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Direito Processual civil 
Ordem dos Processos nos Tribunais – Parte II 
 
DIREITO PROCESSUAL 
CIVIL
ordem dos Processos 
nos tribunais – Parte ii
Livro Eletrônico
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Direito Processual civil 
Ordem dos Processos nos Tribunais – Parte II 
Aline Oliveira
Presidente: Gabriel Granjeiro
Vice-Presidente: Rodrigo Calado
Diretor Pedagógico: Erico Teixeira
Diretora de Produção Educacional: Vivian Higashi
Gerência de Produção de Conteúdo: Bárbara Guerra
Coordenadora Pedagógica: Élica Lopes
Todo o material desta apostila (incluídos textos e imagens) está protegido por direitos autorais 
do Gran. Será proibida toda forma de plágio, cópia, reprodução ou qualquer outra forma de 
uso, não autorizada expressamente, seja ela onerosa ou não, sujeitando-se o transgressor às 
penalidades previstas civil e criminalmente.
CÓDIGO:
250901244999
 
ALINE OLIVEIRA
Advogada. Analista do MP-SP. Pós-graduada em Direito Público (UCAM), Advocacia 
Pública (UERJ), Direito Tributário (UCAM) e Direito e Processo Civil (UNIFTEC). Aprovada 
em concursos de analista (MP-SP e PGE-RJ) e advocacia pública. Professora de alguns 
cursos jurídicos.
O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para ADRIANO PRUDENTE DE OLIVEIRA - 14882695642, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,
a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.
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Ordem dos Processos nos Tribunais – Parte II 
Aline Oliveira
SUMÁRIO
Apresentação . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 4
ordem dos Processos nos tribunais – Parte ii . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 5
Agravo Interno . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 5
Embargos de Declaração . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 5
Recurso Ordinário Constitucional. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 8
Recurso Extraordinário e Recurso Especial . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 10
Embargos de Divergência em RE e REsp . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 17
Agravo em Recurso Especial ou em Recurso Extraordinário . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 18
Ações de Competência Originária dos Tribunais . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 19
Da Homologação de Decisão Estrangeira e da Concessão do Exequatur à 
Carta Rogatória . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 19
Ação Rescisória . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 23
Ação de Nulidade/Inexistência da Sentença . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 26
Reclamação . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 27
Incidentes de Competência do Tribunal . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 29
resumo . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 38
Questões de concurso . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 49
Gabarito . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 61
Gabarito comentado . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 62
 
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aPreseNtaÇÃoaPreseNtaÇÃo
Olá, futuro(a) advogado(a)!
Tudo bem? Firme nos estudos? Para quem ainda não me conhece, meu nome é Aline 
de Oliveira Cabral. Atualmente sou advogada, analista do MP-SP, mas já fui assessora no 
MP-RJ. Sou pós-graduada em Direito Público pela UERJ e pela UCAM, em Direito Tributário 
pela UCAM e em Direito Civil e Processo Civil pela UNIFTEC e faço parte do GRAN CURSOS.
Eu fui residente jurídico tanto da PGE RJ quanto da PGM RJ, já fui aprovada em alguns 
concursos de advocacia pública (ex.: Procurador da UNICAMP, advogado da IMBEL, Procurador 
de São José dos Campos) e em dois concursos de analista (PGE RJ e MPSP). Também já 
fui aprovada no concurso de Procurador do Ministério Público junto ao TCE RJ, cuja prova 
oral foi realizada pela banca CEBRASPE. Está vendo? Sou prova de que é possível SIM ser 
aprovado(a) tanto na OAB quanto em concursos públicos. Continuo prestando concursos 
de advocacia pública, ou seja, entendo o perrengue que é a vida de concurso e estou aqui 
para facilitar a vida de vocês.
Eu e toda a equipe do GRAN estamos aqui para te dar o máximo de dicas, teorias, 
exercícios, respondendo questões de provas anteriores e criando questões inéditas para 
que você surpreenda a Banca examinadora e não, o contrário.
Registro que estou muito feliz em estar aqui escrevendo esse livro digital para você atingir 
o sucesso na aprovação na OAB. Não deixe de fazer muitas questões. Não tem como você 
conseguir a aprovação na 1ª fase da OAB sem realizar a leitura da lei seca, da jurisprudência 
e resolver o máximo de questões que você conseguir. O caminho é esse!
Espero que você goste do que vamos estudar e do material a seguir. Então, fica ligado 
no curso GRAN. Estou esperando as dúvidas no Fórum do Aluno!
Vamos começar?
Aline Oliveira.
@prof_alineoliveira
 
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ORDEM DOS PROCESSOS NOS TRIBUNAIS – PARTE IIORDEM DOS PROCESSOS NOS TRIBUNAIS – PARTE II
aGravo iNterNoaGravo iNterNo
Já vimos que de decisão interlocutória de 1º grau, quando enquadradas no rol de 
taxatividade mitigada do art.1.015 do CPC caberá agravo de instrumento.
Agora, se a decisão for monocrática de relator, caberá o denominado agravo interno, na 
forma do art. 1.021 do CPC. Trata-se, novamente, de um recurso que deve ser interposto 
no prazo de 15 dias úteis (arts. 1.003, § 5º e 1.070 do CPC).
Não possui efeito suspensivo ex lege, mas admite a sua concessão pelo relator, se 
preenchidos os requisitos do art. 995, § único.
Art. 995. Os recursos não impedem a eficácia da decisão, salvo disposição legal ou decisão judicial 
em sentido diverso.
Parágrafo único. A eficácia da decisão recorrida poderá ser suspensa por decisão do relator, se da 
imediata produção de seus efeitos houver risco de dano grave, de difícil ou impossível reparação, 
e ficar demonstrada a probabilidade de provimento do recurso.
A títuloa fim de 
fraudar a lei;
c) em outros casos em que se imponha sua atuação;
IV – aquele que não foi ouvido no processo em que lhe era obrigatória a intervenção.
Parágrafo único. Nas hipóteses do art. 17818, o Ministério Público será intimado para intervir 
como fiscal da ordem jurídica quando não for parte.
Em relação à legitimidade passiva, por sua vez, temos que será legitimado todo aquele 
que se beneficiar da decisão que se pretende rescindir.
Admite-se a concessão de tutela provisória em ação rescisória, na forma do art. 969 
do CPC. Entretanto, deve ser medida excepcional, em virtude da existência de uma decisão 
transitada em julgado. Vejamos:
Art. 969. A propositura da ação rescisória não impede o cumprimento da decisão rescindenda, 
ressalvada a concessão de tutela provisória.
Sobre o processamento da ação rescisória, faz-se necessária a leitura do art. 968 do CPC.
Art. 968. A petição inicial será elaborada com observância dos requisitos essenciais do art. 319, 
devendo o autor:
I – cumular ao pedido de rescisão, se for o caso, o de novo julgamento do processo;
II – depositar a importância de cinco por cento sobre o valor da causa, que se converterá em 
multa caso a ação seja, por unanimidade de votos, declarada inadmissível ou improcedente.19
17 O interesse capaz de conferir legitimidade ativa ao terceiro é apenas o jurídico, e não o meramente econômico. REsp 
1844690 / CE.
18 Art. 178. O Ministério Público será intimado para, no prazo de 30 (trinta) dias, intervir como fiscal da ordem jurídica nas 
hipóteses previstas em lei ou na Constituição Federal e nos processos que envolvam:
 I – interesse público ou social;
 II – interesse de incapaz;
 III – litígios coletivos pela posse de terra rural ou urbana.
 Parágrafo único. A participação da Fazenda Pública não configura, por si só, hipótese de intervenção do Ministério Público.
19 Extinta a ação rescisória, por indeferimento da petição inicial, sem apreciação do mérito, por meio de deliberação mono-
crática, o relator poderá facultar, ao autor, o levantamento do depósito judicial previsto no art. 968, II, do CPC/2015. 
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§ 1º Não se aplica o disposto no inciso II à União, aos Estados, ao Distrito Federal, aos Municípios, 
às suas respectivas autarquias e fundações de direito público, ao Ministério Público, à Defensoria 
Pública e aos que tenham obtido o benefício de gratuidade da justiça.
§ 2º O depósito previsto no inciso II do caput deste artigo não será superior a 1.000 (mil) 
salários-mínimos.
§ 3º Além dos casos previstos no art. 330, a petição inicial será indeferida quando não efetuado 
o depósito exigido pelo inciso II do caput deste artigo.
§ 4º Aplica-se à ação rescisória o disposto no art. 332.
§ 5º Reconhecida a incompetência do tribunal para julgar a ação rescisória, o autor será intimado 
para emendar a petição inicial, a fim de adequar o objeto da ação rescisória, quando a decisão 
apontada como rescindenda:
I – não tiver apreciado o mérito e não se enquadrar na situação prevista no § 2º do art. 966;
II – tiver sido substituída por decisão posterior.
§ 6º Na hipótese do § 5º, após a emenda da petição inicial, será permitido ao réu complementar 
os fundamentos de defesa, e, em seguida, os autos serão remetidos ao tribunal competente.
Por fim, cumpre destacar que a regra é o prazo de 2 anos, a contar do trânsito em julgado 
da última decisão proferida no processo, para a propositura da ação rescisória. Vejamos a 
leitura do art. 975 que traz esse prazo:
Art. 975. O direito à rescisão se extingue em 2 (dois) anos contados do trânsito em julgado da 
última decisão proferida no processo.
§ 1º Prorroga-se até o primeiro dia útil imediatamente subsequente o prazo a que se refere 
o caput, quando expirar durante férias forenses, recesso, feriados ou em dia em que não houver 
expediente forense.
§ 2º Se fundada a ação no inciso VII do art. 966, o termo inicial do prazo será a data de descoberta 
da prova nova, observado o prazo máximo de 5 (cinco) anos, contado do trânsito em julgado da 
última decisão proferida no processo. – aquela hipótese de prova nova.
§ 3º Nas hipóteses de simulação ou de colusão das partes, o prazo começa a contar, para o terceiro 
prejudicado e para o Ministério Público, que não interveio no processo, a partir do momento em 
que têm ciência da simulação ou da colusão.
AÇÃO DE NULIDADE/INEXISTÊNCIA DA SENTENÇAAÇÃO DE NULIDADE/INEXISTÊNCIA DA SENTENÇA
Já falamos um pouco sobre a ação anulatória ao mencionarmos o art. 966, § 4º, do CPC. 
A primeira coisa que você deve ter em mente é que o STF possui entendimento no sentido 
de que não é cabível ação rescisória quando outra for a forma de impugnação apresentada 
pela legislação. O entendimento foi levantado no AR 2697 AgR, hipótese em que era cabível 
ação anulatória e não ação rescisória. Foi pontuado, ainda, que o prazo da ação rescisória 
no caso concreto havia sido ultrapassado.
Processo em segredo de justiça, Rel. Min. Marco Buzzi, Segunda Seção, por unanimidade, julgado em 10/08/2022.
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Qual o fundamento legal para a ação de nulidade (também denominada de ação 
anulatória)? Trata-se do art. 966, § 4º, do CPC. Vamos ler novamente esse dispositivo:
Art. 966, § 4º Os atos de disposição de direitos, praticados pelas partes ou por outros participantes 
do processo e homologados pelo juízo, bem como os atos homologatórios praticados no curso 
da execução, estão sujeitos à anulação, nos termos da lei.
reclaMaÇÃoreclaMaÇÃo
Encontra previsão nos artigos 102, I, “l” e 105, I, “f”, ambos da Constituição Federal, bem 
como nos artigos 988 a 993 do CPC. Pela Carta Maior temos que a finalidade é preservar a sua 
competência (STF ou STJ) e garantir a autoridade de suas decisões (STF ou STJ). Vejamos:
Art. 102. Compete ao Supremo Tribunal Federal, precipuamente, a guarda da Constituição, 
cabendo-lhe:
I – processar e julgar, originariamente:
l) a reclamação para a preservação de sua competência e garantia da autoridade de suas decisões;
Art. 105. Compete ao Superior Tribunal de Justiça:
I – processar e julgar, originariamente:
f) a reclamação para a preservação de sua competência e garantia da autoridade de suas decisões;
O Código de Processo Civil trouxe mais duas situações, ampliando a sua competência.
Art. 988. Caberá reclamação da parte interessada20 ou do Ministério Público para:
I – preservar a competência do tribunal;
II – garantir a autoridade das decisões do tribunal212223;
20 Não precisa ser parte em processo judicial, já que a reclamação também é cabível contra ato do poder público.
21 Não é possível pleitear, por meio da reclamação constitucional, direitos ou vantagens diversos, ou em maior extensão, 
do que aqueles expressamente delimitados no acórdão tido por desrespeitado, posto que tal mister desborda do escopo 
constitucional de garantia da autoridade das decisões desta Corte, como previsto no art. 105, I, “f”, da Constituição 
Federal. AgInt na Rcl 34176 / DF
22 Súmula 734 do STF – Não cabe reclamação quando já houver transitado em julgado o ato judicial que se alega tenha 
desrespeitado decisão do Supremo Tribunal Federal.
23 A reclamaçãoconstitucional não se presta à reforma de decisões contrárias à jurisprudência do Superior Tribunal de 
Justiça; quando proposta sob o pretexto de garantir a autoridade das decisões da Corte, destina-se a fazer cumprir 
decisão proferida em caso concreto que envolva as partes postas no litígio do qual é oriundo a reclamação. AgInt na Rcl 
38020 / RJ
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III – garantir a observância de enunciado de súmula vinculante24 e de decisão do Supremo 
Tribunal Federal em controle concentrado de constitucionalidade2526; (Redação dada pela Lei 
n. 13.256, de 2016) (Vigência) – compreende a aplicação indevida da tese jurídica e sua não 
aplicação aos casos que a ela correspondam (art.988, § 4º, do CPC).
IV – garantir a observância de acórdão proferido em julgamento de incidente de resolução 
de demandas repetitivas ou de incidente de assunção de competência; (Redação dada pela 
Lei n. 13.256, de 2016) (Vigência) – a redação original desse inciso era mais ampla. Mencionava 
“precedente proferido em julgamento de casos repetitivos”. Compreende a aplicação indevida 
da tese jurídica e sua não aplicação aos casos que a ela correspondam (art.988, § 4º, do CPC).
Dessa forma, é preciso que o aluno fique atento a qual informação o examinador vai 
querer na prova objetiva. Se ele copiar a literalidade da Constituição Federal você marca 
como correta a alternativa. E se ele copiar a literalidade do CPC, a alternativa também 
está correta.
Vamos continuar a análise desse dispositivo para ver se você consegue perceber alguma 
incongruência criada pela Lei n. 13.256/2016.
§ 5º É inadmissível a reclamação: (Redação dada pela Lei n. 13.256, de 2016) (Vigência)
I – proposta após o trânsito em julgado da decisão reclamada; 27 (Incluído pela Lei n. 13.256, de 
2016) (Vigência)
II – proposta para garantir a observância de acórdão de recurso extraordinário com repercussão 
geral reconhecida ou de acórdão proferido em julgamento de recursos extraordinário ou especial 
repetitivos, quando não esgotadas as instâncias ordinárias. (Incluído pela Lei n. 13.256, de 2016) 
(Vigência)
Estranho, não é mesmo? Primeiro a lei trouxe aquela restrição lá no art. 988, IV e no §5 
que foi inserido, por essa mesma lei, recurso especial e extraordinário repetitivos... Pela 
redação original, conforme vimos, isso faria sentido, já que essas formas estariam dentro 
de precedentes proferidos em julgamento de caso repetitivo. E como compatibilizar então? 
Citamos a doutrina, mais especificadamente, Jaylton Lopes, mas ressalto, desde já, que 
para prova objetiva da OAB o posicionamento do STJ é o que você deve ter em mente (o 
examinador, se cobrar isso, vai querer se resguardar para evitar a anulação da questão):
24 Constituição Federal Art. 103-A § 3º Do ato administrativo ou decisão judicial que contrariar a súmula aplicável ou que 
indevidamente a aplicar, caberá reclamação ao Supremo Tribunal Federal que, julgando-a procedente, anulará o ato 
administrativo ou cassará a decisão judicial reclamada, e determinará que outra seja proferida com ou sem a aplicação 
da súmula, conforme o caso. (Incluído pela Emenda Constitucional n. 45, de 2004)
25 São decisões que possuem efeito vinculante e erga omnes.
26 Impossibilidade jurídica da invocação, para fins de reclamação, do fenômeno da transcendência dos motivos que emba-
saram as decisões emanadas desta Suprema Corte – Rcl 30104 AgR / GO.
27 Súmula 734 do STF – Não cabe reclamação quando já houver transitado em julgado o ato judicial que se alega tenha 
desrespeitado decisão do Supremo Tribunal Federal.
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Entendo que a melhor forma de interpretar a referida alteração legislativa é a seguinte: não é 
cabível, em regra, reclamação imediata para garantir a observância de entendimento firmado 
em recurso extraordinário com repercussão geral reconhecida ou em recursos extraordinário 
ou especial repetitivos (art. 988, caput, do CPC), salvo após esgotadas as instâncias ordinárias 
(art. 988, §5º, II, do CPC). Assim, a reclamação é cabível, por exemplo, para impugnar decisão 
de mérito proferida por juízo de primeiro grau. Nesse caso, caberá à parte interpor recurso 
(apelação ou agravo de instrumento, conforme o caso) ao respectivo tribunal, e, somente se 
o tribunal mantiver a decisão de primeiro grau (esgotamento das instâncias ordinárias) é que 
será cabível a reclamação.
Não obstante, esse não é o entendimento do Superior Tribunal de Justiça, para quem, a despeito 
da contradição entre o art. 988, caput e o inciso II do §5º do mesmo dispositivo, não cabe 
reclamação para o controle da aplicação de entendimento firmado em recurso especial repetitivo, 
pois esse controle é próprio do sistema recursal, ressalvada a via excepcional da ação rescisória. 
Entende o referido tribunal que, sob um aspecto topológico, é ilógico pensar que o §5º do art. 
988 do CPC teria inserido uma hipótese de cabimento de reclamação quando a própria lei que 
a criou excluiu essa hipótese do caput do art. 988 do CPC. Sob um aspecto jurídico-político, a 
Lei n. 13.256/2016 efetivamente visou ao fim da reclamação dirigida ao Superior Tribunal de 
Justiça e ao Supremo Tribunal Federal para o controle da aplicação dos acórdãos sobre questões 
repetitivas. Outro fundamento utilizado é que a referida lei foi editada dentro de um contexto 
de movimentos para desafogar os trabalhos nas Cortes de superposição.
Qual é a natureza jurídica da reclamação? Há divergência doutrinária, mas prevalece 
que é um meio autônomo de impugnação de decisão judicial.
A reclamação pode ser proposta perante qualquer tribunal, e seu julgamento compete 
ao órgão jurisdicional cuja competência se busca preservar ou cuja autoridade se pretenda 
garantir (art. 988, § 1º, do CPC). A reclamação deverá ser instruída com prova documental 
e dirigida ao presidente do tribunal (art. 988, § 2º, do CPC).
A inadmissibilidade ou o julgamento do recurso interposto contra a decisão proferida 
pelo órgão reclamado não prejudica a reclamação (art. 988, § 6º, do CPC).
O art. 989 do CPC enumera três opções que podem ser escolhidas pelo relator ao 
despachar a reclamação. São elas: requisitar informações da autoridade a quem for imputada 
a prática do ato impugnado, que as prestará no prazo de 10 (dez) dias; se necessário, ordenar 
a suspensão do processo ou do ato impugnado para evitar dano irreparável; determinar 
a citação do beneficiário da decisão impugnada, que terá prazo de 15 (quinze) dias para 
apresentar a sua contestação.
iNciDeNtes De coMPetÊNcia Do triBuNaliNciDeNtes De coMPetÊNcia Do triBuNal
Você sabe que é dever dos Tribunais uniformizarem sua jurisprudência, mantendo 
estável, íntegra e coerente (art. 926 do CPC). O legislador prezou pela segurança jurídica e 
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isonomia, já que é desconfortável ter situações idênticas/similares, mas que no processo 
A houve a procedência e no processo B, o magistrado entendeu pela improcedência.
Situações similares devem ter como consequência a mesma solução jurídica para 
pacificar o conflito. É com esse espírito que temos o incidente de resolução de demandas 
repetitivas e o incidente de assunção de competência.
iNciDeNte De resoluÇÃo De DeMaNDas rePetitivas
Encontra previsão nos artigos 976 ao 987 do CPC. Para a instauração do IRDR exige-se 
(i) efetiva repetição de processos que contenham controvérsia sobre a mesma questão 
unicamente de direito; (ii) risco de ofensa à isonomia e à segurança jurídica. São requisitos 
que devem ser verificados simultaneamente. Esses são os requisitos do art. 976, I e II, do CPC.
Além disso, é necessário que se tenha uma causa em trâmite no tribunal envolvendo 
questões exclusivamente de direito objeto de discussão em múltiplos processos. Essa exigência 
de múltiplos processos é o que diferencia o IRDR do IAC. Sobre esse ponto específico, Jaylton 
Lopes esclarece que isso não impede que a repetição esteja ocorrendo no primeiro grau:
Não se exige que a efetiva repetição de processos esteja ocorrendo no âmbito do Tribunal de 
Justiça ou do Tribunal Regional Federal. A repetição pode estar ocorrendo no primeiro grau de 
jurisdição do respectivo estado ou região, porém, é preciso que haja algum processo contendo a 
mesma questão unicamente de direito também em trâmite no tribunal. Isso porque, admitido 
o IRDR, a causa em trâmite no tribunal servirá no caso-piloto para a fixação da tese jurídica.
É incabível o incidente de resolução de demandas repetitivas quando um dos tribunais 
superiores, no âmbito de sua respectiva competência, já tiver afetado recurso para definição 
de tese sobre questão de direito material ou processual repetitiva (art. 976, § 4º, do CPC).
A competência para julgar o IRDR é, via de regra, do Tribunal de Justiça ou do Tribunal 
Regional Federal. Excepcionalmente, o STJ admite a instauração diretamente em sua Corte.
JURISPRUDÊNCIA
AGRAVO INTERNO EM PETIÇÃO. RECLAMAÇÃO. INCIDENTE DE RESOLUÇÃO DE DEMANDAS 
REPETITIVAS (IRDR). INSTITUTO AFETO À COMPETÊNCIA JURISDICIONAL DE TRIBUNAIS 
DE SEGUNDA INSTÂNCIA (ESTADUAIS OU REGIONAIS FEDERAIS). INSTAURAÇÃO DIRETA 
NO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA. POSSIBILIDADE RESTRITA. NECESSIDADE DE 
OBSERVÂNCIA DOS REQUISITOS (ART. 976 DO CPC). JUÍZO DE ADMISSIBILIDADE NÃO 
ULTRAPASSADO. NÃO CABIMENTO DA INSTAURAÇÃO DO INSTITUTO.
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Ordem dos Processos nos Tribunais – Parte II 
Aline Oliveira
1. O novo Código de Processo Civil instituiu microssistema para o julgamento de 
demandas repetitivas – nele incluído o IRDR, instituto, em regra, afeto à competência 
dos tribunais estaduais ou regionais federal -, a fim de assegurar o tratamento 
isonômico das questões comuns e, assim, conferir maior estabilidade à jurisprudência 
e efetividade e celeridade à prestação jurisdicional.
2. A instauração de incidente de resolução de demandas repetitivas diretamente 
no Superior Tribunal de Justiça é cabível apenas nos casos de competência recursal 
ordinária e de competência originária e desde que preenchidos os requisitos do art. 
976 do CPC.
3. Quando a reclamação não ultrapassa o juízo de admissibilidade, não cabe a instauração 
do incidente de demandas repetitivas no Superior Tribunal de Justiça.
4. Agravo interno desprovido
(AgInt na Pet n. 11.838/MS, relatora Ministra Laurita Vaz, relator para acórdão Ministro 
João Otávio de Noronha, Corte Especial, julgado em 7/8/2019, DJe de 10/9/2019.)
E quem tem legitimidade para pleitear a instauração do IRDR? A resposta encontra 
previsão no art. 977 do CPC.
Art. 977. O pedido de instauração do incidente será dirigido ao presidente de tribunal:
I – pelo juiz ou relator, por ofício;
II – pelas partes, por petição;
III – pelo Ministério Público ou pela Defensoria Pública, por petição.
Parágrafo único. O ofício ou a petição será instruído com os documentos necessários à demonstração 
do preenchimento dos pressupostos para a instauração do incidente.
Vamos ver agora como se dá o julgamento do IRDR:
Art. 984. No julgamento do incidente, observar-se-á a seguinte ordem:
I – o relator fará a exposição do objeto do incidente;
II – poderão sustentar suas razões, sucessivamente:
a) o autor e o réu do processo originário e o Ministério Público, pelo prazo de 30 (trinta) minutos;
b) os demais interessados, no prazo de 30 (trinta) minutos, divididos entre todos, sendo 
exigida inscrição com 2 (dois) dias de antecedência.
§ 1º Considerando o número de inscritos, o prazo poderá ser ampliado.
§ 2º O conteúdo do acórdão abrangerá a análise de todos os fundamentos suscitados concernentes 
à tese jurídica discutida, sejam favoráveis ou contrários.
Tá certo, mas como se dá a aplicação da tese jurídica? Isso está disposto no art. 
985. Vejamos:
Art. 985. Julgado o incidente, a tese jurídica será aplicada:
I – a todos os processos individuais ou coletivos que versem sobre idêntica questão de direito e 
que tramitem na área de jurisdição do respectivo tribunal, inclusive àqueles que tramitem nos 
juizados especiais do respectivo Estado ou região;
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II – aos casos futuros que versem idêntica questão de direito e que venham a tramitar no território 
de competência do tribunal, salvo revisão na forma do art. 986.
§ 1º Não observada a tese adotada no incidente, caberá reclamação.
§ 2º Se o incidente tiver por objeto questão relativa a prestação de serviço concedido, permitido 
ou autorizado, o resultado do julgamento será comunicado ao órgão, ao ente ou à agência 
reguladora competente para fiscalização da efetiva aplicação, por parte dos entes sujeitos a 
regulação, da tese adotada.
Art. 986. A revisão da tese jurídica firmada no incidente far-se-á pelo mesmo tribunal, de ofício 
ou mediante requerimento dos legitimados mencionados no art. 977, inciso III.
Por fim, cumpre mencionar que cabe RE e REsp do julgamento de mérito do IRDR.
Art. 987. Do julgamento do mérito do incidente caberá recurso extraordinário ou especial, 
conforme o caso.
§ 1º O recurso tem efeito suspensivo, presumindo-se a repercussão geral de questão constitucional 
eventualmente discutida.
§ 2º Apreciado o mérito do recurso, a tese jurídica adotada pelo Supremo Tribunal Federal ou pelo 
Superior Tribunal de Justiça será aplicada no território nacional a todos os processos individuais 
ou coletivos que versem sobre idêntica questão de direito.
iNciDeNte De assuNÇÃo De coMPetÊNcia
Encontra previsão no art. 947 do CPC.
Art. 947. É admissível a assunção de competência quando o julgamento de recurso28, de remessa 
necessária ou de processo de competência originária29 envolver relevante questão de direito30, 
com grande repercussão social31, sem repetição em múltiplos processos32 33.
§ 1º Ocorrendo a hipótese de assunção de competência, o relator proporá, de ofício ou a 
requerimento da parte, do Ministério Público ou da Defensoria Pública, que seja o recurso, a 
remessa necessária ou o processo de competência originária julgado pelo órgão colegiado que 
o regimento indicar. – legitimados.
28 O legisladornão fez restrição no tocante à natureza do recurso. Entretanto, se for um RE ou REsp repetitivo não será 
cabível IAC.
29 Requisito 1: Exige-se que o processo esteja tramitando em um tribunal.
30 Requisito 2: questão relevante de direito. Deve ser analisado casuisticamente.
31 Requisito 3: questão de direito de grande repercussão social.
32 Requisito 4: ausência de repetição em múltiplos processos.
33 Inexistindo quaisquer das situações previstas no art. 947 do CPC/2015, não havendo recurso, remessa necessária ou 
processo de competência originária desta Corte Superior, é inadmissível a instauração do incidente de assunção de com-
petência no âmbito do STJ. AgInt na Pet 12642 / SP.
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§ 2º O órgão colegiado julgará o recurso, a remessa necessária ou o processo de competência 
originária se reconhecer interesse público na assunção de competência.
§ 3º O acórdão proferido em assunção de competência vinculará todos os juízes e órgãos 
fracionários, exceto se houver revisão de tese.
§ 4º Aplica-se o disposto neste artigo quando ocorrer relevante questão de direito a respeito 
da qual seja conveniente a prevenção ou a composição de divergência entre câmaras ou turmas 
do tribunal.
Vimos que existem, ao menos, quatro requisitos para o IAC. São eles: existência de 
processo em trâmite em um tribunal; questão relevante de direito; questão de direito de 
grande repercussão social; ausência de repetição em múltiplos processos. Percebe-se, assim, 
que quando couber julgamento de casos repetitivos, fica afastada a possibilidade de IAC.
iNciDeNte De arGuiÇÃo De iNcoNstitucioNaliDaDe
O controle de constitucionalidade pode se dar de forma concentrada (STF) ou difusa. 
O procedimento previsto nos artigos 948 a 950 do CPC está relacionado ao controle de 
constitucionalidade difuso em tribunal.
Art. 948. Arguida, em controle difuso, a inconstitucionalidade de lei ou de ato normativo do poder 
público, o relator, após ouvir o Ministério Público e as partes, submeterá a questão à turma ou 
à câmara à qual competir o conhecimento do processo.
Art. 949. Se a arguição for:
I – rejeitada, prosseguirá o julgamento;
II – acolhida, a questão será submetida ao plenário do tribunal ou ao seu órgão especial, onde 
houver3435.
Parágrafo único. Os órgãos fracionários dos tribunais não submeterão ao plenário ou ao órgão 
especial a arguição de inconstitucionalidade quando já houver pronunciamento destes ou do 
plenário do Supremo Tribunal Federal sobre a questão.
Art. 950. Remetida cópia do acórdão a todos os juízes, o presidente do tribunal designará a 
sessão de julgamento.
§ 1º As pessoas jurídicas de direito público responsáveis pela edição do ato questionado poderão 
manifestar-se no incidente de inconstitucionalidade se assim o requererem, observados os 
prazos e as condições previstos no regimento interno do tribunal.
§ 2º A parte legitimada à propositura das ações previstas no art. 103 da Constituição Federal 
poderá manifestar-se, por escrito, sobre a questão constitucional objeto de apreciação, no prazo 
34 Súmula Vinculante 10 – Viola a cláusula de reserva de plenário (CF, artigo 97) a decisão de órgão fracionário de tribunal 
que, embora não declare expressamente a inconstitucionalidade de lei ou ato normativo do Poder Público, afasta sua 
incidência, no todo ou em parte.
35 Constituição Federal Art. 97. Somente pelo voto da maioria absoluta de seus membros ou dos membros do respectivo 
órgão especial poderão os tribunais declarar a inconstitucionalidade de lei ou ato normativo do Poder Público. É a reserva 
de plenário ou regra do full bench.
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previsto pelo regimento interno, sendo-lhe assegurado o direito de apresentar memoriais ou de 
requerer a juntada de documentos.
