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DIREITO DO TRABALHO
Acidente do Trabalho
Livro Eletrônico
Presidente: Gabriel Granjeiro
Vice-Presidente: Rodrigo Calado
Diretor Pedagógico: Erico Teixeira
Diretora de Produção Educacional: Vivian Higashi
Gerente de Produção Digital: Bárbara Guerra
Coordenadora Pedagógica: Élica Lopes
Todo o material desta apostila (incluídos textos e imagens) está protegido por direitos autorais 
do Gran. Será proibida toda forma de plágio, cópia, reprodução ou qualquer outra forma de 
uso, não autorizada expressamente, seja ela onerosa ou não, sujeitando-se o transgressor às 
penalidades previstas civil e criminalmente.
CÓDIGO:
250602258887
 
MARIA RAFAELA
Juíza do trabalho substituta da 7ª Região. Doutoranda em Direito pela Universidade 
do Porto/Portugal. Mestre em Ciências Jurídicas pela Universidade do Porto/Portugal. 
Professora de cursos de pós-graduação na Universidade de Fortaleza - Unifor. 
Palestrante. Professora convidada da Escola Judicial do TRT 7ª Região. Especialista 
em Direito do Trabalho e Processo do Trabalho. Professora de cursos preparatórios 
para concursos públicos. Formadora da Escola de Magistratura do Tribunal de Justiça 
do Estado do Ceará. Cargos desempenhados: foi juíza do trabalho substituta no 
TRT 14ª Região, promotora de justiça titular do MPRO, analista judiciária do TJCE; 
professora concursada do quadro permanente na Universidade Federal de Rondônia; 
professora concursada temporária na Universidade Federal do Ceará. Aprovada em 
outros concursos públicos. Autora de artigos científicos publicados.
O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para ADRIANO PRUDENTE DE OLIVEIRA - 14882695642, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,
a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.
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Acidente do Trabalho 
Maria Rafaela
SUMÁRIO
Apresentação . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 4
Acidente do Trabalho . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 5
1. Acidente do Trabalho . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 5
2. Espécies de Acidente do Trabalho . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 17
3. Disposições Normativas do Acidente de Trabalho . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 21
4. Efeitos Trabalhistas do Acidente de Trabalho . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 23
5. Efeitos Previdenciários do Acidente de Trabalho . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 25
6. CAT e NR 31 . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 31
resumo . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 37
Mapas Mentais . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 39
exercícios . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 41
Gabarito . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 54
Gabarito Comentado . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 55
Anexo . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 85
 
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Acidente do Trabalho 
Maria Rafaela
APreSeNTAÇÃoAPreSeNTAÇÃo
Olá, futuro(a) aprovado(a)!
Tudo bem? Estudando firme e forte? Eu vou me apresentar. Meu nome é Maria Rafaela 
de Castro. Atualmente, sou Juíza do Trabalho Substituta no TRT da 7ª Região, doutoranda 
em Ciências Jurídicas pela Faculdade de Direito do Porto, em Portugal, professora de 
preparatórios e faculdades no Ceará, “a Terra do Sol”, e faço parte do Time do Gran Cursos. 
Registro que estou muito feliz em escrever este livro digital para você atingir o sucesso na 
carreira que sonha.
Eu já fui Juíza no TRT 14, Promotora de Justiça do Estado de Rondônia, analista judiciária, 
professora universitária concursada etc. Em suma, essa apresentação foi para te dizer que 
fui “concurseira raiz” e que é possível (SIM!) passar em concurso.
O mais importante da minha apresentação é te dizer que eu entendo sua dor e pressa 
para ser aprovado em concurso. Também entendo que você quer o máximo de informações 
de forma objetiva e clara, sem rodeios, e quer gabaritar a prova, bem como entender as 
nuances da legislação. Veio ao lugar certo. Eu fiz exatamente o material que eu gostaria 
que meus professores tivessem feito quando estava me preparando para as provas.
Eu e toda a equipe do GRAN estamos aqui para te dar o máximo de dicas, teorias, 
exercícios, respondendo questões de provas anteriores e criando questões inéditas para 
que você surpreenda a banca examinadora, e não o contrário. Nesse ponto, este material 
vai te ajudar a chegar à posse.
No fim do nosso material, existe toda a jurisprudência atualizada sobre o tema, exatamente 
para que você esteja apto para as provas. Não basta saber a legislação; para o seu tipo de 
prova, o conhecimento jurisprudencial é essencial!
Espero que você goste do que vamos estudar e do material a seguir. Por favor: material 
obrigatório! Então, pegue sua xícara de café (ou melhor, uma garrafa térmica gigante), o 
marca-texto, a caneta e se programe para ler tudo o que preparei para você e ficar ligado 
no curso GRAN.
Vamos começar?
Maria Rafaela de Castro
@mrafaela_castro
@juizamariarafaela
 
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Acidente do Trabalho 
Maria Rafaela
ACIDENTE DO TRABALHOACIDENTE DO TRABALHO
1 . ACiDeNTe Do TrAbAlho1 . ACiDeNTe Do TrAbAlho
Acidente do Trabalho é o que ocorre pelo exercício do trabalho a serviço de empresa 
ou de empregador doméstico ou pelo exercício do trabalho dos segurados especiais, 
provocando lesão corporal ou perturbação funcional que cause a morte ou a perda ou 
redução, permanente ou temporária, da capacidade para o trabalho.
DICA
inclui-se o eMPreGADo DoMÉSTiCo no acidente de trabalho .
Conforme dispõe o art. 19 da Lei n. 8.213/91, “acidente de trabalho é o que ocorre pelo 
exercício do trabalho a serviço da empresa ou pelo exercício do trabalho dos segurados 
referidos no inciso VII do art. 11 desta lei, provocando lesão corporal ou perturbação funcional 
que cause a morte ou a perda ou redução, permanenteriscos da operação a executar 
e do produto a manipular.
A Perícia Médica Federal terá acesso aos ambientes de trabalho e a outros locais onde se 
encontrem os documentos referentes ao controle médico de saúde ocupacional e aqueles 
que digam respeito ao programa de prevenção de riscos ocupacionais para verificar a 
eficácia das medidas adotadas pela empresa para a prevenção e o controle das doenças 
ocupacionais.
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O INSS auditará a regularidade e a conformidade das demonstrações ambientais, 
incluindo-se as de monitoramento biológico, e dos controles internos da empresa relativos ao 
gerenciamento dos riscos ocupacionais, de modo a assegurar a veracidade das informações 
prestadas pela empresa e constantes do CNIS, bem como o cumprimento das obrigações 
relativas ao acidente de trabalho.
Sempre que a Perícia Médica Federal constatar o descumprimento, comunicará 
formalmente aos demais órgãos interessados, inclusive para fins de aplicação e cobrança 
da multa devida.
O pagamento pela previdência social das prestações decorrentes do acidente não exclui 
a responsabilidade civil da empresa, do empregador doméstico ou de terceiros.
O INSS ajuizará ação regressiva contra os responsáveis nas hipóteses de: I – negligência quanto 
às normas-padrão de segurança e higiene do trabalho indicadas para proteção individual e 
coletiva; e II – violência doméstica e familiar contra a mulher. Os órgãos de fiscalização das 
relações de trabalho encaminharão à Procuradoria-Geral Federal os relatórios de análise de 
acidentes do trabalho com indícios de negligência quanto às normas-padrão de segurança 
e higiene do trabalho indicadas para proteção individual e coletiva.
LIMBO PREVIDENCIÁRIO: vamos tecer alguns comentários, mas já adiantando que o 
TST entende que cabe ao empregador arcar com os pagamentos enquanto a situação do 
trabalhador se resolve junto com o INSS. A 5ª Turma do Tribunal Superior do Trabalho (TST) 
decidiu que, na hipótese de limbo previdenciário, é do empregado o ônus de demonstrar 
que a empresa recusou a sua volta ao trabalho (RRAg 1000254-19.2018.5.02.0074, DEJT 
04/02/2022).
Define-se quando o empregador, ao comparecer ao trabalho após alta previdenciária, é 
impedido de desempenhar suas atividades sob a justificativa da empresa de que permanece 
incapacitado para o trabalho.
A jurisprudência do TST é de que a discussão quanto ao acerto ou não da alta previdenciária 
não afasta o fato de que, com o fim do benefício, a pessoa fica à disposição do empregador, 
e este, caso entenda que ela não está apta ao serviço, deve pagar os salários devidos até 
que possa ser reinserida no trabalho ou que o auxílio previdenciário seja estabelecido.
Explicando melhor, o LIMBO ocorre quando o obreiro recebe alta do INSS, mas a empresa 
se recusa a aceitá-lo, pois considera que ele ainda está doente e, portanto, não pode aceitá-
lo nos quadros da empresa.
EXEMPLO
Daniel ficou 60 dias recebendo auxílio-doença previdenciário e teve alta do INSS. Então, 
retorna à empresa, mas o setor médico entende que ele está doente. Logo, pede para ele 
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voltar ao INSS. Porém, o INSS reafirma que ele está apto ao retorno. Enquanto essa discussão 
ocorre entre empregador e INSS, Daniel não está recebendo nem salários, nem o benefício 
previdenciário. Quem arcará com sua subsistência? O TST entende que é o empregador. Se 
o INSS estiver errado e for reconhecido esse erro judicialmente, a empresa pode entrar com 
ação de ressarcimento junto ao INSS.
Se o INSS estiver certo e for reconhecido esse acerto judicialmente, a empresa já está 
arcando com a subsistência do obreiro. O que não pode é deixar o obreiro no limbo, no vácuo.
Essa é a discussão do LIMBO PREVIDENCIÁRIO. Fundamento da linha da jurisprudência do TST:
JURISPRUDÊNCIA
A recusa do empregador ao pagamento dos salários, sob o argumento de que é indevida 
a cessação do benefício previdenciário, não se coaduna com os princípios constitucionais 
da dignidade da pessoa e do valor social do trabalho.
Não havendo dúvidas quanto à ocorrência de alta previdenciária, e sendo causa de pedir 
a recusa da empresa à tentativa de retorno ao trabalho, incumbe à reclamante o ônus de 
comprovar tal fato. E, quando comprovado, deve o empregador arcar com os salários e 
demais direitos durante o limbo previdenciário.
Que tal um MAPA MENTAL?
o trabalhador teve alta 
do INSS mas a empresa 
recusa seu retorno
TST – é ônus do 
empregado demonstrar a 
recusa do empregador
o trabalhador fica numa situação 
sem salários e sem benefício 
previdenciário na discussão 
entre empresa e INSS
limbo previdenciário
TST: o empregador deve arcar 
com os salários durante a 
discussão do limbo previdenciário
012. 012. (INÉDITA/2022) O ônus de provar a recusa do empregador quando o obreiro tem a alta 
do INSS é do empregado.
A 5ª Turma do Tribunal Superior do Trabalho (TST) decidiu que, na hipótese de limbo 
previdenciário, é do empregado o ônus de demonstrar que a empresa recusou a sua volta 
ao trabalho (RRAg 1000254-19.2018.5.02.0074, DEJT 04/02/2022).
Certa.
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Por fim, é importante conhecer o FAP. É tratado pelo Decreto n. 6.042/2007 com a 
inclusão do art. 202-A no Regulamento da Previdência Social. No cálculo do FAP, excluem-
se os acidentes de trajeto, por decisão do Conselho Nacional da Previdência Social. No site 
oficial da Previdência Social, conseguimos informação importante para a sua prova objetiva:
O Fator Acidentário de Prevenção – FAP é um multiplicador, atualmente calculado por 
estabelecimento, que varia de 0,5000 a 2,0000, a ser aplicado sobre as alíquotas de 1%, 2% 
ou 3% da tarifação coletiva por subclasse econômica, incidentes sobre a folha de salários das 
empresas para custear aposentadorias especiais e benefícios decorrentes de acidentes de trabalho. 
O FAP varia anualmente. É calculado sempre sobre os dois últimos anos de todo o histórico de 
acidentalidade e de registros acidentários da Previdência Social. Pela metodologia do FAP, as 
empresas que registrarem maior número de acidentes ou doenças ocupacionais, pagam mais.
DICA
É bom conhecer o teor do art . 202 do Decreto n . 3 .049/1999:
Art . 202 . A contribuição da empresa, destinada ao 
financiamento da aposentadoria especial, nos termos dos 
arts . 64 a 70, e dos benefícios concedidos em razão do grau 
de incidência de incapacidade laborativa decorrente dos 
riscos ambientais do trabalho corresponde à aplicação 
dos seguintes percentuais, incidentes sobre o total da 
remuneração paga, devida ou creditada a qualquer título, 
no decorrer do mês, ao segurado empregado e trabalhador 
avulso:
i – Um por cento para a empresa em cuja atividade 
preponderante o risco de acidente do trabalho seja 
considerado leve;
ii – Dois por cento para a empresa em cuja atividade 
preponderante o riscode acidente do trabalho seja 
considerado médio; ou
iii – Três por cento para a empresa em cuja atividade 
preponderante o risco de acidente do trabalho seja 
considerado grave .
6 . CAT e Nr 316 . CAT e Nr 31
A aludida NR que versa sobre a expedição de CAT tem como escopo estabelecer critérios 
para aplicação das diversas espécies de nexo técnico aos benefícios por incapacidade 
concedidos pelo INSS.
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Como vimos, a Perícia Médica do INSS caracterizará tecnicamente o acidente do trabalho 
mediante o reconhecimento do nexo entre o trabalho e o agravo.
A expressão AGRAVO deve ser compreendida como a lesão, a doença, o transtorno de 
saúde, o distúrbio, a disfunção ou a síndrome de evolução aguda, subaguda ou crônica, de 
natureza clínica ou subclínica, inclusive morte, independentemente do tempo de latência.
E, para isso, é preciso ter NEXO TÉCNICO PREVIDENCIÁRIO, o qual podemos classificar 
da seguinte forma, nos termos do art. 3 da aludida NR 31:
Art. 3º O nexo técnico previdenciário poderá ser de natureza causal ou não, havendo três espécies:
I – nexo técnico profissional ou do trabalho, fundamentado nas associações entre patologias e 
exposições constantes das listas A e B do anexo II do Decreto n. 3.048/99;
II – nexo técnico por doença equiparada a acidente de trabalho ou nexo técnico individual, 
decorrente de acidentes de trabalho típicos ou de trajeto, bem como de condições especiais 
em que o trabalho é realizado e com ele relacionado diretamente, nos termos do § 2º do art. 20 
da Lei n. 8.213/91;
III – nexo técnico epidemiológico previdenciário, aplicável quando houver significância estatística 
da associação entre o código da Classificação Internacional de Doenças-CID, e o da Classificação 
Nacional de Atividade Econômica-CNAE, na parte inserida pelo Decreto n. 6.042/07, na lista B 
do anexo II do Decreto n. 3.048/99.
Os agravos associados aos agentes etiológicos ou fatores de risco de natureza profissional 
e do trabalho presentes nas atividades econômicas dos empregadores, cujo segurado tenha 
sido exposto, ainda que parcial e indiretamente, serão considerados doenças profissionais 
ou do trabalho, nos termos dos incisos I e II, art. 20 da Lei n. 8.213/91.
A empresa poderá interpor recurso ao Conselho de Recursos da Previdência Social (CRPS) 
até trinta dias após a data em que tomar conhecimento da concessão do benefício em 
espécie acidentária por nexo técnico profissional ou do trabalho, conforme art. 126 da Lei 
n. 8.213/91, quando dispuser de dados e informações que demonstrem que os agravos não 
possuem nexo técnico com o trabalho exercido pelo trabalhador. ALERTA! Veja esse prazo 
de 30 dias... Guarde no seu coração!
O recurso interposto contra o estabelecimento de nexo técnico com base NÃO TERÁ 
EFEITO SUSPENSIVO!
Os agravos decorrentes de condições especiais em que o trabalho é executado serão 
considerados doenças profissionais ou do trabalho, ou ainda acidentes de trabalho, nos 
termos do § 2º do art. 20 da Lei n. 8.213/91.
A empresa poderá interpor recurso ao CRPS até trinta dias após a data em que tomar 
conhecimento da concessão do benefício em espécie acidentária por nexo técnico por 
doença equiparada a acidente de trabalho ou nexo técnico individual, conforme art. 126 da 
Lei n. 8.213/91, quando dispuser de dados e informações que demonstrem que os agravos 
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não possuem nexo técnico com o trabalho exercido pelo trabalhador. NOVAMENTE O PRAZO 
PARA GUARDAR: 30 DIAS.
 Obs.: OS RECURSOS NÃO TERÃO EFEITO SUSPENSIVO.
Considera-se epidemiologicamente estabelecido o nexo técnico entre o trabalho e o 
agravo, sempre que se verificar a existência de associação entre a atividade econômica da 
empresa, expressa pela CNAE, e a entidade mórbida motivadora da incapacidade, relacionada 
na CID, em conformidade com o disposto na parte inserida pelo Decreto n. 6.042/07 na 
lista B do anexo II do Decreto n. 3.048/99.
A inexistência de nexo técnico epidemiológico não elide o nexo entre o trabalho e 
o agravo, cabendo à perícia médica a caracterização técnica do acidente do trabalho, 
fundamentadamente, sendo obrigatório o registro e a análise do relatório do médico 
assistente, além dos exames complementares que eventualmente o acompanhem.
A perícia médica poderá, se necessário, solicitar as demonstrações ambientais da 
empresa, efetuar pesquisa ou realizar vistoria do local de trabalho ou solicitar o Perfil 
Profissiográfico Previdenciário-PPP, diretamente ao empregador.
A perícia médica do INSS poderá deixar de aplicar o nexo técnico epidemiológico mediante 
decisão fundamentada, quando dispuser de informações ou elementos circunstanciados e 
contemporâneos ao exercício da atividade que evidenciem a inexistência do nexo técnico 
entre o agravo e o trabalho.
A empresa poderá requerer ao INSS, até quinze dias após a data para a entrega da Guia 
de Recolhimento do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço e Informações à Previdência 
Social-GFIP, a não aplicação do nexo técnico epidemiológico ao caso concreto, quando 
dispuser de dados e informações que demonstrem que os agravos não possuem nexo técnico 
com o trabalho exercido pelo trabalhador, sob pena de não conhecimento da alegação em 
instância administrativa, caso não protocolize o requerimento tempestivamente.
Caracterizada a impossibilidade de atendimento motivada pelo não conhecimento 
tempestivo da informação do diagnóstico do agravo, o requerimento poderá ser apresentado 
no prazo de quinze dias da data para entrega da GFIP do mês de competência da realização 
da perícia que estabeleceu o nexo entre o trabalho e o agravo.
Com o requerimento, a empresa formulará as alegações que entender necessárias e 
apresentará a documentação probatória, em duas vias, para demonstrar a inexistência do 
nexo técnico entre o trabalho e o agravo.
A Agência da Previdência Social-APS, mantenedora do benefício, encaminhará o 
requerimento e as provas produzidas à perícia médica, para análise prévia.
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Sempre que a instrução do pedido evidenciar a possibilidade de reconhecimento de 
inexistência do nexo técnico entre o trabalho e o agravo, o segurado será oficiado sobre a 
existência do requerimento da empresa, informando-lhe que poderá retirar uma das vias 
apresentada pela mesma para, querendo, apresentar contrarrazões no prazo de quinze 
dias da ciência do requerimento. CUIDADO COM ESSA MUDANÇA DO PRAZO – QUINZE DIAS 
DA CIÊNCIA DO REQUERIMENTO.
Com as contrarrazões, o segurado formulará as alegações que entender necessárias e 
apresentará a documentação probatória, com o objetivo de demonstrar a existência do 
nexo técnico entre o trabalho e o agravo.
A análise do requerimento e das provas produzidas será realizada pela perícia médica, 
cabendo ao setor administrativo da APS comunicar o resultado daanálise à empresa e 
ao segurado.
Da decisão do requerimento cabe recurso com efeito suspensivo, por parte da empresa 
ou, conforme o caso, do segurado, ao CRPS.
O INSS procederá à marcação eletrônica do benefício no Sistema de Administração de 
Benefícios por Incapacidade-SABI, que estará sob efeito suspensivo, deixando para alterar 
a espécie após o julgamento do recurso pelo CRPS, quando for o caso.
Isso não prejudica o pagamento regular do benefício, desde que atendidos os requisitos 
de carência que permitam a manutenção do reconhecimento do direito ao benefício como 
auxílio-doença previdenciário.
Será considerada apenas a documentação probante que contiver a indicação, assinatura e 
número de registro, anotação técnica, ou equivalente do responsável legalmente habilitado, 
para os respectivos períodos e escopos, perante o conselho de profissão.
O segurado em situação de desemprego, no período de graça, terá todos os direitos 
característicos da forma de filiação de empregado.
A Comunicação de Decisão quanto ao requerimento de benefício por incapacidade 
deverá conter informações sobre:
I – a espécie de nexo técnico aplicada ao benefício, bem como a possibilidade de recurso 
pelo empregador; e
II – a associação entre CNAE e CID, e a conclusão pericial sobre o nexo, em caso de não 
aplicação do NTEP pela perícia médica, bem como a possibilidade de contestação e/ou 
recurso pelo segurado.
A existência de nexo de qualquer espécie entre o trabalho e o agravo não implica o 
reconhecimento automático da incapacidade para o trabalho, que deverá ser definida pela 
perícia médica.
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Reconhecida pela perícia médica do INSS a incapacidade para o trabalho e estabelecido 
o nexo técnico entre o trabalho e o agravo, serão devidas as prestações acidentárias a que 
o beneficiário tenha direito.
Quando dos exames periciais por Pedido de Prorrogação-PP, ou Pedido de Reconsideração-
PR, de benefícios em manutenção, não serão apresentados ao Perito Médico os quesitos sobre 
as espécies de nexo técnico, haja vista que a eventual prorrogação decorre da incapacidade 
para o trabalho, e não da natureza acidentária do agravo.
Os requerimentos de revisão e recurso tempestivos do segurado visando à transformação 
do benefício previdenciário em acidentário serão analisados pela perícia médica e 
operacionalizados no SABI pela ferramenta Revisão Médica.
A perícia médica do INSS, quando constatar indícios de culpa ou dolo por parte do 
empregador, em relação aos benefícios por incapacidade concedidos, deverá oficiar à 
Procuradoria Federal Especializada-INSS, subsidiando-a com evidências e demais meios 
de prova colhidos, notadamente quanto aos programas de gerenciamento de riscos 
ocupacionais, para as providências cabíveis, inclusive para ajuizamento de ação regressiva 
contra os responsáveis, conforme previsto nos arts. 120 e 121 da Lei n. 8.213/91, de modo 
a possibilitar o ressarcimento à Previdência Social do pagamento de benefícios por morte 
ou por incapacidade, permanente ou temporária.
Quando a perícia médica do INSS, no exercício das atribuições que lhe confere a Lei n. 
10.876/04, constatar desrespeito às normas de segurança e saúde do trabalhador, fraude 
ou simulação na emissão de documentos de interesse da Previdência Social, por parte do 
empregador ou de seus prepostos, deverá produzir relatório circunstanciado da ocorrência 
e encaminhá-lo, junto com as evidências e demais meios de prova colhidos, à Procuradoria 
Federal Especializada-INSS para conhecimento e providências pertinentes, inclusive, quando 
cabíveis, representações ao Ministério Público e/ou a outros órgãos da Administração Pública 
encarregados da fiscalização ou controle da atividade.
A perícia médica do INSS representará esta Autarquia nas Comissões Intersetoriais de 
Saúde do Trabalhador-CIST, para garantir a devida articulação entre a política nacional 
de saúde do trabalhador e a sua execução, no tocante à concessão de benefícios por 
incapacidade e reabilitação profissional, nos termos dos arts. 12 e 13 da Lei n. 8.080/90.
A Gerência Regional indicará o servidor Perito Médico no âmbito das CIST estaduais, e 
a Diretoria de Benefícios em relação à CIST nacional.
Os representantes deverão emitir, mensalmente, Relatório de Acompanhamento do 
Controle Social relativo às ações e providências da competência do INSS, bem como sugerir 
as mudanças necessárias à consecução dos objetivos.
A dispensa de vinculação do benefício a uma CAT no Sistema Único de Benefícios, para 
a sua concessão em espécie acidentária, não desobriga a empresa da emissão da mesma, 
conforme previsto nos arts. 19 a 23 da Lei n. 8.213/91.
