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DIREITO PROCESSUAL DO TRABALHO IDPJ, IAFG, RESPONSABILIDADE DO SÓCIO E RECONVENÇÃO Livro Eletrônico 2 de 63www.grancursosonline.com.br IDPJ, IAFG, Responsabilidade do Sócio e Reconvenção DIREITO PROCESSUAL DO TRABALHO Gustavo Deitos Sumário Apresentação .................................................................................................................3 IDPJ, IAFG, Responsabilidade do Sócio e Reconvenção ....................................................5 1. Incidente de Desconsideração da Personalidade Jurídica (IDPJ) ...................................5 1.1. Regras Processuais do IDPJ .......................................................................................5 1.2. Pressupostos Materiais do IDPJ – Alterações da Lei n. 13.874/2019 ........................ 11 2. Responsabilidade do Sócio Retirante ........................................................................ 14 3. Inquérito Judicial para Apuração de Falta Grave (IAFG) ..............................................17 3.1. Trabalhadores Destinatários do IAFG .................................................................... 20 3.2. Natureza e Efeitos da Sentença de Julgamento do IAFG ........................................ 21 4. Reconvenção ............................................................................................................23 Exercícios .....................................................................................................................27 Gabarito .......................................................................................................................39 Gabarito Comentado .................................................................................................... 40 O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para ADRIANO PRUDENTE DE OLIVEIRA - 14882695642, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 3 de 63www.grancursosonline.com.br IDPJ, IAFG, Responsabilidade do Sócio e Reconvenção DIREITO PROCESSUAL DO TRABALHO Gustavo Deitos ApresentAção Olá, querido(a) aluno(a) do Gran Cursos Online! Espero encontrá-lo(a) muito bem! Neste curso, apresento-lhe várias aulas autossuficientes de direito processual do trabalho, com o objetivo de lhe disponibilizar, de forma prática e completa, o substrato de conteúdo necessário para ter o melhor desempenho possível na prova. Esta aula, assim como as demais aulas em PDF, foi elaborada de modo que você possa tê-la como fonte autossuficiente de estudo, isto é, como um material de estudo completo e capaz de possibilitar um aprendizado tão integral quanto outros meios de estudo. A preferência por aulas em PDF e/ou vídeos pertence a cada aluno, que, individualmente, avalia suas facilidades e necessidades, a fim de encontrar seus meios de estudo ideais. Dessa forma, o aluno pode optar pelo estudo com aulas em PDF e vídeos, ou somente com um ou outro meio. Aqueles que preferem estudar somente com materiais em PDF terão o privilégio de contar com as aulas em PDF autossuficientes do nosso curso, a exemplo desta aula. De qualquer forma, nada impede que as aulas em PDF sejam utilizadas como fonte de estudos de forma aliada com as aulas em vídeo do Gran Cursos Online. Tudo depende, unicamente, da preferên- cia de cada aluno. Nesta aula, estudaremos especialmente os seguintes tópicos de Direito Processual do Trabalho: • Incidente de desconsideração da personalidade jurídica (IDPJ); • Responsabilidade dos sócios atuais e retirantes; • Inquérito judicial para apuração de falta grave (IAFG); • Reconvenção no processo do trabalho. A aula é acompanhada de exercícios selecionados e reunidos de modo a abranger todos os pontos importantes da aula, a fim de que seu conhecimento seja ainda mais solidificado. O nú- mero de exercícios é determinado de acordo com dois parâmetros: complexidade do conteúdo e número de questões de concursos existentes. Por resultado, o número de exercícios dispo- nibilizados é determinado de modo que seu conhecimento sobre os temas seja efetivamente testado e fixado, mas sem que haja uma repetição obsoleta. Nosso curso possibilita a avaliação de cada aula em PDF de forma fácil e rápida. Consi- dero o resultado das avaliações extremamente importante para a continuidade da produção e edição de aulas, como fonte fidedigna e transparente de informações quanto à qualidade do material. Peço-lhe que fique à vontade para avaliar as aulas do curso, demonstrando seu grau de satisfação relativamente aos materiais. Seu feedback é importantíssimo para nós. Caso você tenha ficado com dúvidas sobre pontos deste material, ou tenha constatado algum problema, O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para ADRIANO PRUDENTE DE OLIVEIRA - 14882695642, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 4 de 63www.grancursosonline.com.br IDPJ, IAFG, Responsabilidade do Sócio e Reconvenção DIREITO PROCESSUAL DO TRABALHO Gustavo Deitos por favor, entre em contato comigo pelo Fórum de Dúvidas antes de realizar sua avaliação. Procuro sempre fazer todo o possível para sanar eventuais dúvidas ou corrigir quaisquer pro- blemas nas aulas. Cordialmente, torço para que a presente aula que seja de profunda valia para você e sua prova, uma vez que foi elaborada com muita atenção, zelo e consideração ao seu esforço, que, para nós, é sagrado. Caso fique com alguma dúvida após a leitura da aula, por favor, envie-a a mim por meio do Fórum de Dúvidas, e eu, pessoalmente, a responderei o mais rápido possível. Será um grande prazer verificar sua dúvida com atenção, zelo e profundidade, e com o grande respeito que você merece. Bons estudos! Seja imparável! O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para ADRIANO PRUDENTE DE OLIVEIRA - 14882695642, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 5 de 63www.grancursosonline.com.br IDPJ, IAFG, Responsabilidade do Sócio e Reconvenção DIREITO PROCESSUAL DO TRABALHO Gustavo Deitos IDPJ, IAFG, RESPONSABILIDADE DO SÓCIO E RECONVENÇÃO 1. IncIdente de desconsIderAção dA personAlIdAde JurídIcA (IdpJ) O Incidente de Desconsideração da Personalidade Jurídica (IDPJ) é um procedimento ins- taurado por decisão interlocutória do juiz, a requerimento das partes ou do MPT interveniente (nunca de ofício), a fim de possibilitar que os sócios da empresa respondam pelas dívidas da empresa. Logo, a instauração do IDPJ acarretará a citação dos sócios para que exerçam o con- traditório, manifestando-se nos autos. No processo do trabalho, sempre foi aceito de forma quase unânime o cabimento do Inci- dente de Desconsideração da Personalidade Jurídica (IDPJ), para que o patrimônio dos sócios respondesse pelos créditos trabalhistas. Ao mesmo passo, sempre houve divergência jurispru- dencial acerca do procedimento a ser seguido para que a desconsideração da personalidade jurídica fosse levada a efeito. O IDPJ só passou a ter um procedimento certo e balizado a partir do CPC de 2015. Antes disso, o procedimento do IDPJ, embora aceito pela jurisprudência, variava muito entre alguns tribunais. No processo do trabalho, especialmente, muitos juízes e tribunais utilizavam o IDPJ previsto no Código de Defesa do Consumidor, que permitia ao juiz instaurar o IDPJ inclusive de ofício, tendo em vista o critério da hipossuficiência do consumidor (muitas vezes associado ao trabalhador). 1.1. regrAs processuAIs do IdpJ Atualmente, além de o IDPJ ser disciplinado no CPC, eleAcerca do disposto no Có- digo de Processo Civil sobre a desconsideração da personalidade jurídica, assinale a alterna- tiva correta. a) O incidente de desconsideração da personalidade jurídica será instaurado a pedido da parte, Ministério Público ou de ofício pelo juiz. b) A instauração do incidente de desconsideração da personalidade jurídica interromperá o processo, salvo na hipótese em que ele for requerido na petição inicial. c) Instaurado o incidente, o sócio ou a pessoa jurídica será citado para manifestar-se e requerer as provas cabíveis no prazo de 5 (cinco) dias. d) Concluída a instrução, se necessária, o incidente será resolvido por sentença de mérito. e) Acolhido o pedido de desconsideração, a alienação ou a oneração de bens, havida em fraude de execução, será ineficaz em relação ao requerente. 010. (FCC/ANALISTA JUDICIÁRIO/ÁREA JUDICIÁRIA/TRF 3ª REGIÃO/2019) Renato ajui- zou ação de cobrança contra ZWXY Construções Ltda., requerendo, na própria petição inicial, a desconsideração da sua personalidade jurídica, com a demonstração preliminar do preen- chimento dos pressupostos legais específicos. Nesse caso, de acordo com o Código de Pro- cesso Civil: a) deverá ser determinada a instauração do incidente de desconsideração da personalidade jurídica, com a suspensão do processo. b) deverá ser determinada a instauração do incidente de desconsideração da personalidade jurídica, sem a suspensão do processo. c) dispensa-se a instauração do incidente de desconsideração da personalidade jurídica, mas o processo deverá permanecer suspenso até a decisão desse requerimento. d) dispensa-se a instauração do incidente de desconsideração da personalidade jurídica e o processo não será suspenso. e) o requerimento deverá ser liminarmente rejeitado, pois o incidente de desconsideração da personalidade jurídica só pode ser instaurado na fase de cumprimento de sentença. 011. (FGV/OAB/2015) A empresa XPTO Ltda., necessitando dispensar empregado estável, ajuizou inquérito para apuração de falta grave em face de seu empregado. No dia da audiência, O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para ADRIANO PRUDENTE DE OLIVEIRA - 14882695642, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 30 de 63www.grancursosonline.com.br IDPJ, IAFG, Responsabilidade do Sócio e Reconvenção DIREITO PROCESSUAL DO TRABALHO Gustavo Deitos a empresa apresentou seis testemunhas, protestando pela oitiva de todas. O empregado apre- sentou três testemunhas, afirmando ser este o limite na Justiça do Trabalho. Assinale a alternativa que mostra qual advogado agiu da forma determinada na CLT. a) O advogado da empresa agiu corretamente, pois trata-se de inquérito para apuração de falta grave. b) O juiz determinou que a empresa dispensasse três das seis testemunhas, pois é necessário o equilíbrio com a outra parte. Logo, ambos os advogados agiram corretamente, levando o número de testemunhas que entendiam cabível. c) O advogado do empregado está correto, pois o limite de testemunhas para o processo de rito ordinário é de três para cada parte. d) Os dois advogados se equivocaram, pois o limite legal é de três por processo no rito ordiná- rio, sendo as testemunhas do juízo. 012. (FGV/OAB/2011) Tício, gerente de operações da empresa Metalúrgica Comercial, foi eleito dirigente sindical do Sindicato dos Metalúrgicos. Seis meses depois, juntamente com Mévio, empregado representante da CIPA (Comissão Interna para Prevenção de Acidentes) da empresa por parte dos empregados, arquitetaram um plano para descobrir determinado segredo industrial do seu empregador e repassá-lo ao concorrente mediante pagamento de numerário considerável. Contudo, o plano foi descoberto antes da venda, e a empresa, agora, pretende dispensar ambos por falta grave. Você foi contratado como consultor jurídico para indicar a forma de fazê-lo. O que deve ser feito? a) Ajuizamento de inquérito para apuração de falta grave em face de Tício e Mévio, no prazo decadencial de 30 dias, caso tenha havido suspensão deles para apuração dos fatos. b) Simples dispensa por falta grave para ambos os empregados, pois o inquérito para apuração de falta grave serve apenas para a dispensa do empregado estável decenal. c) Ajuizamento de inquérito para apuração de falta grave em face de Tício, no prazo decaden- cial de 30 dias, caso tenha havido suspensão dele para apuração dos fatos; e simples dispensa por justa causa em relação a Mévio, independentemente de inquérito. d) Ajuizamento de inquérito para apuração de falta grave em face de Tício, no prazo decaden- cial de 30 dias, contados do conluio entre os empregados; e simples dispensa por justa causa em relação a Mévio, independentemente de inquérito. 013. (CESPE/OAB/2007) Sob a sistemática da justiça do trabalho, no inquérito judicial contra empregado estável, o número máximo de testemunhas que cada parte poderá arrolar é igual a: a) 2. b) 3. c) 5. d) 6. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para ADRIANO PRUDENTE DE OLIVEIRA - 14882695642, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 31 de 63www.grancursosonline.com.br IDPJ, IAFG, Responsabilidade do Sócio e Reconvenção DIREITO PROCESSUAL DO TRABALHO Gustavo Deitos 014. (FCC/ANALISTA JUDICIÁRIO/ÁREA JUDICIÁRIA/OFICIAL DE JUSTIÇA/AVALIADOR FEDERAL/TRT 15ª REGIÃO (SP)/2018) Da decisão interlocutória que acolher ou rejeitar o incidente de desconsideração da personalidade jurídica: a) na fase de cognição, cabe mandado de segurança. b) na fase de cognição, cabe recurso ordinário. c) na fase de execução, cabem embargos à execução, desde que garantido o juízo. d) se proferida pelo relator em incidente instaurado originariamente no tribunal, cabe agra- vo interno. e) não cabe qualquer recurso, tendo em vista tratar-se de decisão interlocutória, que é irrecor- rível de imediato no processo do trabalho. 015. (VUNESP/PROCURADOR JURÍDICO/PREFEITURA DE BAURU–SP/2018) Da decisão interlocutória que acolher ou rejeitar o incidente de desconsideração da personalidade jurídica no processo do trabalho, na fase de execução caberá a) agravo interno. b) embargos à execução. c) agravo de petição. d) mandado de segurança. e) embargos de terceiro. 016. (FCC/ANALISTA JUDICIÁRIO/ÁREA JUDICIÁRIA/TRT 6ª REGIÃO (PE)/2018) A partir da Lei n. 13.467/2017, o incidente de desconsideração da personalidade jurídica passou a ser expressamente previsto na CLT, sendo correto afirmar que a) o processo será interrompido com a instauração do incidente. b) a instauração do incidente é incompatível com tutela de urgência de natureza cautelar, não podendo essa, portanto, ser concedida nessa fase processual. c) cabe agravo de petição, desde que garantido o juízo, da decisão interlocutória que acolher ou rejeitar o incidente na fase de execução. d) cabe recurso ordinário da decisão interlocutória que acolher ou rejeitar o incidente na fase de conhecimento. e) cabe agravo interno da decisão interlocutória que acolher ou rejeitar o incidente, proferida pelo relator em incidente instaurado originariamente no tribunal. 017. (QUADRIX/PROCURADOR JURÍDICO/CFO-DF/2017/ADAPTADA) A respeito do pro- cesso do trabalho e da jurisprudência do Tribunal Superior do Trabalho (TST), julgue o item que se segue. Na fase de execução, será cabível o incidente de desconsideração da personalidade jurídica de iniciativa da parte, do Ministério Público ou do próprio juiz trabalhista. Nessa hipótese, da decisão interlocutória que acolher ou rejeitar esse incidente, caberá agravo de petição, inde- pendentemente de garantia do juízo. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para ADRIANO PRUDENTE DE OLIVEIRA- 14882695642, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 32 de 63www.grancursosonline.com.br IDPJ, IAFG, Responsabilidade do Sócio e Reconvenção DIREITO PROCESSUAL DO TRABALHO Gustavo Deitos 018. (BANPARÁ/ADVOGADO/BANPARÁ/2017) A respeito do inquérito judicial para apuração de falta grave, assinale a alternativa CORRETA: a) Deve ser ajuizado para pleitear a dispensa motivada ou imotivada de todos os empregados que sejam portadores de estabilidade no emprego. b) Ajuizado o inquérito o juiz deve determinar a notificação do empregado requerido e do Mi- nistério Público do Trabalho. c) Procedente o inquérito, o juiz deve determinar a dispensa do empregado, de forma impositiva. d) Para a instauração do inquérito para apuração de falta grave contra empregado garantido com estabilidade, o empregador apresentará reclamação por escrito, dentro de 30 (trinta) dias, contados da data da suspensão do empregado. 019. (FCC/ANALISTA JUDICIÁRIO/ÁREA JUDICIÁRIA/TRT 24ª REGIÃO (MS)/2017) A em- presa Gregos e Troianos Ltda. possui nos seus quadros um empregado que exerce o cargo de dirigente sindical no sindicato que representa a categoria profissional dos empregados. Referido empregado foi surpreendido embriagado no ambiente de trabalho e a empresa o sus- pendeu, pretendendo dispensar o mesmo por justa causa. Nessa hipótese, a empresa deverá: a) comunicar o sindicato da categoria no prazo de 5 dias para o mesmo instaurar inquérito para apuração dos fatos. b) marcar a homologação da rescisão do empregado perante o Ministério do Trabalho, o qual deverá notificar o sindicato da categoria para tomar ciência da rescisão contratual de seu dirigente. c) propor inquérito para apuração de falta grave perante a Vara do Trabalho competente, no prazo de 30 dias da suspensão do empregado. d) ajuizar inquérito civil perante o Ministério Público do Trabalho para apuração dos fatos, para que a dispensa possa ter legitimidade. e) ajuizar inquérito para apuração de falta grave perante o Tribunal Regional do Trabalho no prazo de 60 dias da suspensão do empregado. 020. (VUNESP/ADVOGADO/SAEG/2015/ADAPTADA) Julgue o item subsequente: É de 30 (trinta) dias o prazo decadencial para ajuizamento de inquérito para apuração de falta grave contados da ciência inequívoca do ato omissivo ou comissivo praticado pelo empregado detentor de estabilidade. 021. (TRT 4ª REGIÃO/JUIZ DO TRABALHO SUBSTITUTO/TRT 4ª REGIÃO/2016/ADAPTA- DA) No inquérito para apuração de falta grave, poderá o empregador apresentar reclamação oral, a qual será reduzida a termo pelo serventuário da justiça. 022. (FCC/JUIZ DO TRABALHO SUBSTITUTO/TRT 15ª REGIÃO (SP)/2015) Em relação ao inquérito para apuração de falta grave, de acordo com os dispositivos legais aplicáveis, a juris- prudência pacífica do TST e a doutrina, é INCORRETO afirmar que: O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para ADRIANO PRUDENTE DE OLIVEIRA - 14882695642, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 33 de 63www.grancursosonline.com.br IDPJ, IAFG, Responsabilidade do Sócio e Reconvenção DIREITO PROCESSUAL DO TRABALHO Gustavo Deitos a) o empregador apresentará reclamação por escrito na Vara do Trabalho, dentro de trinta dias, contados da data da suspensão do empregado. b) se tiver havido prévio reconhecimento da estabilidade do empregado, o julgamento do in- quérito pela Vara do Trabalho não prejudicará a execução para pagamento dos salários devi- dos ao empregado, até a data da instauração do mesmo inquérito. c) o prazo de trinta dias contados da suspensão do empregado para ajuizamento do inquérito é decadencial, pois se trata de ação constitutiva de direito. d) a sentença que rejeita o pedido de inquérito assume caráter condenatório ao estabelecer a responsabilidade do empregador no pagamento de salários e todas as vantagens referentes ao período de afastamento do empregado. e) julgado improcedente o inquérito para apuração de falta grave de dirigente sindical, a deter- minação judicial de reintegração do empregado estável deve ser cumprida pelo empregador, sob pena de reintegração forçada, não sendo possível a conversão em indenização, já que o interesse protegido é coletivo. 