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DIREITO PROCESSUAL DO TRABALHO
ATOS, TERMOS E PRAZOS, CUSTAS E COMUNICAÇÃO DOS ATOS 
PROCESSUAIS
Livro Eletrônico
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Atos, Termos e Prazos, Custas e Comunicação dos Atos Processuais
DIREITO PROCESSUAL DO TRABALHO
Gustavo Deitos
Sumário
Apresentação .....................................................................................................................................................................3
Atos, Termos e Prazos Processuais, Despesas Processuais e Comunicação dos Atos 
Processuais na Justiça do Trabalho .....................................................................................................................5
1. Atos e Termos Processuais....................................................................................................................................5
1.1. Disposições da CLT sobre Atos e Termos Processuais ......................................................................6
2. Prazos Processuais ................................................................................................................................................ 10
2.1. Princípios Aplicáveis ............................................................................................................................................11
2.2. Classificação dos Prazos Processuais ....................................................................................................13
2.3. Disposições da CLT sobre Prazos Processuais ...................................................................................14
2.4. Contagem de Prazos no Processo Eletrônico (PJ-e) ........................................................................18
2.5. Prazos Diferenciados (Privilegiados) para Determinados Litigantes ...................................18
2.6. Súmulas e OJs do TST sobre Prazos Processuais ............................................................................20
3. Custas e Emolumentos (Despesas Processuais) .................................................................................25
4. Comunicação dos Atos Processuais .............................................................................................................34
4.1. Meios Ordinários de Comunicação dos Atos Processuais ............................................................34
4.2. Meios Eletrônicos de Comunicação dos Atos Processuais ........................................................36
4.3. Meios de Comunicação de Atos Processuais entre Órgãos Judiciários ...............................37
4.4. Formas Privilegiadas de Comunicação dos Atos Processuais .................................................38
5. Outros Enunciados Jurisprudenciais sobre os Temas da Aula .....................................................40
Questões de Concurso ...............................................................................................................................................43
Gabarito ..............................................................................................................................................................................57
Gabarito Comentado ...................................................................................................................................................58
O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para ADRIANO PRUDENTE DE OLIVEIRA - 14882695642, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,
a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.
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Atos, Termos e Prazos, Custas e Comunicação dos Atos Processuais
DIREITO PROCESSUAL DO TRABALHO
Gustavo Deitos
ApresentAção
Olá, querido(a) aluno(a) do Gran Cursos Online! Espero encontrá-lo muito bem! Neste cur-
so, apresento-lhe várias aulas autossuficientes de direito processual do trabalho, com o objeti-
vo de lhe disponibilizar, de forma prática e completa, o substrato de conteúdo necessário para 
ter o melhor desempenho possível na prova.
Esta aula, assim como as demais aulas em PDF, foi elaborada de modo que você possa 
tê-la como fonte autossuficiente de estudo, isto é, como um material de estudo completo e 
capaz de possibilitar um aprendizado tão integral quanto outros meios de estudo.
A preferência por aulas em PDF e/ou vídeos pertence a cada aluno, que, individualmente, ava-
lia suas facilidades e necessidades, a fim de encontrar seus meios de estudo ideais. Dessa forma, 
o aluno pode optar pelo estudo com aulas em PDF e vídeos, ou somente com um ou outro meio.
Aqueles que preferem estudar somente com materiais em PDF terão o privilégio de contar 
com as aulas em PDF autossuficientes do nosso curso, a exemplo desta aula. De qualquer 
forma, nada impede que as aulas em PDF sejam utilizadas como fonte de estudos de forma 
aliada com as aulas em vídeo do Gran Cursos Online. Tudo depende, unicamente, da preferên-
cia de cada aluno.
Nesta aula, estudaremos especialmente os seguintes tópicos de Direito Processual 
do Trabalho:
• Atos, termos e prazos processuais;
• Despesas processuais;
• Custas e emolumentos;
• Comunicação dos atos processuais.
A aula é acompanhada de exercícios selecionados e reunidos de modo a abranger todos os 
pontos importantes da aula, a fim de que seu conhecimento seja ainda mais solidificado. O nú-
mero de exercícios é determinado de acordo com dois parâmetros: complexidade do conteúdo 
e número de questões de concursos existentes. Por resultado, o número de exercícios dispo-
nibilizados é determinado de modo que seu conhecimento sobre os temas seja efetivamente 
testado e fixado, mas sem que haja uma repetição obsoleta.
Nosso curso possibilita a avaliação de cada aula em PDF de forma fácil e rápida. Considero 
o resultado das avaliações extremamente importante para a continuidade da produção e edição 
de aulas, como fonte fidedigna e transparente de informações quanto à qualidade do material.
Peço-lhe que fique à vontade para avaliar as aulas do curso, demonstrando seu grau de 
satisfação relativamente aos materiais. Seu feedback é importantíssimo para nós. Caso você 
tenha ficado com dúvidas sobre pontos deste material, ou tenha constatado algum problema, 
por favor, entre em contato comigo pelo Fórum de Dúvidas antes de realizar sua avaliação. 
Procuro sempre fazer todo o possível para sanar eventuais dúvidas ou corrigir quaisquer pro-
blemas nas aulas.
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Atos, Termos e Prazos, Custas e Comunicação dos Atos Processuais
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Gustavo Deitos
Cordialmente, torço para que a presente aula que seja de profunda valia para você e sua 
prova, uma vez que foi elaborada com muita atenção, zelo e consideração ao seu esforço, que, 
para nós, é sagrado.
Caso fique com alguma dúvida após a leitura da aula, por favor, envie-a a mim por meio do 
Fórum de Dúvidas, e eu, pessoalmente, a responderei o mais rápido possível. Será um grande 
prazer verificar sua dúvida com atenção, zelo e profundidade, e com o grande respeito que 
você merece.
Bons estudos!
Seja imparável!
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Atos, Termos e Prazos, Custas e Comunicação dos Atos Processuais
DIREITOdisso.
Logo, nesse exemplo, as custas processuais seriam de R$ 200,00 (2% do valor da 
condenação).
§ 3º Sempre que houver acordo, se de outra forma não for convencionado, o pagamento das custas 
caberá em partes iguais aos litigantes.
EXEMPLO
Luís, empregado, e Gabriela, empregadora, celebram acordo de R$ 20.000,00 para dar fim ao 
processo e quitação integral ao extinto contrato de trabalho. Na parte dispositiva da sentença, 
o juiz apenas insere o seguinte texto: “Custas no valor de R$ 400,00”.
Neste contexto, Luís deverá pagar R$ 200,00 e Gabriela, os outros R$ 200,00.
Todavia, se o juiz fixasse de maneira diversa, a regra seria, por consequência, diversa. Exemplo: 
“Custas no valor de R$ 400,00, pela reclamada”.
Neste caso, por sua vez, seria de Gabriela o ônus de pagar as custas.
§ 4º Nos dissídios coletivos, as partes vencidas responderão solidariamente pelo pagamento das 
custas, calculadas sobre o valor arbitrado na decisão, ou pelo Presidente do Tribunal.
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Nos dissídios coletivos, o valor das custas processuais não resultará, necessariamente, de 
uma base da cálculo fornecida pelas partes.
O valor da causa é um valor fornecido pelo reclamante. Logo, não necessariamente o mes-
mo valor será “arbitrado na decisão, ou pelo Presidente do Tribunal”, como diz o § 4º.
Logo, o valor das custas resultará do percentual de 2% aplicado sobre o valor fixado na 
decisão final do dissídio coletivo.
Art. 789-A. No processo de execução são devidas custas, sempre de responsabilidade do executa-
do e pagas ao final, de conformidade com a seguinte tabela:
I – autos de arrematação, de adjudicação e de remição: 5% (cinco por cento) sobre o respectivo va-
lor, até o máximo de R$ 1.915,38 (um mil, novecentos e quinze reais e trinta e oito centavos);
II – atos dos oficiais de justiça, por diligência certificada:
a. em zona urbana: R$ 11,06 (onze reais e seis centavos);
b. em zona rural: R$ 22,13 (vinte e dois reais e treze centavos);
III – agravo de instrumento: R$ 44,26 (quarenta e quatro reais e vinte e seis centavos);
IV – agravo de petição: R$ 44,26 (quarenta e quatro reais e vinte e seis centavos);
V – embargos à execução, embargos de terceiro e embargos à arrematação: R$ 44,26 (quarenta e 
quatro reais e vinte e seis centavos);
VI – recurso de revista: R$ 55,35 (cinquenta e cinco reais e trinta e cinco centavos);
VII – impugnação à sentença de liquidação: R$ 55,35 (cinquenta e cinco reais e trinta e cinco 
centavos);
VIII – despesa de armazenagem em depósito judicial – por dia: 0,1% (um décimo por cento) do valor 
da avaliação;
IX – cálculos de liquidação realizados pelo contador do juízo – sobre o valor liquidado: 0,5% (cinco 
décimos por cento) até o limite de R$ 638,46 (seiscentos e trinta e oito reais e quarenta e seis 
centavos).
No processo de conhecimento, vimos que as custas devem ser pagas após o trânsito em 
julgado ou, se houver recurso, no prazo recursal.
Aqui, a regra refere-se à fase de execução trabalhista. Nela, as custas processuais serão 
pagas somente após o término da execução, isto é, após a satisfação do exequente.
Na prática, é comum que o valor das custas processuais da execução seja inserido no 
cálculo de atualização da última parcela da execução. Se a execução for satisfeita em parcela 
única, o valor das custas é inserido nela mesma.
Na execução, o percentual de 2% não é aplicável. São aplicáveis valores fixos, que são os 
enumerados nos incisos acima transcritos.
Em prova, os valores dos referidos incisos não são cobrados diretamente. O que se costu-
ma cobrar, de modo geral, é o seguinte:
• O percentual de 2% é aplicável somente à fase de conhecimento;
• As custas da execução são pagas somente ao final;
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Obs.: � Como as custas em fase de execução são devidas apenas ao final desta fase, os recur-
sos interpostos na fase de execução não dependem do recolhimento de custas.
• As custas da execução são sempre de responsabilidade do Executado (devedor).
Art. 789-B. Os emolumentos serão suportados pelo Requerente, nos valores fixados na seguinte 
tabela:
I – autenticação de traslado de peças mediante cópia reprográfica apresentada pelas partes – por 
folha: R$ 0,55 (cinquenta e cinco centavos de real);
II – fotocópia de peças – por folha: R$ 0,28 (vinte e oito centavos de real);
III – autenticação de peças – por folha: R$ 0,55 (cinquenta e cinco centavos de real);
IV – cartas de sentença, de adjudicação, de remição e de arrematação – por folha: R$ 0,55 (cinquen-
ta e cinco centavos de real);
V – certidões – por folha: R$ 5,53 (cinco reais e cinquenta e três centavos).
A regra sobre os emolumentos é muito simples e extremamente objetiva. O valor dos emo-
lumentos é o fixado nos incisos acima, de acordo com o item requerido (autenticação, carta de 
sentença, certidão, fotocópia etc.).
Quem paga tais emolumentos é o sujeito que requer o item. Se o reclamante requer certi-
dão de comparecimento à audiência para entregar ao seu atual empregador, ele deve, a rigor, 
pagar o valor fixado à certidão: R$ 5,53 por folha.
Na prática, é muito difícil o órgão judiciário cobrar tais valores, seja em razão da modicida-
de do valor, seja em razão da dificuldade operacional da cobrança: emissão de guias, depósitos 
em “caixas”, ou outros mecanismos administrativamente onerosos e/ou insustentáveis.
Os valores fixados na tabela acima, normalmente, não são cobrados em prova. A regra 
mais importante, aqui, é o responsável pelo pagamento: requerente (aquele que pediu o servi-
ço fornecido).
Art. 790. Nas Varas do Trabalho, nos Juízos de Direito, nos Tribunais e no Tribunal Superior do 
Trabalho, a forma de pagamento das custas e emolumentos obedecerá às instruções que serão 
expedidas pelo Tribunal Superior do Trabalho.
§ 1º Tratando-se de empregado que não tenha obtido o benefício da justiça gratuita, ou isenção de 
custas, o sindicato que houver intervindo no processo responderá solidariamente pelo pagamento 
das custas devidas.
§ 2º No caso de não-pagamento das custas, far-se-á execução da respectiva importância, segundo 
o procedimento estabelecido no Capítulo V deste Título.
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O sindicato somente responderá pelas custas, de maneira solidária, se tiver intervindo no pro-
cesso (como parte ou terceiro interessado) e se o empregado for vencido e, ainda, se o em-
pregado não tiver recebido o benefício da justiça gratuita. Se o sindicato não teve nada a ver 
com o processo, ou se o empregado for beneficiário da justiça gratuita, o sindicato não terá 
nenhuma responsabilidade.
Obs.: � A responsabilidade do sindicato pelas custas processuais,quando o empregado 
é vencido e não é beneficiário da justiça gratuita, não extingue a responsabilidade 
do empregado. Logo, se o empregado resolver pagar as custas, o sindicato estará 
isento desse ônus, e vice-versa. É a lógica da obrigação solidária, que estudamos em 
Direito Civil.
A CLT dá um cheque em branco ao TST para que regulamente a forma de pagamento das 
custas processuais, abordando mecanismos como sistemas de emissão de guias, controle de 
pagamento das custas etc. Tal regulamentação atualmente é feita na Instrução Normativa n. 
20 do TST.
Se as custas não forem pagas após o trânsito em julgado, é o juiz autorizado a exe-
cutá-las. Veremos na aula sobre Execução que a Reforma Trabalhista exige o requerimen-
to do exequente somente quando ele estiver assistido por advogado e pretender cobrar 
suas verbas.
§ 3º É facultado aos juízes, órgãos julgadores e presidentes dos tribunais do trabalho de qualquer 
instância conceder, a requerimento ou de ofício, o benefício da justiça gratuita, inclusive quanto a 
traslados e instrumentos, àqueles que perceberem salário igual ou inferior a 40% (quarenta por cen-
to) do limite máximo dos benefícios do Regime Geral de Previdência Social.
§ 4º O benefício da justiça gratuita será concedido à parte que comprovar insuficiência de recursos 
para o pagamento das custas do processo.
A respeito da justiça gratuita, trabalhamos na aula sobre Partes e Procuradores, à qual 
remetemos para uma profunda revisão do tema.
Art. 790-A. São isentos do pagamento de custas, além dos beneficiários de justiça gratuita:
I – a União, os Estados, o Distrito Federal, os Municípios e respectivas autarquias e fundações pú-
blicas federais, estaduais ou municipais que não explorem atividade econômica;
II – o Ministério Público do Trabalho.
Parágrafo único. A isenção prevista neste artigo não alcança as entidades fiscalizadoras do exercí-
cio profissional, nem exime as pessoas jurídicas referidas no inciso I da obrigação de reembolsar 
as despesas judiciais realizadas pela parte vencedora.
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Atos, Termos e Prazos, Custas e Comunicação dos Atos Processuais
DIREITO PROCESSUAL DO TRABALHO
Gustavo Deitos
Resumidamente, as pessoas jurídicas de direito público não precisam pagar as custas 
processuais quando forem vencidas no processo. As associações públicas, por terem trata-
mento jurídico idêntico ao das autarquias – inclusive chamada por alguns administrativistas 
de “autarquia multifederativa” –, também são isentas de custas processuais.
Sabemos que o Estado, quando exerce atividade econômica diretamente (por imperativos 
de segurança nacional ou relevante interesse coletivo – art. 173 da CF), o faz por empresa es-
tatal (empresa pública ou sociedade de economia mista).
Todavia, o art. 790-A previne-se da possibilidade de o Estado, irregularmente, exercer ativi-
dade econômica por autarquia ou fundação. Portanto, se ficar comprovado o exercício dessa 
atividade, a autarquia ou a fundação deverá, sim, pagar custas processuais.
Nesse contexto, fica óbvio que as empresas públicas e as sociedades de economia mista 
devem, normalmente, pagar as custas processuais quando vencidas. Elas não têm isenção de 
custas processuais.
O MPT, embora integre a União, tem previsão específica de isenção por duas razões: 
uma, em virtude de seu papel reiterado e particular perante a Justiça do Trabalho; ou-
tra, em virtude de o MPT não ser obrigado a reembolsar despesas judiciais realizadas 
pela outra parte, quando esta perder sua condição de vencida e tornar-se vencedora em 
face do MPT.
Outro ponto que merece sua atenção é que as entidades fiscalizadoras do exercício 
profissional (entidades corporativas), como OAB, CRM, CNP etc., devem, sim, pagar as 
custas processuais quando vencidas, mesmo que tenham a natureza de autarquias ou 
fundações.
A União, os Estados, o DF, os Municípios e respectivas autarquias e fundações públicas 
têm o dever de RESTITUIR as custas processuais pagas pela parte contrária, quando esta re-
verter a decisão e passar a ser vencedora (art. 790-A, parágrafo único). Para ajudar com sua 
compreensão, apresento o seguinte exemplo prático:
EXEMPLO
Hugo ajuíza reclamação trabalhista contra o Município de Luzerna (SC), que não possuía, ao 
tempo do contrato, regime jurídico legal, fato que tornava aplicável a CLT ao contrato de traba-
lho mantido entre Hugo e o Município.
Hugo não tinha o benefício da justiça gratuita, e seus pedidos são julgados totalmente impro-
cedentes pelo juiz do trabalho. Para interpor Recurso Ordinário, Hugo teve de pagar as custas 
processuais de 2% sobre o valor da causa.
No TRT, seu recurso foi julgado por determinada Turma, que deu total provimento ao recurso, 
condenando o Município a pagar diversas verbas trabalhistas. Logo, a parte vencida passou a 
ser o Município.
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Atos, Termos e Prazos, Custas e Comunicação dos Atos Processuais
DIREITO PROCESSUAL DO TRABALHO
Gustavo Deitos
Por fim, o Município deverá restituir a Hugo o valor das custas processuais que ele teve de 
pagar para interpor o Recurso Ordinário (art. 790-A, parágrafo único).
O Ministério Público do Trabalho (MPT), por sua vez, não é obrigado a restituir as custas 
quando a parte contrária se tornar vencida. Nesse caso, é o próprio Tribunal quem deverá res-
tituir as custas à parte vencedora em grau de recurso.
Veja, abaixo, um quadro das pessoas que têm, ou não, isenção de custas e de quem tem o 
dever de restituí-las.
SUJEITO ISENTO NÃO ISENTO PRECISA 
RESTITUIR
NÃO PRECISA 
RESTITUIR
União X X
Estados X X
DF X X
Municípios X X
Autarquias X X
Fundações X X
Empresas 
Públicas 
(salvo ECT)
X X
Sociedades de 
Economia Mista X X
Entidades 
Corporativas X X
MPT X X
A Súmula 86 do TST outorga um restrito privilégio a outro tipo de sujeito processual: mas-
sa falida. Veja o que ela enuncia:
JURISPRUDÊNCIA
Súmula 86 do TST
Não ocorre deserção de recurso da massa falida por falta de pagamento de custas ou de 
depósito do valor da condenação. Esse privilégio, todavia, não se aplica à empresa em 
liquidação extrajudicial.
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Atos, Termos e Prazos, Custas e Comunicação dos Atos Processuais
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A massa falida não precisa pagar custas processuais para recorrer. Todavia, ela não é 
isenta de custas: deve pagá-las ao final, após o trânsito em julgado.
As empresas em liquidação extrajudicial (a grosso modo, liquidação extrajudicial é um meca-
nismo em que instituições financeiras decretam falência) devem, sim, pagar custas processu-
ais para recorrer. É o que diz a parte final da súmula acima.
A Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT), empresa pública, com personalidade 
jurídica de direito privado, é reconhecida como entidade que exerce atividade típica e exclu-
siva de Estado (serviço postal). Portanto, ela recebe por extensão os privilégios processuais 
destinados à Fazenda Pública, como os prazosdiferenciados estudados acima e a isenção de 
custas processuais.
Veja o que diz o art. 12 do Decreto-Lei n. 509/1969:
A ECT gozará de isenção de direitos de importação de materiais e equipamentos destinados aos 
seus serviços, dos privilégios concedidos à Fazenda Pública, quer em relação a imunidade tributária, 
direta ou indireta, impenhorabilidade de seus bens, rendas e serviços, quer no concernente a foro, 
prazos e custas processuais.
Olhando a tabela acima, imagine que a ECT seja a União. A regra relativa à isenção de cus-
tas e ao dever de restituição aplicável à ECT é a mesma!
4. comunicAção Dos Atos processuAis
Comunicação dos atos processuais nada mais é que o meio para dar às partes ciência 
do dever de praticar algum ato processual, ou ciência da prática de ato processual por outro 
sujeito do processo.
4.1. meios orDinários De comunicAção Dos Atos processuAis
Tratarei, inicialmente, da primeira comunicação realizada no processo: notificação inicial 
ao reclamado.
Após o protocolo da petição inicial, ocorrerá a notificação inicial ao reclamado. O regra-
mento dessa fase encontra-se no art. 841 da CLT, a seguir comentado:
Art. 841 - Recebida e protocolada a reclamação, o escrivão ou secretário, dentro de 48 (quarenta e 
oito) horas, remeterá a segunda via da petição, ou do termo, ao reclamado, notificando-o ao mesmo 
tempo, para comparecer à audiência do julgamento, que será a primeira desimpedida, depois de 5 
(cinco) dias.
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Atos, Termos e Prazos, Custas e Comunicação dos Atos Processuais
DIREITO PROCESSUAL DO TRABALHO
Gustavo Deitos
O prazo legal para que a notificação inicial ocorra é de 48 horas, contadas do protocolo da 
reclamação trabalhista. As notificações, embora sejam feitas por Correio, por Oficial de Justiça 
ou por Edital, sempre contém o nome do Diretor de Secretaria da Vara.
§ 1º - A notificação será feita em registro postal com franquia. Se o reclamado criar embaraços ao 
seu recebimento ou não for encontrado, far-se-á a notificação por edital, inserto no jornal oficial ou 
no que publicar o expediente forense, ou, na falta, afixado na sede da Junta ou Juízo.
Este parágrafo não engloba todas as formas de notificação inicial, pois existe, ainda, a 
possibilidade de notificação por meio de Oficial de Justiça. A ordem prioritária de notificação 
é a seguinte:
• 1) Por Correios. Envia-se ao reclamado a notificação por via postal, com aviso de rece-
bimento (AR).
• 2) Por Oficial de Justiça. Esta é a forma de notificação usual para os casos em que o 
reclamado não é encontrado no endereço fornecido pelo reclamante, ou, ainda, quando 
o endereço do reclamado, embora correto, não é servido pelos serviços dos Correios. 
Esta última hipótese é comum nas situações em que o reclamado tem endereço às mar-
gens de rodovias, ou em regiões interioranas isoladas.
• 3) Por Edital. Quando a notificação pelos Correios e a por Oficial de Justiça forem frus-
tradas, em razão de o reclamado não ser encontrado ou recusar o recebimento da no-
tificação, será publicado um edital, no Diário Eletrônico da Justiça do Trabalho, com 
a notificação. O CPC ainda traz como hipótese de notificação por edital o fato de ser 
ignorado, incerto ou inacessível o lugar em que se encontrar o citando (art. 256, inciso 
II). Trata-se de uma forma ficta de obter a ciência do reclamado, embora seja possível, 
ainda que muito remotamente, que o reclamado de fato leia o edital e tome ciência do 
inteiro teor da notificação.
−	 No procedimento sumaríssimo, é proibida a notificação inicial (citação) por edital, 
conforme o art. 852-B, inciso II, da CLT: “não se fará citação por edital, incumbindo ao 
autor a correta indicação do nome e endereço do reclamado;”. Logo, neste rito especí-
fico, a notificação inicial deve ser possibilitada mediante correios ou oficial de justiça, 
sob pena de extinção sem resolução do mérito.
Após a notificação inicial, as partes – reclamante e reclamado – passarão a ficar plena-
mente estabilizadas no processo, especialmente o reclamado, que já constituirá seu advogado 
(em regra).
Caso alguma das partes continue no processo sem advogado, ela não poderá ser intimada 
mediante Diário Eletrônico, pois este meio é próprio para partes assistidas por advogados. 
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Logo, a comunicação dos atos processuais continuará sendo feita por meio não eletrônicos: 
Correios e Oficial de Justiça e, em casos excepcionais, por edital.
