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Assembleia de DEUS MINISTÉRIO SEMEANDO ATÉ QUE CRISTO Carlos Lima Pastor Presidente INSTITUTO BÍBLICO DAS ASSEMBLEIAS DE DEUS EM - PA MÉDIO EM >>>>>>>> TEOLOGIA Profetas Maiores Profetas MenoresIBADEP de DEUS MINISTÉRIO BRUMO PROFETAS MENORES Os livros dos Profetas Menores, também conhecidos como Doze Profetas ou Livro dos Doze, são uma coleção de doze textos proféticos do Antigo Testamento da Bíblia Cristã. Eles são chamados de "menores" não porque sejam menos importantes, mas porque são mais curtos em comparação com os livros dos Profetas Maiores, como Isaías, Jeremias, Ezequiel e Daniel. Na tradição judaica, esses livros são agrupados em um único volume chamado "Trei Asar" (Os Doze). A teologia cristã vê esses livros como parte integrante da revelação divina, que prepara caminho para a vinda de Jesus Cristo. Aqui está uma introdução detalhada de cada um dos livros dos Profetas Menores, que estudaremos. Oséias: Este livro enfatiza o amor infalível de Deus por Israel, apesar da infidelidade do povo. Oséias é instruído a se casar com uma mulher infiel, Gomer, como um símbolo vivo do relacionamento de Deus com Israel. A teologia vê neste livro um prenúncio do amor redentor de Cristo pela Igreja. Joel: Joel fala de um grande julgamento que virá como um "dia do Senhor". que é tanto um tempo de destruição para os ímpios quanto de salvação para os justos. O derramamento do Espírito mencionado em Joel 2:28-32. Amós: Amós é um pastor chamado por Deus para profetizar contra a injustiça social e a religiosidade superficial. Ele enfatiza a justiça de Deus e a necessidade de verdadeira adoração. Obadias: O livro mais curto do Antigo Testamento, Obadias profetiza a destruição de um inimigo tradicional de Israel, e a restauração de Israel. Jonas: A história de Jonas é bem conhecida por sua relutância em pregar para Nínive e sua subsequente experiência no ventre de um grande peixe. A mensagem de Jonas sobre o arrependimento e a misericórdia de Deus é vista como um precursor da missão universal de Cristo para todas as nações. Miqueias: Miqueias denuncia a corrupção em Judá e Samaria e profetiza o nascimento do Messias em Belém (Miqueias 5:2). Ele também enfatiza a justiça, a misericórdia e a humildade. Naum: Naum profetiza a queda de Nínive, a capital da Assíria, como um ato de julgamento de Deus. A teologia cristã vê isso como um lembrete da soberania de Deus sobre as nações e da certeza do julgamento divino. Habacuque: Habacuque luta com a questão do sofrimento dos justos e a aparente prosperidade dos ímpios. O livro termina com uma declaração de fé na justiça de Deus. Habacuque ensina a confiar em Deus mesmo quando Sua vontade é incompreensível. Sofonias: Sofonias adverte sobre "dia do Senhor", um tempo de julgamento, mas também de esperança para os humildes e fiéis. A teologia vê em Sofonias um chamado ao arrependimento e à busca da justiça antes do dia do julgamento. Ageu: Ageu encoraja o povo a reconstruir o Templo após o exílio babilônico. Ele enfatiza a importância de colocar Deus em primeiro lugar. Ageu lembra a importância de priorizar a obra de Deus em nossas vidas. Zacarias: Zacarias contém visões e profecias que encorajam a reconstrução do Templo e apontam para a vinda do Messias. Malaquias: O último livro do Antigo Testamento, Malaquias, adverte contra a negligência religiosa e a infidelidade, e promete a vinda do "mensageiro da aliança" (Malaquias 3:1. 17Assembleia IBADEP de DEUS MINISTÉRIO INSTITUTO PROFETA OSEIAS Introdução O livro de Oseias é um dos doze Profetas Menores do Antigo Testamento. Seu nome significa "salvação" ou "libertação". Oseias profetizou no Reino do Norte (Israel) durante os reinados de Uzias, Jotão, Acaz e Ezequias, reis de Judá, e durante o reinado de Jeroboão II, rei de Israel (Os 1:1). Sua mensagem é marcada pelo simbolismo do relacionamento entre Oseias e sua esposa infiel, Gômer, representando a aliança entre Deus e Israel. O livro enfatiza o amor de Deus, sua justiça e a necessidade de arrependimento. 2. Contexto Histórico O livro de Oseias foi escrito por volta do século VIII a.C., durante um período de decadência moral, social e espiritual em Israel. O Reino do Norte estava em seus últimos anos antes de ser destruído pelos assírios em 722 a.C. Oseias testemunhou a corrupção da nação, que incluía idolatria, injustiça social e alianças políticas equivocadas com nações estrangeiras (Os 7:11). Embora o reinado de Jeroboão II tenha trazido prosperidade econômica, essa riqueza levou o povo a se afastar de Deus e adorar ídolos, especialmente Baal. 3. Esboço do Livro O livro pode ser dividido em duas grandes partes: 1. Capítulos 1-3: A experiência pessoal de Oseias com Gômer simboliza a infidelidade de Israel e o amor redentor de Deus. 2. Capítulos 4-14: Deus denuncia os pecados de Israel, chama o povo ao arrependimento e promete restauração futura. Esboço Detalhado: Capítulos 1-3: A infidelidade de Gômer e a fidelidade de Oseias (paralelo ao relacionamento de Deus com Israel). Capítulos 4-10: Acusações contra Israel e o anúncio do julgamento. Capítulos 11-14: O amor persistente de Deus e a promessa de restauração. 4. Propósito do Livro O livro de Oseias tem como objetivo principal demonstrar o amor incondicional de Deus por seu povo, apesar de sua infidelidade. Ele mostra que o pecado traz consequências severas, mas que a misericórdia divina sempre oferece uma oportunidade de arrependimento e restauração. O relacionamento de Oseias com Gômer serve como um poderoso símbolo da fidelidade de Deus em contraste com a infidelidade de Israel. 5. Divisão do Livro O livro pode ser dividido em três seções principais: 1. O casamento de Oseias com Gômer (capítulos 1-3): Uma metáfora para o relacionamento entre Deus e Israel. 2. As acusações e advertências contra Israel (capítulos 4-10): Oseias denuncia a idolatria e a corrupção da 3. A restauração prometida (capítulos 11-14): Deus promete restaurar Israel se houver arrependimento. 18IBADEP DEUS 6. Pontos Importantes A metáfora do casamento de Oseias e Gômer (Os 1-3): Deus usa a história de Oseias para ilustrar relacionamento quebrado com Israel. A idolatria de Israel (Os 4:12-13): O povo se afastou de Deus e se voltou a ídolos. A disciplina divina (Os 8:7): "Porque semeiam vento, e segarão tempestade" um alerta sobre as consequências do pecado. O amor de Deus por Israel (Os 11:1-4): Apesar da rebeldia, Deus ama e cuida de seu povo. O chamado ao arrependimento (Os 14:1-2): Deus convida Israel a retornar para Ele e receber cura e restauração. 7. Cenário Político Israel, o Reino do Norte, estava politicamente instável durante ministério de Oseias. Após a morte de Jeroboão II, houve uma sucessão de reis fracos e assassinatos no trono, refletindo a desordem da nação. O império assírio, uma superpotência da época, crescia e ameaçava Israel. Oseias advertiu o povo contra a confiança em alianças políticas com Assíria e Egito, exortando-os a confiar somente em Deus (Os 7:11, 8:9). 8. Cenário Religioso A religião em Israel estava profundamente corrompida pela adoração a Baal, um deus cananeu da fertilidade. Sacerdotes corruptos incentivavam práticas idólatras, que incluíam sacrifícios, prostituição cultual e sincretismo religioso. O povo misturava a adoração a Deus com práticas pagãs, desobedecendo à aliança estabelecida no Sinai. Oseias denunciou essa corrupção e alertou que Deus não toleraria tal infidelidade (Os 4:1-2, 6:6). 