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DIREITO PROCESSUAL DO TRABALHO Liquidação e Execução Trabalhista – Parte I Livro Eletrônico Presidente: Gabriel Granjeiro Vice-Presidente: Rodrigo Calado Diretor Pedagógico: Erico Teixeira Diretora de Produção Educacional: Vivian Higashi Gerente de Produção Digital: Bárbara Guerra Coordenadora Pedagógica: Élica Lopes Todo o material desta apostila (incluídos textos e imagens) está protegido por direitos autorais do Gran. Será proibida toda forma de plágio, cópia, reprodução ou qualquer outra forma de uso, não autorizada expressamente, seja ela onerosa ou não, sujeitando-se o transgressor às penalidades previstas civil e criminalmente. CÓDIGO: 250523134074 GUSTAVO DEITOS Professor de cursos preparatórios para concursos públicos. Analista Judiciário do Tribunal Superior do Trabalho (Gabinete de Ministro). Outras convocações: Técnico Judiciário do TRT-SC (7° lugar) e Analista Judiciário do TRF da 3ª Região. Aprovado em 8° lugar para Analista Judiciário do TRT-MS. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para ADRIANO PRUDENTE DE OLIVEIRA - 14882695642, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.gran.com.br 3 de 98gran.com.br DIrEITo ProcEssuaL Do TrabaLho Liquidação e Execução Trabalhista – Parte I Gustavo Deitos SUMÁRIO Apresentação . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 4 Liquidação e Execução Trabalhista – Parte I . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 6 1. Liquidação de Sentença . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 6 2. Fase de Execução . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 15 2.1. Teoria Geral da Execução . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 15 2.2. Regras Gerais da CLT . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 21 3. Embargos à Execução e Impugnação à Sentença de Liquidação . . . . . . . . . . . . . 35 4. Carta de Sentença . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 43 Questões de concurso . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 45 Gabarito . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 64 Gabarito comentado . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 65 O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para ADRIANO PRUDENTE DE OLIVEIRA - 14882695642, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.gran.com.br https://www.gran.com.br 4 de 98gran.com.br DIrEITo ProcEssuaL Do TrabaLho Liquidação e Execução Trabalhista – Parte I Gustavo Deitos aPrEsENTaÇÃoaPrEsENTaÇÃo Olá, querido(a) aluno(a) do Gran Cursos Online! Espero encontrá-lo(a) muito bem! Neste curso, apresento-lhe várias aulas autossuficientes de Direito Processual do Trabalho, com o objetivo de lhe disponibilizar, de forma prática e completa, o substrato de conteúdo necessário para ter o melhor desempenho possível na prova. Esta aula, assim como as demais aulas em PDF, foi elaborada de modo que você possa tê-la como fonte autossuficiente de estudo, isto é, como um material de estudo completo e capaz de possibilitar um aprendizado tão integral quanto outros meios de estudo. A preferência por aulas em PDF e/ou vídeos pertence a cada aluno, que, individualmente, avalia suas facilidades e necessidades, a fim de encontrar seus meios de estudo ideais. Dessa forma, o(a) aluno(a) pode optar pelo estudo com aulas em PDF e vídeos, ou somente com um ou outro meio. Aqueles que preferem estudar somente com materiais em PDF terão o privilégio de contar com as aulas em PDF autossuficientes do nosso curso, a exemplo desta aula. De qualquer forma, nada impede que as aulas em PDF sejam utilizadas como fonte de estudos de forma aliada com as aulas em vídeo do Gran Cursos Online. Tudo depende, unicamente, da preferência de cada aluno. Nesta aula, estudaremos especialmente os seguintes tópicos de Direito Processual do Trabalho: • Execução Trabalhista (primeira parte): Execução provisória e execução definitiva, carta de sentença, execução de títulos judiciais e extrajudiciais, mandado de citação, penhora, garantia do juízo, embargos à execução, execução das contribuições previdenciárias; • Liquidação de sentença e impugnação à sentença de liquidação. Obs.: Nesta aula, além da liquidação de sentença, iniciarei a abordagem da execução trabalhista. Por se tratar de um tema robusto em termos de conteúdo, apresentarei a matéria da execução trabalhista em duas partes: a primeira será nesta aula, juntamente com o tema da liquidação; a segunda parte, em outra aula do nosso curso. Nesta aula, abordarei alguns tópicos específicos relativos à liquidação e à execução. Na próxima aula, abordarei os demais tópicos pertinentes à execução e as Súmulas e orientações jurisprudenciais do Tribunal Superior do Trabalho aplicáveis à execução e à liquidação. A aula é acompanhada de exercícios selecionados e reunidos de modo a abranger todos os pontos importantes, a fim de que seu conhecimento seja ainda mais solidificado. O número de exercícios é determinado de acordo com dois parâmetros: complexidade do conteúdo O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para ADRIANO PRUDENTE DE OLIVEIRA - 14882695642, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.gran.com.br https://www.gran.com.br 5 de 98gran.com.br DIrEITo ProcEssuaL Do TrabaLho Liquidação e Execução Trabalhista – Parte I Gustavo Deitos e número de questões de concursos existentes. Por resultado, o número de exercícios disponibilizados é determinado de maneira que seu conhecimento sobre os temas seja efetivamente testado e fixado, mas sem que haja uma repetição obsoleta. Nosso curso possibilita a avaliação de cada aula em PDF de forma fácil e rápida. Considero o resultado das avaliações extremamente importante para a continuidade da produção e edição de aulas, como fonte fidedigna e transparente de informações quanto à qualidade do material. Peço-lhe que fique à vontade para avaliar as aulas do curso, demonstrando seu grau de satisfação relativamente aos materiais. Seu feedback é importantíssimo para nós. Caso você tenha ficado com dúvidas sobre pontos deste material ou tenha constatado algum problema, por favor, entre em contato comigo pelo Fórum de Dúvidas antes de realizar sua avaliação. Procuro sempre fazer todo o possível para sanar eventuais dúvidas ou corrigir quaisquer problemas nas aulas. Cordialmente, torço para que a presente aula seja de profunda valia para você e sua prova, uma vez que foi elaborada com muita atenção, zelo e consideração ao seu esforço, que, para nós, é sagrado. Caso fique com alguma dúvida após a leitura da aula, por favor, envie-a a mim por meio do Fórum de Dúvidas, e eu, pessoalmente, a responderei o mais rápido possível. Será um grande prazer verificar sua dúvida com atenção, zelo e profundidade, e com o grande respeito que você merece. Bons estudos!Todavia, o requerimento do executado NÃO É obrigatório para a pronúncia da prescrição intercorrente. É possível que o juiz, de ofício, a declare. Essa declaração pode ocorrer tanto O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para ADRIANO PRUDENTE DE OLIVEIRA - 14882695642, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.gran.com.br https://www.gran.com.br 29 de 98gran.com.br DIrEITo ProcEssuaL Do TrabaLho Liquidação e Execução Trabalhista – Parte I Gustavo Deitos em grau originário (na Vara do Trabalho) quanto em grau recursal (pelo TRT em agravo de petição, pelo TST em recurso de revista, pelo STF em recurso extraordinário etc.). Não confunda as seguintes informações: 1) A execução, em regra, NÃO pode ser instaurada de ofício pelo juiz (somente quando o exequente não possui advogado constituído); 2) A prescrição intercorrente, por sua vez, pode ser declarada de ofício pelo juiz ou Tribunal, em qualquer tempo e grau de jurisdição. INÍCIO DA EXECUÇÃO Depende de REQUERIMENTO do exequente (regra geral) PRESCRIÇÃO INTERCORRENTE Pode ser declarada de ofício pelo juiz ou tribunal Por fim, conforme o art. 2º da Instrução Normativa n. 41 do TST, a prescrição intercorrente só se aplica aos processos em que a “determinação judicial” tenha sido proferida após o início do vigor da Reforma (11/11/2017). 2.2.5. CITAÇÃO (INTIMAÇÃO) DO EXECUTADO PARA PAGAMENTO E PENHORA A CLT, nos arts. 880 a 883-A, disciplina o procedimento adequado para o início da execução. Antes de apresentar mapa mental desse procedimento, lançarei comentários a cada artigo que lhe é referente, a fim de possibilitar melhor entendimento da regra. Art. 880. Requerida a execução, o juiz ou presidente do tribunal mandará expedir mandado de citação do executado, a fim de que cumpra a decisão ou o acordo no prazo, pelo modo e sob as cominações estabelecidas ou, quando se tratar de pagamento em dinheiro, inclusive de contribuições sociais devidas à União, para que o faça em 48 (quarenta e oito) horas ou garanta a execução, sob pena de penhora. (Redação dada pela Lei n. 11.457, de 2007) § 1º O mandado de citação deverá conter a decisão exequenda ou o termo de acordo não cumprido. § 2º A citação será feita pelos oficiais de diligência. § 3º Se o executado, procurado por 2 (duas) vezes no espaço de 48 (quarenta e oito) horas, não for encontrado, far-se-á citação por edital, publicado no jornal oficial ou, na falta deste, afixado na sede da Junta ou Juízo, durante 5 (cinco) dias. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para ADRIANO PRUDENTE DE OLIVEIRA - 14882695642, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.gran.com.br https://www.gran.com.br 30 de 98gran.com.br DIrEITo ProcEssuaL Do TrabaLho Liquidação e Execução Trabalhista – Parte I Gustavo Deitos Hoje em dia, as fases de conhecimento e de execução ocorrem em um único processo, e isso ganha o nome de sincretismo processual. O termo “citação” refere-se tecnicamente à forma de comunicação adequada para chamar o reclamado ao processo pela primeira vez. Portanto, o termo “citação” deste artigo deve ser interpretado como verdadeira intimação, uma vez que as fases de conhecimento e de execução se concentram em um único processo. De acordo com os §§ 1º e 2º, a citação para pagamento do valor executado deveria ser feita mediante mandado a ser cumprido pelos Oficiais de Justiça. Entretanto, essa exigência está em desuso processual. Veja o que diz o Enunciado n. 12 da Jornada sobre a Execução no Processo do Trabalho: JURISPRUDÊNCIA I – Tornada líquida a decisão, desnecessária a citação do executado, bastando a intimação para pagamento por meio de seu procurador. II – Não havendo procurador, far-se-á a intimação ao devedor prioritariamente por via postal, com retorno do comprovante de entrega ou aviso de recebimento, e depois de transcorrido o prazo sem o cumprimento da decisão, deverá ser expedida ordem de bloqueio de crédito pelo sistema Bacen Jud. (ENUNCIADO N. 12, Jornada sobre a Execução no Processo do Trabalho) A rigor, a CLT exige que o início da execução ocorra mediante “mandado de citação”, mas, a rigor, não existe na prática nem mandado, nem citação. Existe intimação, pelos meios ordinários (intimação ao advogado, intimação por via postal etc.), para cumprimento da obrigação devida. Veja, abaixo, quais são as cobranças possíveis de serem feitas mediante o “mandado de citação para pagamento”: • OBRIGAÇÃO DE PAGAMENTO EM DINHEIRO: Deve ser cumprida no prazo de 48 horas, pelo executado, que pagará o valor devido ao exequente. − Se o executado não concordar com o débito, deverá depositar o valor da execução em conta judicial, o que ganha o nome de “garantia da execução”, para em seguida opor embargos à execução; − Se não tiver o dinheiro, o executado poderá garantir a execução indicando bens à penhora ou apresentando seguro-garantia judicial; − De qualquer maneira, o executado deverá colocar à disposição do juízo dinheiro ou bens que garantam a execução, isto é, que tenham valor suficiente para pagar o valor devido em caso de improcedência de eventuais embargos. Dessa forma, sendo os embargos improcedentes, o executado poderá desde logo ser pago, pois a execução estará garantida com dinheiro, bens ou seguro-garantia judicial. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para ADRIANO PRUDENTE DE OLIVEIRA - 14882695642, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.gran.com.br https://www.gran.com.br 31 de 98gran.com.br DIrEITo ProcEssuaL Do TrabaLho Liquidação e Execução Trabalhista – Parte I Gustavo Deitos • OBRIGAÇÃO DE FAZER OU ENTREGAR COISA: O executado deve fazer ou entregar a coisa no prazo, pelo modo e sob as cominações estabelecidas na decisão condenatória em execução. EXEMPLO Reintegração de empregado estável em 5 dias, devolução de bens do empregado na residência deste, devolução da CTPS do empregado na sede da empresa etc. Nesses tipos de obrigação, o prazo para cumprimento não será necessariamente de 48 horas, mas sim aquele fixado na decisão condenatória (sentença ou acórdão). A mesma decisão cominará penalidades para o descumprimento, como multa diária, sequestro de bens etc. Quanto à intimação (citação) para pagamento, cabe ainda considerar que, quando a intimação por via postal da parte sem advogado for frustrada, pelo fato de a parte não ter sido encontrada ou de o local de sua residência não ser servido pelos Correios, a intimação para pagamento será, nesse caso, por mandado a ser cumprido por Oficial de Justiça. Nesse contexto específico, será aplicável o § 3º do art. 880: Se o executado for procurado por duas vezes em 48 horas e não for encontrado, será feita citação por edital, com publicação do edital no Diário Eletrônico. Execução por EDITAL Houve tentativa de citação por Mandado Executado procurado por duas vezes Duas procuras dentro de 48 horas Art. 881. No caso de pagamento da importância reclamada, será este feito perante o escrivão ou secretário, lavrando-se termo de quitação, em 2 (duas) vias, assinadas pelo exequente, pelo executado e pelo mesmo escrivão ou secretário, entregando-se a segunda via ao executado e juntando-se a outra ao processo. Parágrafo único. Não estando presente o exequente, será depositada a importância, mediante guia, em estabelecimento oficial de crédito ou, em falta deste, em estabelecimento bancário idôneo. (Redação dada pela Lei n. 7.305, 02/04/1985) Este artigo está em desuso, pois os valores pagos em contas judiciais são liberados aos credores (exequentes)por meio de alvará judicial, que ordena ao banco que transfira os valores dessas contas às contas bancárias dos exequentes. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para ADRIANO PRUDENTE DE OLIVEIRA - 14882695642, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.gran.com.br https://www.gran.com.br 32 de 98gran.com.br DIrEITo ProcEssuaL Do TrabaLho Liquidação e Execução Trabalhista – Parte I Gustavo Deitos CLT Art. 882. O executado que não pagar a importância reclamada poderá garantir a execução mediante depósito da quantia correspondente, atualizada e acrescida das despesas processuais, apresentação de seguro-garantia judicial ou nomeação de bens à penhora, observada a ordem preferencial estabelecida no art. 835 da Lei n. 13.105, de 16 de março de 2015 – Código de Processo Civil. (Redação dada pela Lei n. 13.467, de 2017) Aqui está a regra que citamos sobre a garantia da execução. O executado pode garanti- la depositando em conta judicial o valor cobrado, apresentando seguro-garantia judicial ou indicando algum bem para que o juiz o penhore. Seguro-garantia judicial é uma modalidade de seguro contratada por várias empresas para garantir a execução trabalhista, a fim de que seja possível a oposição de embargos à execução. A nomeação de bens à penhora será orientada pela listra preferencial do art. 835 do CPC, que institui a seguinte ordem de penhora: CPC Art. 835. A penhora observará, preferencialmente, a seguinte ordem: I – dinheiro, em espécie ou em depósito ou aplicação em instituição financeira; II – títulos da dívida pública da União, dos Estados e do Distrito Federal com cotação em mercado; III – títulos e valores mobiliários com cotação em mercado; IV – veículos de via terrestre; V – bens imóveis; VI – bens móveis em geral; VII – semoventes; VIII – navios e aeronaves; IX – ações e quotas de sociedades simples e empresárias; X – percentual do faturamento de empresa devedora; XI – pedras e metais preciosos; XII – direitos aquisitivos derivados de promessa de compra e venda e de alienação fiduciária em garantia; XIII – outros direitos. Como dito, esta ordem é preferencial. Portanto, se o executado indicar um veículo e um imóvel, o juiz determinará, primeiramente, a penhora do veículo, que vem antes na ordem. Se o valor do veículo não for suficiente, o juiz poderá penhorar, agora sim, o imóvel. CLT Art. 883. Não pagando o executado, nem garantindo a execução, seguir-se-á penhora dos bens, tantos quantos bastem ao pagamento da importância da condenação, acrescida de custas e juros de mora, sendo estes, em qualquer caso, devidos a partir da data em que for ajuizada a reclamação inicial. (Redação dada pela Lei n. 2.244, de 23/06/1954) O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para ADRIANO PRUDENTE DE OLIVEIRA - 14882695642, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.gran.com.br https://www.gran.com.br 33 de 98gran.com.br DIrEITo ProcEssuaL Do TrabaLho Liquidação e Execução Trabalhista – Parte I Gustavo Deitos Se o executado negligenciar o prazo para pagar o débito ou garantir a execução por qualquer das modalidades trabalhadas acima no prazo de 48 horas, o juiz mandará que se penhorem os bens do executado. A penhora, na prática, ocorre por meio do sistema SISBA-JUD, o antigo “Bacen-Jud”. Prioritariamente, o juiz bloqueia valores das contas bancárias do executado, de modo a realizar a penhora. Não havendo dinheiro, o juiz poderá valer-se de outros sistemas/ convênios internos para buscar veículos e imóveis em nome do executado. O exequente, se tiver conhecimento de outros bens em nome do executado, como ações em empresas, poderá indicar esses bens ao juiz, para eventual penhora e expropriação a fim de que sejam satisfeitos os créditos devidos. CLT Art. 883-A. A decisão judicial transitada em julgado somente poderá ser levada a protesto, gerar inscrição do nome do executado em órgãos de proteção ao crédito ou no Banco Nacional de Devedores Trabalhistas (BNDT), nos termos da lei, depois de transcorrido o prazo de quarenta e cinco dias a contar da citação do executado, se não houver garantia do juízo. (Incluído pela Lei n. 13.467, de 2017) Este artigo foi inserido à CLT pela Reforma Trabalhista, criando verdadeira proteção ao executado contra as consequências do inadimplemento da obrigação cobrada. A equipe de redação da Reforma Trabalhista justificou esse artigo apontando para a necessidade de que a empresa se organize para pagar as execuções, em razão do alto número de execuções em andamento contra as grandes empresas. Na visão do legislador, o prazo de 45 dias é razoável para que a empresa se organize. Portanto, dentro do prazo de 45 dias a contar da efetiva citação (intimação) do executado para pagamento da execução, o nome do executado não poderá ser inscrito no SPC (órgão de proteção ao crédito), nem no BNDT (Banco Nacional de Devedores Trabalhistas) e nem protestado em cartórios. Segundo os idealizadores da norma, tais restrições seriam prejudiciais ao desenvolvimento das empresas, que seriam impedidas de participar de licitações em razão do registro dos débitos trabalhistas. Sem embargo de eventual discordância ou concordância com o preceito legal, você deve conhecê-lo para sua prova. Apresento, abaixo, ilustração para ajudá-lo(a) a memorizar a regra: O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para ADRIANO PRUDENTE DE OLIVEIRA - 14882695642, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.gran.com.br https://www.gran.com.br 34 de 98gran.com.br DIrEITo ProcEssuaL Do TrabaLho Liquidação e Execução Trabalhista – Parte I Gustavo Deitos PROIBIDA a inscrição do executado em BDNT SPC/SERASA PROTESTOS DE TÍTULOS 45 dias A partir da citação 2.2.5.1. Resumo global da execução Terminada a análise dos artigos sobre citação e penhora, apresento, abaixo, mapa mental do procedimento normal da execução trabalhista, conforme os passos estudados acima. Obs.: O mapa mental será restrito às hipóteses mais corriqueiras e cobradas em prova, que são: exequente representado por advogado e obrigação de pagar dinheiro. DECISÃO DEFINITIVA (sentença ou acórdão) Exequente apresenta petição requerendo o início da execução JUIZ DETERMINA O INÍCIO DA EXECUÇÃO MANDADO DE CITAÇÃO PARA PAGAMENTO EM 48 HORAS Executado pode Pagar o que deve Garantir a execução, mediante: Depósito do valor devido em conta judicial Seguro-garantia judicial Nomeação de bens à penhora Se não fizer nada O juiz penhorará bens do executado que sejam suficientes à garantia da execução, observando a ordem do art. 835 do CPC O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para ADRIANO PRUDENTE DE OLIVEIRA - 14882695642, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.gran.com.br https://www.gran.com.br 35 de 98gran.com.br DIrEITo ProcEssuaL Do TrabaLho Liquidação e Execução Trabalhista – Parte I Gustavo Deitos Caro(a) aluno(a), você lembra que, no cumprimento de sentença do processo civil, o Caro(a) aluno(a), você lembra que, no cumprimento de sentença do processo civil, o executado sofre multa de 10% em caso de ausência de pagamento do débito exequen-executado sofre multa de 10% em caso de ausência de pagamento do débito exequen- do no prazo legal?do no prazo legal? Pois bem. É importantíssimo registrar que o TST firmou tese, em julgamento de Incidente de Recursos de Revista Repetitivos (IRRR), de que tal multa nãose aplica ao direito processual do trabalho, por incompatibilidade com suas normas e princípios especiais. Trata-se do IRRR n. 4 do TST. Confira a tese aprovada pelo Tribunal Pleno do TST: JURISPRUDÊNCIA INCIDENTE DE RECURSO DE REVISTA REPETITIVO. TEMA N. 0004. MULTA. ART. 523, § 1º, CPC/2015 (ART. 475-J, CPC/1973). INCOMPATIBILIDADE. PROCESSO DO TRABALHO. A multa coercitiva do art. 523, § 1º, do CPC de 2015 (art. 475-J do CPC de 1973) não é compatível com as normas vigentes da CLT por que se rege o Processo do Trabalho, ao qual não se aplica (IRR-RR-1786-24.2015.5.04.0000, Tribunal Pleno, Redator Ministro João Oreste Dalazen, DEJT 30/11/2017). 3 . EMbarGos À EXEcuÇÃo E IMPuGNaÇÃo À sENTENÇa 3 . EMbarGos À EXEcuÇÃo E IMPuGNaÇÃo À sENTENÇa DE LIQuIDaÇÃoDE LIQuIDaÇÃo Os embargos à execução e a impugnação à sentença de liquidação (ou simplesmente impugnação) são recursos que podem ser opostos, respectivamente, pelo executado (embargos) e pelo exequente (impugnação). Registro que a banca FGV, especificamente, em algumas questões, já chamou os embargos à execução de “embargos do devedor”, e a impugnação à sentença de liquidação de “impugnação de credor”. Antes de te explicar o procedimento de cada um deles, devo deixar clara uma importantíssima regra: os embargos e a impugnação devem ser decididos na mesma sentença. É a regra do art. 884, § 4º, da CLT: CLT Art. 884, § 4º Julgar-se-ão na mesma sentença os embargos e as impugnações à liquidação apresentadas pelos credores trabalhista e previdenciário. (Redação dada pela Lei n. 10.035, de 2000) Ademais, antes de nos atermos ao procedimento dos embargos à execução, é necessário tomarmos algumas considerações importantes sobre a Impugnação à Sentença de Liquidação, que é uma medida disponível ao exequente. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para ADRIANO PRUDENTE DE OLIVEIRA - 14882695642, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.gran.com.br https://www.gran.com.br 36 de 98gran.com.br DIrEITo ProcEssuaL Do TrabaLho Liquidação e Execução Trabalhista – Parte I Gustavo Deitos Esta medida, em tese, é cabível no mesmo prazo em que o executado puder opor embargos à execução (art. 884, caput, CLT). Inclusive, os embargos à execução (executado) e a impugnação à sentença de liquidação (exequente) são julgadas pela mesma sentença proferida na fase de execução (art. 884, § 4º, CLT). Entretanto, a medida de impugnação à sentença de liquidação não é tão simples assim de entender. Acompanhe: Como estudamos no primeiro título da aula, a partir da entrada em vigor da Reforma Trabalhista, o juiz DEVE abrir às partes prazo comum de oito dias para impugnação fundamentada com a indicação dos itens e valores objeto da discordância, sob pena de preclusão (art. 879, § 2º, CLT). Antes da Reforma, essa abertura de prazo era apenas facultativa, tanto que a redação deste § 2º trazia o verbo “poderá”. Dessa maneira, se as partes não tivessem tido a oportunidade de se manifestarem sobre os cálculos de liquidação antes de eles serem homologados pelo juiz, elas deveriam apontar as incorreções da conta já na fase de execução, sendo o exequente por Impugnação à Sentença de Liquidação, e o executado por “embargos à penhora” (art. 884, § 3º), que nada mais eram que verdadeiros embargos à execução. Se as partes tivessem o prazo para manifestação sobre a liquidação concedido ainda na fase de liquidação – antes de os cálculos serem homologados –, haveria preclusão da matéria de liquidação. Logo, incorreções nos cálculos não mais poderiam ser alegadas, porque teria ocorrido preclusão sobre esse conteúdo. Reitero: a partir da entrada em vigor da Reforma Trabalhista, o juiz DEVE abrir às partes prazo comum de oito dias para impugnação fundamentada com a indicação dos itens e valores objeto da discordância, sob pena de preclusão (art. 879, § 2º, CLT). Portanto, se as partes não se manifestarem sobre a liquidação nesse momento processual (momento oportuno), haverá preclusão sobre a matéria relativa aos cálculos de liquidação homologados pelo juiz. EXEMPLO Gabriela ajuíza reclamação trabalhista contra a empresa Bolinho Ltda, pedindo o pagamento de verbas rescisórias. Na sentença, o juiz julga totalmente procedentes os pedidos de Gabriela. A empresa não interpusera recurso, e a sentença transitou em julgado. O juiz dá à empresa determinado prazo para que apresente seus cálculos de liquidação de sentença. Dentro desse prazo, a empresa formula seus cálculos e os junta ao processo. Após tal juntada, o juiz dá a Gabriela o prazo de oito dias para impugnação fundamentada aos cálculos, sob pena de preclusão, conforme o art. 879, § 2º, da CLT. Gabriela, regularmente intimada, nada manifesta no prazo, o que leva o juiz a homologar os cálculos juntados pela empresa Bolinho Ltda. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para ADRIANO PRUDENTE DE OLIVEIRA - 14882695642, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.gran.com.br https://www.gran.com.br 37 de 98gran.com.br DIrEITo ProcEssuaL Do TrabaLho Liquidação e Execução Trabalhista – Parte I Gustavo Deitos Gabriela requer a execução dos valores apontados no cálculo, mas não concorda com eles, entendendo que estão errados. Nesse caso, Gabriela NÃO poderá apresentar Impugnação à Sentença de Liquidação para discutir sobre os cálculos, pois já ocorreu preclusão da oportunidade de impugnar os cálculos. Obs.: Antes da Reforma, como o prazo era facultativo (e não era de oito dias), era possível que a impugnação aos cálculos de liquidação ocorresse na execução, mediante Impugnação à Sentença de Liquidação. Todavia, como agora as partes DEVEM ter o prazo de 8 dias para manifestarem-se sobre tal matéria antes da homologação dos cálculos, a medida torna-se inaplicável na fase de execução, em razão do instituto da preclusão. Apesar da inaplicabilidade prática dos institutos que permitem às partes impugnar a liquidação na fase de execução, você precisa, ao menos, conhecer a literalidade do texto da CLT, que traz o procedimento desses institutos ( julgados na mesma sentença etc.). Até os dias atuais, algumas bancas cobram a literalidade do art. 884 e parágrafos da CLT. Passadas essas considerações, vamos à parte técnica dos embargos à execução, mediante comentários individualizados ao caput e a cada parágrafo: CLT Art. 884. Garantida a execução ou penhorados os bens, terá o executado 5 (cinco) dias para apresentar embargos, cabendo igual prazo ao exequente para impugnação. O prazo para oposição de Embargos à Execução, pelo executado, é de 5 DIAS. Se o executado garantir a execução – depositando o valor, nomeando bem à penhora ou apresentando seguro-garantia judicial –, o prazo de 5 dias será contado a partir da garantia da execução. Se, todavia, o executado não garantir a execução e tiver seus bens penhorados (ou contas bancárias bloqueadas, o que é equivalente), o prazo de 5 dias para os embargos à execução será contado da penhora (ou bloqueio). Após o executado opor Embargos à Execução, o exequente será intimado para, em 5 DIAS, apresentar sua impugnação aos embargos. Obs.: Em alguns julgamentos, e até mesmo em alguns livros, costuma-se tratar a impugnação do exequente (prevista no caput do art. 884) como se fosse o mesmo recurso chamado “Impugnação à Sentença de Liquidação”. Tecnicamente, isso O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para ADRIANO PRUDENTE DE OLIVEIRA - 14882695642, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.gran.com.br https://www.gran.com.br 38 de98gran.com.br DIrEITo ProcEssuaL Do TrabaLho Liquidação e Execução Trabalhista – Parte I Gustavo Deitos está equivocado, pois a impugnação oferecida pelo exequente após os embargos à execução do executado restringe-se a se manifestar sobre o conteúdo desses embargos, e não sobre a conta de liquidação. CLT Art. 884, § 1º A matéria de defesa será restrita às alegações de cumprimento da decisão ou do acordo, quitação ou prescrição da dívida. Essa “matéria de defesa” é a matéria dos Embargos à Execução. Segundo Carlos Henrique Bezerra Leite e, também, Mauro Schiavi, com apoio de outros doutrinadores, este parágrafo está eivado de lacuna axiológica. Explico. No processo civil, existe a figura da “impugnação ao cumprimento de sentença”, que equivale aos nossos Embargos à Execução, com uma estrutura diversa. Nessa impugnação do processo civil, a matéria alegável é muito mais ampla. Veja o que diz o art. 525, caput e § 1º, do CPC: CPC Art. 525. Transcorrido o prazo previsto no art. 523 sem o pagamento voluntário, inicia-se o prazo de 15 (quinze) dias para que o executado, independentemente de penhora ou nova intimação, apresente, nos próprios autos, sua impugnação. § 1º Na impugnação, o executado poderá alegar: I – falta ou nulidade da citação se, na fase de conhecimento, o processo correu à revelia; II – ilegitimidade de parte; III – inexequibilidade do título ou inexigibilidade da obrigação; IV – penhora incorreta ou avaliação errônea; V – excesso de execução ou cumulação indevida de execuções; VI – incompetência absoluta ou relativa do juízo da execução; VII – qualquer causa modificativa ou extintiva da obrigação, como pagamento, novação, compensação, transação ou prescrição, desde que supervenientes à sentença. É de se perceber que o rol de matérias alegáveis na impugnação ao cumprimento de sentença no processo civil é muito mais amplo que o da CLT. Na verdade, o CPC, por ser de 2015, foi elaborado tendo-se em vista o direito evoluído e atual, que comporta muitos outros institutos e noções jurídicas mais aprofundadas, como as relativas à inexequibilidade do título, excesso de execução etc. Eventual aplicação isolada do § 1º do art. 884 da CLT seria injusta, o que nos levaria a concluir que há lacuna axiológica neste dispositivo. Portanto, a maioria entende subsidiariamente aplicável ao processo do trabalho o art. 525, § 1º, do CPC. Perceba que “cumprimento da decisão ou do acordo, quitação ou prescrição da dívida” são elementos absorvidos pelo inciso VII do art. 525, § 1º, do CPC, que trata de causas extintivas da obrigação (citando prescrição e pagamento como exemplos). O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para ADRIANO PRUDENTE DE OLIVEIRA - 14882695642, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.gran.com.br https://www.gran.com.br 39 de 98gran.com.br DIrEITo ProcEssuaL Do TrabaLho Liquidação e Execução Trabalhista – Parte I Gustavo Deitos Mesmo que a doutrina e a jurisprudência entendam pela aplicabilidade subsidiária do art. 525, § 1º, do CPC, vê-se que as provas têm cobrado a literalidade do art. 884, § 1º, da CLT, que fala apenas de cumprimento da decisão ou do acordo, quitação ou prescrição da dívida. Portanto, recomendo a você que considere correta eventual alternativa que se restrinja à literalidade do art. 884, § 1º, da CLT, a menos que o enunciado da questão dê comando incompatível com essa diretriz. CLT Art. 884, § 2º Se na defesa tiverem sido arroladas testemunhas, poderá o Juiz ou o Presidente do Tribunal, caso julgue necessários seus depoimentos, marcar audiência para a produção das provas, a qual deverá realizar-se dentro de 5 (cinco) dias. É raro ouvir testemunhas na fase de execução, mas isso não é algo impossível. É perfeitamente possível que, por exemplo, o executado pague o valor da execução em dinheiro, pessoalmente, ao executado, e pretenda provar por meio de testemunhas que efetuou tal pagamento, para extinguir a execução. Portanto, havendo testemunhas a ouvir – as quais neste caso devem ser arroladas nos Embargos à Execução –, deverá ser designada Audiência dentro dos 5 DIAS SEGUINTES. Obs.: Na execução, a regra do quinquídio legal (regra que impõe a designação de audiência após 5 dias, no mínimo) é INVERSA, porque, havendo testemunhas nos embargos à execução, a audiência DEVERÁ ser realizada em prazo não inferior a 5 dias. Art. 884. § 3º Somente nos embargos à penhora poderá o executado impugnar a sentença de liquidação, cabendo ao exequente igual direito e no mesmo prazo. Este parágrafo foi incluído por uma lei do ano de 1954. Atualmente, a impugnação da liquidação somente pode ocorrer antes da homologação (art. 879, § 2º, com redação dada pela Lei n. 13.467/2017). Ademais, a única medida de que o executado pode se valer na execução, em regra, consiste nos Embargos de Execução, com todas as matérias alegáveis do art. 525, § 1º, do CPC. Obs.: Em hipóteses excepcionais, outra medida cabível será a Exceção de Pré-executividade, cujo funcionamento estudaremos na próxima aula sobre Execução no Processo do Trabalho. Art. 884, § 4º Julgar-se-ão na mesma sentença os embargos e as impugnações à liquidação apresentadas pelos credores trabalhista e previdenciário. (Redação dada pela Lei n. 10.035, de 2000) O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para ADRIANO PRUDENTE DE OLIVEIRA - 14882695642, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.gran.com.br https://www.gran.com.br 40 de 98gran.com.br DIrEITo ProcEssuaL Do TrabaLho Liquidação e Execução Trabalhista – Parte I Gustavo Deitos Neste parágrafo, faz-se menção aos Embargos à Execução e à Impugnação à Sentença de Liquidação. Contextualmente, deve-se interpretar essa impugnação como se fosse a resposta do exequente aos embargos. Não é a interpretação literal, mas é a mais adequada às mudanças ocorridas, como já abordado anteriormente. Portanto, os embargos e a resposta (impugnação) do exequente serão apreciados pelo juiz e decididos numa única sentença. Registro que o “credor previdenciário” referido neste parágrafo é a União, que tem legitimidade para cobrar as diferenças havidas nas contribuições previdenciárias. Dessa sentença, caberá AGRAVO DE PETIÇÃO ao TRT, nos termos do art. 897, alínea “a” e § 1º, da CLT. Estudaremos o Agravo de Petição na segunda aula sobre o Sistema Recursal Trabalhista. CLT Art. 884, § 5º Considera-se inexigível o título judicial fundado em lei ou ato normativo declarados inconstitucionais pelo Supremo Tribunal Federal ou em aplicação ou interpretação tidas por incompatíveis com a Constituição Federal. (Incluído pela Medida provisória n. 2.180-35, de 2001) Imagine que a sentença do juiz, que está sendo executada, tiver fundamentação contrária a um acórdão proferido pelo STF em Controle Concentrado de Constitucionalidade, em Ação Direta de Constitucionalidade (ADI) ou Ação Declaratória de Constitucionalidade (ADC), que declara inconstitucional uma lei aplicada pelo juiz naquela decisão. Ou, ainda, imagine que a interpretação dada pelo juiz em sua fundamentação é reconhecida pelo STF como incompatível com a Constituição. Para sintetizar, listo as hipóteses de inexigibilidade do cumprimento da decisão judicial: • Embasamento em dispositivo de lei declarado inconstitucional pelo STF; • Embasamento em interpretação declarada pelo STF como inconstitucional. Nesses casos, a sentença proferida pelo juiz não será um título exigível judicialmente. CLT Art. 884, § 6º A exigência da garantia ou penhora não se aplica às entidades filantrópicas e/ou àqueles que compõem ou compuseram a diretoria dessas instituições. Este parágrafo é importantíssimo, porque foi incluídopela Reforma Trabalhista, e já foi cobrado em várias provas recentes. Muita atenção! 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Essas entidades são pessoas jurídicas sem fins lucrativos, certificadas e reconhecidas como entidades beneficentes de assistência social com a finalidade de prestação de serviços nas áreas de assistência social, saúde ou educação; • Diretores ou ex-diretores de entidades filantrópicas: a isenção concedida às entidades filantrópicas alcança os diretores e ex-diretores, prevenindo-os de futuras desconsiderações da personalidade jurídica. Isso porque, se comprovados os requisitos para a desconsideração da personalidade jurídica, os diretores seriam os executados. ISENTOS DE GARANTIA DA EXECUÇÃO (não precisam pagar nem garantir a execução) ENTIDADES FILANTRÓPICAS DIRETORES e EX-DIRETORES das Entidades Filantrópicas Chamo sua atenção para mais um detalhe a respeito dos sujeitos isentos da garantia do juízo (garantia da execução). Você provavelmente já ouviu falar de que os bens públicos são impenhoráveis. Também, você já ouviu falar de que a falta de garantia da execução e de pagamento faz com que o juiz penhore os bens do executado, em quantidade suficiente para a garantia da execução. Essas duas informações nos conduzem a uma conclusão: as pessoas jurídicas de direito público são isentas da garantia da execução para opor embargos à execução. Portanto, a lista de sujeitos isentos da garantia da execução não termina nas entidades filantrópicas e em seus diretores e ex-diretores. Ela também se estende à União, aos estados, ao DF, aos municípios, às autarquias, às associações públicas, às fundações públicas de direito público e, por ter regime equiparado ao dessas pessoas, a Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT). Abaixo, confira a lista de pessoas que podem opor embargos à execução sem necessariamente garantir a execução (garantir o juízo): • União; • Estados; O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para ADRIANO PRUDENTE DE OLIVEIRA - 14882695642, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.gran.com.br https://www.gran.com.br 42 de 98gran.com.br DIrEITo ProcEssuaL Do TrabaLho Liquidação e Execução Trabalhista – Parte I Gustavo Deitos • Distrito Federal; • Municípios; • Autarquias; • Associações Públicas; • Fundações Públicas de Direito Público; • ECT. Por fim, apresento a você um mapa mental envolvendo a fase de execução, de forma mais completa, abrangendo desde o mandado de citação para pagamento até o julgamento dos embargos à execução: MANDADO DE CITAÇÃO PARA PAGAMENTO EM 48 HORAS Executado pode Pagar o que deve Garantir a execução, mediante: Depósito do valor devido em conta judicial Seguro-garantia judicial Nomeação de bens à penhora Se não fizer nada O juiz penhorará bens do executado que sejam suficientes à garantia da execução, observando a ordem do art. 835 do CPC Executado opõe EMBARGOS À EXECUÇÃO em 5 dias Exequente apresenta IMPUGNAÇÃO em 5 dias JUIZ julga na Mesma Sentença Dessa sentença, cabe Agravo de Petição ao TRT No mais, cabe citar os art. 885 e 886 da CLT, que dizem: Art. 885. Não tendo sido arroladas testemunhas na defesa, o juiz ou presidente, conclusos os autos, proferirá sua decisão, dentro de 5 (cinco) dias, julgando subsistente ou insubsistente a penhora. Você já sabe que é possível arrolar testemunhas na fase de execução, certo?Você já sabe que é possível arrolar testemunhas na fase de execução, certo? O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para ADRIANO PRUDENTE DE OLIVEIRA - 14882695642, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.gran.com.br https://www.gran.com.br 43 de 98gran.com.br DIrEITo ProcEssuaL Do TrabaLho Liquidação e Execução Trabalhista – Parte I Gustavo Deitos O juiz deve proferir sentença acerca dos Embargos à Execução e da Impugnação do Exequente dentro de 5 dias. No caso de não haver testemunhas a ouvir (o que é mais frequente), não terá prazo legalmente estabelecido para que os autos sejam conclusos ao juiz. CLT. Art. 886. Se tiverem sido arroladas testemunhas, finda a sua inquirição em audiência, o escrivão ou secretário fará, dentro de 48 (quarenta e oito) horas, conclusos os autos ao juiz ou presidente, que proferirá sua decisão, na forma prevista no artigo anterior. § 1º Proferida a decisão, serão da mesma notificadas as partes interessadas, em registrado postal, com franquia. § 2º Julgada subsistente a penhora, o juiz, ou presidente, mandará proceder logo à avaliação dos bens penhorados. Perceba: se houver testemunhas a serem ouvidas na execução, os autos deverão ser conclusos ao juiz para sentença em 48 horas. O prazo para a sentença é, igualmente, de 5 dias, a contar da conclusão dos autos a ele. Confira a ilustração abaixo: SENTENÇA em 5 dias Conclusos os autos em 48 horas Conclusão dos autos (sem prazo certo) HÁ TESTEMUNHAS NÃO HÁ TESTEMUNHAS 4 . carTa DE sENTENÇa4 . carTa DE sENTENÇa A Carta de Sentença consiste num conjunto de cópias de determinados documentos dos autos de um processo. Tais cópias são reunidas a fim de operacionalizar a execução provisória da sentença. Explico. A execução provisória, como vimos, ocorre quando a decisão exequenda ainda não A execução provisória, como vimos, ocorre quando a decisão exequenda ainda não transitou em julgado, certo?transitou em julgado, certo? Pois então: neste caso, os autos principais do processo tramitarão na instância superior, onde o recurso estará sendo analisado. Dessa forma, a execução provisória só pode ser operada se o juízo da execução (Vara do Trabalho) tiver acesso a peças processuais mínimas que ofereçam todos os elementos necessários para que a execução ocorra sem problemas. E quais seriam essas peças?E quais seriam essas peças? O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para ADRIANO PRUDENTE DE OLIVEIRA - 14882695642, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.gran.com.br https://www.gran.com.br 44 de 98gran.com.br DIrEITo ProcEssuaL Do TrabaLho Liquidação e Execução Trabalhista – Parte I Gustavo Deitos Elas são mencionadas no art. 522, parágrafo único, do CPC, aplicável subsidiariamente ao processo do trabalho: Art. 522. O cumprimento provisório da sentença será requerido por petição dirigida ao juízo competente. Parágrafo único. Não sendo eletrônicos os autos, a petição será acompanhada de cópias das seguintes peças do processo, cuja autenticidade poderá ser certificada pelo próprio advogado, sob sua responsabilidade pessoal: I – decisão exequenda; II – certidão de interposição do recurso não dotado de efeito suspensivo; III – procurações outorgadas pelas partes; IV – decisão de habilitação, se for o caso; V – facultativamente, outras peças processuais consideradas necessárias para demonstrar aexistência do crédito. A Carta de Sentença tem muita utilidade quando se está diante de um processo que tramita em autos físicos, os quais, atualmente, já são minoria. Em se tratando de autos eletrônicos, basta que seja criado um “novo processo” no sistema do PJe com os mesmos documentos referidos no artigo acima citado. Juridicamente, a execução deve ocorrer no mesmo processo. Todavia, a operacionalização da execução provisória, atualmente, torna-se possível mediante criação de um novo número de processo no sistema, qualificado como “Execução Provisória”. Esse novo número pode ser interpretado, no mundo dos fatos, como se fosse uma Carta de Sentença. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para ADRIANO PRUDENTE DE OLIVEIRA - 14882695642, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.gran.com.br https://www.gran.com.br 45 de 98gran.com.br DIrEITo ProcEssuaL Do TrabaLho Liquidação e Execução Trabalhista – Parte I Gustavo Deitos QUESTÕES DE CONCURSOQUESTÕES DE CONCURSO 001. 001. (2022/VUNESP/PREFEITURA DE PRESIDENTE PRUDENTE-SP/PROCURADOR MUNICIPAL) Com relação à execução no processo do trabalho, assinale a alternativa que está de acordo com a CLT. a) Se o executado, procurado por 2 (duas) vezes no espaço de 48 (quarenta e oito) horas, não for encontrado, far-se-á citação por hora certa. b) Não pagando, nem garantindo a execução, seguir-se-á penhora dos bens, para pagamento da condenação, acrescida de custas e juros de mora, sendo estes, em qualquer caso, devidos a partir da citação. c) A decisão judicial transitada em julgado somente poderá gerar inscrição do nome do executado em órgãos de proteção ao crédito depois de transcorrido o prazo de quinze dias a contar da citação. d) Se o executado, procurado por 2 (duas) vezes no espaço de 24 (vinte e quatro) horas, não for encontrado, far-se-á citação por oficial de justiça. e) Requerida a execução, o juiz ou presidente do tribunal mandará expedir mandado de citação do executado, para cumprimento da decisão ou do acordo no prazo, pelo modo e sob as cominações estabelecidas ou, quando se tratar de pagamento em dinheiro, inclusive de contribuições sociais devidas à União, para que o faça em 48 (quarenta e oito) horas ou garanta a execução, sob pena de penhora. 002. 002. (2022/CEBRASPE/FUNPRESP-EXE/ANALISTA DE PREVIDÊNCIA COMPLEMENTAR/ÁREA JURÍDICA) No tocante a execução trabalhista, julgue o item a seguir. A execução trabalhista possui regramento próprio e, portanto, a multa prevista no Código de Processo Civil é incompatível com o processo do trabalho. 003. 003. (2022/FEPESE/PREFEITURA DE FLORIANÓPOLIS-SC/PROCURADOR MUNICIPAL) Assinale a alternativa correta de acordo com o processo do trabalho. a) A qualquer tempo, não pagando, nem garantindo a execução, a decisão transitada em julgado poderá ser levada a protesto pelo credor. b) Nos embargos à execução, a parte executada somente poderá arguir matérias que dispensam dilação probatória. c) No curso do processo de execução, o juiz ou o presidente do tribunal poderá designar servidores da Justiça do Trabalho para servir de avaliador de bens penhorados. d) Quando se tratar de execução para o pagamento de quantia em dinheiro, o devedor deverá pagar o montante devido ou garantir o juízo, no prazo de quarenta e oito horas, após a regular cientificação, sob pena de penhora. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para ADRIANO PRUDENTE DE OLIVEIRA - 14882695642, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.gran.com.br https://www.gran.com.br 46 de 98gran.com.br DIrEITo ProcEssuaL Do TrabaLho Liquidação e Execução Trabalhista – Parte I Gustavo Deitos e) O cumprimento de sentença tem início por requerimento da parte interessada, devendo o juiz ou o presidente do tribunal mandar expedir mandado de intimação do executado, na pessoa do seu advogado, a fim de que cumpra a decisão pelo modo e sob as cominações estabelecidas. 004. 004. (2022/FEPESE/PREFEITURA DE GUATAMBÚ-SC/PROCURADOR DO MUNICÍPIO) Assinale a alternativa correta de acordo com a Consolidação das Leis do Trabalho. a) A critério do exequente, a execução de título extrajudicial poderá ser processada em qualquer vara especializada da Justiça do Trabalho. b) A liquidação da sentença não abrangerá o cálculo das contribuições previdenciárias devidas, eis que, pela sua natureza, demanda a intervenção da União no feito. c) Na execução trabalhista, o prazo para as partes apresentarem embargos ou a sua impugnação será de cinco dias. d) Transitada em julgado a sentença, o juiz, de ofício, determinará a intimação das partes para a apresentação do cálculo de liquidação no prazo de oito dias. e) A execução será promovida pelas partes, permitida a execução de ofício pelo juiz ou pelo Presidente do Tribunal apenas nos casos em que as partes não estiverem representadas por advogado. 005. 005. (2021/VUNESP/PREFEITURA DE SANTOS-SP/PROCURADOR) Nas execuções trabalhistas, é correto afirmar que a) será promovida exclusivamente pela parte credora. b) a liquidação não abrangerá o cálculo das contribuições previdenciárias. c) elaborada a conta e tornada líquida, o juízo deverá abrir às partes prazo comum de dez dias para impugnação. d) elaborada a conta e tornada líquida, o juízo deverá abrir às partes prazo sucessivo de oito dias para impugnação. e) elaborada a conta pela parte ou pelos órgãos auxiliares da Justiça do Trabalho, o juiz procederá à intimação da União para manifestação, no prazo de 10 (dez) dias, sob pena de preclusão. 006. 006. (2016/FGV/OAB) O juiz, em ação trabalhista proposta por Carlos em face da sociedade empresária ABCD Ltda., julgou procedente, em parte, o rol de pedidos. Nenhuma das partes apresentou qualquer recurso. O pedido versava exclusivamente sobre horas extras e reflexos, estando nos autos todos os controles de horário, recibos salariais, o termo de rescisão de contrato de trabalho (TRCT) e demais documentos inerentes ao contrato de trabalho em referência. Todos os documentos eram incontroversos. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para ADRIANO PRUDENTE DE OLIVEIRA - 14882695642, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.gran.com.br https://www.gran.com.br 47 de 98gran.com.br DIrEITo ProcEssuaL Do TrabaLho Liquidação e Execução Trabalhista – Parte I Gustavo Deitos Com base no caso apresentado, como advogado(a) de Carlos, assinale a opção que indica a modalidade a ser adotada para promover a liquidação de sentença. a) Por cálculos. b) Por arbitramento. c) Por artigos. d) Por execução por quantia certa. 007. 007. (2012/FGV/OAB/ADAPTADA E ATUALIZADA) A liquidação tem por objetivo a apuração do quantum debeatur nas sentenças proferidas de forma ilíquida e que tenham deferido, ao menos em parte, a pretensão deduzida. De acordo com a CLT, assinale a alternativa que indica as formas possíveis de liquidação da sentença nas obrigações de dar (pagar) e, caso o juiz conceda prazo às partes para manifestação, o número de dias para a impugnação. a) Artigos, cálculo ou arbitramento. Prazo de 10 dias. b) Cálculo, arbitramento ou artigos. Prazo de 8 dias. c) Artigos ou arbitramento. Prazo de 15 dias. d) Cálculo ou arbitramento. Prazo de 5 dias. 008. 008. (2018/FGV/OAB) A sociedade empresária Alfa S. A. está sendo executada na Justiça do Trabalho e, em 13/03/2018, recebeu citação para pagamento da dívida que possui em relação a um processo. Mesmo citada, a sociedade empresária permaneceu inerte, pelo que, no 10º dia contado da citação, o juízo iniciou, a requerimentodo exequente a tentativa de bloqueio pelo sistema Bacen-Jud e, paralelamente, inscreveu o nome do executado no Banco Nacional de Devedores Trabalhistas (BNDT). Diante da situação apresentada e dos termos da CLT, assinale a afirmativa correta. a) A atitude do magistrado está correta, eis que não houve o pagamento voluntário da dívida no prazo legal, sendo a inserção imediata no BNDT uma adequada medida coercitiva judicial. b) A Lei deixa ao arbítrio do juiz determinar a partir de quando o nome do devedor deve ser inserido em cadastro restritivo de crédito, inclusive no BNDT. c) A Justiça do Trabalho não atua mais com inserção e retirada do nome de devedores no BNDT, pelo que a atitude do magistrado é inócua e contrária às regras da CLT. d) A decisão que determinou a inserção do nome do devedor no BNDT está equivocada, porque somente poderia ocorrer 45 dias depois de ele não pagar, nem garantir o juízo. 009. 009. (2018/FGV/OAB) Uma entidade filantrópica foi condenada em reclamação trabalhista movida por uma ex-empregada, em fevereiro de 2018. A sentença transitou em julgado e agora se encontra na fase de execução. Apresentados os cálculos e conferida vista à executada, o juiz homologou a conta apresentada pela exequente. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para ADRIANO PRUDENTE DE OLIVEIRA - 14882695642, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.gran.com.br https://www.gran.com.br 48 de 98gran.com.br DIrEITo ProcEssuaL Do TrabaLho Liquidação e Execução Trabalhista – Parte I Gustavo Deitos Em relação à pretensão da entidade de ajuizar embargos de devedor para questionar a decisão homologatória, assinale a afirmativa correta. a) Não há necessidade de garantia do juízo, no caso apresentado, para o ajuizamento de embargos de devedor. b) Se a executada deseja questionar os cálculos, deverá garantir o juízo com dinheiro ou bens e, então, ajuizar embargos de devedor. c) A executada, por ser filantrópica, poderá ajuizar embargos à execução, desde que garanta a dívida em 50%. d) A entidade filantrópica não tem finalidade lucrativa, daí por que não pode ser empregadora, de modo que a execução contra ela não se justifica, e ela poderá ajuizar embargos a qualquer momento. 010. 010. (2018/FGV/OAB) Em reclamação trabalhista já na fase de execução, o juiz determinou que o autor apresentasse os cálculos de liquidação, determinação esta que foi cumprida pelo exequente em fevereiro de 2018. Então, o calculista do juízo analisou as contas e entendeu que elas estavam corretas, pelo que o juiz homologou os cálculos ofertados e determinou a citação do executado para pagamento em 48 horas, sob pena de execução. Considerando a narrativa apresentada e os termos da CLT, assinale a afirmativa correta. a) Agiu corretamente o juiz, porque as contas foram atestadas pelo calculista como corretas. b) Equivocou-se o magistrado, porque deveria obrigatoriamente conferir vista dos cálculos ao executado. c) Uma vez que o juiz do Trabalho tem amplo poder de direção e controle do processo, sua decisão está amparada na norma cogente. d) O juiz tem a faculdade de abrir vista ao executado por 10 dias, mas não obrigação de fazê-lo. 011. 011. (2017/FGV/OAB/ADAPTADA E ATUALIZADA) Em sede de processo trabalhista, após o trânsito em julgado da sentença e elaborada a conta de liquidação, foi aberto prazo de 8 dias para que as partes se manifestassem sobre a mesma. Contudo, o réu não se manifestou, e o autor concordou com a conta do juízo, que foi homologada. Considerada essa hipótese, em sede de embargos à execução do réu, interposto 05 dias após a garantia do juízo, este pretende discutir a conta de liquidação, aduzindo incorreção nos valores. Você, como advogado(a) do autor deverá, em resposta, a) suscitar a preclusão do direito aos embargos à execução e expor as razões pelas quais entende pela validade dos cálculos do juízo. b) suscitar apenas que a conta está correta. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para ADRIANO PRUDENTE DE OLIVEIRA - 14882695642, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.gran.com.br https://www.gran.com.br 49 de 98gran.com.br DIrEITo ProcEssuaL Do TrabaLho Liquidação e Execução Trabalhista – Parte I Gustavo Deitos c) suscitar a intempestividade dos embargos. d) suscitar apenas que a conta está correta e requerer o levantamento dos valores incontroversos. 012. 012. (2017/FGV/OAB) A sociedade empresária Arco Íris Limpeza Ltda. foi citada para pagar o valor de uma dívida trabalhista homologada pelo juiz e, sem apresentar guia de pagamento ou arrolar bens, apresentou embargos de devedor, nos quais aponta diversas inconsistências nos cálculos. Diante disso, de acordo com a CLT, assinale a afirmativa correta. a) A Justiça do Trabalho passou a adotar o sistema do CPC, pelo qual não há necessidade de garantir o juízo para embargar, de modo que os embargos serão apreciados. b) A CLT prevê que, para o ajuizamento de embargos de devedor, é necessário garantir o juízo com 50% do valor da dívida exequenda, o que não aconteceu na espécie. c) Sem a garantia do juízo, o executado não poderá ajuizar embargos de devedor, de modo que as matérias por ele trazidas não serão apreciadas naquele momento. d) A CLT determina quem, havendo ajuizamento de embargos de devedor, o executado é obrigado a declarar, o valor que entende devido e a depositar essa quantia à disposição do juízo. 013. 013. (2014/FGV/OAB) A sociedade empresária “V” Ltda., executada em ação trabalhista, apresentou embargos à execução arrolando testemunhas, o que foi indeferido pelo juiz, ao argumento de que não se tratava de processo de conhecimento. Sobre o caso apresentado, assinale a afirmativa correta. a) Correta a decisão do juiz, pois já fora ultrapassada a fase de conhecimento. b) Errada a decisão do juiz, pois era cabível a prova testemunhal em sede de embargos à execução, podendo o juiz indeferir as testemunhas se desnecessários os depoimentos. c) Errada a decisão do juiz, sendo cabível a prova testemunhal, não podendo indeferir as testemunhas, cabendo, nesse caso, arguição de nulidade da decisão d) Correta a decisão do juiz, já que a matéria da execução está restrita a valores. 014. 014. (2013/FGV/OAB) A requerimento do credor e após não localizar bens da pessoa jurídica ex-empregadora, o juiz desconsiderou a personalidade jurídica numa reclamação trabalhista, incluiu um dos sócios no polo passivo e o citou para pagamento. Este sócio, então, depositou a quantia exequenda, mas pretende questionar o valor da execução. Assinale a alternativa que indica a maneira pela qual ele materializará seu inconformismo. a) Ação Rescisória. b) Embargos de Terceiro. c) Impugnação de Credor. d) Embargos à Execução. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para ADRIANO PRUDENTE DE OLIVEIRA - 14882695642, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.gran.com.br https://www.gran.com.br 50 de 98gran.com.br DIrEITo ProcEssuaL Do TrabaLho Liquidação e Execução Trabalhista – Parte I Gustavo Deitos 015. 015. (2012/FGV/OAB) De acordo com a Consolidação das Leis do Trabalho, assinale a afirmativa correta. a) não há citação para a execução, uma vez que a fase executiva pode ser iniciada de ofício. b) a citação na execução será realizada por via postal. c) a citação na execução será realizada por mandado. d) a citação na execução será realizada por mandado, mas, se o executado não for encontrado após três tentativas, caberá a citação por edital. 016. 