4.1.1. Notificação Inicial no Procedimento Sumaríssimo
No procedimento sumaríssimo, as únicas formas de notificação possíveis são:
• 1) Correios (via postal com aviso de recebimento)
• 2) Oficial de Justiça
O rito sumaríssimo, por ter uma única audiência e ser apreciado em pauta mais breve, tem 
por principal característica a celeridade. Uma notificação por edital atrasaria consideravelmen-
te o processo. Veja:
O art. 257, inciso III, do CPC exige que seja dado um prazo mínimo de 20 e máximo de 60 
dias para que o notificado por edital “leia” o edital. Somente após esse prazo é que o notificado 
será considerado ciente do teor da notificação. Logo, haveria contradição ao princípio da cele-
ridade, o que fez o legislador proibir a citação por edital no rito sumaríssimo.
4.2. meios eLetrônicos De comunicAção Dos Atos processuAis
Após a notificação inicial, as partes assistidas por advogado poderão ser notificadas por 
meio eletrônico (mediante cadastro perante o Poder Judiciário) ou por meio do Diário Eletrô-
nico da Justiça do Trabalho (DEJT).
Não são todas as partes que possuem credenciamento para intimações mediante portal ele-
trônico (não DEJT). Estas terão uma regra diferenciada para cômputo dos prazos processuais.
Veja o que dispõe o art. 5º, caput e §§ 1º a 3º, da Lei n. 11.419/2006 (Lei da Informatização 
do Processo Judicial):
Art. 5º As intimações serão feitas por meio eletrônico em portal próprio aos que se cadastrarem na 
forma do art. 2º desta Lei, dispensando-se a publicação no órgão oficial, inclusive eletrônico.
§ 1º
Considerar-se-á realizada a intimação no dia em que o intimando efetivar a consulta eletrônica ao 
teor da intimação, certificando-se nos autos a sua realização.
§ 2º Na hipótese do § 1º deste artigo, nos casos em que a consulta se dê em dia não útil, a intima-
ção será considerada como realizada no primeiro dia útil seguinte.
§ 3º A consulta referida nos §§ 1º e 2º deste artigo deverá ser feita em até 10 (dez) dias corridos 
contados da data do envio da intimação, sob pena de considerar-se a intimação automaticamente 
realizada na data do término desse prazo.
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Atos, Termos e Prazos, Custas e Comunicação dos Atos Processuais
DIREITO PROCESSUAL DO TRABALHO
Gustavo Deitos
Observe: nesse caso, o sujeito terá o prazo de 10 dias corridos (contínuos) para acessar o 
teor da intimação. O dia do começodos prazos processuais será o dia da ciência (realização 
da intimação).
O dia da ciência é o dia da consulta à intimação no portal eletrônico.
Se a consulta ocorrer em feriado, final de semana ou dia sem expediente forense, a consul-
ta será considerada como ocorrida no primeiro dia útil seguinte (data da ciência protrai-se para 
o primeiro dia útil seguinte).
Se no prazo de 10 dias contínuos contados do envio da intimação a parte não a consultar, 
será presumido que o destinatário consultou a intimação no último dia desse prazo. Logo, a 
contagem do prazo processual dado pela intimação iniciará no primeiro dia útil seguinte.
EXEMPLO
02/02 – segunda-feira: Intimação enviada à parte pelo portal eletrônico
03/02 – terça-feira
04/02 – quarta-feira
05/02 – quinta-feira
06/02 – sexta-feira
07/02 – sábado: Parte consulta o teor da intimação no portal
08/02 – domingo
09/02 – segunda-feira: Considera-se que a consulta ocorreu neste dia, pelo fato de a intima-
ção ter sido visualizada em dia não útil (sábado). DIA DO COMEÇO DO PRAZO (excluído da 
contagem)
10/02 – terça-feira: Primeiro dia do prazo
4.3. meios De comunicAção De Atos processuAis entre Órgãos 
JuDiciários
Para a correta prática de alguns atos processuais, há necessidade de cooperação entre 
diferentes órgãos do Poder Judiciário.
Na Justiça do Trabalho, essa cooperação ocorre com frequência, principalmente, para oiti-
va de testemunhas, prática de atos de execução (penhoras, avaliações etc.) e atos de comuni-
cação simples (notificações iniciais, intimações etc.).
Essa cooperação, para ser transparente às partes e clara aos juízes, deve observar determi-
nada formalidade. Tal formalidade recebe um nome: carta.
Esta carta terá um nome complementar, a depender do contexto em que a cooperação 
ocorrerá. Entenda:
• CARTA PRECATÓRIA (mais frequente): comunicação entre órgãos do Poder Judiciário 
brasileiros, sem hierarquia entre eles.
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Atos, Termos e Prazos, Custas e Comunicação dos Atos Processuais
DIREITO PROCESSUAL DO TRABALHO
Gustavo Deitos
EXEMPLO
TRT da 1ª Região para TRT da 2ª Região; Vara do Trabalho de Joaçaba (SC) para 4ª Vara do 
Trabalho de São Paulo (SP); TST para STJ.
• CARTA ROGATÓRIA: comunicação entre órgão judiciário do Brasil e órgão judiciário de 
outro país.
• CARTA DE ORDEM: comunicação de um tribunal para órgão judiciário hierarquicamente 
inferior.
EXEMPLO
TRT da 12ª Região para Vara do Trabalho de Xanxerê; TST para TRT da 3ª Região; STF para STJ.
• CARTA ARBITRAL: juízo arbitral pede a órgão do Poder Judiciário que pratique determi-
nado ato, para dar efetividade àquilo que houver sido fixado na decisão do árbitro.
O art. 237 do CPC conceitua, tecnicamente, cada espécie de carta. Confira:
Art. 237. Será expedida carta:
I – de ordem, pelo tribunal, na hipótese do § 2º do art. 2364;
II – rogatória, para que órgão jurisdicional estrangeiro pratique ato de cooperação jurídica interna-
cional, relativo a processo em curso perante órgão jurisdicional brasileiro;
III – precatória, para que órgão jurisdicional brasileiro pratique ou determine o cumprimento, na área 
de sua competência territorial, de ato relativo a pedido de cooperação judiciária formulado por órgão 
jurisdicional de competência territorial diversa;
IV – arbitral, para que órgão do Poder Judiciário pratique ou determine o cumprimento, na área de 
sua competência territorial, de ato objeto de pedido de cooperação judiciária formulado por juízo 
arbitral, inclusive os que importem efetivação de tutela provisória.
4.4. formAs priviLegiADAs De comunicAção Dos Atos processuAis
Alguns sujeitos processuais específicos têm a prerrogativa de receber intimações pesso-
ais, o que engloba as intimações em sentido estrito (expedidas ao longo do processo) e as 
citações (notificações iniciais).
Este benefício é aplicável ao MPT, aos entes públicos (advocacia pública) e à Defensoria Pú-
blica, em razão de vários fatores que diferenciam estas instituições das pessoas em geral, como:
• Número de processos;
• Diversidade de assuntos em litígio;
• Falta de pessoalidade da instituição com o processo (o processo é tratado como parte 
do trabalho).
4 O tribunal poderá expedir carta para juízo a ele vinculado, se o ato houver de se realizar fora dos limites territoriais do local de 
sua sede (art. 236, § 2º, CPC).
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DIREITO PROCESSUAL DO TRABALHO
Gustavo Deitos
A intimação pessoal ocorre nos termos do art. 183, § 1º, do CPC: “A intimação pessoal 
far-se-á por carga, remessa ou meio eletrônico.”.
Carga e remessa se aplicam a processos físicos: trata-se de levar os autos do processo até 
a repartição administrativa da instituição. É um meio que garante o contato direto do membro 
da instituição (MP) com o processo.
O meio eletrônico é a notificação, no sistema de processos eletrônicos, enviada ao painel 
do usuário do membro do MPT. Logo, a visualização do processo lhe ficará imediatamente 
disponível.
Obs.: � A intimação por Diário de Justiça Eletrônico (DJE) não se considera intimação pessoal, 
pois o acesso ao conteúdo da intimação publicada no DJE depende de consulta. Se o 
acesso à intimação depender de consulta, ela não será pessoal.
Para enfatizar o ponto e chamar sua atenção a ele, listo abaixo os sujeitos processuais 
destinatários da garantia de recebimento de intimação pessoal:
• Ministério Público (no processo do trabalho, o Ministério Público do Trabalho – MPT);
• Pessoas jurídicas de direito público (Advocacia Pública);
• Defensoria Pública (no processo do trabalho, a Defensoria Pública da União – DPU).
Abaixo, apresento os fundamentos legais da garantia assegurada a cada um dos sujeitos 
acima listados:
• Ministério Público do Trabalho:
−	 Art. 180, caput, do CPC:
O Ministério Público gozará de prazo em dobro para manifestar-se nos autos, que terá início a partir 
de sua intimação pessoal, nos termos do art. 183, § 1º.
−	 Art. 84, inciso IV, da Lei Complementar n. 75/1993:
Incumbe ao Ministério Público do Trabalho, no âmbito das suas atribuições, exercer as funções 
institucionais previstas nos Capítulos I, II, III e IV do Título I, especialmente: (...) IV- ser cientificado 
pessoalmente das decisões proferidas pela Justiça do Trabalho, nas causas em que o órgão tenha 
intervindo ou emitido parecer escrito.
• Advocacia Pública:
−	 Art. 183, caput, do CPC:
Art. 183. A União, os Estados, o Distrito Federal, os Municípios e suas respectivas autarquias e 
fundações de direito público gozarão de prazo em dobro para todas as suas manifestações proces-
suais, cuja contagem terá início a partir da intimação pessoal.
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DIREITO PROCESSUAL DO TRABALHO
Gustavo Deitos
• Defensoria Pública da União:
−	 Art. 186, § 1º, do CPC:
O prazo tem início com a intimação pessoal do defensor público, nos termos do art. 183,§ 1º.
−	 Art. 44, inciso I, da Lei Complementar n. 80/1994:
Art. 44. São prerrogativas dos membros da Defensoria Pública da União:
I – receber, inclusive quando necessário, mediante entrega dos autos com vista, intimação pessoal 
em qualquer processo e grau de jurisdição ou instância administrativa, contando-se-lhes em dobro 
todos os prazos;
5. outros enunciADos JurispruDenciAis sobre os temAs DA AuLA
JURISPRUDÊNCIA
Súmula 16 do TST
Presume-se recebida a notificação 48 (quarenta e oito) horas depois de sua postagem. 
O seu não-recebimento ou a entrega após o decurso desse prazo constitui ônus de prova 
do destinatário.
O prazo que consta da redação da Súmula 16 do TST é frequentemente cobrado em provas. 
O prazo de 48 horas é aquele pelo qual se presume que o sujeito citado recebeu, realmente, a 
notificação inicial. Se o citado alegar que não recebeu nenhuma notificação dentro daquele in-
tervalo, deverá provar essa situação por qualquer meio de prova em direito admitido. Por isso, 
diz-se que a Súmula 16 apresenta hipótese de presunção relativa (juris tantum).
A Súmula 16 do TST refere-se a notificações iniciais realizadas por via postal (Correios). 
Portanto, a prova do não recebimento, nesse caso, é uma prova possível, cujo atendimento não 
é excessivamente difícil.
Ademais, a presunção de recebimento da correspondência pelo destinatário, em 48 horas, 
pressupõe, logicamente, que ela tenha sido enviada ao endereço correto. Se ficar comprovado 
que a notificação inicial foi remetida a endereço totalmente estranho à parte notificada, ficará 
afastada qualquer presunção de recebimento.
JURISPRUDÊNCIA
Súmula 427 do TST
Havendo pedido expresso de que as intimações e publicações sejam realizadas exclusi-
vamente em nome de determinado advogado, a comunicação em nome de outro profis-
sional constituído nos autos é nula, salvo se constatada a inexistência de prejuízo.
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Atos, Termos e Prazos, Custas e Comunicação dos Atos Processuais
DIREITO PROCESSUAL DO TRABALHO
Gustavo Deitos
Primeiramente, observe a regra geral: se uma parte é representada por vários advogados, e 
há, no processo, pedido expresso para que todas as comunicações processuais sejam remeti-
das a um determinado advogado, serão nulas as comunicações enviadas a outros advogados. 
Trata-se de prática comum, que visa à concentração das comunicações processuais de um 
escritório de advocacia ou de escritórios parceiros.
No entanto, você sabe que as nulidades processuais sujeitam-se ao princípio da trans-
cendência ou prejuízo. Portanto, se determinada comunicação processual for direcionada a 
advogado distinto daquele a quem deveria tal comunicação ser remetida – em razão de pedido 
expresso nos autos –, não haverá nulidade se, na situação concreta, não tiver havido prejuízo 
à parte representada por esses vários advogados.
Exemplo claro de ausência de prejuízo é a situação em que a intimação do acórdão profe-
rido por TRT é feita para advogado diverso daquele indicado como destinatário de comunica-
ções processuais, mas, mesmo assim, a parte representada interpõe recurso de revista dentro 
do prazo legal. Nesse caso, não haveria razão para se declarar a nulidade da intimação do 
acórdão proferido pelo TRT.
JURISPRUDÊNCIA
Súmula 197 do TST
O prazo para recurso da parte que, intimada, não comparecer à audiência em prossegui-
mento para a prolação da sentença conta-se de sua publicação.
Se na prática a audiência de julgamento não ocorre com a presença das partes, esta súmu-
la acaba perdendo sua relevância, pois, em qualquer caso, o prazo para recurso será contado 
após a intimação da sentença publicada, de acordo com as regras estudadas.
O não cancelamento desta súmula deve-se ao fato de não ser impossível que, em um ou 
outro local, o juiz tenha o costume de realizar audiências de julgamento.
JURISPRUDÊNCIA
Súmula 30 do TST
Quando não juntada a ata ao processo em 48 horas, contadas da audiência de julga-
mento (art. 851, § 2º, da CLT), o prazo para recurso será contado da data em que a parte 
receber a intimação da sentença.
Igualmente, a não realização de audiência de julgamento com presença das partes acaba 
retirando a utilidade prática desta súmula, pois, em qualquer caso, na prática, o prazo recursal 
será contado da intimação da sentença publicada, de acordo com as regras estudadas.
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Atos, Termos e Prazos, Custas e Comunicação dos Atos Processuais
DIREITO PROCESSUAL DO TRABALHO
Gustavo Deitos
O não cancelamento desta súmula deve-se ao fato de não ser impossível que, em um ou 
outro local, o juiz tenha o costume de realizar audiências de julgamento.
JURISPRUDÊNCIA
Súmula 53 do TST
O prazo para pagamento das custas, no caso de recurso, é contado da intimação do cálculo.
A Súmula 53 do TST, embora apareça em algumas questões objetivas, já é superada. Na 
época de sua edição, havia norma processual que autorizada o pagamento das custas em de-
terminado prazo após a interposição do recurso.
Todavia, atualmente, o valor das custas é obrigatoriamente fixado em sentença, e não se 
sujeita a cálculo posterior. Logo, o prazo para pagamento de custas, hoje em dia, é o próprio 
prazo recursal. Se não houver interposição de recurso, as custas serão pagas ao final (art. 789, 
§ 1º, CLT).
JURISPRUDÊNCIA
Súmula 36 do TST
Nas ações plúrimas, as custas incidem sobre o respectivo valor global.
Ações plúrimas são os dissídios individuais que albergam, no polo ativo, dois ou mais tra-
balhadores, que demandam a mesma empresa com relação a matéria idêntica (art. 842 da 
CLT). É o litisconsórcio ativo do direito processual do trabalho.
Nessas ações, as partes que desejarem recorrer deverão recolher custas processuais so-
bre o valor global/total fixado em sentença, como valor da causa ou da condenação.
EXEMPLO
Se em dissídio individual plúrimo, com dois reclamantes, é julgado procedente, e o valor da 
condenação da reclamada é de R$ 60.000,00, em razão de débito de R$ 30.000,00 com cada 
reclamante, a empresa deverá recolher custas processuais calculadas sobre o valor global (2% 
de R$ 60.000,00), mesmo que o recurso ordinário envolva discussão de matéria relativa a só 
um dos autores.
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Atos, Termos e Prazos, Custas e Comunicação dos Atos Processuais
DIREITO PROCESSUAL DO TRABALHO
Gustavo Deitos
QUESTÕES DE CONCURSO
001. (2020/FCC/AL-AP/ADVOGADO LEGISLATIVO/PROCURADOR) Em relação aos atos, e 
prazos processuais, no Direito Processual do Trabalho, conforme normas previstas na Conso-
lidação das leis do Trabalho,
a) os prazos que se vencerem entre os dias 20 de dezembro e 07 de janeiro ficarão interrompi-
dos, assim como aqueles que ocorrem entre 01 de julho e 01 de agosto.
b) ao juízo incumbe dilatar os prazos processuais e alterar a ordem de produção dos meios de 
prova, adequando-os às necessidades do conflito de modo a conferir maior efetividade à tutela 
do direito.
c) os atos processuais realizar-se-ão nos dias úteis,apenas no horário compreendido entre 
as oito e as dezoito horas e serão públicos, salvo quando o contrário determinar o interes-
se público.
d) diante da reforma trabalhista trazida pela Lei n. 13.467/2017, a penhora não poderá realizar-
-se em domingo ou em dia de feriado, independentemente de autorização judicial.
e) os prazos estabelecidos na CLT contam-se com inclusão do dia do começo e exclusão do 
dia do vencimento e serão contínuos e irreleváveis.
002. (2021/VUNESP/PREFEITURA DE VÁRZEA PAULISTA–SP/PROCURADOR MUNICIPAL) 
No processo do trabalho, os prazos processuais são contados
a) em dias úteis, com inclusão do dia do começo e do dia do vencimento.
b) em dias úteis, com exclusão do dia do começo e do dia do vencimento.
c) em dias úteis, com exclusão do dia do começo e inclusão do dia do vencimento.
d) em dias corridos, com exclusão do dia do começo e inclusão do dia do vencimento.
e) em dias corridos, com inclusão do dia do começo e exclusão do dia do vencimento.
003. (2021/CEBRASPE/PG-DF/ANALISTA JURÍDICO/DIREITO E LEGISLAÇÃO) No que diz 
respeito à revelia, às provas e ao cabimento de mandado de segurança na justiça do trabalho, 
julgue o item seguinte, de acordo com o entendimento jurisprudencial do TST.
O fato de uma notificação ter sido enviada para endereço incorreto não afasta a revelia da 
empresa, já que sua entrega é presumida após 48 horas do momento em que foi realizada 
a postagem.
004. (2021/CEBRASPE/PG-DF/ANALISTA JURÍDICO/DIREITO E LEGISLAÇÃO) No que diz 
respeito às partes e aos procuradores no processo do trabalho bem como aos julgamentos na 
justiça do trabalho, julgue o item a seguir, conforme o entendimento jurisprudencial do Tribunal 
Superior do Trabalho (TST).
No caso de um município figurar como parte em um processo do trabalho, a intimação do pro-
curador dos atos processuais deverá ser feita pessoalmente.
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DIREITO PROCESSUAL DO TRABALHO
Gustavo Deitos
005. (2021/CEBRASPE/CODEVASF/ASSESSOR JURÍDICO/DIREITO) A empresa pública 
ALFA impetrou mandado de segurança em lide de competência originária de tribunal regional 
do trabalho (TRT) em face de decisão do próprio TRT. Houve procedência parcial na decisão 
do tribunal, além de condenação recíproca em honorários sucumbenciais. A decisão é passível 
de reforma mediante recurso.
Considerando essa situação hipotética e tendo em vista as normas celetistas e o entendimen-
to jurisprudencial do TST, julgue o item seguinte.
O prazo para interposição de recurso para as empresas públicas é contado em dobro.
006. (2018/FCC/TRT/15ª REGIÃO-SP/ANALISTA JUDICIÁRIO/ÁREA JUDICIÁRIA/OFICIAL 
DE JUSTIÇA AVALIADOR FEDERAL) Nos dissídios individuais, nos dissídios coletivos, nas 
ações e procedimentos de competência da Justiça do Trabalho e nas demandas propostas 
perante a Justiça Estadual, no exercício da jurisdição trabalhista, as custas
a) serão calculadas sobre o valor arbitrado pelo juiz, no caso de procedência do pedido formu-
lado em ação declaratória.
b) serão calculadas sobre o valor arbitrado pelo juiz, no caso de procedência do pedido formu-
lado em ação constitutiva.
c) serão pagas, de forma solidária, pelas partes vencidas nos dissídios coletivos, e serão cal-
culadas sobre o valor arbitrado na decisão, ou pelo Presidente do Tribunal.
d) serão pagas pelo vencido, e comprovado o seu recolhimento, quando da interposição 
do recurso.
e) serão calculadas sobre o valor da causa quando a condenação não for líquida.
007. (2018/FCC/TRT/2ª REGIÃO-SP/ANALISTA JUDICIÁRIO/ÁREA JUDICIÁRIA) Mercedes 
ingressou com reclamação trabalhista contra sua ex-empregadora, a Empresa de Alimentos 
Tudo de Bom Ltda., pleiteando diferenças de verbas rescisórias e danos morais. O processo 
tramita de modo eletrônico e foi proferida sentença julgando procedente a ação e deferindo as 
diferenças pretendidas, mas omitindo-se no tocante ao pedido de danos morais. A disponibi-
lização da informação da sentença para os advogados das partes ocorreu no Diário Oficial no 
dia 3/5, uma quinta-feira. Pretendendo o advogado de Mercedes ingressar com Embargos de 
Declaração para suprir a omissão do julgado, o último dia para sua interposição, considerando 
que não houve feriados naquele mês, será dia
a) 8/5.
b) 16/5.
c) 10/5.
d) 9/5.
e) 11/5.
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DIREITO PROCESSUAL DO TRABALHO
Gustavo Deitos
008. (2018/FCC/TRT/2ª REGIÃO-SP/TÉCNICO JUDICIÁRIO/TECNOLOGIA DA INFORMA-
ÇÃO) Na reclamação trabalhista “V” o valor da causa é R$ 100.000,00. Durante a tramitação 
processual, as partes celebraram um acordo no valor total de R$ 70.000,00, convencionando 
que as custas processuais serão pagas pela empresa reclamada. Nesse caso, as custas pro-
cessuais devidas pela empresa são de
a) 2% sobre o valor da causa.
b) 2% sobre o valor do acordo.
c) 1% sobre o valor do acordo.
d) 1% sobre o valor da causa.
e) 3% sobre o valor da causa.
009. (2018/FCC/TRT/2ª REGIÃO-SP/TÉCNICO JUDICIÁRIO/TECNOLOGIA DA INFORMA-
ÇÃO) De acordo com a Consolidação das Leis do Trabalho, o curso do prazo processual nos 
dias compreendidos entre 20 de dezembro e 20 de janeiro,
a) não incluso esse último dia, suspende-se, sendo permitida a realização de audiências e ses-
sões de julgamento durante tal lapso de tempo.
b) inclusive, interrompe-se, sendo que, durante tal lapso de tempo, não se realizarão audiências 
nem sessões de julgamento.
c) inclusive, interrompe-se, sendo que, durante tal lapso de tempo, é permitido que sejam reali-
zadas audiências e sessões de julgamento.
d) inclusive, suspende-se, sendo que, durante tal lapso de tempo, não se realizarão audiências 
nem sessões de julgamento.
e) não incluso esse último dia, interrompe-se, sendo vedada a realização de audiências e ses-
sões de julgamento durante o prazo suspenso.
010. (2018/FCC/TRT/6ª REGIÃO-PE/ANALISTA JUDICIÁRIO/ÁREA JUDICIÁRIA) Sobre os 
prazos no processo do trabalho,
a) podem ser prorrogados, pelo tempo estritamente necessário, quando o juiz entender neces-
sário e em virtude de força maior, devidamente comprovada.
b) são contínuos e irreleváveis, sendo contados com exclusão do dia do começo e inclusão do 
dia do vencimento.
c) sendo a parte intimada ou notificada no sábado, a contagem do prazo inicia-se na segunda-fei-
ra seguinte.
d) o recesso forense e as férias coletivas dos Ministros do TST interrompem os prazos recursais.
e) quando não juntada a ata ao processo em 24 horas, contadas da audiência de julga-
mento, o prazo para recurso será contado da data em que a parte receber a intimação 
da sentença.