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Acidente do Trabalho 
Maria Rafaela
Não caberá aplicação de multa, por não emissão de CAT, quando o enquadramento 
decorrer de aplicação do NTEP, conforme disposto no § 5º, art. 22 da Lei n. 8.213/91, redação 
dada pela Lei n. 11.430/06.
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Acidente do Trabalho 
Maria Rafaela
RESUMORESUMO
Acidente de trabalho se caracteriza no exercício profissional e causa lesão corporal ou 
perturbação funcional que provoca a perda ou redução, permanente ou temporária, da 
capacidade para o trabalho, nos termos do art. 19 da Lei n. 8.213/1991.
Doença profissional, assim entendida a produzida ou desencadeada pelo exercício do 
trabalho peculiar a determinada atividade e constante da respectiva relação elaborada 
pelo Ministério do Trabalho e da Previdência Social. Doença do trabalho, assim entendida a 
adquirida ou desencadeada em função de condições especiais em que o trabalho é realizado 
e com ele se relacione diretamente.
GARANTIA PROVISÓRIA NO EMPREGO: bastante cobrada em provas, significa que, pelo prazo 
mínimo de 12 meses após a cessação do auxílio – doença acidentário, independentemente 
da percepção de auxílio – acidente (12 meses, e não 1 ano), o trabalhador não pode ser 
dispensado sem justa causa. Mas a jurisprudência admite a dispensa por justa causa 
ou a pedido.
ACIDENTE DE TRAJETO: é aquele que ocorre no deslocamento casa/trabalho/casa. 
A Jurisprudência do TST tolera alguns pequenos desvios de trajeto e horário, de acordo 
com a proporcionalidade e razoabilidade, como acidentes de trajeto, passível das mesmas 
consequências jurídicas.
Entre 12 de novembro de 2019 e 20 de abril de 2020 vigorou no Brasil a Medida Provisória 
n. 905, que pretendia a descaracterização do acidente que acontece no trajeto entre a 
residência do trabalhador e seu local de trabalho. Acontece que as medidas provisórias 
produzem efeitos precários. Para que continuem vigorando, elas devem ser convertidas em 
lei. No entanto, a MP n. 905 não foi convertida em lei. Desse modo, os acidentes de trajeto 
ocorridos entre 12 de novembro de 2019 e 20 de abril de 2020 não são considerados acidentes 
de trabalho, pois a MP n. 905 estava em vigor nesse período e excluía a possibilidade de talcaracterização. Porém, os acidentes de trajeto anteriores e posteriores àquele período são 
equiparados ao acidente de trabalho.
A Comunicação de Acidente de Trabalho (CAT) é um documento emitido para reconhecer 
tanto um acidente de trabalho ou de trajeto como uma doença ocupacional.
O empregado submetido a contrato de trabalho por tempo determinado goza da garantia 
provisória de emprego decorrente de acidente de trabalho.
Não havendo dúvidas quanto à ocorrência de alta previdenciária, e sendo causa de pedir 
a recusa da empresa à tentativa de retorno ao trabalho, incumbe à reclamante o ônus de 
comprovar tal fato. E, quando comprovado, deve o empregador arcar com os salários e 
demais direitos durante o limbo previdenciário.
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Acidente do Trabalho 
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Equiparam-se também ao acidente de trabalho, para efeitos da referida lei: acidentes 
em viagem a serviço da empresa, inclusive para estudo quando financiada por seus planos 
para melhor capacitação da mão de obra, independentemente do meio de locomoção 
utilizado, inclusive veículo de propriedade do segurado.
O inciso XXVIII do art. 7º da Constituição da República prevê que o “seguro” contra 
acidentes do trabalho não exclui a indenização a que está o empregador obrigado, quando 
incorrer em dolo ou culpa. O recebimento de uma verba não exclui ou reduz a outra. Pela 
mesma razão, o valor do benefício previdenciário não pode ser compensado em caso de 
condenação das empresas em indenizar os prejuízos materiais ou morais sofridos pelo 
empregado.
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Acidente do Trabalho 
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MAPAS MENTAISMAPAS MENTAIS
caracteriza no exercício 
profissional
que provoca a perda ou 
redução
causa lesão corporal ou 
perturbação funcional
alteração na capacidade 
do trabalho
Acidente do trabalho 
(conceito)
doença do trabalho acidente típico
doença profissional acidente por 
equiparação
Acidente do trabalho
Doença profissional
Doença do Trabalho
Acidente do 
trabalho
a produzida ou desencadeada pelo exercício 
do trabalho peculiar a determinada atividade e 
constante da respectiva relação elaborada pelo 
Ministério do Trabalho e da Previdência Social
a adquirida ou desencadeada em função 
de condições especias em que o trabalho é 
realizado e com ele se relacione diretamente.
típico
atípico
Acidente do 
trabalho
conceito: acontece no horário de trabalho e 
no local de trabalho.
conceito: pode ser observado ao longo do 
tempo, mesmo que já esteja distante do 
ambiente laboral.
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Acidente do Trabalho 
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doença do trabalho acidente típico
doença profissional acidente por 
equiparação
Acidente do trabalho
em contrato por prazo 
indeterminado
Não pode ser dispensado 
sem justa causa
pode ser dispensado por 
justa causa e o TST admite 
o pedido de demissão como 
renúncia do acidentado.
Garantia provisória 
do acidentado
12 meses após a alta 
do benefício pelo INSS
em contrato por prazo 
determinado
somente quando existe 
afastamento por mais de 15 dias
o trabalhador teve alta 
do INSS mas a empresa 
recusa seu retorno
TST – é ônus do 
empregado demonstrar a 
recusa do empregador
o trabalhador fica numa situação 
sem salários e sem benefício 
previdenciário na discussão 
entre empresa e INSS
limbo previdenciário
TST: o empregador deve arcar 
com os salários durante a 
discussão do limbo previdenciário
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Acidente do Trabalho 
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EXERCÍCIOSEXERCÍCIOS
001. 001. (INÉDITA/2024) O acidente é identificado por meio de um dos possíveis nexos: Nexo 
Técnico Profissional/Trabalho, Nexo Técnico Epidemiológico Previdenciário – NTEP ou Nexo 
Técnico por Doença Equiparada a Acidente do Trabalho. Foi implementado em 2007, com 
o objetivo de coibir as subnotificações dos acidentes de trabalho. Sobre o Nexo Técnico 
Epidemiológico Previdenciário (NTEP), pode-se compreendê-lo como:
a) ferramenta usada pela perícia médica do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) para 
identificar quais doenças ou acidentes estão relacionadas estatisticamente com a prática 
de uma determinada atividade profissional.
b) ferramenta usada pela perícia da Justiça do Trabalho para identificar quais doenças ou 
acidentes estão relacionadas estatisticamente com a prática de uma determinada atividade 
profissional.
c) ferramenta usada pela inspeção do Ministério Público do Trabalho para identificar 
quais doenças ou acidentes estão relacionadas estatisticamente com a prática de uma 
determinada atividade profissional.
d) ferramenta usada pela perícia médica do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) para 
identificar quais doenças ou acidentes estão relacionadas estatisticamente com a prática 
do acidente de trajeto, ou seja, do caminho feito pelo trabalhador de residência – trabalho 
– residência.
e) ferramenta usada pelas auditorias e inspeções do Ministério Público do Trabalho e do Ministério 
do Trabalho, através dos seus auditores, para identificar quais doenças ou acidentes estão 
relacionadas estatisticamente com a prática de uma determinada atividade profissional.
002. 002. (INÉDITA/2024) Acidente do trabalho é o que ocorre pelo exercício do trabalho a serviço 
de empresa ou de empregador doméstico ou pelo exercício do trabalho dos segurados da 
Previdência Social, provocando lesão corporal ou perturbação funcional que cause a morte 
ou a perda ou redução, permanente ou temporária, da capacidade para o trabalho. Diante 
disso, assinale a alternativa INCORRETA:
a) Considera-se também acidente de trabalho a doença profissional, assim entendida a 
produzida ou desencadeada pelo exercício do trabalho peculiar a determinada atividade e 
constante da respectiva relação elaborada pelo Ministério do Trabalho e da Previdência Social.
b) Não são consideradas como doença do trabalho a doença degenerativa.
c) Equiparam-se também ao acidente do trabalho o acidente ligado ao trabalho que, desde 
que seja a causa única, haja contribuído diretamente para a morte do segurado, para redução 
ou perda da sua capacidade para o trabalho, ou produzido lesão que exija atenção médica 
para a sua recuperação.
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Acidente do Trabalho 
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d) Nos períodos destinados a refeição ou descanso, ou por ocasião da satisfação de outras 
necessidadesfisiológicas, no local do trabalho ou durante este, o empregado é considerado 
no exercício do trabalho.
e) A perícia médica do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) considerará caracterizada 
a natureza acidentária da incapacidade quando constatar ocorrência de nexo técnico 
epidemiológico entre o trabalho e o agravo, decorrente da relação entre a atividade da 
empresa ou do empregado doméstico e a entidade mórbida motivadora da incapacidade 
elencada na Classificação Internacional de Doenças (CID), em conformidade com o que 
dispuser o regulamento.
003. 003. (INÉDITA/2024) CAT é a sigla para Comunicação de Acidente de Trabalho. Trata-se de 
um documento que registra a ocorrência de um acidente de trabalho. Assinale a alternativa 
INCORRETA sobre essa temática:
a) A empresa ou o empregador doméstico deverão comunicar o acidente do trabalho à 
Previdência Social até o primeiro dia útil seguinte ao da ocorrência e, em caso de morte, 
de imediato, à autoridade competente, sob pena de multa variável entre o limite mínimo e 
o limite máximo do salário de contribuição, sucessivamente aumentada nas reincidências, 
aplicada e cobrada pela Previdência Social.
b) A CAT não pode ser emitida pelo próprio acidentado, sendo incumbência do empregador 
ou do sindicato que o trabalhador pertence.
c) Da CAT receberão cópia fiel o acidentado ou seus dependentes, bem como o sindicato a 
que corresponda a sua categoria.
d) Considera-se como dia do acidente, no caso de doença profissional ou do trabalho, a 
data do início da incapacidade laborativa para o exercício da atividade habitual, ou o dia 
da segregação compulsória, ou o dia em que for realizado o diagnóstico, valendo para este 
efeito o que ocorrer primeiro.
e) Na falta de comunicação por parte da empresa, podem formalizá-la a entidade sindical 
competente.
004. 004. (INÉDITA/2024) Acerca dos conceitos básicos de higiene do trabalho e suas relações 
com o ambiente de trabalho, é INCORRETO aduzir:
a) A higiene do trabalho ou higiene ocupacional é um conjunto de medidas preventivas 
relacionadas ao ambiente do trabalho, visando a redução de acidentes do trabalho e doenças 
ocupacionais.
b) Segurança do trabalho é o conjunto de medidas técnicas, médicas e educacionais, 
empregadas para prevenir acidentes, quer eliminando condições inseguras do ambiente de 
trabalho quer instruindo ou convencionando pessoas na implantação de práticas repressivas.
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Acidente do Trabalho 
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c) Acidente do trabalho é o que ocorre pelo exercício do trabalho a serviço da empresa ou 
instituição, provocando lesão corporal ou perturbação funcional que cause a morte, a perda 
ou a redução, permanente ou temporária, da capacidade para o trabalho.
d) A doença ocupacional, produzida ou desencadeada pelo exercício do trabalho peculiar 
a determinada atividade.
e) Doença do trabalho é a adquirida ou desencadeada em função de condições especiais 
em que o trabalho é realizado e com ele se relacione diretamente.
005. 005. (INÉDITA/2024) Doença do trabalho é a adquirida ou desencadeada em função de 
condições especiais em que o trabalho é realizado e com ele se relacione diretamente. 
Considera-se doença do trabalho, por expressa disposição legal:
a) Doença degenerativa, como o diabetes;
b) A inerente a grupo etário, o reumatismo;
c) A que não produza incapacidade laborativa, a miopia;
d) A doença endêmica adquirida por segurado habitante de região em que ela se desenvolva;
e) A doença endêmica resultante de exposição ou contato direto determinado pela natureza 
do trabalho, como a malária, por exemplo.
006. 006. (INÉDITA/2024) Define-se como combinação da probabilidade de ocorrência e da 
gravidade de um determinado evento perigoso:
a) ACIDENTE
b) INCIDENTE
c) RISCO
d) PERIGO
e) DANO
007. 007. (INÉDITA/2024) Daniel, trabalhador na Usina X, quando estava executando suas funções 
de inspetor de estruturas metálicas, caiu de uma altura de 30 metros, vindo a óbito 
imediatamente. A empresa não emitiu a CAT, apenas acionando o seguro para fins de 
cobertura dos danos. A empresa descumpriu o art. 22 da Lei n. 8.213/1991: A empresa ou o 
empregador doméstico deverão comunicar o acidente do trabalho à Previdência Social até 
o primeiro dia útil seguinte ao da ocorrência e, em caso de morte, de imediato, à autoridade 
competente, sob pena de multa variável entre o limite mínimo e o limite máximo do salário 
de contribuição, sucessivamente aumentada nas reincidências, aplicada e cobrada pela 
Previdência Social. Nesse caso, sobre a expedição da CAT, não realizada pela empresa, pode 
ser suprida, sem prejuízo de multa cabível contra o empregador:
a) pelos filhos do trabalhador, dependentes da Previdência Social.
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Acidente do Trabalho 
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b) pela esposa do trabalhador.
c) pelo sindicato.
d) pelo médico da empresa.
e) todas as alternativas estão corretas.
008. 008. (INÉDITA/2024) Sobre noções de biomecânica e fisiologia do trabalho, é incorreto aduzir:
a) A Fisiologia do Trabalho se define como uma disciplina interdisciplinar associada aos 
processos adaptativos na realização de atividades laborais que exigem esforço físico de ordem 
motora, caracterizado por carga de trabalho em cada atividade laboral e de mecanismos 
de controle de riscos para doenças ocupacionais.
b) O tema é tratado exclusivamente pela NR 17, diante do princípio da especialização das 
normas técnicas.
c) Na ergonomia, a estrutura dos processos produtivos se constitui o foco central.
d) As doenças ocupacionais de natureza osteomuscular são decorrentes do levantamento 
de carga, sustentação ou transporte de cargas sem um projeto ergonômico para prevenir 
o manuseio errado das cargas pesadas.
e) A ergonomia quanto à abordagem está voltada para o produto e o processo de produção, 
tratando dos conhecimentos sobre os esforços biomecânicos e fisiológicos realizados pelos 
trabalhadores em atividades laborais.
009. 009. (INÉDITA/2024) A Higiene Ocupacional é a disciplina que vai embasar essas ações, pois 
fornecerá os conhecimentos necessários para que o Técnico em Segurança do Trabalho 
possa pautar suas ações tanto qualitativas como quantitativas. Diante desse conceito, 
assinale a alternativa INCORRETA relacionada ao conceito e extensão:
a) A higiene ocupacional, com seu caráter prevencionista, tem como objetivo fundamental atuar 
nos ambientes de trabalho (e em ambientes afetados), aplicando princípios administrativos, 
de engenharia e de medicina do trabalho no controle e prevenção das doenças ocupacionais.
b) A higiene ocupacional também é denominada higiene industrial ou higiene do trabalho.
c) Pode-se classificar como uma ciência e uma arte que objetiva a antecipação, o 
reconhecimento, a avaliação e o controle dos fatores ambientais e estresses, originados 
nos locais de trabalho.
d) A higiene ocupacional é definida como a prática de identificação de riscos químicos, 
físicos e biológicos, no local de trabalho, que poderiam causar a doença ou desconforto, 
mas não tem condições de avaliar a extensão do risco devido à exposição a estes agentes 
perigosos e seu controle, para prevenir problemas de saúde a longo prazo, mas somente 
os de curto e médio prazo.
e) Pode-se reconhecê-la como a ciência da antecipação,reconhecimento, avaliação e 
controle das condições de trabalho que podem causar lesão nos trabalhadores ou doença.
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Acidente do Trabalho 
Maria Rafaela
010. 010. (FCC/TRT21/ANALISTA/2023) Para que seja reconhecida a estabilidade do trabalhador 
acidentado, é necessário que o empregado fique afastado do trabalho por período superior 
a 15 dias e que receba o auxílio-doença acidentário, salvo se constatada, após a despedida, 
doença profissional que guarde relação de causalidade com a execução do contrato 
de emprego.
011. 011. (FCC/TRT21/ANALISTA/2023) O empregado contratado por prazo determinado não 
goza de estabilidade decorrente de acidente de trabalho, sendo que os efeitos da dispensa, 
no entanto, somente se concretizam após o término do benefício previdenciário.
012. 012. (CESPE/ITAIPU/ADVOGADO/2024) O empregado contratado por prazo determinado 
não goza da garantia provisória de emprego decorrente de acidente do trabalho.
013. 013. (FCC/TRT4/ANALISTA/2022) Um trabalhador sofreu amputação do 2º dedo da mão 
direita ao operar máquina na empresa. Ficou afastado do trabalho por um período de 4 
meses e nesse período recebeu benefício previdenciário. Após recuperação completa da 
cicatrização da amputação, não conseguia realizar a sua atividade de trabalho, que exigia 
a preensão palmar com força, mas poderia realizar outros tipos de atividade na empresa 
que trabalhava, em outro setor e função. Nesse caso o benefício previdenciário que foi 
concedido durante o afastamento e que tem direito a receber após retornar à outra atividade 
de trabalho são, respectivamente, auxílio por incapacidade
a) Temporária previdenciário e reabilitação profissional.
b) Temporária previdenciário e auxílio por incapacidade acidentário.
c) Temporária acidentário e auxílio por incapacidade permanente por acidente de trabalho.
d) Temporária acidentário e auxílio-acidente.
e) Permanente por acidente de trabalho e auxílio-acidente.
014. 014. (FCC/TRT4/ANALISTA/2022) Equiparam-se também ao acidente de trabalho, para 
efeitos da referida lei: As doenças degenerativas e as inerentes ao grupo etário, e que 
produzam incapacidade laborativa.
015. 015. (FCC/TRT4/ANALISTA/2022) Equiparam-se também ao acidente de trabalho, para efeitos 
da referida lei: Acidentes em viagem a serviço da empresa, inclusive para estudo quando 
financiada por seus planos para melhor capacitação da mão de obra, independentemente 
do meio de locomoção utilizado, inclusive veículo de propriedade do segurado.
016. 016. (FCC/TRT4/ANALISTA/2022) Equiparam-se também ao acidente de trabalho, para 
efeitos da referida lei: Acidente sofrido no horário de trabalho, porém fora do local de 
trabalho na resolução de problemas particulares.
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Acidente do Trabalho 
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017. 017. (FCC/TRT4/ANALISTA/2022) Equiparam-se também ao acidente de trabalho, para 
efeitos da referida lei: Agravamento de lesão, resultante de acidente de outra origem, que 
se associe ou superponha às suas consequências.
018. 018. (FCC/TRT4/ANALISTA/2022) Acidente no percurso do local de trabalho para sua 
residência, qualquer que seja o meio de locomoção, mesmo que tenha interrompido seu 
percurso para reunião social com os companheiros de trabalho.
019. 019. (CESPE/PETROBRÁS/ENGENHEIRO/2022) Um pedreiro, em uma escada, fazia 
assentamento de revestimentos cerâmicos na parede, a dois metros e meio de altura, 
quando o degrau da escada quebrou. O pedreiro, ao se desequilibrar, caiu e sofreu escoriações 
nas pernas, o que lhe rendeu afastamento, com retorno, após três dias, às suas atividades 
laborais normais. Com base nessa situação hipotética e na regulamentação aplicável, julgue 
o próximo item. A queda do pedreiro é classificada como acidente impessoal.
020. 020. (CESPE/PETROBRÁS/ENGENHEIRO/2022) Um pedreiro, em uma escada, fazia 
assentamento de revestimentos cerâmicos na parede, a dois metros e meio de altura, 
quando o degrau da escada quebrou. O pedreiro, ao se desequilibrar, caiu e sofreu escoriações 
nas pernas, o que lhe rendeu afastamento, com retorno, após três dias, às suas atividades 
laborais normais. Com base nessa situação hipotética e na regulamentação aplicável, julgue 
o próximo item. A comunicação do acidente à Previdência Social deverá ser efetuada até 
o primeiro dia útil seguinte ao do acidente.
021. 021. (FAURGS/SES-RS/ENGENHEIRO/2022) A Lei n. 8.213, de 24 de julho de 1991, em seu 
art. 19, estabelece que “acidente do trabalho é o que ocorre pelo exercício do trabalho a 
serviço da empresa, ou de empregador doméstico, ou pelo exercício do trabalho do segurado 
especial, provocando lesão corporal ou perturbação funcional, de caráter temporário ou 
permanente”. Nesse contexto, analise as seguintes doenças. A doença profissional, assim 
entendida a produzida ou desencadeada pelo exercício do trabalho peculiar a determinada 
atividade.
022. 022. (FAURGS/SES-RS/ENGENHEIRO/2022) A Lei n. 8.213, de 24 de julho de 1991, em seu 
art. 19, estabelece que “acidente do trabalho é o que ocorre pelo exercício do trabalho a 
serviço da empresa, ou de empregador doméstico, ou pelo exercício do trabalho do segurado 
especial, provocando lesão corporal ou perturbação funcional, de caráter temporário ou 
permanente”. Nesse contexto, analise as seguintes doenças. A doença do trabalho, adquirida 
ou desencadeada em função de condições especiais em que o trabalho é realizado e com 
ele se relacione diretamente.
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Acidente do Trabalho 
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023. 023. (FAURGS/SES-RS/ENGENHEIRO/2022) A Lei n. 8.213, de 24 de julho de 1991, em seu 
art. 19, estabelece que “acidente do trabalho é o que ocorre pelo exercício do trabalho a 
serviço da empresa, ou de empregador doméstico, ou pelo exercício do trabalho do segurado 
especial, provocando lesão corporal ou perturbação funcional, de caráter temporário ou 
permanente”. Nesse contexto, analise as seguintes doenças. A doença degenerativa; a 
inerente a grupo etário; a que não produz incapacidade laborativa são acidentes do trabalho.
024. 024. (FGV/PREFEITURA DE PAULÍNIA/ENGENHEIRO/2021) Relacione os tipos de acidente de 
trabalho às suas respectivas definições.
1. Infortúnio do trabalho originado por causa violenta, súbita e imprevista.
2. Acidente sofrido pelo empregado no percurso da residência para o local de trabalho ou 
vice-versa.
3. Acidente sem danos pessoais, mas que deve ser analisado para que sejam propostas 
medidas para evitar sua repetição.
(  ) � Acidente de trajeto.
(  ) � Acidente tipo.
(  ) � Incidente.
A ordem correta, de cima para baixo, é:
a) 1 – 2 – 3
b) 1 – 3 – 2
c) 2 – 1 – 3
d) 2 – 3 – 1
e) 3 – 1 – 2
025. 025. (INÉDITA/2022) Mesmo quando a empresa fornece o vale-transporte, se o obreiro tiver 
acidente no seu trajeto, caracteriza-se o acidente de trabalho.
026. 026. (VUNESP/PREFEITURA DE JAGUARIÚNA/ENGENHEIRO/2021) Não é mais obrigatória 
a comunicação, ao INSS, doacidente de trajeto, que é aquele sofrido pelo empregado no 
percurso da residência para o local de trabalho ou deste para aquela, qualquer que seja o 
meio de locomoção, inclusive veículo de propriedade do empregado.
027. 027. (VUNESP/PREFEITURA DE JAGUARIÚNA/ENGENHEIRO/2021) De acordo com a legislação 
vigente, se equipara ao acidente de trabalho o acidente sofrido pelo segurado, ainda que 
fora do local e horário de trabalho, na prestação espontânea de qualquer serviço à empresa 
para lhe evitar prejuízo ou proporcionar proveito.
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Acidente do Trabalho 
Maria Rafaela
028. 028. (VUNESP/PREFEITURA DE JAGUARIÚNA/ENGENHEIRO/2021) Para fins previdenciários, 
se considera acidente de trabalho a doença do trabalho, assim entendida aquela produzida 
ou desencadeada pelo exercício do trabalho peculiar a determinada atividade e constante 
da respectiva relação elaborada pelo Ministério do Trabalho e da Previdência Social.
