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EXPEDIENTE Prefeito João Henrique Andrade de Lima Campos Vice-Prefeita Isabella Menezes de Roldão Fiorenzano Secretária Municipal de Saúde Luciana Caroline Albuquerque Bezerra Secretária Executiva de Atenção Básica Juliana Martins Barbosa da Silva Costa Gerente Geral de Ações Integradas no Território Débora Mendonça Amaral de Holanda Cavalcanti Gerente de Políticas Transversais Renata Morais de Santana Gerente de Políticas de Ciclo de Vida e Populações Prioritárias Jany Welma de Sá Albuquerque Gerente de Apoio ao Território Mariana Farias Gomes Secretária Executiva de Coordenação Geral Pâmela Alves Gerente Geral de Articulação Distrital Edivânia Barros Gerente Geral de Distrito Sanitário I Josué Regino da Costa Neto Gerente Geral de Distrito Sanitário II Isabô Ângelo Beserra Ramalho Gerente Geral de Distrito Sanitário III Bruno de Luna Oliveira Gerente Geral de Distrito Sanitário IV Luciana Bezerra da Silva Gerente Geral de Distrito Sanitário V Juliana Santiago Gerente Geral de Distrito Sanitário VI Suênia da Cunha Gonçalves de Albuquerque Gerente Geral de Distrito Sanitário VII Fabiana Damo Bernart Gerente Geral de Distrito Sanitário VIII Márcia Virgínia Bezerra Ribeiro GRUPO DE TRABALHO DO AGENTE COMUNITÁRIO DE SAÚDE Alberto Barbosa Alessandro Cavalcanti Rodrigues Ângela Maria da Silva Anilda Maria dos Santos Antônio Flávio de Souza Aurinete de Oliveira Silva Cintia Albuquerque de Souza Luz Claudeildo Morais de Oliveira Claudia Fernanda Correia Cláudia Fernanda de Souza Dayse Mendes de Andrade Lopes Ducinéia Josefa da Silva Eliane Maria Florêncio da Silva Elisângela da Conceição Vieira Cavalcanti Elza Nunes da Cunha Emerson Miranda de Souza Fátima Maria de Lima Bezerra Fernando Severino da Silva Ivonete Maria da Silva Izabel Cristina Francisca de lima Jandaci Patrícia Viana José Ailton de Lima Karina Betânia Alves Luciene Lima Cordeiro Maria Alice Bulhões de Farias Maria da Conceição Silva dos Santos Míriam Maria Florêncio da Silva Mitiam Alcenir de Souza Santiago Nayane Santos da Silva Otávia Félix da Silva Shirley Maria Lopes da Silva Simone da Silva Barros Valdete Caetano da Silva ELABORAÇÃO Alice Maria Barbosa da Silva Ariane Cristina Bezerra Silva Martins Camilla Luna Debora Mendonca Amaral de Holanda Cavalcanti Fabyola de Souza Bezerra Fagner Arruda de Lima Francijane Diniz de Oliveira Geisany Amanda Veiga Barbalho de Moura Humberto Tavares Gonçalves Karla Regina Viana Coutinho Laís de Souza Monteiro Luciana Brito Ferreira Manuela de Lira Silva Marcela Natal Lucena Marcela da Mata Atroch Maria das Graças Santos Cavalcante Maria de Fátima Maciel Nepomuceno Maria Gorete Medeiros Maria Heloisa Lira Rodrigues dos Santos Márcia Virgínia Bezerra Ribeiro Osvaldo Nascimento Pascoal Pedro de Araújo Gomes Renata Morais de Santana Roberta Lisandra Durant da Silva Rodrigo Arruda Pinho Sandra Sayonery Nascimento Souza Sandreany Silva Alves de Lima Tania Macêdo Costa Valéria Corrêa de Araújo Peres Verônica Galvão Freires Cisneiros REVISÃO TÉCNICA Ariane Cristina Bezerra Silva Martins Debora Mendonca Amaral de Holanda Cavalcanti Maria Gorete Medeiros Márcia Virgínia Bezerra Ribeiro Renata Morais de Santana Sandreany Silva Alves de Lima REVISÃO FINAL Juliana Martins Barbosa da Silva Costa SUMÁRIO 1. Introdução __________________________________________________04 2. Atribuições dos agentes comunitários de saúde ____________________08 3. Processo de territorialização ___________________________________ 13 4. Planejamento e organização das visitas domiciliares ________________17 5. Acompanhamento para grupos específicos ________________________23 6. Acompanhamento compartilhado - supervisão das ações ____________60 ANEXOS_________________________________________________________63 REFERÊNCIAS___________________________________________________69 1. INTRODUÇÃO A Atenção Básica (AB) tem um papel fundamental dentro do Sistema Único de Saúde (SUS), uma vez que se trata da principal porta de entrada do SUS e se encontra no centro de comunicação com toda a Rede de Atenção do SUS, devendo estar fundamentada nos princípios da universalidade, da acessibilidade, da continuidade do cuidado, da integralidade da atenção, da responsabilização, da humanização e da equidade. Um sistema de saúde que tem como base uma AB fortalecida possui maior efetividade, no sentido de resolutividade para os problemas de saúde mais prevalentes, além de maior eficiência, visando melhor aplicabilidade de recursos. Com responsabilização pela saúde da população adscrita, as equipes de AB ofertam o cuidado de forma regionalizada, contínua e sistematizada, com ações de promoção, prevenção e recuperação da saúde no âmbito individual e coletivo, principalmente através da Estratégia de Saúde da Família (ESF). O Recife, capital do Estado de Pernambuco, é um município urbano situado no litoral nordestino, com extensão de 218,8 km², possui densidade demográfica de 7.039,64 hab./km² e população estimada em 1.661.017 pessoas (IBGE, 2021). É a sede da Região Metropolitana do Recife e possui Índice de Desenvolvimento Humano Municipal 0,772 (IBGE, 2021). Implantado oficialmente em 1991, pelo Ministério da Saúde, o então Programa de Agentes Comunitários de Saúde (PACS) teve início no final da década de 80 como uma iniciativa de algumas áreas do Nordeste (e outras regiões, como o Distrito Federal e São Paulo) em busca de alternativas para melhorar as condições de saúde da sua população. Era uma nova categoria de trabalhadores, formada pela e para a própria comunidade, atuando e fazendo parte da saúde prestada nas localidades. O objetivo do trabalho do(a) Agente Comunitário(a) de Saúde (ACS) é contribuir para a qualidade de vida das pessoas e da comunidade, por meio da informação acessível e também do olhar atento às necessidades individuais e coletivas da população sob sua responsabilidade. O seu trabalho se destaca pela boa capacidade de comunicação com as pessoas e pela habilidade de se vincular com a comunidade, uma vez que é parte integrante desta, compartilha do mesmo contexto social, funcionando como elo entre a população e a equipe de Saúde da Família (eSF). Essa compreensão ampliada do território e o contato permanente com as famílias o tornam um segmento efetivo na assistência à saúde, através do seu apoio nas atividades de promoção, prevenção e vigilância à saúde realizadas pela equipe multiprofissional. A interação ACS-população-equipe garante a estruturação da AB e aumenta a sua capacidade resolutiva, pois fortalece o elo cultural, através do trabalho educativo, que une o saber científico e o saber popular. Outra atuação do(a) ACS de relevância é a possibilidade de transitar por espaços, gestão e comunidade, intermediando o diálogo entre esses atores, com participação ativa no planejamento e efetivação de projetos e ações em prol da comunidade. Dentre as atividades desenvolvidas pelo(a) ACS estão: a territorialização, o cadastro e as visitas domiciliares, que são os pilares do seu processo de trabalho na ESF. O processo da Territorialização pressupõe o reconhecimento das principais características demográficas, socioeconômicas, epidemiológicas e culturais inerentes à população adscrita. Esse processo se apresenta como uma ferramenta que facilita o trabalho dos profissionais de saúde na comunidade. O seu objetivo é permitir a identificação de prioridades em termos de problemas nos grupos sociais, o que se refletirá na definição das ações mais adequadas conforme a natureza dos problemas identificados, com maior impacto sobre os níveis de saúde e condiçõesvisitas domiciliares às pessoas idosas conforme planejamento assistencial, dando prioridade às frágeis ou em processo de fragilização ➔ Buscar a integração entre a equipe de saúde e a população adscrita à Unidade, mantendo a equipe informada, principalmente, a respeito dos idosos frágeis ➔ Estar em contato permanente com as famílias ➔ Avaliar condições de risco de quedas observáveis no domicílio 5.8 Saúde da População Negra A Política de Saúde Integral da População Negra - PSIPN é fruto de um processo de lutas sociais da sociedade civil. As ações desenvolvidas possuem o objetivo de combater o racismo institucional na rede de saúde do município, fortalecendo o quesito raça/cor em todos os formulários da rede, capacitando os profissionais quanto ao tema do racismo na saúde e atuando no combate ao racismo religioso. Atualmente, sua atuação tem se dividido em três eixos principais: Implementação da política A população do Recife é constituída por mais de 50% de pessoas afrodescendentes, pretos e pardos. Além disso, é sede de centenas de comunidades tradicionais de terreiro, que conservam e celebram a espiritualidade e religiosidade afro-brasileira, e também representam o cuidado em saúde para a população negra. Considerando esse contexto, a PSIPN desenvolveu dois projetos que são ofertados nos terreiros da cidade: “Ninar nos Terreiros” e “Colorindo os Terreiros”. Quesito Raça/Cor O quesito Raça/Cor é essencial para traçar um perfil da população negra de cada região, permite conhecer as características desta população e, através disso, traçar metodologias de ação. Linha de cuidado para a pessoa com doença falciforme A doença falciforme (DF) é uma das enfermidades genéticas e hereditárias mais comuns no mundo. Nesse sentido, é essencial garantir o acolhimento da pessoa com DF na atenção básica, para que estes sujeitos que passam “invisíveis” dentro dos serviços de saúde, tenham a especificidade de seu adoecimento compreendida O(A) Agente Comunitário(a) de Saúde deverá: ➔ Realizar o preenchimento adequado do quesito raça/cor em todos os formulários inerentes ao seu processo de trabalho ➔ Identificar pessoas com o diagnóstico de Doença Falciforme no território ➔ Participar das ações voltadas à saúde da população negra nos espaços do território ➔ Participar das rodas de conversa sobre racismo e saúde 5.9 Saúde da Pessoa Com Deficiência - PCD A Política Municipal de Atenção Integral à Saúde da Pessoa com Deficiência foi instituída em 2016, como resultado de discussões acerca da base conceitual da pessoa com deficiência, sobretudo na área da saúde. Possui caráter transversal e abrange a produção de conhecimento, participação social, promoção, atenção e cuidado. Os/as usuários/as com deficiência possuem necessidades básicas comuns, como: vacinação, consultas, pré-natal, planejamento familiar, puericultura e saúde bucal. Dessa forma, o/a ACS deve atentar-se a identificação desse público em seu território, buscando realizar planejamento e direcionamento das ações necessárias, junto a sua equipe. O(A) Agente Comunitário(a) de Saúde deverá: ➔ Registrar o tipo de deficiência encontrada e atentar-se as informações de sexo, raça-cor e idade, nos instrumentos de registro utilizados rotineiramente (por exemplo: ficha de cadastro no eSUS) ➔ Registrar as condições de acessibilidade (se existem rampas, se o local é plano, se é de barro ou de asfalto, se crianças com deficiência frequentam o ensino regular, entre outras) ➔ Registrar se a pessoa recebe algum benefício: Benefício de Prestação Continuada da Assistência Social/BPC, Bolsa-Família; se a pessoa faz uso de algum equipamento assistivo: órtese, prótese ou meio auxiliar de locomoção ➔ Registrar as dúvidas mais frequentes sobre as necessidades de saúde da pessoa com deficiência e buscar informações, com a referência técnica da Política de Atenção à Saúde da Pessoa com Deficiência de seu Distrito Sanitário No que diz respeito às visitas domiciliares, realizadas pelos(as) ACS e como importante estratégia de cuidado às pessoas com deficiência na atenção básica, algumas atribuições devem ser priorizadas: ➔ Conhecer as condições e contexto de vida das pessoas com deficiência: situação atual da família, realização das atividades de vida diária, contexto de moradia da família, uso de benefícios sociais, uso do transporte, participação na escola, estado de saúde geral, ocupação da pessoa com deficiência e da família, se usa órteses, próteses ou outros meios de locomoção ➔ Identificar sobre o grau de independência, se precisa de auxílio e avaliar junto à eSF e equipes Multiprofissionais na Atenção Primária à Saúde - eMulti, intervenções necessárias visando a autonomia da pessoa com deficiência ➔ Identificar formas de participação das pessoas com deficiência na comunidade, junto a associações, ONGs no território e demais equipamentos que promovam interação social e promoção à saúde (por exemplo: Polos da Academia da Cidade (PAC), Unidades de Cuidados Integrais à Saúde (UCIS), Compaz, dentre outros) ➔ Identificar os movimentos de liderança, as associações de pessoas com deficiência na comunidade/território e no Conselho de Direitos da Pessoa com Deficiência (COMUD - Recife), junto à referência da Política de Atenção à Saúde da Pessoa com Deficiência de seu Distrito Sanitário ➔ Orientar a família e a pessoa com deficiência na busca por serviços de saúde, atentando- se ao acesso à Unidade Básica de Saúde, principalmente às barreiras arquitetônicas e outras encontradas, e se têm oportunidades iguais aos outros usuários em todos os atendimentos e atividades (vacinação, consultas, pré-natal, planejamento familiar, puericultura, saúde bucal e outros) 5.10 Política Municipal de Atenção Integral à Saúde da População LGBT A Política Municipal de Atenção Integral à Saúde da População LGBT do Recife foi instituída em 2016 e tem como objetivo promover a saúde integral de lésbicas, gays, bissexuais, transgêneros (homens e mulheres transexuais, mulheres travestis e pessoas não-binárias), pessoas intersexo, assexuais, eliminando a discriminação e o preconceito institucional, contribuindo para a redução das desigualdades e para a consolidação do SUS como sistema universal, integral e equânime. A política tem caráter transversal, tendo como marca o reconhecimento dos efeitos da discriminação e da exclusão no processo de saúde-doença dessa população. Violências e discriminações acontecem em diversos âmbitos das vidas das pessoas LGBTIA+: família, escola, mercado de trabalho, serviços de saúde, vias públicas. Sendo assim, ações para eliminar os processos discriminatórios nos serviços e no território devem ser um compromisso ético-político para todas as instâncias do SUS. Quem são as pessoas LGBTIA+? A sigla LGBTIA+ tem como finalidade representar diversas orientações sexuais e identidades de gênero possíveis para cada ser humano, enxergando sua individualidade e singularidade em relação aos seus corpos, sua identidade e suas formas de se relacionarem de forma afetiva e sexual com outras pessoas. Orientação sexual: Refere-se à capacidade de cada pessoa de ter uma profunda atração emocional, afetiva ou sexual por indivíduos de gênero diferente, do mesmo gênero ou de mais de um gênero, assim como ter relações íntimas e sexuais com essas pessoas. Identidade de gênero: É uma experiência interna e individual do gênero de cada pessoa, que pode ou não corresponder ao sexo atribuído no nascimento, incluindo o senso pessoal do corpo. Lésbicas e gays: são pessoas que sentem atração pelo mesmo gênero. Bissexuais: são pessoas que sentem atração por dois ou mais gêneros. Transexuais, transgêneros e/ou travestis: são pessoas que se identificamcom um gênero diferente do designado no nascimento a partir da sua genitália (vagina ou pênis). Intersexo: são pessoas que não se enquadram na norma binária, ou seja, o feminino e o masculino. Os fatores que podem definir isso são as combinações biológicas e desenvolvimento corporal como cromossomos, genitais, hormônios etc. Assexuais: são pessoas que sentem nula ou mínima atração sexual por