9. Conclusão O livro de Oseias é uma poderosa demonstração do amor incondicional de Deus, contrastado com a infidelidade do povo de Israel. Através da metáfora do casamento de Oseias com Deus mostra sua disposição de corrigir, disciplinar e, ao mesmo tempo, restaurar aqueles que se arrependem. A mensagem de Oseias continua relevante hoje, nos lembrando que Deus deseja um relacionamento sincero com seu povo, sem idolatria ou infidelidade espiritual. Ele disciplina com justiça. mas sua misericórdia sempre está disponível para aqueles que se voltam para Ele. O livro nos desafia a viver em fidelidade a Deus, confiando em seu amor redentor e obedecendo à sua vontade. PROFETA JOEL 1. Introdução O livro de Joel é um dos textos proféticos do Antigo Testamento da Bíblia. Apesar de ser um dos menores livros da Bíblia, ele é rico em simbolismo e mensagens profundas sobre o julgamento divino, o arrependimento e a restauração. Joel é considerado um profeta menor, não por ser menos importante, mas devido à brevidade de sua obra em comparação com os chamados "profetas maiores", como Isaías e Jeremias. Sua mensagem é atemporal, abordando temas como a soberania de Deus, a necessidade de arrependimento e a esperança de restauração. 2. Contexto Histórico Autor: O profeta Joel, filho de Petuel. Pouco se sabe sobre sua vida pessoal, mas ele provavelmente viveu no reino de Judá. 19IBADEP de DEUS MINISTÉRIO Data: A data exata da escrita é incerta, mas estudiosos sugerem que Joel tenha profetizado entre os séculos IX e V a.C., possivelmente durante o período pós-exílico (após o retorno do povo de Judá do exílio na Babilônia). Cenário: Joel descreve uma praga de gafanhotos que devastou a terra de Judá, causando fome e desespero. Esse evento é usado como pano de fundo para transmitir uma mensagem espiritual sobre o "Dia do Senhor". 3. Esboço do Livro O livro de Joel pode ser resumido da seguinte forma: 1. A Praga de Gafanhotos e o Chamado ao Arrependimento (Joel 1:1-2:17): Descrição da devastação causada pelos gafanhotos. Convite ao arrependimento e ao retorno a Deus. O "Dia do Senhor" é apresentado como um dia de trevas e julgamento. 2. A Promessa de Restauração e o Derramamento do Espírito (Joel 2:18-3:21): Deus promete restaurar a terra e abençoar o povo. Profecia sobre o derramamento do Espírito Santo. O julgamento das nações e a vitória final de Deus. 4. Propósito do Livro Alertar sobre julgamento divino: Joel usa a praga de gafanhotos como um símbolo do julgamento de Deus sobre o pecado. Chamar ao arrependimento: O profeta convoca o povo a se arrepender e voltar-se para Deus com jejum, lamento e oração. Anunciar a restauração: Joel promete que, se o povo se arrepender, Deus restaurará a terra e derramará Sua bênção. Preparar para "Dia do Senhor": O livro enfatiza a importância de estar espiritualmente preparado para o dia do juízo final. 5. Divisão do Livro O livro de Joel pode ser dividido em duas partes principais: 1. A Praga de Gafanhotos e o Chamado ao Arrependimento (Joel 1:1-2:17): Descrição da devastação causada pelos gafanhotos. Convite ao arrependimento e ao retorno a Deus. O "Dia do Senhor" é apresentado como um dia de trevas e julgamento. 2. A Promessa de Restauração e o Derramamento do Espírito (Joel 2:18-3:21): Deus promete restaurar a terra e abençoar o povo. Profecia sobre o derramamento do Espírito Santo (citada por Pedro no Novo Testamento, em Atos 2). O julgamento das nações e a vitória final de Deus. 6. Pontos Importantes Dia do Senhor: Um tema central no livro, que descreve tanto o julgamento iminente quanto o juízo final. Arrependimento e Graça: Joel destaca a importância do arrependimento sincero e a disposição de Deus em perdoar e restaurar. Derramamento do Espírito Santo: Joel 2:28-32 é uma profecia crucial, cumprida no Pentecostes (Atos 2), que fala sobre o derramamento do Espírito sobre toda a carne. 20IBADEP de DEUS MINISTÉRIO Missão Restauração e Esperança: Apesar do julgamento, o livro termina com uma mensagem de esperança, prometendo a restauração de Judá e Jerusalém. 7. Cenários Políticos Cenário Político: Durante o período em que Joel provavelmente escreveu, Judá enfrentava instabilidade política. Se o livro foi escrito antes do exílio babilônico (século VI a.C.), Judá estava sob a ameaça de impérios como a Assíria e a Babilônia. Se foi escrito no período pós-exílico, o povo estava lidando com a reconstrução de Jerusalém e do templo, além de conflitos com povos vizinhos, como os samaritanos. A praga de gafanhotos pode ser vista como um reflexo da fragilidade política e econômica da nação. - Impacto da Praga: A praga de gafanhotos não era apenas um desastre natural, mas também um evento carregado de significado teológico. No Antigo Oriente Médio, pragas eram frequentemente interpretadas como sinais divinos. Joel usa essa calamidade para alertar sobre um julgamento maior que viria se povo não se arrependesse. Relacionamento com Outras Nações: Joel também aborda o julgamento das nações inimigas de Judá (Joel 3:1-21), mostrando que Deus não apenas julga Seu povo, mas também as nações que O desafiam e Seu povo. 8. Cenário Religioso Cenário Religioso: Religiosamente, o povo de Judá estava em um estado de declínio espiritual. A idolatria e a negligência dos mandamentos de Deus eram comuns. Joel chama o povo a se arrepender e a voltar-se para Deus. enfatizando a importância do culto genuíno e da obediência. O templo, central na vida religiosa judaica, é mencionado como local de reunião para oração e jejum (Joel 1:14; 2:15-17). O Papel do Templo: O templo era o centro da vida religiosa e comunitária em Judá. Joel enfatiza a importância de buscar a Deus no templo, especialmente em tempos de crise. O chamado ao arrependimento inclui reuniões solenes no templo, onde o povo deveria se humilhar diante de Deus. - A Esperança Messiânica: Apesar do julgamento, Joel traz uma mensagem de esperança, apontando para um futuro em que Deus derramaria Seu Espírito sobre toda a carne (Joel 2:28-32). Essa profecia foi vista como uma promessa cumprida parcialmente no Pentecostes e aguardando seu cumprimento final nos últimos dias. Conclusão O livro de Joel é uma obra profundamente contextualizada em seu cenário histórico, político e religioso. A praga de gafanhotos serviu como um alerta tangível para o povo de Judá, ilustrando a fragilidade humana diante do poder divino. Joel usa essa calamidade para transmitir uma mensagem urgente: o julgamento de Deus é real, mas Sua misericórdia está disponível para aqueles que se arrependem. Essa mensagem ressoa não apenas no contexto de Judá, mas em todas as épocas, lembrando- nos da importância de viver em obediência a Deus. Além disso, a profecia de Joel sobre o derramamento do Espírito Santo (Joel 2:28-32) ganha um significado ainda maior no Novo Testamento, sendo cumprida no dia de Pentecostes (Atos 2). Isso conecta o Antigo e Novo Testamento, mostrando a continuidade do plano redentor de Deus. A promessa de restauração e a esperança de um futuro glorioso para o povo de Deus são temas que ecoam até os dias de hoje, oferecendo consolo e direção para os cristãos. Por fim, o livro de Joel nos desafia a refletir sobre nossa própria resposta ao chamado de Deus. Assim como povo de Judá foi convidado a se arrepender e buscar a Deus, nós também somos chamados a examinar nossas vidas e nos voltar para Ele. A mensagem de Joel é um lembrete poderoso de que, mesmo em meio ao caos e ao julgamento, a graça e a restauração de Deus estão sempre ao alcance daqueles que O buscam de coração sincero. 21IBADEP de DEUS MINISTÉRIO PROFETA AMÓS 1. Introdução O Livro de Amós é um dos livros proféticos do Antigo Testamento, escrito pelo profeta Amós, que era um pastor e agricultor de Tecoa, no Reino do Sul (Judá). Ele foi chamado por Deus para profetizar principalmente contra o Reino do Norte (Israel) durante um período de prosperidade mas também de grande injustiça social e corrupção religiosa. O livro é conhecido por sua mensagem contundente sobre justiça social, juízo divino e a necessidade de arrependimento. Amós 1:1 (introdução ao profeta e sua época). 2. Contexto Histórico Amós profetizou durante o reinado de Jeroboão II (793-753 a.C.), um período de grande prosperidade econômica e expansão territorial para o Reino do Norte (Israel). No entanto, essa prosperidade era acompanhada por: Desigualdade social: Os ricos oprimiam os pobres. Corrupção: Líderes e juízes aceitavam subornos. - Idolatria: O povo se afastou de Deus, adorando ídolos como o bezerro de ouro em Betel. - 2 Reis 14:23-29 (reinado de Jeroboão II). - Amós 2:6-8 (injustiças sociais e corrupção). 