029. 029. (VUNESP/PREFEITURA DE JAGUARIÚNA/ENGENHEIRO/2021) Em conformidade com a 
NBR 14.280, norma brasileira da Associação Brasileira de Normas Técnicas – ABNT, acidente 
de trabalho é a ocorrência imprevista e indesejável, de caráter instantâneo e traumático, 
relacionada com o exercício do trabalho, de que resulte ou possa resultar lesão pessoal.
030. 030. (INSTITUTO UNIFIL/PREFEITURA DE TUPUASSI/TÉCNICO DE SEGURANÇA DO 
TRABALHO/2021) Conforme Decreto n. 3.048/1999, Art. 336, deve-se emitir a CAT sempre 
que for ____________________ e com a finalidade de ____________________.
a) Informar que a ocorrência de uma doença clínica no trabalho/ manter o INSS informado.
b) Comunicar acidentes de trânsito/ prover o pagamento do benefício ao empregado.
c) Comunicar o acidente à Previdência Social/ fins estatísticos e epidemiológicos.
d) Avisar os sobre os riscos ocupacionais previstos em PPRA que podem gerar acidentes/ 
prevenir fiscalização do INSS.
031. 031. (CEV/URCA/PREFEITURA DE CRATO/TÉCNICO EM SEGURANÇA DO TRABALHO/2021) A 
empresa é obrigada a informar à Previdência Social todos os acidentes de trabalho ocorridos 
com seus empregados, mesmo que não haja afastamento das atividades, até o primeiro 
dia útil seguinte ao da ocorrência.
032. 032. (CEV/URCA/PREFEITURA DE CRATO/TÉCNICO EM SEGURANÇA DO TRABALHO/2021) 
A CAT inicial irá se referir a acidente de trabalho típico, trajeto, doença profissional, do 
trabalho ou óbito imediato.
033. 033. (CEV/URCA/PREFEITURA DE CRATO/TÉCNICO EM SEGURANÇA DO TRABALHO/2021) Se a 
empresa não fizer o registro da CAT, o próprio trabalhador poderá efetivar o registro junto 
à Previdência Social, evitando a possibilidade da aplicação da multa à empresa.
034. 034. (CEV/URCA/PREFEITURA DE MILAGRES/TÉCNICO EM SEGURANÇA DO TRABALHO/2021) 
Acidente típico é aquele decorrente de evento súbito e violento, no qual se constata 
facilmente o dano e nexo com o trabalho, relacionando-se com as condições ambientais 
em que o trabalho é executado ou decorrente do próprio exercício da função.
035. 035. (CEV/URCA/PREFEITURA DE MILAGRES/TÉCNICO EM SEGURANÇA DO TRABALHO/2021) 
Doença do trabalho é aquela adquirida ou desencadeada em função de condições especiais 
em que o trabalho é realizado e com ele se relaciona diretamente.
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Acidente do Trabalho 
Maria Rafaela
036. 036. (CEV/URCA/PREFEITURA DE MILAGRES/TÉCNICO EM SEGURANÇA DO TRABALHO/2021) 
Incapacidade laborativa é a incapacidade do acidentado de voltar a desempenhar as funções 
específicas em sua atividade, em virtude de alteração provocada por acidente ou doença.
037. 037. (SELECON/EMGEPRON/TÉCNICO/2021) A definição para acidente de trabalho vem a ser: 
É o que ocorre pelo exercício do trabalho a serviço da empresa, ou ainda, pelo exercício do 
trabalho dos segurados especiais, desde que não provoque lesão corporal ou perturbação 
funcional que cause a morte, a perda ou redução da capacidade para o trabalho, permanente 
ou temporário.
038. 038. (INÉDITA/2022) Acidente de trabalho é a ocorrência imprevista e indesejável, de caráter 
instantâneo e traumático, relacionada com o exercício do trabalho, de que resulte ou possa 
resultar lesão pessoal.
039. 039. (INÉDITA/2022) Constitui contravenção penal, punível com multa, deixar a empresa 
de cumprir as normas de segurança e higiene do trabalho.
040. 040. (VUNESP/CODEN-SP/TÉCNICO/2021) A empresa ou o empregador doméstico deverão 
comunicar o acidente do trabalho à Previdência Social em até 48h (quarenta e oito horas) 
após a ocorrência e, em caso de morte, de imediato, à autoridade competente.
041. 041. (VUNESP/CODEN-SP/TÉCNICO/2021) Todos os eventos relativos à segurança e saúde 
dos trabalhadores que impliquem ônus para o INSS ou impactem o Fator Acidentário 
Previdenciário – FAP deverão ser comunicados à Previdência Social, excetuando-se o 
acidente de trajeto.
042. 042. (VUNESP/CODEN-SP/TÉCNICO/2021) Na falta de comunicação por parte da empresa, 
podem formalizá-la o próprio acidentado, seus dependentes, a entidade sindical competente, 
o médico que o assistiu ou qualquer autoridade pública, não prevalecendo nestes casos o 
prazo previsto para a empresa.
043. 043. (VUNESP/CODEN-SP/TÉCNICO/2021) Para fins previdenciários, não são consideradas 
como doença do trabalho a doença degenerativa; aquela inerente a grupo etário; aquela 
que não produza incapacidade laborativa e a doença endêmica adquirida por segurado 
habitante de região em que ela se desenvolva, salvo comprovação de que é resultante de 
exposição ou contato direto determinado pela natureza do trabalho.
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Acidente do Trabalho 
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044. 044. (VUNESP/CODEN-SP/TÉCNICO/2021) Não obstante a adoção do NTEP – Nexo Técnico 
Estatístico Previdenciário, a implementação de políticas públicas na prevenção de acidentes 
de trabalho é dificultada pela prática sistemática da subnotificação na comunicação do 
acidente e da doença relacionada ao trabalho, que não impliquem afastamento do segurado 
por período superior a quinze dias.
045. 045. (OMNI/CONDERG-SP/TÉCNICO/2021) __________________ é uma ocorrência que tem 
potencial de ocasionar um acidente de trabalho, isto é, um fato que ainda não gerou danos 
a nenhum colaborador e muito menos para a empresa, porém, é capaz de desencadear 
consequências mais graves, caso seja negligenciado. Marque alternativa CORRETA que 
completa o espaço acima.
a) Incidente de trabalho.
b) Doenças Ocupacionais.
c) Acidente de trabalho.
d) Acidente ambiental.
046. 046. (GS ASSESSORIA E CONCURSO/PREFEITURA DE IRATI/AGENTE ADMINISTRATIVO/2021) 
Segurança do Trabalho é um conjunto de medidas de precaução utilizadas com o intuito 
de proteger os colaboradores de uma empresa e diminuir eventuais perigos de ocorrência 
de acidentes de trabalho e doenças ocupacionais. O objetivo é oferecer um ambiente de 
trabalho benéfico para que os afazeres laborais sejam alcançados da melhor maneira 
possível. NÃO é considerado acidente de trabalho:
a) Acidentesocorridos durante as viagens a trabalho ou para participar de programas de 
capacitação promovidos pelo empregador.
b) Negligência, imprudência ou imperícia de colegas de trabalho ou de terceiros, no exercício 
das atividades laborais.
c) Acidentes ocorridos fora das dependências da empresa em que o trabalhador não esteja 
a serviço do empregador.
d) Acidentes sofridos no percurso da empresa para a residência do trabalhador e vice-versa.
e) Agressão física de colegas ou de terceiros no exercício das atividades laborais.
047. 047. (INSTITUTO EXCELÊNCIA/PREFEITURA DE TAUBATÉ/TÉCNICO DE SEGURANÇA DO 
TRABALHO/2019) CAT (Comunicação de Acidente de Trabalho) é um formulário que a empresa 
deverá preencher comunicando o acidente do trabalho, ocorrido com seu empregado, havendo 
ou não afastamento. A comunicação será feita ao INSS por intermédio do formulário CAT, 
preenchido em _____ vias. Assinale a alternativa que preenche corretamente a lacuna.
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Acidente do Trabalho 
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Alternativas
a) cinco
b) seis
c) três
d) Nenhuma das alternativas.
048. 048. (INSTITUTO EXCELÊNCIA/PREFEITURA DE TAUBATÉ/TÉCNICO DE SEGURANÇA DO 
TRABALHO/2019) Relacione as ocorrências com cada tipo de CAT (Comunicação de Acidente 
de Trabalho).
1) Acidente do trabalho, típico ou de trajeto, ou doença profissional ou do trabalho.
2) Reinício de tratamento ou afastamento por agravamento de lesão de acidente do trabalho 
ou doença profissional ou do trabalho, já comunicado anteriormente ao INSS.
3) Falecimento decorrente de acidente ou doença profissional ou do trabalho, ocorrido 
após a emissão da CAT inicial.
(  ) � CAT comunicação de óbito.
(  ) � CAT reabertura.
(  ) � CAT inicial.
Assinale a sequência CORRETA.
a) 3, 1, 2.
b) 3, 2, 1.
c) 2, 1, 3.
d) Nenhuma das alternativas.
049. 049. (CESPE/PREFEITURA DE BARRA DOS COQUEIROS/CONDUTOR DE AMBULÂNCIAS/2020) 
No tocante à emissão de CAT, assinale a opção correta, a partir da situação hipotética 
apresentada no texto 36A1-I.
a) Cabe exclusivamente à autoridade policial a emissão da CAT.
b) Na falta de emissão da CAT pelo responsável, o acidentado deverá exigi-la judicialmente.
c) Na falta de emissão da CAT pelo responsável, poderá o próprio trabalhador acidentado 
emiti-la.
d) Em caso de acidente do trabalho que resulte na morte do trabalhador, a CAT deve ser 
emitida até o primeiro dia útil seguinte.
e) Cabe exclusivamente à autoridade médica a emissão da CAT.
050. 050. (CESPE/SEED-PR/PROFESSOR/2021) Em caso de morte, o empregador deverá comunicar 
o acidente do trabalho à Previdência Social até o primeiro dia útil seguinte ao da ocorrência.
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Acidente do Trabalho 
Maria Rafaela
051. 051. (CESPE/SEED-PR/PROFESSOR/2021) A CAT deve ser emitida apenas após a confirmação 
do nexo de causalidade entre o trabalho e o agravo.
052. 052. (CESPE/SEED-PR/PROFESSOR/2021) A empresa poderá exigir do próprio acidentado 
ou do médico que o tiver assistido a emissão da CAT.
053. 053. (FEPESE/PREFEITURA DE FLORIANÓPOLIS/TÉCNICO EM SEGURANÇA/2019) A Comunicação 
de Acidente de Trabalho (CAT) é um documento emitido para reconhecer tanto um acidente 
de trabalho ou de trajeto bem como uma doença ocupacional. A CAT de comunicação de 
óbito só pode ser emitida após o registro da CAT inicial.
054. 054. (FEPESE/PREFEITURA DE FLORIANÓPOLIS/TÉCNICO EM SEGURANÇA/2019) Em acidentes 
com casos de morte, a CAT pode realizada no máximo em até 3 dias úteis.
055. 055. (FEPESE/PREFEITURA DE FLORIANÓPOLIS/TÉCNICO EM SEGURANÇA/2019) A CAT é 
opcional nos casos de acidentes que não resultem em afastamentos das atividades do 
trabalhador.
056. 056. (FAPEC/UFMS/ODONTÓLOGO/2018) O acidente de trabalho é informado por meio de 
um documento denominado:
a) Laudo pericial.
b) Comunicação de acidente de trabalho.
c) Relatório de acidente de trabalho.
d) Parecer técnico.
e) Relatório de exame médico periódico.
057. 057. (OBJETIVA/PREFEITURA DE CASCAVAL/TÉCNICO DE SEGURANÇA/2020) A CAT é um 
documento emitido para reconhecer tanto um acidente de trabalho ou de trajeto quanto 
uma doença ocupacional.
058. 058. (FUNDEP/HRTN-MG/MÉDICO/2019) Os acidentes de trabalho podem ser classificados 
em acidente típico (decorrente diretamente da atividade profissional exercida), acidente 
de trajeto (ocorre no trajeto entre a residência e o local de trabalho) e doença profissional 
(desencadeada pelo exercício de determinada atividade específica).
059. 059. (FUNDEP/HRTN-MG/MÉDICO/2019) A empresa é obrigada a informar à Previdência 
Social todos os acidentes de trabalho ocorridos com seus empregados, mesmo que não 
haja afastamento das atividades, até o primeiro dia útil seguinte ao da ocorrência, exceto 
nos casos de morte, onde a comunicação deverá ser imediata.
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Acidente do Trabalho 
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060. 060. (FURB/PREFEITURA DE TIMBÓ/MÉDICO DO TRABALHO/2019) A CAT deve ser gerada, 
exclusivamente, pelo médico da empresa.
061. 061. (FURB/PREFEITURA DE TIMBÓ/MÉDICO DO TRABALHO/2019) Sobre a emissão da CAT 
(Comunicação de Acidente de Trabalho), analise as afirmativas abaixo e identifique a(s) 
corretas(s): Deve ser aberta quando há adoecimento decorrente do trabalho ou quando 
há agravamento de doença preexistente.
062. 062. (CESPE/EMBASA/ANALISTA/2010) De acordo com a legislação, não será caracterizada 
como acidente de trabalho a agressão física sofrida pelo trabalhador, dentro da empresa, 
durante o intervalo do almoço.
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Acidente do Trabalho 
Maria Rafaela
GABARITOGABARITO
1. a
2. c
3. b
4. b
5. e
6. c
7. e
8. b
9. d
10. C
11. E
12. E
13. d
14. E
15. C
16. E
17. C
18. E
19. E
20. C
21. C
22. C
23. E
24. c
25. C
26. E
27. C
28. E
29. C
30. c
31. C
32. C
33. C
34. E
35. E
36. C
37. E
38. C
39. C
40. E
41. E
42. C
43. C
44. C
45. a
46. c
47. c
48. b
49. c
50. E
51. E
52. E
53. C
54. E
55. E
56. b
57. C
58. E
59. C
60. E
61. E
62. E
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Acidente do Trabalho 
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GABARITO COMENTADOGABARITO COMENTADO
001. 001. (INÉDITA/2024) O acidente é identificado por meio de um dos possíveis nexos: Nexo 
Técnico Profissional/Trabalho, Nexo Técnico Epidemiológico Previdenciário – NTEP ou Nexo 
Técnico por Doença Equiparada a Acidente doTrabalho. Foi implementado em 2007, com 
o objetivo de coibir as subnotificações dos acidentes de trabalho. Sobre o Nexo Técnico 
Epidemiológico Previdenciário (NTEP), pode-se compreendê-lo como:
a) ferramenta usada pela perícia médica do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) para 
identificar quais doenças ou acidentes estão relacionadas estatisticamente com a prática 
de uma determinada atividade profissional.
b) ferramenta usada pela perícia da Justiça do Trabalho para identificar quais doenças ou 
acidentes estão relacionadas estatisticamente com a prática de uma determinada atividade 
profissional.
c) ferramenta usada pela inspeção do Ministério Público do Trabalho para identificar 
quais doenças ou acidentes estão relacionadas estatisticamente com a prática de uma 
determinada atividade profissional.
d) ferramenta usada pela perícia médica do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) para 
identificar quais doenças ou acidentes estão relacionadas estatisticamente com a prática 
do acidente de trajeto, ou seja, do caminho feito pelo trabalhador de residência – trabalho 
– residência.
e) ferramenta usada pelas auditorias e inspeções do Ministério Público do Trabalho e 
do Ministério do Trabalho, através dos seus auditores, para identificar quais doenças ou 
acidentes estão relacionadas estatisticamente com a prática de uma determinada atividade 
profissional.
O Nexo Técnico Epidemiológico Previdenciário (NTEP) é uma ferramenta usada pela perícia 
médica do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) para identificar quais doenças ou 
acidentes estão relacionadas estatisticamente com a prática de uma determinada atividade 
profissional. A alternativa A está correta. Além disso, está em conformidade com a Lei n. 
8.213/1991:
Art. 21-A. A perícia médica do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) considerará caracterizada a 
natureza acidentária da incapacidade quando constatar ocorrência de nexo técnico epidemiológico 
entre o trabalho e o agravo, decorrente da relação entre a atividade da empresa ou do empregado 
doméstico e a entidade mórbida motivadora da incapacidade elencada na Classificação 
Internacional de Doenças (CID), em conformidade com o que dispuser o regulamento.
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Acidente do Trabalho 
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A alternativa B está errada, pois ocorre no âmbito do INSS. A alternativa C está incorreta, 
pois ocorre no âmbito do INSS. A alternativa D está errada, pois não é usado para acidente 
de trajeto, mas sim para identificar doenças ou acidentes relacionadas com a atividade 
profissional. A alternativa E está errada, pois ocorre no âmbito do INSS.
Letra a.
002. 002. (INÉDITA/2024) Acidente do trabalho é o que ocorre pelo exercício do trabalho a serviço 
de empresa ou de empregador doméstico ou pelo exercício do trabalho dos segurados da 
Previdência Social, provocando lesão corporal ou perturbação funcional que cause a morte 
ou a perda ou redução, permanente ou temporária, da capacidade para o trabalho. Diante 
disso, assinale a alternativa INCORRETA:
a) Considera-se também acidente de trabalho a doença profissional, assim entendida a 
produzida ou desencadeada pelo exercício do trabalho peculiar a determinada atividade 
e constante da respectiva relação elaborada pelo Ministério do Trabalho e da Previdência 
Social.
b) Não são consideradas como doença do trabalho a doença degenerativa.
c) Equiparam-se também ao acidente do trabalho o acidente ligado ao trabalho que, desde 
que seja a causa única, haja contribuído diretamente para a morte do segurado, para redução 
ou perda da sua capacidade para o trabalho, ou produzido lesão que exija atenção médica 
para a sua recuperação.
d) Nos períodos destinados a refeição ou descanso, ou por ocasião da satisfação de outras 
necessidades fisiológicas, no local do trabalho ou durante este, o empregado é considerado 
no exercício do trabalho.
e) A perícia médica do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) considerará caracterizada 
a natureza acidentária da incapacidade quando constatar ocorrência de nexo técnico 
epidemiológico entre o trabalho e o agravo, decorrente da relação entre a atividade da 
empresa ou do empregado doméstico e a entidade mórbida motivadora da incapacidade 
elencada na Classificação Internacional de Doenças (CID), em conformidade com o que 
dispuser o regulamento.
O assunto é tratado pela Lei n. 8.213/1991 que trata sobre acidente de trabalho. A alternativa 
a) Certa. Em conformidade com a lei em comento:
Art. 20. Consideram-se acidente do trabalho, nos termos do artigo anterior, as seguintes 
entidades mórbidas:
I – doença profissional, assim entendida a produzida ou desencadeada pelo exercício do trabalho 
peculiar a determinada atividade e constante da respectiva relação elaborada pelo Ministério 
do Trabalho e da Previdência Social.
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Acidente do Trabalho 
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b) Certa. Conforme a lei:
Art. 20, § 1º Não são consideradas como doença do trabalho:
a) a doença degenerativa (…).
c) Errada. Na medida em que o acidente não precisa ser a causa única, conforme se estabelece 
na lei e a assertiva contraria a legislação:
Art. 21. Equiparam-se também ao acidente do trabalho, para efeitos desta Lei:
I – o acidente ligado ao trabalho que, embora não tenha sido a causa única, haja contribuído 
diretamente para a morte do segurado, para redução ou perda da sua capacidade para o trabalho, 
ou produzido lesão que exija atenção médica para a sua recuperação (…).
d) Certa. Conforme a legislação:
Art. 20, IV, §1ºNos períodos destinados a refeição ou descanso, ou por ocasião da satisfação de 
outras necessidades fisiológicas, no local do trabalho ou durante este, o empregado é considerado 
no exercício do trabalho.
e) Certa. Está em conformidade com a Lei:
Art. 21-A. A perícia médica do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) considerará caracterizada a 
natureza acidentária da incapacidade quando constatar ocorrência de nexo técnico epidemiológico 
entre o trabalho e o agravo, decorrente da relação entre a atividade da empresa ou do empregado 
doméstico e a entidade mórbida motivadora da incapacidade elencada na Classificação 
Internacional de Doenças (CID), em conformidade com o que dispuser o regulamento.
Letra c.
003. 003. (INÉDITA/2024) CAT é a sigla para Comunicação de Acidente de Trabalho. Trata-se de 
um documento que registra a ocorrência de um acidente de trabalho. Assinale a alternativa 
INCORRETA sobre essa temática:
a) A empresa ou o empregador doméstico deverão comunicar o acidente do trabalho à 
Previdência Social até o primeiro dia útil seguinte ao da ocorrência e, em caso de morte, 
de imediato, à autoridade competente, sob pena de multa variável entre o limite mínimo e 
o limite máximo do salário de contribuição, sucessivamente aumentada nas reincidências, 
aplicada e cobrada pela Previdência Social.
b) A CAT não pode ser emitida pelo próprio acidentado, sendo incumbência do empregador 
ou do sindicato que o trabalhador pertence.
c) Da CAT receberão cópia fiel o acidentado ou seus dependentes, bem como o sindicato a 
que corresponda a sua categoria.
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d) Considera-se como dia do acidente, no caso de doença profissional ou do trabalho, a 
data do início da incapacidade laborativa para o exercício da atividade habitual, ou o dia 
da segregação compulsória, ou o dia em que for realizado o diagnóstico, valendo para este 
efeito o que ocorrer primeiro.
e) Na falta de comunicação por parte da empresa, podem formalizá-la a entidade sindical 
competente.
O tema é tratado pela Lei n. 8.213/1991 e, assim, a alternativa A está de acordo com essa lei:
Art. 22. A empresa ou o empregador doméstico deverão comunicar o acidente do trabalho à 
Previdência Social até o primeiro dia útil seguinte ao da ocorrência e, em caso de morte, de 
imediato, à autoridade competente, sob pena de multa variável entre o limite mínimo e o limite 
máximo do salário de contribuição, sucessivamente aumentada nas reincidências, aplicada e 
cobrada pela Previdência Social.
b) Errada. É amplo o número de pessoas que pode emitir a CAT, inclusive o trabalhador e 
seus dependentes, como, por exemplo se expõe na lei:
Art. 22, § 2º Na falta de comunicação por parte da empresa, podem formalizá-la o próprio 
acidentado, seus dependentes, a entidade sindical competente, o médico que o assistiu ou 
qualquer autoridade pública, não prevalecendo nestes casos o prazo previsto neste artigo.
c) Certa. Conforme a lei:
Art. 22, §1º Da comunicação a que se refere este artigo receberão cópia fiel o acidentado ou 
seus dependentes, bem como o sindicato a que corresponda a sua categoria.
d) Certa. Corresponde à lei:
Art. 23. Considera-se como dia do acidente, no caso de doença profissional ou do trabalho, 
a data do início da incapacidade laborativa para o exercício da atividade habitual, ou o dia da 
segregação compulsória, ou o dia em que for realizado o diagnóstico, valendo para este efeito 
o que ocorrer primeiro.
e) Certa. Nos termos da lei:
Art. 22, § 2º Na falta de comunicação por parte da empresa, podem formalizá-la o próprio 
acidentado, seus dependentes, a entidade sindical competente, o médico que o assistiu ou 
qualquer autoridade pública, não prevalecendo nestes casos o prazo previsto neste artigo.
§ 3º A comunicação a que se refere o § 2º não exime a empresa de responsabilidade pela falta 
do cumprimento do disposto neste artigo.
Letra b.
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Acidente do Trabalho 
Maria Rafaela
004. 004. (INÉDITA/2024) Acerca dos conceitos básicos de higiene do trabalho e suas relações 
com o ambiente de trabalho, é INCORRETO aduzir:
a) A higiene do trabalho ou higiene ocupacional é um conjunto de medidas preventivas 
relacionadas ao ambiente do trabalho, visando a redução de acidentes do trabalho e doenças 
ocupacionais.
b) Segurança do trabalho é o conjunto de medidas técnicas, médicas e educacionais, 
empregadas para prevenir acidentes, quer eliminando condições inseguras do ambiente de 
trabalho quer instruindo ou convencionando pessoas na implantação de práticas repressivas.
c) Acidente do trabalho é o que ocorre pelo exercício do trabalho a serviço da empresa ou 
instituição, provocando lesão corporal ou perturbação funcional que cause a morte, a perda 
ou a redução, permanente ou temporária, da capacidade para o trabalho.
d) A doença ocupacional, produzida ou desencadeada pelo exercício do trabalho peculiar 
a determinada atividade.
e) Doença do trabalho é a adquirida ou desencadeada em função de condições especiais 
em que o trabalho é realizado e com ele se relacione diretamente.
a) Certa. Tendo em vista que a higiene no trabalho consiste em combater as doenças 
profissionais. A higiene no trabalho consiste em combater as doenças profissionais. É 
o conjunto de medidas técnicas, médicas e educacionais, empregadas para prevenir 
acidentes, quer eliminando condições inseguras do ambiente de trabalho quer instruindo 
ou convencionando pessoas na implantação de práticas preventivas.
b) Errada. São práticas PREVENTIVAS e não, repressivas como induz a assertiva.
c) Certa. Está de acordo com o art. 19 da Lei n. 8.213/1991, com a literalidade do conceito 
da lei.
d) Certa. Está de acordo com os arts. 19 e 20 da Lei n. 8.213/1991, com a literalidade do 
conceito da lei.
e) Certa. Está de acordo com os arts. 19 e 20 da Lei n. 8.213/1991, com a literalidade do 
conceito da lei.