§ 3º Considerando a relevância da matéria e a representatividade dos postulantes, o relator 
poderá admitir, por despacho irrecorrível, a manifestação de outros órgãos ou entidades.
A decisão que enseja a interposição de recurso ordinário ou extraordinário não é a 
do plenário, que resolve o incidente de inconstitucionalidade, mas a do órgão (câmaras, 
grupos ou turmas) que completa o julgamento do feito. Esse é o teor da súmula 513 do 
STF. Percebeu que o conteúdo das nossas aulas é interligado?
Por fim, tenha em mente que em algumas situações a instauração do incidente de 
arguição de inconstitucionalidade é dispensada. São elas: quando o órgão fracionário rejeita 
a alegação de inconstitucionalidade; quando o mesmo tribunal ou o STF já solucionou a 
questão em debate; quando a causa já estiver no tribunal pleno ou no órgão especial.
Sobre o tema, Francisco Braga esclarece:
Apenas com o intuito de enriquecer os estudos, é importante registrar que o STF possui precedente 
no sentido de que, se ambas as suas turmas já decidiram a questão, não há necessidade de 
que o seu pleno também decida sobre ela para que fique dispensada a aplicação da cláusula de 
reserva de plenário. Isso porque o Supremo Tribunal Federal é composto de apenas duas turmas, 
de modo que, se a tese jurídica foi enfrentada por ambas no mesmo sentido, é como se o seu 
plenário tivesse decidido.
(...)
para que fique dispensada a aplicação da reserva de plenário com fundamento no fato de que a 
questão já foi decidida anteriormente (pelo próprio tribunal ou pelo STF), não é necessário que 
haja uma perfeita e idêntica correspondência entre o caso apreciado e o precedente utilizado 
como paradigma. Basta, para tal finalidade, que a tese jurídica tenha sido enfrentada, não 
havendo necessidade de identidade absoluta entre os casos.
iNciDeNte De susPeNsÃo De eFicÁcia De DecisÃo JuDicial
O edital da OAB trata como incidente, mas há divergência sobre a natureza jurídica 
do instituto. Esse instituto almeja a proteção do interesse público diante de provimentos 
judiciais.
Inicialmente era chamado de suspensão de segurança. Nesse sentido, Guilherme Freire 
Melo de Barros:
Quanto ao nomen juris, como tem origem em previsões referentes ao mandado de segurança, 
utiliza-se com frequência o termo “suspensão de segurança”. Atualmente, porém, o instituto 
está previsto para provimentos que violem o interesse público em qualquer tipo de ação, sejam 
decisões interlocutórias ou sentenças. Por isso, preferimos nominar o instituto de modo mais 
genérico, “pedido de suspensão”.
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São legitimados para apresentar o pedido de suspensão o Ministério Público, União, 
Estados, DF, Municípios e suas autarquias e fundações (art. 4º da Lei n. 8.437/1992).
A jurisprudência ainda amplia esse rol de legitimados:
JURISPRUDÊNCIA
AGRAVO REGIMENTAL. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NÃO CONHECIDOS. ILEGITIMIDADE 
RECURSAL. SUSPENSÃO DE LIMINAR E DE SENTENÇA INDEFERIDA EM JUÍZO DE 
RECONSIDERAÇÃO.AGRAVO REGIMENTAL ANTERIOR ACOLHIDO.
- A pessoa física ou jurídica de direito privado, salvo as exceções consagradas na 
jurisprudência (concessionárias de serviço público na defesa do interesse público), 
não tem legitimidade para interpor recurso contra a decisão que, mesmo em juízo 
de reconsideração, indefere o pedido de suspensão formulado pelo ente público, sob 
pena de subverter o instituto da suspensão.
Agravo regimental improvido.
(AgRg nos EDcl no AgRg na SLS n. 1.044/DF, relator Ministro Cesar Asfor Rocha, Corte 
Especial, julgado em 16/6/2010, DJe de 3/8/2010.)
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Segue uma tabela-resumo com a legislação que autoriza o pedido de suspensão.
Pedido de suspensão
Lei n. 7.347/1985
Art. 12. Poderá o juiz conceder mandado liminar, com ou sem justificação prévia, em decisão 
sujeita a agravo.
§ 1º A requerimento de pessoa jurídica de direito público interessada, e para evitar grave lesão 
à ordem, à saúde, à segurança e à economia pública, poderá o Presidente do Tribunal a que 
competir o conhecimento do respectivo recurso suspender a execução da liminar, em decisão 
fundamentada, da qual caberá agravo para uma das turmas julgadoras, no prazo de 5 (cinco) dias 
a partir da publicação do ato.
Lei n. 8.437/1992
Art. 4º Compete ao presidente do tribunal, ao qual couber o conhecimento do respectivo recurso, 
suspender, em despacho fundamentado, a execução da liminar nas ações movidas contra o Poder 
Público ou seus agentes, a requerimento do Ministério Público ou da pessoa jurídica de direito 
público interessada, em caso de manifesto interesse público ou de flagrante ilegitimidade, e para 
evitar grave lesão à ordem, à saúde, à segurança e à economia públicas.
§ 1º Aplica-se o disposto neste artigo à sentença proferida em processo de ação cautelar inominada, 
no processo de ação popular e na ação civil pública, enquanto não transitada em julgado.
Lei n. 9.507/1997
Art. 16. Quando o habeas data for concedido e o Presidente do Tribunal ao qual competir o 
conhecimento do recurso ordenar ao juiz a suspensão da execução da sentença, desse seu ato 
caberá agravo para o Tribunal a que presida.
Lei n. 12.016/2009
Art. 15. Quando, a requerimento de pessoa jurídica de direito público interessada ou do Ministério 
Público e para evitar grave lesão à ordem, à saúde, à segurança e à economia públicas, o presidente do 
tribunal ao qual couber o conhecimento do respectivo recurso suspender, em decisão fundamentada, 
a execução da liminar e da sentença, dessa decisão caberá agravo, sem efeito suspensivo, no prazo 
de 5 (cinco) dias, que será levado a julgamento na sessão seguinte à sua interposição.
§ 1º Indeferido o pedido de suspensão ou provido o agravo a que se refere o caput deste artigo, 
caberá novo pedido de suspensão ao presidente do tribunal competente para conhecer de eventual 
recurso especial ou extraordinário.
§ 2º É cabível também o pedido de suspensão a que se refere o § 1º deste artigo, quando negado 
provimento a agravo de instrumento interposto contra a liminar a que se refere este artigo.
§ 3º A interposição de agravo de instrumento contra liminar concedida nas ações movidas contra o 
poder público e seus agentes não prejudica nem condiciona o julgamento do pedido de suspensão 
a que se refere este artigo.
§ 4º O presidente do tribunal poderá conferir ao pedido efeito suspensivo liminar se constatar, em 
juízo prévio, a plausibilidade do direito invocado e a urgência na concessão da medida.
§ 5º As liminares cujo objeto seja idêntico poderão ser suspensas em uma única decisão, podendo 
o presidente do tribunal estender os efeitos da suspensão a liminares supervenientes, mediante 
simples aditamento do pedido original.
Sobre os efeitos da decisão que versa sobre o pedido de suspensão, citamos, novamente, 
Guilherme Barros:
Concedido o pedido de suspensão, fica sobrestada a eficácia da tutela de urgência concedida em 
desfavor do ente público. Os efeitos da decisão do pedido de suspensão vigoram até o trânsito 
em julgado da ação principal (LMC, art. 4º, §9º). Embora não haja previsão similar na Lei do 
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Mandado de Segurança, a jurisprudência se consolidou no sentido de que o pedido de suspensão 
no remédio constitucional segue a mesma solução, ou seja, os efeitos ficam sobrestados até o 
trânsito em julgado.
(...)
O entendimento do STF consolida a regra geral: o deferimento do pedido de suspensão suspende 
a eficácia da liminar até o trânsito em julgado da decisão definitiva. A exceção somente surge 
em caso de determinação expressa em contrário da presidência no momento da concessão do 
pedido de suspensão. O Superior Tribunal de Justiça, por sua vez, não destoa do entendimento 
do Supremo.
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RESUMORESUMO
aGravo iNterNo
• De decisão interlocutória de 1º grau, quando enquadradas no rol de taxatividade 
mitigada do art.1.015 do CPC caberá agravo de instrumento.
− Agora, se a decisão for monocrática de relator, caberá o denominado agravo in-
terno, na forma do art. 1.021 do CPC.
• Não possui efeito suspensivo ex lege, mas admite a sua concessão pelo relator, se 
preenchidos os requisitos do art. 995, § único.
Art. 1.021. Contra decisão proferida pelo relator caberá agravo interno para o respectivo órgão 
colegiado, observadas, quanto ao processamento, as regras do regimento interno do tribunal.
§ 1º Na petição de agravo interno, o recorrente impugnará especificadamente os fundamentos 
da decisão agravada.
§ 2º O agravo será dirigido ao relator, que intimará o agravado para manifestar-se sobre o recurso 
no prazo de 15 (quinze) dias, ao final do qual, não havendo retratação, o relator levá-lo-á a 
julgamento pelo órgão colegiado, com inclusão em pauta.
§ 3º É vedado ao relator limitar-se à reprodução dos fundamentos da decisão agravada para 
julgar improcedente o agravo interno.
§ 4º Quando o agravo interno for declarado manifestamente inadmissível ou improcedente em 
votação unânime, o órgão colegiado, em decisão fundamentada, condenará o agravante a pagar 
ao agravado multa fixada entre um e cinco por cento do valor atualizado da causa.
§ 5º A interposição de qualquer outro recurso está condicionada ao depósito prévio do valor da 
multa prevista no § 4º, à exceção da Fazenda Pública e do beneficiário de gratuidade da justiça, 
que farão o pagamento ao final.
eMBarGos De DeclaraÇÃo
• Trata-se de recurso que tem por objetivo corrigir vícios decorrentes de omissão, 
contradição, obscuridade ou erro material. Tem como objeto pronunciamento judicial 
com caráter decisório, ou seja, não fica restrito a sentença e acórdão, pois engloba 
também as decisões interlocutórias.
Contradição Obscuridade Omissão Erro material
Deve ocorrer no próprio 
pronunciamento judicial. 
Trata-se de congruênciainterna.
Não há clareza no 
pronunciamento 
judicial.
Ausência de pronunciamento 
sobre questão de fato ou de 
direito que pode infirmar a 
conclusão adotada pelo julgador.
Engloba 
inexatidão 
material e erro 
de cálculo.
• O prazo para os embargos de declaração é de cinco dias úteis.
• Nos juizados especiais cíveis, os embargos de declaração podem ser opostos via oral 
(art. 49 da Lei n. 9.099/1995).
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• Outro ponto que merece destaque é que agora tanto no CPC/2015 quanto nos juizados 
especiais há a interrupção do prazo recursal (art. 50 da Lei n. 9.099/1995).
• A regra é que os embargos de declaração não podem revisar a decisão embargada. 
Excepcionalmente, os efeitos infringentes, ou seja, efeitos modificativos são admitidos. 
Em sendo uma dessas hipóteses que permitem os efeitos modificativos, o embargado 
deve ser intimado para se quiser, se manifestar, em 5 dias sobre esses embargos 
opostos.
recurso orDiNÁrio coNstitucioNal
Recurso ordinário constitucional para o STF Recurso ordinário constitucional para o STJ
Os mandados de segurança, os habeas data e 
os mandados de injunção decididos em única 
instância36 pelos tribunais superiores37, quando 
denegatória38 a decisão39 (art. 1.027, I, do CPC).
O rol do art. 102, II, a, da Constituição Federal é 
taxativo40, inviabilizando a aplicação do princípio 
da fungibilidade41.
Art. 1.027, II,
a) os mandados de segurança decididos em única instância 
pelos tribunais regionais federais ou pelos tribunais de 
justiça dos Estados e do Distrito Federal e Territórios, 
quando denegatória a decisão;
b) os processos em que forem partes, de um lado, Estado 
estrangeiro ou organismo internacional e, de outro, 
Município ou pessoa residente ou domiciliada no País. – 
Atenção: nesse caso, aplicam-se, quanto aos requisitos 
de admissibilidade e ao procedimento, as disposições 
relativas à apelação e o Regimento Interno do Superior 
Tribunal de Justiça.
Entretanto, contra as decisões interlocutórias caberá 
agravo de instrumento dirigido ao Superior Tribunal 
de Justiça, nas hipóteses do art. 1.015.
Art. 1.028
§ 2º O recurso previsto no art. 1.027, incisos I e II, alínea “a”, deve ser interposto perante o tribunal de 
origem, cabendo ao seu presidente ou vice-presidente determinar a intimação do recorrido para, em 15 
(quinze) dias, apresentar as contrarrazões.
§ 3º Findo o prazo referido no § 2º, os autos serão remetidos ao respectivo tribunal superior, independentemente 
de juízo de admissibilidade.
• Não possui efeito suspensivo ex lege, mas é possível a concessão do efeito suspensivo 
na forma do art. 1.029, § 5º, do CPC, por analogia.
• Teoria da causa madura (art. 1.013, § 3º, do CPC): apelação (CPC); recurso ordinário 
constitucional (CPC) e agravo de instrumento (STJ).
36 Por única instância, entende-se que deve ser fruto de competência originária dos tribunais superiores.
37 O STF, no RMS 26058 AgR, decidiu que não cabe contra decisão de turma recursal.
38 O STF, no RMS 25424, decidiu que a expressão “denegatória” abrange tanto a decisão que extingue sem resolução do 
mérito quanto a que julga improcedente.
39 Jaylton Lopes alerta que a decisão denegatória do MS deve ser proferida pelo órgão colegiado. Se for decisão monocrá-
tica, caberia primeiro agravo interno. Esse entendimento é consubstanciado no RMS 30580 AgR.
40 Não cabe ROC contra decisão em sede de execução de MS. Pet 5297 AgR.
41 MS 28857 QO.
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recurso eXtraorDiNÁrio e recurso esPecial
• Não cabe reexame de provas pelo STF e pelo STJ, mas isso não veda a revaloração de 
critérios jurídicos probatórios.
• Se houver violação tanto à lei federal quanto à Constituição Federal pode o interessado 
apresentar os dois recursos? Pode! É uma exceção ao princípio da unirecorribilidade.
• As vias ordinárias devem ter sido esgotadas. Se isso não ocorreu ainda, não é possível 
a interposição do RE e do REsp.
• Os arts. 102, III e art. 105, III também trazem a expressão “causa decidida”. Dessa 
expressão se extrai que não se admite a interposição de tais recursos contra decisões 
administrativas42 e que o prequestionamento é um requisito de admissibilidade 
específico do RE e do REsp.
Formas de prequestionamento
Expresso Implícito Ficto
Quando o órgão a quo 
menciona, expressamente, o 
dispositivo que o recorrente 
e n t e n d e p o r v i o l a d o 
(constitucional, no caso de RE; 
lei federal, no caso de REsp).
Quando o órgão a quo não menciona 
expressamente o dispositivo 
que o recorrente entende por 
violado, mas há a análise e decisão 
fundamentada sobre a questão 
levantada pelo recorrente.
S T F – n ã o a d m i t e o 
prequestionamento implícito. Para 
o STF, faz-se necessária a oposição 
de embargos de declaração para 
que se tenha o prequestionamento.
STJ – admite o prequestionamento 
implícito.
Quando mesmo após a oposição de 
embargos de declaração a omissão 
persiste, sem culpa do recorrente, 
mas por conta de o órgão a quo não 
analisar a questão mesmo após a 
provocação.
Apesar de o STF e o STJ, na vigência 
do CPC anterior, não admitirem o 
prequestionamento ficto, o CPC/2015 
no art. 1.025 permite o preenchimento 
do requisito do prequestionamento 
ficto, quando reconhecer essa omissão 
do órgão a quo.
Atenção: o STJ, no AgInt no AREsp 
1597715-SP, decidiu que para que o 
prequestionamento ficto seja aceito, 
faz-se necessária a indicação de 
violação ao art. 1.022 do CPC.
• Mesmo que a questão tenha sido ventilada apenas no voto vencido, será considerado 
que houve o respeito ao requisito do prequestionamento.
• Requisitos específicos desses recursos: prévio esgotamento das vias ordinárias e 
o prequestionamento. Há ainda a regularidade formal, repercussão geral (no RE) e 
relevância da questão federal (no REsp).
• A quem cabe a análise da repercussão geral? Ao STF.
• O recorrente deverá demonstrar a existência de repercussão geral para apreciação 
exclusiva pelo Supremo Tribunal Federal. – repare que é um ônus do recorrente.
42 ARE 958311 AgR.
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Art. 1.035 CPC – presunção absoluta de repercussão geral
§ 3º Haverá repercussão geral sempre que o recurso impugnar acórdão que:
I – contrarie súmula ou jurisprudência dominante do Supremo Tribunal Federal;
II – (Revogado); (Redação dada pela Lei n. 13.256, de 2016) (Vigência)
III – tenha reconhecido a inconstitucionalidade de tratado ou de lei federal, nos termos do art. 
97 da Constituição Federal.
• A Emenda Constitucional n. 125/2022 trouxe um requisito de admissibilidade para 
o REsp bem parecido com a repercussão geral (requisito de admissibilidade do RE). 
Trata-se da relevância das questões de direito federal infraconstitucional.
Competênciapara rejeição por não cumprimento do requisito de admissibilidade
Repercussão geral Relevância da questão federal infraconstitucional
Plenário do STF (art. 102, § 3º, da 
Constituição Federal).
Órgão competente para julgamento do recurso (art. 105, § 
2º, da Constituição Federal).
• Nos recursos ordinários, o juízo de admissibilidade é realizado exclusivamente pelo 
órgão ad quem. Já nos recursos extraordinários, há a análise tanto pelo órgão a quo 
quanto pelo órgão ad quem. É o denominado regime dúplice de admissibilidade dos 
recursos.
• Primeiro o REsp será julgado. Após o seu julgamento, será analisado se o RE foi 
prejudicado. Se não tiver sido prejudicado, passa-se a análise do RE pelo STF.
• E se o relator do REsp entender que a questão constitucional é prejudicial, o que atrai 
o julgamento do RE em primeiro lugar? Nesse caso, será necessário que o relator do 
REsp, em decisão irrecorrível, determine o sobrestamento do REsp e remeta os autos 
ao STF. Um possível problema estaria em o relator do RE discordar do relator do STJ, 
ou seja, entender que a questão constitucional não é prejudicial. Nesse caso, o relator 
do RE, em decisão igualmente irrecorrível, irá rejeitar a prejudicialidade, devolvendo 
aos autos para que o STJ realize o julgamento do REsp.
• Os recursos extraordinários não são dotados de efeito suspensivo, mas o recorrente 
pode requerer, na forma do art. 1.029, § 5º, do CPC.
eMBarGos De DiverGÊNcia eM re e resP
• É embargável o acórdão de órgão fracionário que: em recurso extraordinário ou em 
recurso especial, divergir do julgamento de qualquer outro órgão do mesmo tribunal, 
sendo os acórdãos, embargado e paradigma, de mérito; em recurso extraordinário 
ou em recurso especial, divergir do julgamento de qualquer outro órgão do mesmo 
tribunal, sendo um acórdão de mérito e outro que não tenha conhecido do recurso, 
embora tenha apreciado a controvérsia;
• A divergência que autoriza a interposição de embargos de divergência pode verificar-
se na aplicação do direito material ou do direito processual.
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aGravo eM recurso esPecial ou eM recurso eXtraorDiNÁrio
• Para impugnar decisão que obsta trânsito a recurso excepcional e que contenha 
simultaneamente fundamento relacionado à sistemática dos recursos repetitivos ou 
da repercussão geral (art. 1.030, I, do CPC) e fundamento relacionado à análise dos 
pressupostos de admissibilidade recursais (art. 1.030, V, do CPC), a parte sucumbente 
deve interpor, simultaneamente, agravo interno (art. 1.021 do CPC) caso queira 
impugnar a parte relativa aos recursos repetitivos ou repercussão geral e agravo em 
recurso especial/extraordinário (art. 1.042 do CPC) caso queira impugnar a parte 
relativa aos fundamentos de inadmissão por ausência dos pressupostos recursais.
Da HoMoloGaÇÃo De DecisÃo estraNGeira e Da coNcessÃo Do eXeQuatur À 
carta roGatÓria
• Para que uma decisão estrangeira tenha eficácia no Brasil, ou seja, para que ela possa 
produzir efeitos, exige-se que os requisitos previstos na lei brasileira sejam cumpridos, 
bem como que se tenha uma prévia homologação pelo Superior Tribunal de Justiça.
Art. 963. Constituem requisitos indispensáveis à homologação da decisão:
I – ser proferida por autoridade competente; – além de a autoridade que proferiu a decisão 
estrangeira ser competente, caso a competência seja exclusiva da autoridade brasileira, 
não teremos a homologação da decisão nem a concessão do exequatur à carta rogatória. É 
o que prevê o art. 964 do CPC.
II – ser precedida de citação regular, ainda que verificada a revelia; – A validade da citação para 
responder ao processo judicial estrangeiro, há de ser verificada de acordo com as normas 
processuais daquele país e também de acordo com o contrato pactuado, não cabendo ao 
STJ, na via homologatória, imiscuir-se no tema. AgInt nos EDcl na HDE 3384 / EX
III – ser eficaz no país em que foi proferida;
IV – não ofender a coisa julgada brasileira; – a competência para prova a violação a coisa julgada 
brasileira é do réu (art. 373, II, do CPC).
V – estar acompanhada de tradução oficial, salvo disposição que a dispense prevista em tratado; – 
a exigência da tradução da sentença estrangeira por meio de tradutor oficial ou juramentado 
no Brasil deve ser mitigada quando o pedido de homologação tiver sido encaminhado pela 
via diplomática, como ocorrido no caso do SEC 13818 / EX.
VI – não conter manifesta ofensa à ordem pública. – A prerrogativa da imparcialidade do julgador 
é uma das garantias que resultam do postulado do devido processo legal, matéria que não 
preclui e é aplicável à arbitragem, mercê de sua natureza jurisdicional. A inobservância 
dessa prerrogativa ofende, diretamente, a ordem pública nacional, razão pela qual a decisão 
proferida pela Justiça alienígena, à luz de sua própria legislação, não obsta o exame da 
matéria pelo STJ. (SEC n. 9.412/EX)
Parágrafo único. Para a concessão do exequatur às cartas rogatórias, observar-se-ão os 
pressupostos previstos no caput deste artigo e no art. 962, § 2º.
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• É importante notar que o STJ, via de regra, não vai adentrar no mérito da decisão 
estrangeira. Ele não possui competência para fazer isso. A análise do STJ restringe-se 
a verificação de preenchimento dos requisitos legais. E qual é a exceção? A exceção 
ocorre quando há afronta à soberania nacional ou à ordem pública.
• É passível de execução a decisão estrangeira concessiva de medida de urgência.
• A execução no Brasil de decisão interlocutória estrangeira concessiva de medida de 
urgência dar-se-á por carta rogatória.
aÇÃo rescisÓria
• Trata-se de uma ação autônoma de impugnação que possui como finalidade (i) 
desconstituir a coisa julgada e (ii) rejulgamento da causa.
• Como requisitos específicos da ação rescisória é possível elencar: (i) decisão judicial 
rescindível e (ii) enquadramento em uma das hipóteses de rescindibilidade.
Art. 966. A decisão43 de mérito44, transitada em julgado, pode ser rescindida quando:
I – se verificar que foi proferida por força de prevaricação, concussão ou corrupção do juiz;45
II – for proferida por juiz impedido ou por juízo absolutamente incompetente; – repare que a 
suspeição não é fundamento para a ação rescisória. Pegadinha comum de prova.
III – resultar de dolo ou coação da parte vencedora em detrimento da parte vencida ou, ainda, 
de simulação46 ou colusão entre as partes, a fim de fraudar a lei;
IV – ofender a coisa julgada; – No conflito entre sentenças, prevalece aquela que por último 
transitou em julgado, enquanto não desconstituída mediante Ação Rescisória. EAREsp 
600811 / SP.
V – violar manifestamente norma jurídica47; – No CPC/1973 consta a expressão “violar literal 
disposição de lei”. Era mais restrito e, por isso, o STJ defendia que não cabia ação rescisória 
com fundamento em violação de súmula. Dessa forma, admite-se a ação rescisória em face 
de decisão que viole precedente vinculante. Leia o §5º desse artigo!
VI – for fundada em prova cuja falsidade tenha sido apurada em processo criminal ou venha a 
ser demonstrada na própria ação rescisória; – caso a decisão tenha outros fundamentos, porsi só, suficientes para sustentá-la não será cabível a ação rescisória.
43 O legislador não mencionou “sentença”, pois há decisão interlocutória que resolve parcialmente o mérito.
44 Há divergência doutrinária e jurisprudencial sobre o que seria essa decisão de mérito. Há entendimento no sentido de 
que abrange apenas o art. 487, I e II. Para essa corrente, o art. 487, III, do CPC seria impugnável por ação anulatória. Não 
vislumbro essa cobrança em prova objetiva, pois poderia ser objeto de anulação por conta da divergência doutrinária e 
jurisprudencial.
45 Se no juízo criminal o magistrado for absolvido por negativa de autoria ou por inexistência do fato, isso influencia o juízo 
cível.
46 Art. 142. Convencendo-se, pelas circunstâncias, de que autor e réu se serviram do processo para praticar ato simulado 
ou conseguir fim vedado por lei, o juiz proferirá decisão que impeça os objetivos das partes, aplicando, de ofício, as pena-
lidades da litigância de má-fé.
47 Súmula 343 STF: Não cabe ação rescisória por ofensa a literal disposição de lei, quando a decisão rescindenda se tiver 
baseado em texto legal de interpretação controvertida nos tribunais.
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VII – obtiver o autor, posteriormente ao trânsito em julgado48, prova nova cuja existência ignorava 
ou de que não pôde fazer uso, capaz, por si só, de lhe assegurar pronunciamento favorável;
VIII – for fundada em erro de fato verificável do exame dos autos.
 Obs.: Quanto aos requisitos, citamos a sistematização elaborada por Jaylton Lopes:
“Para que seja cabível a ação rescisória com base no erro de fato, é preciso que 
sejam preenchidos os seguintes requisitos: a) a decisão deve ter sido baseada em 
erro de fato; b) o erro de fato deve ter sido a causa da conclusão da decisão; c) o 
erro pode ser apurado independentemente da produção de novas provas; d) o erro 
deve ser aferível a partir das provas produzidas no processo, não sendo possível a 
produção de provas na ação rescisória para fins de demonstração do erro de fato; 
e) sobre o fato não pode ter havido controvérsia entre as partes.”
§ 1º Há erro de fato quando a decisão rescindenda admitir fato inexistente ou quando considerar 
inexistente fato efetivamente ocorrido, sendo indispensável, em ambos os casos, que o fato não 
represente ponto controvertido sobre o qual o juiz deveria ter se pronunciado.
§ 2º Nas hipóteses previstas nos incisos do caput, será rescindível a decisão transitada em julgado 
que, embora não seja de mérito, impeça:
I – nova propositura da demanda; ou – exemplo: perempção e coisa julgada (art. 485, V, do CPC).
II – admissibilidade do recurso correspondente.
§ 3º A ação rescisória pode ter por objeto apenas 1 (um) capítulo da decisão. – pode ser, portanto, 
parcial.
(...)
§ 5º Cabe ação rescisória, com fundamento no inciso V do caput deste artigo, contra decisão 
baseada em enunciado de súmula ou acórdão proferido em julgamento de casos repetitivos 
que não tenha considerado a existência de distinção entre a questão discutida no processo e 
o padrão decisório que lhe deu fundamento. (Incluído pela Lei n. 13.256, de 2016) (Vigência)
• No tocante à legitimidade ativa, o CPC dispõe que são legitimados: parte no processo 
originário ou seu sucessor a título singular ou universal; terceiro juridicamente 
interessado; Ministério Público – em determinadas situações; aquele que não foi 
ouvido no processo em que lhe era obrigatória a intervenção.
• Admite-se a concessão de tutela provisória em ação rescisória.
• A regra é o prazo de dois anos, a contar do trânsito em julgado da última decisão 
proferida no processo, para a propositura da ação rescisória.
48 Diferente do CPC/1973 que mencionava prova obtida após a sentença. Com o CPC/2015, a prova nova apta a funda-
mentar ação rescisória deve ter sido obtida após o trânsito em julgado. Se for após a sentença, cabe a parte apresentar 
no processo mesmo que em fase recursal.
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AÇÃO DE NULIDADE/INEXISTÊNCIA DA SENTENÇA
• O STF possui entendimento no sentido de que não é cabível ação rescisória quando 
outra for a forma de impugnação apresentada pela legislação.
• Os atos de disposição de direitos, praticados pelas partes ou por outros participantes 
do processo e homologados pelo juízo, bem como os atos homologatórios praticados 
no curso da execução, estão sujeitos à anulação, nos termos da lei.
reclaMaÇÃo
• Segundo a Carta Maior a finalidade é preservar a sua competência (STF ou STJ) e 
garantir a autoridade de suas decisões (STF ou STJ).
• O CPC ampliou prevendo:
III – garantir a observância de enunciado de súmula vinculante49 e de decisão do Supremo 
Tribunal Federal em controle concentrado de constitucionalidade5051; (Redação dada pela Lei 
n. 13.256, de 2016) (Vigência) – compreende a aplicação indevida da tese jurídica e sua não 
aplicação aos casos que a ela correspondam (art.988, § 4º, do CPC).
IV – garantir a observância de acórdão proferido em julgamento de incidente de resolução 
de demandas repetitivas ou de incidente de assunção de competência; (Redação dada pela 
Lei n. 13.256, de 2016) (Vigência) – a redação original desse inciso era mais ampla. Mencionava 
“precedente proferido em julgamento de casos repetitivos”. Compreende a aplicação indevida 
da tese jurídica e sua não aplicação aos casos que a ela correspondam (art.988, § 4º, do CPC).
• A reclamação pode ser proposta perante qualquer tribunal, e seu julgamento compete 
ao órgão jurisdicional cuja competência se busca preservar ou cuja autoridade se 
pretenda garantir (art. 988, § 1º, do CPC). A reclamação deverá ser instruída com 
prova documental e dirigida ao presidente do tribunal (art. 988, § 2º, do CPC).
Incidente de Resolução de Demandas Repetitivas
• Para a instauração do IRDR exige-se (i) efetiva repetição de processos que contenham 
controvérsia sobre a mesma questão unicamente de direito; (ii) risco de ofensa à isonomia 
e à segurança jurídica. São requisitos que devem ser verificados simultaneamente.
49 Constituição Federal Art. 103-A § 3º Do ato administrativo ou decisão judicial que contrariar a súmula aplicável ou que 
indevidamente a aplicar, caberá reclamação ao Supremo Tribunal Federal que, julgando-a procedente, anulará o ato 
administrativo ou cassará a decisão judicial reclamada, e determinará que outra seja proferida com ou sem a aplicação 
da súmula, conforme o caso. (Incluído pela Emenda Constitucional n. 45, de 2004)
50 São decisões que possuem efeito vinculante e erga omnes.
51 Impossibilidade jurídica da invocação, para fins de reclamação, do fenômeno da transcendência dos motivos que emba-
saram as decisões emanadas desta Suprema Corte – Rcl 30104 AgR / GO.