3. Esboço do Livro O Livro de Amós pode ser dividido em três partes principais: 1. Juízos contra as nações* (Amós 1-2): Amós começa anunciando o juízo de Deus sobre as nações vizinhas e, finalmente, sobre Israel e Judá. 2. Sermões sobre o pecado de Israel (Amós 3-6): profeta denuncia os pecados do povo, especialmente a injustiça social e a falsa religiosidade. 3. Visões e promessas de restauração (Amós 7-9): Amós recebe visões simbólicas do juízo divino, mas também há uma promessa de restauração futura. Amós 1:1-2:16 (juízos contra as nações). Amós 3:1-6:14 (sermões contra Israel). Amós 7:1-9:15 (visões e restauração). 4. Propósito do Livro O propósito do Livro de Amós é: Denunciar pecado: Expor a injustiça social, a corrupção e a idolatria de Israel. Anunciar juízo divino: Advertir sobre as consequências do pecado, incluindo a destruição e o exílio. Chamar ao arrependimento: Convidar o povo a voltar-se para Deus e praticar a justiça. Prometer restauração: Mesmo em meio ao juízo, há esperança de um futuro restaurado. Amós 5:14-15 (chamado ao arrependimento). Amós 9:11-15 (promessa de restauração). 5. Divisão do Livro O livro pode ser dividido da seguinte forma: 1. Introdução (Amós 1:1-2): Apresentação do profeta e sua mensagem. 2. Juízos contra as nações (Amós 1:3-2:16): Incluindo Damasco, Gaza, Tiro, Edom, Amom, Moabe, Judá e Israel. 3. Sermões contra Israel (Amós 3:1-6:14): Denúncias de injustiça, falsa religiosidade e orgulho. 22IBADEP DEUS 4. Visões simbólicas (Amós 7:1-9:10): prumo, cesto de frutos e altar. 5. Promessa de restauração (Amós 9:11-15): A reconstrução do "tabernáculo caído". Amós 1:1-9:15 (estrutura completa do livro). 6. Pontos Importantes Alguns dos pontos mais marcantes do livro incluem: Justiça social: Amós condena a exploração dos pobres pelos ricos (Amós 2:6-7: 5:11-12). Falsa religiosidade: O povo realizava cultos e mas sem verdadeira devoção (Amós 5:21- 24). divino: As visões de Amós mostram a inevitabilidade do castigo de Deus (Amós 7:1-9: 8:1-3). Restauração futura: A promessa de que Deus restaurará o "tabernáculo caído" (Amós 9:11). Amós 5:24 ("Mas corra o como as águas, e a justiça como ribeiro perene"). Amós 9:11 ("Naquele dia levantarei o tabernáculo caído de Davi"). 7. Cenário Político No tempo de Amós, o Reino do Norte (Israel) estava sob o reinado de *Jeroboão II*. que trouxe prosperidade e estabilidade política. No entanto: - Exploração: Os líderes políticos e econômicos oprimiam os mais pobres. Alianças perigosas: Israel fazia alianças com nações pagãs, o que levava à corrupção moral e espiritual. 2 Reis 14:23-29 (contexto político do reinado de Jeroboão II). Amós 6:1-7 (crítica à elite de Israel). 8. Cenário Religioso O cenário religioso de Israel era marcado por: Idolatria: O culto ao bezerro de ouro em Betel e Dan (1 Reis 12:28-30). Rituais vazios: O povo realizava sacrifícios e festas religiosas, mas sem verdadeira devoção a Deus. Falsos profetas: Havia profetas que diziam o que o povo queria ouvir, em vez de transmitir a verdadeira mensagem de Deus. Amós 4:4-5 (crítica aos rituais vazios). Amós 7:10-17 (confronto com o sacerdote Amazias). 9. Conclusão O Livro de Amós é uma mensagem poderosa sobre a justiça de Deus e a necessidade de arrependimento. Ele nos desafia a refletir sobre nossa própria sociedade, especialmente em relação à justiça social e à verdadeira devoção a Deus. Apesar das duras advertências, o livro termina com uma mensagem de esperança. mostrando que Deus sempre tem um plano de restauração para aqueles que se voltam para Ele. O PROFETA OBADIAS 1. Introdução O livro de Obadias é o menor do Antigo Testamento, com apenas 21 versículos. Ele é uma profecia contra um povo descendente de Esaú, irmão de Jacó (Gênesis 25:30). Obadias condena Edom por sua atitude de orgulho e por ter se alegrado e participado da destruição de Jerusalém. A mensagem central do livro é a justiça de que punirá Edom por sua arrogância e violência contra Judá, mas também restaurará Seu povo. 23IBADEP de DEUS 2. Contexto Histórico O livro foi escrito em um período de grande crise para Judá, provavelmente após a destruição de Jerusalém pelos babilônios em 586 a.C. Durante essa invasão, os edomitas aproveitaram a fraqueza de Judá, saquearam a cidade e impediram a fuga dos judeus (Ob 1:10-14). Esse comportamento de traição e crueldade resultou na condenação divina sobre Edom. Edom era uma nação vizinha de Israel, localizada ao sul do Mar Morto. Durante séculos, houve tensão entre os dois povos, começando com a rivalidade entre Jacó e Esaú (Gênesis 25-27). Embora os edomitas fossem parentes dos israelitas, eles frequentemente demonstravam hostilidade. 3. Esboço do Livro O livro de Obadias pode ser dividido em três partes principais: 1. Juízo sobre Edom (versículos 1-9) Deus anuncia a destruição de Edom por causa de seu orgulho. Outros povos se levantarão contra Edom, e sua sabedoria e força serão inúteis. 2. Os pecados de Edom (versículos 10-14) Edom traiu Judá, aproveitando-se de sua calamidade. Deus condena a atitude de desprezo e violência dos edomitas. 3. A restauração de Israel e o Dia do Senhor (versículos 15-21) O juízo sobre Edom é parte do "Dia do Senhor", quando todas as nações serão julgadas. Deus restaurará Seu povo e lhes dará a posse da terra. 4. Propósito do Livro O propósito do livro de Obadias é: Mostrar que Deus é justo e punirá aqueles que se opõem ao Seu povo. Condenar o orgulho e a traição de Edom. Ensinar que o "Dia do Senhor" trará juízo para as nações pecadoras e restauração para Israel. Demonstrar que Deus é soberano sobre todas as nações, não apenas sobre Israel. 5. Divisão do Livro O livro pode ser dividido assim: 1. Versículos 1-9: Profecia contra Edom e sua destruição. 2. Versículos 10-14: Os pecados de Edom contra Judá. 3. Versículos 15-21: O Dia do Senhor, a restauração de Israel e o fim de Edom. 6. Pontos Importantes O orgulho de Edom (Ob 1:3-4) Edom confiava em sua posição geográfica e fortificações, mas Deus os derrubaria. O pecado da omissão (Ob 1:11) Edom viu Jerusalém ser destruída e não ajudou. O Dia do Senhor (Ob 1:15) Deus julgará todas as nações conforme suas ações. A restauração de Israel (Ob 1:17) Deus promete restaurar Seu povo e dar-lhe vitória sobre os inimigos. 7. Cenário Político Edom era uma nação forte, situada em uma região montanhosa, o que lhe dava proteção natural contra invasores. Durante a queda de Jerusalém, Edom se aliou aos babilônios, esperando tirar proveito da destruição de Judá. No entanto, séculos depois, Edom foi conquistado pelos nabateus e desapareceu como nação, cumprindo a profecia de Obadias. 24IBADEP de DEUS Missio 8. Cenário Religioso Os edomitas adoravam vários deuses pagãos e não reconheciam a soberania do Deus de Israel. Eles acreditavam que sua localização estratégica os tornava invencíveis, mas Deus mostrou que nenhum poder humano pode resistir ao Seu juízo. 9. Conclusão O livro de Obadias nos ensina que Deus é justo e soberano sobre todas as nações. O orgulho e a traição de Edom levaram à sua destruição, enquanto mesmo castigado. seria restaurado. A mensagem do livro permanece relevante: aqueles que confiam em si mesmos e agem com arrogância enfrentarão o de Deus. mas aqueles que se voltam para Ele encontrarão restauração e esperança. PROFETA JONAS 1. Introdução O livro de Jonas faz parte dos Profetas Menores do Antigo Testamento e se destaca por sua narrativa única, focada na experiência pessoal do profeta em vez de suas profecias. Jonas foi chamado por Deus para pregar o arrependimento à cidade de Nínive, mas tentou fugir da missão. O livro aborda temas como a soberania de Deus. o arrependimento e a compaixão divina, demonstrando que a graça de Deus se estende a todos os povos. 2. Contexto Histórico Jonas profetizou durante o reinado de Jeroboão II (793-753 um período de prosperidade para Israel, mas também de grande corrupção moral e religiosa. a cidade para onde Deus enviou Jonas, era a capital do Império Assírio, um dos mais temidos da época. Os assírios eram conhecidos por sua o que pode ter contribuído para a relutância de Jonas em pregar a eles. 3. Esboço do Livro O livro de Jonas tem uma estrutura narrativa bem definida e pode ser dividido em quatro capítulos: 1. O chamado e a fuga de Jonas (capítulo 1) Deus ordena que Jonas vá a Nínive, mas ele foge para Társis. Jonas embarca em um navio e uma tempestade ameaça afundá-lo. Ele é lançado ao mar e engolido por um grande peixe. 