Letra b.
005. 005. (INÉDITA/2024) Doença do trabalho é a adquirida ou desencadeada em função de 
condições especiais em que o trabalho é realizado e com ele se relacione diretamente. 
Considera-se doença do trabalho, por expressa disposição legal:
a) Doença degenerativa, como o diabetes;
b) A inerente a grupo etário, o reumatismo;
c) A que não produza incapacidade laborativa, a miopia;
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d) A doença endêmica adquirida por segurado habitante de região em que ela se desenvolva
e) A doença endêmica resultante de exposição ou contato direto determinado pela natureza 
do trabalho, como a malária, por exemplo.
A única alternativa possível é a E, conforme a Lei n. 8.213/1991:
Art. 20, § 1º Não são consideradas como doença do trabalho:
a) a doença degenerativa;
b) a inerente a grupo etário;
c) a que não produza incapacidade laborativa;
d) a doença endêmica adquirida por segurado habitante de região em que ela se desenvolva, salvo 
comprovação de que é resultante de exposição ou contato direto determinado pela natureza 
do trabalho.
a) Errada. Conforme o art. 20, §1º, da Lei n. 8.213/1991.
b) Errada. Conforme o art. 20, §1º, da Lei n. 8.213/1991.
c) Errada. Conforme o art. 20, §1º, da Lei n. 8.213/1991.
d) Errada. Conforme o art. 20, §1º, da Lei n. 8.213/1991.
Letra e.
006. 006. (INÉDITA/2024) Define-se como combinação da probabilidade de ocorrência e da 
gravidade de um determinado evento perigoso:
a) ACIDENTE
b) INCIDENTE
c) RISCO
d) PERIGO
e) DANO
a) Errada. Acidente é o evento não programado nem planejado que resulta em lesão, doença 
ou morte, dano ou outro tipo de perda.
b) Errada. Incidente é o evento que tem o potencial de levar a um acidente ou que deu 
origem a um acidente.
d) Errada. PERIGO é a fonte ou situação com potencial para provocar danos ao homem, à 
propriedade ou ao meio ambiente, ou a combinação destes.
e) Errada. Tendo em vista que dano é consequência de um perigo, em termos de lesão, 
doença, prejuízo ao homem, a propriedade, meio ambiente ou uma combinação destes.
Letra c.
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Acidente do Trabalho 
Maria Rafaela
007. 007. (INÉDITA/2024) Daniel, trabalhador na Usina X, quando estava executando suas funções 
de inspetor de estruturas metálicas, caiu de uma altura de 30 metros, vindo a óbito 
imediatamente. A empresa não emitiu a CAT, apenas acionando o seguro para fins de 
cobertura dos danos. A empresa descumpriuou temporária, da capacidade 
para o trabalho”. Ao lado da conceituação de acidente de trabalho típico, por expressa 
determinação legal, as doenças profissionais e/ou ocupacionais equiparam-se a acidentes 
de trabalho.
É um evento complexo que impacta a sociedade de diferentes maneiras, mobilizando 
diferentes instâncias da Administração Pública e interesses das organizações empresariais 
e dos trabalhadores. Também é considerado um evento que impacta a sociedade em 
diferentes dimensões, cujos custos não se restringem aos aspectos econômicos.
Ou seja, o acidente do trabalho pode causar desde um simples afastamento, a perda 
ou a redução da capacidade para o trabalho, até mesmo o óbito do trabalhador.
ACIDENTE DE TRABALHO GRAVE é aquele que acarreta mutilação, física ou funcional, ou 
que leva à lesão cuja natureza implique comprometimento extremamente sério, preocupante, 
com consequências nefastas ou fatais.
001. 001. (ADM E TEC/PREFEITURA DE CUPIRA/GUARDA MUNICIPAL/2018) O acidente do trabalho 
pode causar desde um simples afastamento, a perda ou a redução da capacidade para o 
trabalho, até mesmo a morte do trabalhador.
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Acidente do Trabalho 
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A assertiva está em conformidade com o art. 19 da Lei n. 8.213/1991.
Certo.
Considera-se como dia do acidente, no caso de doença profissional ou do trabalho, a 
data do início da incapacidade laborativa para o exercício da atividade habitual, ou o dia 
da segregação compulsória, ou o dia em que for realizado o diagnóstico, valendo para esse 
efeito o que ocorrer primeiro.
O acidente do trabalho será caracterizado tecnicamente pela Perícia Médica Federal, 
por meio da identificação do nexo entre o trabalho e o agravo. Trata-se da perícia do INSS.
Para avançar nesse tema, é preciso verificar o meio ambiente de trabalho, pois é um 
direito fundamental de 3ª geração (direitos de fraternidade e solidariedade). Seus titulares 
são indeterminados.
A temática dos direitos humanos/fundamentais está intimamente vinculada à teoria 
geral da cidadania, com preservação e respeito à dignidade humana. Tudo isso com escopo 
no art. 225 da CF/88, em que a saúde é bem ambiental. O enfoque do que falamos também 
está em nível internacional, como as Convenções da OIT n. 148, n. 155, n. 161 e n. 170.
CONCEITO CONTEMPORÂNEO DE ACIDENTE DE TRABALHO: existe um conceito 
contemporâneo – não se limita apenas às normas regulamentadoras, mas deve ser entendido 
como O CONJUNTO DAS CONDIÇÕES INTERNAS E EXTERNAS DO LOCAL DE TRABALHO E SUA 
RELAÇÃO COM A SAÚDE DOS TRABALHADORES.
Temos, ainda, a obrigação do empregador: manter um meio ambiente sadio e livre 
de qualquer risco, o que gera para o trabalhador o direito à reparação pelo dano moral 
decorrente de sua capacidade laborativa.
Nasce, concomitantemente, a figura da PREVENÇÃO DOS INFORTÚNIOS – imposição 
de deveres gerais a cargo dos empregadores e trabalhadores; inspeção prévia dos 
estabelecimentos; embargo ou interdição; outras medidas especiais de prevenção, nos 
termos do art. 170 a 188 da CLT. Podemos ter, à guisa de exemplo, a Convenção n. 127 
da OIT – prevenção contra a fadiga (homens até 60kg e mulheres até 20kg em atividades 
contínuas ou 25kg em atividades ocasionais).
Nessa mesma linha de raciocínio, há a obrigatoriedade do fornecimento de EPI, 
destacando-se a Súmula n. 289 do TST:
JURISPRUDÊNCIA
O simples fornecimento do aparelho de proteção pelo empregador não o exime do 
pagamento do adicional de insalubridade, cabendo-lhe tomar as medidas que conduzam 
à diminuição ou eliminação da nocividade, dentre as quais as relativas ao uso efetivo 
do equipamento pelo empregado.
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Acidente do Trabalho 
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Importante trazer à baila a Lei n. 14.457/2022:
Art. 23. Para a promoção de um ambiente laboral sadio, seguro e que favoreça a inserção e 
a manutenção de mulheres no mercado de trabalho, as empresas com Comissão Interna de 
Prevenção de Acidentes e de Assédio (Cipa) deverão adotar as seguintes medidas, além de 
outras que entenderem necessárias, com vistas à prevenção e ao combate ao assédio sexual e 
às demais formas de violência no âmbito do trabalho:
I – Inclusão de regras de conduta a respeito do assédio sexual e de outras formas de violência 
nas normas internas da empresa, com ampla divulgação do seu conteúdo aos empregados e às 
empregadas;
II – Fixação de procedimentos para recebimento e acompanhamento de denúncias, para apuração 
dos fatos e, quando for o caso, para aplicação de sanções administrativas aos responsáveis 
diretos e indiretos pelos atos de assédio sexual e de violência, garantido o anonimato da pessoa 
denunciante, sem prejuízo dos procedimentos jurídicos cabíveis;
III – Inclusão de temas referentes à prevenção e ao combate ao assédio sexual e a outras formas 
de violência nas atividades e nas práticas da Cipa;
IV – realização, no mínimo a cada 12 (doze) meses, de ações de capacitação, de orientação e de 
sensibilização dos empregados e das empregadas de todos os níveis hierárquicos da empresa sobre 
temas relacionados à violência, ao assédio, à igualdade e à diversidade no âmbito do trabalho, 
em formatos acessíveis, apropriados e que apresentem máxima efetividade de tais ações.
§ 1º O recebimento de denúncias a que se refere o inciso II do caput deste artigo não substitui 
o procedimento penal correspondente, caso a conduta denunciada pela vítima se encaixe na 
tipificação de assédio sexual contida no art. 216-A do Decreto-Lei n. 2.848, de 7 de dezembro 
de 1940 (Código Penal), ou em outros crimes de violência tipificados na legislação brasileira.
§ 2º O prazo para adoção das medidas previstas nos incisos I, II, III e IV do caput deste artigo é 
de 180 (cento e oitenta) dias após a entrada em vigor desta Lei.
Acidente do Trabalho é o que ocorre pelo exercício do trabalho a serviço de empresa ou de 
empregador doméstico ou pelo exercício do trabalho dos segurados especiais, provocando 
lesão corporal ou perturbação funcional que cause a morte ou a perda ou redução, permanente 
ou temporária, da capacidade para o trabalho. PERMANENTE OU TEMPORÁRIA!
A importância do tema para as provas se deve aos custos para o Estado. Incumbe ao 
Instituto Nacional do Seguro Social – INSS administrar a prestação de benefícios, tais 
como auxílio-doença acidentário, auxílio-acidente, habilitação e reabilitação profissional 
e pessoal, aposentadoria por invalidez e pensão por morte.
Destaque-se, ainda, que existe recente entendimento a ser cobrado nas provas: O STF 
(Supremo Tribunal Federal) estabeleceu que, em situações de acidente de trabalho em 
atividades de risco, a responsabilidade civil do empregador é objetiva. Isso significa que 
a empresa é responsável pela indenização ao trabalhador, mesmo sem comprovação de 
culpa ou dolo, desde que o acidente ocorra no exercício da função e em atividade de risco.
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No diao art. 22 da Lei n. 8.213/1991: A empresa ou o 
empregador doméstico deverão comunicar o acidente do trabalho à Previdência Social até 
o primeiro dia útil seguinte ao da ocorrência e, em caso de morte, de imediato, à autoridade 
competente, sob pena de multa variável entre o limite mínimo e o limite máximo do salário 
de contribuição, sucessivamente aumentada nas reincidências, aplicada e cobrada pela 
Previdência Social. Nesse caso, sobre a expedição da CAT, não realizada pela empresa, pode 
ser suprida, sem prejuízo de multa cabível contra o empregador:
a) pelos filhos do trabalhador, dependentes da Previdência Social
b) pela esposa do trabalhador
c) pelo sindicato
d) pelo médico da empresa
e) todas as alternativas estão corretas.
Todos os mencionados podem expedir a CAT, conforme o teor do art. 22 da Lei 8.213/91:
Art. 22. A empresa ou o empregador doméstico deverão comunicar o acidente do trabalho à 
Previdência Social até o primeiro dia útil seguinte ao da ocorrência e, em caso de morte, de 
imediato, à autoridade competente, sob pena de multa variável entre o limite mínimo e o limite 
máximo do salário de contribuição, sucessivamente aumentada nas reincidências, aplicada e 
cobrada pela Previdência Social.
§ 1º Da comunicação a que se refere este artigo receberão cópia fiel o acidentado ou seus 
dependentes, bem como o sindicato a que corresponda a sua categoria.
§ 2ºNa falta de comunicação por parte da empresa, podem formalizá-la o próprio acidentado, seus 
dependentes, a entidade sindical competente, o médico que o assistiu ou qualquer autoridade 
pública, não prevalecendo nestes casos o prazo previsto neste artigo.
A alternativa E está correta, pois as pessoas indicadas nas alternativas A, B, C e D estão 
previstas no art. 22, §2º da Lei n. 8.213/91.
Letra e.
008. 008. (INÉDITA/2024) Sobre noções de biomecânica e fisiologia do trabalho, é incorreto aduzir:
a) A Fisiologia do Trabalho se define como uma disciplina interdisciplinar associada aos 
processos adaptativos na realização de atividades laborais que exigem esforço físico de ordem 
motora, caracterizado por carga de trabalho em cada atividade laboral e de mecanismos 
de controle de riscos para doenças ocupacionais.
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b) O tema é tratado exclusivamente pela NR 17, diante do princípio da especialização das 
normas técnicas.
c) Na ergonomia, a estrutura dos processos produtivos se constitui o foco central.
d) As doenças ocupacionais de natureza osteomuscular são decorrentes do levantamento 
de carga, sustentação ou transporte de cargas sem um projeto ergonômico para prevenir 
o manuseio errado das cargas pesadas.
e) A ergonomia quanto à abordagem está voltada para o produto e o processo de produção, 
tratando dos conhecimentos sobre os esforços biomecânicos e fisiológicos realizados pelos 
trabalhadores em atividades laborais.
a) Certa. Tendo em vista que a Fisiologia do Trabalho se define como uma disciplina 
interdisciplinar associada aos processos adaptativos na realização de atividades laborais 
que exigem esforço físico de ordem motora, caracterizado por carga de trabalho (wordload) 
em cada atividade laboral e de mecanismos de controle de riscos para doenças ocupacionais 
como estresse, lombalgia, Lesão por Esforço Repetitivo – LER e Distúrbios Osteomusculares 
Relacionados ao Trabalho (DORT) (SILVA FILHO, 2019).
b) Errada. Em termos de ergonomia e fisiologia do trabalho, além da NR-17/1978 que 
trata de diretrizes acerca dos mobiliários de postos de trabalho, grande parte das normas 
regulamentadoras de segurança do trabalho, determinam a necessidade de promoção de 
adequações ergonômicas a fim de promover o bem-estar e a dinâmica motivacional no 
próprio ambiente de trabalho.
c) Certa. Haja vista que na ergonomia, a estrutura dos processos produtivos se constitui o 
foco central, partindo da análise das propriedades biomecânicas e fisiológicas que o trabalho 
impõe aos trabalhadores em termos de mobilidade, articulação de forças musculares, as 
quais dependem da limitação de cargas e da postura corporal, a fim de evitar doenças 
ocupacionais de ordem osteomuscular (SILVA FILHO, 2019).
d) Certa. A saúde e segurança do trabalho dependem de uma abordagem ergonômica no 
sentido de evitar lesões causadas por esforços determinados por um nível de atuação da 
coluna vertebral nas atividades laborais. As doenças ocupacionais de natureza osteomuscular 
são decorrentes do levantamento de carga, sustentação ou transporte de cargas sem um 
projeto ergonômico para prevenir o manuseio errado das cargas pesadas (CABRAL, 2021).
e) Certa. Tendo em vista que a ergonomia pode ser considerada como um conjunto de 
conhecimentos interdisciplinares que envolve outras ciências (fisiologia, psicologia, ortopedia 
e outros). Desta forma a ergonomia tem muitas funções, por exemplo: a de correção, cujo 
objetivo é melhorar as situações de trabalho existentes (STANTON, 2016). Neste contexto, 
a ergonomia quanto à abordagem está voltada para o produto e o processo de produção, 
tratando dos conhecimentos sobre os esforços biomecânicos e fisiológicos realizados pelos 
trabalhadores em atividades laborais.
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Dica da professora: para aprofundar o tema, sugere-se a leitura do texto: https://www.
nucleodoconhecimento.com.br/saude/abordagem-multiprofissional.
Letra b.
009. 009. (INÉDITA/2024) A Higiene Ocupacional é a disciplina que vai embasar essas ações, pois 
fornecerá os conhecimentos necessários para que o Técnico em Segurança do Trabalho 
possa pautar suas ações tanto qualitativas como quantitativas. Diante desse conceito, 
assinale a alternativa INCORRETA relacionada ao conceito e extensão:
a) A higiene ocupacional, com seu caráter prevencionista, tem como objetivo fundamental atuar 
nos ambientes de trabalho (e em ambientes afetados), aplicando princípios administrativos, 
de engenharia e de medicina do trabalho no controle e prevenção das doenças ocupacionais.
b) A higiene ocupacional também é denominada higiene industrial ou higiene do trabalho.
c) Pode-se classificar como uma ciência e uma arte que objetiva a antecipação, o 
reconhecimento, a avaliação e o controle dos fatores ambientais e estresses, originados 
nos locais de trabalho.
d) A higiene ocupacional é definida como a prática de identificação de riscos químicos, 
físicos e biológicos, no local de trabalho, que poderiam causar a doença ou desconforto, 
mas não tem condições de avaliar a extensão do risco devido à exposição a estes agentes 
perigosos e seu controle, para prevenir problemas de saúde a longo prazo, mas somente 
os de curto e médio prazo.
e) Pode-se reconhecê-la como a ciência da antecipação, reconhecimento, avaliação e 
controle das condições de trabalho que podem causar lesão nos trabalhadores ou doença.
a) Certa. Tendo em vista que objetiva, também, detectar os agentes nocivos, quantificando 
sua intensidade ou concentração e propondo medidas de controle necessárias para assegurar 
condições seguras para realização de atividades laborais.
b) Certa. É a área onde os profissionais de segurança exercerão grande parte de suas 
atividades prevencionistas.
c) Certa. Segundo a American Conference of Governmental IndustrialHygienists (ACGIH – 
Conferência Americana de Higienistas Industriais Governamentais, 2012), a higiene industrial 
é uma ciência e uma arte que objetiva a antecipação, o reconhecimento, a avaliação e o 
controle dos fatores ambientais e estresses, originados nos locais de trabalho. Esses podem 
provocar doenças, prejuízos à saúde ou ao bem-estar, desconforto significativo e ineficiência 
nos trabalhadores ou entre as pessoas da comunidade.
d) Errada. Na medida em que IOHA (2012) também define a higiene do ocupacional como 
a prática de identificação de riscos químicos, físicos e biológicos, no local de trabalho, que 
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poderiam causar a doença ou desconforto. Também avalia a extensão do risco devido à 
exposição a estes agentes perigosos e seu controle, para prevenir problemas de saúde a 
longo ou curto prazo.
e) Certa. Tendo em vista que Segundo a Occupational Safety and Health Administration 
(OSHA – Segurança Ocupacional e Administração de Saúde, 2012), é a ciência da antecipação, 
reconhecimento, avaliação e controle das condições de trabalho que podem causar lesão 
nos trabalhadores ou doença.
Letra d.
010. 010. (FCC/TRT21/ANALISTA/2023) Para que seja reconhecida a estabilidade do trabalhador 
acidentado, é necessário que o empregado fique afastado do trabalho por período superior 
a 15 dias e que receba o auxílio-doença acidentário, salvo se constatada, após a despedida, 
doença profissional que guarde relação de causalidade com a execução do contrato 
de emprego.
A assertiva está em conformidade com a súmula 368, II do TST.
Certo.
011. 011. (FCC/TRT21/ANALISTA/2023) O empregado contratado por prazo determinado não 
goza de estabilidade decorrente de acidente de trabalho, sendo que os efeitos da dispensa, 
no entanto, somente se concretizam após o término do benefício previdenciário.
Está em desconformidade com a súmula 368 do TST, pois existe a previsão expressa de 
garantia em caso de contrato por prazo determinado.
Errado.
012. 012. (CESPE/ITAIPU/ADVOGADO/2024) O empregado contratado por prazo determinado 
não goza da garantia provisória de emprego decorrente de acidente do trabalho.
Está em desconformidade com a súmula 368 do TST, pois existe a previsão expressa de 
garantia em caso de contrato por prazo determinado.
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013. 013. (FCC/TRT4/ANALISTA/2022) Um trabalhador sofreu amputação do 2º dedo da mão 
direita ao operar máquina na empresa. Ficou afastado do trabalho por um período de 4 
meses e nesse período recebeu benefício previdenciário. Após recuperação completa da 
cicatrização da amputação, não conseguia realizar a sua atividade de trabalho, que exigia 
a preensão palmar com força, mas poderia realizar outros tipos de atividade na empresa 
que trabalhava, em outro setor e função. Nesse caso o benefício previdenciário que foi 
concedido durante o afastamento e que tem direito a receber após retornar à outra atividade 
de trabalho são, respectivamente, auxílio por incapacidade
a) Temporária previdenciário e reabilitação profissional.
b) Temporária previdenciário e auxílio por incapacidade acidentário.
c) Temporária acidentário e auxílio por incapacidade permanente por acidente de trabalho.
d) Temporária acidentário e auxílio-acidente.
e) Permanente por acidente de trabalho e auxílio-acidente.
O trabalhador, quando sofre um acidente de trabalho, pode ter uma incapacidade permanente 
ou temporária. No primeiro caso, ele é encaminhado ao INSS e receberá aposentadoria por 
invalidez. É quando o obreiro não consegue mais executar nenhuma função, mesmo que 
seja transferido de setor.
EXEMPLO
Daniel perdeu os dois braços e se torna incapaz para desempenhar uma função braçal. No 
caso de incapacidade temporária, o obreiro teve um acidente, mas consegue retornar ao 
trabalho. Nesse caso, ele retornará, será reabilitado ou transferido de setor. Mas se a lesão 
persiste, é a denominada consolidação da lesão e, aí, receberá seus salários normalmente, 
executando suas funções e do INSS, um benefício chamado auxílio-acidente.
Letra d.
014. 014. (FCC/TRT4/ANALISTA/2022) Equiparam-se também ao acidente de trabalho, para 
efeitos da referida lei: As doenças degenerativas e as inerentes ao grupo etário, e que 
produzam incapacidade laborativa.
Pelo contrário, referidas situações excluem a caracterização do acidente de trabalho, 
conforme a leitura do art. 19 a 21 da Lei n. 8.213/1991.
Errado.
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015. 015. (FCC/TRT4/ANALISTA/2022) Equiparam-se também ao acidente de trabalho, para efeitos 
da referida lei: Acidentes em viagem a serviço da empresa, inclusive para estudo quando 
financiada por seus planos para melhor capacitação da mão de obra, independentemente 
do meio de locomoção utilizado, inclusive veículo de propriedade do segurado.
Exatamente, as referidas situações excluem a caracterização do acidente de trabalho, 
conforme a leitura do art. 19 a 21 da Lei n. 8.213/1991. Isso porque existe um proveito 
direto ou indireto do empregador em razão do estudo do obreiro.
Certo.
016. 016. (FCC/TRT4/ANALISTA/2022) Equiparam-se também ao acidente de trabalho, para 
efeitos da referida lei: Acidente sofrido no horário de trabalho, porém fora do local de 
trabalho na resolução de problemas particulares.
Pelo contrário, referidas situações excluem a caracterização do acidente de trabalho, 
conforme a leitura do art. 19 a 21 da Lei n. 8.213/1991. O fato de ir resolver problemas 
particulares quebra o nexo causal. É o caso do trabalhador que vai até o banco ou lotérica, 
durante seu expediente, para pagar suas contas pessoais e sofre uma queda. Nesse caso, 
não é acidente de trabalho. Mas se o obreiro se deslocou para pagar as contas da empresa, 
é acidente de trabalho.
Errado.
017. 017. (FCC/TRT4/ANALISTA/2022) Equiparam-se também ao acidente de trabalho, para 
efeitos da referida lei: Agravamento de lesão, resultante de acidente de outra origem, que 
se associe ou superponha às suas consequências.
Exatamente, as referidas situações excluem a caracterização do acidente de trabalho, 
conforme a leitura do art. 19 a 21 da Lei n. 8.213/1991.
Certo.
018. 018. (FCC/TRT4/ANALISTA/2022) Acidente no percurso do local de trabalho para sua 
residência, qualquer que seja o meio de locomoção, mesmo que tenha interrompido seu 
percurso para reunião social com os companheiros de trabalho.