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DIREITO PROCESSUAL DO TRABALHO
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011. (2017/FCC/TRT/21ª REGIÃO-RN/TÉCNICO JUDICIÁRIO/ÁREA ADMINISTRATIVA) Olí-
via ajuizou reclamação trabalhista em face da sua ex-empregadora, mas não compareceu à au-
diênciaUNA designada, acarretando o arquivamento da ação. O juiz deferiu-lhe os benefícios 
da justiça gratuita, mas condenou-a ao pagamento de custas processuais calculadas na forma 
da lei. Se Olívia tiver a intenção de ajuizar nova reclamação
a) deverá comprovar o pagamento das custas processuais da ação arquivada, uma vez que 
poderia ter justificado sua ausência na própria audiência, por meio de seu advogado ou repre-
sentante legal.
b) não precisará comprovar o pagamento das custas processuais da ação arquivada, uma vez 
que é beneficiária da justiça gratuita, sendo sua única finalidade a perda, pelo prazo de 9 meses 
do direito de reclamar perante a Justiça do Trabalho.
c) deverá comprovar o pagamento das custas processuais da ação arquivada ou comprovar 
em quinze dias do arquivamento que a ausência ocorreu por motivo legalmente justificável, 
requerendo sua isenção do pagamento.
d) não precisará comprovar o pagamento das custas processuais da ação arquivada, uma vez 
que é beneficiária da justiça gratuita, sendo sua única penalidade a perda, pelo prazo de 6 me-
ses do direito de reclamar perante a Justiça do Trabalho.
e) poderá ingressar novamente com reclamação, requerendo, preliminarmente, que o juiz isen-
te-a do pagamento das custas processuais da ação arquivada, comprovando que a ausência 
ocorreu por motivo legalmente justificável.
012. (2017/FCC/TRT/21ª REGIÃO-RN/ANALISTA JUDICIÁRIO/ÁREA JUDICIÁRIA) De acor-
do com a legislação processual trabalhista, a ausência do reclamante à audiência importa o 
arquivamento da ação. Considerando o disposto na Lei n. 13.467/2017, nesse caso, este será 
condenado ao pagamento das custas
a) ainda que beneficiário da justiça gratuita, salvo se comprovar, no prazo de quinze dias, que a 
ausência ocorreu por motivo justificável a critério do juiz da causa, e o pagamento das custas 
será condição para a propositura de nova demanda.
b) salvo se beneficiário da justiça gratuita, mas deverá comprovar, no prazo de dez dias, que 
a ausência ocorreu por motivo legalmente justificável, caso contrário não poderá demandar 
dentro do prazo de 1 ano.
c) ainda que beneficiário da justiça gratuita, salvo se comprovar, no prazo de quinze dias, que a 
ausência ocorreu por motivo legalmente justificável, e o pagamento das custas será condição 
para a propositura de nova demanda.
d) salvo se beneficiário da justiça gratuita, mas deverá comprovar, no prazo de quinze dias, que 
a ausência ocorreu por motivo legalmente justificável, caso contrário não poderá demandar 
dentro do prazo de 2 anos.
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Gustavo Deitos
e) ainda que beneficiário da justiça gratuita, salvo se comprovar, no prazo de dez dias, que a 
ausência ocorreu por motivo justificável, a critério do juiz da causa, e o pagamento das custas 
será condição para a propositura de nova demanda.
013. (2017/FCC/TST/TÉCNICO JUDICIÁRIO/ÁREA ADMINISTRATIVA) Quanto aos prazos 
processuais, considere:
I – Os prazos são contados em dias úteis, com exclusão do dia do começo e inclusão do dia 
do vencimento, somente para os processos judiciais eletrônicos.
II – No processo judicial eletrônico, considera-se como data da publicação o primeiro dia útil 
seguinte ao da disponibilização da informação no Diário da Justiça eletrônico, sendo que os 
prazos processuais terão início no primeiro dia útil que seguir ao considerado como data da 
publicação.
III – Os prazos são contínuos e irreleváveis, podendo, entretanto, ser prorrogados pelo tempo 
estritamente necessário pelo juiz ou tribunal, ou em virtude de força maior, devidamente com-
provada, somente para os processos físicos.
IV – Não se aplica ao processo do trabalho o prazo em dobro quando existirem litisconsortes 
com procuradores distintos, em razão de incompatibilidade com a celeridade que lhe é inerente.
Tendo em vista as alterações promovidas pela Lei n. 13.467/2017 e de acordo com entendi-
mento sumulado do TST, está correto o que consta APENAS em
a) I e IV.
b) I, II e III.
c) I e III.
d) II, III e IV.
e) II e IV.
014. (2017/IADES/CREMEB/ADVOGADO) Quanto aos atos, termos e prazos processuais, 
conforme preconiza a CLT, assinale a alternativa correta.
a) Os atos processuais serão públicos, salvo quando o contrário determinar o interesse social, 
e realizar-se-ão nos dias úteis das 8 horas às 18 horas.
b) A penhora poderá realizar-se em domingo ou dia feriado, mediante autorização expressa do 
juiz ou presidente.
c) Na hipótese de um prazo vencer em sábado, domingo ou feriado, a realização do ato deverá 
ser antecipada para o último dia útil antes do vencimento, em homenagem ao princípio da ce-
leridade processual.
d) As partes poderão requerer certidões dos processos em curso ou arquivados, devendo ser 
estas lavradas pelos escrivães ou secretários. Quando se tratar de processo em segredo de 
justiça, a certidão deverá ser feita em até 48 horas, independentemente de despacho do juiz 
ou presidente.
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e) Os prazos estabelecidos na CLT serão contados em dias úteis, com inclusão do dia do co-
meço e exclusão do dia do vencimento.
015. (2018/FGV/OAB) Em sede de reclamação trabalhista, o autor forneceu o endereço da ré 
na inicial, para o qual foi expedida notificação citatória. Decorridos cinco dias da expedição da 
citação, não tendo havido qualquer comunicado ao juízo, houve a realização da audiência, à qual 
apenas compareceu o autor e seu advogado, o qual requereu a aplicação da revelia e confissão da 
sociedade empresária-ré. O juiz indagou ao advogado do autor o fundamento para o requerimen-
to, já que não havia nenhuma referência à citação no processo, além da expedição da notificação.
Diante disso, na qualidade de advogado do autor, à luz do texto legal da CLT, assinale a op-
ção correta.
a) Presume-se recebida a notificação 48h após ser postada, sendo o não recebimento ônus de 
prova do destinatário.
b) A mera ausência do réu, independentemente de citado ou não, enseja revelia e confissão.
c) Descabe o requerimento de revelia e confissão se não há confirmação no processo do rece-
bimento da notificação citatória.
d) O recebimento da notificação é presunção absoluta; logo, são cabíveis de plano a revelia e 
a confissão.
016. (2017/FGV/OAB) Lucas é vigilante. Nessa condição, trabalhou como terceirizado duran-
te um ano em um estabelecimento comercial privado e, a seguir, em um órgão estadual da 
administração direta, no qual permaneceu por dois anos. Dispensado, ajuizou ação contra o 
ex-empregador e contra os dois tomadores dos seus serviços (a empresa privada e o Estado), 
pleiteando o pagamento de horas extras durante todo o período contratual e a responsabilida-
de subsidiária dos tomadores nos respectivos períodos em que receberam o serviço. A senten-
ça julgou procedente o pedido e os réus pretendem recorrer. Em relação às custas, com base 
nos ditames da CLT, assinale a afirmativa correta.
a) Cada réu deverá recolher 1/3 das custas.
b) Havendo participação do Estado, ninguém pagará custas.
c) Somente o Estado ficará dispensado das custas.
d) Cada réu deverá recolher a integralidade das custas.
017. (2015/FGV/OAB) Emação trabalhista, a parte ré recebeu a notificação da sentença em 
um sábado. Assinale a opção que, de acordo com a CLT, indica o dia a partir do qual se iniciará 
a contagem do prazo recursal.
a) O início do prazo será na segunda-feira e a contagem do prazo deverá ser iniciada na terça-
-feira, se forem dias úteis.
b) O início do prazo será na segunda-feira e a contagem do prazo também deverá ser iniciada 
na própria segunda-feira, se dia útil.
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c) O início do prazo será no sábado, mas a contagem do prazo será iniciada na terça-feira, se dia útil.
d) O início do prazo será no sábado, mas a contagem do prazo será iniciada na segunda-feira, 
se dia útil.
018. (2012/FGV/OAB) Proferida decisão em reclamação trabalhista, foi o réu X, empresa pú-
blica estadual, fornecedor de energia elétrica e serviços, condenado ao pagamento das par-
celas postuladas, bem como ao pagamento das custas processuais no valor de R$ 200,00, 
calculadas sobre o valor da condenação arbitrado em R$ 10.000,00. Ao interpor recurso ordi-
nário, invocando o disposto no art. 790-A, I, da CLT, assevera a recorrente que não procederá ao 
recolhimento das custas, já que isenta. Diante da hipótese, é correto afirmar que
a) se considera deserto o recurso, e não será conhecido por falta de requisito extrínseco, já que 
os únicos entes isentos do pagamento das custas processuais são a União, os Estados, o Dis-
trito Federal, os Municípios e respectivas autarquias e fundações públicas, que não explorem 
atividade econômica, além do Ministério Público do Trabalho.
b) se considera deserto o recurso interposto, porquanto a empresa pública estadual não goza 
de isenção de custas processuais, mas apenas as empresas públicas de âmbito federal.
c) não se considera deserto o recurso interposto porque, tratando-se de ente público da admi-
nistração indireta, sempre será isento do pagamento das custas processuais.
d) não se considera deserto o recurso interposto, porque o reclamado, empresa pública, no 
caso específico, não está obrigado ao recolhimento das custas, uma vez que o valor arbitrado 
à condenação não ultrapassa o limite de 40 salários mínimos.
019. (2014/FGV/OAB) Paulo ajuizou ação em face de sua ex-empregadora, a empresa Peças 
ABC Ltda. Na audiência, o Juiz propôs a conciliação, que foi aceita pelas partes, nada tendo 
sido discutido sobre custas.
Sobre o caso, assinale a opção que indica a hipótese correta para a fixação das custas.
a) O valor das custas ficará sempre a cargo da empresa, razão pela qual não haverá dispensa 
das mesmas, pois não há gratuidade de justiça para pessoa jurídica.
b) O valor das custas, não tendo sido convencionado pelas partes, caberá em partes iguais ao 
autor e à ré, podendo o autor ser dispensado de sua parte pelo Juiz.
c) O valor das custas ficará a cargo do autor, pois este está recebendo o valor acordado.
d) Tendo em vista o acordo, não há que se falar em custas.
020. (2012/FGV/OAB) Em relação ao valor das custas no processo do trabalho, assinale a 
afirmativa correta.
a) Quando houver acordo, incidirão à base de 10% sobre o valor respectivo.
b) Quando o pedido for julgado improcedente, sempre haverá a isenção de pagamento.
c) Quando for procedente o pedido formulado em ação declaratória, incidirão à base de 2% 
sobre o valor da causa.
d) Quando o valor for indeterminado, incidirão à base de 20% sobre o que o juiz fixar.
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021. (2007/CESPE/OAB) Quanto a citação ou notificação postal na justiça do trabalho, assi-
nale a opção correta.
a) A citação ou notificação postal presume-se realizada quando tenha sido entregue, na em-
presa, a empregado da reclamada, a zelador de prédio comercial ou tenha sido depositada em 
caixa postal da empresa, incumbindo à parte provar o não recebimento.
b) A citação ou notificação postal apenas poderá ser considerada válida quando for recebida 
pessoalmente pelo proprietário da reclamada, preposto legalmente constituído, ou pela própria 
pessoa do reclamado, em caso de pessoa física.
c) A citação na justiça do trabalho apenas poderá ser realizada por oficial de justiça.
d) Não se admite, em nenhuma hipótese, citação ou notificação por via postal, já que agências 
de correios não são órgãos vinculados à justiça do trabalho.
022. (2012/FGV/OAB) Uma ação é movida contra duas empresas integrantes do mesmo gru-
po econômico e uma terceira, que alegadamente foi tomadora dos serviços durante parte do 
contrato. Cada empresa possui um advogado. No caso de interposição de recurso de revista,
a) o prazo será computado em dobro porque há litisconsórcio passivo com procuradores 
diferentes.
b) o prazo será contado normalmente.
c) o prazo será de 10 dias.
d) fica a critério do juiz deferir a dilação do prazo para não prejudicar os réus quanto à am-
pla defesa.
023. (2008/CESPE/OAB) Não se inclui entre os exemplos de pessoa isenta do pagamento de 
custas na justiça do trabalho, enumerados no art. 790-A da CLT, a
a) União.
b) empresa pública.
c) autarquia estadual.
d) fundação pública estadual que não explore atividade econômica.
024. (2009/CESPE/OAB) Além dos beneficiários da justiça gratuita, são isentas do pagamen-
to de custas no processo do trabalho
a) as empresas públicas.
b) as sociedades de economia mista.
c) as autarquias.
d) as entidades sindicais.
025. (2010/CESPE/OAB) Com relação aos atos, termos e prazos processuais na justiça traba-
lhista, assinale a opção correta.
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DIREITO PROCESSUAL DO TRABALHO
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a) Os atos processuais devem ser públicos, salvo quando o interesse social determinar o con-
trário, e terão de realizar-se nos dias úteis, no horário de expediente forense habitual.
b) No processo trabalhista, os prazos são contados com a inclusão do dia em que se iniciam 
e do dia em que vencem.
c) Os documentos juntados aos autos podem ser desentranhados sempre que a parte assim 
o requerer.
d) Presume-se recebida, 48 horas após a sua postagem, a notificação para a prática de ato 
processual, sendo possível a produção de prova em contrário.
026. (2018/VUNESP/PREFEITURA DE SOROCABA-SP/PROCURADOR DO MUNICÍPIO) No 
processo do trabalho, o curso do prazo processual
a) suspende-se no período de 20 de dezembro a 20 de janeiro, permitindo-se apenas a realiza-
ção de sessões de julgamento.
b) interrompe-se no período de 20 de dezembro a 20 de janeiro, permitindo-se apenas a reali-
zação de audiências em casos urgentes.
c) suspende-se no período de 20 de dezembro a 20 de janeiro, no qual não são realizadas au-
diências nem sessões de julgamento.
d) não se interrompe nem se suspende, sendo contado em dias úteis.
e) não se interrompe nem se suspende, sendo contado emdias corridos.
027. (2018/INSTITUTO AOCP/TRT/1ª REGIÃO-RJ/ANALISTA JUDICIÁRIO/ÁREA ADMI-
NISTRATIVA) No que se refere às custas no âmbito da Justiça do Trabalho, é INCORRETO 
afirmar que
a) as custas serão calculadas sobre o valor da causa quando houver condenação.
b) são isentos do pagamento de custas: a União; os Estados; o Distrito Federal; os Municípios e 
respectivas autarquias e fundações públicas federais, estaduais ou municipais que não explo-
rem atividade econômica; o Ministério Público do Trabalho; os beneficiários de justiça gratuita.
c) as custas serão calculadas sobre o valor da causa quando houver extinção do processo sem 
julgamento do mérito.
d) as custas se destinam a remunerar os gastos do erário e não à garantia do juízo.
e) nas ações de qualquer natureza, de competência da Justiça do Trabalho, bem como nas 
demandas propostas perante a Justiça Estadual, no exercício da jurisdição trabalhista, as cus-
tas relativas ao processo de conhecimento incidirão à base de 2%, observado o valor mínimo 
de R$ 10,64 e o máximo de quatro vezes o limite máximo dos benefícios do Regime Geral de 
Previdência Social.
028. (2018/INSTITUTO AOCP/TRT/1ª REGIÃO-RJ/TÉCNICO JUDICIÁRIO/ÁREA ADMINIS-
TRATIVA) Com base nos atos e prazos processuais estabelecidos na Consolidação das Leis 
Trabalhistas e pautados na Lei n. 13.467/2017, assinale a alternativa correta.
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a) Os atos processuais serão públicos, salvo quando o contrário determinar o interesse social, 
e realizar-se-ão nos dias úteis das 8 (oito) às 18 (dezoito) horas.
b) Os prazos serão contados em dias úteis, com exclusão do dia do começo e inclusão do dia 
do vencimento.
c) Os atos processuais serão públicos, salvo quando o contrário determinar o interesse social, 
e realizar-se-ão nos dias úteis das 6 (seis) às 18 (dezoito) horas.
d) Os prazos serão contados em dias úteis, com inclusão do dia do começo e exclusão do dia 
do vencimento.
e) Os prazos são contínuos, contados com a exclusão do dia do começo e inclusão do dia do 
vencimento.
029. (2018/CESPE/PGM/MANAUS–AM/PROCURADOR DO MUNICÍPIO) Julgue o próximo 
item à luz da jurisprudência do TST acerca dos recursos na justiça do trabalho, da liquidação e 
da execução no processo do trabalho.
A parte que interpuser recurso não precisará provar a existência de feriado local que autorize a 
prorrogação do prazo recursal, por ser este um fato notório.
030. (2018/FEPESE/CELESC/ADVOGADO) É correto afirmar acerca dos prazos no processo 
do trabalho:
a) O curso dos prazos processuais é suspenso nos meses de dezembro e janeiro.
b) Durante a suspensão do prazo poderão, a critério do juízo, ser realizadas audiências e ses-
sões de julgamento.
c) Os prazos serão contados em dias úteis, com a inclusão do dia do começo e a exclusão do 
dia do vencimento.
d) Os prazos são peremptórios, não podendo o juiz prorrogá-los mesmo que entenda necessário.
e) Incumbe ao juízo dilatar os prazos processuais para adequar às necessidades do conflito de 
modo a conferir maior efetividade à tutela do direito.
031. (2018/CESPE/EBSERH/ADVOGADO) Julgue o item seguinte, no que tange a trabalho da 
mulher, segurança e higiene do trabalho, direito de greve e processo trabalhista.
Os prazos processuais previstos na CLT são contados em dias úteis, sendo excluído o primeiro 
e incluído o último dia da contagem.
032. (2017/CESPE/TRT/7ª REGIÃO-CE/TÉCNICO JUDICIÁRIO/ÁREA ADMINISTRATIVA) 
Na justiça do trabalho, o pagamento das custas processuais deve ser realizado pelo
a) sucumbente na data determinada em sentença pelo juiz da vara do trabalho.
b) reclamante antes do ajuizamento da reclamação trabalhista.
c) reclamante até oito dias após a interposição de recurso.
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d) sucumbente após o trânsito em julgado da decisão, e no caso de recurso, no prazo de sua 
interposição.
033. (2017/FGV/TRT/12ª REGIÃO-SC/ANALISTA JUDICIÁRIO/OFICIAL DE JUSTIÇA AVA-
LIADOR FEDERAL) O servidor próprio da Justiça do Trabalho comparece ao domicílio de um 
devedor numa sexta-feira às 20:30 horas, pretendendo citá-lo para o pagamento de uma dívida. 
O executado se revolta porque entende que o mandado judicial não poderia ser cumprido na-
quele horário, mesmo porque não existe determinação judicial informando até que horas o ato 
poderia ser realizado.
Diante desse impasse, é correto afirmar que:
a) a CLT é omissa a respeito, razão pela qual o juiz utilizará os princípios da razoabilidade e 
proporcionalidade;
b) o devedor tem razão, pois o ato processual pode ser realizado até as 20:00 horas;
c) o lar de uma pessoa é seu asilo inviolável, por isso o ato não poderia ser realizado sem a 
autorização do devedor;
d) os atos processuais podem ser realizados a qualquer hora dos dias úteis, razão pela qual o 
devedor está errado;
e) o devedor está errado, pois o ato processual pode ser realizado até as 22:00 horas.
034. (2017/FGV/TRT/12ª REGIÃO-SC/TÉCNICO JUDICIÁRIO/ÁREA ADMINISTRATIVA) 
Marcio atua como advogado em uma reclamação trabalhista ajuizada por Marialda em face 
de sua ex-empregadora. Durante o transcurso do processo, Marcio foi notificado pelo juízo 
em um sábado, com concessão de prazo para manifestar-se sobre documentos juntados 
pela empresa.
Considerando ser feriado na segunda-feira, é correto afirmar, à luz da legislação trabalhista e 
da jurisprudência uniforme do TST, que:
a) o início do prazo se dará no sábado e o início da contagem, na segunda-feira;
b) tanto o início do prazo quanto o da contagem se darão na terça-feira;
c) o início do prazo se dará na segunda-feira e o início da contagem, na terça-feira;
d) tanto o início do prazo quanto o da contagem se darão na quarta-feira;
e) o início do prazo se dará na terça-feira e o início da contagem, na quarta-feira.
035. (2017/VUNESP/PREFEITURA DE PORTO FERREIRA-SP/PROCURADOR JURÍDICO) Em 
relação aos atos processuais, a CLT – Consolidação das Leis do Trabalho expressa que
a) sua realização ocorre nos dias úteis, das 6 (seis) às 18 (dezoito) horas.
b) serão públicos, e realizar-se-ão nos dias úteis, das 6 (seis) às 22 (vinte e duas) horas.
c) serão públicos, e realizar-se-ão no horário de atendimento ao público.
d) a penhora poderá realizar-se em domingo ou dia feriado, mediante autorização expressa do 
juiz ou presidente.
e) a penhora não poderá realizar-se em domingo ou dia feriado.
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DIREITO PROCESSUAL DO TRABALHO
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036. (2013/CESPE/TRT/17ª REGIÃO-ES/TÉCNICO JUDICIÁRIO/ÁREA ADMINISTRATIVA) 
Em relação aos princípios, às partes e ao processo do trabalho, julgue os próximos itens.
São isentos do pagamento de custas processuais, despesas judiciais que a parte paga para 
postular em juízoem razão de serviços prestados pelo Estado, além dos beneficiários de justi-
ça gratuita, a União, os estados, o Distrito Federal, os municípios e suas respectivas autarquias, 
fundações públicas e empresas públicas.
037. (2013/CESPE/TRT/17ª REGIÃO-ES/ANALISTA JUDICIÁRIO/OFICIAL DE JUSTIÇA 
AVALIADOR) Acerca de custas e emolumentos e de recursos no processo do trabalho, julgue 
os próximos itens.
Conforme o disposto na CLT, na fase de conhecimento, não havendo recurso, as custas pro-
cessuais serão pagas sempre pelo vencido, após o trânsito em julgado da decisão. Já na fase 
de execução, se devidas, as custas serão sempre de responsabilidade do executado e pa-
gas ao final.
038. (2013/CESPE/TRT/17ª REGIÃO-ES/ANALISTA JUDICIÁRIO/OFICIAL DE JUSTIÇA 
AVALIADOR) No que se refere ao direito processual do trabalho, julgue os itens a seguir.
Segundo a jurisprudência sumulada do TST, caso uma notificação ou intimação seja recebida, 
por via postal, no sábado, a contagem do prazo para a parte notificada adotar as medidas que 
entender pertinentes se iniciará no dia subsequente ao primeiro dia útil imediatamente poste-
rior ao sábado.
039. (2013/CESPE/TRT/17ª REGIÃO-ES/ANALISTA JUDICIÁRIO/OFICIAL DE JUSTIÇA 
AVALIADOR) No que se refere ao direito processual do trabalho, julgue os itens a seguir.
Constitui prerrogativa processual dos membros do Ministério Público do Trabalho o recebi-
mento de intimação, pessoalmente, nos autos em qualquer processo e grau de jurisdição nos 
feitos em que tiver de oficiar.
040. (2013/CESPE/PG-DF/PROCURADOR) Julgue os itens subsequentes, relativos ao proce-
dimento sumaríssimo na justiça do trabalho.
Não é cabível a citação por edital no procedimento sumaríssimo.
041. (2011/CESPE/EBC/ADVOCACIA) Julgue os próximos itens, referentes a custas e 
emolumentos.
No caso de procedência de pedido formulado em ação constitutiva, as custas relativas ao pro-
cesso de conhecimento incidirão à base de 2% sobre o valor da causa e serão pagas pelo ven-
cido, após o trânsito em julgado da decisão, salvo se houver recurso, situação em que as cus-
tas deverão ser pagas com a devida comprovação do recolhimento dentro do prazo recursal.
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DIREITO PROCESSUAL DO TRABALHO
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042. (2011/CESPE/EBC/ADVOCACIA) Julgue os próximos itens, referentes a custas e 
emolumentos.
De acordo com a Consolidação das Leis do Trabalho, são isentos do pagamento de custas a 
União, os estados, o Distrito Federal, os municípios e respectivas autarquias, fundações públi-
cas e empresas públicas.
043. (2010/CESPE/TRT/21ª REGIÃO-RN/ANALISTA JUDICIÁRIO/ÁREA JUDICIÁRIA) Jul-
gue os itens seguintes, considerando o procedimento ordinário e o sumaríssimo.
No procedimento sumaríssimo, caso o reclamado esteja em local incerto e não sabido, proce-
der-se-á a citação por edital.
044. (2010/CESPE/TRT/21ª REGIÃO-RN/ANALISTA JUDICIÁRIO/ÁREA ADMINISTRATI-
VA) Considere que um trabalhador tenha ingressado com ação na justiça do trabalho, decla-
rando como valor da demanda importe superior a R$ 20.450,00. Com base nessa informação, 
julgue os itens a seguir.
