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DIREITO PROCESSUAL DO 
TRABALHO
Liquidação e Execução 
Trabalhista – Parte I
Livro Eletrônico
Presidente: Gabriel Granjeiro
Vice-Presidente: Rodrigo Calado
Diretor Pedagógico: Erico Teixeira
Diretora de Produção Educacional: Vivian Higashi
Gerente de Produção Digital: Bárbara Guerra
Coordenadora Pedagógica: Élica Lopes
Todo o material desta apostila (incluídos textos e imagens) está protegido por direitos autorais 
do Gran. Será proibida toda forma de plágio, cópia, reprodução ou qualquer outra forma de 
uso, não autorizada expressamente, seja ela onerosa ou não, sujeitando-se o transgressor às 
penalidades previstas civil e criminalmente.
CÓDIGO:
250523134074
GUSTAVO DEITOS
Professor de cursos preparatórios para concursos públicos. Analista Judiciário do 
Tribunal Superior do Trabalho (Gabinete de Ministro). 
Outras convocações: Técnico Judiciário do TRT-SC (7° lugar) e Analista Judiciário do 
TRF da 3ª Região. Aprovado em 8° lugar para Analista Judiciário do TRT-MS.
 
O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para ADRIANO PRUDENTE DE OLIVEIRA - 14882695642, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,
a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.
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Liquidação e Execução Trabalhista – Parte I 
Gustavo Deitos
SUMÁRIO
Apresentação . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 4
Liquidação e Execução Trabalhista – Parte I . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 6
1. Liquidação de Sentença . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 6
2. Fase de Execução . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 15
2.1. Teoria Geral da Execução . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 15
2.2. Regras Gerais da CLT . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 21
3. Embargos à Execução e Impugnação à Sentença de Liquidação . . . . . . . . . . . . . 35
4. Carta de Sentença . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 43
Questões de concurso . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 45
Gabarito . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 64
Gabarito comentado . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 65
 
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Liquidação e Execução Trabalhista – Parte I 
Gustavo Deitos
aPrEsENTaÇÃoaPrEsENTaÇÃo
Olá, querido(a) aluno(a) do Gran Cursos Online! Espero encontrá-lo(a) muito bem! Neste 
curso, apresento-lhe várias aulas autossuficientes de Direito Processual do Trabalho, 
com o objetivo de lhe disponibilizar, de forma prática e completa, o substrato de conteúdo 
necessário para ter o melhor desempenho possível na prova.
Esta aula, assim como as demais aulas em PDF, foi elaborada de modo que você possa 
tê-la como fonte autossuficiente de estudo, isto é, como um material de estudo completo 
e capaz de possibilitar um aprendizado tão integral quanto outros meios de estudo.
A preferência por aulas em PDF e/ou vídeos pertence a cada aluno, que, individualmente, 
avalia suas facilidades e necessidades, a fim de encontrar seus meios de estudo ideais. 
Dessa forma, o(a) aluno(a) pode optar pelo estudo com aulas em PDF e vídeos, ou somente 
com um ou outro meio.
Aqueles que preferem estudar somente com materiais em PDF terão o privilégio de 
contar com as aulas em PDF autossuficientes do nosso curso, a exemplo desta aula. De 
qualquer forma, nada impede que as aulas em PDF sejam utilizadas como fonte de estudos 
de forma aliada com as aulas em vídeo do Gran Cursos Online. Tudo depende, unicamente, 
da preferência de cada aluno.
Nesta aula, estudaremos especialmente os seguintes tópicos de Direito Processual 
do Trabalho:
• Execução Trabalhista (primeira parte): Execução provisória e execução definitiva, carta 
de sentença, execução de títulos judiciais e extrajudiciais, mandado de citação, penhora, 
garantia do juízo, embargos à execução, execução das contribuições previdenciárias;
• Liquidação de sentença e impugnação à sentença de liquidação.
 Obs.: Nesta aula, além da liquidação de sentença, iniciarei a abordagem da execução 
trabalhista. Por se tratar de um tema robusto em termos de conteúdo, apresentarei 
a matéria da execução trabalhista em duas partes: a primeira será nesta aula, 
juntamente com o tema da liquidação; a segunda parte, em outra aula do nosso 
curso.
Nesta aula, abordarei alguns tópicos específicos relativos à liquidação e à execução. 
Na próxima aula, abordarei os demais tópicos pertinentes à execução e as Súmulas e 
orientações jurisprudenciais do Tribunal Superior do Trabalho aplicáveis à execução 
e à liquidação.
A aula é acompanhada de exercícios selecionados e reunidos de modo a abranger todos os 
pontos importantes, a fim de que seu conhecimento seja ainda mais solidificado. O número 
de exercícios é determinado de acordo com dois parâmetros: complexidade do conteúdo 
 
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e número de questões de concursos existentes. Por resultado, o número de exercícios 
disponibilizados é determinado de maneira que seu conhecimento sobre os temas seja 
efetivamente testado e fixado, mas sem que haja uma repetição obsoleta.
Nosso curso possibilita a avaliação de cada aula em PDF de forma fácil e rápida. Considero 
o resultado das avaliações extremamente importante para a continuidade da produção e 
edição de aulas, como fonte fidedigna e transparente de informações quanto à qualidade 
do material.
Peço-lhe que fique à vontade para avaliar as aulas do curso, demonstrando seu grau de 
satisfação relativamente aos materiais. Seu feedback é importantíssimo para nós. Caso 
você tenha ficado com dúvidas sobre pontos deste material ou tenha constatado algum 
problema, por favor, entre em contato comigo pelo Fórum de Dúvidas antes de realizar 
sua avaliação. Procuro sempre fazer todo o possível para sanar eventuais dúvidas ou corrigir 
quaisquer problemas nas aulas.
Cordialmente, torço para que a presente aula seja de profunda valia para você e sua 
prova, uma vez que foi elaborada com muita atenção, zelo e consideração ao seu esforço, 
que, para nós, é sagrado.
Caso fique com alguma dúvida após a leitura da aula, por favor, envie-a a mim por 
meio do Fórum de Dúvidas, e eu, pessoalmente, a responderei o mais rápido possível. Será 
um grande prazer verificar sua dúvida com atenção, zelo e profundidade, e com o grande 
respeito que você merece.
Bons estudos!Todavia, o requerimento do executado NÃO É obrigatório para a pronúncia da prescrição 
intercorrente. É possível que o juiz, de ofício, a declare. Essa declaração pode ocorrer tanto 
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em grau originário (na Vara do Trabalho) quanto em grau recursal (pelo TRT em agravo de 
petição, pelo TST em recurso de revista, pelo STF em recurso extraordinário etc.).
Não confunda as seguintes informações:
1) A execução, em regra, NÃO pode ser instaurada de ofício pelo juiz (somente quando o 
exequente não possui advogado constituído);
2) A prescrição intercorrente, por sua vez, pode ser declarada de ofício pelo juiz ou Tribunal, 
em qualquer tempo e grau de jurisdição.
INÍCIO DA EXECUÇÃO
Depende de 
REQUERIMENTO do 
exequente (regra geral)
PRESCRIÇÃO 
INTERCORRENTE
Pode ser declarada de 
ofício pelo juiz ou tribunal
Por fim, conforme o art. 2º da Instrução Normativa n. 41 do TST, a prescrição intercorrente 
só se aplica aos processos em que a “determinação judicial” tenha sido proferida após o 
início do vigor da Reforma (11/11/2017).
2.2.5. CITAÇÃO (INTIMAÇÃO) DO EXECUTADO PARA PAGAMENTO E PENHORA
A CLT, nos arts. 880 a 883-A, disciplina o procedimento adequado para o início da execução.
Antes de apresentar mapa mental desse procedimento, lançarei comentários a cada 
artigo que lhe é referente, a fim de possibilitar melhor entendimento da regra.
Art. 880. Requerida a execução, o juiz ou presidente do tribunal mandará expedir mandado 
de citação do executado, a fim de que cumpra a decisão ou o acordo no prazo, pelo modo e 
sob as cominações estabelecidas ou, quando se tratar de pagamento em dinheiro, inclusive de 
contribuições sociais devidas à União, para que o faça em 48 (quarenta e oito) horas ou garanta 
a execução, sob pena de penhora. (Redação dada pela Lei n. 11.457, de 2007)
§ 1º O mandado de citação deverá conter a decisão exequenda ou o termo de acordo não cumprido.
§ 2º A citação será feita pelos oficiais de diligência.
§ 3º Se o executado, procurado por 2 (duas) vezes no espaço de 48 (quarenta e oito) horas, 
não for encontrado, far-se-á citação por edital, publicado no jornal oficial ou, na falta deste, 
afixado na sede da Junta ou Juízo, durante 5 (cinco) dias.
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Hoje em dia, as fases de conhecimento e de execução ocorrem em um único processo, e 
isso ganha o nome de sincretismo processual. O termo “citação” refere-se tecnicamente à 
forma de comunicação adequada para chamar o reclamado ao processo pela primeira vez.
Portanto, o termo “citação” deste artigo deve ser interpretado como verdadeira 
intimação, uma vez que as fases de conhecimento e de execução se concentram em um 
único processo.
De acordo com os §§ 1º e 2º, a citação para pagamento do valor executado deveria 
ser feita mediante mandado a ser cumprido pelos Oficiais de Justiça. Entretanto, essa 
exigência está em desuso processual.
Veja o que diz o Enunciado n. 12 da Jornada sobre a Execução no Processo do Trabalho:
JURISPRUDÊNCIA
I – Tornada líquida a decisão, desnecessária a citação do executado, bastando a 
intimação para pagamento por meio de seu procurador.
II – Não havendo procurador, far-se-á a intimação ao devedor prioritariamente por 
via postal, com retorno do comprovante de entrega ou aviso de recebimento, e depois 
de transcorrido o prazo sem o cumprimento da decisão, deverá ser expedida ordem 
de bloqueio de crédito pelo sistema Bacen Jud. (ENUNCIADO N. 12, Jornada sobre a 
Execução no Processo do Trabalho)
A rigor, a CLT exige que o início da execução ocorra mediante “mandado de citação”, mas, 
a rigor, não existe na prática nem mandado, nem citação. Existe intimação, pelos meios 
ordinários (intimação ao advogado, intimação por via postal etc.), para cumprimento da 
obrigação devida.
Veja, abaixo, quais são as cobranças possíveis de serem feitas mediante o “mandado 
de citação para pagamento”:
• OBRIGAÇÃO DE PAGAMENTO EM DINHEIRO: Deve ser cumprida no prazo de 48 horas, 
pelo executado, que pagará o valor devido ao exequente.
− Se o executado não concordar com o débito, deverá depositar o valor da execução 
em conta judicial, o que ganha o nome de “garantia da execução”, para em seguida 
opor embargos à execução;
− Se não tiver o dinheiro, o executado poderá garantir a execução indicando bens à 
penhora ou apresentando seguro-garantia judicial;
− De qualquer maneira, o executado deverá colocar à disposição do juízo dinheiro 
ou bens que garantam a execução, isto é, que tenham valor suficiente para pagar 
o valor devido em caso de improcedência de eventuais embargos. Dessa forma, 
sendo os embargos improcedentes, o executado poderá desde logo ser pago, 
pois a execução estará garantida com dinheiro, bens ou seguro-garantia judicial.
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• OBRIGAÇÃO DE FAZER OU ENTREGAR COISA: O executado deve fazer ou entregar a 
coisa no prazo, pelo modo e sob as cominações estabelecidas na decisão condenatória 
em execução.
EXEMPLO
Reintegração de empregado estável em 5 dias, devolução de bens do empregado na residência 
deste, devolução da CTPS do empregado na sede da empresa etc.
Nesses tipos de obrigação, o prazo para cumprimento não será necessariamente de 48 
horas, mas sim aquele fixado na decisão condenatória (sentença ou acórdão). A mesma 
decisão cominará penalidades para o descumprimento, como multa diária, sequestro 
de bens etc.
Quanto à intimação (citação) para pagamento, cabe ainda considerar que, quando a 
intimação por via postal da parte sem advogado for frustrada, pelo fato de a parte não ter 
sido encontrada ou de o local de sua residência não ser servido pelos Correios, a intimação 
para pagamento será, nesse caso, por mandado a ser cumprido por Oficial de Justiça.
Nesse contexto específico, será aplicável o § 3º do art. 880: Se o executado for procurado 
por duas vezes em 48 horas e não for encontrado, será feita citação por edital, com 
publicação do edital no Diário Eletrônico.
Execução por EDITAL
Houve tentativa de 
citação por Mandado
Executado procurado 
por duas vezes
Duas procuras dentro 
de 48 horas
Art. 881. No caso de pagamento da importância reclamada, será este feito perante o escrivão 
ou secretário, lavrando-se termo de quitação, em 2 (duas) vias, assinadas pelo exequente, pelo 
executado e pelo mesmo escrivão ou secretário, entregando-se a segunda via ao executado e 
juntando-se a outra ao processo.
Parágrafo único. Não estando presente o exequente, será depositada a importância, mediante 
guia, em estabelecimento oficial de crédito ou, em falta deste, em estabelecimento bancário 
idôneo. (Redação dada pela Lei n. 7.305, 02/04/1985)
Este artigo está em desuso, pois os valores pagos em contas judiciais são liberados aos 
credores (exequentes)por meio de alvará judicial, que ordena ao banco que transfira os 
valores dessas contas às contas bancárias dos exequentes.
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CLT
Art. 882. O executado que não pagar a importância reclamada poderá garantir a execução 
mediante depósito da quantia correspondente, atualizada e acrescida das despesas processuais, 
apresentação de seguro-garantia judicial ou nomeação de bens à penhora, observada a ordem 
preferencial estabelecida no art. 835 da Lei n. 13.105, de 16 de março de 2015 – Código de 
Processo Civil. (Redação dada pela Lei n. 13.467, de 2017)
Aqui está a regra que citamos sobre a garantia da execução. O executado pode garanti-
la depositando em conta judicial o valor cobrado, apresentando seguro-garantia judicial 
ou indicando algum bem para que o juiz o penhore.
Seguro-garantia judicial é uma modalidade de seguro contratada por várias empresas 
para garantir a execução trabalhista, a fim de que seja possível a oposição de embargos 
à execução.
A nomeação de bens à penhora será orientada pela listra preferencial do art. 835 do 
CPC, que institui a seguinte ordem de penhora:
CPC
Art. 835. A penhora observará, preferencialmente, a seguinte ordem:
I – dinheiro, em espécie ou em depósito ou aplicação em instituição financeira;
II – títulos da dívida pública da União, dos Estados e do Distrito Federal com cotação em mercado;
III – títulos e valores mobiliários com cotação em mercado;
IV – veículos de via terrestre;
V – bens imóveis;
VI – bens móveis em geral;
VII – semoventes;
VIII – navios e aeronaves;
IX – ações e quotas de sociedades simples e empresárias;
X – percentual do faturamento de empresa devedora;
XI – pedras e metais preciosos;
XII – direitos aquisitivos derivados de promessa de compra e venda e de alienação fiduciária em 
garantia;
XIII – outros direitos.
Como dito, esta ordem é preferencial. Portanto, se o executado indicar um veículo e 
um imóvel, o juiz determinará, primeiramente, a penhora do veículo, que vem antes na 
ordem. Se o valor do veículo não for suficiente, o juiz poderá penhorar, agora sim, o imóvel.
CLT
Art. 883. Não pagando o executado, nem garantindo a execução, seguir-se-á penhora dos bens, 
tantos quantos bastem ao pagamento da importância da condenação, acrescida de custas e 
juros de mora, sendo estes, em qualquer caso, devidos a partir da data em que for ajuizada a 
reclamação inicial. (Redação dada pela Lei n. 2.244, de 23/06/1954)
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Se o executado negligenciar o prazo para pagar o débito ou garantir a execução por 
qualquer das modalidades trabalhadas acima no prazo de 48 horas, o juiz mandará que se 
penhorem os bens do executado.
A penhora, na prática, ocorre por meio do sistema SISBA-JUD, o antigo “Bacen-Jud”. 
Prioritariamente, o juiz bloqueia valores das contas bancárias do executado, de modo 
a realizar a penhora. Não havendo dinheiro, o juiz poderá valer-se de outros sistemas/
convênios internos para buscar veículos e imóveis em nome do executado.
O exequente, se tiver conhecimento de outros bens em nome do executado, como ações 
em empresas, poderá indicar esses bens ao juiz, para eventual penhora e expropriação a 
fim de que sejam satisfeitos os créditos devidos.
CLT
Art. 883-A. A decisão judicial transitada em julgado somente poderá ser levada a protesto, gerar 
inscrição do nome do executado em órgãos de proteção ao crédito ou no Banco Nacional de 
Devedores Trabalhistas (BNDT), nos termos da lei, depois de transcorrido o prazo de quarenta 
e cinco dias a contar da citação do executado, se não houver garantia do juízo. (Incluído pela 
Lei n. 13.467, de 2017)
Este artigo foi inserido à CLT pela Reforma Trabalhista, criando verdadeira proteção 
ao executado contra as consequências do inadimplemento da obrigação cobrada.
A equipe de redação da Reforma Trabalhista justificou esse artigo apontando para 
a necessidade de que a empresa se organize para pagar as execuções, em razão do alto 
número de execuções em andamento contra as grandes empresas. Na visão do legislador, 
o prazo de 45 dias é razoável para que a empresa se organize.
Portanto, dentro do prazo de 45 dias a contar da efetiva citação (intimação) do 
executado para pagamento da execução, o nome do executado não poderá ser inscrito 
no SPC (órgão de proteção ao crédito), nem no BNDT (Banco Nacional de Devedores 
Trabalhistas) e nem protestado em cartórios.
Segundo os idealizadores da norma, tais restrições seriam prejudiciais ao desenvolvimento 
das empresas, que seriam impedidas de participar de licitações em razão do registro dos 
débitos trabalhistas.
Sem embargo de eventual discordância ou concordância com o preceito legal, 
você deve conhecê-lo para sua prova. Apresento, abaixo, ilustração para ajudá-lo(a) a 
memorizar a regra:
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PROIBIDA a inscrição do 
executado em
BDNT
SPC/SERASA
PROTESTOS DE TÍTULOS
45 dias
A partir da 
citação
2.2.5.1. Resumo global da execução
Terminada a análise dos artigos sobre citação e penhora, apresento, abaixo, mapa mental 
do procedimento normal da execução trabalhista, conforme os passos estudados acima.
 Obs.: O mapa mental será restrito às hipóteses mais corriqueiras e cobradas em prova, 
que são: exequente representado por advogado e obrigação de pagar dinheiro.
DECISÃO 
DEFINITIVA
(sentença ou 
acórdão)
Exequente 
apresenta 
petição 
requerendo o 
início da 
execução
JUIZ DETERMINA 
O INÍCIO DA 
EXECUÇÃO
MANDADO DE 
CITAÇÃO PARA 
PAGAMENTO 
EM 48 HORAS
Executado pode
Pagar o que 
deve
Garantir a 
execução, 
mediante:
Depósito do valor 
devido em conta 
judicial
Seguro-garantia 
judicial
Nomeação de bens 
à penhora
Se não 
fizer nada
O juiz penhorará bens do 
executado que sejam 
suficientes à garantia da 
execução, observando a 
ordem do art. 835 do CPC
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Caro(a) aluno(a), você lembra que, no cumprimento de sentença do processo civil, o Caro(a) aluno(a), você lembra que, no cumprimento de sentença do processo civil, o 
executado sofre multa de 10% em caso de ausência de pagamento do débito exequen-executado sofre multa de 10% em caso de ausência de pagamento do débito exequen-
do no prazo legal?do no prazo legal?
Pois bem. É importantíssimo registrar que o TST firmou tese, em julgamento de Incidente 
de Recursos de Revista Repetitivos (IRRR), de que tal multa nãose aplica ao direito processual 
do trabalho, por incompatibilidade com suas normas e princípios especiais. Trata-se do 
IRRR n. 4 do TST. Confira a tese aprovada pelo Tribunal Pleno do TST:
JURISPRUDÊNCIA
INCIDENTE DE RECURSO DE REVISTA REPETITIVO. TEMA N. 0004. MULTA. ART. 523, § 1º, 
CPC/2015 (ART. 475-J, CPC/1973). INCOMPATIBILIDADE. PROCESSO DO TRABALHO. A 
multa coercitiva do art. 523, § 1º, do CPC de 2015 (art. 475-J do CPC de 1973) não é 
compatível com as normas vigentes da CLT por que se rege o Processo do Trabalho, ao 
qual não se aplica (IRR-RR-1786-24.2015.5.04.0000, Tribunal Pleno, Redator Ministro 
João Oreste Dalazen, DEJT 30/11/2017).
3 . EMbarGos À EXEcuÇÃo E IMPuGNaÇÃo À sENTENÇa 3 . EMbarGos À EXEcuÇÃo E IMPuGNaÇÃo À sENTENÇa 
DE LIQuIDaÇÃoDE LIQuIDaÇÃo
Os embargos à execução e a impugnação à sentença de liquidação (ou simplesmente 
impugnação) são recursos que podem ser opostos, respectivamente, pelo executado 
(embargos) e pelo exequente (impugnação).
Registro que a banca FGV, especificamente, em algumas questões, já chamou os 
embargos à execução de “embargos do devedor”, e a impugnação à sentença de liquidação 
de “impugnação de credor”.
Antes de te explicar o procedimento de cada um deles, devo deixar clara uma 
importantíssima regra: os embargos e a impugnação devem ser decididos na mesma 
sentença. É a regra do art. 884, § 4º, da CLT:
CLT
Art. 884, § 4º Julgar-se-ão na mesma sentença os embargos e as impugnações à liquidação 
apresentadas pelos credores trabalhista e previdenciário. (Redação dada pela Lei n. 10.035, de 
2000)
Ademais, antes de nos atermos ao procedimento dos embargos à execução, é necessário 
tomarmos algumas considerações importantes sobre a Impugnação à Sentença de 
Liquidação, que é uma medida disponível ao exequente.
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Esta medida, em tese, é cabível no mesmo prazo em que o executado puder opor 
embargos à execução (art. 884, caput, CLT). Inclusive, os embargos à execução (executado) 
e a impugnação à sentença de liquidação (exequente) são julgadas pela mesma sentença 
proferida na fase de execução (art. 884, § 4º, CLT).
Entretanto, a medida de impugnação à sentença de liquidação não é tão simples assim 
de entender. Acompanhe:
Como estudamos no primeiro título da aula, a partir da entrada em vigor da Reforma 
Trabalhista, o juiz DEVE abrir às partes prazo comum de oito dias para impugnação 
fundamentada com a indicação dos itens e valores objeto da discordância, sob pena de 
preclusão (art. 879, § 2º, CLT).
Antes da Reforma, essa abertura de prazo era apenas facultativa, tanto que a redação deste 
§ 2º trazia o verbo “poderá”. Dessa maneira, se as partes não tivessem tido a oportunidade 
de se manifestarem sobre os cálculos de liquidação antes de eles serem homologados pelo 
juiz, elas deveriam apontar as incorreções da conta já na fase de execução, sendo o exequente 
por Impugnação à Sentença de Liquidação, e o executado por “embargos à penhora” (art. 
884, § 3º), que nada mais eram que verdadeiros embargos à execução.
Se as partes tivessem o prazo para manifestação sobre a liquidação concedido ainda 
na fase de liquidação – antes de os cálculos serem homologados –, haveria preclusão da 
matéria de liquidação. Logo, incorreções nos cálculos não mais poderiam ser alegadas, 
porque teria ocorrido preclusão sobre esse conteúdo.
Reitero: a partir da entrada em vigor da Reforma Trabalhista, o juiz DEVE abrir às partes 
prazo comum de oito dias para impugnação fundamentada com a indicação dos itens e 
valores objeto da discordância, sob pena de preclusão (art. 879, § 2º, CLT). Portanto, se 
as partes não se manifestarem sobre a liquidação nesse momento processual (momento 
oportuno), haverá preclusão sobre a matéria relativa aos cálculos de liquidação homologados 
pelo juiz.
EXEMPLO
Gabriela ajuíza reclamação trabalhista contra a empresa Bolinho Ltda, pedindo o pagamento 
de verbas rescisórias. Na sentença, o juiz julga totalmente procedentes os pedidos de Gabriela. 
A empresa não interpusera recurso, e a sentença transitou em julgado. O juiz dá à empresa 
determinado prazo para que apresente seus cálculos de liquidação de sentença. Dentro desse 
prazo, a empresa formula seus cálculos e os junta ao processo.
Após tal juntada, o juiz dá a Gabriela o prazo de oito dias para impugnação fundamentada 
aos cálculos, sob pena de preclusão, conforme o art. 879, § 2º, da CLT. Gabriela, regularmente 
intimada, nada manifesta no prazo, o que leva o juiz a homologar os cálculos juntados pela 
empresa Bolinho Ltda.
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Gabriela requer a execução dos valores apontados no cálculo, mas não concorda com eles, 
entendendo que estão errados. Nesse caso, Gabriela NÃO poderá apresentar Impugnação 
à Sentença de Liquidação para discutir sobre os cálculos, pois já ocorreu preclusão da 
oportunidade de impugnar os cálculos.
 Obs.: Antes da Reforma, como o prazo era facultativo (e não era de oito dias), era possível 
que a impugnação aos cálculos de liquidação ocorresse na execução, mediante 
Impugnação à Sentença de Liquidação. Todavia, como agora as partes DEVEM ter o 
prazo de 8 dias para manifestarem-se sobre tal matéria antes da homologação dos 
cálculos, a medida torna-se inaplicável na fase de execução, em razão do instituto 
da preclusão.
Apesar da inaplicabilidade prática dos institutos que permitem às partes impugnar a 
liquidação na fase de execução, você precisa, ao menos, conhecer a literalidade do texto 
da CLT, que traz o procedimento desses institutos ( julgados na mesma sentença etc.). Até 
os dias atuais, algumas bancas cobram a literalidade do art. 884 e parágrafos da CLT.
Passadas essas considerações, vamos à parte técnica dos embargos à execução, mediante 
comentários individualizados ao caput e a cada parágrafo:
CLT
Art. 884. Garantida a execução ou penhorados os bens, terá o executado 5 (cinco) dias para 
apresentar embargos, cabendo igual prazo ao exequente para impugnação.
O prazo para oposição de Embargos à Execução, pelo executado, é de 5 DIAS.
Se o executado garantir a execução – depositando o valor, nomeando bem à penhora 
ou apresentando seguro-garantia judicial –, o prazo de 5 dias será contado a partir da 
garantia da execução.
Se, todavia, o executado não garantir a execução e tiver seus bens penhorados (ou 
contas bancárias bloqueadas, o que é equivalente), o prazo de 5 dias para os embargos à 
execução será contado da penhora (ou bloqueio).
Após o executado opor Embargos à Execução, o exequente será intimado para, em 5 
DIAS, apresentar sua impugnação aos embargos.
 Obs.: Em alguns julgamentos, e até mesmo em alguns livros, costuma-se tratar a 
impugnação do exequente (prevista no caput do art. 884) como se fosse o mesmo 
recurso chamado “Impugnação à Sentença de Liquidação”. Tecnicamente, isso 
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está equivocado, pois a impugnação oferecida pelo exequente após os embargos 
à execução do executado restringe-se a se manifestar sobre o conteúdo desses 
embargos, e não sobre a conta de liquidação.
CLT
Art. 884, § 1º A matéria de defesa será restrita às alegações de cumprimento da decisão ou do 
acordo, quitação ou prescrição da dívida.
Essa “matéria de defesa” é a matéria dos Embargos à Execução. Segundo Carlos Henrique 
Bezerra Leite e, também, Mauro Schiavi, com apoio de outros doutrinadores, este parágrafo 
está eivado de lacuna axiológica. Explico.
No processo civil, existe a figura da “impugnação ao cumprimento de sentença”, que 
equivale aos nossos Embargos à Execução, com uma estrutura diversa. Nessa impugnação 
do processo civil, a matéria alegável é muito mais ampla. Veja o que diz o art. 525, caput 
e § 1º, do CPC:
CPC
Art. 525. Transcorrido o prazo previsto no art. 523 sem o pagamento voluntário, inicia-se o prazo 
de 15 (quinze) dias para que o executado, independentemente de penhora ou nova intimação, 
apresente, nos próprios autos, sua impugnação.
