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MARCOS DA INFANCIA E ADOLESCENCIA 
Recém-nascidos, lactentes e primeira infância (0-3 anos)
1. DNPM 
· Com 3 meses – início da sustentação cefálico.
· 4 meses – Alcançam e agarram os objetos. 
· 6 meses – sentar-se sem apoio. 
· 9 meses – engatinhar.
· 1 ano – início dos primeiros passos, com suporte e depois sem. 
2. SOCIAL
· 4/8 semana, sorriso social 
· 4 mês – protoconversação (pequenos gritos.
· 6/8 mês – diferencia os pais (mielinização do córtex frontal.
· 1 ano – início de comportamento social (brincadeiras e empatia)
· 3 anos – compreensão de conceitos de sexo, raça e idade.
3. EMOCIONAL 
· ~6 meses – já expressam emoções, como medo, interesse, surpresa, alegria, tristeza e afeição.
* Ação motora involuntária 
· 12/18 meses – córtex límbico em processo de maturação.
· 3 anos - fortalecimento das conexões entre as estruturas límbicas inferiores e o córtex frontal possibilita o início da regulação emocional.
4. LINGUAGEM 
· 2 meses – início de balbucio, mesmo se surdas. 
· 5 meses – produção de m e d 
· 10 meses – Compreensão de algumas palavras 
· 1 ano – compreendem ~70 palavras, como nome ou objetos.
· 2 ano - “frases de uma palavra”, acompanhadas de gestos, que evoluem para frases telegráficas, com duas ou três palavras
· 3 ano - área de Broca matura, com o uso de substantivos, verbos e regras de concordância.
 PRÉ-ESCOLARES (3-5 ANOS)
1. CEREBRAL 
Aumentos na densidade sináptica, poda sináptica e mielinização são fenômenos responsáveis pelo desenvolvimento cerebral.
· Pico por volta de 4 anos. 
melhoras em habilidades cognitivas, como atenção e memória, bem como na regulação emocional, reflexos do processo de mielinização cerebral,
2. MOTOR
· Avanços em habilidades motoras finas
Desenhar, escrever e uso de tesoura melhora. 
5 anos já tem desenvolvido a lateralidade, o uso de um lado do corpo como preferência. 
3. SOCIAL 
· 2 anos – se reconhece e se distingue dos demais 
· 3/5 anos – desenvolve autoconceito e sentimentos por si próprio 
Nessa faixa etária, a criança considera os membros de sua família as pessoas de maior importância dentro do seu grupo social.
4. EMOCIONAL 
Melhoras na linguagem, na atenção e aumento da capacidade de postergar a gratificação contribuem para tanto.
5. Cognitivo 
· 3 anos – superimitação, copiam aspectos e realizações de tarefas e coisas irrelevantes – e acreditam que essa ação é o que deve ser feito. 
· aprendizagem cultural e a melhoria das habilidades de resolução de problemas.
INFÂNCIA INTERMEDIÁRIA (6-11 ANOS)
1. SOCIAL
· 6 ano - começam a comparar-se a outras pessoas
· 8 ANO – Se descrevem de forma mais detalhada 
· 6/10 anos - Capacidade de inferir os estereótipos de um indivíduo (grupos étnicos, religiosos, entre outros) amplia-se consideravelmente.
2. COGNITIVO 
· Melhora de habilidade em memorizar e aprendizagem 
ADOLESCÊNCIA (12-18 ANOS)
Possuem o aumento da capacidade em reconhecer as leituras sociais e emocionais, tendo a valorização das relações interpessoais.
Assim tendo a maior organização, tomada de decisão e planejamento com inibição de certas respostas.
1. PUBERDADE 
Se desenvolve dos 8-10 anos, eventos neuroendócrinos que levam o desenvolvimento sexual secundário e maturidade reprodutiva. 
· Adrenarca: glândulas suprarrenais se desertam e inicia por volta de 6 anos. Levando o aumento de andrógenos adrenais. responsáveis pelo surgimento de pelos axilares e pubianos, bem como por alterações cutâneas (maior oleosidade) e no odor axilar e corporal.
· Gonadarca: Ativação das liberações hormonais como GnRH, FSH e LH. Surgimento das características sexuais como mama e menstruação e aumento peniano e o volume testicular 
2. COGNITIVO 
· Mudanças físicas, coo infância os pensamentos tendem a ser mais concretos, já na adolescência são mais abstratos e relativos.
· Exploram as possibilidades inerentes em situações, com pensamentos hipotéticos e processo de pensamentos lógicos.