alguém. Isso não significa falta de interesse romântico; essas pessoas podem ou não se relacionar e desenvolver sentimentos afetivos. Pansexuais: desenvolvem atração física, amor e desejo sexual por outras pessoas independentemente de sua identidade de gênero. Não-binários: são múltiplos! Podem ser pessoas sem gênero, com gênero fluido, com gêneros separados de homem e mulher, com gêneros parecidos com homem ou mulher, entre outras coisas. Fonte: Imagem retirada da “Cartilha de Letramento para Mães que Resistem” Algumas ações podem ser feitas pelos(as) ACS, como: ➔ Orientar sobre o direito de inserir o nome social das pessoas transgêneras no Cartão Nacional de Saúde, garantido através da Portaria do Ministério da Saúde 1.820/13. Inclusive informando o local onde realizar a alteração! ➔ Preencher o nome social de pessoas transgêneras no Cadastro Individual; Figura 3 - Tela Cadastro do cidadão no PEC APS - CDS Figura 4 - Tela Cadastro do cidadão no e-SUS território ➔ Incentivar participação da população LGBTIA+ nos grupos, atividades e ações de promoção à saúde realizadas pela Equipe de Saúde da Família, Equipe de Saúde Bucal, e-Multi e Programa de Academia da Cidade. ➔ Observar as questões relacionadas à orientação sexual e identidade de gênero que interferem no processo de saúde-doença da população LGBTIA+ e suas famílias, levando para as discussões de caso das equipes. Ex.: violência doméstica por motivos de ser uma pessoa LGBTQIA+; rede de apoio fragilizada em decorrência do preconceito. ➔ Promover espaços de discussão e educação em saúde com a comunidade objetivando contribuir no combate à LGBTfobia. ➔ Lembrar de sempre preencher os campos de Orientação Sexual e Identidade de Gênero, pois assim podemos entender melhor a configuração da população do território e pensar em ações estratégicas. Figura 5 - Campo de orientação sexual e identidade de gênero ➔ Pensar e construir, junto com as pessoas usuárias do serviço, estratégias para minimizar desconfortos, violências e discriminações na rotina da unidade. Assim, poderemos contribuir para a produção e melhoria da saúde dessa população. ➔ Encaminhar, quando necessário, junto com a Equipe da Estratégia de Saúde da Família para os serviços de referência em saúde LGBT. 5.11 Saúde da População em Situação de Rua O Consultório na Rua é um equipamento da Atenção Básica para a população em situação de rua. Funciona com os mesmos fundamentos e diretrizes definidos para as equipes de atenção básica, sendo porta de entrada da população, realizando o cuidado longitudinal, com resolutividade e coordenando o cuidado. As equipes multiprofissionais atuam diretamente na rua, de forma itinerante, bem como nas unidades referências para as equipes do Consultório na Rua(eCR), buscando garantir o cuidado integral à população em situação de rua. É importante destacar que o atendimento dessa população não é atividade exclusiva das eCR e deve ser realizado, na Atenção Básica, pela unidade de referência mais próxima do local de permanência do usuário. O(A) Agente Comunitário(a) de Saúde deverá: ➔ Realizar o tratamento (TDO) das pessoas em situação de rua com diagnóstico de Tuberculose, em sua área adscrita; ➔ Acompanhar o cuidado das pessoas em situação de rua, em parceria com o Consultório na Rua; ➔ Participar das atividades de matriciamento ofertadas pelas equipes de Consultório na Rua; ➔ Desenvolver ações integradas no território junto às equipes do Consultório na Rua; ➔ Identificar pessoas em situação de rua na área adscrita e acionar o Consultório na Rua para realizar o acompanhamento compartilhado; ➔ Participar de discussões de casos e contribuir com a construção do projeto terapêutico singular do usuário; ➔ Desenvolver ações de integração das pessoas em situação de rua com a comunidade; ➔ Estimular a participação da população em situação de rua nos grupos de promoção à saúde; ➔ Realizar visitas compartilhadas com os profissionais do Consultório na Rua; ➔ Conhecer os serviços socioassistenciais voltados ao atendimento da população em situação de rua. 5.12 Hipertensão arterial e Diabetes Mellitus A Hipertensão Arterial Sistêmica (HAS) é uma condição clínica multifatorial caracterizada por níveis elevados e sustentados de pressão arterial – PA (PA ≥140 x 90 mmHg). Associada, frequentemente, a alterações funcionais e/ou estruturais dos órgãos-alvo (coração, encéfalo, rins e vasos sanguíneos) e alterações metabólicas, com aumento do risco de eventos cardiovasculares fatais e não fatais (SOCIEDADE BRASILEIRA DE CARDIOLOGIA, 2010). A condição pode ser tratada e controlada com mudanças no estilo de vida, com medicamentos de baixo custo e de poucos efeitos colaterais, comprovadamente eficazes e de fácil aplicabilidade na Atenção Básica (AB). O Diabetes Mellitus (DM) é um grupo heterogêneo de distúrbios metabólicos que apresenta em comum a hiperglicemia, resultado de defeitos na ação da insulina, na secreção de insulina ou em ambas. As consequências do DM, a longo prazo, incluem a disfunção e falência de vários órgãos, especialmente rins, olhos, nervos, coração e vasos sanguíneos. Os sintomas mais comuns são cansaço, aumento do apetite, sede excessiva, boca seca, emagrecimento e urina aumentada. Para prevenir as complicações é importante controlar o peso, a glicose e a pressão arterial, cuidar dos pés, não fumar, praticar atividades físicas e ter uma alimentação adequada e saudável. Na visita domiciliar deve ser realizada a identificação do paciente, a verificação das condições gerais de autocuidado e fatores desfavoráveis para a adesão e sucesso do tratamento. Classificação do Diabetes Mellitus de acordo com a Sociedade Brasileira de Diabetes Tipo 1 Resulta da destruição das células beta pancreáticas e tem tendência à cetoacidose. Tipo 2 O DM tipo 2 é considerado síndrome de resistência à insulina, com relativa deficiência de insulina, a um defeito predominante secretório. Diabetes gestacional Com início ou diagnóstico durante a gestação, é a diminuição da tolerância à glicose, de magnitude variável. Fonte: Adaptado da Sociedade Brasileira de Diabetes. ROTEIRO PARA A VISITA DOMICILIAR DO(A) ACS NO CUIDADO À PESSOA COM HIPERTENSÃO E COM DIABETES O QUE FAZER? COMO FAZER? Identificar o paciente ● Preencher e manter atualizado o cadastro dos usuários com hipertensão e/ou diabetes ● Identificação de hábitos de vida/fatores de risco: tabagismo, etilismo, sedentarismo e hábitos de alimentação ● Visitas domiciliares a cada 6 meses Verificar agendamento de consultas e exames ● Verificar a data das próximas consultas com o médico, enfermeiro ou odontólogo (pelo menos a cada seis meses ou a critério da equipe). Verificar medicação ● Verificar se o paciente compreende a prescrição médica (medicações e auto monitorização da glicemia capilar) ● Verificar as condições de armazenamento ● Verificar e orientar o descarte adequado dos insumos Verificar capacidade de autocuidado ● Higiene pessoal ● Capacidade de locomoção ● Capacidade de comunicação ● Compreensão e aceitação da sua condição de saúde ● Motivação para a adesão ao tratamento (MEV) Observar redes de apoio ● Identificar a presença de apoio familiar para auxílio à adesão ao tratamento (medicamentoso e MEV) ● Identificar potenciaiscuidadores fora do âmbito familiar Identificar na população pessoas com fatores de risco para as DCNT ● Pessoas com alimentação inadequada, sobrepeso e obesidade, sedentárias, tabagistas e/ou com consumo excessivo de bebidas alcoólicas Educação em saúde ● Realizar atividades educativas para que os indivíduos tenham a capacidade de melhorar suas condições de saúde ● Pode ser realizada em grupo, nos serviços de saúde e/ou nos diversos espaços sociais existentes na comunidade. Cuidados com a Insulina APRESENTAÇÃO DA INSULINA TEMPERATURA VALIDADE Insulina lacrada Sob refrigeração entre 2 e 8°C 2 a 3 anos a partir da data de fabricação Insulina em uso: Frasco e Caneta descartável em uso Sob refrigeração entre 2 a 8°C Temperatura ambiente até 30° C 4 a 8 semanas após a data de abertura e o início de uso Insulina em uso: Caneta recarregável contendo refil Temperatura ambiente até 30° C 4 a 8 semanas após a data de abertura e o início de uso Fonte: Adaptada de Diretrizes da Sociedade Brasileira de Diabetes, 2019-2020 Quanto ao descarte da insulina, todo o lixo deve ser descartado em coletores específicos para perfurocortantes. Na ausência do coletor próprio, descarte utilizando embalagens com material rígido, resistente a rupturas e bem vedado. Preencher até dois terços do coletor, fechar bem e levar até a unidade de saúde mais próxima da residência. Canetas recarregáveis, sem o refil de insulina, e tampas de canetas descartáveis podem ser depositadas em lixo comum. As pilhas e baterias dos monitores de glicose devem ser descartadas em coletores específicos, disponibilizados em alguns serviços de saúde, incluindo farmácias e mercados de grandes redes. Quanto ao transporte da insulina: - O transporte doméstico pode ser feito em embalagem comum, evite exposição ao sol ou calor excessivo; - Quando usado em embalagem térmica ou isopor, a insulina não deve entrar em contato direto com gelo ou similar; - Em qualquer deslocamento, independentemente da forma e do tempo, a insulina deve ser transportada em bagagem de mão. 5.13 Tuberculose A tuberculose é um sério problema de saúde pública no Brasil e no Recife, e se trata de uma doença infecto contagiosa, que acomete principalmente os pulmões, mas pode afetar qualquer parte do corpo. É transmitida por via aérea através da inalação de partículas contendo bacilos expelidos pela tosse, fala ou espirro da pessoa doente. Os sintomas mais comuns incluem tosse, emagrecimento, febre baixa vespertina, sudorese noturna, falta de apetite e fadiga. Possui grupos com maior vulnerabilidade para adoecimento em relação à população em geral, sendo eles: pessoas vivendo em situação de rua, pessoas vivendo com HIV, pessoa privada de liberdade, indígena. Considerando a importância do diagnóstico precoce, acompanhamento dos casos e a quebra da cadeia de transmissão, segue as principais ações a serem desenvolvidas pelo(a) ACS para o enfrentamento e vigilância à tuberculose no município de Recife: O(A) Agente Comunitário(a) de Saúde deverá: ➔ Orientar a população sobre sinais e sintomas, tratamento, medidas preventivas da tuberculose através de ações com a comunidade; ➔ Orientar sobre a importância da realização do tratamento correto conforme prescrito, com objetivo de fortalecer vínculos para prevenção do abandono e alcançar cura da doença; ➔ Realizar Tratamento Diretamente Observado (TDO) - Verificar a ingestão da medicação para todas as pessoas em tratamento, por no mínimo 3 vezes na semana, no domicílio ou serviço de saúde de referência; ➔ Orientar a respeito dos possíveis efeitos colaterais das medicações (mudança de coloração na urina/suor, eczema leve, dor articular, prurido, febre, náuseas, vômitos, neuropatia periférica, cefaléia, mudança de comportamento, entre outros) para o tratamento da tuberculose e que o usuário busque a unidade de saúde caso ocorra alguma intercorrência e ao mesmo tempo sinalizar ao profissional (médico e/ou enfermeiro) os usuários que estão apresentando reações adversas à medicação; ➔ Usuário sintomático respiratório suspeito para tuberculose: Realizar na visita domiciliar a identificação de sintomático respiratório e encaminhar para a Equipe de Atenção Primária mais próxima da residência do usuário; ➔ Contatos de usuários com diagnóstico de tuberculose que não realizaram os exames: Orientar os usuários quanto a necessidade da realização dos exames diagnósticos (baciloscopia, genexpert e cultura) e o exame de radiografia como apoio diagnóstico (para que sejam tratados precocemente os possíveis casos de tuberculose, com intuito de realizar a quebra de cadeia de transmissão da doença); ➔ Abandono de tratamento: Buscar os usuários que possuem diagnóstico de tuberculose e não iniciaram o tratamento e aqueles que estão com 30 dias ou mais sem o uso da medicação para retornar ao tratamento; ➔ Busca ativa de possíveis casos de abandono: Realizar visita domiciliar aos usuários que estão em tratamento para tuberculose. Observar o uso da medicação corretamente e caso o paciente esteja sem o uso da medicação deve ser orientado o retorno à unidade de saúde e comunicar imediatamente a equipe de saúde antes do caso ser considerado como “abandono de tratamento” (mais de 30 dias sem o uso da medicação). 5.14 Hanseníase A Hanseníase é uma doença crônica, infectocontagiosa, causada pelo Mycobacterium leprae. Acomete principalmente os nervos superficiais da pele e troncos nervosos periféricos. Se não tratada na forma inicial, poderá levar a incapacidades físicas. A transmissão ocorre pelas vias respiratórias (pelo ar) e os principais sinais e sintomas são: manchas ou áreas da pele com alterações de sensibilidade; formigamentos, choques e câimbras nos braços e pernas, que evoluem para dormência. O tratamento é gratuito, interrompe a transmissão e cura a doença. O(A) Agente Comunitário(a) de Saúde deverá: ➔ Orientar sobre a tomada diária da medicação e importância de comparecer mensalmente à unidade de saúde para a dose supervisionada; ➔ Orientar que todos os contatos de casos confirmados sejam avaliados; ➔ Orientar sobre os efeitos adversos das medicações (ex: intolerância gástrica, urina com coloração avermelhada, aumento da pigmentação da pele, entre outros); ➔ Realizar orientações sobre a importância do autocuidado; ➔ Realizar atividades educativas sobre Hanseníase para a comunidade; ➔ Identificar sinais e sintomas através da busca ativa de casos suspeitos na comunidade; ➔ Realizar busca ativa dos usuários que estão em tratamento e sem comparecer à unidade de saúde, orientando sobre a importância da continuidade do tratamento; ➔ Realizar busca ativa dos usuários que abandonaram o tratamento. 