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• É necessário que se tenha uma causa em trâmiteno tribunal envolvendo questões 
exclusivamente de direito objeto de discussão em múltiplos processos. Essa exigência 
de múltiplos processos é o que diferencia o IRDR do IAC.
• É incabível o incidente de resolução de demandas repetitivas quando um dos tribunais 
superiores, no âmbito de sua respectiva competência, já tiver afetado recurso para 
definição de tese sobre questão de direito material ou processual repetitiva.
• A competência para julgar o IRDR é, via de regra, do Tribunal de Justiça ou do Tribunal 
Regional Federal. Excepcionalmente, o STJ admite a instauração diretamente em 
sua Corte. Exceções: nos casos de competência recursal ordinária e de competência 
originária e desde que preenchidos os requisitos do art. 976 do CPC.
• O pedido de instauração do incidente será dirigido ao presidente de tribunal: I – pelo 
juiz ou relator, por ofício; II – pelas partes, por petição; III – pelo Ministério Público ou 
pela Defensoria Pública, por petição.
iNciDeNte De assuNÇÃo De coMPetÊNcia
• Vejamos o dispositivo legal, com breves comentários:
Art. 947. É admissível a assunção de competência quando o julgamento de recurso52, de remessa 
necessária ou de processo de competência originária53 envolver relevante questão de direito54, 
com grande repercussão social55, sem repetição em múltiplos processos56 57.
§ 1º Ocorrendo a hipótese de assunção de competência, o relator proporá, de ofício ou a 
requerimento da parte, do Ministério Público ou da Defensoria Pública, que seja o recurso, a 
remessa necessária ou o processo de competência originária julgado pelo órgão colegiado que 
o regimento indicar. – legitimados.
§ 2º O órgão colegiado julgará o recurso, a remessa necessária ou o processo de competência 
originária se reconhecer interesse público na assunção de competência.
§ 3º O acórdão proferido em assunção de competência vinculará todos os juízes e órgãos 
fracionários, exceto se houver revisão de tese.
§ 4º Aplica-se o disposto neste artigo quando ocorrer relevante questão de direito a respeito 
da qual seja conveniente a prevenção ou a composição de divergência entre câmaras ou turmas 
do tribunal.
52 O legislador não fez restrição no tocante à natureza do recurso. Entretanto, se for um RE ou REsp repetitivo não será 
cabível IAC.
53 Requisito 1: Exige-se que o processo esteja tramitando em um tribunal.
54 Requisito 2: questão relevante de direito. Deve ser analisado casuisticamente.
55 Requisito 3: questão de direito de grande repercussão social.
56 Requisito 4: ausência de repetição em múltiplos processos.
57 Inexistindo quaisquer das situações previstas no art. 947 do CPC/2015, não havendo recurso, remessa necessária ou 
processo de competência originária desta Corte Superior, é inadmissível a instauração do incidente de assunção de com-
petência no âmbito do STJ. AgInt na Pet 12642 / SP.
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iNciDeNte De arGuiÇÃo De iNcoNstitucioNaliDaDe
• O procedimento previsto nos artigos 948 a 950 do CPC está relacionado ao controle 
de constitucionalidade difuso em tribunal.
• A decisão que enseja a interposição de recurso ordinário ou extraordinário não é a do 
plenário, que resolve o incidente de inconstitucionalidade, mas a do órgão (câmaras, 
grupos ou turmas) que completa o julgamento do feito. Esse é o teor da súmula 513 
do STF.
• Em algumas situações a instauração do incidente de arguição de inconstitucionalidade 
é dispensada. São elas: quando o órgão fracionário rejeita a alegação de 
inconstitucionalidade; quando o mesmo tribunal ou o STF já solucionou a questão 
em debate; quando a causa já estiver no tribunal pleno ou no órgão especial.
iNciDeNte De susPeNsÃo De eFicÁcia De DecisÃo JuDicial
• Esse instituto almeja a proteção do interesse público diante de provimentos judiciais.
• São legitimados para apresentar o pedido de suspensão o Ministério Público, União, 
Estados, DF, Municípios e suas autarquias e fundações (art. 4º da Lei n. 8.437/1992). 
STJ amplia esse rol considerando como legitimado também concessionárias de serviço 
público na defesa do interesse público.
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Pedido de suspensão
Lei n. 7.347/1985
Art. 12. Poderá o juiz conceder mandado liminar, com ou sem justificação prévia, em decisão sujeita a agravo.
§ 1º A requerimento de pessoa jurídica de direito público interessada, e para evitar grave lesão à ordem, à 
saúde, à segurança e à economia pública, poderá o Presidente do Tribunal a que competir o conhecimento 
do respectivo recurso suspender a execução da liminar, em decisão fundamentada, da qual caberá agravo 
para uma das turmas julgadoras, no prazo de 5 (cinco) dias a partir da publicação do ato.
Lei n. 8.437/1992
Art. 4º Compete ao presidente do tribunal, ao qual couber o conhecimento do respectivo recurso, suspender, 
em despacho fundamentado, a execução da liminar nas ações movidas contra o Poder Público ou seus 
agentes, a requerimento do Ministério Público ou da pessoa jurídica de direito público interessada, em 
caso de manifesto interesse público ou de flagrante ilegitimidade, e para evitar grave lesão à ordem, à 
saúde, à segurança e à economia públicas.
§ 1º Aplica-se o disposto neste artigo à sentença proferida em processo de ação cautelar inominada, no 
processo de ação popular e na ação civil pública, enquanto não transitada em julgado.
Lei n. 9.507/1997
Art. 16. Quando o habeas data for concedido e o Presidente do Tribunal ao qual competir o conhecimento 
do recurso ordenar ao juiz a suspensão da execução da sentença, desse seu ato caberá agravo para o 
Tribunal a que presida.
Lei n. 12.016/2009
Art. 15. Quando, a requerimento de pessoa jurídica de direito público interessada ou do Ministério Público 
e para evitar grave lesão à ordem, à saúde, à segurança e à economia públicas, o presidente do tribunal 
ao qual couber o conhecimento do respectivo recurso suspender, em decisão fundamentada, a execução 
da liminar e da sentença, dessa decisão caberá agravo, sem efeito suspensivo, no prazo de 5 (cinco) dias, 
que será levado a julgamento na sessão seguinte à sua interposição.
§ 1º Indeferido o pedido de suspensão ou provido o agravo a que se refere o caput deste artigo, caberá 
novo pedido de suspensão ao presidente do tribunal competente para conhecer de eventual recurso 
especial ou extraordinário.
§ 2º É cabível também o pedido de suspensão a que se refere o § 1º deste artigo, quando negado provimento 
a agravo de instrumento interposto contra a liminar a que se refere este artigo.
§ 3º A interposição de agravo de instrumento contra liminar concedida nas ações movidas contra o poder 
público e seus agentes não prejudica nem condiciona o julgamento do pedido de suspensão a que se 
refere este artigo.
§ 4º O presidente do tribunal poderá conferir ao pedido efeito suspensivo liminar se constatar, em juízo 
prévio, a plausibilidade do direito invocado e a urgência na concessão da medida.
§ 5º As liminares cujo objeto seja idêntico poderão ser suspensas em uma única decisão, podendo o 
presidente do tribunal estender os efeitos da suspensão a liminares supervenientes, mediante simples 
aditamento do pedido original.
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QUESTÕES DE CONCURSOQUESTÕES DE CONCURSO
001. 001. (OAB 44 EXAME/2025) Ricardo propôs a execução de um título executivo extrajudicial 
contra Isabela. Diante da propositura da execução por Ricardo, Isabela apresentou embargos 
à execução. O Magistrado julgou improcedentes os embargos à execução de Isabela que, 
irresignada, interpôs recurso de apelação contra a sentença de improcedência dos embargos à 
execução. Ao receber a apelação interposta por Isabela, o Desembargador relator, integrante 
de Câmara Cível, julgou o recurso monocraticamente, negando provimento à apelação. 
Assinale a opção que apresenta o recurso cabível a ser interposto por Isabela. 
a) Recurso especial, para que seja analisada, pelo Superior Tribunal de Justiça, eventual 
violação de lei federal por ter sido negado provimento à apelação de forma monocrática 
pelo desembargador relator. 
b) Agravo interno, para que seja analisada, pelo Desembargador relator, eventual violação 
de lei federal decorrente de ter sido negado provimento à apelação de forma monocrática 
pelo próprio relator. 
c) Agravo interno, por se tratar de decisão proferida pelo Desembargador relator, a ser 
analisado pelo órgão colegiado da Câmara Cível. 
d) Recurso especial, por se tratar de decisão proferida pelo Desembargador relator, a ser 
analisado pelo órgão colegiado da Câmara Cível.
002. 002. (VUNESP/2022/ADVOGADO (COMPANHIA DOCAS PB)) Assinale a alternativa que possui 
apenas processos de competência originária dos Tribunais.
a) Incidente de assunção de competência, incidente de arguição de inconstitucionalidade 
e conflito de competência.
b) Homologação de decisão estrangeira, mandado de injunção e ação rescisória.
c) Incidente de resolução de demandas repetitivas, mandado de segurança coletivo e 
reclamação.
d) Incidente de assunção de competência, habeas data e homologação de decisão estrangeira.
e) Incidente de arguição de inconstitucionalidade, incidente de desconsideração da 
personalidade jurídica e incidente de resolução de demandas repetitivas.
003. 003. (CEBRASPE/2023/PROCURADOR DO MUNICÍPIO DE SÃO PAULO (PGM SP)) Assinale a 
opção que indica o procedimento a ser instaurado na hipótese de relevante questão de 
direito em que seja conveniente a prevenção ou a composição de divergência entre câmaras 
ou turmas do tribunal.
a) incidente de arguição de inconstitucionalidade
b) incidente de assunção de competência
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c) incidente de resolução de demandas repetitivas
d) procedimento de julgamento estendido do recurso
e) procedimento de conflito de competência
004. 004. (FGV/2022/PROMOTOR DE JUSTIÇA (MPE GO)/61º) A técnica de julgamento estendido, 
estabelecida pelo Art. 942 do CPC/2015, é aplicável:
a) à apelação, apenas quando houver reforma do julgado, por maioria;
b) à ação rescisória, independentemente do resultado;
c) ao agravo de instrumento, quando houver reforma da decisão que julgar parcialmente 
o mérito;
d) nas hipóteses de remessa necessária, quando houver reforma do julgado, por maioria;
e) ao incidente de resolução de demandas repetitivas e ao incidente de assunção de 
competência.
005. 005. (CEBRASPE/2023/PROMOTOR DE JUSTIÇA (MPE SC)/43º CONCURSO PÚBLICO) Conforme 
a teoria do precedente e as técnicas processuais utilizadas para a uniformização de 
jurisprudência, julgue o item seguinte.
Ao estabelecer um microssistema de tutela de demandas de massa, o Código de Processo 
Civil expressamente trata como julgamento de casos repetitivos as decisões proferidas 
nos incidentes de assunção de competência e de resolução de demandas repetitivas e nos 
recursos especial e extraordinário repetitivos.
006. 006. (QUADRIX/2023/CRA-PE/ADVOGADO) Conforme as disposições do Código de Processo 
Civil a respeito dos processos nos tribunais e dos meios de impugnação das decisões judiciais, 
julgue o item.
É admissível a assunção de competência quando o julgamento de recurso, de remessa 
necessária ou de processo de competência originária envolver relevante questão de direito, 
com grande repercussão social, sem repetição em múltiplos processos.
007. 007. (FGV/2024/TJ-SC/JUIZ SUBSTITUTO) No que concerne à ação rescisória, é correto 
afirmar que:
a) pode ter como causa de pedir o fato de a decisão rescindenda ter sido proferida por juiz 
suspeito;
b) o prazo para o seu ajuizamento é de dois anos a partir da prolação da decisão meritória 
no feito primitivo;
c) o seu ajuizamento pressupõe a comprovação de plano dos fatos alegados na petição inicial;
d) é lícito ao seu autor requerer a concessão de tutela provisória que importe na suspensão 
da eficácia executiva da decisão rescindenda;
e) residindo a causa de pedir na alegada ofensa à coisa julgada, caso o tribunal acolha o 
pedido de rescisão, caber-lhe-á, na sequência, rejulgar a causa originária.
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008. 008. (FGV/2022/MPE-GO/PROMOTOR DE JUSTIÇA SUBSTITUTO) Em ação judicial com dois 
pedidos distintos, um de obrigação de fazer e um indenizatório, após as partes requererem 
as provas a serem produzidas, foi proferida decisão parcial de mérito, julgando procedente 
pedido que envolve obrigação ilíquida.
Diante dessa situação jurídica, é correto afirmar que a decisão parcial de mérito:
a) não pode contemplar obrigação ilíquida;
b) pode ser liquidada provisoriamente, mas sua execução depende de caução;
c) limita-se à hipótese de pedidos incontroversos;
d) será impugnável em preliminar de apelação cível;
e) pode ser objeto de ação rescisória, no prazo legal.
009. 009. (FGV/2021/IMBEL/ADVOGADO – REAPLICAÇÃO) A respeito da ação rescisória, assinale 
a afirmativa correta.
a) Pode ser utilizada para atacar a decisão transitada em julgado que, embora não seja de 
mérito, impeça a propositura de nova demanda.
b) Tem, como uma de suas hipóteses de cabimento, a decisão de mérito ter sido proferida 
por juiz suspeito ou impedido, ou por juízo absolutamente incompetente.
c) Caso proposta a rescisória perante tribunal incompetente, o processo será extinto sem 
análise do mérito, diante das peculiaridades procedimentais dessa ação.
d) O direito à rescisão se extingue em 2 (dois) anos contados do trânsito em julgado de 
cada capítulo da sentença.
e) A propositura da ação rescisória não impede o cumprimento da decisão rescindenda, 
ressalvada a concessão de tutela provisória com a apresentação de garantia pelo requerente 
desta.
010. 010. (CESPE/CEBRASPE/2023/MPE-SC/PROMOTOR DE JUSTIÇA SUBSTITUTO (FASE MATUTINA)) 
Em relação aos processos nos tribunais e aos meios de impugnação das decisões judiciais 
no direito processual civil, julgue o próximo item conforme a jurisprudência do STJ.
A ação rescisória fundada em violação literal de lei é instrumento judicial idôneo para adequar 
sentença judicial transitada em julgado a posterior alteração jurisprudencialde prova da OAB não é preciso adentrar em maiores nuances, motivo pelo qual 
vamos fechar esse tópico com a leitura do dispositivo legal pertinente.
Art. 1.021. Contra decisão proferida pelo relator caberá agravo interno para o respectivo órgão 
colegiado, observadas, quanto ao processamento, as regras do regimento interno do tribunal.
§ 1º Na petição de agravo interno, o recorrente impugnará especificadamente os fundamentos 
da decisão agravada.
§ 2º O agravo será dirigido ao relator, que intimará o agravado para manifestar-se sobre o recurso 
no prazo de 15 (quinze) dias, ao final do qual, não havendo retratação, o relator levá-lo-á a 
julgamento pelo órgão colegiado, com inclusão em pauta.
§ 3º É vedado ao relator limitar-se à reprodução dos fundamentos da decisão agravada para 
julgar improcedente o agravo interno.
§ 4º Quando o agravo interno for declarado manifestamente inadmissível ou improcedente em 
votação unânime, o órgão colegiado, em decisão fundamentada, condenará o agravante a pagar 
ao agravado multa fixada entre um e cinco por cento do valor atualizado da causa.
§ 5º A interposição de qualquer outro recurso está condicionada ao depósito prévio do valor da 
multa prevista no § 4º, à exceção da Fazenda Pública e do beneficiário de gratuidade da justiça, 
que farão o pagamento ao final.
eMBarGos De DeclaraÇÃoeMBarGos De DeclaraÇÃo
Trata-se de recurso que tem por objetivo corrigir vícios decorrentes de omissão, 
contradição, obscuridade ou erro material. Tem como objeto pronunciamento judicial com 
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caráter decisório, ou seja, não fica restrito a sentença e acórdão, pois engloba também as 
decisões interlocutórias.
Como vimos, por ser recurso de fundamentação vinculada, o recorrente deve trazer 
como causa de pedir um dos vícios que já enumeramos acima.
Contradição Obscuridade Omissão Erro material
Deve ocorrer no próprio 
pronunciamento judicial. 
Trata-se de congruência 
interna.
Não há clareza no 
pronunciamento 
judicial.
Ausência de pronunciamento 
sobre questão de fato ou de 
direito que pode infirmar a 
conclusão adotada pelo julgador.
Engloba 
inexatidão 
material e erro 
de cálculo.
O prazo para os embargos de declaração é de cinco dias úteis.
Para a prova prática é importante que você se atente ao verbo que vai utilizar se o recurso 
cabível for embargos de declaração. Os embargos de declaração são OPOSTOS.
Art. 1.023. Os embargos serão opostos, no prazo de 5 (cinco) dias, em petição dirigida ao juiz, 
com indicação do erro, obscuridade, contradição ou omissão, e não se sujeitam a preparo.
§ 1º Aplica-se aos embargos de declaração o art. 229. (prazo em dobro para litisconsortes com 
advogados distintos de escritórios de advocacia distintos).
§ 2º O juiz intimará o embargado para, querendo, manifestar-se, no prazo de 5 (cinco) dias, 
sobre os embargos opostos, caso seu eventual acolhimento implique a modificação da decisão 
embargada.
Nos juizados especiais cíveis, os embargos de declaração podem ser opostos via oral (art. 
49 da Lei n. 9.099/1995).
Outro ponto que merece destaque é que agora tanto no CPC/2015 quanto nos juizados 
especiais há a interrupção do prazo recursal (art. 50 da Lei n. 9.099/1995).
A regra é que os embargos de declaração não podem revisar a decisão embargada. 
Excepcionalmente, os efeitos infringentes, ou seja, efeitos modificativos são admitidos. 
Em sendo uma dessas hipóteses que permitem os efeitos modificativos, o embargado 
deve ser intimado para se quiser, se manifestar, em 5 dias sobre esses embargos opostos.
Vamos agora para a leitura dos dispositivos legais pertinentes sobre o tema, com breves 
apontamentos:
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Art. 1.022. Cabem embargos de declaração contra qualquer decisão judicial para: – decisão 
interlocutória, sentença e acórdão.
I – esclarecer obscuridade ou eliminar contradição;
II – suprir omissão de ponto ou questão sobre o qual devia se pronunciar o juiz de ofício ou a 
requerimento;
III – corrigir erro material.
Parágrafo único. Considera-se omissa a decisão que: – omissão presumida.
I – deixe de se manifestar sobre tese firmada em julgamento de casos repetitivos ou em incidente 
de assunção de competência aplicável ao caso sob julgamento;
II – incorra em qualquer das condutas descritas no art. 489, § 1º.
Art. 1.023. Os embargos serão opostos, no prazo de 5 (cinco) dias, em petição dirigida ao juiz, 
com indicação do erro, obscuridade, contradição ou omissão, e não se sujeitam a preparo.
§ 1º Aplica-se aos embargos de declaração o art. 229. – prazo em dobro para litisconsortes 
com advogados distintos de escritórios de advocacia diferentes.
§ 2º O juiz intimará o embargado para, querendo, manifestar-se, no prazo de 5 (cinco) dias, 
sobre os embargos opostos, caso seu eventual acolhimento implique a modificação da decisão 
embargada. – efeito infringentes e contraditório substancial.
Art. 1.024. O juiz julgará os embargos em 5 (cinco) dias.
§ 1º Nos tribunais, o relator apresentará os embargos em mesa na sessão subsequente, proferindo 
voto, e, não havendo julgamento nessa sessão, será o recurso incluído em pauta automaticamente.
§ 2º Quando os embargos de declaração forem opostos contra decisão de relator ou outra 
decisão unipessoal proferida em tribunal, o órgão prolator da decisão embargada decidi-los-á 
monocraticamente.
§ 3º O órgão julgador conhecerá dos embargos de declaração como agravo interno se entender 
ser este o recurso cabível, desde que determine previamente a intimação do recorrente para, 
no prazo de 5 (cinco) dias, complementar as razões recursais, de modo a ajustá-las às exigências 
do art. 1.021, § 1º. – fungibilidade, priorizando o princípio da eficiência.
§ 4º Caso o acolhimento dos embargos de declaração implique modificação da decisão embargada, 
o embargado que já tiver interposto outro recurso contra a decisão originária tem o direito de 
complementar ou alterar suas razões, nos exatos limites da modificação, no prazo de 15 (quinze) 
dias, contado da intimação da decisão dos embargos de declaração.
§ 5º Se os embargos de declaração forem rejeitados ou não alterarem a conclusão do julgamento 
anterior, o recurso interposto pela outra parte antes da publicação do julgamento dos embargos 
de declaração será processado e julgado independentemente de ratificação.
Art. 1.025. Consideram-se incluídos no acórdão os elementos que o embargante suscitou, para fins 
de pré-questionamento, ainda que os embargos de declaração sejam inadmitidos ou rejeitados, 
caso o tribunal superior considere existentes erro, omissão, contradição ou obscuridade.
Art. 1.026. Os embargos de declaração não possuem efeito suspensivo e interrompem o prazo 
para a interposição de recurso.
§ 1º A eficácia da decisão monocrática ou colegiada poderá ser suspensa pelo respectivo juiz 
ou relator se demonstrada a probabilidade de provimento do recurso ou, sendo relevante a 
fundamentação, se houver risco de dano grave ou de difícil reparação.
§ 2º Quando manifestamente protelatórios os embargos de declaração, o juiz ou o tribunal, em 
decisão fundamentada, condenará o embargante a pagar ao embargado multa não excedentereferente à 
interpretação de lei federal.
011. 011. (CESPE/CEBRASPE/2023/TCE-RJ/PROCURADOR DO MINISTÉRIO PÚBLICO) Julgue o 
item seguinte, referentes a normas processuais, jurisdição e competência, atos processuais, 
deveres das partes e tutela provisória no processo civil.
A legislação processual autoriza o ajuizamento de ação rescisória no prazo de dois anos para 
revisar decisão estabilizada por tutela provisória antecipada antecedente que tenha atingido 
essa situação processual devido à não interposição de recurso pela parte interessada no 
momento oportuno.
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012. 012. (CESPE/CEBRASPE/2022/DPE-RS/DEFENSOR PÚBLICO) Com relação à ação rescisória 
prevista no Código de Processo Civil, julgue o item a seguir.
O direito à rescisão se extingue em dois anos e, no caso de rescisão fundada em prova nova, 
de existência ignorada, obtida após o trânsito em julgado, o termo inicial desse prazo será 
a descoberta da prova nova, observado o prazo máximo de cinco anos, contado do trânsito 
em julgado da última decisão proferida no processo.
013. 013. (CESPE/CEBRASPE/2022/DPE-RS/DEFENSOR PÚBLICO) Com relação à ação rescisória 
prevista no Código de Processo Civil, julgue o item a seguir.
É inadmissível ação rescisória com fundamento em violação manifesta de norma jurídica 
quando a decisão rescindenda estiver amparada em norma jurídica de interpretação 
controvertida nos tribunais ao tempo em que tenha sido prolatada.
014. 014. (FGV/2023/NOTÁRIO E REGISTRADOR (TJ SE)/PROVIMENTO) A empresa A manejou 
reclamação para garantir a observância da decisão do Supremo Tribunal Federal proferida 
em sede de ação direta de constitucionalidade, pois o Tribunal estadual não aplicou a tese 
jurídica firmada pelo Supremo Tribunal Federal no caso concreto. A reclamação foi dirigida 
ao Supremo Tribunal Federal.
Considerando essa situação hipotética, é correto afirmar que:
a) por se tratar de reclamação para garantir a autoridade de decisão do Supremo Tribunal 
Federal em controle concentrado de constitucionalidade, esta pressupõe o esgotamento 
das instâncias ordinárias;
b) por ter natureza de recurso, o relator do Supremo Tribunal Federal determinará a intimação 
do beneficiário da decisão impugnada para apresentar sua resposta no prazo de cinco dias;
c) como o Ministério Público não figura como reclamante, terá vista do processo por cinco 
dias após o decurso do prazo para informações e para o oferecimento da contestação pelo 
beneficiário do ato impugnado;
d) não será admitida a manifestação de outros interessados para impugnar o pedido do 
reclamante, com exceção do autor do ato impugnado e daquele a quem o ato beneficiar;
e) ao julgar procedente a reclamação, o Supremo Tribunal Federal cassará a decisão 
impugnada, não podendo determinar outra medida adequada à solução da controvérsia.
015. 015. (FGV/2022/AGE-MG/PROCURADOR DO ESTADO) O juiz de primeiro grau, no curso do 
cumprimento de uma sentença condenatória transitada em julgado, tomou conhecimento da 
propositura de uma ação rescisória tendo por objeto o mesmo título judicial. Antes mesmo 
que a petição inicial da ação impugnativa autônoma fosse despachada, o magistrado de 
primeira instância determinou a suspensão do processamento da fase executiva.
Nesse cenário, é correto afirmar que a decisão de suspensão é impugnável por
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a) reclamação.
b) recurso especial.
c) agravo interno.
d) ação rescisória.
e) apelação.
016. 016. (FGV/2022/TCE-TO/ANALISTA TÉCNICO – DIREITO) Proferida sentença que condenou 
Caio a pagar a Tício determinada soma em dinheiro, o réu interpôs recurso de apelação, 
cuja intempestividade foi certificada pela serventia.
Na sequência, o juiz da causa declarou inadmissível a apelação, decisão da qual foi intimado 
Caio, por meio de seu advogado.
Para se insurgir contra a decisão que obstou ao seguimento de seu apelo, deverá Caio, no 
prazo recursal, manejar:
a) recurso especial;
b) reclamação;
c) mandado de segurança;
d) um segundo recurso de apelação;
e) impugnação ao cumprimento de sentença.
017. 017. (CEBRASPE (CESPE)/2023/PROMOTOR DE JUSTIÇA (MPE SC)/43º CONCURSO PÚBLICO) 
Conforme a teoria do precedente e as técnicas processuais utilizadas para a uniformização 
de jurisprudência, julgue o item seguinte.
A reclamação, para o STF, contra omissão da administração pública, quando fundamentada 
em ofensa a enunciado de súmula vinculante desse tribunal, somente será admitida se for 
demonstrado o exaurimento das vias administrativas.
018. 018. (CEBRASPE (CESPE)/2022/PROCURADOR JURÍDICO DO MUNICÍPIO (PREF PIRES DO 
RIO)) Com relação à ação de improbidade administrativa, à reclamação constitucional e ao 
mandado de segurança, julgue o próximo item.
É incabível reclamação constitucional com o objetivo de impugnar sentença transitada em 
julgado, mesmo que a decisão tenha contrariado súmula vinculante.
019. 019. (CEBRASPE (CESPE)/2022/PROCURADOR DO MINISTÉRIO PÚBLICO JUNTO AO TCE-SC) A 
respeito dos juizados especiais da fazenda pública estadual, da reclamação constitucional, 
do Ministério Público de Contas e do Tribunal de Contas do Estado de Santa Catarina, julgue 
o item que se segue.
O cabimento da reclamação constitucional proposta que tenha por objeto garantir a 
autoridade de decisão proferida sob a sistemática da repercussão geral condiciona-se ao 
esgotamento da instância ordinária.
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020. 020. (FGV/2024/MPE-GO/PROMOTOR DE JUSTIÇA SUBSTITUTO) João, Joel e Jonas 
conversavam sobre o incidente de assunção de competência.
Inicialmente, João afirmou que o incidente é cabível nos processos de competência originária 
de tribunal. Por sua vez, Joel afirmou que o incidente é cabível desde que trate sobre 
questão de direito e de fato. Por fim, José afirmou ser necessária grande repercussão social 
e repetição em múltiplos processos para fins do cabimento do incidente de assunção de 
competência.
Tendo em vista o caso acima, é correto afirmar que
a) os três amigos estão corretos.
b) apenas Joel está correto.
c) apenas João está correto.
d) apenas João e Jonas estão corretos.
e) apenas Joel e Jonas estão corretos.
021. 021. (CESPE/CEBRASPE/2022/PGE-RJ/TÉCNICO PROCESSUAL) No tocante ao sistema 
recursal brasileiro, julgue o item a seguir.
Os recursos ordinários em mandados de segurança, habeas data e mandados de injunção 
decididos em única instância pelos tribunais superiores, quando denegatória a decisão, 
serão julgados pelo STJ.
022. 022. (CESPE/CEBRASPE/2021/PG-DF/ANALISTA JURÍDICO – DIREITO E LEGISLAÇÃO) Acerca 
de contestação, ação civil pública e incidente de assunção de competência, julgue o item 
subsequente.
O incidente de assunção de competência em recurso de competência originária de tribunalde justiça pode ser provocado a requerimento do recorrido.
023. 023. (FGV/2023/CÂMARA DOS DEPUTADOS/CONSULTOR LEGISLATIVO – ÁREA II – TARDE/
ADAPTADA) No âmbito do Tribunal de Justiça do Estado Alfa, após remessa de ofício da 1º 
Câmara Cível à Seção Cível, foi instaurado incidente de resolução de demandas repetitivas 
destinado a decidir sobre a possibilidade de extensão do direito à percepção de adicional 
noturno, previsto de maneira expressa aos Policiais Militares, para os Bombeiros Militares 
daquele Estado.
Julgado o incidente por maioria de votos dos desembargadores integrantes da Seção Cível, 
órgão competente para uniformização de jurisprudência do Tribunal, fixou-se tese jurídica 
positiva sobre tal possibilidade de incorporação.
O Estado Alfa, por sua Procuradoria, interpôs recurso extraordinário em face da decisão 
que julgou o caso concreto, alegando violação ao Art. 37, XIII, da Constituição Federal de 
1988, matéria de direito que havia sido debatida no voto do Desembargador-Relator, o 
qual foi vencido, e não fora mencionada no voto condutor.
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A Associação de Bombeiros Militares, a qual foi admitida como amicus curiae no processo, 
apresentou contrarrazões ao recurso extraordinário, alegando não haver repercussão 
geral no caso, bem como inexistir prequestionamento acerca da violação ao dispositivo 
constitucional citado.
Tomando o caso acima como premissa, julgue o item:
Com o intuito de prequestionar a matéria objeto do recurso, caberia ao Estado Alfa, antes 
de interpor recurso extraordinário, opor embargos de declaração em face da decisão 
recorrida, pois o voto vencido não é considerado parte integrante do acórdão para fins de 
prequestionamento.
024. 024. (FGV/2023/TJ-ES/JUIZ SUBSTITUTO) Sobre os mecanismos de formação de padrões 
decisórios vinculativos, é correto afirmar que:
a) o incidente de assunção de competência pode ser instaurado a partir de julgamento de 
recurso ou de processo de competência originária, mas não se aplica em caso de remessa 
necessária;
b) se não for o requerente, o Ministério Público intervirá obrigatoriamente no incidente de 
resolução de demandas repetitivas e deverá assumir sua titularidade em caso de desistência 
ou de abandono;
c) a revisão da tese jurídica firmada no incidente de resolução de demandas repetitivas 
far-se-á pelo mesmo tribunal, mediante requerimento dos legitimados para o pedido de 
instauração, não podendo ser feita de ofício;
d) não é cabível o incidente de assunção de competência quando se tratar de relevante 
questão de direito a respeito da qual seja conveniente a prevenção ou a composição de 
divergência entre câmaras ou turmas do tribunal;
e) a inadmissão do incidente de resolução de demandas repetitivas por ausência de qualquer 
de seus pressupostos de admissibilidade impede que o incidente seja novamente suscitado, 
ainda que o requisito seja satisfeito.
