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AO JUÍZO DA 3ª VARA DE FAMÍLIA DA COMARCA DE GOIANÉSIA – GO 
 
 
Autos nº: ... 
 
 
PEDRO, nacionalidade, estado civil, profissão, portador da carteira 
de identidade nº XXX, expedida pelo órgão expedidor/UF, inscrito no CPF sob o 
nº XXX, residente e domiciliado em Barra Mansa/RJ, telefone: XXX, possuidor 
do endereço eletrônico: XXX, vêm, por seu advogado(a) que a este subscreve, 
com endereço laboral na Rodovia/Estrada/Av./Viela/Rua XXX, nº XXX, bairro 
XXX, cidade/UF, CEP: XXX, telefone: XXX, possuidor(a) do endereço eletrônico: 
XXX, devidamente constituído(a) consoante procuração anexa, vem à presença de 
Vossa Excelência, com fundamento no art. 1.009 do novo Código de Processo Civil, 
interpor, tempestivamente, RECURSO DE APELAÇÃO em face da sentença de 
mérito prolatada nos autos supra de Ação de Exoneração de Alimentos, consoante as 
razões fáticas e jurídicas declinadas em anexo. 
 
Diante do exposto, requer-se, desde já, a Vossa Excelência que após as 
formalidades previstas no art. 1.010 do Código de Processo Civil a intimação do 
recorrido para, querendo, oferecer as contrarrazões e, ato contínuo, sejam os autos, com 
as razões anexas, remetidas ao Egrégio Tribunal de Justiça do Estado de Goiás, para os 
fins aqui aduzidos. 
 
Nestes termos, pede deferimento. 
 
Local, data. 
Advogado (a)/matrícula. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
RAZÕES DE APELAÇÃO 
 
Apelantes: PEDRO 
Apelado: ANTÔNIO 
Proc. nº ... 
 
EGRÉGIO TRIBUNAL, 
 
1. TEMPESTIVIDADE DO RECURSO 
 
A sentença foi proferida em ..., decretando a exoneração da pensão do 
recorrente (fls. ...). 
 
O artigo 1.003, parágrafo 5º do Código de Processo Civil, estabelece o 
prazo de 15 dias úteis para a apresentação do recurso. À luz do exposto, resta inequívoca 
a tempestividade deste recurso de apelação. 
 
2. INTERESSE RECURSAL 
 
A parte recorrente possui interesse recursal em razão de ter sido 
exonerado de sua pensão alimentícia, uma vez que é estudante de graduação no 
curso de engenharia civil na instituição ..., conforme declaração anexa, 
necessitando do auxílio de seu genitor com interesse à preservação da dignidade 
do recorrente. 
 
3. DO PREPARO 
 
De acordo com o art. 98 e seguintes e art. 1.007, ambos do CPC, a 
gratuidade da Justiça das pessoas com insuficiência de recursos abrange quaisquer 
despesas referentes à interposição de recursos. 
 
 
 
 
 
 
4. BREVE SÍNTESE DA DEMANDA 
 
 
Insurge-se o apelante em face da douta sentença proferida pelo Juízo a quo, 
que julgou procedente o pedido de exoneração de alimentos, com base na maioridade 
civil do apelante, que completara 18 (dezoito) anos, contudo é de se informar que o 
mesmo ingressou na faculdade, primeira graduação em ato contínuo a sua formação 
escolar, de modo que não fora considerada a situação de necessidade do apelante na 
manutenção da pensão pelo Juízo a quo. 
 
É contra a r. sentença que se recorre. 
 
5. DO MÉRITO 
 
Insta ressaltar que a prestação alimentícia ao recorrente deve ser retomada, 
ao passo que necessita do auxílio de seu genitor, apregoa o artigo 1.694, § 1º, do Código 
Civil, " Os alimentos devem ser fixados na proporção das necessidades do reclamante 
e dos recursos da pessoa obrigada.” ao caso o CPC ainda estabelece: 
 
“Art. 1.701. A pessoa obrigada a suprir alimentos poderá 
pensionar o alimentando, ou dar-lhe hospedagem e 
sustento, sem prejuízo do dever de prestar o necessário à 
sua educação, quando menor. “ 
 
 
Aduz registrar, a princípio, que a maioridade civil, por si só, não é causa para 
a extinção automática da prestação alimentar, uma vez que o apelante cursa primeira 
graduação em engenharia civil, consoante diversos entendimentos jurisprudenciais, vejamos: 
 
“0006281-63.2002.8.19.0206 – APELAÇÃO - 1ª Ementa 
Des(a). FLÁVIA ROMANO DE REZENDE - Julgamento: 
22/11/2017 - DÉCIMA SÉTIMA CÂMARA CÍVEL 
EXONERAÇÃO DE ALIMENTOS. FILHO MAIOR. 
SENTENÇA JULGANDO IMPROCEDENTE O PEDIDO, 
AO ARGUMENTO DE QUE O ALIMENTADO SE 
ENCONTRA MATRICULADO EM CURSO SUPERIOR. 
RECURSO VENTILADO PELO ALIMENTANTE. - A 
 
 
 
 
 
obrigação alimentar dos pais subsiste, excepcionalmente, 
até 24 (vinte e quatro) anos, desde que o alimentando 
esteja cursando ensino superior ou curso 
profissionalizante e necessite dos alimentos para seu 
sustento. - A manutenção do pensionamento após a 
maioridade é medida excepcional e temporária, 
objetivando oferecer melhores condições ao alimentando 
para conclusão de curso superior. - Alimentando que não 
comprovou estar matriculado no curso de direito, pelo 
que se justifica a exoneração pleiteada. DÁ-SE 
PROVIMENTO AO RECURSO. 
 
Íntegra do Acórdão em Segredo de Justiça - Data de 
Julgamento: 22/11/2017.” 
 
Além disso o professor Rolf Madeleno, em seu livro curso de Direito de 
Família, explica, in verbis: 
 
"a obrigação alimentar subsiste depois de alcançada a 
capacidade civil, quando o crédito de alimentos é 
destinado a manter filho estudante, especialmente, 
porque continua dependente de seus pais por cursar 
universidade, mesmo que frequente algum estágio, pois 
sabido que os valores pagos aos estagiários são em 
caráter simbólico e raramente atingem quantias capazes 
de dispensar o prolongamento da indispensável 
prestação alimentar." 
 
Diante do exposto, requer a reforma da sentença. 
 
3) DO PEDIDO 
 
Assim, ante o exposto, requer-se o recebimento do presente Recurso de 
Apelação com efeito devolutivo, bem como o seu provimento para o fim de reformar a 
sentença a quo e julgar improcedente o pedido inicial, mantendo os alimentos do apelante. 
 
 
 
 
 
 
Além disso requer-se a condenação do apelado ao ônus e sucumbência. 
 
 
Nestes termos, pede deferimento. 
 
 Advogado (a), matrícula.

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