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Acidente do Trabalho 
Maria Rafaela
São tolerados pequenos desvios de percurso e horários, mas não para fins de reunião socialou encontros, apesar de colegas de trabalho. Isso extrapola os limites da tolerância, da 
proporcionalidade e da razoabilidade.
Errado.
019. 019. (CESPE/PETROBRÁS/ENGENHEIRO/2022) Um pedreiro, em uma escada, fazia 
assentamento de revestimentos cerâmicos na parede, a dois metros e meio de altura, 
quando o degrau da escada quebrou. O pedreiro, ao se desequilibrar, caiu e sofreu escoriações 
nas pernas, o que lhe rendeu afastamento, com retorno, após três dias, às suas atividades 
laborais normais. Com base nessa situação hipotética e na regulamentação aplicável, julgue 
o próximo item. A queda do pedreiro é classificada como acidente impessoal.
A assertiva não prospera, na medida em que se identifica um obreiro no acidente de trabalho. 
Por isso, é um acidente pessoal.
Errado.
020. 020. (CESPE/PETROBRÁS/ENGENHEIRO/2022) Um pedreiro, em uma escada, fazia 
assentamento de revestimentos cerâmicos na parede, a dois metros e meio de altura, 
quando o degrau da escada quebrou. O pedreiro, ao se desequilibrar, caiu e sofreu escoriações 
nas pernas, o que lhe rendeu afastamento, com retorno, após três dias, às suas atividades 
laborais normais. Com base nessa situação hipotética e na regulamentação aplicável, julgue 
o próximo item. A comunicação do acidente à Previdência Social deverá ser efetuada até 
o primeiro dia útil seguinte ao do acidente.
A assertiva está correta, nos termos do prazo e da obrigação existente na Lei n. 8.213/1991:
Art. 22. A empresa ou o empregador doméstico deverão comunicar o acidente do trabalho à 
Previdência Social até o primeiro dia útil seguinte ao da ocorrência e, em caso de morte, de 
imediato, à autoridade competente, sob pena de multa variável entre o limite mínimo e o limite 
máximo do salário de contribuição, sucessivamente aumentada nas reincidências, aplicada e 
cobrada pela Previdência Social.
Certo.
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Acidente do Trabalho 
Maria Rafaela
021. 021. (FAURGS/SES-RS/ENGENHEIRO/2022) A Lei n. 8.213, de 24 de julho de 1991, em seu 
art. 19, estabelece que “acidente do trabalho é o que ocorre pelo exercício do trabalho a 
serviço da empresa, ou de empregador doméstico, ou pelo exercício do trabalho do segurado 
especial, provocando lesão corporal ou perturbação funcional, de caráter temporário ou 
permanente”. Nesse contexto, analise as seguintes doenças. A doença profissional, assim 
entendida a produzida ou desencadeada pelo exercício do trabalho peculiar a determinada 
atividade.
A assertiva está em conformidade com a Lei n. 8.213/1991:
Art. 20. Consideram-se acidente do trabalho, nos termos do artigo anterior, as seguintes entidades 
mórbidas: I doença profissional, assim entendida a produzida ou desencadeada pelo exercício 
do trabalho peculiar a determinada atividade e constante da respectiva relação elaborada pelo 
Ministério do Trabalho e da Previdência Social.
Certo.
022. 022. (FAURGS/SES-RS/ENGENHEIRO/2022) A Lei n. 8.213, de 24 de julho de 1991, em seu 
art. 19, estabelece que “acidente do trabalho é o que ocorre pelo exercício do trabalho a 
serviço da empresa, ou de empregador doméstico, ou pelo exercício do trabalho do segurado 
especial, provocando lesão corporal ou perturbação funcional, de caráter temporário ou 
permanente”. Nesse contexto, analise as seguintes doenças. A doença do trabalho, adquirida 
ou desencadeada em função de condições especiais em que o trabalho é realizado e com 
ele se relacione diretamente.
A assertiva está em conformidade com a Lei n. 8.213/1991:
Art. 20. Consideram-se acidente do trabalho, nos termos do artigo anterior, as seguintes 
entidades mórbidas: II doença do trabalho, assim entendida a adquirida ou desencadeada em 
função de condições especiais em que o trabalho é realizado e com ele se relacione diretamente, 
constante da relação mencionada no inciso I.
Certo.
023. 023. (FAURGS/SES-RS/ENGENHEIRO/2022) A Lei n. 8.213, de 24 de julho de 1991, em seu 
art. 19, estabelece que “acidente do trabalho é o que ocorre pelo exercício do trabalho a 
serviço da empresa, ou de empregador doméstico, ou pelo exercício do trabalho do segurado 
especial, provocando lesão corporal ou perturbação funcional, de caráter temporário ou 
permanente”. Nesse contexto, analise as seguintes doenças. A doença degenerativa; a 
inerente a grupo etário; a que não produz incapacidade laborativa são acidentes do trabalho.
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Acidente do Trabalho 
Maria Rafaela
Não são acidente do trabalho, conforme a Lei n. 8.213/1991:
Art. 20.
§ 1º Não são consideradas como doença do trabalho:
a) a doença degenerativa;
b) a inerente a grupo etário;
c) a que não produza incapacidade laborativa.
Errado.
024. 024. (FGV/PREFEITURA DE PAULÍNIA/ENGENHEIRO/2021) Relacione os tipos de acidente de 
trabalho às suas respectivas definições.
1. Infortúnio do trabalho originado por causa violenta, súbita e imprevista.
2. Acidente sofrido pelo empregado no percurso da residência para o local de trabalho ou 
vice-versa.
3. Acidente sem danos pessoais, mas que deve ser analisado para que sejam propostas 
medidas para evitar sua repetição.
(  ) � Acidente de trajeto.
(  ) � Acidente tipo.
(  ) � Incidente.
A ordem correta, de cima para baixo, é:
a) 1 – 2 – 3
b) 1 – 3 – 2
c) 2 – 1 – 3
d) 2 – 3 – 1
e) 3 – 1 – 2
Infortúnio do trabalho originado por causa violenta, súbita e imprevista é acidente tipo. 
Acidente sofrido pelo empregado no percurso da residência para o local de trabalho ou 
vice-versa é acidente de trajeto. Acidente sem danos pessoais, mas que deve ser analisado 
para que sejam propostas medidas para evitar sua repetição, é incidente.
Letra c.
025. 025. (INÉDITA/2022) Mesmo quando a empresa fornece o vale-transporte, se o obreiro tiver 
acidente no seu trajeto, caracteriza-se o acidente de trabalho.
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Acidente do Trabalho 
Maria Rafaela
Mesmo quando a empresa fornece o vale-transporte, se o obreiro tiver acidente no seu trajeto, 
caracteriza-se o acidente de trabalho, pois a lei não faz distinção, conforme se verifica:
Art. 21. Equiparam-se ao ACIDENTE DE TRABALHO:
d) no PERCURSO da residência para o local de trabalho ou deste para aquela, QUALQUER que seja 
o MEIO DE LOCOMOÇÃO, INCLUSIVE VEÍCULO DE PROPRIEDADE DO SEGURADO.
Em suma, o acidente de trajeto não depende do veículo. Dessa forma, a emissão da CAT é 
um direito do acidentado de trajeto, assim como benefício acidentário e até uma possível 
estabilidade no emprego.
Certo.
026. 026. (VUNESP/PREFEITURA DE JAGUARIÚNA/ENGENHEIRO/2021) Não é mais obrigatória 
a comunicação, ao INSS, do acidente de trajeto, que é aquele sofrido pelo empregado no 
percurso da residência para o local de trabalho ou deste para aquela, qualquer que seja o 
meio de locomoção, inclusive veículo de propriedade do empregado.
A MP n. 905 que tratava disso não foi convertida em lei. Sendo assim, a empresa continua obrigada.
Errado.
027. 027. (VUNESP/PREFEITURA DE JAGUARIÚNA/ENGENHEIRO/2021) De acordocom a legislação 
vigente, se equipara ao acidente de trabalho o acidente sofrido pelo segurado, ainda que 
fora do local e horário de trabalho, na prestação espontânea de qualquer serviço à empresa 
para lhe evitar prejuízo ou proporcionar proveito.
A assertiva está em conformidade com a Lei n. 8.213/1991:
Art. 21, IV – O acidente sofrido pelo segurado ainda que fora do local e horário de trabalho:
a) na execução de ordem ou na realização de serviço sob a autoridade da empresa;
b) na prestação espontânea de qualquer serviço à empresa para lhe evitar prejuízo ou proporcionar 
proveito;
c) em viagem a serviço da empresa, inclusive para estudo quando financiada por esta dentro de 
seus planos para melhor capacitação da mão de obra, independentemente do meio de locomoção 
utilizado, inclusive veículo de propriedade do segurado;
d) no percurso da residência para o local de trabalho ou deste para aquela, qualquer que seja o 
meio de locomoção, inclusive veículo de propriedade do segurado.
Certo.
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Acidente do Trabalho 
Maria Rafaela
028. 028. (VUNESP/PREFEITURA DE JAGUARIÚNA/ENGENHEIRO/2021) Para fins previdenciários, 
se considera acidente de trabalho a doença do trabalho, assim entendida aquela produzida 
ou desencadeada pelo exercício do trabalho peculiar a determinada atividade e constante 
da respectiva relação elaborada pelo Ministério do Trabalho e da Previdência Social.
A assertiva está errada, na medida em que o conceito é de doença profissional. Nesse caso, 
a doença do trabalho tem outro conceito. Veja a Lei n. 8.213/1991:
Art. 20. Consideram-se acidente do trabalho, nos termos do artigo anterior, as seguintes 
entidades mórbidas:
I – doença profissional, assim entendida a produzida ou desencadeada pelo exercício do trabalho 
peculiar a determinada atividade e constante da respectiva relação elaborada pelo Ministério 
do Trabalho e da Previdência Social;
II – doença do trabalho, assim entendida a adquirida ou desencadeada em função de condições 
especiais em que o trabalho é realizado e com ele se relacione diretamente, constante da relação 
mencionada no inciso I.
Errado.
029. 029. (VUNESP/PREFEITURA DE JAGUARIÚNA/ENGENHEIRO/2021) Em conformidade com a 
NBR 14.280, norma brasileira da Associação Brasileira de Normas Técnicas – ABNT, acidente 
de trabalho é a ocorrência imprevista e indesejável, de caráter instantâneo e traumático, 
relacionada com o exercício do trabalho, de que resulte ou possa resultar lesão pessoal.
A referida norma diz:
Acidente do trabalho: Ocorrência imprevista e indesejável, instantânea ou não, relacionada com 
o exercício do trabalho, que provoca lesão pessoal ou de que decorre risco próximo ou remoto 
dessa lesão; o acidente inclui tanto ocorrências em relação a um momento determinado, quanto 
ocorrências ou exposições contínuas ou intermitentes, que só podem ser identificadas em termos 
de período de tempo provável.
Certo.
030. 030. (INSTITUTO UNIFIL/PREFEITURA DE TUPUASSI/TÉCNICO DE SEGURANÇA DO 
TRABALHO/2021) Conforme Decreto n. 3.048/1999, Art. 336, deve-se emitir a CAT sempre 
que for ____________________ e com a finalidade de ____________________.
a) Informar que a ocorrência de uma doença clínica no trabalho/ manter o INSS informado.
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Acidente do Trabalho 
Maria Rafaela
b) Comunicar acidentes de trânsito/ prover o pagamento do benefício ao empregado.
c) Comunicar o acidente à Previdência Social/ fins estatísticos e epidemiológicos.
d) Avisar os sobre os riscos ocupacionais previstos em PPRA que podem gerar acidentes/ 
prevenir fiscalização do INSS.
Dispõe a norma:
Art. 336. Para fins estatísticos e epidemiológicos, a empresa deverá comunicar à previdência 
social o acidente de que tratam os arts. 19, 20, 21 e 23 da Lei n. 8.213, de 1991, ocorrido com o 
segurado empregado, exceto o doméstico, e o trabalhador avulso, até o primeiro dia útil seguinte 
ao da ocorrência e, em caso de morte, de imediato, à autoridade competente, sob pena da multa 
aplicada e cobrada na forma do art. 286.
Letra c.
031. 031. (CEV/URCA/PREFEITURA DE CRATO/TÉCNICO EM SEGURANÇA DO TRABALHO/2021) A 
empresa é obrigada a informar à Previdência Social todos os acidentes de trabalho ocorridos 
com seus empregados, mesmo que não haja afastamento das atividades, até o primeiro 
dia útil seguinte ao da ocorrência.
Todos os acidentes pessoais devem ser comunicados, nos termos do art. 22 da Lei n. 
8.213/1991.
Certo.
032. 032. (CEV/URCA/PREFEITURA DE CRATO/TÉCNICO EM SEGURANÇA DO TRABALHO/2021) 
A CAT inicial irá se referir a acidente de trabalho típico, trajeto, doença profissional, do 
trabalho ou óbito imediato.
É o que versa o Decreto n. 3.048/1999:
Art. 336. Para fins estatísticos e epidemiológicos, a empresa deverá comunicar à previdência 
social o acidente de que tratam os arts. 19, 20, 21 e 23 da Lei n. 8.213, de 1991, ocorrido com o 
segurado empregado, exceto o doméstico, e o trabalhador avulso, até o primeiro dia útil seguinte 
ao da ocorrência e, em caso de morte, de imediato, à autoridade competente, sob pena da multa 
aplicada e cobrada na forma do art. 286.
Certo.
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Acidente do Trabalho 
Maria Rafaela
033. 033. (CEV/URCA/PREFEITURA DE CRATO/TÉCNICO EM SEGURANÇA DO TRABALHO/2021) Se a 
empresa não fizer o registro da CAT, o próprio trabalhador poderá efetivar o registro junto 
à Previdência Social, evitando a possibilidade da aplicação da multa à empresa.
Correto, nos termos da Lei n. 8.213/1991:
Art. 22, § 2º Na falta de comunicação por parte da empresa, podem formalizá-la o próprio 
acidentado, seus dependentes, a entidade sindical competente, o médico que o assistiu ou 
qualquer autoridade pública, não prevalecendo nestes casos o prazo previsto neste artigo.
Certo.
034. 034. (CEV/URCA/PREFEITURA DE MILAGRES/TÉCNICO EM SEGURANÇA DO TRABALHO/2021) 
Acidente típico é aquele decorrente de evento súbito e violento, no qual se constata 
facilmente o dano e nexo com o trabalho, relacionando-se com as condições ambientais 
em que o trabalho é executado ou decorrente do próprio exercício da função.
Existe uma confusão entre acidente de trabalho típico e atípico. Primeiro, temos uma 
distinção muito interessante: ACIDENTE DE TRABALHO TÍPICO E ATÍPICO. No primeiro caso: 
acontece no ambiente de trabalho e cujos riscos são decorrentes do exercício da própria 
atividade laborativa. No ATÍPICO, temos doenças ocupacionais, as quais não decorrem 
necessariamente das atividades exercidas na empresa, mas têm relação com as condições 
e o ambiente em que o trabalho é desenvolvido.
Errado.
035. 035. (CEV/URCA/PREFEITURA DE MILAGRES/TÉCNICO EM SEGURANÇA DO TRABALHO/2021) 
Doença do trabalho é aquela adquirida ou desencadeada em função de condições especiais 
em que o trabalho é realizado e com ele se relaciona diretamente.
O conceito é de doença profissional, conforme a Lei n. 8.213/1991:
Art. 20. Consideram-se acidente do trabalho, nos termos doart. anterior, as seguintes entidades 
mórbidas:
I – Doença profissional, assim entendida a produzida ou desencadeada pelo exercício do trabalho 
peculiar a determinada atividade e constante da respectiva relação elaborada pelo Ministério 
do Trabalho e da Previdência Social.
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Acidente do Trabalho 
Maria Rafaela
036. 036. (CEV/URCA/PREFEITURA DE MILAGRES/TÉCNICO EM SEGURANÇA DO TRABALHO/2021) 
Incapacidade laborativa é a incapacidade do acidentado de voltar a desempenhar as funções 
específicas em sua atividade, em virtude de alteração provocada por acidente ou doença.
O conceito de incapacidade laborativa é a IMPOSSIBILIDADE DO DESEMPENHO DE 
TODA E QUALQUER ATIVIDADE, FUNÇÃO OU OCUPAÇÃO LABORATIVA, SENDO CONCEITO 
ESSENCIALMENTE TEÓRICO, SALVO QUANDO EM CARÁTER TRANSITÓRIO.
Certo.
037. 037. (SELECON/EMGEPRON/TÉCNICO/2021) A definição para acidente de trabalho vem a ser: 
É o que ocorre pelo exercício do trabalho a serviço da empresa, ou ainda, pelo exercício do 
trabalho dos segurados especiais, desde que não provoque lesão corporal ou perturbação 
funcional que cause a morte, a perda ou redução da capacidade para o trabalho, permanente 
ou temporário.
A assertiva está em desconformidade com o teor do art. 19 e do art. 20 da Lei n. 8.213/1991.
Errado.
038. 038. (INÉDITA/2022) Acidente de trabalho é a ocorrência imprevista e indesejável, de caráter 
instantâneo e traumático, relacionada com o exercício do trabalho, de que resulte ou possa 
resultar lesão pessoal.
Em conformidade com a NBR 14.280, norma brasileira da Associação Brasileira de Normas 
Técnicas – ABNT, acidente de trabalho é a ocorrência imprevista e indesejável, de caráter 
instantâneo e traumático, relacionada com o exercício do trabalho, de que resulte ou possa 
resultar lesão pessoal.
Certo.
039. 039. (INÉDITA/2022) Constitui contravenção penal, punível com multa, deixar a empresa 
de cumprir as normas de segurança e higiene do trabalho.
A assertiva está nos termos da Lei n. 8.213/1991:
Art. 2º, § 2º Constitui contravenção penal, punível com multa, deixar a empresa de cumprir as 
normas de segurança e higiene do trabalho.
Certo.
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Acidente do Trabalho 
Maria Rafaela
040. 040. (VUNESP/CODEN-SP/TÉCNICO/2021) A empresa ou o empregador doméstico deverão 
comunicar o acidente do trabalho à Previdência Social em até 48h (quarenta e oito horas) 
após a ocorrência e, em caso de morte, de imediato, à autoridade competente.
Os prazos estão errados, conforme a Lei n. 8.213/1991:
Art. 22. A empresa ou o empregador doméstico deverão comunicar o acidente do trabalho à 
Previdência Social até o primeiro dia útil seguinte ao da ocorrência e, em caso de morte, de 
imediato, à autoridade competente, sob pena de multa variável entre o limite mínimo e o limite 
máximo do salário de contribuição, sucessivamente aumentada nas reincidências, aplicada e 
cobrada pela Previdência Social.
Errado.
041. 041. (VUNESP/CODEN-SP/TÉCNICO/2021) Todos os eventos relativos à segurança e saúde 
dos trabalhadores que impliquem ônus para o INSS ou impactem o Fator Acidentário 
Previdenciário – FAP deverão ser comunicados à Previdência Social, excetuando-se o 
acidente de trajeto.
O Conselho Nacional de Previdência Social (CNPS) decidiu ontem excluir os acidentes de 
trajeto (de casa para o trabalho ou vice-versa) do cálculo do chamado Fator Acidentário 
de Prevenção (FAP), mecanismo adotado para reduzir ou aumentar o Seguro Acidente de 
Trabalho (SAT) – que passou a se chamar Riscos Ambientais do Trabalho (RAT). Aplicado 
desde 2010, o FAP dá um bônus às empresas que investem em prevenção de acidentes de 
trabalho e pune as que têm um número elevado de ocorrências. Os empregadores podem 
ter uma redução de 50% ou aumento de 100% na alíquota do RAT, que é de 1%, 2% ou 3% 
sobre a folha de pagamentos – com base nos índices de frequência, gravidade e custo dos 
acidentes.
Errado.
042. 042. (VUNESP/CODEN-SP/TÉCNICO/2021) Na falta de comunicação por parte da empresa, 
podem formalizá-la o próprio acidentado, seus dependentes, a entidade sindical competente, 
o médico que o assistiu ou qualquer autoridade pública, não prevalecendo nestes casos o 
prazo previsto para a empresa.
A assertiva está correta, conforme a Lei n. 8.213/1991:
Art. 22. A empresa ou o empregador doméstico deverão comunicar o acidente do trabalho à Previdência 
Social até o primeiro dia útil seguinte ao da ocorrência e, em caso de morte, de imediato, à autoridade 
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competente, sob pena de multa variável entre o limite mínimo e o limite máximo do salário de 
contribuição, sucessivamente aumentada nas reincidências, aplicada e cobrada pela Previdência Social.
§ 1º Da comunicação a que se refere este artigo receberão cópia fiel o acidentado ou seus 
dependentes, bem como o sindicato a que corresponda a sua categoria.
§ 2º Na falta de comunicação por parte da empresa, podem formalizá-la o próprio acidentado, 
seus dependentes, a entidade sindical competente, o médico que o assistiu ou qualquer autoridade 
pública, não prevalecendo nestes casos o prazo previsto neste artigo.
Certo.
043. 043. (VUNESP/CODEN-SP/TÉCNICO/2021) Para fins previdenciários, não são consideradas 
como doença do trabalho a doença degenerativa; aquela inerente a grupo etário; aquela 
que não produza incapacidade laborativa e a doença endêmica adquirida por segurado 
habitante de região em que ela se desenvolva, salvo comprovação de que é resultante de 
exposição ou contato direto determinado pela natureza do trabalho.
A assertiva está em conformidade com a Lei n. 8.213/1991:
Art. 20, § 1º Não são consideradas como doença do trabalho:
a) a doença degenerativa;
b) a inerente a grupo etário;
c) a que não produza incapacidade laborativa;
d) a doença endêmica adquirida por segurado habitante de região em que ela se desenvolva, salvo 
comprovação de que é resultante de exposição ou contato direto determinado pela natureza do trabalho.
Certa.
044. 044. (VUNESP/CODEN-SP/TÉCNICO/2021) Não obstante a adoção do NTEP – Nexo Técnico 
Estatístico Previdenciário, a implementação de políticas públicas na prevenção de acidentes 
de trabalho é dificultada pela prática sistemática da subnotificação na comunicação do 
acidente e da doença relacionada ao trabalho, que não impliquem afastamento do segurado 
por período superior a quinze dias.
Este é um fenômeno e consequência do NTEP no Brasil.
Certo.
045. 045. (OMNI/CONDERG-SP/TÉCNICO/2021) __________________ é uma ocorrência que tem 
potencial de ocasionar um acidente de trabalho, isto é, um fato que ainda não gerou danos 
a nenhum colaborador e muito menos para a empresa, porém, é capaz de desencadear 
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consequências mais graves, caso seja negligenciado. Marque alternativa CORRETA que 
completa o espaço acima.
a) Incidente de trabalho.
b) Doenças Ocupacionais.
c) Acidente de trabalho.
d) Acidente ambiental.
O conceito de acidente de trabalho é definido pela Lei n. 8213/1991, presente na legislação 
trabalhista do Brasil, a qual avalia como sendo uma ocorrência (devido a algum tipo de 
perturbação funcional) durante o desempenho de atividades ocupacionais a serviço de uma 
instituição. Já um incidente de trabalho é uma ocorrência que tem potencial de ocasionar 
um acidente de trabalho, isto é, um fato que ainda não gerou danos a nenhum colaborador 
e muito menos para a empresa, porém, é capaz de desencadear consequências mais graves, 
caso seja negligenciado.
Letra a.
046. 046. (GS ASSESSORIA E CONCURSO/PREFEITURA DE IRATI/AGENTE ADMINISTRATIVO/2021) 
Segurança do Trabalho é um conjunto de medidas de precaução utilizadas com o intuito 
de proteger os colaboradores de uma empresa e diminuir eventuais perigos de ocorrência 
de acidentes de trabalho e doenças ocupacionais. O objetivo é oferecer um ambiente de 
trabalho benéfico para que os afazeres laborais sejam alcançados da melhor maneira 
possível. NÃO é considerado acidente de trabalho:
a) Acidentes ocorridos durante as viagens a trabalho ou para participar de programas de 
capacitação promovidos pelo empregador.
b) Negligência, imprudência ou imperícia de colegas de trabalho ou de terceiros, no exercício 
das atividades laborais.
c) Acidentes ocorridos fora das dependências da empresa em que o trabalhador não esteja 
a serviço do empregador.
d) Acidentes sofridos no percurso da empresa para a residência do trabalhador e vice-versa.
e) Agressão física de colegas ou de terceiros no exercício das atividades laborais.