025. 025. (FGV/2023/PGM – NITERÓI/PROCURADOR DO MUNICÍPIO/ADAPTADA) Havendo efetiva 
repetição de processos sobre uma mesma questão de direito, com decisões antagônicas a 
seu respeito, o juiz de primeiro grau suscitou, perante o tribunal, a instauração do incidente 
de resolução de demandas repetitivas, uma vez que tramitava, na segunda instância, causa 
pendente de julgamento sobre o mesmo tema. Também já tramitava no Superior Tribunal 
de Justiça, recurso especial repetitivo versando sobre a mesma matéria, o qual já havia sido 
afetado para fins de definição da tese sobre a referida questão. Nesse cenário, é correto 
afirmar que o mencionado incidente não será admitido, pois já afetado recurso especial 
repetitivo representativo da controvérsia;
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026. 026. (CESPE/CEBRASPE/2022/PG-DF/PROCURADOR DO DISTRITO FEDERAL, CATEGORIA 
I) O item a seguir, é apresentada uma situação hipotética seguida de uma assertiva a ser 
julgada com referência ao juizado especial de fazenda pública e ao incidente de resolução 
de demanda repetitiva.
A Procuradoria do DF interpôs recurso de apelação contra decisão proferida por uma vara 
de fazenda pública do DF e, no TJDFT, o desembargador relator da apelação instaurou de 
ofício um incidente de resolução de demanda repetitiva. Em seguida, os autos do referido 
incidente foram remetidos ao colegiado competente, sendo que o relator do incidente 
admitiu o seu processamento e determinou a suspensão dos processos pendentes que 
deram origem à sua instauração. No decorrer da suspensão, a Procuradoria do DF formalizou 
pedido de tutela de urgência com o objetivo de resguardar os direitos do ente federativo por 
ela representado. Nessa situação, a competência para analisar o pedido de tutela provisória 
pretendida será do desembargador relator do incidente instaurado.
027. 027. (CESPE/CEBRASPE/2022/PGE-RJ/ANALISTA PROCESSUAL) A respeito do mandado de 
segurança, da ação civil pública, da ação de improbidade administrativa e do incidente de 
resolução de demandas repetitivas, julgue o próximo item.
A instauração do incidente de resolução de demandas repetitivas pressupõe unicamente a 
existência de grande quantidade de processos versando sobre a mesma questão.
028. 028. (CESPE/2018/STJ/ANALISTA JUDICIÁRIO – JUDICIÁRIA) Com referência às normas 
fundamentais do processo civil, julgue o item a seguir.
O julgamento de incidente de resolução de demandas repetitivas se submete à regra de 
atendimento da ordem cronológica de conclusão.
029. 029. (FGV/2022/PROMOTOR DE JUSTIÇA (MPE GO)/61º/ADAPTADA) O incidente de resolução 
de demandas repetitivas e os recursos especial e extraordinário repetitivos não podem ter 
por objeto questão de direito processual.
030. 030. (FGV/2022/PROMOTOR DE JUSTIÇA (MPE GO)/61º/ADAPTADA) O acórdão proferido em 
assunção de competência julgado por um tribunal local terá efeito erga omnes e vinculará 
os juízes e órgãos fracionários em âmbito nacional.
031. 031. (FGV/2022/PROMOTOR DE JUSTIÇA (MPE GO)/61º/ADAPTADA) No incidente de resolução 
de demandas repetitivas que verse sobre prestação de serviço autorizado, deve figurar 
como parte o órgão, o ente ou a agência reguladora competente para fiscalização da efetiva 
aplicação.
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032. 032. (FGV/2022/PROMOTOR DE JUSTIÇA (MPE GO)/61º/ADAPTADA) A revisão da tese jurídica 
firmada no incidente de resolução de demandas repetitivas pode ser feita de ofício pelo 
mesmo tribunal que a fixou.
033. 033. (FGV/2022/PROMOTOR DE JUSTIÇA (MPE GO)/61º/ADAPTADA) O incidente de assunção 
de competência não pode ser utilizado para compor divergência entre câmaras ou turmas 
do tribunal, mesmo quando esteja em discussão relevante questão de direito.
034. 034. (FGV/2022/TÉCNICO JUDICIÁRIO (TJ TO)/APOIO JUDICIÁRIO E ADMINISTRATIVO/
ADAPTADA) O juiz, no curso de uma demandaem que a repercussão social da controvérsia 
é abrangente, uma vez que se pede a comercialização de um remédio genérico por um 
determinado laboratório, admitiu a participação de uma pessoa jurídica no referido 
processo na qualidade de amicus curiae, entendendo que havia, por parte desta, uma 
representatividade adequada para a causa. Sobrevindo sentença no sentido contrário aos 
interesses que patrocina, o amicus curiae poderá recorrer da decisão que julgar eventual 
incidente de resolução de demandas repetitivas, não podendo, porém, apelar da sentença.
035. 035. (FGV/2019/ANALISTA DO MINISTÉRIO PÚBLICO (MPE RJ)/PROCESSUAL/ADAPTADA) O 
Ministério Público ajuizou ação civil pública para compelir determinada operadora de planos 
de saúde a autorizar procedimento cirúrgico sem previsão legal e contratual. O pedido foi 
julgado improcedente. No Tribunal de Justiça, constatando-se a existência de múltiplos 
processos envolvendo a mesma questão unicamente de direito, mas com julgamentos em 
sentido contrário, pode o Ministério Público requerer a instauração de incidente de resolução 
de demandas repetitivas endereçado ao presidente do Tribunal de Justiça.
036. 036. (CESPE/CEBRASPE/2023/MPE-SC/PROMOTOR DE JUSTIÇA SUBSTITUTO (FASE MATUTINA)) 
Conforme a teoria do precedente e as técnicas processuais utilizadas para a uniformização 
de jurisprudência, julgue o item seguinte.
Caso ocorra sobrestamento de demanda judicial que tramite em primeiro grau, por força 
de instauração de incidente de resolução de demandas repetitivas, a apreciação de tutela 
provisória de urgência referente ao processo suspenso será de competência do tribunal 
que admitiu o incidente.
037. 037. (CESPE/CEBRASPE/2023/TCE-RJ/PROCURADOR DO MINISTÉRIO PÚBLICO) Considerando 
a atuação dos litisconsortes, do juiz e do MP, bem como as provas, os processos nos tribunais 
e os meios de impugnação das decisões judiciais no processo civil, julgue o item a seguir.
Prevista para os resultados de julgamentos não unânimes nos tribunais, a técnica de 
ampliação do colegiado, com a convocação de novos julgadores em número suficiente 
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para garantir a possibilidade de inversão do resultado inicial, aplica-se ao julgamento de 
incidente de resolução de demandas repetitivas.
038. 038. (QUADRIX/2022/ADVOGADO (CONSELHO REGIONAL DE MEDICINA – SC)) Acerca dos 
processos nos tribunais e dos meios de impugnação das decisões judiciais, julgue o item.
A efetiva repetição de processos que contenham controvérsia sobre a mesma questão 
unicamente de direito é, por si só, circunstância que viabiliza a instauração do incidente 
de resolução de demandas repetitivas.
039. 039. (FGV/2023/TJ-GO/JUIZ SUBSTITUTO/ADAPTADA) Sobre o incidente de assunção 
de competência, é correto afirmar que é admissível sua instauração perante o juízo de 
primeiro grau.
040. 040. (FGV/2023/TJ-GO/JUIZ SUBSTITUTO/ADAPTADA) O acórdão proferido em assunção de 
competência não vincula todos os juízes e órgãos fracionários dentro do tribunal.
041. 041. (FGV/2023/TJ-GO/JUIZ SUBSTITUTO/ADAPTADA) Sobre o incidente de assunção de 
competência, é correto afirmar que não é admissível quando se tratar de processo de 
competência originária dos tribunais.
042. 042. (FGV/2023/TJ-GO/JUIZ SUBSTITUTO/ADAPTADA) Sobre o incidente de assunção de 
competência, é correto afirmar que é cabível para prevenir a divergência entre câmaras 
do tribunal sobre relevante questão de direito.
043. 043. (FGV/2023/TJ-GO/JUIZ SUBSTITUTO/ADAPTADA) Sobre o incidente de assunção de 
competência, é correto afirmar que para sua admissão, além da relevante questão de 
direito, deve haver repetição em múltiplos processos.
044. 044. (FGV/2019/MPE-RJ/ANALISTA DO MINISTÉRIO PÚBLICO – PROCESSUAL/ADAPTADA) 
Determinada Procuradora de Justiça foi intimada para a emissão de parecer, em processo 
individual envolvendo pessoa incapaz para os atos da vida civil, no qual se discutia a juridicidade 
da tarifa cobrada pelo fornecimento de água potável. Ao analisar os autos e realizar as 
pesquisas necessárias, constatou o equívoco no último reajuste promovido na tarifa, o 
qual estava lastreado em um ato administrativo de caráter geral manifestamente ilegal, 
indicativo de que inúmeros outros processos poderiam ser instaurados pela mesma causa.
Considerando a sistemática vigente, a relevância da matéria e a repercussão social, poderia 
ser proposta ao relator, pela Procuradora de Justiça, para a imediata definição da matéria 
de direito pelo Tribunal de Justiça, vinculando os juízes de direito e os órgãos fracionários 
do Tribunal, a seguinte medida incidente de assunção de competência.
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045. 045. (FGV/2024/EPE/ADVOGADO/ADAPTADA) João, Regina e Denise debatiam acerca do 
processo nos tribunais, com ênfase nos incidentes processuais lá cabíveis.
Inicialmente, João afirmou que o incidente de arguição de inconstitucionalidade não será 
instaurado se já houver pronunciamento do plenário do Supremo Tribunal Federal sobre 
a questão.
Por sua vez, Regina aduziu que o incidente de resolução de demandas repetitivas poderá 
ser instaurado pelo juiz ou pelo relator, por ofício.
Por fim, Denise indicou que o incidente de assunção de competência é admissível quando o 
julgamento do recurso envolver relevante questão de fato, com grande repercussão social 
e sem repetição em múltiplos processos.
Acerca do caso acima, João e Regina estão certos em suas afirmações, enquanto Denise 
está errada em sua afirmação.
046. 046. (CESPE/CEBRASPE/2022/DPE-RS/DEFENSOR PÚBLICO) A respeito dos incidentes de 
assunção de competência e de arguição de inconstitucionalidade previstos no Código de 
Processo Civil, julgue o item a seguir.
Em ambos os incidentes em questão, o relator pode, por decisão irrecorrível, admitir a 
intervenção do amicus curiae, desde que verifique a relevância da matéria sob exame, a 
especificidade do tema objeto da demanda ou a repercussão social da controvérsia.
047. 047. (CEBRASPE (CESPE)/2022/DEFENSOR PÚBLICO DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL) 
Vitória, ré em ação de cobrança movida por Fátima, interpôs agravo de instrumento para 
impugnar a decisão do juiz de primeiro grau, que havia inadmitido o seu pedido de chamamento 
de terceiro ao processo, supostamente devedor solidário. O agravo de instrumento foi 
recebido no Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Sul e imediatamente distribuído 
ao relator, o qual, de plano, em decisão monocrática, deu provimento ao recurso, por estar 
a decisão recorrida em desacordo com a jurisprudência majoritária do Superior Tribunal 
de Justiça.
Considerando a situação hipotética precedente, julgue o item seguinte.
A agravada terá a possibilidade de impugnar a decisão por meio de agravo interno, o qual 
deverá ser interposto no prazo de quinze dias, ficando sujeita, contudo, à multa, caso seja 
declarado, em votação unânime, manifestamente inadmissível ou improcedente.
048. 048. (CEBRASPE (CESPE)/2022/PROCURADOR DO DISTRITO FEDERAL) À luz do CPC e da 
jurisprudência do STJ, julgue o item seguinte.
É incabível a interposição de agravo interno contra decisão que indefira o pedido de ingresso 
de amicus curiaena demanda.
049. 049. (INSTITUTO CONSULPLAN/2024/PROMOTOR DE JUSTIÇA (MPE SC)) Após uma longa 
disputa judicial, Maria, como parte vencida em um processo civil, decide interpor recurso 
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de embargos de declaração contra a decisão proferida pelo Juiz. No recurso, Maria alega 
que a sentença apresenta contradições que precisam ser esclarecidas pelo magistrado.
Julgue o item a seguir.
Caso o acolhimento dos embargos de declaração implique modificação da decisão embargada, 
o embargado que já tiver interposto outro recurso contra a decisão originária tem o direito 
de complementar ou alterar suas razões, nos exatos limites da modificação, no prazo de 
cinco dias, contado da intimação da decisão dos embargos de declaração.
050. 050. (INSTITUTO CONSULPLAN/2024/PROMOTOR DE JUSTIÇA (MPE SC)) Após uma longa 
disputa judicial, Maria, como parte vencida em um processo civil, decide interpor recurso 
de embargos de declaração contra a decisão proferida pelo Juiz. No recurso, Maria alega 
que a sentença apresenta contradições que precisam ser esclarecidas pelo magistrado.
Julgue o item a seguir.
Se os embargos de declaração forem rejeitados ou alterarem a conclusão do julgamento 
anterior, o recurso interposto pela outra parte antes da publicação do julgamento dos 
embargos de declaração será processado e julgado independentemente de ratificação.
051. 051. (CEBRASPE (CESPE)/2023/ANALISTA (CNMP)/APOIO JURÍDICO/DIREITO) Com relação ao 
processo de execução, aos processos nos tribunais, aos meios de impugnação das decisões 
judiciais e ao mandado de segurança, julgue o próximo item, à luz da jurisprudência dos 
tribunais superiores.
A extinção de embargos de declaração, em razão de desistência manifestada após sua 
interposição, não interrompe o prazo recursal para a parte que dele desistiu.
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GABARITOGABARITO
1. c
2. a
3. b
4. c
5. E
6. C
7. d
8. e
9. a
10. E
11. E
12. C
13. C
14. c
15. a
16. b
17. C
18. C
19. C
20. c
21. E
22. C
23. E
24. b
25. C
26. E
27. E
28. E
29. E
30. E
31. E
32. C
33. E
34. C
35. C
36. E
37. E
38. E
39. E
40. E
41. E
42. C
43. E
44. C
45. C
46. C
47. C
48. C
49. E
50. E
51. C
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GABARITO COMENTADOGABARITO COMENTADO
001. 001. (OAB 44 EXAME/2025) Ricardo propôs a execução de um título executivo extrajudicial 
contra Isabela. Diante da propositura da execução por Ricardo, Isabela apresentou embargos 
à execução. O Magistrado julgou improcedentes os embargos à execução de Isabela que, 
irresignada, interpôs recurso de apelação contra a sentença de improcedência dos embargos à 
execução. Ao receber a apelação interposta por Isabela, o Desembargador relator, integrante 
de Câmara Cível, julgou o recurso monocraticamente, negando provimento à apelação. 
Assinale a opção que apresenta o recurso cabível a ser interposto por Isabela. 
a) Recurso especial, para que seja analisada, pelo Superior Tribunal de Justiça, eventual 
violação de lei federal por ter sido negado provimento à apelação de forma monocrática 
pelo desembargador relator. 
b) Agravo interno, para que seja analisada, pelo Desembargador relator, eventual violação 
de lei federal decorrente de ter sido negado provimento à apelação de forma monocrática 
pelo próprio relator. 
c) Agravo interno, por se tratar de decisão proferida pelo Desembargador relator, a ser 
analisado pelo órgão colegiado da Câmara Cível. 
d) Recurso especial, por se tratar de decisão proferida pelo Desembargador relator, a ser 
analisado pelo órgão colegiado da Câmara Cível.
a/d) Erradas. Antes de interpor recurso especial, faz-se necessário o esgotamento da 
instância ordinária, o que não ocorreu no caso concreto. Repare que o desembargador 
relator decidiu monocraticamente o recurso. E dessa decisão cabe o recurso denominado 
de agravo interno, na forma do art. 1.021 do CPC. 
b) Errada. Quem vai analisar o agravo interno é o órgão colegiado da Câmara. 
c) Certa. Trata-se da literalidade do art. 1.021 do CPC. 
Art. 1.021. Contra decisão proferida pelo relator caberá agravo interno para o respectivo órgão 
colegiado, observadas, quanto ao processamento, as regras do regimento interno do tribunal.
§ 1º Na petição de agravo interno, o recorrente impugnará especificadamente os fundamentos 
da decisão agravada.
§ 2º O agravo será dirigido ao relator, que intimará o agravado para manifestar-se sobre o recurso 
no prazo de 15 (quinze) dias, ao final do qual, não havendo retratação, o relator levá-lo-á a 
julgamento pelo órgão colegiado, com inclusão em pauta.
§ 3º É vedado ao relator limitar-se à reprodução dos fundamentos da decisão agravada para 
julgar improcedente o agravo interno.
§ 4º Quando o agravo interno for declarado manifestamente inadmissível ou improcedente em 
votação unânime, o órgão colegiado, em decisão fundamentada, condenará o agravante a pagar 
ao agravado multa fixada entre um e cinco por cento do valor atualizado da causa.
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§ 5º A interposição de qualquer outro recurso está condicionada ao depósito prévio do valor da 
multa prevista no § 4º, à exceção da Fazenda Pública e do beneficiário de gratuidade da justiça, 
que farão o pagamento ao final.
Letra c.
002. 002. (VUNESP/2022/ADVOGADO (COMPANHIA DOCAS PB)) Assinale a alternativa que possui 
apenas processos de competência originária dos Tribunais.
a) Incidente de assunção de competência, incidente de arguição de inconstitucionalidade 
e conflito de competência.
b) Homologação de decisão estrangeira, mandado de injunção e ação rescisória.
c) Incidente de resolução de demandas repetitivas, mandado de segurança coletivo e 
reclamação.
d) Incidente de assunção de competência, habeas data e homologação de decisão estrangeira.
e) Incidente de arguição de inconstitucionalidade, incidente de desconsideração da 
personalidade jurídica e incidente de resolução de demandas repetitivas.
Vamos comentar cada uma das alternativas e, em seguida, apontar nosso gabarito.
a) Certa. Topograficamente, o incidente de assunção de competência, o incidente de arguição 
de inconstitucionalidade e o conflito de competência estão localizados no Código de Processo 
Civil como processos de competência originária dos tribunais. Estão inseridos no Livro III, 
Título I do CPC, denominado “Da ordem dos processos e dos processos de competênciaoriginária dos tribunais”. Assim, esse é o nosso gabarito.
b) Errada. Aqui, o writ do mandado de injunção não é exclusivamente processo de competência 
originária dos tribunais, podendo existir em casos examinados nos juízos de piso (1º grau). 
Já, a homologação de decisão estrangeira e a ação rescisória são processos de competência 
originária dos Tribunais disciplinados no Livro III, Título I do Código de Processo Civil.
c) Errada. O mandado de segurança não é ação de competência exclusiva originária dos 
tribunais. Já, o incidente de resolução de demandas repetitivas e a reclamação são ações 
da competência originária dos Tribunais, previstas no Livro III, Título I do Código de Processo 
Civil.
d) Errada. Assim como o mandado de segurança explicado acima, o habeas data não é ação 
da competência originária dos Tribunais.
e) Errada. O incidente de desconsideração da personalidade jurídica não é processo da 
competência originária dos Tribunais, nos termos do art. 134 do Código de Processo Civil:
Art. 134. O incidente de desconsideração é cabível em todas as fases do processo de conhecimento, 
no cumprimento de sentença e na execução fundada em título executivo extrajudicial.
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§ 1º A instauração do incidente será imediatamente comunicada ao distribuidor para as anotações 
devidas.
§ 2º Dispensa-se a instauração do incidente se a desconsideração da personalidade jurídica for 
requerida na petição inicial, hipótese em que será citado o sócio ou a pessoa jurídica.
§ 3º A instauração do incidente suspenderá o processo, salvo na hipótese do § 2º.
§ 4º O requerimento deve demonstrar o preenchimento dos pressupostos legais específicos 
para desconsideração da personalidade jurídica. (Grifo nosso)
Letra a.
003. 003. (CEBRASPE/2023/PROCURADOR DO MUNICÍPIO DE SÃO PAULO (PGM SP)) Assinale a 
opção que indica o procedimento a ser instaurado na hipótese de relevante questão de 
direito em que seja conveniente a prevenção ou a composição de divergência entre câmaras 
ou turmas do tribunal.
a) incidente de arguição de inconstitucionalidade
b) incidente de assunção de competência
c) incidente de resolução de demandas repetitivas
d) procedimento de julgamento estendido do recurso
e) procedimento de conflito de competência
Para resolver a questão, vamos fazer a leitura do art. 947 do Código de Processo Civil:
caPÍtulo iiicaPÍtulo iii
Do iNciDeNte De assuNÇÃo De coMPetÊNciaDo iNciDeNte De assuNÇÃo De coMPetÊNcia
Art. 947. É admissível a assunção de competência quando o julgamento de recurso, de remessa 
necessária ou de processo de competência originária envolver relevante questão de direito, com 
grande repercussão social, sem repetição em múltiplos processos.
§ 1º Ocorrendo a hipótese de assunção de competência, o relator proporá, de ofício ou a 
requerimento da parte, do Ministério Público ou da Defensoria Pública, que seja o recurso, a 
remessa necessária ou o processo de competência originária julgado pelo órgão colegiado que 
o regimento indicar.
§ 2º O órgão colegiado julgará o recurso, a remessa necessária ou o processo de competência 
originária se reconhecer interesse público na assunção de competência.
§ 3º O acórdão proferido em assunção de competência vinculará todos os juízes e órgãos 
fracionários, exceto se houver revisão de tese.
§ 4º Aplica-se o disposto neste artigo quando ocorrer relevante questão de direito a respeito 
da qual seja conveniente a prevenção ou a composição de divergência entre câmaras ou turmas 
do tribunal. (Grifo nosso)
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Por meio desta leitura, já é possível saber que o gabarito é o da letra b. Entretanto, vamos 
verificar as demais alternativas.
a) Errada. De acordo com Elpídio Donizetti, o
sistema brasileiro admite duas formas de controle da constitucionalidade: o controle concentrado 
e o controle difuso. O controle concentrado ou abstrato é exercido sobre a lei em tese por meio 
da ação direta de inconstitucionalidade e da ação declaratória de constitucionalidade. Para a 
ação direta de inconstitucionalidade, tem legitimidade uma das pessoas ou órgãos enumerados 
no art. 103, caput, da Constituição de República, e o julgamento compete ao Supremo Tribunal 
Federal e aos Tribunais de Justiça dos Estados, a depender do parâmetro adotado: Constituição 
Federal ou Constituição Estadual. A legitimidade para a ação declaratória de constitucionalidade, 
conforme estabelecia o art. 103, § 4º, da CF, era restrita ao Presidente da República, Mesa do 
Senado Federal, Mesa da Câmara dos Deputados ou Procurador-Geral da República. Contudo, a 
EC n. 45/2004 conferiu novo tratamento à matéria, igualando o rol de legitimados da ADI e da 
ADC, nos termos do art. 103, caput, da CF. O controle difuso ou incidental é exercido pelo órgão 
(monocrático ou colegiado) judicial, a quem compete o julgamento do caso concreto. Quando o 
juiz, no julgamento de demanda, afasta a aplicação de lei ou de ato normativo do Poder Público 
por considerá-los inconstitucionais, está exercendo o controle difuso. É esse o tipo de controle 
que o CPC regula.
b) Certa. Nosso gabarito já comentado. De acordo com Elpídio Donizetti:
o incidente de assunção de competência, previsto no art. 555, § 1º, do CPC/1973 e no art. 947 
do CPC/2015, permite que o relator submeta o julgamento de determinada causa ao órgão 
colegiado de maior abrangência dentro do tribunal, conforme dispuser o regimento interno. A 
causa deve envolver relevante questão de direito, com grande repercussão social, de forma a 
justificar a apreciação pelo plenário, órgão especial ou outro órgão previsto no regimento interno 
para assumir a competência para julgamento do feito.
c) Errada. Segundo, Marcus Vinícius Rios Gonçalves, trata-se
do incidente regulado nos arts. 976 e ss. do CPC, que será admitido quando houver efetiva 
repetição de processos que contenham controvérsia sobre a mesma questão jurídica, com risco 
de ofensa ao princípio da isonomia ou segurança jurídica. Nos termos do art. 982, II, admitido o 
incidente, o relator suspenderá os processos pendentes, individuais ou coletivos, que tramitam 
no Estado ou na região em que o incidente corre. A suspensão abrangerá os processos que versem 
sobre a mesma questão jurídica. Caso haja necessidade, a tutela provisória será requerida ao 
juízo onde tramita o processo suspenso. Além disso, é possível a qualquer interessado solicitar 
ao STF ou STJ a suspensão de todos os processos individuais ou coletivos que versem sobre a 
mesma questão jurídica, em todo o território nacional (art. 982, § 3º).
d) Errada. De acordo com Daniel Amorim Assumpção das Neves, nos
termos do caput do art. 942 do Novo CPC, não sendo unânime o julgamento da apelação, o 
julgamento terá prosseguimento em sessão a ser designada com a presença de outros julgadores, a 
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serem convocados nos termos previamente definidos no regimento interno, em número suficiente 
para garantir a possibilidade de inversão do resultado inicial, sendo assegurado às partes e a 
eventuais terceiros o direito de sustentar oralmente suas razões perante os novos julgadores.
e) Errada. Ainda de acordo com Daniel Amorim Assumpção das Neves, o
conflito somente passará a existir a partir do momento em que dois ou mais juízes tenham 
proferido nos autos determinações divergentes, criando um verdadeiro conflito entre eles, 
sendo nesse sentido a expressa previsão do art. 66, II do Novo CPC, ao exigir que os juízes 
atribuam um ao outro a competência. A necessidade dessas decisões conflitantes impede a 
suscitação de conflito de competência quando a exceção de incompetência é acolhida e o juízo 
que recebe o processo entende ser relativamente incompetente para a demanda. Não poderá 
existir uma nova exceção (preclusão consumativa) e sendo a incompetência relativa, não poderá 
o juiz declará-la de ofício. Dessa forma, ainda que se entenda incompetente, o processo seguirá 
normalmente perante o juízo que recebeu o processo. É evidente que não se pode falar em 
conflito de competência em hipóteses nas quais a divergência se verifica entre dois órgãos que 
mantenham uma relação de superioridade/inferioridade hierárquica. Nesses casos, o órgão que 
seja superior hierarquicamente julgará o processo.
Letra b.
004. 004. (FGV/2022/PROMOTOR DE JUSTIÇA (MPE GO)/61º) A técnica de julgamento estendido, 
estabelecida pelo Art. 942 do CPC/2015, é aplicável:
a) à apelação, apenas quando houver reforma do julgado, por maioria;
b) à ação rescisória, independentemente do resultado;
c) ao agravo de instrumento, quando houver reforma da decisão que julgar parcialmente 
o mérito;
d) nas hipóteses de remessa necessária, quando houver reforma do julgado, por maioria;
e) ao incidente de resolução de demandas repetitivas e ao incidente de assunção de 
competência.
Vamos à necessária leitura do art. 942 do Código de Processo Civil para conseguirmos 
resolver a questão.
Art. 942. Quando o resultado da apelação for não unânime, o julgamento terá prosseguimento 
em sessão a ser designada com a presença de outros julgadores, que serão convocados nos 
termos previamente definidos no regimento interno, em número suficiente para garantir a 
possibilidade de inversão do resultado inicial, assegurado às partes e a eventuais terceiros o 
direito de sustentar oralmente suas razões perante os novos julgadores.
§ 1º Sendo possível, o prosseguimento do julgamento dar-se-á na mesma sessão, colhendo-se 
os votos de outros julgadores que porventura componham o órgão colegiado.
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§ 2º Os julgadores que já tiverem votado poderão rever seus votos por ocasião do prosseguimento 
do julgamento.
§ 3º A técnica de julgamento prevista neste artigo aplica-se, igualmente, ao julgamento não 
unânime proferido em:
I – ação rescisória, quando o resultado for a rescisão da sentença, devendo, nesse caso, seu 
prosseguimento ocorrer em órgão de maior composição previsto no regimento interno;
II – agravo de instrumento, quando houver reforma da decisão que julgar parcialmente o mérito.
§ 4º Não se aplica o disposto neste artigo ao julgamento:
I – do incidente de assunção de competência e ao de resolução de demandas repetitivas;
II – da remessa necessária;
III – não unânime proferido, nos tribunais, pelo plenário ou pela corte especial.
Agora, podemos comentar cada uma das assertivas.
a) Errada. De acordo com o art. 942, caput, do Código de Processo Civil. É cabível quando 
o resultado qualquer que seja ele não for unânime.
b) Errada. De acordo com o art. 942, § 3º, I, do Código de Processo Civil. Aplica-se apenas 
quando o resultado for a rescisão da sentença.
c) Certa. De acordo com o art. 942, § 3º, II, do Código de Processo Civil, sendo este o nosso 
gabarito.
d) Errada. De acordo com o art. 942, § 4º, II, do Código de Processo Civil. Não se aplica na 
remessa necessária.
e) Errada. De acordo com o art. 942, § 4º, I, do Código de Processo Civil. Também não se 
aplica ao IRDR e ao IAC.
Letra c.
005. 005. (CEBRASPE/2023/PROMOTOR DE JUSTIÇA (MPE SC)/43º CONCURSO PÚBLICO) Conforme 
a teoria do precedente e as técnicas processuais utilizadas para a uniformização de 
jurisprudência, julgue o item seguinte.
Ao estabelecer um microssistema de tutela de demandas de massa, o Código de Processo 
Civil expressamente trata como julgamento de casos repetitivos as decisões proferidas 
nos incidentes de assunção de competência e de resolução de demandas repetitivas e nos 
recursos especial e extraordinário repetitivos.
Para resolver a questão, necessário se faz ler o art. 928 do Código de Processo Civil:
Art. 928. Para os fins deste Código, considera-se julgamento de casos repetitivos a decisão 
proferida em:
I – incidente de resolução de demandas repetitivas;
II – recursos especial e extraordinário repetitivos.
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Parágrafo único. O julgamento de casos repetitivos tem por objeto questão de direito material 
ou processual.
Como se pode perceber por meio da leitura do texto legal, o Código de Processo Civil 
estabelece um microssistema de tutela de demandas de massa no art. 928, tratando 
como julgamento de casos repetitivos as decisões proferidas no incidente de resolução 
de demandas repetitivas e os recursos especial e extraordinário repetitivos. As decisões 
proferidas nos incidentes de assunção de competência, no entanto, não são tratadas como 
casos repetitivos.
Portanto, está errada a assertiva.
Art. 947. É admissível a assunção de competência quando o julgamento de recurso, de remessa 
necessária ou de processo de competência originária envolver relevante questão de direito, com 
grande repercussão social, sem repetição em múltiplos processos.
Errado.
006. 006. (QUADRIX/2023/CRA-PE/ADVOGADO) Conforme as disposições do Código de Processo 
Civil a respeito dos processos nos tribunais e dos meios de impugnação das decisões judiciais, 
julgue o item.
É admissível a assunção de competência quando o julgamento de recurso, de remessa 
necessária ou de processo de competência originária envolver relevante questão de direito, 
com grande repercussão social, sem repetição em múltiplos processos.