5.15 Tabagismo O tabagismo é uma doença crônica devido à dependência à nicotina, substância presente nos derivados do tabaco, como cigarro, charuto, cachimbo, cigarro de palha, cigarrilha, rapé, narguilé, entre outros. A exposição passiva ao tabaco e o tabagismo são importantes fatores de risco para o desenvolvimento de uma série de doenças crônicas, tais como câncer, doenças pulmonares e doenças cardiovasculares, de modo que o uso do tabaco continua sendo líder global entre as causas de mortes evitáveis (WORLD HEALTH ORGANIZATION, 2014, 2018). O(A) Agente Comunitário(a) de Saúde deverá: ➔ Realizar um levantamento do número de fumantes residentes no domicílio; ➔ Orientar os fumantes a não fumarem em ambientes fechados, evitando o tabagismo passivo e suas consequências para as pessoas que convivem com eles; ➔ Alertar os adultos para não fumarem na presença de crianças e não estimularem a comprar cigarros; ➔ Aconselhar sempre os fumantes a deixarem de fumar, por meio deuma abordagem mínima ou breve, ou de encaminhamento para as unidades de saúde; ➔ Motivar os fumantes que se encontram em tratamento para tabagismo que continuem frequentando os encontros nas unidades de saúde; ➔ Ajudar a prevenir a experimentação e a iniciação ao tabagismo do público jovem, por meio de uma abordagem positiva e enfatizando os benefícios de não fumar; ➔ Alertar que a fumaça do cigarro contém substâncias que prejudicam a saúde da mulher grávida; ➔ Auxiliar o fumante com algumas ideias para ajudá-lo a parar de fumar, como: escovar os dentes logo após as refeições, chupar gelo, comer frutas, praticar atividades físicas, quando possível, são exemplos que ajudam a resistir à vontade de fumar; ➔ Orientar familiares e amigos do fumante sobre os malefícios do cigarro e os benefícios de parar de fumar para que eles o apoiem e incentivando-o a conseguir manter-se sem o cigarro; ➔ Quando o usuário deixa de fumar, o(a) ACS deve sempre parabenizá-lo e ajudá-lo a manter- se motivado; ➔ Quando acontecer recaída, acolher e incentivar o fumante a voltar a procurar um atendimento nas unidades de saúde. O agente pode realizar uma abordagem breve ou básica do fumante em cada visita domiciliar, que consiste em perguntar, avaliar, aconselhar, preparar e acompanhar o fumante para que deixe de fumar: Fonte: Ministério da Saúde, 2021, Linhas de Cuidado - Tabagismo Portanto, sugere-se perguntar: - Você fuma? Há quanto tempo? (permite diferenciar a experimentação do uso regular) - Quantos cigarros fuma por dia? (≥ 20 cigarros/dia - maior chance de ter fortes sintomas de síndrome de abstinência) - Quanto tempo após acordar acende o 1º cigarro? (fumar nos primeiros 30 minutos após acordar - maior chance de ter fortes sintomas de síndrome de abstinência) - Quanto tempo, após acordar, você fuma o primeiro cigarro? (pacientes que fumam nos primeiros 30 minutos, após acordar, possivelmente, terão maior chance de desenvolverem fortes sintomas de síndrome de abstinência na cessação de fumar) - O que você acha de marcar uma data para deixar de fumar? (permite avaliar se o fumante está pronto para iniciar o processo de cessação de fumar) Em caso de resposta afirmativa, perguntar: - Já tentou parar de fumar antes? - Em caso afirmativo, perguntar: - O que aconteceu? (para identificar o que ajudou e o que atrapalhou a deixar de fumar, de modo que esses dados sejam trabalhados na próxima tentativa). Aquelas pessoas que ainda não estão dispostas a parar de fumar, devem se sentir apoiadas pela sua equipe de saúde e o(a) ACS pode estimulá-las a pensar sobre o assunto. E em todas as visitas, estando o paciente sem fumar, o(a) ACS deve parabenizá-lo. É fundamental mostrar interesse por sua conquista e mantê-lo motivado. Sugerimos consultar também a “Cartilha do Agente Comunitário de Saúde e o Tratamento do tabagismo no Brasil” por meio do link abaixo: O Agente Comunitário de Saúde e o Controle do Tabagismo no Brasil 5.16 Saúde Bucal As demandas de Saúde Bucal identificadas pelo(a) ACS durante a visita domiciliar deverão ser informadas à eSF e eSB. As principais situações que indicam a necessidade de avaliação do usuário são: rosto inchado com presença ou não de dor; dentes escuros; dentes quebrados; dentadura mal adaptada ou quebrada e ausência de dentes na boca, principalmente as que causam dificuldade para falar, sorrir e comer. Ações para o(a) ACS em vigilância à Saúde Bucal: ➔ Desenvolver ações de promoção em Saúde Bucal, orientando quanto ao hábito de higienização oral depois das refeições e quais alimentos devem ser evitados a fim de se promover saúde bucal; ➔ Identificar as necessidades, as dificuldades e os riscos em relação à Saúde Bucal junto às famílias; ➔ Orientar a higiene e cuidado bucal adequados incluindo próteses dentárias com foco nas seguintes situações: Escovação inadequada, prótese com má higienização, sangramento das gengivas, prótese mal adaptada, dor de dente e usuário acamado sem avaliação odontológica há mais de 01 ano; ➔ Orientar sobre alimentação saudável, bem como os riscos do uso do fumo e bebida alcoólica; ➔ Orientar sobre a prevenção de traumatismo dentário e ações iniciais antes do encaminhamento para o cirurgião dentista; ➔ Identificar usuários que necessitem de visita domiciliar da eSB (pessoas acamadas ou com dificuldades de locomoção), bem como acompanhar os profissionais nas visitas; ➔ Orientar sobre fluxos e horários para acessar o serviço e os grupos de promoção da Saúde Bucal no território. 5. 17 Doenças transmitidas por vetores O papel desenvolvido pelo agente comunitário de saúde e o agente de controle de endemias é fundamental para o controle e redução das doenças transmitidas por vetores. Os profissionais são a ligação entre a comunidade e os serviços de saúde e devem atuar de maneira integrada de forma a potencializar o resultado do trabalho, evitando duplicidade de ações. Durante uma visita domiciliar, ao identificar uma caixa d’água de difícil acesso ou um criadouro que não consiga destruir e que precisa da utilização do larvicida, deverá contatar o agente de controle de endemias (ACE) para planejamento das ações. O(A) Agente Comunitário(a) de Saúde deverá: ➔ Identificar sinais e sintomas dos agravos/doenças e orientar os casos suspeitos para procurarem a Unidade Básica de Saúde para diagnóstico e tratamento de acordo com as orientações da Secretaria Municipal de Saúde; ➔ Orientar a comunidade quanto ao uso de medidas de proteção individual, familiar e da comunidade para a prevenção das doenças; ➔ Planejar e programar as ações de controle das doenças em conjunto com o agente comunitário de endemias e a equipe de Atenção Básica/Saúde da Família; ➔ Incentivar e mobilizar a comunidade para desenvolver ações simples de manejo ambiental para controle de vetores (insetos, roedores, moscas, entre outros); ➔ Atuar nas residências, informando os seus moradores sobre as doenças – seus sintomas e riscos –, os agentes transmissores e as medidas de prevenção; ➔ Realizar ações de educação em saúde e de mobilização social. 5.18 Saúde Mental É crescente o número de pessoas que vivem sob circunstâncias favoráveis para o agravamento da Saúde Mental, como a pobreza, carência alimentar, conflitos familiares e territoriais, hábitos de vida e relacionamento com substâncias psicoativas (WHO, 2019). A proximidade das eSF com as comunidades facilita o acesso às suas necessidades pelo vínculo e a confiança. O(A) ACS é fundamental nesse processo, pois o seu saber sobre a cotidianidade da vida no território possibilita a esses profissionais serem elos entre a comunidade e os serviços de saúde, sendo um elemento importante no fortalecimento da rede de cuidado em saúde mental no campo da saúde pública. Algumas ações podem ser feitas pelos(as) ACS durante as visitas domiciliares, como identificar: ➔ Sinais de uso abusivo de álcool e outras drogas; ➔ Comportamento suicida; ➔ Autolesão; ➔ Problemas relacionados ao sono; ➔ Sinais de demência, esquecimento; ➔ Violências intrafamiliar; ➔ Problemas no desenvolvimento social, cognitivo e emocional em crianças e adolescentes; ➔ Sintomas como fadiga, irritabilidade e dificuldade de concentração. É importante a observação do contexto individual na identificação dos possíveis sinais e da possibilidade de inserção dos casos na rotina de reuniões da eSF e com os profissionais de equipes multiprofissionais na Atenção Básica à Saúde - eMulti e CAPS. Uso inadequado de psicotrópicos/má aderência ao tratamento, suspeita de uso abusivo de álcool ou outras substâncias psicoativas, orientações nas situações de suicídioe automutilação, evidências de maus tratos/negligência, negligência e abandono, abusos físicos também denominados sevícias físicas. O Estatuto da Criança e Adolescente estabelece que os casos de suspeita ou confirmação de maus-tratos devem ser obrigatoriamente comunicados ao Conselho Tutelar da respectiva localidade de moradia da vítima. A notificação cabe a qualquer cidadão que seja testemunha ou tome conhecimento e tenha provas de violações dos direitos de crianças e adolescentes. Ela pode ser feita até mesmo de forma anônima aos vários serviços de proteção da infância e da juventude mais próximos como os SOS, Disque Denúncia, e tantas outras organizações criadas para essa finalidade. A elas caberá sempre repassar tais informações aos Conselhos Tutelares mais próximos à residência da vítima. Serviços de Saúde Mental A Rede de Atenção Psicossocial (RAPS), tem por finalidade a ampliação de oferta de serviços direcionados ao acompanhamento e cuidado de pessoas em sofrimento mental agudo ou crônico, decorrente ou não do uso e abuso de substâncias psicoativas. Os CAPS são serviços de cuidado à saúde mental e atenção à crise nos territórios, acolhem, atendem e assistem a população do município, que é referenciada para o serviço de acordo com seu bairro e DS (ANEXO II). As três Unidades de Acolhimento (UA) para os munícipes do Recife, oferecem acolhimento transitório para usuários que tenham problemas em decorrência de substâncias psicoativas, vínculos familiares fragilizados, vulnerabilidades socioterritoriais e estão em acompanhamento no CAPS Ad. Os Leitos Integrais de Saúde Mental são componentes da RAPS na Rede Hospitalar e estão sob a gestão de regulação de acesso orientada pelos CAPS de referência dos usuários. São dispositivos utilizados como oferta para investigação clínica diferencial e retaguarda para o acompanhamento hospitalar. 5.19 Equipes Multiprofissionais na Atenção Primária à Saúde - eMulti Conforme portaria GM/MS n.º 635, de 22 de maio de 2023, as equipes Multiprofissionais (eMulti) são equipes multidisciplinares que atuam de maneira complementar e integrada às demais equipes da Atenção Primária à Saúde (APS), atuando como corresponsáveis pela população e pelo território. Tem como principais objetivos facilitar o acesso da população e ampliar o escopo de cuidados em saúde aprimorando a resolubilidade da APS, integrar práticas de assistência de maneira contínua ao longo do tempo, favorecer os atributos essenciais e derivados da APS, oportunizar a comunicação, integração e articulação da APS com os outros serviços da rede intra e intersetoriais, contribuindo, assim, para a continuidade de fluxos assistenciais. As possibilidades de ações a serem desenvolvidas envolvem o atendimento individual, em grupo e domiciliar, atividades coletivas, discussões de casos, atendimento compartilhado entre profissionais e equipes, oferta de ações de saúde à distância, construção conjunta de projetos terapêuticos e intervenções no território e práticas intersetoriais. Essas ações são realizadas tanto na unidade de saúde como em outros espaços do território. Algumas ações que podem ser feitas pelos(as) ACS, como: ➔ Realizar visitas domiciliares compartilhadas com os profissionais e-Multi; ➔ Informar ao comunitário de agendamento da e-Multi; ➔ Realizar atualização e discussão de casos em reunião entre e-Multi e eSF; ➔ Apoiar os projetos terapêuticos singulares (PTS) desenvolvidos entre a eSF e-Multi; ➔ Participar e co-facilitar as atividades coletivas e grupos desenvolvidos; ➔ Apoiar nas atividades de sala de espera; ➔ Identificar e atualizar sobre os equipamentos sociais no território, entre outros. 5.20 Programa Academia da Cidade (PAC) O programa Academia da Cidade (PAC) foi implantado em 2002, tornando- se política em 2006. Caracteriza-se como uma estratégia de promoção da saúde, através da prática de atividades físicas, que está em consonância com a Política Nacional de promoção da saúde. Configura-se como um ponto da Rede de Atenção à Saúde (RAS) e representa a ampliação de serviços e acesso à Atenção Básica (AB). Com ênfase na orientação e prática de atividades físicas, lazer e orientação para adoção de hábitos saudáveis, tem o objetivo contribuir para a promoção da saúde coletiva da população Recifense. A equipe é composta por Profissionais de Educação Física (PEF) distribuídos em 42 polos, localizados nos 8 Distritos Sanitários (ANEXO IV). Os horários regulares de funcionamento são das 5h30 às 11h30 e das 14h às 20h de segunda-feira a sexta-feira. Dentre as atividades desenvolvidas estão as coletivas (aulas de ginástica, educação em saúde, acompanhamento de caminhada/corrida orientada e caminhada supervisionada, interpolos e outras) e individuais (acolhimento, informação, orientação, aconselhamento, Avaliação Física, protocolo de cuidado da pessoa com hipertensão, protocolo de cuidado da pessoa com diabetes e atendimento com práticas integrativa e outros). Algumas ações que podem ser feitas pelos(as) ACS, como: ➔ Divulgar o programa na comunidade ➔ Realizar orientações aos usuários infrequentes, para retorno às atividades do programa ➔ Apoiar as ações de promoção e prevenção realizadas nestes equipamentos, em parceria com a equipe de saúde O acesso aos serviços da Academia da Cidade podem ser através de demanda espontânea - o usuário pode procurar um dos polos e falar diretamente com os Profissionais de Educação Física, ou referenciada por profissional das unidades de saúde. No momento do acolhimento, o profissional irá fazer o cadastro do usuário no Programa e agendar Avaliação Física. Para este atendimento o usuário precisa levar o número do cartão SUS ou um documento com foto. 5.21 Práticas Integrativas e Complementares em Saúde - PICS No Brasil, são chamadas de Práticas Integrativas e Complementares em Saúde (PICS) os sistemas médicos complexos e recursos terapêuticos que envolvem abordagens que buscam estimular os mecanismos naturais de prevenção de agravos e recuperação da saúde por meio de tecnologias eficazes e seguras. As PICS se caracterizam por apresentarem, como orientação de trabalho, a ênfase na escuta acolhedora, no desenvolvimento do vínculo terapêutico e na integração do ser humano com o meio ambiente e a sociedade, com visão ampliada do processo saúde-doença e a promoção global do cuidado humano, especialmente, da autonomia e do autocuidado (BRASIL, 2006). Na cidade do Recife, há duas Unidades de Cuidados Integrais em Saúde, com o acesso do(a) usuário(a) aos serviços através de demanda espontânea ou de encaminhamento de profissionais do SUS. Atualmente, são ofertadas cerca de 35 práticas integrativas, como: acupuntura, dança circular, arteterapia, auriculoterapia, bioenergética, entre outras práticas que estão organizadas a partir da sua forma de operar o cuidado. Algumas ações podem ser feitas pelos(as) ACS, como: ➔ Divulgar as propostas das PICS na comunidade ➔ Realizar orientações quanto ao acesso às UCIS ➔ Apoiar as ações de promoção e prevenção realizadas nestes equipamentos, em parceria com a equipe de saúde ➔ Participar das formações em PICS ➔ Ofertar e aplicar PICS para a comunidade após formação 5.22 Serviço de Atenção Domiciliar - SAD Recife O Serviço de Atenção Domiciliar (SAD) é um serviço complementar aos cuidados realizados na atenção básica e em serviços de urgência, substitutivo ou complementar à internação hospitalar, responsável pelo gerenciamento e operacionalização das Equipes Multiprofissionais de Atenção Domiciliar (EMAD) composta por profissional médico, enfermeiro, técnicos de enfermagem, fisioterapeutae e Equipes Multiprofissionais de Apoio (EMAP) composta por profissional assistente social,fonoaudiólogo, nutricionista, psicólogo e terapeuta ocupacional. Dentre o perfil elegível ao SAD, considera-se o usuário que, tendo indicação de atendimento domiciliar, e com o fim de abreviar ou evitar hospitalização apresenta afecções com necessidade de cuidados intensificados e sequenciais por uma equipe multidisciplinar, que demanda atendimento mínimo semanal. Para inclusão no programa, dependendo da condição funcional e clínica do usuário(a) (dependentes funcionalmente para as atividades da vida cotidiana), deverá estar presente no atendimento domiciliar, o cuidador - pessoa(s), com ou sem vínculo familiar com o usuário, apta(s) para auxiliá-lo em suas necessidades e atividades da vida cotidiana. O(A) Agente Comunitário(a) de Saúde poderá: ➔ Identificar usuário que necessite de acompanhamento multiprofissional no domicílio com perfil para o SAD, sinalizando essa demanda à equipe de atenção básica, que consequentemente acionará os cuidados da EMAD do território, se necessário, ocorrendo o compartilhamento do cuidado ➔ Orientar a família/cuidadores que participe ativamente e siga o planejamento das ações a serem desenvolvidas no domicílio proposta pela equipe do SAD para que os objetivos terapêuticos sejam alcançados ➔ Participar das discussões de casos em reuniões entre eSF e SAD 5.23 Política Municipal de Alimentação e Nutrição - PMAN O conhecimento da situação de saúde da população é essencial para a organização e a execução de práticas mais adequadas ao enfrentamento dos problemas alimentares e nutricionais. A Vigilância Alimentar e Nutricional (VAN) é um importante instrumento de monitoramento, análise e direcionador de intervenções. As atividades do(a) ACS relacionadas a VAN, como a realização da aferição das medidas (peso e estatura) do público alvo e adequado registro dos dados nos sistemas vigentes, são essenciais para o conhecimento e acompanhamento adequado da saúde do(a) usuário(a) assistidos pela equipe de saúde. Ao alimentar o sistema de informação com os dados de peso, estatura, tipo de aleitamento materno, registro do consumo alimentar e informar sobre os programa de suplementação (Vitamina A, ferro e ácido fólico) estaremos ajudando a direcionar as políticas públicas, uma vez que conhecer o estado nutricional da população, o consumo e comportamento alimentar serão essenciais para conhecer a realidade local e construir atividades educativas e coletivas que promovam o controle de doenças como obesidade, hipertensão, diabetes, entre outras. Além de ser essencial o incentivo a práticas de apoio ao aleitamento materno, gestação saudável e introdução alimentar em tempo oportuno. Registro Marcador de consumo alimentar O registro do consumo deve ser realizado na rotina dos serviços da Atenção Básica, de forma a permitir a observação de comportamento ou padrão que caracteriza marcadores positivos e/ou negativos da alimentação. Para a avaliação de marcadores do consumo alimentar, utiliza- se uma aba no PEC, durante o atendimento. Assim, é uma ferramenta para que todos os profissionais da atenção básica se sintam pertencentes no direcionamento da promoção à alimentação adequada e saudável. Acompanhamento dos beneficiários do Programa Bolsa família Os(as) Agentes Comunitários(as) de Saúde devem monitorar os beneficiários do Programa Bolsa Família, registrando por semestre o peso, altura, data de avaliação, indicar se crianças estão com as vacinas em dia e identificar as gestantes, a partir da disponibilidade da data da última menstruação (DUM). 