2. A oração de Jonas e seu resgate (capítulo 2) No ventre do peixe, Jonas ora a Deus e reconhece Sua soberania. Deus ordena que o peixe vomite Jonas em terra firme. 3. A pregação de Jonas e o arrependimento de Nínive (capítulo 3) Jonas finalmente vai a Nínive e proclama a mensagem de Deus. O povo, do rei aos habitantes, se arrepende e Deus poupa a cidade. 4. A reação de Jonas e a lição de Deus (capítulo 4) Jonas fica irritado com a misericórdia de Deus para com Nínive. Deus usa uma planta para ensinar Jonas sobre compaixão. 4. Propósito do Livro livro de Jonas tem múltiplos propósitos: Mostrar que Deus é soberano sobre todas as nações, não apenas Israel. 25IBADEP de DEUS Enfatizar que a misericórdia de Deus está disponível para todos que se arrependem, inclusive os pagãos. Ensinar que ser humano pode resistir à vontade de Deus, mas Ele sempre cumpre Seus planos. Confrontar preconceito a falta de compaixão, como visto na atitude de Jonas. 5. Divisão do Livro Podemos dividir o livro em duas partes principais: 1. Capítulos O chamado de Jonas, sua desobediência, castigo e arrependimento. 2. Capítulos 3-4: cumprimento da missão, o arrependimento dos ninivitas e a lição de Deus sobre misericórdia. 6. Pontos Importantes A soberania de Deus sobre a criação Deus controla o mar, peixe, a planta e até o vento (Jonas 1:4, 1:17, 4:6-8). O poder do arrependimento Os ninivitas se arrependeram e Deus os perdoou (Jonas 3:5-10). A compaixão de Deus Deus não deseja a destruição do ímpio, mas seu arrependimento (Jonas 4:11). O preconceito de Jonas Ele não queria que Deus salvasse um povo que ele considerava inimigo. 7. Cenário Político Nínive era a capital do Império Assírio, uma potência militar agressiva que ameaçava Israel. Os assírios eram conhecidos por sua brutalidade contra povos conquistados. O fato de Deus ter enviado Jonas a Nínive mostra que Ele não se limitava a Israel, mas queria alcançar outras nações. 8. Cenário Religioso Israel vivia um período de idolatria e afastamento de Deus, enquanto Nínive adorava deuses pagãos. No entanto, os ninivitas demonstraram mais sensibilidade espiritual ao se arrependerem imediatamente após a pregação de Jonas, contrastando com a dureza de coração do próprio profeta. 9. Conclusão O livro de Jonas ensina que a graça de Deus não está restrita a um único povo, mas é oferecida a todos os que se arrependem. Ele também nos confronta sobre nossa obediência a Deus e nossa disposição em compartilhar sua mensagem, mesmo com aqueles que consideramos indignos. No final, Jonas queria punição para Nínive, mas Deus queria misericórdia. Isso nos lembra que Seu amor sempre prevalece sobre o julgamento quando há arrependimento. O PROFETA MIQUÉIAS O "Miquéias" significa "Quem é como o Senhor". Ele exerceu seu ministério durante os reinados de nome dotão (742-735 a.C.), Acaz (735-715 a.C.) e Ezequias (71 5-687 a.C.), e durou aproximadamente 50 anos. Miquéias é contemporâneo de Isaías, porém um pouco mais novo que ele. Profetizou sob os mesmos monarcas que Isaías, exceto sob primeiro, Uzias, em cujo último ano de reinado e de vida Isaías foi chamado ao ministério profético. Compartilhou com Isaías a mesma crise política. Profetizou reino do Sul, ou seja, em dudá, no século VIII. O século de ouro da profecia, quando Isaías também profetizava no em Judá. Nessa época, Oséias e Amós profetizavam em Israel, enquanto donas profetizava na capital da Assíria, Nínive. 26IBADEP DEUS Você sabe para quem Miquéias dirigiu sua mensagem? Ele direcionou sua mensagem para duas cidades distintas: Samaria e Miquéias dirigia a sua mensagem para a capital de Judá, e para Sarnaria. a capital de povo havia se afastado completamente de Deus. Por causa da sua soberba cometia inúmeros pecados. Esta era a razão das profecias de Miquéias: os grandes castigos de Deus para purificá-los e restaurá-los ou seu aniquilamento total. Miquéias era natural da cidade chamada que pode ser a mesma cidade mencionada em 1.14. Moresete-Gate. Nesse caso, Miquéias veio de uma pequena cidade distante de Jerusalém. Sugere-se que na mesma região onde desenvolveu sua nobre missão profética (1.10-12) obteve bons resultados. conforme o registro do profeta Jeremias (Jeremias 26.18). Isaías era aparentemente um profeta da cidade, vivia na corte, junto da elite. Com isso, ele pessoalmente se familiarizou com reis, e diversos líderes. Entretanto Miquéias não pertenceu a essa classe de profetas. Miquéias era do interior, talvez um camponês como Amós. Porém ele compartilhou com Isaías um compromisso de fidelidade ao Senhor e uma aversão ao pecado tão comum nos seus dias. Miquéias soube amar os fazendeiros e pastores, e considerou os pobres e humildes. Ele advertiu as transações nacionais de um ponto de vista primordial. Sua aldeia estava na rota comercial. que era constantemente ameaçada por invasores estrangeiros. Os Contemporâneos de Miquéias foram: Isaías, que profetizou durante o reinado de Uzías, Jotão, Acaz e Amós, que profetizou durante o tempo de Uzias e deroboão II em Israel; Oséias, que profetizou durante o tempo de Uzias, Jotão e Acaz. 1 Conteúdo histórico O contexto histórico é mesmo de Oséias no reinado de deroboão II. A Assíria tinha se expandido até o limite do norte de Judá. Só quando muitos dos estados da Palestina e Síria junto com o Egito se rebelaram contra a Assíria, dudá foi derrubada, em 720 a.C. Judá (na época do rei Ezequias) se juntou a uma insurreição com o Egito, Edom e Moabe contra a Assíria (71 Sargão (rei da Assíria) levou Asdode e Gate que deixaram dudá vulnerável. Sargão morreu em 705 conduzindo Judá (Ezequias) para a Babilônia (2 Reis 20.12-19; Isaías 39.1-4). Senaqueribe (rei da Assíria) retaliou em 701 a.C. derrotando Sidom. Tributou Asdode, Amom, Moabe e Edom, e, cercando Ezequias, o forçou a pagar tributo a Senaqueribe (2 Reis 18.13-16) 2 propósito e a teologia do livro 50 propósito de Miquéias era advertir o reino do Norte, Israel, do iminente juízo por causa da sua infidelidade. E, também, ao mesmo tempo advertir o reino sulista, Judá, de igual modo. Miquéias poupou Judá? Não, Judá de maneira nenhuma fica fora do juízo divino, pois eles eram da foi mesma maneira culpados; portanto, seriam julgados como Israel. Ele também enfatiza a justiça de Deus através do seu amor. livro de Miquéias, ainda que careça da admirável ordem de Amós, e se aproxime antes do estilo trágico de Oséias, proporciona seções bastante nítidas. 27IBADEP de DEUS MINISTÉRIO Missão Algumas das passagens notáveis deste livro são: O monte do Senhor e a paz universal A promessa de um rei que ia nascer em Belém e que traria paz ao povo de Deus (5.2-4); O que Deus exige do seu povo (6.8). Existe também um quiasmo no livro de Miquéias. Observe essa estrutura quiástica (1 .2-3.12): Futuro imediato: Jerusalém conquistou (como Samaria) 1.2-16; Presente: O pecado de Judá denunciado 2.1-11; Futuro: Restauração do Exílio 2.12-13; Presente: O pecado de dudá denunciado 3.1-11; Futuro imediato: Jerusalém arruinada (como Sarnaria) 3.12. 