Para resolver a questão, é importante ler o art. 947 do Código de Processo Civil:
caPÍtulo iiicaPÍtulo iii
Do iNciDeNte De assuNÇÃo De coMPetÊNciaDo iNciDeNte De assuNÇÃo De coMPetÊNcia
Art. 947. É admissível a assunção de competência quando o julgamento de recurso, de remessa 
necessária ou de processo de competência originária envolver relevante questão de direito, com 
grande repercussão social, sem repetição em múltiplos processos.
§ 1º Ocorrendo a hipótese de assunção de competência, o relator proporá, de ofício ou a 
requerimento da parte, do Ministério Público ou da Defensoria Pública, que seja o recurso, a 
remessa necessária ou o processo de competência originária julgado pelo órgão colegiado que 
o regimento indicar.
§ 2º O órgão colegiado julgará o recurso,a remessa necessária ou o processo de competência 
originária se reconhecer interesse público na assunção de competência.
§ 3º O acórdão proferido em assunção de competência vinculará todos os juízes e órgãos 
fracionários, exceto se houver revisão de tese.
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§ 4º Aplica-se o disposto neste artigo quando ocorrer relevante questão de direito a respeito 
da qual seja conveniente a prevenção ou a composição de divergência entre câmaras ou turmas 
do tribunal. (Grifo nosso)
A questão é bem simples e cobra conhecimentos sobre o texto legal. Aliás, a assertiva é 
cópia literal do referido dispositivo. Com isso, está certa a assertiva.
Certo.
007. 007. (FGV/2024/TJ-SC/JUIZ SUBSTITUTO) No que concerne à ação rescisória, é correto 
afirmar que:
a) pode ter como causa de pedir o fato de a decisão rescindenda ter sido proferida por juiz 
suspeito;
b) o prazo para o seu ajuizamento é de dois anos a partir da prolação da decisão meritória 
no feito primitivo;
c) o seu ajuizamento pressupõe a comprovação de plano dos fatos alegados na petição inicial;
d) é lícito ao seu autor requerer a concessão de tutela provisória que importe na suspensão 
da eficácia executiva da decisão rescindenda;
e) residindo a causa de pedir na alegada ofensa à coisa julgada, caso o tribunal acolha o 
pedido de rescisão, caber-lhe-á, na sequência, rejulgar a causa originária.
Vamos comentar cada uma das alternativas:
a) Errada. De acordo com o art. 966 do Código de Processo Civil:
Art. 966. A decisão de mérito, transitada em julgado, pode ser rescindida quando:
I – se verificar que foi proferida por força de prevaricação, concussão ou corrupção do juiz;
II – for proferida por juiz impedido ou por juízo absolutamente incompetente.
O dispositivo prevê apenas o impedimento e a alternativa fala em suspeição.
b) Errada. De acordo com o art. 975, caput, do Código de Processo Civil:
Art. 975. O direito à rescisão se extingue em 2 (dois) anos contados do trânsito em julgado da 
última decisão proferida no processo.
O prazo é contado da última decisão proferida.
c) Errada. De acordo com o art. 972, caput, do Código de Processo Civil:
Art. 972. Se os fatos alegados pelas partes dependerem de prova, o relator poderá delegar a 
competência ao órgão que proferiu a decisão rescindenda, fixando prazo de 1 (um) a 3 (três) 
meses para a devolução dos autos.
Não pressupõe, portanto, a comprovação de plano dos fatos alegado na petição inicial. 
Admite-se que a prova seja produzida no procedimento.
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d) Certa. Sendo este o nosso gabarito. O fundamento está no art. 969, caput, do Código 
de Processo Civil:
Art. 969. A propositura da ação rescisória não impede o cumprimento da decisão rescindenda, 
ressalvada a concessão de tutela provisória.
e) Errada. De acordo com o art. 968, inciso I, e art. 974, ambos, do Código de Processo Civil:
Art. 968. A petição inicial será elaborada com observância dos requisitos essenciais do art. 319, 
devendo o autor:
I – cumular ao pedido de rescisão, se for o caso, o de novo julgamento do processo.
(...)
Art. 974. Julgando procedente o pedido, o tribunal rescindirá a decisão, proferirá, se for o caso, 
novo julgamento e determinará a restituição do depósito a que se refere o inciso II do art. 968.
O rejulgamento ocorrerá, se for o caso, como prevê o art. 974 do CPC.
Letra d.
008. 008. (FGV/2022/MPE-GO/PROMOTOR DE JUSTIÇA SUBSTITUTO) Em ação judicial com dois 
pedidos distintos, um de obrigação de fazer e um indenizatório, após as partes requererem 
as provas a serem produzidas, foi proferida decisão parcial de mérito, julgando procedente 
pedido que envolve obrigação ilíquida.
Diante dessa situação jurídica, é correto afirmar que a decisão parcial de mérito:
a) não pode contemplar obrigação ilíquida;
b) pode ser liquidada provisoriamente, mas sua execução depende de caução;
c) limita-se à hipótese de pedidos incontroversos;
d) será impugnável em preliminar de apelação cível;
e) pode ser objeto de ação rescisória, no prazo legal.
A questão, para ser resolvida, precisa da leitura dos arts. 356 e 966 do Código de Processo 
Civil:
seção iiiseção iii
Do Julgamento antecipado Parcial do MéritoDo Julgamento antecipado Parcial do Mérito
Art. 356. O juiz decidirá parcialmente o mérito quando um ou mais dos pedidos formulados ou 
parcela deles:
I – mostrar-se incontroverso;
II – estiver em condições de imediato julgamento, nos termos do art. 355.
§ 1º A decisão que julgar parcialmente o mérito poderá reconhecer a existência de obrigação 
líquida ou ilíquida.
§ 2º A parte poderá liquidar ou executar, desde logo, a obrigação reconhecida na decisão que 
julgar parcialmente o mérito, independentemente de caução, ainda que haja recurso contra 
essa interposto.
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§ 3º Na hipótese do § 2º, se houver trânsito em julgado da decisão, a execução será definitiva.
§ 4º A liquidação e o cumprimento da decisão que julgar parcialmente o mérito poderão ser 
processados em autos suplementares, a requerimento da parte ou a critério do juiz.
§ 5º A decisão proferida com base neste artigo é impugnável por agravo de instrumento.
(...)
caPÍtulo viicaPÍtulo vii
Da aÇÃo rescisÓriaDa aÇÃo rescisÓria
Art. 966. A decisão de mérito, transitada em julgado, pode ser rescindida quando:
I – se verificar que foi proferida por força de prevaricação, concussão ou corrupção do juiz;
II – for proferida por juiz impedido ou por juízo absolutamente incompetente;
III – resultar de dolo ou coação da parte vencedora em detrimento da parte vencida ou, ainda, 
de simulação ou colusão entre as partes, a fim de fraudar a lei;
IV – ofender a coisa julgada;
V – violar manifestamente norma jurídica;
VI – for fundada em prova cuja falsidade tenha sido apurada em processo criminal ou venha a 
ser demonstrada na própria ação rescisória;
VII – obtiver o autor, posteriormente ao trânsito em julgado, prova nova cuja existência ignorava 
ou de que não pôde fazer uso, capaz, por si só, de lhe assegurar pronunciamento favorável;
VIII – for fundada em erro de fato verificável do exame dos autos.
§ 1º Há erro de fato quando a decisão rescindenda admitir fato inexistente ou quando considerar 
inexistente fato efetivamente ocorrido, sendo indispensável, em ambos os casos, que o fato não 
represente ponto controvertido sobre o qual o juiz deveria ter se pronunciado.
§ 2º Nas hipóteses previstas nos incisos do caput, será rescindível a decisão transitada em julgado 
que, embora não seja de mérito, impeça:
I – nova propositura da demanda; ou
II – admissibilidade do recurso correspondente.
§ 3º A ação rescisória pode ter por objeto apenas 1 (um) capítulo da decisão.
§ 4º Os atos de disposição de direitos, praticados pelas partes ou por outros participantes doprocesso e homologados pelo juízo, bem como os atos homologatórios praticados no curso da 
execução, estão sujeitos à anulação, nos termos da lei.
§ 5º Cabe ação rescisória, com fundamento no inciso V do caput deste artigo, contra decisão 
baseada em enunciado de súmula ou acórdão proferido em julgamento de casos repetitivos 
que não tenha considerado a existência de distinção entre a questão discutida no processo e 
o padrão decisório que lhe deu fundamento. (Incluído pela Lei n. 13.256, de 2016) (Vigência)
§ 6º Quando a ação rescisória fundar-se na hipótese do § 5º deste artigo, caberá ao autor, sob 
pena de inépcia, demonstrar, fundamentadamente, tratar-se de situação particularizada por 
hipótese fática distinta ou de questão jurídica não examinada, a impor outra solução jurídica. 
(Incluído pela Lei n. 13.256, de 2016) (Vigência)
Assim, podemos comentar cada uma das alternativas:
a) Errada. De acordo com o art. 356, § 1º, do Código de Processo Civil. A decisão parcial de 
mérito pode contemplar obrigação ilíquida, na forma do art. 356, § 1º, CPC.
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b) Errada. de acordo com o art. 356, § 2º, do Código de Processo Civil. Não depende de caução.
c) Errada. De acordo com o art. 356, inciso II, do Código de Processo Civil. Não fica restrita 
aos pedidos incontroversos.
d) Errada. De acordo com o art. 356, § 5º, do Código de Processo Civil. O recurso é o agravo 
de instrumento.
e) Certa. Sendo este o nosso gabarito. O fundamento está no art. 966 do Código de Processo 
Civil.
Letra e.
009. 009. (FGV/2021/IMBEL/ADVOGADO – REAPLICAÇÃO) A respeito da ação rescisória, assinale 
a afirmativa correta.
a) Pode ser utilizada para atacar a decisão transitada em julgado que, embora não seja de 
mérito, impeça a propositura de nova demanda.
b) Tem, como uma de suas hipóteses de cabimento, a decisão de mérito ter sido proferida 
por juiz suspeito ou impedido, ou por juízo absolutamente incompetente.
c) Caso proposta a rescisória perante tribunal incompetente, o processo será extinto sem 
análise do mérito, diante das peculiaridades procedimentais dessa ação.
d) O direito à rescisão se extingue em 2 (dois) anos contados do trânsito em julgado de 
cada capítulo da sentença.
e) A propositura da ação rescisória não impede o cumprimento da decisão rescindenda, 
ressalvada a concessão de tutela provisória com a apresentação de garantia pelo requerente 
desta.
Vamos comentar cada uma das alternativas.
a) Certa. Sendo este o nosso gabarito. O fundamento está no art. 966, § 2º, do Código de 
Processo Civil:
Art. 966. A decisão de mérito, transitada em julgado, pode ser rescindida quando:
§ 2º Nas hipóteses previstas nos incisos do caput, será rescindível a decisão transitada em julgado 
que, embora não seja de mérito, impeça:
I – nova propositura da demanda;
b) Errada. De acordo com o art. 966 do Código de Processo Civil:
Art. 966. A decisão de mérito, transitada em julgado, pode ser rescindida quando: 
II – for proferida por juiz impedido ou por juízo absolutamente incompetente;
c) Errada. De acordo com o art. 968, § 5º, do Código de Processo Civil:
Art. 968. A petição inicial será elaborada com observância dos requisitos essenciais do art. 319, 
devendo o autor:
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§ 5º Reconhecida a incompetência do tribunal para julgar a ação rescisória, o autor será intimado 
para emendar a petição inicial, a fim de adequar o objeto da ação rescisória, quando a decisão 
apontada como rescindenda:
I – não tiver apreciado o mérito e não se enquadrar na situação prevista no § 2º do art. 966;
II – tiver sido substituída por decisão posterior.
Ocorrerá intimação para emenda da inicial e não a extinção sem análise do mérito.
d) Errada. De acordo com o art. 975 do Código de Processo Civil:
Art. 975. O direito à rescisão se extingue em 2 (dois) anos contados do trânsito em julgado da 
última decisão proferida no processo.
O prazo é contado da última decisão proferida no processo.
e) Errada. De acordo com o art. 969 do Código de Processo Civil:
Art. 969. A propositura da ação rescisória não impede o cumprimento da decisão rescindenda, 
ressalvada a concessão de tutela provisória.
Percebeu que não há a exigência de prestação de garantia? Esse é o erro da questão.
Letra a.
010. 010. (CESPE/CEBRASPE/2023/MPE-SC/PROMOTOR DE JUSTIÇA SUBSTITUTO (FASE MATUTINA)) 
Em relação aos processos nos tribunais e aos meios de impugnação das decisões judiciais 
no direito processual civil, julgue o próximo item conforme a jurisprudência do STJ.
A ação rescisória fundada em violação literal de lei é instrumento judicial idôneo para adequar 
sentença judicial transitada em julgado a posterior alteração jurisprudencial referente à 
interpretação de lei federal.
A questão é solucionada por meio do verbete da Súmula n.º 343 do Supremo Tribunal 
Federal – STF e do Tema n.º 136 da Tese de Repercussão Geral, também, do STF:
JURISPRUDÊNCIA
Súmula 343 do STF: Não cabe ação rescisória por ofensa a literal disposição de lei, 
quando a decisão rescindenda se tiver baseado em texto legal de interpretação 
controvertida nos tribunais.
Tema n.º 136 de Repercussão Geral: Não cabe ação rescisória quando o julgado estiver 
em harmonia com o entendimento firmado pelo Plenário do Supremo à época da 
formalização do acórdão rescindendo, ainda que ocorra posterior superação do 
precedente.
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Dessa forma, a ação rescisória fundada em violação literal de lei não é instrumento 
judicial idôneo para adequar sentença judicial transitada em julgado a posterior alteração 
jurisprudencial referente à interpretação de lei federal.
Assim, a assertiva está errada.
Errado.
011. 011. (CESPE/CEBRASPE/2023/TCE-RJ/PROCURADOR DO MINISTÉRIO PÚBLICO) Julgue o 
item seguinte, referentes a normas processuais, jurisdição e competência, atos processuais, 
deveres das partes e tutela provisória no processo civil.
A legislação processual autoriza o ajuizamento de ação rescisória no prazo de dois anos para 
revisar decisão estabilizada por tutela provisória antecipada antecedente que tenha atingido 
essa situação processual devido à não interposição de recurso pela parte interessada no 
momento oportuno.
A resposta para a assertiva está no art. 304, § 6º, do Código de Processo Civil:
Art. 304. A tutela antecipada, concedida nos termos do art. 303, torna-se estável se da decisão 
que a conceder não for interposto o respectivo recurso.
§ 2º Qualquer das partes poderá demandar a outra com o intuito de rever, reformar ou invalidar 
a tutela antecipada estabilizada nos termos do caput.
§ 6º A decisão que concede a tutela não fará coisa julgada, mas a estabilidade dos respectivos 
efeitos só será afastada por decisão que a revir, reformar ou invalidar, proferida em ação ajuizada 
poruma das partes, nos termos do § 2º deste artigo.
A assertiva está errada com base na leitura do texto legal. Afinal, a decisão que concede a 
tutela antecipada não faz coisa julgada, devendo ser ajuizada ação diferente da rescisória 
para desconstituir seus efeitos. Assim, apesar de o prazo também ser 2 anos, não é ação 
rescisória.
Errado.
012. 012. (CESPE/CEBRASPE/2022/DPE-RS/DEFENSOR PÚBLICO) Com relação à ação rescisória 
prevista no Código de Processo Civil, julgue o item a seguir.
O direito à rescisão se extingue em dois anos e, no caso de rescisão fundada em prova nova, 
de existência ignorada, obtida após o trânsito em julgado, o termo inicial desse prazo será 
a descoberta da prova nova, observado o prazo máximo de cinco anos, contado do trânsito 
em julgado da última decisão proferida no processo.
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Para resolver a questão, necessário se faz ler os arts. 966 e 975 do Código de Processo Civil:
caPÍtulo viicaPÍtulo vii
Da aÇÃo rescisÓriaDa aÇÃo rescisÓria
Art. 966. A decisão de mérito, transitada em julgado, pode ser rescindida quando:
VII – obtiver o autor, posteriormente ao trânsito em julgado, prova nova cuja existência ignorava 
ou de que não pôde fazer uso, capaz, por si só, de lhe assegurar pronunciamento favorável;
VIII – for fundada em erro de fato verificável do exame dos autos.
Art. 975. O direito à rescisão se extingue em 2 (dois) anos contados do trânsito em julgado da 
última decisão proferida no processo.
§ 1º Prorroga-se até o primeiro dia útil imediatamente subsequente o prazo a que se refere o 
caput, quando expirar durante férias forenses, recesso, feriados ou em dia em que não houver 
expediente forense.
§ 2º Se fundada a ação no inciso VII do art. 966, o termo inicial do prazo será a data de descoberta 
da prova nova, observado o prazo máximo de 5 (cinco) anos, contado do trânsito em julgado da 
última decisão proferida no processo.
§ 3º Nas hipóteses de simulação ou de colusão das partes, o prazo começa a contar, para o terceiro 
prejudicado e para o Ministério Público, que não interveio no processo, a partir do momento em 
que têm ciência da simulação ou da colusão. (Grifo nosso)
Por meio da leitura do texto legal, podemos constatar que a assertiva está certa.
Certo.
013. 013. (CESPE/CEBRASPE/2022/DPE-RS/DEFENSOR PÚBLICO) Com relação à ação rescisória 
prevista no Código de Processo Civil, julgue o item a seguir.
É inadmissível ação rescisória com fundamento em violação manifesta de norma jurídica 
quando a decisão rescindenda estiver amparada em norma jurídica de interpretação 
controvertida nos tribunais ao tempo em que tenha sido prolatada.
Olhe só que interessante. Temos, mais uma vez, uma questão sendo resolvida com os 
mesmos fundamentos de outra. Sinal de que o tema é queridinho dos examinadores. 
Vejamos, novamente, o verbete da Súmula n.º 343 do Supremo Tribunal Federal – STF e do 
Tema n.º 136 da Tese de Repercussão Geral, também, do STF:
JURISPRUDÊNCIA
Súmula 343 do STF: Não cabe ação rescisória por ofensa a literal disposição de lei, 
quando a decisão rescindenda se tiver baseado em texto legal de interpretação 
controvertida nos tribunais.
Tema n.º 136 de Repercussão Geral: Não cabe ação rescisória quando o julgado estiver 
em harmonia com o entendimento firmado pelo Plenário do Supremo à época da 
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formalização do acórdão rescindendo, ainda que ocorra posterior superação do 
precedente.
A assertiva está certa com base nessa fundamentação exposta.
Certo.
014. 014. (FGV/2023/NOTÁRIO E REGISTRADOR (TJ SE)/PROVIMENTO) A empresa A manejou 
reclamação para garantir a observância da decisão do Supremo Tribunal Federal proferida 
em sede de ação direta de constitucionalidade, pois o Tribunal estadual não aplicou a tese 
jurídica firmada pelo Supremo Tribunal Federal no caso concreto. A reclamação foi dirigida 
ao Supremo Tribunal Federal.
Considerando essa situação hipotética, é correto afirmar que:
a) por se tratar de reclamação para garantir a autoridade de decisão do Supremo Tribunal 
Federal em controle concentrado de constitucionalidade, esta pressupõe o esgotamento 
das instâncias ordinárias;
b) por ter natureza de recurso, o relator do Supremo Tribunal Federal determinará a intimação 
do beneficiário da decisão impugnada para apresentar sua resposta no prazo de cinco dias;
c) como o Ministério Público não figura como reclamante, terá vista do processo por cinco 
dias após o decurso do prazo para informações e para o oferecimento da contestação pelo 
beneficiário do ato impugnado;
d) não será admitida a manifestação de outros interessados para impugnar o pedido do 
reclamante, com exceção do autor do ato impugnado e daquele a quem o ato beneficiar;
e) ao julgar procedente a reclamação, o Supremo Tribunal Federal cassará a decisão 
impugnada, não podendo determinar outra medida adequada à solução da controvérsia.
Vamos comentar cada uma das alternativas.
a) Errada. De acordo com o art. 988, § 5º, inciso II, do CPC e da Jurisprudência do Supremo 
Tribunal Federal – STF não se pressupõe o esgotamento das instâncias ordinárias:
JURISPRUDÊNCIA
Ementa: CONSTITUCIONAL E PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO INTERNO NA RECLAMAÇÃO. 
DESRESPEITO A SÚMULA VINCULANTE. DESNECESSIDADE DE ESGOTAMENTO DA 
INSTÂNCIA ORDINÁRIA. LEGITIMIDADE ATIVA DO RECLAMANTE CONFIGURADA. REAJUSTE 
CONCEDIDO PELA DEFENSORIA PÚBLICA AOS SEUS MEMBROS POR INTERMÉDIO DE 
RESOLUÇÃO E SOB O FUNDAMENTO DA SIMETRIA, CONFIRMADO POSTERIORMENTE 
PELO PODER JUDICIÁRIO. VIOLAÇÃO À SÚMULA VINCULANTE 37. RECURSO DE AGRAVO 
DESPROVIDO. 1. Não há necessidade de esgotamento da instância ordinária nos casos 
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em que se aponta como paradigma de controle (i) decisão proferida no âmbito do 
controle concentrado ou (ii) Súmula Vinculante, conforme se extrai do art. 988, § 5º, 
II, do CPC. O Estado Reclamante, ora Recorrido, figurou como parte no processo da 
origem, sendo contra ele dirigido o comando judicial em termos finais, fato suficiente 
para caracterizar sua Legitimidade Ativa. Preliminares afastadas. 2. Viola a Súmula 
Vinculante 37 a concessão de reajuste, sem previsão legal, dos subsídios de Defensores 
Públicos por intermédio de ato administrativo confirmado judicialmente, seja sob a 
invocação do princípio da isonomia, da simetria ou da paridade. 3. Não há discussão, 
no presente caso, sobre o direito ao reajuste em si, reconhecendo-se unicamente a 
inadequação da via eleita na origem, diante da não observância do Devido Processo 
Legislativo, já que o “aumento de vencimentos de servidores depende de Lei” (RE 
592.317 RG, Rel. Min. GILMAR MENDES, Pleno, DJe de 10/11/2014). 4. Recurso de 
Agravo a que se nega provimento.
(Rcl 33102 AgR, Relator(a): ALEXANDRE DE MORAES, Primeira Turma, julgadoem 23-05-
2022, PROCESSO ELETRÔNICO DJe-155 DIVULG 04-08-2022 PUBLIC 05-08-2022)
b) Errada. De acordo com o art. 989, inciso III, do CPC:
Art. 989. Ao despachar a reclamação, o relator:
I – requisitará informações da autoridade a quem for imputada a prática do ato impugnado, que 
as prestará no prazo de 10 (dez) dias;
II – se necessário, ordenará a suspensão do processo ou do ato impugnado para evitar dano 
irreparável;
III – determinará a citação do beneficiário da decisão impugnada, que terá prazo de 15 (quinze) 
dias para apresentar a sua contestação. (Grifo nosso)
Possui natureza jurídica de ação e o prazo é de 15 dias.
c) Certa. Sendo este o nosso gabarito. O fundamento está no art. do 991 CPC:
Art. 991. Na reclamação que não houver formulado, o Ministério Público terá vista do processo por 
5 (cinco) dias, após o decurso do prazo para informações e para o oferecimento da contestação 
pelo beneficiário do ato impugnado. (Grifo nosso)
d) Errada. De acordo com o art. 990 do CPC:
Art. 990. Qualquer interessado poderá impugnar o pedido do reclamante.
Dessa forma, qualquer interessado poderá impugnar o pedido.
e) Errada. De acordo com o art. 992 do CPC:
Art. 992. Julgando procedente a reclamação, o tribunal cassará a decisão exorbitante de seu 
julgado ou determinará medida adequada à solução da controvérsia.
Letra c.
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015. 015. (FGV/2022/AGE-MG/PROCURADOR DO ESTADO) O juiz de primeiro grau, no curso do 
cumprimento de uma sentença condenatória transitada em julgado, tomou conhecimento da 
propositura de uma ação rescisória tendo por objeto o mesmo título judicial. Antes mesmo 
que a petição inicial da ação impugnativa autônoma fosse despachada, o magistrado de 
primeira instância determinou a suspensão do processamento da fase executiva.
Nesse cenário, é correto afirmar que a decisão de suspensão é impugnável por
a) reclamação.
b) recurso especial.
c) agravo interno.
d) ação rescisória.
e) apelação.
Para podermos solucionar a questão, necessário se faz ler alguns dispositivos do CPC. 
Vejamos:
Art. 299. A tutela provisória será requerida ao juízo da causa e, quando antecedente, ao juízo 
competente para conhecer do pedido principal.
Parágrafo único. Ressalvada disposição especial, na ação de competência originária de tribunal e 
nos recursos a tutela provisória será requerida ao órgão jurisdicional competente para apreciar 
o mérito.
Art. 969. A propositura da ação rescisória não impede o cumprimento da decisão rescindenda, 
ressalvada a concessão de tutela provisória.
caPÍtulo iXcaPÍtulo iX
Da reclaMaÇÃoDa reclaMaÇÃo
Art. 988. Caberá reclamação da parte interessada ou do Ministério Público para:
I – preservar a competência do tribunal;
II – garantir a autoridade das decisões do tribunal;
III – garantir a observância de enunciado de súmula vinculante e de decisão do Supremo Tribunal 
Federal em controle concentrado de constitucionalidade; (Redação dada pela Lei n. 13.256, de 
2016) (Vigência)
IV – garantir a observância de acórdão proferido em julgamento de incidente de resolução de 
demandas repetitivas ou de incidente de assunção de competência; (Redação dada pela Lei n. 
13.256, de 2016) (Vigência)
Assim, por meio da leitura conjugada destes dispositivos legais, entende-se que a competência 
a ser preservada é a do Tribunal. Com isso, é cabível a reclamação (letra a) como instrumento 
para tal desiderato.
Letra a.
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016. 016. (FGV/2022/TCE-TO/ANALISTA TÉCNICO – DIREITO) Proferida sentença que condenou 
Caio a pagar a Tício determinada soma em dinheiro, o réu interpôs recurso de apelação, 
cuja intempestividade foi certificada pela serventia.
Na sequência, o juiz da causa declarou inadmissível a apelação, decisão da qual foi intimado 
Caio, por meio de seu advogado.
Para se insurgir contra a decisão que obstou ao seguimento de seu apelo, deverá Caio, no 
prazo recursal, manejar:
a) recurso especial;
b) reclamação;
c) mandado de segurança;
d) um segundo recurso de apelação;
e) impugnação ao cumprimento de sentença.
Para resolvermos a questão, necessário se faz ler alguns dispositivos do CPC:
caPÍtulo iXcaPÍtulo iX
Da reclaMaÇÃoDa reclaMaÇÃo
Art. 988. Caberá reclamação da parte interessada ou do Ministério Público para:
I – preservar a competência do tribunal;
Art. 1.010. A apelação, interposta por petição dirigida ao juízo de primeiro grau, conterá:
I – os nomes e a qualificação das partes;
II – a exposição do fato e do direito;
III – as razões do pedido de reforma ou de decretação de nulidade;
IV – o pedido de nova decisão.
§ 1º O apelado será intimado para apresentar contrarrazões no prazo de 15 (quinze) dias.
§ 2º Se o apelado interpuser apelação adesiva, o juiz intimará o apelante para apresentar 
contrarrazões.
§ 3º Após as formalidades previstas nos §§ 1º e 2º, os autos serão remetidos ao tribunal pelo 
juiz, independentemente de juízo de admissibilidade. (Grifo nosso)
Mais uma vez, por meio da leitura conjugada destes dispositivos legais, entende-se que a 
competência a ser preservada é a do Tribunal. Com isso, é cabível a reclamação (letra b) 
como instrumento para tal desiderato.
A análise da tempestividade do recurso de apelação interposto pelo réu deve ser feita pelo 
relator, a quem foi distribuído o recurso de apelação, o que não ocorreu no caso concreto. 
Daí o cabimento de reclamação para preservar a competência do tribunal.
Letra b.
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017. 017. (CEBRASPE (CESPE)/2023/PROMOTOR DE JUSTIÇA (MPE SC)/43º CONCURSO PÚBLICO) 
Conforme a teoria do precedente e as técnicas processuais utilizadas para a uniformização 
de jurisprudência, julgue o item seguinte.
A reclamação, para o STF, contra omissão da administração pública, quando fundamentada 
em ofensa a enunciado de súmula vinculante desse tribunal, somente será admitida se for 
demonstrado o exaurimento das vias administrativas.
Para resolver a questão, necessário se faz ler o art. 7º, § 1º, da Lei n.º 11.417, de 19 de 
dezembro de 2006:
Art. 7º Da decisão judicial ou do ato administrativo que contrariar enunciado de súmula vinculante, 
negar-lhe vigência ou aplicá-lo indevidamente caberá reclamação ao Supremo Tribunal Federal, 
sem prejuízo dos recursos ou outros meios admissíveis de impugnação.
§ 1º Contra omissão ou ato da administração pública, o uso da reclamação só será admitido após 
esgotamento das vias administrativas.
§ 2º Ao julgar procedente a reclamação, o Supremo Tribunal Federal anulará o ato administrativo 
ou cassará a decisão judicial impugnada, determinando que outra seja proferida com ou sem 
aplicação da súmula, conforme o caso. (Grifo nosso)
Pela leitura do dispositivo legal, fica muito evidente que a assertiva está certa.
Certo.
018. 018. (CEBRASPE (CESPE)/2022/PROCURADORO conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para ADRIANO PRUDENTE DE OLIVEIRA - 14882695642, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,
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a dois por cento sobre o valor atualizado da causa. – memorize, pois o examinador gosta de 
cobrar percentual. 1
§ 3º Na reiteração de embargos de declaração manifestamente protelatórios, a multa será elevada 
a até dez por cento sobre o valor atualizado da causa, e a interposição de qualquer recurso 
ficará condicionada ao depósito prévio do valor da multa, À EXCEÇÃO da Fazenda Pública e do 
beneficiário de gratuidade da justiça, que a recolherão ao final. – embargos manifestamente 
protelatórios e o percentual majorado da multa. Novamente, memorize!
§ 4º Não serão admitidos novos embargos de declaração se os 2 (dois) anteriores houverem sido 
considerados protelatórios.
recurso orDiNÁrio coNstitucioNalrecurso orDiNÁrio coNstitucioNal
É competente para o julgamento o Supremo Tribunal Federal ou o Superior Tribunal de 
Justiça. Encontra amparo tanto na Constituição Federal (arts. 102, II e 105, II) quanto no 
CPC (arts. 1.027 e 1.028).
Recurso ordinário constitucional para o STF Recurso ordinário constitucional para o STJ
Os mandados de segurança, os habeas data e os 
mandados de injunção decididos em única instância2 
pelos tribunais superiores3, quando denegatória4 a 
decisão5 (art. 1.027, I, do CPC).
O rol do art. 102, II, a, da Constituição Federal é 
taxativo6, inviabilizando a aplicação do princípio da 
fungibilidade7.
