a 50mg/dia Clortalidona/Hidroclorotiazida Indapamida DIURÉTICOS FUROSEMIDA HAS grave 20 a 80mg/dia, manutenção de 20 a 40mg/dia Associada com outros medicamentos Insuficiência renal Insuficiência cardíaca Cirrose DIURÉTICOS POUPADORES DE POTÁSSIO Espironolactona Pacientes em uso prolongado de diuréticos depletores de potássio Pacientes com quadros clinicos de insuficiência cardíaca em uso de digitálicos Pacientes com arritmias crônicas Pacientes com disfunção de VE Dose de 50 a 100mg/dia podendo chegar a 200mg/dia DIURÉTICOS TOXICIDADE Depleção de potássio Gota – aumento de ácido úrico Depleção de magnésio Aumento na taxa de glicose Aumento nas taxas de lipídeos Espironolactona - ginecomastia DIURÉTICOS HAS por ativação neural simpática Inibem a função do SNA simpático Ação sinérgica com diuréticos Diminuem liberação de norepinefrina FÁRMACOS QUE ALTERAM A FUNÇÃO DO SNA SIMPÁTICO METILDOPA Estimulação central dos receptores alfa-adrenérgicos Reduz a RVP Menor impacto na FC e DC Muito utilizada na terapia da DHEG Ação em 4-6h, podendo durar ate 24h Dose de 1 – 2g / dia , em ate 4 vezes Toxicidade – sedação, cansaço mental, diminuição na capacidade de concentração mental Aumento na secreção de prolactina FÁRMACOS SIMPATOPLÉGICOS DE AÇÃO CENTRAL PROPRANOLOL METOPROLOL E ATENOLOL (cardiosseletivos) Redução nas taxas de mortalidade pós IAM Redução nas taxas de mortalidade em pacientes com ICC AGENTES BLOQUEADORES DE RECEPTORES BETA-ADRENÉRGICOS PROPRANOLOL Não é cardiosseletivo Diminuem débito cardíaco Diminuem produção de renina Doses de 80 a 400mg/dia em até 2x/dia Efeitos colaterais Pacientes com doenças respiratórias obstrutivas Diabetes – vasoconstricção periférica Síndrome de abstinência (não interromper abruptamente) BLOQUEADORES BETA- ADRENÉRGICOS METOPROLOL E ATENOLOL Mais utilizados na atualidade Cardiosseletivos – cautela Meia vida curta Metoprolol – 50 a 400mg/dia em até duas doses Atenolol – dose única de 50 a 100mg/dia Eliminação renal FÁRMACOS BETA- BLOQUEADORES Administração oral Relaxam músculo liso vascular – redução na RVS Efeito compensatório – reflexo simpático e sistema RAA Necessidade de combinação com outros fármacos Drogas no mercado – hidralazina e minoxidil FÁRMACOS VASODILATADORES HIDRALAZINA Meia vida de 1,5 a 3h Dose de 40 a 200mg/dia – 2 a 3x/dia Efeitos colaterais Cefaléia Náuseas Palpitações VASODILATADORES MINOXIDIL Vasodilatador muito eficaz Causa estimulação simpática reflexa, retenção de sódio e de líquido Deve ser combinado com beta-bloqueador ou diurético de alça Uso tópico como estimulante do crescimento capilar VASODILATADORES NITROPRUSSIATO DE SÓDIO Amplamente usado em emergências hipertensivas Diminui RVS com pouca alteração do DC Dose de 0,5 a 10mcg/kg/min Deve ser administrado em bomba de infusão Monitoração da PAM VASODILATADOR DE ADMINISTRAÇÃO PARENTERAL Efeitos antianginosos e antiarrítmicos Reduzem RVP Inibem influxo de cálcio nas celulas musculares dos vasos – vasodilatação Verapamil, Diltiazem, Anlodipino, Felodipino e Nifedipino Nifedipino – vasodilatação de ação rápida – angina/IAM BLOQUEADORES DOS CANAIS DE CÁLCIO O sistema Renina-Angiotensina-Aldosterona é responsável por manter a pressão arterial e a quantidade de líquido dentro dos vasos equilibrados em nosso organismo. Ele é ativado quando a pressão fica baixa demais ou quando há perda excessiva de líquidos, desencadeando uma série de reações orgânicas para que eles voltem a estabilizar. SRAA A função dele é manter a pressão arterial equilibrada e garantir o balanço hídrico do organismo, ou seja, a quantidade de água e sódio que o organismo deve manter ou eliminar. Esse sistema estimula a retenção do sódio que estimula a elevação da pressão arterial. A retenção de sódio caminha junto com a retenção de água. SRAA https://chocairmedicos.com.br/topicos/clinica-medica/hipertesao-arterial/ 1ª etapa: Conversão da pró-renina em renina 2ª etapa: Liberação de angiotensina I 3ª etapa: Conversão da angiotensina I em angiotensina II 4ª etapa: Liberação da Aldosterona 5ª etapa: Estímulo renal direto 6ª etapa: Aumento da sede e ação antidiurética 7ª etapa: Vasoconstrição SRAA HAS essencial devido ao aumento de renina plasmática 