016. (2012/FGV/OAB/ADAPTADA E ATUALIZADA) Relativamenteà execução trabalhista, assinale a afirmativa correta. a) Pode ser por título judicial ou extrajudicial. São títulos extrajudiciais os termos de ajuste de conduta firmados perante o Ministério Público do Trabalho, os termos de conciliação firmado perante as Comissões de Conciliação Prévia e as duplicatas mercantis. b) Pode ser por título judicial ou extrajudicial. São títulos judiciais unicamente as decisões passadas em julgado com efeito suspensivo e são títulos extrajudiciais os termos de ajuste de conduta firmados perante o Ministério Público do Trabalho e os termos de conciliação firmado perante as Comissões de Conciliação Prévia. c) Dependem de prévia liquidação, pelo que só podem se executados a sentença e o acordo não cumpridos. d) Pode ser por título judicial, caso do acordo descumprido, e por título extrajudicial, caso do termo de ajuste de conduta firmado perante o Ministério Público do Trabalho. 017. 017. (2018/VUNESP/UNICAMP/PROCURADOR DE UNIVERSIDADE ASSISTENTE) A execução trabalhista pode ser promovida de ofício pelo magistrado do trabalho a) apenas nos casos em que as partes não estiverem representadas por advogado. b) sempre que a parte interessada não adotar as providências para iniciar a liquidação da sentença. c) que for parte os órgãos da Administração Pública direta, autárquica ou fundacional. d) quando a reclamada for massa falida ou empresa em recuperação judicial. e) quando houver expressa aquiescência de ambas as partes. 018. 018. (2018/VUNESP/PREFEITURA DE SOROCABA-SP/PROCURADOR DO MUNICÍPIO) Na fase de execução, a apresentação de embargos pressupõe a garantia da execução ou penhora de bens, estando dispensados(as) de referida exigência, entre outros, a) as autarquias e as entidades filantrópicas b) os Estados, os Municípios e as empresas públicas. c) a União e suas autarquias, as sociedades de economia mista e as empresas públicas. d) os Municípios, as fundações e as sociedades de economia mista. e) a União, as sociedades de economia mista e a massa falida. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para ADRIANO PRUDENTE DE OLIVEIRA - 14882695642, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.gran.com.br https://www.gran.com.br 51 de 98gran.com.br DIrEITo ProcEssuaL Do TrabaLho Liquidação e Execução Trabalhista – Parte I Gustavo Deitos 019. 019. (2018/FCC/TRT-15ª REGIÃO(SP)/ANALISTA JUDICIÁRIO/ÁREA JUDICIÁRIA/OFICIAL DE JUSTIÇA AVALIADOR FEDERAL) Considerando as regras legais em relação à liquidação de sentença e à execução no processo do trabalho, a) a execução poderá ser promovida por qualquer interessado ou ex officio pelo próprio Juiz ou pelo Presidente do Tribunal competente. b) é facultado ao devedor o pagamento imediato da parte que entender devida à Previdência Social, sem prejuízo da cobrança de eventuais diferenças encontradas na execução ex officio. c) a exigência de garantia ou penhora se aplica às entidades filantrópicas e/ou àqueles que compõem ou compuseram a diretoria dessas instituições. d) elaborada a conta e tornada líquida, o juízo poderá abrir às partes prazo comum de cinco dias para impugnação fundamentada com a indicação dos itens e valores objeto da discordância, sob pena de preclusão. e) garantida a execução ou penhorados os bens, no prazo de oito dias, o executado poderá apresentar embargos à execução. 020. 020. (2018/FCC/TRT-15ª REGIÃO(SP)/ANALISTA JUDICIÁRIO/ÁREA JUDICIÁRIA) Em reclamação trabalhista na qual foi proferida sentença ilíquida, o juiz determinou que o reclamante apresentasse os cálculos de liquidação, com indicação da contribuição previdenciária incidente. Após apresentação dos cálculos pelo reclamante, o juiz concedeu prazo de 10 dias para o reclamado apresentar seus cálculos. Diante da divergência entre os valores apresentados pelas partes, o juiz nomeou perito contábil para elaboração da conta de liquidação. Entendendo corretos os cálculos elaborados pelo perito, o juiz homologou os mesmos e determinou a citação do executado para pagamento do crédito em 48 horas, sob pena de execução. Considerando as disposições legais, o juiz a) agiu corretamente, porque as contas foram elaboradas por perito contábil, não sendo necessário dar vistas às partes, até porque as mesmas já apresentaram seus cálculos. b) não agiu corretamente, porque deveria obrigatoriamente conferir vista dos cálculos às partes, no prazo sucessivo de 8 dias para impugnação fundamentada com a indicação dos itens e valores objeto da discordância, sob pena de preclusão. c) agiu corretamente, por ter amplo poder de direção e controle do processo, estando sua decisão amparada por norma cogente, que o autoriza expressamente a agir desse modo. d) não agiu corretamente, porque deveria obrigatoriamente conferir vista dos cálculos às partes, no prazo comum de 8 dias para impugnação fundamentada com a indicação dos itens e valores objeto da discordância, sob pena de preclusão. e) agiu corretamente, pois tem a faculdade de conferir vista dos cálculos às partes, no prazo de 8 dias para impugnação fundamentada com a indicação dos itens e valores objeto da discordância, sob pena de preclusão, mas não obrigação de fazê-lo. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para ADRIANO PRUDENTE DE OLIVEIRA - 14882695642, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.gran.com.br https://www.gran.com.br 52 de 98gran.com.br DIrEITo ProcEssuaL Do TrabaLho Liquidação e Execução Trabalhista – Parte I Gustavo Deitos 021. 021. (2018/FCC/TRT-6ª REGIÃO(PE)/ANALISTA JUDICIÁRIO/OFICIAL DE JUSTIÇA AVALIADOR FEDERAL) Considere as afirmações abaixo acerca da liquidação e execução de sentença no processo do trabalho, conforme previsão na CLT. I – A execução no processo do trabalho será sempre promovida por iniciativa das partes em qualquer hipótese, por determinação legal. II – Elaborada a conta e tornada líquida, o juízo poderá abrir às partes prazo sucessivo de 8 dias para impugnação fundamentada, sob pena de preclusão. III – A atualização dos créditos decorrentes de condenação judicial será feita pela Taxa Referencial (TR), divulgada pelo Banco Central do Brasil. IV – Tratando-se de execução de valores superiores a 40 salários mínimos, o juiz deverá nomear perito para a elaboração e fixará, depois da conclusão do trabalho, o valor dos respectivos honorários. Está correto o que se afirma APENAS em a) IV. b) II e IV. c) I e II. d) III. e) I e III. 022. 022. (2018/FCC/TRT/6ª REGIÃO (PE)/TÉCNICO JUDICIÁRIO/ÁREA ADMINISTRATIVA) Em relação à execução trabalhista, conforme legislação vigente, a) será promovida pelas partes, permitida a atuação de ofício do Juiz, ainda que as partes estejam assistidas por advogado. b) requerida a execução, o Juiz mandará expedir mandado de citação do executado, a fim de que proceda ao pagamento em dinheiro, inclusive de contribuições sociais devidas à União, em cinco dias, ou garanta a execução, sob pena de penhora. c) garantida a execução ou penhorados os bens, terá o executado prazo de quinze dias para apresentar embargos, cabendo igual prazo ao exequente para impugnação. d) a matéria de defesa em embargos à execução será restrita às alegações de cumprimento da decisão ou do acordo, quitação ou prescrição da dívida, não cabendo produção de prova testemunhal em audiência. e) o executado que não pagar a importância reclamada poderá garantir a execução mediante depósito da quantia correspondente, atualizada e acrescida das despesas processuais, apresentação de seguro-garantia judicial ou nomeação de bens à penhora, observada a ordem preferencial estabelecida na lei processual civil. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para ADRIANOPRUDENTE DE OLIVEIRA - 14882695642, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.gran.com.br https://www.gran.com.br 53 de 98gran.com.br DIrEITo ProcEssuaL Do TrabaLho Liquidação e Execução Trabalhista – Parte I Gustavo Deitos 023. 023. (2018/CESPE/PGE-PE/PROCURADOR DO ESTADO) De acordo com o disposto na CLT e com a jurisprudência do TST a respeito da execução trabalhista, a parte executada será citada para pagar a quantia devida ou indicar bens à penhora no prazo de a) vinte e quatro horas. b) trinta e seis horas. c) quarenta e oito horas. d) sessenta horas. e) setenta e duas horas. 024. 024. (2018/VUNESP/IPSM/PROCURADOR) Após a elaboração da conta de liquidação, o juiz do trabalho a) poderá abrir às partes prazo sucessivo de dez dias para impugnação. b) poderá abrir às partes o prazo comum de oito dias para impugnação. c) deverá abrir às partes o prazo comum de oito dias para impugnação d) deverá ouvir o Ministério Público do Trabalho. e) deverá intimar a União para apresentação do valor das contribuições previdenciárias. 025. 025. (2017/FCC/TRT-21ª REGIÃO(RN)/ANALISTA JUDICIÁRIO/ÁREA JUDICIÁRIA) Recebido o mandado de citação para pagamento e penhora, conforme as disposições da Lei n. 13.467/2017, o executado que não pagar a importância reclamada poderá garantir a execução mediante depósito da quantia correspondente, atualizada e acrescida das despesas processuais, a) ou nomear bens à penhora, observada a ordem preferencial estabelecida no CPC, sendo que a decisão judicial transitada em julgado somente poderá ser levada a protesto, gerar inscrição do nome do executado em órgãos de proteção ao crédito ou no Banco Nacional de Devedores Trabalhistas − BNDT, nos termos da lei, depois de transcorrido o prazo de trinta dias a contar da citação do executado, se não houver garantia do juízo. b) apresentação de seguro-garantia judicial, ou nomeação de bens à penhora, observada a ordem preferencial estabelecida no CPC, sendo que a decisão judicial transitada em julgado somente poderá ser levada a protesto, gerar inscrição do nome do executado em órgãos de proteção ao crédito ou no Banco Nacional de Devedores Trabalhistas − BNDT, nos termos da lei, depois de transcorrido o prazo de quarenta e cinco dias a contar da citação do executado, se não houver garantia do juízo. c) ou nomear bens à penhora, observada a ordem preferencial estabelecida no CPC, sendo que a decisão judicial transitada em julgado somente poderá ser levada a protesto, gerar inscrição do nome do executado em órgãos de proteção ao crédito ou no Banco Nacional de Devedores Trabalhistas − BNDT, nos termos da lei, depois de transcorrido o prazo de quarenta e cinco dias a contar da citação do executado, se não houver garantia do juízo. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para ADRIANO PRUDENTE DE OLIVEIRA - 14882695642, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.gran.com.br https://www.gran.com.br 54 de 98gran.com.br DIrEITo ProcEssuaL Do TrabaLho Liquidação e Execução Trabalhista – Parte I Gustavo Deitos d) ou nomear bens à penhora, observada a ordem preferencial estabelecida no CPC, sendo que a decisão judicial transitada em julgado somente poderá ser levada a protesto, gerar inscrição do nome do executado em órgãos de proteção ao crédito ou no Banco Nacional de Devedores Trabalhistas − BNDT, nos termos da lei, depois de transcorrido o prazo de sessenta dias a contar da citação do executado, se não houver garantia do juízo. e) apresentação de seguro-garantia judicial ou nomeação de bens à penhora, observada a ordem preferencial estabelecida no CPC, sendo que a decisão judicial transitada em julgado não poderá ser levada a protesto, gerar inscrição do nome do executado em órgãos de proteção ao crédito ou no Banco Nacional de Devedores Trabalhistas − BNDT, nos termos da lei, até o trâmite final do processo de execução. 026. 026. (2017/FCC/TST/TÉCNICO JUDICIÁRIO/ÁREA ADMINISTRATIVA) No tocante à execução trabalhista, considere: I – Sendo ilíquida a sentença exequenda, ordenar-se-á, previamente, a sua liquidação, que poderá ser feita por cálculo, por artigos ou por arbitragem. II – Elaborada a conta e tornada líquida, o juízo deverá abrir às partes prazo comum de oito dias para impugnação fundamentada com a indicação dos itens e valores objeto da discordância, sob pena de preclusão. III – Na liquidação, não se poderá modificar, ou inovar, a sentença liquidanda, nem discutir matéria pertinente à causa principal, desde que erro grosseiro justifique tal manifestação. IV – A atualização dos créditos decorrentes de condenação judicial será feita pela Taxa Referencial (TR), divulgada pelo Banco Central do Brasil. Tendo em vista o disposto na CLT, com as alterações promovidas pela Lei n. 13.467/2017, está correto o que consta APENAS em a) I e III. b) II e IV. c) III e IV. d) I e II. e) I. 027. 027. (2017/CESPE/TRT-7ª REGIÃO(CE)/TÉCNICO JUDICIÁRIO/ÁREA ADMINISTRATIVA) Em demanda trabalhista, a empresa RXW Previ S.A. foi condenada ao pagamento de verbas trabalhistas ao empregado João. Além disso, em razão dessa mesma demanda, foi reconhecida a existência de débitos previdenciários contra a empresa, incidentes sobre os rendimentos do autor da demanda e não recolhidos aos cofres públicos. No que se refere à condenação relativa ao empregado, a empresa cumpriu as determinações da justiça dentro do prazo legal. Em relação ao tributo devido, a empresa não efetuou qualquer recolhimento. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para ADRIANO PRUDENTE DE OLIVEIRA - 14882695642, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.gran.com.br https://www.gran.com.br 55 de 98gran.com.br DIrEITo ProcEssuaL Do TrabaLho Liquidação e Execução Trabalhista – Parte I Gustavo Deitos Nessa situação hipotética, sabendo que o credor dessa relação jurídica inadimplida é a União, assinale a opção correta acerca da execução da verba previdenciária. a) O processo executivo poderá ser iniciado, de ofício, pelo próprio juízo sentenciante. b) Por se tratar de um direito subjetivo, somente poderá ser executado pela União, junto à justiça do trabalho. c) Por se tratar de um direito subjetivo, somente poderá ser executado pela União, junto à justiça federal. d) Somente a União poderá executar o débito, podendo escolher se a execução ocorrerá na justiça federal ou na justiça do trabalho. 028. 028. (2017/VUNESP/PREFEITURA DE SÃO JOSÉ DOS CAMPOS (SP)/PROCURADOR/ADAPTADA E ATUALIZADA) Nos termos da Consolidação das Leis do Trabalho, garantida a execução ou penhorados os bens, terá o executado o prazo de a) 5 (cinco) dias contínuos para apresentar embargos. b) 5 (cinco) dias úteis para apresentar embargos. c) 8 (oito) dias contínuos para apresentar agravo de petição. d) 8 (oito) dias úteis para apresentar agravo de petição. e) 10 (dez) dias contínuos para impugnação. 029. 029. (2017/BANPARÁ/BANCA DO ÓRGÃO/ADVOGADO) A respeito da execução no processo do trabalho, assinale a alternativa CORRETA: a) São executados na Justiça do Trabalho as decisões passadas em julgado ou das quais não tenha havido recurso com efeito suspensivo; os acordos, quando não cumpridos; os termos de ajuste de conduta firmados perante o Ministério Público do Trabalho e os termos de conciliação firmados perante as Comissões de Conciliação Prévia. b) Serão executadas, desde que a pedido do INSS, as contribuições sociais devidas em decorrência de decisão proferida por juízes e tribunais do trabalho, resultantes de condenação ou homologação deacordo, inclusive sobre os salários pagos durante o período contratual reconhecido. c) É competente para a execução de título executivo extrajudicial o juiz que assim for designado por determinação do Presidente do Tribunal Regional do Trabalho a que o primeiro estiver vinculado. d) A execução poderá ser promovida por qualquer interessado, ou, de ofício, pelo Ministério Público do Trabalho. 030. 030. (2017/VUNESP/PREFEITURA DE PORTO FERREIRA (SP)/PROCURADOR JURÍDICO) Em conformidade com o texto expresso na CLT – Consolidação das Leis do Trabalho, garantida O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para ADRIANO PRUDENTE DE OLIVEIRA - 14882695642, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.gran.com.br https://www.gran.com.br 56 de 98gran.com.br DIrEITo ProcEssuaL Do TrabaLho Liquidação e Execução Trabalhista – Parte I Gustavo Deitos a execução ou penhorados os bens, terá o exequente o prazo de 5 (cinco) dias para apresentação de a) embargos à execução. b) agravo de petição. c) impugnação. d) impugnação aos cálculos de liquidação. e) embargos à penhora. 031. 031. (2017/FCC/TRT-24ª REGIÃO (MS)/TÉCNICO JUDICIÁRIO/ÁREA ADMINISTRATIVA) Em relação à liquidação da sentença e à execução no Processo do Trabalho, a Consolidação das Leis do Trabalho estabelece: a) Na liquidação, não se poderá modificar, ou inovar, a sentença liquidanda nem discutir matéria pertinente à causa principal. b) Somente as decisões passadas em julgado e os acordos, quando não cumpridos, poderão ser executados na Justiça do Trabalho. c) Elaborada a conta pela parte ou pelos órgãos auxiliares da Justiça do Trabalho, o juiz procederá à intimação da União para manifestação, no prazo de 8 dias, sob pena de preclusão. d) Requerida a execução, o juiz ou Presidente do Tribunal mandará expedir mandado de citação do executado, a fim de que cumpra a decisão ou o acordo, ou, quando se tratar de pagamento em dinheiro, exceto de contribuições sociais devidas à União, para que o faça em 72 horas ou garanta a execução. e) Não pagando o executado, nem garantindo a execução, seguir-se-á a penhora dos bens, tantos quantos bastem ao pagamento da condenação, sem os acréscimos de custas e juros de mora. 032. 032. (2017/FCC/TRT-11ª REGIÃO (AM E RR)/ANALISTA JUDICIÁRIO/OFICIAL DE JUSTIÇA AVALIADOR FEDERAL) No tocante à liquidação de sentença, em regra, de acordo com a Consolidação das Leis do Trabalho, é certo que a) a liquidação não abrangerá o cálculo das contribuições previdenciárias devidas, que deverá ser executada de forma independente em razão da natureza do crédito. b) elaborada a conta e tornada líquida, o Juiz deverá abrir às partes prazo comum de 10 dias para impugnação fundamentada com a indicação dos itens e valores objeto da discordância, sob pena de preclusão. c) na liquidação, pode-se modificar a sentença liquidanda bem como discutir matéria pertinente à causa principal. d) tratando-se de cálculos de liquidação complexos, o juiz deverá nomear perito para a elaboração e fixará, depois da conclusão do trabalho, o valor dos respectivos honorários com observância, entre outros, do teto de três salários mínimos regionais. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para ADRIANO PRUDENTE DE OLIVEIRA - 14882695642, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.gran.com.br https://www.gran.com.br 57 de 98gran.com.br DIrEITo ProcEssuaL Do TrabaLho Liquidação e Execução Trabalhista – Parte I Gustavo Deitos e) elaborada a conta pela parte ou pelos órgãos auxiliares da Justiça do Trabalho, o juiz procederá à intimação da União para manifestação, no prazo de dez dias, sob pena de preclusão. 033. 033. (2017/CESPE/SEDF/ANALISTA DE GESTÃO EDUCACIONAL/DIREITO E LEGISLAÇÃO) Em relação aos recursos, à execução, ao mandado de segurança e à ação rescisória na justiça do trabalho, julgue o item a seguir. Os embargos à execução são processados nos mesmos autos da execução, podendo haver audiência para produção de provas com oitiva de testemunhas arroladas pelas partes. Não sendo arroladas testemunhas, o juiz proferirá sua decisão dentro de cinco dias. 034. 034. (2016/CESPE/FUNPRESP-JUD/ANALISTA/DIREITO) Com base no disposto na Consolidação das Leis do Trabalho, julgue o item que se segue. Iniciada a fase de execução e penhorados os bens, o executado poderá apresentar embargos, nos quais a matéria de defesa deverá restringir-se às alegações de quitação, prescrição da dívida ou cumprimento da decisão ou do acordo. 035. 035. (2014/CESPE/CÂMARA DOS DEPUTADOS/ANALISTA LEGISLATIVO/CONSULTOR LEGISLATIVO ÁREA V) Acerca do MPT e da execução no direito processual do trabalho, julgue o item subsecutivo. Segundo a CLT, o termo de compromisso de ajustamento de conduta firmado perante os auditores fiscais do Ministério do Trabalho e Emprego é considerado título executivo extrajudicial. 036. 036. (2018/CESPE/PGM/MANAUS-AM/PROCURADOR DO MUNICÍPIO) Julgue o próximo item à luz da jurisprudência do TST acerca dos recursos na justiça do trabalho, da liquidação e da execução no processo do trabalho. Na execução trabalhista, é impenhorável o faturamento de empresa porque isso comprometeria o desenvolvimento regular de suas atividades, bem como o próprio emprego de seus trabalhadores. 037. 037. (2015/CESPE/TELEBRAS/ADVOGADO) No tocante a execução trabalhista, julgue o item subsequente considerando a jurisprudência do TST. A execução trabalhista tem regramento próprio e, portanto, não é aplicável ao processo do trabalho a multa prevista no Código de Processo Civil referente a condenação a pagamento de quantia certa ou fixada em liquidação em até quinze dias. 038. 038. (2013/CESPE/TELEBRAS/ESPECIALISTA EM GESTÃO DE TELECOMUNICAÇÕES/ADVOGADO) Uma empresa entendeu ser devedora de determinado crédito a um ex-empregado. Para O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para ADRIANO PRUDENTE DE OLIVEIRA - 14882695642, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.gran.com.br https://www.gran.com.br 58 de 98gran.com.br DIrEITo ProcEssuaL Do TrabaLho Liquidação e Execução Trabalhista – Parte I Gustavo Deitos honrar seu compromisso, promoveu demanda à altura. Considerando essa situação hipotética, julgue o item subsequentes. Caso seja aviado recurso, o efeito será devolutivo e propiciará execução até a penhora do bem ofertado pelo devedor. 039. 039. (2013/CESPE/TELEBRAS/ESPECIALISTA EM GESTÃO DE TELECOMUNICAÇÕES/ADVOGADO) Considerando uma demanda ajuizada na justiça do trabalho que tenha valor declarado, na inicial, de R$ 27.210,00, julgue o item a seguir. A execução do julgado que reconhecer algum direito será promovida de ofício. 040. 040. (2013/CESPE/TRT-10ª REGIÃO (DF E TO)/ANALISTA JUDICIÁRIO/ÁREA JUDICIÁRIA) No que concerne à execução, julgue o item a seguir. A matéria de defesa em sede de embargos à execução é restrita às alegações de cumprimento da decisão ou do acordo, quitação ou prescrição da dívida. 041. 041. (2012/CESPE/BANCO DA AMAZÔNIA/TÉCNICO CIENTÍFICO/DIREITO) Na execução trabalhista, garantido o juízo, as partes irresignadas com a homologação dos cálculos podem apresentar embargos à execução. 042. 042. (2010/CESPE/TRT-21ª REGIÃO(RN)/TÉCNICO JUDICIÁRIO/ÁREA ADMINISTRATIVA) Com relação ao processo do trabalho, julgue o item que se seguem. A execução provisória, que será feita por meio de carta de sentença, é cabível toda vez que a decisão exarada ainda pender de recurso desprovido de efeito suspensivo. 043. 043. (2010/CESPE/TRT-21ª REGIÃO(RN)/ANALISTA JUDICIÁRIO/ÁREA ADMINISTRATIVA) ConsidereSeja imparável! O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para ADRIANO PRUDENTE DE OLIVEIRA - 14882695642, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.gran.com.br https://www.gran.com.br 6 de 98gran.com.br DIrEITo ProcEssuaL Do TrabaLho Liquidação e Execução Trabalhista – Parte I Gustavo Deitos LIQUIDAÇÃO E EXECUÇÃO TRABALHISTA – PARTE ILIQUIDAÇÃO E EXECUÇÃO TRABALHISTA – PARTE I 1 . LIQuIDaÇÃo DE sENTENÇa1 . LIQuIDaÇÃo DE sENTENÇa A fase de liquidação consiste na apuração do valor exato que a parte condenada deverá pagar. Na grande maioria das vezes, a sentença ou o acórdão condenatório somente apontam quais são as parcelas que devem ser pagas, sem apontar o valor certo de cada uma delas. É para isso que existe a fase de liquidação de sentença. Trata-se de liquidar (dar valor líquido e certo) as parcelas da condenação. EXEMPLO Na sentença, o juiz do trabalho condenou a empresa reclamada a pagar ao reclamante as seguintes parcelas trabalhistas: 1) Participação nos lucros e resultados; 2) 13º salário proporcional; 3) Férias proporcionais acrescidas de 1/3; 4) 20 horas extras por mês com integração e reflexo nas demais parcelas. Intimada desta sentença, a empresa ainda não tem como saber quanto deve pagar ao reclamante. Na fase de liquidação de sentença, a empresa saberá qual é o valor correspondente a cada uma dessas parcelas, já atingidas pelos reflexos da integração das horas extras. Afinal, em que momento do processo ocorre a fase de liquidação?Afinal, em que momento do processo ocorre a fase de liquidação? A liquidação acontece, em regra, após o trânsito em julgado do processo. Enquanto houver recurso pendente, em regra, não haverá liquidação, por medida de economia processual. Se houvesse uma liquidação para cada decisão proferida e sujeita a recurso, muito Se houvesse uma liquidação para cada decisão proferida e sujeita a recurso, muito trabalho seria perdido, não é mesmo?trabalho seria perdido, não é mesmo? Por que o professor utilizou duas vezes o termo “em regra”?Por que o professor utilizou duas vezes o termo “em regra”? Porque existem ao menos duas exceções: • Em alguns casos (minoria), a sentença ou o acórdão pode, no próprio dispositivo, liquidar as parcelas devidas, dando-lhes valor exato; • Mediante preenchimento dos requisitos legais, é possível que ocorra execução provisória (cumprimento provisório) da decisão proferida (sentença ou acórdão). Estudaremos, ainda, a execução provisória no processo do trabalho. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para ADRIANO PRUDENTE DE OLIVEIRA - 14882695642, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.gran.com.br https://www.gran.com.br 7 de 98gran.com.br DIrEITo ProcEssuaL Do TrabaLho Liquidação e Execução Trabalhista – Parte I Gustavo Deitos Resumidamente, a fase de liquidação é a fase de quantificação do valor da condenação: o valor real a ser pago pelo condenado. Abaixo, apresentarei comentários individualizados a cada parágrafo do art. 879 da CLT, que aborda a fase de liquidação, com pertinentes comentários e interligações a outros dispositivos. CLT Art. 879. Sendo ilíquida a sentença exequenda, ordenar-se-á, previamente, a sua liquidação, que poderá ser feita por cálculo, por arbitramento ou por artigos. (Redação dada pela Lei n. 2.244, de 23/06/1954) Não existe uma forma única de liquidação. Ela pode ser feita de diferentes formas. A CLT, neste artigo, prevê três formas de liquidação de sentença: cálculos, artigos ou arbitramento. LIQUIDAÇÃO POR CÁLCULOS: É a mais comum. Para encontrar-se o valor exato da verba trabalhista a ser paga, basta a realização de cálculos aritméticos comuns, envolvendo multiplicação divisão e formular mais simples. Geralmente, os juízes permitem que as próprias partes formulem esses cálculos (reclamante ou reclamado, a depender do juiz), dando prazo à parte contrária para que se manifeste sobre a correção dos cálculos, sob pena de preclusão. LIQUIDAÇÃO POR ARBITRAMENTO: É menos frequente, mas não tão rara. Trata-se de liquidação feita por perito (normalmente, perito contador). Ocorre, principalmente, quando os cálculos exigidos são mais complexos e detalhados, ou quando as partes se recusam a efetuar os cálculos. Essa modalidade de liquidação não é a preferida, porque acaba tornando o processo mais oneroso, incidindo despesas com honorários do perito contador. Por isso, é preferível dar às próprias partes (reclamante ou reclamado) a oportunidade de efetuar os cálculos. LIQUIDAÇÃO POR ARTIGOS: Desde já, informo-lhe que esta modalidade de liquidação é também chamada de LIQUIDAÇÃO POR PROCEDIMENTO COMUM. Esse novo nome passou a ser dado após a entrada em vigor do CPC de 2015, que prevê modalidade de liquidação idêntica à velha liquidação por artigos, mas com esse novo nome. Liquidação por artigos ou pelo procedimento comum consiste em apurar um fato novo antes de quantificar o valor exato devido pelo sujeito condenado. Professor, eu já ouvi falar de que é impossível inovar na sentença quando da liquida-Professor, eu já ouvi falar de que é impossível inovar na sentença quando da liquida- ção. Portanto, por que a lei admite invocar-se fato novo no momento da liquidação?ção. Portanto, por que a lei admite invocar-se fato novo no momento da liquidação? Esse “fato novo” não é um fato que altere a verdade reconhecida na sentença a ser liquidada. Trata-se de um fato que, desde a sentença, já era admitido como provável. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para ADRIANO PRUDENTE DE OLIVEIRA - 14882695642, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.gran.com.br https://www.gran.com.br 8 de 98gran.com.br DIrEITo ProcEssuaL Do TrabaLho Liquidação e Execução Trabalhista – Parte I Gustavo Deitos EXEMPLO Abaixo apresento exemplos trazidos por Mauro Schiavi em seu livro Manual de Direito Processual do Trabalho (2018): 1) Sentença condena a empresa a pagar horas extras. A empresa não havia juntado os cartões de ponto, mas o juiz admite a veracidade desses cartões e determina que a empresa junte os cartões após a sentença, para que seja calculado o valor total devido a título de horas extras; 2) Sentença proferida em Ação Civil Pública, condenando determinada empresa a pagar dano moral coletivo, sem fixar o valor desse dano, deixando para que os reais prejuízos sejam aferidos após a sentença; 3) Sentença do juízo criminal responsabiliza o empregador por acidente de trabalho, e essa sentença é apresentada na Justiça do Trabalho para que os danos de natureza civil sejam liquidados (quantificados). CLT Art. 879, § 1º Na liquidação, não se poderá modificar, ou inovar, a sentença liquidanda nem discutir matéria pertinente à causa principal. (Incluído pela Lei n. 8.432, 11/06/1992) A liquidação serve para quantificar o valor devido. Se a sentença já condenou a reclamada ao pagamento de horas extras, não haverá nada que se possa alegar, na liquidação, para discutir se realmente o empregado trabalhou em horas extras. Todo o mérito da relação de trabalho já foi decidido na sentença/acórdão. A liquidação não é fase hábil a modificar/substituir a decisão judicial. Na liquidação, somente se cumprem os termos da decisão. Ademais, não é possível que as partes queiram discutir ou formular novos requerimentos sobre a relação de trabalho discutida. O que foi discutido, foi discutido; o que não foi, não será mais. Na liquidação, somente se quantifica o valor das parcelas deferidas na decisão. CLT Art. 879, § 1º-A A liquidação abrangerá, também, o cálculo das contribuiçõesque um trabalhador tenha ingressado com ação na justiça do trabalho, declarando como valor da demanda importe superior a R$ 20.450,00. Com base nessa informação, julgue o item a seguir. Oferecendo a reclamada o depósito recursal como garantia da dívida apurada nos autos e após a penhora do depósito, deve ser facultado à reclamada o prazo de oito dias para interposição de embargo à execução. 