Salvo a alternativa c, todas estão previstas na Lei n. 8.213/1991:
Art. 21. Equiparam-se também ao acidente do trabalho, para efeitos desta Lei:
I – O acidente ligado ao trabalho que, embora não tenha sido a causa única, haja contribuído 
diretamente para a morte do segurado, para redução ou perda da sua capacidade para o trabalho, 
ou produzido lesão que exija atenção médica para a sua recuperação;
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II – O acidente sofrido pelo segurado no local e no horário do trabalho, em consequência de:
a) ato de agressão, sabotagem ou terrorismo praticado por terceiro ou companheiro de trabalho;
b) ofensa física intencional, inclusive de terceiro, por motivo de disputa relacionada ao trabalho;
c) ato de imprudência, de negligência ou de imperícia de terceiro ou de companheiro de trabalho;
d) ato de pessoa privada do uso da razão;
e) desabamento, inundação, incêndio e outros casos fortuitos ou decorrentes de força maior;
III – a doença proveniente de contaminação acidental do empregado no exercício de sua atividade;
IV – o acidente sofrido pelo segurado ainda que fora do local e horário de trabalho:
a) na execução de ordem ou na realização de serviço sob a autoridade da empresa;
b) na prestação espontânea de qualquer serviço à empresa para lhe evitar prejuízo ou proporcionar 
proveito;
c) em viagem a serviço da empresa, inclusive para estudo quando financiada por esta dentro de 
seus planos para melhor capacitação da mão de obra, independentemente do meio de locomoção 
utilizado, inclusive veículo de propriedade do segurado;
d) no percurso da residência para o local de trabalho ou deste para aquela, qualquer que seja o 
meio de locomoção, inclusive veículo de propriedade do segurado.
Letra c.
047. 047. (INSTITUTO EXCELÊNCIA/PREFEITURA DE TAUBATÉ/TÉCNICO DE SEGURANÇA DO 
TRABALHO/2019) CAT (Comunicação de Acidente de Trabalho) é um formulário que a empresa 
deverá preencher comunicando o acidente do trabalho, ocorrido com seu empregado, havendo 
ou não afastamento. A comunicação será feita ao INSS por intermédio do formulário CAT, 
preenchido em _____ vias. Assinale a alternativa que preenche corretamente a lacuna.
Alternativas
a) cinco
b) seis
c) três
d) Nenhuma das alternativas.
São três vias, conforme se extrai da interpretação da Lei n. 8.213/1991:
Art. 22. A empresa ou o empregador doméstico deverão comunicar o acidente do trabalho à 
Previdência Social até o primeiro dia útil seguinte ao da ocorrência e, em caso de morte, de 
imediato,à autoridade competente, sob pena de multa variável entre o limite mínimo e o limite 
máximo do salário de contribuição, sucessivamente aumentada nas reincidências, aplicada e 
cobrada pela Previdência Social.
§ 1º Da comunicação a que se refere este artigo receberão cópia fiel o acidentado ou seus 
dependentes, bem como o sindicato a que corresponda a sua categoria.
Letra c.
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048. 048. (INSTITUTO EXCELÊNCIA/PREFEITURA DE TAUBATÉ/TÉCNICO DE SEGURANÇA DO 
TRABALHO/2019) Relacione as ocorrências com cada tipo de CAT (Comunicação de Acidente 
de Trabalho).
1) Acidente do trabalho, típico ou de trajeto, ou doença profissional ou do trabalho.
2) Reinício de tratamento ou afastamento por agravamento de lesão de acidente do trabalho 
ou doença profissional ou do trabalho, já comunicado anteriormente ao INSS.
3) Falecimento decorrente de acidente ou doença profissional ou do trabalho, ocorrido 
após a emissão da CAT inicial.
(  ) � CAT comunicação de óbito.
(  ) � CAT reabertura.
(  ) � CAT inicial.
Assinale a sequência CORRETA.
a) 3, 1, 2.
b) 3, 2, 1.
c) 2, 1, 3.
d) Nenhuma das alternativas.
CAT INICIAL: acidente do trabalho, típico ou de trajeto, ou doença profissional ou do trabalho. 
CAT reabertura: reinício de tratamento ou afastamento por agravamento de lesão de 
acidente do trabalho ou doença profissional ou do trabalho, já comunicado anteriormente 
ao INSS. CAT FALECIMENTO: falecimento decorrente de acidente ou doença profissional ou 
do trabalho, ocorrido após a emissão da CAT inicial.
Letra b.
049. 049. (CESPE/PREFEITURA DE BARRA DOS COQUEIROS/CONDUTOR DE AMBULÂNCIAS/2020) 
No tocante à emissão de CAT, assinale a opção correta, a partir da situação hipotética 
apresentada no texto 36A1-I.
a) Cabe exclusivamente à autoridade policial a emissão da CAT.
b) Na falta de emissão da CAT pelo responsável, o acidentado deverá exigi-la judicialmente.
c) Na falta de emissão da CAT pelo responsável, poderá o próprio trabalhador acidentado emiti-la.
d) Em caso de acidente do trabalho que resulte na morte do trabalhador, a CAT deve ser 
emitida até o primeiro dia útil seguinte.
e) Cabe exclusivamente à autoridade médica a emissão da CAT.
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A única resposta correta é a C, nos termos do art. 22 da Lei n. 8.213/1991. A alternativa A está 
errada, pois não há legitimidade exclusiva. A alternativa Bestá errada, pois não há necessidade de 
interposição de ação judicial. A alternativa D está errada, pois o prazo é imediato. Veja o art. 22:
Art. 22. A empresa ou o empregador doméstico deverão comunicar o acidente do trabalho à Previdência 
Social até o primeiro dia útil seguinte ao da ocorrência e, em caso de morte, de imediato, à autoridade 
competente, sob pena de multa variável entre o limite mínimo e o limite máximo do salário de 
contribuição, sucessivamente aumentada nas reincidências, aplicada e cobrada pela Previdência Social.
§ 1º Da comunicação a que se refere este artigo receberão cópia fiel o acidentado ou seus 
dependentes, bem como o sindicato a que corresponda a sua categoria.
§ 2º Na falta de comunicação por parte da empresa, podem formalizá-la o próprio acidentado, 
seus dependentes, a entidade sindical competente, o médico que o assistiu ou qualquer autoridade 
pública, não prevalecendo nestes casos o prazo previsto neste artigo.
§ 3º A comunicação a que se refere o § 2º não exime a empresa de responsabilidade pela falta 
do cumprimento do disposto neste artigo.
§ 4º Os sindicatos e entidades representativas de classe poderão acompanhar a cobrança, pela 
Previdência Social, das multas previstas neste artigo.
§ 5º A multa de que trata este artigo não se aplica na hipótese do caput do art. 21-A.
Letra c.
050. 050. (CESPE/SEED-PR/PROFESSOR/2021) Em caso de morte, o empregador deverá comunicar 
o acidente do trabalho à Previdência Social até o primeiro dia útil seguinte ao da ocorrência.
O prazo está errado, conforme a Lei n. 8.213/1991:
Art. 22. A empresa ou o empregador doméstico deverão comunicar o acidente do trabalho à Previdência 
Social até o primeiro dia útil seguinte ao da ocorrência e, em caso de morte, de imediato, à autoridade 
competente, sob pena de multa variável entre o limite mínimo e o limite máximo do salário de 
contribuição, sucessivamente aumentada nas reincidências, aplicada e cobrada pela Previdência Social.
Errado.
051. 051. (CESPE/SEED-PR/PROFESSOR/2021) A CAT deve ser emitida apenas após a confirmação 
do nexo de causalidade entre o trabalho e o agravo.
Basta o acidente, sem demonstrar nexo de causalidade, nos termos do art. 22 da Lei n. 
8.213/1991.
Errado.
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052. 052. (CESPE/SEED-PR/PROFESSOR/2021) A empresa poderá exigir do próprio acidentado 
ou do médico que o tiver assistido a emissão da CAT.
É obrigação do empregador emitir a CAT, como está previsto nos termos do art. 22 da Lei 
n. 8.213/1991.
Errado.
053. 053. (FEPESE/PREFEITURA DE FLORIANÓPOLIS/TÉCNICO EM SEGURANÇA/2019) A Comunicação 
de Acidente de Trabalho (CAT) é um documento emitido para reconhecer tanto um acidente 
de trabalho ou de trajeto bem como uma doença ocupacional. A CAT de comunicação de 
óbito só pode ser emitida após o registro da CAT inicial.
CAT FALECIMENTO: falecimento decorrente de acidente ou doença profissional ou do 
trabalho, ocorrido após a emissão da CAT inicial.
Certo.
054. 054. (FEPESE/PREFEITURA DE FLORIANÓPOLIS/TÉCNICO EM SEGURANÇA/2019) Em acidentes 
com casos de morte, a CAT pode realizada no máximo em até 3 dias úteis.
O prazo está errado, conforme a Lei n. 8.213/1991:
Art. 22. A empresa ou o empregador doméstico deverão comunicar o acidente do trabalho à 
Previdência Social até o primeiro dia útil seguinte ao da ocorrência e, em caso de morte, de 
imediato, à autoridade competente, sob pena de multa variável entre o limite mínimo e o limite 
máximo do salário de contribuição, sucessivamente aumentada nas reincidências, aplicada e 
cobrada pela Previdência Social.
Errado.
055. 055. (FEPESE/PREFEITURA DE FLORIANÓPOLIS/TÉCNICO EM SEGURANÇA/2019) A CAT é 
opcional nos casos de acidentes que não resultem em afastamentos das atividades do 
trabalhador.
A CAT é obrigatória em todo tipo de acidente, caso haja afastamento ou não do obreiro, 
conforme o art. 22 da Lei n. 8.213/1991.
Errado.
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056. 056. (FAPEC/UFMS/ODONTÓLOGO/2018) O acidente de trabalho é informado por meio de 
um documento denominado:
a) Laudo pericial.
b) Comunicação de acidente de trabalho.
c) Relatório de acidente de trabalho.
d) Parecer técnico.
e) Relatório de exame médico periódico.
Nos termos do art. 22 da Lei n. 8.213/1991, é a CAT.
Letra b.
057. 057. (OBJETIVA/PREFEITURA DE CASCAVEL/TÉCNICO DE SEGURANÇA/2020) A CAT é um 
documento emitido para reconhecer tanto um acidente de trabalho ou de trajeto quanto 
uma doença ocupacional.
A alternativa está em conformidade com o art. 22 da Lei n. 8.213/1991.
Certo.
058. 058. (FUNDEP/HRTN-MG/MÉDICO/2019) Os acidentes de trabalho podem ser classificados 
em acidente típico (decorrente diretamente da atividade profissional exercida), acidente 
de trajeto (ocorre no trajeto entre a residência e o local de trabalho) e doença profissional 
(desencadeada pelo exercício de determinada atividade específica).
Existe uma limitação das classificações dos acidentes de trabalho, pois excluíram as doenças 
do trabalho e o acidente atípico e os de equiparação.
Errado.
059. 059. (FUNDEP/HRTN-MG/MÉDICO/2019) A empresa é obrigada a informar à Previdência 
Social todos os acidentes de trabalho ocorridos com seus empregados, mesmo que não 
haja afastamento das atividades, até o primeiro dia útil seguinte ao da ocorrência, exceto 
nos casos de morte, onde a comunicação deverá ser imediata.
A assertiva está em conformidade com o art. 22 da Lei n. 8.213/1991:
Art. 22. A empresa ou o empregador doméstico deverão comunicar o acidente do trabalho à 
Previdência Social até o primeiro dia útil seguinte ao da ocorrência e, em caso de morte, de 
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imediato, à autoridade competente, sob pena de multa variável entre o limite mínimo e o limite 
máximo do salário de contribuição, sucessivamente aumentada nas reincidências, aplicada e 
cobrada pela Previdência Social.
§ 1º Da comunicação a que se refere este artigo receberão cópia fiel o acidentado ou seus 
dependentes, bem como o sindicato a que corresponda a sua categoria.
§ 2º Na falta de comunicação por parte da empresa, podem formalizá-la o próprio acidentado, 
seus dependentes, a entidade sindical competente, o médico que o assistiu ou qualquer autoridade 
pública, não prevalecendo nestes casos o prazo previsto neste artigo.
§ 3º A comunicação a que se refere o § 2º não exime a empresa de responsabilidade pela falta 
do cumprimento do disposto neste artigo.
§ 4º Os sindicatos e entidades representativas de classe poderão acompanhar a cobrança, pela 
Previdência Social, das multas previstas neste artigo.
§ 5º A multa de que trata este artigo não se aplica na hipótese do caput do art. 21-A.
Certo.
060. 060. (FURB/PREFEITURA DE TIMBÓ/MÉDICO DO TRABALHO/2019) A CAT deve ser gerada, 
exclusivamente, pelo médico da empresa.
A assertiva está em desconformidade com o art. 22 da Lei n.8.213/1991:
Art. 22. A empresa ou o empregador doméstico deverão comunicar o acidente do trabalho à 
Previdência Social até o primeiro dia útil seguinte ao da ocorrência e, em caso de morte, de 
imediato, à autoridade competente, sob pena de multa variável entre o limite mínimo e o limite 
máximo do salário de contribuição, sucessivamente aumentada nas reincidências, aplicada e 
cobrada pela Previdência Social.
§ 1º Da comunicação a que se refere este artigo receberão cópia fiel o acidentado ou seus 
dependentes, bem como o sindicato a que corresponda a sua categoria.
§ 2º Na falta de comunicação por parte da empresa, podem formalizá-la o próprio acidentado, 
seus dependentes, a entidade sindical competente, o médico que o assistiu ou qualquer autoridade 
pública, não prevalecendo nestes casos o prazo previsto neste artigo.
§ 3º A comunicação a que se refere o § 2º não exime a empresa de responsabilidade pela falta 
do cumprimento do disposto neste artigo.
§ 4º Os sindicatos e entidades representativas de classe poderão acompanhar a cobrança, pela 
Previdência Social, das multas previstas neste artigo.
§ 5º A multa de que trata este artigo não se aplica na hipótese do caput do art. 21-A.
Errado.
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061. 061. (FURB/PREFEITURA DE TIMBÓ/MÉDICO DO TRABALHO/2019) Sobre a emissão da CAT 
(Comunicação de Acidente de Trabalho), analise as afirmativas abaixo e identifique a(s) 
corretas(s): Deve ser aberta quando há adoecimento decorrente do trabalho ou quando 
há agravamento de doença preexistente.
A questão é restritiva. A CAT, nos termos do art. 22 da Lei n. 8.213/1991, deve ser aberta 
em situação de qualquer acidente de trabalho, como o acidente de trajeto, por exemplo.
Errado.
062. 062. (CESPE/EMBASA/ANALISTA/2010) De acordo com a legislação, não será caracterizada 
como acidente de trabalho a agressão física sofrida pelo trabalhador, dentro da empresa, 
durante o intervalo do almoço.
A assertiva está em desacordo com a Lei n. 8.213/1991:
Art. 21:
II – O acidente sofrido pelo segurado no local e no horário do trabalho, em consequência de:
a) ato de agressão, sabotagem ou terrorismo praticado por terceiro ou companheiro de trabalho.
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ANEXOANEXO
Legislação importante sobre o tema. Tratamos aqui da Lei n. 8.213/1991:
Art. 19. Acidente do trabalho é o que ocorre pelo exercício do trabalho a serviço de empresa ou 
de empregador doméstico ou pelo exercício do trabalho dos segurados referidos no inciso VII 
do art. 11 desta Lei, provocando lesão corporal ou perturbação funcional que cause a morte ou 
a perda ou redução, permanente ou temporária, da capacidade para o trabalho.
§ 1º A empresa é responsável pela adoção e uso das medidas coletivas e individuais de proteção 
e segurança da saúde do trabalhador.
§ 2º Constitui contravenção penal, punível com multa, deixar a empresa de cumprir as normas 
de segurança e higiene do trabalho.
§ 3º É dever da empresa prestar informações pormenorizadas sobre os riscos da operação a 
executar e do produto a manipular.
§4ºO Ministério do Trabalho e da Previdência Social fiscalizará e os sindicatos e entidades 
representativas de classe acompanharão o fiel cumprimento do disposto nos parágrafos anteriores, 
conforme dispuser o Regulamento.
Art. 20. Consideram-se acidente do trabalho, nos termos do artigo anterior, as seguintes 
entidades mórbidas:
I – doença profissional, assim entendida a produzida ou desencadeada pelo exercício do trabalho 
peculiar a determinada atividade e constante da respectiva relação elaborada pelo Ministério 
do Trabalho e da Previdência Social;
II – doença do trabalho, assim entendida a adquirida ou desencadeada em função de condições 
especiais em que o trabalho é realizado e com ele se relacione diretamente, constante da relação 
mencionada no inciso I.
§ 1º Não são consideradas como doença do trabalho:
a) a doença degenerativa;
b) a inerente a grupo etário;
c) a que não produza incapacidade laborativa;
d) a doença endêmica adquirida por segurado habitante de região em que ela se desenvolva, salvo 
comprovação de que é resultante de exposição ou contato direto determinado pela natureza 
do trabalho.
§ 2º Em caso excepcional, constatando-se que a doença não incluída na relação prevista nos 
incisos I e II deste artigo resultou das condições especiais em que o trabalho é executado e com 
ele se relaciona diretamente, a Previdência Social deve considerá-la acidente do trabalho.
Art. 21. Equiparam-se também ao acidente do trabalho, para efeitos desta Lei:
I – O acidente ligado ao trabalho que, embora não tenha sido a causa única, haja contribuído 
diretamente para a morte do segurado, para redução ou perda da sua capacidade para o trabalho, 
ou produzido lesão que exija atenção médica para a sua recuperação;
II – O acidente sofrido pelo segurado no local e no horário do trabalho, em consequência de:
a) ato de agressão, sabotagem ou terrorismo praticado por terceiro ou companheiro de trabalho;
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b) ofensa física intencional, inclusive de terceiro, por motivo de disputa relacionada ao trabalho;
c) ato de imprudência, de negligência ou de imperícia de terceiro ou de companheiro de trabalho;
d) ato de pessoa privada do uso da razão;
e) desabamento, inundação, incêndio e outros casos fortuitos ou decorrentes de força maior;
III – A doença proveniente de contaminação acidental do empregado no exercício de sua atividade;
IV – O acidente sofrido pelo segurado ainda que fora do local e horário de trabalho:
a) na execução de ordem ou na realização de serviço sob a autoridade da empresa;
b) na prestação espontânea de qualquer serviço à empresa para lhe evitar prejuízo ou proporcionar 
proveito;
c) em viagem a serviço da empresa, inclusive para estudo quando financiada dentro de seus 
planos para melhor capacitação da mão de obra, independentemente do meio de locomoção 
utilizado, inclusive veículo de propriedade do segurado;
d) no percurso da residência para o local de trabalho ou deste para aquela, qualquer que seja o 
meio de locomoção, inclusive veículo de propriedade do segurado.
§ 1º Nos períodos destinados a refeição ou descanso, ou por ocasião da satisfação de outras 
necessidades fisiológicas, no local do trabalho ou durante este, o empregado é considerado no 
exercício do trabalho.
§ 2º Não é considerada agravação ou complicação de acidente do trabalho a lesão que, resultante 
de acidente de outra origem, se associe ou se superponha às consequências do anterior.
Art. 21-A. A perícia médica do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) considerará caracterizada a 
natureza acidentária da incapacidade quando constatar ocorrência de nexo técnico epidemiológico 
entre o trabalho e o agravo, decorrente da relação entre a atividade da empresa ou do empregado 
doméstico e a entidade mórbida motivadorada incapacidade elencada na Classificação 
Internacional de Doenças (CID), em conformidade com o que dispuser o regulamento.
§ 1º A perícia médica do INSS deixará de aplicar o disposto neste artigo quando demonstrada a 
inexistência do nexo de que trata o caput deste artigo.
§ 2º A empresa ou o empregador doméstico poderão requerer a não aplicação do nexo técnico 
epidemiológico, de cuja decisão caberá recurso, com efeito suspensivo, da empresa, do empregador 
doméstico ou do segurado ao Conselho de Recursos da Previdência Social.
Art. 22. A empresa ou o empregador doméstico deverão comunicar o acidente do trabalho à 
Previdência Social até o primeiro dia útil seguinte ao da ocorrência e, em caso de morte, de 
imediato, à autoridade competente, sob pena de multa variável entre o limite mínimo e o limite 
máximo do salário de contribuição, sucessivamente aumentada nas reincidências, aplicada e 
cobrada pela Previdência Social.
§ 1º Da comunicação a que se refere este artigo receberão cópia fiel o acidentado ou seus 
dependentes, bem como o sindicato a que corresponda a sua categoria.
§ 2º Na falta de comunicação por parte da empresa, podem formalizá-la o próprio acidentado, 
seus dependentes, a entidade sindical competente, o médico que o assistiu ou qualquer autoridade 
pública, não prevalecendo nestes casos o prazo previsto neste artigo.
§ 3º A comunicação a que se refere o § 2º não exime a empresa de responsabilidade pela falta 
do cumprimento do disposto neste artigo.
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§ 4º Os sindicatos e entidades representativas de classe poderão acompanhar a cobrança, pela 
Previdência Social, das multas previstas neste artigo.
§ 5º – A multa de que trata este artigo não se aplica na hipótese do caput do art. 21-A.
Art. 23. Considera-se como dia do acidente, no caso de doença profissional ou do trabalho, 
a data do início da incapacidade laborativa para o exercício da atividade habitual, ou o dia da 
segregação compulsória, ou o dia em que for realizado o diagnóstico, valendo para este efeito 
o que ocorrer primeiro.
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	Sumário
	Apresentação
	Acidente do Trabalho
	1. Acidente do Trabalho
	2. Espécies de Acidente do Trabalho
	3. Disposições Normativas do Acidente de Trabalho
	4. Efeitos Trabalhistas do Acidente de Trabalho
	5. Efeitos Previdenciários do Acidente de Trabalho
	6. CAT e NR 31
	Resumo
	Mapas Mentais
	Exercícios
	Gabarito
	Gabarito Comentado
	Anexo12 de março, o STF definiu súmula de repercussão geral fixando ser constitucional 
a responsabilização objetiva (isto é, que independe de culpa ou dolo) em caso de acidente 
de trabalho ocorrido em atividade de trabalho com risco habitual.
Isso implica, assim, no estabelecimento da responsabilidade objetiva do empregador por 
eventuais danos que o trabalhador possa sofrer, ou seja, responsabilidade independentemente 
de a empresa ter agido com dolo ou culpa, ou seja, é constitucional a responsabilidade civil 
objetiva do empregador por danos decorrentes de acidentes de trabalho em atividades de 
risco, com base no artigo 927, parágrafo único, do Código Civil.
A tese foi fixada no julgamento do RE 828040/DF, que definiu a constitucionalidade da 
responsabilidade objetiva do empregador em casos de acidente de trabalho em atividades 
de risco. 
O artigo 927, parágrafo único, do Código Civil, que estabelece a responsabilidade objetiva, 
é considerado compatível com o artigo 7º, XXVIII, da Constituição Federal, que trata da 
proteção do trabalhador em relação aos acidentes de trabalho.
A tese foi fixada no julgamento do RE 828040/DF, que definiu a constitucionalidade 
da responsabilidade objetiva do empregador em casos de acidente de trabalho em 
atividades de risco.
Então, vêm as perguntas:
Quem é o acidentado?Quem é o acidentado?
Aquele que sofre ACIDENTE DE TRABALHO, conforme o art. 118 da Lei n. 8.213/1991.
e o que é o ACiDeNTe De TrAbAlho?e o que é o ACiDeNTe De TrAbAlho?
Acidente de trabalho se caracteriza no exercício profissional e causa lesão corporal ou 
perturbação funcional que provoca a perda ou redução, permanente ou temporária, da 
capacidade para o trabalho, nos termos do art. 19 da Lei n. 8.213/1991.
Em conformidade com a NBR 14.280, norma brasileira da Associação Brasileira de 
Normas Técnicas – ABNT, acidente de trabalho é a ocorrência imprevista e indesejável, de 
caráter instantâneo e traumático, relacionada com o exercício do trabalho, de que resulte 
ou possa resultar lesão pessoal.