Durante a execução, aviando a reclamada embargo à execução, deverá ela pagar a quantia de 
R$ 44,26 de custas ao final da execução.
045. (2010/CESPE/EMBASA/ANALISTA DE SANEAMENTO/ADVOGADO) Acerca do direito 
processual do trabalho, julgue os itens a seguir.
Desde que não explorem atividade econômica, as pessoas jurídicas de direito público interno 
estão isentas do pagamento das custas na justiça do trabalho.
046. (2010/CESPE/TRT/21ª REGIÃO-RN/ANALISTA JUDICIÁRIO/ÁREA JUDICIÁRIA) Jul-
gue os itens seguintes, considerando o procedimento ordinário e o sumaríssimo.
No procedimento sumaríssimo, caso o reclamado esteja em local incerto e não sabido, proce-
der-se-á a citação por edital.
047. (2009/CESPE/TRT/17ª REGIÃO-ES/ANALISTA JUDICIÁRIO/ÁREA JUDICIÁRIA/
EXECUÇÃO DE MANDADOS) A respeito dos atos, termos e prazos processuais, julgue os 
itens a seguir.
Recebida e protocolada reclamação em que integre o polo passivo a União, o escrivão ou o 
secretário, dentro de 48 horas, deverá remeter a segunda via da petição ou do termo ao recla-
mado, notificando-o ao mesmo tempo para comparecer à audiência do julgamento, que vai ser 
a primeira desimpedida depois de vinte dias.
048. (2018/QUADRIX/CREF/13ª REGIÃO/BA-SE/P/ANALISTA ADVOGADO/ADAPTADA) 
Com relação ao direito processual do trabalho, à advocacia pública e à forma dos atos proces-
suais, julgue o item que se segue.
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Atos, Termos e Prazos, Custas e Comunicação dos Atos Processuais
DIREITO PROCESSUAL DO TRABALHO
Gustavo Deitos
As autarquias e fundações de direito público terão prazo em dobro para todas as suas mani-
festações processuais.
049. (2019/CESPE/DPE-DF/DEFENSOR PÚBLICO) Ainda no que diz respeito à Defensoria 
Pública, julgue o item subsequente.
Em processo judicial cível no âmbito do DF cuja parte autora seja patrocinada por advogado 
particular e cuja parte ré seja assistida por defensor público da DPDF, somente este defensor 
terá a prerrogativa de ser intimado pessoalmente.
050. (2019/CESPE/DPE-DF/DEFENSOR PÚBLICO) Ainda no que diz respeito à Defensoria 
Pública, julgue o item subsequente.
Em caso de recurso em processo judicial em que uma das partes seja advogado dativo atu-
ando em causa patrocinada pelo Estado na modalidade de assistência judiciária, o defensor 
dativo terá o prazo contado em dobro para recorrer.
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Atos, Termos e Prazos, Custas e Comunicação dos Atos Processuais
DIREITO PROCESSUAL DO TRABALHO
Gustavo Deitos
GABARITO
1. b
2. c
3. E
4. C
5. E
6. c
7. e
8. b
9. d
10. a
11. c
12. c
13. e
14. b
15. a
16. c
17. a
18. a
19. b
20. c
21. a
22. b
23. b
24. c
25. d
26. c
27. a
28. b
29. E
30. e
31. C
32. d
33. b
34. e
35. d
36. E
37. E
38. C
39. C
40. C
41. C
42. E
43. E
44. C
45. C
46. E
47. C
48. E
49. C
50. E
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Atos, Termos e Prazos, Custas e Comunicação dos Atos Processuais
DIREITO PROCESSUAL DO TRABALHO
Gustavo Deitos
GABARITO COMENTADO
001. (2020/FCC/AL-AP/ADVOGADO LEGISLATIVO/PROCURADOR) Em relação aos atos, e 
prazos processuais, no Direito Processual do Trabalho, conforme normas previstas na Conso-
lidação das leis do Trabalho,
a) os prazos que se vencerem entre os dias 20 de dezembro e 07 de janeiro ficarão interrompi-
dos, assim como aqueles que ocorrem entre 01 de julho e 01 de agosto.
b) ao juízo incumbe dilatar os prazos processuais e alterar a ordem de produção dos meios de 
prova, adequando-os às necessidades do conflito de modoPROCESSUAL DO TRABALHO
Gustavo Deitos
ATOS, TERMOS E PRAZOS PROCESSUAIS, DESPESAS 
PROCESSUAIS E COMUNICAÇÃO DOS ATOS 
PROCESSUAIS NA JUSTIÇA DO TRABALHO
1. Atos e termos processuAis
Antes de estudar atos processuais, é imprescindível conhecer o gênero “fatos jurídicos 
processuais”.
Os fatos jurídicos processuais são, nos dizeres de Marinoni, Arenhart e Mitidiero1, “todos 
os acontecimentos da vida processual que acabam por criar, modificar ou extinguir situações 
processuais e que possuem o processo como espaço próprio de ocorrência”.
EXEMPLO
A morte de uma das partes pode provocar a extinção da ação, se o direito for intransmissível, 
ou a necessidade de sucessão processual, se transmissível. É um verdadeiro fato jurídico pro-
cessual que tende a modificar ou extinguir situações processuais.
Dentro do gênero acima destacado, existe a espécie denominada “atos processuais”. Atos 
processuais são exemplos de fatos jurídicos processuais, mas que têm por especificidade a 
característica de serem unicamente praticáveis dentro do processo.
Os atos processuais, também nas palavras de Marinoni, Arenhart e Mitidiero2, “são declarações 
de vontade que visam à criação, modificação ou extinção de situações processuais” (grifo nosso).
Atos processuais se diferenciam dos fatos em geral por serem declarações de vontade 
vindas de pessoas que tenham relação com o processo. São declarações das partes, do juiz, 
dos auxiliares da justiça (servidores) e dos terceiros intervenientes (Ministério Público, amicus 
curiae, assistente etc.).
EXEMPLO
Uma manifestação simples, informando alguma situação pertinente ao processo, é um ato 
processual. A sentença é um ato processual. A contestação, a réplica, a decisão interlocutória, 
a petição inicial e a juntada de um laudo pericial são, todos, atos processuais.
Os atos processuais devem se sujeitar a prazos, uma vez que o processo, para levar à en-
trega do bem jurídico tutelado, precisa ter um começo, um meio e um fim. Deve o processo ter 
uma ordem cronológica.
1 MARINONI, ARENHART, MITIDIERO. Novo curso de processo civil: tutela dos direitos mediante procedimento comum, 
volume 2. 3. ed. rev. ampl. e atual. São Paulo: Revista dos Tribunais, 2017. p. 115.
2 MARINONI, ARENHART, MITIDIERO. Novo curso de processo civil: tutela dos direitos mediante procedimento comum, 
volume 2. 3. ed. rev. ampl. e atual. São Paulo: Revista dos Tribunais, 2017. p. 115.
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Atos, Termos e Prazos, Custas e Comunicação dos Atos Processuais
DIREITO PROCESSUAL DO TRABALHO
Gustavo Deitos
A cronologia processual resulta de um somatório de prazos para a prática de atos. A perda 
de um prazo pode gerar grandes, pequenas ou nenhuma consequência, a depender da nature-
za desse prazo e do fim a que se destina.
Em momento oportuno, apresentarei a você a classificação dos prazos processuais, a par-
tir da qual você entenderá o porquê de alguns prazos serem suscetíveis de produzir maiores 
consequências que outros.
1.1. Disposições DA cLt sobre Atos e termos processuAis
Na CLT, a matéria relativa a atos, termos e prazos processuais compõe seção própria, do 
art. 770 ao 782. De modo a tornar seu estudo mais sistematizado e objetivo, apresentarei co-
mentários individualizados a cada artigo do tema, com necessárias considerações e relações 
com outros artigos, doutrina e jurisprudência.
Neste título (n. 1), apresentarei comentário somente aos artigos que versam sobre Atos e 
Termos Processuais. Os artigos referentes a Prazos Processuais serão abordados no próximo 
título da aula (n. 2).
Art. 770 - Os atos processuais serão públicos salvo quando o contrário determinar o interesse so-
cial, e realizar-se-ão nos dias úteis das 6 (seis) às 20 (vinte) horas.
Parágrafo único. A penhora poderá realizar-se em domingo ou dia feriado, mediante autorização 
expressa do juiz ou presidente.
Não é novidade que os atos do processo são públicos. Todas as pessoas podem acompa-
nhar a prática desses atos em audiências ou em mecanismos oficiais de divulgação.
EXEMPLO
Diários Eletrônicos.
A publicidade dos atos processuais será restringida pelo interesse social. Isso significa que, 
por motivos de interesse social, um ou mais atos processuais podem ser praticados em sigilo.
Neste ponto, o texto da CLT encontra-se eivado de lacuna axiológica. Por essa razão, pra-
ticamente toda a doutrina e a jurisprudência aplicam ao processo do trabalho as causas de 
segredo de justiça previstas no CPC, que constam do art. 189.
De acordo com o art. 11, parágrafo único, do CPC, “nos casos de segredo de justiça, pode 
ser autorizada a presença somente das partes, de seus advogados, de defensores públicos ou 
do Ministério Público”.
O art. 189 do CPC traça quatro hipóteses em que os processos tramitarão em segredo 
de justiça:
Art. 189. Os atos processuais são públicos, todavia tramitam em segredo de justiça os processos:
I – em que o exija o interesse público ou social;
II – que versem sobre casamento, separação de corpos, divórcio, separação, união estável, filiação, 
alimentos e guarda de crianças e adolescentes;
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Atos, Termos e Prazos, Custas e Comunicação dos Atos Processuais
DIREITO PROCESSUAL DO TRABALHO
Gustavo Deitos
III – em que constem dados protegidos pelo direito constitucional à intimidade;
IV – que versem sobre arbitragem, inclusive sobre cumprimento de carta arbitral, desde que a confi-
dencialidade estipulada na arbitragem seja comprovada perante o juízo.
Destas quatro, aplicam-se ao processo do trabalho três delas:
Este artigo ainda prevê que os atos processuais devem ser praticados em dias úteis (dias 
de expediente forense), das 6 às 20 horas. A pergunta é:
Se o juiz assinar um despacho fora deste horário no sistema do PJ-E, o ato processual 
será nulo?
Se analisarmos este ponto à luz do Princípio da Transcendência (não há nulidade sem 
prejuízo), o ato não será nulo.
De qualquer modo, você deve conhecer qual é a delimitação legal de horários para prática 
de atos processuais, porque tal dado é cobrado com relativa frequência em provas.
Quanto aos atos de penhora (constrição de bens, para futura expropriação), praticados por 
Oficiais de Justiça Avaliadores, a CLT tem regra própria para dispor que esses atos só poderão 
ser praticados em dias “não úteis” (feriados e finais de semana) se houver expressa autoriza-
ção do juiz para tal prática.
Não confunda a regra própria da CLT com a do CPC. O CPC, por sua vez, permite que os atos de 
penhora sejam praticados em finais de semana mesmo sem autorização do juiz (art. 212, § 2º).
Como a CLT tem regra própria, você deve levar para a prova de processo do trabalho que a 
penhora só poderá ser efetivada em dia de final de semana ou feriado se houver expressa au-
torização do juiz!
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DIREITO PROCESSUAL DO TRABALHO
Gustavo Deitos
Art. 771 - Os atos e termos processuais poderão sera conferir maior efetividade à tutela 
do direito.
c) os atos processuais realizar-se-ão nos dias úteis, apenas no horário compreendido entre as 
oito e as dezoito horas e serão públicos, salvo quando o contrário determinar o interesse público.
d) diante da reforma trabalhista trazida pela Lei n. 13.467/2017, a penhora não poderá realizar-se 
em domingo ou em dia de feriado, independentemente de autorização judicial.
e) os prazos estabelecidos na CLT contam-se com inclusão do dia do começo e exclusão do 
dia do vencimento e serão contínuos e irreleváveis.
a) Errada. Suspende-se o curso do prazo processual nos dias compreendidos entre 20 de de-
zembro e 20 de janeiro, inclusive (art. 775-A, caput, CLT). Trata-se de suspensão. Ademais, os 
períodos mencionados na alternativa não encontram respaldo legal.
b) Certa. É a regra literal do art. 775, § 2º, da CLT.
c) Errada. Os atos processuais serão públicos salvo quando o contrário determinar o interesse 
social, e realizar-se-ão nos dias úteis das 6 (seis) às 20 (vinte) horas (art. 770, caput, CLT).
d) Errada. A penhora poderá realizar-se em domingo ou dia feriado, mediante autorização ex-
pressa do juiz ou presidente (art. 770, parágrafo único, CLT). É uma regra diferente da trazida 
pelo CPC de 2015.
e) Errada. Dispõe o art. 775, caput, da CLT:
Os prazos estabelecidos neste Título serão contados em dias úteis, com exclusão do dia do começo 
e inclusão do dia do vencimento.
Destaque que somente são contados, a partir da Lei n, 13.467/2017, os dias úteis. Não são 
mais contínuos, nem irreleváveis.
Letra b.
002. (2021/VUNESP/PREFEITURA DE VÁRZEA PAULISTA–SP/PROCURADOR MUNICIPAL) 
No processo do trabalho, os prazos processuais são contados
a) em dias úteis, com inclusão do dia do começo e do dia do vencimento.
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Atos, Termos e Prazos, Custas e Comunicação dos Atos Processuais
DIREITO PROCESSUAL DO TRABALHO
Gustavo Deitos
b) em dias úteis, com exclusão do dia do começo e do dia do vencimento.
c) em dias úteis, com exclusão do dia do começo e inclusão do dia do vencimento.
d) em dias corridos, com exclusão do dia do começo e inclusão do dia do vencimento.
e) em dias corridos, com inclusão do dia do começo e exclusão do dia do vencimento.
Dispõe o art. 775, caput, da CLT:
Os prazos estabelecidos neste Título serão contados em dias úteis, com exclusão do dia do começo 
e inclusão do dia do vencimento.
Letra c.
003. (2021/CEBRASPE/PG-DF/ANALISTA JURÍDICO/DIREITO E LEGISLAÇÃO) No que diz 
respeito à revelia, às provas e ao cabimento de mandado de segurança na justiça do trabalho, 
julgue o item seguinte, de acordo com o entendimento jurisprudencial do TST.
O fato de uma notificação ter sido enviada para endereço incorreto não afasta a revelia da empre-
sa, já que sua entrega é presumida após 48 horas do momento em que foi realizada a postagem.
A Súmula 16 do TST pressupõe que a notificação tenha sido enviada ao endereço correto. Se 
houver conhecimento de que a notificação foi enviada a endereço errado, não haverá que se 
aplicar presunção de seu recebimento, independentemente do prazo transcorrido.
Errado.
004. (2021/CEBRASPE/PG-DF/ANALISTA JURÍDICO/DIREITO E LEGISLAÇÃO) No que diz 
respeito às partes e aos procuradores no processo do trabalho bem como aos julgamentos na 
justiça do trabalho, julgue o item a seguir, conforme o entendimento jurisprudencial do Tribunal 
Superior do Trabalho (TST).
No caso de um município figurar como parte em um processo do trabalho, a intimação do pro-
curador dos atos processuais deverá ser feita pessoalmente.
O ente público, representado por órgão da Advocacia Pública, tem privilégio processual de ser 
intimado de maneira pessoal (art. 183, caput, CPC).
Certo.
005. (2021/CEBRASPE/CODEVASF/ASSESSOR JURÍDICO/DIREITO) A empresa pública 
ALFA impetrou mandado de segurança em lide de competência originária de tribunal regional 
do trabalho (TRT) em face de decisão do próprio TRT. Houve procedência parcial na decisão 
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Atos, Termos e Prazos, Custas e Comunicação dos Atos Processuais
DIREITO PROCESSUAL DO TRABALHO
Gustavo Deitos
do tribunal, além de condenação recíproca em honorários sucumbenciais. A decisão é passível 
de reforma mediante recurso.
Considerando essa situação hipotética e tendo em vista as normas celetistas e o entendimento 
jurisprudencial do TST, julgue o item seguinte.
O prazo para interposição de recurso para as empresas públicas é contado em dobro.
O privilégio processual do prazo dobrado, aplicável à Fazenda Pública, não se estende a todas 
as empresas públicas em geral. Como a questão citou as empresas públicas genericamente, 
deve-se considerar a regra geral.
Errado.
006. (2018/FCC/TRT/15ª REGIÃO-SP/ANALISTA JUDICIÁRIO/ÁREA JUDICIÁRIA/OFICIAL 
DE JUSTIÇA AVALIADOR FEDERAL) Nos dissídios individuais, nos dissídios coletivos, nas 
ações e procedimentos de competência da Justiça do Trabalho e nas demandas propostas 
perante a Justiça Estadual, no exercício da jurisdição trabalhista, as custas
a) serão calculadas sobre o valor arbitrado pelo juiz, no caso de procedência do pedido formu-
lado em ação declaratória.
b) serão calculadas sobre o valor arbitrado pelo juiz, no caso de procedência do pedido formu-
lado em ação constitutiva.
c) serão pagas, de forma solidária, pelas partes vencidas nos dissídios coletivos, e serão cal-
culadas sobre o valor arbitrado na decisão, ou pelo Presidente do Tribunal.
d) serão pagas pelo vencido, e comprovado o seu recolhimento, quando da interposição 
do recurso.
e) serão calculadas sobre o valor da causa quando a condenação não for líquida.
a) Errada. Neste caso, as custas serão calculadas sobre o valor da causa.
b) Errada. Neste caso, as custas também serão calculadas sobre o valor da causa.
c) Certa. Conforme o art. 789, § 4º,
nos dissídios coletivos, as partes vencidas responderão solidariamente pelo pagamento das custas, 
calculadas sobre o valor arbitrado na decisão, ou pelo Presidente do Tribunal.
d) Errada. A comprovação do recolhimento das custas ocorre no prazo recursal, não neces-
sariamente em conjunto com a interposição. É plenamente possível que a parte recorra no 
primeiro dia do prazo e comprove o pagamento das custas no seu último dia.
e) Errada. Neste caso, o juiz arbitrará um valor para a condenação, a fim de que as custas pro-
cessuais tenham valor determinado. É a regra do art. 789, § 2º:
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Atos, Termos e Prazos, Custas e Comunicação dos Atos Processuais
DIREITO PROCESSUAL DO TRABALHO
Gustavo Deitos
Não sendo líquida a condenação, o juízo arbitrar-lhe-á o valor e fixará o montante das custas pro-
cessuais.
Letra c.
007. (2018/FCC/TRT/2ª REGIÃO-SP/ANALISTA JUDICIÁRIO/ÁREA JUDICIÁRIA) Mercedes in-
gressou com reclamação trabalhista contra sua ex-empregadora, a Empresa de Alimentos Tudo de 
Bom Ltda., pleiteando diferenças de verbas rescisórias e danos morais. O processo tramita de modo 
eletrônico e foi proferida sentença julgandoprocedente a ação e deferindo as diferenças pretendidas, 
mas omitindo-se no tocante ao pedido de danos morais. A disponibilização da informação da senten-
ça para os advogados das partes ocorreu no Diário Oficial no dia 3/5, uma quinta-feira. Pretendendo 
o advogado de Mercedes ingressar com Embargos de Declaração para suprir a omissão do julgado, 
o último dia para sua interposição, considerando que não houve feriados naquele mês, será dia
a) 8/5.
b) 16/5.
c) 10/5.
d) 9/5.
e) 11/5.
O prazo para opor embargos de declaração é de 5 dias, certo? Veja que a disponibilização ocor-
reu em 03/05. A data da publicação (ciência) é considerada o primeiro dia útil após a disponi-
bilização, que nesse caso é 04/05. Os dias 5 e 6 são dias de final de semana. Logo, o primeiro 
dia da contagem do prazo será 07/05, e o último (quinto) dia será 11/05. São as regras dos §§ 
2º e 3º do art. 224 do CPC:
§ 2º: Considera-se como data de publicação o primeiro dia útil seguinte ao da disponibilização da 
informação no Diário da Justiça eletrônico.
§ 3º: A contagem do prazo terá início no primeiro dia útil que seguir ao da publicação.
Letra e.
008. (2018/FCC/TRT/2ª REGIÃO-SP/TÉCNICO JUDICIÁRIO/TECNOLOGIA DA INFORMA-
ÇÃO) Na reclamação trabalhista “V” o valor da causa é R$ 100.000,00. Durante a tramitação 
processual, as partes celebraram um acordo no valor total de R$ 70.000,00, convencionando 
que as custas processuais serão pagas pela empresa reclamada. Nesse caso, as custas pro-
cessuais devidas pela empresa são de
a) 2% sobre o valor da causa.
b) 2% sobre o valor do acordo.
c) 1% sobre o valor do acordo.
d) 1% sobre o valor da causa.
e) 3% sobre o valor da causa.
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Atos, Termos e Prazos, Custas e Comunicação dos Atos Processuais
DIREITO PROCESSUAL DO TRABALHO
Gustavo Deitos
É a regra do art. 789, inciso I, da CLT. Não importa o valor da causa: havendo acordo, as custas 
incidem sobre o valor do acordo.
Letra b.
009. (2018/FCC/TRT/2ª REGIÃO-SP/TÉCNICO JUDICIÁRIO/TECNOLOGIA DA INFORMA-
ÇÃO) De acordo com a Consolidação das Leis do Trabalho, o curso do prazo processual nos 
dias compreendidos entre 20 de dezembro e 20 de janeiro,
a) não incluso esse último dia, suspende-se, sendo permitida a realização de audiências e ses-
sões de julgamento durante tal lapso de tempo.
b) inclusive, interrompe-se, sendo que, durante tal lapso de tempo, não se realizarão audiências 
nem sessões de julgamento.
c) inclusive, interrompe-se, sendo que, durante tal lapso de tempo, é permitido que sejam reali-
zadas audiências e sessões de julgamento.
d) inclusive, suspende-se, sendo que, durante tal lapso de tempo, não se realizarão audiências 
nem sessões de julgamento.
e) não incluso esse último dia, interrompe-se, sendo vedada a realização de audiências e ses-
sões de julgamento durante o prazo suspenso.
Conforme o art. 775-A da CLT,
suspende-se o curso do prazo processual nos dias compreendidos entre 20 de dezembro e 20 de 
janeiro, inclusive.
Ademais, conforme o § 2º deste artigo,
durante a suspensão do prazo, não se realizarão audiências nem sessões de julgamento.
Letra d.
010. (2018/FCC/TRT/6ª REGIÃO-PE/ANALISTA JUDICIÁRIO/ÁREA JUDICIÁRIA) Sobre os 
prazos no processo do trabalho,
a) podem ser prorrogados, pelo tempo estritamente necessário, quando o juiz entender neces-
sário e em virtude de força maior, devidamente comprovada.
b) são contínuos e irreleváveis, sendo contados com exclusão do dia do começo e inclusão do 
dia do vencimento.
c) sendo a parte intimada ou notificada no sábado, a contagem do prazo inicia-se na se-
gunda-feira seguinte.
d) o recesso forense e as férias coletivas dos Ministros do TST interrompem os prazos recursais.
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Atos, Termos e Prazos, Custas e Comunicação dos Atos Processuais
DIREITO PROCESSUAL DO TRABALHO
Gustavo Deitos
e) quando não juntada a ata ao processo em 24 horas, contadas da audiência de julgamento, 
o prazo para recurso será contado da data em que a parte receber a intimação da sentença.
a) Certa. De acordo com o art. 775, § 1º, os prazos podem ser prorrogados, pelo tempo estrita-
mente necessário, por motivos de força maior devidamente comprovada e sempre que o juízo 
entender necessário.
b) Errada. Esta alternativa contempla a regra anterior à Reforma. Hoje, os prazos processuais 
trabalhistas contam-se somente em dias úteis. As demais informações estão corretas.
c) Errada. Na verdade, a contagem inicia-se na terça-feira seguinte, se ela for um dia útil. É a 
regra da Súmula 262, item I, do TST:
JURISPRUDÊNCIA
“intimada ou notificada a parte no sábado, o início do prazo se dará no primeiro dia útil 
imediato e a contagem, no subsequente”.
d) Errada. Conforme a Súmula 262, item II, do TST, o recesso forense e as férias coletivas dos 
Ministros do Tribunal Superior do Trabalho suspendem os prazos recursais.
e) Errada. De acordo com a Súmula 30 do TST,
JURISPRUDÊNCIA
“quando não juntada a ata ao processo em 48 horas, contadas da audiência de julga-
mento (art. 851, § 2º, da CLT), o prazo para recurso será contado da data em que a parte 
receber a intimação da sentença”.
Letra a.