§ 1º Na impugnação, o executado poderá alegar:
I – falta ou nulidade da citação se, na fase de conhecimento, o processo correu à revelia;
II – ilegitimidade de parte;
III – inexequibilidade do título ou inexigibilidade da obrigação;
IV – penhora incorreta ou avaliação errônea;
V – excesso de execução ou cumulação indevida de execuções;
VI – incompetência absoluta ou relativa do juízo da execução;
VII – qualquer causa modificativa ou extintiva da obrigação, como pagamento, novação, 
compensação, transação ou prescrição, desde que supervenientes à sentença.
É de se perceber que o rol de matérias alegáveis na impugnação ao cumprimento de 
sentença no processo civil é muito mais amplo que o da CLT. Na verdade, o CPC, por ser 
de 2015, foi elaborado tendo-se em vista o direito evoluído e atual, que comporta muitos 
outros institutos e noções jurídicas mais aprofundadas, como as relativas à inexequibilidade 
do título, excesso de execução etc.
Eventual aplicação isolada do § 1º do art. 884 da CLT seria injusta, o que nos levaria a concluir 
que há lacuna axiológica neste dispositivo. Portanto, a maioria entende subsidiariamente 
aplicável ao processo do trabalho o art. 525, § 1º, do CPC.
Perceba que “cumprimento da decisão ou do acordo, quitação ou prescrição da 
dívida” são elementos absorvidos pelo inciso VII do art. 525, § 1º, do CPC, que trata de 
causas extintivas da obrigação (citando prescrição e pagamento como exemplos).
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Mesmo que a doutrina e a jurisprudência entendam pela aplicabilidade subsidiária do art. 
525, § 1º, do CPC, vê-se que as provas têm cobrado a literalidade do art. 884, § 1º, da CLT, 
que fala apenas de cumprimento da decisão ou do acordo, quitação ou prescrição da dívida.
Portanto, recomendo a você que considere correta eventual alternativa que se restrinja 
à literalidade do art. 884, § 1º, da CLT, a menos que o enunciado da questão dê comando 
incompatível com essa diretriz.
CLT
Art. 884, § 2º Se na defesa tiverem sido arroladas testemunhas, poderá o Juiz ou o Presidente 
do Tribunal, caso julgue necessários seus depoimentos, marcar audiência para a produção das 
provas, a qual deverá realizar-se dentro de 5 (cinco) dias.
É raro ouvir testemunhas na fase de execução, mas isso não é algo impossível. É 
perfeitamente possível que, por exemplo, o executado pague o valor da execução em 
dinheiro, pessoalmente, ao executado, e pretenda provar por meio de testemunhas que 
efetuou tal pagamento, para extinguir a execução.
Portanto, havendo testemunhas a ouvir – as quais neste caso devem ser arroladas nos 
Embargos à Execução –, deverá ser designada Audiência dentro dos 5 DIAS SEGUINTES.
 Obs.: Na execução, a regra do quinquídio legal (regra que impõe a designação de audiência 
após 5 dias, no mínimo) é INVERSA, porque, havendo testemunhas nos embargos 
à execução, a audiência DEVERÁ ser realizada em prazo não inferior a 5 dias.
Art. 884. § 3º Somente nos embargos à penhora poderá o executado impugnar a sentença de 
liquidação, cabendo ao exequente igual direito e no mesmo prazo.
Este parágrafo foi incluído por uma lei do ano de 1954. Atualmente, a impugnação da 
liquidação somente pode ocorrer antes da homologação (art. 879, § 2º, com redação dada 
pela Lei n. 13.467/2017). Ademais, a única medida de que o executado pode se valer na 
execução, em regra, consiste nos Embargos de Execução, com todas as matérias alegáveis 
do art. 525, § 1º, do CPC.
 Obs.: Em hipóteses excepcionais, outra medida cabível será a Exceção de Pré-executividade, 
cujo funcionamento estudaremos na próxima aula sobre Execução no Processo do 
Trabalho.
Art. 884, § 4º Julgar-se-ão na mesma sentença os embargos e as impugnações à liquidação 
apresentadas pelos credores trabalhista e previdenciário. (Redação dada pela Lei n. 10.035, de 
2000)
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Neste parágrafo, faz-se menção aos Embargos à Execução e à Impugnação à Sentença 
de Liquidação. Contextualmente, deve-se interpretar essa impugnação como se fosse a 
resposta do exequente aos embargos. Não é a interpretação literal, mas é a mais adequada 
às mudanças ocorridas, como já abordado anteriormente.
Portanto, os embargos e a resposta (impugnação) do exequente serão apreciados pelo 
juiz e decididos numa única sentença.
Registro que o “credor previdenciário” referido neste parágrafo é a União, que tem 
legitimidade para cobrar as diferenças havidas nas contribuições previdenciárias.
Dessa sentença, caberá AGRAVO DE PETIÇÃO ao TRT, nos termos do art. 897, alínea “a” 
e § 1º, da CLT. Estudaremos o Agravo de Petição na segunda aula sobre o Sistema Recursal 
Trabalhista.
CLT
Art. 884, § 5º Considera-se inexigível o título judicial fundado em lei ou ato normativo declarados 
inconstitucionais pelo Supremo Tribunal Federal ou em aplicação ou interpretação tidas por 
incompatíveis com a Constituição Federal. (Incluído pela Medida provisória n. 2.180-35, de 2001)
Imagine que a sentença do juiz, que está sendo executada, tiver fundamentação contrária 
a um acórdão proferido pelo STF em Controle Concentrado de Constitucionalidade, em Ação 
Direta de Constitucionalidade (ADI) ou Ação Declaratória de Constitucionalidade (ADC), 
que declara inconstitucional uma lei aplicada pelo juiz naquela decisão. Ou, ainda, imagine 
que a interpretação dada pelo juiz em sua fundamentação é reconhecida pelo STF como 
incompatível com a Constituição.
Para sintetizar, listo as hipóteses de inexigibilidade do cumprimento da decisão judicial:
• Embasamento em dispositivo de lei declarado inconstitucional pelo STF;
• Embasamento em interpretação declarada pelo STF como inconstitucional.
Nesses casos, a sentença proferida pelo juiz não será um título exigível judicialmente.
CLT
Art. 884, § 6º A exigência da garantia ou penhora não se aplica às entidades filantrópicas e/ou 
àqueles que compõem ou compuseram a diretoria dessas instituições.
Este parágrafo é importantíssimo, porque foi incluídopela Reforma Trabalhista, e já foi 
cobrado em várias provas recentes. Muita atenção!
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O § 6º traz sujeitos que são isentos de garantir o juízo, e, consequentemente, isentos 
de penhora ou qualquer outro ato constritivo de bens, como bloqueio de contas bancárias.
Tais sujeitos são:
• Entidades Filantrópicas: estas entidades são também isentas do depósito recursal, 
conforme tratamos na primeira aula sobre o Sistema Recursal Trabalhista. Essas 
entidades são pessoas jurídicas sem fins lucrativos, certificadas e reconhecidas 
como entidades beneficentes de assistência social com a finalidade de prestação de 
serviços nas áreas de assistência social, saúde ou educação;
• Diretores ou ex-diretores de entidades filantrópicas: a isenção concedida às 
entidades filantrópicas alcança os diretores e ex-diretores, prevenindo-os de futuras 
desconsiderações da personalidade jurídica. Isso porque, se comprovados os requisitos 
para a desconsideração da personalidade jurídica, os diretores seriam os executados.
ISENTOS DE GARANTIA DA 
EXECUÇÃO (não precisam pagar 
nem garantir a execução)
ENTIDADES 
FILANTRÓPICAS
DIRETORES e
EX-DIRETORES 
das Entidades 
Filantrópicas
Chamo sua atenção para mais um detalhe a respeito dos sujeitos isentos da garantia 
do juízo (garantia da execução).
Você provavelmente já ouviu falar de que os bens públicos são impenhoráveis. Também, 
você já ouviu falar de que a falta de garantia da execução e de pagamento faz com que o 
juiz penhore os bens do executado, em quantidade suficiente para a garantia da execução.
Essas duas informações nos conduzem a uma conclusão: as pessoas jurídicas de direito 
público são isentas da garantia da execução para opor embargos à execução.
Portanto, a lista de sujeitos isentos da garantia da execução não termina nas entidades 
filantrópicas e em seus diretores e ex-diretores. Ela também se estende à União, aos estados, 
ao DF, aos municípios, às autarquias, às associações públicas, às fundações públicas de 
direito público e, por ter regime equiparado ao dessas pessoas, a Empresa Brasileira de 
Correios e Telégrafos (ECT).
Abaixo, confira a lista de pessoas que podem opor embargos à execução sem 
necessariamente garantir a execução (garantir o juízo):
• União;
• Estados;
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• Distrito Federal;
• Municípios;
• Autarquias;
• Associações Públicas;
• Fundações Públicas de Direito Público;
• ECT.
Por fim, apresento a você um mapa mental envolvendo a fase de execução, de forma mais 
completa, abrangendo desde o mandado de citação para pagamento até o julgamento 
dos embargos à execução:
MANDADO DE 
CITAÇÃO PARA 
PAGAMENTO 
EM 48 HORAS
Executado pode
Pagar o que 
deve
Garantir a 
execução, 
mediante:
Depósito do valor 
devido em conta 
judicial
Seguro-garantia 
judicial
Nomeação de bens 
à penhora
Se não 
fizer nada
O juiz penhorará bens do 
executado que sejam 
suficientes à garantia da 
execução, observando a 
ordem do art. 835 do CPC
Executado 
opõe 
EMBARGOS À 
EXECUÇÃO
em 5 dias
Exequente apresenta 
IMPUGNAÇÃO
em 5 dias
JUIZ julga na Mesma Sentença
Dessa 
sentença, 
cabe Agravo 
de Petição ao 
TRT
No mais, cabe citar os art. 885 e 886 da CLT, que dizem:
Art. 885. Não tendo sido arroladas testemunhas na defesa, o juiz ou presidente, conclusos os 
autos, proferirá sua decisão, dentro de 5 (cinco) dias, julgando subsistente ou insubsistente a 
penhora.
Você já sabe que é possível arrolar testemunhas na fase de execução, certo?Você já sabe que é possível arrolar testemunhas na fase de execução, certo?
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O juiz deve proferir sentença acerca dos Embargos à Execução e da Impugnação do 
Exequente dentro de 5 dias. No caso de não haver testemunhas a ouvir (o que é mais 
frequente), não terá prazo legalmente estabelecido para que os autos sejam conclusos ao juiz.
CLT. Art. 886. Se tiverem sido arroladas testemunhas, finda a sua inquirição em audiência, o 
escrivão ou secretário fará, dentro de 48 (quarenta e oito) horas, conclusos os autos ao juiz ou 
presidente, que proferirá sua decisão, na forma prevista no artigo anterior.
§ 1º Proferida a decisão, serão da mesma notificadas as partes interessadas, em registrado 
postal, com franquia.
§ 2º Julgada subsistente a penhora, o juiz, ou presidente, mandará proceder logo à avaliação 
dos bens penhorados.
Perceba: se houver testemunhas a serem ouvidas na execução, os autos deverão ser 
conclusos ao juiz para sentença em 48 horas. O prazo para a sentença é, igualmente, de 5 
dias, a contar da conclusão dos autos a ele.
Confira a ilustração abaixo:
SENTENÇA
em 5 dias
Conclusos os autos 
em 
48 horas
Conclusão dos autos 
(sem prazo certo)
HÁ TESTEMUNHAS
NÃO HÁ TESTEMUNHAS
4 . carTa DE sENTENÇa4 . carTa DE sENTENÇa
A Carta de Sentença consiste num conjunto de cópias de determinados documentos 
dos autos de um processo. Tais cópias são reunidas a fim de operacionalizar a execução 
provisória da sentença. Explico.
A execução provisória, como vimos, ocorre quando a decisão exequenda ainda não A execução provisória, como vimos, ocorre quando a decisão exequenda ainda não 
transitou em julgado, certo?transitou em julgado, certo?
Pois então: neste caso, os autos principais do processo tramitarão na instância superior, 
onde o recurso estará sendo analisado.
Dessa forma, a execução provisória só pode ser operada se o juízo da execução (Vara 
do Trabalho) tiver acesso a peças processuais mínimas que ofereçam todos os elementos 
necessários para que a execução ocorra sem problemas.
E quais seriam essas peças?E quais seriam essas peças?
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Elas são mencionadas no art. 522, parágrafo único, do CPC, aplicável subsidiariamente 
ao processo do trabalho:
Art. 522. O cumprimento provisório da sentença será requerido por petição dirigida ao juízo 
competente.
Parágrafo único. Não sendo eletrônicos os autos, a petição será acompanhada de cópias das 
seguintes peças do processo, cuja autenticidade poderá ser certificada pelo próprio advogado, 
sob sua responsabilidade pessoal:
I – decisão exequenda;
II – certidão de interposição do recurso não dotado de efeito suspensivo;
III – procurações outorgadas pelas partes;
IV – decisão de habilitação, se for o caso;
V – facultativamente, outras peças processuais consideradas necessárias para demonstrar aexistência do crédito.
A Carta de Sentença tem muita utilidade quando se está diante de um processo que 
tramita em autos físicos, os quais, atualmente, já são minoria.
Em se tratando de autos eletrônicos, basta que seja criado um “novo processo” no 
sistema do PJe com os mesmos documentos referidos no artigo acima citado. Juridicamente, 
a execução deve ocorrer no mesmo processo. Todavia, a operacionalização da execução 
provisória, atualmente, torna-se possível mediante criação de um novo número de processo 
no sistema, qualificado como “Execução Provisória”.
Esse novo número pode ser interpretado, no mundo dos fatos, como se fosse uma 
Carta de Sentença.
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QUESTÕES DE CONCURSOQUESTÕES DE CONCURSO
001. 001. (2022/VUNESP/PREFEITURA DE PRESIDENTE PRUDENTE-SP/PROCURADOR MUNICIPAL) 
Com relação à execução no processo do trabalho, assinale a alternativa que está de acordo 
com a CLT.
a) Se o executado, procurado por 2 (duas) vezes no espaço de 48 (quarenta e oito) horas, 
não for encontrado, far-se-á citação por hora certa.
b) Não pagando, nem garantindo a execução, seguir-se-á penhora dos bens, para pagamento 
da condenação, acrescida de custas e juros de mora, sendo estes, em qualquer caso, devidos 
a partir da citação.
c) A decisão judicial transitada em julgado somente poderá gerar inscrição do nome do 
executado em órgãos de proteção ao crédito depois de transcorrido o prazo de quinze dias 
a contar da citação.
d) Se o executado, procurado por 2 (duas) vezes no espaço de 24 (vinte e quatro) horas, 
não for encontrado, far-se-á citação por oficial de justiça.
e) Requerida a execução, o juiz ou presidente do tribunal mandará expedir mandado de 
citação do executado, para cumprimento da decisão ou do acordo no prazo, pelo modo e 
sob as cominações estabelecidas ou, quando se tratar de pagamento em dinheiro, inclusive 
de contribuições sociais devidas à União, para que o faça em 48 (quarenta e oito) horas ou 
garanta a execução, sob pena de penhora.
002. 002. (2022/CEBRASPE/FUNPRESP-EXE/ANALISTA DE PREVIDÊNCIA COMPLEMENTAR/ÁREA 
JURÍDICA) No tocante a execução trabalhista, julgue o item a seguir.
A execução trabalhista possui regramento próprio e, portanto, a multa prevista no Código 
de Processo Civil é incompatível com o processo do trabalho.
003. 003. (2022/FEPESE/PREFEITURA DE FLORIANÓPOLIS-SC/PROCURADOR MUNICIPAL) Assinale 
a alternativa correta de acordo com o processo do trabalho.
a) A qualquer tempo, não pagando, nem garantindo a execução, a decisão transitada em 
julgado poderá ser levada a protesto pelo credor.
b) Nos embargos à execução, a parte executada somente poderá arguir matérias que 
dispensam dilação probatória.
c) No curso do processo de execução, o juiz ou o presidente do tribunal poderá designar 
servidores da Justiça do Trabalho para servir de avaliador de bens penhorados.
d) Quando se tratar de execução para o pagamento de quantia em dinheiro, o devedor 
deverá pagar o montante devido ou garantir o juízo, no prazo de quarenta e oito horas, 
após a regular cientificação, sob pena de penhora.
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e) O cumprimento de sentença tem início por requerimento da parte interessada, devendo 
o juiz ou o presidente do tribunal mandar expedir mandado de intimação do executado, na 
pessoa do seu advogado, a fim de que cumpra a decisão pelo modo e sob as cominações 
estabelecidas.
004. 004. (2022/FEPESE/PREFEITURA DE GUATAMBÚ-SC/PROCURADOR DO MUNICÍPIO) Assinale 
a alternativa correta de acordo com a Consolidação das Leis do Trabalho.
a) A critério do exequente, a execução de título extrajudicial poderá ser processada em 
qualquer vara especializada da Justiça do Trabalho.
b) A liquidação da sentença não abrangerá o cálculo das contribuições previdenciárias 
devidas, eis que, pela sua natureza, demanda a intervenção da União no feito.
c) Na execução trabalhista, o prazo para as partes apresentarem embargos ou a sua 
impugnação será de cinco dias.
d) Transitada em julgado a sentença, o juiz, de ofício, determinará a intimação das partes 
para a apresentação do cálculo de liquidação no prazo de oito dias.
e) A execução será promovida pelas partes, permitida a execução de ofício pelo juiz ou pelo 
Presidente do Tribunal apenas nos casos em que as partes não estiverem representadas 
por advogado.
005. 005. (2021/VUNESP/PREFEITURA DE SANTOS-SP/PROCURADOR) Nas execuções trabalhistas, 
é correto afirmar que
a) será promovida exclusivamente pela parte credora.
b) a liquidação não abrangerá o cálculo das contribuições previdenciárias.
c) elaborada a conta e tornada líquida, o juízo deverá abrir às partes prazo comum de dez 
dias para impugnação.
d) elaborada a conta e tornada líquida, o juízo deverá abrir às partes prazo sucessivo de 
oito dias para impugnação.
e) elaborada a conta pela parte ou pelos órgãos auxiliares da Justiça do Trabalho, o juiz 
procederá à intimação da União para manifestação, no prazo de 10 (dez) dias, sob pena de 
preclusão.
006. 006. (2016/FGV/OAB) O juiz, em ação trabalhista proposta por Carlos em face da sociedade 
empresária ABCD Ltda., julgou procedente, em parte, o rol de pedidos. Nenhuma das partes 
apresentou qualquer recurso. O pedido versava exclusivamente sobre horas extras e reflexos, 
estando nos autos todos os controles de horário, recibos salariais, o termo de rescisão de 
contrato de trabalho (TRCT) e demais documentos inerentes ao contrato de trabalho em 
referência. Todos os documentos eram incontroversos.
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Liquidação e Execução Trabalhista – Parte I 
Gustavo Deitos
Com base no caso apresentado, como advogado(a) de Carlos, assinale a opção que indica 
a modalidade a ser adotada para promover a liquidação de sentença.
a) Por cálculos.
b) Por arbitramento.
c) Por artigos.
d) Por execução por quantia certa.
007. 007. (2012/FGV/OAB/ADAPTADA E ATUALIZADA) A liquidação tem por objetivo a apuração 
do quantum debeatur nas sentenças proferidas de forma ilíquida e que tenham deferido, 
ao menos em parte, a pretensão deduzida. De acordo com a CLT, assinale a alternativa que 
indica as formas possíveis de liquidação da sentença nas obrigações de dar (pagar) e, caso 
o juiz conceda prazo às partes para manifestação, o número de dias para a impugnação.
a) Artigos, cálculo ou arbitramento. Prazo de 10 dias.
b) Cálculo, arbitramento ou artigos. Prazo de 8 dias.
c) Artigos ou arbitramento. Prazo de 15 dias.
d) Cálculo ou arbitramento. Prazo de 5 dias.
008. 008. (2018/FGV/OAB) A sociedade empresária Alfa S. A. está sendo executada na Justiça 
do Trabalho e, em 13/03/2018, recebeu citação para pagamento da dívida que possui em 
relação a um processo. Mesmo citada, a sociedade empresária permaneceu inerte, pelo 
que, no 10º dia contado da citação, o juízo iniciou, a requerimentodo exequente a tentativa 
de bloqueio pelo sistema Bacen-Jud e, paralelamente, inscreveu o nome do executado no 
Banco Nacional de Devedores Trabalhistas (BNDT).
Diante da situação apresentada e dos termos da CLT, assinale a afirmativa correta.
a) A atitude do magistrado está correta, eis que não houve o pagamento voluntário da dívida 
no prazo legal, sendo a inserção imediata no BNDT uma adequada medida coercitiva judicial.
b) A Lei deixa ao arbítrio do juiz determinar a partir de quando o nome do devedor deve 
ser inserido em cadastro restritivo de crédito, inclusive no BNDT.
c) A Justiça do Trabalho não atua mais com inserção e retirada do nome de devedores no 
BNDT, pelo que a atitude do magistrado é inócua e contrária às regras da CLT.
d) A decisão que determinou a inserção do nome do devedor no BNDT está equivocada, 
porque somente poderia ocorrer 45 dias depois de ele não pagar, nem garantir o juízo.
009. 009. (2018/FGV/OAB) Uma entidade filantrópica foi condenada em reclamação trabalhista 
movida por uma ex-empregada, em fevereiro de 2018. A sentença transitou em julgado 
e agora se encontra na fase de execução. Apresentados os cálculos e conferida vista à 
executada, o juiz homologou a conta apresentada pela exequente.
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Liquidação e Execução Trabalhista – Parte I 
Gustavo Deitos
Em relação à pretensão da entidade de ajuizar embargos de devedor para questionar a 
decisão homologatória, assinale a afirmativa correta.
a) Não há necessidade de garantia do juízo, no caso apresentado, para o ajuizamento de 
embargos de devedor.
b) Se a executada deseja questionar os cálculos, deverá garantir o juízo com dinheiro ou 
bens e, então, ajuizar embargos de devedor.
c) A executada, por ser filantrópica, poderá ajuizar embargos à execução, desde que garanta 
a dívida em 50%.
d) A entidade filantrópica não tem finalidade lucrativa, daí por que não pode ser empregadora, 
de modo que a execução contra ela não se justifica, e ela poderá ajuizar embargos a qualquer 
momento.
010. 010. (2018/FGV/OAB) Em reclamação trabalhista já na fase de execução, o juiz determinou 
que o autor apresentasse os cálculos de liquidação, determinação esta que foi cumprida pelo 
exequente em fevereiro de 2018. Então, o calculista do juízo analisou as contas e entendeu 
que elas estavam corretas, pelo que o juiz homologou os cálculos ofertados e determinou 
a citação do executado para pagamento em 48 horas, sob pena de execução.
Considerando a narrativa apresentada e os termos da CLT, assinale a afirmativa correta.
a) Agiu corretamente o juiz, porque as contas foram atestadas pelo calculista como corretas.
b) Equivocou-se o magistrado, porque deveria obrigatoriamente conferir vista dos cálculos 
ao executado.
c) Uma vez que o juiz do Trabalho tem amplo poder de direção e controle do processo, sua 
decisão está amparada na norma cogente.
d) O juiz tem a faculdade de abrir vista ao executado por 10 dias, mas não obrigação de 
fazê-lo.
011. 011. (2017/FGV/OAB/ADAPTADA E ATUALIZADA) Em sede de processo trabalhista, após o 
trânsito em julgado da sentença e elaborada a conta de liquidação, foi aberto prazo de 8 dias 
para que as partes se manifestassem sobre a mesma. Contudo, o réu não se manifestou, 
e o autor concordou com a conta do juízo, que foi homologada.
Considerada essa hipótese, em sede de embargos à execução do réu, interposto 05 dias 
após a garantia do juízo, este pretende discutir a conta de liquidação, aduzindo incorreção 
nos valores.
Você, como advogado(a) do autor deverá, em resposta,
a) suscitar a preclusão do direito aos embargos à execução e expor as razões pelas quais 
entende pela validade dos cálculos do juízo.
b) suscitar apenas que a conta está correta.
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Liquidação e Execução Trabalhista – Parte I 
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c) suscitar a intempestividade dos embargos.
d) suscitar apenas que a conta está correta e requerer o levantamento dos valores 
incontroversos.
012. 012. (2017/FGV/OAB) A sociedade empresária Arco Íris Limpeza Ltda. foi citada para pagar o 
valor de uma dívida trabalhista homologada pelo juiz e, sem apresentar guia de pagamento 
ou arrolar bens, apresentou embargos de devedor, nos quais aponta diversas inconsistências 
nos cálculos.
Diante disso, de acordo com a CLT, assinale a afirmativa correta.
a) A Justiça do Trabalho passou a adotar o sistema do CPC, pelo qual não há necessidade 
de garantir o juízo para embargar, de modo que os embargos serão apreciados.
b) A CLT prevê que, para o ajuizamento de embargos de devedor, é necessário garantir o 
juízo com 50% do valor da dívida exequenda, o que não aconteceu na espécie.
c) Sem a garantia do juízo, o executado não poderá ajuizar embargos de devedor, de modo 
que as matérias por ele trazidas não serão apreciadas naquele momento.
d) A CLT determina quem, havendo ajuizamento de embargos de devedor, o executado é 
obrigado a declarar, o valor que entende devido e a depositar essa quantia à disposição do juízo.
013. 013. (2014/FGV/OAB) A sociedade empresária “V” Ltda., executada em ação trabalhista, 
apresentou embargos à execução arrolando testemunhas, o que foi indeferido pelo juiz, 
ao argumento de que não se tratava de processo de conhecimento.
Sobre o caso apresentado, assinale a afirmativa correta.
a) Correta a decisão do juiz, pois já fora ultrapassada a fase de conhecimento.
b) Errada a decisão do juiz, pois era cabível a prova testemunhal em sede de embargos à 
execução, podendo o juiz indeferir as testemunhas se desnecessários os depoimentos.
c) Errada a decisão do juiz, sendo cabível a prova testemunhal, não podendo indeferir as 
testemunhas, cabendo, nesse caso, arguição de nulidade da decisão
d) Correta a decisão do juiz, já que a matéria da execução está restrita a valores.
014. 014. (2013/FGV/OAB) A requerimento do credor e após não localizar bens da pessoa jurídica 
ex-empregadora, o juiz desconsiderou a personalidade jurídica numa reclamação trabalhista, 
incluiu um dos sócios no polo passivo e o citou para pagamento. Este sócio, então, depositou 
a quantia exequenda, mas pretende questionar o valor da execução.
Assinale a alternativa que indica a maneira pela qual ele materializará seu inconformismo.
a) Ação Rescisória.
b) Embargos de Terceiro.
c) Impugnação de Credor.
d) Embargos à Execução.
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Liquidação e Execução Trabalhista – Parte I 
Gustavo Deitos
015. 015. (2012/FGV/OAB) De acordo com a Consolidação das Leis do Trabalho, assinale a 
afirmativa correta.
a) não há citação para a execução, uma vez que a fase executiva pode ser iniciada de ofício.
b) a citação na execução será realizada por via postal.
c) a citação na execução será realizada por mandado.
d) a citação na execução será realizada por mandado, mas, se o executado não for encontrado 
após três tentativas, caberá a citação por edital.
016. 016. (2012/FGV/OAB/ADAPTADA E ATUALIZADA) Relativamenteà execução trabalhista, 
assinale a afirmativa correta.
a) Pode ser por título judicial ou extrajudicial. São títulos extrajudiciais os termos de ajuste 
de conduta firmados perante o Ministério Público do Trabalho, os termos de conciliação 
firmado perante as Comissões de Conciliação Prévia e as duplicatas mercantis.
b) Pode ser por título judicial ou extrajudicial. São títulos judiciais unicamente as decisões 
passadas em julgado com efeito suspensivo e são títulos extrajudiciais os termos de ajuste 
de conduta firmados perante o Ministério Público do Trabalho e os termos de conciliação 
firmado perante as Comissões de Conciliação Prévia.
c) Dependem de prévia liquidação, pelo que só podem se executados a sentença e o acordo 
não cumpridos.
d) Pode ser por título judicial, caso do acordo descumprido, e por título extrajudicial, caso 
do termo de ajuste de conduta firmado perante o Ministério Público do Trabalho.