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IMPORTANTE saber a diferença entre doença profissional e do trabalho:
a) doença profissional, assim entendida a produzida ou desencadeada pelo exercício 
do trabalho peculiar a determinada atividade e constante da respectiva relação elaborada 
pelo Ministério do Trabalho e da Previdência Social. Por exemplo: minerador que adquire 
doença no pulmão já inerente à sua condição de mineiro; LER no digitador etc.
b) doença do trabalho, assim entendida a adquirida ou desencadeada em função de 
condições especiais em que o trabalho é realizado e com ele se relacione diretamente. Por 
exemplo: alguém ficou doente na sua coluna cervical pelas péssimas condições ergonômicas 
da empresa ou porque levantava pesos de forma inadequada e acima dos limites legais.
Vamos registrar uma tabela para te ajudar mais:
Doença Profissional Doença do Trabalho
É a produzida ou desencadeada pelo exercício do 
trabalho peculiar a determinada atividade.
E
Deve estar na respectiva relação elaborada pelo 
Ministério do Trabalho.
É a adquirida ou desencadeada em função de condições 
especiais em que o trabalho é realizado.
E
Relacionada diretamente ao desempenho do trabalho.
 Obs.: Os requisitos são cumulativos!
Nesse azo, destacamos nos mapas mentais:
caracteriza no exercício 
profissional
que provoca a perda ou 
redução
causa lesão corporal ou 
perturbação funcional
alteração na capacidade 
do trabalho
Acidente do trabalho 
(conceito)
doença do trabalho acidente típico
doença profissional acidente por 
equiparação
Acidente do trabalho
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Acidente do Trabalho 
Maria Rafaela
Doença profissional
Doença do Trabalho
Acidente do 
trabalho
a produzida ou desencadeada pelo exercício 
do trabalho peculiar a determinada atividade e 
constante da respectiva relação elaborada pelo 
Ministério do Trabalho e da Previdência Social
a adquirida ou desencadeada em função 
de condições especias em que o trabalho é 
realizado e com ele se relacione diretamente.
Temos como espécie o ACIDENTE IMPESSOAL, ou seja, tecnicamente aquele cuja 
caracterização independe de existir acidentado. Prefiro defini-los como ocorrências que 
provocam dano e/ou perda patrimonial. Uma colisão de veículo ou queda de um equipamento 
ilustram esse conceito.
e o ACiDeNTe PeSSoAl?e o ACiDeNTe PeSSoAl?
É justamente o oposto. É aquele que existe a pessoa do acidentado. Há um trabalhador 
lesionado que pode ser afastado ou não de suas funções laborais.
Há, ainda, os INCIDENTES. Esses também são chamados de QUASE ACIDENTES. Configuram-
se quando há situações nas quais há iminência de ocorrer um acidente. Por exemplo, um 
obreiro que esteve atento e evitou um acidente grave. Acrescento: acidente sem danos 
pessoais, mas que deve ser analisado para que sejam propostas medidas para evitar sua 
repetição, é incidente.
Há doutrina interessante que menciona ACIDENTE COM PERDA DE TEMPO E ACIDENTE 
SEM PERDA DE TEMPO. Vejamos na tabela:
Acidente com Perda de Tempo Acidente sem Perda de Tempo
É o afastamento temporário ou permanente do 
trabalhador de suas funções para sua recuperação. 
Exemplo: Daniel sofreu acidente de trabalho e, pela 
gravidade das lesões, ficou afastado 30 dias, depois 
retornando. É acidente com perda de tempo.
É quando ocorrem pequenas escoriações ou lesões, 
não levando ao afastamento da rotina de trabalho, 
bastando primeiros socorros e, às vezes, nem isso. 
Por exemplo: Daniel teve um corte no dedo.
002. 002. (CESPE/PETROBRAS/ENGENHEIRO DE SEGURANÇA DO TRABALHO/2022) Um pedreiro, 
em uma escada, fazia assentamento de revestimentos cerâmicos na parede, a dois metros 
e meio de altura, quando o degrau da escada quebrou. O pedreiro, ao se desequilibrar, 
caiu e sofreu escoriações nas pernas, o que lhe rendeu afastamento, com retorno, após 
três dias, às suas atividades laborais normais. Com base nessa situação hipotética e na 
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regulamentação aplicável, julgue o próximo item. A queda do pedreiro é classificada como 
acidente impessoal.
Não é verdadeiro, pois se teve a figura do obreiro acidentado, trata-se de ACIDENTE PESSOAL. 
Temos como espécie o ACIDENTE IMPESSOAL, ou seja, tecnicamente são aqueles cuja caracterização 
independe de existir acidentado. Prefiro defini-los como ocorrências que provocam dano e/ou 
perda patrimonial. Uma colisão de veículo ou queda de um equipamento ilustram esse conceito. 
O ACIDENTE PESSOAL é justamente o oposto. É aquele que existe a pessoa do acidentado. Há 
um trabalhador lesionado que pode ser afastado ou não de suas funções laborais.
Errado.
e o que é acidente de trabalho por equiparação?e o que é acidente de trabalho por equiparação?
O art. 21 da Lei n. 8.213/1991 equipara ainda a acidente de trabalho diversas situações que 
ocorrem no desempenho de suas atividades ou de forma lateral a estas, dos quais enumeramosaqui:
I – O acidente ligado ao trabalho que, embora não tenha sido a causa única, haja contribuído 
diretamente para a morte do segurado, para redução ou perda da sua capacidade para o trabalho, 
ou produzido lesão que exija atenção médica para a sua recuperação. Temos aqui a situação de 
agravamento da doença.
II – O acidente sofrido pelo segurado no local e no horário do trabalho, em consequência de:
a) ato de agressão, sabotagem ou terrorismo praticado por terceiro ou companheiro de trabalho; 
DICA: TERCEIRO (por exemplo: cliente ou um empregado da empresa terceirizada) OU COLEGA 
DO TRABALHO, podendo-se incluir, por exemplo, o prestador de serviço ou estagiário.
b) ofensa física intencional, inclusive de terceiro, por motivo de disputa relacionada ao trabalho; 
DICA NOVAMENTE: TERCEIRO (por exemplo: cliente ou um empregado da empresa terceirizada) 
OU COLEGA DO TRABALHO, podendo-se incluir, por exemplo, o prestador de serviço ou estagiário.
c) ato de imprudência, de negligência ou de imperícia de terceiro ou de companheiro de trabalho; 
DICA NOVAMENTE: TERCEIRO (por exemplo: cliente ou um empregado da empresa terceirizada) 
OU COLEGA DO TRABALHO, podendo-se incluir, por exemplo, o prestador de serviço ou estagiário.
d) ato de pessoa privada do uso da razão;
e) desabamento, inundação, incêndio e outros casos fortuitos ou decorrentes de força maior;
III – A doença proveniente de contaminação acidental do empregado no exercício de sua atividade;
IV – o acidente sofrido pelo segurado ainda que fora do local e horário de trabalho:
a) na execução de ordem ou na realização de serviço sob a autoridade da empresa;
b) na prestação espontânea de qualquer serviço à empresa para lhe evitar prejuízo ou proporcionar 
proveito;
c) em viagem a serviço da empresa, inclusive para estudo quando financiada dentro de seus 
planos para melhor capacitação da mão de obra, independentemente do meio de locomoção 
utilizado, inclusive veículo de propriedade do segurado;
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d) no percurso da residência para o local de trabalho ou deste para aquela, qualquer que seja o 
meio de locomoção, inclusive veículo de propriedade do segurado.
ACIDENTE DE TRABALHO TÍPICO
ACIDENTE DE TRABALHO
POR EQUIPARAÇÃO
Doença profissional
Doença do trabalho
Como se revela inviável listar todas as 
hipóteses dessas doenças, o § 2º do 
mencionado artigo da Lei n. 8.213/91 
estabelece que, “em caso excepcional, 
constatando-se que a doença não incluída 
na relação prevista nos incisos I e II deste 
artigo resultou das condições especiais em 
que o trabalho é executado e com ele se 
relaciona diretamente, a Previdência Social 
deve considerá-la acidente do trabalho.
O art. 21 da Lei n. 8.213/91 equipara ainda a acidente de 
trabalho:
I – O acidente ligado ao trabalho que, embora não tenha sido 
a causa única, haja contribuído diretamente para a morte do 
segurado, para redução ou perda da sua capacidade para o 
trabalho, ou produzido lesão que exija atenção médica para 
a sua recuperação;
II – O acidente sofrido pelo segurado no local e no horário 
do trabalho (…)
III – A doença proveniente de contaminação acidental do 
empregado no exercício de sua atividade;
IV – O acidente sofrido pelo segurado ainda que fora do local 
e horário de trabalho:
(…)
Quais os POTENCIAIS direitos do trabalhador que sofre acidente de trabalho?
• Garantia provisória no emprego;
• Auxílio-doença acidentário;
• Aposentadoria por invalidez;
• Recolhimentos do FGTS e interrupção do contrato;
• Afastamento remunerado.
Nos períodos destinados a refeição ou descanso, ou por ocasião da satisfação de outras 
necessidades fisiológicas, no local do trabalho ou durante este, o empregado é considerado 
no exercício do trabalho. Por exemplo: uma agressão no horário do almoço.
003. 003. (AOCP/UFPB/MÉDICO/2014) O Gerente de uma empresa teve um problema elétrico 
em sua casa e ordenou que o eletricista da empresa que gerencia fosse até sua casa 
resolver o problema elétrico, pois era próximo a empresa e não tomaria muito o tempo 
do funcionário, pois o mesmo estava dentro do seu horário de trabalho. Para solucionar 
o problema elétrico o eletricista teve que subir no poste, mas infelizmente sofreu uma 
queda vindo a fraturar um dos pés, com afastamento do trabalho por 30 dias. O médico 
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da empresa é questionado se deve ser considerado como Acidente de Trabalho. Sobre o 
caso, assinale a alternativa correta.
a) É acidente de trabalho independentemente de haver afastamento ou não.
b) É acidente de trabalho somente se o afastamento for inferior a 15 dias
c) Não se considera acidente de trabalho aquele ocorrido fora do ambiente de trabalho.
d) Não é acidente de trabalho, pois o eletricista não prestou atenção ao subir no poste.
e) É acidente de trabalho somente se o afastamento for superior a 15 dias.
No caso, configura-se o art. 21, IV, da Lei n. 8.213/1991. Existe acidente de trabalho, 
independentemente do prazo. Apenas se discute a garantia provisória no emprego se o 
afastamento for superior ou inferior a 15 dias. O afastamento será em razão de alguma 
doença ou acidente que não tem relação com o trabalho exercido pelo segurado. Os 15 dias 
de afastamento não precisarão ser seguidos. Poderá ser o afastamento de 15 dias dentro 
de um período de 60 dias.
Letra a.
e a GArANTiA ProViSÓriA No eMPreGo na sua relação com acidente do trabalho?e a GArANTiA ProViSÓriA No eMPreGo na sua relação com acidente do trabalho?
Chamo atenção, pois é bastante cobrada em provas e significa que, pelo prazo mínimo de 
12 meses após a cessação do auxílio – doença acidentário, independentemente da percepção 
de auxílio – acidente (12 meses, e não 1 ano), o trabalhador não pode ser dispensado sem 
justa causa. Mas a jurisprudência admite a dispensa por justa causa ou a pedido.
Consequência – EXPEDIÇÃO DA CAT: Em caso de acidente de trabalho, cabe ao empregador 
a emissão da Comunicação de Acidente de Trabalho (CAT) e seu envio à Previdência Social, ainda 
que o acidente não gere afastamento do trabalho e concessão de benefícios previdenciários. 
Essa comunicação deve ser feita também em caso de doenças relacionadas ao trabalho 
desenvolvidas pelo trabalhador. Dispõe, ainda, o decreto n. 3.048/1999:
Art. 336. Para fins estatísticos e epidemiológicos, a empresa deverá comunicar à previdência 
social o acidente de que tratam os arts. 19, 20, 21 e 23 da Lei n. 8.213, de 1991, ocorrido com o 
segurado empregado, exceto o doméstico, e o trabalhador avulso, até o primeiro dia útil seguinte 
ao da ocorrência e, em caso de morte, de imediato, à autoridade competente, sob pena da multa 
aplicada e cobrada na forma do art. 286.
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Sobre a garantia provisória no emprego, anote-se a súmula 378 do TST sobre o tema:
JURISPRUDÊNCIA
ESTABILIDADE PROVISÓRIA. ACIDENTE DO TRABALHO. ART. 118 DALEI N. 8.213/1991.
I – É constitucional o artigo 118 da Lei n. 8.213/1991 que assegura o direito à estabilidade 
provisória por período de 12 meses após a cessação do auxílio-doença ao empregado 
acidentado.
II – São pressupostos para a concessão da estabilidade o afastamento superior a 15 dias 
e a consequente percepção do auxílio-doença acidentário, salvo se constatada, após 
a despedida, doença profissional que guarde relação de causalidade com a execução 
do contrato de emprego.
III – O empregado submetido a contrato de trabalho por tempo determinado goza da 
garantia provisória de emprego decorrente de acidente de trabalho prevista no n no 
art. 118 da Lei n. 8.213/91.
A Comunicação de Acidente de Trabalho (CAT) é um documento emitido para reconhecer 
tanto um acidente de trabalho ou de trajeto quanto uma doença ocupacional.
Caso a empresa não emita a CAT, está sujeita a multa e, nesse caso, o próprio trabalhador 
pode procurar assistência do INSS ou solicitar ao sindicato que representa sua categoria. 
O trabalhador acidentado ou vítima de doença adquirida no trabalho, segurado pela 
Previdência Social, tem garantido o direito: à aposentadoria por invalidez, caso o ocorrido 
tenha como consequência uma incapacidade total e definitiva para qualquer trabalho; ao 
auxílio-doença acidentário, caso ocorra uma incapacidade temporária superior a 15 dias; 
auxílio-acidente, caso ocorra limitações definitivas para o trabalho, mas não incapacidade; 
e pensão por morte, aos dependentes do trabalhador vítima fatal de acidente ou doença 
de trabalho.
004. 004. (CETREDE/PREFEITURA DE JUAZEIRO DO NORTE/ENFERMEIRO/2019) A Comunicação 
de Acidente de Trabalho (CAT) é um documento emitido para reconhecer tanto um acidente 
de trabalho ou de trajeto bem como uma doença ocupacional. A empresa é obrigada a 
informar à Previdência Social todos os acidentes de trabalho ocorridos com seus empregados, 
mesmo que não haja afastamento das atividades, até o __________ dia útil seguinte ao da 
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ocorrência. Em caso de morte, a comunicação deverá ser __________. Assinale a alternativa 
que preenche CORRETA e respectivamente as lacunas.
a) primeiro / imediata
b) terceiro / primeiro dia útil
c) segundo / mediata
d) segundo / urgente
e) terceiro / urgente
A questão se resolve pela leitura do art. 22 da Lei n. 8.213/1991:
Art. 22. A empresa ou o empregador doméstico deverão comunicar o acidente do trabalho à 
Previdência Social até o primeiro dia útil seguinte ao da ocorrência e, em caso de morte, de 
imediato, à autoridade competente, sob pena de multa variável entre o limite mínimo e o limite 
máximo do salário de contribuição, sucessivamente aumentada nas reincidências, aplicada e 
cobrada pela Previdência Social.
Letra a.
005. 005. (VUNESP/EBSEHR/ENGENHEIRO DE SEGURANÇA DO TRABALHO/2020) À luz da legislação 
vigente, a empresa deverá comunicar o acidente à Previdência Social até o primeiro dia útil 
seguinte ao da ocorrência e, em caso de mutilação, amputação de membro ou perda de 
ambos os olhos, de imediato às autoridades policial e trabalhista.
A questão se resolve pela leitura do art. 22 da Lei n. 8.213/1991:
Art. 22. A empresa ou o empregador doméstico deverão comunicar o acidente do trabalho à 
Previdência Social até o primeiro dia útil seguinte ao da ocorrência e, em caso de morte, de 
imediato, à autoridade competente, sob pena de multa variável entre o limite mínimo e o limite 
máximo do salário de contribuição, sucessivamente aumentada nas reincidências, aplicada e 
cobrada pela Previdência Social.
Errada.
006. 006. (CEPS-UFPA/UFPA/MÉDICO/2019) Em caso de morte, a comunicação CAT deverá ser 
feita no máximo em 48 horas.
A questão se resolve pela leitura do art. 22 da Lei n. 8.213/1991:
Art. 22. A empresa ou o empregador doméstico deverão comunicar o acidente do trabalho à 
Previdência Social até o primeiro dia útil seguinte ao da ocorrência e, em caso de morte, de 
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imediato, à autoridade competente, sob pena de multa variável entre o limite mínimo e o limite 
máximo do salário de contribuição, sucessivamente aumentada nas reincidências, aplicada e 
cobrada pela Previdência Social.
Errado.
007. 007. (UERR/CODESAIMA/TÉCNICO EM SEGURANÇA DO TRABALHO/2017) A comunicação de 
acidentes do trabalho é feita mediante a emissão de um documento especial chamado de 
Comunicação De Acidentes de Trabalho (CAT). Em caso de ACIDENTE, deve ser comunicado 
à autoridade competente em qual prazo?
a) Primeiro dia útil, seguinte ao da ocorrência.
b) Segundo dia útil, seguinte ao da ocorrência.
c) Terceiro dia útil, seguinte ao da ocorrência.
d) Quarto dia útil, seguinte ao da ocorrência.
e) De imediato.
A questão se resolve pela leitura do art. 22 da Lei n. 8.213/1991:
Art. 22. A empresa ou o empregador doméstico deverão comunicar o acidente do trabalho à 
Previdência Social até o primeiro dia útil seguinte ao da ocorrência e, em caso de morte, de 
imediato, à autoridade competente, sob pena de multa variável entre o limite mínimo e o limite 
máximo do salário de contribuição, sucessivamente aumentada nas reincidências, aplicada e 
cobrada pela Previdência Social.
Letra a.
Temos, ainda, as espécies de CAT:
• CAT INICIAL: Acidente do trabalho, típico ou de trajeto, ou doença profissional ou do 
trabalho.
• CAT reabertura: Reinício de tratamento ou afastamento por agravamento de lesão 
de acidente do trabalho ou doença profissional ou do trabalho, já comunicado 
anteriormente ao INSS.
• CAT FALECIMENTO: Falecimento decorrente de acidente ou doença profissional ou 
do trabalho, ocorrido após a emissão da CAT inicial.
 Obs.: A CAT de comunicação de óbito só pode ser emitida após o registro da CAT inicial.
DICA
Guardar no coração o art . 22 da lei n . 8 .213/1991! Veja:
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Art. 22. A empresa ou o empregador doméstico deverão comunicar o acidente do trabalho à 
Previdência Social até o primeiro dia útil seguinte ao da ocorrência e, em caso de morte, de 
imediato, à autoridade competente, sob pena de multa variável entre o limite mínimo e o limite 
máximo do salário de contribuição, sucessivamente aumentada nas reincidências, aplicada e 
cobrada pela Previdência Social.
§ 1º Da comunicação a que se refere este artigo receberão cópia fiel o acidentado ou seus 
dependentes, bem como o sindicato a que corresponda a sua categoria.
§ 2º Na falta de comunicação por parte da empresa, podem formalizá-la o próprio acidentado, 
seus dependentes, a entidade sindical competente, o médico que o assistiu ou qualquer autoridade 
pública, não prevalecendo nestes casos o prazo previsto neste artigo.
§ 3º A comunicação a que se refere o § 2º não exime a empresa de responsabilidade pela falta 
do cumprimento do disposto neste artigo.
§ 4º Os sindicatos e entidades representativas de classe poderãoacompanhar a cobrança, pela 
Previdência Social, das multas previstas neste artigo.
§ 5º A multa de que trata este artigo não se aplica na hipótese do caput do art. 21-A.
2 . eSPÉCieS De ACiDeNTe Do TrAbAlho2 . eSPÉCieS De ACiDeNTe Do TrAbAlho
Primeiro, temos uma distinção muito interessante: ACIDENTE DE TRABALHO TÍPICO E 
ATÍPICO. No primeiro caso: acontece no ambiente de trabalho e cujos riscos são decorrentes 
do exercício da própria atividade laborativa.
No ATÍPICO, temos: doenças ocupacionais, as quais não decorrem necessariamente das 
atividades exercidas na empresa, mas têm relação com as condições e o ambiente em que 
o trabalho é desenvolvido.
Veja o mapa mental:
típico
atípico
Acidente do 
trabalho
conceito: acontece no horário de trabalho e 
no local de trabalho.
conceito: pode ser observado ao longo do 
tempo, mesmo que já esteja distante do 
ambiente laboral.
Além do acidente típico, há os acidentes por equiparação, que possuem as mesmas 
consequências jurídicas. Não esqueça de ficar atento ao art. 20 e ao art. 21 da Lei n. 8.213/1991.
As doenças ocupacionais são: DOENÇA DO TRABALHO E DOENÇAS PROFISSIONAIS.
Temos, ainda, as doenças com nexo técnico epidemiológico: o marco para essas 
caracterizações é a legislação de 2006, que é a Lei n. 11.430/2006, em que a matéria 
relativa à prova do acidente do trabalho sofreu significativa modificação: Nexo Técnico 
Epidemiológico (NTEP).
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Esse nexo é um índice no qual são considerados a ocupação do trabalhador na empresa, 
o diagnóstico médico enquadrado na CID (Classificação Internacional de Doenças) e a sua 
incidência estatística dentro da CNAE (Classificação Nacional de Atividade).
O NTEP gera uma presunção legal (juris tantum) de que a doença sofrida pelo trabalhador 
é ocupacional, de forma a inverter-se o ônus probatório. Cuidado! PRESUNÇÃO RELATIVA!
008. 008. (FEPESE/PREFEITURA DE CONCÓRDIA/MÉDICO DO TRABALHO/2018) Acidente de 
trabalho é um evento súbito, ocorrido no exercício de atividade laboral, independentemente 
da situação empregatícia e previdenciária do trabalhador acidentado.
É preciso ter vínculo de segurado e depende do tipo de relação com o RGPS. Nesse sentido, 
é o art. 19 da Lei n. 8.213/1991 que está em sentido diverso do enunciado:
Art. 19. Acidente do trabalho é o que ocorre pelo exercício do trabalho a serviço de empresa ou 
de empregador doméstico ou pelo exercício do trabalho dos segurados referidos no inciso VII 
do art. 11 desta Lei, provocando lesão corporal ou perturbação funcional que cause a morte ou 
a perda ou redução, permanente ou temporária, da capacidade para o trabalho.
Errada.
Destacamos o ACIDENTE DE TRAJETO. É aquele que ocorre no deslocamento casa/
trabalho/casa. A Jurisprudência do TST tolera alguns pequenos desvios de trajeto e horário, 
de acordo com a proporcionalidade e razoabilidade, como acidentes de trajeto, passíveis 
das mesmas consequências jurídicas.
Mesmo quando a empresa fornece o vale-transporte, se o obreiro tiver acidente no seu 
trajeto, caracteriza-se o acidente de trabalho, pois a lei não faz distinção, conforme se verifica:
Art. 21. Equiparam-se ao ACIDENTE DE TRABALHO:
d) no PERCURSO da residência para o local de trabalho ou deste para aquela, QUALQUER que seja 
o MEIO DE LOCOMOÇÃO, INCLUSIVE VEÍCULO DE PROPRIEDADE DO SEGURADO.
Em suma, o acidente de trajeto não depende do veículo. Dessa feita, a emissão da CAT 
é um direito do acidentado de trajeto, assim como benefício acidentário e até uma possível 
estabilidade no emprego.
Então, o acidente de TRAJETO é aquele sofrido pelo empregado no percurso da residência 
para o local de trabalho ou deste para aquela, qualquer que seja o meio de locomoção, 
inclusive veículo de propriedade do empregado, desde que não haja interrupção ou alteração 
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de percurso por motivo alheio ao trabalho. O TST admite pequenas alterações ou desvios, 
sempre considerando os princípios da proporcionalidade e da razoabilidade.
Um detalhe: se o empregado vender o vale-transporte e for para a empresa usando moto 
ou carro, a empresa continua com a obrigação de emitir a CAT (Comunicação de Acidente 
de Trabalho). Isso porque o acidente de trajeto existe por equiparação legal.