011. (2017/FCC/TRT/21ª REGIÃO-RN/TÉCNICO JUDICIÁRIO/ÁREA ADMINISTRATIVA) Olí-
via ajuizou reclamação trabalhista em face da sua ex-empregadora, mas não compareceu à au-
diência UNA designada, acarretando o arquivamento da ação. O juiz deferiu-lhe os benefícios 
da justiça gratuita, mas condenou-a ao pagamento de custas processuais calculadas na forma 
da lei. Se Olívia tiver a intenção de ajuizar nova reclamação
a) deverá comprovar o pagamento das custas processuais da ação arquivada, uma vez que 
poderia ter justificado sua ausência na própria audiência, por meio de seu advogado ou repre-
sentante legal.
b) não precisará comprovar o pagamento das custas processuais da ação arquivada, uma vez 
que é beneficiária da justiça gratuita, sendo sua única finalidade a perda, pelo prazo de 9 meses 
do direito de reclamar perante a Justiça do Trabalho.
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Atos, Termos e Prazos, Custas e Comunicação dos Atos Processuais
DIREITO PROCESSUAL DO TRABALHO
Gustavo Deitos
c) deverá comprovar o pagamento das custas processuais da ação arquivada ou comprovar 
em quinze dias do arquivamento que a ausência ocorreu por motivo legalmente justificável, 
requerendo sua isenção do pagamento.
d) não precisará comprovar o pagamento das custas processuais da ação arquivada, uma vez 
que é beneficiária da justiça gratuita, sendo sua única penalidade a perda, pelo prazo de 6 me-
ses do direito de reclamar perante a Justiça do Trabalho.
e) poderá ingressar novamente com reclamação, requerendo, preliminarmente, que o juiz isen-
te-a do pagamento das custas processuais da ação arquivada, comprovando que a ausência 
ocorreu por motivo legalmente justificável.
É a regra do art. 844, § 2º, da CLT, incluída pela Reforma Trabalhista:
Na hipótese de ausência do reclamante, este será condenado ao pagamento das custas calculadasna forma do art. 789 desta Consolidação, ainda que beneficiário da justiça gratuita, salvo se compro-
var, no prazo de quinze dias, que a ausência ocorreu por motivo legalmente justificável.
Letra c.
012. (2017/FCC/TRT/21ª REGIÃO-RN/ANALISTA JUDICIÁRIO/ÁREA JUDICIÁRIA) De acor-
do com a legislação processual trabalhista, a ausência do reclamante à audiência importa o 
arquivamento da ação. Considerando o disposto na Lei n. 13.467/2017, nesse caso, este será 
condenado ao pagamento das custas
a) ainda que beneficiário da justiça gratuita, salvo se comprovar, no prazo de quinze dias, que a 
ausência ocorreu por motivo justificável a critério do juiz da causa, e o pagamento das custas 
será condição para a propositura de nova demanda.
b) salvo se beneficiário da justiça gratuita, mas deverá comprovar, no prazo de dez dias, que 
a ausência ocorreu por motivo legalmente justificável, caso contrário não poderá demandar 
dentro do prazo de 1 ano.
c) ainda que beneficiário da justiça gratuita, salvo se comprovar, no prazo de quinze dias, que a 
ausência ocorreu por motivo legalmente justificável, e o pagamento das custas será condição 
para a propositura de nova demanda.
d) salvo se beneficiário da justiça gratuita, mas deverá comprovar, no prazo de quinze dias, que 
a ausência ocorreu por motivo legalmente justificável, caso contrário não poderá demandar 
dentro do prazo de 2 anos.
e) ainda que beneficiário da justiça gratuita, salvo se comprovar, no prazo de dez dias, que a 
ausência ocorreu por motivo justificável, a critério do juiz da causa, e o pagamento das custas 
será condição para a propositura de nova demanda.
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Atos, Termos e Prazos, Custas e Comunicação dos Atos Processuais
DIREITO PROCESSUAL DO TRABALHO
Gustavo Deitos
a) Errada. O motivo deve ser legalmente justificável, e não “motivo justificável a critério do juiz 
da causa”.
b) Errada. Conforme a regra do art. 844, § 2º, da CLT, incluída pela Reforma Trabalhista,
Na hipótese de ausência do reclamante, este será condenado ao pagamento das custas calculadas 
na forma do art. 789 desta Consolidação, ainda que beneficiário da justiça gratuita, salvo se compro-
var, no prazo de quinze dias, que a ausência ocorreu por motivo legalmente justificável.
Ademais, conforme o § 3º do mesmo artigo, o pagamento dessas custas é condição para a 
propositura de nova demanda.
c) Certa. Vide comentário à letra b.
d) Errada. Vide comentário à letra b.
e) Errada. Vide comentário à letra b.
Letra c.
013. (2017/FCC/TST/TÉCNICO JUDICIÁRIO/ÁREA ADMINISTRATIVA) Quanto aos prazos 
processuais, considere:
I – Os prazos são contados em dias úteis, com exclusão do dia do começo e inclusão do dia 
do vencimento, somente para os processos judiciais eletrônicos.
II – No processo judicial eletrônico, considera-se como data da publicação o primeiro dia útil 
seguinte ao da disponibilização da informação no Diário da Justiça eletrônico, sendo que os 
prazos processuais terão início no primeiro dia útil que seguir ao considerado como data da 
publicação.
III – Os prazos são contínuos e irreleváveis, podendo, entretanto, ser prorrogados pelo tempo 
estritamente necessário pelo juiz ou tribunal, ou em virtude de força maior, devidamente com-
provada, somente para os processos físicos.
IV – Não se aplica ao processo do trabalho o prazo em dobro quando existirem litisconsortes 
com procuradores distintos, em razão de incompatibilidade com a celeridade que lhe é inerente.
Tendo em vista as alterações promovidas pela Lei n. 13.467/2017 e de acordo com entendi-
mento sumulado do TST, está correto o que consta APENAS em
a) I e IV.
b) I, II e III.
c) I e III.
d) II, III e IV.
e) II e IV.
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Atos, Termos e Prazos, Custas e Comunicação dos Atos Processuais
DIREITO PROCESSUAL DO TRABALHO
Gustavo Deitos
I – Errada. A lei não restringe a regra do art. 775 a processos que tramitem em meio eletrônico: 
ela se aplica a todos os processos trabalhistas em curso, quer físicos, quer eletrônicos.
II – Certa. É a regra do art. 224, §§ 2º e 3º, do CPC.
III – Errada. Os prazos são contados somente em dias úteis. As hipóteses de prorrogação es-
tão corretas (força maior comprovada e necessidade identificada pelo juízo). Todavia, a lei não 
restringe esses preceitos a processos físicos.
IV – Certa. É a regra da OJ 310 da SDI-I do TST.
Letra e.
014. (2017/IADES/CREMEB/ADVOGADO) Quanto aos atos, termos e prazos processuais, 
conforme preconiza a CLT, assinale a alternativa correta.
a) Os atos processuais serão públicos, salvo quando o contrário determinar o interesse social, 
e realizar-se-ão nos dias úteis das 8 horas às 18 horas.
b) A penhora poderá realizar-se em domingo ou dia feriado, mediante autorização expressa do 
juiz ou presidente.
c) Na hipótese de um prazo vencer em sábado, domingo ou feriado, a realização do ato deverá 
ser antecipada para o último dia útil antes do vencimento, em homenagem ao princípio da ce-
leridade processual.
d) As partes poderão requerer certidões dos processos em curso ou arquivados, devendo ser 
estas lavradas pelos escrivães ou secretários. Quando se tratar de processo em segredo de 
justiça, a certidão deverá ser feita em até 48 horas, independentemente de despacho do juiz 
ou presidente.
e) Os prazos estabelecidos na CLT serão contados em dias úteis, com inclusão do dia do co-
meço e exclusão do dia do vencimento.
a) Errada. O horário para prática dos atos processuais é das 6 às 20 horas.
b) Certa. Esta é exatamente a regra do art. 770, parágrafo único, da CLT. É uma regra diferente 
do CPC, razão que requer sua atenção.
c) Errada. O vencimento deverá ocorrer no primeiro dia útil subsequente. O prazo nunca será 
adiantado.
d) Errada. No caso de segredo de justiça, a lavratura de certidão dependerá de despacho do 
juiz, e não tem prazo para ser feita. As demais informações estão corretas (art. 781 da CLT).
e) Errada. Na verdade, o dia do começo é excluído, e o do vencimento, incluído.
Letra b.
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Atos, Termos e Prazos, Custas e Comunicação dos Atos Processuais
DIREITO PROCESSUAL DO TRABALHO
Gustavo Deitos
015. (2018/FGV/OAB) Em sede de reclamação trabalhista, o autor forneceu o endereço da ré 
na inicial, para o qual foi expedida notificação citatória. Decorridos cinco dias da expedição da 
citação, não tendo havido qualquer comunicado ao juízo, houve a realização da audiência, à 
qual apenas compareceu o autor e seu advogado, o qual requereu a aplicação da revelia e con-
fissão da sociedade empresária-ré. O juiz indagou ao advogado do autor o fundamento para o 
requerimento, já que não havia nenhuma referência à citação no processo, além da expedição 
da notificação.
Diante disso, na qualidade de advogado do autor, à luz do texto legal da CLT, assinale a op-
ção correta.
a) Presume-se recebida a notificação 48h após ser postada, sendo o não recebimento ônus de 
prova do destinatário.
b) A mera ausência do réu, independentemente de citado ou não,enseja revelia e confissão.
c) Descabe o requerimento de revelia e confissão se não há confirmação no processo do rece-
bimento da notificação citatória.
d) O recebimento da notificação é presunção absoluta; logo, são cabíveis de plano a revelia e 
a confissão.
Conforme a Súmula 16 do TST,
JURISPRUDÊNCIA
“presume-se recebida a notificação 48 (quarenta e oito) horas depois de sua postagem. 
O seu não-recebimento ou a entrega após o decurso desse prazo constitui ônus de prova 
do destinatário”.
Ademais, a efetiva citação (notificação) do reclamado é condição de validade de todo 
o processo.
Letra a.
016. (2017/FGV/OAB) Lucas é vigilante. Nessa condição, trabalhou como terceirizado duran-
te um ano em um estabelecimento comercial privado e, a seguir, em um órgão estadual da 
administração direta, no qual permaneceu por dois anos. Dispensado, ajuizou ação contra o 
ex-empregador e contra os dois tomadores dos seus serviços (a empresa privada e o Estado), 
pleiteando o pagamento de horas extras durante todo o período contratual e a responsabilida-
de subsidiária dos tomadores nos respectivos períodos em que receberam o serviço. A senten-
ça julgou procedente o pedido e os réus pretendem recorrer. Em relação às custas, com base 
nos ditames da CLT, assinale a afirmativa correta.
a) Cada réu deverá recolher 1/3 das custas.
b) Havendo participação do Estado, ninguém pagará custas.
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Atos, Termos e Prazos, Custas e Comunicação dos Atos Processuais
DIREITO PROCESSUAL DO TRABALHO
Gustavo Deitos
c) Somente o Estado ficará dispensado das custas.
d) Cada réu deverá recolher a integralidade das custas.
Dois sujeitos (do polo passivo) foram vencidos: o Estado e a empresa privada. Como o Estado 
tem isenção de custas processuais (art. 790-A, inciso I), ele ficará dispensado das custas. A 
empresa privada deverá recolhê-las normalmente, pois este critério de dispensa é pessoal.
Letra c.
017. (2015/FGV/OAB) Em ação trabalhista, a parte ré recebeu a notificação da sentença em 
um sábado. Assinale a opção que, de acordo com a CLT, indica o dia a partir do qual se iniciará 
a contagem do prazo recursal.
a) O início do prazo será na segunda-feira e a contagem do prazo deverá ser iniciada na terça-feira, 
se forem dias úteis.
b) O início do prazo será na segunda-feira e a contagem do prazo também deverá ser iniciada 
na própria segunda-feira, se dia útil.
c) O início do prazo será no sábado, mas a contagem do prazo será iniciada na terça-feira, 
se dia útil.
d) O início do prazo será no sábado, mas a contagem do prazo será iniciada na segunda-feira, 
se dia útil.
É a regra da Súmula 262, item I, do TST:
JURISPRUDÊNCIA
“intimada ou notificada a parte no sábado, o início do prazo se dará no primeiro dia útil 
imediato e a contagem, no subsequente”.
Letra a.
018. (2012/FGV/OAB) Proferida decisão em reclamação trabalhista, foi o réu X, empresa pú-
blica estadual, fornecedor de energia elétrica e serviços, condenado ao pagamento das par-
celas postuladas, bem como ao pagamento das custas processuais no valor de R$ 200,00, 
calculadas sobre o valor da condenação arbitrado em R$ 10.000,00. Ao interpor recurso ordi-
nário, invocando o disposto no art. 790-A, I, da CLT, assevera a recorrente que não procederá ao 
recolhimento das custas, já que isenta. Diante da hipótese, é correto afirmar que
a) se considera deserto o recurso, e não será conhecido por falta de requisito extrínseco, já que 
os únicos entes isentos do pagamento das custas processuais são a União, os Estados, o Dis-
trito Federal, os Municípios e respectivas autarquias e fundações públicas, que não explorem 
atividade econômica, além do Ministério Público do Trabalho.
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Atos, Termos e Prazos, Custas e Comunicação dos Atos Processuais
DIREITO PROCESSUAL DO TRABALHO
Gustavo Deitos
b) se considera deserto o recurso interposto, porquanto a empresa pública estadual não goza 
de isenção de custas processuais, mas apenas as empresas públicas de âmbito federal.
c) não se considera deserto o recurso interposto porque, tratando-se de ente público da admi-
nistração indireta, sempre será isento do pagamento das custas processuais.
d) não se considera deserto o recurso interposto, porque o reclamado, empresa pública, no 
caso específico, não está obrigado ao recolhimento das custas, uma vez que o valor arbitrado 
à condenação não ultrapassa o limite de 40 salários mínimos.
Esta questão é anterior ao CPC/2015, que criou a regra de que, verificada a falta de recolhi-
mento das custas para recorrer, o relator do tribunal dará prazo para recolhimento, sob pena de 
deserção. Portanto, a deserção não seria imediata. Isso será tratado com profundidade na aula 
sobre o Sistema Recursal Trabalhista.
Esta questão ainda é válida para você aprender quem são os sujeitos isentos de custas processuais.
Como a empresa pública não está no rol do art. 790-A, ela deve, sim, pagar custas processuais. 
Confira a tabela exposta em aula!
Letra a.
019. (2014/FGV/OAB) Paulo ajuizou ação em face de sua ex-empregadora, a empresa Peças 
ABC Ltda. Na audiência, o Juiz propôs a conciliação, que foi aceita pelas partes, nada tendo 
sido discutido sobre custas.
Sobre o caso, assinale a opção que indica a hipótese correta para a fixação das custas.
a) O valor das custas ficará sempre a cargo da empresa, razão pela qual não haverá dispensa 
das mesmas, pois não há gratuidade de justiça para pessoa jurídica.
b) O valor das custas, não tendo sido convencionado pelas partes, caberá em partes iguais ao 
autor e à ré, podendo o autor ser dispensado de sua parte pelo Juiz.
c) O valor das custas ficará a cargo do autor, pois este está recebendo o valor acordado.
d) Tendo em vista o acordo, não há que se falar em custas.
Conforme o art. 789, § 3º,
sempre que houver acordo, se de outra forma não for convencionado, o pagamento das custas ca-
berá em partes iguais aos litigantes.
Se o reclamante for beneficiário da justiça gratuita, que pode ser dada de ofício pelo juiz, ele 
ficará dispensado de pagar sua parte.
Letra b.
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Atos, Termos e Prazos, Custas e Comunicação dos Atos Processuais
DIREITO PROCESSUAL DO TRABALHO
Gustavo Deitos
020. (2012/FGV/OAB) Em relação ao valor das custas no processo do trabalho, assinale a 
afirmativa correta.
a) Quando houver acordo, incidirão à base de 10% sobre o valor respectivo.
b) Quando o pedido for julgado improcedente, sempre haverá a isenção de pagamento.
c) Quando for procedente o pedido formulado em ação declaratória, incidirão à base de 2% 
sobre o valor da causa.
d) Quando o valor for indeterminado, incidirão à base de 20% sobre o que o juiz fixar.
a) Errada. Incidirão com o percentual de 2% sobre o valor do acordo.
b) Errada. A improcedência do pedido acarretará o dever de o vencido pagar custas processu-
ais de 2% sobre o valor da causa.
c) Certa. É a regra do art. 789, III, da CLT.
d) Errada. O percentual será de 2% sobre o valor fixado pelo juiz.Letra c.
021. (2007/CESPE/OAB) Quanto a citação ou notificação postal na justiça do trabalho, assi-
nale a opção correta.
a) A citação ou notificação postal presume-se realizada quando tenha sido entregue, na em-
presa, a empregado da reclamada, a zelador de prédio comercial ou tenha sido depositada em 
caixa postal da empresa, incumbindo à parte provar o não recebimento.
b) A citação ou notificação postal apenas poderá ser considerada válida quando for recebida 
pessoalmente pelo proprietário da reclamada, preposto legalmente constituído, ou pela própria 
pessoa do reclamado, em caso de pessoa física.
c) A citação na justiça do trabalho apenas poderá ser realizada por oficial de justiça.
d) Não se admite, em nenhuma hipótese, citação ou notificação por via postal, já que agências 
de correios não são órgãos vinculados à justiça do trabalho.
Conforme a Súmula 16 do TST,
JURISPRUDÊNCIA
“presume-se recebida a notificação 48 (quarenta e oito) horas depois de sua postagem. 
O seu não-recebimento ou a entrega após o decurso desse prazo constitui ônus de prova 
do destinatário”.
Esta questão ainda foi mais longe, abordando a teoria da aparência, segundo a qual um ze-
lador ou empregado da empresa está autorizado a receber correspondências, pois, aparente-
mente, o empregador autoriza-o a recebê-las. Outro pilar dessa teoria é o de que o empregador 
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Atos, Termos e Prazos, Custas e Comunicação dos Atos Processuais
DIREITO PROCESSUAL DO TRABALHO
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responde objetivamente pelos atos de seus empregados. A questão é antiga e de outra banca, 
e esta teoria não mais foi cobrada em Processo do Trabalho a partir de então. De qualquer 
modo, registramos esta questão.
Letra a.
022. (2012/FGV/OAB) Uma ação é movida contra duas empresas integrantes do mesmo gru-
po econômico e uma terceira, que alegadamente foi tomadora dos serviços durante parte do 
contrato. Cada empresa possui um advogado. No caso de interposição de recurso de revista,
a) o prazo será computado em dobro porque há litisconsórcio passivo com procuradores 
diferentes.
b) o prazo será contado normalmente.
c) o prazo será de 10 dias.
d) fica a critério do juiz deferir a dilação do prazo para não prejudicar os réus quanto à 
ampla defesa.
Esta questão restringiu-se a cobrar conhecimento da OJ 310 da SDI-I do TST:
JURISPRUDÊNCIA
“Inaplicável ao processo do trabalho a regra contida no art. 229, caput e §§ 1º e 2º do 
CPC de 2015 (art. 191 do CPC de 1973) em razão de incompatibilidade com a celeridade 
que lhe é inerente.”
Tal regra é a do prazo dobrado para litisconsortes com advogados diferentes em processos 
físicos. Portanto, o prazo será contado normalmente.
Letra b.
023. (2008/CESPE/OAB) Não se inclui entre os exemplos de pessoa isenta do pagamento de 
custas na justiça do trabalho, enumerados no art. 790-A da CLT, a
a) União.
b) empresa pública.
c) autarquia estadual.
d) fundação pública estadual que não explore atividade econômica.
Todas as demais alternativas representam pessoas isentas de custas na Justiça do Trabalho 
(art. 790-A da CLT). A empresa pública, por sua vez, não tem tal benefício. Se a questão falasse 
especificamente dos Correios (ECT – empresa pública), aí você deveria saber que esta empre-
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DIREITO PROCESSUAL DO TRABALHO
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sa em específico é equiparada à Fazenda Pública e tem o privilégio da isenção de custas. Não 
é o caso, contudo.
Letra b.
024. (2009/CESPE/OAB) Além dos beneficiários da justiça gratuita, são isentas do pagamen-
to de custas no processo do trabalho
a) as empresas públicas.
b) as sociedades de economia mista.
c) as autarquias.
d) as entidades sindicais.
Somente as autarquias, dentre as alternativas, são isentas (art. 790-A, CLT).
Letra c.
025. (2010/CESPE/OAB) Com relação aos atos, termos e prazos processuais na justiça traba-
lhista, assinale a opção correta.
a) Os atos processuais devem ser públicos, salvo quando o interesse social determinar o con-
trário, e terão de realizar-se nos dias úteis, no horário de expediente forense habitual.
b) No processo trabalhista, os prazos são contados com a inclusão do dia em que se iniciam 
e do dia em que vencem.
c) Os documentos juntados aos autos podem ser desentranhados sempre que a parte assim 
o requerer.
d) Presume-se recebida, 48 horas após a sua postagem, a notificação para a prática de ato 
processual, sendo possível a produção de prova em contrário.
a) Errada. O erro está no horário. De acordo com o art. 770, os atos processuais devem ser 
praticados entre as 6 e as 20 horas, e não necessariamente durante o horário de expedien-
te forense.
b) Errada. Conforme o art. 775 da CLT,
os prazos (...) serão contados em dias úteis, com exclusão do dia do começo e inclusão do dia do 
vencimento.
c) Errada. De acordo com o art. 780 da CLT,
os documentos juntos aos autos poderão ser desentranhados somente depois de findo o processo, 
ficando traslado.
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DIREITO PROCESSUAL DO TRABALHO
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d) Certa. Conforme a Súmula 16 do TST,
JURISPRUDÊNCIA
“presume-se recebida a notificação 48 (quarenta e oito) horas depois de sua postagem. 
O seu não-recebimento ou a entrega após o decurso desse prazo constitui ônus de prova 
do destinatário”.
Letra d.
026. (2018/VUNESP/PREFEITURA DE SOROCABA-SP/PROCURADOR DO MUNICÍPIO) No 
processo do trabalho, o curso do prazo processual
a) suspende-se no período de 20 de dezembro a 20 de janeiro, permitindo-se apenas a realiza-
ção de sessões de julgamento.
b) interrompe-se no período de 20 de dezembro a 20 de janeiro, permitindo-se apenas a reali-
zação de audiências em casos urgentes.
c) suspende-se no período de 20 de dezembro a 20 de janeiro, no qual não são realizadas au-
diências nem sessões de julgamento.
d) não se interrompe nem se suspende, sendo contado em dias úteis.
e) não se interrompe nem se suspende, sendo contado em dias corridos.
Conforme o art. 775-A da CLT,
suspende-se o curso do prazo processual nos dias compreendidos entre 20 de dezembro e 20 de 
janeiro, inclusive.
Ademais, conforme o § 2º deste artigo,
durante a suspensão do prazo, não se realizarão audiências nem sessões de julgamento.
Letra c.
027. (2018/INSTITUTO AOCP/TRT/1ª REGIÃO-RJ/ANALISTA JUDICIÁRIO/ÁREA ADMI-
NISTRATIVA) No que se refere às custas no âmbito da Justiça do Trabalho, é INCORRETO 
afirmar que
a) as custas serão calculadas sobre o valor da causa quando houver condenação.
b) são isentos do pagamento de custas: a União; os Estados; o Distrito Federal; os Municípios e 
respectivas autarquias e fundações públicas federais, estaduais ou municipais que não explo-
rem atividade econômica; o Ministério Público do Trabalho; os beneficiários de justiça gratuita.
c) as custas serão calculadas sobre o valor da causa quando houver extinção do processo sem 
julgamentodo mérito.
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DIREITO PROCESSUAL DO TRABALHO
Gustavo Deitos
d) as custas se destinam a remunerar os gastos do erário e não à garantia do juízo.
e) nas ações de qualquer natureza, de competência da Justiça do Trabalho, bem como nas deman-
das propostas perante a Justiça Estadual, no exercício da jurisdição trabalhista, as custas relativas 
ao processo de conhecimento incidirão à base de 2%, observado o valor mínimo de R$ 10,64 e o 
máximo de quatro vezes o limite máximo dos benefícios do Regime Geral de Previdência Social.
Havendo condenação, as custas incidirão sobre seu valor. Se a condenação não for líquida, o 
juiz arbitrará certo valor à condenação, a fim de fixas as custas.
Letra a.