5.24 Programa de Saúde na Escola O Programa Saúde na Escola (PSE) foi instituído em 2007, com a finalidade de contribuir para a formação integral dos estudantes da rede pública de educação básica por meio de ações de prevenção, promoção e atenção à saúde. Constitui estratégia para a integração e a articulação permanente entre as políticas e ações de educação e de saúde, com a participação da comunidade escolar, envolvendo as equipes de saúde da família - eqSF e da educação básica. As ações no âmbito do PSE devem considerar a atenção, promoção, prevenção e assistência. As eSF devem realizar visitas periódicas e permanentes às unidades escolares participantes do programa para avaliar as condições de saúde dos educandos e realizar ações de educação em saúde, bem como para proporcionar o atendimento à saúde ao longo do ano letivo, de acordo com as necessidades locais de saúde (BRASIL, 2007). O(A) Agente Comunitário(a) de Saúde poderá: ➔ Apoiar e realizar atividades e ações de promoção da saúde e prevenção de agravos direcionadas aos escolares e comunidade escolar no âmbito do programa ➔ Realizar o registro na ficha de atividade coletiva do e-SUS ➔ Ser articulador da comunidade junto às instâncias de atenção à saúde e também de controle social da saúde e da educação, visando sensibilizar a comunidade na busca de respostas aos problemas mais frequentes apresentados pela população escolar ➔ Contribuir em atividades de mobilização social e participar de censos escolares quando necessário 6. ACOMPANHAMENTO COMPARTILHADO - SUPERVISÃO DAS AÇÕES A Atenção Básica (AB) prevê ações de cuidado à saúde individual, familiar e coletiva, através de estratégias de promoção, prevenção, proteção, diagnóstico, tratamento, reabilitação, redução de danos, cuidados paliativos e vigilância em saúde, realizadas por uma equipe multiprofissional. A Estratégia de Saúde da Família (ESF) é considerada um meio de expansão, qualificação e consolidação da AB, reorientando o processo de trabalho em busca da ampliação da resolutividade e impactando na situação de saúde das pessoas e coletividades. Neste contexto, os(as) ACS são considerados atores estratégicos para a superação dos modelos tradicionais de assistência e para o fortalecimento da AB. No âmbito da ESF, o trabalho do ACS é essencial para a territorialização, o diagnóstico dos problemas comunitários e o êxito das ações desenvolvidas no território. Conceitos de supervisão A supervisão é apresentada como elemento capaz de influenciar positivamente o trabalho dos agentes, com a ampliação da motivação e do desempenho (KOK et al., 2015b). É um processo em que profissionais especializados ou mais experientes prestam suporte para garantir o desempenho adequado do trabalho, além de envolver a orientação e apoio para melhorar a capacidade de atuação dos profissionais. Outra perspectiva considera a supervisão como integrante dos processos de avaliação em saúde, assumida como uma das tecnologias de gestão com maior capacidade de apoiar decisões e apresentar os melhores resultados (FONSECA; MENDONÇA, 2014). Ela pode se dar através das reuniões semanais de equipe para planejamento das visitas domiciliares e discussão do relatório de atividades. De acordo com a Política Nacional de Atenção Básica (PNAB, 2017), o(a) ACS deve fazer parte de uma equipe de Atenção Básica (eAB) ou uma equipe de Saúde da Família (eSF), sendo coordenados por profissionais de saúde de nível superior. Nas localidades em que não houver cobertura por eAB ou eSF, o(a) ACS deve se vincular à equipe da Estratégia de Agentes Comunitários de Saúde (EACS), como uma possibilidade para a reorganização inicial da Atenção Básica com vistas à implantação gradual da ESF. Destaca-se na PNAB que são atribuições específicas dos profissionais das equipes que atuam na AB, incluindo Enfermeiro, Médico e Cirurgião-Dentista, planejar, gerenciar e avaliar as ações desenvolvidas pelos técnicos/auxiliares de enfermagem e pelo(a) ACS, em conjunto com os outros membros da equipe. Já exclusivo do profissional Enfermeiro estaria supervisionar as ações do técnico/auxiliar de enfermagem e do(a)ACS. O planejamento das visitas deverá ser feito semanalmente utilizando ferramentasde organização e a classificação de risco realizada nas famílias da microárea de responsabilidade do(a) ACS. Comunicado de Visita Domiciliar Durante a realização da Visita, o profissional ao encontrar um imóvel fechado poderá utilizar o comunicado de Visita Domiciliar conforme modelo abaixo: SECRETARIA MUNICIPAL DE SAÚDE DO RECIFE COMUNICADO DE VISITA DOMICILIAR AGENTE COMUNITÁRIO DE SAÚDE - ACS Prezado Sr. (a):_______________________________________________________________________ informo que eu _______________________________________, Agente Comunitário(a) de Saúde da USF________________________________________ estive em sua residência no dia ____/____/_________ às _____:_____horas para: ● Visita Domiciliar ● Realização ou atualização de Cadastro ● Atendimento Domiciliar com equipe ● Entrega de agendamento de consulta ● Outros motivos: ___________________________________ Se possível comparecer a unidade em: _____/_____/_________ às _____:_____ horas, com este comunicado. ANEXO I PROPOSTA DE FICHA DE PLANEJAMENTO DE VISITA DOMICILIAR INSTRUMENTO DE PLANEJAMENTO DE VISITA DOMICILIAR DO ACS - RECIFE Mês: USF: Equipe: ACS: Microárea: RUA casa A casa B casa C casa D casa E casa F casa G casa H casa I casa J RUA casa A casa B casa C casa D casa E casa F casa G casa H casa I casa J RUA casa A casa B casa C casa D casa E casa F casa G casa H casa I casa J Verde – visitado sem problema Vermelho – visitado com problema Sem marcação - não visitado ANEXO II RELAÇÃO DOS CENTROS DE ATENÇÃO PSICOSSOCIAL TIPO DE CAPS PÚBLICO ATENDIDO NOME DO CAPS HORÁRIO DE FUNCIONAMENTO Centros de Atenção Psicossocial (tipo II) Adulto (transtorno mental) CAPS BOA VISTA - DS I CAPS ESPERANÇA - DS II CAPS ESPAÇO VIDA - DS IV 08h às 17h Centros de Atenção Psicossocial (tipo III) Adulto (transtorno mental) CAPS JOSÉ CARLOS SOUTO - DS II CAPS ESPAÇO AZUL - DS III CAPS GALDINO LORETO CAPS ESPAÇO - DS V LIVREMENTE - VI CAPS DAVID CAPISTRANO - VI 24h Centros de Atenção Psicossocial Ad Adulto (álcool e outras drogas) CAPS AD VICENTE ARAÚJO - DS II CAPS AD EULÂMPIO - DS IV CORDEIRO CAPS AD RENÉ RIBEIRO - DS V CAPS AD JOSÉ LUCENA - DS VI 08h às 21h Centros de Atenção Psicossocial Ad (tipo III) Adulto (álcool e outras drogas) CAPS AD CPTRA - DS III 24h Centros de Atenção Psicossocial i - Infanto Juvenil 0 a 12 anos incompletos CAPS ZALDO ROCHA - DS II CAPS CEMPI - DS V 08h às 17h Centros de Atenção Psicossocial i - Infanto Juvenil 12 a 18 anos incompletos CAPS CLEA LACET - DS V 08h às 17h Centros de Atenção Psicossocial i - III 12 a 18 anos incompletos CAPS LUIZ CERQUEIRA - DS I 24h ANEXO III ESPAÇO MÃE CORUJA RECIFE ESPAÇO DS LOCAL ENDEREÇO BAIRROS COBERTOS UNIDADES COBERTAS JOANA BEZERRA I COMPAZ - Dom Helder Câmara R. Lourenço de Sá, 140 - Ilha Joana Bezerra, Recife Cabanga, Ilha de Joana Bezerra, Coelhos USF Cabanga, USF São José do Coque, USF Coque/Berilo, USF Coelhos 1 e 2 SANTO AMARO I Policlínica Waldemar de Oliveira Rua do Pombal, 115 Santo Amaro Santo Amaro, parte do Bairro do Recife (Comunidade do Pilar) USF Santo Amaro 1, USF Santo Amaro 2, USF Santo Amaro 3, USF Ilha Santa Terezinha, USF União das Vilas, EACS João de Barros, USF Pilar ÁGUA FRIA II Policlínica Salomão Kelner Estrada Velha de Água Fria , 1658 Água Fria, Bomba do Hemetério, Alto Santa Terezinha e parte do Arruda(EACS Arruda e área descoberta do bairro) USF Alto do Pascoal, USF Luiz Wilson, Upinha Eduardo Campos, USF Byron Sarinho, USF Tia Regina, EACS Arruda, EACS Água Fria CHÃO DE ESTRELAS II USF Chão de Estrelas Rua Dr. Elias Gomes, 65 - Campina Do Barreto Campina do Barreto, Fundão, Cajueiro, parte de Campo Grande(EACS) e parte do Arruda(coberta pela Eq. 3 da USF Chão de Estrelas) USF Chão de Estrelas, USF Irmã Terezinha, USF José Severiano, EACS Fundão, EACS Campo Grande/Hipódromo, EACS Cajueiro FERNANDA WANDERLEY II Upinha Fernanda Wanderley R. Uriel de Holanda - Linha do Tiro Dois Unidos, Linha do Tiro, Parte do Porto da Madeira(USF Alto do Céu/Porto da Madeira) Upinha Fernanda Wanderley, USF Clube dos Delegados, USF Bianor Teodósio, EACS Sitio do Rosario/Linha do Tiro, USF Alto do Capitão, USF Córrego do Curió, USF Alto dos Coqueiros, USF Alto do Maracanã, USF Alto do Céu/Porto da Madeira EMOCY KRAUSE IV Upinha Emocy Krause R. Cantora Clara Nunes - Torre Iputinga, parte Cordeiro e parte da Torre (cobertas pela AB) Upinha Emocy Krause, USF Casarão do Cordeiro, USF Skylab, UBT José Dustan (EACS) e USF Vila União TORRÕES IV UBT Prof. Joaquim Cavalcanti Avenida do Forte, 1350 Torrões USF Roda de Fogo Cosirof, USF Roda de Fogo Macaé, USF Roda de Fogo Sinos, USF Vietnã, USF Sítio das Palmeiras , EACS Torrões, UBT Joaquim Cavalcanti COQUEIRAL V CSU BIDO KRAUSE Rua 11 de Agosto, s/n, Recife - PE Coqueiral, Totó, Sancho e Tejipió USF Coqueiral, EACS Toto, EACS Sancho e EACS Tejipió SAN MARTIN V USF San Martin Barreto Campelo Rua Comendador Franco Ferreira, 876 San Martin, Mangueira,Bongi USF Geraldo Barreto Campelo, USF Mangueira 1, USF Mangueira 2 e USF Bongi/Boa ideia, Upinha Novo Prado GASPAR REGUEIRA V CS Gaspar Regueira Costa/Barro R. Guiragibe, 2- 156 - Barro Caçote, Barro e Areias USF Chico Mendes/ Ximboré, USF Jardim Uchôa, CS Gaspar Regueira, EACS Caçote/Vila Cardeal, EACS Areias e EACS Barro BERNARD VAN LEER VI USF Bernard Van Leer Rua Francisco Valpassos - Brasília Teimosa Brasília Teimosa, parte do Pina(área coberta João Rodrigues e EACS Pina) USF Bernard Van Leer, USF Djalma de Holanda, USF João Rodrigues, EACS Pina ROMILDO GOMES VI CS Vereador Romildo Gomes R. Jalisco - Imbiribeira Imbiribeira USF Ilha de Deus, USF Cafesópolis, USF Sitio Grande, USF Dancing Days, USF Coqueiral/Imbiribeira, EACS Tijolos, Coronel Fabriciano e Joca, CS Romildo Gomes BREJO DA GUABIRABA VII Upinha Hélio Mendonça Av da Recuperação, 6429 Brejo da Guabiraba, Guabiraba, Córrego do Jenipapo, Macaxeira USF Guabiraba, USF Córrego da Bica e Upinha Hélio Mendonça, USF Macaxeira BRUNO MAIA VII US Prof. Bruno Maia Rua Alto do Refúgio, s\n, Córrego da Areia - Nova Descoberta. Nova Descoberta, parte do Vasco da Gama, parte Brejo do Beberibe e parte da Macaxeira (USF Córrego do Eucalipto) US Bruno Maia, USF Bruno Maia, USF Córrego do Eucalipto DOM HÉLDER VII Upinha Dia Dom Hélder Câmara R. Grijalva Costa - Brejo de Beberibe, Recife - PE Brejo do Beberibe, parte do Vasco da Gama Upinha Dom Hélder Câmara, USF Vila Boa Vista e USF Alto do Eucalipto ACS MARIA RITA VII Upinha ACS Maria Rita R. Córrego do Euclídes, 309 - Alto José Bonifácio, Recife - PE, 52080-000 Alto José Bonifácio, Alto José do Pinho e Mangabeira USF Dr Alcides Codiceira(Alto José Bonifácio), USF Irmã Denise (Alto José do Pinho), USF Mangabeira e Upinha ACS Maria Rita COHAB - IVO RABELO VIII Centro de Saúde Prof. Ivo Rabelo Avenida Campina Grande, s/n, UR1 COHAB (UR 01, UR 02, UR 03, Pantanal, Monte Verde) USF UR 2, USF Josué de Castro(27 nov), USF UR-3, USF Vila dos Milagres, USF Monte Verde,USF Pantanal, USF Parque dos Milagres COHAB - UR 04/05 VIII Upinha UR 04/05 R. Cap. Vicente Curado, 33 - COHAB, Recife - PE, 51300- 010 COHAB (Lagoa encantada, Vila das Aeromoças, UR 10, UR 12, Três Carneiros Alto e Três Carneiros Baixo) Upinha UR 04/05,USF Lagoa Encantada, USF Três Carneiros baixo, USF Três Carneiros alto, USF Vila das Aeromoças, USF UR-12/5, UR 10 IBURA VIII UPINHA RIO DA PRATA IBURA, RECIFE - PE, 51.230- 325 Ibura de Baixo Upinha Rio da Prata, USF Paz e Amor, USF Cidade Operária, USF Alto da Bela Vista, USF Agua Viva e USF Vila do Sesi ANEXO IV UNIDADES DO PROGRAMA ACADEMIA DA CIDADE DS POLO ENDEREÇO I US 358 ACADEMIA DA CIDADE POLO DE SANTO AMARO AV AGAMENON MAGALHÃES , S/N - SANTO AMARO I US 374 ACADEMIA DA CIDADE POLO 13 DE MAIO PARQUE 13 DE MAIO - SANTO AMARO I US 356 ACADEMIA DA CIDADE POLO DA ILHA DO LEITE / MIGUEL DE CERVANTES PRACA MIGUEL DE CERVANTES - ILHA DO LEITE I US 357 ACADEMIA DA CIDADE POLO COQUE AV MARTIN LUTHER KING, S/N - ILHA JOANA BEZERRA II US 353 ACADEMIA DA CIDADE POLO ILHA DO JOANEIRO AV AGAMENON MAGALHAES - TORREAO II US 355 ACADEMIA DA CIDADE POLO HIPÓDROMO PRAÇA DO HIPÓDROMO - HIPÓDROMO II US 377 ACADEMIA DA CIDADE POLO CHIE AV AGAMENON MAGALHÃES - CAMPO GRANDE II US 391 ACADEMIA DA CIDADE POLO CHÃO DE ESTRELAS AV PROFESSOR JOSÉ DOS ANJOS, S/N - CAMPINA DO BARRETO II US 392 ACADEMIA DA CIDADE POLO JOVEM CAP RUA CORONEL URBANO RIBEIRO DE SOUZA S/N - CAMPINA DO BARRETO II US 354 ACADEMIA DA CIDADE POLO ALTO DO CAPITÃO RUA TUPIRACABA, S/N - DOIS UNIDOS II US 390 ACADEMIA DA CIDADE POLO CSU AFRÂNIO GODOY COMPAZ EDUARDO CAMPOS- AV ANÍBAL BENEVOLO, S/N - ALTO SANTA TEREZINHA III US 146 ACADEMIA DA CIDADE POLO ERMÍRIO DE MORAES AV 17 DE AGOSTO, 2388 - MONTEIRO III US 359 ACADEMIA DA CIDADE POLO SÍTIO DA TRINDADE ESTRADA DO ARRAIAL, S/Nº - CASA AMARELA III US 361 ACADEMIA DA CIDADE POLO JAQUEIRA RUA DO FUTURO, S/N - PARQUE DA JAQUEIRA III US 389 ACADEMIA DA CIDADE POLO PARQUE SANTANA RUA JORGE GOMES DE SÁ - PARQUE SANTANA IV US 362 ACADEMIA DA CIDADE POLO DA PRAÇA DA AV DO FORTE PRAÇA DA AVENIDA DO FORTE - TORRÕES IV US 363 ACADEMIA DA CIDADE POLO BEIRA RIO / TORRE AV BEIRA RIO, S/N - TORRE IV US 375 ACADEMIA DA CIDADE POLO PRAÇA DO SALGUEIRO PRAÇA DO SALGUEIRO - IPUTINGA IV US 398 ACADEMIA DA CIDADE POLO CAVOUCO PRAÇA PROF. COELHO DE ALMEIDA, AV. ÁLVARES PEREIRA DE LIRA - CORDEIRO IV US 364 ACADEMIA DA CIDADE POLO DA PRAÇA DO ENGENHO DO MEIO PRAÇA DO ENGENHO DO MEIO - ENGENHO DO MEIO IV US 386 ACADEMIA DA CIDADE POLO RODA DE FOGO AV PROFESSOR ARTUR COUTINHO, S/N - TORRÕES IV US 365 ACADEMIA DA CIDADE POLO PRAÇA DO POETA PRAÇA DO POETA, AV. CAXANGÁ IV US 382 ACADEMIA DA CIDADE POLO VÁRZEA PRAÇA DA VÁRZEA, AV. AFONSO OLINDENSE V US 367 ACADEMIA DA CIDADE POLO DE SAN MARTIN PRAÇA NOEL RODRIGUES - SAN MARTIN V US 388 ACADEMIA DA CIDADE POLO ABC AV MANOEL GONCALVES DA LUZ - MUSTARDINHA V US 379 ACADEMIA DA CIDADE POLO PRAÇA SIMÃO BORBA RUA SIMÃO BORBA, S/N - AREIAS V US 381 ACADEMIA DA CIDADE POLO PRAÇA HEROIS DA RESTAURACAO RUA IPOJUCA - AREIAS V US 383 ACADEMIA DA CIDADE POLO PRAÇA DAS LAVADEIRAS RUA PALMARES, S/N - AREIAS V US 366 ACADEMIA DA CIDADE POLO DA PRAÇA DE JARDIM SÃO PAULO PRAÇA DE JARDIM SÃO PAULO - JARDIM SÃO PAULO VI US 368 ACADEMIA DA CIDADE POLO DA PRAIA DE BOA VIAGEM SEGUNDO JARDIM DE BOA VIAGEM - BOA VIAGEM VI US 369 ACADEMIA DA CIDADE POLO DE BRASÍLIA TEIMOSA RUA JOÃO MARQUES DOS SANTOS - BRASÍLIA TEIMOSA VI US 371 ACADEMIA DA CIDADE POLO IPSEP PRAÇA SENADOR ROBERTO KENEDY - IPSEP VI US 372 ACADEMIA DA CIDADE POLO LAGOA DO ARAÇÁ AV JOSE F LINS, LAGOA DO ARAÇÁ - IMBIRIBEIRA VI US 384 ACADEMIA DA CIDADE POLO PRAÇA CAFESOPOLIS RUA CAFESÓPOLIS, S/N - IMBIRIBEIRA VII US 360 ACADEMIA DA CIDADE POLO DO MORRO DA CONCEIÇÃO PRAÇA DO MORRO DA CONCEIÇÃO, 589 - MORRO DA CONCEIÇÃO VII US 387 ACADEMIA DA CIDADE POLO UM POR TODOS RUA VILA UM POR TODOS, S/N - VASCO DA GAMA VII US 380 ACADEMIA DA CIDADE POLO PRAÇA DO BURITI AVENIDA NORTE, S/N - MACAXEIRA VIII USF 385 ACADEMIA DA CIDADE POLO PRAÇA JORDÃO / JORDÃO BAIXO AV ALBERTO LUNDGREN, S/N - JORDÃO VIII US 370 ACADEMIA DA CIDADE POLO IBURA / PRAÇA DA VITÓRIA / DOS TAXISTAS AVENIDA PERNAMBUCO, UR 01 - COHAB VIII US 402 ACADEMIA DA CIDADE POLO UR-05 RUA CAPITÃO VICENTE - COHAB VIII US 396 ACADEMIA DA CIDADE POLO VILA DOS MILAGRES RUA CANTORA DALVA DE OLIVEIRA, S/N - BARRO REFERÊNCIAS BRASIL. 