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1 
 
AO JUÍZO DE DIREITO DA ___ ª VARA DE FAMÍLIA DA COMARCA DE 
PORTO ALEGRE/RS 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
ELISVÂNIA, nacionalidade, casada (separada de fato), 
profissão, portadora da carteira de identidade nº XXX, expedida pelo órgão 
expedidor/UF, inscrita no CPF sob o nº XXX, residente e domiciliada em Porto 
Alegre/RS, telefone: XXX, possuidora do endereço eletrônico: XXX, vem, por 
seu advogado(a) que a este subscreve, com endereço laboral na 
Rodovia/Estrada/Av./Viela/Rua XXX, nº XXX, bairro XXX, cidade/UF, CEP: 
XXX, telefone: XXX, possuidor(a) do endereço eletrônico: XXX, devidamente 
constituído(a) consoante procuração anexa, perante Vossa Excelência, com 
fulcro no art. 1.580, §2º, do Código Civil, na Lei nº 6.515/77 e no art. 226, §6º, da 
CRFB/88, propor 
 
AÇÃO DE DIVÓRCIO LITIGIOSO 
 
em face de ARGEMIRO, nacionalidade, casado (separado de fato), profissão, 
portador da carteira de identidade nº XXX, expedida pelo órgão expedidor/UF, 
inscrito no CPF sob o nº XXX, residente e domiciliado em Florianópolis/SC, 
telefone: XXX, possuidor do endereço eletrônico: XXX, pelos fatos e 
fundamentos que passa a aduzir. 
 
2 
 
 
1. DA COMPETÊNCIA PROCESSUAL 
 
Insta aduzir que o último domicílio do casal foi na cidade de Porto 
Alegre/RS, nesse sentido o foro competente para a propositura da presente 
ação é o domicílio desta cidade, tendo em vista que reside com a autora, seu 
filho, que adveio da união do casal, eis autora e réu da demanda, Henrique, 
absolutamente incapaz, atualmente com 5 (cinco) anos de idade, conforme 
previsto no Art. 53 inciso I, alínea “a”, da Lei 13.105/2015, in verbis: 
 
“Art. 53. É competente o foro: 
 
I - para a ação de divórcio, separação, anulação de casamento e 
reconhecimento ou dissolução de união estável: 
a) de domicílio do guardião de filho incapaz” 
 
2. DA GRATUIDADE DE JUSTIÇA 
 
Inicialmente, afirma ser pessoa necessitada (ou em situação de 
vulnerabilidade), com insuficiência de recursos para pagar a taxa judiciária, as 
custas, as despesas processuais e os honorários advocatícios, na forma do artigo 
115, do Decreto-lei Estadual n° 5/75, e do artigo 98 do Código de Processo 
Civil, motivo pelo qual tem direito à gratuidade de justiça, indicando a 
Defensoria Pública para a defesa de seus interesses. 
 
3. DA OPÇÃO PELA REALIZAÇÃO OU NÃO DE AUDIÊNCIA DE 
CONCILIAÇÃO 
 
Cumpre informar que o autor opta pela realização de audiência de 
conciliação ou mediação na forma do artigo 319, VII do NCPC. 
 
4. DOS FATOS 
 
A autora está casada como réu desde 13 de agosto de 2000, sob o 
regime da Comunhão Universal de bens (certidão de casamento em anexo) e, 
cessado o ânimo de manter com ele uma vida em comum (affectio maritalis), 
deseja a dissolução do vínculo matrimonial. 
 
 O casal encontra-se separado de fato desde 05 de setembro de 2020, 
não havendo possibilidade de reconstituição de vida em comum. 
 
 
 
 
3 
 
5. DO FILHO 
 
Dessa união adveio o nascimento de 01 (um) filho, a saber, 
HENRIQUE, absolutamente incapaz, atualmente com 5 (cinco) anos, conforme 
certidão de nascimento anexa. 
 
6. DA GUARDA, DA VISITAÇÃO E DOS ALIMENTOS DO FILHO 
 
Em relação à guarda, aos alimentos e à visitação do filho, estes serão 
discutidos em via própria. 
 
7. DOS ALIMENTOS ENTRE OS CÔNJUGES 
 
Por possuir recursos suficientes para o próprio sustento, a autora 
deixa de exercer o direito à pensão alimentícia. 
 
8. DO NOME 
 
Não houve alteração de nome quanto ao cônjuge varão. 
 