028. (2018/INSTITUTO AOCP/TRT/1ª REGIÃO-RJ/TÉCNICO JUDICIÁRIO/ÁREA ADMINIS-
TRATIVA) Com base nos atos e prazos processuais estabelecidos na Consolidação das Leis 
Trabalhistas e pautados na Lei n. 13.467/2017, assinale a alternativa correta.
a) Os atos processuais serão públicos, salvo quando o contrário determinar o interesse social, 
e realizar-se-ão nos dias úteis das 8 (oito) às 18 (dezoito) horas.
b) Os prazos serão contados em dias úteis, com exclusão do dia do começo e inclusão do dia 
do vencimento.
c) Os atos processuais serão públicos, salvo quando o contrário determinar o interesse social, 
e realizar-se-ão nos dias úteis das 6 (seis) às 18 (dezoito) horas.
d) Os prazos serão contados em dias úteis, com inclusão do dia do começo e exclusão do dia 
do vencimento.
e) Os prazos são contínuos, contados com a exclusão do dia do começo e inclusão do dia do 
vencimento.
a) Errada. O horário para prática dos atos processuais é das 6 às 20 horas. A alternativa tentou 
confundir o candidato com o horário das audiências, que é o nela citado.
b) Certa. É a regra do art. 775 da CLT.
c) Errada. O horário para prática dos atos processuais é das 6 às 20 horas.
d) Errada. Na verdade, o dia do começo é excluído, e o do vencimento, incluído.
e) Errada. Os prazos no processo do trabalho, a partir da Reforma Trabalhista, contam-se so-
mente nos dias úteis. Ademais, o dia do começo é excluído, e o do vencimento, incluído.
Letra b.
029. (2018/CESPE/PGM/MANAUS–AM/PROCURADOR DO MUNICÍPIO) Julgue o próximo 
item à luz da jurisprudência do TST acerca dos recursos na justiça do trabalho, da liquidação e 
da execução no processo do trabalho.
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DIREITO PROCESSUAL DO TRABALHO
Gustavo Deitos
A parte que interpuser recurso não precisará provar a existência de feriado local que autorize a 
prorrogação do prazo recursal, por ser este um fato notório.
Na verdade, é ônus da parte provar feriado local, e deverá fazê-lo no recurso, ou no prazo de 5 
dias, a ser conferido pelo relator, caso dependa do reconhecimento desse feriado para ter seu 
recurso conhecido. É a regra da Súmula 385, item I, do TST:
JURISPRUDÊNCIA
“Incumbe à parte o ônus de provar, quando da interposição do recurso, a existência de 
feriado local que autorize a prorrogação do prazo recursal (art. 1.003, § 6º, do CPC de 
2015). No caso de o recorrente alegar a existência de feriado local e não o comprovar no 
momento da interposição do recurso, cumpre ao relator conceder o prazo de 5 (cinco) 
dias para que seja sanado o vício (art. 932, parágrafo único, do CPC de 2015), sob pena 
de não conhecimento se da comprovação depender a tempestividade recursal (...)”.
Errado.
030. (2018/FEPESE/CELESC/ADVOGADO) É correto afirmar acerca dos prazos no processo 
do trabalho:
a) O curso dos prazos processuais é suspenso nos meses de dezembro e janeiro.
b) Durante a suspensão do prazo poderão, a critério do juízo, ser realizadas audiências e ses-
sões de julgamento.
c) Os prazos serão contados em dias úteis, com a inclusão do dia do começo e a exclusão do 
dia do vencimento.
d) Os prazos são peremptórios, não podendo o juiz prorrogá-los mesmo que entenda necessário.
e) Incumbe ao juízo dilatar os prazos processuais para adequar às necessidades do conflito de 
modo a conferir maior efetividade à tutela do direito.
a) Errada. A suspensão não tem referência em meses: tem referência em dias: 20/12 a 20/01. 
Nos demais dias dos meses de dezembro e janeiro, os prazos serão contados normalmente.
b) Errada. Conforme o art. 775-A da CLT,
suspende-se o curso do prazo processual nos dias compreendidos entre 20 de dezembro e 20 de 
janeiro, inclusive.
Ademais, conforme o § 2º deste artigo,
durante a suspensão do prazo, não se realizarão audiências nem sessões de julgamento.
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c) Errada. Na verdade, o dia do começo é excluído, e o do vencimento, incluído.
d) Errada. De acordo com o art. 775, § 1º, os prazos podem ser prorrogados, pelo tempo es-
tritamente necessário, por motivos de força maior devidamente comprovada e sempre que o 
juízo entender necessário.
e) Certa. Conforme o art. 775, § 2º,
ao juízo incumbe dilatar os prazos processuais e alterar a ordem de produção dos meios de prova, 
adequando-os às necessidades do conflito de modo a conferir maior efetividade à tutela do direito.
Letra e.
031. (2018/CESPE/EBSERH/ADVOGADO) Julgue o item seguinte, no que tange a trabalho da 
mulher, segurança e higiene do trabalho, direito de greve e processo trabalhista.
Os prazos processuais previstos na CLT são contados em dias úteis, sendo excluído o primeiro 
e incluído o último dia da contagem.
Esta é a regra do art. 775 da CLT: o dia do começo do prazo é excluído da contagem, enquanto 
o seu último dia inclui-se nela.
Certo.
032. (2017/CESPE/TRT/7ª REGIÃO-CE/TÉCNICO JUDICIÁRIO/ÁREA ADMINISTRATIVA) 
Na justiça do trabalho, o pagamento das custas processuais deve ser realizado pelo
a) sucumbente na data determinada em sentença pelo juiz da vara do trabalho.
b) reclamante antes do ajuizamento da reclamação trabalhista.
c) reclamante até oito dias após a interposição de recurso.
d) sucumbente após o trânsito em julgado da decisão, e no caso de recurso, no prazo de sua 
interposição.
A CLT usa o termo “vencido”, que a banca, nessa questão, resolveu transmudar para o termo 
técnico atualmente mais usado e de igual significado contextual. As custas devem ser pagas 
após o trânsito em julgado; havendo recurso, as custas são pressuposto de admissibilidade 
dele, razão pela qual devem ser recolhidas, salvo se o recorrente for isento do pagamento de 
custas (art. 789, § 1º, CLT).
Letra d.
033. (2017/FGV/TRT/12ª REGIÃO-SC/ANALISTA JUDICIÁRIO/OFICIAL DE JUSTIÇA AVA-
LIADOR FEDERAL) O servidor próprio da Justiça do Trabalho comparece ao domicílio de um 
devedor numa sexta-feira às 20:30 horas, pretendendo citá-lo para o pagamento de uma dívida. 
O executado se revolta porque entende que o mandado judicial não poderia ser cumprido na-
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quele horário, mesmo porque não existe determinação judicial informando até que horas o ato 
poderia ser realizado.
Diante desse impasse, é correto afirmar que:
a) a CLT é omissa a respeito, razão pela qual o juiz utilizará os princípios da razoabilidade e 
proporcionalidade;
b) o devedor tem razão, pois o ato processual pode ser realizado até as 20:00 horas;
c) o lar de uma pessoa é seu asilo inviolável, por isso o ato não poderia ser realizado sem a 
autorização do devedor;
d) os atos processuais podem ser realizados a qualquer hora dos dias úteis, razão pela qual o 
devedor está errado;
e) o devedor está errado, pois o ato processual pode ser realizado até as 22:00 horas.
Os atos processuais devem ser praticados das 6 às 20 horas, conforme o art. 770 da CLT. A pe-
nhora até pode ser realizada em dia não útil, se houver expressa autorização do juiz. Contudo, 
não há previsão legal que legitime, até mesmo, a autorização judicial para penhora após as 20 
horas. Ademais, é impossível o cumprimento de mandados em casas à noite, por determina-
ção constitucional (art. 5º, inciso XI, CF).
Letra b.
034. (2017/FGV/TRT/12ª REGIÃO-SC/TÉCNICO JUDICIÁRIO/ÁREA ADMINISTRATIVA) Marcio 
atua como advogado em uma reclamação trabalhista ajuizada por Marialda em face de sua ex-em-
pregadora. Durante o transcurso do processo, Marcio foi notificado pelo juízo em um sábado, com 
concessão de prazo para manifestar-se sobre documentos juntados pela empresa.
Considerando ser feriado na segunda-feira, é correto afirmar, à luz da legislação trabalhista e 
da jurisprudência uniforme do TST, que:
a) o início do prazo se dará no sábado e o início da contagem, na segunda-feira;
b) tanto o início do prazo quanto o da contagem se darão na terça-feira;
c) o início do prazo se dará na segunda-feira e o início da contagem, na terça-feira;
d) tanto o início do prazo quanto o da contagem se darão na quarta-feira;
e) o início do prazo se dará na terça-feira e o início da contagem, na quarta-feira.
Esta questão explorou um pouco mais a atenção do candidato. De acordo com a Súmula 262, 
item I, do TST,
JURISPRUDÊNCIA
“intimada ou notificada a parte no sábado, o início do prazo se dará no primeiro dia útil 
imediato e a contagem, no subsequente”.
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Como a notificação ocorreu no sábado, o dia do começo do prazo não é o sábado, e sim o pri-
meiro dia útil subsequente. Como a segunda-feira é um feriado, o primeiro dia útil subsequente 
é terça-feira, que é o dia do começo do prazo, excluído da contagem. A contagem inicia-se na 
quarta-feira, portanto.
Letra e.
035. (2017/VUNESP/PREFEITURA DE PORTO FERREIRA-SP/PROCURADOR JURÍDICO) Em 
relação aos atos processuais, a CLT – Consolidação das Leis do Trabalho expressa que
a) sua realização ocorre nos dias úteis, das 6 (seis) às 18 (dezoito) horas.
b) serão públicos, e realizar-se-ão nos dias úteis, das 6 (seis) às 22 (vinte e duas) horas.
c) serão públicos, e realizar-se-ão no horário de atendimento ao público.
d) a penhora poderá realizar-se em domingo ou dia feriado, mediante autorização expressa do 
juiz ou presidente.
e) a penhora não poderá realizar-se em domingo ou dia feriado.
Conforme o art. 770, caput e parágrafo único, da CLT,
“os atos processuais serão públicos salvo quando o contrário determinar o interesse social, e reali-
zar-se-ão nos dias úteis das 6 (seis) às 20 (vinte) horas” e
“a penhora poderá realizar-se em domingo ou dia feriado, mediante autorização expressa do juiz”.
Letra d.
036. (2013/CESPE/TRT/17ª REGIÃO-ES/TÉCNICO JUDICIÁRIO/ÁREA ADMINISTRATIVA) 
Em relação aos princípios, às partes e ao processo do trabalho, julgue os próximos itens.
São isentos do pagamento de custas processuais, despesas judiciais que a parte paga para 
postular em juízo em razão de serviços prestados pelo Estado, além dos beneficiários de justi-
ça gratuita, a União, os estados, o Distrito Federal, os municípios e suas respectivas autarquias, 
fundações públicas e empresas públicas.
As empresas públicas, da mesma forma que as sociedades de economia mista, não são des-
tinatárias da isenção de custas processuais (art. 790-A da CLT).
Errado.
037. (2013/CESPE/TRT/17ª REGIÃO-ES/ANALISTA JUDICIÁRIO/OFICIAL DE JUSTIÇA 
AVALIADOR) Acerca de custas e emolumentos e de recursos no processo do trabalho, julgue 
os próximos itens.
Conforme o disposto na CLT, na fase de conhecimento, não havendo recurso, as custas pro-
cessuais serão pagas sempre pelo vencido, após o trânsito em julgado da decisão. Já na fase 
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de execução, se devidas, as custas serão sempre de responsabilidade do executado e pa-
gas ao final.
Nesta questão, a banca exagerou na cobrança do dogmatismo gramatical da CLT. O erro de-
corre do advérbio “sempre”, uma vez que, em casos específicos, o vencido não é condenado 
ao pagamento de custas (beneficiário da justiça gratuita, Fazenda Pública, massa falida etc.).
Errado.
038. (2013/CESPE/TRT/17ª REGIÃO-ES/ANALISTA JUDICIÁRIO/OFICIAL DE JUSTIÇA 
AVALIADOR) No que se refere ao direito processual do trabalho, julgue os itens a seguir.
Segundo a jurisprudência sumulada do TST, caso uma notificação ou intimação seja recebida, 
por via postal, no sábado, a contagem do prazo para a parte notificada adotar as medidas que 
entender pertinentes se iniciará no dia subsequente ao primeiro dia útil imediatamente poste-
rior ao sábado.
O item da questão explica, corretamente, a regra da Súmula 262, item I, do TST:
JURISPRUDÊNCIA
“Intimada ou notificada a parte no sábado, o início do prazo se dará no primeiro dia útil 
imediato e a contagem, no subsequente.”.
Certo.
039. (2013/CESPE/TRT/17ª REGIÃO-ES/ANALISTA JUDICIÁRIO/OFICIAL DE JUSTIÇA 
AVALIADOR) No que se refere ao direito processual do trabalho, julgue os itens a seguir.
Constitui prerrogativa processual dos membros do Ministério Público do Trabalho o recebi-
mento de intimação, pessoalmente, nos autos em qualquer processo e grau de jurisdição nos 
feitos em que tiver de oficiar.
O art. 180 do CPC assegura ao Ministério Público a intimação sempre pessoal. Ao tempo da 
questão, o fundamento do item constava do art. 84, inciso IV, da Lei Complementar n. 75/1993, 
que dá ao MPT a seguinte prerrogativa:
ser cientificado pessoalmente das decisões proferidas pela Justiça do Trabalho, nas causas em que 
o órgão tenha intervindo ou emitido parecer escrito.
Certo.
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DIREITO PROCESSUAL DO TRABALHO
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040. (2013/CESPE/PG-DF/PROCURADOR) Julgue os itens subsequentes, relativos ao proce-
dimento sumaríssimo na justiça do trabalho.
Não é cabível a citação por edital no procedimento sumaríssimo.
Trata-se da regra do art. 852-B, inciso II, da CLT:
Nas reclamações enquadradas no procedimento sumaríssimo (...) não se fará citação por edital, 
incumbindo ao autor a correta indicação do nome e endereço do reclamado.
Certo.
041. (2011/CESPE/EBC/ADVOCACIA) Julgue os próximos itens, referentes a custas e 
emolumentos.
No caso de procedência de pedido formulado em ação constitutiva, as custas relativas ao pro-
cesso de conhecimento incidirão à base de 2% sobre o valor da causa e serão pagas pelo ven-
cido, após o trânsito em julgado da decisão, salvo se houver recurso, situação em que as cus-
tas deverão ser pagas com a devida comprovação do recolhimento dentro do prazo recursal.
Sendo a ação e a sentença de natureza predominantemente constitutiva (ou desconstitutiva/
constitutiva negativa), as custas terão por base de cálculo o valor da causa, conforme o co-
mando do art. 789, inciso III, da CLT. Ademais, veja o que dispõe o § 1º do referido artigo:
As custas serão pagas pelo vencido, após o trânsito em julgado da decisão. No caso de recurso, as 
custas serão pagas e comprovado o recolhimento dentro do prazo recursal.
Certo.
042. (2011/CESPE/EBC/ADVOCACIA) Julgue os próximos itens, referentes a custas e 
emolumentos.
De acordo com a Consolidação das Leis do Trabalho, são isentos do pagamento de custas a 
União, os estados, o Distrito Federal, os municípios e respectivas autarquias, fundações públi-
cas e empresas públicas.
As empresas públicas, da mesma forma que as sociedades de economia mista, não são des-
tinatárias da isenção de custas processuais (art. 790-A da CLT).
Errado.
043. (2010/CESPE/TRT/21ª REGIÃO-RN/ANALISTA JUDICIÁRIO/ÁREA JUDICIÁRIA) Jul-
gue os itens seguintes, considerando o procedimento ordinário e o sumaríssimo.
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DIREITO PROCESSUAL DO TRABALHO
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No procedimento sumaríssimo, caso o reclamado esteja em local incerto e não sabido, proce-
der-se-á a citação por edital.
É vedada a citação por edital no procedimento sumaríssimo. Trata-se da regra do art. 852-B, 
inciso II, da CLT:
Nas reclamações enquadradas no procedimento sumaríssimo (...) não se fará citação por edital, 
incumbindo ao autor a correta indicação do nome e endereço do reclamado.
Errado.
044. (2010/CESPE/TRT/21ª REGIÃO-RN/ANALISTA JUDICIÁRIO/ÁREA ADMINISTRATI-
VA) Considere que um trabalhador tenha ingressado com ação na justiça do trabalho, decla-
rando como valor da demanda importe superior a R$ 20.450,00. Com base nessa informação, 
julgue os itens a seguir.
Durante a execução, aviando a reclamada embargo à execução, deverá ela pagar a quantia de 
R$ 44,26 de custas ao final da execução.
Veja que a banca CESPE tem precedentes de cobrança dos valores das custas pelos atos pro-
cessuais elencados no rol do art. 789-A da CLT. O valor de R$ 44,26 está correto, de acordo com 
o inciso V do referido artigo.
Certo.
045. (2010/CESPE/EMBASA/ANALISTA DE SANEAMENTO/ADVOGADO) Acerca do direito 
processual do trabalho, julgue os itens a seguir.
Desde que não explorem atividade econômica, as pessoas jurídicas de direito público interno 
estão isentas do pagamento das custas na justiça do trabalho.
É a regra do art. 790-A, inciso I, da CLT:
São isentos do pagamento de custas, além dos beneficiários de justiça gratuita:
I – a União, os Estados, o Distrito Federal, os Municípios e respectivas autarquias e fundações públi-
cas federais, estaduais ou municipais que não explorem atividade econômica.
Certo.
046. (2010/CESPE/TRT/21ª REGIÃO-RN/ANALISTA JUDICIÁRIO/ÁREA JUDICIÁRIA) Jul-
gue os itens seguintes, considerando o procedimento ordinário e o sumaríssimo.
No procedimento sumaríssimo, caso o reclamado esteja em local incerto e não sabido, proce-
der-se-á a citação por edital.
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É vedada a citação por edital no procedimento sumaríssimo. Trata-se da regra do art. 852-B, 
inciso II, da CLT:
Nas reclamações enquadradas no procedimento sumaríssimo (...) não se fará citação por edital, 
incumbindo ao autor a correta indicação do nome e endereço do reclamado.
Errado.
047. (2009/CESPE/TRT/17ª REGIÃO-ES/ANALISTA JUDICIÁRIO/ÁREA JUDICIÁRIA/
EXECUÇÃO DE MANDADOS) A respeito dos atos, termos e prazos processuais, julgue os 
itens a seguir.
Recebida e protocolada reclamação em que integre o polo passivo a União, o escrivão ou o 
secretário, dentro de 48 horas, deverá remeter a segunda via da petição ou do termo ao recla-
mado, notificando-o ao mesmo tempo para comparecer à audiência do julgamento, que vai ser 
a primeira desimpedida depois de vinte dias.
Esta questão é uma pegadinha: ela exige o conhecimento de que, no processo do trabalho, as 
pessoas jurídicas de direito público têm garantia de prazo em quádruplo para contestação, em 
função da regra específica (que se sobrepõe ao CPC, por ser específica do processo do traba-
lho) constante do art. 1º, inciso II, do Decreto-lei n. 779/1969. Dessa forma, o “quinquídio legal” 
transforma-se numa garantia de vinte dias de interstício entre o recebimento da notificação 
inicial e a primeira audiência, até a qual deverá ser apresentada a contestação.
Certo.
048. (2018/QUADRIX/CREF/13ª REGIÃO/BA-SE/P/ANALISTA ADVOGADO/ADAPTADA) 
Com relação ao direito processual do trabalho, à advocacia pública e à forma dos atos proces-
suais, julgue o item que se segue.
As autarquias e fundações de direito público terão prazo em dobro para todas as suas mani-
festações processuais.
Originalmente, a questão é “certa”, mas, por ser originalmente de direito processual civil e 
adaptada ao processo do trabalho, ela se torna errada, uma vez que o prazo das pessoas ju-
rídicas de direito público, no processo do trabalho, para contestar, é contado em quádruplo, e 
não de forma dobrada (art. 1º, inciso II, Decreto-Lei 779/1969, regra especial do processo do 
trabalho).
Errado.
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049. (2019/CESPE/DPE-DF/DEFENSOR PÚBLICO) Ainda no que diz respeito à Defensoria 
Pública, julgue o item subsequente.
Em processo judicial cível no âmbito do DF cuja parte autora seja patrocinada por advogado 
particular e cuja parte ré seja assistida por defensor público da DPDF, somente este defensor 
terá a prerrogativa de ser intimado pessoalmente.
Os advogados privados não têm direitoa intimação pessoal. Este direito é assegurado legal-
mente ao MP (MPT), à Defensoria e à Advocacia Pública, por critérios de isonomia (volume 
processual das instituições). Os demais procuradores podem ser notificados, também, por 
publicação em órgão oficial, cuja ciência depende de consulta.
Certo.
050. (2019/CESPE/DPE-DF/DEFENSOR PÚBLICO) Ainda no que diz respeito à Defensoria 
Pública, julgue o item subsequente.
Em caso de recurso em processo judicial em que uma das partes seja advogado dativo atu-
ando em causa patrocinada pelo Estado na modalidade de assistência judiciária, o defensor 
dativo terá o prazo contado em dobro para recorrer.
O prazo dobrado aplica-se somente à instituição da Defensoria Pública, e não ao advogado 
dativo (muito embora ele esteja ali suprindo a falta da Defensoria), critério este que leva em 
conta, justa e especialmente, o volume de processos da instituição, e não a função exercida 
(art. 186, caput).
Errado.
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Professor de cursos preparatórios para concursos públicos. Analista Judiciário do Tribunal Superior do 
Trabalho (Gabinete de Ministro). 
Outras convocações: Técnico Judiciário do TRT-SC (7° lugar) e Analista Judiciário do TRF da 3ª Região. 
Aprovado em 8° lugar para Analista Judiciário do TRT-MS.
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	Apresentação
	Atos, Termos e Prazos Processuais, Despesas Processuais e Comunicação dos Atos Processuais na Justiça do Trabalho
	1. Atos e Termos Processuais
	1.1. Disposições da CLT sobre Atos e Termos Processuais
	2. Prazos Processuais
	2.1. Princípios Aplicáveis
	2.2. Classificação dos Prazos Processuais
	2.3. Disposições da CLT sobre Prazos Processuais
	2.4. Contagem de Prazos no Processo Eletrônico (PJ-e)
	2.5. Prazos Diferenciados (Privilegiados) para Determinados Litigantes
	2.6. Súmulas e OJs do TST sobre Prazos Processuais
	3. Custas e Emolumentos (Despesas Processuais)
	4. Comunicação dos Atos Processuais
	4.1. Meios Ordinários de Comunicação dos Atos Processuais
	4.2. Meios Eletrônicos de Comunicação dos Atos Processuais
	4.3. Meios de Comunicação de Atos Processuais entre Órgãos Judiciários
	4.4. Formas Privilegiadas de Comunicação dos Atos Processuais
	5. Outros Enunciados Jurisprudenciais sobre os Temas da Aula
	Questões de Concurso
	Gabarito
	Gabarito Comentado
	AVALIAR 5: 
	Página 84:escritos a tinta, datilografados ou a carimbo.
Frente à digitalização do processo e ao princípio da instrumentalidade das formas, este 
artigo perdeu sua utilidade prática.
Art. 772 - Os atos e termos processuais, que devam ser assinados pelas partes interessadas, quan-
do estas, por motivo justificado, não possam fazê-lo, serão firmados a rogo, na presença de 2 (duas) 
testemunhas, sempre que não houver procurador legalmente constituído.
Imagine o seguinte cenário: um reclamante, portador de doença degenerativa que lhe tirou 
o movimento das mãos, comparece à Vara do Trabalho para ajuizar reclamação trabalhista 
verbal, a ser reduzida a termo pelo servidor da unidade.
Nessa ocasião, deve o reclamante assinar o termo da reclamação reduzida a termo, cor-
reto? Pelo fato de o reclamante, justificadamente, não conseguir assinar e não ter advogado, 
poderá outra pessoa assinar por ele, desde que duas testemunhas presenciem o ato, a fim de 
que se comprove que a assinatura ocorreu sem nenhum vício de vontade do reclamante.
Art. 773 - Os termos relativos ao movimento dos processos constarão de simples notas, datadas e 
rubricadas pelos secretários ou escrivães.
Na época do processo físico, a movimentação dos processos (remessa ao setor de con-
tadoria, ao malote, encaminhamento para despacho do juiz etc.) era registrada por “simples 
notas”, que consistem em escritos manuais nos versos das folhas do processo, com data e 
assinatura do servidor responsável pelo escrito.