20% dos casos de HAS Três classes de fármacos Inibidores competitivos de angiotensina Inibidores de ECA Antagonistas da renina INIBIDORES DA ANGIOTENSINA CAPTOPRIL – 50 a 150mg/dia até 3x/dia ENALAPRIL – 10 a 20mg até 2x/dia LISINOPRIL – 10 a 80mg 1x/dia Extremamente utilizados no tratamento da ICC e após IAM Cuidado em pacientes com Insuficiência Renal Contra indicado na gestação Tosse INIBIDORES DE ECA LOSARTANA – 25 a 100mg/dia São mais eficazes na inibição da angiotensina Efeitos colaterais semelhantes aos IECA Comumente utilizados por pacientes que tiveram intolerância aos IECA AGENTES BLOQUEADORES DOS RECEPTORES DE ANGIOTENSINA Avaliação com alteração dos níveis pressóricos em pelo menos três consultas Avaliar necessidade de terapia medicamentosa nos casos leves Idade do paciente Escolha do fármaco Avaliação da função renal Presença de proteinúria Tratamento de comorbidades Otimização de possíveis drogas que o paciente estejausando HAS – MANEJO CLÍNICO Redução na ingestão de sal Perda de peso Atividade física Alteracões nutricionais HAS – MEDIDAS NÃO FARMACOLÓGICAS Uso de um ou mais medicamentos Diuréticos tiazídicos Beta-bloqueadores IECA Bloqueadores dos receptores de angiotensina Bloqueadores dos canais de Ca HAS – TERAPIA FARMACOLÓGICA INICIAL Paciente do sexo masculino, 35 anos, PA de 150/95 mmHg, sedentário, toma alguns drinks por dia e não fuma. História familiar de HAS, pai morreu aos 55 anos de IAM. Ao exame físico notável obesidade moderada. Colesterol total de 220mg/dl, com HDL de 40mg/dl e glicemia de jejum de 105mg/dl. Radiografia de tórax normal e ECG revela aumento de VE. Como você trataria esse paciente? CASO CLÍNICO Estágio do quadro de HAS Grau de urgência do tratamento da HAS (história familiar e dislipidemia importante) Fatores de risco cardiovascular (impacto em órgão terminal – aumento importante) Exames complementares (triagem – função renal, função tireoidiana, niveis séricos de eletrólitos) Necessidade de avaliação cardíaca (teste de esforço, ecocardiograma – valvulopatia? Miocardiopatia?) Manejo inicial da terapia não farmacológica e farmacológica AVALIAÇÃO DO CASO CLÍNICO Modificações dietéticas Exercício aeróbico de baixo impacto Diuréticos tiazídicos em baixas doses são baratos e com poucos efeitos colaterais – hidroclorotiazida 25 a 50mg 1x/dia IECA – captopril 50 a 75mg em até 3x/dia Bloqueador do receptor de angiotensina – losartana 25 a 50mg 1x/dia Beta-bloqueador – propranolol 80mg 1x/dia (principalmente se o paciente tiver coronariopatia) Deve-se prescrever um único agente Reavaliação em um mês Se necessário introduzir um novo agente, sendo um deles um diurético tiazídico obrigatoriamente AVALIAÇÃO DO CASO CLÍNICO Slide 1: FARMACOLOGIA DOS ANTI-HIPERTENSIVOS Slide 2: CAUSAS DE MORTE NO BRASIL – SÉRIE HISTÓRICA Slide 3: CAUSAS DE MORTE NO BRASIL – ANO 2021 Slide 4: CAUSAS DE MORTE NO BRASIL EM 2106 Slide 5: DISTÚRBIOS CARDIOVASCULARES E RENAIS Slide 6: HIPERTENSÃO ARTERIAL SISTÊMICA Slide 7 Slide 8 Slide 9: HIPERTENSÃO ARTERIAL SISTÊMICA Slide 10: HIPERTENSÃO ARTERIAL SISTÊMICA Slide 11 Slide 12: FARMACOTERAPIA ANTIHIPERTENSIVA Slide 13: FARMACOTERAPIA ANTIHIPERTENSIVA Slide 14 Slide 15 Slide 16 Slide 17: FARMACOTERAPIA ANTIHIPERTENSIVA Slide 18: DIURÉTICOS Slide 19: DIURÉTICOS Slide 20: DIURÉTICOS Slide 21: DIURÉTICOS Slide 22: DIURÉTICOS Slide 23: FÁRMACOS QUE ALTERAM A FUNÇÃO DO SNA SIMPÁTICO Slide 24: FÁRMACOS SIMPATOPLÉGICOS DE AÇÃO CENTRAL Slide 25: AGENTES BLOQUEADORES DE RECEPTORES BETA-ADRENÉRGICOS Slide 26: BLOQUEADORES BETA-ADRENÉRGICOS Slide 27: FÁRMACOS BETA-BLOQUEADORES Slide 28: FÁRMACOS VASODILATADORES Slide 29: VASODILATADORES Slide 30: VASODILATADORES Slide 31: VASODILATADOR DE ADMINISTRAÇÃO PARENTERAL Slide 32: BLOQUEADORES DOS CANAIS DE CÁLCIO Slide 33: SRAA Slide 34: SRAA Slide 35: SRAA Slide 36 Slide 37: INIBIDORES DA ANGIOTENSINA Slide 38: INIBIDORES DE ECA Slide 39: AGENTES BLOQUEADORES DOS RECEPTORES DE ANGIOTENSINA Slide 40: HAS – MANEJO CLÍNICO Slide 41: HAS – MEDIDAS NÃO FARMACOLÓGICAS Slide 42: HAS – TERAPIA FARMACOLÓGICA INICIAL Slide 43: CASO CLÍNICO Slide 44 Slide 45: AVALIAÇÃO DO CASO CLÍNICO Slide 46: AVALIAÇÃO DO CASO CLÍNICO Slide 47