023. (FCC/ANALISTA JUDICIÁRIO/OFICIAL DE JUSTIÇA AVALIADOR FEDERAL/TRT 6ª RE- GIÃO (PE)/2018) A respeito do procedimento para desconsideração da personalidade jurídica no processo do trabalho: a) a instauração do incidente sempre será causa de suspensão do processo. b) da decisão que acolhe o pedido na fase de execução caberá agravo de petição, desde que garantida a execução. c) não é cabível instauração de incidente quando da execução de título extrajudicial. d) instaurado o incidente, o sócio ou a pessoa jurídica será citado para manifestar-se e reque- rer as provas cabíveis no prazo de 15 dias. e) o requerimento deve demonstrar desde logo o preenchimento dos pressupostos legais es- pecíficos eis que incabível instrução probatória na espécie. 024. (INÉDITA/2022) Julgue o item subsequente: O sócio retirante responde solidariamente pelas obrigações trabalhistas da sociedade relati- vas ao período em que figurou como sócio, somente em ações ajuizadas até dois anos depois de averbada a modificação do contrato. 025. (INÉDITA/2022) Julgue o item subsequente: O sócio retirante responde subsidiariamente pelas obrigações trabalhistas da sociedade relati- vas ao período em que figurou como sócio, somente em ações ajuizadas até cinco anos depois de averbada a modificação do contrato. 026. (INÉDITA/2022) Julgue o item subsequente: O sócio retirante responderá solidariamente com os demais quando ficar comprovada fraude na alteração societária decorrente da modificação do contrato. 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(INÉDITA/2022) Julgue o item subsequente: No processo do trabalho, embora tenha surgido o ônus de pagamento de honorários advocatí- cios sucumbenciais após as alterações legislativas do ano de 2017, a reconvenção apresenta- da no bojo de reclamação trabalhista não é alcançada pelo referido ônus, por força do princípio da proteção processual à parte hipossuficiente. 029. (CESPE/PROCURADOR DO MUNICÍPIO/PREFEITURA DE FORTALEZA-CE/2017) Jul- gue o item que se segue, referentes ao procedimento comum no processo civil. No polo ativo ou passivo da reconvenção poderão ser incluídos terceiros legitimados em litis- consórcio ativo ou passivo. 030. (FCC/PROCURADOR DO ESTADO/PGE-TO/2018) Em relação à reconvenção, está cor- reto afirmar: a) É lícito ao réu propor reconvenção na contestação ou por petição autônoma, para manifestar pretensão própria, conexa ou não com a ação principal ou com o fundamento da causa. b) O réu só pode propor reconvenção de forma condicionada ao oferecimento de contestação ao pedido inicial. c) Se o autor for substituto processual, o reconvinte deverá afirmar ser titular dedireito em face do substituído, e a reconvenção deverá ser proposta em face do autor, também na qualidade de substituto processual. d) A desistência da ação ou a ocorrência de causa extintiva que impeça o exame de seu mérito obsta ao prosseguimento do processo quanto à reconvenção, haja vista seu caráter de subor- dinação ao pedido principal. e) A reconvenção pode ser proposta pelo réu, defeso porém o litisconsórcio com terceiro. 031. (FCC/PROCURADOR LEGISLATIVO/CÂMARA LEGISLATIVA DO DISTRITO FEDERAL/ 2018) Em relação à reconvenção: a) a desistência da ação ou a ocorrência de causa extintiva que impeça o exame de seu mérito obsta o prosseguimento do processo quanto à reconvenção, por seu caráter acessório. b) proposta a reconvenção, o autor será citado, pessoalmente, por via postal, para apresentar resposta no prazo de quinze dias. c) se o autor for substituto processual, o reconvinte deverá afirmar ser titular de direito em face do substituído, e a reconvenção deverá ser proposta em face do autor, também na qualidade de substituto processual. 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(FEPESE/PROCURADOR DO ESTADO/PGE-SC/2018) Assinale a alternativa correta. a) A reconvenção deverá ser apresentada na contestação e a pretensão nela deduzida deverá ser conexa com a demanda principal ou com o fundamento da defesa. b) Na reconvenção é vedada a proposição contra autor e terceiro não participante da demanda principal. c) Em caso de desistência ou causa extintiva que impeça o exame do mérito da demanda principal, não há possibilidade de prosseguimento da reconvenção, merecendo ela também a solução de extinção. d) A reconvenção somente será admissível em caso de apresentação de contestação, sendo vedado ao réu apresentá-la sozinha. e) Não são devidos honorários advocatícios na reconvenção, apenas na ação principal. 033. (IBFC/OFICIAL DE JUSTIÇA/TJ-PE/2017) O fenômeno da reconvenção é verificado em Direito Processual Civil, sendo considerado um instrumento importante para a defesa. A res- peito desse tema, podemos dizer que é vedada a reconvenção quando proposta. a) Sem conexão com a ação principal. b) Independentemente do oferecimento de contestação. c) Em alinhamento com um dos fundamentos da defesa. d) Por réu em litisconsórcio. e) Em face de terceiro. 034. (INÉDITA/2022) Julgue o item subsequente: O sócio retirante responde subsidiariamente pelas obrigações trabalhistas da sociedade relati- vas ao período em que figurou como sócio, somente em ações ajuizadas até dois anos depois de averbada a modificação do contrato. 035. (INÉDITA/2022) Julgue o item subsequente: A ordem preferencial de responsabilização pelas obrigações trabalhistas, de acordo com re- cente alteração implementada sobre o texto da CLT, é, exatamente, a seguinte: empresa de- vedora, os sócios atuais e, por último, os sócios retirantes (pelo período de dois anos após a averbação da modificação do contrato). 036. (INÉDITA/2022) As sociedades empresárias Lulu S/A e Frango Internacional S/A com- partilham interesses econômicos comuns e têm atuação conjunta do mercado, razão pela O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para ADRIANO PRUDENTE DE OLIVEIRA - 14882695642, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 36 de 63www.grancursosonline.com.br IDPJ, IAFG, Responsabilidade do Sócio e Reconvenção DIREITO PROCESSUAL DO TRABALHO Gustavo Deitos qual formam grupo econômico, nos termos da Consolidação das Leis do Trabalho. O grupo foi reconhecido em ação trabalhista ajuizada por Pedro em face da sociedade empresária Lulu S/A, razão pela qual a sociedade empresária Frango Internacional S/A foi condenada de ma- neira solidária ao pagamento das obrigações trabalhistas reconhecidas na sentença transitada em julgado. Na fase de execução, Pedro requer ao juiz a desconsideração da personalidade jurídica das duas sociedades, de modo que o patrimônio dos sócios de ambas as empresas responda pelo débito exequendo. Nesta situação, o juiz deverá: a) A mera existência de grupo econômico já autoriza a desconsideração da personalidade jurídi- ca de ambas as sociedades empresariais, alcançando-se o patrimônio dos respectivos sócios. b) A desconsideração da personalidade jurídica das sociedades empresárias depende da veri- ficação de cumprimento pela sociedade, ainda que de forma isolada, de obrigações do sócio ou do administrador ou vice-versa. c) A existência de grupo econômico, sem a verificação de confusão patrimonial e desvio de finalidade nos parâmetros definidos em lei, não autoriza, por si só, a desconsideração da per- sonalidade jurídica das sociedades empresárias envolvidas. d) Para que a personalidade jurídica das sociedades seja desconsiderada pelo juiz, é suficiente que o advogado de Pedro demonstre que quaisquer delas tenha modificado a finalidade origi- nal da sua atividade econômica. 037. (INÉDITA/2022) Tendo em vista as recentes modificações sobre os pressupostos mate- riais do incidente de desconsideração da personalidade jurídica, assinale a alternativa correta: a) A transferência de ativos ou de passivos sem efetivas contraprestações por parte da pessoa jurídica ou do sócio, a depender do caso, configura confusão patrimonial, independentemente do valor transferido. b) A desconsideração da personalidade jurídica atinge somente os bens particulares de admi- nistradores ou de sócios da pessoa jurídica beneficiados diretamente pelo abuso. c) Deve-se entender por desvio de finalidade a utilização dolosa ou culposa da pessoa jurídica com o propósito de lesar credores e para a prática de atos ilícitos de qualquer natureza. d) A desconsideração da personalidade jurídica deve produzir efeitos sobre certas e determi- nadas relações de obrigações. 038. (QUADRIX/ADVOGADO/CRM-PR/2018) Com relação aos procedimentos nos dissídios individuais trabalhistas, julgue o item seguinte. Na Justiça do Trabalho, admite-se a reconvenção, na qual não há a possibilidade de condena- ção em honorários de sucumbência. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para ADRIANO PRUDENTE DE OLIVEIRA - 14882695642, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 37 de 63www.grancursosonline.com.br IDPJ, IAFG, Responsabilidade do Sócio e Reconvenção DIREITO PROCESSUAL DO TRABALHO Gustavo Deitos 039. (CESPE/ANALISTA/PERÍCIA EM CÁLCULO JUDICIAL/SERPRO/2013) Com base na CLT e na jurisprudência do TST, julgue os próximos itens, referentes a direito material e proces- sual do trabalho. Para a instauração de inquérito de apuração de falta grave contra empregado estável, é impres- cindível a suspensão desse empregado. 040. (CESPE/ANALISTA DE SANEAMENTO/ADVOGADO/EMBASA/2010) Acerca do direito processual do trabalho, julgue os itens a seguir. O inquérito deve ser instaurado contra o empregado garantido com estabilidade no prazo de- cadencial de noventa dias, a contar da suspensão por falta grave. 041. (QUADRIX/PROCURADOR JURÍDICO/CFO-DF/2017) A respeitodo processo do traba- lho e da jurisprudência do Tribunal Superior do Trabalho (TST), julgue o item que se segue. Na fase de execução, será cabível o incidente de desconsideração da personalidade jurídica de iniciativa da parte, do Ministério Público ou do próprio juiz trabalhista. Nessa hipótese, da decisão interlocutória que acolher ou rejeitar esse incidente, caberá agravo de petição, inde- pendentemente de garantia do juízo. 042. (FUNDATEC/ASSESSOR JURÍDICO/IMESF/2019) No processo do trabalho, a decisão do magistrado de primeiro grau que acolhe o incidente de desconsideração da personalidade jurídica, na fase de cognição: a) Não poderá ser atacada por recurso imediato. b) Poderá ser atacada por agravo de instrumento. c) Deverá ser atacada por embargos de declaração, para evitar a preclusão consumativa. d) Poderá ser atacada por agravo retido. e) Poderá ser atacada por agravo de petição. 043. (INÉDITA/2022) No tocante às regras do incidente de desconsideração da personalidade jurídica do processo do trabalho, inseridas pela Lei n. 13.467/2017, julgue o item subsequente: A instauração do incidente de desconsideração da personalidade jurídica suspenderá o pro- cesso, não podendo ser postulada, a partir de então, quaisquer medidas senão aquelas direta- mente relacionadas ao incidente. 044. (INÉDITA/2022) No tocante às regras do incidente de desconsideração da personalidade jurídica do processo do trabalho, inseridas pela Lei n. 13.467/2017, julgue o item subsequente: Em incidente instaurado originariamente no tribunal, caberá agravo de instrumento contra a decisão proferida pelo relator acerca do incidente. 045. (INÉDITA/2022) No tocante às regras do incidente de desconsideração da personalidade jurídica do processo do trabalho, inseridas pela Lei n. 13.467/2017, julgue o item subsequente: O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para ADRIANO PRUDENTE DE OLIVEIRA - 14882695642, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 38 de 63www.grancursosonline.com.br IDPJ, IAFG, Responsabilidade do Sócio e Reconvenção DIREITO PROCESSUAL DO TRABALHO Gustavo Deitos Na fase de execução, é recorrível, mediante agravo de petição, a decisão que acolher o inciden- te de desconsideração da personalidade jurídica. Em caso de decisão que rejeite o incidente, não haverá recurso cabível de imediato. 046. (2023/FGV/OAB/XXXVII) Arthur ajuizou reclamação trabalhista em face de seu ex-em- pregador - a sociedade empresária Alfa -, e dos 3 sócios dela, valendo-se do incidente de des- consideração da personalidade jurídica (IDPJ) na fase de cognição. Argumentou na petição inicial que assim procedeu para que, em havendo sucesso na preten- são, os sócios já constem do título executivo judicial, o que abreviaria a futura execução. Diante da situação retratada e da previsão contida na CLT, assinale a afirmativa correta. a) O incidente de desconsideração da personalidade jurídica (IDPJ), na Justiça do Trabalho, somente pode ser feito na fase de execução. b) O incidente de desconsideração da personalidade jurídica (IDPJ), na seara trabalhista, pode ser feito na fase de conhecimento ou de execução. c) O incidente de desconsideração da personalidade jurídica (IDPJ) na fase de conhecimento dependerá da concordância dos sócios. d) A opção pelo incidente de desconsideração da personalidade jurídica (IDPJ), por exigência expressa da CLT, deve ter, na fase de conhecimento, sua necessidade provada por documentos. 047. (2023/FGV/OAB/XXXVI) No bojo de uma execução trabalhista, o juízo, a requerimento da exequente, utilizou todas as ferramentas tecnológicas disponíveis para tentar apreender dinheiro ou bens do executado, não tendo sucesso. O juízo, também a requerimento da exequente, deferiu a instauração do incidente de descon- sideração da personalidade jurídica (IDPJ) em face dos sócios, que foram citados e se mani- festaram. Diante dos argumentos apresentados, o IDPJ foi julgado improcedente, isentando os sócios de qualquer responsabilidade. Considerando a situação de fato e a previsão legal, assinale a afirmativa correta. a) A exequente poderá interpor recurso de agravo de petição. b) Não caberá recurso da decisão em referência por ser interlocutória. c) Caberá à exequente, se desejar, interpor recurso ordinário. d) A exequente poderá interpor agravo de instrumento. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para ADRIANO PRUDENTE DE OLIVEIRA - 14882695642, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 39 de 63www.grancursosonline.com.br IDPJ, IAFG, Responsabilidade do Sócio e Reconvenção DIREITO PROCESSUAL DO TRABALHO Gustavo Deitos GABARITO 1. b 2. e 3. d 4. a 5. E 6. b 7. d 8. e 9. e 10. d 11. a 12. c 13. d 14. d 15. c 16. e 17. E 18. d 19. c 20. E 21. E 22. e 23. d 24. E 25. E 26. C 27. E 28. E 29. C 30. c 31. c 32. a 33. a 34. C 35. C 36. c 37. d 38. E 39. C 40. E 41. E 42. a 43. E 44. E 45. E 46. b 47. a O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para ADRIANO PRUDENTE DE OLIVEIRA - 14882695642, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 40 de 63www.grancursosonline.com.br IDPJ, IAFG, Responsabilidade do Sócio e Reconvenção DIREITO PROCESSUAL DO TRABALHO Gustavo Deitos GABARITO COMENTADO 001. (VUNESP/PROCURADOR JURÍDICO/AVAREPREV-SP/2020) Com relação ao incidente de desconsideração da personalidade jurídica é correto afirmar que: a) da decisão que rejeitar o incidente cabe recurso ordinário e sua interposição deve se dar no prazo de 8 dias da sua intimação. b) da decisão interlocutória que acolher o incidente na fase de cognição, não cabe recurso de imediato. c) não tem efeito suspensivo, de modo que o processo continuará a ter seu curso inalterado. d) na fase de execução, cabe agravo de petição, desde que haja garantia do juízo. e) não pode ser instaurado originariamente do tribunal regional. a) Errada. Na fase de conhecimento, não cabe recurso imediato contra decisão que julgue o IDPJ (art. 855-A, § 1º, I, CLT). b) Certa. É a regra do art. 855-A, § 1º, I, da CLT. c) Errada. O art. 855-A, § 2º, da CLT dispõe: A instauração do incidente suspenderá o processo, sem prejuízo de concessão da tutela de urgência de natureza cautelar de que trata o art. 301 da Lei no 13.105, de 16 de março de 2015 (Código de Processo Civil). d) Errada. na fase de execução, cabe agravo de petição, independentemente de garantia do juízo (art. 855-A, § 1º, II, CLT). e) Errada. O art. 855-A, § 1º, III, da CLT esclarece o cabimento do IDPJ originariamente em tri- bunal (TRT ou TST). Letra b. 002. (VUNESP/ADVOGADO/EBSERH/2020) Devidamente intimada da decisão que, na fase de execução, rejeitou o incidente de desconsideração da personalidade jurídica, o exequente deverá interpor: a) agravo de instrumento, no prazo de oito dias úteis. b) embargos à execução, no prazo de cinco dias úteis. c) embargos à execução, no prazo de oito dias úteis. d) embargos infringentes, no prazo de cinco dias úteis. e) agravo de petição, no prazo de oito dias úteis. É a regra do art. 855-A, § 1º, II, da CLT. Letra e. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para ADRIANO PRUDENTE DE OLIVEIRA - 14882695642, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 41 de 63www.grancursosonline.com.br IDPJ, IAFG, Responsabilidade do Sócioe Reconvenção DIREITO PROCESSUAL DO TRABALHO Gustavo Deitos 003. (VUNESP/ADVOGADO/FITO/2020) Da decisão interlocutória que acolher ou rejeitar o incidente de desconsideração da personalidade jurídica, nos termos da Consolidação das Leis do Trabalho: a) caberá recurso de imediato na fase de cognição. b) caberá agravo de petição na fase de execução, se garantido o juízo. c) caberá agravo de instrumento na fase de execução, independentemente de garantia do juízo. d) caberá agravo interno, se proferida pelo relator em incidente instaurado originariamente no tribunal. e) caberá agravo de petição, se proferida pelo relator em incidente instaurado originariamente no tribunal. O art. 855-A, § 1º, apresenta: Da decisão interlocutória que acolher ou rejeitar o incidente: I – na fase de cognição, não cabe recurso de imediato, na forma do § 1º do art. 893 desta Consoli- dação; II – na fase de execução, cabe agravo de petição, independentemente de garantia do juízo; III – cabe agravo interno se proferida pelo relator em incidente instaurado originariamente no tribu- nal. Letra d. 004. (FCC/TÉCNICO JUDICIÁRIO/ÁREA ADMINISTRATIVA/TRT 4ª REGIÃO (RS)/2022) Em ação trabalhista movida por Tibério em face da sua ex-empregadora, Morro dos Ventos Uivan- tes Ltda., o exequente pretende a desconsideração da personalidade jurídica da executada, eis que não se encontram bens da empresa para garantia do Juízo, instaurando o devido Incidente de Desconsideração da Personalidade Jurídica. Nessa hipótese, citado o sócio da executada, de acordo com previsão da Consolidação das Leis do Trabalho e do Código de Processo Civil, este terá o prazo de manifestação e requerimento de provas de: a) 15 dias. b) 8 dias. c) 5 dias. d) 10 dias. e) 48 horas. É o prazo constante do art. 135 do CPC, aplicável ao direito processual do trabalho por deter- minação do art. 855-A, caput, da CLT. Letra a. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para ADRIANO PRUDENTE DE OLIVEIRA - 14882695642, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 42 de 63www.grancursosonline.com.br IDPJ, IAFG, Responsabilidade do Sócio e Reconvenção DIREITO PROCESSUAL DO TRABALHO Gustavo Deitos 005. (FUNDATEC/PROCURADOR DO ESTADO/PGE-RS/2021/ADAPTADA) Considerando a Consolidação das Leis do Trabalho e a legislação aplicável, analise a seguinte assertiva: No processo do trabalho brasileiro não são devidos honorários de sucumbência na hipótese de reconvenção. Dispõe o art. 791-A, § 5º, da CLT: São devidos honorários de sucumbência na reconvenção. Errado. 006. (VUNESP/PROCURADOR JURÍDICO/CÂMARA MUNICIPAL DE PINDORAMA– SP/2020) A suspensão do empregado dirigente sindical, até decisão final do inquérito judicial para apuração de falta grave: a) pressupõe o deferimento de medida liminar pelo juiz do trabalho. b) constitui direito líquido e certo do empregador. c) deve ocorrer sem prejuízo dos salários a que o empregado tem direito. d) depende de expressa previsão em convenção ou acordo coletivo de trabalho. e) depende de prévia comunicação à comissão de representantes dos trabalhadores, quando a empresa possui mais de 200 (duzentos) empregados. A própria CLT assegura o direito do empregador de suspender o empregado estável, para o ajui- zamento do IAFG, embora essa suspensão não seja um pressuposto processual, mas apenas um termo inicial ao prazo decadencial respectivo. Essa compreensão é consolidada na OJ n. 137 da SDI-II do TST: Constitui direito líquido e certo do empregador a suspensão do empregado, ainda que detentor de estabilidade sindical, até a decisão final do inquérito em que se apure a falta grave a ele imputada, na forma do art. 494, caput e parágrafo único, da CLT. Ademais, o exercício desse direito, pelo empregador, não depende de comunicação ou anuên- cia de outros sujeitos. Letra e. 007. (MPT/PROCURADOR DO TRABALHO/MPT/2020) Assinale a alternativa CORRETA: a) A petição inicial do inquérito judicial para apuração de falta grave poderá ser apresentada oralmente. b) O número máximo de testemunhas no inquérito judicial para apuração de falta grave que tramite pelo rito ordinário é de 3 (três). c) O prazo para a instauração do inquérito judicial para apuração de falta grave contra empre- gado garantido com estabilidade é de 30 (trinta) dias, contados a partir do suposto ato ilícito. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para ADRIANO PRUDENTE DE OLIVEIRA - 14882695642, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 43 de 63www.grancursosonline.com.br IDPJ, IAFG, Responsabilidade do Sócio e Reconvenção DIREITO PROCESSUAL DO TRABALHO Gustavo Deitos d) Se tiver havido prévio reconhecimento da estabilidade do empregado, o julgamento do in- quérito pelo Juízo não prejudicará a execução para pagamento dos salários devidos ao empre- gado, até a data da instauração do mesmo inquérito. a) Errada. O art. 853 da CLT determina sua apresentação na forma escrita. b) Errada. Tal limitação, no IAFG, é de 6 (seis) testemunhas (art. 821 da CLT.). c) Errada. Tal prazo é contado da data da suspensão do empregado (art. 853, caput, CLT). d) Certa. É a regra literal do art. 855 da CLT. Letra d. 008. (FCC/DEFENSOR PÚBLICO/DPE-GO/2021) Fernando é empresário com pessoa jurídica regularmente constituída como “Fernando Comércio EIRELI”. Todavia, em sua atividade como pessoa física, acabou por contrair inúmeras dívidas com diversos credores. Ciente de que seu patrimônio estava em risco, transferiu diversos bens de seu patrimônio particular para sua empresa, o que viria a inviabilizar eventual execução das dívidas. Aos credores, nessas cir- cunstâncias: a) não assiste o direito de alcançar os bens da empresa, em razão do princípio da autonomia patrimonial da pessoa jurídica em relação à pessoa do sócio. b) é possível executar indistintamente o patrimônio da empresa ou do empresário, uma vez que se trata de Empresa Individual, em que não há autonomia entre o patrimônio da empresa e do empresário individual. c) somente poderão alcançar os bens da empresa caso demonstrem que a transferência dos bens se deu mediante fraude contra credores. d) caberá pedir a desconsideração da personalidade jurídica. e) caberá pedir a desconsideração inversa da personalidade jurídica. Questão de direito processual civil que nos ajuda a entender a sistemática do IDPJ. Como o sujeito executado é pessoa física, e a pretensão dos credores é de executar a pessoa jurídica à qual o devedor transferiu seus bens, a forma de intervenção de terceiros a ser requerida é a desconsideração da personalidade jurídica, mas na modalidade inversa (art. 133, § 2º, CPC). Afinal, na modalidade comum (direta), o IDPJ direciona-se a atingir o patrimônio dos sócios da pessoa jurídica, e, no caso em análise, a pretensão dos credores é no sentido contrário. Letra e. 009. (VUNESP/PROCURADOR JURÍDICO/AVAREPREV-SP/2020) Acerca do disposto no Có- digo de Processo Civil sobre a desconsideração da personalidade jurídica, assinale a alterna- tiva correta. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para ADRIANO PRUDENTE DE OLIVEIRA - 14882695642, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 44 de 63www.grancursosonline.com.br IDPJ, IAFG, Responsabilidade do Sócio e Reconvenção DIREITO PROCESSUAL DO TRABALHO Gustavo Deitos a) O incidente de desconsideração da personalidade jurídica será instaurado a pedido da parte, Ministério Público ou de ofício pelo juiz. b) A instauração do incidente dedesconsideração da personalidade jurídica interromperá o processo, salvo na hipótese em que ele for requerido na petição inicial. c) Instaurado o incidente, o sócio ou a pessoa jurídica será citado para manifestar-se e requerer as provas cabíveis no prazo de 5 (cinco) dias. d) Concluída a instrução, se necessária, o incidente será resolvido por sentença de mérito. e) Acolhido o pedido de desconsideração, a alienação ou a oneração de bens, havida em fraude de execução, será ineficaz em relação ao requerente. Questão de direito processual civil que nos ajuda a entender a sistemática do IDPJ. a) Errada. O incidente de desconsideração da personalidade jurídica será instaurado a pedido da parte ou do Ministério Público, quando lhe couber intervir no processo (art. 133). Não pode, portanto, ser instaurado de ofício pelo juiz. b) Errada. A instauração do incidente suspenderá o processo, salvo na hipótese do § 2º (art. 134, § 3º). c) Errada. O prazo é de 15 dias (art. 135 do CPC). d) Errada. Concluída a instrução, se necessária, o incidente será resolvido por decisão interlo- cutória (art. 136, caput). e) Certa. Trata-se da regra literal do art. 137 do CPC. Letra e. 010. (FCC/ANALISTA JUDICIÁRIO/ÁREA JUDICIÁRIA/TRF 3ª REGIÃO/2019) Renato ajui- zou ação de cobrança contra ZWXY Construções Ltda., requerendo, na própria petição inicial, a desconsideração da sua personalidade jurídica, com a demonstração preliminar do preen- chimento dos pressupostos legais específicos. Nesse caso, de acordo com o Código de Pro- cesso Civil: a) deverá ser determinada a instauração do incidente de desconsideração da personalidade jurídica, com a suspensão do processo. b) deverá ser determinada a instauração do incidente de desconsideração da personalidade jurídica, sem a suspensão do processo. c) dispensa-se a instauração do incidente de desconsideração da personalidade jurídica, mas o processo deverá permanecer suspenso até a decisão desse requerimento. d) dispensa-se a instauração do incidente de desconsideração da personalidade jurídica e o processo não será suspenso. e) o requerimento deverá ser liminarmente rejeitado, pois o incidente de desconsideração da personalidade jurídica só pode ser instaurado na fase de cumprimento de sentença. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para ADRIANO PRUDENTE DE OLIVEIRA - 14882695642, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 45 de 63www.grancursosonline.com.br IDPJ, IAFG, Responsabilidade do Sócio e Reconvenção DIREITO PROCESSUAL DO TRABALHO Gustavo Deitos A questão cobrou diretamente a regra do art. 134, §§ 2º e 3º, do CPC: § 3º Dispensa-se a instauração do incidente se a desconsideração da personalidade jurídica for requerida na petição inicial, hipótese em que será citado o sócio ou a pessoa jurídica.”. Requerida a desconsideração na petição inicial, não será instaurado o incidente. Logo, não haverá que se falar em suspensão do processo. Letra d. 011. (FGV/OAB/2015) A empresa XPTO Ltda., necessitando dispensar empregado estável, ajuizou inquérito para apuração de falta grave em face de seu empregado. No dia da audiência, a empresa apresentou seis testemunhas, protestando pela oitiva de todas. O empregado apre- sentou três testemunhas, afirmando ser este o limite na Justiça do Trabalho. Assinale a alternativa que mostra qual advogado agiu da forma determinada na CLT. a) O advogado da empresa agiu corretamente, pois trata-se de inquérito para apuração de falta grave. b) O juiz determinou que a empresa dispensasse três das seis testemunhas, pois é necessário o equilíbrio com a outra parte. Logo, ambos os advogados agiram corretamente, levando o número de testemunhas que entendiam cabível. c) O advogado do empregado está correto, pois o limite de testemunhas para o processo de rito ordinário é de três para cada parte. d) Os dois advogados se equivocaram, pois o limite legal é de três por processo no rito ordiná- rio, sendo as testemunhas do juízo. Conforme o art. 821 da CLT, o limite de testemunhas, no caso de IAFG, é de SEIS para cada parte. É diferente dos limites dos procedimentos ordinário (3) e sumaríssimo (2). Letra a. 012. (FGV/OAB/2011) Tício, gerente de operações da empresa Metalúrgica Comercial, foi eleito dirigente sindical do Sindicato dos Metalúrgicos. Seis meses depois, juntamente com Mévio, empregado representante da CIPA (Comissão Interna para Prevenção de Acidentes) da empresa por parte dos empregados, arquitetaram um plano para descobrir determinado segredo industrial do seu empregador e repassá-lo ao concorrente mediante pagamento de numerário considerável. Contudo, o plano foi descoberto antes da venda, e a empresa, agora, pretende dispensar ambos por falta grave. Você foi contratado como consultor jurídico para indicar a forma de fazê-lo. O que deve ser feito? O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para ADRIANO PRUDENTE DE OLIVEIRA - 14882695642, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 46 de 63www.grancursosonline.com.br IDPJ, IAFG, Responsabilidade do Sócio e Reconvenção DIREITO PROCESSUAL DO TRABALHO Gustavo Deitos a) Ajuizamento de inquérito para apuração de falta grave em face de Tício e Mévio, no prazo decadencial de 30 dias, caso tenha havido suspensão deles para apuração dos fatos. b) Simples dispensa por falta grave para ambos os empregados, pois o inquérito para apuração de falta grave serve apenas para a dispensa do empregado estável decenal. c) Ajuizamento de inquérito para apuração de falta grave em face de Tício, no prazo decaden- cial de 30 dias, caso tenha havido suspensão dele para apuração dos fatos; e simples dispensa por justa causa em relação a Mévio, independentemente de inquérito. d) Ajuizamento de inquérito para apuração de falta grave em face de Tício, no prazo decaden- cial de 30 dias, contados do conluio entre os empregados; e simples dispensa por justa causa em relação a Mévio, independentemente de inquérito. Tício, por ser dirigente sindical, só pode ser dispensado mediante ajuizamento de IAFG (art. 8º, inciso VIII, da CF e Súmula 197 do STF). Já Mévio, por ser apenas representante da CIPA, pode ser dispensado independentemente de inquérito, faltando interesse processual à empresa se resolver ajuizar o IAFG mesmo assim. Letra c. 013. (CESPE/OAB/2007) Sob a sistemática da justiça do trabalho, no inquérito judicial contra empregado estável, o número máximo de testemunhas que cada parte poderá arrolar é igual a: a) 2. b) 3. c) 5. d) 6. Conforme o art. 821 da CLT, o limite de testemunhas, no caso de IAFG, é de SEIS para cada parte. É diferente dos limites dos procedimentos ordinário (3) e sumaríssimo (2). Letra d. 014. (FCC/ANALISTA JUDICIÁRIO/ÁREA JUDICIÁRIA/OFICIAL DE JUSTIÇA/AVALIADOR FEDERAL/TRT 15ª REGIÃO (SP)/2018) Da decisão interlocutória que acolher ou rejeitar o incidente de desconsideração da personalidade jurídica: a) na fase de cognição, cabe mandado de segurança. b) na fase de cognição, cabe recurso ordinário. c) na fase de execução, cabem embargos à execução, desde que garantido o juízo. d) se proferida pelo relator em incidente instaurado originariamente no tribunal, cabe agra- vo interno. e) não cabe qualquer recurso, tendo em vista tratar-se de decisão interlocutória, que é irrecor- rível de imediato no processo do trabalho. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para ADRIANO PRUDENTE DE OLIVEIRA - 14882695642, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br47 de 63www.grancursosonline.com.br IDPJ, IAFG, Responsabilidade do Sócio e Reconvenção DIREITO PROCESSUAL DO TRABALHO Gustavo Deitos a) Em aula, foi dada advertência no seguinte sentido: somente devemos assinalar como corre- ta esta informação quando nenhuma outra alternativa corresponder ao texto literal do art. 855- A da CLT. Como neste caso existe outra alternativa reproduzindo regra literal de lei, devemos considerar esta última como gabarito (da letra d, a seguir comentada). No mais, conforme o art. 855-A, § 1º, inciso I, contra a decisão que instaura ou rejeita o IDPJ na fase de cognição, não cabe recurso de imediato. b) Errada. Conforme o art. 855-A, § 1º, inciso I, contra a decisão que instaura ou rejeita o IDPJ na fase de cognição, não cabe recurso de imediato. c) Errada. Conforme o art. 855-A, § 1º, inciso II, contra a decisão que instaura ou rejeita o IDPJ na fase de execução, cabe agravo de petição, independentemente de garantia do juízo. d) Certa. Conforme o art. 855-A, § 1º, inciso III, contra a decisão que instaura ou rejeita o IDPJ cabe agravo interno, se proferida pelo relator em incidente instaurado originariamente no tribunal. e) Errada. O § 1º do art. 855-A possibilita recursos contra a decisão que acolhe ou rejeita o IDPJ de diversas formas, a depender da fase e do grau de jurisdição em que o processo se encontra. Letra d. 015. (VUNESP/PROCURADOR JURÍDICO/PREFEITURA DE BAURU–SP/2018) Da decisão interlocutória que acolher ou rejeitar o incidente de desconsideração da personalidade jurídica no processo do trabalho, na fase de execução caberá a) agravo interno. b) embargos à execução. c) agravo de petição. d) mandado de segurança. e) embargos de terceiro. Conforme o art. 855-A, § 1º, inciso II, contra a decisão que instaura ou rejeita o IDPJ na fase de execução, cabe agravo de petição, independentemente de garantia do juízo. Letra c. 016. (FCC/ANALISTA JUDICIÁRIO/ÁREA JUDICIÁRIA/TRT 6ª REGIÃO (PE)/2018) A partir da Lei n. 13.467/2017, o incidente de desconsideração da personalidade jurídica passou a ser expressamente previsto na CLT, sendo correto afirmar que a) o processo será interrompido com a instauração do incidente. b) a instauração do incidente é incompatível com tutela de urgência de natureza cautelar, não podendo essa, portanto, ser concedida nessa fase processual. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para ADRIANO PRUDENTE DE OLIVEIRA - 14882695642, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 48 de 63www.grancursosonline.com.br IDPJ, IAFG, Responsabilidade do Sócio e Reconvenção DIREITO PROCESSUAL DO TRABALHO Gustavo Deitos c) cabe agravo de petição, desde que garantido o juízo, da decisão interlocutória que acolher ou rejeitar o incidente na fase de execução. d) cabe recurso ordinário da decisão interlocutória que acolher ou rejeitar o incidente na fase de conhecimento. e) cabe agravo interno da decisão interlocutória que acolher ou rejeitar o incidente, proferida pelo relator em incidente instaurado originariamente no tribunal. a) Errada. O processo, na verdade, será SUSPENSO com tal instauração (exceto se o IDPJ for instaurado em razão de pedido na própria petição inicial, caso em que nem suspenso será – art. 855-A, § 2º, da CLT cumulado com art. 134, § 3º, do CPC). b) Errada. Conforme o art. 855-A, § 2º, não há nenhum prejuízo à tutela de urgência de natureza cautelar prevista no CPC, em caso de instauração do IDPJ e suspensão do processo. c) Errada. Na verdade, o agravo de petição em tal hipótese, embora realmente cabível, INDE- PENDE de garantia do juízo. d) Errada. Conforme o art. 855-A, § 1º, inciso I, contra a decisão que instaura ou rejeita o IDPJ na fase de cognição, não cabe recurso de imediato. e) Certa. Conforme o art. 855-A, § 1º, inciso III, contra a decisão que instaura ou rejeita o IDPJ cabe agravo interno, se proferida pelo relator em incidente instaurado originariamente no tribunal. Letra e. 017. (QUADRIX/PROCURADOR JURÍDICO/CFO-DF/2017/ADAPTADA) A respeito do pro- cesso do trabalho e da jurisprudência do Tribunal Superior do Trabalho (TST), julgue o item que se segue. Na fase de execução, será cabível o incidente de desconsideração da personalidade jurídica de iniciativa da parte, do Ministério Público ou do próprio juiz trabalhista. Nessa hipótese, da decisão interlocutória que acolher ou rejeitar esse incidente, caberá agravo de petição, inde- pendentemente de garantia do juízo. Originalmente, esta questão tinha como gabarito a opção “certo”, com fundamento no fato de o juiz poder basear-se no Código de Defesa do Consumidor para determinar a desconsideração da PJ de ofício. Todavia, após a Reforma Trabalhista, ficou expresso na CLT que a atuação de ofício do juiz não é possível no processo do trabalho, para a desconsideração da PJ, em razão de remessa da própria CLT à observância do art. 133, caput, do CPC (somente partes e MPT). Errado. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para ADRIANO PRUDENTE DE OLIVEIRA - 14882695642, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 49 de 63www.grancursosonline.com.br IDPJ, IAFG, Responsabilidade do Sócio e Reconvenção DIREITO PROCESSUAL DO TRABALHO Gustavo Deitos 018. (BANPARÁ/ADVOGADO/BANPARÁ/2017) A respeito do inquérito judicial para apuração de falta grave, assinale a alternativa CORRETA: a) Deve ser ajuizado para pleitear a dispensa motivada ou imotivada de todos os empregados que sejam portadores de estabilidade no emprego. b) Ajuizado o inquérito o juiz deve determinar a notificação do empregado requerido e do Mi- nistério Público do Trabalho. c) Procedente o inquérito, o juiz deve determinar a dispensa do empregado, de forma impositiva. d) Para a instauração do inquérito para apuração de falta grave contra empregado garantido com estabilidade, o empregador apresentará reclamação por escrito, dentro de 30 (trinta) dias, contados da data da suspensão do empregado. a) Errada. Somente alguns empregados estáveis específicos devem ter sua dispensa motivada precedida de IAFG (mencionados em aula). Quanto aos demais, inexistirá interesse processual para o ajuizamento do IAFG. b) Errada. A atuação do MPT no IAFG não é obrigatória em razão do procedimento em si. O MPT só atuará se existir outro elemento que, conforme a LC 75/1993, atraia o interesse jurídico do MPT (como indígena, menor etc.). c) Errada. A dispensa do empregado NÃO É uma determinação imposta por lei (impositiva). Na verdade, o juiz pode, também, deferir indenização ao empregado estável, quando verificar que a reintegração, no caso concreto, é inviável (art. 496 da CLT cumulado com Súmula 396, item II, do TST). d) Certa. É a regra literal do art. 853 da CLT. Letra d. 019. (FCC/ANALISTA JUDICIÁRIO/ÁREA JUDICIÁRIA/TRT 24ª REGIÃO (MS)/2017) A em- presa Gregos e Troianos Ltda. possui nos seus quadros um empregado que exerce o cargo de dirigente sindical no sindicato que representa a categoria profissional dos empregados. Referido empregado foi surpreendido embriagado no ambiente de trabalho e a empresa o sus- pendeu, pretendendo dispensar o mesmo por justa causa. Nessa hipótese, a empresa deverá: a) comunicar o sindicato da categoria no prazo de 5 dias para o mesmo instaurar inquérito para apuração dos fatos. b) marcar a homologação da rescisão do empregado perante o Ministério do Trabalho, o qual deverá notificar o sindicato da categoria para tomar ciência da rescisão contratual de seu dirigente. c) propor inquérito para apuração de falta grave perante a Vara do Trabalho competente, no prazo de 30 dias da suspensão do empregado. d) ajuizar inquérito civil perante o MinistérioPúblico do Trabalho para apuração dos fatos, para que a dispensa possa ter legitimidade. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para ADRIANO PRUDENTE DE OLIVEIRA - 14882695642, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 50 de 63www.grancursosonline.com.br IDPJ, IAFG, Responsabilidade do Sócio e Reconvenção DIREITO PROCESSUAL DO TRABALHO Gustavo Deitos e) ajuizar inquérito para apuração de falta grave perante o Tribunal Regional do Trabalho no prazo de 60 dias da suspensão do empregado. É a regra do art. 853 da CLT: 30 dias, contados da suspensão do empregado, se suspenso for. Ademais, conforme o art. 854, a competência para processo e julgamento do IAFG é da Vara do Trabalho, conforme o art. 652, alínea b, da CLT. (do local da prestação dos serviços, em re- gra – art. 651 da CLT). Registro, ainda, que, após a Reforma, inexista qualquer procedimento de homologação de rescisão de contrato de trabalho em órgãos públicos. Letra c. 020. (VUNESP/ADVOGADO/SAEG/2015/ADAPTADA) Julgue o item subsequente: É de 30 (trinta) dias o prazo decadencial para ajuizamento de inquérito para apuração de falta grave contados da ciência inequívoca do ato omissivo ou comissivo praticado pelo empregado detentor de estabilidade. Originalmente, esta questão era de múltipla-escolha, mas apresentei somente uma das alter- nativas para você testar seu conhecimento quanto ao tema do IAFG, já que outras alternativas versavam sobre outros assuntos. Conforme o art. 853 da CLT, o termo inicial do prazo deca- dencial é a data da suspensão do empregado, se ele for suspenso, e não a data da “ciência inequívoca” o ato faltoso cometido. Errado. 021. (TRT 4ª REGIÃO/JUIZ DO TRABALHO SUBSTITUTO/TRT 4ª REGIÃO/2016/ADAPTA- DA) No inquérito para apuração de falta grave, poderá o empregador apresentar reclamação oral, a qual será reduzida a termo pelo serventuário da justiça. A reclamação do empregador deve necessariamente ser ESCRITA (art. 853 da CLT). Errado. 022. (FCC/JUIZ DO TRABALHO SUBSTITUTO/TRT 15ª REGIÃO (SP)/2015) Em relação ao inquérito para apuração de falta grave, de acordo com os dispositivos legais aplicáveis, a juris- prudência pacífica do TST e a doutrina, é INCORRETO afirmar que: a) o empregador apresentará reclamação por escrito na Vara do Trabalho, dentro de trinta dias, contados da data da suspensão do empregado. b) se tiver havido prévio reconhecimento da estabilidade do empregado, o julgamento do in- quérito pela Vara do Trabalho não prejudicará a execução para pagamento dos salários devi- dos ao empregado, até a data da instauração do mesmo inquérito. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para ADRIANO PRUDENTE DE OLIVEIRA - 14882695642, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 51 de 63www.grancursosonline.com.br IDPJ, IAFG, Responsabilidade do Sócio e Reconvenção DIREITO PROCESSUAL DO TRABALHO Gustavo Deitos c) o prazo de trinta dias contados da suspensão do empregado para ajuizamento do inquérito é decadencial, pois se trata de ação constitutiva de direito. d) a sentença que rejeita o pedido de inquérito assume caráter condenatório ao estabelecer a responsabilidade do empregador no pagamento de salários e todas as vantagens referentes ao período de afastamento do empregado. e) julgado improcedente o inquérito para apuração de falta grave de dirigente sindical, a deter- minação judicial de reintegração do empregado estável deve ser cumprida pelo empregador, sob pena de reintegração forçada, não sendo possível a conversão em indenização, já que o interesse protegido é coletivo. a) Errada. Pois a questão pede pela alternativa incorreta. É a regra do art. 853 da CLT. b) Errada. Pois a questão pede pela alternativa incorreta. É a regra literal do art. 855 da CLT, embora de redação confusa. c) Errada. Pois a questão pede pela alternativa incorreta. De fato, tal prazo é decadencial, pois a perda desse prazo fará com que o empregador perca o direito de buscar a dispensa de em- pregado estável, nas hipóteses legais. É uma ação de cunho constitutivo negativo (desconsti- tutivo), natureza que é albergada pela classificação das ações constitutivas – que interferem na (in)constituição de direito. d) Errada. Pois a questão pede pela alternativa incorreta. De fato, o efeito da sentença de im- procedência será condenatório, se o empregado houver sido suspenso (vide tabela apresenta- da em aula), devendo o empregado receber tudo o que deixou de ganhar durante o período da suspensão (já que ele não fez nada de errado). e) Certa. Pois a questão pede pela alternativa incorreta. Na verdade, o juiz pode, também, defe- rir indenização ao empregado estável, quando verificar que a reintegração, no caso concreto, é inviável (art. 496 da CLT cumulado com Súmula 396, item II, do TST). Letra e. 023. (FCC/ANALISTA JUDICIÁRIO/OFICIAL DE JUSTIÇA AVALIADOR FEDERAL/TRT 6ª RE- GIÃO (PE)/2018) A respeito do procedimento para desconsideração da personalidade jurídica no processo do trabalho: a) a instauração do incidente sempre será causa de suspensão do processo. b) da decisão que acolhe o pedido na fase de execução caberá agravo de petição, desde que garantida a execução. c) não é cabível instauração de incidente quando da execução de título extrajudicial. d) instaurado o incidente, o sócio ou a pessoa jurídica será citado para manifestar-se e reque- rer as provas cabíveis no prazo de 15 dias. e) o requerimento deve demonstrar desde logo o preenchimento dos pressupostos legais es- pecíficos eis que incabível instrução probatória na espécie. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para ADRIANO PRUDENTE DE OLIVEIRA - 14882695642, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 52 de 63www.grancursosonline.com.br IDPJ, IAFG, Responsabilidade do Sócio e Reconvenção DIREITO PROCESSUAL DO TRABALHO Gustavo Deitos a) Errada. Conforme o art. 134, § 3º, do CPC, se o IDPJ for instaurado em razão de pedido na própria petição inicial, não haverá suspensão, embora a suspensão seja a regra geral. b) Errada. Conforme o art. 855-A, § 1º, inciso II, contra a decisão que instaura ou rejeita o IDPJ na fase de execução, cabe agravo de petição, independentemente de garantia do juízo. c) Errada. De acordo com o art. 134, caput, do CPC: O incidente de desconsideração é cabível em todas as fases do processo de conhecimento, no cum- primento de sentença e na execução fundada em título executivo extrajudicial. d) Certa. É a regra literal do art. 135 do CPC. e) Errada. Os arts. 135 e 136 do CPC permitem que o sócio, a pessoa jurídica e o requerente do incidente produzam provas, pois deixam clara, textualmente, a possibilidade de existir uma fase instrutória. Letra d. 024. (INÉDITA/2022) Julgue o item subsequente: O sócio retirante responde solidariamente pelas obrigações trabalhistas da sociedade relati- vas ao período em que figurou como sócio, somente em ações ajuizadas até dois anos depois de averbada a modificação do contrato. A responsabilidade do sócio retirante, em regra, é SUBSIDIÁRIA (art. 10-A da CLT). Errado. 025. (INÉDITA/2022) Julgue o item subsequente: O sócio retirante responde subsidiariamente pelas obrigações trabalhistas da sociedade relati- vas ao período em que figurou como sócio, somente em ações ajuizadas até cinco anos depois de averbada a modificação do contrato. O prazo durante o qual o sócio retirante pode ser subsidiariamente responsável é de DOIS ANOS, depois de averbada a modificaçãodo contrato (art. 10-A da CLT). Errado. 026. (INÉDITA/2022) Julgue o item subsequente: O sócio retirante responderá solidariamente com os demais quando ficar comprovada fraude na alteração societária decorrente da modificação do contrato. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para ADRIANO PRUDENTE DE OLIVEIRA - 14882695642, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 53 de 63www.grancursosonline.com.br IDPJ, IAFG, Responsabilidade do Sócio e Reconvenção DIREITO PROCESSUAL DO TRABALHO Gustavo Deitos É a regra literal do art. 10-A, parágrafo único, da CLT. Certo. 027. (INÉDITA/2022) Julgue o item subsequente: A ordem preferencial de responsabilização pelas obrigações trabalhistas, de acordo com re- cente alteração implementada sobre o texto da CLT, é, exatamente, a seguinte: empresa deve- dora, sócios retirantes (pelo período de dois anos após a averbação da modificação do contra- to) e, por último, os sócios atuais. A ordem preferencial é estabelecida nos incisos do art. 10-A, e é a seguinte: empresa devedora, sócios atuais e, por último, os sócios retirantes. Errado. 028. (INÉDITA/2022) Julgue o item subsequente: No processo do trabalho, embora tenha surgido o ônus de pagamento de honorários advocatí- cios sucumbenciais após as alterações legislativas do ano de 2017, a reconvenção apresenta- da no bojo de reclamação trabalhista não é alcançada pelo referido ônus, por força do princípio da proteção processual à parte hipossuficiente. Conforme o art. 791-A, § 5º, da CLT, são devidos honorários de sucumbência na reconvenção. Ainda não há nenhum posicionamento firme na jurisprudência que torne inaplicável tal regra à reconvenção, por força deste ou de outro princípio. Errado. 029. (CESPE/PROCURADOR DO MUNICÍPIO/PREFEITURA DE FORTALEZA-CE/2017) Jul- gue o item que se segue, referentes ao procedimento comum no processo civil. No polo ativo ou passivo da reconvenção poderão ser incluídos terceiros legitimados em litis- consórcio ativo ou passivo. Conforme os §§ 3º e 4º do art. 343 do CPC, a reconvenção pode ser proposta contra o autor e terceiro, e, inclusive, em litisconsórcio com terceiro. Logo, o litisconsórcio na reconvenção pode ser ativo (§ 4º) ou passivo (§ 3º). Certo. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para ADRIANO PRUDENTE DE OLIVEIRA - 14882695642, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 54 de 63www.grancursosonline.com.br IDPJ, IAFG, Responsabilidade do Sócio e Reconvenção DIREITO PROCESSUAL DO TRABALHO Gustavo Deitos 030. (FCC/PROCURADOR DO ESTADO/PGE-TO/2018) Em relação à reconvenção, está cor- reto afirmar: a) É lícito ao réu propor reconvenção na contestação ou por petição autônoma, para manifestar pretensão própria, conexa ou não com a ação principal ou com o fundamento da causa. b) O réu só pode propor reconvenção de forma condicionada ao oferecimento de contestação ao pedido inicial. c) Se o autor for substituto processual, o reconvinte deverá afirmar ser titular de direito em face do substituído, e a reconvenção deverá ser proposta em face do autor, também na qualidade de substituto processual. d) A desistência da ação ou a ocorrência de causa extintiva que impeça o exame de seu mérito obsta ao prosseguimento do processo quanto à reconvenção, haja vista seu caráter de subor- dinação ao pedido principal. e) A reconvenção pode ser proposta pelo réu, defeso porém o litisconsórcio com terceiro. a) Errada. A pretensão deve ser CONEXA com a pretensão da ação principal ou com o funda- mento da defesa (art. 343, caput, CPC). b) Errada. Conforme o § 6º do art. 343 do CPC, a reconvenção pode ser apresentada isolada- mente, mesmo sem contestação. c) Certa. É a regra literal do § 5º do art. 343 do CPC. d) Errada. Conforme o § 2º do art. 343 do CPC, não há relação de dependência entre a recon- venção e a ação principal. Logo, eventual extinção sem mérito da ação principal EM NADA INTERFERIRÁ quanto ao prosseguimento da reconvenção. e) Errada. Conforme o § 4º, é possível que o reclamado ofereça reconvenção em litisconsórcio com terceiro. Letra c. 031. (FCC/PROCURADOR LEGISLATIVO/CÂMARA LEGISLATIVA DO DISTRITO FEDERAL/ 2018) Em relação à reconvenção: a) a desistência da ação ou a ocorrência de causa extintiva que impeça o exame de seu mérito obsta o prosseguimento do processo quanto à reconvenção, por seu caráter acessório. b) proposta a reconvenção, o autor será citado, pessoalmente, por via postal, para apresentar resposta no prazo de quinze dias. c) se o autor for substituto processual, o reconvinte deverá afirmar ser titular de direito em face do substituído, e a reconvenção deverá ser proposta em face do autor, também na qualidade de substituto processual. d) a reconvenção pode ser proposta somente contra o autor, sendo também possível seu ajui- zamento pelo réu em litisconsórcio com terceiro. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para ADRIANO PRUDENTE DE OLIVEIRA - 14882695642, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 55 de 63www.grancursosonline.com.br IDPJ, IAFG, Responsabilidade do Sócio e Reconvenção DIREITO PROCESSUAL DO TRABALHO Gustavo Deitos e) a reconvenção só pode ser proposta pelo réu se oferecida por ele contestação simultanea- mente, na mesma peça de defesa. a) Errada. Conforme o § 2º do art. 343 do CPC, não há relação de dependência entre a recon- venção e a ação principal. Logo, eventual extinção sem mérito da ação principal EM NADA INTERFERIRÁ quanto ao prosseguimento da reconvenção. b) Errada. Esta questão foi inserida na prova como parte do conteúdo de Processo Civil. Portanto, a alternativa está errada porque, no processo civil, certamente a parte estaria assistida por advogado, e a intimação para resposta à reconvenção deveria ocorrer na pessoa do advo- gado. No dia a dia do processo trabalhista, a regra seria a mesma, pois a grande maioria dos reclamantes (reconvindos) são representados por advogado. Se, eventualmente, um reclamante sem advogado tivesse de responder uma reconvenção, de fato a intimação seria por via postal, de forma pessoal. Portanto, numa remota hipótese de empregado desassistido de advogado ter o dever de responder a uma reconvenção, esta alternativa estaria, em tese, correta. c) Certa. É a regra literal do § 5º do art. 343 do CPC. d) Errada. De acordo com o § 3º do art. 343 do CPC, a reconvenção pode ser proposta contra o autor e terceiro. A parte final está correta (§ 4º). e) Errada. O réu pode propor reconvenção independentemente de oferecer contestação (§ 6º do art. 343 do CPC). Letra c. 032. (FEPESE/PROCURADOR DO ESTADO/PGE-SC/2018) Assinale a alternativa correta. a) A reconvenção deverá ser apresentada na contestação e a pretensão nela deduzida deverá ser conexa com a demanda principal ou com o fundamento da defesa. b) Na reconvenção é vedada a proposição contra autor e terceiro não participante da demanda principal. c) Em caso de desistência ou causa extintiva que impeça o exame do mérito da demanda principal, não há possibilidade de prosseguimento da reconvenção, merecendo ela também a solução de extinção. d) A reconvenção somente será admissível em caso de apresentação de contestação, sendo vedado ao réu apresentá-la sozinha. e) Não são devidos honorários advocatícios na reconvenção, apenas na ação principal. 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O réu pode propor reconvenção independentemente de oferecer contestação (§ 6º do art. 343 do CPC). e) Errada. Conforme o art. 791-A, § 5º, da CLT, são devidos honorários de sucumbência na re- convenção. Letra a. 033. (IBFC/OFICIAL DE JUSTIÇA/TJ-PE/2017) O fenômeno da reconvenção é verificado em Direito Processual Civil, sendo considerado um instrumento importante para a defesa. A res- peito desse tema, podemos dizer que é vedada a reconvenção quando proposta. a) Sem conexão com a ação principal. b) Independentemente do oferecimento de contestação. c) Em alinhamento com um dos fundamentos da defesa. d) Por réu em litisconsórcio. e) Em face de terceiro. a) Certa. A pretensão deve ser CONEXA com a pretensão da ação principal ou com o funda- mento da defesa (art. 343, caput, CPC). b) Errada. O réu pode propor reconvenção independentemente de oferecer contestação (§ 6º do art. 343 do CPC). c) Errada. A pretensão deve ser conexa com a pretensão da ação principal ou com o funda- mento da defesa (art. 343, caput, CPC). d) Errada. Conforme os §§ 3º e 4º do art. 343 do CPC, a reconvenção pode ser proposta contra o autor e terceiro, e, inclusive, em litisconsórcio com terceiro. Logo, o litisconsórcio na recon- venção pode ser ativo (§ 4º) ou passivo (§ 3º). e) Errada. Vide comentário à Letra d. Letra a. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para ADRIANO PRUDENTE DE OLIVEIRA - 14882695642, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 57 de 63www.grancursosonline.com.br IDPJ, IAFG, Responsabilidade do Sócio e Reconvenção DIREITO PROCESSUAL DO TRABALHO Gustavo Deitos 034. (INÉDITA/2022) Julgue o item subsequente: O sócio retirante responde subsidiariamente pelas obrigações trabalhistas da sociedade relati- vas ao período em que figurou como sócio, somente em ações ajuizadas até dois anos depois de averbada a modificação do contrato. É a regra literal do art. 10-A da CLT. Certo. 035. (INÉDITA/2022) Julgue o item subsequente: A ordem preferencial de responsabilização pelas obrigações trabalhistas, de acordo com re- cente alteração implementada sobre o texto da CLT, é, exatamente, a seguinte: empresa de- vedora, os sócios atuais e, por último, os sócios retirantes (pelo período de dois anos após a averbação da modificação do contrato). É a regra literal do art. 10-A, e incisos, da CLT. Certo. 036. (INÉDITA/2022) As sociedades empresárias Lulu S/A e Frango Internacional S/A com- partilham interesses econômicos comuns e têm atuação conjunta do mercado, razão pela qual formam grupo econômico, nos termos da Consolidação das Leis do Trabalho. O grupo foi reconhecido em ação trabalhista ajuizada por Pedro em face da sociedade empresária Lulu S/A, razão pela qual a sociedade empresária Frango Internacional S/A foi condenada de ma- neira solidária ao pagamento das obrigações trabalhistas reconhecidas na sentença transitada em julgado. Na fase de execução, Pedro requer ao juiz a desconsideração da personalidade jurídica das duas sociedades, de modo que o patrimônio dos sócios de ambas as empresas responda pelo débito exequendo. Nesta situação, o juiz deverá: a) A mera existência de grupo econômico já autoriza a desconsideração da personalidade jurídi- ca de ambas as sociedades empresariais, alcançando-se o patrimônio dos respectivos sócios. b) A desconsideração da personalidade jurídica das sociedades empresárias depende da veri- ficação de cumprimento pela sociedade, ainda que de forma isolada, de obrigações do sócio ou do administrador ou vice-versa. c) A existência de grupo econômico, sem a verificação de confusão patrimonial e desvio de finalidade nos parâmetros definidos em lei, não autoriza, por si só, a desconsideração da per- sonalidade jurídica das sociedades empresárias envolvidas. d) Para que a personalidade jurídica das sociedades seja desconsiderada pelo juiz, é suficiente que o advogado de Pedro demonstre que quaisquer delas tenha modificado a finalidade origi- nal da sua atividade econômica. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para ADRIANO PRUDENTE DE OLIVEIRA - 14882695642, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 58 de 63www.grancursosonline.com.br IDPJ, IAFG, Responsabilidade do Sócio e Reconvenção DIREITO PROCESSUAL DO TRABALHO Gustavo Deitos a) Errada. De acordo com o art. 50, § 4º, do Código Civil, a mera existência de grupo econômico sem a presença dos requisitos de que trata o caput (desvio de finalidade e confusão patri- monial, nos devidos parâmetros traçados pela MP 881 e estudados em aula) não autoriza a desconsideração da personalidade da pessoa jurídica. b) Errada. Uma das hipóteses de caracterização de confusão patrimonial é o cumprimento repetitivo pela sociedade de obrigações do sócio ou do administrador ou vice-versa (art. 50, § 2º, inciso I, Código Civil). c) Certa. Vide comentário à Letra a. d) Errada. Conforme o art. 50, § 5º, do Código Civil, não constitui desvio de finalidade a mera ex- pansão ou a alteração da finalidade original da atividade econômica específica da pessoa jurídica. Letra c. 037. (INÉDITA/2022) Tendo em vista as recentes modificações sobre os pressupostos mate- riais do incidente de desconsideração da personalidade jurídica, assinale a alternativa correta: a) A transferência de ativos ou de passivos sem efetivas contraprestações por parte da pessoa jurídica ou do sócio, a depender do caso, configura confusão patrimonial, independentemente do valor transferido. b) A desconsideração da personalidade jurídica atinge somente os bens particulares de admi- nistradores ou de sócios da pessoa jurídica beneficiados diretamente pelo abuso. c) Deve-se entender por desvio de finalidade a utilização dolosa ou culposa da pessoa jurídica com o propósito de lesar credores e para a prática de atos ilícitos de qualquer natureza. d) A desconsideração da personalidade jurídica deve produzir efeitos sobre certas e determi- nadas relações de obrigações. a) Errada. À luz do art. 50, § 2º, inciso II, a transferência de valor proporcionalmente insignifi- cante exclui a caracterização de confusão patrimonial. b) Errada. Conforme a nova redação do caput do art. 50 do Código Civil, são atingidos os bens particulares de administradores ou de sócios da pessoa jurídica beneficiados direta ou indire- tamente pelo abuso. c) Errada. Consoante o art. 50, § 1º, desvio de finalidade é a utilização dolosa (apenas) da pessoa jurídica com o propósito de lesar credores e para a prática de atos ilícitos de qual- quer natureza. d) Certa. É a regra da nova redação do caput do art. 50. A desconsideração não é indiscrimina- da: seus efeitos são restritos às obrigações referidas pelo juiz da causa (exemplo: créditos do contrato de trabalho de determinado empregado). Letra d. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para ADRIANO PRUDENTE DE OLIVEIRA - 14882695642, vedada,também tem seção própria na CLT, em decorrência de inclusão da Reforma Trabalhista. O novo art. 855-A da CLT dispõe o seguinte: Art. 855-A. Aplica-se ao processo do trabalho o incidente de desconsideração da personalidade ju- rídica previsto nos arts. 133 a 137 da Lei no 13.105, de 16 de março de 2015 – Código de Processo Civil. A Lei n. 13.467/2017 (Reforma) não transcreveu dispositivos do CPC na CLT no tocante ao IDPJ, como fez em outras partes de suas alterações. No ponto do IDPJ, a Reforma simples- mente remeteu a leitura do procedimento ao CPC, limitando-se a esclarecer que tal incidente é aplicável ao processo do trabalho. No mais, a Reforma somente elucidou as consequências imediatas do IDPJ, como veremos adiante. Já que, agora, é inequívoco que o legislador atribuiu ao processo do trabalho o dever de recepcionar o procedimento do IDPJ do CPC (e não do Código de Defesa do Consumidor), de- vemos atentar para os requisitos essenciais do incidente. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para ADRIANO PRUDENTE DE OLIVEIRA - 14882695642, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 6 de 63www.grancursosonline.com.br IDPJ, IAFG, Responsabilidade do Sócio e Reconvenção DIREITO PROCESSUAL DO TRABALHO Gustavo Deitos Portanto, apresentarei comentários individualizados a cada dispositivo do CPC a respeito do IDPJ, para, depois, tratarmos das peculiaridades do processo do trabalho. Art. 133. O incidente de desconsideração da personalidade jurídica será instaurado a pedido da parte ou do Ministério Público, quando lhe couber intervir no processo. § 1º O pedido de desconsideração da personalidade jurídica observará os pressupostos previstos em lei. § 2º Aplica-se o disposto neste Capítulo à hipótese de desconsideração inversa da personalidade jurídica. De início, perceba: o IDPJ NÃO pode ser instaurado de ofício pelo juiz. Deve haver, para tanto, requerimento da parte interessada, ou requerimento do MPT, quando ele estiver atuando como fiscal da lei. O § 1º quer dizer que a parte (ou o MPT), quando requerer a instauração do IDPJ, deve fazer comprovação de que os pressupostos legais para a desconsideração da personalidade jurídica estão presentes no caso concreto. Os pressupostos legais são: DESVIO DE FINALIDADE e CONFUSÃO PATRIMONIAL (art. 50 do Código Civil). Obs.: � A Medida Provisória n. 881/2019, convertida na Lei n. 13.874/2019, alterou significati- vamente o art. 50 do Código Civil, definindo textualmente os parâmetros de configura- ção desses dois pressupostos. Trabalharemos, num subtítulo adiante apresentado, as modificações introduzidas sobre os pressupostos do IDPJ, em razão de sua possível cobrança em prova, tanto em processo do trabalho como em direito e processo civil. O § 2º, por sua vez, autoriza o juiz a efetuar a Desconsideração INVERSA da Personalidade Jurídica, que consiste na regra contrária à desconsideração direta e comum. • DESCONSIDERAÇÃO DIRETA DA PJ: Sócio passa a responder por débitos da pessoa jurídica. • DESCONSIDERAÇÃO INVERSA DA PJ: Pessoa Jurídica passa a responder por débitos do sócio ou titular. Art. 134. O incidente de desconsideração é cabível em todas as fases do processo de conhecimen- to, no cumprimento de sentença e na execução fundada em título executivo extrajudicial. § 1º A instauração do incidente será imediatamente comunicada ao distribuidor para as anotações devidas. § 2º Dispensa-se a instauração do incidente se a desconsideração da personalidade jurídica for requerida na petição inicial, hipótese em que será citado o sócio ou a pessoa jurídica. § 3º A instauração do incidente suspenderá o processo, salvo na hipótese do § 2º. § 4º O requerimento deve demonstrar o preenchimento dos pressupostos legais específicos para desconsideração da personalidade jurídica. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para ADRIANO PRUDENTE DE OLIVEIRA - 14882695642, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 7 de 63www.grancursosonline.com.br IDPJ, IAFG, Responsabilidade do Sócio e Reconvenção DIREITO PROCESSUAL DO TRABALHO Gustavo Deitos O IDPJ não é um procedimento exclusivo de uma determinada fase processual. Ele pode ser instaurado a qualquer momento, desde que exista pretensão de responsabilizar alguém por certo débito. Inclusive, o IDPJ pode ser requerido logo na Petição Inicial da Reclamação Trabalhista, na qual haverá fundamentação apontando que a empresa deve verbas ao trabalhador, mas que, por razões especiais (confusão entre o patrimônio da empresa e dos sócios ou desvio da fina- lidade empresarial), os sócios devem ser responsabilizados pela dívida. Se o IDPJ for requerido logo na inicial da reclamação, será citado(a) para integrar o polo passivo: 1) O Sócio, tratando-se de Desconsideração Direta; 2) A Pessoa Jurídica, tratando-se de Desconsideração Inversa. Obs.: � A rigor, o IDPJ é uma modalidade de Intervenção de Terceiros, pois o capítulo que prevê o IDPJ insere-se no Título do CPC que trata da intervenção de terceiros. � Todavia, se o IDPJ for requerido logo na petição inicial, o que ocorrerá é que o sócio ou a pessoa jurídica (chamados em razão da desconsideração direta ou inversa) integra- rão o polo passivo desde o início. A consequência imediata da instauração do IDPJ, por decisão interlocutória do juiz (aten- dendo requerimento da parte ou do MPT), é a SUSPENSÃO do processo. Todavia, se o IDPJ for requerido logo na Petição Inicial, não haverá que se falar em suspensão, pois o processo nem mesmo havia começado. DICA Só há como suspender um processo que já esteja tramitan- do/fluindo. Se o processo ainda não existisse até então, não haveria objeto a ser suspenso. É nessa razão que se funda a ressalva do § 3º. Como já dito, os pressupostos legais são: DESVIO DE FINALIDADE e CONFUSÃO PATRI- MONIAL (art. 50 do Código Civil). • DESVIO DE FINALIDADE: uso da pessoa jurídica para finalidades diversas daquelas ins- tituídas por meio do contrato social. EXEMPLO Pessoa jurídica criada somente para participar de certame licitatório específico, após conluio com agente público corrupto. CONFUSÃO PATRIMONIAL: bens dos sócios e da pessoa jurídica misturam-se de forma aleatória. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para ADRIANO PRUDENTE DE OLIVEIRA - 14882695642, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 8 de 63www.grancursosonline.com.br IDPJ, IAFG, Responsabilidade do Sócio e Reconvenção DIREITO PROCESSUAL DO TRABALHO Gustavo Deitos EXEMPLO Sócio transfere seus bens à pessoa jurídica para que não sejam penhorados numa ação judi- cial específica; pessoa jurídica paga despesas pessoas do sócio, e vice-versa. Art. 135. Instaurado o incidente, o sócio ou a pessoa jurídica será citado para manifestar-se e reque- rer as provas cabíveis no prazo de 15 (quinze) dias. Após a publicação da decisão interlocutória instaurando o IDPJ, será citado(a) para exer- cer o contraditório no processo, como terceiro interveniente: 1) O Sócio, tratando-se de Desconsideração Direta; 2) A Pessoa Jurídica, tratando-se de Desconsideração Inversa. Essencialmente, a “manifestação” que o sócio ou a PJ deverão apresentar terá caráter de contestação, mas não é, propriamente, uma contestação. É uma simples manifestação, de cunho contraditório e com natureza de defesa, na qual o sócio ou a PJ apresentarão seus ar- gumentos e requererão a produção das provas que tiverem (documentos, testemunhas etc.). O prazo parapor quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 59 de 63www.grancursosonline.com.br IDPJ, IAFG, Responsabilidade do Sócio e Reconvenção DIREITO PROCESSUAL DO TRABALHO Gustavo Deitos 038. (QUADRIX/ADVOGADO/CRM-PR/2018) Com relação aos procedimentos nos dissídios individuais trabalhistas, julgue o item seguinte. Na Justiça do Trabalho, admite-se a reconvenção, na qual não há a possibilidade de condena- ção em honorários de sucumbência. O processo do trabalho admite a reconvenção, que também alberga a possibilidade de conde- nação em honorários de sucumbência, ante seu caráter de ação nova. Confira a regra do art. 791-A, § 5º, da CLT: São devidos honorários de sucumbência na reconvenção. Errado. 039. (CESPE/ANALISTA/PERÍCIA EM CÁLCULO JUDICIAL/SERPRO/2013) Com base na CLT e na jurisprudência do TST, julgue os próximos itens, referentes a direito material e proces- sual do trabalho. Para a instauração de inquérito de apuração de falta grave contra empregado estável, é impres- cindível a suspensão desse empregado. O prazo decadencial para o ajuizamento do inquérito judicial para apuração de falta grave ini- cia-se da suspensão do empregado, A banca CESPE considera, nesta questão, que a suspen- são do empregado seria ato necessário para a configuração do interesse processual do em- pregador (tradicional “interesse de agir”). Importante precedente da banca, portanto. Certo. 040. (CESPE/ANALISTA DE SANEAMENTO/ADVOGADO/EMBASA/2010) Acerca do direito processual do trabalho, julgue os itens a seguir. O inquérito deve ser instaurado contra o empregado garantido com estabilidade no prazo de- cadencial de noventa dias, a contar da suspensão por falta grave. O prazo para instauração (ajuizamento) do IAFG é de 30 dias (art. 853 da CLT). Errado. 041. (QUADRIX/PROCURADOR JURÍDICO/CFO-DF/2017) A respeito do processo do traba- lho e da jurisprudência do Tribunal Superior do Trabalho (TST), julgue o item que se segue. Na fase de execução, será cabível o incidente de desconsideração da personalidade jurídica de iniciativa da parte, do Ministério Público ou do próprio juiz trabalhista. Nessa hipótese, da decisão interlocutória que acolher ou rejeitar esse incidente, caberá agravo de petição, inde- pendentemente de garantia do juízo. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para ADRIANO PRUDENTE DE OLIVEIRA - 14882695642, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 60 de 63www.grancursosonline.com.br IDPJ, IAFG, Responsabilidade do Sócio e Reconvenção DIREITO PROCESSUAL DO TRABALHO Gustavo Deitos O juiz não pode instaurar o IDPJ de ofício, de acordo com o art. 133, caput, do CPC, cuja aplica- bilidade é autorizada pelo caput do art. 855-A da CLT. As demais informações estão corretas: na fase de execução, o IDPJ é cabível (a pedido das partes ou do MPT), e a decisão que o resolver será impugnável por agravo de petição, independentemente de garantia do juízo (art. 855-A, § 1º, inciso II, da CLT). Errado. 042. (FUNDATEC/ASSESSOR JURÍDICO/IMESF/2019) No processo do trabalho, a decisão do magistrado de primeiro grau que acolhe o incidente de desconsideração da personalidade jurídica, na fase de cognição: a) Não poderá ser atacada por recurso imediato. b) Poderá ser atacada por agravo de instrumento. c) Deverá ser atacada por embargos de declaração, para evitar a preclusão consumativa. d) Poderá ser atacada por agravo retido. e) Poderá ser atacada por agravo de petição. Trata-se da regra do art. 855-A, § 1º, inciso I, da CLT: § 1º Da decisão interlocutória que acolher ou rejeitar o incidente: I – na fase de cognição, não cabe recurso de imediato, na forma do § 1º do art. 893 desta Consoli- dação. Letra a. 043. (INÉDITA/2022) No tocante às regras do incidente de desconsideração da personalidade jurídica do processo do trabalho, inseridas pela Lei n. 13.467/2017, julgue o item subsequente: A instauração do incidente de desconsideração da personalidade jurídica suspenderá o pro- cesso, não podendo ser postulada, a partir de então, quaisquer medidas senão aquelas direta- mente relacionadas ao incidente. Mesmo após tal suspensão, podem ser postuladas tutelas provisórias de natureza cautelar, conforme o art. 855-A, § 2º, que dispõe: A instauração do incidente suspenderá o processo, sem prejuízo de concessão da tutela de urgência de natureza cautelar de que trata o art. 301 da Lei no 13.105, de 16 de março de 2015 (Código de Processo Civil). Errado. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para ADRIANO PRUDENTE DE OLIVEIRA - 14882695642, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 61 de 63www.grancursosonline.com.br IDPJ, IAFG, Responsabilidade do Sócio e Reconvenção DIREITO PROCESSUAL DO TRABALHO Gustavo Deitos 044. (INÉDITA/2022) No tocante às regras do incidente de desconsideração da personalidade jurídica do processo do trabalho, inseridas pela Lei n. 13.467/2017, julgue o item subsequente: Em incidente instaurado originariamente no tribunal, caberá agravo de instrumento contra a decisão proferida pelo relator acerca do incidente. Em tal hipótese, o recurso cabível será o agravo interno (art. 855-A, § 1º, inciso III, CLT). Errado. 045. (INÉDITA/2022) No tocante às regras do incidente de desconsideração da personalidade jurídica do processo do trabalho, inseridas pela Lei n. 13.467/2017, julgue o item subsequente: Na fase de execução, é recorrível, mediante agravo de petição, a decisão que acolher o inciden- te de desconsideração da personalidade jurídica. Em caso de decisão que rejeite o incidente, não haverá recurso cabível de imediato. Tanto a decisão que acolhe como a que rejeita o IDPJ na fase de execução é recorrível por agravo de petição. É a regra do § 1º do art. 855-A da CLT: Da decisão interlocutória que acolher ou rejeitar o incidente: II – na fase de execução, cabe agravo de petição, independentemente de garantia do juízo. Errado. 