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Além disso, facilita a localização e a busca ativa do cidadão na hora de avisar sobre exames, consultas, situação vacinal ou mesmo na hora de identificar alguma possível doença transmissível. Os(as) ACS constroem o elo entre a comunidade e o serviço de saúde por meio da visita domiciliar (VD), a qual é um momento importante para se estabelecer e fortalecer a relação de vínculo com usuários e famílias (BARALHAS e PEREIRA, 2011; SANTOS e MORAIS, 2011). A VD é a oportunidade para que o profissional conheça as necessidades da família, através da escuta ativa, e os auxilie na resolução dos problemas evidenciados (CARLI et al., 2014). Durante a VD, o(a) ACS deverá estar atento a situações de riscos e vulnerabilidades em todos os ciclos de vida, tais como: crianças com vacinas em atraso, gestantes que não compareceram às consultas de pré-natal, pessoas com dificuldades de adesão ao tratamento de doenças crônicas, entre outros. A VD precisa ser devidamente planejada para que alcance os objetivos. Quando o(a) ACS sai da unidade, é necessário ter um direcionamento de onde, porque, o que levar e como abordar os usuários na comunidade, no intuito de se obter o máximo de informações úteis que possibilitem descobrir as reais necessidades de saúde da população da área de abrangência e garantir a vigilância em saúde. Nessa perspectiva, o presente documento tem como objetivo estabelecer as diretrizes para a atuação dos(as) ACS da AB no município do Recife, considerando as especificidades e necessidades de atuação no território. 2. ATRIBUIÇÕES DOS AGENTES COMUNITÁRIOS DE SAÚDE As atribuições dos(as) ACS no município do Recife são baseadas na Política Nacional de Atenção Básica (PNAB) do Ministério da Saúde (MS), através da Portaria 2.436/2017, que estão descritas a seguir: I - Trabalhar com adscrição de indivíduos e famílias, em base geográfica definida, e cadastrar todas as pessoas de sua área, mantendo os dados atualizados no sistema de informação da AB vigente, utilizando-os de forma sistemática, com apoio da equipe, para a análise da situação de saúde, considerando as características sociais, econômicas, culturais, demográficas e epidemiológicas do território, e priorizando as situações a serem acompanhadas no planejamento local; II - Utilizar instrumentos para a coleta de informações que apoiem no diagnóstico demográfico e sociocultural da comunidade; III - Registrar, para fins de planejamento e acompanhamento das ações de saúde, os dados de nascimentos, óbitos, doenças e outros agravos à saúde, garantido o sigilo ético; IV - Desenvolver ações que busquem a integração entre a equipe de saúde e a população adscrita à Unidade Básica de Saúde (UBS), considerando as características e as finalidades do trabalho de acompanhamento de indivíduos e grupos sociais ou coletividades; V - Informar os usuários sobre as datas e horários de consultas e exames agendados; VI - Participar dos processos de regulação, a partir da atenção básica para acompanhamento das necessidades dos usuários no que diz respeito à agendamentos ou desistências de consultas e exames solicitados; VII - Exercer outras funções que lhes sejam atribuídas por legislação específica da categoria, ou outra normativa instituída pelo gestor federal, municipal ou do Distrito Federal; VIII - Participar da equipe de acolhimento, de acordo com o fluxo organizado com as propostas de atendimento à demanda espontânea vigente. As atividades dos profissionais também são baseadas na lei 13.595/2018, que dispõe sobre a reformulação das atribuições e outras competências e define que os(as) ACS, em sua área de atuação, devem desenvolver: I - A utilização de instrumentos para diagnóstico demográfico e sociocultural; II - O detalhamento das visitas domiciliares, com coleta e registro de dados relativos a suas atribuições, para fim exclusivo de controle e planejamento das ações de saúde; III - A mobilização da comunidade e o estímulo à participação nas políticas públicas voltadas para as áreas de saúde e socioeducacional; IV - A realização de visitas domiciliares regulares e periódicas para acolhimento e acompanhamento: a) Da gestante, no pré-natal, no parto e no puerpério; b) Da lactante, nos seis meses seguintes ao parto; c) Da criança, verificando seu estado vacinal e a evolução de seu peso e de sua altura; d) Do adolescente, identificando suas necessidades e motivando sua participação em ações de educação em saúde, em conformidade com o previsto na Lei 8.069, de 13 de julho de 1990 (Estatuto da Criança e do Adolescente); e) Da pessoa idosa, desenvolvendo ações de promoção de saúde e de prevenção de quedas e acidentes domésticos e motivando sua participação em atividades físicas e coletivas; f) Da pessoa em sofrimento psíquico, com ou sem sinais de dependência química relacionada ao álcool ou outras substâncias, identificando a necessidade de renovação de receituário, monitoramento dos sinais de risco psicossocial (negligência, ideação suicida, uso abusivo de substâncias e outros sinais de sofrimento mental) e do acompanhamento longitudinal aos usuários acompanhados nos CAPS e em outros serviços da Rede de Atenção Psicossocial; g) Da pessoa com dependência química de álcool, de tabaco ou de outras drogas; h) Da pessoa com sinais ou sintomas de alteração na cavidade bucal; i) Dos grupos LGBTQIA+, desenvolvendo ações de educação para promover a saúde e prevenir doenças; j) Da mulher e do homem, desenvolvendo ações de educação para promover a saúde e prevenir doenças. V - Realização de visitas domiciliares regulares e periódicas para identificação e acompanhamento: a) De situações de risco à família; b) De grupos de risco com maior vulnerabilidade social, por meio de ações de promoção da saúde, de prevenção de doenças e de educação em saúde; c) Do estado vacinal da gestante, da pessoa idosa e da população de risco, conforme sua vulnerabilidade e em consonância com o previsto no calendário nacional de vacinação; VI - O acompanhamento de condicionalidades de programas sociais, em parceria com os Centros de Referência de Assistência Social (CRAS). Além das atribuições descritas anteriormente, o município do Recife identifica a necessidade do resgate do papel do(a) ACS para o fortalecimento do vínculo entre os profissionais e as comunidades, destacando alguns aspectos importantes que devem ser realizados com apoio da eSF: 1. Cadastrar e manter atualizado os dados de saúde das famílias e dos indivíduos de sua microárea nos formulários e nos sistemas de informação vigentes; 2. Realizar monitoramento do território de modo a identificar, o mais breve possível, novos indivíduos/domicílios elegíveis. Vale ressaltar que não há tempo mínimo de moradia do indivíduo no território para realização de cadastro. 3. Ampliar os cadastros e visitas domiciliares, de acordo com os parâmetros estabelecidos pelo Ministério da Saúde e da Secretaria de Saúde do Recife, por meio da Secretaria Executiva de Atenção Básica; 4. Participar das reuniões de equipes como espaço estratégico de planejamento das atividades; 5. Construir o mapa de abrangência de sua microárea; 6. Utilizar as informaçõessistematicamente para diagnóstico situacional, planejamento, organização e avaliação das ações em conjunto com a eSF, considerando as características sociais, econômicas, culturais, demográficas e epidemiológicas do território; 7. Realizar estratificação de risco familiar para organização do processo de trabalho; 8. Planejar as visitas domiciliares a partir da estratificação de risco familiar e da lógica territorial; 9. Realizar monitoramento de indivíduos não visitados a serem incluídos no roteiro de visitas; 10. Registrar a visita domiciliar das famílias e dos indivíduos de sua microárea nos formulários e nos sistemas de informação vigentes para fins de planejamento das eSF, garantindo o sigilo ético; 11. Realizar registro de visitas por indivíduo visitado, entendendo que a lógica da visita é o usuário; 12. Qualificar as visitas domiciliares com planejamento e acompanhamento compartilhado entre os profissionais da equipe, nas reuniões semanais de equipe; 13. Realizar visita domiciliar compartilhada com outros profissionais, como membros da eSF, equipes Multiprofissionais na Atenção Primária à Saúde - eMulti e saúde mental, conforme pactuado nas reuniões de matriciamento; 14. Realizar visitas domiciliares regulares às famílias e indivíduos com referência mínima de 70% (setenta por cento) da população cadastrada (vale ressaltar que o intervalo entre as visitas pode ser diminuído de acordo com o planejamento da eSF e estratificação de risco); 15. Participar do processo de acolhimento à demanda espontânea conforme modelos de atenção vigentes; 16. Reorganizar o processo de trabalho com planejamento das atividades que serão desenvolvidas; 17. Utilizar as ferramentas tecnológicas e processuais implantadas pelo município para apoio à realização dos registros das atividades desenvolvidas, como realização de cadastros, atualização de dados, visitas domiciliares, atividades coletivas, entre outras; 18. Fortalecer o acompanhamento dos ciclos de vida e condições crônicas a partir da identificação dos parâmetros definidos em cada condição; 19. Realizar busca ativa da população e, em especial, os grupos de risco; 20. Apoiar em conjunto com a equipe as ações de busca ativa realizadas pelos profissionais dos CAPS a usuários em crise, bem como nas ações territoriais realizadas pelos Agentes Redutores de Danos; 21. Realizar visitas às Instituições existentes no território, sempre que necessário; 22. Acompanhar as pessoas em situação de rua existentes em seu território; 23. Apoiar as ações de ampliação da cobertura vacinal, incluindo as ações de busca ativa; 24. Acompanhar e registrar no Sistema de Informação da Atenção Básica e no mapa de acompanhamento do Programa Bolsa Família (PBF) e/ou outros programas sociais equivalentes às condicionalidades de saúde das famílias beneficiárias; 25. Realizar levantamento do número de tabagistas residentes no domicílio, aconselhando-os a buscar as unidades de saúde credenciadas para abordagem e tratamento do tabagismo, frequentando as reuniões assiduamente; 26. Realizar as atividades de promoção da saúde e prevenção de doenças e agravos, atuando como protagonista junto às equipes nessas atividades, valorizando a educação popular em saúde; 27. Orientar indivíduos, famílias e grupos sociais quanto aos fluxos, rotinas e ações desenvolvidas pela eSF, além de orientar quanto à utilização dos serviços de saúde disponíveis; 28. Acompanhar as ações de vigilância em saúde; 29. Apoiar a identificação dos usuários que não aderiram às atividades programadas, ações de vigilância epidemiológica ou outras que tenham sido previstas pela eSF, convidando e estimulando a sua participação; 30. Colaborar no controle e combate a doenças infectocontagiosas (arboviroses, tuberculose, hansen, entre outras), conforme orientação do município do Recife e MS; 31. Orientar a comunidade sobre sintomas, riscos, agentes transmissores e medidas de prevenção de doenças e agravos através de ações educativas individuais e coletivas nas unidades de saúde, nos domicílios e outros espaços da comunidade; 32. Informar e mobilizar a comunidade para desenvolver medidas simples de manejo ambiental e outras formas de intervenção no ambiente para o controle de vetores, realizando o apoio no bloqueio de transmissão de doenças infecciosas e agravos; 33. Estimular a participação da comunidade em ações que busquem melhoria das condições de vida e saúde, identificando parceiros e recursos existentes na comunidade que possam potencializar as ações intersetoriais; 34. Incentivar a comunidade a atuar em espaços de participação popular e controle social, bem como no planejamento, acompanhamento e avaliação das ações locais de saúde; 35. Estimular a autonomia e o autocuidado do indivíduo enquanto cidadão; 36. Acompanhar o processo ensino-serviço, participando da equipe preceptora; 37. Apoiar projetos prioritários implementados pela gestão em parceria com outras instituições; 38. Exercer outras atribuições que lhes sejam designadas por legislação específica da categoria ou outra normativa instituída pelo gestor federal, estadual ou municipal. 