3 Estrutura do livro de Miquéias O livro de Miquéias não apresenta narrativas em seqüência, mas vários discursos. O capítulo primeiro relata os castigos, enquanto o capítulo sexto fala de arrependimento. O livro desenvolve 3 temas, cada um é o começo de um discurso: 1.2; 3.1; 6.1. Desta forma, Miquéias vai alternando entre pecados, castigos, arrependimento. Profecias de Castigos (1-3); Profecias de Restauração (4,5); Profecias de Arrependimento (6,7). PROFETA NAUM Naum era natural de Elcos, provavelmente uma cidade emJudá. Exerceu seu ministério profético durante a reforma de Josias. O nome "Naum" significa "um que é confortado". As suas profecias foram dirig idas, exclusivamente, à destruição da Assíria. Esse teria sido um conforto tremendo para Judá, como também para Naum. O profeta Naum foi contemporâneo dos profetas Habacuque e Sofonias. A sua mensagem é, sem sombra de dúvidas, uma poesia sobre a queda de Nínive, a capital da Assina. Você sabia que durante cento e cinqüenta anos a Assíria havia dominado os países do Oriente Médio? Mas foi no ano 612 a.C. que os babilônios conquistaram Nínive. O profeta Naum vê a queda de Nínive como o castigo que Deus manda sobre um povo perseguidor e cruel. Naum profetizou para Nínive aproximadamente 100 anos depois de Jonas. O que sabemos sobre o profeta Naum está em seu livro. Nenhuma outra parte da Bíblia faz menção ao seu nome. Do seu título (1.1), nós aprendemos que Naum era um elcosita. Mas, onde se localiza a cidade de Elcos? Em nenhuma outra parte da Bíblia há referência a esse lugar. Alguns tentaram identificar com 'A/qush, ao norte de Mossul onde a sepultura de Naum ainda é apontada. De acordo com esta opinião, Naum nasceu na Assíria, o que explicaria seu conhecimento perfeito da topografia e do comércio de Nínive. Mas é pouco provável que isso represente a verdade sobre as origens do nosso profeta. Os informantes judeus de São Jerônimo (prefácio ao seu comentário) o situam na região da Galiléia. Outra tradição localizava-o na Judéia, próximo de Eleuterópolis ou Bet-Gibrin. A época de Naum deve ser posta entre a queda de Tebas, no Egito, sob as armas do assírio Assurbanipal, em 663 a.C., e a queda de Nínive, sob os golpes dos babilônios e dos persas, em 612. A primeira é descrita no seu livro (3.8-10) como evento passado; a segunda representa quase a totalidade da sua mensagem profética. 28IBADEP de DEUS Missão 1 Contexto Histórico Nínive foi fundada por Ninrode (Gênesis 10.8-12) e teve uma longa história. Ficava situada no lado oriental do rio Tigres. A cidade foi destruída pelos babilônicos em 612 a.C. De acordo com os antigos historiadores. os exércitos babilônicos sitiaram a cidade por mais de dois anos. No terceiro ano inundaram a cidade e a invadiram. Isto cumpriu parte da profecia de Naum (1.8; 2.6; 3.13). Ela foi destruída completamente por essa inundação e nunca mais foi reconstruída, e isto confirma a predição de Naum (1 .9). A destruição de Nínive seria uma mensagem de consolação para as nações que a Assíria tinha oprimido. Israel e Judá eram duas dessas nações. Israel tinha sido destruída em 722 a.C. Nós precisamos nos lembrar da maneira cruel como os assírios agiam com seus inimigos. Eles queimavam decapitavam seus inimigos, prendiam as pessoas em postes, enfim, os assírios eram terrivelmente cruéis. Naum é um de três profetas que profetizaram contra outras naçoes: Naum contra Assíria; Obadias contra Edom: Habacuque contra a Babilônia; Os três capítulos de Naum podem ser considerados um único poema: A ira do Senhor contra A queda de Os pecados de Nínive. 2 propósito e a teologia do livro Você pode destacar o propósito de Naum considerando basicamente um duplo objetivo do profeta: O primeiro é profetizar sobre o julgamento de Nínive mediante a providência vingadora de Deus. A vingança de Deus (justiça) e sua onipotência são acentuadas pela devastação completa. O seu poder é demonstrado pelas forças da natureza: terremotos etc. Ele pode secar o mar, pode murchar a vegetação e pode destruir tudo na terra. Deus tem o poder para fazer tudo que Ele quer. Mas a ira dele e o seu poder são suavizados pela sua bondade e misericórdia. Deus também está atento aos que confiam nele e os preservará (1.7). O segundo é o sustento consolador da nação de Judá. Naum (1.11-15) alterna entre a destruição de Nínive e a restauração de Judá para mostrar um contraste. que estava por cima será derrubado. O que está por baixo será restabelecido. "Os últimos serão os primeiros e os primeiros serão os Na realidade a mensagem de Naum é esta: "Deus humilha os que se exaltam e exalta os que se humilham". A teologia de Naum parte de um princípio duplo: de um lado, os bons; de outro, os maus. Em Naum os bons são consolados e os maus julgados e castigados. 3 Gênero literário livro de Naum registra excelentes poemas. Trata-se de uma profecia autêntica trabalhada de maneira excepcional O em um tom altamente poético. Nós podemos considerar a primeira parte do livro totalmente poética, principalmente o primeiro capítulo, em razão das idéias transcendentes somadas com entusiasmo lírico. livro de Naum revela muito sobre 0 caráter de Deus 29IBADEP DEUS MINISTÉRIO Missão Deus é Soberano Ele está no controle da natureza e das nações. Ele usou os babilônicos para trazer o julgamento sobre os assírios. Ele também usou uma inundação para ajudar os babilônicos. Deus protege o seu povo Embora usasse a Assíria para disciplinar Israel, ele levou em conta pecado desse povo. Deus julga as nossas atitudes Esta é uma mensagem de condenação para os que desobedecem a Deus e urna mensagem de consolação para os que obedecem e confiam. PROFETA HABACUQUE O nome de Habacuque significa "abraço amoroso" ou, então, "lutador". Como normalmente acontece, nome do profeta tem algo a ver com a mensagem do livro. No terceiro cap~tu lo, um dos mais majestosos da Bíblia, ele deu o seu "abraço em Deus". É o oitavo profeta menor, profetizou em Judá no século VII. Suas profecias diziam respeito aos castigos tremendos contra Judá, e a destruição total dos caldeus da Babilônia por haver invadido o seu povo. O livro de Habacuque não nos oferece, além dos textos que se referem ao nome pessoal do profeta, nenhuma outra informação sobre sua vida. Resta-nos unicamente o conteúdo para deduzirmos a época em que ele viveu e o espírito que o animava. O profeta Habacuque viveu na mesma época em que viveram os profetas Naum e Sofonias. Foi nesse tempo, no ano 612 a.C., que a Babilônia derrotou os assírios e se tornou o império mais poderoso do mundo. Este profeta expressou a sua ansiedade pelo poder crescente do império babilônico e o fato de Deus permitir uma nação pagã dominar o seu povo. Parece evidente que o profeta Habacuque escreveu o seu livro em algum tempo durante o intervalo de 25 anos entre a queda de Nínive (612 a.C.) e a destruição de Jerusalém (586 a.C.). É muito provável que Habacuque tenha crescido durante o reinado de Josias. Ele deve ter participado das muitas reformas que ocorreram durante esse reinado em Judá. Josias foi o último rei justo que se sentou sobre o trono de Judá. Os seus sucessores foram reis corruptos e malvados. Quando Josias morreu, todas as suas reformas foram sepultadas juntamente com ele. O profeta Jeremias foi um dos que descreveram a maldade de Judá antes da derrota de Jerusalém pelos Babilônicos (caldeus). O que você acha da justiça de Deus? Habacuque é o primeiro dos escritores da Bíblia a perguntar com ousadia: Por que Deus deixa triunfar a injustiça? Por que ao castigar o seu povo, Deus usa um povo pior e totalmente opressor? Deus age da maneira que quer. Ele governa o mundo do seu modo e somente requer de nós a nossa fidelidade: "O justo viverá da fé". Você pode estar se perguntando sobre o problema do mal no mundo. Veja em Habacuque essas considerações numa perspectiva divina: Se Deus é bom, então por que há mal no mundo? Por que o mal prospera? O que está fazendo Deus no mundo? Você tem respostas para essas perguntas? Deus às vezes parece ser inativo, mas ele está completamente envolvido com os nossos problemas. O verso 1.12 mostra que os babilônicos estavam debaixo do controle de Deus. Deus estava usandoos para alcançar os seus propósitos. Você deve crer que Deus está no controle da sua e saiba que ele é Bom. Ele julgará o mau e está preocupado com o íntegro. 30IBADEP DEUS MINISTÉRIO 1 Conteúdo histórico Israel havia sido levada para o cativeiro pela Assíria em 722. Porém, o grande império assírio foi logo em seguida esmagado. Nesse mesmo tempo, os egípcios haviam sido derrotados pelos caldeus. Surge, então, no cenário mundial uma nova potência. Judá encontrava-se presa dessa potência mundial. Nabucodonosor estava expandindo o seu poder, e, dentro de um período de vinte anos, os caldeus haviam varrido Judá. A deportação para a Babilônia em 597 e 598 afetou a vida em Jerusalém. Os profetas culpavam o declínio e a apostasia de Israel por essas calamidades. O contexto histórico de Habacuque ocupa-se dessa lastimável situação. 