017. 017. (2018/VUNESP/UNICAMP/PROCURADOR DE UNIVERSIDADE ASSISTENTE) A execução 
trabalhista pode ser promovida de ofício pelo magistrado do trabalho
a) apenas nos casos em que as partes não estiverem representadas por advogado.
b) sempre que a parte interessada não adotar as providências para iniciar a liquidação da 
sentença.
c) que for parte os órgãos da Administração Pública direta, autárquica ou fundacional.
d) quando a reclamada for massa falida ou empresa em recuperação judicial.
e) quando houver expressa aquiescência de ambas as partes.
018. 018. (2018/VUNESP/PREFEITURA DE SOROCABA-SP/PROCURADOR DO MUNICÍPIO) Na fase 
de execução, a apresentação de embargos pressupõe a garantia da execução ou penhora 
de bens, estando dispensados(as) de referida exigência, entre outros,
a) as autarquias e as entidades filantrópicas
b) os Estados, os Municípios e as empresas públicas.
c) a União e suas autarquias, as sociedades de economia mista e as empresas públicas.
d) os Municípios, as fundações e as sociedades de economia mista.
e) a União, as sociedades de economia mista e a massa falida.
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Liquidação e Execução Trabalhista – Parte I 
Gustavo Deitos
019. 019. (2018/FCC/TRT-15ª REGIÃO(SP)/ANALISTA JUDICIÁRIO/ÁREA JUDICIÁRIA/OFICIAL DE 
JUSTIÇA AVALIADOR FEDERAL) Considerando as regras legais em relação à liquidação de 
sentença e à execução no processo do trabalho,
a) a execução poderá ser promovida por qualquer interessado ou ex officio pelo próprio 
Juiz ou pelo Presidente do Tribunal competente.
b) é facultado ao devedor o pagamento imediato da parte que entender devida à Previdência 
Social, sem prejuízo da cobrança de eventuais diferenças encontradas na execução ex officio.
c) a exigência de garantia ou penhora se aplica às entidades filantrópicas e/ou àqueles que 
compõem ou compuseram a diretoria dessas instituições.
d) elaborada a conta e tornada líquida, o juízo poderá abrir às partes prazo comum de 
cinco dias para impugnação fundamentada com a indicação dos itens e valores objeto da 
discordância, sob pena de preclusão.
e) garantida a execução ou penhorados os bens, no prazo de oito dias, o executado poderá 
apresentar embargos à execução.
020. 020. (2018/FCC/TRT-15ª REGIÃO(SP)/ANALISTA JUDICIÁRIO/ÁREA JUDICIÁRIA) Em reclamação 
trabalhista na qual foi proferida sentença ilíquida, o juiz determinou que o reclamante 
apresentasse os cálculos de liquidação, com indicação da contribuição previdenciária 
incidente. Após apresentação dos cálculos pelo reclamante, o juiz concedeu prazo de 10 
dias para o reclamado apresentar seus cálculos. Diante da divergência entre os valores 
apresentados pelas partes, o juiz nomeou perito contábil para elaboração da conta de 
liquidação. Entendendo corretos os cálculos elaborados pelo perito, o juiz homologou os 
mesmos e determinou a citação do executado para pagamento do crédito em 48 horas, 
sob pena de execução. Considerando as disposições legais, o juiz
a) agiu corretamente, porque as contas foram elaboradas por perito contábil, não sendo 
necessário dar vistas às partes, até porque as mesmas já apresentaram seus cálculos.
b) não agiu corretamente, porque deveria obrigatoriamente conferir vista dos cálculos às 
partes, no prazo sucessivo de 8 dias para impugnação fundamentada com a indicação dos 
itens e valores objeto da discordância, sob pena de preclusão.
c) agiu corretamente, por ter amplo poder de direção e controle do processo, estando sua 
decisão amparada por norma cogente, que o autoriza expressamente a agir desse modo.
d) não agiu corretamente, porque deveria obrigatoriamente conferir vista dos cálculos às 
partes, no prazo comum de 8 dias para impugnação fundamentada com a indicação dos 
itens e valores objeto da discordância, sob pena de preclusão.
e) agiu corretamente, pois tem a faculdade de conferir vista dos cálculos às partes, no prazo 
de 8 dias para impugnação fundamentada com a indicação dos itens e valores objeto da 
discordância, sob pena de preclusão, mas não obrigação de fazê-lo.
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Liquidação e Execução Trabalhista – Parte I 
Gustavo Deitos
021. 021. (2018/FCC/TRT-6ª REGIÃO(PE)/ANALISTA JUDICIÁRIO/OFICIAL DE JUSTIÇA AVALIADOR 
FEDERAL) Considere as afirmações abaixo acerca da liquidação e execução de sentença no 
processo do trabalho, conforme previsão na CLT.
I – A execução no processo do trabalho será sempre promovida por iniciativa das partes 
em qualquer hipótese, por determinação legal.
II – Elaborada a conta e tornada líquida, o juízo poderá abrir às partes prazo sucessivo de 
8 dias para impugnação fundamentada, sob pena de preclusão.
III – A atualização dos créditos decorrentes de condenação judicial será feita pela Taxa 
Referencial (TR), divulgada pelo Banco Central do Brasil.
IV – Tratando-se de execução de valores superiores a 40 salários mínimos, o juiz deverá 
nomear perito para a elaboração e fixará, depois da conclusão do trabalho, o valor dos 
respectivos honorários.
Está correto o que se afirma APENAS em
a) IV.
b) II e IV.
c) I e II.
d) III.
e) I e III.
022. 022. (2018/FCC/TRT/6ª REGIÃO (PE)/TÉCNICO JUDICIÁRIO/ÁREA ADMINISTRATIVA) Em 
relação à execução trabalhista, conforme legislação vigente,
a) será promovida pelas partes, permitida a atuação de ofício do Juiz, ainda que as partes 
estejam assistidas por advogado.
b) requerida a execução, o Juiz mandará expedir mandado de citação do executado, a fim 
de que proceda ao pagamento em dinheiro, inclusive de contribuições sociais devidas à 
União, em cinco dias, ou garanta a execução, sob pena de penhora.
c) garantida a execução ou penhorados os bens, terá o executado prazo de quinze dias 
para apresentar embargos, cabendo igual prazo ao exequente para impugnação.
d) a matéria de defesa em embargos à execução será restrita às alegações de cumprimento 
da decisão ou do acordo, quitação ou prescrição da dívida, não cabendo produção de prova 
testemunhal em audiência.
e) o executado que não pagar a importância reclamada poderá garantir a execução mediante 
depósito da quantia correspondente, atualizada e acrescida das despesas processuais, 
apresentação de seguro-garantia judicial ou nomeação de bens à penhora, observada a 
ordem preferencial estabelecida na lei processual civil.
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Liquidação e Execução Trabalhista – Parte I 
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023. 023. (2018/CESPE/PGE-PE/PROCURADOR DO ESTADO) De acordo com o disposto na CLT 
e com a jurisprudência do TST a respeito da execução trabalhista, a parte executada será 
citada para pagar a quantia devida ou indicar bens à penhora no prazo de
a) vinte e quatro horas.
b) trinta e seis horas.
c) quarenta e oito horas.
d) sessenta horas.
e) setenta e duas horas.
024. 024. (2018/VUNESP/IPSM/PROCURADOR) Após a elaboração da conta de liquidação, o juiz 
do trabalho
a) poderá abrir às partes prazo sucessivo de dez dias para impugnação.
b) poderá abrir às partes o prazo comum de oito dias para impugnação.
c) deverá abrir às partes o prazo comum de oito dias para impugnação
d) deverá ouvir o Ministério Público do Trabalho.
e) deverá intimar a União para apresentação do valor das contribuições previdenciárias.
025. 025. (2017/FCC/TRT-21ª REGIÃO(RN)/ANALISTA JUDICIÁRIO/ÁREA JUDICIÁRIA) Recebido 
o mandado de citação para pagamento e penhora, conforme as disposições da Lei n. 
13.467/2017, o executado que não pagar a importância reclamada poderá garantir a 
execução mediante depósito da quantia correspondente, atualizada e acrescida das despesas 
processuais,
a) ou nomear bens à penhora, observada a ordem preferencial estabelecida no CPC, sendo 
que a decisão judicial transitada em julgado somente poderá ser levada a protesto, gerar 
inscrição do nome do executado em órgãos de proteção ao crédito ou no Banco Nacional de 
Devedores Trabalhistas − BNDT, nos termos da lei, depois de transcorrido o prazo de trinta 
dias a contar da citação do executado, se não houver garantia do juízo.
b) apresentação de seguro-garantia judicial, ou nomeação de bens à penhora, observada 
a ordem preferencial estabelecida no CPC, sendo que a decisão judicial transitada em 
julgado somente poderá ser levada a protesto, gerar inscrição do nome do executado em 
órgãos de proteção ao crédito ou no Banco Nacional de Devedores Trabalhistas − BNDT, nos 
termos da lei, depois de transcorrido o prazo de quarenta e cinco dias a contar da citação 
do executado, se não houver garantia do juízo.
c) ou nomear bens à penhora, observada a ordem preferencial estabelecida no CPC, sendo 
que a decisão judicial transitada em julgado somente poderá ser levada a protesto, gerar 
inscrição do nome do executado em órgãos de proteção ao crédito ou no Banco Nacional 
de Devedores Trabalhistas − BNDT, nos termos da lei, depois de transcorrido o prazo de 
quarenta e cinco dias a contar da citação do executado, se não houver garantia do juízo.
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Liquidação e Execução Trabalhista – Parte I 
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d) ou nomear bens à penhora, observada a ordem preferencial estabelecida no CPC, sendo 
que a decisão judicial transitada em julgado somente poderá ser levada a protesto, gerar 
inscrição do nome do executado em órgãos de proteção ao crédito ou no Banco Nacional 
de Devedores Trabalhistas − BNDT, nos termos da lei, depois de transcorrido o prazo de 
sessenta dias a contar da citação do executado, se não houver garantia do juízo.
e) apresentação de seguro-garantia judicial ou nomeação de bens à penhora, observada a 
ordem preferencial estabelecida no CPC, sendo que a decisão judicial transitada em julgado 
não poderá ser levada a protesto, gerar inscrição do nome do executado em órgãos de 
proteção ao crédito ou no Banco Nacional de Devedores Trabalhistas − BNDT, nos termos 
da lei, até o trâmite final do processo de execução.
026. 026. (2017/FCC/TST/TÉCNICO JUDICIÁRIO/ÁREA ADMINISTRATIVA) No tocante à execução 
trabalhista, considere:
I – Sendo ilíquida a sentença exequenda, ordenar-se-á, previamente, a sua liquidação, que 
poderá ser feita por cálculo, por artigos ou por arbitragem.
II – Elaborada a conta e tornada líquida, o juízo deverá abrir às partes prazo comum de 
oito dias para impugnação fundamentada com a indicação dos itens e valores objeto da 
discordância, sob pena de preclusão.
III – Na liquidação, não se poderá modificar, ou inovar, a sentença liquidanda, nem discutir 
matéria pertinente à causa principal, desde que erro grosseiro justifique tal manifestação.
IV – A atualização dos créditos decorrentes de condenação judicial será feita pela Taxa 
Referencial (TR), divulgada pelo Banco Central do Brasil.
Tendo em vista o disposto na CLT, com as alterações promovidas pela Lei n. 13.467/2017, 
está correto o que consta APENAS em
a) I e III.
b) II e IV.
c) III e IV.
d) I e II.
e) I.
027. 027. (2017/CESPE/TRT-7ª REGIÃO(CE)/TÉCNICO JUDICIÁRIO/ÁREA ADMINISTRATIVA) Em 
demanda trabalhista, a empresa RXW Previ S.A. foi condenada ao pagamento de verbas 
trabalhistas ao empregado João. Além disso, em razão dessa mesma demanda, foi reconhecida 
a existência de débitos previdenciários contra a empresa, incidentes sobre os rendimentos 
do autor da demanda e não recolhidos aos cofres públicos. No que se refere à condenação 
relativa ao empregado, a empresa cumpriu as determinações da justiça dentro do prazo 
legal. Em relação ao tributo devido, a empresa não efetuou qualquer recolhimento.
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Nessa situação hipotética, sabendo que o credor dessa relação jurídica inadimplida é a 
União, assinale a opção correta acerca da execução da verba previdenciária.
a) O processo executivo poderá ser iniciado, de ofício, pelo próprio juízo sentenciante.
b) Por se tratar de um direito subjetivo, somente poderá ser executado pela União, junto 
à justiça do trabalho.
c) Por se tratar de um direito subjetivo, somente poderá ser executado pela União, junto 
à justiça federal.
d) Somente a União poderá executar o débito, podendo escolher se a execução ocorrerá na 
justiça federal ou na justiça do trabalho.
028. 028. (2017/VUNESP/PREFEITURA DE SÃO JOSÉ DOS CAMPOS (SP)/PROCURADOR/ADAPTADA 
E ATUALIZADA) Nos termos da Consolidação das Leis do Trabalho, garantida a execução ou 
penhorados os bens, terá o executado o prazo de
a) 5 (cinco) dias contínuos para apresentar embargos.
b) 5 (cinco) dias úteis para apresentar embargos.
c) 8 (oito) dias contínuos para apresentar agravo de petição.
d) 8 (oito) dias úteis para apresentar agravo de petição.
e) 10 (dez) dias contínuos para impugnação.
029. 029. (2017/BANPARÁ/BANCA DO ÓRGÃO/ADVOGADO) A respeito da execução no processo 
do trabalho, assinale a alternativa CORRETA:
a) São executados na Justiça do Trabalho as decisões passadas em julgado ou das quais 
não tenha havido recurso com efeito suspensivo; os acordos, quando não cumpridos; os 
termos de ajuste de conduta firmados perante o Ministério Público do Trabalho e os termos 
de conciliação firmados perante as Comissões de Conciliação Prévia.
b) Serão executadas, desde que a pedido do INSS, as contribuições sociais devidas em 
decorrência de decisão proferida por juízes e tribunais do trabalho, resultantes de condenação 
ou homologação deacordo, inclusive sobre os salários pagos durante o período contratual 
reconhecido.
c) É competente para a execução de título executivo extrajudicial o juiz que assim for 
designado por determinação do Presidente do Tribunal Regional do Trabalho a que o primeiro 
estiver vinculado.
d) A execução poderá ser promovida por qualquer interessado, ou, de ofício, pelo Ministério 
Público do Trabalho.
030. 030. (2017/VUNESP/PREFEITURA DE PORTO FERREIRA (SP)/PROCURADOR JURÍDICO) Em 
conformidade com o texto expresso na CLT – Consolidação das Leis do Trabalho, garantida 
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Liquidação e Execução Trabalhista – Parte I 
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a execução ou penhorados os bens, terá o exequente o prazo de 5 (cinco) dias para 
apresentação de
a) embargos à execução.
b) agravo de petição.
c) impugnação.
d) impugnação aos cálculos de liquidação.
e) embargos à penhora.
031. 031. (2017/FCC/TRT-24ª REGIÃO (MS)/TÉCNICO JUDICIÁRIO/ÁREA ADMINISTRATIVA) Em 
relação à liquidação da sentença e à execução no Processo do Trabalho, a Consolidação das 
Leis do Trabalho estabelece:
a) Na liquidação, não se poderá modificar, ou inovar, a sentença liquidanda nem discutir 
matéria pertinente à causa principal.
b) Somente as decisões passadas em julgado e os acordos, quando não cumpridos, poderão 
ser executados na Justiça do Trabalho.
c) Elaborada a conta pela parte ou pelos órgãos auxiliares da Justiça do Trabalho, o juiz 
procederá à intimação da União para manifestação, no prazo de 8 dias, sob pena de preclusão.
d) Requerida a execução, o juiz ou Presidente do Tribunal mandará expedir mandado de 
citação do executado, a fim de que cumpra a decisão ou o acordo, ou, quando se tratar de 
pagamento em dinheiro, exceto de contribuições sociais devidas à União, para que o faça 
em 72 horas ou garanta a execução.
e) Não pagando o executado, nem garantindo a execução, seguir-se-á a penhora dos bens, 
tantos quantos bastem ao pagamento da condenação, sem os acréscimos de custas e juros 
de mora.
032. 032. (2017/FCC/TRT-11ª REGIÃO (AM E RR)/ANALISTA JUDICIÁRIO/OFICIAL DE JUSTIÇA 
AVALIADOR FEDERAL) No tocante à liquidação de sentença, em regra, de acordo com a 
Consolidação das Leis do Trabalho, é certo que
a) a liquidação não abrangerá o cálculo das contribuições previdenciárias devidas, que deverá 
ser executada de forma independente em razão da natureza do crédito.
b) elaborada a conta e tornada líquida, o Juiz deverá abrir às partes prazo comum de 10 dias 
para impugnação fundamentada com a indicação dos itens e valores objeto da discordância, 
sob pena de preclusão.
c) na liquidação, pode-se modificar a sentença liquidanda bem como discutir matéria 
pertinente à causa principal.
d) tratando-se de cálculos de liquidação complexos, o juiz deverá nomear perito para a 
elaboração e fixará, depois da conclusão do trabalho, o valor dos respectivos honorários 
com observância, entre outros, do teto de três salários mínimos regionais.
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e) elaborada a conta pela parte ou pelos órgãos auxiliares da Justiça do Trabalho, o juiz 
procederá à intimação da União para manifestação, no prazo de dez dias, sob pena de 
preclusão.
033. 033. (2017/CESPE/SEDF/ANALISTA DE GESTÃO EDUCACIONAL/DIREITO E LEGISLAÇÃO) Em 
relação aos recursos, à execução, ao mandado de segurança e à ação rescisória na justiça 
do trabalho, julgue o item a seguir.
Os embargos à execução são processados nos mesmos autos da execução, podendo haver 
audiência para produção de provas com oitiva de testemunhas arroladas pelas partes. Não 
sendo arroladas testemunhas, o juiz proferirá sua decisão dentro de cinco dias.
034. 034. (2016/CESPE/FUNPRESP-JUD/ANALISTA/DIREITO) Com base no disposto na Consolidação 
das Leis do Trabalho, julgue o item que se segue.
Iniciada a fase de execução e penhorados os bens, o executado poderá apresentar embargos, 
nos quais a matéria de defesa deverá restringir-se às alegações de quitação, prescrição da 
dívida ou cumprimento da decisão ou do acordo.
035. 035. (2014/CESPE/CÂMARA DOS DEPUTADOS/ANALISTA LEGISLATIVO/CONSULTOR 
LEGISLATIVO ÁREA V) Acerca do MPT e da execução no direito processual do trabalho, 
julgue o item subsecutivo.
Segundo a CLT, o termo de compromisso de ajustamento de conduta firmado perante 
os auditores fiscais do Ministério do Trabalho e Emprego é considerado título executivo 
extrajudicial.
036. 036. (2018/CESPE/PGM/MANAUS-AM/PROCURADOR DO MUNICÍPIO) Julgue o próximo item 
à luz da jurisprudência do TST acerca dos recursos na justiça do trabalho, da liquidação e 
da execução no processo do trabalho.
Na execução trabalhista, é impenhorável o faturamento de empresa porque isso comprometeria 
o desenvolvimento regular de suas atividades, bem como o próprio emprego de seus 
trabalhadores.
037. 037. (2015/CESPE/TELEBRAS/ADVOGADO) No tocante a execução trabalhista, julgue o item 
subsequente considerando a jurisprudência do TST.
A execução trabalhista tem regramento próprio e, portanto, não é aplicável ao processo do 
trabalho a multa prevista no Código de Processo Civil referente a condenação a pagamento 
de quantia certa ou fixada em liquidação em até quinze dias.
038. 038. (2013/CESPE/TELEBRAS/ESPECIALISTA EM GESTÃO DE TELECOMUNICAÇÕES/ADVOGADO) 
Uma empresa entendeu ser devedora de determinado crédito a um ex-empregado. Para 
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honrar seu compromisso, promoveu demanda à altura. Considerando essa situação hipotética, 
julgue o item subsequentes.
Caso seja aviado recurso, o efeito será devolutivo e propiciará execução até a penhora do 
bem ofertado pelo devedor.
039. 039. (2013/CESPE/TELEBRAS/ESPECIALISTA EM GESTÃO DE TELECOMUNICAÇÕES/ADVOGADO) 
Considerando uma demanda ajuizada na justiça do trabalho que tenha valor declarado, na 
inicial, de R$ 27.210,00, julgue o item a seguir.
A execução do julgado que reconhecer algum direito será promovida de ofício.
040. 040. (2013/CESPE/TRT-10ª REGIÃO (DF E TO)/ANALISTA JUDICIÁRIO/ÁREA JUDICIÁRIA) No 
que concerne à execução, julgue o item a seguir.
A matéria de defesa em sede de embargos à execução é restrita às alegações de cumprimento 
da decisão ou do acordo, quitação ou prescrição da dívida.
041. 041. (2012/CESPE/BANCO DA AMAZÔNIA/TÉCNICO CIENTÍFICO/DIREITO) Na execução 
trabalhista, garantido o juízo, as partes irresignadas com a homologação dos cálculos podem 
apresentar embargos à execução.
042. 042. (2010/CESPE/TRT-21ª REGIÃO(RN)/TÉCNICO JUDICIÁRIO/ÁREA ADMINISTRATIVA) Com 
relação ao processo do trabalho, julgue o item que se seguem.
A execução provisória, que será feita por meio de carta de sentença, é cabível toda vez que 
a decisão exarada ainda pender de recurso desprovido de efeito suspensivo.
043. 043. (2010/CESPE/TRT-21ª REGIÃO(RN)/ANALISTA JUDICIÁRIO/ÁREA ADMINISTRATIVA) 
ConsidereSeja imparável!
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Liquidação e Execução Trabalhista – Parte I 
Gustavo Deitos
LIQUIDAÇÃO E EXECUÇÃO TRABALHISTA – PARTE ILIQUIDAÇÃO E EXECUÇÃO TRABALHISTA – PARTE I
1 . LIQuIDaÇÃo DE sENTENÇa1 . LIQuIDaÇÃo DE sENTENÇa
A fase de liquidação consiste na apuração do valor exato que a parte condenada deverá 
pagar. Na grande maioria das vezes, a sentença ou o acórdão condenatório somente apontam 
quais são as parcelas que devem ser pagas, sem apontar o valor certo de cada uma delas.
É para isso que existe a fase de liquidação de sentença. Trata-se de liquidar (dar valor 
líquido e certo) as parcelas da condenação.
EXEMPLO
Na sentença, o juiz do trabalho condenou a empresa reclamada a pagar ao reclamante as 
seguintes parcelas trabalhistas:
1) Participação nos lucros e resultados;
2) 13º salário proporcional;
3) Férias proporcionais acrescidas de 1/3;
4) 20 horas extras por mês com integração e reflexo nas demais parcelas.
Intimada desta sentença, a empresa ainda não tem como saber quanto deve pagar ao 
reclamante. Na fase de liquidação de sentença, a empresa saberá qual é o valor correspondente 
a cada uma dessas parcelas, já atingidas pelos reflexos da integração das horas extras.
Afinal, em que momento do processo ocorre a fase de liquidação?Afinal, em que momento do processo ocorre a fase de liquidação?
A liquidação acontece, em regra, após o trânsito em julgado do processo. Enquanto 
houver recurso pendente, em regra, não haverá liquidação, por medida de economia 
processual.
Se houvesse uma liquidação para cada decisão proferida e sujeita a recurso, muito Se houvesse uma liquidação para cada decisão proferida e sujeita a recurso, muito 
trabalho seria perdido, não é mesmo?trabalho seria perdido, não é mesmo?
Por que o professor utilizou duas vezes o termo “em regra”?Por que o professor utilizou duas vezes o termo “em regra”?
Porque existem ao menos duas exceções:
• Em alguns casos (minoria), a sentença ou o acórdão pode, no próprio dispositivo, 
liquidar as parcelas devidas, dando-lhes valor exato;
• Mediante preenchimento dos requisitos legais, é possível que ocorra execução provisória 
(cumprimento provisório) da decisão proferida (sentença ou acórdão). Estudaremos, 
ainda, a execução provisória no processo do trabalho.
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Liquidação e Execução Trabalhista – Parte I 
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Resumidamente, a fase de liquidação é a fase de quantificação do valor da condenação: 
o valor real a ser pago pelo condenado.
Abaixo, apresentarei comentários individualizados a cada parágrafo do art. 879 da CLT, 
que aborda a fase de liquidação, com pertinentes comentários e interligações a outros 
dispositivos.
CLT
Art. 879. Sendo ilíquida a sentença exequenda, ordenar-se-á, previamente, a sua liquidação, que 
poderá ser feita por cálculo, por arbitramento ou por artigos. (Redação dada pela Lei n. 2.244, 
de 23/06/1954)
Não existe uma forma única de liquidação. Ela pode ser feita de diferentes formas. 
A CLT, neste artigo, prevê três formas de liquidação de sentença: cálculos, artigos ou 
arbitramento.
LIQUIDAÇÃO POR CÁLCULOS: É a mais comum. Para encontrar-se o valor exato da 
verba trabalhista a ser paga, basta a realização de cálculos aritméticos comuns, envolvendo 
multiplicação divisão e formular mais simples. Geralmente, os juízes permitem que as 
próprias partes formulem esses cálculos (reclamante ou reclamado, a depender do juiz), 
dando prazo à parte contrária para que se manifeste sobre a correção dos cálculos, sob 
pena de preclusão.
LIQUIDAÇÃO POR ARBITRAMENTO: É menos frequente, mas não tão rara. Trata-se de 
liquidação feita por perito (normalmente, perito contador). Ocorre, principalmente, quando 
os cálculos exigidos são mais complexos e detalhados, ou quando as partes se recusam a 
efetuar os cálculos. Essa modalidade de liquidação não é a preferida, porque acaba tornando 
o processo mais oneroso, incidindo despesas com honorários do perito contador. Por isso, 
é preferível dar às próprias partes (reclamante ou reclamado) a oportunidade de efetuar 
os cálculos.
LIQUIDAÇÃO POR ARTIGOS: Desde já, informo-lhe que esta modalidade de liquidação 
é também chamada de LIQUIDAÇÃO POR PROCEDIMENTO COMUM. Esse novo nome passou 
a ser dado após a entrada em vigor do CPC de 2015, que prevê modalidade de liquidação 
idêntica à velha liquidação por artigos, mas com esse novo nome.
Liquidação por artigos ou pelo procedimento comum consiste em apurar um fato 
novo antes de quantificar o valor exato devido pelo sujeito condenado.
Professor, eu já ouvi falar de que é impossível inovar na sentença quando da liquida-Professor, eu já ouvi falar de que é impossível inovar na sentença quando da liquida-
ção. Portanto, por que a lei admite invocar-se fato novo no momento da liquidação?ção. Portanto, por que a lei admite invocar-se fato novo no momento da liquidação?
Esse “fato novo” não é um fato que altere a verdade reconhecida na sentença a ser 
liquidada. Trata-se de um fato que, desde a sentença, já era admitido como provável.
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Liquidação e Execução Trabalhista – Parte I 
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EXEMPLO
Abaixo apresento exemplos trazidos por Mauro Schiavi em seu livro Manual de Direito 
Processual do Trabalho (2018):
1) Sentença condena a empresa a pagar horas extras. A empresa não havia juntado os cartões 
de ponto, mas o juiz admite a veracidade desses cartões e determina que a empresa junte os 
cartões após a sentença, para que seja calculado o valor total devido a título de horas extras;
2) Sentença proferida em Ação Civil Pública, condenando determinada empresa a pagar 
dano moral coletivo, sem fixar o valor desse dano, deixando para que os reais prejuízos sejam 
aferidos após a sentença;
3) Sentença do juízo criminal responsabiliza o empregador por acidente de trabalho, e essa 
sentença é apresentada na Justiça do Trabalho para que os danos de natureza civil sejam 
liquidados (quantificados).
CLT
Art. 879, § 1º Na liquidação, não se poderá modificar, ou inovar, a sentença liquidanda nem 
discutir matéria pertinente à causa principal. (Incluído pela Lei n. 8.432, 11/06/1992)
A liquidação serve para quantificar o valor devido. Se a sentença já condenou a reclamada 
ao pagamento de horas extras, não haverá nada que se possa alegar, na liquidação, para 
discutir se realmente o empregado trabalhou em horas extras.
Todo o mérito da relação de trabalho já foi decidido na sentença/acórdão. A liquidação 
não é fase hábil a modificar/substituir a decisão judicial. Na liquidação, somente se cumprem 
os termos da decisão.