046. (2023/FGV/OAB/XXXVII) Arthur ajuizou reclamação trabalhista em face de seu ex-em- pregador - a sociedade empresária Alfa -, e dos 3 sócios dela, valendo-se do incidente de des- consideração da personalidade jurídica (IDPJ) na fase de cognição. Argumentou na petição inicial que assim procedeu para que, em havendo sucesso na preten- são, os sócios já constem do título executivo judicial, o que abreviaria a futura execução. Diante da situação retratada e da previsão contida na CLT, assinale a afirmativa correta. a) O incidente de desconsideração da personalidade jurídica (IDPJ), na Justiça do Trabalho, somente pode ser feito na fase de execução. b) O incidente de desconsideração da personalidade jurídica (IDPJ), na seara trabalhista, pode ser feito na fase de conhecimento ou de execução. c) O incidente de desconsideração da personalidade jurídica (IDPJ) na fase de conhecimento dependerá da concordância dos sócios. d) A opção pelo incidente de desconsideração da personalidade jurídica (IDPJ), por exigência expressa da CLT, deve ter, na fase de conhecimento, sua necessidade provada por documentos. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para ADRIANO PRUDENTE DE OLIVEIRA - 14882695642, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 62 de 63www.grancursosonline.com.br IDPJ, IAFG, Responsabilidade do Sócio e Reconvenção DIREITO PROCESSUAL DOTRABALHO Gustavo Deitos O § 1° do art. 855-A da CLT esclarece o cabimento do IDPJ, no processo do trabalho, em todas as suas fases. Ademais, a concordância dos sócios e a prova documental não são legalmente exigidas para o processamento do incidente. Letra b. 047. (2023/FGV/OAB/XXXVI) Amanda ajuizou reclamação trabalhista contra a Sociedade Empresária Brinquedos Infantis Ltda., na qual atuou como caixa durante 7 meses. A reclamada foi citada e apresentou defesa sem sigilo no sistema Pje, com os documentos corresponden- tes, 2 dias antes da audiência. No dia da audiência, feito o pregão, a juíza tentou a conciliação entre as partes, sem sucesso. Então, recebeu formalmente a defesa e deu vista à advogada da autora. Após analisar a con- testação em mesa, a advogada de Amanda pediu a palavra pela ordem e requereu a desistên- cia da reclamação trabalhista, com o que não concordou o advogado da reclamada. Considerando a situação e as normas previstas na CLT, assinale a afirmativa correta. a) A desistência pode ser homologada, porque requerida antes do início da instrução. b) O requerimento deve ser homologado pelo magistrado, uma vez que a desistência jamais depende da concordância do reclamado. c) A desistência não poderá ser homologada, porque tendo a contestação sido oferecida, a desistência depende da concordância do reclamado. d) O requerimento não pode ser atendido, porque tanto a desistência quanto a renúncia depen- dem de aquiescência do reclamado se a defesa tiver sido apresentada sem sigilo. O art. 841, § 3°, da CLT dispõe: “Oferecida a contestação, ainda que eletronicamente, o recla- mante não poderá, sem o consentimento do reclamado, desistir da ação”. Letra c. Gustavo Deitos Professor de cursos preparatórios para concursos públicos. Analista Judiciário do Tribunal Superior do Trabalho (Gabinete de Ministro). Outras convocações: Técnico Judiciário do TRT-SC (7° lugar) e Analista Judiciário do TRF da 3ª Região. Aprovado em 8° lugar para Analista Judiciário do TRT-MS. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para ADRIANO PRUDENTE DE OLIVEIRA - 14882695642, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para ADRIANO PRUDENTE DE OLIVEIRA - 14882695642, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. Apresentação IDPJ, IAFG, Responsabilidade do Sócio e Reconvenção 1. Incidente de Desconsideração da Personalidade Jurídica (IDPJ) 1.1. Regras Processuais do IDPJ 1.2. Pressupostos Materiais do IDPJ – Alterações da Lei n. 13.874/2019 2. Responsabilidade do Sócio Retirante 3. Inquérito Judicial para Apuração de Falta Grave (IAFG) 3.1. Trabalhadores Destinatários do IAFG 3.2. Natureza e Efeitos da Sentença de Julgamento do IAFG 4. Reconvenção Exercícios Gabarito Gabarito Comentado AVALIAR 5: Página 63:essa simples manifestação é de 15 DIAS, a contar da ciência da citação. Art. 136. Concluída a instrução, se necessária, o incidente será resolvido por decisão interlocutória. Parágrafo único. Se a decisão for proferida pelo relator, cabe agravo interno. A instauração do IDPJ pode ser precedida, às vezes, de produção de provas (instrução). Podem ser provas documentais, testemunhais e – dificilmente – periciais, além de outras em direito admitidas. Está neste artigo a previsão de que o IDPJ é instaurado por meio de DECISÃO INTERLOCU- TÓRIA (não por sentença, muito menos por despacho). Quanto aos recursos cabíveis contra tal Decisão Interlocutória, trataremos nos comentá- rios aos outros dispositivos da CLT pertinentes ao IDPJ, adiante. Art. 137. Acolhido o pedido de desconsideração, a alienação ou a oneração de bens, havida em fraude de execução, será ineficaz em relação ao requerente. Estudamos na segunda aula sobre a Execução Trabalhista que a declaração de Fraude à Execução provoca a ineficácia da alienação fraudulenta em relação ao exequente/reclamante. Essa informação é importante para a compreensão da finalidade do IDPJ. O IDPJ, como vimos acima, serve para que o sócio ou a PJ sejam responsabilizados por débitos da PJ ou do sócio, respectivamente (desconsideração direta ou inversa). A motivação do reclamante/exequente para requerer o IDPJ, muitas vezes, funda-se na suspeita de que a PJ está transferindo seus bens penhoráveis para seus sócios – ou vice-versa –, para frustrar futura execução dos créditos trabalhistas. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para ADRIANO PRUDENTE DE OLIVEIRA - 14882695642, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 9 de 63www.grancursosonline.com.br IDPJ, IAFG, Responsabilidade do Sócio e Reconvenção DIREITO PROCESSUAL DO TRABALHO Gustavo Deitos DICA Conclusão: se o juiz instaurar o IDPJ fundamentando sua de- cisão em ocorrência de fraude à execução, a alienação fraudu- lenta será, desde logo (desde a instauração do IDPJ), conside- rada ineficaz em relação ao reclamante/exequente. Passadas as considerações ao procedimento do IDPJ previsto no CPC, trataremos das suas peculiaridades herdadas da Reforma Trabalhista, com pertinentes comentários, abaixo: Art. 855-A, § 1º Da decisão interlocutória que acolher ou rejeitar o incidente: I – na fase de cognição, não cabe recurso de imediato, na forma do § 1º do art. 893 desta Consoli- dação; II – na fase de execução, cabe agravo de petição, independentemente de garantia do juízo; III – cabe agravo interno se proferida pelo relator em incidente instaurado originariamente no tribu- nal. § 2º A instauração do incidente suspenderá o processo, sem prejuízo de concessão da tutela de urgência de natureza cautelar de que trata o art. 301 da Lei no 13.105, de 16 de março de 2015 (Có- digo de Processo Civil). No processo do trabalho, as decisões interlocutórias são, em regra, irrecorríveis de ime- diato. Somente em algumas restritas hipóteses – estabelecidas na Súmula 214 do TST – é que as decisões interlocutórias podem ser objeto de recurso imediato. Portanto, se, em primeira instância (Vara do Trabalho), na Fase de Conhecimento, o juiz ins- taurar o IDPJ após requerimento da parte ou do MPT, não caberá Recurso Ordinário imediato. A impugnação dessa decisão que instaurou o IDPJ só ocorrerá no Recurso Ordinário interposto contra a sentença final definitiva. Obs.: � Se comprovados os requisitos especiais do Mandado de Segurança (violação de direi- to líquido e certo), poderá ser impetrado o MS contra a decisão acima citada, já que não existe recurso próprio contra ela. � Podemos imaginar violação de direito líquido e certo num contexto em que o juiz não permite ao sócio manifestar-se no processo, após a instauração do IDPJ. Neste caso, seria cabível o MS. O PULO DO GATO Na sua prova, se alguma alternativa disser que “contra a decisão de juiz do trabalho que ins- taura o IDPJ na fase de conhecimento cabe mandado de segurança”, só a considere como gabarito se nenhuma das outras alternativas for correta. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para ADRIANO PRUDENTE DE OLIVEIRA - 14882695642, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 10 de 63www.grancursosonline.com.br IDPJ, IAFG, Responsabilidade do Sócio e Reconvenção DIREITO PROCESSUAL DO TRABALHO Gustavo Deitos Se qualquer outra alternativa tiver respaldo na literalidade das disposições do art. 855-A, você deve considerar esta última, e não a do mandado de segurança. Verdadeiramente, o inciso II do § 1º cria outra hipótese excepcional de recorribilidade ime- diata de decisão interlocutória. O legislador, conhecendo o processo trabalhista, poderia muito bem estabelecer que contra a decisão que instaura o IDPJ na execução caberia “embargos à execução”, que seria mais célere e adequado à sistemática da execução trabalhista, mas optou por assim não fazer. Logo, em verdade, a Reforma criou outra hipótese excepcional em que a Decisão Interlo- cutória pode ser impugnada por RECURSO IMEDIATO: JURISPRUDÊNCIA Decisão Interlocutória proferida na fase de execução, instaurando o IDPJ – AGRAVO DE PETIÇÃO ao TRT, em 8 dias. Ademais, em caso de o IDPJ ser instaurado somente no Tribunal (seja em grau de recurso, seja em processos de sua competência originária), a decisão interlocutória que instaura o IDPJ poderá ser impugnada por Agravo Interno, a ser julgado pelo órgão colegiado (Turma). Neste último caso, verifica-se aplicação da exceção à irrecorribilidade imediata prevista no item b da Súmula 214 do TST (decisão suscetível de recurso para o mesmo tribunal). Para sintetizar o ponto da (ir)recorribilidade: O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para ADRIANO PRUDENTE DE OLIVEIRA - 14882695642, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 11 de 63www.grancursosonline.com.br IDPJ, IAFG, Responsabilidade do Sócio e Reconvenção DIREITO PROCESSUAL DO TRABALHO Gustavo Deitos 1.2. pressupostos MAterIAIs do IdpJ – AlterAções dA leI n. 13.874/2019 A Medida Provisória n. 881 de 2019, posteriormente convertida na Lei n. Lei n. 13.874/2019, dispõe sobre liberdade econômica, livre mercado e regulação. Como parte dos propósitos des- ta MP, houve maior detalhamento técnico acerca dos pressupostos materiais para a instaura- ção do IDPJ. Estes pressupostos materiais, como vimos, são desvio de finalidade e confusão patrimo- nial. A Lei n. 13.874/2019 detalhou a forma de constatação desses dois pressupostos, redu- zindo, na prática, a necessidade de interpretação judicial. Além disso, a Lei n. 13.874/2019 criou restrições objetivas e subjetivas ao alcance da des- consideração da personalidade jurídica. Veja, primeiramente, o que diz o caput do art. 50 do Código Civil, alterado pela Lei n. 13.874/2019: Art. 50. Em caso de abuso da personalidade jurídica, caracterizado pelo desvio de finalidade ou pela confusão patrimonial, pode o juiz, a requerimento da parte, ou do Ministério Público quando lhe couber intervir no processo, desconsiderá-la para que os efeitos de certas e determinadas relações de obrigações sejam estendidos aos bens particulares de administradores ou de sócios da pessoa jurídica beneficiados direta ou indiretamente pelo abuso. • RESTRIÇÃO SUBJETIVA: Os únicos sócios e administradores que responderão pelas obrigações da pessoa jurídica serão aqueles que, de forma direta ou indireta, tenham sido beneficiados pelo abusoda personalidade jurídica. EXEMPLO Exemplo de benefício direto: um sócio de uma empresa assina a Carteira de Trabalho de sua empregada doméstica com o nome da empresa, como se ela fosse empregada da empresa, enquanto trabalha na casa do sócio. Exemplo de benefício indireto: uma empregada presta serviços para certa empresa, que não registrou o vínculo em sua Carteira de Trabalho. Neste caso, todos os sócios são beneficiados, indiretamente, pelo fruto do trabalho da empregada. • RESTRIÇÃO OBJETIVA: A desconsideração da personalidade jurídica faz com que os sócios (beneficiados pelo abuso) respondam por certas e determinadas relações de obrigações. Logo, o juiz deverá declarar quais são as dívidas que recairão sobre o patri- mônio dos sócios. Se a desconsideração da personalidade for inversa (dívida da pessoa jurídica cobrada dos sócios), o procedimento será o mesmo: o juiz declarará quais são as dívidas dos sócios que o patrimônio da pessoa jurídica deverá suportar. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para ADRIANO PRUDENTE DE OLIVEIRA - 14882695642, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 12 de 63www.grancursosonline.com.br IDPJ, IAFG, Responsabilidade do Sócio e Reconvenção DIREITO PROCESSUAL DO TRABALHO Gustavo Deitos EXEMPLO Créditos oriundos da relação de emprego mantida entre a pessoa jurídica e uma determinada empregada. Os novos parágrafos do art. 50 do Código Civil, adicionados pela MP 881, conceituam e balizam os pressupostos materiais do IDPJ. Veja: § 1º Para fins do disposto neste artigo, desvio de finalidade é a utilização dolosa da pessoa jurídica com o propósito de lesar credores e para a prática de atos ilícitos de qualquer natureza. O desvio de finalidade que possibilita a instauração do IDPJ é necessariamente DOLOSO. Deve o sócio/administrador ter a intenção clara de evadir-se de suas dívidas e/ou de praticar atos ilícitos. A evasão de dívidas é o típico caso em que o sócio transfere seus bens pessoais à pessoa jurídica, e vice-versa, para que os credores não sejam satisfeitos. EXEMPLO Exemplos de atos ilícitos com o uso de pessoa jurídica: sonegação de tributos, simulação de contrato empresarial para mascarar relação de emprego (pejotização), eliminação de impedi- mento para participação em licitação pública. Como veremos no § 5º, o simples fato de a pessoa jurídica direcionar seus atos a ramo diferente de atividade econômica é uma mera mudança de finalidade (lícita), e não um desvio de finalidade apto a legitimar a desconsideração da personalidade jurídica. Essa regra coadu- na-se às políticas de liberdade econômica instituídas e executadas pelo atual governo, com fulcro nas demais disposições da MP 881. § 2º Entende-se por confusão patrimonial a ausência de separação de fato entre os patrimônios, caracterizada por: I – cumprimento repetitivo pela sociedade de obrigações do sócio ou do administrador ou vice-ver- sa; II – transferência de ativos ou de passivos sem efetivas contraprestações, exceto o de valor propor- cionalmente insignificante; e III – outros atos de descumprimento da autonomia patrimonial. A confusão patrimonial, como o próprio nome já sugere, é a mistura dos patrimônios dos sócios/administradores com o patrimônio da pessoa jurídica, como se ambos fossem o mes- mo sujeito. Caso muito frequente (e retratado no inciso I) é aquele em que o sócio paga suas dívidas pessoais, como aquisições de bens privados e quitação de dívidas de sua casa, usando a con- ta bancária da pessoa jurídica. Essa conduta, para configurar confusão patrimonial, deve ser repetitiva e contínua. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para ADRIANO PRUDENTE DE OLIVEIRA - 14882695642, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 13 de 63www.grancursosonline.com.br IDPJ, IAFG, Responsabilidade do Sócio e Reconvenção DIREITO PROCESSUAL DO TRABALHO Gustavo Deitos Portanto, se o contato entre os dois patrimônios ocorreu de formas isoladas, com motivo técnico justificado, não será configurada a confusão patrimonial. EXEMPLO Não haverá confusão patrimonial se o sócio pagou guias de tributos da pessoa jurídica com seu próprio dinheiro, enquanto a conta bancária da pessoa jurídica estava bloqueada até que procedimentos bancários a liberassem. Outro caso de confusão patrimonial (inciso II) verifica-se quando há transferências de valo- res entre a pessoa física e a jurídica sem uma razão economicamente lógica. Se a transferên- cia não configurar repartição de lucros nem remuneração, ou qualquer outro motivo bastante para justificar o repasse de valores, ela será havida por infundada, e a confusão patrimonial ficará constatada. O inciso II faz uma ressalva quanto a valores “proporcionalmente insignificantes”. Essa insignificância é uma característica verificada quando o valor transferido de forma injustifica- da não for suficiente para fazer com que a pessoa jurídica ou a pessoa física sintam alguma diferença. EXEMPLO O patrimônio da empresa é de R$ 1.000.000,00, e o do sócio, de R$ 800.000,00. Se a empresa transferir R$ 100,00 ao sócio, este valor será insignificante diante da proporção dos patrimô- nios. Não são R$ 100,00 que poderão frustrar credores ou autorizar a prática de atos ilícitos para benefício do sócio ou da empresa. Neste caso, a MP estabelece uma presunção de que os pequenos valores, ao serem transferidos, referem-se a indenizações cotidianas de pouca monta. Por fim, o inciso III deixa aberta uma margem maior de interpretação pelo juiz. A Lei n. 13.874/2019, no conjunto de suas disposições, não traz um conceito de “autonomia patrimo- nial”. Semanticamente, podemos entender que esta autonomia se refere à possibilidade de a pessoa jurídica sobreviver com seu próprio patrimônio, valendo o mesmo raciocínio para a pessoa física; é a desnecessidade de contínuo auxílio para subsistência. § 3º O disposto no caput e nos § 1º e § 2º também se aplica à extensão das obrigações de sócios ou de administradores à pessoa jurídica. Este parágrafo autoriza o uso dos mesmos pressupostos materiais, com seus devidos ba- lizamentos, para a desconsideração inversa da personalidade jurídica (patrimônio da pessoa jurídica respondendo por dívidas dos sócios e administradores). § 4º A mera existência de grupo econômico sem a presença dos requisitos de que trata o caput não autoriza a desconsideração da personalidade da pessoa jurídica. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para ADRIANO PRUDENTE DE OLIVEIRA - 14882695642, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 14 de 63www.grancursosonline.com.br IDPJ, IAFG, Responsabilidade do Sócio e Reconvenção DIREITO PROCESSUAL DO TRABALHO Gustavo Deitos No direito do trabalho, entende-se por grupo econômico o conjunto de empresas sob a di- reção, controle ou administração de outra, ou mesmo quando todas elas são autônomas, mas mantêm interesse integrado, efetiva comunhão de interesses e atuação conjunta na atividade econômica. Todas as empresas do grupo econômico respondem solidariamente pelas dívidas trabalhistas de cada empresa (art. 2º, §§ 2º e 3º, CLT). O que o presente parágrafo está dizendo é que, muito embora as empresas do grupo eco- nômico sejam solidariamente responsáveis pelos débitos trabalhistas de todo o grupo, o pa- trimônio dos sócios só poderá ser afetado pela desconsideração da personalidade jurídica se ficar comprovado que os sócios das demais empresas foram diretaou indiretamente benefi- ciados pelo abuso da personalidade (requisito subjetivo do art. 50 do Código Civil). Ademais, os referidos sócios, se foram beneficiados pelo abuso, responderão estritamente pelas obriga- ções trabalhistas discutidas no processo (requisito objetivo do art. 50 do Código Civil). § 5º Não constitui desvio de finalidade a mera expansão ou a alteração da finalidade original da atividade econômica específica da pessoa jurídica. O simples fato de a pessoa jurídica direcionar seus atos a ramo diferente de atividade econômica é uma mera mudança de finalidade (lícita), e não um desvio de finalidade apto a legitimar a desconsideração da personalidade jurídica. Essa regra coaduna-se às políticas de liberdade econômica instituídas e executadas pelo atual governo, com fulcro nas demais dis- posições da MP 881. Essa norma tem por objetivo permitir que as empresas se arrisquem em novos nichos do mercado, seja ampliando sua atuação, seja modificando o rumo de sua atuação. 2. responsAbIlIdAde do sócIo retIrAnte A Reforma Trabalhista introduziu à CLT um artigo (art. 10-A) para dispor sobre os limi- tes da responsabilidade civil do sócio da empresa quanto aos créditos oriundos da relação de trabalho. Embora tal dispositivo seja de direito material (definição de responsabilidade civil), ele tem grandes repercussões na esfera processual. O sócio retirante é aquele que deixa a sociedade empresarial, vendendo sua quota-parte a outro sócio ou a terceiro. Abaixo, citarei o art. 10-A da CLT, seguindo com pertinentes considerações. Art. 10-A. O sócio retirante responde subsidiariamente pelas obrigações trabalhistas da sociedade relativas ao período em que figurou como sócio, somente em ações ajuizadas até dois anos depois de averbada a modificação do contrato, observada a seguinte ordem de preferência: I – a empresa devedora; II – os sócios atuais; e O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para ADRIANO PRUDENTE DE OLIVEIRA - 14882695642, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 15 de 63www.grancursosonline.com.br IDPJ, IAFG, Responsabilidade do Sócio e Reconvenção DIREITO PROCESSUAL DO TRABALHO Gustavo Deitos III – os sócios retirantes. Parágrafo único. O sócio retirante responderá solidariamente com os demais quando ficar compro- vada fraude na alteração societária decorrente da modificação do contrato. À primeira vista, concluímos que a regra é simples: 1) Em regra, a responsabilidade do sócio retirante é apenas SUBSIDIÁRIA. 2) Essa responsabilidade, além de ser somente subsidiária, só existirá pelo período de 2 ANOS após a sua retirada ser Averbada no Contrato Social da empresa, no competente regis- tro público. 3) Excepcionalmente, o sócio retirante terá responsabilidade SOLIDÁRIA juntamente com os outros sócios, se ficar comprovado que a averbação de sua retirada foi fraudulenta. Obs.: � A responsabilidade do sócio só se configura quanto aos créditos trabalhistas surgidos no período em que o ex-sócio atuou na empresa. � Ademais, o surgimento da obrigação trabalhista NÃO ocorre no curso da reclamação, mas, sim, durante a execução do contrato de trabalho (exemplo: quando o empregado trabalha em horas extras, surge a obrigação trabalhista de pagar as horas extras com adicional de 50%). É nesse sentido que você deve interpretar o tempo e a extensão da responsabilidade do sócio. É importantíssimo entender que, em regra, a ordem preferencial de responsabilidade pelas obrigações trabalhistas é a seguinte: O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para ADRIANO PRUDENTE DE OLIVEIRA - 14882695642, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 16 de 63www.grancursosonline.com.br IDPJ, IAFG, Responsabilidade do Sócio e Reconvenção DIREITO PROCESSUAL DO TRABALHO Gustavo Deitos Os três itens acima elencados, bem como a ordem preferencial, são fáceis de compreen- der, e são as partes mais importantes para a assimilação do tema. Entretanto, resta destacar alguns pontos: • Primeiro Ponto: a solidariedade responsabilidade do sócio em caso de fraude na altera- ção do contrato social deve ser considerada com relação aos demais sócios. Isso quer dizer que a RESPONSABILIDADE PRINCIPAL continuará sendo da EMPRESA. O sócio que se retirar mediante fraude responderá solidariamente COM OS DEMAIS SÓCIOS ATUAIS, e não com a empresa. Veja: • Segundo Ponto: textualmente, a ordem é PREFERENCIAL, e não obrigatória. Logo, o juiz pode, em tese, inverter a ordem e responsabilizar os sócios retirantes antes dos sócios atuais, por exemplo. Sempre, é claro, por decisão fundamentada. Obs.: � Essa questão da inversão da ordem preferencial ainda não amadureceu suficiente- mente na doutrina e na jurisprudência. Logo, ela ainda não pode ser explorada em questões objetivas. • Terceiro Ponto: a ordem preferencial de responsabilização pelas obrigações trabalhistas (empresa, sócio atual e, por último, sócio retirante), para seguir seu fluxo, não depende de desconsideração da personalidade jurídica. A rigor, a instauração de IDPJ é condicionada a dois requisitos: desvio de finalidade e con- fusão patrimonial (como estudamos anteriormente). Se a empresa devedora não tiver patrimô- O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para ADRIANO PRUDENTE DE OLIVEIRA - 14882695642, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 17 de 63www.grancursosonline.com.br IDPJ, IAFG, Responsabilidade do Sócio e Reconvenção DIREITO PROCESSUAL DO TRABALHO Gustavo Deitos nio suficiente para responder pela obrigação trabalhista, seguindo-se a ordem preferencial, os sócios atuais deverão responder por tal obrigação. Veja que a responsabilização dos sócios atuais e retirantes, em caso de ser impossível que a empresa pague pelo débito trabalhista, NÃO DEPENDE de desconsideração da personalidade jurídica. Tal ordem parece ter sido instituída para seguir seu fluxo normal, mesmo que jamais tenha ocorrido desvio de finalidade ou confusão patrimonial. Obs.: � Esta questão da desnecessidade de IDPJ para o seguimento da ordem preferencial, embora seja um ponto a se considerar para compreender bem a dinâmica da respon- sabilidade dos sócios pelas obrigações trabalhistas, também ainda não amadureceu suficientemente na doutrina e na jurisprudência. Logo, ela ainda não pode ser explora- da em questões objetivas. 3. InquérIto JudIcIAl pArA ApurAção de FAltA grAve (IAFg) O Inquérito Judicial para Apuração de Falta Grave (IAFG) é um procedimento especial tra- balhista destinado ao processamento de uma pretensão constitutiva negativa ou desconstitu- tiva deduzida pelo empregador. O caráter desconstitutivo dessa ação especial reside no seu objeto principal: resolução do contrato de trabalho do empregado estável por justa causa. DICA É importante, para várias disciplinas, você conhecer a diferen- ça entre os três seguintes termos jurídicos: RESOLUÇÃO CONTRATUAL: há motivo respaldado na lei ou no contrato que autoriza a sua cessação. RESILIÇÃO CONTRATUAL: não há um motivo específico para o término do contrato, além da simples vontade de uma ou de ambas as partes. RESCISÃO CONTRATUAL: há algum vício ou nulidade na rela- ção jurídica que determina o seu término, para que institutos jurídicos não sejam afrontados. Obs.: � Ao longo da disciplina material e processual trabalhista, é comum usar o termo “resci- são” indiscriminadamente, já que muitos dispositivos da CLT (não tão recentes) assim se referem ao términoda relação de emprego. Portanto, sem prejuízo do conhecimen- to da diferenciação entre tais três termos, você precisa saber que, às vezes, a própria legislação utiliza o termo “rescisão” como gênero que alberga a resolução, a resilição e a rescisão propriamente dita. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para ADRIANO PRUDENTE DE OLIVEIRA - 14882695642, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 18 de 63www.grancursosonline.com.br IDPJ, IAFG, Responsabilidade do Sócio e Reconvenção DIREITO PROCESSUAL DO TRABALHO Gustavo Deitos Ponto doutrinário Alguns doutrinadores entram em discussões sobre o fato de o termo “falta grave” ser, ou não, sinônimo de “justa causa”. A questões de concursos, ao cobrarem este instituto, costumam restringir-se às hipóteses de justa causa, evitando entrar no mérito dessa indefinida discussão doutrinária. A CLT, no art. 493, dá uma definição: Constitui falta grave a prática de qualquer dos fatos a que se refere o art. 482, quando por sua repe- tição ou natureza representem séria violação dos deveres e obrigações do empregado. A CLT só tem três artigos dispondo sobre o procedimento do IAFG: Art. 853 – Para a instauração do inquérito para apuração de falta grave contra empregado garantido com estabilidade, o empregador apresentará reclamação por escrito à Junta ou Juízo de Direito, dentro de 30 (trinta) dias, contados da data da suspensão do empregado. Neste artigo, compreendem-se DOIS REQUISITOS para o ajuizamento do IAFG: 1) Reclamação do empregador deve ser necessariamente ESCRITA (não pode ser verbal reduzida a termo). 2) Empregador deve ajuizar a reclamação escrita no PRAZO DE 30 DIAS, contados do dia em que suspendeu o empregado estável. Obs.: � Este prazo de 30 dias, a partir da suspensão do empregado, tem natureza DECADEN- CIAL. Logo, passado tal prazo sem ajuizamento do IAFG, o empregador perderá o direi- to de cessar o contrato do empregado estável pelo mesmo motivo (mesma falta grave). Professor, e se o empregador não tiver suspendido o empregado estável? Ele não poderá ajuizar o IAFG? Caro(a) aluno(a), na verdade, a suspensão do empregado não é um pressuposto proces- sual para o IAFG: é apenas o TERMO INICIAL do PRAZO DECADENCIAL para ajuizamento do IAFG. Isso quer dizer que a única serventia da suspensão do empregado é para determinar quando o prazo decadencial será iniciado. O art. 494 da CLT, textualmente, dispõe que a suspensão do empregado que cometer falta grave é uma mera faculdade (verbo: “poderá”). Veja: Art. 494: O empregado acusado de falta grave poderá ser suspenso de suas funções, mas a sua despedida só se tornará efetiva após o inquérito e que se verifique a procedência da acusação. Parágrafo único. A suspensão, no caso deste artigo, perdurará até a decisão final do processo. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para ADRIANO PRUDENTE DE OLIVEIRA - 14882695642, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 19 de 63www.grancursosonline.com.br IDPJ, IAFG, Responsabilidade do Sócio e Reconvenção DIREITO PROCESSUAL DO TRABALHO Gustavo Deitos Mas, professor, se a suspensão do empregado estável é essencial para determinar o iní- cio do prazo decadencial para ajuizamento do IAFG, como funcionará a contagem do prazo decadencial se a suspensão não tiver ocorrido? Querido(a) aluno(a): neste ponto, existem opiniões divergentes na doutrina. Uma das mais seguidas é a de Carlos Henrique Bezerra Leite: não sendo suspenso o empregado, o emprega- dor terá o PRAZO DECADENCIAL DE 2 ANOS para o ajuizamento do IAFG. Já Mauro Schiavi posiciona-se no sentido de que o PRAZO DECADENCIAL, no caso de au- sência de suspensão do empregado, seria de 5 ANOS. Estes dois doutrinadores reconhecem que, nesta situação, haveria discussão sobre a ocor- rência do “perdão tácito” do empregador, mas isso – segundo Bezerra Leite – seria uma maté- ria de mérito da ação, e não sobre a contagem do prazo decadencial. Ademais, é importante conhecer a OJ n. 137 da SDI-II do TST, que enuncia: JURISPRUDÊNCIA TST, OJ 137 da SDI-II. Constitui direito líquido e certo do empregador a suspensão do empregado, ainda que detentor de estabilidade sindical, até a decisão final do inquérito em que se apure a falta grave a ele imputada, na forma do art. 494, caput e parágrafo único, da CLT. A suspensão do empregado estável é a medida legalmente prevista para dar início ao prazo decadencial de 30 dias para que o empregador ajuíze ação de inquérito para apuração de falta grave (art. 853 da CLT), que é destinada à viabilização de demissão por justa causa de empre- gados estáveis enquadrados em uma das seguintes condições: Portanto, como a própria CLT faculta ao empregador suspender o empregado no curso do Inquérito Judicial para Apuração de Falta Grave, o empregado não tem direito de pedir, nem mesmo em MS, a retomada de suas funções. Neste caso, é direito líquido e certo do empre- gador suspender o empregado antes de ajuizar o IAFG, e eventual determinação judicial de reintegração do empregado, sem justificativa lógica e racional peculiar do caso concreto, dará ao empregador interesse processual para impetrar mandado de segurança. Obs.: � Se o empregado estável não tiver sido suspenso nos termos do art. 494 da CLT, ele poderá, sim, requerer sua reintegração em tutela provisória, e o empregador não poderá se opor a tal decisão, nos termos da OJ n. 142 da SDI-II do TST: JURISPRUDÊNCIA TST, OJ 142 da SDI-II. Inexiste direito líquido e certo a ser oposto contra ato de Juiz que, antecipando a tutela jurisdicional, determina a reintegração do empregado até a deci- são final do processo, quando demonstrada a razoabilidade do direito subjetivo material, O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para ADRIANO PRUDENTE DE OLIVEIRA - 14882695642, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 20 de 63www.grancursosonline.com.br IDPJ, IAFG, Responsabilidade do Sócio e Reconvenção DIREITO PROCESSUAL DO TRABALHO Gustavo Deitos como nos casos de anistiado pela Lei n. 8.878/94, aposentado, integrante de comissão de fábrica, dirigente sindical, portador de doença profissional, portador de vírus HIV ou detentor de estabilidade provisória prevista em norma coletiva. Art. 854. O processo do inquérito perante a Junta ou Juízo obedecerá às normas estabelecidas no presente Capítulo, observadas as disposições desta Seção. Perceba que o órgão jurisdicional competente para processar e julgar o IAFG é a Vara do Trabalho do local onde o empregado prestou serviços ao empregador (regra geral – art. 651 da CLT). Se o empregado prestou serviços em mais de uma localidade, ou se atua como via- jante comercial, aplicar-se-ão as regras especiais dos parágrafos do art. 651, normalmente. A previsão legal dessa regra de competência também se encontra no art. 652, alínea b, da CLT: Art. 652. Compete às Varas do Trabalho: b) processar e julgar os inquéritos para apuração de falta grave; Art. 855. Se tiver havido prévio reconhecimento da estabilidade do empregado, o julgamento do inquérito pela Junta ou Juízo não prejudicará a execução para pagamento dos salários devidos ao empregado, até a data da instauração do mesmo inquérito. De forma igual, os doutrinadores Bezerra Leite e Mauro Schiavi dizem que a redação deste art. 855 não é nada clara. Mauro Schiavi expôs sua interpretação: (...) se houver sido reconhecida a estabilidade, caso tenha havido a prévia suspensão, ossalários são devidos até a data da suspensão do empregado, pois quanto não julgado o inquérito, o contrato de trabalho se encontra suspenso. De outro lado, não havendo suspensão, pensamos que os salá- rios são devidos durante a tramitação do inquérito, pois a propositura do inquérito, nesta hipótese, não suspenderá o contrato de trabalho. Outro ponto que merece destaque acerca do IAFG: neste procedimento, o limite máximo de testemunhas que podem ser ouvidas em audiência é de SEIS. É a regra do art. 821 da CLT: Art. 821. Cada uma das partes não poderá indicar mais de 3 (três) testemunhas, salvo quando se tratar de inquérito, caso em que esse número poderá ser elevado a 6 (seis). 3.1. trAbAlhAdores destInAtárIos do IAFg É fato que o IAFG serve ao empregador para resolver o contrato de trabalho mantido com empregado portador de garantia no emprego (ou estabilidade, se preferir). Contudo, a obriga- toriedade de ajuizamento do IAFG NÃO EXISTE em relação a todos os empregados estáveis. Tal obrigatoriedade só existe em relação aos seguintes trabalhadores estáveis: • DIRIGENTE SINDICAL (art. 8º, inciso VIII, da CF e Súmula 197 do STF) O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para ADRIANO PRUDENTE DE OLIVEIRA - 14882695642, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 21 de 63www.grancursosonline.com.br IDPJ, IAFG, Responsabilidade do Sócio e Reconvenção DIREITO PROCESSUAL DO TRABALHO Gustavo Deitos • REPRESENTANTE DOS TRABALHADORES NO CONSELHO CURADOR DO FGTS (art. 3º, § 9º, Lei n. 8.036/90) • DIRIGENTE DE COOPERATIVA DE EMPREGADOS (art. 5 da Lei n. 5.764/71) • REPRESENTANTE DOS TRABALHADORES NO CONSELHO NACIONAL DE PREVIDÊNCIA SOCIAL (art. 3º, § 7º, Lei n. 8.213/91) • *REPRESENTANTES DOS TRABALHADORES NAS COMISSÕES DE CONCILIAÇÃO PRÉVIA – CPP (art. 625-B, § 1º, da CLT) – Estes trabalhadores seriam destinatários do IAFG de acordo com o entendimento de Carlos Henrique Bezerra Leite. Todavia, a doutrina não é pacífica sobre o alcance do IAFG a estes trabalhadores específicos (representantes dos trabalhadores nas CCP). Obs.: � A lógica seguida por alguns doutrinadores para definir se é caso de IAFG ou não é a seguinte: � 1) Se o dispositivo assegurador da estabilidade falar que a dispensa “somente pode ocorrer por falta grave, nos termos da lei”, será necessário IAFG para a dispensa do empregado estável. � 2) Se o dispositivo assegurador da estabilidade disser que “é vedada a dispensa arbi- trária ou sem justa causa”, o IAFG será dispensável. Com relação aos demais empregados portadores de estabilidade (gestante, acidentado, membro da CIPA, estável por norma coletiva etc.), NÃO será necessário o ajuizamento do IAFG, razão pela qual eventual IAFG ajuizado pelo empregador deverá ser extinto sem resolução do mérito, por falta de interesse processual (ausência do binômio necessidade-adequação). Logo, no caso desses demais empregados estáveis, a empresa poderá dispensá-los por justa causa, sem ajuizar inquérito algum ou ação alguma. A postura da empresa, nesse contex- to, será apenas defensiva: se o empregado que era estável ajuizar uma reclamação trabalhista, a empresa terá o dever de comprovar o fato modificativo, impeditivo ou extintivo do direito à reintegração (art. 818, inciso II, CLT). 