2 propósito e a teologia do livro O propósito do livro de Habacuque é proclamar o Senhor como o guerreiro soberano de Judá, que julga mal de Judá adequadamente, fazendo dos babilônicos instrumento de sua disciplina. Ainda podemos destacar a proteção de Deus ao seu povo, que sustentará os que confiam nele, ou seja, Habacuque proclama Deus como o seu protetor. O livro aborda um ponto crucial da doutrina religiosa: se há uma justiça que rege o mundo, porque os bons são reprimidos pelos maus. A mensagem de Habacuque se parece com a de Jeremias, pelo simples fato de colocar em questão o problema ético da prosperidade dos maus (Jeremias 12.1-3), e com a de saías, que retrata o pensamento de que Deus se serve das aspirações humanas, usando os tiranos estrangeiros para castigar os pecados do seu povo, sem, contudo, deixar impunes os excessos dos tiranos (Isaías 10.5 ss). Deus responde a Habacuque. Ele diz que virá o tempo em que castigará os inimigos de Israel e pede que o profeta confie com paciência na justiça divina. Você pode constatar, então, que a resposta de Habacuque para o problema do mal ressalta a soberania de Deus (Ele pode usar qualquer instrumento para realizar o seu propósito) è a necessidade de as pessoas viverem por fé (2.4). Os maus serão castigados, e aqueles que são fiéis a Deus viverão. Habacuque retrata Deus como Deus eterno, portanto suas promessas também são eternas. Deus realizou um pacto com Israel. Foi prometido a Abraão que dele sairia uma grande nação (Gênesis 12.1-3) e que Davi teria um reino eterno (2 Samuel 7.12 ss). Portanto, a partir desta argumentação você pode ver que Israel não podia cessar de existir como nação. Habacuque aborda o caráter de Deus. Deus é justo e aborrece o mal. Deus não pode consentir com a maldade. Por isso, Deus não pode aprovar que uma nação má assole seu povo. A forma com que Habacuque encara o plano de Deus de usar os babilônios como vara de justiça é incoerente com o caráter de Deus. Um Deus justo não pode cumprir seus propósitos usando meios injustos. Habacuque crê que Deus simplesmente mudaria seus planos. Verifique que a lógica de Habacuque está equivocada: o livro de Juízes está repleto de exemplos de nações estrangeiras usadas por Deus para corrigir o seu povo. Ele usa outros povos como vara de disciplina para ensinar ao seu povo a necessidade da fidelidade. O justo viverá por sua fé. Não podemos adiantar modo como Deus cumprirá seus propósitos e promessas, e na maioria das vezes, não podemos compreender o que ele está fazendo. Estamos obrigados a viver pela fé, se é que estamos buscando a nossa salvação. Não devemos terminar o livro de Habacuque sem recordar o impacto que ele teve sobre a vida do reformador Martinho Lutero. As palavras de Habacuque 2.4 despertaram na mente de Lutero que os seus pecados eram perdoados por sua fé na pessoa e obra de Jesus Cristo, independentemente de suas obras. Isso impulsionou Lutero para uma grande reforma na Igreja. 3 Gênero literário O tema no livro de Habacuque é desenvolvido em três seções: duas lamentações em forma de diálogo e um canto final de contemplação. 31Assembleia IBADEP de DEUS MINISTÉRIO MISSÃO Sua estrutura literária é: diálogo entre Habacuque e Deus (1 .2-2.5); e cinco declarações de aflição (2.6- 20). Em 3.1-9 os dois primeiros são um "diálogo" com Deus. Trata-se de um diálogo dramático entre Deus e o profeta: Por que o mal triunfa, e o bem é oprimido? Por que os ferozes ateus babilônicos têm que triunfar sobre os justos? Deus contesta o questionamento de Habacuque. O resumo da resposta de Deus é que "O justo viverá por sua fé". No arranjo do livro, Habacuque mostra um estilo literário admirável. A linguagem é rica e clássica. O diálogo entre Deus e ele é altamente oratório. Observe o paralelismo de pensamento e expressão que são a característica distintiva da poesia hebraica. A poesia lírica com que o livro encerra, qualifica-o com as melhores produções da poesia hebraica. O terceiro capítulo é o hino glorioso de Habacuque e, com certeza, é um dos mais belos da Bíblia. É sobre a majestade e o poder de Deus e a fé. É uma poesia lírica com as características habituais de um salmo. O princípio e o fim do livro são um grande contraste: Questionamentos e fé; desconfiança e firmeza; lamento e certeza. No sentido apropriado, só o segundo verso deste capítulo forma de uma Os versos que seguem (3-16) descrevem uma teofania, na qual Deus aparece para promover a salvação do seu povo e a ruína dos inimigos opressores. A poesia conclui com a declaração: ainda que as bênçãos da natureza venham a falhar, ele se alegrará no Senhor (17-19). PROFETA SOFONIAS O profeta Sofonías realiza seu ministério no reino sulista, ou seja, Judá, durante o reinado de Josias (640- 609 a.C.). Sofonias é um dos poucos profetas cuja cronologia é fixada por uma data precisa no verso introdutório do livro. Ele era contemporâneo e partidário do grande profeta Jeremias. Ele viveu na mesma época dos profetas Naum e Habacuque. Os profetas escritores foram dezesseis. Não se tem registro nem mesmo dos nomes dos pais de oito deles. Sabemos os nomes dos país de Isaías, Jeremias, Ezequiel, Oséias, Joel e Jonas porque são citados nas respectivas genealogias. O profeta Zacarias, além do nome do pai, menciona também o avô. Sofonias, entretanto, diferentemente de todos, prolonga a cadeia dos seus antepassados até o trisavô, chamado Ezequias. Veja como fica a ascendência de Sofonias: Filho de Cushi Filho de Gedalias Filho de Amarias Filho de Ezequias, (possivelmente o rei de Judá 71 a.C.) É provável que este Ezequias seja identificado com o conhecido rei de Judá, filho de Acaz, que reinou de 720 a 690 a.C. Sofonias profetizou durante o reinado de Josias, o terceiro sucessor e bisneto de Ezequias. O cenário de sua atividade foi a cidade de Jerusalém (1.4-10; Nos dias de Josias (1.1), mas antes da reforma de Josias, porque Sofonias condena práticas religiosas corruptas e perversas (1.4-6, 8, 9, 12). Portanto, Sofonias parece bastante familiarizado com Jerusalém e também com o tribunal. Ele nunca denuncia o rei pessoalmente, e nunca menciona as pessoas pobres de Judá. Talvez ele tenha pertencido à corte real. 32MINISTÉRIO MISSÃO 1 O propósito e a teologia do livro O "dia do Senhor" é um tema muito na profecia de Sofonias. Ele descreve graficamente terror desse verdadeiro "dia de Juízo". "O dia do Senhor" é o tema principal de Sofonias, que aparece 23 vezes nos seus 3 curtos capítulos. Deus julgará em Judá aqueles que: Praticam o paganismo puro (1.4); Misturam a adoração a Deus com a adoração a outras divindades (1.5a); Afastam-se completamente da fé e do caminho de seus pais (1.6); Identificam-se com os ímpios estrangeiros e sua cultura idólatra (1.8); Praticam a violência e o engano (1.9); Põem sua confiança em qualquer coisa (1.18); Negligenciam a instrução de Deus e ignoram suas advertências (3.1-2); Abusam de sua autoridade e desamparam sua administração (3.3-4); Presumem que Deus seja indiferente acerca de seu pecado (1.12). Sofonias descreveu uma religião sincretista (misturada), pois a adoração a Deus estava completamente misturada com as religiões cananita, amonita, e as religiões assírias, entre outras. Sofonias condenou este sincretismo. O profeta fala do dia do Senhor Eterno, quando Ele vai castigar o povo de Judá e os moradores de Jerusalém. Porém, Ele castigará também os outros povos, e as cidades dos filisteus serão destruidas. Mas a cidade de Jerusalém, depois de ser castigada, receberá de novo a graça e as bênçãos de Deus. 2 Contexto histórico As descrições do primeiro capítulo, mostrando o estado da religião e da imoralidade em Jerusalém, caracterizam as condições durante os primeiros anos do reinado do rei Josias. A adoração das estrelas nos telhados (1.5), trata-se de uma imitação