Na constância do matrimônio houve alteração do nome do 
cônjuge varoa, passando a constar Elisvânia. Contudo, deseja a requerente 
voltar a usar seu nome de solteira, a saber, Elisvânia Silva. 
 
9. DOS BENS 
 
Os cônjuges possuem os seguintes bens a serem partilhados: 
 
a) direito e ação sobre 1 (uma) casa, adquirida no ano de 2002, 
localizada em XXX, com valor de mercado de R$300.000,00 
(trezentos mil reais); 
b) direito e ação sobre 1 (um) apartamento, adquirido no ano de 
1998, localizado em XXX, com valor de mercado de R$500.000,00 
(quinhentos mil reais), e; 
c) direito e propriedade sobre um veículo automotor adquirido 
em 2005, da marca XXX, modelo XXX, cor XXX, ano XXX, Placa 
XXX, com valor de mercado de R$30.000,00 (trinta mil reais). 
 
 
4 
 
A autor deseja a partilha dos supraditos bens no correspondente à 
50% (cinquenta por cento) para cada cônjuge. 
 
Em relação aos bens, descritos nas alíneas acima, segue 
colacionados os documentos comprobatórios; tais como XXX, bem como as 
respectivas planilhas detalhando os valores de mercado em que se encontram, 
além disso, os supramencionados bens encontram-se sob a posse a administração 
de XXX. 
 
10. DOS FUNDAMENTOS 
 
Inteira-se que casamento civil pode ser dissolvido pelo divórcio e 
não tendo mais a autora interesse na comunhão de vida, é um direito 
incontroverso seu divorciar-se, conforme dispõe o art. 226, § 6º da CRFB e art. 
1.571, IV do Código de Processo Civil, grifam-se: 
 
“Art. 226. A família, base da sociedade, tem especial proteção do Estado. 
§ 6º O casamento civil pode ser dissolvido pelo divórcio” 
 
“Art. 1.571. A sociedade conjugal termina: 
IV - pelo divórcio” 
 
A jurisprudência descreve em relação ao casamento, a seguir: 
 
APELAÇÃO CÍVEL. 
FAMÍLIA. DIVÓRCIO LITIGIOSO. COMUNHÃO UNIVERSA
L DE BENS. NO REGIME DA COMUNHÃO UNIVERSAL DE 
BENS, A LEGISLAÇÃO. PRECEITUA QUE SEJAM 
PARTILHADOS TODOS OS BENS DOS CÔNJUGES, 
PRESENTES OU FUTUROS, ADQUIRIDOS ANTES OU 
DEPOIS DO CASAMENTO, CONSTITUINDO-SE UM 
PATRIMÔNIO ÚNICO, TENDO CADA UM O DIREITO À 
METADE IDEAL DO PATRIMÔNIO COMUM, HAVENDO, 
AINDA, A COMUNICAÇÃO DO ATIVO E DO PASSIVO 
(ARTIGO 1.667 DO CÓDIGO CIVIL). APELAÇÃO PROVIDA. 
(Apelação Cível, nº 50093759020198210008, Oitava Câmara 
Cível, Tribunal de Justiça do RS, Relator: João Ricardo dos 
Santos Costa, Julgado em: 07-03-2024) 
 
 
5 
 
Assim, doutrinava Silvio Rodrigues, jurista brasileiro, sobre o 
regime da comunhão universal de bens: 
 
“Tal regra, que surge como um alçapão posto na lei para ludibriar a 
boa-fé dos nubentes e conduzi-los a um regime de bens não desejado, 
só encontra explicação na indisfarçável preferência do legislador de 
1916 pelo regime da comunhão universal e na sua desmedida tutela do 
interesse particular, injustificável em assunto que não diz respeito à 
ordem pública” (RODRIGUES, Silvio. Direito civil: direito de 
família. São Paulo: Saraiva, 1987. v. 6. p. 165-166) 
 
11. DA PARTILHA DOS BENS 
 
O regime de bens adotado no casamento das partes no 
casamento, a saber, comunhão universal de bens, o patrimônio adquirido na 
constância da união de vida e todos os bens presentes e futuros, comunicam-
se, trazendo o art. 1.667 e seguintes do Código Civil a discriminação exata de 
quais bens entram na comunhão: 
“Art. 1.667. O regime de comunhão universal importa a comunicação de 
todos os bens presentes e futuros dos cônjuges e suas dívidas passivas, com 
as exceções do artigo seguinte 
 
Art. 1.668. São excluídos da comunhão: 
I - os bens doados ou herdados com a cláusula de incomunicabilidade e os 
sub-rogados em seu lugar; 
II - os bens gravados de fideicomisso e o direito do herdeiro fideicomissário, 
antes de realizada a condição suspensiva; 
III - as dívidas anteriores ao casamento, salvo se provierem de despesas com 
seus aprestos, ou reverterem em proveito comum; 
IV - as doações antenupciais feitas por um dos cônjuges ao outro com a 
cláusula de incomunicabilidade; 
V - Os bens referidos nos incisos V a VII do art. 1.659.” 
 