Entre 12 de novembro de 2019 e 20 de abril de 2020 vigorou no Brasil a Medida Provisória 
n. 905, que pretendia a descaracterização do acidente que acontece no trajeto entre a 
residência do trabalhador e seu local de trabalho. Acontece que as medidas provisórias 
produzem efeitos precários. Para que continuem vigorando, elas devem ser convertidas em 
lei. No entanto, a MP n. 905 não foi convertida em lei. Desse modo, os acidentes de trajeto 
ocorridos entre 12 de novembro de 2019 e 20 de abril de 2020 não são considerados acidentes 
de trabalho, pois a MP n. 905 estava em vigor naquele período e excluía a possibilidade de 
tal caracterização. Porém, os acidentes de trajeto anteriores e posteriores àquele período 
são equiparados ao acidente de trabalho.
009. 009. (CEPS/UFPA-UFPA/MÉDICO/2019) Elenilson trabalha na ALBRÁS/ALUNORTE, localizada 
no município de Barcarena. Desde a queda da ponte que interliga os municípios Belém 
Barcarena, em abril/2019, a empresa fornece serviço de transporte rodoviário a fim de 
garantir o horário de chegada dos funcionários na fábrica regularmente. No dia 06/05/2019, 
às 6 (seis) horas, na cidade de Belém, saiu de sua residência, em seu próprio veículo, em 
direção ao terminal rodoviário para pegar o ônibus da empresa. No caminho, colidiu com 
outro veículo, fraturou o punho direito e foi tratado cirurgicamente. Foi encaminhado para o 
INSS e retornou ao trabalho, após alta médica e pericial, depois de 90 dias de afastamento. 
Com base nesse histórico, é correto afirmar que o tipo de acidente que o referido empregado 
da ALBRÁS sofreu foi:
a) Acidente de trajeto.
b) Doença do trabalho.
c) Doença ocupacional.
d) Acidente do trabalho.
e) Acidente típico.
O acidente ocorreu no deslocamento casa/trabalho/casa e, por isso, denomina-se acidente 
de trajeto.
Letra a.
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010. 010. (ADM E TEC/PREFEITURA DE CUPIRA/GUARDA MUNICIPAL/2018) O acidente ocorrido no 
trajeto entre a residência e o local de trabalho do segurado também é considerada como 
acidente do trabalho.
Está correta, sendo a previsão do art. 19 e do art. 20 da Lei n. 8.213/1991 que considera o 
acidente de trajeto espécie de acidente de trabalho.
Certa.
Equiparam-se também ao acidente de trabalho, para efeitos da referida lei: acidentes em 
viagem a serviço da empresa, inclusive para estudo quando financiada por seus planos para 
melhor capacitação da mão de obra, independentemente do meio de locomoção utilizado, 
inclusive veículo de propriedade do segurado.
Nesse âmbito, observa-se que o acidente de trajeto pode até não ensejar danos morais e 
materiais se a responsabilidadepelo acidente for de culpa do próprio obreiro ou de terceiros.
O que existe, no caso acima, é a garantia provisória no emprego. Até porque são situações 
distintas: responsabilidade por danos morais e materiais e a garantia provisória do emprego 
e suas consequências.
Além do acidente de trajeto, há outras situações que são consideradas mediante a 
situação de EQUIPARAÇÃO. Já falamos no tópico anteriormente e agora vamos especificar 
mediante exemplos.
A doença profissional é causada em razão da exposição contínua a agentes de risco, sejam físicos, 
químicos ou outros. É como se fosse algo natural e esperado do desenvolvimento da atividade.
A doença do trabalho se refere à patologia adquirida pelo desenvolvimento do labor, mas 
isso não é presumido e nem esperado. Nota-se que o trabalhador adoece, mas é preciso 
provar o nexo causal de forma mais contundente na medida em que é algo a ser construído 
na relação doença e trabalho.
A doença do trabalho acontece em razão do ambiente de trabalho. A doença profissional 
é causada de forma direta pela atividade profissional. São as espécies mais relevantes para 
as nossas provas.
O acidente típico ocorre quando existe de forma inconteste uma lesão ao trabalhador 
em razão do desempenho efetivo de seu labor. Nesse azo, a obrigação do empregador é 
emitir a CAT, que é a Comunicação do Acidente de Trabalho. Se o empregador não o fizer, 
outros legitimados podem assim proceder, como, por exemplo, o sindicato.
Obviamente que a emissão de CAT gera consequências negativas ao empregador 
porque aumenta seu risco empresarial de acidente e, com isso, há o aumento da sua 
contribuição social.
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Diante disso, há constante resistência na emissão desse documento, mas a lei assim o 
exige. Quando existe a emissão da CAT e há necessidade de afastamento pelo INSS por mais 
de 15 dias, haverá a suspensão do contrato de trabalho, mas a emissão de CAT independe 
se o obreiro foi afastado ou não. Com isso, o obreiro receberá o benefício do auxílio-doença 
acidentário e fará gozo das benesses da garantia provisória no emprego.
Repita-se no mapa mental:
doença do trabalho acidente típico
doença profissional acidente por 
equiparação
Acidente do trabalho
Por fim, ainda temos as CONCAUSAS. Nesse azo, destaco a explicação de Cavalieri Filho 
(Programa de Responsabilidade Civil, 7. ed., São Paulo: Atlas, 2007, p. 58):
A concausa é outra causa que, juntando-se à principal, concorre para o resultado. Ela não inicia 
e nem interrompe o processo causal, apenas o reforça, tal qual um rio menor que deságua em 
outro maior, aumentando-se o caudal.
Sebastião Geraldo de Oliveira salienta que:
As concausas podem ocorrer por fatores preexistentes, supervenientes ou concomitantes com 
aquela causa que desencadeou o acidente ou a doença ocupacional.
As causas preexistentes não eliminam o nexo causal. Dessa forma, as condições pessoais 
de saúde do empregado vítima de acidente de trabalho não excluem a responsabilidade 
da empregadora.
O mesmo se dá com as causas supervenientes, mesmo que concorram para o agravamento 
da situação clínica. Assim, se o empregado acidentado não for socorrido a tempo, perdendo, 
por esta razão, muito sangue, e vindo a falecer, essa causa superveniente, muito embora 
concorrente, não eximirá a responsabilidade do empregador.
3 . DiSPoSiÇÕeS NorMATiVAS Do ACiDeNTe De TrAbAlho3 . DiSPoSiÇÕeS NorMATiVAS Do ACiDeNTe De TrAbAlho
O acidente do trabalho tem normalização na Lei n. 8.213/1991 e no Decreto n. 3.048/1999, 
na medida em que as repercussões em relação à matéria previdenciária é tema recorrente.
Observa-se que somente em alguns tópicos se trata do acidente de trabalho na CLT, 
destacando-se as situações de interrupção do contrato de trabalho, bem como em relação 
aos recolhimentos do FGTS e o efeito de pagamento de salários e demais direitos trabalhistas.
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Também se regulamentam as temáticas de conceitos, espécie e da garantia provisória 
no emprego. Ainda, observa-se a situação do acidente de trajeto e suas repercussões. 
No caso de acidente de trabalho, além do usufruto dos efeitos da garantia provisória no 
emprego, também se observa a possibilidade de indenizações moral, material e estética, 
decorrente das sequelas do acidente de trabalho.
Com isso, observa-se que, quanto maior o grau de incapacidade, aumenta-se o valor da 
indenização, bem como ainda podemos incluir o pensionamento vitalício. Quando há óbito 
do trabalhador, percebe-se o dano em ricochete, extensivo aos familiares.
Os valores pagos como benefício previdenciário têm cunho estritamente alimentar e 
decorrem da incapacidade profissional e das contribuições efetuadas pelo empregador e 
pelo empregado no curso do contrato de trabalho. A indenização por danos materiais a cargo 
do empregador destina-se a compensar os danos sofridos pelo empregado em razão do 
acidente acarretado por culpa daquele primeiro. O inciso XXVIII do art. 7º da Constituição 
da República prevê que o “seguro” contra acidentes do trabalho não exclui a indenização a 
que está o empregador obrigado, quando incorrer em dolo ou culpa. O recebimento de uma 
verba não exclui ou reduz a outra. Pela mesma razão, o valor do benefício previdenciário 
não pode ser compensado em caso de condenação das empresas em indenizar os prejuízos 
materiais ou morais sofridos pelo empregado.
No caso da CLT, temos:
Art. 475. O empregado que for aposentado por invalidez terá suspenso o seu contrato de trabalho 
durante o prazo fixado pelas leis de previdência social para a efetivação do benefício.
§ 1º Recuperando o empregado a capacidade de trabalho e sendo a aposentadoria cancelada, 
ser-lhe-á assegurado o direito à função que ocupava ao tempo da aposentadoria, facultado, 
porém, ao empregador, o direito de indenizá-lo por rescisão do contrato de trabalho, nos termos 
dos arts. 477 e 478, salvo na hipótese de ser ele portador de estabilidade, quando a indenização 
deverá ser paga na forma do art. 497.
§ 2º Se o empregador houver admitido substituto para o aposentado, poderá rescindir, com este, 
o respectivo contrato de trabalho sem indenização, desde que tenha havido ciência inequívoca 
da interinidade ao ser celebrado o contrato.
Art. 476. Em caso de seguro doença ou auxílio-enfermidade, o empregado é considerado em 
licença não remunerada, durante o prazo desse benefício.
Segurança do Trabalho é um conjunto de medidas de precaução utilizadas com o intuito 
de proteger os colaboradores de uma empresa e diminuir eventuais perigos de ocorrência 
de acidentes de trabalho e doenças ocupacionais. O objetivo é oferecer um ambiente de 
trabalho benéfico para que os afazeres laborais sejam alcançados da melhor maneira possível.
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4 . eFeiToS TrAbAlhiSTAS Do ACiDeNTe De TrAbAlho4 . eFeiToS TrAbAlhiSTAS Do ACiDeNTe De TrAbAlhoSe houver acidente de trabalho, o obreiro terá GARANTIA PROVISÓRIA NO EMPREGO. 
Essa garantia existe tanto em contrato determinado como indeterminado. Não há, na lei, 
restrição expressa quanto ao tipo de contrato de trabalho. Logo, não poderá ser dispensado 
sem justa causa.
A Lei da Previdência Social (Lei n. 8.212/1991) não exclui o trabalhador contratado 
por prazo determinado da garantia de emprego. Como consequência do acidente, há a 
manutenção do contrato pelo prazo de 12 meses após a alta previdenciária ou o pagamento 
das parcelas salariais devidas no período.
DICA
CUiDADo: 12 MeSeS! o PrAZo É eM MeSeS . iSSo TeM 
releVÂNCiA No SeU GAbAriTo .
Outro ponto: O empregado que sofre acidente de trabalho com afastamento superior 
a 15 dias goza de estabilidade provisória de emprego, consistindo na impossibilidade de 
desligamento do empregado por período igual a 12 meses, visando atitudes retalhadoras 
por parte do empregador. Se não tiver esse afastamento superior a 15 dias, não há garantia 
provisória.
Interrompe-se o contrato de trabalho quando o trabalhador sofre acidente e esse 
acidente o impossibilita de desempenhar suas atividades laborativas por prazo inferior a 
15 (quinze) dias, mas recebendo seu salário.
EXEMPLO
Daniel sofreu um acidente de trabalho e ficou apenas 2 dias afastados do labor, mesmo 
com atestados médicos. Aqui, não existe garantia provisória no emprego. Contudo, se Daniel 
se afastou por 16 dias, existe a garantia provisória.
DICA
iNTerrUPÇÃo: afastamento até o 15º dia . SUSPeNSÃo: 
afastamento a partir do 16º dia . Mas se é caso de acidente 
de trabalho, SerÁ iNTerrUPÇÃo .
EXEMPLO
Daniel teve uma gripe forte, estranha ao seu ambiente de trabalho. Seu atestado médico 
teve 20 dias. Logo, os 15 primeiros dias são interrupção, ou seja, o seu empregador arcará 
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com isso. Do 16º dia ao 20º dia, receberá auxílio-doença previdenciário e o contrato de Daniel 
estará suspenso. Mas, se Daniel adoeceu de LER, sendo bancário, tratando-se de doença 
profissional, se o seu atestado médico for de 20 dias, o contrato será interrompido, pois é 
caso de acidente de trabalho.
Admite-se a dispensa por justa causa e o TST vem aceitando o pedido de demissão, desde 
que, neste último caso, homologado pelo Sindicato. Há a concepção da obrigatoriedade 
dessa assistência, mesmo posteriormente à Reforma Trabalhista pela situação peculiar.
Que tal revisar num mapa mental tanta informação?
em contrato por prazo 
indeterminado
Não pode ser dispensado 
sem justa causa
pode ser dispensado por 
justa causa e o TST admite 
o pedido de demissão como 
renúncia do acidentado.
Garantia provisória 
do acidentado
12 meses após a alta 
do benefício pelo INSS
em contrato por prazo 
determinado
somente quando existe 
afastamento por mais de 15 dias
No sentido de garantia provisória no emprego nos contratos por prazo indeterminado 
ou determinado, destaca-se o TST:
JURISPRUDÊNCIA
Súmula n. 378 do TST: ESTABILIDADE PROVISÓRIA. ACIDENTE DO TRABALHO. ART. 118 
DA LEI N. 8.213/1991.
I – É constitucional o art. 118 da Lei n. 8.213/1991 que assegura o direito à estabilidade 
provisória por período de 12 meses após a cessação do auxílio-doença ao empregado 
acidentado.
II – São pressupostos para a concessão da estabilidade o afastamento superior a 15 dias 
e a consequente percepção do auxílio-doença acidentário, salvo se constatada, após 
a despedida, doença profissional que guarde relação de causalidade com a execução 
do contrato de emprego.
III – O empregado submetido a contrato de trabalho por tempo determinado goza da 
garantia provisória de emprego decorrente de acidente de trabalho prevista no art. 
118 da Lei n. 8.213/1991.
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O empregado submetido a contrato de trabalho por tempo determinado goza da garantia 
provisória de emprego decorrente de acidente de trabalho.
011. 011. (INÉDITA/2022) Daniel, em contrato por prazo determinado com a Fábrica VALE TUDO 
LTDA, sofre acidente de trabalho enquanto cumpria expediente. Ele teve afastamento 
previdenciário em 60 dias. Ao retornar, foi dispensado sem justa causa com aviso-prévio 
indenizado. O departamento jurídico da empresa afirmou que não existe garantia provisória 
no emprego, sendo este o entendimento do TST. Nesse caso, a empresa está correta, pois 
não existe garantia provisória no emprego em contrato por prazo determinado.
Se houver acidente de trabalho, o obreiro terá GARANTIA PROVISÓRIA NO EMPREGO. Essa 
garantia existe tanto em contrato determinado como indeterminado. Não há, na lei, 
restrição expressa quanto ao tipo de contrato de trabalho. É o mesmo entendimento do 
TST através da Súmula 378.
Errada.
Outra consequência é a INTERRUPÇÃO DO CONTRATO DE TRABALHO, ocasião em que 
o empregador terá direito ao pagamento de salários e recolhimentos do FGTS. Se ainda 
ficar incapacitado, total ou parcialmente, definitiva ou temporariamente, possui direito, 
também, à indenização.
Quando suspenso o contrato de trabalho em caso de afastamento do obreiro por doença, 
não associada ao labor, o tempo de duração do benefício não será contado para nenhum 
efeito diante da legislação trabalhista, em regra.
EXCEÇÃO: direito de férias, pois será computado no período aquisitivo o tempo de 
auxílio-doença até seis meses, conforme preconizado no art. 131, inciso III, combinado 
com o art. 133, inciso IV, ambos da CLT.
5 . eFeiToS PreViDeNCiÁrioS Do ACiDeNTe De TrAbAlho5 . eFeiToS PreViDeNCiÁrioS Do ACiDeNTe De TrAbAlho
O trabalhador, quando sofre um acidente de trabalho, pode ter uma incapacidade 
permanente ou temporária. No primeiro caso, ele é encaminhado ao INSS e receberá 
aposentadoria por invalidez. É quando o obreiro não consegue mais executar nenhuma 
função, mesmo que seja transferido de setor.
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EXEMPLO
Daniel perdeu os dois braços e se torna incapaz para desempenhar uma função braçal. No 
caso de incapacidade temporária, o obreiro teve um acidente, mas consegue retornar ao 
trabalho. Nesse caso, ele retornará, será reabilitado ou transferido de setor. Mas se a lesão 
persiste, é a denominada consolidação da lesão e, aí, receberá seus salários normalmente, 
executando suas funções e do INSS, um benefício chamado auxílio-acidente.
Vejamos a Lei n. 8.213/1991:
Art. 42. A aposentadoria por invalidez, uma vez cumprida, quando for o caso, a carência exigida, 
será devida ao segurado que, estando ou não em gozo de auxílio-doença, for considerado incapaz 
e insusceptível de reabilitação para o exercício de atividade que lhe garanta a subsistência, e 
ser-lhe-á paga enquanto permanecer nesta condição.
§ 1º A concessão de aposentadoria por invalidez dependerá da verificação da condição de 
incapacidade mediante exame médico pericial a cargo da Previdência Social, podendo o segurado, 
às suas expensas, fazer-se acompanharde médico de sua confiança.
§ 2º A doença ou lesão de que o segurado já era portador ao filiar-se ao Regime Geral de Previdência 
Social não lhe conferirá direito à aposentadoria por invalidez, salvo quando a incapacidade 
sobrevier por motivo de progressão ou agravamento dessa doença ou lesão.
Art. 59. O auxílio-doença será devido ao segurado que, havendo cumprido, quando for o caso, 
o período de carência exigido nesta Lei, ficar incapacitado para o seu trabalho ou para a sua 
atividade habitual por mais de 15 (quinze) dias consecutivos.
Art. 60. O auxílio-doença será devido ao segurado empregado a contar do décimo sexto dia 
do afastamento da atividade, e, no caso dos demais segurados, a contar da data do início da 
incapacidade e enquanto ele permanecer incapaz.
§ 1º Quando requerido por segurado afastado da atividade por mais de 30 (trinta) dias, o auxílio-
doença será devido a contar da data da entrada do requerimento.
§ 3º Durante os primeiros quinze dias consecutivos ao do afastamento da atividade por motivo 
de doença, incumbirá à empresa pagar ao segurado empregado o seu salário integral.
Art. 86. O auxílio-acidente será concedido, como indenização, ao segurado quando, após 
consolidação das lesões decorrentes de acidente de qualquer natureza, resultarem sequelas 
que impliquem redução da capacidade para o trabalho que habitualmente exercia.
§ 1º O auxílio-acidente mensal corresponderá a cinquenta por cento do salário de benefício e 
será devido, observado o disposto no § 5º, até a véspera do início de qualquer aposentadoria ou 
até a data do óbito do segurado.
§ 2º O auxílio-acidente será devido a partir do dia seguinte ao da cessação do auxílio-doença, 
independentemente de qualquer remuneração ou rendimento auferido pelo acidentado, vedada 
sua acumulação com qualquer aposentadoria.
§ 3º O recebimento de salário ou concessão de outro benefício, exceto de aposentadoria, observado 
o disposto no § 5º, não prejudicará a continuidade do recebimento do auxílio-acidente.
§ 4º A perda da audição, em qualquer grau, somente proporcionará a concessão do auxílio-
acidente, quando, além do reconhecimento de causalidade entre o trabalho e a doença, resultar, 
comprovadamente, na redução ou perda da capacidade para o trabalho que habitualmente exercia.
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o que é a incapacidade laborativa?o que é a incapacidade laborativa?
O conceito de incapacidade laborativa é a IMPOSSIBILIDADE DO DESEMPENHO DE 
TODA E QUALQUER ATIVIDADE, FUNÇÃO OU OCUPAÇÃO LABORATIVA, SENDO CONCEITO 
ESSENCIALMENTE TEÓRICO, SALVO QUANDO EM CARÁTER TRANSITÓRIO.
Por sua vez, na doença profissional, há o direito ao FGTS enquanto estiver afastado e à 
estabilidade quando retornar. Além disso, deve receber do INSS o auxílio-doença acidentário 
e, talvez, o auxílio-acidente.
Na doença do trabalho, quando facilmente caracterizada, existe a possibilidade de 
também receber auxílio-acidente. Mas se a doença não for perceptivelmente demonstrada, 
ou não tiver relação com o trabalho, o obreiro receberá auxílio-doença previdenciário.
Nesse último caso, o contrato de trabalho é suspenso e o empregador se desobriga 
de pagar qualquer benefício ao obreiro, inclusive no que se refere ao FGTS. Logo, caberá 
à autarquia efetuar o pagamento do benefício. Também nesse caso não haverá os efeitos 
da garantia provisória do emprego.
É preciso observar sempre a diferença entre interrupção e suspensão do contrato de 
trabalho. No primeiro caso, o empregador continua responsável por todas as obrigações 
trabalhistas e previdenciárias. No segundo caso, não há mais essas obrigações pelo 
empregador.
DICA
NÃo eSQUeÇA: a Comunicação de Acidente de Trabalho 
(CAT) é um documento emitido para reconhecer tanto 
um acidente de trabalho ou de trajeto como uma doença 
ocupacional .
Quando a incapacidade ultrapassar o período de quinze dias consecutivos, o segurado será 
encaminhado ao INSS para avaliação médico pericial. O auxílio por incapacidade temporária 
será devido ao segurado que, uma vez cumprido, quando for o caso, o período de carência 
exigido, ficar incapacitado para o seu trabalho ou para a sua atividade habitual por mais 
de quinze dias consecutivos, conforme definido em avaliação médico pericial.
Não será devido auxílio por incapacidade temporária ao segurado que se filiar ao 
RGPS já portador de doença ou lesão invocada como causa para a concessão do benefício, 
exceto quando a incapacidade sobrevier por motivo de progressão ou agravamento dessa 
doença ou lesão.
Será devido auxílio por incapacidade temporária, independentemente do cumprimento 
de período de carência, aos segurados obrigatório e facultativo quando sofrerem acidente 
de qualquer natureza.
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O setor de benefícios do Instituto Nacional do Seguro Social reconhecerá o direito do 
segurado à habilitação do benefício acidentário. Será considerado agravamento do acidente 
aquele sofrido pelo acidentado quanto estiver sob a responsabilidade da reabilitação 
profissional.
Considera-se estabelecido o nexo entre o trabalho e o agravo quando se verificar nexo 
técnico epidemiológico entre a atividade da empresa e a entidade mórbida motivadora da 
incapacidade, elencada na Classificação Internacional de Doenças CID.
Considera-se agravo lesão, doença, transtorno de saúde, distúrbio, disfunção ou síndrome 
de evolução aguda, subaguda ou crônica, de natureza clínica ou subclínica, inclusive morte, 
independentemente do tempo de latência. Reconhecidos pela Perícia Médica Federal a 
incapacidade para o trabalho e o nexo entre o trabalho e o agravo serão devidas as prestações 
acidentárias a que o beneficiário tiver direito.
A empresa poderá requerer ao INSS a não aplicação do nexo técnico epidemiológico ao 
caso concreto mediante a demonstração de inexistência de correspondente nexo entre o 
trabalho e o agravo. O requerimento poderá ser apresentado no prazo de quinze dias da data 
para a entrega, sob pena de não conhecimento da alegação em instância administrativa.
Caracterizada a impossibilidade de atendimento motivada pelo não conhecimento 
tempestivo do diagnóstico do agravo, o requerimento poderá ser apresentado no prazo de 
quinze dias, contado da data em que a empresa tomar ciência da decisão.
A empresa formulará as alegações que entender necessárias e apresentará as provas 
que possuir demonstrando a inexistência de nexo entre o trabalho e o agravo.
A documentação probatória poderá trazer, entre outros meios de prova, evidências 
técnicas circunstanciadas e tempestivas à exposição do segurado, podendo ser produzidas 
no âmbito de programas de gestão de risco, a cargo da empresa, que possuam responsável 
técnico legalmente habilitado.
O INSS informará ao segurado sobre a contestação da empresa, para que este, querendo, 
possa impugná-la, obedecendo, quanto à produção de provas, sempre que a instrução 
do pedido evidenciar a possibilidade de reconhecimento de inexistência do nexo entre o 
trabalho e o agravo.
A empresa é responsável pela adoção e uso de medidas coletivas e individuais de proteção 
à segurança e saúde do trabalhador sujeito aos riscos ocupacionais por ela gerados. É dever 
da empresa prestar informações pormenorizadas sobre os

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