Art. 1.027, II,
a) os mandados de segurança decididos em única 
instância pelos tribunais regionais federais ou pelos 
tribunais de justiça dos Estados e do Distrito Federal 
e Territórios, quando denegatória a decisão;
b) os processos em que forem partes, de um lado, 
Estado estrangeiro ou organismo internacional e, de 
outro, Município ou pessoa residente ou domiciliada 
no País. – Atenção: nesse caso, aplicam-se, 
quanto aos requisitos de admissibilidade e ao 
procedimento, as disposições relativas à apelação 
e o Regimento Interno do Superior Tribunal de 
Justiça.
Entretanto, contra as decisões interlocutórias 
caberá agravo de instrumento dirigido ao Superior 
Tribunal de Justiça, nas hipóteses do art. 1.015.
1 Interposição de recurso manifestamente protelatório acarreta litigância de má-fé e a multa deve ser superior a 1% e 
inferior a 10%, na forma do art. 79, VII, do CPC. Entretanto, no caso dos embargos de declaração protelatórios, aplica-se 
a multa do art. 1.026, §§2 e 3, do CPC.
2 Por única instância, entende-se que deve ser fruto de competência originária dos tribunais superiores.
3 O STF, no RMS 26058 AgR, decidiu que não cabe contra decisão de turma recursal.
4 O STF, no RMS 25424, decidiu que a expressão “denegatória” abrange tanto a decisão que extingue sem resolução do 
mérito quanto a que julga improcedente.
5 Jaylton Lopes alerta que a decisão denegatória do MS deve ser proferida pelo órgão colegiado. Se for decisão monocrá-
tica, caberia primeiro agravo interno. Esse entendimento é consubstanciado no RMS 30580 AgR.
6 Não cabe ROC contra decisão em sede de execução de MS. Pet 5297 AgR.
7 MS 28857 QO.
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Recurso ordinário constitucional para o STF Recurso ordinário constitucional para o STJ
Art. 1.028
§ 2º O recurso previsto no art. 1.027, incisos I e II, alínea “a”, deve ser interposto perante o tribunal de 
origem, cabendo ao seu presidente ou vice-presidente determinar a intimação do recorrido para, em 15 
(quinze) dias, apresentar as contrarrazões.
§ 3º Findo o prazo referido no § 2º, os autos serão remetidos ao respectivo tribunal superior, 
independentemente de juízo de admissibilidade.
Não possui efeito suspensivo ex lege, mas é possível a concessão do efeito suspensivo 
na forma do art. 1.029, § 5º, do CPC, por analogia.
O prazo para a interposição do recurso é de 15 dias úteis. Já vimos que o STJ entende 
que o art. 1.013, § 3º, do CPC é aplicável não apenas a apelação, mas também ao agravo 
de instrumento. Isso você já deve ter memorizado, mas não custa trazer novamente essa 
informação.
Agora o que eu quero que você saiba é que o recurso ordinário constitucional tem 
previsão expressa permitindo a aplicação do art. 1.013, § 3º, do CPC. É o que consta do art. 
1.027, § 2º, do CPC.
Art. 1.027
§ 2º Aplica-se ao recurso ordinário o disposto nos arts. 1.013, § 3º, e 1.029, § 5º. – o art. 1.029, 
§5º, do CPC traz o pedido de requerimento de concessão do efeito suspensivo.
tá certo, professora . só que eu não lembro exatamente o teor desse art . 1 .013, § 3º, tá certo, professora . só que eu não lembro exatamente o teor desse art . 1 .013, § 3º, 
do cPc .do cPc .
Sem problema, vamos ler em seguida:
Art. 1.013
§ 3º Se o processo estiver em condições de imediato julgamento, o tribunal deve decidir desde 
logo o mérito quando:
I – reformar sentença fundada no art. 485;
II – decretar a nulidade da sentença por não ser ela congruente com os limites do pedido ou da 
causa de pedir;
III – constatar a omissão no exame de um dos pedidos, hipótese em que poderá julgá-lo;
IV – decretar a nulidade de sentença por falta de fundamentação.
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recurso eXtraorDiNÁrio e recurso esPecialrecurso eXtraorDiNÁrio e recurso esPecial
Como exemplos dos recursos extraordinários lato sensu é possível citar: recurso 
extraordinário e recurso especial. São esses os recursos que analisaremos agora.
Os requisitos de admissibilidade dos recursos ordinários stricto sensu também são 
aplicáveis aos recursos extraordinários. Ocorre que os recursos extraordinários possuem 
requisitos específicos que também devem ser observados, tornando essa análise mais 
rigorosa e dificultando a obtenção de juízo de admissibilidade positivo.
Devem ser apresentados no prazo de 15 dias úteis que, como vimos, é a regra do 
CPC/2015. Você já deve ter ouvido falar que não cabe o reexame de provas pelo STJ e STF, 
não é mesmo? Já marca aí no seu vade mecum essas súmulas, pois isso pode ser objeto de 
cobrança na prova prática!
JURISPRUDÊNCIA
SÚMULA N.07 STJ A pretensão de simples reexame de prova não enseja recurso especial
Súmula 279 STF Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário.
Súmula 454 STF Simples interpretação de cláusulas contratuais não dá lugar a recurso 
extraordinário.
Entretanto, é preciso alertar que isso não veda a revaloração de critérios jurídicos. Nesse 
sentido, citamos os ensinamentos de Jaylton Lopes:
Embora não se admita reexame de prova, o Superior Tribunal de Justiça tem entendimento no 
sentido de que a revalorização dos critérios jurídicos concernentes à utilização e à formação da 
convicção do julgador não encontra óbice na Súmula 7. Em outras palavras, é plenamente possível 
a interposição de recurso especial quando houver violação às regras e princípios atinentes ao 
direito probatório.
O que deve conter na petição desses recursos? Estão elencadosJURÍDICO DO MUNICÍPIO (PREF PIRES DO 
RIO)) Com relação à ação de improbidade administrativa, à reclamação constitucional e ao 
mandado de segurança, julgue o próximo item.
É incabível reclamação constitucional com o objetivo de impugnar sentença transitada em 
julgado, mesmo que a decisão tenha contrariado súmula vinculante.
Para resolver a questão, necessário se faz ler o texto do CPC:
caPÍtulo iXcaPÍtulo iX
Da reclaMaÇÃoDa reclaMaÇÃo
Art. 988. Caberá reclamação da parte interessada ou do Ministério Público para:
§ 5º É inadmissível a reclamação: (Redação dada pela Lei n. 13.256, de 2016) (Vigência)
I – proposta após o trânsito em julgado da decisão reclamada; (Incluído pela Lei n. 13.256, de 
2016) (Vigência)
II – proposta para garantir a observância de acórdão de recurso extraordinário com repercussão 
geral reconhecida ou de acórdão proferido em julgamento de recursos extraordinário ou especial 
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repetitivos, quando não esgotadas as instâncias ordinárias. (Incluído pela Lei n. 13.256, de 2016) 
(Vigência)
§ 6º A inadmissibilidade ou o julgamento do recurso interposto contra a decisão proferida pelo 
órgão reclamado não prejudica a reclamação. (Grifo nosso)
O dispositivo do CPC é expresso no sentido da assertiva, corroborando aquilo que já constava 
de clássico entendimento do STF, consubstanciado no verbete da Súmula n.º 734 desta Corte:
JURISPRUDÊNCIA
Súmula n.º 734 do STF: Não cabe reclamação quando já houver transitado em julgado 
o ato judicial que se alega tenha desrespeitado decisão do Supremo Tribunal Federal.
Certo.
019. 019. (CEBRASPE (CESPE)/2022/PROCURADOR DO MINISTÉRIO PÚBLICO JUNTO AO TCE-SC) A 
respeito dos juizados especiais da fazenda pública estadual, da reclamação constitucional, 
do Ministério Público de Contas e do Tribunal de Contas do Estado de Santa Catarina, julgue 
o item que se segue.
O cabimento da reclamação constitucional proposta que tenha por objeto garantir a 
autoridade de decisão proferida sob a sistemática da repercussão geral condiciona-se ao 
esgotamento da instância ordinária.
É impressionante como estes temas são recorrentes nas questões, independentemente da 
banca examinadora! Vamos reproduzir a fundamentação para você aprender por repetição:
caPÍtulo iXcaPÍtulo iX
Da reclaMaÇÃoDa reclaMaÇÃo
Art. 988. Caberá reclamação da parte interessada ou do Ministério Público para:
§ 5º É inadmissível a reclamação: (Redação dada pela Lei n. 13.256, de 2016) (Vigência)
I – proposta após o trânsito em julgado da decisão reclamada; (Incluído pela Lei n. 13.256, de 
2016) (Vigência)
II – proposta para garantir a observância de acórdão de recurso extraordinário com repercussão 
geral reconhecida ou de acórdão proferido em julgamento de recursos extraordinário ou 
especial repetitivos, quando não esgotadas as instâncias ordinárias. (Incluído pela Lei n. 
13.256, de 2016) (Vigência)
§ 6º A inadmissibilidade ou o julgamento do recurso interposto contra a decisão proferida pelo 
órgão reclamado não prejudica a reclamação. (Grifo nosso)
Como a fundamentação é a mesma, obviamente que a assertiva está certa.
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020. 020. (FGV/2024/MPE-GO/PROMOTOR DE JUSTIÇA SUBSTITUTO) João, Joel e Jonas 
conversavam sobre o incidente de assunção de competência.
Inicialmente, João afirmou que o incidente é cabível nos processos de competência originária 
de tribunal. Por sua vez, Joel afirmou que o incidente é cabível desde que trate sobre 
questão de direito e de fato. Por fim, José afirmou ser necessária grande repercussão social 
e repetição em múltiplos processos para fins do cabimento do incidente de assunção de 
competência.
Tendo em vista o caso acima, é correto afirmar que
a) os três amigos estão corretos.
b) apenas Joel está correto.
c) apenas João está correto.
d) apenas João e Jonas estão corretos.
e) apenas Joel e Jonas estão corretos.
Não sabemos se foi um erro ou se é de propósito, mas quem é José nesta questão? (risos) 
Bem, vamos superar este detalhe e ler o art. 947 do Código de Processo Civil, assumindo 
que o examinador, em verdade, referia-se a Jonas:
Art. 947. É admissível a assunção de competência quando o julgamento de recurso, de remessa 
necessária ou de processo de competência originária envolver relevante questão de direito (JOEL 
ESTÁ ERRADO), com grande repercussão social, sem repetição em múltiplos processos (JONAS 
ESTÁ ERRADO).
Por meio da leitura, consegue-se perceber que apenas João está certo (letra c).
Letra c.
021. 021. (CESPE/CEBRASPE/2022/PGE-RJ/TÉCNICO PROCESSUAL) No tocante ao sistema 
recursal brasileiro, julgue o item a seguir.
Os recursos ordinários em mandados de segurança, habeas data e mandados de injunção 
decididos em única instância pelos tribunais superiores, quando denegatória a decisão, 
serão julgados pelo STJ.
Estamos diante de uma questão que busca fundamento na Constituição da República 
Federativa do Brasil de 1988 – CRFB/1988. Veja:
Art. 102. Compete ao Supremo Tribunal Federal, precipuamente, a guarda da Constituição, 
cabendo-lhe:
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Ordem dos Processos nos Tribunais – Parte II 
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II – julgar, em recurso ordinário:
a) o habeas corpus, o mandado de segurança, o habeas data e o mandado de injunção decididos 
em única instância pelos Tribunais Superiores, se denegatória a decisão;
Para corroborar, o CPC assim aduz:
Art. 1.027. Serão julgados em recurso ordinário:
I – pelo Supremo Tribunal Federal, os mandados de segurança, os habeas data e os mandados de 
injunção decididos em única instância pelos tribunais superiores, quando denegatória a decisão;
A competência, como vimos, é do STF.
Portanto, a assertiva está errada.
Errado.
022. 022. (CESPE/CEBRASPE/2021/PG-DF/ANALISTA JURÍDICO – DIREITO E LEGISLAÇÃO) Acerca 
de contestação, ação civil pública e incidente de assunção de competência, julgue o item 
subsequente.
O incidente de assunção de competência em recurso de competência originária de tribunal 
de justiça pode ser provocado a requerimento do recorrido.
Para resolver a questão, é necessário ler o art. 947, § 1º, do CPC:
Art. 947. É admissível a assunção de competência quando o julgamento de recurso, de remessa 
necessária ou de processo de competência originária envolver relevante questão de direito, com 
grande repercussão social, sem repetição em múltiplos processos.
§ 1º Ocorrendo a hipótese de assunção de competência, o relator proporá, de ofício ou a 
requerimento da parte, do Ministério Público ou da Defensoria Pública, que seja o recurso, a 
remessa necessária ou o processo de competência originária julgado pelo órgão colegiado que 
o regimento indicar.
A assertiva está certa porque o § 1º do art. 947 do CPC autoriza a instauração do incidente 
por provocação do recorrido.
Certo.
023. 023. (FGV/2023/CÂMARA DOSDEPUTADOS/CONSULTOR LEGISLATIVO – ÁREA II – TARDE/
ADAPTADA) No âmbito do Tribunal de Justiça do Estado Alfa, após remessa de ofício da 1º 
Câmara Cível à Seção Cível, foi instaurado incidente de resolução de demandas repetitivas 
destinado a decidir sobre a possibilidade de extensão do direito à percepção de adicional 
noturno, previsto de maneira expressa aos Policiais Militares, para os Bombeiros Militares 
daquele Estado.
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Julgado o incidente por maioria de votos dos desembargadores integrantes da Seção Cível, 
órgão competente para uniformização de jurisprudência do Tribunal, fixou-se tese jurídica 
positiva sobre tal possibilidade de incorporação.
O Estado Alfa, por sua Procuradoria, interpôs recurso extraordinário em face da decisão 
que julgou o caso concreto, alegando violação ao Art. 37, XIII, da Constituição Federal de 
1988, matéria de direito que havia sido debatida no voto do Desembargador-Relator, o 
qual foi vencido, e não fora mencionada no voto condutor.
A Associação de Bombeiros Militares, a qual foi admitida como amicus curiae no processo, 
apresentou contrarrazões ao recurso extraordinário, alegando não haver repercussão 
geral no caso, bem como inexistir prequestionamento acerca da violação ao dispositivo 
constitucional citado.
Tomando o caso acima como premissa, julgue o item:
Com o intuito de prequestionar a matéria objeto do recurso, caberia ao Estado Alfa, antes 
de interpor recurso extraordinário, opor embargos de declaração em face da decisão 
recorrida, pois o voto vencido não é considerado parte integrante do acórdão para fins de 
prequestionamento.
Está errada com base no art.941, § 3º, do CPC:
Art. 941. Proferidos os votos, o presidente anunciará o resultado do julgamento, designando 
para redigir o acórdão o relator ou, se vencido este, o autor do primeiro voto vencedor.
§ 1º O voto poderá ser alterado até o momento da proclamação do resultado pelo presidente, 
salvo aquele já proferido por juiz afastado ou substituído.
§ 2º No julgamento de apelação ou de agravo de instrumento, a decisão será tomada, no órgão 
colegiado, pelo voto de 3 (três) juízes.
§ 3º O voto vencido será necessariamente declarado e considerado parte integrante do acórdão 
para todos os fins legais, inclusive de pré-questionamento. (Grifo nosso)
Não é necessária a oposição de embargos de declaração já que o voto vencido é considerado 
parte integrante do acórdão para fins de prequestionamento.
Errado.
024. 024. (FGV/2023/TJ-ES/JUIZ SUBSTITUTO) Sobre os mecanismos de formação de padrões 
decisórios vinculativos, é correto afirmar que:
a) o incidente de assunção de competência pode ser instaurado a partir de julgamento de 
recurso ou de processo de competência originária, mas não se aplica em caso de remessa 
necessária;
b) se não for o requerente, o Ministério Público intervirá obrigatoriamente no incidente de 
resolução de demandas repetitivas e deverá assumir sua titularidade em caso de desistência 
ou de abandono;
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c) a revisão da tese jurídica firmada no incidente de resolução de demandas repetitivas 
far-se-á pelo mesmo tribunal, mediante requerimento dos legitimados para o pedido de 
instauração, não podendo ser feita de ofício;
d) não é cabível o incidente de assunção de competência quando se tratar de relevante 
questão de direito a respeito da qual seja conveniente a prevenção ou a composição de 
divergência entre câmaras ou turmas do tribunal;
e) a inadmissão do incidente de resolução de demandas repetitivas por ausência de qualquer 
de seus pressupostos de admissibilidade impede que o incidente seja novamente suscitado, 
ainda que o requisito seja satisfeito.
Vamos comentar cada uma das alternativas.
a) Errada. De acordo com o art. 947 do CPC:
Art. 947. É admissível a assunção de competência quando o julgamento de recurso, de remessa 
necessária ou de processo de competência originária envolver relevante questão de direito, com 
grande repercussão social, sem repetição em múltiplos processos.
É aplicável em remessa necessária, como vimos anteriormente.
b) Certa. Sendo este o nosso gabarito. O fundamento está no art. 976, § 2º, do CPC:
Art. 976. É cabível a instauração do incidente de resolução de demandas repetitivas quando 
houver, simultaneamente:
I – efetiva repetição de processos que contenham controvérsia sobre a mesma questão unicamente 
de direito;
II – risco de ofensa à isonomia e à segurança jurídica.
§ 1º A desistência ou o abandono do processo não impede o exame de mérito do incidente.
§ 2º Se não for o requerente, o Ministério Público intervirá obrigatoriamente no incidente e 
deverá assumir sua titularidade em caso de desistência ou de abandono.
(Grifo nosso)
c) Errada. De acordo com o art. 986 do CPC:
Art. 986. A revisão da tese jurídica firmada no incidente far-se-á pelo mesmo tribunal, de ofício 
ou mediante requerimento dos legitimados mencionados no art. 977, inciso III.
Pode ser feita de ofício.
d) Errada. De acordo com o art. 947, § 4º, do CPC:
Art. 947. É admissível a assunção de competência quando o julgamento de recurso, de remessa 
necessária ou de processo de competência originária envolver relevante questão de direito, com 
grande repercussão social, sem repetição em múltiplos processos.
§ 4º Aplica-se o disposto neste artigo quando ocorrer relevante questão de direito a respeito 
da qual seja conveniente a prevenção ou a composição de divergência entre câmaras ou turmas 
do tribunal. (Grifo nosso)
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É cabível, sim.
e) Errada. De acordo com o art. do 976, § 3º, CPC:
Art. 976. É cabível a instauração do incidente de resolução de demandas repetitivas quando 
houver, simultaneamente:
§ 3º A inadmissão do incidente de resolução de demandas repetitivas por ausência de qualquer 
de seus pressupostos de admissibilidade não impede que, uma vez satisfeito o requisito, seja o 
incidente novamente suscitado.
(Grifo nosso)
Não há esse impedimento.
Letra b.
025. 025. (FGV/2023/PGM – NITERÓI/PROCURADOR DO MUNICÍPIO/ADAPTADA) Havendo efetiva 
repetição de processos sobre uma mesma questão de direito, com decisões antagônicas a 
seu respeito, o juiz de primeiro grau suscitou, perante o tribunal, a instauração do incidente 
de resolução de demandas repetitivas, uma vez que tramitava, na segunda instância, causa 
pendente de julgamento sobre o mesmo tema. Também já tramitava no Superior Tribunal 
de Justiça, recurso especial repetitivo versando sobre a mesma matéria, o qual já havia sido 
afetado para fins de definição da tese sobre a referida questão. Nesse cenário, é correto 
afirmar que o mencionado incidente não será admitido, pois já afetado recurso especial 
repetitivo representativo da controvérsia;
Fundamento legal é o art. 976, § 4º, do CPC. Veja:Art. 976. É cabível a instauração do incidente de resolução de demandas repetitivas quando 
houver, simultaneamente:
§ 4º É incabível o incidente de resolução de demandas repetitivas quando um dos tribunais 
superiores, no âmbito de sua respectiva competência, já tiver afetado recurso para definição 
de tese sobre questão de direito material ou processual repetitiva.
Certo.
026. 026. (CESPE/CEBRASPE/2022/PG-DF/PROCURADOR DO DISTRITO FEDERAL, CATEGORIA 
I) O item a seguir, é apresentada uma situação hipotética seguida de uma assertiva a ser 
julgada com referência ao juizado especial de fazenda pública e ao incidente de resolução 
de demanda repetitiva.
A Procuradoria do DF interpôs recurso de apelação contra decisão proferida por uma vara 
de fazenda pública do DF e, no TJDFT, o desembargador relator da apelação instaurou de 
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ofício um incidente de resolução de demanda repetitiva. Em seguida, os autos do referido 
incidente foram remetidos ao colegiado competente, sendo que o relator do incidente 
admitiu o seu processamento e determinou a suspensão dos processos pendentes que 
deram origem à sua instauração. No decorrer da suspensão, a Procuradoria do DF formalizou 
pedido de tutela de urgência com o objetivo de resguardar os direitos do ente federativo por 
ela representado. Nessa situação, a competência para analisar o pedido de tutela provisória 
pretendida será do desembargador relator do incidente instaurado.
Para deslindar a questão, é necessário ler o art. 982, § 2º, do CPC:
Art. 982. Admitido o incidente, o relator:
§ 2º Durante a suspensão, o pedido de tutela de urgência deverá ser dirigido ao juízo onde tramita 
o processo suspenso.
Por meio da leitura do dispositivo legal, conclui-se que a assertiva está errada, pois a 
competência para apreciar o pedido de tutela da urgência é do desembargador relator do 
recurso de apelação e não do relator do incidente.
Errado.
027. 027. (CESPE/CEBRASPE/2022/PGE-RJ/ANALISTA PROCESSUAL) A respeito do mandado de 
segurança, da ação civil pública, da ação de improbidade administrativa e do incidente de 
resolução de demandas repetitivas, julgue o próximo item.
A instauração do incidente de resolução de demandas repetitivas pressupõe unicamente a 
existência de grande quantidade de processos versando sobre a mesma questão.
Os requisitos para a instauração do IRDR – incidente de resolução de demandas repetitivas 
têm dois requisitos simultâneos. Veja:
Art. 976. É cabível a instauração do incidente de resolução de demandas repetitivas quando 
houver, simultaneamente:
I – efetiva repetição de processos que contenham controvérsia sobre a mesma questão unicamente 
de direito;
II – risco de ofensa à isonomia e à segurança jurídica.
(Grifo nosso)
Desta forma, como a assertiva diverge do texto legal, esta está errada.
Errado.
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028. 028. (CESPE/2018/STJ/ANALISTA JUDICIÁRIO – JUDICIÁRIA) Com referência às normas 
fundamentais do processo civil, julgue o item a seguir.
O julgamento de incidente de resolução de demandas repetitivas se submete à regra de 
atendimento da ordem cronológica de conclusão.
Questão muito interessante, pois aborda uma regra peculiar que se encontra afastada do 
capítulo do Código de Processo Civil que trata do tema:
Art. 12. Os juízes e os tribunais atenderão, preferencialmente, à ordem cronológica de conclusão 
para proferir sentença ou acórdão. (Redação dada pela Lei n. 13.256, de 2016) (Vigência)
§ 1º A lista de processos aptos a julgamento deverá estar permanentemente à disposição para 
consulta pública em cartório e na rede mundial de computadores.
§ 2º Estão excluídos da regra do caput:
III – o julgamento de recursos repetitivos ou de incidente de resolução de demandas repetitivas;
Por meio da leitura do dispositivo, já se consegue verificar que a assertiva está errada.
Errado.
029. 029. (FGV/2022/PROMOTOR DE JUSTIÇA (MPE GO)/61º/ADAPTADA) O incidente de resolução 
de demandas repetitivas e os recursos especial e extraordinário repetitivos não podem ter 
por objeto questão de direito processual.
Está errada e o fundamento está no art. 928, parágrafo único do CPC:
Art. 928. Para os fins deste Código, considera-se julgamento de casos repetitivos a decisão 
proferida em:
I – incidente de resolução de demandas repetitivas;
II – recursos especial e extraordinário repetitivos.
Parágrafo único. O julgamento de casos repetitivos tem por objeto questão de direito material 
ou processual. (Grifo nosso)
Podem, sim, ter por objeto questão de direito processual.
Errado.
030. 030. (FGV/2022/PROMOTOR DE JUSTIÇA (MPE GO)/61º/ADAPTADA) O acórdão proferido em 
assunção de competência julgado por um tribunal local terá efeito erga omnes e vinculará 
os juízes e órgãos fracionários em âmbito nacional.
Está errada e o fundamento está no art. 947, § 3º, e art. 985, inciso I, ambos do CPC. Como 
complemento, o Enunciado n.º 472 do Fórum Permanente de Processualistas Civis:
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Art. 947. É admissível a assunção de competência quando o julgamento de recurso, de remessa 
necessária ou de processo de competência originária envolver relevante questão de direito, com 
grande repercussão social, sem repetição em múltiplos processos.
§ 3º O acórdão proferido em assunção de competência vinculará todos os juízes e órgãos 
fracionários, exceto se houver revisão de tese.
§ 4º Aplica-se o disposto neste artigo quando ocorrer relevante questão de direito a respeito 
da qual seja conveniente a prevenção ou a composição de divergência entre câmaras ou turmas 
do tribunal.
Art. 985. Julgado o incidente, a tese jurídica será aplicada:
I – a todos os processos individuais ou coletivos que versem sobre idêntica questão de direito e 
que tramitem na área de jurisdição do respectivo tribunal, inclusive àqueles que tramitem nos 
juizados especiais do respectivo Estado ou região;
(Grifo nosso)
JURISPRUDÊNCIA
Enunciado 472 do Fórum Permanente de Processualistas Civis: (art. 985, I) Aplica-se o 
inciso I do art. 985 ao julgamento de recursos repetitivos e ao incidente de assunção 
de competência.
Dessa forma, o acórdão proferido em assunção de competência vinculará todos os juízes 
e órgãos fracionários, exceto se houver revisão de tese.
Errado.
031. 031. (FGV/2022/PROMOTOR DE JUSTIÇA (MPE GO)/61º/ADAPTADA) No incidente de resolução 
de demandas repetitivas que verse sobre prestação de serviço autorizado, deve figurar 
como parte o órgão, o ente ou a agência reguladora competente para fiscalização da efetiva 
aplicação.
Está errada e o fundamento está no art. 985, § 2º, do CPC.
Art. 985. Julgado o incidente, a tese jurídica será aplicada:
§ 2º Se o incidente tiver por objeto questão relativa a prestação de serviço concedido, permitido 
ouautorizado, o resultado do julgamento será comunicado ao órgão, ao ente ou à agência 
reguladora competente para fiscalização da efetiva aplicação, por parte dos entes sujeitos a 
regulação, da tese adotada. (Grifo nosso)
Não precisa figurar como parte, o resultado do julgamento será comunicado.
Errado.
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032. 032. (FGV/2022/PROMOTOR DE JUSTIÇA (MPE GO)/61º/ADAPTADA) A revisão da tese jurídica 
firmada no incidente de resolução de demandas repetitivas pode ser feita de ofício pelo 
mesmo tribunal que a fixou.
Está correta, sendo este o nosso gabarito. O fundamento está no art. 986 do CPC:
Art. 986. A revisão da tese jurídica firmada no incidente far-se-á pelo mesmo tribunal, de ofício 
ou mediante requerimento dos legitimados mencionados no art. 977, inciso III.
Certo.
033. 033. (FGV/2022/PROMOTOR DE JUSTIÇA (MPE GO)/61º/ADAPTADA) O incidente de assunção 
de competência não pode ser utilizado para compor divergência entre câmaras ou turmas 
do tribunal, mesmo quando esteja em discussão relevante questão de direito.
Está errada e o fundamento está no art. 947, § 4º, do CPC:
Art. 947. É admissível a assunção de competência quando o julgamento de recurso, de remessa 
necessária ou de processo de competência originária envolver relevante questão de direito, com 
grande repercussão social, sem repetição em múltiplos processos.
§ 4º Aplica-se o disposto neste artigo quando ocorrer relevante questão de direito a respeito 
da qual seja conveniente a prevenção ou a composição de divergência entre câmaras ou turmas 
do tribunal. (Grifo nosso)
Errado.
034. 034. (FGV/2022/TÉCNICO JUDICIÁRIO (TJ TO)/APOIO JUDICIÁRIO E ADMINISTRATIVO/
ADAPTADA) O juiz, no curso de uma demanda em que a repercussão social da controvérsia 
é abrangente, uma vez que se pede a comercialização de um remédio genérico por um 
determinado laboratório, admitiu a participação de uma pessoa jurídica no referido 
processo na qualidade de amicus curiae, entendendo que havia, por parte desta, uma 
representatividade adequada para a causa. Sobrevindo sentença no sentido contrário aos 
interesses que patrocina, o amicus curiae poderá recorrer da decisão que julgar eventual 
incidente de resolução de demandas repetitivas, não podendo, porém, apelar da sentença.
Para elucidarmos a questão, necessário se faz ler o art. 138 do CPC que trata do tema do 
amicus curiae:
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caPÍtulo vcaPÍtulo v
Do aMicus curiaeDo aMicus curiae
Art. 138. O juiz ou o relator, considerando a relevância da matéria, a especificidade do tema 
objeto da demanda ou a repercussão social da controvérsia, poderá, por decisão irrecorrível, de 
ofício ou a requerimento das partes ou de quem pretenda manifestar-se, solicitar ou admitir a 
participação de pessoa natural ou jurídica, órgão ou entidade especializada, com representatividade 
adequada, no prazo de 15 (quinze) dias de sua intimação.
§ 1º A intervenção de que trata o caput não implica alteração de competência nem autoriza a 
interposição de recursos, ressalvadas a oposição de embargos de declaração e a hipótese do § 3º.
§ 2º Caberá ao juiz ou ao relator, na decisão que solicitar ou admitir a intervenção, definir os 
poderes do amicus curiae.
§ 3º O amicus curiae pode recorrer da decisão que julgar o incidente de resolução de demandas 
repetitivas. (Grifo nosso)
Como se pode verificar, as hipóteses de recorribilidade são muito restritas. Por isso, de acordo 
com o art. 138, § 3º, do CPC, à luz da jurisprudência nacional, a alternativa está correta.
Certo.
035. 035. (FGV/2019/ANALISTA DO MINISTÉRIO PÚBLICO (MPE RJ)/PROCESSUAL/ADAPTADA) O 
Ministério Público ajuizou ação civil pública para compelir determinada operadora de planos 
de saúde a autorizar procedimento cirúrgico sem previsão legal e contratual. O pedido foi 
julgado improcedente. No Tribunal de Justiça, constatando-se a existência de múltiplos 
processos envolvendo a mesma questão unicamente de direito, mas com julgamentos em 
sentido contrário, pode o Ministério Público requerer a instauração de incidente de resolução 
de demandas repetitivas endereçado ao presidente do Tribunal de Justiça.
O fundamento está no art. 976 e 977 do CPC:
Art. 976. É cabível a instauração do incidente de resolução de demandas repetitivas quando 
houver, simultaneamente:
I – efetiva repetição de processos que contenham controvérsia sobre a mesma questão unicamente 
de direito;
II – risco de ofensa à isonomia e à segurança jurídica.
e quanto à competência?e quanto à competência?
Art. 977. O pedido de instauração do incidente será dirigido ao presidente de tribunal:
I – pelo juiz ou relator, por ofício;
II – pelas partes, por petição;
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III – pelo Ministério Público ou pela Defensoria Pública, por petição.
Parágrafo único. O ofício ou a petição será instruído com os documentos necessários à demonstração 
do preenchimento dos pressupostos para a instauração do incidente. (Grifo nosso)
Certo.