da adoração babilônica dos astros trazida no período do reinado de Manassés. O profeta contemporâneo Jeremias também menciona isso (Jeremias 19.13; 32.29). Os reinados de Manassés e Amom foram marcados pela corrupção religiosa no reino em Judá: Manassés reconstruiu os lugares altos que o seu pai, Ezequias, destruiu. Altares construídos por Manassés: Astarote (cananita), Chemosh (moabita), Milcom (amoníta), e Baal (cananíta). Manassés restabeleceu o sacrifício de criança (2 Reis 21). Até mesmo sacrificando dois dos seus próprios filhos no Vale de Hinnom. Adoração dos céus (estrelas, Sol, Lua, corpos celestes) era comum. Amom foi nomeado rei de Judá. No reinado de Amon e Manassés a idolatria tinha sido introduzida nas formas mais vergonhosas (especialmente o culto de Baal e Astarte). Com este culto estrangeiro vieram uma cultura estrangeira e uma grande corrupção de moralidades. Josias, quando se tornou rei em Judá, restabeleceu o culto a Deus, promovendo uma reforma de alcance impressionante. O profeta Sofonias foi um dos mais zelosos conselheiros dessa reforma. O seu livro permanece como um dos documentos mais importantes para a compreensão da época de Josias. O profeta denunciou a corrupção religiosa e moral, que, devido à idolatria, tinha penetrado até mesmo no santuário. 3 Gênero literário A linguagem de Sofonias é vigorosa, mas é livre do tom de lamento tão freqüente em Jeremias. Em algumas passagens fica comovente e poético, sem, com isso, atingir a elocução clássica ou a linguagem 33de DEUS MINISTÉRIO poética de Naum ou Isaías. Sofonias evita ornamentação retórica e poética na sua linguagem. As suas repetições enfatizam os temas e as mensagens importantes dos profetas que ministraram antes dele. ministério de Sofonias coincide com o de Jeremias. A estrutura literária do livro de Sofonias contém, naturalmente, em seus três capítulos, só um esboço das idéias fundamentais: Ameaça contra Judá e Jerusalém (1 .2-18); Ameaça contra diversas nações (2.1-15); O castigo de Jerusalém e sua salvação (3.1-20). PROFETA AGEU O nome "Ageu" significa "festivo" ou "festival". Muitos acreditam que o profeta tenha nascido num dia festivo, e essa seja a origem do seu nome. Alguns sugerem a relação com a celebração da esperança profética, relativa ao Templo e à glória de Deus. Da vida pessoal de Ageu quase nada se sabe. O livro de Ageu é muito curto, e não contém nenhuma informação detalhada sobre ele. As poucas passagens que falam dele simplesmente recorrem à ocasião na qual ele teve que entregar uma mensagem divina em Jerusalém, durante o segundo ano do reinado do rei Persa, Dano (520 a.C.). Ageu é um livro precisamente datado, com as datas exatas das mensagens. A precisão com que ele registra estas datas sugere que ele poderia ter mantido um diário. Foi no começo do reinado de Dano (522 a.C.) que Ageu exerceu seu ministério. Ele começou seu ministério aos 75 anos de idade. É o primeiro dos três profetas do pós-exílio babilônico, com Zacarias e Malaquias. Ageu profetizou por 4 meses, 2 meses antes de Zacarias. Sabemos apenas que foi contemporâneo do profeta Zacarias, com o qual compartilhou a missão de assistir os repatriados na obra de construção do Templo. Portanto, a atividade do profeta Ageu desenvolveu-se durante poucos meses, no segundo ano de Dano 1 (Ageu 1.1; 2.10), rei da Pérsia. 1 - Contexto histórico Os profetas advertiram a destruição de Israel pela Assíria e Babilônia. Deus usaria a Assíria para destruir a nação do Norte, Israel; e a Babilônia para destruir a nação do Sul, Judá. No período anterior e durante o exílio destacam-se os seguintes profetas: Daniel, Jeremias e Ezequiel, que escreveram nesse momento crítico da nação de Judá. Agora nós estamos no período pós-exílio. Os judeus tinham estado no cativeiro babilônico durante 70 anos (Jeremias 25.11). Eles foram deportados primeiro em 606 a.C. e a destruição final do Templo aconteceu em 586. Quando a Pérsia derrotou a Babilônica em 539, Dano assumiu e mudou a política externa relativa ao povo do cativeiro. Em 538 decretou que os judeus podiam voltar para Judá e reconstruir o Templo (Ezequiel 1- No 3). retorno da Babilônia (536 a.C.) os judeus, chéios de zelo religioso, montaram um altar prontamente ao Deus de Israel, e reorganizaram a adoração. Em seguida, celebraram o banquete dos Tabernáculos. Algum tempo depois, começavam a fundação do "Segundo" Templo, também chamado de o Templo de Zorobabel. Depois de uma fase inicial de edificação (Ezequiel 3.8-13), uma forte oposição parou o trabalho por um 34IBADEP DEUS período de 14 anos. Com trabalho no Templo as pessoas começaram a procurar os seus próprios interesses egoístas (Ageu 1.7-11). trabalho da reconstrução do Templo estava suspenso, várias circunstâncias aconteceram para atrasá-la ainda mais: como a invasão Persa no Egito em 527 a.C. Outros fatores ocasionaram o atraso na reconstrução do Templo, entre eles, o fracasso da colheita e da vindima, a indulgência e o egoísmo das classes mais ricas de Jerusalém. O profeta Ageu, diante deste desinteresse, reprova a apatia dos judeus, e os convence da necessidade em priorizar as reformas tão necessárias no Templo. Deus usou Ageu e Zacarias para conscientizar os líderes e as pessoas no trabalho do Templo. A reconstrução foi retomada e completada em 516 a.C., exatamente 70 anos depois de sua destruição. O principal personagem desta reforma foi governador Zorobabel. 2 Gênero literário Sem particular valor quanto ao estilo ou a poesia, o escritor Ageu mostra um grande interesse pelo Templo. Animado pela lembrança da grandeza do antigo Templo, apreciado na sua este interesse é alimentado, sobretudo, pela confiança de que a reconstrução do Templo é a premissa indispen- sável para um renascimento seguro da vida nacional. Na estrutura literária do livro vemos uma composição de quatro mensagens proféticas, cada uma encabeçada pela data na qual foi entregue. 3 propósito e a teologia do livro O profeta Ageu nos faz compreender que os profetas são homens profundamente inseridos no seu real contexto. Nós somos apresentados imediatamente ao tema, que é a reconstrução do Templo. As pessoas estavam dizendo que a hora para reconstruir o Templo não havia chegado. Eles demoraram o processo de reconstrução por 14 anos. O principal objetivo do profeta era encorajar, então, os desanimados repatriados a reconstruírem o Templo. Ele anunciou algumas mensagens de Deus, ordenando ao povo a reconstrução. Ageu reprovou o povo pela falta de prioridade e mostrou os resultados dessa apatia pelas coisas espirituais: em detrimento do espiritual, foi priorizado o material. Ageu exorta o povo a obedecer à mensagem de Deus e retomar o trabalho de reconstrução no Templo. A obediência àmensagem do profeta clareou suas consciências. Assim, eles puderam fazer trabalho de Deus. Ageu lhes deu esperança de um futuro melhor, revelando que Deus ia destruir os seus inimigos e estabelecer o seu reino com eles, os seus escolhidos. É desconhecido o que aconteceu a Ageu depois da sua última mensagem, no dia 18 de dezembro de 520 a.C. O ZACARIAS O ministério de Zacarias começou entre a segunda e a terceira mensagem do profeta Ageu. Contemporâneo de Ageu, provavelmente voltou do exílio da Babilônia com Zorobabel. Alguns sugerem que ele fosse mais jovem que Ageu. Você viu anteriormente que o profeta Ageu estava falando sobre a reconstrução do Templo. Zacarías escreveu sobre a mesma coisa: o Templo. O nome "Zacarias" significa "Deus se lembra". Isso porque Deus se lembrará da sua aliança com a nação (Deuteronômio capítulos 28-30) e manterá as suas promessas. Zacarias é filho de Barequias, filho de Ido. Ido era o principal sacerdote das famílias sacerdotais que voltaram do exílio (Neemias 12.4,16). Isto fazia de Zacarias um sacerdote e um profeta. Também 35IBADEP de DEUS MINISTÉRIO explicaria a sua ênfase ao Templo e os diversos assuntos sacerdotais no livro. Zacarias iniciou a sua atividade profética alguns meses depois de Ageu (Ageu 1.1 e Zacarias Zacanias, 1.1-7), pelo no segundo ano do rei persa Dano 1 (520 a.C.), porém se prolongou por mais tempo. do mesmo que mesmo se narra nos oito primeiros capítulos do seu livro, alcançou quarto ano do reinado Ageu era um Zacarias um profeta misterioso e poeta, com visões obscuras, parecidas estabelecer com as de soberano (Zacarias 7.1). Ezequiel. Zacarias compartilhava com Ageu do seu entusiasmo por reconstruir o Templo e uma comunidade purificada. Zacanias foi escrito para consolar e animar. Para que o povo se arrependesse e voltasse para e reconstruísse o Templo. Os que retornaram do exílio sentiam que seus esforços eram insignificantes e futuro era completamente incerto. É justamente isso que a mensagem de Zacanias enfoca. Ele direciona o futuro e proclama que Deus de enviaria o Messias para estabelecer o seu Reino pela destruição dos impérios pagãos e a salvação Israel. 