044. 044. (2009/CESPE/SEAD-SE(FPH)/PROCURADOR) A respeito do direito processual do trabalho, julgue o item seguinte. Um exemplo de título executivo extrajudicial previsto na CLT é o termo de ajuste de conduta firmado perante o Ministério Público do Trabalho. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para ADRIANO PRUDENTE DE OLIVEIRA - 14882695642, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.gran.com.br https://www.gran.com.br 59 de 98gran.com.br DIrEITo ProcEssuaL Do TrabaLho Liquidação e Execução Trabalhista – Parte I Gustavo Deitos 045. 045. (2022/FCC/TRT-5ª REGIÃO(BA)/ANALISTA JUDICIÁRIO/ÁREA JUDICIÁRIA) No processo de execução no Processo do Trabalho, após a elaboração da conta de liquidação, é I do juízo abrir às partes prazo II de III dias para impugnação fundamentada. Com base no que prevê a Consolidação das Leis do Trabalho, as lacunas I, II e III se preenchem correta e respectivamente com a) dever – comum – 5 b) faculdade – comum – 10 c) dever – comum – 8 d) dever – sucessivo – 8 e) faculdade – sucessivo – 10 046. 046. (2022/FCC/TRT-22ª REGIÃO(PI)/TÉCNICO JUDICIÁRIO/ÁREA ADMINISTRATIVA) Maribela, representada por advogado, teve êxito em reclamação trabalhista ajuizada em face de seu ex-empregador, que foi condenado ao pagamento de diferenças salariais decorrentes de redução das comissões, de adicional noturno e horas extras pela supressão parcial do intervalo intrajornada. Transitada em julgado a decisão, nos termos da CLT, a) a execução poderá ser promovida de ofício pelo juiz, tendo em vista a natureza alimentar das verbas trabalhistas deferidas em sentença. b) Maribela deverá dar início à execução, no prazo de seis meses, sob pena de incidência da prescrição intercorrente. c) as partes deverão ser previamente intimadas para a apresentação do cálculo de liquidação, inclusive da contribuição previdenciária incidente. d) o juiz deverá remeter o processo para o setor de cálculos, que fará a liquidação da condenação, abrangendo o valor das contribuições previdenciárias devidas. e) a execução deverá ser promovida na Vara Especializada em Execuções, que é o órgão que detém competência para tal fase processual. 047. 047. (2022/FCC/TRT-23ª REGIÃO(MT)/TÉCNICO JUDICIÁRIO/ÁREA ADMINISTRATIVA) Tornada líquida a sentença trabalhista transitada em julgado, que condenou a empresa Verdes Mares Turismo Marítimo Ltda. a pagar o valor lá expresso a Epaminondas, conforme previsão da Consolidação das Leis do Trabalho, o juiz do trabalho a) deverá abrir às partes prazo comum de 8 dias para impugnação fundamentada, com a indicação dos itens e valores objeto da discordância, sob pena de preclusão. b) deverá abrir às partes prazo de 8 dias para impugnação fundamentada, com a indicação dos itens e valores objeto da discordância, sob pena de preclusão, iniciando-se pelo autor. c) deverá abrir às partes prazo comum de 10 dias para impugnação fundamentada, com a indicação dos itens e valores objeto da discordância, sob pena de preclusão. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para ADRIANO PRUDENTE DE OLIVEIRA - 14882695642, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.gran.com.br https://www.gran.com.br 60 de 98gran.com.br DIrEITo ProcEssuaL Do TrabaLho Liquidação e Execução Trabalhista – Parte I Gustavo Deitos d) poderá abrir às partes prazo de 5 dias para impugnação fundamentada, com a indicação dos itens e valores objeto da discordância, sob pena de preclusão, iniciando-se pela executada. e) poderá abrir às partes prazo comum de 8 dias para impugnação fundamentada, com a indicação dos itens e valores objeto da discordância, sob pena de preclusão. 048. 048. (2023/CESGRANRIO/AGERIO/ADVOGADO) De acordo com os termos postos pela Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), a liquidação de sentença pode ocorrer por cálculo, por arbitramento ou por artigos e abrangerá também o cálculo das contribuições a) interventivas b) fiscais c) pessoais d) previdenciárias e) Econômicas 049. 049. (2022/FCC/TRT-5ª REGIÃO(BA)/ANALISTA JUDICIÁRIO/ÁREA JUDICIÁRIA/OFICIAL DE JUSTIÇA AVALIADOR FEDERAL) Sócrates, executado em uma ação trabalhista promovida por sua ex-empregada doméstica Hera teve a sentença contra si transitada em julgado protestada em cartório após 10 dias do término do prazo para a garantia do juízo que não ocorreu, por determinação judicial, atendendo o juiz pedido da defesa da exequente. Nos termos da Consolidação das Leis do Trabalho, a decisão está a) incorreta, eis que tal inscrição em cartório de protesto só pode ocorrer após o prazo de 45 dias da citação do executado. b) correta, na medida em que tem o executado prazo de 48 horas para pagar a execução ou garantir o juízo, sendo que não havendo tal providência o juiz pode efetivar medidas mais constritivas como a narrada, em prol do crédito alimentar. c) correta, na medida em que tem o executado prazo de 72 horas para pagar a execução ou garantir o juízo, sendo que não havendo tal providência o juiz pode efetivar medidas mais constritivas como a narrada, em prol do crédito alimentar. d) incorreta, eis que tal inscrição em cartório de protesto só pode ocorrer após o prazo de 30 dias da citação do executado. e) correta, na medida em que tem o executado prazo de 72 horas para pagar a execução ou garantir o juízo, sendo que não havendo tal providência o juiz pode efetivar medidas mais constritivas como a narrada, em prol do crédito alimentar. 050. 050. (2022/FCC/TRT-9ª REGIÃO(PR)/ANALISTA JUDICIÁRIO/ÁREA JUDICIÁRIA) Considere: I – Após a garantia do juízo, com depósito ou penhora de bens, terá o executado 5 dias para apresentar embargos, iniciando-se ao exequente o prazo de 8 dias para apresentar impugnação à sentença de liquidação. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para ADRIANO PRUDENTE DE OLIVEIRA - 14882695642, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.gran.com.br https://www.gran.com.br 61 de 98gran.com.br DIrEITo ProcEssuaL Do TrabaLho Liquidação e Execução Trabalhista – Parte I Gustavo Deitos II – A exigência da garantia do juízo ou penhora não se aplica às entidades filantrópicas. III – É aceito no processo de execução trabalhista o seguro-garantia judicial como forma de garantia do juízo. Com base na CLT, está correto o que se afirma APENAS em a) I e II. b) II e III. c) III. d) I e III. e) II. 051. 051. (2022/FCC/TRT-14ª REGIÃO(RO E AC)/ANALISTA JUDICIÁRIO/ÁREA JUDICIÁRIA) Na execução trabalhista em que é executada a Creche Abraça Coração, entidade filantrópica, o Juiz do Trabalho homologou os cálculos de liquidação do exequente no valor de R$ 10.000,00. Após fazer uso do bloqueio on-line de contas, foi penhorado o valor de R$ 1.000,00, tendo interesse a executada em interpor embargos à execução. De acordo com a CLT, a a) executada poderá interpor os embargos à execução imediatamente, pois a exigência da garantia da execução ou penhora de bens no valor do débito não se aplica às entidades filantrópicas. b) executada poderá interpor os embargos à execução imediatamente, desde que faça um depósito judicial ou nomeie bens à penhora no valor dos R$ 9.000,00 faltantes para garantiada execução. c) exequente deve informar ao Juízo meios para prosseguimento da execução e perseguir a constrição dos R$ 9.000,00 faltantes e, somente após ter conseguido, a executada poderá ingressar com os embargos à execução. d) executada poderá ingressar com os embargos à execução imediatamente em relação à penhora dos R$ 1.000,00. Havendo, porventura, a penhora de novos valores ou bens, deverá ingressar com novos embargos à execução. e) executada poderá interpor os embargos à execução imediatamente, desde que faça um depósito judicial ou nomeie bens à penhora no valor de R$ 4.000,00, uma vez que as entidades filantrópicas devem garantir a execução na porcentagem de 50% do valor do débito. 052. 052. (2024/FGV/OAB/42º EXAME DE ORDEM UNIFICADO) Em 2024, o Juiz proferiu sentença ilíquida em reclamação trabalhista, na qual você advoga para o autor, que foi julgada procedente. O feito havia sido ajuizado no final do ano de 2022. O Juízo elaborou e tornou líquida a conta, tendo aberto um prazo para as partes se manifestarem. A parte ré silenciou−se e você apresentou sua impugnação, que não foi acolhida pelo Juiz. Ato contínuo, houve decisão homologatória da sentença de liquidação. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para ADRIANO PRUDENTE DE OLIVEIRA - 14882695642, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.gran.com.br https://www.gran.com.br 62 de 98gran.com.br DIrEITo ProcEssuaL Do TrabaLho Liquidação e Execução Trabalhista – Parte I Gustavo Deitos As partes foram intimadas. A ré garantiu o juízo e apresentou embargos à execução. Você apresentou impugnação de credor e contraminuta aos embargos à execução apresentados pela ré. Diante desta circunstância, assinale a afirmativa correta. a) Você deverá sustentar em contraminuta aos embargos à execução que a ré apenas poderia questionar a sentença de liquidação por meio dos embargos à penhora. b) Tendo em vista que sua impugnação à conta do juízo foi rejeitada, a matéria atinente à sua impugnação de credor deve ser diversa, não podendo ser renovada a discussão da impugnação à conta de liquidação. c) Na sua contraminuta, assim como na impugnação de credor, caberá apenas discutir a matéria relativa às razões pelas quais os valores apurados estariam incorretos, não havendo o que se arguir acerca da não impugnação da ré à conta de liquidação, por ser facultativa. d) Está preclusa a arguição de matérias que impugnam os cálculos homologados em sede de embargos à execução da ré, uma vez que a parte não apresentou impugnação aos cálculos no momento oportuno, cabendo ao advogado do autor formular essa alegação na contraminuta aos embargos da ré. 053. 053. (2024/FGV/OAB/EXAME DA ORDEM UNIFICADO XLI) Em determinada reclamação trabalhista, o recurso ordinário interposto pela ex-empregadora encontra-se pendente de julgamento e alcança todo o objeto da condenação. Para agilizar o procedimento, o reclamante iniciou a execução provisória do julgado, apresentando os cálculos de liquidação pertinentes, que foram submetidos à análise do adversário, da contadoria do juízo e, depois, homologados por serem reputados corretos. O juiz concedeu 48 horas para que a sociedade empresária depositasse a quantia nos autos, o que foi cumprido. Logo depois o exequente peticionou a liberação do valor homologado a seu favor. Diante desses fatos e do disposto na CLT, assinale a afirmativa correta. a) Inviável a pretensão, porque a execução provisória fica limitada ao bloqueio ou à penhora. b) É possível a liberação, desde que o trabalhador assine um termo de compromisso garantindo que devolverá a quantia caso a decisão seja revertida pelo Tribunal. c) Tendo o crédito trabalhista natureza alimentar, o juiz poderá liberar o valor sem qualquer condição. d) Na Justiça do Trabalho, como regra, os recursos têm efeito suspensivo, de modo que não é possível a execução provisória, havendo evidente falha do juiz. 054. 054. (2024/FGV/OAB/EXAME DA ORDEM UNIFICADO XLI) Tereza ajuizou reclamação trabalhista contra o seu exempregador, que foi julgada totalmente procedente, com a concessão de 10% de honorários advocatícios sucumbenciais. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para ADRIANO PRUDENTE DE OLIVEIRA - 14882695642, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.gran.com.br https://www.gran.com.br 63 de 98gran.com.br DIrEITo ProcEssuaL Do TrabaLho Liquidação e Execução Trabalhista – Parte I Gustavo Deitos Transitado em julgado sem interposição de recurso, o juiz determinou que o calculista da Vara calculasse o valor da dívida. As partes verificaram as contas elaboradas, sem haver discordância. Ocorre que, dez dias depois, sem que o executado ainda tivesse sido citado para pagar a dívida, você, como advogado(a) de Tereza, revisitou os cálculos de liquidação da Contadoria e notou que, por falha involuntária, os honorários advocatícios sucumbenciais não haviam sido incluídos na conta, e que o prazo para impugnação da sentença de liquidação já havia transcorrido. Sobre os honorários advocatícios, considerando os fatos narrados e o que dispõe a CLT, assinale a afirmativa correta. a) O advogado de Tereza perdeu o direito aos honorários. b) O causídico ainda poderá perseguir os honorários, mas deverá fazê-lo em ação própria. c) Os honorários poderão ser incluídos na conta, se houver concordância expressa do executado. d) Os honorários, por se tratar de erro material de cálculo, poderão ser incluídos na conta, mesmo após o prazo para impugnação. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para ADRIANO PRUDENTE DE OLIVEIRA - 14882695642, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.gran.com.br https://www.gran.com.br 64 de 98gran.com.br DIrEITo ProcEssuaL Do TrabaLho Liquidação e Execução Trabalhista – Parte I Gustavo Deitos GABARITOGABARITO 1. e 2. C 3. d 4. e 5. e 6. a 7. b 8. d 9. a 10. b 11. a 12. c 13. b 14. d 15. c 16. d 17. a 18. a 19. b 20. d 21. d 22. e 23. c 24. c 25. b 26. b 27. a 28. b 29. a 30. c 31. a 32. e 33. C 34. C 35. E 36. E 37. C 38. C 39. E 40. C 41. E 42. C 43. E 44. C 45. c 46. c 47. a 48. d 49. a 50. b 51. a 52. d 53. a 54. d O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para ADRIANO PRUDENTE DE OLIVEIRA - 14882695642, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.gran.com.br https://www.gran.com.br 65 de 98gran.com.br DIrEITo ProcEssuaL Do TrabaLho Liquidação e Execução Trabalhista – Parte I Gustavo Deitos GABARITO COMENTADOGABARITO COMENTADO 001. 001. (2022/VUNESP/PREFEITURA DE PRESIDENTE PRUDENTE-SP/PROCURADOR MUNICIPAL) Com relação à execução no processo do trabalho, assinale a alternativa que está de acordo com a CLT. a) Se o executado, procurado por 2 (duas) vezes no espaço de 48 (quarenta e oito) horas, não for encontrado, far-se-á citação por hora certa. b) Não pagando, nem garantindo a execução, seguir-se-á penhora dos bens, para pagamento da condenação, acrescida de custas e juros de mora, sendo estes, em qualquer caso, devidos a partir da citação. c) A decisão judicial transitada em julgado somente poderá gerar inscrição do nome do executado em órgãos de proteção ao crédito depois de transcorrido o prazo de quinze dias a contar da citação. d) Se o executado, procurado por 2 (duas) vezes no espaço de 24 (vinte e quatro) horas, não for encontrado, far-se-á citação por oficial de justiça. e) Requerida aexecução, o juiz ou presidente do tribunal mandará expedir mandado de citação do executado, para cumprimento da decisão ou do acordo no prazo, pelo modo e sob as cominações estabelecidas ou, quando se tratar de pagamento em dinheiro, inclusive de contribuições sociais devidas à União, para que o faça em 48 (quarenta e oito) horas ou garanta a execução, sob pena de penhora. a) Errada. Se o executado, procurado por 2 (duas) vezes no espaço de 48 (quarenta e oito) horas, não for encontrado, far-se-á citação por edital (art. 880, § 3º, CLT). b) Errada. Não pagando o executado, nem garantindo a execução, seguir-se-á penhora dos bens, tantos quantos bastem ao pagamento da importância da condenação, acrescida de custas e juros de mora, sendo estes, em qualquer caso, devidos a partir da data em que for ajuizada a reclamação inicial (art. 883, caput, CLT). c) Errada. O prazo é de 45 dias (art. 883-A da CLT). d) Errada. Vide comentário à letra “a”. e) Certa. É a regra do art. 880, caput, da CLT. Letra e. 002. 002. (2022/CEBRASPE/FUNPRESP-EXE/ANALISTA DE PREVIDÊNCIA COMPLEMENTAR/ÁREA JURÍDICA) No tocante a execução trabalhista, julgue o item a seguir. A execução trabalhista possui regramento próprio e, portanto, a multa prevista no Código de Processo Civil é incompatível com o processo do trabalho. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para ADRIANO PRUDENTE DE OLIVEIRA - 14882695642, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.gran.com.br https://www.gran.com.br 66 de 98gran.com.br DIrEITo ProcEssuaL Do TrabaLho Liquidação e Execução Trabalhista – Parte I Gustavo Deitos Trata-se exatamente da tese firmada no IRRR n. 4 do TST: JURISPRUDÊNCIA A multa coercitiva do art. 523, § 1º, do CPC de 2015 (art. 475-J do CPC de 1973) não é compatível com as normas vigentes da CLT por que se rege o Processo do Trabalho, ao qual não se aplica. (IRRR n. 4, TST) Certo. 003. 003. (2022/FEPESE/PREFEITURA DE FLORIANÓPOLIS-SC/PROCURADOR MUNICIPAL) Assinale a alternativa correta de acordo com o processo do trabalho. a) A qualquer tempo, não pagando, nem garantindo a execução, a decisão transitada em julgado poderá ser levada a protesto pelo credor. b) Nos embargos à execução, a parte executada somente poderá arguir matérias que dispensam dilação probatória. c) No curso do processo de execução, o juiz ou o presidente do tribunal poderá designar servidores da Justiça do Trabalho para servir de avaliador de bens penhorados. d) Quando se tratar de execução para o pagamento de quantia em dinheiro, o devedor deverá pagar o montante devido ou garantir o juízo, no prazo de quarenta e oito horas, após a regular cientificação, sob pena de penhora. e) O cumprimento de sentença tem início por requerimento da parte interessada, devendo o juiz ou o presidente do tribunal mandar expedir mandado de intimação do executado, na pessoa do seu advogado, a fim de que cumpra a decisão pelo modo e sob as cominações estabelecidas. a) Errada. O erro está em não se mencionar o prazo mínimo para tal providência: 45 dias (art. 883-A da CLT). b) Errada. O art. 884, § 2º, da CLT esclarece a possibilidade de prova oral na execução. c) Errada. Os servidores da Justiça do Trabalho não poderão ser escolhidos ou designados para servir de avaliador (art. 887, § 2º, da CLT). d) Certa. É a regra do art. 880, caput, da CLT. e) Errada. Expede-se, em verdade, mandado de citação do executado, em ato pessoal, isto é, na pessoa do executado. Letra d. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para ADRIANO PRUDENTE DE OLIVEIRA - 14882695642, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.gran.com.br https://www.gran.com.br 67 de 98gran.com.br DIrEITo ProcEssuaL Do TrabaLho Liquidação e Execução Trabalhista – Parte I Gustavo Deitos 004. 004. (2022/FEPESE/PREFEITURA DE GUATAMBÚ-SC/PROCURADOR DO MUNICÍPIO) Assinale a alternativa correta de acordo com a Consolidação das Leis do Trabalho. a) A critério do exequente, a execução de título extrajudicial poderá ser processada em qualquer vara especializada da Justiça do Trabalho. b) A liquidação da sentença não abrangerá o cálculo das contribuições previdenciárias devidas, eis que, pela sua natureza, demanda a intervenção da União no feito. c) Na execução trabalhista, o prazo para as partes apresentarem embargos ou a sua impugnação será de cinco dias. d) Transitada em julgado a sentença, o juiz, de ofício, determinará a intimação das partes para a apresentação do cálculo de liquidação no prazo de oito dias. e) A execução será promovida pelas partes, permitida a execução de ofício pelo juiz ou pelo Presidente do Tribunal apenas nos casos em que as partes não estiverem representadas por advogado. a) Errada. É competente para a execução de título executivo extrajudicial o juiz que teria competência para o processo de conhecimento relativo à matéria (art. 877-A, CLT). b) Errada. Tais contribuições são abrangidas (art. 879, § 1º-A, CLT) e executadas de ofício (art. 876, parágrafo único, CLT). c) Errada. Para o professor, a questão é correta, embora a banca a tenha considerado errada. Afinal, é de cinco dias tal prazo para ambas as manifestações (art. 884, caput, CLT). d) Errada. Elaborada a conta e tornada líquida, o juízo deverá abrir às partes prazo comum de oito dias para impugnação fundamentada com a indicação dos itens e valores objeto da discordância, sob pena de preclusão (art. 879, § 2º, CLT). e) Certa. É a regra do art. 878 da CLT. Letra e. 005. 005. (2021/VUNESP/PREFEITURA DE SANTOS-SP/PROCURADOR) Nas execuções trabalhistas, é correto afirmar que a) será promovida exclusivamente pela parte credora. b) a liquidação não abrangerá o cálculo das contribuições previdenciárias. c) elaborada a conta e tornada líquida, o juízo deverá abrir às partes prazo comum de dez dias para impugnação. d) elaborada a conta e tornada líquida, o juízo deverá abrir às partes prazo sucessivo de oito dias para impugnação. e) elaborada a conta pela parte ou pelos órgãos auxiliares da Justiça do Trabalho, o juiz procederá à intimação da União para manifestação, no prazo de 10 (dez) dias, sob pena de preclusão. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para ADRIANO PRUDENTE DE OLIVEIRA - 14882695642, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.gran.com.br https://www.gran.com.br 68 de 98gran.com.br DIrEITo ProcEssuaL Do TrabaLho Liquidação e Execução Trabalhista – Parte I Gustavo Deitos a) Errada. O art. 878 da CLT possibilita que todas as partes promovam a execução. b) Errada. Tais contribuições são abrangidas (art. 879, § 1º-A, CLT) e executadas de ofício (art. 876, parágrafo único, CLT). c) Errada. Elaborada a conta e tornada líquida, o juízo deverá abrir às partes prazo comum de oito dias para impugnação fundamentada com a indicação dos itens e valores objeto da discordância, sob pena de preclusão (art. 879, § 2º, CLT). d) Errada. Vide comentário à letra “c”. e) Certa. É a regra do art. 879, § 3º, da CLT. Letra e. 006. 006. (2016/FGV/OAB) O juiz, em ação trabalhista proposta por Carlos em face da sociedade empresária ABCD Ltda., julgou procedente, em parte, o rol de pedidos. Nenhuma das partes apresentou qualquer recurso. O pedido versava exclusivamente sobre horas extras e reflexos, estando nos autos todos os controles de horário, recibos salariais, o termo de rescisão de contrato de trabalho (TRCT) e demais documentos inerentes ao contrato de trabalho em referência. Todos os documentos eram incontroversos. Com base no caso apresentado, como advogado(a) de Carlos,assinale a opção que indica a modalidade a ser adotada para promover a liquidação de sentença. a) Por cálculos. b) Por arbitramento. c) Por artigos. d) Por execução por quantia certa. O enunciado da questão deu pista de que todos os elementos necessários à elaboração da conta já estão nos autos, e nenhuma questão matemática complexa (que exigiria liquidação por arbitramento) incide sobre este encargo. Ademais, não há necessidade de se apurar nenhum fato novo (que exigiriam liquidação por artigos/procedimento comum). Portanto, a modalidade de liquidação será por cálculos. Letra a. 007. 007. (2012/FGV/OAB/ADAPTADA E ATUALIZADA) A liquidação tem por objetivo a apuração do quantum debeatur nas sentenças proferidas de forma ilíquida e que tenham deferido, ao menos em parte, a pretensão deduzida. De acordo com a CLT, assinale a alternativa que indica as formas possíveis de liquidação da sentença nas obrigações de dar (pagar) e, caso o juiz conceda prazo às partes para manifestação, o número de dias para a impugnação. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para ADRIANO PRUDENTE DE OLIVEIRA - 14882695642, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.gran.com.br https://www.gran.com.br 69 de 98gran.com.br DIrEITo ProcEssuaL Do TrabaLho Liquidação e Execução Trabalhista – Parte I Gustavo Deitos a) Artigos, cálculo ou arbitramento. Prazo de 10 dias. b) Cálculo, arbitramento ou artigos. Prazo de 8 dias. c) Artigos ou arbitramento. Prazo de 15 dias. d) Cálculo ou arbitramento. Prazo de 5 dias. Esta questão é anterior à Reforma, e tem gabarito original diverso. Todavia, modifiquei a questão de modo a torná-la aproveitável no seu treinamento. De acordo com o art. 879, § 2º, CLT Art. 879, § 2º Elaborada a conta e tornada líquida, o juízo deverá abrir às partes prazo comum de oito dias para impugnação fundamentada com a indicação dos itens e valores objeto da discordância, sob pena de preclusão. Ademais, conforme o caput do mesmo artigo, CLT Art. 879. Sendo ilíquida a sentença exequenda, ordenar-se-á, previamente, a sua liquidação, que poderá ser feita por cálculo, por arbitramento ou por artigos. Letra b. 008. 008. (2018/FGV/OAB) A sociedade empresária Alfa S. A. está sendo executada na Justiça do Trabalho e, em 13/03/2018, recebeu citação para pagamento da dívida que possui em relação a um processo. Mesmo citada, a sociedade empresária permaneceu inerte, pelo que, no 10º dia contado da citação, o juízo iniciou, a requerimento do exequente a tentativa de bloqueio pelo sistema Bacen-Jud e, paralelamente, inscreveu o nome do executado no Banco Nacional de Devedores Trabalhistas (BNDT). Diante da situação apresentada e dos termos da CLT, assinale a afirmativa correta. a) A atitude do magistrado está correta, eis que não houve o pagamento voluntário da dívida no prazo legal, sendo a inserção imediata no BNDT uma adequada medida coercitiva judicial. b) A Lei deixa ao arbítrio do juiz determinar a partir de quando o nome do devedor deve ser inserido em cadastro restritivo de crédito, inclusive no BNDT. c) A Justiça do Trabalho não atua mais com inserção e retirada do nome de devedores no BNDT, pelo que a atitude do magistrado é inócua e contrária às regras da CLT. d) A decisão que determinou a inserção do nome do devedor no BNDT está equivocada, porque somente poderia ocorrer 45 dias depois de ele não pagar, nem garantir o juízo. Esta questão cobrou diretamente uma alteração importante da Reforma Trabalhista: o art. 883-A: O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para ADRIANO PRUDENTE DE OLIVEIRA - 14882695642, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.gran.com.br https://www.gran.com.br 70 de 98gran.com.br DIrEITo ProcEssuaL Do TrabaLho Liquidação e Execução Trabalhista – Parte I Gustavo Deitos CLT Art. 883-A. A decisão judicial transitada em julgado somente poderá ser levada a protesto, gerar inscrição do nome do executado em órgãos de proteção ao crédito ou no Banco Nacional de Devedores Trabalhistas (BNDT), nos termos da lei, depois de transcorrido o prazo de quarenta e cinco dias a contar da citação do executado, se não houver garantia do juízo. Portanto, o magistrado até poderia efetuar a tentativa de bloqueio pelo sistema Bacen-Jud, mas está equivocada a decisão na parte que determinou a inscrição do nome do executado no BNDT no 10º dia a contar da citação. Letra d. 009. 009. (2018/FGV/OAB) Uma entidade filantrópica foi condenada em reclamação trabalhista movida por uma ex-empregada, em fevereiro de 2018. A sentença transitou em julgado e agora se encontra na fase de execução. Apresentados os cálculos e conferida vista à executada, o juiz homologou a conta apresentada pela exequente. Em relação à pretensão da entidade de ajuizar embargos de devedor para questionar a decisão homologatória, assinale a afirmativa correta. a) Não há necessidade de garantia do juízo, no caso apresentado, para o ajuizamento de embargos de devedor. b) Se a executada deseja questionar os cálculos, deverá garantir o juízo com dinheiro ou bens e, então, ajuizar embargos de devedor. c) A executada, por ser filantrópica, poderá ajuizar embargos à execução, desde que garanta a dívida em 50%. d) A entidade filantrópica não tem finalidade lucrativa, daí por que não pode ser empregadora, de modo que a execução contra ela não se justifica, e ela poderá ajuizar embargos a qualquer momento. A FGV costuma chamar os embargos à execução, esporadicamente, de “embargos do devedor”. Ela explorou diretamente a nova regra da Reforma Trabalhista: sujeitos isentos de garantir a execução. As entidades filantrópicas são um dos sujeitos. Vide art. 884, § 6º, CLT: CLT Art. 884, § 6º A exigência da garantia ou penhora não se aplica às entidades filantrópicas e/ ou àqueles que compõem ou compuseram a diretoria dessas instituições. Essa isenção é total (100%). Letra a. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para ADRIANO PRUDENTE DE OLIVEIRA - 14882695642, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.gran.com.br https://www.gran.com.br 71 de 98gran.com.br DIrEITo ProcEssuaL Do TrabaLho Liquidação e Execução Trabalhista – Parte I Gustavo Deitos 010. 