036. 036. (CESPE/CEBRASPE/2023/MPE-SC/PROMOTOR DE JUSTIÇA SUBSTITUTO (FASE MATUTINA)) 
Conforme a teoria do precedente e as técnicas processuais utilizadas para a uniformização 
de jurisprudência, julgue o item seguinte.
Caso ocorra sobrestamento de demanda judicial que tramite em primeiro grau, por força 
de instauração de incidente de resolução de demandas repetitivas, a apreciação de tutela 
provisória de urgência referente ao processo suspenso será de competência do tribunal 
que admitiu o incidente.
Para deslindar a questão, necessário se faz ler o art. 982 do CPC:
Art. 982. Admitido o incidente, o relator:
I – suspenderá os processos pendentes, individuais ou coletivos, que tramitam no Estado ou na 
região, conforme o caso;
§ 2º Durante a suspensão, o pedido de tutela de urgência deverá ser dirigido ao juízo onde tramita 
o processo suspenso. (Grifo nosso)
Como se pode verificar pelo § 2º do 982 do CPC o pedido de tutela de urgência não será 
apreciado pelo tribunal que sobrestou o processo, mas pelo juízo onde tramita o processo 
suspenso. Assim, a assertiva está errada.
Errado.
037. 037. (CESPE/CEBRASPE/2023/TCE-RJ/PROCURADOR DO MINISTÉRIO PÚBLICO) Considerando 
a atuação dos litisconsortes, do juiz e do MP, bem como as provas, os processos nos tribunais 
e os meios de impugnação das decisões judiciais no processo civil, julgue o item a seguir.
Prevista para os resultados de julgamentos não unânimes nos tribunais, a técnica de 
ampliação do colegiado, com a convocação de novos julgadores em número suficiente 
para garantir a possibilidade de inversão do resultado inicial, aplica-se ao julgamento de 
incidente de resolução de demandas repetitivas.
Para elucidarmos a questão, devemos ler o art. 942 do CPC:
Art. 942. Quando o resultado da apelação fornão unânime, o julgamento terá prosseguimento 
em sessão a ser designada com a presença de outros julgadores, que serão convocados nos 
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termos previamente definidos no regimento interno, em número suficiente para garantir a 
possibilidade de inversão do resultado inicial, assegurado às partes e a eventuais terceiros o 
direito de sustentar oralmente suas razões perante os novos julgadores.
§ 4º Não se aplica o disposto neste artigo ao julgamento:
I – do incidente de assunção de competência e ao de resolução de demandas repetitivas;
II – da remessa necessária;
III – não unânime proferido, nos tribunais, pelo plenário ou pela corte especial. (Grifo nosso)
O § 4º deste dispositivo é muito claro quanto ao não cabimento para esta hipótese de IRDR. 
Assim, a assertiva está errada.
Errado.
038. 038. (QUADRIX/2022/ADVOGADO (CONSELHO REGIONAL DE MEDICINA – SC)) Acerca dos 
processos nos tribunais e dos meios de impugnação das decisões judiciais, julgue o item.
A efetiva repetição de processos que contenham controvérsia sobre a mesma questão 
unicamente de direito é, por si só, circunstância que viabiliza a instauração do incidente 
de resolução de demandas repetitivas.
Para o deslinde da questão, devemos ler o art. 976 do CPC:
Art. 976. É cabível a instauração do incidente de resolução de demandas repetitivas quando 
houver, simultaneamente:
I – efetiva repetição de processos que contenham controvérsia sobre a mesma questão unicamente 
de direito;
II – risco de ofensa à isonomia e à segurança jurídica.
Como se pode verificar, não é “por si só”, mas há requisitos simultâneos como o dispositivo 
aponta. Com isso, a assertiva está errada.
Errado.
039. 039. (FGV/2023/TJ-GO/JUIZ SUBSTITUTO/ADAPTADA) Sobre o incidente de assunção 
de competência, é correto afirmar que é admissível sua instauração perante o juízo de 
primeiro grau.
Com fundamento no art. 947 do CPC:
Art. 947. É admissível a assunção de competência quando o julgamento de recurso, de remessa 
necessária ou de processo de competência originária envolver relevante questão de direito, com 
grande repercussão social, sem repetição em múltiplos processos.
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Ordem dos Processos nos Tribunais – Parte II 
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§ 1º Ocorrendo a hipótese de assunção de competência, o relator proporá, de ofício ou a 
requerimento da parte, do Ministério Público ou da Defensoria Pública, que seja o recurso, a 
remessa necessária ou o processo de competência originária julgado pelo órgão colegiado que 
o regimento indicar.
É cabível perante o tribunal.
Errado.
040. 040. (FGV/2023/TJ-GO/JUIZ SUBSTITUTO/ADAPTADA) O acórdão proferido em assunção de 
competência não vincula todos os juízes e órgãos fracionários dentro do tribunal.
Com fundamento no art. 947, § 3º, do CPC:
Art. 947. É admissível a assunção de competência quando o julgamento de recurso, de remessa 
necessária ou de processo de competência originária envolver relevante questão de direito, com 
grande repercussão social, sem repetição em múltiplos processos.
§ 3º O acórdão proferido em assunção de competência vinculará todos os juízes e órgãos 
fracionários, exceto se houver revisão de tese. (Grifo nosso)
Dessa forma, temos que a regra é a vinculação.
Errado.
041. 041. (FGV/2023/TJ-GO/JUIZ SUBSTITUTO/ADAPTADA) Sobre o incidente de assunção de 
competência, é correto afirmar que não é admissível quando se tratar de processo de 
competência originária dos tribunais.
Está em desacordo com o art. 947 do CPC:
Art. 947. É admissível a assunção de competência quando o julgamento de recurso, de remessa 
necessária ou de processo de competência originária envolver relevante questão de direito, 
com grande repercussão social, sem repetição em múltiplos processos.
Errado.
042. 042. (FGV/2023/TJ-GO/JUIZ SUBSTITUTO/ADAPTADA) Sobre o incidente de assunção de 
competência, é correto afirmar que é cabível para prevenir a divergência entre câmaras 
do tribunal sobre relevante questão de direito.
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Está correta, na forma do art. 947, § 4º, do CPC:
Art. 947. É admissível a assunção de competência quando o julgamento de recurso, de remessa 
necessária ou de processo de competência originária envolver relevante questão de direito, com 
grande repercussão social, sem repetição em múltiplos processos.
§ 4º Aplica-se o disposto neste artigo quando ocorrer relevante questão de direito a respeito 
da qual seja conveniente a prevenção ou a composição de divergência entre câmaras ou turmas 
do tribunal.
Certo.
043. 043. (FGV/2023/TJ-GO/JUIZ SUBSTITUTO/ADAPTADA) Sobre o incidente de assunção de 
competência, é correto afirmar que para sua admissão, além da relevante questão de 
direito, deve haver repetição em múltiplos processos.
Está em desacordo com o art. 947 do CPC:
Art. 947. É admissível a assunção de competência quando o julgamento de recurso, de remessa 
necessária ou de processo de competência originária envolver relevante questão de direito, com 
grande repercussão social, sem repetição em múltiplos processos.
No IAC se exige a ausência de repetição em múltiplos processos.
Errado.
044. 044. (FGV/2019/MPE-RJ/ANALISTA DO MINISTÉRIO PÚBLICO – PROCESSUAL/ADAPTADA) 
Determinada Procuradora de Justiça foi intimada para a emissão de parecer, em processo 
individual envolvendo pessoa incapaz para os atos da vida civil, no qual se discutia a juridicidade 
da tarifa cobrada pelo fornecimento de água potável. Ao analisar os autos e realizar as 
pesquisas necessárias, constatou o equívoco no último reajuste promovido na tarifa, o 
qual estava lastreado em um ato administrativo de caráter geral manifestamente ilegal, 
indicativo de que inúmeros outros processos poderiam ser instaurados pela mesma causa.
Considerando a sistemática vigente, a relevância da matéria e a repercussão social, poderia 
ser proposta ao relator, pela Procuradora de Justiça, para a imediata definição da matéria 
de direito pelo Tribunal de Justiça, vinculando os juízes de direito e os órgãos fracionários 
do Tribunal, a seguinte medida incidente de assunção de competência.
Para resolver a questão, pedimos desculpas, mas não há como escapar da leitura do art. 
947 do CPC:
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Art. 947. É admissível a assunção de competência quando o julgamento de recurso, de remessa 
necessária ou de processo de competência originária envolver relevante questão de direito, com 
grande repercussãosocial, sem repetição em múltiplos processos.
§ 1º Ocorrendo a hipótese de assunção de competência, o relator proporá, de ofício ou a 
requerimento da parte, do Ministério Público ou da Defensoria Pública, que seja o recurso, a 
remessa necessária ou o processo de competência originária julgado pelo órgão colegiado que 
o regimento indicar.
§ 3º O acórdão proferido em assunção de competência vinculará todos os juízes e órgãos 
fracionários, exceto se houver revisão de tese.
Por meio da leitura, chegamos à conclusão de que a questão está CORRETA.
Certo.
045. 045. (FGV/2024/EPE/ADVOGADO/ADAPTADA) João, Regina e Denise debatiam acerca do 
processo nos tribunais, com ênfase nos incidentes processuais lá cabíveis.
Inicialmente, João afirmou que o incidente de arguição de inconstitucionalidade não será 
instaurado se já houver pronunciamento do plenário do Supremo Tribunal Federal sobre 
a questão.
Por sua vez, Regina aduziu que o incidente de resolução de demandas repetitivas poderá 
ser instaurado pelo juiz ou pelo relator, por ofício.
Por fim, Denise indicou que o incidente de assunção de competência é admissível quando o 
julgamento do recurso envolver relevante questão de fato, com grande repercussão social 
e sem repetição em múltiplos processos.
Acerca do caso acima, João e Regina estão certos em suas afirmações, enquanto Denise 
está errada em sua afirmação.
Para elucidar a questão, necessário se faz ler o CPC. Vamos lá:
Art. 947. É admissível a assunção de competência quando o julgamento de recurso, de remessa 
necessária ou de processo de competência originária envolver relevante questão de direito, com 
grande repercussão social, sem repetição em múltiplos processos. (DENISE ESTÁ ERRADA – É 
QUESTÃO DE DIREITO E NÃO DE FATO)
Art. 949. Se a arguição for:
I – rejeitada, prosseguirá o julgamento;
II – acolhida, a questão será submetida ao plenário do tribunal ou ao seu órgão especial, onde houver.
Parágrafo único. Os órgãos fracionários dos tribunais não submeterão ao plenário ou ao órgão 
especial a arguição de inconstitucionalidade quando já houver pronunciamento destes ou do 
plenário do Supremo Tribunal Federal sobre a questão. (JOÃO ESTÁ CORRETO)
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Art. 977. O pedido de instauração do incidente será dirigido ao presidente de tribunal:
I – pelo juiz ou relator, por ofício; (REGINA ESTÁ CORRETA)
II – pelas partes, por petição;
III – pelo Ministério Público ou pela Defensoria Pública, por petição.
Parágrafo único. O ofício ou a petição será instruído com os documentos necessários à demonstração 
do preenchimento dos pressupostos para a instauração do incidente.
Por meio da leitura dos dispositivos, fica evidente que a alternativa está CORRETA.
Certo.
046. 046. (CESPE/CEBRASPE/2022/DPE-RS/DEFENSOR PÚBLICO) A respeito dos incidentes de 
assunção de competência e de arguição de inconstitucionalidade previstos no Código de 
Processo Civil, julgue o item a seguir.
Em ambos os incidentes em questão, o relator pode, por decisão irrecorrível, admitir a 
intervenção do amicus curiae, desde que verifique a relevância da matéria sob exame, a 
especificidade do tema objeto da demanda ou a repercussão social da controvérsia.
Para deslindar a questão, necessário se faz ler o que dispõe o art. 138 do CPC:
caPÍtulo vcaPÍtulo v
Do aMicus curiaeDo aMicus curiae
Art. 138. O juiz ou o relator, considerando a relevância da matéria, a especificidade do tema 
objeto da demanda ou a repercussão social da controvérsia, poderá, por decisão irrecorrível, de 
ofício ou a requerimento das partes ou de quem pretenda manifestar-se, solicitar ou admitir a 
participação de pessoa natural ou jurídica, órgão ou entidade especializada, com representatividade 
adequada, no prazo de 15 (quinze) dias de sua intimação.
Por meio da leitura do dispositivo acima reproduzido, chegamos à conclusão de que a 
assertiva está certa.
Certo.
047. 047. (CEBRASPE (CESPE)/2022/DEFENSOR PÚBLICO DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL) 
Vitória, ré em ação de cobrança movida por Fátima, interpôs agravo de instrumento para 
impugnar a decisão do juiz de primeiro grau, que havia inadmitido o seu pedido de chamamento 
de terceiro ao processo, supostamente devedor solidário. O agravo de instrumento foi 
recebido no Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Sul e imediatamente distribuído 
ao relator, o qual, de plano, em decisão monocrática, deu provimento ao recurso, por estar 
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a decisão recorrida em desacordo com a jurisprudência majoritária do Superior Tribunal 
de Justiça.
Considerando a situação hipotética precedente, julgue o item seguinte.
A agravada terá a possibilidade de impugnar a decisão por meio de agravo interno, o qual 
deverá ser interposto no prazo de quinze dias, ficando sujeita, contudo, à multa, caso seja 
declarado, em votação unânime, manifestamente inadmissível ou improcedente.
É exatamente o que prevê o art. 1.021, § 4º, do CPC.
Art. 1.021. Contra decisão proferida pelo relator caberá agravo interno para o respectivo órgão 
colegiado, observadas, quanto ao processamento, as regras do regimento interno do tribunal.
§ 4º Quando o agravo interno for declarado manifestamente inadmissível ou improcedente em 
votação unânime, o órgão colegiado, em decisão fundamentada, condenará o agravante a pagar 
ao agravado multa fixada entre um e cinco por cento do valor atualizado da causa.
Certo.
048. 048. (CEBRASPE (CESPE)/2022/PROCURADOR DO DISTRITO FEDERAL) À luz do CPC e da 
jurisprudência do STJ, julgue o item seguinte.
É incabível a interposição de agravo interno contra decisão que indefira o pedido de ingresso 
de amicus curiae na demanda.
Via de regra, a decisão é irrecorrível.
Art. 138. O juiz ou o relator, considerando a relevância da matéria, a especificidade do tema 
objeto da demanda ou a repercussão social da controvérsia, poderá, por decisão irrecorrível, de 
ofício ou a requerimento das partes ou de quem pretenda manifestar-se, solicitar ou admitir a 
participação de pessoa natural ou jurídica, órgão ou entidade especializada, com representatividade 
adequada, no prazo de 15 (quinze) dias de sua intimação.
§ 1º A intervenção de que trata o caput não implica alteração de competência nem autoriza a 
interposição de recursos, ressalvadas a oposição de embargos de declaração e a hipótese do § 3º.
Certo.
049. 049. (INSTITUTO CONSULPLAN/2024/PROMOTOR DE JUSTIÇA (MPE SC)) Após uma longa 
disputa judicial, Maria, como parte vencida em um processo civil, decide interpor recurso 
de embargos de declaração contra a decisão proferida pelo Juiz. No recurso, Maria alega 
que a sentença apresenta contradições que precisam ser esclarecidas pelo magistrado.
Julgue o item a seguir.
Caso o acolhimento dos embargos de declaração implique modificação da decisão embargada, 
o embargado que já tiver interposto outro recurso contra a decisão originária tem o direito 
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de complementar ou alterar suas razões, nos exatos limites da modificação, no prazo de 
cinco dias, contado da intimação da decisão dos embargos de declaração.
O prazo é de 15 dias, na forma do art. 1.024, § 4º, do CPC.
§ 4º Caso o acolhimento dos embargos de declaração implique modificação da decisão embargada, 
o embargado que já tiver interposto outro recurso contra a decisão originária tem o direito de 
complementar ou alterar suas razões, nos exatos limites da modificação, no prazo de 15 (quinze) 
dias, contado da intimação da decisão dos embargos de declaração.
Errado.
050. 050. (INSTITUTO CONSULPLAN/2024/PROMOTOR DE JUSTIÇA (MPE SC)) Após uma longa 
disputa judicial, Maria, como parte vencida em um processo civil, decide interpor recurso 
de embargos de declaração contra a decisão proferida pelo Juiz. No recurso, Maria alega 
que a sentença apresenta contradições que precisam ser esclarecidas pelo magistrado.
Julgue o item a seguir.
Se os embargos de declaração forem rejeitados ou alterarem a conclusão do julgamento 
anterior, o recurso interposto pela outra parte antes da publicação do julgamento dos 
embargos de declaração será processado e julgado independentemente de ratificação.
O examinador “comeu” um “não” tornando a sentença errada.
§ 5º Se os embargos de declaração forem rejeitados ou não alterarem a conclusão do julgamento 
anterior, o recurso interposto pela outra parte antes da publicação do julgamento dos embargos 
de declaração será processado e julgado independentemente de ratificação.
Errado.
051. 051. (CEBRASPE (CESPE)/2023/ANALISTA (CNMP)/APOIO JURÍDICO/DIREITO) Com relação ao 
processo de execução, aos processos nos tribunais, aos meios de impugnação das decisões 
judiciais e ao mandado de segurança, julgue o próximo item, à luz da jurisprudência dos 
tribunais superiores.
A extinção de embargos de declaração, em razão de desistência manifestada após sua 
interposição, não interrompe o prazo recursal para a parte que dele desistiu.
A sentença está de acordo com o STJ. Vejamos:
JURISPRUDÊNCIA
Extintos os embargos de declaração em virtude de desistência posteriormente 
manifestada, não é possível sustentar a interrupção do prazo recursal para a mesma 
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parte que desistiu, tampouco a reabertura desse prazo a contar da intimação do ato 
homologatório.
STJ. 3ª Turma. REsp 1833120-SP, Rel. Min. Ricardo Villas Bôas Cueva, julgado em 
18/10/2022 (Info 762).58
Certo.
58 CAVALCANTE, Márcio André Lopes. Se a parte que opôs os embargos de declaração desistiu desse recurso, significa 
dizer que os embargos não interromperam o prazo para a interposição de outros recursos. Buscador Dizer o Direito, 
Manaus. Disponível em: . Acesso em: 07/10/2024
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	Sumário
	Apresentação
	Ordem dos Processos nos Tribunais – Parte II
	Agravo Interno
	Embargos de Declaração
	Recurso Ordinário Constitucional
	Recurso Extraordinário e Recurso Especial
	Embargos de Divergência em RE e REsp
	Agravo em Recurso Especial ou em Recurso Extraordinário
	Ações de Competência Originária dos Tribunais
	Da Homologação de Decisão Estrangeira e da Concessão do Exequatur à Carta Rogatória
	Ação Rescisória
	Ação de Nulidade/Inexistência da Sentença
	Reclamação
	Incidentes de Competência do Tribunal
	Resumo
	Questões de Concurso
	Gabarito
	Gabarito Comentadoos requisitos no art. 
1.029 do CPC. Vejamos:
Art. 1.029. O recurso extraordinário e o recurso especial, nos casos previstos na Constituição 
Federal, serão interpostos perante o presidente ou o vice-presidente do tribunal recorrido, em 
petições distintas que conterão:
I – a exposição do fato e do direito;
II – a demonstração do cabimento do recurso interposto;
III – as razões do pedido de reforma ou de invalidação da decisão recorrida.
§ 1º Quando o recurso fundar-se em dissídio jurisprudencial, o recorrente fará a prova da 
divergência com a certidão, cópia ou citação do repositório de jurisprudência, oficial ou credenciado, 
inclusive em mídia eletrônica, em que houver sido publicado o acórdão divergente, ou ainda 
com a reprodução de julgado disponível na rede mundial de computadores, com indicação da 
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respectiva fonte, devendo-se, em qualquer caso, mencionar as circunstâncias que identifiquem 
ou assemelhem os casos confrontados.
§ 2º (Revogado). (Redação dada pela Lei n. 13.256, de 2016) (Vigência)
§ 3º O Supremo Tribunal Federal ou o Superior Tribunal de Justiça poderá desconsiderar vício 
formal de recurso tempestivo ou determinar sua correção, desde que não o repute grave.
§ 4º Quando, por ocasião do processamento do incidente de resolução de demandas repetitivas, o 
presidente do Supremo Tribunal Federal ou do Superior Tribunal de Justiça receber requerimento 
de suspensão de processos em que se discuta questão federal constitucional ou infraconstitucional, 
poderá, considerando razões de segurança jurídica ou de excepcional interesse social, estender 
a suspensão a todo o território nacional, até ulterior decisão do recurso extraordinário ou do 
recurso especial a ser interposto.
§ 5º O pedido de concessão de efeito suspensivo a recurso extraordinário ou a recurso especial 
poderá ser formulado por requerimento dirigido:
I – ao tribunal superior respectivo, no período compreendido entre a publicação da decisão de 
admissão do recurso e sua distribuição, ficando o relator designado para seu exame prevento 
para julgá-lo; (Redação dada pela Lei n. 13.256, de 2016) (Vigência)
II – ao relator, se já distribuído o recurso;
III – ao presidente ou ao vice-presidente do tribunal recorrido, no período compreendido entre a 
interposição do recurso e a publicação da decisão de admissão do recurso, assim como no caso 
de o recurso ter sido sobrestado, nos termos do art. 1.037. (Redação dada pela Lei n. 13.256, 
de 2016) (Vigência)
Se houver violação tanto à lei federal quanto à Constituição Federal pode o interessado 
apresentar os dois recursos? Pode! É uma exceção ao princípio da unirecorribilidade, lembra? 
Entretanto, os recursos devem ser interpostos simultaneamente, em petições distintas, 
sob pena de ocorrer a denominada preclusão consumativa.
Outro detalhe que o advogado (você em breve!) deve estar atento diz respeito à exigência 
de que as vias ordinárias tenham sido esgotadas. Se isso não ocorreu ainda, não é possível 
a interposição do RE e do REsp. Tal requisito consta do art. 102, III e art. 105, III, ambos 
da Constituição Federal. Isso se extrai da expressão “em única ou última instância”. O 
ordenamento jurídico brasileiro, portanto, não admite o chamado recurso per saltum.
Os arts. 102, III e art. 105, III também trazem a expressão “causa decidida”. Dessa expressão 
se extrai que não se admite a interposição de tais recursos contra decisões administrativas8 
e que o prequestionamento é um requisito de admissibilidade específico do RE e do REsp.
8 ARE 958311 AgR.
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Formas de prequestionamento
Expresso Implícito Ficto
Quando o órgão 
a quo menciona, 
expressamente, 
o dispositivo 
que o recorrente 
entende por violado 
(constitucional, 
no caso de RE; lei 
federal, no caso de 
REsp).
Quando o órgão a quo não 
menciona expressamente o 
dispositivo que o recorrente 
entende por violado, mas 
há a análise e decisão 
fundamentada sobre a 
questão levantada pelo 
recorrente.
STF – não admite o 
prequestionamento implícito. 
Para o STF, faz-se necessária 
a oposição de embargos de 
declaração para que se tenha 
o prequestionamento.
STJ – admite o 
prequestionamento implícito.
Quando mesmo após a oposição de 
embargos de declaração a omissão persiste, 
sem culpa do recorrente, mas por conta 
de o órgão a quo não analisar a questão 
mesmo após a provocação.
Apesar de o STF e o STJ, na vigência 
do CPC anterior, não admitirem o 
prequestionamento ficto, o CPC/2015 no 
art. 1.025 permite o preenchimento do 
requisito do prequestionamento ficto, 
quando reconhecer essa omissão do órgão 
a quo.
Atenção: o STJ, no AgInt no AREsp 
1597715-SP, decidiu que para que o 
prequestionamento ficto seja aceito, faz-se 
necessária a indicação de violação ao art. 
1.022 do CPC.
Além disso, mesmo que a questão tenha sido ventilada apenas no voto vencido, será 
considerado que houve o respeito ao requisito do prequestionamento.
Art. 941. (...)
§ 3º O voto vencido será necessariamente declarado e considerado parte integrante do acórdão 
para todos os fins legais, inclusive de pré-questionamento.
Sobre as hipóteses de cabimento, precisamos fazer a leitura atenta dos art. 102, III e 
art. 105, III, da Constituição Federal. Assim, você já será capaz de acertar boa parte das 
questões sobre o tema.
Art. 102. Compete ao Supremo Tribunal Federal, precipuamente, a guarda da Constituição, 
cabendo-lhe: 
III – julgar, mediante recurso extraordinário, as causas decididas em única ou última instância, 
quando a decisão recorrida:
a) contrariar dispositivo desta Constituição; 
b) declarar a inconstitucionalidade de tratado ou lei federal;
c) julgar válida lei ou ato de governo local contestado em face desta Constituição. 
d) julgar válida lei local contestada em face de lei federal.
Art. 105. Compete ao Superior Tribunal de Justiça: 
III – julgar, em recurso especial, as causas decididas, em única ou última instância, pelos Tribunais 
Regionais Federais ou pelos tribunais dos Estados, do Distrito Federal e Territórios, quando a 
decisão recorrida:
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Aline Oliveira
a) contrariar tratado ou lei federal, ou negar-lhes vigência; 
b) julgar válido ato de governo local contestado em face de lei federal; (Redação dada pela 
Emenda Constitucional n. 45, de 2004)
c) der a lei federal interpretação divergente da que lhe haja atribuído outro tribunal.
Os recursos extraordinários são recursos de fundamentação vinculada, ou seja, são 
restritos ao reexame de matéria jurídica e devem encontrar fundamentação nas hipóteses 
listadas acima.
Já vimos como requisitos específicos desses recursos: prévio esgotamento das vias 
ordinárias e o prequestionamento. Há ainda a regularidade formal, repercussão geral(no 
RE) e relevância da questão federal (no REsp).
o que é repercussão geral?o que é repercussão geral?
Trata-se de um conceito aberto que deverá ser avaliado em cada caso concreto, seguindo 
as determinações previstas na lei.
Art. 1.035. O Supremo Tribunal Federal, em decisão irrecorrível, não conhecerá do recurso 
extraordinário quando a questão constitucional nele versada não tiver repercussão geral, nos 
termos deste artigo.
§ 1º Para efeito de repercussão geral, será considerada a existência ou não de questões relevantes 
do ponto de vista econômico, político, social ou jurídico que ultrapassem os interesses subjetivos 
do processo.
A quem cabe a análise da repercussão geral? Ao STF, na forma do art. 1.035, § 2º, do 
CPC que é claro mencionar competência exclusiva.
§ 2º O recorrente deverá demonstrar a existência de repercussão geral para apreciação exclusiva 
pelo Supremo Tribunal Federal. – repare que é um ônus do recorrente.
Professora, ouvi dizer em casos em que há presunção absoluta de existência de reper-Professora, ouvi dizer em casos em que há presunção absoluta de existência de reper-
cussão geral . isso é verdade?cussão geral . isso é verdade?
É, sim, o art. 1.035, § 3º, do CPC enumera esses casos, tendo o STF, nas ADIs 5492 e 
5737 reconhecido a constitucionalidade desse dispositivo.
§ 3º Haverá repercussão geral sempre que o recurso impugnar acórdão que:
I – contrarie súmula ou jurisprudência dominante do Supremo Tribunal Federal;
II – (Revogado); (Redação dada pela Lei n. 13.256, de 2016) (Vigência)
III – tenha reconhecido a inconstitucionalidade de tratado ou de lei federal, nos termos do art. 
97 da Constituição Federal.
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Ordem dos Processos nos Tribunais – Parte II 
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A Emenda Constitucional n. 125/2022 trouxe um requisito de admissibilidade para o 
REsp bem parecido com a repercussão geral (requisito de admissibilidade do RE). Trata-se 
da relevância das questões de direito federal infraconstitucional. Veja o que dispõe o art. 
105, § 3º, da Constituição Federal:
§ 2º No recurso especial, o recorrente deve demonstrar a relevância das questões de direito 
federal infraconstitucional discutidas no caso, nos termos da lei, a fim de que a admissão do 
recurso seja examinada pelo Tribunal, o qual somente pode dele não conhecer com base nesse 
motivo pela manifestação de 2/3 (dois terços) dos membros do órgão competente para o 
julgamento. (Incluído pela Emenda Constitucional n. 125, de 2022)
§ 3º Haverá a relevância de que trata o § 2º deste artigo nos seguintes casos: (Incluído pela 
Emenda Constitucional n. 125, de 2022)
I – ações penais; (Incluído pela Emenda Constitucional n. 125, de 2022)
II – ações de improbidade administrativa; (Incluído pela Emenda Constitucional n. 125, de 2022)
III – ações cujo valor da causa ultrapasse 500 (quinhentos) salários mínimos; (Incluído pela Emenda 
Constitucional n. 125, de 2022)
IV – ações que possam gerar inelegibilidade; (Incluído pela Emenda Constitucional n. 125, de 2022)
V – hipóteses em que o acórdão recorrido contrariar jurisprudência dominante do Superior 
Tribunal de Justiça; (Incluído pela Emenda Constitucional n. 125, de 2022)
VI – outras hipóteses previstas em lei. (Incluído pela Emenda Constitucional n. 125, de 2022)
Repare que o art. 105, § 3º, da Constituição Federal trouxe um rol de situações em que 
há a presunção dessa relevância da questão federal infraconstitucional. E há a possibilidade 
desse rol constitucional ser ampliado por previsão legal, na forma do art. 105, § 3º, VI, da 
Constituição Federal.
Competência para rejeição por não cumprimento do requisito de admissibilidade
Repercussão geral Relevância da questão federal infraconstitucional
Plenário do STF (art. 102, § 3º, da Constituição 
Federal).
Órgão competente para julgamento do recurso (art. 
105, § 2º, da Constituição Federal).
Sobre a exigência da relevância da questão federal infraconstitucional, Jaylton Lopes 
sintetiza:
Enquanto não for publicada a lei regulamentadora, Tribunais de Justiça e Tribunais Federais não 
poderão exigir do recorrente a indicação dos fundamentos de relevância da questão de direito 
federal, sob pena de indevida discricionariedade, por parte do tribunal, na definição do conceito 
de relevância e seu respectivo alcance.
Aliás, o Superior Tribunal de Justiça, por meio do Enunciado Administrativo n.8, definiu que 
“indicação, no recurso especial, dos fundamentos de relevância da questão de direito federal 
infraconstitucional somente será exigida em recursos interpostos contra acórdãos publicados 
após a data de entrada em vigor da lei regulamentadora prevista no artigo 105, parágrafo 2º, 
da Constituição Federal.
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Quanto ao processamento do RE e do REsp precisamos ler o art. 1.030 do CPC:
Art. 1.030. Recebida a petição do recurso pela secretaria do tribunal, o recorrido será intimado 
para apresentar contrarrazões no prazo de 15 (quinze) dias, findo o qual os autos serão conclusos 
ao presidente ou ao vice-presidente do tribunal recorrido, que deverá: (Redação dada pela Lei 
n. 13.256, de 2016) (Vigência)
I – negar seguimento: (Incluído pela Lei n. 13.256, de 2016) (Vigência) – caberá agravo interno, 
com fundamento no art. 1.021 do CPC. É um caso excepcional, já que, via de regra, o agravo 
interno decorre de decisão monocrática do relator, lembra? Repare que quem autoriza o 
agravo interno previsto no art. 1.021 do CPC nessa hipótese é o art. 1.030, § 2º, do CPC. 