Surgimento de egocentrismo
· audiência imaginária, ou a crença de que os outros estão observando ou pensando no adolescente.
· fábula pessoal, que envolve sentimentos de invencibilidade e singularidade.
Tendem a decisões que proporcionam uma recompensa imediata
CRITERIOS DIAGNOSTICOS DE TEA e TDH
TRANSTORNO DO ESPECTRO AUTISTA
Principais prejuízos, são habilidade de comunicação social, linguagem verbal e não verbal.
· Os sinais normalmente aparecem nos primeiros anos de vida.
TEA é um transtorno psiquiátrico com alta herdabilidade, estimada em 80% explicado por fatores genéticos, porém, aspectos ambientais também podem ter influência no desenvolvimento, sendo altamente sugestivas. (Tratado de Psiquiatria da Associação Brasileira de Psiquiatria – Cap 18, pag 291)
· Idade dos pais (idade da mãe ≥ 30 anos; idade do pai > 40 anos)
· Período pré-gestacional (hipertensão materna crônica, sobrepeso materno, uso de antidepressivo, doença autoimune materna.)
· Período gestacional (hipertensão, sobrepeso, pré-eclâmpsia, uso de inibidores seletivos da recaptação de serotonina [ISRSs] ou acetaminofeno (paracetamol)).
Rastreamento e sinais precoces 
Realizar rastreamento de rotina e, crianças entre 1,5 anos e 2 anos de idade. 
· Confiável para crianças a partir de 18-24 meses.
· Atraso ou regressão no desenvolvimento da linguagem.
· Não buscar o contato ocular ou não responder a chamados insistentes do seu nome ou estímulos sensoriais intensos,
· Dificuldade para deslocar o foco de atenção de algum objeto que seja de interesse.
· Apresentar comportamentos repetitivo.
Entre os 6 e os 12 meses, crianças apresentam uma expansão da superfície cortical, inicialmente em áreas sensoriais, seguidas por uma expansão global entre os 12 e os 24 meses.
· 24 aos 48 meses de vida, o volume cerebral de crianças autistas permanece aumentado.
· O cérebro autista é, em geral, caracterizado por pouca conectividade global com certos hubs com hiperconectividade.
CRITÉRIOS 
Habilidade de comunicação social
Precisa apresentar todos os 3 domínios prejudicados para ser considerado. 
1. reciprocidade socioemocional - falha em manter uma conversa ou dificilmente compartilha interesses, emoções ou afetos
2. Comunicação não verbal – não mantém contato visual, não entende gestos visuais
3. Manutenção e entendimento das relações - comportamento para diferentes contextos sociais, não consegue dividir brincadeiras imaginativas com outras crianças e apresenta dificuldade para fazer amigos
Comportamentos sensório-motores restritos e repetitivos
Precisa constar ao menos 2 dos 4 domínio, parta ser considerado.
1. Movimentos motores estereotipados ou repetitivos que podem ou não envolver objetos.
2. Insistência na repetição e adesão inflexível a rotinas ou rituais que podem ser verbais ou não verbais.
3. Interesses fixos e restritos de intensidade importante e fora do usual.
4. hiper ou hiporreatividade a estímulos sensoriais - indiferença aparente a temperatura ou respostas adversas a sons ou texturas específicas.
Instrumentos diagnósticos validados para mensurar sintomas de autismo, entrevista com os cuidadores, é necessário investigar sobre o histórico de saúde dos pais e a exposição a fatores de risco ambientais nos períodos pré-gestacional e gestacional. 
Avaliar o comportamento casa, na escola e nas brincadeiras com outras crianças.
Como:
1. Entrevista Diagnóstica de Autismo – Revisada (ADI-R Autism Diagnostic Interview – Revised) Usada partir de 2 anos de idade e avalia comportamentos essenciais para o diagnóstico do autismo, com foco em três domínios principais:
1. Linguagem e Comunicação – Examina atrasos na fala, dificuldades na conversação e uso incomum da linguagem.
2. Interação Social Recíproca – Avalia dificuldades em contato visual, expressões verbais, gestos e relações sociais.
3. Comportamentos Restritivos e Repetitivos – Identifica padrões repetitivos, interesses restritos e resistência à mudança.
A entrevista estruturada para ser realizada com os cuidadores envolvendo 93 itens.
Pontuação: Cada resposta recebe uma nota baseada em critérios clínicos.
Classificação: As pontuações são comparadascom valores de referência para indicar a presença de TEA.