Ademais, não é possível que as partes queiram discutir ou formular novos requerimentos 
sobre a relação de trabalho discutida. O que foi discutido, foi discutido; o que não foi, não 
será mais. Na liquidação, somente se quantifica o valor das parcelas deferidas na decisão.
CLT
Art. 879, § 1º-A A liquidação abrangerá, também, o cálculo das contribuiçõesque um trabalhador tenha ingressado com ação na justiça do trabalho, declarando 
como valor da demanda importe superior a R$ 20.450,00. Com base nessa informação, 
julgue o item a seguir.
Oferecendo a reclamada o depósito recursal como garantia da dívida apurada nos autos 
e após a penhora do depósito, deve ser facultado à reclamada o prazo de oito dias para 
interposição de embargo à execução.
044. 044. (2009/CESPE/SEAD-SE(FPH)/PROCURADOR) A respeito do direito processual do trabalho, 
julgue o item seguinte.
Um exemplo de título executivo extrajudicial previsto na CLT é o termo de ajuste de conduta 
firmado perante o Ministério Público do Trabalho.
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045. 045. (2022/FCC/TRT-5ª REGIÃO(BA)/ANALISTA JUDICIÁRIO/ÁREA JUDICIÁRIA) No processo 
de execução no Processo do Trabalho, após a elaboração da conta de liquidação, é I do juízo 
abrir às partes prazo II de III dias para impugnação fundamentada.
Com base no que prevê a Consolidação das Leis do Trabalho, as lacunas I, II e III se preenchem 
correta e respectivamente com
a) dever – comum – 5
b) faculdade – comum – 10
c) dever – comum – 8
d) dever – sucessivo – 8
e) faculdade – sucessivo – 10
046. 046. (2022/FCC/TRT-22ª REGIÃO(PI)/TÉCNICO JUDICIÁRIO/ÁREA ADMINISTRATIVA) Maribela, 
representada por advogado, teve êxito em reclamação trabalhista ajuizada em face de 
seu ex-empregador, que foi condenado ao pagamento de diferenças salariais decorrentes 
de redução das comissões, de adicional noturno e horas extras pela supressão parcial do 
intervalo intrajornada. Transitada em julgado a decisão, nos termos da CLT,
a) a execução poderá ser promovida de ofício pelo juiz, tendo em vista a natureza alimentar 
das verbas trabalhistas deferidas em sentença.
b) Maribela deverá dar início à execução, no prazo de seis meses, sob pena de incidência 
da prescrição intercorrente.
c) as partes deverão ser previamente intimadas para a apresentação do cálculo de liquidação, 
inclusive da contribuição previdenciária incidente.
d) o juiz deverá remeter o processo para o setor de cálculos, que fará a liquidação da 
condenação, abrangendo o valor das contribuições previdenciárias devidas.
e) a execução deverá ser promovida na Vara Especializada em Execuções, que é o órgão que 
detém competência para tal fase processual.
047. 047. (2022/FCC/TRT-23ª REGIÃO(MT)/TÉCNICO JUDICIÁRIO/ÁREA ADMINISTRATIVA) Tornada 
líquida a sentença trabalhista transitada em julgado, que condenou a empresa Verdes Mares 
Turismo Marítimo Ltda. a pagar o valor lá expresso a Epaminondas, conforme previsão da 
Consolidação das Leis do Trabalho, o juiz do trabalho
a) deverá abrir às partes prazo comum de 8 dias para impugnação fundamentada, com a 
indicação dos itens e valores objeto da discordância, sob pena de preclusão.
b) deverá abrir às partes prazo de 8 dias para impugnação fundamentada, com a indicação 
dos itens e valores objeto da discordância, sob pena de preclusão, iniciando-se pelo autor.
c) deverá abrir às partes prazo comum de 10 dias para impugnação fundamentada, com a 
indicação dos itens e valores objeto da discordância, sob pena de preclusão.
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d) poderá abrir às partes prazo de 5 dias para impugnação fundamentada, com a indicação 
dos itens e valores objeto da discordância, sob pena de preclusão, iniciando-se pela executada.
e) poderá abrir às partes prazo comum de 8 dias para impugnação fundamentada, com a 
indicação dos itens e valores objeto da discordância, sob pena de preclusão.
048. 048. (2023/CESGRANRIO/AGERIO/ADVOGADO) De acordo com os termos postos pela 
Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), a liquidação de sentença pode ocorrer por cálculo, 
por arbitramento ou por artigos e abrangerá também o cálculo das contribuições
a) interventivas
b) fiscais
c) pessoais
d) previdenciárias
e) Econômicas
049. 049. (2022/FCC/TRT-5ª REGIÃO(BA)/ANALISTA JUDICIÁRIO/ÁREA JUDICIÁRIA/OFICIAL DE 
JUSTIÇA AVALIADOR FEDERAL) Sócrates, executado em uma ação trabalhista promovida 
por sua ex-empregada doméstica Hera teve a sentença contra si transitada em julgado 
protestada em cartório após 10 dias do término do prazo para a garantia do juízo que não 
ocorreu, por determinação judicial, atendendo o juiz pedido da defesa da exequente. Nos 
termos da Consolidação das Leis do Trabalho, a decisão está
a) incorreta, eis que tal inscrição em cartório de protesto só pode ocorrer após o prazo de 
45 dias da citação do executado.
b) correta, na medida em que tem o executado prazo de 48 horas para pagar a execução ou 
garantir o juízo, sendo que não havendo tal providência o juiz pode efetivar medidas mais 
constritivas como a narrada, em prol do crédito alimentar.
c) correta, na medida em que tem o executado prazo de 72 horas para pagar a execução ou 
garantir o juízo, sendo que não havendo tal providência o juiz pode efetivar medidas mais 
constritivas como a narrada, em prol do crédito alimentar.
d) incorreta, eis que tal inscrição em cartório de protesto só pode ocorrer após o prazo de 
30 dias da citação do executado.
e) correta, na medida em que tem o executado prazo de 72 horas para pagar a execução ou 
garantir o juízo, sendo que não havendo tal providência o juiz pode efetivar medidas mais 
constritivas como a narrada, em prol do crédito alimentar.
050. 050. (2022/FCC/TRT-9ª REGIÃO(PR)/ANALISTA JUDICIÁRIO/ÁREA JUDICIÁRIA) Considere:
I – Após a garantia do juízo, com depósito ou penhora de bens, terá o executado 5 dias 
para apresentar embargos, iniciando-se ao exequente o prazo de 8 dias para apresentar 
impugnação à sentença de liquidação.
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II – A exigência da garantia do juízo ou penhora não se aplica às entidades filantrópicas.
III – É aceito no processo de execução trabalhista o seguro-garantia judicial como forma 
de garantia do juízo.
Com base na CLT, está correto o que se afirma APENAS em
a) I e II.
b) II e III.
c) III.
d) I e III.
e) II.
051. 051. (2022/FCC/TRT-14ª REGIÃO(RO E AC)/ANALISTA JUDICIÁRIO/ÁREA JUDICIÁRIA) Na 
execução trabalhista em que é executada a Creche Abraça Coração, entidade filantrópica, o 
Juiz do Trabalho homologou os cálculos de liquidação do exequente no valor de R$ 10.000,00. 
Após fazer uso do bloqueio on-line de contas, foi penhorado o valor de R$ 1.000,00, tendo 
interesse a executada em interpor embargos à execução. De acordo com a CLT, a
a) executada poderá interpor os embargos à execução imediatamente, pois a exigência da 
garantia da execução ou penhora de bens no valor do débito não se aplica às entidades 
filantrópicas.
b) executada poderá interpor os embargos à execução imediatamente, desde que faça 
um depósito judicial ou nomeie bens à penhora no valor dos R$ 9.000,00 faltantes para 
garantiada execução.
c) exequente deve informar ao Juízo meios para prosseguimento da execução e perseguir a 
constrição dos R$ 9.000,00 faltantes e, somente após ter conseguido, a executada poderá 
ingressar com os embargos à execução.
d) executada poderá ingressar com os embargos à execução imediatamente em relação à 
penhora dos R$ 1.000,00. Havendo, porventura, a penhora de novos valores ou bens, deverá 
ingressar com novos embargos à execução.
e) executada poderá interpor os embargos à execução imediatamente, desde que faça um 
depósito judicial ou nomeie bens à penhora no valor de R$ 4.000,00, uma vez que as entidades 
filantrópicas devem garantir a execução na porcentagem de 50% do valor do débito.
052. 052. (2024/FGV/OAB/42º EXAME DE ORDEM UNIFICADO) Em 2024, o Juiz proferiu sentença 
ilíquida em reclamação trabalhista, na qual você advoga para o autor, que foi julgada 
procedente. O feito havia sido ajuizado no final do ano de 2022.
O Juízo elaborou e tornou líquida a conta, tendo aberto um prazo para as partes se 
manifestarem. A parte ré silenciou−se e você apresentou sua impugnação, que não foi 
acolhida pelo Juiz. Ato contínuo, houve decisão homologatória da sentença de liquidação. 
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As partes foram intimadas. A ré garantiu o juízo e apresentou embargos à execução. Você 
apresentou impugnação de credor e contraminuta aos embargos à execução apresentados 
pela ré.
Diante desta circunstância, assinale a afirmativa correta.
a) Você deverá sustentar em contraminuta aos embargos à execução que a ré apenas poderia 
questionar a sentença de liquidação por meio dos embargos à penhora.
b) Tendo em vista que sua impugnação à conta do juízo foi rejeitada, a matéria atinente 
à sua impugnação de credor deve ser diversa, não podendo ser renovada a discussão da 
impugnação à conta de liquidação.
c) Na sua contraminuta, assim como na impugnação de credor, caberá apenas discutir a 
matéria relativa às razões pelas quais os valores apurados estariam incorretos, não havendo 
o que se arguir acerca da não impugnação da ré à conta de liquidação, por ser facultativa.
d) Está preclusa a arguição de matérias que impugnam os cálculos homologados em sede 
de embargos à execução da ré, uma vez que a parte não apresentou impugnação aos 
cálculos no momento oportuno, cabendo ao advogado do autor formular essa alegação na 
contraminuta aos embargos da ré.
053. 053. (2024/FGV/OAB/EXAME DA ORDEM UNIFICADO XLI) Em determinada reclamação 
trabalhista, o recurso ordinário interposto pela ex-empregadora encontra-se pendente 
de julgamento e alcança todo o objeto da condenação.
Para agilizar o procedimento, o reclamante iniciou a execução provisória do julgado, 
apresentando os cálculos de liquidação pertinentes, que foram submetidos à análise do 
adversário, da contadoria do juízo e, depois, homologados por serem reputados corretos.
O juiz concedeu 48 horas para que a sociedade empresária depositasse a quantia nos autos, 
o que foi cumprido. Logo depois o exequente peticionou a liberação do valor homologado 
a seu favor.
Diante desses fatos e do disposto na CLT, assinale a afirmativa correta.
a) Inviável a pretensão, porque a execução provisória fica limitada ao bloqueio ou à penhora.
b) É possível a liberação, desde que o trabalhador assine um termo de compromisso garantindo 
que devolverá a quantia caso a decisão seja revertida pelo Tribunal.
c) Tendo o crédito trabalhista natureza alimentar, o juiz poderá liberar o valor sem qualquer 
condição.
d) Na Justiça do Trabalho, como regra, os recursos têm efeito suspensivo, de modo que 
não é possível a execução provisória, havendo evidente falha do juiz.
054. 054. (2024/FGV/OAB/EXAME DA ORDEM UNIFICADO XLI) Tereza ajuizou reclamação trabalhista 
contra o seu exempregador, que foi julgada totalmente procedente, com a concessão de 
10% de honorários advocatícios sucumbenciais.
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Liquidação e Execução Trabalhista – Parte I 
Gustavo Deitos
Transitado em julgado sem interposição de recurso, o juiz determinou que o calculista da 
Vara calculasse o valor da dívida. As partes verificaram as contas elaboradas, sem haver 
discordância. Ocorre que, dez dias depois, sem que o executado ainda tivesse sido citado 
para pagar a dívida, você, como advogado(a) de Tereza, revisitou os cálculos de liquidação da 
Contadoria e notou que, por falha involuntária, os honorários advocatícios sucumbenciais 
não haviam sido incluídos na conta, e que o prazo para impugnação da sentença de liquidação 
já havia transcorrido.
Sobre os honorários advocatícios, considerando os fatos narrados e o que dispõe a CLT, 
assinale a afirmativa correta.
a) O advogado de Tereza perdeu o direito aos honorários.
b) O causídico ainda poderá perseguir os honorários, mas deverá fazê-lo em ação própria.
c) Os honorários poderão ser incluídos na conta, se houver concordância expressa do 
executado.
d) Os honorários, por se tratar de erro material de cálculo, poderão ser incluídos na conta, 
mesmo após o prazo para impugnação.
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Liquidação e Execução Trabalhista – Parte I 
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GABARITOGABARITO
1. e
2. C
3. d
4. e
5. e
6. a
7. b
8. d
9. a
10. b
11. a
12. c
13. b
14. d
15. c
16. d
17. a
18. a
19. b
20. d
21. d
22. e
23. c
24. c
25. b
26. b
27. a
28. b
29. a
30. c
31. a
32. e
33. C
34. C
35. E
36. E
37. C
38. C
39. E
40. C
41. E
42. C
43. E
44. C
45. c
46. c
47. a
48. d
49. a
50. b
51. a
52. d
53. a
54. d
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Liquidação e Execução Trabalhista – Parte I 
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GABARITO COMENTADOGABARITO COMENTADO
001. 001. (2022/VUNESP/PREFEITURA DE PRESIDENTE PRUDENTE-SP/PROCURADOR MUNICIPAL) 
Com relação à execução no processo do trabalho, assinale a alternativa que está de acordo 
com a CLT.
a) Se o executado, procurado por 2 (duas) vezes no espaço de 48 (quarenta e oito) horas, 
não for encontrado, far-se-á citação por hora certa.
b) Não pagando, nem garantindo a execução, seguir-se-á penhora dos bens, para pagamento 
da condenação, acrescida de custas e juros de mora, sendo estes, em qualquer caso, devidos 
a partir da citação.
c) A decisão judicial transitada em julgado somente poderá gerar inscrição do nome do 
executado em órgãos de proteção ao crédito depois de transcorrido o prazo de quinze dias 
a contar da citação.
d) Se o executado, procurado por 2 (duas) vezes no espaço de 24 (vinte e quatro) horas, 
não for encontrado, far-se-á citação por oficial de justiça.
e) Requerida aexecução, o juiz ou presidente do tribunal mandará expedir mandado de 
citação do executado, para cumprimento da decisão ou do acordo no prazo, pelo modo e 
sob as cominações estabelecidas ou, quando se tratar de pagamento em dinheiro, inclusive 
de contribuições sociais devidas à União, para que o faça em 48 (quarenta e oito) horas ou 
garanta a execução, sob pena de penhora.
a) Errada. Se o executado, procurado por 2 (duas) vezes no espaço de 48 (quarenta e oito) 
horas, não for encontrado, far-se-á citação por edital (art. 880, § 3º, CLT).
b) Errada. Não pagando o executado, nem garantindo a execução, seguir-se-á penhora dos 
bens, tantos quantos bastem ao pagamento da importância da condenação, acrescida de 
custas e juros de mora, sendo estes, em qualquer caso, devidos a partir da data em que 
for ajuizada a reclamação inicial (art. 883, caput, CLT).
c) Errada. O prazo é de 45 dias (art. 883-A da CLT).
d) Errada. Vide comentário à letra “a”.
e) Certa. É a regra do art. 880, caput, da CLT.
Letra e.
002. 002. (2022/CEBRASPE/FUNPRESP-EXE/ANALISTA DE PREVIDÊNCIA COMPLEMENTAR/ÁREA 
JURÍDICA) No tocante a execução trabalhista, julgue o item a seguir.
A execução trabalhista possui regramento próprio e, portanto, a multa prevista no Código 
de Processo Civil é incompatível com o processo do trabalho.
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Liquidação e Execução Trabalhista – Parte I 
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Trata-se exatamente da tese firmada no IRRR n. 4 do TST:
JURISPRUDÊNCIA
A multa coercitiva do art. 523, § 1º, do CPC de 2015 (art. 475-J do CPC de 1973) não 
é compatível com as normas vigentes da CLT por que se rege o Processo do Trabalho, 
ao qual não se aplica. (IRRR n. 4, TST)
Certo.
003. 003. (2022/FEPESE/PREFEITURA DE FLORIANÓPOLIS-SC/PROCURADOR MUNICIPAL) Assinale 
a alternativa correta de acordo com o processo do trabalho.
a) A qualquer tempo, não pagando, nem garantindo a execução, a decisão transitada em 
julgado poderá ser levada a protesto pelo credor.
b) Nos embargos à execução, a parte executada somente poderá arguir matérias que 
dispensam dilação probatória.
c) No curso do processo de execução, o juiz ou o presidente do tribunal poderá designar 
servidores da Justiça do Trabalho para servir de avaliador de bens penhorados.
d) Quando se tratar de execução para o pagamento de quantia em dinheiro, o devedor 
deverá pagar o montante devido ou garantir o juízo, no prazo de quarenta e oito horas, 
após a regular cientificação, sob pena de penhora.
e) O cumprimento de sentença tem início por requerimento da parte interessada, devendo 
o juiz ou o presidente do tribunal mandar expedir mandado de intimação do executado, na 
pessoa do seu advogado, a fim de que cumpra a decisão pelo modo e sob as cominações 
estabelecidas.
a) Errada. O erro está em não se mencionar o prazo mínimo para tal providência: 45 dias 
(art. 883-A da CLT).
b) Errada. O art. 884, § 2º, da CLT esclarece a possibilidade de prova oral na execução.
c) Errada. Os servidores da Justiça do Trabalho não poderão ser escolhidos ou designados 
para servir de avaliador (art. 887, § 2º, da CLT).
d) Certa. É a regra do art. 880, caput, da CLT.
e) Errada. Expede-se, em verdade, mandado de citação do executado, em ato pessoal, isto 
é, na pessoa do executado.
Letra d.
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Liquidação e Execução Trabalhista – Parte I 
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004. 004. (2022/FEPESE/PREFEITURA DE GUATAMBÚ-SC/PROCURADOR DO MUNICÍPIO) Assinale 
a alternativa correta de acordo com a Consolidação das Leis do Trabalho.
a) A critério do exequente, a execução de título extrajudicial poderá ser processada em 
qualquer vara especializada da Justiça do Trabalho.
b) A liquidação da sentença não abrangerá o cálculo das contribuições previdenciárias 
devidas, eis que, pela sua natureza, demanda a intervenção da União no feito.
c) Na execução trabalhista, o prazo para as partes apresentarem embargos ou a sua 
impugnação será de cinco dias.
d) Transitada em julgado a sentença, o juiz, de ofício, determinará a intimação das partes 
para a apresentação do cálculo de liquidação no prazo de oito dias.
e) A execução será promovida pelas partes, permitida a execução de ofício pelo juiz ou pelo 
Presidente do Tribunal apenas nos casos em que as partes não estiverem representadas 
por advogado.
a) Errada. É competente para a execução de título executivo extrajudicial o juiz que teria 
competência para o processo de conhecimento relativo à matéria (art. 877-A, CLT).
b) Errada. Tais contribuições são abrangidas (art. 879, § 1º-A, CLT) e executadas de ofício 
(art. 876, parágrafo único, CLT).
c) Errada. Para o professor, a questão é correta, embora a banca a tenha considerado errada. 
Afinal, é de cinco dias tal prazo para ambas as manifestações (art. 884, caput, CLT).
d) Errada. Elaborada a conta e tornada líquida, o juízo deverá abrir às partes prazo comum 
de oito dias para impugnação fundamentada com a indicação dos itens e valores objeto 
da discordância, sob pena de preclusão (art. 879, § 2º, CLT).
e) Certa. É a regra do art. 878 da CLT.
Letra e.
005. 005. (2021/VUNESP/PREFEITURA DE SANTOS-SP/PROCURADOR) Nas execuções trabalhistas, 
é correto afirmar que
a) será promovida exclusivamente pela parte credora.
b) a liquidação não abrangerá o cálculo das contribuições previdenciárias.
c) elaborada a conta e tornada líquida, o juízo deverá abrir às partes prazo comum de dez 
dias para impugnação.
d) elaborada a conta e tornada líquida, o juízo deverá abrir às partes prazo sucessivo de 
oito dias para impugnação.
e) elaborada a conta pela parte ou pelos órgãos auxiliares da Justiça do Trabalho, o juiz 
procederá à intimação da União para manifestação, no prazo de 10 (dez) dias, sob pena de 
preclusão.
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Liquidação e Execução Trabalhista – Parte I 
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a) Errada. O art. 878 da CLT possibilita que todas as partes promovam a execução.
b) Errada. Tais contribuições são abrangidas (art. 879, § 1º-A, CLT) e executadas de ofício 
(art. 876, parágrafo único, CLT).
c) Errada. Elaborada a conta e tornada líquida, o juízo deverá abrir às partes prazo comum 
de oito dias para impugnação fundamentada com a indicação dos itens e valores objeto 
da discordância, sob pena de preclusão (art. 879, § 2º, CLT).
d) Errada. Vide comentário à letra “c”.
e) Certa. É a regra do art. 879, § 3º, da CLT.
Letra e.
006. 006. (2016/FGV/OAB) O juiz, em ação trabalhista proposta por Carlos em face da sociedade 
empresária ABCD Ltda., julgou procedente, em parte, o rol de pedidos. Nenhuma das partes 
apresentou qualquer recurso. O pedido versava exclusivamente sobre horas extras e reflexos, 
estando nos autos todos os controles de horário, recibos salariais, o termo de rescisão de 
contrato de trabalho (TRCT) e demais documentos inerentes ao contrato de trabalho em 
referência. Todos os documentos eram incontroversos.
Com base no caso apresentado, como advogado(a) de Carlos,assinale a opção que indica 
a modalidade a ser adotada para promover a liquidação de sentença.
a) Por cálculos.
b) Por arbitramento.
c) Por artigos.
d) Por execução por quantia certa.
O enunciado da questão deu pista de que todos os elementos necessários à elaboração da 
conta já estão nos autos, e nenhuma questão matemática complexa (que exigiria liquidação 
por arbitramento) incide sobre este encargo. Ademais, não há necessidade de se apurar 
nenhum fato novo (que exigiriam liquidação por artigos/procedimento comum). Portanto, 
a modalidade de liquidação será por cálculos.
Letra a.
007. 007. (2012/FGV/OAB/ADAPTADA E ATUALIZADA) A liquidação tem por objetivo a apuração 
do quantum debeatur nas sentenças proferidas de forma ilíquida e que tenham deferido, 
ao menos em parte, a pretensão deduzida. De acordo com a CLT, assinale a alternativa que 
indica as formas possíveis de liquidação da sentença nas obrigações de dar (pagar) e, caso 
o juiz conceda prazo às partes para manifestação, o número de dias para a impugnação.
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Liquidação e Execução Trabalhista – Parte I 
Gustavo Deitos
a) Artigos, cálculo ou arbitramento. Prazo de 10 dias.
b) Cálculo, arbitramento ou artigos. Prazo de 8 dias.
c) Artigos ou arbitramento. Prazo de 15 dias.
d) Cálculo ou arbitramento. Prazo de 5 dias.
Esta questão é anterior à Reforma, e tem gabarito original diverso. Todavia, modifiquei a 
questão de modo a torná-la aproveitável no seu treinamento. De acordo com o art. 879, § 2º,
CLT
Art. 879, § 2º Elaborada a conta e tornada líquida, o juízo deverá abrir às partes prazo comum 
de oito dias para impugnação fundamentada com a indicação dos itens e valores objeto da 
discordância, sob pena de preclusão.
Ademais, conforme o caput do mesmo artigo,
CLT
Art. 879. Sendo ilíquida a sentença exequenda, ordenar-se-á, previamente, a sua liquidação, 
que poderá ser feita por cálculo, por arbitramento ou por artigos.
Letra b.
008. 008. (2018/FGV/OAB) A sociedade empresária Alfa S. A. está sendo executada na Justiça 
do Trabalho e, em 13/03/2018, recebeu citação para pagamento da dívida que possui em 
relação a um processo. Mesmo citada, a sociedade empresária permaneceu inerte, pelo 
que, no 10º dia contado da citação, o juízo iniciou, a requerimento do exequente a tentativa 
de bloqueio pelo sistema Bacen-Jud e, paralelamente, inscreveu o nome do executado no 
Banco Nacional de Devedores Trabalhistas (BNDT).
Diante da situação apresentada e dos termos da CLT, assinale a afirmativa correta.
a) A atitude do magistrado está correta, eis que não houve o pagamento voluntário da dívida 
no prazo legal, sendo a inserção imediata no BNDT uma adequada medida coercitiva judicial.
b) A Lei deixa ao arbítrio do juiz determinar a partir de quando o nome do devedor deve 
ser inserido em cadastro restritivo de crédito, inclusive no BNDT.
c) A Justiça do Trabalho não atua mais com inserção e retirada do nome de devedores no 
BNDT, pelo que a atitude do magistrado é inócua e contrária às regras da CLT.
d) A decisão que determinou a inserção do nome do devedor no BNDT está equivocada, 
porque somente poderia ocorrer 45 dias depois de ele não pagar, nem garantir o juízo.
Esta questão cobrou diretamente uma alteração importante da Reforma Trabalhista: o 
art. 883-A:
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Liquidação e Execução Trabalhista – Parte I 
Gustavo Deitos
CLT
Art. 883-A. A decisão judicial transitada em julgado somente poderá ser levada a protesto, gerar 
inscrição do nome do executado em órgãos de proteção ao crédito ou no Banco Nacional de 
Devedores Trabalhistas (BNDT), nos termos da lei, depois de transcorrido o prazo de quarenta 
e cinco dias a contar da citação do executado, se não houver garantia do juízo.
Portanto, o magistrado até poderia efetuar a tentativa de bloqueio pelo sistema Bacen-Jud, 
mas está equivocada a decisão na parte que determinou a inscrição do nome do executado 
no BNDT no 10º dia a contar da citação.
Letra d.
009. 009. (2018/FGV/OAB) Uma entidade filantrópica foi condenada em reclamação trabalhista 
movida por uma ex-empregada, em fevereiro de 2018. A sentença transitou em julgado 
e agora se encontra na fase de execução. Apresentados os cálculos e conferida vista à 
executada, o juiz homologou a conta apresentada pela exequente.
Em relação à pretensão da entidade de ajuizar embargos de devedor para questionar a 
decisão homologatória, assinale a afirmativa correta.
a) Não há necessidade de garantia do juízo, no caso apresentado, para o ajuizamento de 
embargos de devedor.
b) Se a executada deseja questionar os cálculos, deverá garantir o juízo com dinheiro ou 
bens e, então, ajuizar embargos de devedor.
c) A executada, por ser filantrópica, poderá ajuizar embargos à execução, desde que garanta 
a dívida em 50%.
d) A entidade filantrópica não tem finalidade lucrativa, daí por que não pode ser empregadora, 
de modo que a execução contra ela não se justifica, e ela poderá ajuizar embargos a qualquer 
momento.
A FGV costuma chamar os embargos à execução, esporadicamente, de “embargos do 
devedor”. Ela explorou diretamente a nova regra da Reforma Trabalhista: sujeitos isentos de 
garantir a execução. As entidades filantrópicas são um dos sujeitos. Vide art. 884, § 6º, CLT:
CLT
Art. 884, § 6º A exigência da garantia ou penhora não se aplica às entidades filantrópicas e/
ou àqueles que compõem ou compuseram a diretoria dessas instituições.
Essa isenção é total (100%).
Letra a.
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Liquidação e Execução Trabalhista – Parte I 
Gustavo Deitos
010. 010. (2018/FGV/OAB) Em reclamação trabalhista já na fase de execução, o juiz determinou 
que o autor apresentasse os cálculos de liquidação, determinação esta que foi cumprida pelo 
exequente em fevereiro de 2018. Então, o calculista do juízo analisou as contas e entendeu 
que elas estavam corretas, pelo que o juiz homologou os cálculos ofertados e determinou 
a citação do executado para pagamento em 48 horas, sob pena de execução.