010. (2018/FGV/OAB) Em reclamação trabalhista já na fase de execução, o juiz determinou que o autor apresentasse os cálculos de liquidação, determinação esta que foi cumprida pelo exequente em fevereiro de 2018. Então, o calculista do juízo analisou as contas e entendeu que elas estavam corretas, pelo que o juiz homologou os cálculos ofertados e determinou a citação do executado para pagamento em 48 horas, sob pena de execução. Considerando a narrativa apresentada e os termos da CLT, assinale a afirmativa correta. a) Agiu corretamente o juiz, porque as contas foram atestadas pelo calculista como corretas. b) Equivocou-se o magistrado, porque deveria obrigatoriamente conferir vista dos cálculos ao executado. c) Uma vez que o juiz do Trabalho tem amplo poder de direção e controle do processo, sua decisão está amparada na norma cogente. d) O juiz tem a faculdade de abrir vista ao executado por 10 dias, mas não obrigação de fazê-lo. Mais uma questão que explora, diretamente, alteração da Reforma. Vimos em aula que, de acordo com o art. 879, § 2º, da CLT, o juiz DEVE dar às partes oportunidade de manifestarem- se sobre os cálculos, sob pena de preclusão. Antes da Reforma, essa manifestação apenas “poderia” ser oportunizada pelo juiz. Agora, o juiz é obrigado a oportunizá-la. Portanto, está equivocado o magistrado ao homologar cálculossomente porque o calculista do juízo os entendeu corretos. Letra b. 011. 011. (2017/FGV/OAB/ADAPTADA E ATUALIZADA) Em sede de processo trabalhista, após o trânsito em julgado da sentença e elaborada a conta de liquidação, foi aberto prazo de 8 dias para que as partes se manifestassem sobre a mesma. Contudo, o réu não se manifestou, e o autor concordou com a conta do juízo, que foi homologada. Considerada essa hipótese, em sede de embargos à execução do réu, interposto 05 dias após a garantia do juízo, este pretende discutir a conta de liquidação, aduzindo incorreção nos valores. Você, como advogado(a) do autor deverá, em resposta, a) suscitar a preclusão do direito aos embargos à execução e expor as razões pelas quais entende pela validade dos cálculos do juízo. b) suscitar apenas que a conta está correta. c) suscitar a intempestividade dos embargos. d) suscitar apenas que a conta está correta e requerer o levantamento dos valores incontroversos. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para ADRIANO PRUDENTE DE OLIVEIRA - 14882695642, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.gran.com.br https://www.gran.com.br 72 de 98gran.com.br DIrEITo ProcEssuaL Do TrabaLho Liquidação e Execução Trabalhista – Parte I Gustavo Deitos Originalmente, esta questão tinha enunciado apontando prazo diverso de manifestação, o qual atualizei a fim de tornar a questão aproveitável ao seu estudo. Perceba que ambas as partes tiveram prazo para se manifestarem sobre os cálculos, e somente o autor se manifestou. Logo, o réu (reclamado) perdeu a oportunidade de apontar incorreções e diferenças, eis que ocorreu preclusão. Portanto, caberá ao autor alegar que o direito do réu de se manifestar sobre os cálculos precluiu, nos termos do art. 879, § 2º, da CLT: CLT Art. 879, § 2º Elaborada a conta e tornada líquida, o juízo deverá abrir às partes prazo comum de oito dias para impugnação fundamentada com a indicação dos itens e valores objeto da discordância, sob pena de preclusão. Letra a. 012. 012. (2017/FGV/OAB) A sociedade empresária Arco Íris Limpeza Ltda. foi citada para pagar o valor de uma dívida trabalhista homologada pelo juiz e, sem apresentar guia de pagamento ou arrolar bens, apresentou embargos de devedor, nos quais aponta diversas inconsistências nos cálculos. Diante disso, de acordo com a CLT, assinale a afirmativa correta. a) A Justiça do Trabalho passou a adotar o sistema do CPC, pelo qual não há necessidade de garantir o juízo para embargar, de modo que os embargos serão apreciados. b) A CLT prevê que, para o ajuizamento de embargos de devedor, é necessário garantir o juízo com 50% do valor da dívida exequenda, o que não aconteceu na espécie. c) Sem a garantia do juízo, o executado não poderá ajuizar embargos de devedor, de modo que as matérias por ele trazidas não serão apreciadas naquele momento. d) A CLT determina quem, havendo ajuizamento de embargos de devedor, o executado é obrigado a declarar, o valor que entende devido e a depositar essa quantia à disposição do juízo. A garantia da execução (ou garantia do juízo) é pressuposto indispensável para a oposição dos embargos à execução. A garantia do juízo baseia-se sempre no valor executado, e não em parte desse valor ou em outro valor. Logo, o executado não poderá ajuizar embargos de devedor (ou embargos à execução). Letra c. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para ADRIANO PRUDENTE DE OLIVEIRA - 14882695642, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.gran.com.br https://www.gran.com.br 73 de 98gran.com.br DIrEITo ProcEssuaL Do TrabaLho Liquidação e Execução Trabalhista – Parte I Gustavo Deitos 013. 013. (2014/FGV/OAB) A sociedade empresária “V” Ltda., executada em ação trabalhista, apresentou embargos à execução arrolando testemunhas, o que foi indeferido pelo juiz, ao argumento de que não se tratava de processo de conhecimento. Sobre o caso apresentado, assinale a afirmativa correta. a) Correta a decisão do juiz, pois já fora ultrapassada a fase de conhecimento. b) Errada a decisão do juiz, pois era cabível a prova testemunhal em sede de embargos à execução, podendo o juiz indeferir as testemunhas se desnecessários os depoimentos. c) Errada a decisão do juiz, sendo cabível a prova testemunhal, não podendo indeferir as testemunhas, cabendo, nesse caso, arguição de nulidade da decisão d) Correta a decisão do juiz, já que a matéria da execução está restrita a valores. O juiz até pode indeferir as testemunhas arroladas em sede de embargos à execução, mas o indeferimento deve fundamentar-se na desnecessidade dos depoimentos. O motivo alegado pelo juiz para não ouvir as testemunhas é de que as testemunhas seriam restritas à fase de conhecimento, o que é falso. De acordo com o art. 884, § 2º, da CLT, CLT Art. 884, § 2º Se na defesa tiverem sido arroladas testemunhas, poderá o Juiz ou o Presidente do Tribunal, caso julgue necessários seus depoimentos, marcar audiência para a produção das provas, a qual deverá realizar-se dentro de 5 (cinco) dias. Portanto, cabe, sim, prova testemunhal na fase de execução. Inclusive, foi ilustrado na aula um exemplo prático. Letra b. 014. 014. (2013/FGV/OAB) A requerimento do credor e após não localizar bens da pessoa jurídica ex-empregadora, o juiz desconsiderou a personalidade jurídica numa reclamação trabalhista, incluiu um dos sócios no polo passivo e o citou para pagamento. Este sócio, então, depositou a quantia exequenda, mas pretende questionar o valor da execução. Assinale a alternativa que indica a maneira pela qual ele materializará seu inconformismo. a) Ação Rescisória. b) Embargos de Terceiro. c) Impugnação de Credor. d) Embargos à Execução. Após a citação para pagamento do valor em execução, o executado, discordando do valor, poderá opor embargos à execução, conforme o art. 884, caput, da CLT: O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para ADRIANO PRUDENTE DE OLIVEIRA - 14882695642, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.gran.com.br https://www.gran.com.br 74 de 98gran.com.br DIrEITo ProcEssuaL Do TrabaLho Liquidação e Execução Trabalhista – Parte I Gustavo Deitos CLT Art. 884. Garantida a execução ou penhorados os bens, terá o executado 5 (cinco) dias para apresentar embargos, (...). Veja que o sócio executado depositou a quantia exequenda, o que o autoriza, a partir de então, a opor os embargos à execução. Letra d. 015. 015. (2012/FGV/OAB) De acordo com a Consolidação das Leis do Trabalho, assinale a afirmativa correta. a) não há citação para a execução, uma vez que a fase executiva pode ser iniciada de ofício. b) a citação na execução será realizada por via postal. c) a citação na execução será realizada por mandado. d) a citação na execução será realizada por mandado, mas, se o executado não for encontrado após três tentativas, caberá a citação por edital. Lembre-se do que foi dito: pela letra CLT, a citação para pagamento da execução ocorre por mandado, embora na prática a execução não seja feita mediante citação, e nem mediante mandado, em regra. Assim dispõe a primeira parte do art. 880: CLT Art. 880. Requerida a execução, o juiz ou presidente do tribunal mandará expedir mandado de citação do executado, (...). Letra c. 016. 016. (2012/FGV/OAB/ADAPTADA E ATUALIZADA) Relativamente à execução trabalhista, assinale a afirmativa correta. a) Pode ser por título judicial ou extrajudicial. São títulos extrajudiciais os termos de ajuste de conduta firmados perante o Ministério Público do Trabalho, os termos de conciliaçãofirmado perante as Comissões de Conciliação Prévia e as duplicatas mercantis. b) Pode ser por título judicial ou extrajudicial. São títulos judiciais unicamente as decisões passadas em julgado com efeito suspensivo e são títulos extrajudiciais os termos de ajuste de conduta firmados perante o Ministério Público do Trabalho e os termos de conciliação firmado perante as Comissões de Conciliação Prévia. c) Dependem de prévia liquidação, pelo que só podem se executados a sentença e o acordo não cumpridos. d) Pode ser por título judicial, caso do acordo descumprido, e por título extrajudicial, caso do termo de ajuste de conduta firmado perante o Ministério Público do Trabalho. 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Por ser anterior à IN 39, a FGV colocou o cheque na alternativa para torná-la errada, porque naquela época, realmente, não se via o cheque como um título executivo extrajudicial trabalhista pacificamente, por ausência de previsão expressa, a qual agora existe na IN 39. Passadas essas considerações, vamos à questão: a) Errada. O único erro está nas “duplicatas mercantis”, que não são previstas em lei, nem em ato normativo, como título executivo na Justiça do Trabalho. b) Errada. O erro está em dizer que os únicos títulos executivos judiciais seriam as decisões com efeito suspensivo, porque, na verdade, tais decisões não são títulos executivos. Títulos executivos judiciais são as decisões transitadas em julgado e aquelas que, embora não transitadas em julgado, tenham sido objeto de recurso sem efeito suspensivo. c) Errada. Tais títulos são executáveis, mas não são os únicos. Vide art. 876 da CLT: CLT Art. 876. As decisões passadas em julgado ou das quais não tenha havido recurso com efeito suspensivo; os acordos, quando não cumpridos; os termos de ajuste de conduta firmados perante o Ministério Público do Trabalho e os termos de conciliação firmados perante as Comissões de Conciliação Prévia serão executadas pela forma estabelecida neste Capítulo. d) Certa. Acordo descumprido é exemplo de título executivo judicial, e termo de ajuste de conduta firmado perante o MPT é exemplo de título executivo extrajudicial. No mais, vide art. 876 da CLT. Letra d. 017. 017. (2018/VUNESP/UNICAMP/PROCURADOR DE UNIVERSIDADE ASSISTENTE) A execução trabalhista pode ser promovida de ofício pelo magistrado do trabalho a) apenas nos casos em que as partes não estiverem representadas por advogado. b) sempre que a parte interessada não adotar as providências para iniciar a liquidação da sentença. c) que for parte os órgãos da Administração Pública direta, autárquica ou fundacional. d) quando a reclamada for massa falida ou empresa em recuperação judicial. e) quando houver expressa aquiescência de ambas as partes. De forma certeira, a banca restringiu-se a cobrar uma das maiores novidades da Reforma Trabalhista: a execução deve ser impulsionada pelas partes, a menos que o exequente não O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para ADRIANO PRUDENTE DE OLIVEIRA - 14882695642, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.gran.com.br https://www.gran.com.br 76 de 98gran.com.br DIrEITo ProcEssuaL Do TrabaLho Liquidação e Execução Trabalhista – Parte I Gustavo Deitos seja representado por advogado ( jus postulandi), caso em que o juiz poderá promovê-la de ofício. É a nova regra do art. 878 da CLT: CLT Art. 878. A execução será promovida pelas partes, permitida a execução de ofício pelo juiz ou pelo Presidente do Tribunal apenas nos casos em que as partes não estiverem representadas por advogado. Letra a. 018. 018. (2018/VUNESP/PREFEITURA DE SOROCABA-SP/PROCURADOR DO MUNICÍPIO) Na fase de execução, a apresentação de embargos pressupõe a garantia da execução ou penhora de bens, estando dispensados(as) de referida exigência, entre outros, a) as autarquias e as entidades filantrópicas b) os Estados, os Municípios e as empresas públicas. c) a União e suas autarquias, as sociedades de economia mista e as empresas públicas. d) os Municípios, as fundações e as sociedades de economia mista. e) a União, as sociedades de economia mista e a massa falida. a) Certa. As autarquias já eram isentas desde antes da Reforma. Após a Reforma, tornaram- se isentas, também, as entidades filantrópicas (art. 884, § 6º, CLT). b) Errada. As empresas públicas são como qualquer empresa privada para fins de garantia do juízo. c) Errada. Vide comentário à letra “b”. d) Errada. As sociedades de economia mista, assim como as empresas públicas, são como qualquer empresa privada para fins de garantia do juízo. e) Errada. A doutrina e a jurisprudência ainda não chegaram num consenso sobre a isenção da massa falida de garantir o juízo para opor embargos à execução. Há decisões nos diferentes sentidos (de cabimento e de não cabimento da isenção). Entendo que a falta de objetividade desse ponto específico inviabiliza sua cobrança em provas objetivas. Para a sorte do examinando, era possível eliminar esta alternativa tendo em vista a sociedade de economia mista, que não é isenta, devendo garantir o juízo como qualquer empresa privada. Letra a. 019. 019. (2018/FCC/TRT-15ª REGIÃO(SP)/ANALISTA JUDICIÁRIO/ÁREA JUDICIÁRIA/OFICIAL DE JUSTIÇA AVALIADOR FEDERAL) Considerando as regras legais em relação à liquidação de sentença e à execução no processo do trabalho, O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para ADRIANO PRUDENTE DE OLIVEIRA - 14882695642, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.gran.com.br https://www.gran.com.br 77 de 98gran.com.br DIrEITo ProcEssuaL Do TrabaLho Liquidação e Execução Trabalhista – Parte I Gustavo Deitos a) a execução poderá ser promovida por qualquer interessado ou ex officio pelo próprio Juiz ou pelo Presidente do Tribunal competente. b) é facultado ao devedor o pagamento imediato da parte que entender devida à Previdência Social, sem prejuízo da cobrança de eventuais diferenças encontradas na execução ex officio. c) a exigência de garantia ou penhora se aplica às entidades filantrópicas e/ou àqueles que compõem ou compuseram a diretoria dessas instituições. d) elaborada a conta e tornada líquida, o juízo poderá abrir às partes prazo comum de cinco dias para impugnação fundamentada com a indicação dos itens e valores objeto da discordância, sob pena de preclusão. e) garantida a execução ou penhorados os bens, no prazo de oito dias, o executado poderá apresentar embargos à execução. a) Errada. A execução somente poderá ocorrer de ofício quando a parte exequente não for representada por advogado (art. 878 da CLT), ou para o caso específico de execução de contribuições previdenciárias ou custas processuais. No mais, a execução deve ser promovida pelas partes. b) Certa. É a regra do art. 878-A da CLT: Art. 878-A. Faculta-se ao devedor o pagamento imediato da parte que entender devida à Previdência Social, sem prejuízo da cobrança de eventuaisdiferenças encontradas na execução ex officio. c) Errada. Tais sujeitos são isentos da garantia do juízo (art. 884, § 6º, CLT). d) Errada. Nos termos do art. 879, § 2º, da CLT: Art. 879, § 2º Elaborada a conta e tornada líquida, o juízo deverá abrir às partes prazo comum de oito dias para impugnação fundamentada com a indicação dos itens e valores objeto da discordância, sob pena de preclusão. e) Errada. O prazo, na verdade, é de 5 dias (art. 884, caput, CLT). Letra b. 020. 020. (2018/FCC/TRT-15ª REGIÃO(SP)/ANALISTA JUDICIÁRIO/ÁREA JUDICIÁRIA) Em reclamação trabalhista na qual foi proferida sentença ilíquida, o juiz determinou que o reclamante apresentasse os cálculos de liquidação, com indicação da contribuição previdenciária incidente. Após apresentação dos cálculos pelo reclamante, o juiz concedeu prazo de 10 dias para o reclamado apresentar seus cálculos. Diante da divergência entre os valores apresentados pelas partes, o juiz nomeou perito contábil para elaboração da conta de liquidação. Entendendo corretos os cálculos elaborados pelo perito, o juiz homologou os O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para ADRIANO PRUDENTE DE OLIVEIRA - 14882695642, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.gran.com.br https://www.gran.com.br 78 de 98gran.com.br DIrEITo ProcEssuaL Do TrabaLho Liquidação e Execução Trabalhista – Parte I Gustavo Deitos mesmos e determinou a citação do executado para pagamento do crédito em 48 horas, sob pena de execução. Considerando as disposições legais, o juiz a) agiu corretamente, porque as contas foram elaboradas por perito contábil, não sendo necessário dar vistas às partes, até porque as mesmas já apresentaram seus cálculos. b) não agiu corretamente, porque deveria obrigatoriamente conferir vista dos cálculos às partes, no prazo sucessivo de 8 dias para impugnação fundamentada com a indicação dos itens e valores objeto da discordância, sob pena de preclusão. c) agiu corretamente, por ter amplo poder de direção e controle do processo, estando sua decisão amparada por norma cogente, que o autoriza expressamente a agir desse modo. d) não agiu corretamente, porque deveria obrigatoriamente conferir vista dos cálculos às partes, no prazo comum de 8 dias para impugnação fundamentada com a indicação dos itens e valores objeto da discordância, sob pena de preclusão. e) agiu corretamente, pois tem a faculdade de conferir vista dos cálculos às partes, no prazo de 8 dias para impugnação fundamentada com a indicação dos itens e valores objeto da discordância, sob pena de preclusão, mas não obrigação de fazê-lo. Vimos em aula que, de acordo com o art. 879, § 2º, da CLT, o juiz DEVE dar às partes oportunidade de manifestarem-se sobre os cálculos, sob pena de preclusão. Antes da Reforma, essa manifestação apenas “poderia” ser oportunizada pelo juiz. Agora, o juiz é obrigado a oportunizá-la. Portanto, estava equivocado o magistrado ao homologar cálculos oferecidos pelo perito de forma direta, sem que as partes se manifestassem. Letra d. 021. 021. (2018/FCC/TRT-6ª REGIÃO(PE)/ANALISTA JUDICIÁRIO/OFICIAL DE JUSTIÇA AVALIADOR FEDERAL) Considere as afirmações abaixo acerca da liquidação e execução de sentença no processo do trabalho, conforme previsão na CLT. I – A execução no processo do trabalho será sempre promovida por iniciativa das partes em qualquer hipótese, por determinação legal. II – Elaborada a conta e tornada líquida, o juízo poderá abrir às partes prazo sucessivo de 8 dias para impugnação fundamentada, sob pena de preclusão. III – A atualização dos créditos decorrentes de condenação judicial será feita pela Taxa Referencial (TR), divulgada pelo Banco Central do Brasil. IV – Tratando-se de execução de valores superiores a 40 salários mínimos, o juiz deverá nomear perito para a elaboração e fixará, depois da conclusão do trabalho, o valor dos respectivos honorários. Está correto o que se afirma APENAS em O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para ADRIANO PRUDENTE DE OLIVEIRA - 14882695642, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.gran.com.br https://www.gran.com.br 79 de 98gran.com.br DIrEITo ProcEssuaL Do TrabaLho Liquidação e Execução Trabalhista – Parte I Gustavo Deitos a) IV. b) II e IV. c) I e II. d) III. e) I e III. I – Errada. Há uma exceção: quando o exequente não estiver representado por advogado, o juiz poderá promover a execução de ofício, além do caso especial das contribuições previdenciárias e das custas processuais. II – Errada. O prazo é de 8 dias, realmente. Contudo, o prazo é comum, e o juiz DEVE abri- lo. Vide art. 879, § 2º, CLT: Art. 879. § 2º Elaborada a conta e tornada líquida, o juízo deverá abrir às partes prazo comum de oito dias para impugnação fundamentada com a indicação dos itens e valores objeto da discordância, sob pena de preclusão. III – Certa. É a regra literal do art. 879, § 7º, da CLT. IV – Errada. A nomeação de perito para os cálculos (liquidação por arbitramento) ocorrerá quando os cálculos forem complexos (art. 879, § 6º, CLT), independentemente do valor envolvido neles. Letra d. 022. 022. (2018/FCC/TRT/6ª REGIÃO (PE)/TÉCNICO JUDICIÁRIO/ÁREA ADMINISTRATIVA) Em relação à execução trabalhista, conforme legislação vigente, a) será promovida pelas partes, permitida a atuação de ofício do Juiz, ainda que as partes estejam assistidas por advogado. b) requerida a execução, o Juiz mandará expedir mandado de citação do executado, a fim de que proceda ao pagamento em dinheiro, inclusive de contribuições sociais devidas à União, em cinco dias, ou garanta a execução, sob pena de penhora. c) garantida a execução ou penhorados os bens, terá o executado prazo de quinze dias para apresentar embargos, cabendo igual prazo ao exequente para impugnação. d) a matéria de defesa em embargos à execução será restrita às alegações de cumprimento da decisão ou do acordo, quitação ou prescrição da dívida, não cabendo produção de prova testemunhal em audiência. e) o executado que não pagar a importância reclamada poderá garantir a execução mediante depósito da quantia correspondente, atualizada e acrescida das despesas processuais, apresentação de seguro-garantia judicial ou nomeação de bens à penhora, observada a ordem preferencial estabelecida na lei processual civil. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para ADRIANO PRUDENTE DE OLIVEIRA - 14882695642, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.gran.com.br https://www.gran.com.br 80 de 98gran.com.br DIrEITo ProcEssuaL Do TrabaLho Liquidação e Execução Trabalhista – Parte I Gustavo Deitos a) Errada. A atuação de ofício do juiz para promover a execução somente ocorrerá quando o exequente não estiver representado por advogado, além do caso especial das contribuições previdenciárias e das custas processuais. O texto da alternativa, especialmente pela conjunção concessiva “ainda que”, dá a entender que a execução poderia tanto ser promovida pelas partes quanto de ofício pelo juiz, o que não é verdade. b) Errada. O prazo para pagamento é de 48 horas. c) Errada. O prazo para embargos à execução é de 5 dias. d) Errada. De acordo com o art. 884, § 2º, da CLT, Art. 884, § 2º Se na defesa tiverem sido arroladas testemunhas, poderá o Juiz ou o Presidente do Tribunal, caso julgue necessários seus depoimentos, marcar audiência para a produção das provas, a qual deverá realizar-se dentro de 5 (cinco) dias. Portanto, cabe, sim, prova testemunhal na fase de execu��ão. As matérias alegáveis estão corretas e de acordo com o textoliteral da CLT (art. 884, § 1º), mas lembre-se das considerações feitas em aula sobre a aplicabilidade do art. 525, § 1º, do CPC. e) Certa. Mais uma alternativa embasada na Reforma Trabalhista. Veja o que diz o art. 882 da CLT: Art. 882. O executado que não pagar a importância reclamada poderá garantir a execução mediante depósito da quantia correspondente, atualizada e acrescida das despesas processuais, apresentação de seguro-garantia judicial ou nomeação de bens à penhora, observada a ordem preferencial estabelecida no art. 835 da Lei no 13.105, de 16 de março de 2015 – Código de Processo Civil. Letra e. 023. 023. (2018/CESPE/PGE-PE/PROCURADOR DO ESTADO) De acordo com o disposto na CLT e com a jurisprudência do TST a respeito da execução trabalhista, a parte executada será citada para pagar a quantia devida ou indicar bens à penhora no prazo de a) vinte e quatro horas. b) trinta e seis horas. c) quarenta e oito horas. d) sessenta horas. e) setenta e duas horas. É de 48 horas o referido prazo, conforme o art. 880 da CLT. Letra c. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para ADRIANO PRUDENTE DE OLIVEIRA - 14882695642, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.gran.com.br https://www.gran.com.br 81 de 98gran.com.br DIrEITo ProcEssuaL Do TrabaLho Liquidação e Execução Trabalhista – Parte I Gustavo Deitos 024. 024. (2018/VUNESP/IPSM/PROCURADOR) Após a elaboração da conta de liquidação, o juiz do trabalho a) poderá abrir às partes prazo sucessivo de dez dias para impugnação. b) poderá abrir às partes o prazo comum de oito dias para impugnação. c) deverá abrir às partes o prazo comum de oito dias para impugnação d) deverá ouvir o Ministério Público do Trabalho. e) deverá intimar a União para apresentação do valor das contribuições previdenciárias. É a regra literal do art. 879, § 2º, da CLT, muito já batido nas questões aqui propostas. Letra c. 025. 025. (2017/FCC/TRT-21ª REGIÃO(RN)/ANALISTA JUDICIÁRIO/ÁREA JUDICIÁRIA) Recebido o mandado de citação para pagamento e penhora, conforme as disposições da Lei n. 13.467/2017, o executado que não pagar a importância reclamada poderá garantir a execução mediante depósito da quantia correspondente, atualizada e acrescida das despesas processuais, a) ou nomear bens à penhora, observada a ordem preferencial estabelecida no CPC, sendo que a decisão judicial transitada em julgado somente poderá ser levada a protesto, gerar inscrição do nome do executado em órgãos de proteção ao crédito ou no Banco Nacional de Devedores Trabalhistas − BNDT, nos termos da lei, depois de transcorrido o prazo de trinta dias a contar da citação do executado, se não houver garantia do juízo. b) apresentação de seguro-garantia judicial, ou nomeação de bens à penhora, observada a ordem preferencial estabelecida no CPC, sendo que a decisão judicial transitada em julgado somente poderá ser levada a protesto, gerar inscrição do nome do executado em órgãos de proteção ao crédito ou no Banco Nacional de Devedores Trabalhistas − BNDT, nos termos da lei, depois de transcorrido o prazo de quarenta e cinco dias a contar da citação do executado, se não houver garantia do juízo. c) ou nomear bens à penhora, observada a ordem preferencial estabelecida no CPC, sendo que a decisão judicial transitada em julgado somente poderá ser levada a protesto, gerar inscrição do nome do executado em órgãos de proteção ao crédito ou no Banco Nacional de Devedores Trabalhistas − BNDT, nos termos da lei, depois de transcorrido o prazo de quarenta e cinco dias a contar da citação do executado, se não houver garantia do juízo. d) ou nomear bens à penhora, observada a ordem preferencial estabelecida no CPC, sendo que a decisão judicial transitada em julgado somente poderá ser levada a protesto, gerar inscrição do nome do executado em órgãos de proteção ao crédito ou no Banco Nacional O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para ADRIANO PRUDENTE DE OLIVEIRA - 14882695642, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.gran.com.br https://www.gran.com.br 82 de 98gran.com.br DIrEITo ProcEssuaL Do TrabaLho Liquidação e Execução Trabalhista – Parte I Gustavo Deitos de Devedores Trabalhistas − BNDT, nos termos da lei, depois de transcorrido o prazo de sessenta dias a contar da citação do executado, se não houver garantia do juízo. e) apresentação de seguro-garantia judicial ou nomeação de bens à penhora, observada a ordem preferencial estabelecida no CPC, sendo que a decisão judicial transitada em julgado não poderá ser levada a protesto, gerar inscrição do nome do executado em órgãos de proteção ao crédito ou no Banco Nacional de Devedores Trabalhistas − BNDT, nos termos da lei, até o trâmite final do processo de execução. a) Errada. A alternativa excluiu a possibilidade de o executado apresentar seguro-garantia judicial (art. 882 da CLT), e o prazo a contar da citação para inscrição no BNDT, protesto e inscrição no SPC/SERASA é de 45 dias. b) Certa. Alternativa em perfeita conformidade com os art. 882 e 883-A, conjuntamente. c) Errada. A alternativa excluiu a possibilidade de o executado apresentar seguro-garantia judicial (art. 882 da CLT). d) Errada. A alternativa excluiu a possibilidade de o executado apresentar seguro-garantia judicial (art. 882 da CLT), e o prazo a contar da citação para inscrição no BNDT, protesto e inscrição no SPC/SERASA é de 45 dias. e) Errada. Na verdade, o prazo de impossibilidade para inscrição no BNDT, protesto e inscrição no SPC/SERASA é de 45 dias a contar da citação do executado, e não até o final da execução, como propõe erroneamente a alternativa. Letra b. 026. 026. (2017/FCC/TST/TÉCNICO JUDICIÁRIO/ÁREA ADMINISTRATIVA) No tocante à execução trabalhista, considere: I – Sendo ilíquida a sentença exequenda, ordenar-se-á, previamente, a sua liquidação, que poderá ser feita por cálculo, por artigos ou por arbitragem. II – Elaborada a conta e tornada líquida, o juízo deverá abrir às partes prazo comum de oito dias para impugnação fundamentada com a indicação dos itens e valores objeto da discordância, sob pena de preclusão. III – Na liquidação, não se poderá modificar, ou inovar, a sentença liquidanda, nem discutir matéria pertinente à causa principal, desde que erro grosseiro justifique tal manifestação. IV – A atualização dos créditos decorrentes de condenação judicial será feita pela Taxa Referencial (TR), divulgada pelo Banco Central do Brasil. Tendo em vista o disposto na CLT, com as alterações promovidas pela Lei n. 13.467/2017, está correto o que consta APENAS em a) I e III. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para ADRIANO PRUDENTE DE OLIVEIRA - 14882695642, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.gran.com.br https://www.gran.com.br 83 de 98gran.com.br DIrEITo ProcEssuaL Do TrabaLho Liquidação e Execução Trabalhista – Parte I Gustavo Deitos b) II e IV. c) III e IV. d) I e II. e) I. I – Errada. Não existe liquidação por “arbitragem”, mas sim por “arbitramento”. II – Certa. É a regra literal do art. 879, § 2º, da CLT. III – Errada. A redação deste item é extremamente confusa. Parece que o examinador tentou criar uma espécie de “exceção”, na qual seria cabível discutir a matéria principal na liquidação, de modo a tornar o item III errado. Todavia, ele se equivocou completamente na língua portuguesa. A conjunção condicional “desde que” dá a entender que a proibição da discussão da matéria principal ou da inovação da sentença liquidanda seriam condicionadas à existência de erro grosseiro.Percebeu que não faz sentido?Percebeu que não faz sentido? Não se preocupe. Se houve inserção de tantas informações confusas, certo o item não pode estar. IV – Certa. É a regra do art. 879, § 7º, da CLT. Letra b. 027. 027. (2017/CESPE/TRT-7ª REGIÃO(CE)/TÉCNICO JUDICIÁRIO/ÁREA ADMINISTRATIVA) Em demanda trabalhista, a empresa RXW Previ S.A. foi condenada ao pagamento de verbas trabalhistas ao empregado João. Além disso, em razão dessa mesma demanda, foi reconhecida a existência de débitos previdenciários contra a empresa, incidentes sobre os rendimentos do autor da demanda e não recolhidos aos cofres públicos. No que se refere à condenação relativa ao empregado, a empresa cumpriu as determinações da justiça dentro do prazo legal. Em relação ao tributo devido, a empresa não efetuou qualquer recolhimento. Nessa situação hipotética, sabendo que o credor dessa relação jurídica inadimplida é a União, assinale a opção correta acerca da execução da verba previdenciária. a) O processo executivo poderá ser iniciado, de ofício, pelo próprio juízo sentenciante. b) Por se tratar de um direito subjetivo, somente poderá ser executado pela União, junto à justiça do trabalho. c) Por se tratar de um direito subjetivo, somente poderá ser executado pela União, junto à justiça federal. d) Somente a União poderá executar o débito, podendo escolher se a execução ocorrerá na justiça federal ou na justiça do trabalho. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para ADRIANO PRUDENTE DE OLIVEIRA - 14882695642, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.gran.com.br https://www.gran.com.br 84 de 98gran.com.br DIrEITo ProcEssuaL Do TrabaLho Liquidação e Execução Trabalhista – Parte I Gustavo Deitos A execução de ofício, além do caso do exequente sem advogado, pode ocorrer relativamente à cobrança das contribuições previdenciárias decorrentes das sentenças condenatórias em pecúnia e dos acordos homologados pela Justiça do Trabalho. É a regra do art. 876, parágrafo único, da CLT: Art. 876, Parágrafo único. A Justiça do Trabalho executará, de ofício, as contribuições sociais previstas na alínea a do inciso I e no inciso II do caput do art. 195 da Constituição Federal, e seus acréscimos legais, relativas ao objeto da condenação constante das sentenças que proferir e dos acordos que homologar. Letra a. 028. 028. (2017/VUNESP/PREFEITURA DE SÃO JOSÉ DOS CAMPOS (SP)/PROCURADOR/ADAPTADA E ATUALIZADA) Nos termos da Consolidação das Leis do Trabalho, garantida a execução ou penhorados os bens, terá o executado o prazo de a) 5 (cinco) dias contínuos para apresentar embargos. b) 5 (cinco) dias úteis para apresentar embargos. c) 8 (oito) dias contínuos para apresentar agravo de petição. d) 8 (oito) dias úteis para apresentar agravo de petição. e) 10 (dez) dias contínuos para impugnação. Originalmente, esta questão considerava errada a letra b, por falar em “dias úteis”, pois antes da Reforma os prazos no processo do trabalho eram contados de maneira contínua. Agora, os prazos são contados em dias úteis, apenas. Conforme o art. 884, caput, da CLT, o prazo é de 5 dias, e conforme o art. 775 da CLT, os prazos no processo do trabalho são contados em dias úteis. Letra b. 029. 029. (2017/BANPARÁ/BANCA DO ÓRGÃO/ADVOGADO) A respeito da execução no processo do trabalho, assinale a alternativa CORRETA: a) São executados na Justiça do Trabalho as decisões passadas em julgado ou das quais não tenha havido recurso com efeito suspensivo; os acordos, quando não cumpridos; os termos de ajuste de conduta firmados perante o Ministério Público do Trabalho e os termos de conciliação firmados perante as Comissões de Conciliação Prévia. b) Serão executadas, desde que a pedido do INSS, as contribuições sociais devidas em decorrência de decisão proferida por juízes e tribunais do trabalho, resultantes de condenação O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para ADRIANO PRUDENTE DE OLIVEIRA - 14882695642, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.gran.com.br https://www.gran.com.br 85 de 98gran.com.br DIrEITo ProcEssuaL Do TrabaLho Liquidação e Execução Trabalhista – Parte I Gustavo Deitos ou homologação de acordo, inclusive sobre os salários pagos durante o período contratual reconhecido. c) É competente para a execução de título executivo extrajudicial o juiz que assim for designado por determinação do Presidente do Tribunal Regional do Trabalho a que o primeiro estiver vinculado. d) A execução poderá ser promovida por qualquer interessado, ou, de ofício, pelo Ministério Público do Trabalho. a) Certa. Tais títulos executivos são os previstos no art. 876, caput, da CLT. b) Errada. Conforme o art. 876, parágrafo único, a execução de ofício, além do caso do exequente sem advogado, pode ocorrer relativamente à cobrança das contribuições previdenciárias decorrentes das sentenças condenatórias em pecúnia e dos acordos homologados pela Justiça do Trabalho (portanto, independe de qualquer ato do INSS a execução dessas contribuições). Ademais, a Justiça do Trabalho NÃO tem competência para cobrar contribuições previdenciárias relativas ao período contratual, mas tão somente sobre as parcelas da condenação ou os acordos homologados. c) Errada. Conforme o art. 877-A da CLT, Art. 877-A. É competente para a execução de título executivo extrajudicial o juiz que teria competência para o processo de conhecimento relativo à matéria. d) Errada. De acordo com o art. 878, Art. 878. A execução será promovida pelas partes, permitida a execução de ofício pelo juiz ou pelo Presidente do Tribunal apenas nos casos em que as partes não estiverem representadas por advogado. Letra a. 030. 030. (2017/VUNESP/PREFEITURA DE PORTO FERREIRA (SP)/PROCURADOR JURÍDICO) Em conformidade com o texto expresso na CLT – Consolidação das Leis do Trabalho, garantida a execução ou penhorados os bens, terá o exequente o prazo de 5 (cinco) dias para apresentação de a) embargos à execução. b) agravo de petição. c) impugnação. d) impugnação aos cálculos de liquidação. e) embargos à penhora. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para ADRIANO PRUDENTE DE OLIVEIRA - 14882695642, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.gran.com.br https://www.gran.com.br 86 de 98gran.com.br DIrEITo ProcEssuaL Do TrabaLho Liquidação e Execução Trabalhista – Parte I Gustavo Deitos Cuidado: o enunciado pediu o recurso cabível por parte do EXEQUENTE. O executado teria direito aos embargos à execução, enquanto o exequente tem direito a apresentar impugnação (art. 884, caput, parte final, CLT). Letra c. 031. 031. (2017/FCC/TRT-24ª REGIÃO (MS)/TÉCNICO JUDICIÁRIO/ÁREA ADMINISTRATIVA) Em relação à liquidação da sentença e à execução no Processo do Trabalho, a Consolidação das Leis do Trabalho estabelece: a) Na liquidação, não se poderá modificar, ou inovar, a sentença liquidanda nem discutir matéria pertinente à causa principal. b) Somente as decisões passadas em julgado e os acordos, quando não cumpridos, poderão ser executados na Justiça do Trabalho. c) Elaborada a conta pela parte ou pelos órgãos auxiliares da Justiça do Trabalho, o juiz procederá à intimação da União para manifestação, no prazo de 8 dias, sob pena de preclusão. d) Requerida a execução, o juiz ou Presidente do Tribunal mandará expedir mandado de citação do executado, a fim de que cumpra a decisão ou o acordo, ou, quando se tratar de pagamento em dinheiro, exceto de contribuições sociais devidas à União, para que o faça em 72 horas ou garanta a execução. e) Não pagandoo executado, nem garantindo a execução, seguir-se-á a penhora dos bens, tantos quantos bastem ao pagamento da condenação, sem os acréscimos de custas e juros de mora. a) Certa. É a regra literal do art. 879, § 1º, da CLT. b) Errada. O rol de títulos executivos é maior (art. 876 da CLT). c) Errada. Vide art. 879, § 2º, CLT: Art. 879, § 2º Elaborada a conta e tornada líquida, o juízo deverá abrir às partes prazo comum de oito dias para impugnação fundamentada com a indicação dos itens e valores objeto da discordância, sob pena de preclusão. d) Errada. O prazo é de 48 horas. Ademais, as contribuições sociais decorrentes da condenação em pecúnia e dos acordos homologados poderão ser executadas, também, e de ofício pelo juiz. e) Errada. Não há previsão legal para exclusão das custas e dos juros de mora, que correrão como em qualquer caso de mora para pagamento. Letra a. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para ADRIANO PRUDENTE DE OLIVEIRA - 14882695642, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.gran.com.br https://www.gran.com.br 87 de 98gran.com.br DIrEITo ProcEssuaL Do TrabaLho Liquidação e Execução Trabalhista – Parte I Gustavo Deitos 032. 032. (2017/FCC/TRT-11ª REGIÃO (AM E RR)/ANALISTA JUDICIÁRIO/OFICIAL DE JUSTIÇA AVALIADOR FEDERAL) No tocante à liquidação de sentença, em regra, de acordo com a Consolidação das Leis do Trabalho, é certo que a) a liquidação não abrangerá o cálculo das contribuições previdenciárias devidas, que deverá ser executada de forma independente em razão da natureza do crédito. b) elaborada a conta e tornada líquida, o Juiz deverá abrir às partes prazo comum de 10 dias para impugnação fundamentada com a indicação dos itens e valores objeto da discordância, sob pena de preclusão. c) na liquidação, pode-se modificar a sentença liquidanda bem como discutir matéria pertinente à causa principal. d) tratando-se de cálculos de liquidação complexos, o juiz deverá nomear perito para a elaboração e fixará, depois da conclusão do trabalho, o valor dos respectivos honorários com observância, entre outros, do teto de três salários mínimos regionais. e) elaborada a conta pela parte ou pelos órgãos auxiliares da Justiça do Trabalho, o juiz procederá à intimação da União para manifestação, no prazo de dez dias, sob pena de preclusão. a) Errada. Conforme o art. 879, § 1º-A, da CLT, Art. 879, § 1º-A A liquidação abrangerá, também, o cálculo das contribuições previdenciárias devidas. b) Errada. Vide art. 879, § 2º, CLT: Art. 879, § 2º Elaborada a conta e tornada líquida, o juízo deverá abrir às partes prazo comum de oito dias para impugnação fundamentada com a indicação dos itens e valores objeto da discordância, sob pena de preclusão. c) Errada. Conforme o art. 879, § 1º, da CLT, Art. 879, § 1º Na liquidação, não se poderá modificar, ou inovar, a sentença liquidanda nem discutir matéria pertinente à causa principal. d) Errada. Não há critério objetivo para fixação dos honorários do perito contador, a não ser os subjetivos e imensuráveis critérios de “razoabilidade e proporcionalidade”. Vide art. 879, § 6º, da CLT: Art. 879, § 6º Tratando-se de cálculos de liquidação complexos, o juiz poderá nomear perito para a elaboração e fixará, depois da conclusão do trabalho, o valor dos respectivos honorários com observância, entre outros, dos critérios de razoabilidade e proporcionalidade. e) Certa. É a regra literal do art. 879, § 3º, da CLT. Dê destaque no prazo para manifestação da UNIÃO (10 dias), que é diferente do prazo para as partes se manifestarem. Letra e. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para ADRIANO PRUDENTE DE OLIVEIRA - 14882695642, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.gran.com.br https://www.gran.com.br 88 de 98gran.com.br DIrEITo ProcEssuaL Do TrabaLho Liquidação e Execução Trabalhista – Parte I Gustavo Deitos 033. 033. (2017/CESPE/SEDF/ANALISTA DE GESTÃO EDUCACIONAL/DIREITO E LEGISLAÇÃO) Em relação aos recursos, à execução, ao mandado de segurança e à ação rescisória na justiça do trabalho, julgue o item a seguir. Os embargos à execução são processados nos mesmos autos da execução, podendo haver audiência para produção de provas com oitiva de testemunhas arroladas pelas partes. Não sendo arroladas testemunhas, o juiz proferirá sua decisão dentro de cinco dias. É possível a produção de prova testemunhal na fase de execução (art. 884, § 2º, CLT), e a ausência de prova testemunhal tornará exigível a prolação de sentença dentro do prazo de 5 dias, conforme o art. 885. Certo. 034. 034. (2016/CESPE/FUNPRESP-JUD/ANALISTA/DIREITO) Com base no disposto na Consolidação das Leis do Trabalho, julgue o item que se segue. Iniciada a fase de execução e penhorados os bens, o executado poderá apresentar embargos, nos quais a matéria de defesa deverá restringir-se às alegações de quitação, prescrição da dívida ou cumprimento da decisão ou do acordo. A ordem dos elementos está inversa, mas não altera a conclusão. As matérias alegáveis estão corretas e de acordo com o texto literal da CLT (art. 884, § 1º), mas lembre-se das considerações feitas em aula sobre a aplicabilidade do art. 525, § 1º, do CPC. Certo. 035. 035. (2014/CESPE/CÂMARA DOS DEPUTADOS/ANALISTA LEGISLATIVO/CONSULTOR LEGISLATIVO ÁREA V) Acerca do MPT e da execução no direito processual do trabalho, julgue o item subsecutivo. Segundo a CLT, o termo de compromisso de ajustamento de conduta firmado perante os auditores fiscais do Ministério do Trabalho e Emprego é considerado título executivo extrajudicial. O Termo de Ajuste de Conduta, título executivo extrajudicial, é firmado perante o Ministério Público do Trabalho, na verdade. Errado. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para ADRIANO PRUDENTE DE OLIVEIRA - 14882695642, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.gran.com.br https://www.gran.com.br 89 de 98gran.com.br DIrEITo ProcEssuaL Do TrabaLho Liquidação e Execução Trabalhista – Parte I Gustavo Deitos 036. 036. (2018/CESPE/PGM/MANAUS-AM/PROCURADOR DO MUNICÍPIO) Julgue o próximo item à luz da jurisprudência do TST acerca dos recursos na justiça do trabalho, da liquidação e da execução no processo do trabalho. Na execução trabalhista, é impenhorável o faturamento de empresa porque isso comprometeria o desenvolvimento regular de suas atividades, bem como o próprio emprego de seus trabalhadores. O faturamento da empresa é penhorável, eis que se encontra na ordem do art. 835, no inciso X, do CPC. Basta que a penhora se dê em grau que não atrapalhe o desenvolvimento normal da atividade empresarial, e não haja outros bens passíveis de penhora. É este o sentido da OJ n. 93 da SDI-I do TST, estudada na segunda aula sobre execução, que enuncia: Nos termos do art. 866 do CPC de 2015, é admissível a penhora sobre a renda mensal ou faturamento de empresa, limitada a percentual, que não comprometa o desenvolvimento regular de suas atividades, desde que não haja outros bens penhoráveis ou, havendo outros bens, eles sejam de difícil alienação ou insuficientes para satisfazer o crédito executado. Errado. 037. 037. (2015/CESPE/TELEBRAS/ADVOGADO) No tocante a execução trabalhista, julgue o item subsequente considerando a jurisprudência do TST. A execução trabalhista tem regramento próprio e, portanto, não é aplicável ao processo do trabalho a multa prevista no Código de Processo Civil referente a condenação a pagamento de quantia certa ou fixada em liquidação em até quinze dias. Nos termos do IRRR 4 do TST, os astreintes de 10% e os honoráriosprevidenciárias devidas. (Incluído pela Lei n. 10.035, de 2000) No cálculo, a parte que o fizer (liquidação por cálculos) ou o perito contábil (liquidação por arbitramento) deverá apontar o valor das contribuições previdenciárias. Essas contribuições previdenciárias são aquelas decorrentes da condenação em pecúnia constante da sentença, somente. Lembre-se: a Justiça do Trabalho NÃO tem competência para determinar o recolhimento do INSS devido ao longo do contrato de trabalho, mas, tão somente, tem competência para determinar o recolhimento do INSS devido em razão das parcelas da CONDENAÇÃO ou do ACORDO HOMOLOGADO. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para ADRIANO PRUDENTE DE OLIVEIRA - 14882695642, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.gran.com.br https://www.gran.com.br 9 de 98gran.com.br DIrEITo ProcEssuaL Do TrabaLho Liquidação e Execução Trabalhista – Parte I Gustavo Deitos O art. 876, parágrafo único, da CLT diz: Art. 876. A Justiça do Trabalho executará, de ofício, as contribuições sociais previstas na alínea a do inciso I e no inciso II do caput do art. 195 da Constituição Federal, e seus acréscimos legais, relativas ao objeto da condenação constante das sentenças que proferir e dos acordos que homologar. (Redação dada pela Lei n. 9.958, de 12/01/2000) Ademais, a Súmula 368 do TST traz os seguintes dados: JURISPRUDÊNCIA Súmula n. 368 do TST I – A Justiça do Trabalho é competente para determinar o recolhimento das contribuições fiscais. A competência da Justiça do Trabalho, quanto à execução das contribuições previdenciárias, limita-se às sentenças condenatórias em pecúnia que proferir e aos valores, objeto de acordo homologado, que integrem o salário de contribuição. II – É do empregador a responsabilidade pelo recolhimento das contribuições previdenciárias e fiscais, resultantes de crédito do empregado oriundo de condenação judicial. A culpa do empregador pelo inadimplemento das verbas remuneratórias, contudo, não exime a responsabilidade do empregado pelos pagamentos do imposto de renda devido e da contribuição previdenciária que recaia sobre sua quota-parte. III – Os descontos previdenciários relativos à contribuição do empregado, no caso de ações trabalhistas, devem ser calculados mês a mês, de conformidade com o art. 276, § 4º, do Decreto n. 3.048/1999 que regulamentou a Lei n. 8.212/1991, aplicando-se as alíquotas previstas no art. 198, observado o limite máximo do salário de contribuição. IV – Considera-se fato gerador das contribuições previdenciárias decorrentes de créditos trabalhistas reconhecidos ou homologados em juízo, para os serviços prestados até 04/03/2009, inclusive, o efetivo pagamento das verbas, configurando-se a mora a partir do dia dois do mês seguinte ao da liquidação (art. 276, caput, do Decreto n. 3.048/1999). Eficácia não retroativa da alteração legislativa promovida pela Medida Provisória n. 449/2008, posteriormente convertida na Lei n. 11.941/2009, que deu nova redação ao art. 43 da Lei n. 8.212/91. V – Para o labor realizado a partir de 05/03/2009, considera-se fato gerador das contribuições previdenciárias decorrentes de créditos trabalhistas reconhecidos ou homologados em juízo a data da efetiva prestação dos serviços. Sobre as contribuições previdenciárias não recolhidas a partir da prestação dos serviços incidem juros de mora e, uma vez apurados os créditos previdenciários, aplica-se multa a partir do exaurimento do prazo de citação para pagamento, se descumprida a obrigação, observado o limite legal de 20% (art. 61, § 2º, da Lei n. 9.430/96). O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para ADRIANO PRUDENTE DE OLIVEIRA - 14882695642, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.gran.com.br https://www.gran.com.br 10 de 98gran.com.br DIrEITo ProcEssuaL Do TrabaLho Liquidação e Execução Trabalhista – Parte I Gustavo Deitos VI – O imposto de renda decorrente de crédito do empregado recebido acumuladamente deve ser calculado sobre o montante dos rendimentos pagos, mediante a utilização de tabela progressiva resultante da multiplicação da quantidade de meses a que se refiram os rendimentos pelos valores constantes da tabela progressiva mensal correspondente ao mês do recebimento ou crédito, nos termos do art. 12-A da Lei n. 7.713, de 22/12/1988, com a redação conferida pela Lei n. 13.149/2015, observado o procedimento previsto nas Instruções Normativas da Receita Federal do Brasil. CLT Art. 879, § 1º-B As partes deverão ser previamente intimadas para a apresentação do cálculo de liquidação, inclusive da contribuição previdenciária incidente. (Incluído pela Lei n. 10.035, de 2000) Aqui está a regra mencionada anteriormente: deve-se intimar as partes para que elas apresentem os cálculos de liquidação de sentença. O juiz pode dar a primeira oportunidade para a reclamada ou para o reclamante. É mais comum dar-se a primeira oportunidade à reclamada. O reclamante, depois, terá prazo para se manifestar sobre a legitimidade dos cálculos apresentados. Todavia, a complexidade dos cálculos pode ser considerável a ponto de que o juiz, diretamente, nomeie perito contábil para tanto. Esta é a regra do § 6º, que voltaremos a citar em seguida. CLT Art. 879, § 2º Elaborada a conta e tornada líquida, o juízo deverá abrir às partes prazo comum de oito dias para impugnação fundamentada com a indicação dos itens e valores objeto da discordância, sob pena de preclusão. (Redação dada pela Lei n. 13.467, de 2017) Há duas situações em que as partes serão intimadas para manifestação sobre a conta de liquidação: • Quando uma das partes apresentar os cálculos, a outra deverá ser intimada para se manifestar sobre eles; • Quando um perito elaborar os cálculos, ambas as partes deverão ser intimadas para se manifestar, em prazo comum de 8 dias. Agora, vamos entender a regra do prazo para manifestação. Esta regra foi inserida pela Reforma Trabalhista, modificando-se, portanto, a regra antiga, que sempre tinha sido muito cobrada em provas de concursos. Por isso, esta nova regra merece muita atenção e abordagem em detalhes. O juiz DEVERÁ dar prazo às partes para manifestação. Não se trata de faculdade, e sim de obrigação do juiz. Antes da alteração, esse prazo era em tese facultativo. Agora, é obrigatório. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para ADRIANO PRUDENTE DE OLIVEIRA - 14882695642, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.gran.com.br https://www.gran.com.br 11 de 98gran.com.br DIrEITo ProcEssuaL Do TrabaLho Liquidação e Execução Trabalhista – Parte I Gustavo Deitos O prazo é de 8 dias. Esse prazo é COMUM ÀS PARTES. Isso significa que todas as partes do processo deverão se manifestar em um prazo de 8 dias que será contado, para todas elas, no mesmo interstício temporal. Antes da Reforma, esse prazo era “sucessivo”, e prazos sucessivos só começam a correr para uma parte quando terminam de correr para outra. O prazo comum é diferente: corre ao mesmo tempo para todas as partes. Grave o prazo: 8 dias. Antes das alterações da Lei n. 13.467/2017, o prazo era diferente. Se a parte, intimada para se manifestar sobre a conta de liquidação, deixar de se manifestar, haverá preclusão do direito de denunciar incorreções e ilegitimidades no cálculo apresentado. Isso quer dizer que, passado o prazo de 8 dias, a parte não mais poderá discutir a conta, mas somente executar o valor que nela constar. Não há como deixar de memorizar os seguintes elementos nucleares deste parágrafo, de enorme tendênciaadvocatícios de 10%, previstos no art. 523, § 1º, do CPC em caso de não pagamento da execução não se aplicam ao processo do trabalho, eis que a CLT já apresenta parâmetros próprios a serem observados em tal contexto. Certo. 038. 038. (2013/CESPE/TELEBRAS/ESPECIALISTA EM GESTÃO DE TELECOMUNICAÇÕES/ADVOGADO) Uma empresa entendeu ser devedora de determinado crédito a um ex-empregado. Para honrar seu compromisso, promoveu demanda à altura. Considerando essa situação hipotética, julgue o item subsequentes. Caso seja aviado recurso, o efeito será devolutivo e propiciará execução até a penhora do bem ofertado pelo devedor. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para ADRIANO PRUDENTE DE OLIVEIRA - 14882695642, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.gran.com.br https://www.gran.com.br 90 de 98gran.com.br DIrEITo ProcEssuaL Do TrabaLho Liquidação e Execução Trabalhista – Parte I Gustavo Deitos A questão apresentou a regra geral: os recursos trabalhistas detém, como regra, efeito meramente devolutivo, o que possibilita a execução provisória, que é assim caracterizada por se limitar à penhora, sem expropriação de bens, que deve ocorrer, como regra, somente na execução definitiva. Certo. 039. 039. (2013/CESPE/TELEBRAS/ESPECIALISTA EM GESTÃO DE TELECOMUNICAÇÕES/ADVOGADO) Considerando uma demanda ajuizada na justiça do trabalho que tenha valor declarado, na inicial, de R$ 27.210,00, julgue o item a seguir. A execução do julgado que reconhecer algum direito será promovida de ofício. Embora originalmente certo o gabarito, por ser a questão anterior à Reforma Trabalhista, hoje ela é errada, eis que a execução não mais pode ser promovida de ofício (a menos que o trabalhador não seja assistido por advogado – art. 878 da CLT). Errado. 040. 040. (2013/CESPE/TRT-10ª REGIÃO (DF E TO)/ANALISTA JUDICIÁRIO/ÁREA JUDICIÁRIA) No que concerne à execução, julgue o item a seguir. A matéria de defesa em sede de embargos à execução é restrita às alegações de cumprimento da decisão ou do acordo, quitação ou prescrição da dívida. A questão cobrou a literalidade do art. 884, § 1º, da CLT. Certo. 041. 041. (2012/CESPE/BANCO DA AMAZÔNIA/TÉCNICO CIENTÍFICO/DIREITO) Na execução trabalhista, garantido o juízo, as partes irresignadas com a homologação dos cálculos podem apresentar embargos à execução. Os embargos à execução são uma peça processual utilizável pelo executado. O exequente, por sua vez, deve valer-se da chamada “impugnação à sentença de liquidação”. Errado. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para ADRIANO PRUDENTE DE OLIVEIRA - 14882695642, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.gran.com.br https://www.gran.com.br 91 de 98gran.com.br DIrEITo ProcEssuaL Do TrabaLho Liquidação e Execução Trabalhista – Parte I Gustavo Deitos 042. 042. (2010/CESPE/TRT-21ª REGIÃO(RN)/TÉCNICO JUDICIÁRIO/ÁREA ADMINISTRATIVA) Com relação ao processo do trabalho, julgue o item que se seguem. A execução provisória, que será feita por meio de carta de sentença, é cabível toda vez que a decisão exarada ainda pender de recurso desprovido de efeito suspensivo. Outra questão que cobrou a regra geral: os recursos trabalhistas detém, como regra, efeito meramente devolutivo, o que possibilita a execução provisória, que é assim caracterizada por se limitar à penhora, sem expropriação de bens, que deve ocorrer, como regra, somente na execução definitiva. Certo. 043. 043. (2010/CESPE/TRT-21ª REGIÃO(RN)/ANALISTA JUDICIÁRIO/ÁREA ADMINISTRATIVA) Considere que um trabalhador tenha ingressado com ação na justiça do trabalho, declarando como valor da demanda importe superior a R$ 20.450,00. Com base nessa informação, julgue o item a seguir. Oferecendo a reclamada o depósito recursal como garantia da dívida apurada nos autos e após a penhora do depósito, deve ser facultado à reclamada o prazo de oito dias para interposição de embargo à execução. Os embargos à execução são opostos em 5 dias, inclusive na hipótese narrada na questão. Errado. 044. 044. (2009/CESPE/SEAD-SE(FPH)/PROCURADOR) A respeito do direito processual do trabalho, julgue o item seguinte. Um exemplo de título executivo extrajudicial previsto na CLT é o termo de ajuste de conduta firmado perante o Ministério Público do Trabalho. Trata-se de exemplo, inclusive, tipificado na CLT, em seu art. 876. Certo. 045. 045. (2022/FCC/TRT-5ª REGIÃO(BA)/ANALISTA JUDICIÁRIO/ÁREA JUDICIÁRIA) No processo de execução no Processo do Trabalho, após a elaboração da conta de liquidação, é I do juízo abrir às partes prazo II de III dias para impugnação fundamentada. Com base no que prevê a Consolidação das Leis do Trabalho, as lacunas I, II e III se preenchem correta e respectivamente com O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para ADRIANO PRUDENTE DE OLIVEIRA - 14882695642, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.gran.com.br https://www.gran.com.br 92 de 98gran.com.br DIrEITo ProcEssuaL Do TrabaLho Liquidação e Execução Trabalhista – Parte I Gustavo Deitos a) dever – comum – 5 b) faculdade – comum – 10 c) dever – comum – 8 d) dever – sucessivo – 8 e) faculdade – sucessivo – 10 A banca limitou-se a cobrar a regra do art. 879, § 2º, da CLT. Letra c. 046. 046. (2022/FCC/TRT-22ª REGIÃO(PI)/TÉCNICO JUDICIÁRIO/ÁREA ADMINISTRATIVA) Maribela, representada por advogado, teve êxito em reclamação trabalhista ajuizada em face de seu ex-empregador, que foi condenado ao pagamento de diferenças salariais decorrentes de redução das comissões, de adicional noturno e horas extras pela supressão parcial do intervalo intrajornada. Transitada em julgado a decisão, nos termos da CLT, a) a execução poderá ser promovida de ofício pelo juiz, tendo em vista a natureza alimentar das verbas trabalhistas deferidas em sentença. b) Maribela deverá dar início à execução, no prazo de seis meses, sob pena de incidência da prescrição intercorrente. c) as partes deverão ser previamente intimadas para a apresentação do cálculo de liquidação, inclusive da contribuição previdenciária incidente. d) o juiz deverá remeter o processo para o setor de cálculos, que fará a liquidação da condenação, abrangendo o valor das contribuições previdenciárias devidas. e) a execução deverá ser promovida na Vara Especializada em Execuções, que é o órgão que detém competência para tal fase processual. A letra “c” reproduz a regra do art. 879, § 1º-B, da CLT. No mais, era relevante conhecer a regra de que, se o reclamante é representado por advogado, é proibida a execução de ofício pelo juiz (art. 878 da CLT). As alternativas “d” e “e” não têm fundamento legal. Cabe ressaltar que não ocorre prescrição intercorrente pela simples omissão quanto ao início da execução. Nesse caso, ocorreria prescrição da pretensão executiva. Letra c. 047. 