3.2. nAturezA e eFeItos dA sentençA de JulgAMento do IAFg A natureza do IAFG, quanto ao resultado da sentença, é DÚPLICE. Isso significa que o IAFG, se procedente, produzirá um resultado, mas se for improcedente produzirá um resultado total- mente contrário à pretensão do empregador-autor. A natureza dúplice tem direta relação com isso: ela significa que o empregado-réu NÃO precisa apresentar reconvenção para postular sua pretensão de reintegração ao emprego. A desnecessidade dessa reconvenção deve-se ao fato de a improcedência do IAFG acarretar, necessariamente, o dever do empregador de reintegrar o empregado estável ao trabalho. De forma sintética: O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para ADRIANO PRUDENTE DE OLIVEIRA - 14882695642, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 22 de 63www.grancursosonline.com.br IDPJ, IAFG, Responsabilidade do Sócio e Reconvenção DIREITO PROCESSUAL DO TRABALHO Gustavo Deitos • NATUREZA DÚPLICE: o resultado do IAFG pode atender tanto à pretensão principal do autor, quanto à pretensão principal do réu (mesmo que o réu não peça a reintegração), em virtude da natureza especial do IAFG. Essa duplicidade de resultados possíveis deve-se ao seguinte fato: o empregador, ao ajui- zar o IAFG, está reconhecendo que o empregado é estável, admitindo o fato da estabilidade como incontroverso e fundamental para qualquer discussão. Logo, o direito do empregado à estabilidade não dependerá de qualquer requerimento seu, e, sim, decorrerá do fato de sua estabilidade ser admitida no processo como algo indiscutível e certo. É por isso que o empre- gado não precisa apresentar reconvenção para pedir seu retorno ao emprego. Veja, novamente, o que diz o art. 494 da CLT, com destaque para o trecho grifado: Art. 494. O empregado acusado de falta grave poderá ser suspenso de suas funções, mas a sua despedida só se tornará efetiva após o inquérito e que se verifique a procedência da acusação. Parágrafo único. A suspensão, no caso deste artigo, perdurará até a decisão final do processo. Agora, veja o que dispõe o art. 495 da CLT: Reconhecida a inexistência de falta grave praticada pelo empregado, fica o empregador obrigado a readmiti-lo no serviço e a pagar-lhe os salários a que teria direito no período da suspensão. Conhecendo estes dois artigos, você poderá visualizar, na tabela abaixo, os efeitos da sen- tença de julgamento do IAFG, a depender do resultado definitivo da ação: PROCEDÊNCIA DO IAFG Empregado suspenso previamente Sentença de efeito DESCONSTITUTIVO (contrato de trabalho extinto na data da sentença) Sem suspensão prévia do empregado Sentença de efeito DESCONSTITUTIVO (contrato de trabalho extinto na data da sentença) IMPROCEDÊNCIA DO IAFG Empregado suspenso previamente Sentença de efeito CONDENATÓRIO (obrigação de reintegrar o empregado) Sem suspensão prévia do empregado Sentença de efeito DECLARATÓRIO (relação de emprego continua intacta, já que o empregado nunca foi afastado do trabalho) O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para ADRIANO PRUDENTE DE OLIVEIRA - 14882695642, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 23 de 63www.grancursosonline.com.br IDPJ, IAFG, Responsabilidade do Sócio e Reconvenção DIREITO PROCESSUAL DO TRABALHO Gustavo Deitos Você já sabe que, se o IAFG for improcedente e o empregado estável houver sido suspenso antes do trâmite do inquérito, ele deverá, a princípio, ser REINTEGRADO ao trabalho. Todavia, há situações cotidianas em que, dadas as circunstâncias do conflito surgido, a reintegração do empregado não aparece como medida tão saudável. A respeito disso, você deve conhecer o art. 496 da CLT e o item II da Súmula 396 do TST: CLT, Art. 496. Quando a reintegração do empregado estável for desaconselhável, dado o grau de incompatibilidade resultante do dissídio, especialmente quando for o empregador pessoa física, o tribunal do trabalho poderá converter aquela obrigação em indenização devida nos termos do artigo seguinte. JURISPRUDÊNCIA TST, Súmula 396. II – Não há nulidade por julgamento “extra petita” da decisão que deferir salário quando o pedido forde reintegração, dados os termos do art. 496 da CLT. Na sentença de improcedência do IAFG, o juiz pode, independentemente de qualquer re- querimento, determinar que o empregador, ao invés de reintegrar o empregado, pague-o inde- nização por todo o período de estabilidade. 4. reconvenção Embora a Instrução Normativa n. 39 do TST nada fale sobre a aplicação subsidiária do instituto da Reconvenção ao processo do trabalho, é pacífico na doutrina e na jurisprudência o cabimento desta peça específica na seara laboral. A reconvenção é um instituto processual estruturado no CPC que possui o dom de ser, ao mesmo tempo, uma resposta do réu e uma ação nova. Isso quer dizer que o oferecimento de Reconvenção só se mostra possível quando outra pessoa (parte autora e, em seguida, reconvinda) ajuíza uma ação contra o reconvinte (que oferece a reconvenção). A reconvenção é oferecida na oportunidade de resposta/contestação, mas tem natureza de ação nova, que tramita nos mesmos autos do processo principal, em que foi protocolada a petição inicial. DICA Reconvinte: é o réu, que apresenta a reconvenção. Reconvindo: é o autor, que se torna réu da reconvenção no mesmo. Abaixo, apresentarei os artigos do CPC que versam sobre a reconvenção (com comentá- rios pertinentes), os quais são totalmente aplicáveis ao processo do trabalho: Art. 343. Na contestação, é lícito ao réu propor reconvenção para manifestar pretensão própria, conexa com a ação principal ou com o fundamento da defesa. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para ADRIANO PRUDENTE DE OLIVEIRA - 14882695642, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 24 de 63www.grancursosonline.com.br IDPJ, IAFG, Responsabilidade do Sócio e Reconvenção DIREITO PROCESSUAL DO TRABALHO Gustavo Deitos Embora a reconvenção tenha natureza de ação nova – por veicular pretensão própria do reclamado, agora reconvinte –, os direitos postulados na reconvenção devem ter CONEXÃO com a ação principal ou com as razões defensivas: devem ter alguma relação com os pedidos formulados na petição inicial do reclamante, ou direta relação com os fundamentos que justi- ficam a defesa oferecida em contestação. EXEMPLO Exemplo prático: Jânio Confeiteiro ME ajuíza ação de consignação em pagamento na Justiça do Trabalho, depositando em juízo os valores que entende devidos ao ex-empregado Pedrinho, demitido por justa causa, por supostamente ter cometido ato de improbidade. Pedrinho, inconformado com o fundamento de sua demissão, procura seu advogado, que, até o dia da audiência, oferece, juntamente com a contestação, uma RECONVENÇÃO, alegando que sua dispensa foi imotivada e que, portanto, os valores depositados por Jânio Confeiteiro ME são muito menores do que o montante realmente devido. Estas duas pretensões contrárias (reclamação principal e reconvenção) tramitarão nos autos do mesmo processo. § 1º Proposta a reconvenção, o autor será intimado, na pessoa de seu advogado, para apresentar resposta no prazo de 15 (quinze) dias. Essa “resposta à reconvenção” é, em essência, uma contestação do reclamante (reconvin- do) à reconvenção apresentada pelo reclamado (reconvinte). § 2º A desistência da ação ou a ocorrência de causa extintiva que impeça o exame de seu mérito não obsta ao prosseguimento do processo quanto à reconvenção. Se a ação principal for extinta sem resolução do mérito por algum motivo que não prejudi- que necessariamente a pretensão formulada na reconvenção, o processo seguirá tramitando somente com a reconvenção. Não confunda estas duas informações: 1) As pretensões formuladas na Reconvenção DEVEM ser conexas com a ação principal ou com o fundamento da defesa 2) NÃO EXISTE relação de dependência processual entre a ação principal e a reconvenção. Logo, uma pode existir sem a outra. § 3º A reconvenção pode ser proposta contra o autor e terceiro. O reclamado (reconvinte) não precisa restringir suas pretensões somente contra o recla- mante (reconvindo). O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para ADRIANO PRUDENTE DE OLIVEIRA - 14882695642, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 25 de 63www.grancursosonline.com.br IDPJ, IAFG, Responsabilidade do Sócio e Reconvenção DIREITO PROCESSUAL DO TRABALHO Gustavo Deitos EXEMPLO Exemplo prático: Renatinha ajuíza reclamação trabalhista contra Pneus Carecas Multinacional S/A, postulando todas as verbas rescisórias previstas em lei para o caso de dispensa sem justa causa, informando que o reclamado efetuou dispensa coletiva de mais de trezentos emprega- dos. Pneus Carecas Multinacional S/A, em reconvenção, alega que procedeu à dispensa de cin- quenta – e não trezentos – empregados, e que procedeu à dispensa coletiva mediante acordo coletivo firmado com o sindicato profissional (embora não fosse legalmente obrigado a formu- lar esse acordo para a dispensa coletiva – art. 477-A da CLT). Neste acordo coletivo, a empre- sa e o sindicato teriam firmado que a empresa pagaria somente metade dos valores devidos em consequência de rescisão contratual sem justa causa, dados os problemas financeiros da empresa. Dessa forma a reclamada Pneus Carecas Multinacional S/A pode, em tese, incluir na reconven- ção outros dos cinquenta empregados que dispensou (além de Renatinha), que tenham ajui- zado, também, reclamações trabalhistas contra ela, a fim de discutir toda esta problemática somente nestes autos. § 4º A reconvenção pode ser proposta pelo réu em litisconsórcio com terceiro. EXEMPLO Exemplo prático: Maurício, ex-empregado terceirizado, ajuíza reclamação trabalhista somente contra e tomadora dos serviços, KLJ Empreendimentos S/A, postulando verbas rescisórias devidas por força de dispensa sem justa causa. A reclamada KLJ Empreendimentos S/A, por ter sido somente tomadora de serviços, entra em contato com a ex-empregadora principal de Maurício, AZZ Terceirizações, e descobre que a dispensa ocorreu por justa causa (abandono de emprego). No processo ajuizado contra a KLJ Empreendimentos S/A, poderá ser oferecida RECONVEN- ÇÃO em litisconsórcio: KLJ Empreendimentos S/A e AZZ Terceirizações, esta última buscando comprovar que a dispensa ocorreu por justa causa, de modo a cobrir a relação jurídica com o manto da coisa julgada material. § 5º Se o autor for substituto processual, o reconvinte deverá afirmar ser titular de direito em face do substituído, e a reconvenção deverá ser proposta em face do autor, também na qualidade de substituto processual. Um caso comum em que o autor da ação trabalhista é substituto processual é o do Sindicato Profissional, em caso de Dissídio Coletivo de Greve, formulando pretensões con- tra a empresa, que supostamente não teria atendido as condições pactuadas para o térmi- no da greve. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para ADRIANO PRUDENTE DE OLIVEIRA - 14882695642, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 26 de 63www.grancursosonline.com.br IDPJ, IAFG, Responsabilidade do Sócio e Reconvenção DIREITO PROCESSUAL DO TRABALHO Gustavo Deitos Neste caso hipotético, o reconvinte (empresa) poderá apresentar RECONVENÇÃO, alegan- do que cumpriu todos seus deveres pactuados com os empregados para o término da greve, mas que mesmo assim os empregados continuam em greve, de forma abusiva (greve abusiva). Perceba: nesta situação, a parte reconvinte (empresa) está apresentando pretensão contra os empregados (substituídos), mas a fórmula em face do autor da ação(substituto processual – sindicato). Neste contexto, os empregados NÃO passam a integrar a ação por força da reconvenção: o sindicato continua atuando como substituto processual, tanto na ação principal quanto na reconvenção. § 6º O réu pode propor reconvenção independentemente de oferecer contestação. O Novo CPC permite algo que, antes, não era possível: oferecer SOMENTE Reconvenção, sem contestação. Estrategicamente, esta faculdade deve ser exercida com cautela, pois a ausência de con- testação pode provocar confissão quanto à matéria de fato não contestada. Logo, a estratégia de apenas oferecer reconvenção somente será adequada quando o ad- vogado tiver certeza de que todos os fundamentos da reconvenção, por si só, são capazes de contrapor os fatos e fundamentos apresentados na petição inicial. Por fim, registro que a Lei n. 13.467/2017 (Reforma Trabalhista) incluiu à CLT um dispositi- vo que, pela lógica, autoriza a aplicação do instituto da reconvenção no processo do trabalho. O dispositivo é o § 5º do art. 791-A: “São devidos honorários de sucumbência na reconvenção.”. Portanto, além de a Reforma ter introduzido o instituto dos honorários sucumbenciais ao processo do trabalho, ela permitiu que a vitória ou derrota na reconvenção fosse determinan- te para o surgimento da obrigação de pagamento de honorários advocatícios sucumbenciais pela parte que perder a reconvenção. Este ônus processual reforça a natureza de ação nova ostentada pela reconvenção. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para ADRIANO PRUDENTE DE OLIVEIRA - 14882695642, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 27 de 63www.grancursosonline.com.br IDPJ, IAFG, Responsabilidade do Sócio e Reconvenção DIREITO PROCESSUAL DO TRABALHO Gustavo Deitos EXERCÍCIOS 001. (VUNESP/PROCURADOR JURÍDICO/AVAREPREV-SP/2020) Com relação ao incidente de desconsideração da personalidade jurídica é correto afirmar que: a) da decisão que rejeitar o incidente cabe recurso ordinário e sua interposição deve se dar no prazo de 8 dias da sua intimação. b) da decisão interlocutória que acolher o incidente na fase de cognição, não cabe recurso de imediato. c) não tem efeito suspensivo, de modo que o processo continuará a ter seu curso inalterado. d) na fase de execução, cabe agravo de petição, desde que haja garantia do juízo. e) não pode ser instaurado originariamente do tribunal regional. 002. (VUNESP/ADVOGADO/EBSERH/2020) Devidamente intimada da decisão que, na fase de execução, rejeitou o incidente de desconsideração da personalidade jurídica, o exequente deverá interpor: a) agravo de instrumento, no prazo de oito dias úteis. b) embargos à execução, no prazo de cinco dias úteis. c) embargos à execução, no prazo de oito dias úteis. d) embargos infringentes, no prazo de cinco dias úteis. e) agravo de petição, no prazo de oito dias úteis. 003. (VUNESP/ADVOGADO/FITO/2020) Da decisão interlocutória que acolher ou rejeitar o incidente de desconsideração da personalidade jurídica, nos termos da Consolidação das Leis do Trabalho: a) caberá recurso de imediato na fase de cognição. b) caberá agravo de petição na fase de execução, se garantido o juízo. c) caberá agravo de instrumento na fase de execução, independentemente de garantia do juízo. d) caberá agravo interno, se proferida pelo relator em incidente instaurado originariamente no tribunal. e) caberá agravo de petição, se proferida pelo relator em incidente instaurado originariamente no tribunal. 004. (FCC/TÉCNICO JUDICIÁRIO/ÁREA ADMINISTRATIVA/TRT 4ª REGIÃO (RS)/2022) Em ação trabalhista movida por Tibério em face da sua ex-empregadora, Morro dos Ventos Uivan- tes Ltda., o exequente pretende a desconsideração da personalidade jurídica da executada, eis que não se encontram bens da empresa para garantia do Juízo, instaurando o devido Incidente de Desconsideração da Personalidade Jurídica. Nessa hipótese, citado o sócio da executada, de acordo com previsão da Consolidação das Leis do Trabalho e do Código de Processo Civil, este terá o prazo de manifestação e requerimento de provas de: O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para ADRIANO PRUDENTE DE OLIVEIRA - 14882695642, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 28 de 63www.grancursosonline.com.br IDPJ, IAFG, Responsabilidade do Sócio e Reconvenção DIREITO PROCESSUAL DO TRABALHO Gustavo Deitos a) 15 dias. b) 8 dias. c) 5 dias. d) 10 dias. e) 48 horas. 005. (FUNDATEC/PROCURADOR DO ESTADO/PGE-RS/2021/ADAPTADA) Considerando a Consolidação das Leis do Trabalho e a legislação aplicável, analise a seguinte assertiva: No processo do trabalho brasileiro não são devidos honorários de sucumbência na hipótese de reconvenção. 006. (VUNESP/PROCURADOR JURÍDICO/CÂMARA MUNICIPAL DE PINDORAMA– SP/2020) A suspensão do empregado dirigente sindical, até decisão final do inquérito judicial para apuração de falta grave: a) pressupõe o deferimento de medida liminar pelo juiz do trabalho. b) constitui direito líquido e certo do empregador. c) deve ocorrer sem prejuízo dos salários a que o empregado tem direito. d) depende de expressa previsão em convenção ou acordo coletivo de trabalho. e) depende de prévia comunicação à comissão de representantes dos trabalhadores, quando a empresa possui mais de 200 (duzentos) empregados. 007. (MPT/PROCURADOR DO TRABALHO/MPT/2020) Assinale a alternativa CORRETA: a) A petição inicial do inquérito judicial para apuração de falta grave poderá ser apresentada oralmente. b) O número máximo de testemunhas no inquérito judicial para apuração de falta grave que tramite pelo rito ordinário é de 3 (três). c) O prazo para a instauração do inquérito judicial para apuração de falta grave contra empre- gado garantido com estabilidade é de 30 (trinta) dias, contados a partir do suposto ato ilícito. d) Se tiver havido prévio reconhecimento da estabilidade do empregado, o julgamento do in- quérito pelo Juízo não prejudicará a execução para pagamento dos salários devidos ao empre- gado, até a data da instauração do mesmo inquérito. 008. (FCC/DEFENSOR PÚBLICO/DPE-GO/2021) Fernando é empresário com pessoa jurídica regularmente constituída como “Fernando Comércio EIRELI”. Todavia, em sua atividade como pessoa física, acabou por contrair inúmeras dívidas com diversos credores. Ciente de que seu patrimônio estava em risco, transferiu diversos bens de seu patrimônio particular para sua empresa, o que viria a inviabilizar eventual execução das dívidas. Aos credores, nessas cir- cunstâncias: a) não assiste o direito de alcançar os bens da empresa, em razão do princípio da autonomia patrimonial da pessoa jurídica em relação à pessoa do sócio. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para ADRIANO PRUDENTE DE OLIVEIRA - 14882695642, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 29 de 63www.grancursosonline.com.br IDPJ, IAFG, Responsabilidade do Sócio e Reconvenção DIREITO PROCESSUAL DO TRABALHO Gustavo Deitos b) é possível executar indistintamente o patrimônio da empresa ou do empresário, uma vez que se trata de Empresa Individual, em que não há autonomia entre o patrimônio da empresa e do empresário individual. c) somente poderão alcançar os bens da empresa caso demonstrem que a transferência dos bens se deu mediante fraude contra credores. d) caberá pedir a desconsideração da personalidade jurídica. e) caberá pedir a desconsideração inversa da personalidade jurídica. 009. (VUNESP/PROCURADOR JURÍDICO/AVAREPREV-SP/2020)