Agora, na era do Processo Judicial Eletrônico, essas simples notas consistem em textos 
digitados em aplicativo do sistema do PJ-e, cujo acesso somente os servidores possuem. Tal 
aplicativo serve para que os demais servidores saibam, sinteticamente, qual é o próximo passo 
a ser dado no processo, assim que o abrirem no sistema (Ex.: “à Contadoria para liberação do 
valor do depósito recursal”).
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Atos, Termos e Prazos, Custas e Comunicação dos Atos Processuais
DIREITO PROCESSUAL DO TRABALHO
Gustavo Deitos
Os artigos 774, 775, 775-A e 756 serão comentados no próximo título desta aula (Título n. 
2), por tratarem de Prazos Processuais.
Art. 777 - Os requerimentos e documentos apresentados, os atos e termos processuais, as petições 
ou razões de recursos e quaisquer outros papéis referentes aos feitos formarão os autos dos pro-
cessos, os quais ficarão sob a responsabilidade dos escrivães ou secretários.
Este artigo só quer dizer que todas as folhas, digitais ou físicas, correspondentes a atos e 
documentos do processo formarão um elemento global, chamado de Autos do Processo.
É atécnico dizer que você pegou em suas mãos o “processo”. Você pegou em suas mãos 
os autos do processo. Os autos são um elemento que globaliza todos os itens relevantes do 
processo, a ele juntados.
Art. 778 - Os autos dos processos da Justiça do Trabalho, não poderão sair dos cartórios ou se-
cretarias, salvo se solicitados por advogados regularmente constituído por qualquer das partes, ou 
quando tiverem de ser remetidos aos órgãos competentes, em caso de recurso ou requisição.
Art. 779 - As partes, ou seus procuradores, poderão consultar, com ampla liberdade, os processos 
nos cartórios ou secretarias.
Comentarei em conjunto os artigos 778 e 779 pela necessidade de diferenciação de duas 
importantes regras.
As partes, diretamente (reclamante/reclamado), não podem retirar os autos do processo 
da Vara (não podem fazer “carga”). A carga dos autos só pode ser feita para o advogado.
As partes, diretamente, só podem consultar os autos do processo na Secretaria da Vara ou 
do Tribunal, sem a possibilidade de retirá-los de lá.
Quando não for em razão de carga solicitada por advogado, os autos só poderão sair da 
Secretaria se houver necessidade de remessa para outro órgão, para apreciação de recurso 
(remessa ao TRT/TST) ou por requisição de outro órgão público ou entidade pública, por mo-
tivo relevante (INSS, por exemplo).
Para te ajudar memorizar essa regra, apresento a seguinte ilustração:
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Atos, Termos e Prazos, Custas e Comunicação dos Atos Processuais
DIREITO PROCESSUAL DO TRABALHO
Gustavo Deitos
Art. 780 - Os documentos juntos aos autos poderão ser desentranhados somente depois de findo o 
processo, ficando traslado.
Após o fim do processo (arquivamento), os documentos poderão ser eliminados. Na práti-
ca, os documentos que consistem em cópias podem ser eliminados de plano. Os documentos 
originais devem, preferencialmente, ser devolvidos às partes, que serão intimadas para retirar 
tais documentos em Secretaria.
Geralmente, a intimação acima mencionada adverte as partes de que a não retirada dos 
documentos no prazo acarretará a destruição deles. Portanto, sendo os documentos originais, 
as partes são intimadas para retirá-los, em certo prazo, sob pena de destruição/eliminação.
As folhas dos atos processuais relevantes (sentença, petição inicial, contestação etc.) per-
manecerão nos autos, devidamente arquivados.
Art. 781 - As partes poderão requerer certidões dos processos em curso ou arquivados, as quais 
serão lavradas pelos escrivães ou secretários.
Parágrafo único. As certidões dos processos que correrem em segredo de justiça dependerão de 
despacho do juiz ou presidente.
Tais certidões podem atestar a movimentação processual e, até mesmo, citar diretamente 
o texto de determinado ato processual.
Se o processo seguir em segredo de justiça por qualquer hipótese legal (art. 189 do CPC), 
tais certidões somente poderão ser lavradas e entregues ao requerente mediante despacho do 
juiz, autorizando a entrega.
Art. 782 - São isentos de selo as reclamações, representações, requerimentos, atos e processos 
relativos à Justiça do Trabalho.
Este artigo permanece em total desuso, em razão da atual inexistência de selos nos atos 
processuais trabalhistas.
2. prAzos processuAis
Os prazos processuais constituem um tema tão importante para o direito processual como 
um todo que, cientificamente, lhes foram atribuídos alguns princípios básicos, a serem con-
siderados pelo legislador e pelo juiz quando de sua criação e concessão, respectivamente. 
Estudaremos, agora, os cinco princípios aplicáveis especificamente aos prazos processuais, 
segundo a doutrina de Manoel Antônio Teixeira Filho.
É claro que, eventualmente, podem existir outros princípios específicos dos prazos proces-
suais na ótica de outros doutrinadores. No entanto, estes cinco princípios são os mais consen-
suais no meio jurídico quanto aos prazos.
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Atos, Termos e Prazos, Custas e Comunicação dos Atos Processuais
DIREITO PROCESSUAL DO TRABALHO
Gustavo Deitos
2.1. princípios ApLicáveis
2.1.1 Princípio da Utilidade
O prazo processual concedido deve ser suficiente para que o destinatário reflita e cumpra, 
efetivamente, as determinações impostas, ou exerça racionalmente a faculdade processual 
concedida pelo ato que deu origem ao prazo.
Ademais, o prazo deve ter umaextensão suficiente para que o destinatário tome uma po-
sição consciente de todas as possíveis repercussões de seu ato, e de modo que ele tenha 
acesso a todos os recursos materiais e imateriais necessários a uma manifestação livre de 
qualquer erro.
EXEMPLO
Evidentemente, fere o princípio da utilidade um despacho do juiz que conceda prazo de 24 
horas para o autor apresentar manifestação sobre uma petição do réu de 500 (quinhentas) 
laudas e sobre as dezenas de documentos que a acompanham. Neste caso, o juiz deve con-
ceder um prazo que possibilite ao autor uma manifestação inequívoca sobre o conteúdo da 
petição e dos documentos a ela anexados.
O princípio da utilidade tem direta relação com os princípios fundamentais do contraditó-
rio e da ampla defesa (art. 5º LV, CF/88). Como se sabe, o contraditório e a ampla defesa não 
se dirigem apenas ao réu, mas a todos os sujeitos do processo que, de alguma forma, possam 
ter prejuízos em razão de determinado argumento lançado no processo.
A razão dessa relação é clara: a concessão de um prazo exíguo (insuficiente), de forma 
reflexa, viola, concretamente, os princípios do contraditório e da ampla defesa.
Por outro lado, a concessão de prazos exagerados viola, no mínimo, o direito fundamental 
da parte lesada de ter acesso à justiça (art. 5º XXXV, CF/88). Não haveria como se concordar, 
por exemplo, com o fato de o juiz conceder, sem nenhum motivo especial, o prazo de 90 (no-
venta) dias – contados somente os dias úteis – para o réu apresentar manifestação sobre um 
pedido de tutela provisória de urgência cautelar feito pelo autor, que em tese necessita de uma 
medida urgente do Poder Judiciário.
2.1.2. Princípio da Continuidade
O prazo processual, uma vez iniciado, não pode ser suspenso ou interrompido sem motivo 
previsto em lei ou cabalmente justificado.
Como regra geral, o prazo processual é contínuo: não se interrompe nem se suspende. A 
suspensão e a interrupção do prazo processual são exceções, e suas hipóteses de ocorrência 
devem ser previstas em lei ou, ao menos, justificadas em decisão fundamentada.
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DIREITO PROCESSUAL DO TRABALHO
Gustavo Deitos
EXEMPLO
O art. 222 do CPC, aplicável subsidiariamente ao processo do trabalho, que prevê: “Na comar-
ca, seção ou subseção judiciária onde for difícil o transporte, o juiz poderá prorrogar os prazos 
por até 2 (dois) meses”.
Obs.: � Enquanto a suspensão apenas “congela” o prazo processual, podendo este retomar 
sua contagem de onde parou, a interrupção faz com que o prazo retorne ao zero, como 
se nunca tivesse transcorrido.
2.1.3. Princípio da Inalterabilidade
Como regra geral, nem o juiz, nem as partes podem alterar os prazos processuais já inicia-
dos, para mais ou para menos.
O art. 775, § 2º, da CLT outorga ao juiz o poder de dilatar os prazos processuais, adequan-
do-os às necessidades do conflito de modo a conferir maior efetividade à tutela do direito. 
Portanto, a dilatação do prazo processual deve ser sempre motivada no objetivo de conferir 
uma tutela jurisdicional mais efetiva ao jurisdicionado.
Cabe ressaltar que os prazos processuais mais importantes – como para interposição de 
recursos – não admitem dilatação sem um motivo qualificado em lei. Veja o que dispõe o art. 
1.004 do CPC, aplicável subsidiariamente ao processo do trabalho:
Art. 1.004. Se, durante o prazo para a interposição do recurso, sobrevier o falecimento da parte 
ou de seu advogado ou ocorrer motivo de força maior que suspenda o curso do processo, será tal 
prazo restituído em proveito da parte, do herdeiro ou do sucessor, contra quem começará a correr 
novamente depois da intimação.
Veja: no caso especial de prazo recursal, não é qualquer motivo justificado que possibilita 
a devolução do prazo. O motivo a excepcionar o princípio da inalterabilidade deve ser pre-
visto em lei.
Cabe registrar, ainda, que o art. 222, § 1º, do CPC, também aplicável subsidiariamente ao 
direito processual do trabalho, permite a redução de prazos peremptórios apenas com a anu-
ência de todas as partes.
Obs.: � Por questão de bom senso, deve-se admitir a redução de um prazo lançado no siste-
ma do processo judicial eletrônico por equívoco, mesmo sem a anuência das partes. 
Basta imaginarmos que, por erro humano, tenha sido cadastrado no sistema um prazo 
dez vezes maior que o geralmente concedido naquela situação. Não haveria razão 
para interpretar que o CPC fossilizaria a atividade jurisdicional dessa maneira. É claro 
que, para tal redução, a parte atingida deve ser devidamente comunicada.
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DIREITO PROCESSUAL DO TRABALHO
Gustavo Deitos
2.1.4. Princípio da Peremptoriedade
Como regra geral, uma vez transcorrido (encerrado) o prazo para a prática de um ato pro-
cessual, a parte não mais poderá praticá-lo com os efeitos jurídicos previstos em lei, a menos 
que a própria lei admita a prática do ato em momento posterior em determinada circunstância.
EXEMPLO
Terminado o prazo para apresentação de contestação, quando esta não tenha sido oferecida 
em audiência, e tendo sido devidamente citado o réu, levar-se-á a efeito a revelia, mesmo que 
o réu protocole sua contestação no primeiro dia seguinte ao término do prazo.
2.1.5. Princípio da Preclusão
O conceito tradicional e basilar de preclusão pode ser extraído do art. 278 do CPC: “A nu-
lidade dos atos deve ser alegada na primeira oportunidade em que couber à parte falar nos 
autos, sob pena de preclusão”. Na CLT, tal norma encontra reprodução, embora em linguagem 
mais antiga, no art. 795, caput.
Uma faculdade processual da parte precluirá – isto é, será extinta – se ela não apresentar 
essa pretensão no tempo (prazo) que a lei apontar como seu limite. Passado esse tempo/
prazo, a faculdade processual da parte será acobertada pela preclusão, e, portanto, não mais 
poderá ser levantada no processo.
Exemplo clássico é o da prorrogação da competência territorial: se o réu não alegar a in-
competência do juízo em razão do lugar no prazo de 5 (cinco) dias a contar de sua notifica-
ção, nos termos do art. 800 da CLT, não mais a poderá alegar nos momentos processuais 
posteriores.
2.2. cLAssificAção Dos prAzos processuAis
É possível classificar os prazos processuais com base em cinco critérios diferenciadores3:
• 1) Quando à origem: os prazos processuais podem ser legais ou judiciais.
−	 1.1. Os legais são expressos em dispositivo de lei ou ato normativo;
−	 1.2. Os judiciais são os concedidos pelo juiz em decisão.
• 2) Quanto à alterabilidade: os prazos processuais podem ser dilatórios ou peremptórios.
−	 2.1. Os dilatórios são os que podem ser livremente dilatados/prorrogados pelo juiz, 
dependendo essa dilação unicamente do seu convencimento e de seu juízo de per-
tinência, ou negociados pelas partes (reduzidos ou aumentados) nos termos do art. 
190 do CPC;
3 MARINONI, ARENHART, MITIDIERO. Novo curso de processo civil: tutela dos direitos mediante procedimento comum, 
volume 2. 3. ed. rev. ampl. e atual. São Paulo: Revista dos Tribunais, 2017. p. 124-125.
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DIREITO PROCESSUAL DO TRABALHO
Gustavo Deitos
−	 2.2. Os peremptórios são os que somente podem ser estendidos diante do preen-
chimento de certos requisitos legais, como, por exemplo, a existência de força maior 
(Ex.: prazo recursal).
• 3) Quanto ao descumprimento: os prazos podem ser próprios ou impróprios.
−	 3.1. Os próprios são aqueles que, quando descumpridos, provocam o fenômeno da 
preclusão (perda de uma faculdade processual);
−	 3.2. Os impróprios são os que, mesmo descumpridos, não geram nenhuma conse-
quência processual, podendo a providência ser cumprida até mesmo fora do prazo.
• 4) Quanto à exclusividade: os prazos podem ser comuns ou particulares.
−	 4.1. Os prazos comuns são aqueles que correm, no mesmo espaço de tempo, para 
ambas as partes.
−	 4.2. Os prazos particulares são os que, num exato espaço de tempo, correm apenas 
para uma parte ou sujeito processual, e não para a outra parte ou para os outros su-
jeitos.
O PULO DO GATO
Quando os prazos particulares começarem primeiro para uma parte e, depois de findo o primei-
ro prazo, começarem para outra, estaremos diante dos chamados prazos sucessivos.
• 5) Quanto à atuação: os prazos processuais podem ser prazos de atuação ou prazos de 
espera.
−	 5.1. Os prazos de atuação são aqueles que, enquanto correr o prazo, exigem alguma 
atitude de uma parte ou sujeito processual.
−	 5.2. Os prazos de espera são os que, enquanto transcorrerem, nenhum ato processual 
poderá ser praticado.
EXEMPLO
As audiências trabalhistas, em regra geral, somente podem ser designadas para datas poste-
riores aos cinco dias subsequentes à notificação do réu – art. 841, caput, CLT.
2.3. Disposições DA cLt sobre prAzos processuAis
Art. 774 - Salvo disposição em contrário, os prazos previstos neste Título contam-se, conforme o 
caso, a partir da data em que for feita pessoalmente, ou recebida a notificação, daquela em que for 
publicado o edital no jornal oficial ou no que publicar o expediente da Justiça do Trabalho, ou, ainda, 
daquela em que for afixado o edital na sede da Junta, Juízo ou Tribunal.
Parágrafo único. Tratando-se de notificação postal, no caso de não ser encontrado o destinatário ou 
no de recusa de recebimento, o Correio ficará obrigado, sob pena de responsabilidade do servidor, a 
devolvê-la, no prazo de 48 (quarenta e oito) horas, ao Tribunal de origem.
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DIREITO PROCESSUAL DO TRABALHO
Gustavo Deitos
Para te libertar da árdua tarefa de decorar, resumo para você que os prazos processuais 
contam-se a partir da data da ciência da pessoa intimada.
Se a intimação for feita mediante Oficial de Justiça, a ciência só ocorrerá quando o Oficial 
entregar a intimação, pessoalmente, ao sujeito. Se a intimação for feita por via postal (Cor-
reios), a data da ciência, certamente, será a data do recebimento da intimação.
Os editais representam modo de obtenção de ciência ficta da pessoa intimada. Nesse 
caso, devemos interpretar a publicação do edital como ciência, respeitando-se prazo de 20 a 
60 dias (art. 257, III, CPC), contados da publicação, para que a ciência seja presumida como 
certa/inequívoca.
Art. 775. Os prazos estabelecidos neste Título serão contados em dias úteis, com exclusão do dia 
do começo e inclusão do dia do vencimento.
Eis aqui uma das modificações mais impactantes da Reforma Trabalhista, cobrada em quase 
todas as provas posteriores à entrada em vigor da alteração legislativa!
Antes da Reforma, os prazos no processo do trabalho eram contados de maneira contínua, 
como no CPC de 1973, já revogado.
Agora, os prazos processuais trabalhistas contam-se somente em DIAS ÚTEIS!
Assim como no processo civil, os prazos serão contados com exclusão do dia do começo 
e inclusão do dia do vencimento. Basicamente, o “dia do começo” é o famoso “dia do susto”, 
que é o dia em que a parte recebe a intimação para praticar determinado ato em certo prazo.
EXEMPLO
José da Silva, reclamante, recebe intimação por via postal, em 06/04, para manifestar-se sobre 
o laudo pericial produzido pelo perito em seu processo, no prazo de 5 dias. O dia 06/04 é o 
dia do começo, pois foi neste dia em que José da Silva recebeu o famoso “susto”, isto é, a inti-
mação. Logo, o dia do começo será excluído da contagem. Se o dia seguinte (07/04) não for 
feriado, a contagem do prazo se iniciará efetivamente neste dia (07/04).
§ 1º Os prazos podem ser prorrogados, pelo tempo estritamente necessário, nas seguintes 
hipóteses:
I – quando o juízo entender necessário;
II – em virtude de força maior, devidamente comprovada.
Este artigo traz um rol de hipóteses em que os prazos processuais podem ser prorrogados. 
Em razão do Princípio da Celeridade, a prorrogação deve observar o tempo que, de fato, bastar 
para o atingimento da finalidade pretendida. Não é legítima a concessão de prazos grandes 
sem necessidade, ou de prazos pequeníssimos e insuficientes.
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Atos, Termos e Prazos, Custas e Comunicação dos Atos Processuais
DIREITO PROCESSUAL DO TRABALHO
Gustavo Deitos
A primeira hipótese resume-se na discricionariedade do juiz. O juiz pode entender neces-
sário prorrogar um prazo por seu próprio entendimento (de ofício) ou, ainda, se concordar com 
requerimento da parte interessada.
Logo, se a parte requerer a prorrogação de prazo por motivo justo e o juiz concordar com 
tal motivo, o prazo poderá ser prorrogado.
A segunda hipótese diz respeito a eventos surpreendentes e/ou catastróficos: desastres 
naturais, escassez de serviços essenciais relacionados ao processo etc. Nessas situações, o 
juiz pode prorrogar os prazos processuais pelo tempo que for necessário para que nenhum 
interessado seja prejudicado pelo evento de força maior.
§ 2º Ao juízo incumbe dilatar os prazos processuais e alterar a ordem de produção dos meios de 
prova, adequando-os às necessidades do conflito de modo a conferir maior efetividade à tutela do 
direito.
Se, em determinada situação fática, o juiz entender que o prazo conferido por lei a alguma 
das partes é exíguo diante de sua condição, ele poderá dilatar esse prazo, por entender justo.
EXEMPLO
Fábio, reclamante sem advogado e de baixa instrução, tem o prazo de 5 dias para manifestar-
-se sobre o laudo pericial produzido no processo, eis que sua reclamação tramita sob o rito 
sumaríssimo. Como Fábio não possui advogado e não é muito instruído intelectualmente, ele 
pode ter maior dificuldade para elaborar, textualmente, sua tese a respeito do laudo.
Portanto, o juiz, com a finalidade de dar maior efetividade à tutela do direito do reclamante, 
pode dar a Fábio um prazo maior, como de 10 ou 15 dias, para manifestar-se sobre o laudo.
O mesmo raciocínio é empregado na alteração da ordem da produção das provas 
no processo.
Se você já estudou pela aula sobre os Dissídios Individuais, já sabe da regra de que, no pro-
cedimento sumaríssimo, a audiência pode ser interrompida para produção de prova pericial, 
continuando em outrodia, se ela for legalmente imposta ou se a prova do fato exigi-la.
Nesta situação, o juiz, pretendendo evitar interrupções e cisões de audiências, pode deter-
minar, por exemplo, que a prova pericial seja produzida logo após o recebimento da reclama-
ção trabalhista. Isto, na prática, pode facilitar os acordos, pelo fato de as partes terem visão 
mais realista dos riscos do processo (a conclusão do laudo pericial dá grande noção dos ris-
cos do processo às partes).
Essa alteração na ordem dos meios de prova a serem utilizados deve-se à finalidade de 
conferir maior efetividade à tutela do direito envolvido (evitando-se adiamentos/interrupções) 
e ao propósito de adequar a ordem dos atos processuais às necessidades do conflito (ciência 
dos riscos do processo).
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DIREITO PROCESSUAL DO TRABALHO
Gustavo Deitos
Art. 775-A. Suspende-se o curso do prazo processual nos dias compreendidos entre 20 de dezem-
bro e 20 de janeiro, inclusive.
§ 1º Ressalvadas as férias individuais e os feriados instituídos por lei, os juízes, os membros do Mi-
nistério Público, da Defensoria Pública e da Advocacia Pública e os auxiliares da Justiça exercerão 
suas atribuições durante o período previsto no caput deste artigo.
§ 2º Durante a suspensão do prazo, não se realizarão audiências nem sessões de julgamento.
Este artigo é muito recente: foi incluído pela Lei n. 13.545/2017, que é posterior à Reforma 
(não é fruto da Reforma).
Basicamente, este art. 775-A criou nova hipótese legal de suspensão dos prazos processu-
ais, que ocorre independentemente de qualquer manifestação no processo, seja do juiz, seja 
das partes.
O PULO DO GATO
De 20/12 a 20/01, nenhum prazo processual correrá. Eles continuarão onde pararam. Se, em 
19/12, o prazo já estava em seu terceiro dia de contagem, o quarto dia de contagem será em 
21/01, se esta data representar dia útil (se não for dia útil, o quarto dia será o primeiro dia útil 
subsequente).
Não confunda este período de suspensão processual (20/12 a 20/01) com o período de Re-
cesso Forense, que é algo diferente (unidades judiciárias e tribunais não funcionam durante 
o recesso).
Há, inclusive, notícias em sites considerados confiáveis da internet que apontam o período do 
art. 775-A erroneamente como de recesso.
No recesso forense (20/12 a 06/01), não há expediente, e todos os prazos, audiências e 
sessões encontram-se suspensos.
No período de 07/01 a 20/01, há expediente, mas, mesmo assim, todos os prazos, audiên-
cias e sessões encontram-se suspensos.
Suspensão Processual: 20/12 a 20/01 (art. 775-A da CLT)
X
Recesso Forense: 20/12 a 06/01 (art. 62 da Lei n. 5.010/66)
Art. 776 - O vencimento dos prazos será certificado nos processos pelos escrivães ou secretários.
Nos tempos de processo físico, o término de cada prazo deveria ser anotado pelo servidor 
em simples nota do processo. Atualmente, no sistema do PJ-e, o vencimento dos prazos é cer-
tificado automaticamente pelo sistema.
Portanto, hoje, a atribuição do servidor resume-se a cadastrar o prazo correto para que o 
sistema, corretamente, aponte o dia do vencimento do prazo.
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Atos, Termos e Prazos, Custas e Comunicação dos Atos Processuais
DIREITO PROCESSUAL DO TRABALHO
Gustavo Deitos
2.4. contAgem De prAzos no processo eLetrônico (pJ-e)
Hoje em dia, com o processo judicial eletrônico, a maior parte das intimações realizadas nos pro-
cessos ocorre por meio eletrônico. Nesses casos, a regra pertinente à identificação do dia do come-
ço do prazo e do primeiro dia de sua contagem sofre algumas modificações muito importantes. Veja:
As modificações à regra são estabelecidas nos §§ 2º e 3º do art. 224 do CPC, que reproduz 
com linguagem mais técnica as regras criadas pela Lei n. 11.419/2006 (Lei da Informatização 
do Processo Judicial). Tais dispositivos dizem:
§ 2º Considera-se como data de publicação o primeiro dia útil seguinte ao da disponibilização da 
informação no Diário da Justiça eletrônico.
§ 3º A contagem do prazo terá início no primeiro dia útil que seguir ao da publicação.
Vamos aprender esta regra diretamente com um exemplo:
EXEMPLO
Ato a ser praticado pela parte: manifestação sobre o laudo pericial
05/09 (segunda-feira): Intimação é disponibilizada no Diário Eletrônico da Justiça do Trabalho (DEJT)
06/09 (terça-feira): Por ser o primeiro dia útil seguinte à data da disponibilização, este é o DIA 
DA PUBLICAÇÃO.