ADOS e a CARS são escalas baseadas na observação clínica da criança
2. Instrumento para Observação Diagnóstica do Autismo (ADOS Autism Diagnostic Observation Schedule)
O cronograma de observações consiste em quatro sessões ou módulos de 30 minutos, cada um concebido para ser administrado a diferentes indivíduos, de acordo com seu nível de linguagem expressiva
1.  Destinada a crianças entre 5 e 12 anos, que tenham uma competência na linguagem expressiva esperada em uma criança de 3 anos.
Escala de pontuação: O comportamento é classificado de 0 a 3 (0 = típico, 3 = muito atípico).
Critérios analisados: Comunicação, interação social, jogo imaginativo e comportamentos repetitivos
3. Escala de Autismo Infantil (CARS Childhood Autism Rating Scale)
Avalia a gravidade dos sintomas em crianças a partir dos 2 anos. 
Ele é baseado na observação do comportamento da criança e na interação com profissionais e familiares.
Avaliando o comportamento em 14 domínios geralmente afetados no autismo e 1 sobre a impresso geral do examinador. 
	1- interação com as pessoas,
2- imitação,
3- resposta emocional, 
4- uso do corpo, 
5- uso de objetos, 
6- adaptação à mudança,
7- reação a estímulos visuais 
8- auditivos, 
	9- a resposta e uso da gustação, olfato e tato;
10- medo ou nervosismo, 
11- comunicação verbal, 
12- comunicação não verbal, 
13- nível de atividade, 
14- o nível e a coerência da resposta intelectual e, finalmente, as
15- impressões gerais
Pontuação: Cada resposta recebe uma nota baseada em critérios clínicos, 1 (dentro dos limites da normalidade) a 4 (sintomas autísticos graves). 
Resultado: 15-30: sem autismo, 30-36: autismo leve-moderado e 36-60: autismo grave.
O ADI-R e o ADOS são frequentemente usados ​​juntos para um diagnóstico mais preciso, pois entrevista com os pais e observação direta. Já o CARS é mais rápido e pode ser usado como triagem inicial.
DIAGNOSTICOS DIFERENCIAS DE TEA 
Transtorno de déficit de atenção/hiperatividade
· A evolução e a ausência de comportamentos restritos e repetitivos e interesses incomuns no primeiro pode ajudar a diferenciar as duas condições.
· O TDAH é uma das comorbidades mais comuns com o transtorno do espectro autista
Transtorno do desenvolvimento intelectual (deficiência intelectual) sem transtorno do espectro autista.
· Diferentemente, a transtorno do desenvolvimento intelectual é o diagnóstico apropriado quando não há discrepância aparente entre o nível das habilidades de comunicação social e outras habilidades intelectuais.
Transtornos da linguagem e transtorno da comunicação social (pragmática) 
· Apresenta prejuízo na comunicação social e nas interações sociais, mas não exibe comportamentos ou interesses restritos ou repetitivo
Mutismo seletivo
· A criança afetada normalmente exibe habilidades comunicacionais apropriadas em alguns contextos e locais.
· Reciprocidade social não se mostra prejudicada, nem estão presentes padrões de comportamento restritivos ou repetitivos.
TRANSTORNO DE DÉFICIT DE ATENÇÃO/HIPERATIVIDADE
Padrão persistente de desatenção, hiperatividade e impulsividade
· Predominantemente desatento (seis ou mais sintomas de desatenção e menos de seis sintomas de hiperatividade/impulsividade)
· Hiperativo/impulsivo (seis ou mais sintomas de hipera­tividade/impulsividade e menos de seis sintomas de desatenção
· Combinado - seis ou mais sintomas em ambas as dimensões
A partir dos 17 anos, apenas cinco sintomas por domínio são suficientes para o diagnóstico.
1. Desatenção refere-se a um padrão de comporta­mentos caracterizado por dificuldade:
· Emprestar atenção a detalhes, incluindo erros por descuido em atividades escolares; 
· Seguir instruções e para terminar tarefas escolares ou domésticas; dificuldade em organizar tarefas e atividades; constantemente evitar, ou relutar, o envolvimento em tarefas que exijam um esforço mental continuado. Entre outros.
2. Hiperatividade presença frequente de agitação em mãos ou pés. Dificuldade de realizar atividades em formas silenciosas, entre outras.
3. Impulsividade presença de tempo curto de reação aos estímulos, refletindo-se em respostas precipitadas antes de as perguntas terem sido concluídas.