Considerando a narrativa apresentada e os termos da CLT, assinale a afirmativa correta.
a) Agiu corretamente o juiz, porque as contas foram atestadas pelo calculista como corretas.
b) Equivocou-se o magistrado, porque deveria obrigatoriamente conferir vista dos cálculos 
ao executado.
c) Uma vez que o juiz do Trabalho tem amplo poder de direção e controle do processo, sua 
decisão está amparada na norma cogente.
d) O juiz tem a faculdade de abrir vista ao executado por 10 dias, mas não obrigação de 
fazê-lo.
Mais uma questão que explora, diretamente, alteração da Reforma. Vimos em aula que, de 
acordo com o art. 879, § 2º, da CLT, o juiz DEVE dar às partes oportunidade de manifestarem-
se sobre os cálculos, sob pena de preclusão. Antes da Reforma, essa manifestação apenas 
“poderia” ser oportunizada pelo juiz. Agora, o juiz é obrigado a oportunizá-la. Portanto, 
está equivocado o magistrado ao homologar cálculossomente porque o calculista do juízo 
os entendeu corretos.
Letra b.
011. 011. (2017/FGV/OAB/ADAPTADA E ATUALIZADA) Em sede de processo trabalhista, após o 
trânsito em julgado da sentença e elaborada a conta de liquidação, foi aberto prazo de 8 dias 
para que as partes se manifestassem sobre a mesma. Contudo, o réu não se manifestou, 
e o autor concordou com a conta do juízo, que foi homologada.
Considerada essa hipótese, em sede de embargos à execução do réu, interposto 05 dias 
após a garantia do juízo, este pretende discutir a conta de liquidação, aduzindo incorreção 
nos valores.
Você, como advogado(a) do autor deverá, em resposta,
a) suscitar a preclusão do direito aos embargos à execução e expor as razões pelas quais 
entende pela validade dos cálculos do juízo.
b) suscitar apenas que a conta está correta.
c) suscitar a intempestividade dos embargos.
d) suscitar apenas que a conta está correta e requerer o levantamento dos valores 
incontroversos.
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Liquidação e Execução Trabalhista – Parte I 
Gustavo Deitos
Originalmente, esta questão tinha enunciado apontando prazo diverso de manifestação, 
o qual atualizei a fim de tornar a questão aproveitável ao seu estudo. Perceba que ambas 
as partes tiveram prazo para se manifestarem sobre os cálculos, e somente o autor se 
manifestou. Logo, o réu (reclamado) perdeu a oportunidade de apontar incorreções e 
diferenças, eis que ocorreu preclusão. Portanto, caberá ao autor alegar que o direito do 
réu de se manifestar sobre os cálculos precluiu, nos termos do art. 879, § 2º, da CLT:
CLT
Art. 879, § 2º Elaborada a conta e tornada líquida, o juízo deverá abrir às partes prazo comum 
de oito dias para impugnação fundamentada com a indicação dos itens e valores objeto da 
discordância, sob pena de preclusão.
Letra a.
012. 012. (2017/FGV/OAB) A sociedade empresária Arco Íris Limpeza Ltda. foi citada para pagar o 
valor de uma dívida trabalhista homologada pelo juiz e, sem apresentar guia de pagamento 
ou arrolar bens, apresentou embargos de devedor, nos quais aponta diversas inconsistências 
nos cálculos.
Diante disso, de acordo com a CLT, assinale a afirmativa correta.
a) A Justiça do Trabalho passou a adotar o sistema do CPC, pelo qual não há necessidade 
de garantir o juízo para embargar, de modo que os embargos serão apreciados.
b) A CLT prevê que, para o ajuizamento de embargos de devedor, é necessário garantir o 
juízo com 50% do valor da dívida exequenda, o que não aconteceu na espécie.
c) Sem a garantia do juízo, o executado não poderá ajuizar embargos de devedor, de modo 
que as matérias por ele trazidas não serão apreciadas naquele momento.
d) A CLT determina quem, havendo ajuizamento de embargos de devedor, o executado é 
obrigado a declarar, o valor que entende devido e a depositar essa quantia à disposição do 
juízo.
A garantia da execução (ou garantia do juízo) é pressuposto indispensável para a oposição 
dos embargos à execução. A garantia do juízo baseia-se sempre no valor executado, e não 
em parte desse valor ou em outro valor. Logo, o executado não poderá ajuizar embargos 
de devedor (ou embargos à execução).
Letra c.
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Liquidação e Execução Trabalhista – Parte I 
Gustavo Deitos
013. 013. (2014/FGV/OAB) A sociedade empresária “V” Ltda., executada em ação trabalhista, 
apresentou embargos à execução arrolando testemunhas, o que foi indeferido pelo juiz, 
ao argumento de que não se tratava de processo de conhecimento.
Sobre o caso apresentado, assinale a afirmativa correta.
a) Correta a decisão do juiz, pois já fora ultrapassada a fase de conhecimento.
b) Errada a decisão do juiz, pois era cabível a prova testemunhal em sede de embargos à 
execução, podendo o juiz indeferir as testemunhas se desnecessários os depoimentos.
c) Errada a decisão do juiz, sendo cabível a prova testemunhal, não podendo indeferir as 
testemunhas, cabendo, nesse caso, arguição de nulidade da decisão
d) Correta a decisão do juiz, já que a matéria da execução está restrita a valores.
O juiz até pode indeferir as testemunhas arroladas em sede de embargos à execução, mas 
o indeferimento deve fundamentar-se na desnecessidade dos depoimentos. O motivo 
alegado pelo juiz para não ouvir as testemunhas é de que as testemunhas seriam restritas 
à fase de conhecimento, o que é falso. De acordo com o art. 884, § 2º, da CLT,
CLT
Art. 884, § 2º Se na defesa tiverem sido arroladas testemunhas, poderá o Juiz ou o Presidente 
do Tribunal, caso julgue necessários seus depoimentos, marcar audiência para a produção das 
provas, a qual deverá realizar-se dentro de 5 (cinco) dias.
Portanto, cabe, sim, prova testemunhal na fase de execução. Inclusive, foi ilustrado na aula 
um exemplo prático.
Letra b.
014. 014. (2013/FGV/OAB) A requerimento do credor e após não localizar bens da pessoa jurídica 
ex-empregadora, o juiz desconsiderou a personalidade jurídica numa reclamação trabalhista, 
incluiu um dos sócios no polo passivo e o citou para pagamento. Este sócio, então, depositou 
a quantia exequenda, mas pretende questionar o valor da execução.
Assinale a alternativa que indica a maneira pela qual ele materializará seu inconformismo.
a) Ação Rescisória.
b) Embargos de Terceiro.
c) Impugnação de Credor.
d) Embargos à Execução.
Após a citação para pagamento do valor em execução, o executado, discordando do valor, 
poderá opor embargos à execução, conforme o art. 884, caput, da CLT:
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Liquidação e Execução Trabalhista – Parte I 
Gustavo Deitos
CLT
Art. 884. Garantida a execução ou penhorados os bens, terá o executado 5 (cinco) dias para 
apresentar embargos, (...).
Veja que o sócio executado depositou a quantia exequenda, o que o autoriza, a partir de 
então, a opor os embargos à execução.
Letra d.
015. 015. (2012/FGV/OAB) De acordo com a Consolidação das Leis do Trabalho, assinale a 
afirmativa correta.
a) não há citação para a execução, uma vez que a fase executiva pode ser iniciada de ofício.
b) a citação na execução será realizada por via postal.
c) a citação na execução será realizada por mandado.
d) a citação na execução será realizada por mandado, mas, se o executado não for encontrado 
após três tentativas, caberá a citação por edital.
Lembre-se do que foi dito: pela letra CLT, a citação para pagamento da execução ocorre por 
mandado, embora na prática a execução não seja feita mediante citação, e nem mediante 
mandado, em regra. Assim dispõe a primeira parte do art. 880:
CLT
Art. 880. Requerida a execução, o juiz ou presidente do tribunal mandará expedir mandado de 
citação do executado, (...).
Letra c.
016. 016. (2012/FGV/OAB/ADAPTADA E ATUALIZADA) Relativamente à execução trabalhista, 
assinale a afirmativa correta.
a) Pode ser por título judicial ou extrajudicial. São títulos extrajudiciais os termos de ajuste 
de conduta firmados perante o Ministério Público do Trabalho, os termos de conciliaçãofirmado perante as Comissões de Conciliação Prévia e as duplicatas mercantis.
b) Pode ser por título judicial ou extrajudicial. São títulos judiciais unicamente as decisões 
passadas em julgado com efeito suspensivo e são títulos extrajudiciais os termos de ajuste 
de conduta firmados perante o Ministério Público do Trabalho e os termos de conciliação 
firmado perante as Comissões de Conciliação Prévia.
c) Dependem de prévia liquidação, pelo que só podem se executados a sentença e o acordo 
não cumpridos.
d) Pode ser por título judicial, caso do acordo descumprido, e por título extrajudicial, caso 
do termo de ajuste de conduta firmado perante o Ministério Público do Trabalho.
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Originalmente, esta questão envolvia, na parte final da letra “a”, em vez de “duplicatas 
mercantis”, o “cheque sem fundo passado pelo empregador ao empregado”. A questão 
é anterior à Instrução Normativa n. 39 do TST, que dá aos cheques natureza de título 
executivo extrajudicial, executável perante a Justiça do Trabalho se a dívida decorrente do 
cheque for inequivocamente trabalhista. Por ser anterior à IN 39, a FGV colocou o cheque 
na alternativa para torná-la errada, porque naquela época, realmente, não se via o cheque 
como um título executivo extrajudicial trabalhista pacificamente, por ausência de previsão 
expressa, a qual agora existe na IN 39. Passadas essas considerações, vamos à questão:
a) Errada. O único erro está nas “duplicatas mercantis”, que não são previstas em lei, nem 
em ato normativo, como título executivo na Justiça do Trabalho.
b) Errada. O erro está em dizer que os únicos títulos executivos judiciais seriam as decisões 
com efeito suspensivo, porque, na verdade, tais decisões não são títulos executivos. Títulos 
executivos judiciais são as decisões transitadas em julgado e aquelas que, embora não 
transitadas em julgado, tenham sido objeto de recurso sem efeito suspensivo.
c) Errada. Tais títulos são executáveis, mas não são os únicos. Vide art. 876 da CLT:
CLT
Art. 876. As decisões passadas em julgado ou das quais não tenha havido recurso com efeito 
suspensivo; os acordos, quando não cumpridos; os termos de ajuste de conduta firmados perante 
o Ministério Público do Trabalho e os termos de conciliação firmados perante as Comissões de 
Conciliação Prévia serão executadas pela forma estabelecida neste Capítulo.
d) Certa. Acordo descumprido é exemplo de título executivo judicial, e termo de ajuste de 
conduta firmado perante o MPT é exemplo de título executivo extrajudicial. No mais, vide 
art. 876 da CLT.
Letra d.
017. 017. (2018/VUNESP/UNICAMP/PROCURADOR DE UNIVERSIDADE ASSISTENTE) A execução 
trabalhista pode ser promovida de ofício pelo magistrado do trabalho
a) apenas nos casos em que as partes não estiverem representadas por advogado.
b) sempre que a parte interessada não adotar as providências para iniciar a liquidação da 
sentença.
c) que for parte os órgãos da Administração Pública direta, autárquica ou fundacional.
d) quando a reclamada for massa falida ou empresa em recuperação judicial.
e) quando houver expressa aquiescência de ambas as partes.
De forma certeira, a banca restringiu-se a cobrar uma das maiores novidades da Reforma 
Trabalhista: a execução deve ser impulsionada pelas partes, a menos que o exequente não 
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seja representado por advogado ( jus postulandi), caso em que o juiz poderá promovê-la de 
ofício. É a nova regra do art. 878 da CLT:
CLT
Art. 878. A execução será promovida pelas partes, permitida a execução de ofício pelo juiz ou 
pelo Presidente do Tribunal apenas nos casos em que as partes não estiverem representadas 
por advogado.
Letra a.
018. 018. (2018/VUNESP/PREFEITURA DE SOROCABA-SP/PROCURADOR DO MUNICÍPIO) Na fase 
de execução, a apresentação de embargos pressupõe a garantia da execução ou penhora 
de bens, estando dispensados(as) de referida exigência, entre outros,
a) as autarquias e as entidades filantrópicas
b) os Estados, os Municípios e as empresas públicas.
c) a União e suas autarquias, as sociedades de economia mista e as empresas públicas.
d) os Municípios, as fundações e as sociedades de economia mista.
e) a União, as sociedades de economia mista e a massa falida.
a) Certa. As autarquias já eram isentas desde antes da Reforma. Após a Reforma, tornaram-
se isentas, também, as entidades filantrópicas (art. 884, § 6º, CLT).
b) Errada. As empresas públicas são como qualquer empresa privada para fins de garantia 
do juízo.
c) Errada. Vide comentário à letra “b”.
d) Errada. As sociedades de economia mista, assim como as empresas públicas, são como 
qualquer empresa privada para fins de garantia do juízo.
e) Errada. A doutrina e a jurisprudência ainda não chegaram num consenso sobre a isenção 
da massa falida de garantir o juízo para opor embargos à execução. Há decisões nos 
diferentes sentidos (de cabimento e de não cabimento da isenção). Entendo que a falta 
de objetividade desse ponto específico inviabiliza sua cobrança em provas objetivas. Para a 
sorte do examinando, era possível eliminar esta alternativa tendo em vista a sociedade de 
economia mista, que não é isenta, devendo garantir o juízo como qualquer empresa privada.
Letra a.
019. 019. (2018/FCC/TRT-15ª REGIÃO(SP)/ANALISTA JUDICIÁRIO/ÁREA JUDICIÁRIA/OFICIAL DE 
JUSTIÇA AVALIADOR FEDERAL) Considerando as regras legais em relação à liquidação de 
sentença e à execução no processo do trabalho,
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Gustavo Deitos
a) a execução poderá ser promovida por qualquer interessado ou ex officio pelo próprio 
Juiz ou pelo Presidente do Tribunal competente.
b) é facultado ao devedor o pagamento imediato da parte que entender devida à Previdência 
Social, sem prejuízo da cobrança de eventuais diferenças encontradas na execução ex officio.
c) a exigência de garantia ou penhora se aplica às entidades filantrópicas e/ou àqueles que 
compõem ou compuseram a diretoria dessas instituições.
d) elaborada a conta e tornada líquida, o juízo poderá abrir às partes prazo comum de 
cinco dias para impugnação fundamentada com a indicação dos itens e valores objeto da 
discordância, sob pena de preclusão.
e) garantida a execução ou penhorados os bens, no prazo de oito dias, o executado poderá 
apresentar embargos à execução.
a) Errada. A execução somente poderá ocorrer de ofício quando a parte exequente não 
for representada por advogado (art. 878 da CLT), ou para o caso específico de execução 
de contribuições previdenciárias ou custas processuais. No mais, a execução deve ser 
promovida pelas partes.
b) Certa. É a regra do art. 878-A da CLT:
Art. 878-A. Faculta-se ao devedor o pagamento imediato da parte que entender devida à 
Previdência Social, sem prejuízo da cobrança de eventuaisdiferenças encontradas na execução 
ex officio.
c) Errada. Tais sujeitos são isentos da garantia do juízo (art. 884, § 6º, CLT).
d) Errada. Nos termos do art. 879, § 2º, da CLT:
Art. 879, § 2º Elaborada a conta e tornada líquida, o juízo deverá abrir às partes prazo comum 
de oito dias para impugnação fundamentada com a indicação dos itens e valores objeto da 
discordância, sob pena de preclusão.
e) Errada. O prazo, na verdade, é de 5 dias (art. 884, caput, CLT).
Letra b.
020. 020. (2018/FCC/TRT-15ª REGIÃO(SP)/ANALISTA JUDICIÁRIO/ÁREA JUDICIÁRIA) Em reclamação 
trabalhista na qual foi proferida sentença ilíquida, o juiz determinou que o reclamante 
apresentasse os cálculos de liquidação, com indicação da contribuição previdenciária 
incidente. Após apresentação dos cálculos pelo reclamante, o juiz concedeu prazo de 10 
dias para o reclamado apresentar seus cálculos. Diante da divergência entre os valores 
apresentados pelas partes, o juiz nomeou perito contábil para elaboração da conta de 
liquidação. Entendendo corretos os cálculos elaborados pelo perito, o juiz homologou os 
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mesmos e determinou a citação do executado para pagamento do crédito em 48 horas, 
sob pena de execução. Considerando as disposições legais, o juiz
a) agiu corretamente, porque as contas foram elaboradas por perito contábil, não sendo 
necessário dar vistas às partes, até porque as mesmas já apresentaram seus cálculos.
b) não agiu corretamente, porque deveria obrigatoriamente conferir vista dos cálculos às 
partes, no prazo sucessivo de 8 dias para impugnação fundamentada com a indicação dos 
itens e valores objeto da discordância, sob pena de preclusão.
c) agiu corretamente, por ter amplo poder de direção e controle do processo, estando sua 
decisão amparada por norma cogente, que o autoriza expressamente a agir desse modo.
d) não agiu corretamente, porque deveria obrigatoriamente conferir vista dos cálculos às 
partes, no prazo comum de 8 dias para impugnação fundamentada com a indicação dos 
itens e valores objeto da discordância, sob pena de preclusão.
e) agiu corretamente, pois tem a faculdade de conferir vista dos cálculos às partes, no prazo 
de 8 dias para impugnação fundamentada com a indicação dos itens e valores objeto da 
discordância, sob pena de preclusão, mas não obrigação de fazê-lo.
Vimos em aula que, de acordo com o art. 879, § 2º, da CLT, o juiz DEVE dar às partes 
oportunidade de manifestarem-se sobre os cálculos, sob pena de preclusão. Antes da 
Reforma, essa manifestação apenas “poderia” ser oportunizada pelo juiz. Agora, o juiz é 
obrigado a oportunizá-la. Portanto, estava equivocado o magistrado ao homologar cálculos 
oferecidos pelo perito de forma direta, sem que as partes se manifestassem.
Letra d.
021. 021. (2018/FCC/TRT-6ª REGIÃO(PE)/ANALISTA JUDICIÁRIO/OFICIAL DE JUSTIÇA AVALIADOR 
FEDERAL) Considere as afirmações abaixo acerca da liquidação e execução de sentença no 
processo do trabalho, conforme previsão na CLT.
I – A execução no processo do trabalho será sempre promovida por iniciativa das partes em 
qualquer hipótese, por determinação legal.
II – Elaborada a conta e tornada líquida, o juízo poderá abrir às partes prazo sucessivo de 
8 dias para impugnação fundamentada, sob pena de preclusão.
III – A atualização dos créditos decorrentes de condenação judicial será feita pela Taxa 
Referencial (TR), divulgada pelo Banco Central do Brasil.
IV – Tratando-se de execução de valores superiores a 40 salários mínimos, o juiz deverá 
nomear perito para a elaboração e fixará, depois da conclusão do trabalho, o valor dos 
respectivos honorários.
Está correto o que se afirma APENAS em
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a) IV.
b) II e IV.
c) I e II.
d) III.
e) I e III.
I – Errada. Há uma exceção: quando o exequente não estiver representado por advogado, 
o juiz poderá promover a execução de ofício, além do caso especial das contribuições 
previdenciárias e das custas processuais.
II – Errada. O prazo é de 8 dias, realmente. Contudo, o prazo é comum, e o juiz DEVE abri-
lo. Vide art. 879, § 2º, CLT:
Art. 879. § 2º Elaborada a conta e tornada líquida, o juízo deverá abrir às partes prazo comum 
de oito dias para impugnação fundamentada com a indicação dos itens e valores objeto da 
discordância, sob pena de preclusão.
III – Certa. É a regra literal do art. 879, § 7º, da CLT.
IV – Errada. A nomeação de perito para os cálculos (liquidação por arbitramento) ocorrerá 
quando os cálculos forem complexos (art. 879, § 6º, CLT), independentemente do valor 
envolvido neles.
Letra d.
022. 022. (2018/FCC/TRT/6ª REGIÃO (PE)/TÉCNICO JUDICIÁRIO/ÁREA ADMINISTRATIVA) Em 
relação à execução trabalhista, conforme legislação vigente,
a) será promovida pelas partes, permitida a atuação de ofício do Juiz, ainda que as partes 
estejam assistidas por advogado.
b) requerida a execução, o Juiz mandará expedir mandado de citação do executado, a fim 
de que proceda ao pagamento em dinheiro, inclusive de contribuições sociais devidas à 
União, em cinco dias, ou garanta a execução, sob pena de penhora.
c) garantida a execução ou penhorados os bens, terá o executado prazo de quinze dias para 
apresentar embargos, cabendo igual prazo ao exequente para impugnação.
d) a matéria de defesa em embargos à execução será restrita às alegações de cumprimento 
da decisão ou do acordo, quitação ou prescrição da dívida, não cabendo produção de prova 
testemunhal em audiência.
e) o executado que não pagar a importância reclamada poderá garantir a execução mediante 
depósito da quantia correspondente, atualizada e acrescida das despesas processuais, 
apresentação de seguro-garantia judicial ou nomeação de bens à penhora, observada a 
ordem preferencial estabelecida na lei processual civil.
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a) Errada. A atuação de ofício do juiz para promover a execução somente ocorrerá quando o 
exequente não estiver representado por advogado, além do caso especial das contribuições 
previdenciárias e das custas processuais. O texto da alternativa, especialmente pela conjunção 
concessiva “ainda que”, dá a entender que a execução poderia tanto ser promovida pelas 
partes quanto de ofício pelo juiz, o que não é verdade.
b) Errada. O prazo para pagamento é de 48 horas.
c) Errada. O prazo para embargos à execução é de 5 dias.
d) Errada. De acordo com o art. 884, § 2º, da CLT,
Art. 884, § 2º Se na defesa tiverem sido arroladas testemunhas, poderá o Juiz ou o Presidente 
do Tribunal, caso julgue necessários seus depoimentos, marcar audiência para a produção das 
provas, a qual deverá realizar-se dentro de 5 (cinco) dias.
Portanto, cabe, sim, prova testemunhal na fase de execu��ão. As matérias alegáveis 
estão corretas e de acordo com o textoliteral da CLT (art. 884, § 1º), mas lembre-se das 
considerações feitas em aula sobre a aplicabilidade do art. 525, § 1º, do CPC.
e) Certa. Mais uma alternativa embasada na Reforma Trabalhista. Veja o que diz o art. 882 
da CLT:
Art. 882. O executado que não pagar a importância reclamada poderá garantir a execução 
mediante depósito da quantia correspondente, atualizada e acrescida das despesas processuais, 
apresentação de seguro-garantia judicial ou nomeação de bens à penhora, observada a ordem 
preferencial estabelecida no art. 835 da Lei no 13.105, de 16 de março de 2015 – Código de 
Processo Civil.
Letra e.
023. 023. (2018/CESPE/PGE-PE/PROCURADOR DO ESTADO) De acordo com o disposto na CLT 
e com a jurisprudência do TST a respeito da execução trabalhista, a parte executada será 
citada para pagar a quantia devida ou indicar bens à penhora no prazo de
a) vinte e quatro horas.
b) trinta e seis horas.
c) quarenta e oito horas.
d) sessenta horas.
e) setenta e duas horas.
É de 48 horas o referido prazo, conforme o art. 880 da CLT.
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024. 024. (2018/VUNESP/IPSM/PROCURADOR) Após a elaboração da conta de liquidação, o juiz 
do trabalho
a) poderá abrir às partes prazo sucessivo de dez dias para impugnação.
b) poderá abrir às partes o prazo comum de oito dias para impugnação.
c) deverá abrir às partes o prazo comum de oito dias para impugnação
d) deverá ouvir o Ministério Público do Trabalho.
e) deverá intimar a União para apresentação do valor das contribuições previdenciárias.
É a regra literal do art. 879, § 2º, da CLT, muito já batido nas questões aqui propostas.
Letra c.
025. 025. (2017/FCC/TRT-21ª REGIÃO(RN)/ANALISTA JUDICIÁRIO/ÁREA JUDICIÁRIA) Recebido 
o mandado de citação para pagamento e penhora, conforme as disposições da Lei n. 
13.467/2017, o executado que não pagar a importância reclamada poderá garantir a 
execução mediante depósito da quantia correspondente, atualizada e acrescida das despesas 
processuais,
a) ou nomear bens à penhora, observada a ordem preferencial estabelecida no CPC, sendo 
que a decisão judicial transitada em julgado somente poderá ser levada a protesto, gerar 
inscrição do nome do executado em órgãos de proteção ao crédito ou no Banco Nacional de 
Devedores Trabalhistas − BNDT, nos termos da lei, depois de transcorrido o prazo de trinta 
dias a contar da citação do executado, se não houver garantia do juízo.
b) apresentação de seguro-garantia judicial, ou nomeação de bens à penhora, observada 
a ordem preferencial estabelecida no CPC, sendo que a decisão judicial transitada em 
julgado somente poderá ser levada a protesto, gerar inscrição do nome do executado em 
órgãos de proteção ao crédito ou no Banco Nacional de Devedores Trabalhistas − BNDT, nos 
termos da lei, depois de transcorrido o prazo de quarenta e cinco dias a contar da citação 
do executado, se não houver garantia do juízo.
c) ou nomear bens à penhora, observada a ordem preferencial estabelecida no CPC, sendo 
que a decisão judicial transitada em julgado somente poderá ser levada a protesto, gerar 
inscrição do nome do executado em órgãos de proteção ao crédito ou no Banco Nacional 
de Devedores Trabalhistas − BNDT, nos termos da lei, depois de transcorrido o prazo de 
quarenta e cinco dias a contar da citação do executado, se não houver garantia do juízo.
d) ou nomear bens à penhora, observada a ordem preferencial estabelecida no CPC, sendo 
que a decisão judicial transitada em julgado somente poderá ser levada a protesto, gerar 
inscrição do nome do executado em órgãos de proteção ao crédito ou no Banco Nacional 
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de Devedores Trabalhistas − BNDT, nos termos da lei, depois de transcorrido o prazo de 
sessenta dias a contar da citação do executado, se não houver garantia do juízo.
e) apresentação de seguro-garantia judicial ou nomeação de bens à penhora, observada a 
ordem preferencial estabelecida no CPC, sendo que a decisão judicial transitada em julgado 
não poderá ser levada a protesto, gerar inscrição do nome do executado em órgãos de 
proteção ao crédito ou no Banco Nacional de Devedores Trabalhistas − BNDT, nos termos 
da lei, até o trâmite final do processo de execução.
a) Errada. A alternativa excluiu a possibilidade de o executado apresentar seguro-garantia 
judicial (art. 882 da CLT), e o prazo a contar da citação para inscrição no BNDT, protesto e 
inscrição no SPC/SERASA é de 45 dias.
b) Certa. Alternativa em perfeita conformidade com os art. 882 e 883-A, conjuntamente.
c) Errada. A alternativa excluiu a possibilidade de o executado apresentar seguro-garantia 
judicial (art. 882 da CLT).
d) Errada. A alternativa excluiu a possibilidade de o executado apresentar seguro-garantia 
judicial (art. 882 da CLT), e o prazo a contar da citação para inscrição no BNDT, protesto e 
inscrição no SPC/SERASA é de 45 dias.
e) Errada. Na verdade, o prazo de impossibilidade para inscrição no BNDT, protesto e 
inscrição no SPC/SERASA é de 45 dias a contar da citação do executado, e não até o final 
da execução, como propõe erroneamente a alternativa.
Letra b.
026. 026. (2017/FCC/TST/TÉCNICO JUDICIÁRIO/ÁREA ADMINISTRATIVA) No tocante à execução 
trabalhista, considere:
I – Sendo ilíquida a sentença exequenda, ordenar-se-á, previamente, a sua liquidação, que 
poderá ser feita por cálculo, por artigos ou por arbitragem.
II – Elaborada a conta e tornada líquida, o juízo deverá abrir às partes prazo comum de 
oito dias para impugnação fundamentada com a indicação dos itens e valores objeto da 
discordância, sob pena de preclusão.
III – Na liquidação, não se poderá modificar, ou inovar, a sentença liquidanda, nem discutir 
matéria pertinente à causa principal, desde que erro grosseiro justifique tal manifestação.
IV – A atualização dos créditos decorrentes de condenação judicial será feita pela Taxa 
Referencial (TR), divulgada pelo Banco Central do Brasil.
Tendo em vista o disposto na CLT, com as alterações promovidas pela Lei n. 13.467/2017, 
está correto o que consta APENAS em
a) I e III.