Se isso cair na sua prova discursiva não se esqueça de mencionar os dois dispositivos que 
certamente constarão do espelho de resposta.
a) a recurso extraordinário que discuta questão constitucional à qual o Supremo Tribunal Federal 
não tenha reconhecido a existência de repercussão geral ou a recurso extraordinário interposto 
contra acórdão que esteja em conformidade com entendimento do Supremo Tribunal Federal 
exarado no regime de repercussão geral; (Incluída pela Lei n. 13.256, de 2016) (Vigência)
b) a recurso extraordinário ou a recurso especial interposto contra acórdão que esteja em 
conformidade com entendimento do Supremo Tribunal Federal ou do Superior Tribunal de 
Justiça, respectivamente, exarado no regime de julgamento de recursos repetitivos; (Incluída 
pela Lei n. 13.256, de 2016) (Vigência)
II – encaminhar o processo ao órgão julgador para realização do juízo de retratação, se o acórdão 
recorrido divergir do entendimento do Supremo Tribunal Federal ou do Superior Tribunal de 
Justiça exarado, conforme o caso, nos regimes de repercussão geral ou de recursos repetitivos; 
(Incluído pela Lei n. 13.256, de 2016) (Vigência)
III – sobrestar o recurso que versar sobre controvérsia de caráter repetitivo ainda não decidida 
pelo Supremo Tribunal Federal ou pelo Superior Tribunal de Justiça, conforme se trate de matéria 
constitucional ou infraconstitucional; (Incluído pela Lei n. 13.256, de 2016) (Vigência)
IV – selecionar o recurso como representativo de controvérsia constitucional ou infraconstitucional, 
nos termos do § 6º do art. 1.036; (Incluído pela Lei n. 13.256, de 2016) (Vigência)
V – realizar o juízo de admissibilidade e, se positivo, remeter o feito ao Supremo Tribunal Federalou ao Superior Tribunal de Justiça, desde que: (Incluído pela Lei n. 13.256, de 2016) – dessa 
decisão cabe o agravo do art. 1.042 do CPC.
a) o recurso ainda não tenha sido submetido ao regime de repercussão geral ou de julgamento 
de recursos repetitivos; (Incluída pela Lei n. 13.256, de 2016) (Vigência)
b) o recurso tenha sido selecionado como representativo da controvérsia; ou (Incluída pela Lei 
n. 13.256, de 2016) (Vigência)
c) o tribunal recorrido tenha refutado o juízo de retratação. (Incluída pela Lei n. 13.256, de 2016) 
(Vigência)
§ 1º Da decisão de inadmissibilidade proferida com fundamento no inciso V caberá agravo ao 
tribunal superior, nos termos do art. 1.042. (Incluído pela Lei n. 13.256, de 2016) (Vigência)
§ 2º Da decisão proferida com fundamento nos incisos I e III caberá agravo interno, nos termos 
do art. 1.021. (Incluído pela Lei n. 13.256, de 2016) (Vigência)
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Nos recursos ordinários, o juízo de admissibilidade é realizado exclusivamente pelo órgão 
ad quem. Já nos recursos extraordinários, há a análise tanto pelo órgão a quo quanto pelo 
órgão ad quem. É o denominado regime dúplice de admissibilidade dos recursos.
Como fica o julgamento dos recursos quando há a interposição simultânea de recurso 
especial e recurso extraordinário? Nesse caso, primeiro o REsp será julgado. Após o seu 
julgamento, será analisado se o RE foi prejudicado. Se não tiver sido prejudicado, passa-se 
a análise do RE pelo STF. Para facilitar a sua visualização segue um esquema:
Julgamento do 
RESP
Análise se o RE 
foi prejudicado
Em caso 
negativo, o STF 
vai analisar o 
RE. 
E se o relator do REsp entender que a questão constitucional é prejudicial, o que atrai 
o julgamento do RE em primeiro lugar? Nesse caso, será necessário que o relator do REsp, 
em decisão irrecorrível, determine o sobrestamento do REsp e remeta os autos ao STF. Um 
possível problema estaria em o relator do RE discordar do relator do STJ, ou seja, entender 
que a questão constitucional não é prejudicial. Nesse caso, o relator do RE, em decisão 
igualmente irrecorrível, irá rejeitar a prejudicialidade, devolvendo aos autos para que o STJ 
realize o julgamento do REsp. Isso encontra previsão no art. 1.031 do CPC.
Art. 1.031. Na hipótese de interposição conjunta de recurso extraordinário e recurso especial, 
os autos serão remetidos ao Superior Tribunal de Justiça.
§ 1º Concluído o julgamento do recurso especial, os autos serão remetidos ao Supremo Tribunal 
Federal para apreciação do recurso extraordinário, se este não estiver prejudicado.
§ 2º Se o relator do recurso especial considerar prejudicial o recurso extraordinário, em decisão 
irrecorrível, sobrestará o julgamento e remeterá os autos ao Supremo Tribunal Federal.
§ 3º Na hipótese do § 2º, se o relator do recurso extraordinário, em decisão irrecorrível, rejeitar 
a prejudicialidade, devolverá os autos ao Superior Tribunal de Justiça para o julgamento do 
recurso especial.
Os recursos extraordinários não são dotados de efeito suspensivo, mas o recorrente 
pode requerer, na forma do art. 1.029, § 5º, do CPC.
Há previsão, ainda, para recurso especial e extraordinário repetitivos.
Art. 1.036. Sempre que houver multiplicidade de recursos extraordinários ou especiais com 
fundamento em idêntica questão de direito, haverá afetação para julgamento de acordo com as 
disposições desta Subseção, observado o disposto no Regimento Interno do Supremo Tribunal 
Federal e no do Superior Tribunal de Justiça.
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§ 1º O presidente ou o vice-presidente de tribunal de justiça ou de tribunal regional federal 
selecionará 2 (dois) ou mais recursos representativos da controvérsia, que serão encaminhados ao 
Supremo Tribunal Federal ou ao Superior Tribunal de Justiça para fins de afetação, determinando 
a suspensão do trâmite de todos os processos pendentes, individuais ou coletivos, que tramitem 
no Estado ou na região, conforme o caso.
§ 4º A escolha feita pelo presidente ou vice-presidente do tribunal de justiça ou do tribunal 
regional federal não vinculará o relator no tribunal superior, que poderá selecionar outros recursos 
representativos da controvérsia.
§ 5º O relator em tribunal superior também poderá selecionar 2 (dois) ou mais recursos 
representativos da controvérsia para julgamento da questão de direito independentemente da 
iniciativa do presidente ou do vice-presidente do tribunal de origem.
§ 6º Somente podem ser selecionados recursos admissíveis que contenham abrangente 
argumentação e discussão a respeito da questão a ser decidida.
Essa suspensão engloba todos os processos pendentes, individuais ou coletivos, que 
versem sobre a questão e tramitem no território nacional. Vejamos o teor do art. 1.037 do CPC.
Art. 1.037. Selecionados os recursos, o relator, no tribunal superior, constatando a presença do 
pressuposto do caput do art. 1.036, proferirá decisão de afetação, na qual:
I – Identificará com precisão a questão a ser submetida a julgamento;
II – Determinará a suspensão do processamento de todos os processos pendentes, individuais 
ou coletivos, que versem sobre a questão e tramitem no território nacional;
III – poderá requisitar aos presidentes ou aos vice presidentes dos tribunais de justiça ou dos 
tribunais regionais federais a remessa de um recurso representativo da controvérsia.
eMBarGos De DiverGÊNcia eM re e resPeMBarGos De DiverGÊNcia eM re e resP
Encontra previsão no art. 1.043 do CPC. Para a prova da OAB não se faz necessário 
maiores debates doutrinários sobre o tema. Vejamos, então, a legislação acompanhada 
de breves comentários:
Art. 1.043. É embargável o acórdão de órgão fracionário que:
I – em recurso extraordinário ou em recurso especial, divergir do julgamento de qualquer outro 
órgão do mesmo tribunal, sendo os acórdãos, embargado e paradigma, de mérito;
II – (Revogado pela Lei n. 13.256, de 2016)
III – em recurso extraordinário ou em recurso especial, divergir do julgamento de qualquer outro 
órgão do mesmo tribunal, sendo um acórdão de mérito e outro que não tenha conhecido do 
recurso, embora tenha apreciado a controvérsia;
IV – (Revogado pela Lei n. 13.256, de 2016)
§ 1º Poderão ser confrontadas teses jurídicas contidas em julgamentos de recursos e de ações 
de competência originária.
§ 2º A divergência que autoriza a interposição de embargos de divergência pode verificar-se na 
aplicação do direito material ou do direito processual.
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§ 3º Cabem embargos de divergência quando o acórdão paradigma for da mesma turma que 
proferiu a decisão embargada, desde que sua composição tenha sofrido alteração em mais da 
metade de seus membros.9 – trata-se de uma exceção, já que a regra que se tenha divergência 
entre órgãosfracionários distintos.
§ 4º O recorrente provará a divergência com certidão, cópia ou citação de repositório oficial 
ou credenciado de jurisprudência, inclusive em mídia eletrônica, onde foi publicado o acórdão 
divergente, ou com a reprodução de julgado disponível na rede mundial de computadores, 
indicando a respectiva fonte, e mencionará as circunstâncias que identificam ou assemelham 
os casos confrontados.
§ 5º (Revogado pela Lei n. 13.256, de 2016)
Art. 1.044. No recurso de embargos de divergência, será observado o procedimento estabelecido 
no regimento interno do respectivo tribunal superior.
§ 1º A interposição de embargos de divergência no Superior Tribunal de Justiça interrompe o 
prazo para interposição de recurso extraordinário por qualquer das partes.
§ 2º Se os embargos de divergência forem desprovidos ou não alterarem a conclusão do julgamento 
anterior, o recurso extraordinário interposto pela outra parte antes da publicação do julgamento 
dos embargos de divergência será processado e julgado independentemente de ratificação.
aGravo eM recurso esPecial ou eM recurso aGravo eM recurso esPecial ou eM recurso 
eXtraorDiNÁrioeXtraorDiNÁrio
Encontra previsão no art. 1.042 do CPC.
Art. 1.042. Cabe agravo contra decisão do presidente ou do vice-presidente do tribunal recorrido 
que inadmitir recurso extraordinário ou recurso especial, salvo quando fundada na aplicação de 
entendimento firmado em regime de repercussão geral ou em julgamento de recursos repetitivos. 
(Redação dada pela Lei n. 13.256, de 2016) – Essa parte da exceção, ou seja, a parte final desse 
dispositivo legal, se for verificada no caso concreto não caberá o agravo em RE ou em REsp, 
mas sim o agravo interno do art. 1.021, na forma do art. 1.030, § 2º, do CPC.
§ 2º A petição de agravo será dirigida ao presidente ou ao vice-presidente do tribunal de origem e 
independe do pagamento de custas e despesas postais, aplicando-se a ela o regime de repercussão 
geral e de recursos repetitivos, inclusive quanto à possibilidade de sobrestamento e do juízo de 
retratação. (Redação dada pela Lei n. 13.256, de 2016)
§ 3º O agravado será intimado, de imediato, para oferecer resposta no prazo de 15 (quinze) dias.
§ 4º Após o prazo de resposta, não havendo retratação, o agravo será remetido ao tribunal 
superior competente.
§ 5º O agravo poderá ser julgado, conforme o caso, conjuntamente com o recurso especial ou 
extraordinário, assegurada, neste caso, sustentação oral, observando-se, ainda, o disposto no 
regimento interno do tribunal respectivo.
9 Súmula 598 do STF – Nos embargos de divergência não servem como padrão de discordância os mesmos paradigmas 
invocados para demonstrá-la, mas repelidos como não dissidentes no julgamento do recurso extraordinário.
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§ 6º Na hipótese de interposição conjunta de recursos extraordinário e especial, o agravante 
deverá interpor um agravo para cada recurso não admitido.
§ 7º Havendo apenas um agravo, o recurso será remetido ao tribunal competente, e, havendo 
interposição conjunta, os autos serão remetidos ao Superior Tribunal de Justiça.
§ 8º Concluído o julgamento do agravo pelo Superior Tribunal de Justiça e, se for o caso, do 
recurso especial, independentemente de pedido, os autos serão remetidos ao Supremo Tribunal 
Federal para apreciação do agravo a ele dirigido, salvo se estiver prejudicado.
Agora que você já viu que a depender do fundamento utilizado pelo presidente ou 
vice-presidente do tribunal a quo para inadmitir o RE ou o REsp teremos dois recursos 
distintos, como fica a situação em que a decisão de inadmissibilidade traga mais de um 
fundamento, sendo um impugnável por agravo interno e o outro por agravo em recurso 
especial ou extraordinário? Vejamos o entendimento doutrinário extraído do enunciado 77 
da I Jornada de Direito Processual Civil.
JURISPRUDÊNCIA
Enunciado 77 da I Jornada de Direito Processual Civil – Para impugnar decisão que 
obsta trânsito a recurso excepcional e que contenha simultaneamente fundamento 
relacionado à sistemática dos recursos repetitivos ou da repercussão geral (art. 1.030, 
I, do CPC) e fundamento relacionado à análise dos pressupostos de admissibilidade 
recursais (art. 1.030, V, do CPC), a parte sucumbente deve interpor, simultaneamente, 
agravo interno (art. 1.021 do CPC) caso queira impugnar a parte relativa aos recursos 
repetitivos ou repercussão geral e agravo em recurso especial/extraordinário (art. 
1.042 do CPC) caso queira impugnar a parte relativa aos fundamentos de inadmissão 
por ausência dos pressupostos recursais.
aÇÕes De coMPetÊNcia oriGiNÁria Dos triBuNaisaÇÕes De coMPetÊNcia oriGiNÁria Dos triBuNais
Da HoMoloGaÇÃo De DecisÃo estraNGeira e Da coNcessÃo Do Da HoMoloGaÇÃo De DecisÃo estraNGeira e Da coNcessÃo Do 
eXeQuatur À carta roGatÓriaeXeQuatur À carta roGatÓria
Para que uma decisão estrangeira tenha eficácia no Brasil, ou seja, para que ela possa 
produzir efeitos, exige-se que os requisitos previstos na lei brasileira sejam cumpridos, bem 
como que se tenha uma prévia homologação pelo Superior Tribunal de Justiça. Chamo a sua 
atenção, pois os examinadores adoram trocar a competência do STJ por STF. Não caia nesse 
tipo de pegadinha. Essa pegadinha reflete a antiga competência do STF que constava do art. 
102, I, “h”, da Constituição Federal. Entretanto, desde a Emenda Constitucional 45/2004, 
que a competência passou a ser do STJ, na forma do art. 105, I, “i”, da Constituição Federal.
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e quais são esses requisitos?e quais são esses requisitos?
Bem, o CPC enumerou os requisitos no art. 963. Vejamos:
Art. 963. Constituem requisitos indispensáveis à homologação da decisão:
I – ser proferida por autoridade competente; – além de a autoridade que proferiu a decisão 
estrangeira ser competente, caso a competência seja exclusiva da autoridade brasileira, 
não teremos a homologação da decisão nem a concessão do exequatur à carta rogatória. É 
o que prevê o art. 964 do CPC.
II – ser precedida de citação regular, ainda que verificada a revelia; – A validade da citação para 
responder ao processo judicial estrangeiro, há de ser verificada de acordo com as normas 
processuais daquele país e também de acordo com o contrato pactuado, não cabendo ao 
STJ, na via homologatória, imiscuir-se no tema. AgInt nos EDcl na HDE 3384 / EX
III – ser eficaz no país em que foi proferida;
IV – não ofender a coisa julgada brasileira; – a competência para prova a violação a coisa julgada 
brasileira é do réu (art. 373, II, do CPC).
V – estar acompanhada de tradução oficial, salvo disposição que a dispense prevista em tratado; – 
a exigência da tradução da sentença estrangeira por meio de tradutor oficial ou juramentado 
no Brasil deve ser mitigada quando o pedido de homologação tiver sido encaminhado pela 
via diplomática, como ocorrido no caso do SEC 13818 / EX.
VI – não conter manifesta ofensa à ordem pública. – A prerrogativa da imparcialidade do julgador 
é uma das garantias que resultam do postulado do devido processo legal, matéria que não 
preclui e é aplicável à arbitragem, mercê de sua natureza jurisdicional. A inobservânciadessa prerrogativa ofende, diretamente, a ordem pública nacional, razão pela qual a decisão 
proferida pela Justiça alienígena, à luz de sua própria legislação, não obsta o exame da 
matéria pelo STJ. (SEC n. 9.412/EX)
Parágrafo único. Para a concessão do exequatur às cartas rogatórias, observar-se-ão os 
pressupostos previstos no caput deste artigo e no art. 962, § 2º.
É importante notar que o STJ, via de regra, não vai adentrar no mérito da decisão 
estrangeira. Ele não possui competência para fazer isso. A análise do STJ restringe-se a 
verificação de preenchimento dos requisitos legais. E qual é a exceção? A exceção ocorre 
quando há afronta à soberania nacional ou à ordem pública. Nesse sentido, o STJ:
JURISPRUDÊNCIA
HOMOLOGAÇÃO DE SENTENÇAS ARBITRAIS ESTRANGEIRAS. APRECIAÇÃO DO MÉRITO. 
IMPOSSIBILIDADE, SALVO SE CONFIGURADA OFENSA À ORDEM PÚBLICA. ALEGAÇÃO 
DE PARCIALIDADE DO ÁRBITRO. PRESSUPOSTO DE VALIDADE DA DECISÃO. AÇÃO 
ANULATÓRIA PROPOSTA NO ESTADO AMERICANO ONDE INSTAURADO O TRIBUNAL 
ARBITRAL. VINCULAÇÃO DO STJ À DECISÃO DA JUSTIÇA AMERICANA. NÃO OCORRÊNCIA. 
EXISTÊNCIA DE RELAÇÃO CREDOR/DEVEDOR ENTRE ESCRITÓRIO DE ADVOCACIA DO 
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ÁRBITRO PRESIDENTE E O GRUPO ECONÔMICO INTEGRADO POR UMA DAS PARTES. 
HIPÓTESE OBJETIVA PASSÍVEL DE COMPROMETER A ISENÇÃO DO ÁRBITRO. RELAÇÃO DE 
NEGÓCIOS, SEJA ANTERIOR, FUTURA OU EM CURSO, DIRETA OU INDIRETA, ENTRE ÁRBITRO 
E UMA DAS PARTES. DEVER DE REVELAÇÃO. INOBSERVÂNCIA. QUEBRA DA CONFIANÇA 
FIDUCIAL. SUSPEIÇÃO. VALOR DA INDENIZAÇÃO. PREVISÃO DA APLICAÇÃO DO DIREITO 
BRASILEIRO. JULGAMENTO FORA DOS LIMITES DA CONVENÇÃO. IMPOSSIBILIDADE.
1. O procedimento de homologação de sentença estrangeira não autoriza o 
reexame do mérito da decisão homologanda, excepcionadas as hipóteses em que 
se configurar afronta à soberania nacional ou à ordem pública. Dado o caráter 
indeterminado de tais conceitos, para não subverter o papel homologatório do STJ, 
deve-se interpretá-los de modo a repelir apenas aqueles atos e efeitos jurídicos 
absolutamente incompatíveis com o sistema jurídico brasileiro.
2. A prerrogativa da imparcialidade do julgador é uma das garantias que resultam do 
postulado do devido processo legal, matéria que não preclui e é aplicável à arbitragem, 
mercê de sua natureza jurisdicional. A inobservância dessa prerrogativa ofende, 
diretamente, a ordem pública nacional, razão pela qual a decisão proferida pela Justiça 
alienígena, à luz de sua própria legislação, não obsta o exame da matéria pelo STJ.
3. Ofende a ordem pública nacional a sentença arbitral emanada de árbitro que tenha, 
com as partes ou com o litígio, algumas das relações que caracterizam os casos de 
impedimento ou suspeição de juízes (arts. 14 e 32, II, da Lei n. 9.307/1996).
4. Dada a natureza contratual da arbitragem, que põe em relevo a confiança fiducial entre 
as partes e a figura do árbitro, a violação por este do dever de revelação de quaisquer 
circunstâncias passíveis de, razoavelmente, gerar dúvida sobre sua imparcialidade e 
independência, obsta a homologação da sentença arbitral.
5. Estabelecida a observância do direito brasileiro quanto à indenização, extrapola os 
limites da convenção a sentença arbitral que a fixa com base na avaliação financeira 
do negócio, ao invés de considerar a extensão do dano.
6. Sentenças estrangeiras não homologadas.
(SEC n. 9.412/EX, relator Ministro Felix Fischer, relator para acórdão Ministro João 
Otávio de Noronha, Corte Especial, julgado em 19/4/2017, DJe de 30/5/2017.)
O tema é regulamentado nos artigos 960 a 965 do CPC, bem como no regimento interno 
do STJ. Vamos analisar o objeto da homologação:
Art. 961. A decisão estrangeira somente terá eficácia no Brasil após a homologação de sentença 
estrangeira ou a concessão do exequatur às cartas rogatórias, salvo disposição em sentido 
contrário de lei ou tratado. – qualquer pronunciamento judicial estrangeiro. Repare que o 
dispositivo legal não restringiu às sentenças.
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§ 1º É passível de homologação a decisão judicial definitiva, bem como a decisão não judicial 
que, pela lei brasileira, teria natureza jurisdicional. – Exemplo mencionado por Jaylton Lopes: 
decisão proferida por tribunal administrativo estrangeiro de país que adota o contencioso 
administrativo.
§ 2º A decisão estrangeira poderá ser homologada parcialmente.
§ 3º A autoridade judiciária brasileira poderá deferir pedidos de urgência e realizar atos de 
execução provisória no processo de homologação de decisão estrangeira.
§ 4º Haverá homologação de decisão estrangeira para fins de execução fiscal quando prevista 
em tratado ou em promessa de reciprocidade apresentada à autoridade brasileira.
§ 5º A sentença estrangeira de divórcio consensual produz efeitos no Brasil, independentemente 
de homologação pelo Superior Tribunal de Justiça.
§ 6º Na hipótese do § 5º, competirá a qualquer juiz examinar a validade da decisão, em caráter 
principal ou incidental, quando essa questão for suscitada em processo de sua competência.
Tá certo, professora, mas e se for uma sentença arbitral estrangeira? Como fica?Tá certo, professora, mas e se for uma sentença arbitral estrangeira? Como fica?
A resposta está no art. 960, § 3º, do CPC.
§ 3º A homologação de decisão arbitral estrangeira obedecerá ao disposto em tratado e em lei, 
aplicando-se, subsidiariamente, as disposições deste Capítulo.
É possível execução de decisão estrangeira que concedeu medida de urgência? Já vimos 
que o art. 960 ao mencionar “decisão estrangeira” traz uma ampla abrangência, não ficando 
restrito às sentenças. Dessa forma, é possível sim e encontra previsão expressa no art. 962 
do CPC. Vejamos:
Art. 962. É passível de execução a decisão estrangeira concessiva de medida de urgência.
§ 1º A execução no Brasil de decisão interlocutória estrangeira concessiva de medida de urgência 
dar-se-á por carta rogatória. – instrumento para efetivar a execução no país dessa decisão
§ 2º A medida de urgência concedida sem audiência do réu poderá ser executada, desde que 
garantido o contraditório em momento posterior.
§ 3º O juízo sobre a urgência da medida compete exclusivamente à autoridade jurisdicional prolatora 
da decisão estrangeira. – competência exclusiva. Memorize, pois é um detalhe importante.
§ 4º Quando dispensada a homologação para que a sentença estrangeira produza efeitos no 
Brasil, a decisão concessiva de medida de urgência dependerá, para produzir efeitos, de ter sua 
validade expressamente reconhecida pelo juiz competente para dar-lhe cumprimento, dispensada 
a homologação pelo Superior Tribunal de Justiça.
Já entendi que, via de regra, exige-se a homologação pelo STJ, mas quem é que vai 
realizar o cumprimento dessa decisão estrangeira? Será o juízo federal, na forma do art. 
965 do CPC.
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Art. 965. O cumprimento de decisão estrangeira far-se-á perante o juízo federal competente, 
a requerimento da parte, conforme as normas estabelecidas para o cumprimento de decisão 
nacional.
Parágrafo único. O pedido de execução deverá ser instruído com cópia autenticada da decisão 
homologatória ou do exequatur, conforme o caso.
aÇÃo rescisÓriaaÇÃo rescisÓria
Trata-se de uma ação autônoma de impugnação que possui como finalidade (i) 
desconstituir a coisa julgada e (ii) rejulgamento da causa. Já vimos que não se confunde 
com recurso. Além disso, a propositura da ação rescisória não impede o cumprimento da 
decisão rescindenda, ressalvada a concessão de tutela provisória (art. 969 do CPC).
Como requisitos específicos da ação rescisória é possível elencar: (i) decisão judicial 
rescindível e (ii) enquadramento em uma das hipóteses de rescindibilidade. Vamos, então, 
para a leitura do art. 966 do CPC.
Art. 966. A decisão10 de mérito11, transitada em julgado, pode ser rescindida quando:
I – se verificar que foi proferida por força de prevaricação, concussão ou corrupção do juiz;12
II – for proferida por juiz impedido ou por juízo absolutamente incompetente; – repare que a 
suspeição não é fundamento para a ação rescisória. Pegadinha comum de prova.
III – resultar de dolo ou coação da parte vencedora em detrimento da parte vencida ou, ainda, 
de simulação13 ou colusão entre as partes, a fim de fraudar a lei;
IV – ofender a coisa julgada; – No conflito entre sentenças, prevalece aquela que por último 
transitou em julgado, enquanto não desconstituída mediante Ação Rescisória. EAREsp 
600811 / SP.
V – violar manifestamente norma jurídica14; – No CPC/1973 consta a expressão “violar literal 
disposição de lei”. Era mais restrito e, por isso, o STJ defendia que não cabia ação rescisória 
com fundamento em violação de súmula. Dessa forma, admite-se a ação rescisória em face 
de decisão que viole precedente vinculante. Leia o §5º desse artigo!
10 O legislador não mencionou “sentença”, pois há decisão interlocutória que resolve parcialmente o mérito.
11 Há divergência doutrinária e jurisprudencial sobre o que seria essa decisão de mérito. Há entendimento no sentido de 
que abrange apenas o art. 487, I e II. Para essa corrente, o art. 487, III, do CPC seria impugnável por ação anulatória. Não 
vislumbro essa cobrança em prova objetiva, pois poderia ser objeto de anulação por conta da divergência doutrinária e 
jurisprudencial.
12 Se no juízo criminal o magistrado for absolvido por negativa de autoria ou por inexistência do fato, isso influencia o juízo 
cível.
13 Art. 142. Convencendo-se, pelas circunstâncias, de que autor e réu se serviram do processo para praticar ato simulado 
ou conseguir fim vedado por lei, o juiz proferirá decisão que impeça os objetivos das partes, aplicando, de ofício, as pena-
lidades da litigância de má-fé.
14 Súmula 343 STF: Não cabe ação rescisória por ofensa a literal disposição de lei, quando a decisão rescindenda se tiver 
baseado em texto legal de interpretação controvertida nos tribunais.
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VI – for fundada em prova cuja falsidade tenha sido apurada em processo criminal ou venha a 
ser demonstrada na própria ação rescisória; – caso a decisão tenha outros fundamentos, por 
si só, suficientes para sustentá-la não será cabível a ação rescisória.
VII – obtiver o autor, posteriormente ao trânsito em julgado15, prova nova cuja existência ignorava 
ou de que não pôde fazer uso, capaz, por si só, de lhe assegurar pronunciamento favorável;
VIII – for fundada em erro de fato verificável do exame dos autos.
 Obs.: Quanto aos requisitos, citamos a sistematização elaborada por Jaylton Lopes:
“Para que seja cabível a ação rescisória com base no erro de fato, é preciso que 
sejam preenchidos os seguintes requisitos: a) a decisão deve ter sido baseada em 
erro de fato; b) o erro de fato deve ter sido a causa da conclusão da decisão; c) o 
erro pode ser apurado independentemente da produção de novas provas; d) o erro 
deve ser aferível a partir das provas produzidas no processo, não sendo possível a 
produção de provas na ação rescisória para fins de demonstração do erro de fato; 
e) sobre o fato não pode ter havido controvérsia entre as partes.”
§ 1º Há erro de fato quando a decisão rescindenda admitir fato inexistente ou quando considerar 
inexistente fato efetivamente ocorrido, sendo indispensável, em ambos os casos, que o fato não 
represente ponto controvertido sobre o qual o juiz deveria ter se pronunciado.
§ 2º Nas hipóteses previstas nos incisos do caput, será rescindível a decisão transitada em julgado 
que, embora não seja de mérito, impeça:
I – nova propositura da demanda; ou – exemplo: perempção e coisa julgada (art. 485, V, do CPC).
II – admissibilidade do recurso correspondente.
§ 3º A ação rescisória pode ter por objeto apenas 1 (um) capítulo da decisão. – pode ser, portanto, 
parcial.
§ 4º Os atos de disposição de direitos, praticados pelas partes ou por outros participantes do 
processo e homologados pelo juízo, bem como os atos homologatórios praticados no curso da 
execução, estão sujeitos à anulação, nos termos da lei.16
§ 5º Cabe ação rescisória, com fundamento no inciso V do caput deste artigo, contra decisão 
baseada em enunciado de súmula ou acórdão proferido em julgamento de casos repetitivos 
que não tenha considerado a existência de distinção entre a questão discutida no processo e 
o padrão decisório que lhe deu fundamento. (Incluído pela Lei n. 13.256, de 2016) (Vigência)
§ 6º Quando a ação rescisória fundar-se na hipótese do § 5º deste artigo, caberá ao autor, sob 
pena de inépcia, demonstrar, fundamentadamente, tratar-se de situação particularizada por 
hipótese fática distinta ou de questão jurídica não examinada, a impor outra solução jurídica. 
(Incluído pela Lei n. 13.256, de 2016) (Vigência)
15 Diferente do CPC/1973 que mencionava prova obtida após a sentença. Com o CPC/2015, a prova nova apta a funda-
mentar ação rescisória deve ter sido obtida após o trânsito em julgado. Se for após a sentença, cabe a parte apresentar 
no processo mesmo que em fase recursal.
16 Há discussão doutrinária e jurisprudencial sobre a possibilidade de o art. 966, §4 englobar as decisões de mérito profe-
ridas com fundamento no art. 487, III, do CPC. Já mencionamos tal divergência.
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No tocante à legitimidade ativa, o CPC dispõe que são legitimados: parte no processo 
originário ou seu sucessor a título singular ou universal; terceiro juridicamente interessado; 
Ministério Público – em determinadas situações; aquele que não foi ouvido no processo em 
que lhe era obrigatória a intervenção. Trata-se do disposto no art. 967 do CPC. Vejamos:
Art. 967. Têm legitimidade para propor a ação rescisória:
I – quem foi parte no processo ou o seu sucessor a título universal ou singular;
II – o terceiro juridicamente interessado17;
III – o Ministério Público:
a) se não foi ouvido no processo em que lhe era obrigatória a intervenção;
b) quando a decisão rescindenda é o efeito de simulação ou de colusão das partes,

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