047. (2022/FCC/TRT-23ª REGIÃO(MT)/TÉCNICO JUDICIÁRIO/ÁREA ADMINISTRATIVA) Tornada líquida a sentença trabalhista transitada em julgado, que condenou a empresa Verdes Mares Turismo Marítimo Ltda. a pagar o valor lá expresso a Epaminondas, conforme previsão da Consolidação das Leis do Trabalho, o juiz do trabalho O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para ADRIANO PRUDENTE DE OLIVEIRA - 14882695642, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.gran.com.br https://www.gran.com.br 93 de 98gran.com.br DIrEITo ProcEssuaL Do TrabaLho Liquidação e Execução Trabalhista – Parte I Gustavo Deitos a) deveráabrir às partes prazo comum de 8 dias para impugnação fundamentada, com a indicação dos itens e valores objeto da discordância, sob pena de preclusão. b) deverá abrir às partes prazo de 8 dias para impugnação fundamentada, com a indicação dos itens e valores objeto da discordância, sob pena de preclusão, iniciando-se pelo autor. c) deverá abrir às partes prazo comum de 10 dias para impugnação fundamentada, com a indicação dos itens e valores objeto da discordância, sob pena de preclusão. d) poderá abrir às partes prazo de 5 dias para impugnação fundamentada, com a indicação dos itens e valores objeto da discordância, sob pena de preclusão, iniciando-se pela executada. e) poderá abrir às partes prazo comum de 8 dias para impugnação fundamentada, com a indicação dos itens e valores objeto da discordância, sob pena de preclusão. A banca limitou-se a cobrar a regra do art. 879, § 2º, da CLT. Letra a. 048. 048. (2023/CESGRANRIO/AGERIO/ADVOGADO) De acordo com os termos postos pela Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), a liquidação de sentença pode ocorrer por cálculo, por arbitramento ou por artigos e abrangerá também o cálculo das contribuições a) interventivas b) fiscais c) pessoais d) previdenciárias e) Econômicas A questão enfoca a regra do art. 879, § 1º-B, da CLT. Letra d. 049. 049. (2022/FCC/TRT-5ª REGIÃO(BA)/ANALISTA JUDICIÁRIO/ÁREA JUDICIÁRIA/OFICIAL DE JUSTIÇA AVALIADOR FEDERAL) Sócrates, executado em uma ação trabalhista promovida por sua ex-empregada doméstica Hera teve a sentença contra si transitada em julgado protestada em cartório após 10 dias do término do prazo para a garantia do juízo que não ocorreu, por determinação judicial, atendendo o juiz pedido da defesa da exequente. Nos termos da Consolidação das Leis do Trabalho, a decisão está a) incorreta, eis que tal inscrição em cartório de protesto só pode ocorrer após o prazo de 45 dias da citação do executado. b) correta, na medida em que tem o executado prazo de 48 horas para pagar a execução ou garantir o juízo, sendo que não havendo tal providência o juiz pode efetivar medidas mais constritivas como a narrada, em prol do crédito alimentar. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para ADRIANO PRUDENTE DE OLIVEIRA - 14882695642, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.gran.com.br https://www.gran.com.br 94 de 98gran.com.br DIrEITo ProcEssuaL Do TrabaLho Liquidação e Execução Trabalhista – Parte I Gustavo Deitos c) correta, na medida em que tem o executado prazo de 72 horas para pagar a execução ou garantir o juízo, sendo que não havendo tal providência o juiz pode efetivar medidas mais constritivas como a narrada, em prol do crédito alimentar. d) incorreta, eis que tal inscrição em cartório de protesto só pode ocorrer após o prazo de 30 dias da citação do executado. e) correta, na medida em que tem o executado prazo de 72 horas para pagar a execução ou garantir o juízo, sendo que não havendo tal providência o juiz pode efetivar medidas mais constritivas como a narrada, em prol do crédito alimentar. A cobrança da questão é totalmente restrita ao art. 883-A, caput, da CLT. Letra a. 050. 050. (2022/FCC/TRT-9ª REGIÃO(PR)/ANALISTA JUDICIÁRIO/ÁREA JUDICIÁRIA) Considere: I – Após a garantia do juízo, com depósito ou penhora de bens, terá o executado 5 dias para apresentar embargos, iniciando-se ao exequente o prazo de 8 dias para apresentar impugnação à sentença de liquidação. II – A exigência da garantia do juízo ou penhora não se aplica às entidades filantrópicas. III – É aceito no processo de execução trabalhista o seguro-garantia judicial como forma de garantia do juízo. Com base na CLT, está correto o que se afirma APENAS em a) I e II. b) II e III. c) III. d) I e III. e) II. I – Errada. O art. 884 da CLT dispõe que o prazo para a impugnação do exequente é igual ao dos embargos (5 dias). II – Certa. É a regra do art. 884, § 6º, da CLT. III – Certa. O art. 882 da CLT autoriza tal substituição. Letra b. 051. 051. (2022/FCC/TRT-14ª REGIÃO(RO E AC)/ANALISTA JUDICIÁRIO/ÁREA JUDICIÁRIA) Na execução trabalhista em que é executada a Creche Abraça Coração, entidade filantrópica, o Juiz do Trabalho homologou os cálculos de liquidação do exequente no valor de R$ 10.000,00. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para ADRIANO PRUDENTE DE OLIVEIRA - 14882695642, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.gran.com.br https://www.gran.com.br 95 de 98gran.com.br DIrEITo ProcEssuaL Do TrabaLho Liquidação e Execução Trabalhista – Parte I Gustavo Deitos Após fazer uso do bloqueio on-line de contas, foi penhorado o valor de R$ 1.000,00, tendo interesse a executada em interpor embargos à execução. De acordo com a CLT, a a) executada poderá interpor os embargos à execução imediatamente, pois a exigência da garantia da execução ou penhora de bens no valor do débito não se aplica às entidades filantrópicas. b) executada poderá interpor os embargos à execução imediatamente, desde que faça um depósito judicial ou nomeie bens à penhora no valor dos R$ 9.000,00 faltantes para garantia da execução. c) exequente deve informar ao Juízo meios para prosseguimento da execução e perseguir a constrição dos R$ 9.000,00 faltantes e, somente após ter conseguido, a executada poderá ingressar com os embargos à execução. d) executada poderá ingressar com os embargos à execução imediatamente em relação à penhora dos R$ 1.000,00. Havendo, porventura, a penhora de novos valores ou bens, deverá ingressar com novos embargos à execução. e) executada poderá interpor os embargos à execução imediatamente, desde que faça um depósito judicial ou nomeie bens à penhora no valor de R$ 4.000,00, uma vez que as entidades filantrópicas devem garantir a execução na porcentagem de 50% do valor do débito. A dispensa das entidades filantrópicas de garantirem a execução, para oposição de embargos, consta do art. 884, § 6º, da CLT. Letra a. 052. 052. (2024/FGV/OAB/42º EXAME DE ORDEM UNIFICADO) Em 2024, o Juiz proferiu sentença ilíquida em reclamação trabalhista, na qual você advoga para o autor, que foi julgada procedente. O feito havia sido ajuizado no final do ano de 2022. O Juízo elaborou e tornou líquida a conta, tendo aberto um prazo para as partes se manifestarem. A parte ré silenciou−se e você apresentou sua impugnação, que não foi acolhida pelo Juiz. Ato contínuo, houve decisão homologatória da sentença de liquidação. As partes foram intimadas. A ré garantiu o juízo e apresentou embargos à execução. Você apresentou impugnação de credor e contraminuta aos embargos à execução apresentados pela ré. Diante desta circunstância, assinale a afirmativa correta. a) Você deverá sustentar em contraminuta aos embargos à execução que a ré apenas poderia questionar a sentença de liquidação por meio dos embargos à penhora. b) Tendo em vista que sua impugnação à conta do juízo foi rejeitada, a matéria atinente à sua impugnação de credor deve ser diversa, não podendo ser renovada a discussão da impugnação à conta de liquidação. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para ADRIANO PRUDENTE DE OLIVEIRA - 14882695642, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.gran.com.br https://www.gran.com.br 96 de 98gran.com.br DIrEITo ProcEssuaL Do TrabaLho Liquidação e Execução Trabalhista – Parte I Gustavo Deitos c) Na sua contraminuta, assim como na impugnação de credor, caberá apenas discutir a matéria relativa às razões pelas quais os valores apurados estariam incorretos, não havendo o que se arguir acerca da não impugnação da ré àconta de liquidação, por ser facultativa. d) Está preclusa a arguição de matérias que impugnam os cálculos homologados em sede de embargos à execução da ré, uma vez que a parte não apresentou impugnação aos cálculos no momento oportuno, cabendo ao advogado do autor formular essa alegação na contraminuta aos embargos da ré. O art. 879, § 2º, da CLT estabelece a pena de preclusão à parte que deixa de impugnar os cálculos no prazo de oito dias nele estabelecido. Logo, não é possível discutir tal matéria em sede de embargos à execução ou outro instrumento posterior, diante da preclusão. Letra d. 053. 053. (2024/FGV/OAB/EXAME DA ORDEM UNIFICADO XLI) Em determinada reclamação trabalhista, o recurso ordinário interposto pela ex-empregadora encontra-se pendente de julgamento e alcança todo o objeto da condenação. Para agilizar o procedimento, o reclamante iniciou a execução provisória do julgado, apresentando os cálculos de liquidação pertinentes, que foram submetidos à análise do adversário, da contadoria do juízo e, depois, homologados por serem reputados corretos. O juiz concedeu 48 horas para que a sociedade empresária depositasse a quantia nos autos, o que foi cumprido. Logo depois o exequente peticionou a liberação do valor homologado a seu favor. Diante desses fatos e do disposto na CLT, assinale a afirmativa correta. a) Inviável a pretensão, porque a execução provisória fica limitada ao bloqueio ou à penhora. b) É possível a liberação, desde que o trabalhador assine um termo de compromisso garantindo que devolverá a quantia caso a decisão seja revertida pelo Tribunal. c) Tendo o crédito trabalhista natureza alimentar, o juiz poderá liberar o valor sem qualquer condição. d) Na Justiça do Trabalho, como regra, os recursos têm efeito suspensivo, de modo que não é possível a execução provisória, havendo evidente falha do juiz. O art. 899 da CLT traz a regra especial da execução até a penhora, que tem por significado, nesse contexto, a efetiva captação (constrição) do patrimônio do devedor. Embora haja diversas ressalvas a respeito dessa limitação na doutrina e na jurisprudência, o examinador trabalhou exclusivamente com a regra legal. Letra a. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para ADRIANO PRUDENTE DE OLIVEIRA - 14882695642, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.gran.com.br https://www.gran.com.br 97 de 98gran.com.br DIrEITo ProcEssuaL Do TrabaLho Liquidação e Execução Trabalhista – Parte I Gustavo Deitos 054. 054. (2024/FGV/OAB/EXAME DA ORDEM UNIFICADO XLI) Tereza ajuizou reclamação trabalhista contra o seu ex-empregador, que foi julgada totalmente procedente, com a concessão de 10% de honorários advocatícios sucumbenciais. Transitado em julgado sem interposição de recurso, o juiz determinou que o calculista da Vara calculasse o valor da dívida. As partes verificaram as contas elaboradas, sem haver discordância. Ocorre que, dez dias depois, sem que o executado ainda tivesse sido citado para pagar a dívida, você, como advogado(a) de Tereza, revisitou os cálculos de liquidação da Contadoria e notou que, por falha involuntária, os honorários advocatícios sucumbenciais não haviam sido incluídos na conta, e que o prazo para impugnação da sentença de liquidação já havia transcorrido. Sobre os honorários advocatícios, considerando os fatos narrados e o que dispõe a CLT, assinale a afirmativa correta. a) O advogado de Tereza perdeu o direito aos honorários. b) O causídico ainda poderá perseguir os honorários, mas deverá fazê-lo em ação própria. c) Os honorários poderão ser incluídos na conta, se houver concordância expressa do executado. d) Os honorários, por se tratar de erro material de cálculo, poderão ser incluídos na conta, mesmo após o prazo para impugnação. Trata-se da regra do art. 897-A, § 1º, da CLT, que impede a incidência de preclusão sobre erros materiais. Logo, como os honorários compõem o título executivo, a simples omissão na sua inclusão não é coberta pela preclusão. Seria diferente se o valor da verba tivesse sido computado, mas em valor diverso daquele que a parte interessada entende correto, caso em que a ausência de impugnação causaria a preclusão, nos termos do art. 879, § 2º, da CLT. Letra d. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para ADRIANO PRUDENTE DE OLIVEIRA - 14882695642, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.gran.com.br https://www.gran.com.br Abra caminhos crie futuros gran.com.br O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para ADRIANO PRUDENTE DE OLIVEIRA - 14882695642, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. art879§1 art879§1a art879§1b art879§2. art879§3 art879§4 art879§5 art879§6 art879§7 art876p.. art877COPY_IS_MOVE art878.COPY_IS_MOVE art878a art11a§1 art11a§2 art880§1 art880§3 __DdeLink__18_893315469 art881 art882.. art883. art525§1 art525§1i art525§1ii art525§1iii art525§1iv art525§1v art525§1vi art525§1vii Sumário Apresentação Liquidação e Execução Trabalhista – Parte I 1. Liquidação de Sentença 2. Fase de Execução 2.1. Teoria Geral da Execução 2.2. Regras Gerais da CLT 3. Embargos à Execução e Impugnação à Sentença de Liquidação 4. Carta de Sentença Questões de Concurso Gabarito Gabarito Comentadode cobrança em provas: DICA Prazo: 8 DIas Prazo COMUM às partes Prazo DEVE ser concedido pelo juiz CLT Art. 879, § 3º Elaborada a conta pela parte ou pelos órgãos auxiliares da Justiça do Trabalho, o juiz procederá à intimação da União para manifestação, no prazo de 10 (dez) dias, sob pena de preclusão. (Redação dada pela Lei n. 11.457, de 2007) § 4º A atualização do crédito devido à Previdência Social observará os critérios estabelecidos na legislação previdenciária. (Incluído pela Lei n. 10.035, de 2000) § 5º O Ministro de Estado da Fazenda poderá, mediante ato fundamentado, dispensar a manifestação da União quando o valor total das verbas que integram o salário-de-contribuição, na forma do art. 28 da Lei n. 8.212, de 24 de julho de 1991, ocasionar perda de escala decorrente da atuação do órgão jurídico. (Incluído pela Lei n. 11.457, de 2007) O § 5º dá margem para que a União deixe de ser intimada em certos casos. Esse “ato fundamentado” do Ministério da Fazenda já existe: é a Portaria n. 582 da Fazenda (pasta que atualmente pertence ao atual Ministério da Economia). Esta Portaria permite que a União não seja intimada quando o valor das contribuições previdenciárias a recolher for inferior a R$ 20.000,00. Veja o que dispõe o art. 1º da Portaria: Portaria n. 582/2013 Art. 1º O Órgão Jurídico da União responsável pelo acompanhamento da execução de ofício das contribuições previdenciárias perante a Justiça do Trabalho poderá deixar de se manifestar quando o valor das contribuições previdenciárias devidas no processo judicial for igual ou inferior a R$ 20.000,00 (vinte mil reais). O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para ADRIANO PRUDENTE DE OLIVEIRA - 14882695642, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.gran.com.br https://www.gran.com.br 12 de 98gran.com.br DIrEITo ProcEssuaL Do TrabaLho Liquidação e Execução Trabalhista – Parte I Gustavo Deitos Portanto, devemos considerar o seguinte: a União somente será intimada quando o valor das contribuições previdenciárias devidas no processo ultrapassar R$ 20.000,00. Sendo intimada, a União terá o prazo de 10 dias para se manifestar sobre o valor devido a título de contribuições previdenciárias, sob pena de preclusão. Perceba que o prazo legal para manifestação da União é diferente (e maior) do prazo legalmente assegurado às partes. PARTES 8 DIAS MANIFESTAÇÃO SOBRE OS CÁLCULOS UNIÃO 10 DIAS MANIFESTAÇÃO SOBRE AS CONTRIBUIÇÕES PREVIDENCIÁRIAS ENVOLVIDAS NOS CÁLCULOS CLT Art. 879, § 6º Tratando-se de cálculos de liquidação complexos, o juiz poderá nomear perito para a elaboração e fixará, depois da conclusão do trabalho, o valor dos respectivos honorários com observância, entre outros, dos critérios de razoabilidade e proporcionalidade. (Incluído pela Lei n. 12.405, de 2011) Aqui está a regra anteriormente citada. Quando a conta da liquidação for complexa, o juiz nomeará perito, que normalmente detém formação em Contabilidade ou Ciências Contábeis. Em alguns casos, o perito nomeado pode possuir formação em Matemática ou, mais raramente, em outros ramos que envolvam ciências exatas. O valor dos honorários do perito contábil não possui um parâmetro tão objetivo quanto o valor dos honorários dos peritos da fase de conhecimento (médicos, engenheiros etc.). Nesse caso, o único parâmetro legalmente fixado é a Razoabilidade e a Proporcionalidade. Esses dois critérios são, verdadeiramente, subjetivos, e o preenchimento deles pode ser diferenciado de juiz para juiz. Mauro Schiavi trata como exemplo de cálculo complexo aquele que envolve integração de salário-utilidade nas demais verbas de natureza salarial, porque esse acréscimo aosalário do reclamante provocaria reflexos no cálculo de horas extras. Logo, as demais verbas (férias e 13º salário, por exemplo) sofreriam um duplo reflexo: de salário-utilidade e de horas extras, sendo que o salário-utilidade seria um reflexo sobre o próprio reflexo de horas extras. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para ADRIANO PRUDENTE DE OLIVEIRA - 14882695642, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.gran.com.br https://www.gran.com.br 13 de 98gran.com.br DIrEITo ProcEssuaL Do TrabaLho Liquidação e Execução Trabalhista – Parte I Gustavo Deitos O § 7º do art. 879 da CLT foi objeto de controle concentrado de constitucionalidade na Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) n. 6021, julgada pelo STF ao final do ano de 2020, em tese finalmente definida ao final do ano de 2021, após o julgamento de embargos de declaração opostos no bojo da ADI. O mesmo dispositivo foi objeto de várias outras ações de controle concentrado de constitucionalidade que tinham os mesmos objetos, como a Ação Declaratória de Constitucionalidade (ADC) n. 58. Portanto, por se tratar de uma grande novidade jurisprudencial, inclusive por ter sido objeto de interpretação por parte do STF, o conhecimento da nova redação do § 7º possui uma importância gigantesca para fins de prova. CLT Art. 879, § 7º A atualização dos créditos decorrentes de condenação judicial será feita pela Taxa Referencial (TR), divulgada pelo Banco Central do Brasil, conforme a Lei n. 8.177, de 1º de março de 1991. (Incluído pela Lei n. 13.467, de 2017) A Lei n. 13.467/2017 (Reforma Trabalhista) inseriu na redação do § 7º do art. 879 da CLT uma disposição que impunha a atualização dos valores da condenação, por sentença ou acórdão, mediante aplicação da Taxa Referencial (TR). A utilização da TR foi muito criticada pela doutrina justrabalhista, em razão de esse índice não proporcionar uma correção real do valor da condenação. Afinal, é comum que a variação da TR fique próxima de 0 (zero). Para fins de contextualização, é importante que você saiba que após a condenação do empregador em primeira instância (na Vara do Trabalho) é possível – e comum – que decorra muito tempo após o processamento de recursos interpostos pelas partes (recurso ordinário ao TRT, recurso de revista ao TST etc.). É para que tal problema seja resolvido que deve existir um índice oficial que atualize/corrija os valores da condenação. Afinal de contas, um suposto montante de R$ 2.000,00, em um ano, não tem o mesmo valor nos anos seguintes, por força da inflação. Em razão de a TR causar esse problema, que, juridicamente, configura vulneração de diversos direitos constitucionais, a Associação Nacional dos Magistrados da Justiça do Trabalho (ANAMATRA) ajuizou a Ação Direta de Inconstitucionalidade n. 6.021 perante o STF, postulando, dentre outras questões, a declaração de inconstitucionalidade do § 7º do art. 879, ou a fixação de interpretação a tal dispositivo conforme a Constituição Federal. Como salientado, havia ainda outras ações de controle concentrado de constitucionalidade que tinham os mesmos objetos, como a ADC 58. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para ADRIANO PRUDENTE DE OLIVEIRA - 14882695642, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.gran.com.br https://www.gran.com.br 14 de 98gran.com.br DIrEITo ProcEssuaL Do TrabaLho Liquidação e Execução Trabalhista – Parte I Gustavo Deitos Em 18/12/2020, o STF julgou a ADI n. 6.021, aplicando a técnica da interpretação conforme a Constituição, de modo a reconhecer a inconstitucionalidade da utilização da Taxa Referencial (TR) como índice de correção monetária dos créditos trabalhistas deferidos em juízo. No entanto, o STF não se limitou a declarar a inconstitucionalidade da TR: firmou uma solução criativa à problemática, a qual deverá ser aplicada pelaJustiça do Trabalho até que o Congresso Nacional apresente novas regras à atualização monetária. Para solucionar o problema, o STF determinou que, a partir de então, devem ser aplicados os seguintes índices: • IPCA-E na fase pré-judicial (enquanto a parte ré não é citada); • Taxa SELIC, a partir da citação da parte ré. O STF esclareceu que tal solução foi adotada de maneira a equiparar o tratamento da correção monetária dos créditos trabalhistas ao tratamento dado às condenações cíveis em geral, na Justiça Comum. Confira, na íntegra, a parte dispositiva do acórdão da ADI n. 6.021: JURISPRUDÊNCIA Decisão: O Tribunal, por maioria, julgou parcialmente procedente a ação, para conferir interpretação conforme à Constituição ao art. 879, § 7º, e ao art. 899, § 4º, da CLT, na redação dada pela Lei 13.467 de 2017, no sentido de considerar que à atualização dos créditos decorrentes de condenação judicial e à correção dos depósitos recursais em contas judiciais na Justiça do Trabalho deverão ser aplicados, até que sobrevenha solução legislativa, os mesmos índices de correção monetária e de juros que vigentes para as condenações cíveis em geral, quais sejam a incidência do IPCA-E na fase pré-judicial e, a partir da citação, a incidência da taxa SELIC (art. 406 do Código Civil), nos termos do voto do Relator, vencidos os Ministros Edson Fachin, Rosa Weber, Ricardo Lewandowski e o Ministro Marco Aurélio, que, preliminarmente, julgava extinta a ação, sem apreciação da matéria de fundo, ante a ilegitimidade ativa da requerente, e, vencido, acompanhava, no mérito, o voto divergente do Ministro Edson Fachin. Por fim, por maioria, o Tribunal modulou os efeitos da decisão, ao entendimento de que (i) são reputados válidos e não ensejarão qualquer rediscussão (na ação em curso ou em nova demanda, incluindo ação rescisória) todos os pagamentos realizados utilizando a TR (IPCA-E ou qualquer outro índice), no tempo e modo oportunos (de forma extrajudicial ou judicial, inclusive depósitos judiciais) e os juros de mora de 1% ao mês, assim como devem ser mantidas e executadas as sentenças transitadas em julgado que expressamente adotaram, na sua fundamentação ou no dispositivo, a TR (ou o IPCA-E) e os juros de mora de 1% ao mês; (ii) os processos em curso que estejam sobrestados na fase de conhecimento (independentemente de estarem com ou sem sentença, inclusive na fase recursal) devem ter aplicação, de forma retroativa, da taxa O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para ADRIANO PRUDENTE DE OLIVEIRA - 14882695642, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.gran.com.br https://www.gran.com.br 15 de 98gran.com.br DIrEITo ProcEssuaL Do TrabaLho Liquidação e Execução Trabalhista – Parte I Gustavo Deitos Selic ( juros e correção monetária), sob pena de alegação futura de inexigibilidade de título judicial fundado em interpretação contrária ao posicionamento do STF (art. 525, §§ 12 e 14, ou art. 535, §§ 5º e 7º, do CPC) e (iii) igualmente, ao acórdão formalizado pelo Supremo sobre a questão dever-se-á aplicar eficácia erga omnes e efeito vinculante, no sentido de atingir aqueles feitos já transitados em julgado desde que sem qualquer manifestação expressa quanto aos índices de correção monetária e taxa de juros (omissão expressa ou simples consideração de seguir os critérios legais), vencidos os Ministros Alexandre de Moraes e Marco Aurélio, que não modulavam os efeitos da decisão. Impedido o Ministro Luiz Fux (Presidente). Presidiu o julgamento a Ministra Rosa Weber (Vice-Presidente). Plenário, 18/12/2020 (Sessão realizada por videoconferência – Resolução n. 672/2020/STF). Sua prova poderá explorar, em questões mais profundas, a forma como o STF modulou os efeitos da decisão que estabeleceu tais critérios. Portanto, acompanhe. Para todos os novos processos e para aqueles que ainda estavam em fase de conhecimento quando do julgamento da ADI 6021, devem ser aplicados os novos critérios (IPCA-E na fase pré-judicial – antes da citação e Taxa Selic na fase judicial – após a citação). Por outro lado, para os processos já transitados em julgado e pendentes de execução, a regra é variável: • Se o título executivo (sentença ou acórdão) tiver feito expressa menção à TR como índice de correção monetária aplicável, deverá este índice ser normalmente aplicado; • Se o título executivo não tiver citado, especificamente, o índice a ser aplicado na fase de liquidação, deverão ser aplicadas as regras definidas na ADI. 2 . FasE DE EXEcuÇÃo2 . FasE DE EXEcuÇÃo De agora em diante, trataremos da fase de execução no direito processual do trabalho. 2 .1 . TEorIa GEraL Da EXEcuÇÃo2 .1 . TEorIa GEraL Da EXEcuÇÃo Em muitos conflitos judiciais, a satisfação de uma obrigação somente é possível quando o réu cumprir alguma obrigação, seja de pagar, fazer ou não fazer alguma coisa. Nem sempre o réu cumpre voluntariamente as obrigações a que está obrigado. Para fazer com que essas obrigações sejam cumpridas, o processo civil dispõe do sistema da execução. Esse sistema é integrado por atos processuais destinados à constrição/bloqueio de bens, à intimação do réu/executado para pagamento, à penhora, à expropriação de bens penhorados e a várias outras ferramentas destinadas à satisfação da obrigação reconhecida no título executivo. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para ADRIANO PRUDENTE DE OLIVEIRA - 14882695642, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.gran.com.br https://www.gran.com.br 16 de 98gran.com.br DIrEITo ProcEssuaL Do TrabaLho Liquidação e Execução Trabalhista – Parte I Gustavo Deitos O que seria um título executivo?O que seria um título executivo? O título executivo é um documento tido como objeto da execução. É o documento que demonstra qual é a obrigação descumprida pelo réu/executado, a qual deve ser cumprida de forma forçada por meio da execução. Obs.: Grave que a execução é um sistema de cumprimento forçado/involuntário das obrigações, com o aval do Estado. Para ser objeto da execução, o título executivo deve ter alguns requisitos. Deve o título executivo ser: • CERTO: O título/documento aponta a existência de uma dívida certa (em dinheiro ou em prestação de fazer ou não fazer). Deve ser, ao menos, identificável a prestação devida pelo devedor. Não deve haver dúvidas, no entanto, sobre a existência da dívida; • LÍQUIDO: É o valor da dívida, o chamado quantum debeatur, ou, ainda, podem ser os bens objeto da obrigação. Da simples leitura do título deve ser possível saber o valor ou os bens devidos pela obrigação; • EXIGÍVEL: A dívida deve estar vencida, e não deve haver condição suspensiva ou termo inicial sobre a dívida. Não pode haver nenhum obstáculo à cobrança do débito. Ainda, não pode a dívida estar prescrita, pois a prescrição torna o débito inexigível pela via judicial. Estes três requisitos são previstos no texto do art. 783 do CPC: Art. 783. A execução para cobrança de crédito fundar-se-á sempre em título de obrigação certa, líquida e exigível. O processo autônomo de execução, ou simplesmente “processo de execução”, é o processo que já se inicia na fase de execução, e nela termina. Todos os atos processuais do processo de execução autônoma destinam-se ao reconhecimento da dívida e à busca pela satisfação dessa dívida de variadas formas. Afinal, por que devemos falar em “execução autônoma”?Afinal, por que devemos falar em “execução autônoma”? É porque o processo de execução autônoma não depende de outro processo para existir. 2 .1 .1 . DIFErENÇas ENTrE o ProcEsso DE EXEcuÇÃo E o cuMPrIMENTo DE sENTENÇa Historicamente, o direito processual brasileiro tinha por regra a necessidadede dois processos judiciais para a integral satisfação de um direito: um processo de conhecimento e um processo de execução. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para ADRIANO PRUDENTE DE OLIVEIRA - 14882695642, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.gran.com.br https://www.gran.com.br 17 de 98gran.com.br DIrEITo ProcEssuaL Do TrabaLho Liquidação e Execução Trabalhista – Parte I Gustavo Deitos • PROCESSO DE CONHECIMENTO: É o conjunto de princípios e regras destinadas à cognição (conhecimento) do conflito de interesses. É o processo responsável pela descoberta da verdade sobre o conflito, mediante coleta de provas, oportunidade de defesa, narração dos fatos, dentre outros fatores, todos destinados a formar o convencimento do juiz sobre a verdade real do conflito de interesses (lide) existente. O objetivo do processo de conhecimento é o esclarecimento do conflito, de modo que o juiz possa sentir e aplicar a solução mais justa possível ao caso concreto. − O processo de conhecimento tem por resultado prático o reconhecimento (cer- tificação) da existência ou inexistência do direito, bem como da maneira como tal direito pode ser exercido e de seus parâmetros de aplicação. • PROCESSO DE EXECUÇÃO: É o conjunto de princípios e regras destinadas a buscar a satisfação de um direito já certificado e reconhecido num processo de conhecimento, ou de um direito que, por preencher alguns requisitos legais, não precisou de um processo de conhecimento para ser satisfeito diretamente. O objetivo do processo de execução é a efetiva entrega de um direito que já é certo. Portanto, todas as regras processuais da execução consistem em meios de forçar o devedor (executado) a entregar o direito do credor (exequente), ou, em alguns casos, de forçar um terceiro a cooperar para que o direito do exequente seja satisfeito. − O processo de execução tem por resultado prático a satisfação do titular do bem jurídico, que tem seu direito “entregue” pelo Estado. No CPC anterior (de 1973), o processo de conhecimento e o de execução ocorriam de forma separada. Deveria existir um processo para cada fase: conhecimento e execução. Esta separação de processos para as duas fases da tutela jurisdicional perdurou até a edição da Lei n. 11.232/2005, que alterou o CPC de 1973 para tornar desnecessária a abertura de um novo processo para a execução de um direito já certificado. A partir de tal mudança, o que antes se conhecia como “processo de conhecimento” e “processo de execução” passou a ser entendido da seguinte maneira: FASE de conhecimento e FASE de execução, dentro de um mesmo processo. O CPC de 2015 apresentou a temática de forma igual à alteração de 2005, adotando a configuração do sincretismo processual, que consiste na unificação das fases de conhecimento e de execução em um só processo, coisa que já havia sido levada a efeito pela Lei n. 11.232/2005. Portanto, atualmente, as fases de conhecimento e de execução não se separam em processos, mas, sim, em fases de um mesmo processo. Trata-se da teoria do sincretismo processual. Essa lógica se estende ao direito processual do trabalho. Na Justiça do Trabalho, as fases de conhecimento e de execução convivem dentro de um único processo. Logo, O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para ADRIANO PRUDENTE DE OLIVEIRA - 14882695642, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.gran.com.br https://www.gran.com.br 18 de 98gran.com.br DIrEITo ProcEssuaL Do TrabaLho Liquidação e Execução Trabalhista – Parte I Gustavo Deitos não é necessário o ajuizamento de duas ações (conhecimento e execução) na Justiça do Trabalho. Nesse ponto, o CPC aplica-se supletiva e subsidiariamente ao direito processual do trabalho, por traduzir modernidade processual, que muito contribui com a finalidade precípua do processo trabalhista e com a concretização de seus princípios, em especial os da simplicidade e da celeridade. Para ilustrar: PROCESSO FASE DE CONHECIMENTO FASE DE EXECUÇÃO Nada melhor que imaginar o processo como uma grande caixa que armazena, em seu interior, as fases de conhecimento e de execução, juntas. O cumprimento de sentença, no processo sincrético, consiste na fase de execução do processo. Portanto, depois que um direito for certificado em ação judicial, não se fala mais em “processo de execução”, mas, sim, em cumprimento de sentença. Obs.: Na Justiça do Trabalho, não é muito comum a nominação da fase executiva como “cumprimento de sentença”. Afinal, essa denominação é típica do direito processual civil. No entanto, é certo que muitas normas próprias do “cumprimento de sentença”, do CPC, aplicam-se ao direito processual do trabalho. Logo, ainda que seja preferível denominar a execução trabalhista da forma tradicional (“execução”), não é errado, tecnicamente, falar em “cumprimento de sentença” na Justiça do Trabalho, já que o sincretismo processual (união das fases de conhecimento e execução em único processo) autoriza essa associação. Esse raciocínio, todavia, não significa que no direito processual brasileiro não exista mais a possibilidade de execuções em processos autônomos. Continuam existindo, após a entrada em vigor do CPC de 2015, certos processos autônomos de execução. A seguir, apresentarei a você as hipóteses em que se deve realizar cumprimento de sentença e aquelas em que se deve abrir processo autônomo de execução. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para ADRIANO PRUDENTE DE OLIVEIRA - 14882695642, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.gran.com.br https://www.gran.com.br 19 de 98gran.com.br DIrEITo ProcEssuaL Do TrabaLho Liquidação e Execução Trabalhista – Parte I Gustavo Deitos A diferença entre a necessidade de cumprimento de sentença e de processo de execução é muito simples: • Haverá cumprimento de sentença quando existir um título executivo judicial. − TÍTULOS EXECUTIVOS JUDICIAIS: São os produzidos com atividade do Poder Ju- diciário (decisões judiciais, acordos homologados pelo juiz). EXEMPLO Uma sentença do juiz de primeira instância é um título executivo judicial, assim como um acórdão de tribunal. − Títulos executivos judiciais, expressamente constantes do art. 876 da CLT, são os seguintes: ◦ Decisões transitadas em julgado ou das quais não tenha havido recurso com efeito suspensivo (art. 876, caput, CLT); ◦ Acordos não cumpridos (art. 876, caput, CLT). • Haverá processo de execução (autônomo, desvinculado de qualquer outro processo) quando existir um título executivo extrajudicial. − TÍTULOS EXECUTIVOS EXTRAJUDICIAIS: São os produzidos sem nenhuma inter- ferência do Poder Judiciário. − No art. 876 da CLT, constam os seguintes títulos extrajudiciais: ◦ Termos de ajuste de conduta firmados perante o Ministério Público do Trabalho; ◦ Termos de conciliação firmados perante as Comissões de Conciliação Prévia. Outros títulos executivos extrajudiciais aceitos na Justiça do Trabalho são previstos no art. 13 da Instrução Normativa n. 39 do TST, que orienta: JURISPRUDÊNCIA Art. 13. Por aplicação supletiva do art. 784, I (art. 15 do CPC), o cheque e a nota promissória emitidos em reconhecimento de dívida inequivocamente de natureza trabalhista também são títulos extrajudiciais para efeito de execução perante a Justiça do Trabalho, na forma do art. 876 e seguintes da CLT. (IN n. 39, TST) Agora, não lhe restam dúvidas sobre as hipóteses de cabimento de cumprimento de sentença e de processo de execução: • CUMPRIMENTO DE SENTENÇA: títulos executivos judiciais (rol do art. 515 do CPC). −O cumprimento de sentença ocorre nos mesmos autos do processo de conhecimen- to, como se fosse o mesmo processo. Trata-se de uma mera separação de fases de um mesmo processo: fase de certificação/conhecimento e fase de cumprimento. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para ADRIANO PRUDENTE DE OLIVEIRA - 14882695642, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.gran.com.br https://www.gran.com.br 20 de 98gran.com.br DIrEITo ProcEssuaL Do TrabaLho Liquidação e Execução Trabalhista – Parte I Gustavo Deitos O cumprimento de sentença é muitas vezes mencionado como fase executiva ou fase de execução. Todavia, não confunda “fase” de execução com “processo” de execução. As duas coisas são muito distintas uma da outra. • PROCESSO DE EXECUÇÃO: títulos executivos extrajudiciais (rol do art. 784 do CPC). − O processo de execução é também conhecido como ação autônoma de execução, ação executiva, execução autônoma e processo autônomo de execução; − Diz-se que o processo de execução é “autônomo” porque pode existir sem que exista um processo anterior de conhecimento. Ele não depende de outro pro- cesso para poder tramitar regularmente. Acerca do processo autônomo de execução, existe uma regra muitíssimo importante, ante sua grande recorrência em questões: a do art. 785 do CPC. Confira o que dispõe o art. 785 do CPC: Art. 785. A existência de título executivo extrajudicial não impede a parte de optar pelo processo de conhecimento, a fim de obter título executivo judicial. Imagine que uma pessoa tenha cópia de um contrato assinado por duas testemunhas (título executivo extrajudicial). Todavia, esta pessoa, já sabendo das várias formas de defesa processual que a parte contrária usará para frustrar a execução, toma uma decisão: a de ajuizar ação de conhecimento (comum) para obter título executivo judicial, em vez de ficar apenas com um título executivo extrajudicial. Na prática, em muitos casos o título executivo judicial passa mais confiança ao juízo, em razão de ter havido atividade decisória sobre a relação jurídica que originou o crédito. Portanto, é perfeitamente possível que uma pessoa, com título executivo extrajudicial, ajuíze ação de conhecimento para conseguir um título executivo judicial (decisão de mérito), a ser efetivado mediante cumprimento de sentença, e não por execução autônoma. EXEMPLO Mesmo um trabalhador que porte cheque que expresse dívida inequivocamente trabalhista pode optar por ajuizar ação trabalhista, a fim de poder promover execução de título executivo judicial (sentença transitada em julgado, que também reconheça aquela dívida). O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para ADRIANO PRUDENTE DE OLIVEIRA - 14882695642, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.gran.com.br https://www.gran.com.br 21 de 98gran.com.br DIrEITo ProcEssuaL Do TrabaLho Liquidação e Execução Trabalhista – Parte I Gustavo Deitos 2 .2 . rEGras GEraIs Da cLT2 .2 . rEGras GEraIs Da cLT As regras gerais sobre a execução trabalhista constam dos artigos 876 a 878-A da CLT, que tratam especialmente dos títulos executivos (decisões e ajustes passíveis de execução), do juízo competente para a execução e dos sujeitos legitimados a promovê-la. Abaixo, apresentarei comentários individualizados a cada artigo pertinente às regras gerais. 2 .2 .1 . TÍTuLos EXEcuTIVos CLT Art. 876. As decisões passadas em julgado ou das quais não tenha havido recurso com efeito suspensivo; os acordos, quando não cumpridos; os termos de ajuste de conduta firmados perante o Ministério Público do Trabalho e os termos de conciliação firmados perante as Comissões de Conciliação Prévia serão executados pela forma estabelecida neste Capítulo. (Redação dada pela Lei n. 9.958, de 12/01/2000) Este artigo enumera os títulos executivos passíveis de execução na Justiça do Trabalho. Ao estudarmos a teoria geral da execução, você viu que “título executivo” é todo documento que, por expressar obrigação a ser cumprida por alguém, pode dar ensejo à execução do devedor diretamente em processo de execução autônoma, sem passar-se pela fase de conhecimento. O título executivo apresenta uma dívida líquida, certa e exigível, com valor incontroverso. O rol do art. 876 da CLT, acima citado, apresenta os seguintes títulos executivos: • Decisões da Justiça do Trabalho transitadas em julgado; • Decisões da Justiça do Trabalho impugnadas por recurso sem efeito suspensivo; • Acordos homologados na Justiça do Trabalho e descumpridos; • Termos de Ajuste de Conduta firmados perante o MPT; • Termos de Conciliação firmados perante a CCP da empresa ou do sindicato. Perceba que essa lista apresenta títulos executivos judiciais e títulos executivos extrajudiciais. • TÍTULOS EXECUTIVOS JUDICIAIS: São os produzidos com atividade do Poder Judiciário (decisões judiciais, acordos homologados pelo juiz); • TÍTULOS EXECUTIVOS EXTRAJUDICIAIS: São os produzidos sem nenhuma interferência do Poder Judiciário (Termos de Ajuste de Conduta, Termos de Conciliação da CCP). Esta lista de títulos executivos, todavia, é exemplificativa. Existem outros títulos que podem ser executados na Justiça do Trabalho, mas que não se fazem presentes no rol do art. 876. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para ADRIANO PRUDENTE DE OLIVEIRA - 14882695642, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.gran.com.br https://www.gran.com.br 22 de 98gran.com.br DIrEITo ProcEssuaL Do TrabaLho Liquidação e Execução Trabalhista – Parte I Gustavo Deitos Outros títulos exequíveis na Justiça do Trabalho são previstos no art. 13 da Instrução Normativa n. 39 do TST: JURISPRUDÊNCIA Art. 13. Por aplicação supletiva do art. 784, I (art. 15 do CPC), o cheque e a nota promissória emitidos em reconhecimento de dívida inequivocamente de natureza trabalhista também são títulos extrajudiciais para efeito de execução perante a Justiça do Trabalho, na forma do art. 876 e segs. da CLT. (IN N. 39, TST) No dia a dia das relações de trabalho, não é tão raro que o empregador ofereça ao empregado pagamento de alguma parcela trabalhista por meio de cheque ou nota promissória, diante de uma realidade econômica supostamente difícil do empregador naquele momento. Cheque e nota promissória são títulos de crédito. Os títulos de crédito, teoricamente, têm as características da autonomia, da literalidade e da cartularidade. Por ser autônomo, o título de crédito pode ser cobrado independentemente de discussão sobre a relação jurídica que motivou a emissão do cheque (como a relação de emprego). Por ser literal, o título de crédito só pode ser cobrado de acordo com o conteúdo que nele está escrito (valores e beneficiários). Pela cartularidade, o título de crédito pertence àquele que estiver em posse da cártula (papel) correspondente ao título (papel do cheque e da nota promissória). Portanto, em atenção a esses fatos, o TST admite a execução de cheque e nota promissória na Justiça do Trabalho, com uma condição: não deve haver nenhuma margem de dúvidas de que o cheque ou a nota promissória destinam-se a pagar dívida trabalhista. Logo, deve constar na própria cártula do título que o valor nele expresso destina-se a quitar certas parcelas trabalhistas. Registre que o cheque e a nota promissória, por serem títulos de crédito produzidos sem interferência do Poder Judiciário, são títulos executivos extrajudiciais. CLT Art. 876, Parágrafo único. A Justiça do Trabalho executará, de ofício, as contribuições sociais previstas na alínea a do inciso I e no inciso II do caputdo art. 195 da Constituição Federal, e seus acréscimos legais, relativas ao objeto da condenação constante das sentenças que proferir e dos acordos que homologar. (Redação dada pela Lei n. 13.467, de 2017) Muito já se veiculou sobre a execução não ser mais de ofício na Justiça do Trabalho, em regra. E isto está correto, inclusive trataremos sobre tal regra em seguida. Todavia, este parágrafo único ainda garante que as Contribuições Previdenciárias sejam executadas de ofício pelo juiz, mesmo que as partes não promovam a execução dos créditos trabalhistas deferidos na condenação. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para ADRIANO PRUDENTE DE OLIVEIRA - 14882695642, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.gran.com.br https://www.gran.com.br 23 de 98gran.com.br DIrEITo ProcEssuaL Do TrabaLho Liquidação e Execução Trabalhista – Parte I Gustavo Deitos A execução de ofício das Contribuições Previdenciárias a cargo do empregado e do empregador só pode ocorrer na Justiça do Trabalho quanto às contribuições decorrentes das verbas trabalhistas deferidas na DECISÃO CONDENATÓRIA, ou no ACORDO HOMOLOGADO perante o juiz. As demais contribuições previdenciárias – como aquelas devidas ao longo da relação de emprego reconhecida – devem ser executadas na Justiça Comum. A Justiça do Trabalho NÃO é competente para executar o INSS devido ao longo do contrato, for a da abrangência da condenação ou do acordo. 2.2.1.1. Execução provisória e definitiva A depender do título executivo, a execução pode ser provisória ou definitiva. Sem maiores segredos, será definitiva a execução quando o título executivo não estiver sujeito a qualquer tipo de alteração ou extinção por parte do Poder Judiciário. É o caso das sentenças transitadas em julgado, sobre as quais não pende nenhum tipo de recurso ou impugnação. Será provisória a execução quando o título executivo, apesar de sua exequibilidade, ainda pode ser alterado ou extinto por decisão judicial posterior. É o caso clássico da sentença do juiz de 1ª instância, que é atacada por recurso ordinário sem efeito suspensivo. Afinal de contas, como regra geral, todos os recursos trabalhistas têm efeito meramente devolutivo, o que possibilita a execução provisória. Nesse caso, pode o reclamante (exequente) executar a sentença desde sua publicação. Todavia, a execução provisória no processo do trabalho tem um limite objetivo: penhora. A execução provisória só pode chegar até a penhora dos bens do executado. Portanto, NÃO É POSSÍVEL que, na execução provisória, ocorra expropriação dos bens penhorados. Tão somente haverá penhora sobre os bens, e a penhora não se confunde com a expropriação. PENHORA: Meio para expropriação (não é a expropriação em si). Não retira o bem da propriedade do executado, mas o impede de alienar o bem, gratuita ou onerosamente, tornando eventual alienação como presumido ato de fraude à execução. EXPROPRIAÇÃO: É a retirada do bem penhorado da propriedade do executado, mediante alienação, adjudicação ou apropriação de frutos e rendimentos (art. 825 do CPC). Veja o que dispõe o art. 899 da CLT: Art. 899. Os recursos serão interpostos por simples petição e terão efeito meramente devolutivo, salvo as exceções previstas neste Título, permitida a execução provisória até a penhora. (Redação dada pela Lei n. 5.442, de 24/05/1968) O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para ADRIANO PRUDENTE DE OLIVEIRA - 14882695642, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.gran.com.br https://www.gran.com.br 24 de 98gran.com.br DIrEITo ProcEssuaL Do TrabaLho Liquidação e Execução Trabalhista – Parte I Gustavo Deitos Há estudos mais aprofundados, inclusive com forte apoio doutrinário, apoiando a aplicabilidade do art. 520 do CPC ao processo do trabalho. Tal artigo permite que a execução provisória possibilite ao exequente, até mesmo, receber o dinheiro devido, em razão da natureza alimentar do crédito trabalhista (art. 521 do CPC). Sobre isso, foi editado o Enunciado n. 112, na 2ª Jornada de Direito Material e Processual do Trabalho: JURISPRUDÊNCIA Os arts. 520 e 521 do CPC são aplicáveis ao processo do trabalho, sendo admitida a liberação de depósito em dinheiro, independentemente de caução (CPC, art. 521, II). (ENUNCIADO N. 112, 2ª Jornada de Direito Material e Processual do Trabalho) O que é cobrado em provas hoje, normalmente, é que a execução provisória no processo do trabalho limita-se à penhora (vai até a penhora). Não obstante, em atenção ao entendimento amplamente defendido na doutrina sobre a possibilidade de haver execução provisória até mesmo com alcance de dinheiro, resolvi trazer a informação acima a você. Só considere no gabarito tal informação se você perceber que, certamente, a banca está tendendo a cobrar do candidato o entendimento do Enunciado n. 112. 2 .2 .2 . coMPETÊNcIa Para a EXEcuÇÃo CLT Art. 877. É competente para a execução das decisões o Juiz ou Presidente do Tribunal que tiver conciliado ou julgado originariamente o dissídio. Na Justiça do Trabalho, competência originária e competência executória coincidem. Para o processo e julgamento das reclamações trabalhistas em geral, é competente a Para o processo e julgamento das reclamações trabalhistas em geral, é competente a Vara do Trabalho do local onde tenha ocorrido a prestação de serviços, certo?Vara do Trabalho do local onde tenha ocorrido a prestação de serviços, certo? Independentemente de quantos recursos sejam interpostos no processo, é a mesma Vara do Trabalho quem terá competência para a fase de execução, com penhoras, expropriações, restrições, bloqueio de bens etc. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para ADRIANO PRUDENTE DE OLIVEIRA - 14882695642, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.gran.com.br https://www.gran.com.br 25 de 98gran.com.br DIrEITo ProcEssuaL Do TrabaLho Liquidação e Execução Trabalhista – Parte I Gustavo Deitos Não será a Vara do Trabalho o órgão competente para a execução em raras exceções, como na ação rescisória e no mandado de segurança, cujo processo e julgamento competem em regra ao TRT, originariamente. CLT Art. 877-A. É competente para a execução de título executivo extrajudicial o juiz que teria competência para o processo de conhecimento relativo à matéria. (Incluído pela Lei n. 9.958, de 25/10/2000) Para entender esta regra, usaremos o exemplo do cheque. EXEMPLO A empresa PPP Ltda resolve pagar as verbas rescisórias do ex-empregado Evandro por meio de cheque, que é uma ordem de pagamento à vista, para desconto imediato. Evandro, feliz, vai ao banco para requerer o pagamento do cheque, mas é informado de que não há fundos para o pagamento. Furioso, Evandro procura um advogado para ajuizar reclamação trabalhista contra a empresa PPP Ltda. Nesse contexto, a matéria que ocasionou o surgimento do título executivo extrajudicial é a dispensa do empregado. Logo, é competente o juiz do trabalho da localidade onde o empregado prestou serviços ao empregador. 2 .2 .3 . LEGITIMIDaDE Para Dar INÍcIo À EXEcuÇÃo CLT Art. 878. A execução será promovida pelas partes, permitida a execução de ofício pelo juiz ou pelo Presidente do Tribunal apenas nos casos em que as partes não estiverem representadas por advogado. (Redação dada pela Lei n. 13.467, de 2017) Parágrafo único. (Revogado) (Redação dada pela Lei n. 13.467, de 2017) Agora, trataremos uma das modificações mais bombásticas da Reforma Trabalhista, que será, com certeza, muito cobrada nas próximas provas. A partir de agora, a regrageral é a seguinte: a execução da decisão condenatória da Justiça do Trabalho deve ser requerida/promovida pela própria parte exequente. Dessa maneira, a execução trabalhista será iniciada mediante petição da parte exequente (normalmente o trabalhador reclamante que ganhou alguma parcela), com requerimento O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para ADRIANO PRUDENTE DE OLIVEIRA - 14882695642, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.gran.com.br https://www.gran.com.br 26 de 98gran.com.br DIrEITo ProcEssuaL Do TrabaLho Liquidação e Execução Trabalhista – Parte I Gustavo Deitos de intimação do reclamado (executado) para pagar as parcelas liquidadas da condenação em 48 horas. Antes da Reforma, o juiz do trabalho podia, de ofício, proferir decisão ordenando o início da execução, com citação da empresa condenada para pagamento do valor devido. Agora, essa regra só persistirá em um único caso específico. O único caso em que o juiz do trabalho poderá, de ofício, dar início à fase de execução é quando o exequente (reclamante) não tem advogado constituído no processo, tendo se valido do jus postulandi para reclamar direitos trabalhistas. EXEMPLO 1) O trabalhador João, representado por seu advogado, postula férias e indenização por danos morais em face de sua ex-empregadora, a sociedade empresária Uzbequistão Ltda. O juiz, na sentença, condena a empresa a pagar as referidas parcelas a João. Nesse caso, a execução só será iniciada se João, representado por seu advogado, requerer o início da execução mediante petição nos autos do processo. 2) Kláudia ajuizou reclamação trabalhista contra a sociedade empresária Ramos Barbearia, postulandi saldo de salário e aviso prévio, verbalmente, na Vara do Trabalho, sem representação por nenhum advogado, por intermédio de servidor da unidade, que reduziu sua reclamação a termo. Na sentença, o juiz julga procedentes os pedidos de Kláudia. Nesse caso, pode o juiz proferir decisão ordenando a citação da sociedade empresária Ramos Barbearia para que pague o valor líquido devido a Kláudia em 48 horas, sob pena de penhora. Para gravar a regra sobre quem promove a execução, veja a ilustração abaixo: EXEQUENTE REPRESENTADO POR ADVOGADO DECISÃO DEFINITIVA (sentença ou acórdão) Exequente apresenta petição requerendo o início da execução JUIZ DETERMINA O INÍCIO DA EXECUÇÃO EXEQUENTE SEM ADVOGADO (JUS POSTULANDI) DECISÃO DEFINITIVA (sentença ou acórdão) JUIZ DETERMINA O INÍCIO DA EXECUÇÃO O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para ADRIANO PRUDENTE DE OLIVEIRA - 14882695642, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.gran.com.br https://www.gran.com.br 27 de 98gran.com.br DIrEITo ProcEssuaL Do TrabaLho Liquidação e Execução Trabalhista – Parte I Gustavo Deitos CLT Art. 878-A. Faculta-se ao devedor o pagamento imediato da parte que entender devida à Previdência Social, sem prejuízo da cobrança de eventuais diferenças encontradas na execução ex officio. (Incluído pela Lei n. 10.035, de 2000) A parte final da redação deste artigo ficou sem sentido diante da alteração realizada sobre o art. 878. O legislador esqueceu-se desta adequação. No final, há referência somente à execução de ofício, que é aquela promovida de ofício pelo juiz, coisa que, agora, só é possível em um caso específico. De qualquer modo, este artigo quer dizer o seguinte: enquanto o executado estiver sendo cobrado, ele pode pagar, desde logo, o valor das contribuições previdenciárias, pelo menos no montante que ele próprio entender incontroverso. EXEMPLO A empresa é condenada a pagar parcelas de natureza salarial de R$ 4.000,00, mas só concorda em pagar R$ 2.000,00, razão que a leva a recorrer. Nesse caso, a empresa pode efetuar o pagamento das contribuições previdenciárias incidentes sobre os R$ 2.000,00 que ela entende incontroversos. As contribuições devidas em razão dos outros R$ 2.000,00 serão cobradas após a confirmação de que são devidos, realmente, R$ 4.000,00. 2 .2 .4 . PrEscrIÇÃo INTErcorrENTE A Reforma Trabalhista trouxe outra grande novidade: instituição da Prescrição Intercorrente no processo do trabalho. Antes da Reforma, o TST não admitia a prescrição intercorrente no processo do trabalho. Por sua vez, o STF a admitia. Essa divergência se evidenciava em duas súmulas, uma de cada Corte, que dispunham em sentidos diretamente contraditórios. Veja: JURISPRUDÊNCIA É inaplicável na Justiça do Trabalho a prescrição intercorrente. (SÚMULA N. 114, TST) O Direito Trabalhista admite a prescrição intercorrente. (SÚMULA N. 327, STF) Não obstante a hierarquia entre os tribunais, prevalecia a regra da Súmula 114 do TST: a prescrição intercorrente não era reconhecida na Justiça do Trabalho. A Reforma Trabalhista (Lei n. 13.467/2017) acabou com esse conflito, instituindo a prescrição intercorrente expressamente na CLT (art. 11-A). Veja: CLT Art. 11-A. Ocorre a prescrição intercorrente no processo do trabalho no prazo de dois anos. (Incluído pela Lei n. 13.467, de 2017) O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para ADRIANO PRUDENTE DE OLIVEIRA - 14882695642, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.gran.com.br https://www.gran.com.br 28 de 98gran.com.br DIrEITo ProcEssuaL Do TrabaLho Liquidação e Execução Trabalhista – Parte I Gustavo Deitos § 1º A fluência do prazo prescricional intercorrente inicia-se quando o exequente deixa de cumprir determinação judicial no curso da execução. (Incluído pela Lei n. 13.467, de 2017) § 2º A declaração da prescrição intercorrente pode ser requerida ou declarada de ofício em qualquer grau de jurisdição. (Incluído pela Lei n. 13.467, de 2017) A prescrição intercorrente só pode ser verificada NA FASE DE EXECUÇÃO. Ademais, a prescrição intercorrente só pode ter início quando o juiz determina ao exequente que se manifeste sobre alguma coisa, ou que apresente alguma coisa, em certo prazo, e o exequente nada fala ou faz. De acordo com Maurício Godinho Delgado, essa “determinação judicial” descumprida pelo exequente, para poder dar início à prescrição intercorrente, deve ser “relativa a ato estritamente pessoal do exequente, sem cuja atuação o fluxo do processo se torna inviável”. EXEMPLO No curso da execução, após não serem encontrados bens penhoráveis do executado, o juiz profere decisão determinando ao exequente que indique meios efetivos de prosseguimento da execução (sugerindo medidas executivas, indicando bens desconhecidos, requerendo a desconsideração da personalidade jurídica etc.), em determinado prazo. A indicação de meios executivos é essencial para o fluxo da execução. Logo, passado esse prazo sem manifestação do exequente, o processo será arquivado, e o prazo de prescrição intercorrente (2 ANOS) começará a ser contado. Passados os dois anos sem nenhuma manifestação do exequente, todos os créditos em execução serão prescritos, e não poderão mais ser exigidos judicialmente. Nunca se esqueça de que a prescrição intercorrente somente ocorre na fase de execução. Se o reclamante ficar inerte às determinações judiciais na fase de conhecimento, o processo será extinto sem resolução do mérito por abandono de causa (art. 485, inciso III, CPC). FASE DE EXECUÇÃO PRESCRIÇÃO INTERCORRENTE FASE DE CONHECIMENTO EXTINÇÃO DO PROCESSO SEM MÉRITO Sempre que o executado verificar que o exequente descumpriu determinação judicial no curso da execução, ele poderá requerer a pronúncia de prescrição intercorrente, devendo o processo ser arquivado e o prazo prescricional contado a partir de então.