Duração dos sintomas
Apresentam sintomas desde a idade pré-escolar ou com duração de vários meses em um mesmo período.
Mas se ocorrer algo desencadeador deve ser “desconsiderado” como exemplo:
· separação dos pais, por exemplo, deve-se levantar a possibilidade de os sintomas não serem parte de um quadro de TDAH.
Frequência e intensidade de sintomas
Sintomas devem ocorrer em vários ambientes, além de manter-se constantes ao longo do período avaliado.
· Caso seja em ambiente único, deve-se investigar a possibilidade de uma situação familiar prejudicada ou algum tipo de problema adverso.
Diagnóstico Diferencial TDAH
Transtorno de Oposição Desafiante (TOD)
· A oposição no TOD ocorre por resistência a regras e autoridade, enquanto no TDAH, a dificuldade com tarefas se deve a desatenção e impulsividade.
Transtorno Explosivo Intermitente (TEI) 
· No TEI, há episódios intensos de agressividade dirigida a outros, enquanto no TDAH, a impulsividade não envolve explosões agressivas graves.
Outros Transtornos do Neurodesenvolvimento (Autismo, Transtorno do Movimento Estereotipado, Síndrome de Tourette)
· No TDAH, a inquietação é generalizada, enquanto no autismo e nos transtornos motores, há movimentos repetitivos específicos (tiques, estereotipias).
Transtorno Específico da Aprendizagem
· No transtorno de aprendizagem, a desatenção ocorre apenas em tarefas que exigem habilidades comprometidas, enquanto no TDAH, é generalizada.
Transtorno do Desenvolvimento Intelectual (Deficiência Intelectual)
· No TDAH, a desatenção é desproporcional para a idade mental, enquanto na deficiência intelectual, o desempenho é globalmente reduzido.
Transtorno do Espectro Autista (TEA)
· No TEA, há déficits sociais severos e comportamento rígido, enquanto no TDAH, os problemas sociais vêm da impulsividade e distração.
Transtorno de Apego Reativo
· Crianças com transtorno de apego reativo podem ser desinibidas socialmente, mas não têm o padrão de desatenção e impulsividade do TDAH.
Transtornos de Ansiedade
· No TDAH, a desatenção ocorre por busca de estímulos externos, enquanto na ansiedade, decorre de preocupações e ruminação.
Transtornos Depressivo
· No TDAH, a dificuldade de concentração é persistente; na depressão, ocorre apenas durante episódios depressivos.
Transtorno Bipolar
· Impulsividade e desatenção são episódicas e associadas a humor elevado, enquanto no TDAH, são constantes.
INFECÇÕES GESTACIONAIS (TORCH)
T – Toxoplasmose Congênita
· Agente: Toxoplasma gondii (parasita intracelular obrigatório)
· Principal via de transmissão: Contato com fezes de gatos infectados, ingestão de carne malcozida ou água contaminada.
· Maior risco para o feto: Infecção no terceiro trimestre, mas mais grave se adquirida no primeiro trimestre.
Principais complicações no neurodesenvolvimento:
· Hidrocefalia – Acúmulo de líquido no cérebro, levando a aumento da pressão intracraniana.
· Calcificações intracranianas – Danos neurais que podem comprometer a função cognitiva e motora.
· Microcefalia – Crescimento insuficiente do cérebro, resultando em déficits intelectuais.
· Convulsões – Devido a lesões cerebrais.
· Alterações oculares (coriorretinite) – Pode levar à cegueira.
A tríade clássica da tox congênita é coriorretinite, calcificação intracraniana e hidrocefalia
O – Outros (Sífilis, Varicela, Parvovírus B19, Zika vírus, etc.)
Sífilis Congênita
· Agente: Treponema pallidum
· Principal via de transmissão: Transplacentária, principalmente no segundo e terceiro trimestres.
Principais complicações no neurodesenvolvimento:
· Meningite sifilítica – Pode levar a atraso cognitivo, convulsões e hidrocefalia.
· Lesões cerebrais difusas – Podem causar dificuldades motoras e cognitivas.
· Surdez neurossensorial – Dano ao sistema auditivo.
Varicela Congênita
· Agente: Varicela-zóstervírus (VZV)
· Principal via de transmissão: Infecção materna primária no primeiro ou segundo trimestre.
Principais complicações no neurodesenvolvimento:
· Microcefalia e atrofia cortical – Pode resultar em déficits motores e intelectuais.
· Lesões na substância branca – Podem levar a problemas de coordenação motora.
· Convulsões e atraso neuropsicomotor.