07/09 (quarta-feira, feriado)
08/09 (quinta-feira): PRIMEIRO DIA DA CONTAGEM, pois é o primeiro dia útil seguinte ao da 
publicação.
No título “Comunicação dos Atos Processuais” (n. 4), estudaremos como funciona a con-
tagem de prazos específica da forma eletrônica, quando a comunicação do ato processual 
ocorre por meio de portal eletrônico a quem se cadastrar perante os órgãos do Poder Judiciá-
rio (regra dos dez dias para consulta).
2.5. prAzos DiferenciADos (priviLegiADos) pArA DeterminADos 
LitigAntes
Alguns sujeitos específicos possuem prazos maiores, por determinação legal, para praticar 
atos processuais e interpor recursos.
Veja o que dispõem os incisos II e III do art. 1º do Decreto-lei n. 779/1969:
Art. 1º Nos processos perante a Justiça do Trabalho, constituem privilégio da União, dos Estados, 
do Distrito Federal, dos Municípios e das autarquias ou fundações de direito público federais, esta-
duais ou municipais que não explorem atividade econômica:
(...)
II – o quádruplo do prazo fixado no artigo 841, “in fine”, da Consolidação das Leis do Trabalho;
III – o prazo em dobro para recurso; (...)
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Atos, Termos e Prazos, Custas e Comunicação dos Atos Processuais
DIREITO PROCESSUAL DO TRABALHO
Gustavo Deitos
O art. 841 da CLT trata do quinquídio legal, que deve ser observado entre a notificação do 
reclamado e a data da primeira audiência. Este prazo de 5 dias é considerado como mínimo 
para elaboração da defesa.
Portanto, como a União, os Estados, o DF, os Municípios e respectivas autarquias e funda-
ções públicas possuem o privilégio de ter tal prazo em quádruplo, conclui-se: entre a data da 
efetiva notificação desses sujeitos e a primeira audiência deve haver intervalo mínimo de 20 
(vinte) dias.
Para ilustrar:
Ademais, esses mesmos sujeitos possuem direito ao dobro do prazo para qualquer recur-
so. O Recurso Ordinário, por exemplo, deve ser interposto em 8 dias. Tais sujeitos têm direito 
ao prazo de 16 dias, portanto. O mesmo raciocínio vale para os embargos de declaração, por 
exemplo, que são interpostos em 5 dias (tais sujeitos possuem direito ao prazo de 10 dias).
Além desse privilégio, há outro a ser destacado: os artigos 180 e 186 asseguram ao Minis-
tério Público e à Defensoria Pública prazos dobrados para toda e qualquer manifestação no 
processo: contestar, recorrer, manifestações em geral, esclarecimentos etc.
Sinteticamente:
DICA
União, Estados, DF, Municípios e autarquias e fundaçõespú-
blicas:
DOBRO PARA RECORRER
QUÁDRUPLO PARA DEFESA
Ministério Público (MPT) e Defensoria Pública (DPU):
DOBRO PARA TUDO
Esses privilégios NÃO se aplicam a empresas públicas e socie-
dades de economia mista. Neste sentido é a Súmula 170 do TST:
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Atos, Termos e Prazos, Custas e Comunicação dos Atos Processuais
DIREITO PROCESSUAL DO TRABALHO
Gustavo Deitos
JURISPRUDÊNCIA
Os privilégios e isenções no foro da Justiça do Trabalho não abrangem as sociedades de 
economia mista, ainda que gozassem desses benefícios anteriormente ao Decreto-Lei n. 
779, de 21.08.1969.
Embora a súmula cite somente as sociedades de economia mista, este entendimento é 
aplicável a qualquer empresa estatal comum, com exceção da regra abaixo.
A Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT), empresa pública, com personalidade 
jurídica de direito privado, é reconhecida como entidade que exerce atividade típica e exclu-
siva de Estado (serviço postal). Portanto, ela recebe por extensão os privilégios processuais 
destinados à Fazenda Pública, como os prazos diferenciados estudados acima e a isenção de 
custas processuais.
Veja o que dispõe o art. 12 do Decreto-Lei n. 509/1969:
A ECT gozará de isenção de direitos de importação de materiais e equipamentos destinados aos 
seus serviços, dos privilégios concedidos à Fazenda Pública, quer em relação a imunidade tributária, 
direta ou indireta, impenhorabilidade de seus bens, rendas e serviços, quer no concernente a foro, 
prazos e custas processuais.
De acordo com o entendimento do TST, é inaplicável a regra do CPC que garante prazo em 
dobro para litisconsortes com procuradores diferentes em processos físicos, por ofensa ao 
princípio da celeridade. Veja o que enuncia a Orientação Jurisprudencial (OJ) n. 310 da Sub-
seção Especializada em Dissídios Individuais n. 01 do TST:
JURISPRUDÊNCIA
OJ 310 da SDI-1 do TST
Inaplicável ao processo do trabalho a norma contida no art. 229, caput e §§ 1º e 2º, do CPC 
de 2015 (art. 191 do CPC de 1973), em razão de incompatibilidade com a celeridade que lhe 
é inerente.
No CPC de 2015, os litisconsortes com procuradores diferentes só possuem prazos dobra-
dos quando o processo tramitar em meio físico. Em processos eletrônicos, independentemente 
do número de procuradores constituídos por cada litisconsorte, os prazos serão sempre conta-
dos de forma simples. No processo do trabalho, não importa se o processo tramita de forma 
física ou eletrônica: litisconsortes com procuradores diferentes não têm prazos dobrados.
2.6. súmuLAs e oJs Do tst sobre prAzos processuAis
No tema de Prazos Processuais, são importantíssimas as regras fixadas em Súmulas e 
OJs do TST, em razão da alta relevância prática que elas possuem, o que faz, naturalmente, 
com que as bancas explorem essas regras com enorme frequência.
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DIREITO PROCESSUAL DO TRABALHO
Gustavo Deitos
JURISPRUDÊNCIA
Súmula 1 do TST
Quando a intimação tiver lugar na sexta-feira, ou a publicação com efeito de intimação for 
feita nesse dia, o prazo judicial será contado da segunda-feira imediata, inclusive, salvo 
se não houver expediente, caso em que fluirá no dia útil que se seguir.
Esta súmula, no fundo, apenas exemplifica um caso de contagem de prazos processuais. 
Como já estudamos, o dia da ciência do ato que deva ser praticado (dia da efetiva intimação, o 
“dia do susto”) é o dia do começo do prazo.
Tendo em vista que o dia do começo do prazo é excluído, a contagem deve ser iniciada no 
primeiro dia útil subsequente, correto?
Veja: se o dia da ciência (dia do começo) for uma sexta-feira, o primeiro dia útil seguinte, 
no qual a contagem será iniciada, é a segunda-feira.
Caso esta segunda-feira seja um feriado, ou nela não haja expediente no órgão da Justiça 
do Trabalho, a contagem será iniciada no primeiro dia útil subsequente.
EXEMPLO
Dia da efetiva intimação (ciência): 09 de outubro (sexta-feira)
10 de outubro: sábado
11 de outubro: domingo
12 de outubro: segunda-feira, mas é feriado nacional (feriado religioso de Nossa Sra. Aparecida)
13 de outubro: terça-feira: PRIMEIRO DIA DA CONTAGEM
JURISPRUDÊNCIA
Súmula 262 do TST:
I – Intimada ou notificada a parte no sábado, o início do prazo se dará no primeiro dia útil 
imediato e a contagem, no subsequente.
II – O recesso forense e as férias coletivas dos Ministros do Tribunal Superior do Trabalho 
suspendem os prazos recursais.
O PULO DO GATO
Esta súmula traz um contexto em que a data da ciência efetiva NÃO SERÁ o dia do começo do 
prazo, como nos demais casos.
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DIREITO PROCESSUAL DO TRABALHO
Gustavo Deitos
Imagine uma situação em que o oficial de justiça cumpre mandado de intimação no sába-
do, ou o carteiro entrega a notificação num sábado.
Nessa situação, o dia do começo do prazo não será o sábado (data da ciência), mas, sim, 
o primeiro dia útil seguinte. Como o dia do começo do prazo é excluído da contagem, a conta-
gem somente ocorrerá no outro dia útil.
EXEMPLO
Dia da efetiva intimação (ciência): 02 de junho (sábado)
03 de junho: domingo
04 de junho: segunda-feira (DIA DO COMEÇO DO PRAZO, excluído da contagem)
05 de junho: terça-feira (PRIMEIRO DIA DA CONTAGEM)
Como já vimos, o recesso forense ocorre de 20/12 a 06/01. Nesse período, os prazos pro-
cessuais estarão todos suspensos, isto é, ficarão parados onde estiverem.
Esta parte da súmula (recesso forense) tornou-se de nenhuma utilidade prática a partir 
da inclusão do art. 775-A à CLT, que criou causa legal de suspensão dos prazos processuais 
(20/12 a 20/01). Reitero: esse tempo de 30 dias contínuos de suspensão dos prazos não se 
confunde com o recesso forense, que perdura de 20/12 a 06/01.
Outra causa de suspensão dos prazos processuais: Férias Coletivas dos Ministros do TST. 
Sempre que houver essas férias, os prazos recursais serão suspensos.
As férias coletivas dos Ministros do TST (e somente destes) suspendem apenas os prazos 
relativos a recurso (recursais). Os demais prazos fluem normalmente.
Tome cuidado: as bancas já tentaram confundir os candidatos dizendo que as férias coletivas 
dos Desembargadores do TRT produziriam o mesmo efeito (suspensão de prazos recursais), 
o que é falso.
JURISPRUDÊNCIA
Súmula 385 do TST
I – Incumbe à parte o ônus de provar, quando da interposição do recurso, a existência de 
feriado local que autorize a prorrogação do prazo recursal (art. 1.003, § 6º, do CPC de 
2015). No caso de o recorrente alegar a existência de feriado local e não o comprovar no 
momento da interposição do recurso, cumpre ao relator conceder o prazo de 5 (cinco) 
dias para que seja sanado o vício (art. 932, parágrafo único, do CPC de 2015), sob pena 
de não conhecimento se da comprovação depender a tempestividade recursal;
II – Na hipótese de feriado forense, incumbirá à autoridade que proferir a decisão de 
admissibilidadecertificar o expediente nos autos;
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Atos, Termos e Prazos, Custas e Comunicação dos Atos Processuais
DIREITO PROCESSUAL DO TRABALHO
Gustavo Deitos
III – Admite-se a reconsideração da análise da tempestividade do recurso, mediante 
prova documental superveniente, em agravo de instrumento, agravo interno, agravo regi-
mental, ou embargos de declaração, desde que, em momento anterior, não tenha havido 
a concessão de prazo para a comprovação da ausência de expediente forense.
Desde já, é importantíssimo você aprender as seguintes regras:
Feriados locais são os municipais e estaduais. Imagine que uma parte quer interpor recur-
so ordinário, e o faz no último dia do prazo. No meio desse prazo, houve um feriado municipal 
(Dia do Município), e a Vara do Trabalho não teve expediente.
Portanto, como é na Vara do Trabalho onde o recurso ordinário deve ser interposto (para 
remessa ao TRT), o prazo ficará suspenso durante o referido feriado local.
O relator do TRT, ao efetuar o segundo juízo de admissibilidade do recurso, pode não sa-
ber da existência do referido feriado municipal e inadmitir o recurso com base nisso. Por-
tanto, a parte tem o dever de, no prazo do recurso, atestar, expressamente, a existência do 
feriado local.
Se a parte não tiver feito esse destaque no recurso, o relator dará a ela o prazo de 5 dias 
para comprovar a existência de feriado local, sob pena de o recurso ser inadmitido, se o feriado 
local for determinante para a tempestividade do recurso (recurso só estaria dentro do prazo 
se o feriado local fosse reconhecido).
O feriado forense, que é aquele determinado por lei federal ou pelo regimento interno do tri-
bunal, deve ser atestado de ofício pela autoridade responsável pela admissibilidade do recurso 
(juiz ou relator).
Se tal autoridade não certificar o feriado forense, a parte prejudicada poderá interpor/opor 
os seguintes recursos, a depender do caso:
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Atos, Termos e Prazos, Custas e Comunicação dos Atos Processuais
DIREITO PROCESSUAL DO TRABALHO
Gustavo Deitos
• Agravo de Instrumento: se for contexto de Recurso Ordinário inadmitido pelo juiz de 
primeiro grau ou de Recurso de Revista inadmitido pelo Presidente do TRT, por exemplo.
• Agravo Interno: se for contexto de o relator, no TRT, inadmitir Recurso Ordinário ou o 
relator, no TST, inadmitir Recurso de Revista.
• Agravo Regimental: quando a inadmissão do recurso ocorrer em hipótese para a qual o 
Regimento Interno assegure agravo regimental.
• Embargos de Declaração: quando a inadmissão do recurso decorrer de omissão, con-
tradição, obscuridade ou manifesto equívoco na análise dos pressupostos extrínsecos 
do recurso.
Obs.: � Estudaremos melhor o cabimento desses recursos nas aulas sobre os Recursos 
Trabalhistas.
Nesses recursos, a comprovação do feriado forense deverá ocorrer mediante prova docu-
mental (anexo de lei, regimento ou outro ato normativo).
Mesmo que o juiz/relator não ateste o feriado forense, a parte prejudicada não poderá pleitear 
o reconhecimento desse feriado se, antes disso, ela teve prazo expresso para demonstrar a 
ausência de expediente do órgão judiciário em determinada data.
Se a parte perdeu prazo dado para demonstrar a ausência de expediente forense em determi-
nado dia, mesmo que nesse dia realmente não tenha havido expediente, o recurso ficará preju-
dicado, se sua tempestividade depender de tal comprovação.
JURISPRUDÊNCIA
OJ 310 da SDI-I do TST:
Inaplicável ao processo do trabalho a norma contida no art. 229, caput e §§ 1º e 2º, do 
CPC de 2015 (art. 191 do CPC de 1973), em razão de incompatibilidade com a celeridade 
que lhe é inerente.
A norma do CPC que esta OJ considera inaplicável é aquela que assegura aos litiscon-
sortes com advogados diferentes prazo em dobro para todas as manifestações no processo, 
quando tramitar em autos físicos.
Essa OJ veio para esclarecer que, no processo do trabalho, essa dobra é inaplicável, por ser 
incompatível com o Princípio da Celeridade.
JURISPRUDÊNCIA
Súmula 387 do TST
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Atos, Termos e Prazos, Custas e Comunicação dos Atos Processuais
DIREITO PROCESSUAL DO TRABALHO
Gustavo Deitos
I – A Lei n. 9.800, de 26.05.1999, é aplicável somente a recursos interpostos após o início 
de sua vigência.
II – A contagem do quinquídio para apresentação dos originais de recurso interposto por 
intermédio de fac-símile começa a fluir do dia subsequente ao término do prazo recursal, 
nos termos do art. 2º da Lei n. 9.800, de 26.05.1999, e não do dia seguinte à interposição 
do recurso, se esta se deu antes do termo final do prazo.
III – Não se tratando a juntada dos originais de ato que dependa de notificação, pois a 
parte, ao interpor o recurso, já tem ciência de seu ônus processual, não se aplica a regra 
do art. 224 do CPC de 2015 (art. 184 do CPC de 1973) quanto ao “dies a quo”, podendo 
coincidir com sábado, domingo ou feriado.
IV – A autorização para utilização do fac-símile, constante do art. 1º da Lei n.º 9.800, de 
26.05.1999, somente alcança as hipóteses em que o documento é dirigido diretamente 
ao órgão jurisdicional, não se aplicando à transmissão ocorrida entre particulares.
A Lei n. 9.800/99 dispõe sobre a utilização de sistema de transmissão de dados para a 
prática de atos processuais pelas partes (tipo fac-símile).
Esta lei confere às partes o prazo de 5 dias para apresentar ao órgão jurisdicional os docu-
mentos originais correspondentes às cópias enviadas de tipo fac-símile.
A súmula quer dizer que esse prazo de 5 dias só começa a ser contado após o término do 
prazo do recurso, mesmo que o recurso tenha sido interposto antes desse término.
Ademais, o primeiro dia (dies a quo) desse prazo de 5 dias pode, sim, ser contado em sá-
bado, domingo ou feriado. Somente o dia final desse prazo (último dia) é que deve coincidir 
com dia útil.
3. custAs e emoLumentos (DespesAs processuAis)
Obs.: � Em aula específica e própria de nosso curso, estudamos como funcionam os honorá-
rios advocatícios de sucumbência na Justiça do Trabalho após a entrada em vigor da 
Reforma Trabalhista, e após o controle de constitucionalidade concentrado exercido 
pelo STF sobre alguns dispositivos. Portanto, embora o tema “honorários advocatí-
cios” pertença ao gênero “Despesas Processuais”, remeto você à referida aula para 
que tenha o aprofundamento necessário sobre tal tópico.
 � Por sua vez, o tema dos honorários periciais, que também se insere no gênero “Despe-
sas Processuais”, será abordado na aula sobre Provas no Processo do Trabalho.
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Atos, Termos e Prazos, Custase Comunicação dos Atos Processuais
DIREITO PROCESSUAL DO TRABALHO
Gustavo Deitos
Nesta aula, abordarei o conjunto de regras relativas às custas e emolumentos processuais. 
De modo a tornar seu estudo mais sistematizado, apresentarei comentários individualizados a 
cada artigo pertinente ao tema ora em enfoque.
Art. 789. Nos dissídios individuais e nos dissídios coletivos do trabalho, nas ações e procedimen-
tos de competência da Justiça do Trabalho, bem como nas demandas propostas perante a Justiça 
Estadual, no exercício da jurisdição trabalhista, as custas relativas ao processo de conhecimento 
incidirão à base de 2% (dois por cento), observado o mínimo de R$ 10,64 (dez reais e sessenta e 
quatro centavos) e o máximo de quatro vezes o limite máximo dos benefícios do Regime Geral de 
Previdência Social, e serão calculadas:
O percentual a ser pago a título de custas processuais será de 2% em todo e qualquer 
procedimento de competência da Justiça do Trabalho: seja reclamação trabalhista sob o rito 
ordinário ou sumaríssimo, ação de consignação em pagamento, ação monitória, ação anu-
latória etc.
Nunca haverá condenação a pagamento de custas em valor inferior a R$ 10,64. Se o valor 
da causa for de R$ 100,00 e as custas forem calculadas sobre este valor, elas terão o valor de 
R$ 10,64, apesar de o percentual e 2% sobre R$ 100,00 resultar valor inferior (R$ 2,00).
A Reforma Trabalhista criou um limite máximo para as custas processuais, o qual até então 
não existia. Tal limite é o quádruplo do teto dos benefícios do RGPS. O atual limite máximo dos 
benefícios do RGPS é fixado anualmente por Portaria Ministerial do Poder Executivo Federal.
Sendo assim, uma causa com valor de dois bilhões de reais, por exemplo, não poderia re-
sultar valor de custas maior que o resultante da operação aritmética mencionada.
Os incisos deste artigo apontam para as bases de cálculo das custas processuais. Tais 
bases dependerão do resultado do processo. Veja:
I – quando houver acordo ou condenação, sobre o respectivo valor;
II – quando houver extinção do processo, sem julgamento do mérito, ou julgado totalmente impro-
cedente o pedido, sobre o valor da causa;
III – no caso de procedência do pedido formulado em ação declaratória e em ação constitutiva, 
sobre o valor da causa;
IV – quando o valor for indeterminado, sobre o que o juiz fixar.
Para ajudar, apresento os seguintes exemplos:
EXEMPLO
1) João ajuíza reclamação trabalhista contra a empresa ABC S.A., dando à causa o valor de R$ 
50.000,00. Na audiência inicial, João e ABC celebram acordo de R$ 10.000,00 para pôr fim ao 
processo e dar quitação integral do extinto contrato de trabalho. Neste caso, as custas proces-
suais serão de R$ 200,00 (2% sobre o valor do acordo).
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Atos, Termos e Prazos, Custas e Comunicação dos Atos Processuais
DIREITO PROCESSUAL DO TRABALHO
Gustavo Deitos
2) Andreia ajuíza reclamação trabalhista contra a empresa Um Mais Dois Ltda., dando à causa 
o valor de R$ 100.000,00. Na sentença, o juiz dá parcial procedência aos pedidos e impõe à 
condenação o valor de R$ 30.000,00. Neste caso, as custas processuais serão de R$ 600,00 
(2% sobre o valor da condenação).
3) Paulo ajuíza ação declaratória de existência de vínculo empregatício em face de Yuri, empre-
gador rural, dando à causa o valor de R$ 5.000,00. O empregador concordou com a pretensão 
de Paulo, e a sentença deu procedência ao pedido, declarando a existência do vínculo empre-
gatício. Neste caso, as custas processuais serão de R$ 100,00 (2% sobre o valor da causa).
4) Cristiane ajuíza ação rescisória para desconstituir sentença proferida em processo no qual 
atuou como parte, dando à causa o valor de R$ 200.000,00. A ação rescisória é julgada proce-
dente, e a sentença é desconstituída. Neste caso, as custas processuais serão de R$ 4.000,00 
(2% sobre o valor da causa).
5) Willian ajuíza reclamação trabalhista postulando várias verbas rescisórias contra seu ex-em-
pregador, Juninho ME, dando à causa o valor de R$ 15.000,00. A reclamação é julgada total-
mente improcedente. Neste caso, as custas processuais serão de R$ 300,00 (2% sobre o valor 
da causa).
6) Maria ajuíza reclamação trabalhista postulando verbas rescisórias contra Cláudia, sua 
ex-empregadora doméstica, dando à causa o valor de R$ 80.000,00. Como Maria não atribuiu 
valores às pretensões de natureza pecuniária (valoração dos pedidos – art. 840, § 1º), a recla-
mação foi extinta sem resolução do mérito. Neste caso, as custas processuais serão de R$ 
1.600,00 (2% sobre o valor da causa).
7) Álvaro ajuíza reclamação trabalhista contra Pedrão Construções postulando várias verbas 
rescisórias, mas esquece de atribuir valor à causa. Além disso, Álvaro deixou de cumprir vários 
requisitos: indicar o endereço do reclamado, indicar o valor dos pedidos de natureza pecuniá-
ria, narrou os fatos de maneira totalmente incoerente e endereçou a petição à Vara Criminal. 
Neste caso, o valor das custas processuais dependerá de qual será o valor que o juiz, discricio-
nariamente, atribuirá a tal ação. Se ele, por exemplo, atribuir o valor de R$ 1.000,00 a tal causa, 
as custas processuais serão de R$ 20,00 (2% sobre o valor atribuído pelo juiz).
§ 1º As custas serão pagas pelo vencido, após o trânsito em julgado da decisão. No caso de recur-
so, as custas serão pagas e comprovado o recolhimento dentro do prazo recursal.
Afinal de contas, quem é o vencido?
O reclamante será vencido se não ganhar nenhum de seus pedidos. Logo, o reclamado será 
vencido se perder algum pedido, mesmo que em menor parte. Portanto, a parcial procedência 
torna o reclamado vencido e responsável pelo pagamento das custas processuais.
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Atos, Termos e Prazos, Custas e Comunicação dos Atos Processuais
DIREITO PROCESSUAL DO TRABALHO
Gustavo Deitos
O pagamento das custas processuais é exigido da parte que pretende recorrer. Na aula 
sobre o sistema recursal, falarei que este é um Pressuposto Extrínseco de admissibilidade dos 
recursos. Se a parte não pagar as custas processuais dentro do prazo recursal, o recurso será 
considerado deserto, e, logo, inadmitido.
Esse dever não existirá se o vencido for beneficiário da justiça gratuita, caso em que o re-
curso poderá ser interposto sem pagamento das custas processuais fixadas pelo juiz, segundo 
os critérios acima estudados.
Se ninguém recorrer, a ação transitará em julgado, correto? Após o trânsito em julgado, as 
custas deverão ser pagas. Se não forem pagas, elas serão cobradas juntamente com a execu-
ção daquilo que houver de ser pago à parte contrária.
§ 2º Não sendo líquida a condenação, o juízo arbitrar-lhe-á o valor e fixará o montante das custas 
processuais.
Na maioria das vezes, a condenação vinda da sentença não fixará o valor líquido e exato 
das verbas devidas pelo reclamado. Nesse caso, o juiz arbitra um valor à condenação, sob cri-
tério de estimativa e aproximação. É o famoso “mais ou menos esse valor”.
Se o juiz verificar que o reclamante ganhou horas extras, adicional de insalubridade e refle-
xos, mesmo que ele não consiga dizer o valor exato devido pelo reclamado, ele deve arbitrar 
certo valor como “valor da condenação”. Nesse caso, ele pode arbitrar à condenação o valor de 
R$ 10.000,00 entendendo que o valor exato não se distancia muito

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