3. PROCESSO DE TERRITORIALIZAÇÃO Compreende-se como territorialização, no campo da saúde, o processo de reconhecimento do território, podendo ser visto como uma prática, um modo de fazer, uma técnica que possibilita a identificação do ambiente, assim como das condições de vida e da situação de saúde da população de determinado território. Além disso, o processo de territorialização possibilita o conhecimento acerca do acesso dessa população a ações e serviços de saúde, proporcionando o desenvolvimento de práticas de saúde voltadas à realidade cotidiana das pessoas (UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA CATARINA, 2019). A territorialização é uma ferramenta utilizada para definir a abrangência de atuação dos serviços para melhor adequar o modelo assistencial ao perfil populacional. Tem como base o reconhecimento territorial, como forma de organizar ações e delimitar áreas de abrangência para atuação específica como no território da atenção básica e da Estratégia de Saúde da Família (ESF). O Território é considerado como o espaço delimitado, produzido pela sociedade, no qual existem múltiplos objetos geográficos (naturais e construídos), atores sociais – pessoas (indivíduos e grupos) e instituições –, relações (fluxos) e poderes diversos. Essa concepção apresenta, de forma inicial e esquemática, a compreensão necessária para o estudo de território e sua incorporação nas diferentes práticas de vigilância, no campo da saúde pública e, especificamente, em seus usos no processo de trabalho do(a) ACS e eSF (MONKEN; GONDIM, 2017). No SUS, as práticas de saúde mais próximas do cotidiano da vida das comunidades são aquelas vinculadas às atividades da AB, concretamente estabelecidas pela ESF. Essa política representa uma reorientação do modelo assistencial de saúde e aponta modos de 'fazer' vigilância em saúde baseados nas seguintes características: estabelecimento de vínculos e de corresponsabilização entre a equipe de saúde e a comunidade; a família, compreendida em seu contexto relacional com o ambiente onde vive, como objeto de atuação e intervenção; a responsabilização sanitária por uma população adscrita ou 'territorializada'; e as práticas extramuros direcionadas para o território (BRASIL, 1997). Para tanto, a territorialização em saúde resulta em diagnósticos de situação de saúde e de condições de vida (evidências epidemiológicas e sócio-sanitárias) que subsidiam o sistema de saúde para o desenvolvimento de ações e para a definição de estratégias e arranjos institucionais a fim de vigiar, controlar e prevenir riscos e agravos à saúde, decorrentes das condições gerais da produção, da circulação e do consumo, manifestos nos espaçosde vida das pessoas. Nessa perspectiva, a territorialização abrange a história, os conflitos, as tensões, as políticas, o planejamento, a educação, o trabalho, as informações e a organização dos serviços e das ações de saúde (MONKEN; GONDIM, 2017). Nesse processo de territorialização, algumas etapas favorecem para o reconhecimento do território, sendo elas o cadastro das famílias, o mapeamento da área de atuação e inclusão dos dados no sistema de informação vigente. 3.1 Cadastro das famílias O Cadastro Domiciliar é utilizado para registrar as características sociossanitárias dos domicílios no território das equipes de Atenção Primária. Por meio dele, é possível registrar também situações de populações domiciliadas em locais que não podem ser considerados domicílio, por exemplo, situação de rua (IBGE, 2010), mas que devem ser monitoradas e cadastradas pela equipe de saúde. As informações presentes neste cadastro são relevantes porque compõem indicadores de monitoramento e avaliação para a Atenção Básica e para as Redes de Atenção à Saúde. Esse cadastro deve acontecer por meio da visita domiciliar, que tem como principal objetivo registrar as ações de acompanhamento do usuário que se encontra adstrito no território da equipe da AB. As visitas também podem demandar ações às pessoas específicas de um núcleo familiar, tais como cadastramento/atualização, busca ativa, acompanhamento, egresso de internação, convites para atividades coletivas/campanhas de saúde, orientação/prevenção ou outros, deve ser registrada a visita ao cidadão. O fluxo da territorialização e cadastramento, é um processo contínuo que se inicia do primeiro contato da equipe de AB com uma família no território e é atualizado dentro de uma rotina pré-estabelecida pela organização da equipe, sempre buscando manter uma regularidade. 3.2 Mapeamento da área de atuação Com uma composição territorial diversificada, o município do Recife está dividido em 94 bairros aglutinados em 06 Regiões Político-Administrativas (RPA) e em 08 Distritos Sanitários (DS). A partir do ano de 2013, estruturou-se uma nova divisão político administrativa da saúde, com a criação de dois novos DS (Figura 1). Figura 1. Divisão político administrativa dos oito Distritos Sanitários em Recife. A seguir, a divisão dos bairros por DS: ➔ DS I (RPA 1 - centro: 11 bairros) - Recife, Cabanga, Soledade, Santo Amaro, São José, Coelhos, Boa Vista, Paissandu, Ilha Joana Bezerra, Santo Antônio, Ilha do Leite. ➔ DS II (RPA 2 - norte: 18 bairros) - Torreão, Ponto de Parada, Rosarinho, Porto da Madeira, Fundão, Cajueiro, Encruzilhada, Beberibe, Hipódromo, Água Fria, Peixinhos, Bomba do Hemetério, Campina do Barreto, Arruda, Campo Grande, Alto Santa Terezinha, Linha do Tiro, Dois Unidos. ➔ DS III (RPA 3 - noroeste: 16 bairros) – Aflitos, Alto do Mandú, Apipucos, Casa Amarela, Casa Forte, Derby, Dois Irmãos, Espinheiro, Graças, Jaqueira, Monteiro, Parnamirim, Poço, Santana, Sítio dos Pintos, Tamarineira. ➔ DS IV (RPA 4 - oeste: 12 bairros) - Cidade Universitária, Engenho do Meio, Madalena, Várzea, Torrões, Torre, Iputinga, Prado, Zumbi, Cordeiro, Ilha do Retiro, Caxangá. ➔ DS V (RPA 5 - sudoeste: 16 bairros) - Caçote, Mangueira, Bongi, Mustardinha, Curado, San Martin, Jardim São Paulo, Areias, Sancho, Barro, Estância, Tejipió, Coqueiral, Jiquiá, Totó, Afogados. ➔ DS VI (RPA 6 - sul: 5 bairros) – Boa Viagem, Brasília Teimosa, Imbiribeira, Ipsep e Pina. ➔ DS VII (RPA 3 - 13 bairros) – Alto José Bonifácio, Alto José do Pinho, Mangabeira, Morro da Conceição, Vasco da Gama, Brejo da Guabiraba, Brejo de Beberibe, Córrego do Jenipapo, Guabiraba, Macaxeira, Nova Descoberta, Passarinho, Pau Ferro. ➔ DS VIII (RPA 6 - 3 bairros) – Ibura, Jordão e Cohab. Dentro da área de atuação das equipes da AB, existe a divisão por microárea de cobertura dos(as) ACS. As divisões de microáreas tem como objetivo a programação e acompanhamentos das ações destinadas à melhoria das condições de saúde e melhor entendimento daquela população. Dentro desse processo de acompanhamento, faz-se necessário o mapeamento, de forma recorrente, da microárea, tendo em vista a dinamicidade do território (BRASIL, 2006). As microáreas, por sua vez, são definidas pela Secretaria Municipal de Saúde a partir da caracterização de um espaço urbano delimitado por ruas, rios, avenidas, travessas, becos, praças, levando em consideração a homogeneidade socioeconômica-sanitária, isto é, a reunião de espaços onde se concentram grupos populacionais com características semelhantes. O tamanho da microárea pode variar de acordo com a concentração populacional em uma área e com a vulnerabilidade da população (SECRETARIA MUNICIPAL DE SAÚDE DE BELO HORIZONTE, 2019). 3.3 Inclusão das informações no sistema de informação vigente As informações devem ser registradas no Sistema de Informação da Atenção Básica (SIAB) com o objetivo de melhorar a qualidade da informação em saúde e de otimizar o uso das informações pelos gestores, profissionais de saúde e cidadãos. Em substituição ao SIAB, foi criado o Sistema de Informação em Saúde para a Atenção Básica (SISAB). Este sistema é alimentado pelo Sistema e-SUS APS, por meio dos softwares: Sistema com Coleta de Dados Simplificada (CDS), Sistema com Prontuário Eletrônico do Cidadão (PEC), aplicativos móveis para a captação dos dados, ou ainda por sistemas terceiros/próprios que apenas utilizam o Sistema e-SUS APS para transmitir os dados para o SISAB. Nessa perspectiva, o desenvolvimento do Sistema e-SUS APS passa a priorizar o atendimento realizado pelos profissionais de saúde, e não mais o preenchimento de informações gerenciais e administrativas, as quais devem ser geradas de forma secundária pelo sistema. De encontro ao cenário nacional, a Secretaria Municipal de Saúde do Recife utiliza o aplicativo do e-SUS Território para atender ao cadastramento das pessoas, famílias e do território sob sua responsabilidade, bem como o registro do seu acompanhamento realizado nas visitas. 4. PLANEJAMENTO E ORGANIZAÇÃO DAS VISITAS DOMICILIARES A Visita Domiciliar - VD é um dos dispositivos utilizados pelas eSF no seu cotidiano de trabalho e deve estar direcionada a sensibilização da população com relação à saúde e entendimento da dinâmica familiar para as intervenções necessárias relativas à saúde. A mesma poderá estar voltada para a pessoa, família ou comunidade, devendo ser realizada em domicílios e locais sociais, com vistas à maior equidade da atenção à saúde, garantindo o sigilo ético e profissional. A VD proporciona uma melhor compreensão do contexto de vida dos indivíduos e das coletividades, no intuito de observar os determinantes sociais e familiares presencialmente, além de facilitar o acesso, potencializar a coordenação do cuidado e permitir a equidade, no sentido de atender às necessidades reais do usuário. Alguns instrumentos podem ser utilizados para facilitar o reconhecimento de situações em saúde importantes para aquele domicílio e família visitados, como Escala de Risco Familiar de Coelho e Savassi (ERF-CS), desenvolvida no município de Contagem - Minas Gerais, baseado na ficha A do Sistema de Informações da Atenção Básica (SIAB). A ERF-CS é um instrumento amplamente utilizado no Brasil que tem como objetivo estratificar o risco familiar, no qual estratificação é realizada através das sentinelas de risco, que são questões sociais e de saúde relacionadas à relevância epidemiológica e sanitária que podem impactar na qualidade de vida e dinâmica familiar. O instrumento pode ser aplicado pelo(a) ACS na primeira VD (SAVASSI, LAGE, COELHO, 2012). A seguir, observamos um exemplo de aplicação da ERF-CS no cotidiano do(a) ACS: Quadro 1. Exemplo de aplicação da Escala de Risco Familiarde Coelho e Savassi em uma família. Fonte: Universidade Aberta do Sistema Único de Saúde, 2018. A ferramenta é considerada muito útil para uma melhor organização de demandas e direcionamento mais objetivo e apurado acerca do risco das famílias, qualificando o trabalho da equipe. De acordo com a estratificação das famílias por esse instrumento, é possível também esquematizar e planejar de forma mais efetiva e direcionada as ações da equipe a serem realizadas no território, permitindo ter uma leitura de território, situação de saúde e de vulnerabilidade (SAVASSI, LAGE, COELHO, 2012). A seguir estão descritas as sentinelas de risco consideradas pela escala e suas definições: Acamado: indivíduo restrito ao leito e que necessita de cuidados especiais (BRASIL, 2020); Deficiências física e mental: caracteriza-se por condição física ou mental de duração longa ou permanente que, de alguma forma, dificulta ou impede uma pessoa da realização de determinadas atividades cotidianas, escolares, de trabalho ou de lazer. Isto inclui desde situações em que o indivíduo consegue realizar sozinho todas as atividades que necessita, porém com dificuldade ou através de adaptações, até aquelas em que o indivíduo sempre precisa de ajuda nos cuidados pessoais e outras atividades (BRASIL, 2003); Baixas condições de saneamento: a Organização Mundial da Saúde (OMS) estabelece o conceito de que saneamento deve ser considerado como o controle de todos os fatores ambientais que podem exercer efeitos nocivos sobre o bem-estar, físico, mental e social dos indivíduos e sociedade (HELLER, 1998); Desnutrição grave: condição de natureza clínico-social de causa multifatorial, podendo ser classificada pela relação peso/idade para crianças menores de 7 anos e pela classificação de Índice de Massa Corporal (IMC) nos demais ciclos de vida; Uso abusivo/ nocivo de substâncias psicoativas: uso intenso de substância, lícita, como álcool, tabaco, e/ou ilícita, com potencial para prejuízos psicossociais e dependência química; Desemprego: de acordo com o manual da ficha A do SIAB, o item “ocupação” se refere a um tipo de trabalho exercido, independente da profissão de origem ou de remuneração, mesmo que no momento do cadastramento o indivíduo esteja de férias, licença ou afastado temporariamente por qualquer motivo. A realização de tarefas domésticas caracteriza o trabalho doméstico, ainda que este não seja remunerado. Se o indivíduo referir mais de uma ocupação, deverá ser anotada aquela a que ele dedica o maior número de horas na semana, no seu período de trabalho (BRASIL, 2003); Analfabetismo: entende-se como analfabetismo “indivíduo que sabe ler e escrever no mínimo um bilhete”, assim como “o indivíduo que apenas assina o nome não é considerado alfabetizado” (BRASIL, 2003); Menor de 6 meses: crianças com idade até 5 meses e 29 dias; Maior de 70 anos: pessoa com 70 anos completos; Hipertensão Arterial Sistêmica: caracterizada pela pressão 140 mmHg e pressão arterial diastólica maior ou igual a 90 mmHg em indivíduos que não fazem uso de medicação antihipertensiva, podendo causar prejuízos ao sistema circulatório; Diabetes Mellitus: síndrome clínica caracterizada por alterações picos de glicemia e fortemente associado a complicações e disfunções de alguns órgãos;endócrino-metabólicas que alteram a homeostase do indivíduo, ocasionando Relação morador/cômodo: relação entre o número de moradores do local dividido pelo número de cômodos. Entende-se cômodo, de acordo com a ficha A do SIAB todos os compartimentos integrantes do domicílio, inclusive banheiro e cozinha, separados por paredes, e os existentes na parte externa da residência, desde que constituam parte integrante do domicílio, com exceção de corredores, alpendres, varandas abertas e outros compartimentos utilizados para fins não residenciais como garagens, depósitos, etc (BRASIL, 2003). É importante destacar que algumas singularidades podem ser consideradas na utilização da escala na VD, como em casos de áreas onde alguma sentinela de risco seja mais prevalente, como a falta de saneamento, por exemplo, no qual pode seguir uma recomendação de não ser pontuada e ser feita uma observação no relatório final acerca dessa particularidade, para que essa questão seja apontada, sem ser considerada uma sentinela prioritária na avaliação geral e estratificação das famílias (SAVASSI; LAGE; COELHO, 2012). A elaboração de um roteiro da VD auxilia o(a) ACS na organização do seu processo de trabalho e na qualificação da visita, uma vez que permite levantar as informações e registrá-las de maneira adequada, focando nos problemas identificados. A discussão destes dados nas reuniões semanais de equipe servem de subsídio para diagnósticos situacionais, planejamento de ações em saúde, construção de planos terapêuticos e, consequentemente, para melhoria dos indicadores de saúde da Unidade. A VD deverá ser realizada de forma planejada, levando em consideração alguns aspectos, como: - Utilização da Escala de classificação de risco familiar de Coelho-Savassi; - Ter definido os objetivos da VD (assistencial, educativa, avaliativa, busca ativa, entre outros) nas reuniões de equipe com a participação de todos os membros, permitindo um equilíbrio entre os cadastros/visitas, orientação e busca ativa; - Confirmar se a pessoa/domicílio a ser visitado já está cadastrado na USF; - Conferir o roteiro das visitas para otimização do trabalho; - Realizar todos os registros da VD no sistema de informação vigente; - Utilizar o “Comunicado de visita domiciliar” em caso de encontrar o domicílio fechado no momento da visita; - Relatar as questões observadas na visita, para eSF, a fim de que os profissionais da eSF avaliem a conduta a ser tomada para cada caso. 4.1 Finalidade das visitas domiciliares Dentre os motivos da realização da VD, podemos considerar: a) Cadastro e atualização do cadastro: É necessário fazer o cadastramento de um núcleo familiar/membro novo no território, independente do tempo de chegada na área adstrita, considerando que: ➔ Quando o cadastramento for da família, deverá ser preenchido prioritariamente o CPF de todos os membros; ➔ Quando o cadastramento for de apenas novos integrantes da família, deverá ser preenchido prioritariamente o CPF apenas dos novos membros; ➔ Em toda visita o(a) ACS deverá verificar a necessidade de atualização cadastral e realizar o processo quando houver necessidade, inclusive a retirada de pessoas que não compõem o núcleo familiar. b) Visita periódica: É aquela realizada para o núcleo familiar (coletivo) em que as famílias não apresentam situações de