Conforme descrito nos fatos, o casal adquiriu os bens elencados 
anteriormente conforme disposição legal, os seguintes bens por determinação 
legal devem ser partilhados no montante de 50% (cinquenta por cento) para 
cada. 
12. DO JULGAMENTO PARCIAL DO MÉRITO QUANTO AO PEDIDO 
DE DIVÓRCIO 
 
Conforme expostono artigo 356 do Novo Código de Processo Civil, 
em seus incisos I e II: 
 
 
6 
 
Art. 356. O juiz decidirá parcialmente o mérito quando um ou mais dos 
pedidos formulados ou parcela deles: 
I - mostrar-se incontroverso; 
II - estiver em condições de imediato julgamento, nos termos do art. 355. 
Por sua vez, o enunciado de nº 18 do Instituto Brasileiro de Direito 
de Família e Sucessões – IBDFAM dispõe que: 
 
“Nas ações de divórcio e de dissolução da união estável, a regra deve ser o 
julgamento parcial do mérito (art. 356 do Novo CPC), para que seja decretado 
o fim da conjugalidade, seguindo a demanda com a discussão de outros temas.”. 
 
Dessa forma, a não obtenção de eventual consenso na partilha dos 
bens oriundos da relação conjugal não será óbice para a decretação do divórcio, 
prosseguindo-se o processo até os ulteriores termos da partilha. 
 
Além disso, Pablo Stolze alude que não pode ser óbice para a 
decretação antecipada do divórcio a partilha de bens pendentes do casamento, 
vejamos: 
 
 “Na medida em que se trata de providência que pode ser adotada no limiar do 
processo, ou sejam in limine litis. E não olvidamos que, em essência, trata-se da 
antecipação dos efeitos definitivos incontroversos da sentença, porquanto, como 
dito acima, por se tratar, o divórcio, de um direito potestativo, não haveria 
razão ou justificativa de mérito hábil a impedir a sua decretação. Nesse 
contexto, podemos concluir, então, ser juridicamente possível que o casal 
obtenha o divórcio mediante uma simples medida liminar, devidamente 
fundamentada, enquanto ainda tramita o procedimento para o julgamento final 
dos demais pedidos cumulados. Tal conclusão vai ao encontro dos princípios 
fundamentais do novo Direito de Família, na perspectiva sempre presente da 
dignidade da pessoa humana" (STOLZE, Pablo. Divórcio liminar. Jus 
Navigandi, Teresina, ano 19, n. 3.960) 
 
13. DOS PEDIDOS 
 
Em razão do exposto, requer: 
 
a) a concessão do direito à gratuidade de justiça; 
 
b) a citação da parte Ré para a audiência de conciliação, 
instrução e julgamento, e a intimação desta para responder aos termos da 
presente, sob pena de incidência dos efeitos da revelia; 
 
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2015-2018/2015/lei/l13105.htm#art355
 
7 
 
c) a procedência do pedido, com a decretação do divórcio, a 
partilha dos bens e direitos econômicos existentes supramencionados nos itens 
“a”, “b” e “c”, no correspondente à 50% (cinquenta por cento) para cada 
cônjuge e a expedição da carta de sentença para averbação junto ao Cartório do 
Registro Civil competente; 
 
d) que as intimações ocorram exclusivamente em nome do 
patrono(a), portador(a) da OAB/UF, nº XXX; 
 
e) por fim, a condenação do réu ao pagamento de custas e 
honorários advocatícios, esses a serem revertidos, nos parâmetros do art. 85, 
parágrafo 2º do Código de Processo Civil. 
 
14. DAS PROVAS 
 
Protesta por todos os meios de prova em Direito admitidos, em 
especial documental suplementar, testemunhal e depoimento pessoal da parte 
Ré, sob pena de confissão. 
 
15. DO VALOR DA CAUSA 
 
 Atribui-se à causa o valor de R$ 830.000,00 (oitocentos e trinta mil 
reais). 
 
Nestes termos, pede deferimento. 
 
Porto Alegre/RS, data. 
Advogado(a), 
Matrícula XXX

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