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Liquidação e Execução Trabalhista – Parte I 
Gustavo Deitos
b) II e IV.
c) III e IV.
d) I e II.
e) I.
I – Errada. Não existe liquidação por “arbitragem”, mas sim por “arbitramento”.
II – Certa. É a regra literal do art. 879, § 2º, da CLT.
III – Errada. A redação deste item é extremamente confusa. Parece que o examinador 
tentou criar uma espécie de “exceção”, na qual seria cabível discutir a matéria principal na 
liquidação, de modo a tornar o item III errado. Todavia, ele se equivocou completamente na 
língua portuguesa. A conjunção condicional “desde que” dá a entender que a proibição da 
discussão da matéria principal ou da inovação da sentença liquidanda seriam condicionadas 
à existência de erro grosseiro.Percebeu que não faz sentido?Percebeu que não faz sentido?
Não se preocupe. Se houve inserção de tantas informações confusas, certo o item não 
pode estar.
IV – Certa. É a regra do art. 879, § 7º, da CLT.
Letra b.
027. 027. (2017/CESPE/TRT-7ª REGIÃO(CE)/TÉCNICO JUDICIÁRIO/ÁREA ADMINISTRATIVA) Em 
demanda trabalhista, a empresa RXW Previ S.A. foi condenada ao pagamento de verbas 
trabalhistas ao empregado João. Além disso, em razão dessa mesma demanda, foi reconhecida 
a existência de débitos previdenciários contra a empresa, incidentes sobre os rendimentos 
do autor da demanda e não recolhidos aos cofres públicos. No que se refere à condenação 
relativa ao empregado, a empresa cumpriu as determinações da justiça dentro do prazo 
legal. Em relação ao tributo devido, a empresa não efetuou qualquer recolhimento.
Nessa situação hipotética, sabendo que o credor dessa relação jurídica inadimplida é a 
União, assinale a opção correta acerca da execução da verba previdenciária.
a) O processo executivo poderá ser iniciado, de ofício, pelo próprio juízo sentenciante.
b) Por se tratar de um direito subjetivo, somente poderá ser executado pela União, junto 
à justiça do trabalho.
c) Por se tratar de um direito subjetivo, somente poderá ser executado pela União, junto 
à justiça federal.
d) Somente a União poderá executar o débito, podendo escolher se a execução ocorrerá na 
justiça federal ou na justiça do trabalho.
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Liquidação e Execução Trabalhista – Parte I 
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A execução de ofício, além do caso do exequente sem advogado, pode ocorrer relativamente 
à cobrança das contribuições previdenciárias decorrentes das sentenças condenatórias 
em pecúnia e dos acordos homologados pela Justiça do Trabalho. É a regra do art. 876, 
parágrafo único, da CLT:
Art. 876, Parágrafo único. A Justiça do Trabalho executará, de ofício, as contribuições sociais 
previstas na alínea a do inciso I e no inciso II do caput do art. 195 da Constituição Federal, e seus 
acréscimos legais, relativas ao objeto da condenação constante das sentenças que proferir e 
dos acordos que homologar.
Letra a.
028. 028. (2017/VUNESP/PREFEITURA DE SÃO JOSÉ DOS CAMPOS (SP)/PROCURADOR/ADAPTADA 
E ATUALIZADA) Nos termos da Consolidação das Leis do Trabalho, garantida a execução ou 
penhorados os bens, terá o executado o prazo de
a) 5 (cinco) dias contínuos para apresentar embargos.
b) 5 (cinco) dias úteis para apresentar embargos.
c) 8 (oito) dias contínuos para apresentar agravo de petição.
d) 8 (oito) dias úteis para apresentar agravo de petição.
e) 10 (dez) dias contínuos para impugnação.
Originalmente, esta questão considerava errada a letra b, por falar em “dias úteis”, pois 
antes da Reforma os prazos no processo do trabalho eram contados de maneira contínua. 
Agora, os prazos são contados em dias úteis, apenas. Conforme o art. 884, caput, da CLT, 
o prazo é de 5 dias, e conforme o art. 775 da CLT, os prazos no processo do trabalho são 
contados em dias úteis.
Letra b.
029. 029. (2017/BANPARÁ/BANCA DO ÓRGÃO/ADVOGADO) A respeito da execução no processo 
do trabalho, assinale a alternativa CORRETA:
a) São executados na Justiça do Trabalho as decisões passadas em julgado ou das quais 
não tenha havido recurso com efeito suspensivo; os acordos, quando não cumpridos; os 
termos de ajuste de conduta firmados perante o Ministério Público do Trabalho e os termos 
de conciliação firmados perante as Comissões de Conciliação Prévia.
b) Serão executadas, desde que a pedido do INSS, as contribuições sociais devidas em 
decorrência de decisão proferida por juízes e tribunais do trabalho, resultantes de condenação 
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ou homologação de acordo, inclusive sobre os salários pagos durante o período contratual 
reconhecido.
c) É competente para a execução de título executivo extrajudicial o juiz que assim for 
designado por determinação do Presidente do Tribunal Regional do Trabalho a que o primeiro 
estiver vinculado.
d) A execução poderá ser promovida por qualquer interessado, ou, de ofício, pelo Ministério 
Público do Trabalho.
a) Certa. Tais títulos executivos são os previstos no art. 876, caput, da CLT.
b) Errada. Conforme o art. 876, parágrafo único, a execução de ofício, além do caso do 
exequente sem advogado, pode ocorrer relativamente à cobrança das contribuições 
previdenciárias decorrentes das sentenças condenatórias em pecúnia e dos acordos 
homologados pela Justiça do Trabalho (portanto, independe de qualquer ato do INSS a 
execução dessas contribuições). Ademais, a Justiça do Trabalho NÃO tem competência 
para cobrar contribuições previdenciárias relativas ao período contratual, mas tão somente 
sobre as parcelas da condenação ou os acordos homologados.
c) Errada. Conforme o art. 877-A da CLT,
Art. 877-A. É competente para a execução de título executivo extrajudicial o juiz que teria 
competência para o processo de conhecimento relativo à matéria.
d) Errada. De acordo com o art. 878,
Art. 878. A execução será promovida pelas partes, permitida a execução de ofício pelo juiz ou 
pelo Presidente do Tribunal apenas nos casos em que as partes não estiverem representadas 
por advogado.
Letra a.
030. 030. (2017/VUNESP/PREFEITURA DE PORTO FERREIRA (SP)/PROCURADOR JURÍDICO) Em 
conformidade com o texto expresso na CLT – Consolidação das Leis do Trabalho, garantida 
a execução ou penhorados os bens, terá o exequente o prazo de 5 (cinco) dias para 
apresentação de
a) embargos à execução.
b) agravo de petição.
c) impugnação.
d) impugnação aos cálculos de liquidação.
e) embargos à penhora.
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Cuidado: o enunciado pediu o recurso cabível por parte do EXEQUENTE. O executado 
teria direito aos embargos à execução, enquanto o exequente tem direito a apresentar 
impugnação (art. 884, caput, parte final, CLT).
Letra c.
031. 031. (2017/FCC/TRT-24ª REGIÃO (MS)/TÉCNICO JUDICIÁRIO/ÁREA ADMINISTRATIVA) Em 
relação à liquidação da sentença e à execução no Processo do Trabalho, a Consolidação das 
Leis do Trabalho estabelece:
a) Na liquidação, não se poderá modificar, ou inovar, a sentença liquidanda nem discutir 
matéria pertinente à causa principal.
b) Somente as decisões passadas em julgado e os acordos, quando não cumpridos, poderão 
ser executados na Justiça do Trabalho.
c) Elaborada a conta pela parte ou pelos órgãos auxiliares da Justiça do Trabalho, o juiz 
procederá à intimação da União para manifestação, no prazo de 8 dias, sob pena de preclusão.
d) Requerida a execução, o juiz ou Presidente do Tribunal mandará expedir mandado de 
citação do executado, a fim de que cumpra a decisão ou o acordo, ou, quando se tratar de 
pagamento em dinheiro, exceto de contribuições sociais devidas à União, para que o faça 
em 72 horas ou garanta a execução.
e) Não pagandoo executado, nem garantindo a execução, seguir-se-á a penhora dos bens, 
tantos quantos bastem ao pagamento da condenação, sem os acréscimos de custas e juros 
de mora.
a) Certa. É a regra literal do art. 879, § 1º, da CLT.
b) Errada. O rol de títulos executivos é maior (art. 876 da CLT).
c) Errada. Vide art. 879, § 2º, CLT:
Art. 879, § 2º Elaborada a conta e tornada líquida, o juízo deverá abrir às partes prazo comum 
de oito dias para impugnação fundamentada com a indicação dos itens e valores objeto da 
discordância, sob pena de preclusão.
d) Errada. O prazo é de 48 horas. Ademais, as contribuições sociais decorrentes da condenação 
em pecúnia e dos acordos homologados poderão ser executadas, também, e de ofício pelo 
juiz.
e) Errada. Não há previsão legal para exclusão das custas e dos juros de mora, que correrão 
como em qualquer caso de mora para pagamento.
Letra a.
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032. 032. (2017/FCC/TRT-11ª REGIÃO (AM E RR)/ANALISTA JUDICIÁRIO/OFICIAL DE JUSTIÇA 
AVALIADOR FEDERAL) No tocante à liquidação de sentença, em regra, de acordo com a 
Consolidação das Leis do Trabalho, é certo que
a) a liquidação não abrangerá o cálculo das contribuições previdenciárias devidas, que deverá 
ser executada de forma independente em razão da natureza do crédito.
b) elaborada a conta e tornada líquida, o Juiz deverá abrir às partes prazo comum de 10 dias 
para impugnação fundamentada com a indicação dos itens e valores objeto da discordância, 
sob pena de preclusão.
c) na liquidação, pode-se modificar a sentença liquidanda bem como discutir matéria 
pertinente à causa principal.
d) tratando-se de cálculos de liquidação complexos, o juiz deverá nomear perito para a 
elaboração e fixará, depois da conclusão do trabalho, o valor dos respectivos honorários 
com observância, entre outros, do teto de três salários mínimos regionais.
e) elaborada a conta pela parte ou pelos órgãos auxiliares da Justiça do Trabalho, o juiz 
procederá à intimação da União para manifestação, no prazo de dez dias, sob pena de 
preclusão.
a) Errada. Conforme o art. 879, § 1º-A, da CLT,
Art. 879, § 1º-A A liquidação abrangerá, também, o cálculo das contribuições previdenciárias 
devidas.
b) Errada. Vide art. 879, § 2º, CLT:
Art. 879, § 2º Elaborada a conta e tornada líquida, o juízo deverá abrir às partes prazo comum 
de oito dias para impugnação fundamentada com a indicação dos itens e valores objeto da 
discordância, sob pena de preclusão.
c) Errada. Conforme o art. 879, § 1º, da CLT,
Art. 879, § 1º Na liquidação, não se poderá modificar, ou inovar, a sentença liquidanda nem 
discutir matéria pertinente à causa principal.
d) Errada. Não há critério objetivo para fixação dos honorários do perito contador, a não 
ser os subjetivos e imensuráveis critérios de “razoabilidade e proporcionalidade”. Vide art. 
879, § 6º, da CLT:
Art. 879, § 6º Tratando-se de cálculos de liquidação complexos, o juiz poderá nomear perito para 
a elaboração e fixará, depois da conclusão do trabalho, o valor dos respectivos honorários com 
observância, entre outros, dos critérios de razoabilidade e proporcionalidade.
e) Certa. É a regra literal do art. 879, § 3º, da CLT. Dê destaque no prazo para manifestação 
da UNIÃO (10 dias), que é diferente do prazo para as partes se manifestarem.
Letra e.
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033. 033. (2017/CESPE/SEDF/ANALISTA DE GESTÃO EDUCACIONAL/DIREITO E LEGISLAÇÃO) Em 
relação aos recursos, à execução, ao mandado de segurança e à ação rescisória na justiça 
do trabalho, julgue o item a seguir.
Os embargos à execução são processados nos mesmos autos da execução, podendo haver 
audiência para produção de provas com oitiva de testemunhas arroladas pelas partes. Não 
sendo arroladas testemunhas, o juiz proferirá sua decisão dentro de cinco dias.
É possível a produção de prova testemunhal na fase de execução (art. 884, § 2º, CLT), e a 
ausência de prova testemunhal tornará exigível a prolação de sentença dentro do prazo de 
5 dias, conforme o art. 885.
Certo.
034. 034. (2016/CESPE/FUNPRESP-JUD/ANALISTA/DIREITO) Com base no disposto na Consolidação 
das Leis do Trabalho, julgue o item que se segue.
Iniciada a fase de execução e penhorados os bens, o executado poderá apresentar embargos, 
nos quais a matéria de defesa deverá restringir-se às alegações de quitação, prescrição da 
dívida ou cumprimento da decisão ou do acordo.
A ordem dos elementos está inversa, mas não altera a conclusão. As matérias alegáveis 
estão corretas e de acordo com o texto literal da CLT (art. 884, § 1º), mas lembre-se das 
considerações feitas em aula sobre a aplicabilidade do art. 525, § 1º, do CPC.
Certo.
035. 035. (2014/CESPE/CÂMARA DOS DEPUTADOS/ANALISTA LEGISLATIVO/CONSULTOR 
LEGISLATIVO ÁREA V) Acerca do MPT e da execução no direito processual do trabalho, 
julgue o item subsecutivo.
Segundo a CLT, o termo de compromisso de ajustamento de conduta firmado perante 
os auditores fiscais do Ministério do Trabalho e Emprego é considerado título executivo 
extrajudicial.
O Termo de Ajuste de Conduta, título executivo extrajudicial, é firmado perante o Ministério 
Público do Trabalho, na verdade.
Errado.
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Liquidação e Execução Trabalhista – Parte I 
Gustavo Deitos
036. 036. (2018/CESPE/PGM/MANAUS-AM/PROCURADOR DO MUNICÍPIO) Julgue o próximo item 
à luz da jurisprudência do TST acerca dos recursos na justiça do trabalho, da liquidação e 
da execução no processo do trabalho.
Na execução trabalhista, é impenhorável o faturamento de empresa porque isso comprometeria 
o desenvolvimento regular de suas atividades, bem como o próprio emprego de seus 
trabalhadores.
O faturamento da empresa é penhorável, eis que se encontra na ordem do art. 835, no inciso 
X, do CPC. Basta que a penhora se dê em grau que não atrapalhe o desenvolvimento normal 
da atividade empresarial, e não haja outros bens passíveis de penhora. É este o sentido da 
OJ n. 93 da SDI-I do TST, estudada na segunda aula sobre execução, que enuncia:
Nos termos do art. 866 do CPC de 2015, é admissível a penhora sobre a renda mensal ou 
faturamento de empresa, limitada a percentual, que não comprometa o desenvolvimento 
regular de suas atividades, desde que não haja outros bens penhoráveis ou, havendo outros 
bens, eles sejam de difícil alienação ou insuficientes para satisfazer o crédito executado.
Errado.
037. 037. (2015/CESPE/TELEBRAS/ADVOGADO) No tocante a execução trabalhista, julgue o item 
subsequente considerando a jurisprudência do TST.
A execução trabalhista tem regramento próprio e, portanto, não é aplicável ao processo do 
trabalho a multa prevista no Código de Processo Civil referente a condenação a pagamento 
de quantia certa ou fixada em liquidação em até quinze dias.
Nos termos do IRRR 4 do TST, os astreintes de 10% e os honoráriosprevidenciárias 
devidas. (Incluído pela Lei n. 10.035, de 2000)
No cálculo, a parte que o fizer (liquidação por cálculos) ou o perito contábil (liquidação 
por arbitramento) deverá apontar o valor das contribuições previdenciárias.
Essas contribuições previdenciárias são aquelas decorrentes da condenação em pecúnia 
constante da sentença, somente. Lembre-se: a Justiça do Trabalho NÃO tem competência 
para determinar o recolhimento do INSS devido ao longo do contrato de trabalho, mas, tão 
somente, tem competência para determinar o recolhimento do INSS devido em razão das 
parcelas da CONDENAÇÃO ou do ACORDO HOMOLOGADO.
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O art. 876, parágrafo único, da CLT diz:
Art. 876. A Justiça do Trabalho executará, de ofício, as contribuições sociais previstas na alínea 
a do inciso I e no inciso II do caput do art. 195 da Constituição Federal, e seus acréscimos legais, 
relativas ao objeto da condenação constante das sentenças que proferir e dos acordos que 
homologar. (Redação dada pela Lei n. 9.958, de 12/01/2000)
Ademais, a Súmula 368 do TST traz os seguintes dados:
JURISPRUDÊNCIA
Súmula n. 368 do TST
I – A Justiça do Trabalho é competente para determinar o recolhimento das contribuições 
fiscais. A competência da Justiça do Trabalho, quanto à execução das contribuições 
previdenciárias, limita-se às sentenças condenatórias em pecúnia que proferir e 
aos valores, objeto de acordo homologado, que integrem o salário de contribuição.
II – É do empregador a responsabilidade pelo recolhimento das contribuições 
previdenciárias e fiscais, resultantes de crédito do empregado oriundo de condenação 
judicial. A culpa do empregador pelo inadimplemento das verbas remuneratórias, 
contudo, não exime a responsabilidade do empregado pelos pagamentos do imposto 
de renda devido e da contribuição previdenciária que recaia sobre sua quota-parte.
III – Os descontos previdenciários relativos à contribuição do empregado, no caso de 
ações trabalhistas, devem ser calculados mês a mês, de conformidade com o art. 276, 
§ 4º, do Decreto n. 3.048/1999 que regulamentou a Lei n. 8.212/1991, aplicando-se as 
alíquotas previstas no art. 198, observado o limite máximo do salário de contribuição.
IV – Considera-se fato gerador das contribuições previdenciárias decorrentes de 
créditos trabalhistas reconhecidos ou homologados em juízo, para os serviços prestados 
até 04/03/2009, inclusive, o efetivo pagamento das verbas, configurando-se a mora 
a partir do dia dois do mês seguinte ao da liquidação (art. 276, caput, do Decreto n. 
3.048/1999). Eficácia não retroativa da alteração legislativa promovida pela Medida 
Provisória n. 449/2008, posteriormente convertida na Lei n. 11.941/2009, que deu 
nova redação ao art. 43 da Lei n. 8.212/91.
V – Para o labor realizado a partir de 05/03/2009, considera-se fato gerador das 
contribuições previdenciárias decorrentes de créditos trabalhistas reconhecidos ou 
homologados em juízo a data da efetiva prestação dos serviços. Sobre as contribuições 
previdenciárias não recolhidas a partir da prestação dos serviços incidem juros de mora 
e, uma vez apurados os créditos previdenciários, aplica-se multa a partir do exaurimento 
do prazo de citação para pagamento, se descumprida a obrigação, observado o limite 
legal de 20% (art. 61, § 2º, da Lei n. 9.430/96).
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VI – O imposto de renda decorrente de crédito do empregado recebido acumuladamente 
deve ser calculado sobre o montante dos rendimentos pagos, mediante a utilização 
de tabela progressiva resultante da multiplicação da quantidade de meses a que 
se refiram os rendimentos pelos valores constantes da tabela progressiva mensal 
correspondente ao mês do recebimento ou crédito, nos termos do art. 12-A da Lei n. 
7.713, de 22/12/1988, com a redação conferida pela Lei n. 13.149/2015, observado o 
procedimento previsto nas Instruções Normativas da Receita Federal do Brasil.
CLT
Art. 879, § 1º-B As partes deverão ser previamente intimadas para a apresentação do cálculo de 
liquidação, inclusive da contribuição previdenciária incidente. (Incluído pela Lei n. 10.035, de 2000)
Aqui está a regra mencionada anteriormente: deve-se intimar as partes para que elas 
apresentem os cálculos de liquidação de sentença. O juiz pode dar a primeira oportunidade 
para a reclamada ou para o reclamante. É mais comum dar-se a primeira oportunidade à 
reclamada. O reclamante, depois, terá prazo para se manifestar sobre a legitimidade dos 
cálculos apresentados.
Todavia, a complexidade dos cálculos pode ser considerável a ponto de que o juiz, 
diretamente, nomeie perito contábil para tanto. Esta é a regra do § 6º, que voltaremos a 
citar em seguida.
CLT
Art. 879, § 2º Elaborada a conta e tornada líquida, o juízo deverá abrir às partes prazo comum 
de oito dias para impugnação fundamentada com a indicação dos itens e valores objeto da 
discordância, sob pena de preclusão. (Redação dada pela Lei n. 13.467, de 2017)
Há duas situações em que as partes serão intimadas para manifestação sobre a conta 
de liquidação:
• Quando uma das partes apresentar os cálculos, a outra deverá ser intimada para se 
manifestar sobre eles;
• Quando um perito elaborar os cálculos, ambas as partes deverão ser intimadas para 
se manifestar, em prazo comum de 8 dias.
Agora, vamos entender a regra do prazo para manifestação. Esta regra foi inserida pela 
Reforma Trabalhista, modificando-se, portanto, a regra antiga, que sempre tinha sido muito 
cobrada em provas de concursos.
Por isso, esta nova regra merece muita atenção e abordagem em detalhes.
O juiz DEVERÁ dar prazo às partes para manifestação. Não se trata de faculdade, e sim de 
obrigação do juiz. Antes da alteração, esse prazo era em tese facultativo. Agora, é obrigatório.
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Liquidação e Execução Trabalhista – Parte I 
Gustavo Deitos
O prazo é de 8 dias. Esse prazo é COMUM ÀS PARTES. Isso significa que todas as partes 
do processo deverão se manifestar em um prazo de 8 dias que será contado, para todas 
elas, no mesmo interstício temporal.
Antes da Reforma, esse prazo era “sucessivo”, e prazos sucessivos só começam a correr 
para uma parte quando terminam de correr para outra. O prazo comum é diferente: corre 
ao mesmo tempo para todas as partes.
Grave o prazo: 8 dias. Antes das alterações da Lei n. 13.467/2017, o prazo era diferente.
Se a parte, intimada para se manifestar sobre a conta de liquidação, deixar de se 
manifestar, haverá preclusão do direito de denunciar incorreções e ilegitimidades no cálculo 
apresentado. Isso quer dizer que, passado o prazo de 8 dias, a parte não mais poderá discutir 
a conta, mas somente executar o valor que nela constar.
Não há como deixar de memorizar os seguintes elementos nucleares deste parágrafo, 
de enorme tendênciaadvocatícios de 10%, 
previstos no art. 523, § 1º, do CPC em caso de não pagamento da execução não se aplicam 
ao processo do trabalho, eis que a CLT já apresenta parâmetros próprios a serem observados 
em tal contexto.
Certo.
038. 038. (2013/CESPE/TELEBRAS/ESPECIALISTA EM GESTÃO DE TELECOMUNICAÇÕES/ADVOGADO) 
Uma empresa entendeu ser devedora de determinado crédito a um ex-empregado. Para 
honrar seu compromisso, promoveu demanda à altura. Considerando essa situação hipotética, 
julgue o item subsequentes.
Caso seja aviado recurso, o efeito será devolutivo e propiciará execução até a penhora do 
bem ofertado pelo devedor.
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Liquidação e Execução Trabalhista – Parte I 
Gustavo Deitos
A questão apresentou a regra geral: os recursos trabalhistas detém, como regra, efeito 
meramente devolutivo, o que possibilita a execução provisória, que é assim caracterizada 
por se limitar à penhora, sem expropriação de bens, que deve ocorrer, como regra, somente 
na execução definitiva.
Certo.
039. 039. (2013/CESPE/TELEBRAS/ESPECIALISTA EM GESTÃO DE TELECOMUNICAÇÕES/ADVOGADO) 
Considerando uma demanda ajuizada na justiça do trabalho que tenha valor declarado, na 
inicial, de R$ 27.210,00, julgue o item a seguir.
A execução do julgado que reconhecer algum direito será promovida de ofício.
Embora originalmente certo o gabarito, por ser a questão anterior à Reforma Trabalhista, 
hoje ela é errada, eis que a execução não mais pode ser promovida de ofício (a menos que 
o trabalhador não seja assistido por advogado – art. 878 da CLT).
Errado.
040. 040. (2013/CESPE/TRT-10ª REGIÃO (DF E TO)/ANALISTA JUDICIÁRIO/ÁREA JUDICIÁRIA) No 
que concerne à execução, julgue o item a seguir.
A matéria de defesa em sede de embargos à execução é restrita às alegações de cumprimento 
da decisão ou do acordo, quitação ou prescrição da dívida.
A questão cobrou a literalidade do art. 884, § 1º, da CLT.
Certo.
041. 041. (2012/CESPE/BANCO DA AMAZÔNIA/TÉCNICO CIENTÍFICO/DIREITO) Na execução 
trabalhista, garantido o juízo, as partes irresignadas com a homologação dos cálculos podem 
apresentar embargos à execução.
Os embargos à execução são uma peça processual utilizável pelo executado. O exequente, 
por sua vez, deve valer-se da chamada “impugnação à sentença de liquidação”.
Errado.
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Liquidação e Execução Trabalhista – Parte I 
Gustavo Deitos
042. 042. (2010/CESPE/TRT-21ª REGIÃO(RN)/TÉCNICO JUDICIÁRIO/ÁREA ADMINISTRATIVA) Com 
relação ao processo do trabalho, julgue o item que se seguem.
A execução provisória, que será feita por meio de carta de sentença, é cabível toda vez que 
a decisão exarada ainda pender de recurso desprovido de efeito suspensivo.
Outra questão que cobrou a regra geral: os recursos trabalhistas detém, como regra, efeito 
meramente devolutivo, o que possibilita a execução provisória, que é assim caracterizada 
por se limitar à penhora, sem expropriação de bens, que deve ocorrer, como regra, somente 
na execução definitiva.
Certo.
043. 043. (2010/CESPE/TRT-21ª REGIÃO(RN)/ANALISTA JUDICIÁRIO/ÁREA ADMINISTRATIVA) 
Considere que um trabalhador tenha ingressado com ação na justiça do trabalho, declarando 
como valor da demanda importe superior a R$ 20.450,00. Com base nessa informação, 
julgue o item a seguir.
Oferecendo a reclamada o depósito recursal como garantia da dívida apurada nos autos 
e após a penhora do depósito, deve ser facultado à reclamada o prazo de oito dias para 
interposição de embargo à execução.
Os embargos à execução são opostos em 5 dias, inclusive na hipótese narrada na questão.
Errado.
044. 044. (2009/CESPE/SEAD-SE(FPH)/PROCURADOR) A respeito do direito processual do trabalho, 
julgue o item seguinte.
Um exemplo de título executivo extrajudicial previsto na CLT é o termo de ajuste de conduta 
firmado perante o Ministério Público do Trabalho.
Trata-se de exemplo, inclusive, tipificado na CLT, em seu art. 876.
Certo.
045. 045. (2022/FCC/TRT-5ª REGIÃO(BA)/ANALISTA JUDICIÁRIO/ÁREA JUDICIÁRIA) No processo 
de execução no Processo do Trabalho, após a elaboração da conta de liquidação, é I do juízo 
abrir às partes prazo II de III dias para impugnação fundamentada.
Com base no que prevê a Consolidação das Leis do Trabalho, as lacunas I, II e III se preenchem 
correta e respectivamente com
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Liquidação e Execução Trabalhista – Parte I 
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a) dever – comum – 5
b) faculdade – comum – 10
c) dever – comum – 8
d) dever – sucessivo – 8
e) faculdade – sucessivo – 10
A banca limitou-se a cobrar a regra do art. 879, § 2º, da CLT.
Letra c.
046. 046. (2022/FCC/TRT-22ª REGIÃO(PI)/TÉCNICO JUDICIÁRIO/ÁREA ADMINISTRATIVA) Maribela, 
representada por advogado, teve êxito em reclamação trabalhista ajuizada em face de 
seu ex-empregador, que foi condenado ao pagamento de diferenças salariais decorrentes 
de redução das comissões, de adicional noturno e horas extras pela supressão parcial do 
intervalo intrajornada. Transitada em julgado a decisão, nos termos da CLT,
a) a execução poderá ser promovida de ofício pelo juiz, tendo em vista a natureza alimentar 
das verbas trabalhistas deferidas em sentença.
b) Maribela deverá dar início à execução, no prazo de seis meses, sob pena de incidência 
da prescrição intercorrente.
c) as partes deverão ser previamente intimadas para a apresentação do cálculo de liquidação, 
inclusive da contribuição previdenciária incidente.
d) o juiz deverá remeter o processo para o setor de cálculos, que fará a liquidação da 
condenação, abrangendo o valor das contribuições previdenciárias devidas.
e) a execução deverá ser promovida na Vara Especializada em Execuções, que é o órgão que 
detém competência para tal fase processual.