Parvovírus B19
· Principal via de transmissão: Contato com secreções respiratórias ou transfusão sanguínea.
Principais complicações no neurodesenvolvimento:
· Anemia fetal grave – Pode causar hipóxia cerebral e danos ao desenvolvimento neurológico.
· Hidropisia fetal – Pode levar a lesões cerebrais secundárias.
Zika Vírus
· Principal via de transmissão: Picada do mosquito Aedes aegypti.
Principais complicações no neurodesenvolvimento:
· Microcefalia severa – Crescimento insuficiente do cérebro, levando a deficiência intelectual grave.
· Calcificações corticais – Associadas a atraso no desenvolvimento neuromotor e crises epilépticas.
· Dismorfismos cerebrais – Pode resultar em déficits motores, cognitivos e visuais.
R – Rubéola Congênita
· Agente: Vírus da Rubéola
· Principal via de transmissão: Infecção materna no primeiro trimestre.
Principais complicações no neurodesenvolvimento:
· Microcefalia – Pode levar a atrasos cognitivos e motores.
· Encefalopatia – Pode causar convulsões e dificuldades de aprendizado.
· Surdez neurossensorial – Afeta a comunicação e desenvolvimento da linguagem.
· Retardo do desenvolvimento psicomotor – Dificuldade na marcha, na coordenação e no aprendizado.
C – Citomegalovírus (CMV) Congênito
· Agente: Citomegalovírus (CMV)
· Principal via de transmissão: Contato com saliva, urina ou secreções de pessoas infectadas (ex.: crianças pequenas).
· Maior risco para o feto: Infecção materna primária no primeiro trimestre.
Principais complicações no neurodesenvolvimento:
· Microcefalia – Associada a deficiência intelectual e atraso motor.
· Calcificações periventriculares – Podem afetar a cognição e causar epilepsia.
· Surdez neurossensorial – Principal causa de perda auditiva congênita.
· Atraso global do desenvolvimento – Impacta fala, cognição e habilidades motoras.
H – Herpes Simples Congênito
· Agente: Herpes simplex vírus (HSV-1 e HSV-2)
· Principal via de transmissão: Durante o parto, se a mãe tem lesões ativas.
Principais complicações no neurodesenvolvimento:
· Encefalite herpética – Causa destruição do tecido cerebral, levando a atraso intelectual e epilepsia.
· Convulsões de difícil controle.
· Microcefalia e atrofia cortical – Podem levar a déficits motores severos.
· Paralisia cerebral – Em casos mais graves.
	Infecção
	Maior risco fetal
	Principais complicações no neurodesenvolvimento
	Toxoplasmose
	1º trimestre
	Microcefalia, hidrocefalia, calcificações cerebrais, convulsões.
	Sífilis
	2º/3º trimestre
	Meningite, surdez, atraso cognitivo.
	Varicela
	1º/2º trimestre
	Atrofia cortical, microcefalia, convulsões.
	Parvovírus B19
	Qualquer período
	Anemia grave, hipóxia cerebral.
	Zika
	1º trimestre
	Microcefalia severa, calcificações, déficits motores/cognitivos.
	Rubéola
	1º trimestre
	Surdez, microcefalia, encefalopatia, atraso psicomotor.
	Citomegalovírus
	1º trimestre
	Microcefalia, surdez, calcificações cerebrais, epilepsia.
	Herpes
	Parto
	Encefalite, convulsões, atrofia cortical, paralisia cerebral.
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ReflexoEstímulos desencadeadoresRespostaCurso do desenvolvimento
Moro
Sons altos, movimentos súbitos, 
perda de sustentação
Extensão dos antebraços e 
dedos, com retorno ao peito
Desaparece por volta do 3º mês
Preensão palmarPressão na base dos dedosFlexão dos dedos
Desaparece entre o 4º e o 6º 
mês
Preensão plantarPressão na base dos artelhosFlexão dos dedosDesaparece por volta do 10º mês
Marcha
Postura ereta e pés tocando a 
superfície
Movimento de marchaDesaparece por volta do 2º mês
Tônico-cervical 
assimétrico
Rotação da cabeça
Extensão do membro 
superior ipsilateral à 
rotação e flexão do membro 
superior contralateral
Desaparece por volta do 3º mês
SucçãoEstimulação dos lábiosSucção vigorosa
Desaparece entre o 4º e o 6º 
mês
Busca
Estimulação da face ao redor da 
boca
Rotação da cabeça na busca 
do objeto
Desaparece entre o 4º e o 6º 
mês
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