saúde. Não deverá ser registrado simultaneamente com os seguintes campos: “Busca Ativa”, “Acompanhamento”, “Egresso de Internação” e ‘’outros’’ (estes campos não poderão ser assinalados). Poderá ser registrado simultaneamente com os seguintes campos: “Cadastramento/Atualização’’, ‘’Controle ambiental/vetorial’’, ‘’Convite atividades coletivas/Campanha de saúde’’ e ‘’Orientação/Prevenção’’, quando essas atividades forem direcionadas para a coletividade e não para o indivíduo. Na visita periódica, deverá ser registrado prioritariamente o CPF, data de nascimento do responsável pelo núcleo familiar, mesmo que outros membros estejam no domicílio. c) Busca Ativa: É necessário realizar a busca ativa de indivíduos, quando: ➔ Faltarem à consulta, exames, curativos, dentre outros, principalmente dos grupos de risco; ➔ Vacinas atrasadas ou campanha de vacinação; ➔ Casos suspeitos de Tuberculose (de acordo com a Lei 14.289/2022, que trata da preservação do sigilo sobre a condição da pessoa com tuberculose, a busca de contatos, faltosos e de abandono do tratamento de tuberculose ocorrerá mediante ao Termo deConsentimento Livre e Esclarecido - TCLE); ➔ Mulheres grávidas que não iniciaram as consultas de pré-natal; ➔ Gestantes e puérperas faltosas e/ou com exames alterados; ➔ Busca de usuários que fazem parte do Bolsa Família que precisam estar atualizados nas condicionalidades do programa; ➔ Busca de faltosos às consultas; ➔ Em situações de surtos epidêmicos (Sarampo, arboviroses, COVID etc). d) Acompanhamento: A visita de acompanhamento deve ser realizada para: ➔ Gestante; ➔ Puérpera; ➔ Recém-nascido; ➔ Crianças; ➔ Pessoa em reabilitação ou com deficiência; ➔ Pessoa com Hipertensão e/ou Diabetes; ➔ Acompanhamento de pessoa com asma e/ou com DPOC/Enfisema; ➔ Pessoa com Câncer ou com outras Doenças Crônicas; ➔ Pessoa com Hanseníase; ➔ Pessoa com Tuberculose; ➔ Sintomáticos Respiratórios; ➔ Tabagista; ➔ Domiciliados / Acamados; ➔ Condições de Vulnerabilidade Social; ➔ Condicionalidades do Bolsa Família; ➔ Saúde Mental; ➔ Usuário de álcool; ➔ Usuário de outras drogas. Esse motivo de visita não deverá ser registrado simultaneamente com o motivo ‘’Visita periódica’’. Poderá ser registrado simultaneamente com os seguintes motivos: ‘’Cadastramento/atualização’’, ‘’Controle ambiental/vetorial’’, ‘’Egresso de internação’’, ‘’Convite atividades coletivas/Campanha de saúde’’ e ‘’Orientação/Prevenção’’, quando essas atividades forem direcionadas para o indivíduo e não para a coletividade. Quando todos os membros da família estiverem presentes durante a visita e a todas forem direcionadas alguma ação, deve ser registrado prioritariamente o CPF e o motivo de acompanhamento de todas as pessoas presentes. Quando um único membro da família estiver presente durante a visita e a ação for direcionada exclusivamente para ele, deverá ser registrado prioritariamente o CPF e o motivo de acompanhamento dessa única pessoa presente. Quando o único membro da família estiver presente durante a visita e o(a) ACS obtiver informações dessas pessoas ou realizar ações (ex.: orientações) direcionadas a todos os membros, deverão ser registrados prioritariamente CPF e o motivo de acompanhamento de todas as pessoas. a) Egresso de internação: usuário após alta hospitalar quando o(a) ACS fizer a primeira visita ao usuário após a alta hospitalar (independente do tempo entre a alta e a visita); b) Orientação e prevenção: Visita destinada à orientação aos usuários da família sobre o tema relacionado à promoção da saúde e prevenção de doenças. Neste caso, se a orientação for destinada especificamente a um indivíduo, registrar prioritariamente o CPF. Caso a orientação seja destinada a toda família, deverão ser registrados prioritariamente os CPF de todos os membros. 4.2 Registro da visita domiciliar Os registros das visitas domiciliares devem ser realizados de forma rápida e segura, com o objetivo de facilitar o processo de trabalho dos(as) ACS. Esses registros deverão ser efetuados no sistema de informação em saúde vigente em Recife, no qual todas as informações deverão ser registradas através de aplicativos móveis para a captação dos dados coletados em ações fora da UBS, ou ainda por sistemas terceiros que apenas utilizam o Sistema e-SUS AB para transmitir os dados para o SISAB. A visita ao cidadão tem foco nas necessidades específicas de acompanhamento do cidadão no contexto familiar e vinculado a um domicílio dentro do território adstrito à equipe de saúde. Os seguintes passos devem ser seguidos para registrar a visita: 5. ACOMPANHAMENTO PARA GRUPOS ESPECÍFICOS Considerando as particularidades de alguns grupos específicos, destacamos a seguir pontos importantes que devem ser considerados nesse acompanhamento: 5. 1 Saúde da Criança A Política Municipal se espelha nos princípios e diretrizes da Política Nacional de Atenção Integral à Saúde da Criança - PNAISC, adequando-a à realidade local e valorizando as tradições de programas, projetos e ações referentes a sete Eixos Estratégicos. Cada objetivo específico da política corresponde a um dos eixos: Eixo 1: Atenção à gestação, parto, nascimento e ao recém-nascido; Eixo 2: Aleitamento materno e alimentação complementar saudável; Eixo 3: Promoção e acompanhamento do crescimento e do desenvolvimento integral; Eixo 4: Atenção integral a crianças com agravos prevalentes na infância, e com doenças crônicas; Eixo 5: Atenção integral a crianças em situação de violências, prevenção de acidentes e promoção da cultura de paz; Eixo 6: Atenção à saúde de crianças com deficiência, e em situações específicas e de vulnerabilidades; Eixo 7: Vigilância do Óbito Fetal e Infantil. O(A) Agente Comunitário de Saúde deverá: ➔ Conhecer a população infantil da área de abrangência da Unidade de Saúde ou da Equipe de Saúde da Família (eSF) para programar e avaliar as ações de saúde: aleitamento materno, calendário de acompanhamento do crescimento desenvolvimento, imunização, práticas educativas, medicamentos, ações de prevenção em saúde bucal etc.; ➔ Conhecer o número de recém-nascidos na área de abrangência e realizar visita até o 5º dia após chegada no domicílio; ➔ Cadastrar a criança no e-SUS; ➔ Orientar sobre o Registro de Nascimento, se necessário; ➔ Verificar se possui a Caderneta da Criança, e que contenha os registros necessários, relatório da alta da maternidade, bem como, os registros dos Testes da Triagem Neonatal. Providenciar a sua entrega caso não tenha; ➔ Verificar condições de higienização do coto umbilical, corporal e condições gerais da criança, genitora e demais habitantes do domicílio; ➔ Priorizar na criança de risco as ações de vigilância à saúde: captação precoce e busca ativa para a manutenção do calendário de atenção à saúde da criança segundo protocolos específicos, além de recomendar assistência especial com retornos mais frequentes e outros cuidados que a criança necessite; ➔ Orientar e incentivar o aleitamento materno e cuidados com o recém-nascido; ➔ Orientar a importância da amamentação; ➔ Identificar as mulheres em situação de risco para a amamentação e encaminhá-las para USF, grupos de apoio ao aleitamento materno e/ou Banco de Leite Humano; ➔ Orientar sobre o tempo oportuno para a realização do Teste do Pezinho; ➔ Verificar e orientar quando não realizado, as vacinas BCG e contra hepatite; ➔ Orientar sobre agendamento de Consultas na Unidade para o recém-nascido e para a puérpera (30 dias após o parto); ➔ Observar na Caderneta da Criança os registros do estado vacinal e o crescimento e desenvolvimento infantil em todas as oportunidades: nas visitas domiciliares de rotina, nas instituições de educação infantil ou na unidade de saúde; ➔ Verificar rotineiramente a execução do calendário de acompanhamento do crescimento e desenvolvimento para toda criança da área de responsabilidade da unidade de saúde ou da Estratégia Saúde da Família (ESF) com atenção prioritária para crianças de risco; ➔ Orientar para aleitamento materno ressaltando a importância do mesmo por 2 anos, sendo exclusivo nos 6 primeiros meses; ➔ Executar as ações de vigilância à saúde da criança, com busca ativa da criança faltosa: às consultas propostas no calendário de acompanhamento da Puericultura e retornos propostos pela equipe; ➔ Orientar a família para trazer a Caderneta da Criança nas consultas de Puericultura e sempre que precisar de serviços da Unidade de Saúde; ➔ Realizar grupos educativos abertos à comunidade tendo como participantes as mães e/ou responsáveis pelas crianças orientando sobre o controle ambiental nos vários momentos de abordagem da criança. 5.2 Imunização A vacinação é uma das medidas mais importantes de prevenção contra doençastransmissíveis no mundo inteiro. Trata-se do processo pelo qual o indivíduo adquire proteção e resistência a uma doença infecciosa, através da administração de uma vacina. Tal processo possibilita que a vacinação proteja não só quem recebe a vacina, mas também toda a comunidade. As estratégias de vacinação, quando bem sucedidas, só são possíveis devido ao intenso trabalho e esforço dos profissionais que atuam no SUS, dentre eles o(a) ACS, que são como peça fundamental para as ações de imunização. Afinal, os(as) ACS possuem atribuições importantes para que se tenha êxito na recuperação vacinal e, consequentemente, o alcance das coberturas. O(A) Agente Comunitário de Saúde deverá: ➔ Avaliar, durante a visita domiciliar periódica, a caderneta vacinal dos membros da família, identificando pessoas em atraso vacinal; ➔ Acompanhar o usuário em esquema vacinal e orientá-lo quanto à importância de concluir todas as doses prescritas, checando sempre a existência de algum agendamento ou vacina pendente; ➔ Identificar conhecimentos, dúvidas, crenças, mitos, tabus e preconceitos sobre as vacinas, estimulando a reflexão sobre os benefícios para a saúde individual e da comunidade; ➔ Combater a disseminação de Fake News relacionadas a vacinação, com argumentos seguros acerca da segurança oferecida pelas vacinas; ➔ Orientar a importância do cartão de vacinação para o correto registro das doses; ➔ Mobilizar a comunidade para as campanhas de vacinação, divulgando e espalhando a notícia para o maior número de pessoas, utilizando diferentes meios possíveis, nos lugares mais frequentados da comunidade; ➔ Orientar a procurar a unidade de saúde os usuários que: - Que não tiverem comprovação de vacinação; - Que não compareceram no dia agendado para vacinação; - Que apresentaram qualquer reação após a aplicação da vacina; - Que tiverem alguma dúvida sobre situação vacinal, que não possa ser esclarecido pelo(a) ACS. ➔ Compartilhar com a equipe da unidade de saúde as informações colhidas durante a visita domiciliar, direcionando os demais profissionais àquelas famílias com atraso ou hesitação vacinal; ➔ Realizar vigilância regular e criteriosa das coberturas vacinais da sua área adscrita; ➔ Participar no apoio das ações de vacinação promovidas pelas equipes de saúde e profissionais do PNI, como Busca Ativa e Vacinação Extramuros, vacinação de rotina e vacinação de campanha. ➔ Apoiar no registro de doses de vacinas nos formulários/mapas e sistemas oficiais de informações. ➔ Identificar pessoas vítimas de agressão por animal e encaminhá-los à eSF para avaliação da necessidade de profilaxia da raiva humana; É de suma importância, portanto, que cada ACS se sinta familiarizado com o Calendário Nacional de Vacinação, não esquecendo que o esquema vacinal pode sofrer alterações ou adaptações ao longo do tempo. Sendo, então, imprescindível a comunicação com os demais profissionais da equipe para manter-se atualizado neste quesito. Calendário Nacional de Vacinação* Calendário de Vacinação da Criança IDADE VACINAS DOSES DOENÇAS EVITADAS AO NASCER BCG-ID Dose Única Formas graves de tuberculose Vacina Hepatite B Dose Hepatite B 2 MESES Vacina Pentavalente (DTP + HB + Hib) 1ª Dose Difteria, tétano, coqueluche, hepatite B, meningite C e outras infecções causadas pelo Haemophilus influenzae tipo b VIP (Vacina Inativada Poliomielite) Poliomielite (Paralisia Infantil) VORH (Vacina Oral de Rotavírus Humano) Diarréia por Rotavírus Vacina Pneumocócica 10 (valente) Doenças invasivas e otite média aguda causadas por Streptococcus pneumoniae por 10 sorotipos ( 1, 4, 5, 6B, 7F, 9V, 14, 18C, 19F e 23F). 3 MESES Vacina Meningocócica C (conjugada) 1ª Dose Doenças invasivas causadas por Neisseria meningitidis do sorogrupo C 4 MESES Vacina Pentavalente (DTP + HB + Hib) 2ª Dose Difteria, tétano, coqueluche, hepatite B, meningite e outras infecções causadas pelo Haemophilus influenzae tipo b VIP (Vacina Inativada Poliomielite) Poliomielite (Paralisia Infantil) VORH (Vacina Oral de Rotavírus Humano) Diarréia por Rotavírus Vacina Pneumocócica 10 (valente) Doenças invasivas e otite média aguda causadas por Streptococcus pneumoniae por 10 sorotipos (1, 4, 5, 6B, 7F, 9V, 14, 18C, 19F e 23F) 5 MESES Vacina Meningocócica C (conjugada) 2ª Dose Doenças invasivas causadas por Neisseria meningitidis do sorogrupo C 6 MESES Vacina Pentavalente (DTP + HB + Hib) 3ª Dose Difteria, tétano, coqueluche, hepatite B, meningite e outras infecções causadas pelo Haemophilus influenzae tipo b VIP (Vacina Inativada Poliomielite) Poliomielite (Paralisia Infantil) Vacina Covid-19 3 Covid-19 Doses¹ 9 MESES Vacina Febre Amarela 1ª Dose Febre amarela 12 MESES SRC (Tríplice Viral) 1ª Dose Sarampo, Caxumba e Rubéola Vacina Pneumocócica 10 (valente) Reforço Doenças invasivas e otite média aguda causadas por Streptococcus pneumoniae por 10 sorotipos (1, 4, 5, 6B, 7F, 9V, 14, 18C, 19F e 23F) Vacina Meningocócica C (conjugada) Reforço Doenças invasivas causadas por Neisseria meningitidis do sorogrupo C 15 MESES VOP (Vacina Oral Poliomielite) 1º Reforço Poliomielite (Paralisia Infantil) Vacina hepatite A Dose Única Hepatite A DTP (Tríplice Bacteriana) 1º Reforço Difteria, tétano e coqueluche SRC (Tríplice Viral) 2ª Dose Sarampo, Caxumba, Rubéola. Varicela 1ª Dose Varicela/Catapora 3 ANOS Covid-19 2 Doses¹ Covid-19 4 ANOS VOP (Vacina Oral Poliomielite) 2º Reforço Poliomielite (Paralisia Infantil) DTP (Tríplice Bacteriana) 2º Reforço Difteria, tétano e coqueluche Vacina Varicela 2ª Dose Varicela (Catapora) Vacina Febre Amarela Reforço Febre amarela 5 a 11 ANOS Vacina Covid-19 2 Doses¹ Covid-19 9 ANOS *até 14 anos, 11 meses e 29 dias HPV Quadrivalente² 2 Doses Infecções pelo Papilomavírus Humano 6, 11, 16 e 18 CAMPANHA Influenza³ 2 Doses ou Dose Única Infecções pelo vírus da influenza * Calendário Nacional do ano de 2023 ¹ A depender do esquema vacinal encontrado e do laboratório utilizado. ² Intervalo de 6 meses entre a primeira e a segunda dose. ³ Influenza - Crianças de 6 meses a menores de 6 anos de idade (5 anos, 11 meses e 29 dias): todas as crianças que receberam pelo menos uma dose da vacina influenza sazonal em anos anteriores, devem receber apenas uma dose em 2023. Para a população indígena e pessoas com comorbidades, a vacina está indicada para as crianças de 6 meses a menores de 9 anos de idade. Deve ser considerado o esquema de duas doses para as crianças de 6 meses a menores de 9 anos de idade, que serão vacinadas pela primeira vez, devendo-se agendar a segunda dose para 30 dias após a 1ª dose. Crianças acima de 9 anos de idade deverão receber dose única. Calendário de Vacinação do Adolescente IDADE VACINAS DOSES DOENÇAS EVITADAS Meninos e Meninas de 9 até 14 anos, 11 meses e 29 dias HPV Quadrivalente 2 Doses Infecções pelo Papilomavírus Humano 6, 11, 16 e 18 11 e 12 ANOS Vacina Meningocócica ACWY (conjugada) Dose Única Doenças invasivas causadas por Neisseria meningitidis dos sorogrupos A, C, W e Y 11 a 19 ANOS Hepatite B - a depender da situação