A letra “c” reproduz a regra do art. 879, § 1º-B, da CLT. No mais, era relevante conhecer 
a regra de que, se o reclamante é representado por advogado, é proibida a execução de 
ofício pelo juiz (art. 878 da CLT). As alternativas “d” e “e” não têm fundamento legal. Cabe 
ressaltar que não ocorre prescrição intercorrente pela simples omissão quanto ao início da 
execução. Nesse caso, ocorreria prescrição da pretensão executiva.
Letra c.
047. 047. (2022/FCC/TRT-23ª REGIÃO(MT)/TÉCNICO JUDICIÁRIO/ÁREA ADMINISTRATIVA) Tornada 
líquida a sentença trabalhista transitada em julgado, que condenou a empresa Verdes Mares 
Turismo Marítimo Ltda. a pagar o valor lá expresso a Epaminondas, conforme previsão da 
Consolidação das Leis do Trabalho, o juiz do trabalho
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Liquidação e Execução Trabalhista – Parte I 
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a) deveráabrir às partes prazo comum de 8 dias para impugnação fundamentada, com a 
indicação dos itens e valores objeto da discordância, sob pena de preclusão.
b) deverá abrir às partes prazo de 8 dias para impugnação fundamentada, com a indicação 
dos itens e valores objeto da discordância, sob pena de preclusão, iniciando-se pelo autor.
c) deverá abrir às partes prazo comum de 10 dias para impugnação fundamentada, com a 
indicação dos itens e valores objeto da discordância, sob pena de preclusão.
d) poderá abrir às partes prazo de 5 dias para impugnação fundamentada, com a indicação 
dos itens e valores objeto da discordância, sob pena de preclusão, iniciando-se pela executada.
e) poderá abrir às partes prazo comum de 8 dias para impugnação fundamentada, com a 
indicação dos itens e valores objeto da discordância, sob pena de preclusão.
A banca limitou-se a cobrar a regra do art. 879, § 2º, da CLT.
Letra a.
048. 048. (2023/CESGRANRIO/AGERIO/ADVOGADO) De acordo com os termos postos pela 
Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), a liquidação de sentença pode ocorrer por cálculo, 
por arbitramento ou por artigos e abrangerá também o cálculo das contribuições
a) interventivas
b) fiscais
c) pessoais
d) previdenciárias
e) Econômicas
A questão enfoca a regra do art. 879, § 1º-B, da CLT.
Letra d.
049. 049. (2022/FCC/TRT-5ª REGIÃO(BA)/ANALISTA JUDICIÁRIO/ÁREA JUDICIÁRIA/OFICIAL DE 
JUSTIÇA AVALIADOR FEDERAL) Sócrates, executado em uma ação trabalhista promovida 
por sua ex-empregada doméstica Hera teve a sentença contra si transitada em julgado 
protestada em cartório após 10 dias do término do prazo para a garantia do juízo que não 
ocorreu, por determinação judicial, atendendo o juiz pedido da defesa da exequente. Nos 
termos da Consolidação das Leis do Trabalho, a decisão está
a) incorreta, eis que tal inscrição em cartório de protesto só pode ocorrer após o prazo de 
45 dias da citação do executado.
b) correta, na medida em que tem o executado prazo de 48 horas para pagar a execução ou 
garantir o juízo, sendo que não havendo tal providência o juiz pode efetivar medidas mais 
constritivas como a narrada, em prol do crédito alimentar.
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c) correta, na medida em que tem o executado prazo de 72 horas para pagar a execução ou 
garantir o juízo, sendo que não havendo tal providência o juiz pode efetivar medidas mais 
constritivas como a narrada, em prol do crédito alimentar.
d) incorreta, eis que tal inscrição em cartório de protesto só pode ocorrer após o prazo de 
30 dias da citação do executado.
e) correta, na medida em que tem o executado prazo de 72 horas para pagar a execução ou 
garantir o juízo, sendo que não havendo tal providência o juiz pode efetivar medidas mais 
constritivas como a narrada, em prol do crédito alimentar.
A cobrança da questão é totalmente restrita ao art. 883-A, caput, da CLT.
Letra a.
050. 050. (2022/FCC/TRT-9ª REGIÃO(PR)/ANALISTA JUDICIÁRIO/ÁREA JUDICIÁRIA) Considere:
I – Após a garantia do juízo, com depósito ou penhora de bens, terá o executado 5 dias 
para apresentar embargos, iniciando-se ao exequente o prazo de 8 dias para apresentar 
impugnação à sentença de liquidação.
II – A exigência da garantia do juízo ou penhora não se aplica às entidades filantrópicas.
III – É aceito no processo de execução trabalhista o seguro-garantia judicial como forma 
de garantia do juízo.
Com base na CLT, está correto o que se afirma APENAS em
a) I e II.
b) II e III.
c) III.
d) I e III.
e) II.
I – Errada. O art. 884 da CLT dispõe que o prazo para a impugnação do exequente é igual 
ao dos embargos (5 dias).
II – Certa. É a regra do art. 884, § 6º, da CLT.
III – Certa. O art. 882 da CLT autoriza tal substituição.
Letra b.
051. 051. (2022/FCC/TRT-14ª REGIÃO(RO E AC)/ANALISTA JUDICIÁRIO/ÁREA JUDICIÁRIA) Na 
execução trabalhista em que é executada a Creche Abraça Coração, entidade filantrópica, o 
Juiz do Trabalho homologou os cálculos de liquidação do exequente no valor de R$ 10.000,00. 
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Após fazer uso do bloqueio on-line de contas, foi penhorado o valor de R$ 1.000,00, tendo 
interesse a executada em interpor embargos à execução. De acordo com a CLT, a
a) executada poderá interpor os embargos à execução imediatamente, pois a exigência da 
garantia da execução ou penhora de bens no valor do débito não se aplica às entidades 
filantrópicas.
b) executada poderá interpor os embargos à execução imediatamente, desde que faça 
um depósito judicial ou nomeie bens à penhora no valor dos R$ 9.000,00 faltantes para 
garantia da execução.
c) exequente deve informar ao Juízo meios para prosseguimento da execução e perseguir a 
constrição dos R$ 9.000,00 faltantes e, somente após ter conseguido, a executada poderá 
ingressar com os embargos à execução.
d) executada poderá ingressar com os embargos à execução imediatamente em relação à 
penhora dos R$ 1.000,00. Havendo, porventura, a penhora de novos valores ou bens, deverá 
ingressar com novos embargos à execução.
e) executada poderá interpor os embargos à execução imediatamente, desde que faça um 
depósito judicial ou nomeie bens à penhora no valor de R$ 4.000,00, uma vez que as entidades 
filantrópicas devem garantir a execução na porcentagem de 50% do valor do débito.
A dispensa das entidades filantrópicas de garantirem a execução, para oposição de embargos, 
consta do art. 884, § 6º, da CLT.
Letra a.
052. 052. (2024/FGV/OAB/42º EXAME DE ORDEM UNIFICADO) Em 2024, o Juiz proferiu sentença 
ilíquida em reclamação trabalhista, na qual você advoga para o autor, que foi julgada 
procedente. O feito havia sido ajuizado no final do ano de 2022.
O Juízo elaborou e tornou líquida a conta, tendo aberto um prazo para as partes se 
manifestarem. A parte ré silenciou−se e você apresentou sua impugnação, que não foi 
acolhida pelo Juiz. Ato contínuo, houve decisão homologatória da sentença de liquidação. 
As partes foram intimadas. A ré garantiu o juízo e apresentou embargos à execução. Você 
apresentou impugnação de credor e contraminuta aos embargos à execução apresentados 
pela ré.
Diante desta circunstância, assinale a afirmativa correta.
a) Você deverá sustentar em contraminuta aos embargos à execução que a ré apenas poderia 
questionar a sentença de liquidação por meio dos embargos à penhora.
b) Tendo em vista que sua impugnação à conta do juízo foi rejeitada, a matéria atinente 
à sua impugnação de credor deve ser diversa, não podendo ser renovada a discussão da 
impugnação à conta de liquidação.
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c) Na sua contraminuta, assim como na impugnação de credor, caberá apenas discutir a 
matéria relativa às razões pelas quais os valores apurados estariam incorretos, não havendo 
o que se arguir acerca da não impugnação da ré àconta de liquidação, por ser facultativa.
d) Está preclusa a arguição de matérias que impugnam os cálculos homologados em sede 
de embargos à execução da ré, uma vez que a parte não apresentou impugnação aos 
cálculos no momento oportuno, cabendo ao advogado do autor formular essa alegação na 
contraminuta aos embargos da ré.
O art. 879, § 2º, da CLT estabelece a pena de preclusão à parte que deixa de impugnar os 
cálculos no prazo de oito dias nele estabelecido. Logo, não é possível discutir tal matéria 
em sede de embargos à execução ou outro instrumento posterior, diante da preclusão.
Letra d.
053. 053. (2024/FGV/OAB/EXAME DA ORDEM UNIFICADO XLI) Em determinada reclamação 
trabalhista, o recurso ordinário interposto pela ex-empregadora encontra-se pendente 
de julgamento e alcança todo o objeto da condenação.
Para agilizar o procedimento, o reclamante iniciou a execução provisória do julgado, 
apresentando os cálculos de liquidação pertinentes, que foram submetidos à análise do 
adversário, da contadoria do juízo e, depois, homologados por serem reputados corretos.
O juiz concedeu 48 horas para que a sociedade empresária depositasse a quantia nos autos, 
o que foi cumprido. Logo depois o exequente peticionou a liberação do valor homologado 
a seu favor.
Diante desses fatos e do disposto na CLT, assinale a afirmativa correta.
a) Inviável a pretensão, porque a execução provisória fica limitada ao bloqueio ou à penhora.
b) É possível a liberação, desde que o trabalhador assine um termo de compromisso garantindo 
que devolverá a quantia caso a decisão seja revertida pelo Tribunal.
c) Tendo o crédito trabalhista natureza alimentar, o juiz poderá liberar o valor sem qualquer 
condição.
d) Na Justiça do Trabalho, como regra, os recursos têm efeito suspensivo, de modo que 
não é possível a execução provisória, havendo evidente falha do juiz.
O art. 899 da CLT traz a regra especial da execução até a penhora, que tem por significado, 
nesse contexto, a efetiva captação (constrição) do patrimônio do devedor. Embora haja 
diversas ressalvas a respeito dessa limitação na doutrina e na jurisprudência, o examinador 
trabalhou exclusivamente com a regra legal.
Letra a.
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Liquidação e Execução Trabalhista – Parte I 
Gustavo Deitos
054. 054. (2024/FGV/OAB/EXAME DA ORDEM UNIFICADO XLI) Tereza ajuizou reclamação trabalhista 
contra o seu ex-empregador, que foi julgada totalmente procedente, com a concessão de 
10% de honorários advocatícios sucumbenciais.
Transitado em julgado sem interposição de recurso, o juiz determinou que o calculista da 
Vara calculasse o valor da dívida. As partes verificaram as contas elaboradas, sem haver 
discordância. Ocorre que, dez dias depois, sem que o executado ainda tivesse sido citado 
para pagar a dívida, você, como advogado(a) de Tereza, revisitou os cálculos de liquidação da 
Contadoria e notou que, por falha involuntária, os honorários advocatícios sucumbenciais 
não haviam sido incluídos na conta, e que o prazo para impugnação da sentença de liquidação 
já havia transcorrido.
Sobre os honorários advocatícios, considerando os fatos narrados e o que dispõe a CLT, 
assinale a afirmativa correta.
a) O advogado de Tereza perdeu o direito aos honorários.
b) O causídico ainda poderá perseguir os honorários, mas deverá fazê-lo em ação própria.
c) Os honorários poderão ser incluídos na conta, se houver concordância expressa do 
executado.
d) Os honorários, por se tratar de erro material de cálculo, poderão ser incluídos na conta, 
mesmo após o prazo para impugnação.
Trata-se da regra do art. 897-A, § 1º, da CLT, que impede a incidência de preclusão sobre 
erros materiais. Logo, como os honorários compõem o título executivo, a simples omissão 
na sua inclusão não é coberta pela preclusão. Seria diferente se o valor da verba tivesse sido 
computado, mas em valor diverso daquele que a parte interessada entende correto, caso 
em que a ausência de impugnação causaria a preclusão, nos termos do art. 879, § 2º, da CLT.
Letra d.
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	art879§1
	art879§1a
	art879§1b
	art879§2.
	art879§3
	art879§4
	art879§5
	art879§6
	art879§7
	art876p..
	art877COPY_IS_MOVE
	art878.COPY_IS_MOVE
	art878a
	art11a§1
	art11a§2
	art880§1
	art880§3
	__DdeLink__18_893315469
	art881
	art882..
	art883.
	art525§1
	art525§1i
	art525§1ii
	art525§1iii
	art525§1iv
	art525§1v
	art525§1vi
	art525§1vii
	Sumário
	Apresentação
	Liquidação e Execução Trabalhista – Parte I
	1. Liquidação de Sentença
	2. Fase de Execução
	2.1. Teoria Geral da Execução
	2.2. Regras Gerais da CLT
	3. Embargos à Execução e Impugnação à Sentença de Liquidação
	4. Carta de Sentença
	Questões de Concurso
	Gabarito
	Gabarito Comentadode cobrança em provas:
DICA
Prazo: 8 DIas
Prazo COMUM às partes
Prazo DEVE ser concedido pelo juiz
CLT
Art. 879, § 3º Elaborada a conta pela parte ou pelos órgãos auxiliares da Justiça do Trabalho, o 
juiz procederá à intimação da União para manifestação, no prazo de 10 (dez) dias, sob pena de 
preclusão. (Redação dada pela Lei n. 11.457, de 2007)
§ 4º A atualização do crédito devido à Previdência Social observará os critérios estabelecidos na 
legislação previdenciária. (Incluído pela Lei n. 10.035, de 2000)
§ 5º O Ministro de Estado da Fazenda poderá, mediante ato fundamentado, dispensar a 
manifestação da União quando o valor total das verbas que integram o salário-de-contribuição, 
na forma do art. 28 da Lei n. 8.212, de 24 de julho de 1991, ocasionar perda de escala decorrente 
da atuação do órgão jurídico. (Incluído pela Lei n. 11.457, de 2007)
O § 5º dá margem para que a União deixe de ser intimada em certos casos. Esse “ato 
fundamentado” do Ministério da Fazenda já existe: é a Portaria n. 582 da Fazenda (pasta 
que atualmente pertence ao atual Ministério da Economia). Esta Portaria permite que a 
União não seja intimada quando o valor das contribuições previdenciárias a recolher for 
inferior a R$ 20.000,00. Veja o que dispõe o art. 1º da Portaria:
Portaria n. 582/2013
Art. 1º O Órgão Jurídico da União responsável pelo acompanhamento da execução de ofício 
das contribuições previdenciárias perante a Justiça do Trabalho poderá deixar de se manifestar 
quando o valor das contribuições previdenciárias devidas no processo judicial for igual ou inferior 
a R$ 20.000,00 (vinte mil reais).
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Liquidação e Execução Trabalhista – Parte I 
Gustavo Deitos
Portanto, devemos considerar o seguinte: a União somente será intimada quando o valor 
das contribuições previdenciárias devidas no processo ultrapassar R$ 20.000,00. Sendo 
intimada, a União terá o prazo de 10 dias para se manifestar sobre o valor devido a título 
de contribuições previdenciárias, sob pena de preclusão.
Perceba que o prazo legal para manifestação da União é diferente (e maior) do prazo 
legalmente assegurado às partes.
 
PARTES
8 DIAS
MANIFESTAÇÃO SOBRE
OS CÁLCULOS
UNIÃO
10 DIAS
MANIFESTAÇÃO SOBRE AS 
CONTRIBUIÇÕES 
PREVIDENCIÁRIAS
ENVOLVIDAS NOS CÁLCULOS
 
CLT
Art. 879, § 6º Tratando-se de cálculos de liquidação complexos, o juiz poderá nomear perito 
para a elaboração e fixará, depois da conclusão do trabalho, o valor dos respectivos honorários 
com observância, entre outros, dos critérios de razoabilidade e proporcionalidade. (Incluído pela 
Lei n. 12.405, de 2011)
Aqui está a regra anteriormente citada. Quando a conta da liquidação for complexa, 
o juiz nomeará perito, que normalmente detém formação em Contabilidade ou Ciências 
Contábeis. Em alguns casos, o perito nomeado pode possuir formação em Matemática ou, 
mais raramente, em outros ramos que envolvam ciências exatas.
O valor dos honorários do perito contábil não possui um parâmetro tão objetivo quanto 
o valor dos honorários dos peritos da fase de conhecimento (médicos, engenheiros etc.). 
Nesse caso, o único parâmetro legalmente fixado é a Razoabilidade e a Proporcionalidade.
Esses dois critérios são, verdadeiramente, subjetivos, e o preenchimento deles pode 
ser diferenciado de juiz para juiz.
Mauro Schiavi trata como exemplo de cálculo complexo aquele que envolve integração de 
salário-utilidade nas demais verbas de natureza salarial, porque esse acréscimo aosalário do 
reclamante provocaria reflexos no cálculo de horas extras. Logo, as demais verbas (férias e 
13º salário, por exemplo) sofreriam um duplo reflexo: de salário-utilidade e de horas extras, 
sendo que o salário-utilidade seria um reflexo sobre o próprio reflexo de horas extras.
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Liquidação e Execução Trabalhista – Parte I 
Gustavo Deitos
O § 7º do art. 879 da CLT foi objeto de controle concentrado de constitucionalidade na Ação 
Direta de Inconstitucionalidade (ADI) n. 6021, julgada pelo STF ao final do ano de 2020, 
em tese finalmente definida ao final do ano de 2021, após o julgamento de embargos de 
declaração opostos no bojo da ADI. O mesmo dispositivo foi objeto de várias outras ações 
de controle concentrado de constitucionalidade que tinham os mesmos objetos, como a 
Ação Declaratória de Constitucionalidade (ADC) n. 58.
Portanto, por se tratar de uma grande novidade jurisprudencial, inclusive por ter sido objeto 
de interpretação por parte do STF, o conhecimento da nova redação do § 7º possui uma 
importância gigantesca para fins de prova.
CLT
Art. 879, § 7º A atualização dos créditos decorrentes de condenação judicial será feita pela Taxa 
Referencial (TR), divulgada pelo Banco Central do Brasil, conforme a Lei n. 8.177, de 1º de março 
de 1991. (Incluído pela Lei n. 13.467, de 2017)
A Lei n. 13.467/2017 (Reforma Trabalhista) inseriu na redação do § 7º do art. 879 da 
CLT uma disposição que impunha a atualização dos valores da condenação, por sentença 
ou acórdão, mediante aplicação da Taxa Referencial (TR).
A utilização da TR foi muito criticada pela doutrina justrabalhista, em razão de esse 
índice não proporcionar uma correção real do valor da condenação. Afinal, é comum que a 
variação da TR fique próxima de 0 (zero).
Para fins de contextualização, é importante que você saiba que após a condenação 
do empregador em primeira instância (na Vara do Trabalho) é possível – e comum – que 
decorra muito tempo após o processamento de recursos interpostos pelas partes (recurso 
ordinário ao TRT, recurso de revista ao TST etc.). É para que tal problema seja resolvido 
que deve existir um índice oficial que atualize/corrija os valores da condenação. Afinal de 
contas, um suposto montante de R$ 2.000,00, em um ano, não tem o mesmo valor nos 
anos seguintes, por força da inflação.
Em razão de a TR causar esse problema, que, juridicamente, configura vulneração de 
diversos direitos constitucionais, a Associação Nacional dos Magistrados da Justiça do 
Trabalho (ANAMATRA) ajuizou a Ação Direta de Inconstitucionalidade n. 6.021 perante o 
STF, postulando, dentre outras questões, a declaração de inconstitucionalidade do § 7º do 
art. 879, ou a fixação de interpretação a tal dispositivo conforme a Constituição Federal. 
Como salientado, havia ainda outras ações de controle concentrado de constitucionalidade 
que tinham os mesmos objetos, como a ADC 58.
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Liquidação e Execução Trabalhista – Parte I 
Gustavo Deitos
Em 18/12/2020, o STF julgou a ADI n. 6.021, aplicando a técnica da interpretação 
conforme a Constituição, de modo a reconhecer a inconstitucionalidade da utilização da 
Taxa Referencial (TR) como índice de correção monetária dos créditos trabalhistas deferidos 
em juízo. No entanto, o STF não se limitou a declarar a inconstitucionalidade da TR: firmou 
uma solução criativa à problemática, a qual deverá ser aplicada pelaJustiça do Trabalho 
até que o Congresso Nacional apresente novas regras à atualização monetária.
Para solucionar o problema, o STF determinou que, a partir de então, devem ser aplicados 
os seguintes índices:
• IPCA-E na fase pré-judicial (enquanto a parte ré não é citada);
• Taxa SELIC, a partir da citação da parte ré.
O STF esclareceu que tal solução foi adotada de maneira a equiparar o tratamento da 
correção monetária dos créditos trabalhistas ao tratamento dado às condenações cíveis em 
geral, na Justiça Comum. Confira, na íntegra, a parte dispositiva do acórdão da ADI n. 6.021:
JURISPRUDÊNCIA
Decisão: O Tribunal, por maioria, julgou parcialmente procedente a ação, para conferir 
interpretação conforme à Constituição ao art. 879, § 7º, e ao art. 899, § 4º, da CLT, na 
redação dada pela Lei 13.467 de 2017, no sentido de considerar que à atualização dos 
créditos decorrentes de condenação judicial e à correção dos depósitos recursais em 
contas judiciais na Justiça do Trabalho deverão ser aplicados, até que sobrevenha 
solução legislativa, os mesmos índices de correção monetária e de juros que vigentes 
para as condenações cíveis em geral, quais sejam a incidência do IPCA-E na fase 
pré-judicial e, a partir da citação, a incidência da taxa SELIC (art. 406 do Código 
Civil), nos termos do voto do Relator, vencidos os Ministros Edson Fachin, Rosa Weber, 
Ricardo Lewandowski e o Ministro Marco Aurélio, que, preliminarmente, julgava extinta 
a ação, sem apreciação da matéria de fundo, ante a ilegitimidade ativa da requerente, 
e, vencido, acompanhava, no mérito, o voto divergente do Ministro Edson Fachin. Por 
fim, por maioria, o Tribunal modulou os efeitos da decisão, ao entendimento de que 
(i) são reputados válidos e não ensejarão qualquer rediscussão (na ação em curso 
ou em nova demanda, incluindo ação rescisória) todos os pagamentos realizados 
utilizando a TR (IPCA-E ou qualquer outro índice), no tempo e modo oportunos (de 
forma extrajudicial ou judicial, inclusive depósitos judiciais) e os juros de mora de 1% 
ao mês, assim como devem ser mantidas e executadas as sentenças transitadas em 
julgado que expressamente adotaram, na sua fundamentação ou no dispositivo, a TR 
(ou o IPCA-E) e os juros de mora de 1% ao mês; (ii) os processos em curso que estejam 
sobrestados na fase de conhecimento (independentemente de estarem com ou sem 
sentença, inclusive na fase recursal) devem ter aplicação, de forma retroativa, da taxa 
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Liquidação e Execução Trabalhista – Parte I 
Gustavo Deitos
Selic ( juros e correção monetária), sob pena de alegação futura de inexigibilidade 
de título judicial fundado em interpretação contrária ao posicionamento do STF 
(art. 525, §§ 12 e 14, ou art. 535, §§ 5º e 7º, do CPC) e (iii) igualmente, ao acórdão 
formalizado pelo Supremo sobre a questão dever-se-á aplicar eficácia erga omnes e 
efeito vinculante, no sentido de atingir aqueles feitos já transitados em julgado desde 
que sem qualquer manifestação expressa quanto aos índices de correção monetária e 
taxa de juros (omissão expressa ou simples consideração de seguir os critérios legais), 
vencidos os Ministros Alexandre de Moraes e Marco Aurélio, que não modulavam os 
efeitos da decisão. Impedido o Ministro Luiz Fux (Presidente). Presidiu o julgamento 
a Ministra Rosa Weber (Vice-Presidente). Plenário, 18/12/2020 (Sessão realizada por 
videoconferência – Resolução n. 672/2020/STF).
Sua prova poderá explorar, em questões mais profundas, a forma como o STF modulou 
os efeitos da decisão que estabeleceu tais critérios. Portanto, acompanhe.
Para todos os novos processos e para aqueles que ainda estavam em fase de conhecimento 
quando do julgamento da ADI 6021, devem ser aplicados os novos critérios (IPCA-E na fase 
pré-judicial – antes da citação e Taxa Selic na fase judicial – após a citação).
Por outro lado, para os processos já transitados em julgado e pendentes de execução, 
a regra é variável:
• Se o título executivo (sentença ou acórdão) tiver feito expressa menção à TR como 
índice de correção monetária aplicável, deverá este índice ser normalmente aplicado;
• Se o título executivo não tiver citado, especificamente, o índice a ser aplicado na fase 
de liquidação, deverão ser aplicadas as regras definidas na ADI.
2 . FasE DE EXEcuÇÃo2 . FasE DE EXEcuÇÃo
De agora em diante, trataremos da fase de execução no direito processual do trabalho.
2 .1 . TEorIa GEraL Da EXEcuÇÃo2 .1 . TEorIa GEraL Da EXEcuÇÃo
Em muitos conflitos judiciais, a satisfação de uma obrigação somente é possível quando 
o réu cumprir alguma obrigação, seja de pagar, fazer ou não fazer alguma coisa.
Nem sempre o réu cumpre voluntariamente as obrigações a que está obrigado. Para 
fazer com que essas obrigações sejam cumpridas, o processo civil dispõe do sistema da 
execução. Esse sistema é integrado por atos processuais destinados à constrição/bloqueio 
de bens, à intimação do réu/executado para pagamento, à penhora, à expropriação de 
bens penhorados e a várias outras ferramentas destinadas à satisfação da obrigação 
reconhecida no título executivo.
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Liquidação e Execução Trabalhista – Parte I 
Gustavo Deitos
O que seria um título executivo?O que seria um título executivo?
O título executivo é um documento tido como objeto da execução. É o documento que 
demonstra qual é a obrigação descumprida pelo réu/executado, a qual deve ser cumprida 
de forma forçada por meio da execução.
 Obs.: Grave que a execução é um sistema de cumprimento forçado/involuntário das 
obrigações, com o aval do Estado.
Para ser objeto da execução, o título executivo deve ter alguns requisitos. Deve o título 
executivo ser:
• CERTO: O título/documento aponta a existência de uma dívida certa (em dinheiro ou 
em prestação de fazer ou não fazer). Deve ser, ao menos, identificável a prestação 
devida pelo devedor. Não deve haver dúvidas, no entanto, sobre a existência da dívida;
• LÍQUIDO: É o valor da dívida, o chamado quantum debeatur, ou, ainda, podem ser os 
bens objeto da obrigação. Da simples leitura do título deve ser possível saber o valor 
ou os bens devidos pela obrigação;
• EXIGÍVEL: A dívida deve estar vencida, e não deve haver condição suspensiva ou 
termo inicial sobre a dívida. Não pode haver nenhum obstáculo à cobrança do débito. 
Ainda, não pode a dívida estar prescrita, pois a prescrição torna o débito inexigível 
pela via judicial.
Estes três requisitos são previstos no texto do art. 783 do CPC:
Art. 783. A execução para cobrança de crédito fundar-se-á sempre em título de obrigação certa, 
líquida e exigível.
O processo autônomo de execução, ou simplesmente “processo de execução”, é o 
processo que já se inicia na fase de execução, e nela termina. Todos os atos processuais do 
processo de execução autônoma destinam-se ao reconhecimento da dívida e à busca pela 
satisfação dessa dívida de variadas formas.
Afinal, por que devemos falar em “execução autônoma”?Afinal, por que devemos falar em “execução autônoma”?
É porque o processo de execução autônoma não depende de outro processo para existir.
2 .1 .1 . DIFErENÇas ENTrE o ProcEsso DE EXEcuÇÃo E o cuMPrIMENTo DE sENTENÇa
Historicamente, o direito processual brasileiro tinha por regra a necessidadede dois 
processos judiciais para a integral satisfação de um direito: um processo de conhecimento 
e um processo de execução.