1 Contexto histórico e gênero literário O contexto histórico de Zacanias é o mesmo de Ageu. Jerusalém é o lugar da profecia de Zacarias. O podem ser facilmente marcadas. As divisões do livro refletem um contexto histórico, descrevendo de livro de Zacanias possui seis seções correspondentes a um oráculo específico. Essas frações de texto maneira constante os problemas. O estilo das duas seções (1-8 e 9-14) está em prosa e em poesia. O livro tem um desenho de diálogo. Há seis interferências do profeta Zacanias que se apresentam sob a forma de debate com perguntas e respostas. A disputa é dirigida de acordo com um plano repetitivo, em que o profeta faz uma declaração e os ouvintes rebatem com pergunta que repete as palavras do profeta; segue-se a explicação, motivan- do a afirmação inicial. A primeira seção (1-8) promete a preservação de Israel para uma restauração futura. Entretanto, verdadeiro pastor é rejeitado, os falsos pastores conhecerão a destruição. No Novo Testamento estes oráculos surgem, freqüentemente, como cumprimento do advento do Messias. A segunda seção (9-14) retrata o dia do Senhor, quando as nações serão destruídas finalmente, os israelitas serão integrados e a linha davídica será reinstalada. Observe que a seção (1-8) recorre à Pérsia como poder mundial e a seção (9-14) recorre à Grécia como poder mundial. As condições calmas (1-8) são modificadas inteiramente no contexto internacional (9-14). Podemos ainda destacar que não há nenhuma menção a Zorobabel em (9-14), embora Zorobabel apareça bastante em (1-8). E, por fim, você pode verificar que (9-14) não têm as datas precisas achadas em (1-8). Livro de Zacarias se divide em duas partes: Os capítulos 1-8. As mensagens do profeta, anunciadas entre 520 e 518 a.C., são uma série de visões que tratam da reconstrução de Jerusalém e do Templo, do perdão dos pecados do povo e do futuro, quando o Messias virá. Os capítulos 9-14 são uma coleção de mensagens a respeito do Messias e do juízo final. versículo 9.9 é citado em Mateus 21.5 e João 12.15, passagens que falam da entrada triunfal de Jesus em Jerusalém. conteúdo de Zacarias é: Mensagens de condenação e de esperança (Zacarias 1.1-8.23); O castigo das nações vizinhas (Zacarias 9.1-8); 36IBADEP de DEUS MINISTÉRIO Prosperidade e paz no futuro (Zacarias 9.9-14.21). 2 O propósito e a teologia do livro A mensagem de Zacarias mostra que Deus se lembra da sua aliança e cumprirá todas as suas promessas. Esta é uma mensagem de esperança para a comunidade pós-exílio. seção (9-14) é muito mais nacionalista que a primeira seção (1-8). As vezes, nacionalismo é até ofensivo A teologia da segunda seção (9-14) tem um elemento apocalíptico forte, não encontrado na primeira seção (1-8). A doutrina sobre os anjos é retratada pelo profeta Zacarias, que velam pelo destino do reino de Deus, e exercem a função de intermediários entre o céu e a terra. Apresentando os vários destaques sobre Messias e o seu reino futuro, Zacarias mostra a luta sucessiva contra o mal até o surgimento de seu último momento, glorioso e eterno. O PROFETA MALAQUIAS Este é o último livro da coleção dos doze profetas Menores. Como resultado, o autor foi considerado durante muito tempo como o último dos profetas do Antigo Testamento. Ao lado das profecias de Ageu e de Zacarias, o livro de Malaquias reveste-se de grande valor por completar informações valiosas do período de retorno dos exilados para Judá. Não podemos nos esquecer do trabalho desenvolvido ali por Esdras e Neemias. O Templo foi reconstruído sob a interferência e liderança de Zorobabel, Ageu e Zacarias em 516 a.C. Mas quase 100 anos tinham-se passado, e as reformas instituídas estavam sendo ignoradas conseqüentemente, havia uma apatia espiritual. As pessoas estavam desconsiderando os sacerdotes e Templo. Eles não estavam trazendo os dízimos e oferecimentos, e havia uma interação com os estrangeiros na questão do divórcio. Malaquias é enviado a reprovar o povo pelos seus pecados. O nome "Malaquias" significa "mensageiro do Senhor" ou "meu Veja que os abusos combatidos por Malaquias, isto é, o descuido na adoração, matrimônios misturados, a negligência na entrega dos dízimos, eram precisamente os elementos principais das reformas empreendidas Neemias. Portanto, a composição do livro de Malaquias pode ser colocada aproxi- madamente em 450 a.C. O livro de Malaquias termina com a palavra "anátema", ou seja, "maldição", porque o Antigo Testamento é a trágica história do fracasso do homem. Porém Malaqu ias renova as pro messas do Redentor. Depois de Malaquias haverá 450 anos de total silêncio profético. 1 Contexto histórico Para definir a época da atividade profética de Malaquias devemos contentar-nos unicamente com os dados fornecidos pela apreciação interna do seu livro. A semelhança, e, às vezes, a identidade com Esdras e Neemias nos levam a supor que também Malaquias viveu durante o período persa, século V. Isso é possível pelos abusos praticados naquela época e repreendidos enfaticamente por Malaquias, Esdras e Neemias. Entre os anos 500 e 450 a.C., o profeta Malaquias anunciou as mensagens de Deus ao povo de Judá, depois da reconstrução do Templo. O povo não estava obedecendo às leis de Deus, mas eles precisavam abandonar os pecados e as maldades. Malaquias também discorreu contra os sacerdotes, pois eles não estavam exercendo as suas obrigações de apresentar sacrifícios e ofertas que verdadeiramente agradassem a Deus. Malaqu ias anunciou que o Deus Eterno viria purificar seu povo, mas antes daquele dia enviaria o seu mensageiro para preparar o caminho. 37IBADEP de DEUS MINISTÉRIO 2 Gênero literário O método de Malaquias é especial, dialético, fazendo perguntas seguidas pela refutação e suas objeções. Sua estrutura literária é a seguinte: O livro possui 4 capítulos e 4 temas: Amor de Deus por Israel, 1.1-5; Pecados dos sacerdotes, 1.6-2.9; Pecados do povo, 2.10-3.18; O dia do Senhor, cap. 4. 3 propósito e a teologia do livro A mensagem refletida no livro de Malaquias assemelha-se muito àquela que aparece nos livros dos profetas dos séculos VIII e VII a.C. Esses profetas reconhecem a soberania absoluta do Deus de Israel, e unicamente o empenho pessoal com que Deus poderia afiançar a bênção e a paz para a nação. A graça de Deus é enfatizada no princípio do livro de Malaquias pela escolha de Jacó. Nós também fomos escolhidos por Deus. Da mesma maneira que Jacó não mereceu ser escolhido, nós também não merecemos ser escolhidos. Somente pela graça de Deus somos salvos. O povo estava abatido experimentava um amargo desapontamento, porque as profecias gloriosas de Ageu e de não se cumpriram imediatamente. Como resultado, todos, os sacerdotes, e as pessoas de um modo geral, estavam completamente desanimados. Estavam se descuidando do culto e da vida religiosa. Eram ingratos, irreverentes, infiéis como sa cerdotes e desprezíveis. Cometiam adultério, opressão e, ac ma de tudo, colocavam a culpa em Deus. Malaquias lhes apresenta um Deus que é bom, responsável fiel. Um Deus preocupado com seu povo. cerdotes e desprezíveis. Cometiam adultério, opressão e, acima de tudo, colocavam a culpa em Deus. Malaquias lhes apresenta um Deus que é bom, responsável e fiel. Um Deus preocupado com seu povo. 38