vacinal 3 doses Hepatite B Dupla adulto (dT)¹ - a depender da situação vacinal 3 doses ou reforço Difteria e tétano SCR (Tríplice Viral) - a depender da situação vacinal 2 doses Sarampo, Caxumba e Rubéola Febre Amarela - a depender da situação vacinal Dose Única Febre Amarela 12 a 17 anos Covid-19 2 Doses + 1 Reforço Covid-19 ¹ Reforço a cada 10 anos, por toda a vida. Calendário de Vacinação do Adulto IDADE VACINAS DOSES DOENÇAS EVITADAS 20 a 59 ANOS Hepatite B - a depender da situação vacinal 3 doses Hepatite B Dupla adulto (dT) - a dependerda situação vacinal 3 doses ou reforço Difteria e tétano Febre Amarela - a depender da situação vacinal Dose Única Febre Amarela Tríplice Viral (SCR) - a depender da situação vacinal 2 doses - até 29 anos, 11 meses e 29 dias 1 dose - a partir dos 30 anos de idade até 59 anos, 11 meses e 29 dias Sarampo, Caxumba e Rubéola Covid-19¹ 2 Doses + Reforço Covid-19 ¹São indicados 02 (dois) reforços para pessoas acima de 18 anos que sejam imunossuprimidos, profissional de saúde e portador de obesidade mórbida (IMC >40); e todo indivíduo acima de 40 anos. Para a população abaixo de 40 anos, a indicação é de 2 doses + 1 Reforço. Calendário de Vacinação da Gestante GRUPO VACINAS DOSES DOENÇAS EVITADAS GESTANTES Hepatite B - a depender da situação vacinal 3 Doses Hepatite B Dupla adulto (dT) e/ou dTpa¹ tipo adulto - a depender da situação vacinal Doses ou Reforço dT: difteria e tétano dTpa: difteria, tétano e coqueluche Covid-19 2 Doses + 1 Reforço Covid-19 ¹dTpa - Uma dose em toda gestação Calendário de Vacinação do Idoso IDADE VACINAS DOSES DOENÇAS EVITADAS 60 ANOS + Reforço a cada dez anos Hepatite B - a depender da situação vacinal 3 doses Hepatite B Dupla adulto (dT) - a depender da situação vacinal Doses ou reforço Difteria e tétano Influenza Dose única Infecções pelo vírus da Influenza. Pneumocócica 23 Valente¹ Dose única Infecções respiratórias. Covid-19 2 Doses + 2 Reforços Covid-19 ¹Pneumocócica 23 Valente - 60 anos + (acamados e institucionalizados) 5.3 Saúde do adolescente Pelo Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) a adolescência compreende a faixa etária de 12 a 18 anos. Trata-se de um momento da vida que compreende o início da transição da infância para a fase adulta, marcada pelo desenvolvimento e pela busca da autonomia. Os adolescentes são comumente vistos como um segmento saudável da população, o que faz com que suas necessidades de saúde sejam negligenciadas e seu acompanhamento não seja valorizado como fator de proteção e de prevenção. Sendo assim, deve-se buscar planejar ações de promoção da saúde, como os grupos de adolescentes, para trabalhar os temas estruturantes, tais como: equidade de gênero, direitos sexuais e direitos reprodutivos, cultura de paz, participação juvenil, igualdade racial e étnica, entre outros. É importante que haja estímulo à participação dos adolescentes, levando em conta seu contexto sociocultural e econômico, fortalecendo parcerias intersetoriais, como com as escolas. Caderneta de Saúde de Adolescentes Com versões masculina e feminina, contém informações sobre o crescimento e desenvolvimento, alimentação saudável, prevenção de violências e promoção da cultura de paz, saúde bucal, saúde sexual e saúde reprodutiva e vacinação. É facilitador para o monitoramento da saúde e do desenvolvimento dos adolescentes e para o autocuidado dos adolescentes. As principais situações que indicam a necessidade de avaliação do usuário e que o(a) ACS deve ficar atento são: ➔ Situação vacinal irregular; ➔ Ações de promoção da saúde, especialmente de educação em saúde ➔ Adolescente trabalhando de maneira irregular; ➔ Adolescente fora da escola ou com atraso em relação à faixa etária e ano em curso na escola; ➔ Uso de álcool, cigarro ou drogas; ➔ Vida sexual ativa; ➔ Corrimento vaginal; ➔ Dentes em mau estado estado de conservação (comunicar a equipe de saúde bucal); ➔ Sintomas de entristecimento, ansiedade exagerada ou choro fácil; ➔ Comportamento agressivo. 5.4 Saúde da mulher A Política Municipal de Atenção à Saúde da Mulher tem como princípios norteadores a Política Nacional de Atenção à Saúde da Mulher (PAISM). As ações da política têm como foco, principalmente, a atenção integral à saúde das mulheres em todos os ciclos da vida, priorizando a saúde sexual e reprodutiva, a redução da mortalidade materna, as questões de gênero, orientação sexual e raça/etnia, assim como os determinantes e condicionantes sociais que impactam na saúde e na vida das mulheres. Preconiza-se a assistência humanizada e qualificada em todos os níveis de atenção, com foco no acesso aos serviços de promoção,prevenção,assistência e recuperação da saúde. O(A) Agente Comunitário de Saúde deverá: ➔ Saber o quantitativo de mulheres na sua área de abrangência e providenciar o cadastro das mulheres não-cadastradas; ➔ Orientar as mulheres e adolescentes em relação à esquema vacinal, saúde sexual e reprodutiva, uso de álcool e outras drogas, violência física e sexual, hábitos saudáveis e saúde bucal; ➔ Realizar visitas domiciliares às mulheres de sua microárea, para orientar sobre a importância da realização do exame citopatológico para aquelas que estejam dentro da faixa etária preconizada (25 a 64 anos), facilitando o acesso a estes exames; ➔ Realizar visitas domiciliares às mulheres de sua microárea, para orientar sobre a importância da realização do exame de mamografia para aquelas que estejam dentro da faixa etária preconizada (50 a 69 anos), facilitando o acesso a estes exames; ➔ Encorajar a adesão ao tratamento daquelas mulheres que apresentaram resultados citopatológicos e mamográficos alterados e realizar a busca ativa das faltosas; ➔ O(A) ACS deverá estar atento e convidar as mulheres em idade fértil a participarem das consultas individuais e atividades coletivas de saúde sexual e reprodutiva; ➔ Orientar as mulheres com suspeita de gravidez que a unidade básica de saúde disponibiliza teste rápido de gravidez e que este exame pode ser realizado dentro ou fora da unidade de saúde; ➔ Realizar visitas domiciliares para identificação e captação precoce das gestantes e encaminhá-las à unidade de saúde, para a realização da primeira consulta, monitorar as consultas subsequentes, além de orientar sobre os cuidados básicos de saúde e nutrição, cuidados de higiene e sanitários; ➔ Orientar as gestantes sobre a periodicidade das consultas, expor a importância da realização do pré-natal de maneira adequada, reforçando que esse acompanhamento de maneira adequada leva a menor chance de complicações durante a gravidez; ➔ Estimular a realização do pré-natal do parceiro; ➔ Acompanhar as gestantes que não estão realizando o pré-natal na unidade básica de saúde, mantendo a equipe informada sobre o andamento do pré-natal realizado em outro serviço; ➔ Orientar que a gestante confira seu cartão de vacina e quando necessário procurar a unidade de saúde para atualizá-lo; ➔ Realizar orientações de cuidados para evitar a infecção pelo Toxoplasma Gondii, antes mesmo da concepção, como por exemplo: lavar as mãos após manusear carnes cruas e cozinhar bem as mesmas, lavar bem frutas e vegetais, não limpar ou mexer as fezes de gatos e usar luvas ao mexer no jardim; ➔ Acompanhar as gestantes encaminhadas ao pré-natal de alto risco (PNAR) estimulando seu acompanhamento também pela eSF; ➔ Realizar a busca ativa tanto das gestantes; ➔ Realizar visita domiciliar à puérpera e ao recém-nascido e encaminhar para consulta puerperal; ➔ Realizar a busca ativa das puérperas faltosas; ➔ Estimular a amamentação exclusiva pelo menos até os 6 meses de vida do bebê, orientando que neste período sejam evitados suplementos (água, chás, outros leites), pois seu uso está associado com desmame precoce; ➔ Desencorajar também o uso chupetas e mamadeiras pela possibilidade de interferir com o aleitamento materno; ➔ Quando a puérpera apresentar dificuldades na amamentação, o(a) ACS deve indicar que seja feita uma avaliação com o enfermeiro ou médico de sua Unidade de Saúde; ➔ Incentivar as puérperas sobre a doação de leite humano e orientar as maternidades da redeque possuem pontos de coleta a captação pelo banco de leite. A visita domiciliar do(a) ACS deverá ser planejada juntamente com o enfermeiro e/ou demais membros da equipe, de acordo com a vulnerabilidade clínica e social da mulher. Recomenda- se, portanto, que as visitas domiciliares sejam realizadas da seguinte forma: - Para mulheres com gestação de risco habitual, uma visita mensal até a 36ª semana; - Para gestantes em situação de vulnerabilidade pessoal e risco social, uma visita quinzenal até a 36ª semana; - Para gestantes encaminhadas ao Pré- Natal de Alto Risco (PNAR), uma visita quinzenal até a 36ª semana; - Para mulheres com mais de 36 semanas de gestação, uma visita semanal até o parto; - Para mulheres que o parto ocorreu, realizar uma visita em até 72 horas após a alta hospitalar e outra visita até 15 dias após o parto. 5.5 Programa Mãe Coruja Recife (PMCR) O Mãe Coruja Recife é um Programa de Primeira Infância e transversal de atenção à mulher durante a gestação, parto e puerpério e à criança, do nascimento aos seis anos. Constitui-se como mais uma estratégia para reduzir a morbimortalidade materna e infantil na cidade do Recife, não sendo substitutivo às ações da Atenção Básica à Saúde. As gestantes são acolhidas e cadastradas nos Espaços Mãe Coruja. As crianças são aquelas cujas gestações foram acompanhadas pelas equipes do PMCR. Há atualmente 20 Espaços, dando cobertura a 47 bairros da cidade (anexo III). O PMCR atua com três modalidades de atendimento: individualmente, em rodas de gestantes/rodas de desenvolvimento infantil e atividades coletivas intersetoriais realizadas, também, por parceiros externos. Critérios para inclusão no PMCR: - Estar gestante; - Usuária do SUS; - Morar em um dos bairros cobertos pelo PMCR. O Agente Comunitário de Saúde deverá: ➔ Divulgar o PMCR para as gestantes de sua área de abrangência; ➔ Encaminhar todas as suas gestantes para o Espaço Mãe Coruja mais próximo da residência da gestante; ➔ Compor, juntamente com sua equipe de Atenção Básica à Saúde e equipe do PMCR, grupo de discussão dos casos mais complexos, se necessário; ➔ Realizar, juntamente com as equipes do PMCR, visitas domiciliares dos casos mais complexos, caso necessário; ➔ Divulgar as Rodas de Gestantes, Rodas de Desenvolvimento Infantil, ações intersetoriais do PMCR (como cursos de qualificação profissional) dos espaços Mãe Coruja Recife; ➔ Reforçar a importância das idas mensais, das gestantes e crianças, aos Espaços Mãe Coruja Recife. 5.6 Saúde do Homem A Política Municipal de Atenção Integral à Saúde do Homem, visa promover a melhoria das condições de saúde da população masculina do município de Recife, contribuindo, de modo efetivo, para redução de morbidade e da mortalidade dessa população, por meio do enfrentamento racional dos fatores de risco e mediante a facilitação ao acesso, às ações e aos serviços de assistência integral à saúde. A principal estratégia para lidar com a complexidade que este campo apresenta consiste em incluir os homens, com suas especificidades, singularidades e necessidades em saúde, nas discussões do planejamento das ações do setor saúde e de outras políticas transversais. A política encontra-se estruturada em 05 eixos prioritários e estratégicos, que estão agrupados nos seguintes temas: Eixo 1: Acesso e acolhimento; Eixo 2: Saúde sexual e reprodutiva; Eixo 3: paternidade e cuidado; Eixo 4: Agravos e doenças prevalentes na população masculina; Eixo 5: Promoção da saúde e prevenção de acidentes e violências. O Agente Comunitário de Saúde deverá: ➔ Atualizar o cadastro da população masculina do território no e-SUS AB; ➔ Efetuar uma busca ativa de homens para a realização de pelo menos uma consulta por ano; ➔ Dar visibilidade para os serviços voltados à população masculina (cartazes, folders, mutirão de divulgação); ➔ Incentivar o homem a realizar consulta com o odontólogo; ➔ Criar estratégias para que os homens realizem os exames de rotina e de testes rápidos; ➔ Observar o cartão de imunização, caso esteja desatualizado estimular a atualização nos serviços de saúde ou locais com ações de imunização; ➔ Convidar os homens para ações e atividades educativas voltadas para o planejamento reprodutivo; ➔ Estimular a participação no pré-natal do pai/parceiro; ➔ Estimular a participação paterna no parto, puerpério, crescimento e desenvolvimento da criança, através de rodas de conversas. ➔ Promover ações educativas voltadas para prevenção de violências e acidentes, e uso de álcool e outras droga, em ambientes onde haja circulação masculina ( local de trabalho, domicílio, no território); 5.7 Saúde do Idoso Considera-se pessoa idosa a pessoa com 60 anos ou mais. O envelhecimento está associado a um maior risco de vulnerabilidade física, cognitiva e social. É importante o(a) ACS identificar sinais de fragilidade da pessoa idosa e informar à eSF. As principais situações que indicam a necessidade de avaliação do usuário e que o(a) ACS deve ficar atento são: ➔ Ter alguma dificuldade para se cuidar (tomar banho, comer, vestir-se, sair da cama, caminhar dentro de casa); ➔ Usar quatro ou mais medicamentos; ➔ Ter mais de duas doenças crônicas; ➔ Morar sozinho; ➔ Não ter renda própria; ➔ Ter tido alguma queda ou internação nos últimos seis meses; ➔ Pessoa que fica sozinha a maior parte do tempo e que tem várias doenças crônicas; ➔ Pessoa que considera o seu estado de saúde como ruim ou muito ruim; ➔ Pessoas acamadas ou com dificuldade de se locomover até a unidade de saúde. O instrumento de monitoramento à saúde da pessoa idosa é a CADERNETA DE SAÚDE DA PESSOA IDOSA!! Ações para o(a) ACS em vigilância à Saúde da Pessoa Idosa: ➔ Planejar, programar e realizar as ações que envolvem a atenção à saúde da pessoa idosa em sua área de abrangência; ➔ Identificar e acompanhar pessoas idosas frágeis ou em processo de fragilização; ➔ Conhecer os hábitos de vida, valores culturais, éticos e religiosos das pessoas idosas, de suas famílias e da comunidade ➔ Acolher a pessoas idosas de forma humanizada, na perspectiva de uma abordagem integral e resolutiva, possibilitando a criação de vínculos com ética, compromisso e respeito ➔ Prestar atenção contínua às necessidades de saúde da pessoa idosa, articulada com os demais níveis de atenção, com vistas ao cuidado longitudinal – ao longo do tempo; ➔ Preencher, entregar e atualizar a Caderneta de Saúde da Pessoa Idosa, conforme Manual de Preenchimento específico ➔ Realizar e participar das atividades de educação permanente relativas à saúde da pessoa idosa ➔ Desenvolver ações educativas relativas à saúde da pessoa idosa, de acordo com o planejamento da equipe ➔ Orientar quanto a importância e uso da caderneta de saúde da pessoa idosa ➔ Participar, junto com a equipe de saúde, do preenchimento da caderneta de saúde da pessoa idosa ➔ Verificar se a pessoa idosa está usando a medicação corretamente ➔ Checar situação vacinal anualmente, de acordo com o calendário de vacinação da pessoa idosa ➔ Avaliar o ambiente em relação aos riscos de queda no domicílio, atentando para a disposição dos móveis, tapetes soltos, desníveis no piso, ausência de corrimão, objetos espalhados pelo chão, iluminação dos ambientes, entre outros ➔ Orientar a pessoa idosa e acompanhantes sobre os riscos de queda no domicílio e as possíveis modificações do ambiente respeitando a estrutura e cultura familiar ➔ Orientar quanto a prática de atividade física ➔ Observar e orientar sobre as questões de higiene pessoal e do ambiente ➔ Cadastrar todas as pessoas idosas de sua microárea e manter o cadastro atualizado ➔ Realizar