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Liquidação e Execução Trabalhista – Parte I 
Gustavo Deitos
• PROCESSO DE CONHECIMENTO: É o conjunto de princípios e regras destinadas à 
cognição (conhecimento) do conflito de interesses. É o processo responsável pela 
descoberta da verdade sobre o conflito, mediante coleta de provas, oportunidade 
de defesa, narração dos fatos, dentre outros fatores, todos destinados a formar o 
convencimento do juiz sobre a verdade real do conflito de interesses (lide) existente. 
O objetivo do processo de conhecimento é o esclarecimento do conflito, de modo 
que o juiz possa sentir e aplicar a solução mais justa possível ao caso concreto.
− O processo de conhecimento tem por resultado prático o reconhecimento (cer-
tificação) da existência ou inexistência do direito, bem como da maneira como 
tal direito pode ser exercido e de seus parâmetros de aplicação.
• PROCESSO DE EXECUÇÃO: É o conjunto de princípios e regras destinadas a buscar a 
satisfação de um direito já certificado e reconhecido num processo de conhecimento, 
ou de um direito que, por preencher alguns requisitos legais, não precisou de um 
processo de conhecimento para ser satisfeito diretamente. O objetivo do processo 
de execução é a efetiva entrega de um direito que já é certo. Portanto, todas as 
regras processuais da execução consistem em meios de forçar o devedor (executado) 
a entregar o direito do credor (exequente), ou, em alguns casos, de forçar um terceiro 
a cooperar para que o direito do exequente seja satisfeito.
− O processo de execução tem por resultado prático a satisfação do titular do bem 
jurídico, que tem seu direito “entregue” pelo Estado.
No CPC anterior (de 1973), o processo de conhecimento e o de execução ocorriam de 
forma separada. Deveria existir um processo para cada fase: conhecimento e execução. Esta 
separação de processos para as duas fases da tutela jurisdicional perdurou até a edição da 
Lei n. 11.232/2005, que alterou o CPC de 1973 para tornar desnecessária a abertura de 
um novo processo para a execução de um direito já certificado.
A partir de tal mudança, o que antes se conhecia como “processo de conhecimento” e 
“processo de execução” passou a ser entendido da seguinte maneira: FASE de conhecimento 
e FASE de execução, dentro de um mesmo processo.
O CPC de 2015 apresentou a temática de forma igual à alteração de 2005, adotando 
a configuração do sincretismo processual, que consiste na unificação das fases de 
conhecimento e de execução em um só processo, coisa que já havia sido levada a efeito 
pela Lei n. 11.232/2005.
Portanto, atualmente, as fases de conhecimento e de execução não se separam em 
processos, mas, sim, em fases de um mesmo processo. Trata-se da teoria do sincretismo 
processual.
Essa lógica se estende ao direito processual do trabalho. Na Justiça do Trabalho, 
as fases de conhecimento e de execução convivem dentro de um único processo. Logo, 
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Liquidação e Execução Trabalhista – Parte I 
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não é necessário o ajuizamento de duas ações (conhecimento e execução) na Justiça do 
Trabalho. Nesse ponto, o CPC aplica-se supletiva e subsidiariamente ao direito processual 
do trabalho, por traduzir modernidade processual, que muito contribui com a finalidade 
precípua do processo trabalhista e com a concretização de seus princípios, em especial os 
da simplicidade e da celeridade.
Para ilustrar:
PROCESSO
FASE DE CONHECIMENTO
FASE DE EXECUÇÃO
Nada melhor que imaginar o processo como uma grande caixa que armazena, em seu 
interior, as fases de conhecimento e de execução, juntas.
O cumprimento de sentença, no processo sincrético, consiste na fase de execução do 
processo. Portanto, depois que um direito for certificado em ação judicial, não se fala 
mais em “processo de execução”, mas, sim, em cumprimento de sentença.
 Obs.: Na Justiça do Trabalho, não é muito comum a nominação da fase executiva como 
“cumprimento de sentença”. Afinal, essa denominação é típica do direito processual 
civil. No entanto, é certo que muitas normas próprias do “cumprimento de sentença”, 
do CPC, aplicam-se ao direito processual do trabalho. Logo, ainda que seja preferível 
denominar a execução trabalhista da forma tradicional (“execução”), não é errado, 
tecnicamente, falar em “cumprimento de sentença” na Justiça do Trabalho, já que 
o sincretismo processual (união das fases de conhecimento e execução em único 
processo) autoriza essa associação.
Esse raciocínio, todavia, não significa que no direito processual brasileiro não exista 
mais a possibilidade de execuções em processos autônomos.
Continuam existindo, após a entrada em vigor do CPC de 2015, certos processos autônomos 
de execução. A seguir, apresentarei a você as hipóteses em que se deve realizar cumprimento 
de sentença e aquelas em que se deve abrir processo autônomo de execução.
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Liquidação e Execução Trabalhista – Parte I 
Gustavo Deitos
A diferença entre a necessidade de cumprimento de sentença e de processo de execução 
é muito simples:
• Haverá cumprimento de sentença quando existir um título executivo judicial.
− TÍTULOS EXECUTIVOS JUDICIAIS: São os produzidos com atividade do Poder Ju-
diciário (decisões judiciais, acordos homologados pelo juiz).
EXEMPLO
Uma sentença do juiz de primeira instância é um título executivo judicial, assim como um 
acórdão de tribunal.
− Títulos executivos judiciais, expressamente constantes do art. 876 da CLT, são os 
seguintes:
 ◦ Decisões transitadas em julgado ou das quais não tenha havido recurso com 
efeito suspensivo (art. 876, caput, CLT);
 ◦ Acordos não cumpridos (art. 876, caput, CLT).
• Haverá processo de execução (autônomo, desvinculado de qualquer outro processo) 
quando existir um título executivo extrajudicial.
− TÍTULOS EXECUTIVOS EXTRAJUDICIAIS: São os produzidos sem nenhuma inter-
ferência do Poder Judiciário.
− No art. 876 da CLT, constam os seguintes títulos extrajudiciais:
 ◦ Termos de ajuste de conduta firmados perante o Ministério Público do Trabalho;
 ◦ Termos de conciliação firmados perante as Comissões de Conciliação Prévia.
Outros títulos executivos extrajudiciais aceitos na Justiça do Trabalho são previstos no art. 
13 da Instrução Normativa n. 39 do TST, que orienta:
JURISPRUDÊNCIA
Art. 13. Por aplicação supletiva do art. 784, I (art. 15 do CPC), o cheque e a nota 
promissória emitidos em reconhecimento de dívida inequivocamente de natureza 
trabalhista também são títulos extrajudiciais para efeito de execução perante a Justiça 
do Trabalho, na forma do art. 876 e seguintes da CLT. (IN n. 39, TST)
Agora, não lhe restam dúvidas sobre as hipóteses de cabimento de cumprimento de 
sentença e de processo de execução:
• CUMPRIMENTO DE SENTENÇA: títulos executivos judiciais (rol do art. 515 do CPC).
−O cumprimento de sentença ocorre nos mesmos autos do processo de conhecimen-
to, como se fosse o mesmo processo. Trata-se de uma mera separação de fases de 
um mesmo processo: fase de certificação/conhecimento e fase de cumprimento.
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Liquidação e Execução Trabalhista – Parte I 
Gustavo Deitos
O cumprimento de sentença é muitas vezes mencionado como fase executiva ou fase de 
execução. Todavia, não confunda “fase” de execução com “processo” de execução. As duas 
coisas são muito distintas uma da outra.
• PROCESSO DE EXECUÇÃO: títulos executivos extrajudiciais (rol do art. 784 do CPC).
− O processo de execução é também conhecido como ação autônoma de execução, 
ação executiva, execução autônoma e processo autônomo de execução;
− Diz-se que o processo de execução é “autônomo” porque pode existir sem que 
exista um processo anterior de conhecimento. Ele não depende de outro pro-
cesso para poder tramitar regularmente.
Acerca do processo autônomo de execução, existe uma regra muitíssimo importante, ante 
sua grande recorrência em questões: a do art. 785 do CPC.
Confira o que dispõe o art. 785 do CPC:
Art. 785. A existência de título executivo extrajudicial não impede a parte de optar pelo processo 
de conhecimento, a fim de obter título executivo judicial.
Imagine que uma pessoa tenha cópia de um contrato assinado por duas testemunhas 
(título executivo extrajudicial). Todavia, esta pessoa, já sabendo das várias formas de defesa 
processual que a parte contrária usará para frustrar a execução, toma uma decisão: a de 
ajuizar ação de conhecimento (comum) para obter título executivo judicial, em vez de 
ficar apenas com um título executivo extrajudicial.
Na prática, em muitos casos o título executivo judicial passa mais confiança ao juízo, 
em razão de ter havido atividade decisória sobre a relação jurídica que originou o crédito.
Portanto, é perfeitamente possível que uma pessoa, com título executivo 
extrajudicial, ajuíze ação de conhecimento para conseguir um título executivo judicial 
(decisão de mérito), a ser efetivado mediante cumprimento de sentença, e não por 
execução autônoma.
EXEMPLO
Mesmo um trabalhador que porte cheque que expresse dívida inequivocamente trabalhista 
pode optar por ajuizar ação trabalhista, a fim de poder promover execução de título executivo 
judicial (sentença transitada em julgado, que também reconheça aquela dívida).
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Liquidação e Execução Trabalhista – Parte I 
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2 .2 . rEGras GEraIs Da cLT2 .2 . rEGras GEraIs Da cLT
As regras gerais sobre a execução trabalhista constam dos artigos 876 a 878-A da CLT, 
que tratam especialmente dos títulos executivos (decisões e ajustes passíveis de execução), 
do juízo competente para a execução e dos sujeitos legitimados a promovê-la.
Abaixo, apresentarei comentários individualizados a cada artigo pertinente às 
regras gerais.
2 .2 .1 . TÍTuLos EXEcuTIVos
CLT
Art. 876. As decisões passadas em julgado ou das quais não tenha havido recurso com efeito 
suspensivo; os acordos, quando não cumpridos; os termos de ajuste de conduta firmados perante 
o Ministério Público do Trabalho e os termos de conciliação firmados perante as Comissões de 
Conciliação Prévia serão executados pela forma estabelecida neste Capítulo. (Redação dada pela 
Lei n. 9.958, de 12/01/2000)
Este artigo enumera os títulos executivos passíveis de execução na Justiça do Trabalho.
Ao estudarmos a teoria geral da execução, você viu que “título executivo” é todo 
documento que, por expressar obrigação a ser cumprida por alguém, pode dar ensejo à 
execução do devedor diretamente em processo de execução autônoma, sem passar-se pela 
fase de conhecimento. O título executivo apresenta uma dívida líquida, certa e exigível, 
com valor incontroverso.
O rol do art. 876 da CLT, acima citado, apresenta os seguintes títulos executivos:
• Decisões da Justiça do Trabalho transitadas em julgado;
• Decisões da Justiça do Trabalho impugnadas por recurso sem efeito suspensivo;
• Acordos homologados na Justiça do Trabalho e descumpridos;
• Termos de Ajuste de Conduta firmados perante o MPT;
• Termos de Conciliação firmados perante a CCP da empresa ou do sindicato.
Perceba que essa lista apresenta títulos executivos judiciais e títulos executivos 
extrajudiciais.
• TÍTULOS EXECUTIVOS JUDICIAIS: São os produzidos com atividade do Poder Judiciário 
(decisões judiciais, acordos homologados pelo juiz);
• TÍTULOS EXECUTIVOS EXTRAJUDICIAIS: São os produzidos sem nenhuma interferência 
do Poder Judiciário (Termos de Ajuste de Conduta, Termos de Conciliação da CCP).
Esta lista de títulos executivos, todavia, é exemplificativa. Existem outros títulos que 
podem ser executados na Justiça do Trabalho, mas que não se fazem presentes no rol 
do art. 876.
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Outros títulos exequíveis na Justiça do Trabalho são previstos no art. 13 da Instrução 
Normativa n. 39 do TST:
JURISPRUDÊNCIA
Art. 13. Por aplicação supletiva do art. 784, I (art. 15 do CPC), o cheque e a nota 
promissória emitidos em reconhecimento de dívida inequivocamente de natureza 
trabalhista também são títulos extrajudiciais para efeito de execução perante a Justiça 
do Trabalho, na forma do art. 876 e segs. da CLT. (IN N. 39, TST)
No dia a dia das relações de trabalho, não é tão raro que o empregador ofereça ao 
empregado pagamento de alguma parcela trabalhista por meio de cheque ou nota promissória, 
diante de uma realidade econômica supostamente difícil do empregador naquele momento.
Cheque e nota promissória são títulos de crédito. Os títulos de crédito, teoricamente, 
têm as características da autonomia, da literalidade e da cartularidade.
Por ser autônomo, o título de crédito pode ser cobrado independentemente de discussão 
sobre a relação jurídica que motivou a emissão do cheque (como a relação de emprego). 
Por ser literal, o título de crédito só pode ser cobrado de acordo com o conteúdo que nele 
está escrito (valores e beneficiários). Pela cartularidade, o título de crédito pertence àquele 
que estiver em posse da cártula (papel) correspondente ao título (papel do cheque e da 
nota promissória).
Portanto, em atenção a esses fatos, o TST admite a execução de cheque e nota promissória 
na Justiça do Trabalho, com uma condição: não deve haver nenhuma margem de dúvidas 
de que o cheque ou a nota promissória destinam-se a pagar dívida trabalhista. Logo, deve 
constar na própria cártula do título que o valor nele expresso destina-se a quitar certas 
parcelas trabalhistas.
Registre que o cheque e a nota promissória, por serem títulos de crédito produzidos 
sem interferência do Poder Judiciário, são títulos executivos extrajudiciais.
CLT
Art. 876, Parágrafo único. A Justiça do Trabalho executará, de ofício, as contribuições sociais 
previstas na alínea a do inciso I e no inciso II do caputdo art. 195 da Constituição Federal, e seus 
acréscimos legais, relativas ao objeto da condenação constante das sentenças que proferir e 
dos acordos que homologar. (Redação dada pela Lei n. 13.467, de 2017)
Muito já se veiculou sobre a execução não ser mais de ofício na Justiça do Trabalho, em 
regra. E isto está correto, inclusive trataremos sobre tal regra em seguida.
Todavia, este parágrafo único ainda garante que as Contribuições Previdenciárias 
sejam executadas de ofício pelo juiz, mesmo que as partes não promovam a execução dos 
créditos trabalhistas deferidos na condenação.
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Liquidação e Execução Trabalhista – Parte I 
Gustavo Deitos
A execução de ofício das Contribuições Previdenciárias a cargo do empregado e do empregador 
só pode ocorrer na Justiça do Trabalho quanto às contribuições decorrentes das verbas 
trabalhistas deferidas na DECISÃO CONDENATÓRIA, ou no ACORDO HOMOLOGADO perante 
o juiz.
As demais contribuições previdenciárias – como aquelas devidas ao longo da relação de 
emprego reconhecida – devem ser executadas na Justiça Comum.
A Justiça do Trabalho NÃO é competente para executar o INSS devido ao longo do contrato, 
for a da abrangência da condenação ou do acordo.
2.2.1.1. Execução provisória e definitiva
A depender do título executivo, a execução pode ser provisória ou definitiva.
Sem maiores segredos, será definitiva a execução quando o título executivo não estiver 
sujeito a qualquer tipo de alteração ou extinção por parte do Poder Judiciário. É o caso 
das sentenças transitadas em julgado, sobre as quais não pende nenhum tipo de recurso 
ou impugnação.
Será provisória a execução quando o título executivo, apesar de sua exequibilidade, 
ainda pode ser alterado ou extinto por decisão judicial posterior. É o caso clássico da 
sentença do juiz de 1ª instância, que é atacada por recurso ordinário sem efeito suspensivo. 
Afinal de contas, como regra geral, todos os recursos trabalhistas têm efeito meramente 
devolutivo, o que possibilita a execução provisória.
Nesse caso, pode o reclamante (exequente) executar a sentença desde sua publicação. 
Todavia, a execução provisória no processo do trabalho tem um limite objetivo: penhora.
A execução provisória só pode chegar até a penhora dos bens do executado. Portanto, 
NÃO É POSSÍVEL que, na execução provisória, ocorra expropriação dos bens penhorados. 
Tão somente haverá penhora sobre os bens, e a penhora não se confunde com a expropriação.
PENHORA: Meio para expropriação (não é a expropriação em si). Não retira o bem da 
propriedade do executado, mas o impede de alienar o bem, gratuita ou onerosamente, 
tornando eventual alienação como presumido ato de fraude à execução.
EXPROPRIAÇÃO: É a retirada do bem penhorado da propriedade do executado, 
mediante alienação, adjudicação ou apropriação de frutos e rendimentos (art. 825 do CPC).
Veja o que dispõe o art. 899 da CLT:
Art. 899. Os recursos serão interpostos por simples petição e terão efeito meramente devolutivo, 
salvo as exceções previstas neste Título, permitida a execução provisória até a penhora. 
(Redação dada pela Lei n. 5.442, de 24/05/1968)
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Liquidação e Execução Trabalhista – Parte I 
Gustavo Deitos
Há estudos mais aprofundados, inclusive com forte apoio doutrinário, apoiando a 
aplicabilidade do art. 520 do CPC ao processo do trabalho. Tal artigo permite que a execução 
provisória possibilite ao exequente, até mesmo, receber o dinheiro devido, em razão da 
natureza alimentar do crédito trabalhista (art. 521 do CPC).
Sobre isso, foi editado o Enunciado n. 112, na 2ª Jornada de Direito Material e Processual 
do Trabalho:
JURISPRUDÊNCIA
Os arts. 520 e 521 do CPC são aplicáveis ao processo do trabalho, sendo admitida a 
liberação de depósito em dinheiro, independentemente de caução (CPC, art. 521, II). 
(ENUNCIADO N. 112, 2ª Jornada de Direito Material e Processual do Trabalho)
O que é cobrado em provas hoje, normalmente, é que a execução provisória no processo 
do trabalho limita-se à penhora (vai até a penhora).
Não obstante, em atenção ao entendimento amplamente defendido na doutrina sobre 
a possibilidade de haver execução provisória até mesmo com alcance de dinheiro, resolvi 
trazer a informação acima a você.
Só considere no gabarito tal informação se você perceber que, certamente, a banca 
está tendendo a cobrar do candidato o entendimento do Enunciado n. 112.
2 .2 .2 . coMPETÊNcIa Para a EXEcuÇÃo
CLT
Art. 877. É competente para a execução das decisões o Juiz ou Presidente do Tribunal que tiver 
conciliado ou julgado originariamente o dissídio.
Na Justiça do Trabalho, competência originária e competência executória coincidem.
Para o processo e julgamento das reclamações trabalhistas em geral, é competente a Para o processo e julgamento das reclamações trabalhistas em geral, é competente a 
Vara do Trabalho do local onde tenha ocorrido a prestação de serviços, certo?Vara do Trabalho do local onde tenha ocorrido a prestação de serviços, certo?
Independentemente de quantos recursos sejam interpostos no processo, é a mesma Vara 
do Trabalho quem terá competência para a fase de execução, com penhoras, expropriações, 
restrições, bloqueio de bens etc.
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Liquidação e Execução Trabalhista – Parte I 
Gustavo Deitos
Não será a Vara do Trabalho o órgão competente para a execução em raras exceções, 
como na ação rescisória e no mandado de segurança, cujo processo e julgamento competem 
em regra ao TRT, originariamente.
CLT
Art. 877-A. É competente para a execução de título executivo extrajudicial o juiz que teria 
competência para o processo de conhecimento relativo à matéria. (Incluído pela Lei n. 9.958, 
de 25/10/2000)
Para entender esta regra, usaremos o exemplo do cheque.
EXEMPLO
A empresa PPP Ltda resolve pagar as verbas rescisórias do ex-empregado Evandro por meio 
de cheque, que é uma ordem de pagamento à vista, para desconto imediato. Evandro, feliz, 
vai ao banco para requerer o pagamento do cheque, mas é informado de que não há fundos 
para o pagamento.
Furioso, Evandro procura um advogado para ajuizar reclamação trabalhista contra a empresa 
PPP Ltda.
Nesse contexto, a matéria que ocasionou o surgimento do título executivo extrajudicial 
é a dispensa do empregado. Logo, é competente o juiz do trabalho da localidade onde o 
empregado prestou serviços ao empregador.
2 .2 .3 . LEGITIMIDaDE Para Dar INÍcIo À EXEcuÇÃo
CLT
Art. 878. A execução será promovida pelas partes, permitida a execução de ofício pelo juiz ou 
pelo Presidente do Tribunal apenas nos casos em que as partes não estiverem representadas 
por advogado. (Redação dada pela Lei n. 13.467, de 2017)
Parágrafo único. (Revogado) (Redação dada pela Lei n. 13.467, de 2017)
Agora, trataremos uma das modificações mais bombásticas da Reforma Trabalhista, que 
será, com certeza, muito cobrada nas próximas provas.
A partir de agora, a regrageral é a seguinte: a execução da decisão condenatória da 
Justiça do Trabalho deve ser requerida/promovida pela própria parte exequente.
Dessa maneira, a execução trabalhista será iniciada mediante petição da parte exequente 
(normalmente o trabalhador reclamante que ganhou alguma parcela), com requerimento 
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de intimação do reclamado (executado) para pagar as parcelas liquidadas da condenação 
em 48 horas.
Antes da Reforma, o juiz do trabalho podia, de ofício, proferir decisão ordenando o início 
da execução, com citação da empresa condenada para pagamento do valor devido. Agora, 
essa regra só persistirá em um único caso específico.
O único caso em que o juiz do trabalho poderá, de ofício, dar início à fase de execução 
é quando o exequente (reclamante) não tem advogado constituído no processo, tendo se 
valido do jus postulandi para reclamar direitos trabalhistas.
EXEMPLO
1) O trabalhador João, representado por seu advogado, postula férias e indenização por danos 
morais em face de sua ex-empregadora, a sociedade empresária Uzbequistão Ltda. O juiz, na 
sentença, condena a empresa a pagar as referidas parcelas a João. Nesse caso, a execução só 
será iniciada se João, representado por seu advogado, requerer o início da execução mediante 
petição nos autos do processo.
2) Kláudia ajuizou reclamação trabalhista contra a sociedade empresária Ramos Barbearia, 
postulandi saldo de salário e aviso prévio, verbalmente, na Vara do Trabalho, sem representação 
por nenhum advogado, por intermédio de servidor da unidade, que reduziu sua reclamação 
a termo. Na sentença, o juiz julga procedentes os pedidos de Kláudia. Nesse caso, pode o juiz 
proferir decisão ordenando a citação da sociedade empresária Ramos Barbearia para que 
pague o valor líquido devido a Kláudia em 48 horas, sob pena de penhora.
Para gravar a regra sobre quem promove a execução, veja a ilustração abaixo:
EXEQUENTE REPRESENTADO POR ADVOGADO
DECISÃO 
DEFINITIVA
(sentença ou 
acórdão)
Exequente 
apresenta 
petição 
requerendo o 
início da 
execução
JUIZ DETERMINA 
O INÍCIO DA 
EXECUÇÃO
EXEQUENTE SEM ADVOGADO (JUS POSTULANDI)
DECISÃO DEFINITIVA
(sentença ou acórdão)
JUIZ DETERMINA O INÍCIO 
DA EXECUÇÃO
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Gustavo Deitos
CLT
Art. 878-A. Faculta-se ao devedor o pagamento imediato da parte que entender devida à 
Previdência Social, sem prejuízo da cobrança de eventuais diferenças encontradas na execução 
ex officio. (Incluído pela Lei n. 10.035, de 2000)
A parte final da redação deste artigo ficou sem sentido diante da alteração realizada 
sobre o art. 878. O legislador esqueceu-se desta adequação. No final, há referência somente 
à execução de ofício, que é aquela promovida de ofício pelo juiz, coisa que, agora, só é 
possível em um caso específico.
De qualquer modo, este artigo quer dizer o seguinte: enquanto o executado estiver 
sendo cobrado, ele pode pagar, desde logo, o valor das contribuições previdenciárias, pelo 
menos no montante que ele próprio entender incontroverso.
EXEMPLO
A empresa é condenada a pagar parcelas de natureza salarial de R$ 4.000,00, mas só concorda 
em pagar R$ 2.000,00, razão que a leva a recorrer. Nesse caso, a empresa pode efetuar o 
pagamento das contribuições previdenciárias incidentes sobre os R$ 2.000,00 que ela entende 
incontroversos.
As contribuições devidas em razão dos outros R$ 2.000,00 serão cobradas após a confirmação 
de que são devidos, realmente, R$ 4.000,00.
2 .2 .4 . PrEscrIÇÃo INTErcorrENTE
A Reforma Trabalhista trouxe outra grande novidade: instituição da Prescrição 
Intercorrente no processo do trabalho.
Antes da Reforma, o TST não admitia a prescrição intercorrente no processo do trabalho. 
Por sua vez, o STF a admitia. Essa divergência se evidenciava em duas súmulas, uma de cada 
Corte, que dispunham em sentidos diretamente contraditórios. Veja:
JURISPRUDÊNCIA
É inaplicável na Justiça do Trabalho a prescrição intercorrente. (SÚMULA N. 114, TST)
O Direito Trabalhista admite a prescrição intercorrente. (SÚMULA N. 327, STF)
Não obstante a hierarquia entre os tribunais, prevalecia a regra da Súmula 114 do TST: 
a prescrição intercorrente não era reconhecida na Justiça do Trabalho.
A Reforma Trabalhista (Lei n. 13.467/2017) acabou com esse conflito, instituindo a 
prescrição intercorrente expressamente na CLT (art. 11-A). Veja:
CLT
Art. 11-A. Ocorre a prescrição intercorrente no processo do trabalho no prazo de dois anos. 
(Incluído pela Lei n. 13.467, de 2017)
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Liquidação e Execução Trabalhista – Parte I 
Gustavo Deitos
§ 1º A fluência do prazo prescricional intercorrente inicia-se quando o exequente deixa de cumprir 
determinação judicial no curso da execução. (Incluído pela Lei n. 13.467, de 2017)
§ 2º A declaração da prescrição intercorrente pode ser requerida ou declarada de ofício em 
qualquer grau de jurisdição. (Incluído pela Lei n. 13.467, de 2017)
A prescrição intercorrente só pode ser verificada NA FASE DE EXECUÇÃO. Ademais, a 
prescrição intercorrente só pode ter início quando o juiz determina ao exequente que se 
manifeste sobre alguma coisa, ou que apresente alguma coisa, em certo prazo, e o exequente 
nada fala ou faz.
De acordo com Maurício Godinho Delgado, essa “determinação judicial” descumprida 
pelo exequente, para poder dar início à prescrição intercorrente, deve ser “relativa a ato 
estritamente pessoal do exequente, sem cuja atuação o fluxo do processo se torna inviável”.
EXEMPLO
No curso da execução, após não serem encontrados bens penhoráveis do executado, o juiz 
profere decisão determinando ao exequente que indique meios efetivos de prosseguimento 
da execução (sugerindo medidas executivas, indicando bens desconhecidos, requerendo a 
desconsideração da personalidade jurídica etc.), em determinado prazo.
A indicação de meios executivos é essencial para o fluxo da execução. Logo, passado esse 
prazo sem manifestação do exequente, o processo será arquivado, e o prazo de prescrição 
intercorrente (2 ANOS) começará a ser contado.
Passados os dois anos sem nenhuma manifestação do exequente, todos os créditos em 
execução serão prescritos, e não poderão mais ser exigidos judicialmente.
Nunca se esqueça de que a prescrição intercorrente somente ocorre na fase de execução. 
Se o reclamante ficar inerte às determinações judiciais na fase de conhecimento, o processo 
será extinto sem resolução do mérito por abandono de causa (art. 485, inciso III, CPC).
FASE DE EXECUÇÃO PRESCRIÇÃO 
INTERCORRENTE
FASE DE CONHECIMENTO EXTINÇÃO DO PROCESSO 
SEM MÉRITO
Sempre que o executado verificar que o exequente descumpriu determinação judicial no 
curso da execução, ele poderá requerer a pronúncia de prescrição intercorrente, devendo 
o processo ser arquivado e o prazo prescricional contado a partir de então.

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